| Tipo | Projeto de Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 15 / 2009 |
| Date | 2009-04-08 |
| Ementa | Concede título de Cidadão Honorário de Castro ao Senhor Dionísio Bertolini. |
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CÂMARA MUNICIPAL DE CASTRO ESTADO DO PARANÁ prosETO DE LEINS 15 |09 SÚMULA: Concede título de Cidadão Honorário de Castro ao Senhor Dionísio Bertolini. Art. 1º - Autoriza o Município de Castro conceder Título de Cidadão Honorário de A Castro ao Senhor Dionísio Bertolini. Art. 2º - As despesas decorrentes desta concessão correrão à conta do orçamento em vigor. Art. 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessões da Câmara Municipal, em 27 de APROVAL : ra, / 'querque Carvalho Vereador CÂMARA MUNICIPAL Secretaria Protogolado Sob Nº AO no Em34.9e23 “qe 22,07. Ásio;ZO hs. Ass. ZA Ee CÂMARA MUNICIPAL DE CASTRO Afixado em Mural o2 Ot 1º De ——-—— ZE Ot 19009 JUSTIFICATIVA Dionísio Bertolini nasceu em 16 de novembro de 1939 em Santo Antônio da Platina. É casado com Helga Marisa de Carvalho Pusch, com quem teve três filhos, Paulo Antonio, Mario Bernardo (falecido) e Marcos Roberto. Seus pais, Mario Bertolini e Aparecida Bolognesi, eram filhos de imigrantes italianos que tinham fazenda de café no norte do Paraná, em Ubá, na região entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho. A família veio para Castro por recomendação médica, pois o menino começou à ter problemas respiratórios. O clima seco do norte do estado não fazia bem a Dionísio e era preciso mudar de ares. Primeiro foram para Ponta Grossa e, depois, seguindo as instruções mais específicas do médico, vieram para Castro. Aqui, a saúde de Dionísio se recuperou completamente e os sintomas que O atormentavam nunca mais apareceram. Chegaram em novembro de 1955, Dionísio tinha terminado o 12 série do ginásio e continuou seus estudos no Colégio Diocesano de Santa Cruz, dirigido pelo professor Bernardo Litzinger. Castro logo passou a ser sua cidade do coração, um terreno fértil com grandes promessas para seu espírito inquieto e empreendedor. Em 1956, aos dezessete anos, para ajudar com as despesas de casa, montou com a mãe e a empregada seu primeiro negócio: uma lavanderia nos fundos de casa, que tinha grande freguesia no Colégio São José, pois lavavam e passavam as roupas € saias plissadas das alunas, além de atender vários clientes na cidade. Ainda nesse ano, seu pai comprou a padaria Esmeralda, de Alberto Moreira, e Dionísio como responsável pelo empreendimento logo a fez prosperar com a ajuda de seus pais, irmãos e cunhado. Durante anos, a padaria se modernizou e cresceu continuamente. Começaram entregando pão com uma carroça e um pé-de-bode e chegaram, em seu apogeu, a comprar várias padarias em Castro. Em 1960, para aproveitar o tempo que tinha disponível após a entrega do pão e a administração da padaria, resolveu montar uma oficina e revenda da Volkswagen em Castro. Era um filão, pois se vendia muitos carros no município, principalmente para Os japoneses que enriqueciam com a agricultura, plantando batata e cenoura. Após conversar com os diretores da Volkswagen do Brasil em São Bernardo do Campo e fazer um acordo com a Autonacional de Ponta Grossa, fundou a Castrowagen, que mais tarde foi vendida a Hideo Kayano e se transformou na atual concessionária da Volkswagen Amusa. Em 1962, seguindo o exemplo dos japoneses, resolveu plantar batatas na chácara que a família havia comprado perto da cidade, em São Tomé. Foi um sucesso, mas resolveu sair na hora certa, pois em 1965, veio a grande quebra dos produtores de batata. Em seguida, abriu uma borracharia com serviço de recape de pneus perto do quartel. Era um excelente negócio, pois tinha muitos amigos, entre eles, muitos dos japoneses que o conheciam e que compraram carros na VW. Sua mente observadora sempre procurava novas oportunidades e Castro O surpreendia a cada momento. Em janeiro de 1968, estimulado pelo especialista em fertilidade de solo e adubos, o alemão Klaus Nixdorf, da Ricasa de Rolândia, Dionísio e mais dois sócios, Jamil Fadel e seu pai Mario Bertolini, fundaram a Calpar. Inicialmente a empresa funcionava no centro de Castro, na rua Romário Martins, em um barracão que pertencia ao Dr. Libânio Estanislau Cardoso. O cálcario, embora fundamental, era desconhecido dos agricultores. Vendê-lo, nos primeiros tempos, foi difícil. Logo, porém, todos perceberam sua importância fundamental para corrigir o solo e começaram a usar, incentivados inclusive por um programa do Governo, O Procal. Em julho de 1970, a Calpar adquiriu uma jazida própria com calcário de alta qualidade. E, em 1972, com o aumento da demanda, a indústria transferiu-se para o Morro do Ferro, onde instalou seis moinhos de construção própria. Em 1990, toda a indústria mudou para o interior de Castro, onde fica a mina. Crescendo e modernizando-se constantemente, hoje, a Calpar tem capacidade de produção de 1,5 milhões de toneladas / ano, com 100% da indústria em área coberta, tendo se tornado a maior produtora de calcário agrícola do país. Vários sócios e parceiros participaram com Dionisio Bertolini do crescimento da Calpar durante esses 40 anos de atividades: Mário Xavier, Jamil Fadel, Mário Bertolini, Pepe Alvarez, Valdeny Kiel, Hideo Kayano, Yoiti Iwashita, Ronie Cardoso e José Bertolini, o irmão que sempre esteve ao seu lado desde a fundação da empresa. A Calpar, atualmente, faz parte de uma holding sob a direção de Dionísio Bertolini que também inclui as empresas Comércio e Agropecuária Brotas, a Granfinale Sistemas Agrícolas, a Agropecuária Vale do lapó, fazendas de agricultura e pecuária e as Termas Riviera, que empregam aproximadamente 250 funcionários. No anos 80, Dionisio fundou e foi sócio da construtora Morro do Mastro e da transportadora Diokarb. A Brotas foi montada em 1979, com a finalidade de secar cebola e alho, seguindo a tendência de mercado percebida por Kunicasu Ninomya, experiente e perspicaz gerente da Comercial Sul-Paraná, trazido por Hideo Kayano para Castro. No final dos anos 1980, a empresa se redirecionou e passou à trabalhar para a Elma Chips, produzindo e secando milho de qualidade especial. Viagens aos Estados Unidos, aprimoramento técnico de pessoal, investimentos em tecnologia para melhorar a qualidade do produto, nada foi poupado para polir essa relação preciosa que permanece produtiva e intacta até hoje. A experiência com os secadores da Brotas e a procura de constante modernização para atender a Elma Chips, porém, geraram novas idéias. Uma nova tecnologia de secagem e armazenamento, conquistada com muito investimento e esforço, começara a se tornar patrimônio da Brotas. Essa experiência, que se impunha em ser aproveitada de outras formas, foi o embrião para a criação de uma nova empresa: a Granfinale, que começou a fabricar Silos-Secadores e sistemas de armazenamento e secagem de grãos. A Granfinale foi fundada em 1996, após Dionisio fechar um contrato com a empresa americana DMC (David Manufacturing Co.) para vender seus equipamentos no Brasil. Porém, quando a DMC foi vendida para a GSI (Grain Systems, Inc.), em 1997, os interesses se diversificaram e Dionisio se viu confrontado com a decisão de continuar no négócio e construir uma indústria ou se resignar a abandonar um sonho que começava a ganhar uma realidade promissora. Não pensou duas vezes... Hoje a granfinale tem um perfil próprio e definido, pois seus produtos são únicos, com design funcional e diferenciado do modelo convencional, e que está conquistando mercado rapidamente. Muitos produtores de grãos e de café já usam o sistema Granfinale em várias regiões do Brasil. De sobremesa, sobrou as Termas Riviera, cujo futuro está sendo preparado com carinho, pois é a menina dos olhos de Dionisio Bertolini no momento. Para quem sempre teve tantas idéias, as termas são um prato cheio, no que diz respeito a novos empreendimentos... Assim, Castro recebeu Dionisio Bertolini de braços abertos e lhe deu oportunidade e meios de se tornar o empresário exemplar que conhecemos e ele retribui isso trazendo emprego e fomentando o progresso e crescimento de nosso Município. Sala das Sessões da Câmara Municipal, em 27 de março de 2009. o de Albuquerque Carvalho Vereador