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PLANO MUNICIPAL DE ARBORIZAÇÃO URBANA
MUNICÍPIO DE CORBÉLIA-PR
PREFEITURA MUNICIPAL DE CORBÉLIA
CNPJ: 76.208.826/0001-02
Endereço: Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro, Corbélia-PR.
Telefone: (45) 3242-8800
E-mail: corbelia@corbelia.pr.gov.br
RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART _ ANEXO 4)
Anderson Gonçalves Pinto Engenheiro agrônomo | CREA-PR: 90485/D
Endereço: Av. Presidente Castelo Branco, nº 4370, Zona VI, Umuarama-PR.
Telefone: (49) 8400-2010
E-mail: anderson.agro2006@gmail.com
EQUIPE TÉCNICA
Adrielly Costa Advogada | OAB-PR: 53.957
Andressa Satie Ito Advogada | OAB-PR: 65.329
Arisa Koga Engenheira ambiental | CREA-PR: 198302/D
Daniel Cabelleira Bom Engenheiro civil | CREA - PR: 192204/D
Edenilso da Silva Junior Tecnólogo em análise e desenvolvimento de sistemas
Gabriela Novais Guesso Engenheira ambiental | CREA-PR: 198155/D
Gustavo Arguelho Técnico em tributação
Leandro Luiz Barco Administrador | CRA-PR: 31767
Ludmila Oliveira Stefano Engenheira Civil | CREA-PR: 200620-D
Luana Heloisa de S. Paulovski Engenheira civil | CREA-PR: 184913/D
Silvio Rogério Milaré de Souza Contador e especialista em gestão ambiental | CRCPR: 046767-O
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AGRADECIMENTOS
Prefeito do Município de Corbélia
Giovani Miguel Wolf Hnatuw
Vice-prefeito do Município de Corbélia
Dangelles Decki
Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente
Andreo Eliezer Fontana
Diretor do Departamento de Proteção ao Meio Ambiente
David Lube Filho
Diretor do Departamento de Turismo
Marcio Antônio Vieira
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Uma das primeiras capturas fotográficas do Município de Corbélia. 14
Figura 2. Rua Ipê Amarelo, esquina com Rua Hortência no ano de 1954........14
Figura 3. Remoção da mata existente para construção de edificações no ano
de 1948..............................................................................................................15
Figura 4. Pioneiros com uma grande peroba (Aspidosperma polyneuron) no
ano de 1955.......................................................................................................16
Figura 5. Plantio de Ipês com alunos da rede municipal..................................17
Figura 6. Visita de alunos de escolas municipais ao Parque Municipal
“Mansueto Fontana”.....................................................................................................18
Figura 7. Projeto "Cidade Florida"....................................................................19
Figura 8. Aviso a respeito do corte e poda de árvores no Município de Corbélia.
..........................................................................................................................20
Figura 9. Localização do Município de Corbélia...............................................24
Figura 10. Biomas do Estado do Paraná..........................................................26
Figura 11. Formação fitogeográfica..................................................................27
Figura 12. Hidrografia no Município de Corbélia..............................................30
Figura 13. Mapa de solos do Município de Corbélia.........................................32
Figura 14. Classificação climática do Município de Corbélia............................33
Figura 15. Danos ocasionados por tempestade no Município de Corbélia em
2020...................................................................................................................35
Figura 16. Queda de árvore ocasionada por tempestade no Município de
Corbélia em 2020..............................................................................................35
Figura 17. Danificação de veículo ocasionado por queda de árvore em função
da tempestade que ocorreu no Município de Corbélia em 2020.......................36
Figura 18. Sistema viário do Município de Corbélia.........................................40
Figura 19. Imagem do Mapbox, com GSD de 50 cm........................................44
Figura 20. Imagens capturadas pela RPAS com GSD de 5cm........................45
Figura 21. Imagens obtidas pela câmera multidirecional 360º.........................45
Figura 22. Exemplo dos pontos de árvores totais.............................................46
Figura 23. Totais de árvores na sede e nos distritos de Corbélia.....................47
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Figura 24. Validação das quadras para verificar quais realmente estavam na
área urbana.......................................................................................................49
Figura 25. Quadras selecionadas para amostragem........................................51
Figura 26. Seleção de quadras para a amostragem e a quantidade de árvores.
..........................................................................................................................53
Figura 27. Quadras da sede selecionadas para a amostragem no portal do
município...........................................................................................................54
Figura 28. Quadras da sede selecionadas para a amostragem no portal do
município...........................................................................................................54
Figura 29. Cadastro de cada árvore no portal do município.............................55
Figura 30. Informações para serem inseridas de cada árvore no portal do
município...........................................................................................................55
Figura 31. Características de cada árvore no portal do município....................56
Figura 32. Características do meio no portal do município...............................56
Figura 33. Exemplo da identificação numérica das quadras e amostras..........57
Figura 34. Equipe multidisciplinar durante o diagnóstico..................................58
Figura 35. Equipe multidisciplinar durante o diagnóstico..................................59
Figura 36. Equipe multidisciplinar durante o diagnóstico..................................59
Figura 37. Mapeamento das árvores identificadas no levantamento................61
Figura 38. Mapeamento dos locais para novos plantios da sede.....................62
Figura 39. Total de pontos amostrados............................................................63
Figura 40. Porcentagem de indivíduos por espécie no levantamento..............67
Figura 41. Origem das espécies identificadas..................................................68
Figura 42. Gráfico da quantidade e porcentagem de indivíduos por classe de
CAP...................................................................................................................75
Figura 43 . Porcentagem de árvores por classe de altura................................78
Figura 44. Falsa-murta (Murraya paniculata (L.) Jack) identificada..................80
Figura 45. Aroeira-salsa (Schinus molle L.) com inclinação atípica..................81
Figura 46. Necessidade de corte e substituição das árvores...........................82
Figura 47. Mapeamento dos indivíduos arbóreos que necessitam de corte....88
Figura 48. Árvores ocadas que necessitam de corte........................................90
Figura 49. Árvores com bifurcação antes de 1,80 m........................................92
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Figura 50. Árvores com inclinação atípica........................................................93
Figura 51. Árvore na marquise da loja..............................................................94
Figura 52. Árvore na esquina, obstruindo a visão do motorista na via.............95
Figura 53. Área de infiltração dos indivíduos arbóreos.....................................96
Figura 54. Árvores prejudicando a passagem de pedestres e com raízes
expostas............................................................................................................97
Figura 55. Largura da calçada em cada indivíduo arbóreo..............................98
Figura 56. Árvores com raízes expostas e ocasionando danos na calçada.....99
Figura 57. Árvores danificando calçadas........................................................100
Figura 58. Toco com trepadeiras e raízes expostas que necessita ser removido.
........................................................................................................................101
Figura 59. Espécies arbóreas com podas irregulares.....................................102
Figura 60. Registro da audiência pública........................................................105
Figura 61. Principais vantagens selecionadas pelos entrevistados................106
Figura 62. Principais desvantagens apontadas pelos entrevistados..............107
Figura 63. Frequência de manutenção da arborização urbana......................107
Figura 64. Utilização de canal online de solicitação de poda e corte.............108
Figura 65. Indivíduos arbóreos que apresentam risco de queda....................110
Figura 66. Faixas de uso da calçada (dimensões em metros).......................136
Figura 67. Espaçamento mínimo das árvores até equipamentos urbanos.....138
Figura 68. Locais que são indicados para plantio, disponíveis na plataforma do
Geo municipal..................................................................................................139
Figura 69. Coordenadas geográficas de um ponto indicado para plantio.......139
Figura 70. Possibilidade de indicação de plantio............................................140
Figura 71. Padrão de muda para arborização................................................146
Figura 72. Plantio de muda.............................................................................150
Figura 73. (a) Colar e Crista da árvore. (b) Técnica 3 cortes.........................155
Figura 74. Distância de segurança mínima para a realização de poda..........157
Figura 75. Remoção de toco por escavação..................................................161
Figura 76. Remoção de toco com triturador...................................................162
Figura 77. Página de cadastro de indivíduos arbóreos..................................163
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Figura 78. Páginas de preenchimento das características das árvores e do meio.
........................................................................................................................164
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LISTA DE TABELAS
Tabela 1. População censitária segundo tipo de domicílio e sexo - ano 2010. 25
Tabela 2. Ocorrência globais no Município de Corbélia entre 1981 a 2024 34
Tabela 3. Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) - 2010.........................37
Tabela 4. Produto Interno Bruto a preços correntes segundo os ramos de
atividades em 2019...........................................................................................38
Tabela 5. Perímetro urbano de Corbélia e seus distritos..................................38
Tabela 6. Quadras totais que estão na área urbana e as selecionadas para
amostragem.......................................................................................................50
Tabela 7. Espécies amostradas (divididas por famílias), nome popular, nome
científico, número de indivíduos encontrados por espécie (NI) e origem (exótica
ou nativa)...........................................................................................................63
Tabela 8. Espécies exóticas invasoras encontradas no levantamento -
Categoria I e II...................................................................................................67
Tabela 9. Média do CAP e da Altura das espécies separados por família. 69
Tabela 10. Espécie por classe de CAP.............................................................72
Tabela 11. Número de espécies que se encontram ocas.................................89
Tabela 12. Espaçamento entre árvores em função do porte..........................137
Tabela 13. Medidas de espaçamento mínimo referentes ao plantio de árvores.
........................................................................................................................138
Tabela 14. Compras de mudas nos últimos 10 anos......................................147
Tabela 15. Distância mínima de segurança após a poda...............................157
Tabela 16. Recursos necessários a execução do PMAU...............................167
Tabela 17. Dotação orçamentária...................................................................170
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1. Quantidade de árvores em cada distribuição...................................48
Quadro 2. Espécies classificadas em cada porte de altura..............................75
Quadro 3. Localização dos indivíduos arbóreos que necessitam de corte a
curto prazo.........................................................................................................83
Quadro 4. Localização dos indivíduos arbóreos que necessitam de corte a
médio prazo.......................................................................................................85
Quadro 5. Localização dos indivíduos arbóreos que necessitam de corte a
longo prazo........................................................................................................87
Quadro 6. Espécies nativas indicadas ao plantio de acordo com a presença de
fiação elétrica..................................................................................................117
Quadro 7. Espécies exóticas indicadas ao plantio de acordo com a presença
de fiação elétrica.............................................................................................124
Quadro 8. Espécies exóticas invasoras..........................................................126
Quadro 9. Espécies toxicológicas não indicadas ao plantio...........................130
Quadro 10. Indivíduos arbóreos que apresentam características indesejáveis
........................................................................................................................132
Quadro 11. Diretrizes de plantio de acordo com a tipologia dos logradouros.
........................................................................................................................134
Quadro 12. Locais para novos plantios..........................................................140
Quadro 13. Ações a serem desenvolvidas na campanha de conscientização
........................................................................................................................151
Quadro 14. Equipe técnica para execução do Plano de Arborização do
Município de Corbélia......................................................................................167
Quadro 15. Estrutura técnico-operacional......................................................172
Quadro 16. Cronograma de execução............................................................174
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO...........................................................................................12
1.1. HISTÓRICO DA ARBORIZAÇÃO DO MUNICÍPIO....................................13
1.2. IMPORTÂNCIA DA ARBORIZAÇÃO PARA O MUNICÍPIO.......................21
1.3. OBJETIVOS DO PLANO MUNICIPAL DE ARBORIZAÇÃO......................22
2. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO..........................................................24
2.1. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DA SEDE DO MUNICÍPIO.......................24
2.2. UNIDADE FITOGEOGRÁFICA...................................................................25
2.2.1. Vegetação...............................................................................................25
2.2.2. Hidrografia..............................................................................................29
2.2.3. Solo.........................................................................................................31
2.2.4. Clima.......................................................................................................32
2.3. EXTREMOS CLIMÁTICOS NA ÁREA URBANA........................................33
2.4. POPULAÇÃO.............................................................................................36
2.5. CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA................................................37
2.6. ÁREA DE MALHA URBANA DO MUNICÍPIO............................................38
2.7. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA DA ARBORIZAÇÃO URBANA......................41
3. DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO...........................................................43
3.1. LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES QUALI-QUANTITATIVAS DA
ARBORIZAÇÃO DE RUAS................................................................................43
3.1.1. Metodologia Utilizada............................................................................43
3.1.2. Informações qualitativas.......................................................................56
3.1.3. Mapeamento...........................................................................................60
3.2. CARACTERÍSTICAS DA ARBORIZAÇÃO URBANA DO MUNICÍPIO.......63
3.2.1. Principais problemas encontrados......................................................79
4. DIAGNÓSTICO PARTICIPATIVO...............................................................104
5. ANÁLISE DE RISCO DE QUEDA DE ÁRVORE........................................109
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6. PLANEJAMENTO DA ARBORIZAÇÃO URBANA....................................111
6.1. CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DE ESPÉCIES PARA ARBORIZAÇÃO
URBANA..........................................................................................................111
6.1.1. Espécies recomendáveis à arborização de ruas no município.......116
6.1 2. Espécies não recomendadas à arborização de ruas no município 126
6.2. CRITÉRIOS PARA DEFINIÇÃO DOS LOCAIS DE PLANTIO..................132
6.3. ESPAÇAMENTO E DISTÂNCIA MÍNIMA DE SEGURANÇA ENTRE
ÁRVORES E EQUIPAMENTOS......................................................................134
6.4. INDICAÇÃO DOS LOCAIS DE PLANTIO E DAS ESPÉCIES ESCOLHIDAS
...........................................................................................................138
7. IMPLANTAÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA......................................145
7.1. CARACTERÍSTICAS DAS MUDAS..........................................................145
7.2. PRODUÇÃO OU AQUISIÇÃO DE MUDAS..............................................146
7.3. PROCEDIMENTO DE PLANTIO E REPLANTIO.....................................148
7.4. CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO....................................................150
8. MANUTENÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA........................................152
8.1. PODAS DE ÁRVORES.............................................................................153
8.1.1. Tipos de podas....................................................................................153
8.1.2. Técnicas de Poda................................................................................154
8.1.3. Destinação final ambientalmente adequada aos resíduos de poda
........................................................................................................................158
8.1.4. Poda Drástica.......................................................................................158
8.2. REMOÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE ÁRVORES........................................159
8.2.1. Remoção de tocos...............................................................................161
9. MONITORAMENTO DAS ÁRVORES URBANAS......................................163
10. GESTÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA.................................................166
10.1. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA...................................................................166
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10.2. ESTRUTURA TÉCNICO-OPERACIONAL..............................................166
10.3. DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA................................................................169
10.4. VIABILIZAÇÃO DO GERENCIAMENTO DO PLANO.............................171
11. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO.......................................................173
REFERÊNCIAS...............................................................................................177
ANEXOS..........................................................................................................181
APÊNDICES....................................................................................................212
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1. INTRODUÇÃO
Diversas atividades humanas impactam a vegetação, duas principais
são a industrialização e a urbanização. Esses dois processos foram
responsáveis pela diminuição drástica da cobertura vegetal ao longo dos anos.
Na industrialização, as árvores eram cortadas e utilizavam sua madeira como
combustível e matéria prima, ao passo que ocasionavam o desmatamento das
florestas e abriam espaços para centros urbanos com ruas pavimentadas e
construções (LEÃO, 2000).
A população passou, então, a vivenciar as problemáticas da devastação
da natureza. Nos centros urbanos passou-se a observar de forma mais intensa
episódios de enchentes, erosões, atmosfera poluída, disseminação de animais
e pragas, poluição dos rios, entre outras problemáticas que diminuem a
qualidade de vida da população.
Iniciou-se então, de forma mais notória, práticas de reflorestamento,
originando terminologias como: florestas plantadas e florestas urbanas
(arborização urbana). As florestas urbanas compreendem diversos locais, tais
como: calçada, praça, parque, jardim, canteiro central de ruas e avenidas,
bosque urbano, cemitério e margens de corpos d’água. Todos sendo passíveis
de se trabalhar com o elemento árvore (ARAUJO; ARAUJO, 2016).
Diversos benefícios estão relacionados à arborização urbana. O uso
arquitetônico e estético proporciona lazer e qualidade visual, utilizando-se dos
elementos da árvore como cor, textura e forma. Além disso, é possível
observar benefícios, como: conforto térmico, melhor qualidade do ar,
diminuição da poluição sonora, aumento da umidade relativa do ar, maior
estabilidade do solo e controle do escoamento superficial das águas, alimento
e refúgio para a fauna urbana e diminuição de pragas e agentes vetores de
doenças (ARAUJO; ARAUJO, 2016).
Essa vegetação é a mais próxima da população, porém, é escassa em
inúmeras cidades brasileiras, e as que existem, muitas vezes, são
responsáveis por diversos conflitos provindos do plantio de árvores
inadequadas, por exemplo: danos a fiações elétricas e postes de iluminação
devido à altura da copa, danos a calçamentos e muros pelo tamanho das
raízes, além do entupimento de
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encanamentos e calhas e acúmulo de resíduos nas vias pela queda das folhas
(MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ, 2018).
Ademais, a arborização urbana é a que mais sofre com a falta de
planejamento e gestão. A solução para minimizar os conflitos e maximizar os
benefícios estão no planejamento voltado especificamente para a arborização,
utilizando-se de um manejo constante e adequado, considerando critérios
técnicos e evitando o amadorismo, estabelecendo regras que visem à
manutenção da arborização nos estágios de curto, médio e longo prazo
(MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ, 2018).
Denomina-se Plano de Arborização Urbana o documento oficial que
serve como instrumento de planejamento e gestão municipal. O objetivo do
plano é orientar as ações de gestão, plantio, manutenção e monitoramento das
árvores. Sua execução é um processo dinâmico e pode intervir tanto em áreas
com vegetação previamente planejada, como em locais que ainda não
possuem arborização (COPEL, 2015).
1.1. HISTÓRICO DA ARBORIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
Corbélia tornou-se município emancipado por meio de desmembramento
de Cascavel pela Lei Estadual nº 4.382/1961 e, atualmente possui três distritos
administrativos: sede Corbélia, distrito Ouro Verde do Piquiri e distrito Nossa
Senhora da Penha (IPARDES, 2022).
Os primeiros habitantes da região foram os índios caingangues e, a
partir da década de 40, deu-se início a sua colonização por diversos locais do
país, principalmente de Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, via
cidade de Pato Branco/PR. O nome de Corbélia foi sugerido por Iracema
Zanato, florista e esposa de um dos primeiros colonizadores da cidade e vem
do francês “Corbeille”, cujo significado é “pequeno cesto de flores”
(PREFEITURA MUNICIPAL DE CORBÉLIA, 2020).
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Figura 1. Uma das primeiras capturas fotográficas do Município de Corbélia.
Fonte: PEROZA, D. (2014).
Os nomes de avenidas são homenagens aos colonizadores, enquanto
as praças recebem denominações de países, e as ruas são intituladas com
nomes de flores, para manifestar uma Corbélia (PREFEITURA MUNICIPAL DE
CORBÉLIA, 2020).
Figura 2. Rua Ipê Amarelo, esquina com Rua Hortência no ano de 1954.
Fonte: PEROZA, D. (2014).
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Por possuir terras férteis, clima agradável e presença de muita madeira,
isso acabou atraindo cafeicultores e madeireiros que se instalaram no local
com objetivo de transformar Corbélia em um centro de distribuição e de
abastecimento da região. O plantio de café foi o grande responsável pela
remoção da mata para abertura de estradas, o que ocasionou a remoção da
vegetação natural para dar lugar à exploração agropecuária e construção de
edificações.
Figura 3. Remoção da mata existente para construção de edificações no ano de 1948.
Fonte: PEROZA, D. (2014).
No início da colonização, Corbélia possuía uma extensa área de mata,
com diversas espécies de árvores, como peroba (Aspidosperma polyneuron) e
jequitibá (Cariniana), que são árvores de grande porte. Ao longo do tempo, a
maioria das espécies arbóreas foram removidas e deu-se início ao processo de
"urbanização da terra arrasada”. Tal processo ocorre a retirada da vegetação
existente, posteriormente a criação da cidade e, por fim, a reintrodução da
arborização no ambiente já urbanizado (GONÇALVES, 2004).
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Figura 4. Pioneiros com uma grande peroba (Aspidosperma polyneuron) no ano de 1955.
Fonte: PEROZA, D. (2014).
Durante a gestão do terceiro prefeito (1970 – 1973), Camilo de Lellis
Gazineu, iniciou a construção das primeiras praças, edificações de meios-fios e
os primeiros metros de calçamento de pedras irregulares, dando abertura para
a implantação de novas espécies de árvores, como a sibipiruna (Cenostigma
pluviosum (DC.) Gagnon & G.P.Lewis).
Em 2021, o município realizou o plantio de 16 mil mudas de flores de
tagete (Tagete), sálvia (Salvia officinalis), cineraria (Cineraria) e pervinca
(Vinca) nas avenidas São Paulo, Rio Grande do Sul e na região central. Na
Avenida Santa Catarina, foi elaborado um projeto paisagístico para
revitalização dos canteiros com o plantio de 8 mil mudas, sendo elas, fênix
(Phoenix), cravina (Dianthus chinensis), gazania (Gazania), erica (Erica),
trapoeraba-zebra (Tradescantia zebrina), coleus (Solenostemon) e abacaxiroxo (Tradescantia spathacea) (PREFEITURA MUNICIPAL DE CORBÉLIA,
2021b).
Em relação a arborização do município, durante a semana do meio
ambiente, ocorreu a distribuição de espécies nativas e, em alusão ao programa
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Floresce Paraná (2021), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a
Secretaria de Educação e Cultura desenvolveram a atividade de plantio de ipês
(Handroanthus) com alunos da rede municipal de ensino (PREFEITURA
MUNICIPAL DE CORBÉLIA, 2021a).
Figura 5. Plantio de Ipês com alunos da rede municipal.
Fonte: Prefeitura Municipal de Corbélia (2021a).
O município de Corbélia dispõe de um Parque Municipal de Domínio
Público com uma área protegida de aproximadamente 2,6 ha. O parque foi
revitalizado em 2021 pelo diretor de obras e a catalogação das árvores
existentes ficou responsável pela equipe do departamento de proteção ao meio
ambiente. Em setembro de 2021 alunos das Escolas Municipais Castro Alves,
São José, 1° de Maio, Dom Bosco e Gabriel de Lara, fizeram uma caminhada
no Parque acompanhados pela Coordenadora Geral da Secretaria de
Educação e também bióloga, que explicou para os alunos a importância da
arborização no ecossistema (Figura 6).
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Figura 6. Visita de alunos de escolas municipais ao Parque Municipal “Mansueto Fontana”.
Fonte: CARPES (2021).
No início do ano de 2023, a administração municipal, por meio do
Departamento de Turismo, Secretaria de Viação e Obras e Associação dos
Coletores de Resíduos Recicláveis de Corbélia (ACOMAR), implementaram o
projeto “Cidade Florida” (Figura 7), com objetivo de resgatar a identidade da
“Cidade das Flores”, reinventar o paisagismo e aumentar a qualidade de vida
da população. O projeto está sendo realizado em etapas, sendo: substituição
das variedades de flores, revitalização das floreiras, lixeiras, canteiros,
implantação de vasos e plantio de novas espécies de árvores.
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Figura 7. Projeto "Cidade Florida".
Fonte: Prefeitura Municipal de Corbélia (2024)
No mês de setembro de 2023, a administração municipal divulgou, por
meio de suas plataformas de mídia social, um comunicado informando a
proibição de cortes ou podas de árvores durante o período compreendido entre
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1º de setembro de 2023 e maio de 2024, em razão do ciclo de crescimento das
mesmas. Qualquer intervenção nessas árvores só poderia ser realizada
mediante autorização do Departamento Municipal de Meio Ambiente (Figura 8).
Figura 8. Aviso a respeito do corte e poda de árvores no Município de Corbélia.
Fonte: Prefeitura Municipal de Corbélia (2024)
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1.2. IMPORTÂNCIA DA ARBORIZAÇÃO PARA O MUNICÍPIO
O conceito de arborização urbana pode incluir toda a cobertura vegetal
de porte arbóreo existente nas cidades. Essa vegetação ocupa, basicamente,
três espaços distintos, sendo as áreas livres particulares, as áreas livres de uso
público e potencialmente coletivas, como parques e praças, e as áreas
acompanhando o sistema viário.
Pode-se afirmar que a grande concentração populacional em áreas
urbanas contribui em diversos níveis para a degradação ambiental, sendo a
arborização urbana um eficiente meio de mitigar alguns dos problemas gerados
por essa elevada densidade populacional. A vegetação existente na
arborização urbana pode ser utilizada como ferramenta de aproximação da
população com a natureza, servindo, se bem trabalhada por meio de processos
educativos, como veículo para o estabelecimento de vínculos entre as pessoas
e o meio ambiente, já que em muitos casos, as árvores existentes nas vias
públicas são o contato mais próximo da população com o ambiente natural.
A existência de árvores nas vias públicas pode concorrer para a
obtenção de um ambiente urbano mais agradável sob o ponto de vista
ambiental, social, estético e até mesmo econômico, considerando que, com
sua função paisagística, de embelezamento e harmonização da paisagem,
pode diminuir o impacto negativo de determinadas construções, valorizando
espaços e imóveis.
Do ponto de vista ecológico, os serviços ambientais prestados pela
arborização urbana vão muito além da redução da poluição atmosférica e da
diminuição da impermeabilização do solo. Tais serviços são essenciais para a
manutenção do equilíbrio ecológico, atuando de forma imprescindível na
conservação da biodiversidade na área urbana, já que árvores são fontes e
locais de alimentação, repouso e abrigo para diversas espécies da fauna, em
especial para a avifauna, sendo capazes de proporcionar um ambiente
favorável à reprodução.
A atenuação da poluição sonora e visual proporcionadas pelas árvores
são fatores que contribuem para o bem-estar da comunidade. Além destes,
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outros benefícios como a melhora das condições microclimáticas e sua
estabilidade, causadas em consequência da diminuição das amplitudes
térmicas, da redução da insolação direta e das taxas de transpiração, são
contribuições valorosas. A importância da vegetação na qualidade de vida da
população é inegável, tendo em vista os benefícios já mencionados, dentre
tantos outros, entendendo-se, por qualidade de vida, os diversos aspectos
envolvendo questões sociais, culturais, ambientais e inclusive de
biodiversidade de cada região.
Quando convivendo harmonicamente em meio às estruturas urbanas, as
árvores passam muitas vezes despercebidas, assim como os grandes
benefícios proporcionados por elas. Contudo, quando em condições
inapropriadas, podem gerar conflitos, causando sérios transtornos à população.
Tais condições de conflito podem ser geradas pela implantação da arborização
sem planejamento, muitas vezes realizada em decorrência de um crescimento
desordenado da cidade, ou por um manejo inadequado de determinado
espécime.
A cidade de Corbélia e seus distritos são compostos por construções de
casas, calçadas, comércios e prédios, em que, em alguns locais há presença
de arborização e em outros não há, sendo os bairros mais novos os que
apresentam maior déficit de árvores. No último censo (IBGE, 2010), a
população era de
16.312 pessoas, com uma população estimada para 2021 de 17.162 pessoas,
tendo um aumento no número de habitantes. Sendo assim, é fundamental que
o Plano Municipal de Arborização Urbana esteja vigente e sendo acompanhado
pelos responsáveis municipais por ser uma ferramenta norteadora tanto de
planejamento como de guia para manutenção e monitoramento das espécies
arbóreas presentes no meio urbano.
1.3. OBJETIVOS DO PLANO MUNICIPAL DE ARBORIZAÇÃO
Diante da importância da arborização urbana na qualidade de vida da
população, o presente tem os seguintes objetivos:
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● Definir as diretrizes de planejamento, implantação e manejo da
arborização urbana no Município de Corbélia;
● Promover a arborização como um instrumento de desenvolvimento
urbano e de qualidade de vida;
● Implantar e manter a arborização urbana, visando à melhoria da
qualidade de vida e ao equilíbrio ambiental;
● Integrar a população, visando a manutenção e preservação da
arborização urbana;
● Identificar as espécies existentes e suas condições fitossanitárias;
● Planejar a arborização do município em locais onde a arborização é
inexistente, utilizando espécies adequadas ao ambiente urbano e ao
espaço físico disponível, obedecendo a critérios técnicos e
paisagísticos;
● Promover ações de curto e longo prazo que garantam maior cobertura
vegetal, visando à melhoria da qualidade de vida e ao equilíbrio
ambiental;
● Identificar, eliminar e/ou propor soluções para os problemas referentes à
arborização (exemplo: interferência de galhos e raízes no trânsito de
veículos e pedestres; confrontação com rede elétrica e iluminação
pública; problemas com raízes e diâmetro da copa), promovendo a
substituição gradativa das árvores problemáticas por espécies
adequadas ao local;
● Elaborar projeto de lei visando à aprovação do plano de arborização
urbana pelo legislativo municipal;
● Implementar ou atualizar a legislação sobre arborização urbana;
● Criar, capacitar e manter uma equipe especializada pelo monitoramento
contínuo de plantios realizados pela Prefeitura Municipal e elaborar
Programas de Educação Ambiental a fim de conscientizar a comunidade
sobre a importância da arborização no meio urbano, bem como sua
preservação.
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2. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
2.1. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DA SEDE DO MUNICÍPIO
O Município de Corbélia está a uma distância de 515,20 km da Capital
do estado, Curitiba, localizado geograficamente a uma altitude de 700 metros,
na latitude 24°47’59” S e longitude 53° 17’47” W. Pertence a região
metropolitana de Cascavel, e encontra-se inserido na Mesorregião Oeste
Paranaense (IPARDES, 2024).
Sua área territorial é de 528,35 km², com um grau de urbanização de
85,68% e conta com dois distritos: Ouro Verde do Piquiri e Nossa Senhora da
Penha (IPARDES, 2024). Corbélia faz divisa com os municípios de: Ubiratã,
Nova Aurora, Cafelândia, Cascavel, Braganey, Iguatu e Anahy (Figura 9).
Figura 9. Localização do Município de Corbélia.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Dados do último censo demográfico (2022) mostram uma população de
17.470 habitantes para o município. Essa população está distribuída em 86%
na área urbana e 14% na área rural (Tabela 1). A densidade demográfica
registrada é de 33,02 ha/km² (IBGE, 2024).
Tabela 1. População censitária segundo tipo de domicílio e sexo - ano 2010.
TIPO DE DOMICÍLIO MASCULINA FEMININA TOTAL
Urbano 6.756 7.220 13.976
Rural 1.217 1.119 2.336
Total 7.973 8.339 16.312
Fonte: IBGE (2010).
De acordo com o último censo demográfico (2010), o Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é de 0,738, o que representa uma
faixa de desenvolvimento alto (se comparado às demais realidades). Sua
economia, segundo dados do IBGE (2024), é baseada na agricultura sendo
milho, soja e trigo como principais produtos, já o comércio e a indústria são
responsáveis por 53% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal.
2.2. UNIDADE FITOGEOGRÁFICA
2.2.1. Vegetação
O Paraná situa-se quase em sua totalidade, 98% de seu território, no
Bioma Mata Atlântica (Figura 10). Este bioma ocupava uma área original de
1.315.460 km², 15% do território brasileiro, atualmente o remanescente é de
102.012 km², sendo 7,91% da área original. É constituído principalmente por
mata ao longo da costa litorânea que vai do Rio Grande do Norte ao Rio
Grande do Sul.
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Figura 10. Biomas do Estado do Paraná.
Fonte: Equipe técnica (2024).
O Bioma Mata Atlântica é formado por um conjunto de formações
florestais: Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Aberta, Floresta
Ombrófila Mista, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional
Semidecidual, Mangues e Restingas. Em função de suas características fitofisiográficas, a vegetação regional pode ser classificada como uma área de
tensão ecológica, ou seja, é caracterizada por uma zona de contato entre duas
classes de formações florestais: a Floresta Ombrófila Mista (FOM) e a Floresta
Estacional Semidecidual (FES) (Figura 11).
Desta forma, a região de Corbélia está sob o domínio de uma zona de
tensão ecológica ou ecótono, sendo caracterizada por uma vegetação de
transição onde a mesma não assume uma identidade definida devido à
ocorrência de espécies de ambas as formações. Conforme exemplificado na
Figura 11, o Município de Corbélia possui formações do tipo: FES de Montana
e Submontana e FOM de Montana.
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Figura 11. Formação fitogeográfica.
Fonte: Equipe técnica (2024).
a) Floresta Estacional Semidecidual
A floresta estacional semidecidual (FES) é uma formação florística que
tem como fácies um dossel superior cujas copas das árvores se tocam, dando
um aspecto fechado e denso. O ciclo vegetativo é determinado principalmente
pela baixa precipitação pluviométrica com maior influência continental.
Localizam-se a uma altitude média de 400 a 800 metros, embora em alguns
locais a 200 metros, nas regiões de influência dos rios Paraná e Uruguai.
Segundo MAACK (1968), de forma quase imperceptível, a sul do divisor
de águas Ivaí - Piquiri, a floresta subcaducifólia tropical transforma-se
gradativamente em subtropical sem limite climático ou biológico nítido. A oeste
estende-se além do rio Paraná, Paraguai adentro, exibindo a mesma
exuberância em espécies descritas para a floresta subcaducifólia tropical.
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A FES caracteriza-se por apresentar árvores com porte variando entre
25 a 30 metros de altura. Estruturalmente, apresenta dois estratos arbóreos e
um arbustivo. Muitas de suas espécies (de 20 a 50% das árvores) perdem as
folhas durante a estação seca. São comuns as epífitas, como bromeliáceas,
aráceas e orquidáceas.
Dentre as espécies arbóreas de expressão econômica ou ecológica que
ocorrem nesta formação florestal, distinguem-se: cedro (Cedrela físsilis), paumarfim (Balfourodendron riedelianum), louro-pardo (Cordia trichotoma), peroba
(Aspidosperma polyneuron), guajuvira (Patagonula americana), ipê (Tabebuia
heptaphylla), cabreúva (Myrocarpus frondosus), alecrim (Holocalyx balansae
Micheli), angico (Piptadenia sp.), canafístula (Peltophorum sp.), sapuva
(Machaerium stipitatum), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum), sassafrás
(Ocotea pretiosa), canela-preta (Ocotea catharinensis), canela-lageana (Ocotea
pulchella), canjerana (Cabralea glaberrima), guatambú (Aspidosperma sp.),
araticum (Rollinia exalbida), açoita-cavalo (Luehea divaricata), esporão-de-galo
(Celtis talla), guaçatunga (Casearia sylvestris).
b) Floresta Ombrófila Mista
A floresta ombrófila mista (FOM) é uma formação florística conhecida
como mata de araucária, pois o Pinheiro-do-Paraná (Araucaria angustifólia)
constitui o andar superior da floresta, com sub-bosque bastante denso. Essa
flora caracteriza-se estruturalmente, pela presença notável de uma ampla
gama de espécies de plantas e animais, com especial destaque para a
vegetação de porte arbóreo, em que emerge a espécie que dá nome ao bioma,
Araucária angustifolia. Associada à araucária, na sua formação típica, ocorrem
diversas espécies lenhosas que predominam na paisagem, dentre as quais
destacam-se imbuia (Ocotea porosa), erva-mate (Ilex paraguariensis), diversas
representantes das famílias botânicas Lauraceae e Myrtaceae, entre outras
(LONGHI,1980).
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Nas suas transições, na área de ocorrência da FES, destacam-se
capixingui (Croton floribundus), guaritá (Astroniun graviolens), três-folhas
(Esenbeckia grandiflora), jequitibá-rosa (Cariniana legalis), entre outras
(CORAIOLA, 1997). A flora é rica, ocorrendo, além das árvores, outras formas
de vida representadas por vários elementos de hábito arbustivo, herbáceo,
epífitas, lianas, entre outras.
Conforme Pizatto (1999), a floresta apresenta uma estrutura vertical com
três estratos verticais arbóreos e um herbáceo arbustivo. Árvores emergentes e
esparsas sobrepõem o dossel, consistindo-se basicamente de araucárias. No
segundo estrato, ainda domina a araucária, mas forma-se uma folhagem
contínua de outras espécies folhosas. O terceiro estrato é também compacto e
composto, em sua maior parte, de folhas. O quarto estrato é formado por
plântulas e várias espécies arbóreas, arbustivas, ervas terrícolas, entre outras.
No pavimento inferior da floresta, surge grande número de fungos, briófitas e
liquens.
2.2.2. Hidrografia
Corbélia está inserida na Bacia do Rio Piquiri como exibe a Figura 12.
Essa bacia está entre as maiores do estado, localizada no Terceiro Planalto
Paranaense, configura-se por uma paisagem uniforme com predominância de
relevo suavemente ondulado.
A bacia abrange 48 municípios predominantemente pequenos e rurais,
sendo 43 com menos de 20 mil habitantes, 4 tem de 20 a 50 mil habitantes e
apenas um com população acima de 100 mil habitantes, juntos esses
municípios abrigam aproximadamente 548.639 habitantes, tendo baixo grau de
urbanização e baixo índice de densidade demográfica.
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Figura 12. Hidrografia no Município de Corbélia.
Fonte: Equipe técnica (2024).
O município ainda é dividido em macrozonas de Bacia Hidrográfica, que
são utilizadas no planejamento agrícola e outros projetos de interesse público e
estão assim distribuídas:
I. Macrozona da Bacia Hidrográfica do Rio Piquiri e do Rio Feio;
II. Macrozona da Bacia Hidrográfica do Rio Engano e Baixo Rio dos Porcos;
III. Macrozona da Bacia Hidrográfica do Rio Rancho Mundo;
IV. Macrozona da Bacia Hidrográfica do Alto Rio dos Porcos e Rio das
Pedras;
V. Macrozona da Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaia e Rio Novo;
VI. Macrozona da Bacia Hidrográfica do Rio Piquirizinho e Rio Bonito;
VII. Macrozona da Bacia Hidrográfica I do Rio Melissa;
VIII. Macrozona da Bacia Hidrográfica II do Rio Melissa;
IX. Macrozona Urbana e de Expansão Urbana da Sede do Município;
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X. Macrozona Urbana e de Expansão Urbana do Distrito de Nossa Senhora
da Penha;
XI. Macrozona Urbana e de Expansão Urbana do Distrito de Ouro Verde do
Piquiri.
Segundo o Plano Diretor (CORBÉLIA, 2007), a divisão das macrozonas
foi embasada na situação físico territorial e ambiental, tendo como princípio as
bacias hidrográficas, levando em consideração as comunidades rurais.
2.2.3. Solo
Conforme apresentado na Figura 13, no Município de Corbélia há uma
variedade de solos:
● Nitossolo vermelho eutroférrico;
● Neossolo regolítico eutrófico;
● Latossolo vermelho eutroférrico;
● Latossolo vermelho distroférrico.
O nitossolo vermelho corresponde ao que anteriormente era
denominado “Terra Roxa Estruturada” e apresenta uma grande importância
agronômica. Por ser de terceiro nível “eutrófico”, possui característica de solos
com uma alta fertilidade e com altos teores de ferro. Já o neossolo regolítico
eutrófico, por mais que seja um solo fértil, é pouco desenvolvido e,
normalmente, possui textura arenosa que apresenta alta erodibilidade
(BHERING, 2007).
Os latossolos vermelhos encontrados no Município de Corbélia podem
ser classificados em eutroférrico e distróficos. Ambos possuem altos teores de
ferro, porém os eutróficos são de alta fertilidade, e os distroférricos são de
baixa fertilidade (BHERING, 2007).
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Figura 13. Mapa de solos do Município de Corbélia.
Fonte: Equipe técnica (2024).
2.2.4. Clima
A classificação climática do Município de Corbélia, segundo KoppenGeiger, é a Cfa (Figura 14). Clima subtropical, com verão quente. No mês mais
seco as chuvas ultrapassam 30 mm e no verão as temperaturas são superiores
a 22º C (EMBRAPA, 2022).
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Figura 14. Classificação climática do Município de Corbélia.
Fonte: Equipe técnica (2024).
2.3. EXTREMOS CLIMÁTICOS NA ÁREA URBANA
Eventos climáticos extremos ocorrem de muitas formas: secas
prolongadas, enchentes, ondas de calor, tufões e tornados. Esses eventos
podem durar dias, meses ou até anos. Os eventos extremos de curto prazo
talvez sejam os mais importantes para as atividades humanas, devido aos
impactos significativos que causam.
Um desastre natural pode ser decorrente de atividade humana, como
desmatamento de encostas próximas a áreas urbanas ou construção em áreas
de riscos, que podem intensificar as consequências de chuvas fortes. Tais
desastres tem se intensificado nos últimos anos, afetando não só áreas rurais,
mas áreas urbanas, com deslizamentos de encostas ou grandes enchentes.
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Para o Município de Corbélia, os dados disponibilizados pelo SISDC –
Sistema Informatizado de Defesa Civil, demonstram, na Tabela 2, a ocorrência
de desastres climáticos no período de 1981 até 2024.
Tabela 2. Ocorrência globais no Município de Corbélia entre 1981 a 2024.
Data desastre Motivo Pessoas afetadas*
01/12/1981 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 0
20/10/1995 Tempestade Local/Convectiva - Granizo 200
12/05/2004 Tempestade Local/Convectiva - Granizo 0
13/01/2012 Estiagem 16.150
20/09/2013 Tempestade Local/Convectiva - Granizo 11.953
15/01/2014 Alagamentos 19
07/06/2014 Tempestade Local/Convectiva - Chuvas Intensas 3.500
24/09/2014 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 20
24/10/2014 Alagamentos 24
14/07/2015 Enxurradas 400
24/09/2015 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 150
19/11/2015 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 18
09/12/2015 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 105
11/12/2015 Alagamentos 203
25/02/2016 Erosão de Margem Fluvial 1.500
13/04/2016 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 3
12/07/2016 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 12
06/01/2017 Alagamentos 15
21/01/2017 Enxurradas 25
02/12/2020 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 42
25/03/2021 Colapso de edificações 5
14/10/2021 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 10
06/01/2022 Estiagem 0
24/03/2022 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 12
25/04/2023 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 16
03/09/2023 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 12
19/01/2024 Tempestade Local/Convectiva - Vendaval 4
TOTAL DO MUNICÍPIO 34.398
NOTA*: Pessoas afetadas: Todas as pessoas que de alguma forma foram afetadas pelo
desastre, como por exemplo pessoas que ficaram sem fornecimento de energia elétrica, água
ou comunicações.
Fonte: Sistema Informatizado de Defesa Civil - SISDC (2024).
Os eventos climáticos registrados não resultaram em nenhum óbito,
contudo, diversas pessoas foram afetadas, incluindo o patrimônio púbico. O
evento que ocorreu em dezembro de 2020 ocasionou a queda de diversos
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indivíduos arbóreos, além de carros que ficaram danificados pela queda das
mesmas, conforme apresentado nas Figuras 15A, 15B, 16 e 17.
Figura 15. Danos ocasionados por tempestade no Município de Corbélia em 2020.
Fonte: Tarobá News (2020).
Figura 16. Queda de árvore ocasionada por tempestade no Município de Corbélia em 2020.
Fonte: Tarobá News (2020).
A B
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Figura 17. Danificação de veículo ocasionado por queda de árvore em função da tempestade
que ocorreu no Município de Corbélia em 2020.
Fonte: Tarobá News (2020).
2.4. POPULAÇÃO
Dados do IBGE (2024) a população de Corbélia é de 17.470 habitantes
com uma densidade demográfica de 33,02 ha/km². No último censo realizado
(IBGE, 2010) o número de habitantes era de 16.312 habitantes, sendo 12.976
residentes na zona urbana e 3.336 na zona rural.
A colonização do município foi realizada por desbravadores que vieram
de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, vindo da cidade de Pato Branco/PR,
principalmente descendente de italianos que as margens da estrada que liga
Cascavel à região norte do estado ocuparam terras que até então eram
devolutas.
Na Tabela 3 é possível verificar o Índice de Desenvolvimento Humano
(IDHM) do Município de Corbélia realizado no último censo (2010).
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Tabela 3. Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) - 2010.
INFORMAÇÃO ÍNDICE (1) UNIDADE
Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) 0,738
IDHM – Longevidade 0,807
Esperança de vida ao nascer 73,44 Anos
IDHM – Educação 0,683
Escolaridade da população adulta 0,51
Fluxo escolar da população jovem (Frequência) 0,79
IDHM – Renda 0,728
Renda per capita 743,65 R$ 1,00
Classificação na unidade de federação 62
Classificação nacional 823
NOTA: Os dados utilizados foram extraídos dos Censos Demográficos do IBGE. (1) O índice
varia de 0 a 1 e apresenta as seguintes faixas de desenvolvimento humano municipal: 0,000 a
0,499 - muito baixo; 0,500 a 0,599 - baixo; 0,600 a 0,699 - médio; 0,700 a 0,799 - alto e 0,800 e
mais - muito alto.
Fonte: IPARDES (2024).
Analisando a Tabela 3, nota-se que IDHM de Corbélia é
predominantemente alto. Entretanto, o IDHM educacional está abaixo de 0,7,
situando-se em uma classificação média dentro dessa categoria.
2.5. CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA
Assim como grande parte dos pequenos municípios paranaenses,
Corbélia tem como atividade econômica principal a agricultura. A soja, milho e
o trigo são os principais produtos provindos da agricultura (IPARDES, 2024).
O PIB per capita municipal é de R$ 62.009,98, colocando o município
em 51º das 399 cidades do Estado do Paraná. A população ocupada segundo
dados do IBGE (2024) é de 3.924 pessoas ou 22,86% da população
economicamente ativa. A média salarial é de 2,2 salários-mínimos.
O município tem atualmente 728 empresas sendo, na sua grande
maioria, prestadores de serviços, com 43%. A distribuição do PIB pode ser
analisada na Tabela 4.
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Tabela 4. Produto Interno Bruto a preços correntes segundo os ramos de atividades em 2019.
RAMO DE ATIVIDADES VALOR (R$1.000,00)
PIB a preços correntes 675.177
PIB – Valor adicionado bruto (VAB) a preços básicos - total 621.288
PIB – VAB a preços básicos na agropecuária 179.046
PIB – VAB a preços básicos na indústria 51.974
PIB – VAB a preços básicos no comércio e serviços 303.917
PIB – VAB a preços básicos na administração pública 86.350
PIB - Impostos 53.889
Fonte: IBGE, IPARDES (2024).
2.6. ÁREA DE MALHA URBANA DO MUNICÍPIO
Corbélia tem uma área total de 528,353 km² (IPARDES, 2020). De
acordo com a Lei nº 776/2013, a sede do município possui perímetro urbano
com uma área superficial de 13,6542 km² e com arborização de vias públicas
de 99,6% (IBGE, 2010). Dados da malha urbana municipal estão descritos na
Tabela 5.
Tabela 5. Perímetro urbano de Corbélia e seus distritos.
SEDE E DISTRITOS DE CORBÉLIA ÁREA (km²)
Sede - Corbélia 528,353
Ouro Verde do Piquiri 0,408
Nossa Senhora da Penha 1,538
Fonte: Lei nº 776 (2013).
De acordo com a Lei nº 779/2012, que dispõe sobre o sistema viário, a
hierarquia das vias é disposta da seguinte maneira:
Via Expressa: Caracterizada por bloqueio que permite trânsito livre sem
interseções e com acessos especiais. É considerada via expressa, com
distância total aproximada de 6.607 metros, a Rodovia BR-369 que corta a área
urbana.
Via Arterial: Seu conjunto forma a estrutura viária principal da cidade. São as
vias destinadas a receber o maior fluxo de tráfego. Definem os principais
acessos da cidade e ligações intraurbanas. São consideradas vias arteriais
com uma distância total aproximada de 9.064 metros:
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● Avenida São Paulo em toda a sua extensão,
● Avenida Rio Grande do Sul em toda a sua extensão,
● Avenida Santa Catarina em toda a sua extensão,
● Avenida Paraná em toda a sua extensão,
● Rua Hortência em toda a sua extensão,
● Avenida Minas Gerais em toda a sua extensão,
● Avenida Espírito Santo, em toda a sua extensão.
Via Coletora: Recebe e distribui o tráfego procedente das vias locais e
alimenta as arteriais. São consideradas vias coletoras com uma distância total
aproximada de 13.537 metros:
● Rua Orquídea, no trecho entre a Rua Hortência e Rua Gladíolo,
● Rua Amor Perfeito, em toda a sua extensão,
● Rua Margarida, no trecho entre a Rua Rainha das Neves e Rua Girassol,
● Rua Copo de Leite, em toda a sua extensão,
● Rua Jasmim, em toda a sua extensão,
● Rua Antúrio, em toda a sua extensão,
● Rua Gardênia, em toda a sua extensão,
● Rua Camélia, em toda a sua extensão,
● Rua Quaresmeira, em toda a sua extensão,
● Rua Flor de Maracujá, em toda a sua extensão,
● Rua Vitória Régia, em toda a sua extensão,
● Avenida Castelo Branco, em toda a sua extensão,
● Rua José Citon, em toda a sua extensão,
● Rua Resedá, em toda a sua extensão.
Via Especial para Tráfego Pesado: Contorna a área urbanizada central e
possibilita o desvio de veículos de carga pesada na região central da cidade.
São consideradas vias deste tipo, com uma distância aproximada de 1.648
metros:
● Rua Gladíolo entre a Avenida Paraná e Avenida São Paulo,
● Rua Boca de Leão em toda a sua extensão,
● Rua José de Alencar em toda a sua extensão.
Na Figura 18 encontra-se o mapeamento das vias citadas.
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Figura 18. Sistema viário do Município de Corbélia.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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2.7. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA DA ARBORIZAÇÃO URBANA
Tratando-se apenas da arborização urbana, Corbélia não possui uma
legislação específica para a mesma, sendo assim, no Anexo 1 há um modelo
de projeto de lei para, posteriormente, ser analisado, discutido e aprovado pelo
legislativo municipal. Contudo, existem outras leis municipais que abordam a
temática e serão descritas a seguir.
O Plano Diretor Municipal é o instrumento normatizador municipal da
política de desenvolvimento municipal, regulando a utilização dos espaços
públicos e privados, uso do solo e dos recursos naturais. Nas diretrizes
ambientais do Plano Diretor de Corbélia (CORBÉLIA, 2007), é recomendado:
● Propor normas adequadas para a manutenção da arborização dos
logradouros públicos;
● Promover projeto de arborização urbana em conjunto com estudantes
das escolas públicas do município, tendo como objetivo a
conscientização e valorização do bem público pela juventude local;
● Valorizar o paisagismo urbano de forma a dar continuidade à proposta
de “Cidade das Flores”;
● Implantar a calçada ecológica (grama e pavimentação).
Ademais, a Lei nº 778, de 09 de agosto de 2012, que dispõe sobre o
Parcelamento do Solo, informa no Art. 41, inciso VI, que nos loteamentos será
obrigatória a arborização nas calçadas e nos canteiros centrais das avenidas,
com a densidade mínima de uma árvore por lote ou data, de acordo com
especificação da Prefeitura Municipal.
Na Lei do Sistema Viário, Lei n°. 779/2012, na seção III que dispõe dos
passeios ou calçadas, é informado que os mesmos deverão ser construídos de
modo a deixar espaço permeável, sem pavimentação, para permitir a infiltração
da água da chuva no solo, sendo permitido nas faixas ajardinadas o plantio de
grama, vegetação rasteira e árvore, porém não é especificado quais indivíduos
arbóreos são indicados.
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Há também a Lei nº 168 de 1988 que institui o Código de Posturas no
Município de Corbélia e dá outras providências. Esta lei atribui à Prefeitura
Municipal a implantação e manutenção da arborização urbana bem como as
responsabilidades dos prejuízos causados pela mesma. Abaixo estão
apresentados os artigos referentes à arborização urbana.
Título III - Cap VII
Art. 132. O ajardinamento e a arborização das praças e vias públicas
serão atribuições exclusivas da Prefeitura.
Parágrafo único: Nos logradouros abertos por particulares, com
licença da Prefeitura, é facultado aos interessados promover e
custear a respectiva arborização.
Art. 133. É proibido podar, cortar, derrubar ou sacrificar as árvores da
arborização pública, sem consentimento expresso da Prefeitura.
Título III - Cap XI
Art. 172. Fica a cargo da Prefeitura a reconstrução ou conserto de
muros ou passeios afetados por alterações no nivelamento e das
guias, ou por estragos ocasionados pela arborização das vias
públicas.
Embora haja diversas leis municipais que contemplem a arborização
urbana em Corbélia, é essencial que o projeto de lei específica apresentado no
Anexo 1 seja debatido e aprovado para garantir a eficácia do Plano de
Arborização, bem como para assegurar a manutenção e manejo apropriado
dos indivíduos arbóreos no Município de Corbélia.
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3. DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO
3.1. LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES QUALI-QUANTITATIVAS DA
ARBORIZAÇÃO DE RUAS
A complexidade e a vulnerabilidade da gestão da arborização municipal
demandam um planejamento metódico que tenha por objetivos potencializar as
funções da arborização e reduzir seus custos.
Para que seja realizado um bom planejamento da arborização do
município, é imprescindível que haja um conhecimento da situação atual por
meio do levantamento das informações qualitativas e quantitativas que irão
compor o inventário das árvores urbanas existentes nas áreas públicas.
O inventário consiste na observação a campo de parâmetros
relacionados às árvores e ao meio físico, tais como: espécie, porte,
fitossanidade, espaço disponível para plantio, necessidade de manejo, conflitos
com redes aéreas, construções e outras estruturas urbanas. Sendo assim, é
um instrumento benéfico para que se tenha conhecimento da quantidade,
diversidade e situação dos indivíduos arbóreos de uma área específica.
No atual plano, o diagnóstico quantitativo da arborização existente no
município foi realizado por meio de aerofotogrametria de alta resolução, e as
informações qualitativas foram coletadas a campo. A seguir, serão
apresentadas as metodologias para elaboração dos diagnósticos, assim como
os resultados sintetizados.
3.1.1. Metodologia Utilizada
3.1.1.1. Levantamento quantitativo
Para o levantamento quantitativo, utilizou-se de uma aeronave não
tripulada (RPAS) para realização de um sobrevoo no perímetro urbano da sede
do município e seus distritos. Posteriormente, um veículo equipado com uma
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câmera multidirecional 360º percorreu os logradouros do município,
fotografando todas as fachadas, para facilitar a validação das informações. Tais
imagens foram processadas por meio do Software de Informações Geográficas
(SIG), a fim de gerar um ortomosaico georreferenciado que foi compilado e
disponibilizado no portal do município - Geo municipal.
É possível comparar a imagem de satélite fornecida pelo Mapbox
(Figura 19), com GSD aproximado de 50 cm, com as capturadas pela RPAS
(Figura 20), que possui um GSD em torno de 5 cm, o que comprova a
qualidade das imagens coletadas. Já a Figura 21 fornece as imagens obtidas
pela câmera multidirecional 360º.
Figura 19. Imagem do Mapbox, com GSD de 50 cm.
Fonte: Geo Municipal (2024).
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Figura 20. Imagens capturadas pela RPAS com GSD de 5cm.
Fonte: Geo Municipal (2024).
Figura 21. Imagens obtidas pela câmera multidirecional 360º.
Fonte: Geo Municipal (2024).
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Inicialmente, realizou-se a vetorização de todas as árvores localizadas
no município, totalizando 19.733 árvores. Porém, tal valor inclui árvores que
estavam no interior das residências, na área rural e industrial, ou seja, para o
Plano Municipal de Arborização Urbana, seria necessário compilar tais
informações para melhor quantificação. Na Figura 22 há um modelo dos pontos
capturados, em que é possível observar pontos que estão no interior dos
domicílios.
Figura 22. Exemplo dos pontos de árvores totais.
Fonte: Geo Municipal (2024).
Dessa forma, por meio do Software Qgis, realizou-se a vetorização
apenas das árvores que se encontravam no perímetro urbano, totalizando
8.287 árvores, desconsiderando aquelas que estavam dentro de
residências/área rural. Na Figura 23, é possível verificar a quantidade de
árvores totais na sede e nos distritos.
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Figura 23. Totais de árvores na sede e nos distritos de Corbélia.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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3.1.1.2. Levantamento qualitativo
O Manual de Arborização Urbana do Ministério Público (2018) informa
que em cidades com mais de 1.500 árvores, poderá ser utilizada amostragem
para o inventário qualitativo. Inicialmente, após a determinação da quantidade
de árvores localizadas no perímetro urbano (8.287 árvores), nos dias 12 e 13
de abril de 2022, a equipe multidisciplinar foi até o Município de Corbélia para
realizar a validação das quadras presentes, visto que, é possível uma quadra
ser atribuída como “área urbana”, mas na verdade ser uma área rural ou uma
área industrial, o que poderá prejudicar o resultado por amostragem.
No Quadro 1 é esclarecido o porquê de utilizar apenas as árvores que
estão na área urbana.
Quadro 1. Quantidade de árvores em cada distribuição.
CLASSIFICAÇÃO INDICADO PARA UTILIZAR NA AMOSTRAGEM?
Árvores totais
Não indicado para utilizar na amostragem, pois irá considerar
árvores que estão no interior de residências, em parques, na
área rural e industrial, o que acaba fugindo do objetivo do plano
municipal de arborização urbana.
Árvores que estão no
perímetro urbano
Não indicado para utilizar na amostragem, pois o perímetro
urbano demarcado acaba abrangendo áreas rurais e industriais.
Árvores que, após a
validação da equipe,
estão no perímetro urbano
Indicado para utilizar na amostragem, pois após a validação
foram desconsideradas áreas rurais e industriais, levando em
conta exclusivamente aquelas que se encontram na área
urbana, as quais são o foco do plano municipal de arborização
urbana.
Fonte: Equipe técnica (2024).
Desta forma, na Figura 24 constata-se as quadras que não se
enquadraram como área urbana e que foram desconsideradas para o
levantamento qualitativo por amostragem, e que, posteriormente, foram
validadas pelas imagens da câmera multidirecional 360º.
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Figura 24. Validação das quadras para verificar quais realmente estavam na área urbana.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Para não ser algo tendencioso, as unidades amostrais foram definidas
da seguinte maneira: selecionado, por meio de sorteio, mais de 10% das
quadras totais (da sede e dos distritos) que, consequentemente, foram mais de
10% da população arbórea. Na Tabela 6 é possível verificar a quantidade de
quadras selecionadas na amostragem.
Tabela 6. Quadras totais que estão na área urbana e as selecionadas para amostragem.
COMARCA DE CORBÉLIA QUADRAS TOTAIS NA
ÁREA URBANA
QUADRAS PARA
AMOSTRAGEM %
Sede 273 28 10,26
Nossa Senhora da Penha 23 3 13,04
Ouro Verde do Piquiri 23 3 13,04
TOTAL 319 34 10,66
Fonte: Equipe técnica (2024).
Logo, para sede de Corbélia, realizou-se o levantamento qualitativo em
28 quadras amostrais. E nos distritos de Nossa Senhora da Penha e Ouro
Verde do Piquiri 3 quadras amostrais em cada. A Figura 25 apresenta a
localização das quadras selecionadas para realizar a amostragem.
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Figura 25. Quadras selecionadas para amostragem.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Complementarmente, realizou-se cálculos do método da Amostragem
Aleatória Simples para estimar uma amostragem ideal com um nível de
confiança de 95% e margem de erro de 5%, conforme a Equação 1 a seguir.
(𝑒𝑠𝑐𝑜𝑟𝑒−𝑧)2×𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 𝑃𝑎𝑑𝑟ã𝑜 × (1−𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 𝑃𝑎𝑑𝑟ã𝑜)
(𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝑒𝑟𝑟𝑜)2
(Equação 1)
Em que:
x: Tamanho da amostra necessário
Escore-z: Para um nível de 99%, classifica o escore-z como de 2,576
Considerando uma população arbórea de 8.287, o tamanho ideal da
amostra seria de 614 árvores. Porém, como o que consideramos foi 10% das
quadras validadas, logo, a quantidade de indivíduos arbóreos catalogados
durante a amostragem foi de 1.053, excedendo o valor estipulado por meio dos
cálculos da teoria e fornecendo dados mais precisos.
Após o sorteio das quadras selecionadas para amostragem, foram
inseridos os pontos de cada árvore, com base nas imagens capturadas pela
câmera multidirecional 360°, para se certificar de que a amostragem abordaria
mais de 10% da população arbórea. Posteriormente, os pontos foram
compilados e disponibilizados no portal do município.
Depois da definição das quadras e dos pontos das árvores, foi possível
iniciar o levantamento qualitativo por amostragem no Município de Corbélia. Na
Figura 26 observa-se as quadras selecionadas para a amostragem e a
quantidade de árvores.
𝑥 =
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Figura 26. Seleção de quadras para a amostragem e a quantidade de árvores.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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No Geo municipal de Corbélia já estão disponíveis as quadras
selecionadas para a amostragem (Figura 27) e os pontos das árvores, assim
como os locais indicados para plantio e as coordenadas geográficas de cada
árvore (Figura 28).
Figura 27. Quadras da sede selecionadas para a amostragem no portal do município.
Fonte: Geo Municipal (2024).
Figura 28. Quadras da sede selecionadas para a amostragem no portal do município.
Fonte: Geo Municipal (2024).
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Em cada árvore selecionada, é possível adicionar as características das
árvores e do meio (Figuras 29, 30, 31 e 32), conforme as informações que
foram coletadas nas “Fichas de Campo” - abordada no tópico 3.1.2. Tais
informações estarão disponíveis para serem acessadas no portal do município
para facilitar a gestão e planejamento.
Figura 29. Cadastro de cada árvore no portal do município.
Fonte: Geo Municipal (2024).
Figura 30. Informações para serem inseridas de cada árvore no portal do município.
Fonte: Geo Municipal (2024).
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Figura 31. Características de cada árvore no portal do município.
Fonte: Geo Municipal (2024).
Figura 32. Características do meio no portal do município.
Fonte: Geo Municipal (2024).
3.1.2. Informações qualitativas
No mês de maio de 2022 o inventário arbóreo foi realizado por
amostragem, e a avaliação de cada amostra contou com o conhecimento e
experiência da equipe, bem como comparação com critérios já estabelecidos
por legislações e NBRs.
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Os materiais essenciais utilizados durante todo o levantamento foram
fichas de campo (Anexo 2), uma trena de 30 metros, um GPS de smartphone
(Google Maps), um tablet com acesso a internet e um mapa com as quadras
pré- estabelecidas. As amostragens foram realizadas por quadra, as quais
foram enumeradas para melhor organização, cada amostra também dispunha
de uma identificação numérica (Figura 33).
Figura 33. Exemplo da identificação numérica das quadras e amostras.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
A equipe, coordenada pelo engenheiro responsável (ART no Anexo 4)
seguia o mapa e o GPS para localizar as quadras e iniciava o inventário
sempre em sentido horário, preenchendo as fichas de campo. As principais
informações contidas na ficha eram: nome da rua, número da quadra e da
amostra, número da casa ou lote em que se encontra a amostra (se existir),
Circunferência na Altura de Peito - CAP (indivíduos com bifurcação, mediu-se o
CAP na altura da
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mesma), altura (porte pequeno, até 4 metros, médio, de 4 a 8 metros, e grande
acima de 8 metros), área livre para passagem de pedestres, distância da linha
predial à árvore, distancia da esquina, da placa de trânsito, do bueiro, de
iluminação, de poste sem iluminação, de guia rebaixada, distância entre
árvores, presença de mureta, de fiação, e área de infiltração.
Os critérios utilizados para a avaliação qualitativa da árvore foram:
aplicação de cal, árvores com cupins, ocas, com bifurcação antes de 1,8 m,
com inclinação atípica, com trepadeira, com poda drástica e árvores de risco.
Além disso, eram definidas as necessidades de corte ou substituição, com a
definição do tempo para realização de curto, médio ou longo prazo.
As Figuras 34A, 34B, 35A, 35B, 36A e 36B exibem a equipe
multidisciplinar na coleta de informações.
Figura 34. Equipe multidisciplinar durante o diagnóstico.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
(A) (B)
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Figura 35. Equipe multidisciplinar durante o diagnóstico.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
Figura 36. Equipe multidisciplinar durante o diagnóstico.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
(A) (B)
(A) (B)
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Na extensão da rua, a equipe avaliava a necessidade e possibilidade de
plantio, considerando os aspectos físicos como as distâncias e espaçamentos
de cada estrutura presente próxima ao possível local de plantio (portões,
postes, placas de trânsito, entre outros), e as condições para o
desenvolvimento da muda.
Também foram analisadas a necessidade de remoção permanente ou
substituição, tanto de tocos já cortados, quanto de espécies não indicadas,
doentes, danificando calçadas, ou com espaçamentos inadequados. Essa
avaliação estimava o tempo para remoção ou substituição, em curto prazo (até
2 anos), médio prazo (até 4 anos), ou longo prazo (até 5 anos).
Todos os dados amostrais coletados nas fichas de campo durante o
levantamento foram escaneados e digitalizados para o sistema de planilhas
Microsoft Excel, a fim de facilitar a organização e tratamento dos valores e
informações.
3.1.3. Mapeamento
Na Figura 37 encontra-se o mapeamento das árvores contempladas no
diagnóstico quali-quantitativo. Já a Figura 38 representa os locais que são
indicados para plantio (a escolha das espécies irá depender se há fiação
elétrica ou não e fica a critério da equipe municipal vigente em selecionar os
indivíduos de acordo com o apresentado nas Quadros 6 e 7).
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Figura 37. Mapeamento das árvores identificadas no levantamento.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Figura 38. Mapeamento dos locais para novos plantios da sede.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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3.2. CARACTERÍSTICAS DA ARBORIZAÇÃO URBANA DO MUNICÍPIO
Durante o levantamento de arborização urbana realizado no Município de
Corbélia, foram contabilizados 1.488 pontos amostrados (Figura 39), nos quais
1.053 foram indivíduos arbóreos, 412 foram pontos para plantio, 18 foram tocos
e 5 foram espécies não identificadas.
Figura 39. Total de pontos amostrados.
Fonte: Equipe técnica (2022).
Das 1.053 árvores amostradas, foram identificadas espécies associadas
a 38 famílias, conforme apresentado na Tabela 7.
Tabela 7. Espécies amostradas (divididas por famílias), nome popular, nome científico, número
de indivíduos encontrados por espécie (NI) e origem (exótica ou nativa).
Nome popular Nome Científico NI Origem
ANACARDIACEAE
Aroeira-salsa Schinus molle L. 38 Nativa/Tóxica
Mangueira Mangifera indica L. 64 Exótica Invasora
ANNONACEAE
Fruta-do-conde Annona squamosa L. 6 Exótica
ARECACEAE
Coqueiro Cocos nucifera L. 4 Exótica
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Nome popular Nome Científico NI Origem
Jerivá Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman 22 Nativa
Palmeira-imperial Roystonea oleracea (Jacq.) O.F.Cook 4 Exótica
Palmeira-rabo-de-raposa Wodyetia bifurcata A.K.Irvine 12 Exótica
Palmeira-real Archontophoenix cunninghamiana (H.Wendl.)
H.Wendl. & Drude 14 Exótica
Palmeira-triângulo Dypsis decaryi (Jum.) Beentje & J.Dransf. 5 Exótica
Palmeira-washingtônia Washingtonia filifera (Linden ex André)
H.Wendl. 3 Exótica
Pupunha Bactris gasipaes Kunth 2 Nativa
BETULACEAE
Amieiro Alnus glutinosa 1 Exótica
BIGNONIACEAE
Chama-da-floresta Spathodea campanulata P. Beauv. 3 Exótica
Ipê-amarelo Handroanthus ochraceus (Cham.) Mattos 22 Nativa
Ipê-branco Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith 9 Nativa
Ipê-rosa Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos 16 Nativa
BIXACEAE
Urucum Bixa orellana L. 4 Nativa
CACTACEAE
Ora-pro-nóbis Pereskia aculeata Mill. 2 Nativa
CALOPHYLLACEAE
Guanandi Calophyllum brasiliense Cambess. 4 Nativa
CARICACEAE
Mamão Carica papaya L. 4 Nativa
CELASTRACEAE
Espinheira-santa Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral 1 Nativa
CHRYSOBALANACEAE
Oiti Moquilea tomentosa Benth 19 Nativa
CICADÁCEAS
Cica-revoluta Cycas revoluta Thunb. 10 Exótica
CUPRESSACEAE
Cipreste Chamaecyparis lawsoniana (A.Murray) Parl. 13 Exótica
ERICÁCEAS
Azaleia Rhododendron simsii 4 Exótica
EUPHORBIACEAE
Acalifa Acalypha wilkesiana 1 Exótica
Sangra d'água Croton Urucurana 3 Nativa
FABACEAE
Acácia Acacia angustissima (Mill.) Kuntze 1 Exótica
Alecrim Holocalyx balansae Micheli 1 Nativa/Tóxica
Brinco-de-índio Cojoba chazutense (Standl.) L.Rico 183 Exótica
Chuva-de-ouro Cassia ferruginea 2 Nativa
Flamboyant Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf. 9 Exótica
Ingá Inga marginata Willd. 8 Nativa
Ingá-quatro-quinas Inga striata Benth. 1 Nativa
Leucena Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit 4 Exótica invasora
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Nome popular Nome Científico NI Origem
Pata-de-vaca Bauhinia variegata L. 10 Exótica
Pau-ferro Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L.P.Queiroz 4 Nativa
Sibipiruna Cenostigma pluviosum (DC.) Gagnon &
G.P.Lewis 109 Nativa
Tipuana Tipuana tipu (Benth.) Kuntze 2 Exótica
LAURACEAE
Abacateiro Persea americana Mill. 20 Exótica
Canelinha Nectandra megapotamica 123 Nativa
LYTHRACEAE
Resedá Lagerstroemia indica L. 38 Exótica
MAGNOLIACEAE
Magnólia-amarela Magnolia champaca (L.) Baill. ex Pierre 7 Exótica invasora
MALPIGHIACEAE
Acerola Malpighia emarginata DC 6 Exótica
MALVACEAE
Algodoeiro-asiático Talipariti tiliaceum (L.) Fryxell 1 Exótica
Hibisco Hibiscus rosa-sinensis L. 6 Exótica
MELASTOMATACEAE
Manacá-da-serra Pleroma mutabile (Vell.) Triana 2 Nativa
Quaresmeira Pleroma granulosum (Desr.) D. Don 29 Nativa
MELIACEAE
Amargoseira Melia azedarach 1 Exótica
Neem Azadirachta indica A.Juss. 9 Exótica
MONIMIACEAE
Boldo Peumus boldus 1 Exótica
MORACEAE
Amora Morus alba L. 4 Exótica
Fícus Benjamina Ficus benjamina L. 9 Exótica
Figueira Chilena Ficus auriculata Loureiro 32 Exótica
MUSACEAE
Bananeira Musa paradisiaca L. 1 Exótica
MYRTACEAE
Araçá Psidium cattleyanum Sabine 2 Nativa
Escova-de-garrafa Callistemon viminalis (Sol. ex Gaertn.) G.Don 1 Exótica
Goiabeira Psidium guajava L. 16 Exótica Invasora
Jabuticaba Plinia peruviana (Poir.) Govaerts 2 Nativa
Pitanga Eugenia uniflora L. 15 Nativa
NYCTAGINACEAE
Primavera Bougainvillea glabra Choisy 1 Nativa
OLEACEAE
Alfeneiro Ligustrum lucidum W.T.Aiton 24 Exótica Invasora
PASSIFLORACEAE
Maracujá Passiflora edulis Sims 2 Nativa
PINACEAE
Pinheiro Pinus spp. 1 Exótica
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Nome popular Nome Científico NI Origem
PLATANACEAE
Plátano Platanus ×hispanica Mill. ex Münchh. 4 Exótica
PROTEACEAE
Grevílea-robusta Grevillea robusta 2 Exótica invasora
PUNICACEAE
Romã Punica granatum L. 1 Exótica
ROSACEAE
Ameixa-amarela Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl. 16 Exótica Invasora
Cerejeira Prunus subcoriacea (Chodat & Hassl.) Koehne 2 Nativa
RUBIACEAE
Sete-copas Terminalia catappa L. 21 Exótica Invasora
Cafeeiro Coffea arabica L. 3 Exótica
RUTÁCEAS
Falsa-murta Murraya paniculata (L.) Jack 11 Exótica Invasora
Limoeiro Citrus ×latifolia (Yu.Tanaka) Yu.Tanaka 15 Exótica Invasora
VERBENACEAE
Pingo-de-ouro Duranta erecta L. 1 Exótica
Espécies não identificadas 5
Tocos 18
TOTAL 1.076
*: NI: Número de Indivíduos Arbóreos
Fonte: Equipe Técnica (2024).
A espécie Brinco-de-índio (Cojoba chazutense (Standl.) L. Rico), foi a
mais encontrada durante o levantamento, apontando sozinha mais de 17% de
todas as amostras levantadas, com 183 indivíduos identificados. A Canelinha
(Nectandra megapotamica) foi a segunda mais contabilizada, representando
11,7% de todo o levantamento, com 123 indivíduos contabilizados. A Figura 40
apresenta as principais espécies encontradas no levantamento e a sua
porcentagem em relação a todas as amostras, bem como a porcentagem das
outras espécies contabilizadas, com 27,8% de ocorrência.
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Figura 40. Porcentagem de indivíduos por espécie no levantamento.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
Do total de espécies encontradas durante o levantamento, foram
contabilizadas 26 espécies nativas (porém 2 das espécies nativas são
consideradas tóxicas), e 46 espécies exóticas, em que 10 dessas são
classificadas como exóticas invasoras proibidas de plantio, categoria I e
categoria II pela portaria IAP n° 59/2015, listadas na Tabela 8. De acordo com
a portaria, indivíduos classificados como “Categoria I” são espécies que têm
proibido seu transporte, criação, soltura ou translocação, cultivo, propagação
(por qualquer forma de reprodução), comércio, doação ou aquisição intencional
sob qualquer forma. Já a “Categoria II” são as espécies que podem ser
utilizadas em condições controladas, sujeitas à regulamentação específica.
Tabela 8. Espécies exóticas invasoras encontradas no levantamento - Categoria I e II.
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO NI* CATEGORIA
Mangueira Mangifera indica L. 64 II
Leucena Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit 4 II
Magnólia-amarela Magnolia champaca (L.) Baill. ex Pierre 7 II
Goiabeira Psidium guajava L. 16 II
Alfeneiro Ligustrum lucidum W.T.Aiton 24 I
(continua)
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NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO NI* CATEGORIA
Grevílea-robusta Grevillea robusta 2 II
Ameixa-amarela Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl. 16 II
Sete-copas Terminalia catappa L. 21 II
Falsa-murta Murraya paniculata (L.) Jack 11 I
Limoeiro Citrus ×latifolia (Yu.Tanaka) Yu.Tanaka 15 II
*: NI: Número de Indivíduos Arbóreos
Fonte: Equipe Técnica (2024).
Das espécies nativas identificadas, as três mais frequentes foram:
Canelinha (Nectandra megapotamica) com 123 indivíduos, Sibipiruna
(Cenostigma pluviosum (DC.) Gagnon & G.P.Lewis) com 109 indivíduos e a
Quaresmeira (Pleroma granulosum (Desr.) D. Don) com 29 indivíduos. Essas
três espécies totalizam mais de 24% de todos os indivíduos arbóreos
contabilizados.
As espécies nativas, quando se trata de variedade de espécies, são as
mais abundantes entre as amostras, com uma representação de 42,5% de
todos os indivíduos contabilizados. Já as espécies exóticas apresentam 40,4%
do total de levantamento, e as exóticas invasoras 17,1% (Figura 41).
Figura 41. Origem das espécies identificadas.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
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De forma natural e em decorrência da diferença na idade, no tipo de
desenvolvimento e poda, a circunferência e altura dos indivíduos arbóreos
tendem a variar de indivíduo para indivíduo, até mesmo árvores da mesma
espécie podem apresentar diferenças nessa característica. Na Tabela 9 são
apresentadas as médias do CAP e altura de espécies por família com 2 ou
mais indivíduos, sendo que aqueles com apenas uma amostra foram mantidos
os valores individuais encontrados.
Tabela 9. Média do CAP e da Altura das espécies separados por família.
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO CAP (m)¹ ALTURA²
ANACARDIACEAE
Aroeira-salsa Schinus molle L. 1,10 P
Mangueira Mangifera indica L. 1,44 M
ANNONACEAE
Fruta-do-conde Annona squamosa L. 0,62 P
ARECACEAE
Coqueiro Cocos nucifera L. 1,00 P
Jerivá Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman 0,98 M
Palmeira-imperial Roystonea oleracea (Jacq.) O.F.Cook 0,72 P
Palmeira-rabo-de-raposa Wodyetia bifurcata A.K.Irvine 1,12 P
Palmeira-real Archontophoenix cunninghamiana (H.Wendl.)
H.Wendl. & Drude 0,65 P
Palmeira-triângulo Dypsis decaryi (Jum.) Beentje & J.Dransf. 0,65 P
Palmeira-washingtonia Washingtonia filifera (Linden ex André) H.Wendl. 0,60 P
Pupunha Bactris gasipaes Kunth 0,20 P
BETULACEAE
Amieiro Alnus glutinosa 0,4 P
BIGNONIACEAE
Chama-da-floresta Spathodea campanulata P. Beauv. 1,82 G
Ipê-amarelo Handroanthus ochraceus (Cham.) Mattos 0,94 M
Ipê-branco Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith 0,91 M
Ipê-rosa Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos 0,98 M
BIXACEAE
Urucum Bixa orellana L. 0,57 P
CACTACEAE
Ora-pro-nóbis Pereskia aculeata Mill. 0,14 P
CALOPHYLLACEAE
Guanandi Calophyllum brasiliense Cambess. 1,86 G
CARICACEAE
Mamão Carica papaya L. 0,55 P
CELASTRACEAE
Espinheira-santa Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral 0,12 P
CHRYSOBALANACEAE
(continua)
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NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO CAP (m)¹ ALTURA²
Oiti Moquilea tomentosa Benth 0,69 P
CICADÁCEAS
Cica-revoluta Cycas revoluta Thunb. 0,60 P
CUPRESSACEAE
Cipreste Chamaecyparis lawsoniana (A.Murray) Parl. 0,88 P
ERICÁCEAS
Azaleia Rhododendron simsii 0,53 P
EUPHORBIACEAE
Acalifa Acalypha wilkesiana 0,37 P
Sangra d'água Croton Urucurana 0,64 M
FABACEAE
Acácia Acacia angustissima (Mill.) Kuntze 0,50 M
Alecrim Holocalyx balansae Micheli 0,92 P
Brinco-de-índio Cojoba chazutense (Standl.) L.Rico 0,40 P
Chuva-de-ouro Cassia ferruginea 0,28 P
Flamboyant Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf. 2,05 G
Ingá Inga marginata Willd. 0,66 P
Ingá-quatro-quinas Inga striata Benth. 1,34 P
Leucena Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit 0,39 P
Pata-de-vaca Bauhinia variegata L. 0,86 P
Pau-ferro Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L.P.Queiroz 1,51 G
Sibipiruna Cenostigma pluviosum (DC.) Gagnon
& G.P.Lewis 1,69 M
Tipuana Tipuana tipu (Benth.) Kuntze 1,58 P
LAURACEAE
Abacateiro Persea americana Mill. 1,24 M
Canelinha Nectandra megapotamica 0,93 P
LYTHRACEAE
Resedá Lagerstroemia indica L. 0,46 P
MAGNOLIACEAE
Magnólia-amarela Magnolia champaca (L.) Baill. ex Pierre 1,30 M
MALPIGHIACEAE
Acerola Malpighia emarginata DC 0,43 P
MALVACEAE
Algodoeiro-asiático Talipariti tiliaceum (L.) Fryxell 0,35 P
Hibisco Hibiscus rosa-sinensis L. 0,45 P
MELASTOMATACEAE
Manacá-da-serra Pleroma mutabile (Vell.) Triana 0,14 P
Quaresmeira Pleroma granulosum (Desr.) D. Don 0,70 P
MELIACEAE
Amargoseira Melia azedarach 0,40 P
Neem Azadirachta indica A.Juss. 0,46 P
MONIMIACEAE
Boldo Peumus boldus 0,35 P
MORACEAE
Amora Morus alba L. 0,40 P
(continua)
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NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO CAP (m)¹ ALTURA²
Fícus Benjamina Ficus benjamina L. 0,80 P
Figueira Chilena Ficus auriculata Loureiro 1,01 M
MUSACEAE
Bananeira Musa paradisiaca L. 0,72 M
MYRTACEAE
Araçá Psidium cattleyanum Sabine 0,93 M
Escova-de-garrafa Callistemon viminalis (Sol. ex Gaertn.) G.Don 2,00 P
Goiabeira Psidium guajava L. 0,53 P
Jabuticaba Plinia peruviana (Poir.) Govaerts 1,35 M
Pitanga Eugenia uniflora L. 0,53 P
NYCTAGINACEAE
Primavera Bougainvillea glabra Choisy 0,85 P
OLEACEAE
Alfeneiro Ligustrum lucidum W.T.Aiton 1,82 G
PASSIFLORACEAE
Maracujá Passiflora edulis Sims 0,53 M
PINACEAE
Pinheiro Pinus spp. 1,70 P
PLATANACEAE
Plátano Platanus ×hispanica Mill. ex Münchh. 0,58 P
PROTEACEAE
Grevílea-robusta Grevillea robusta 0,88 P
PUNICACEAE
Romã Punica granatum L. 2,80 M
ROSACEAE
Ameixa-amarela Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl. 0,76 P
Cerejeira Prunus subcoriacea (Chodat & Hassl.) Koehne 0,90 M
RUBIACEAE
Sete-copas Terminalia catappa L. 0,78 P
Cafeeiro Coffea arabica L. 0,73 P
RUTÁCEAS
Falsa-murta Murraya paniculata (L.) Jack 0,78 P
Limoeiro Citrus ×latifolia (Yu.Tanaka) Yu.Tanaka 0,44 P
VERBENACEAE
Pingo-de-ouro Duranta erecta L. 0,40 P
¹: CAP: Circunferência Altura do Peito
²: Altura: Porte Pequeno (P) até 4 metros; Porte Médio (M) de 4m a 8m; Porte Grande (G)
acima de 8 metros
Fonte: Equipe Técnica (2024).
Para uma melhor avaliação quanto ao CAP, os indivíduos foram
separados em 4 classes: 0 a 0,50; 0,51 a 1,00; 1,01 a 1,50; e maior que 1,50. A
Tabela 10 apresenta cada espécie listada em cada classe de CAP.
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Tabela 10. Espécie por classe de CAP.
CLASSE CAP
(m)
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO
Espinheira-santa Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral
Ora-pro-nóbis Pereskia aculeata Mill.
Manacá-da-serra Pleroma mutabile (Vell.) Triana
Pupunha Bactris gasipaes Kunth
Algodoeiro-asiático Talipariti tiliaceum (L.) Fryxell
Boldo Peumus boldus
Acalifa Acalypha wilkesiana
Leucena Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit
0 a 0,50 Amieiro Alnus glutinosa
Brinco-de-índio Cojoba chazutense (Standl.) L.Rico
Amargoseira Melia azedarach
Amora Morus alba L.
Pingo-de-ouro Duranta erecta L.
Acerola Malpighia emarginata DC
Limoeiro Citrus ×latifolia (Yu.Tanaka) Yu.Tanaka
Hibisco Hibiscus rosa-sinensis L.
Resedá Lagerstroemia indica L.
Neem Azadirachta indica A.Juss.
Acácia Acacia angustissima (Mill.) Kuntze
Azaleia Rhododendron simsii
Goiabeira Psidium guajava L.
Pitanga Eugenia uniflora L.
Maracujá Passiflora edulis Sims
0,51 a 1,00 Mamão Carica papaya L.
Urucum Bixa orellana L.
Plátano Platanus ×hispanica Mill. ex Münchh.
Palmeira-washingtonia Washingtonia filifera (Linden ex André) H.Wendl.
Cica-revoluta Cycas revoluta Thunb.
(continua)
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CLASSE CAP
(m)
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO
Fruta-do-conde Annona squamosa L.
Sangra d'água Croton Urucurana
Palmeira-real
Archontophoenix cunninghamiana (H.Wendl.)
H.Wendl. & Drude
Palmeira-triângulo Dypsis decaryi (Jum.) Beentje & J.Dransf.
Ingá Inga marginata Willd.
Oiti Moquilea tomentosa Benth
Quaresmeira Pleroma granulosum (Desr.) D. Don
Palmeira-imperial Roystonea oleracea (Jacq.) O.F.Cook
Bananeira Musa paradisiaca L.
Cafeeiro Coffea arabica L.
Ameixa-amarela Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.
0,51 a 1,00 Sete-copas Terminalia catappa L.
Falsa-murta Murraya paniculata (L.) Jack
Fícus Benjamina Ficus benjamina L.
Primavera Bougainvillea glabra Choisy
Pata-de-vaca Bauhinia variegata L.
Cipreste Chamaecyparis lawsoniana (A.Murray) Parl.
Grevílea-robusta Grevillea robusta
Cerejeira Prunus subcoriacea (Chodat & Hassl.) Koehne
Ipê-branco Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith
Alecrim Holocalyx balansae Micheli
Canelinha Nectandra megapotamica
Araçá Psidium cattleyanum Sabine
Ipê-amarelo Handroanthus ochraceus (Cham.) Mattos
Jerivá Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman
Ipê-rosa Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos
Coqueiro Cocos nucifera L.
1,01 a 1,50 Figueira Chilena Ficus auriculata Loureiro
(continua)
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CLASSE CAP
(m)
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO
Aroeira-salsa Schinus molle L.
Palmeira-rabo-deraposa Wodyetia bifurcata A.K.Irvine
1,01 a 1,50 Abacateiro Persea americana Mill.
Magnólia-amarela Magnolia champaca (L.) Baill. ex Pierre
Ingá-quatro-quinas Inga striata Benth.
Jabuticaba Plinia peruviana (Poir.) Govaerts
Mangueira Mangifera indica L.
Pau-ferro Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L.P.Queiroz
Tipuana Tipuana tipu (Benth.) Kuntze
Sibipiruna Cenostigma pluviosum (DC.) Gagnon & G.P.Lewis
Pinheiro Pinus spp.
>1,50 Chama-da-floresta Spathodea campanulata P. Beauv.
Alfeneiro Ligustrum lucidum W.T.Aiton
Guanandi Calophyllum brasiliense Cambess.
Escova-de-garrafa Callistemon viminalis (Sol. ex Gaertn.) G.Don
Flamboyant Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf.
Romã Punica granatum L.
Fonte: Equipe técnica (2024).
A Figura 42 apresenta a quantidade de indivíduos por classe de CAP,
bem como a porcentagem de cada classe. A classe de 0,51 m a 1,00 m é a que
expressa o maior número de indivíduos arbóreos e contabiliza 49,3% do total
das espécies.
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Figura 42. Gráfico da quantidade e porcentagem de indivíduos por classe de CAP.
Fonte: Equipe Técnica (2022).
Em relação à altura, os indivíduos também foram divididos em 3 classes
para uma maior avaliação, sendo elas: Porte Pequeno (P) até 4 metros; Porte
Médio (M) de 4m a 8m; e Porte Grande (G) acima de 8 metros. O Quadro 2
apresenta as espécies classificadas em cada classe.
Quadro 2. Espécies classificadas em cada porte de altura.
CLASSE ALTURA NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO
PEQUENO PORTE
Aroeira-salsa Schinus molle L.
Fruta-do-conde Annona squamosa L.
Coqueiro Cocos nucifera L.
Palmeira-imperial Roystonea oleracea (Jacq.) O.F.Cook
Palmeira-rabo-de-raposa Wodyetia bifurcata A.K.Irvine
Palmeira-real Archontophoenix cunninghamiana (H.Wendl.)
H.Wendl. & Drude
Palmeira-triângulo Dypsis decaryi (Jum.) Beentje & J.Dransf.
Palmeira-washingtonia Washingtonia filifera (Linden ex André)
H.Wendl.
Pupunha Bactris gasipaes Kunth
(continua)
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CLASSE ALTURA NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO
Alnus glutinosa
PEQUENO PORTE
Amieiro
Urucum Bixa orellana L.
Ora-pro-nóbis Pereskia aculeata Mill.
Mamão Carica papaya L.
Espinheira-santa Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral
Oiti Moquilea tomentosa Benth
Cica-revoluta Cycas revoluta Thunb.
Cipreste Chamaecyparis lawsoniana (A.Murray) Parl.
Azaleia Rhododendron simsii
Acalifa Acalypha wilkesiana
Alecrim Holocalyx balansae Micheli
Brinco-de-índio Cojoba chazutense (Standl.) L.Rico
Chuva-de-ouro Cassia ferruginea
Ingá Inga marginata Willd.
Ingá-quatro-quinas Inga striata Benth.
Leucena Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit
Pata-de-vaca Bauhinia variegata L.
Tipuana Tipuana tipu (Benth.) Kuntze
Canelinha Nectandra megapotamica
Resedá Lagerstroemia indica L.
Acerola Malpighia emarginata DC
Algodoeiro-asiático Talipariti tiliaceum (L.) Fryxell
Hibisco Hibiscus rosa-sinensis L.
Manacá-da-serra Pleroma mutabile (Vell.) Triana
Quaresmeira Pleroma granulosum (Desr.) D. Don
Amargoseira Melia azedarach
Neem Azadirachta indica A.Juss.
Boldo Peumus boldus
Amora Morus alba L.
Fícus Benjamina Ficus benjamina L.
Escova-de-garrafa Callistemon viminalis (Sol. ex Gaertn.) G.Don
(continua)
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CLASSE ALTURA NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO
Psidium guajava L.
PEQUENO PORTE
Goiabeira
Pitanga Eugenia uniflora L.
Primavera Bougainvillea glabra Choisy
Pinheiro Pinus spp.
Plátano Platanus ×hispanica Mill. ex Münchh.
Grevílea-robusta Grevillea robusta
Ameixa-amarela Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.
Sete-copas Terminalia catappa L.
Cafeeiro Coffea arabica L.
Falsa-murta Murraya paniculata (L.) Jack
Limoeiro Citrus ×latifolia (Yu.Tanaka) Yu.Tanaka
Pingo-de-ouro Duranta erecta L.
MÉDIO PORTE
Mangueira Mangifera indica L.
Jerivá Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman
Ipê-amarelo Handroanthus ochraceus (Cham.) Mattos
Ipê-branco Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith
Ipê-rosa Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos
Sangra d'água Croton Urucurana
Acácia Acacia angustissima (Mill.) Kuntze
Sibipiruna Cenostigma pluviosum (DC.) Gagnon &
G.P.Lewis
Abacateiro Persea americana Mill.
Magnólia-amarela Magnolia champaca (L.) Baill. ex Pierre
Figueira Chilena Ficus auriculata Loureiro
Bananeira Musa paradisiaca L.
Araçá Psidium cattleyanum Sabine
Jabuticaba Plinia peruviana (Poir.) Govaerts
Maracujá Passiflora edulis Sims
Romã Punica granatum L.
Cerejeira Prunus subcoriacea (Chodat & Hassl.) Koehne
Chama-da-floresta Spathodea campanulata P. Beauv.
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CLASSE ALTURA NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO
MÉDIO PORTE Guanandi Calophyllum brasiliense Cambess.
GRANDE PORTE
Flamboyant Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf.
Pau-ferro Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L.P.Queiroz
Alfeneiro Ligustrum lucidum W.T.Aiton
Fonte: Equipe Técnica (2024).
A classe de “pequeno porte” apresentou o maior número de indivíduos
arbóreos em relação às outras classes e contabilizou 633 árvores, o que
representou 64,3% do total de amostras. A Figura 43 apresenta a porcentagem
de cada classe. Os indivíduos de porte grande foram os que apresentaram uma
menor frequência durante o levantamento, totalizando 6,8%.
Figura 43 . Porcentagem de árvores por classe de altura.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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3.2.1. Principais problemas encontrados
Por meio dos diagnósticos realizados nos levantamentos de campo,
verificou-se alguns problemas que são apresentados a seguir. As orientações
quanto aos métodos a serem aplicados em cada caso serão apresentados nos
tópicos 6, 7, 8 e 9.
a) Espécies exóticas invasoras
Conforme já analisado na Tabela 8, é possível verificar que há presença
de espécies exóticas invasoras que compõem a arborização do Município de
Corbélia, totalizando 180 indivíduos que são classificados nas categorias I e II,
segundo a Portaria IAP 59/2015. As espécies Alfeneiro (Ligustrum lucidum
W.T.Aiton) e Falsa-murta (Murraya paniculata (L.) Jack) estão enquadradas na
categoria I, o que merece um destaque, pois são espécies que não devem ser
cultivadas/criadas, sendo seu uso em qualquer uma das formas proibida.
O Alfeneiro (Ligustrum lucidum W.T.Aiton) é uma espécie que ainda é
muito utilizada na arborização, sendo relatados 24 indivíduos arbóreos durante
o levantamento, mas que oferece alto risco para a biodiversidade, pois dificulta
os mecanismos de regeneração de espécies nativas, ocasionando problemas
nas calçadas e na fiação aérea.
A Lei Estadual nº 15.953/2008 proíbe o plantio, comércio, transporte e
produção da planta Falsa-murta (Murraya paniculata (L.) Jack) (Figura 44), por
ser vegetal hospedeiro da bactéria Candidatus liberibacter ssp., disseminada
pelo inseto vetor Diaphorina citri, transmissor da praga denominada
Huanglongbing (HLB - Greening).
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Figura 44. Falsa-murta (Murraya paniculata (L.) Jack) identificada
Fonte: Equipe técnica (2022)
b) Espécies tóxicas
Algumas espécies tóxicas foram encontradas no município, as quais são
plantadas sem nenhum conhecimento técnico e acabam prejudicando a saúde
da população. As espécies tóxicas relatadas durante o levantamento por
amostragem foram: Alecrim (Holocalyx balansae Micheli) e Aroeira-salsa
(Schinus molle L.).
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O Alecrim (Holocalyx balansae Micheli) possui folhas, talos foliáceos e
sementes que integram glicosídeos cianogênicos, que podem ser tóxicos ou
medicamentosos, de acordo com a sua dose. Já a Aroeira-salsa (Schinus molle
L.) (Figura 45) é usualmente utilizada na arborização urbana, porém é uma
planta moderadamente tóxica, devido ao seu pólen alérgico.
Em áreas públicas a COPEL (2015) não aconselha a utilização de
espécies que apresentem princípios tóxicos relacionados com a casca, látex,
flores ou folhas. Mesmo que a toxicidade seja sazonal (como durante a
floração) não são indiadas devido à possibilidade de contato com a população.
Figura 45. Aroeira-salsa (Schinus molle L.) com inclinação atípica.
Fonte: Equipe técnica (2022).
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c) Fitossanidade
Foram relatados três indivíduos arbóreos com a presença de cupins,
sendo das espécies: Resedá (Lagerstroemia indica L.), Alfeneiro (Ligustrum
lucidum W.T.Aiton) e Mangueira (Mangifera indica L.). A remoção e
substituição de tais árvores será realizada em um curto prazo (até dois anos),
segundo a capacidade operacional do Município e conforme especificado no
Quadro 3.
d) Árvores senescentes ou de risco
Para as árvores que apresentavam algum risco ou que eram
senescentes, registrou-se a necessidade de corte e substituição. Após a
averiguação de cada árvore, eram definidas as espécies que necessitam de
cortes a curto, médio ou longo prazo, os quais foram relatados 51 cortes a
curto prazo (2 anos), 50 cortes a médio prazo (4 anos), 26 cortes a longo prazo
(5 anos) e 94 casos de árvores que necessitam de uma posterior substituição
(Figura 46).
Figura 46. Necessidade de corte e substituição das árvores.
Fonte: Equipe técnica (2022)
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Os Quadros 3, 4 e 5 destacam as árvores que requerem corte em curto,
médio e longo prazo, respectivamente, juntamente com a necessidade de
substituição. Além disso, a Figura 47 ilustra o mapeamento dessas árvores.
Quadro 3. Localização dos indivíduos arbóreos que necessitam de corte a curto prazo
Quadra Logradouro Nº da
amostra Nome popular Posterior
substituição
12 Travessia Diamante 1 Sibipiruna Sim
12 Av. Piquiri 18 Sibipiruna Sim
12 Av. Piquiri 21 Sibipiruna Sim
12 Av. Piquiri 22 Sibipiruna Sim
12 Av. Piquiri 26 Sibipiruna Não
12 Av. Piquiri 27 Sibipiruna Não
14 R. Tibagi 1 Limoeiro Não
14 R. Tibagi 8 Sibipiruna Não
14 R. Tibagi 9 Flamboyant Não
14 R. Ivaí 32 Mangueira Não
69 R. Presidente C. Sales 20 Guanandi Não
69 R. Presidente C. Sales 21 Guanandi Não
82 Av. Presidente Juscelino 9 Mangueira Não
130 R. Miosótis 33 Ingá Sim
130 R. Brinco de Princesa 50 Toco Não
130 R. Brinco de Princesa 53 Toco Não
182 Av. Santa Catarina 23 Resedá Sim
205 R. Violeta 32 Alfeneiro Sim
205 R. Violeta 33 Alfeneiro Sim
229 R. Primavera 10 Alfeneiro Sim
229 R. Boca de Leão 13 Alfeneiro Sim
229 R. Boca de Leão 14 Alfeneiro Sim
(continua)
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Quadra Logradouro Nº da
amostra Nome popular Posterior
substituição
229 R. Boca de Leão 15 Alfeneiro Sim
229 R. Boca de Leão 16 Alfeneiro Sim
316 R. Pedro V. P. Souza 4 Sibipiruna Sim
316 R. João Fredolino Dillenburg 19 Canelinha Sim
316 R. João Fredolino Dillenburg 20 Canelinha Sim
316 R. Humberto Castelo Branco 30 Ipê-rosa Sim
316 Av. Rio Grande do Sul 34 Ipê-branco Sim
316 Av. Rio Grande do Sul 40 Sibipiruna Sim
316 Av. Rio Grande do Sul 41 Sibipiruna Sim
316 Av. Rio Grande do Sul 42 Sibipiruna Sim
316 Av. Rio Grande do Sul 43 Sibipiruna Não
330 R. Copo de leite 7 Alfeneiro Sim
330 R. Copo de leite 12 Alfeneiro Sim
330 R. Rosa 47 Sibipiruna Sim
337 R. Tulipa 13 Alfeneiro Sim
341 Av. Minas Gerais 16 Alfeneiro Sim
359 R. Margarida 1 Canelinha Não
359 R. Flor de Maracujá 17 Flamboyant Sim
372 R. Tulipa 33 Cerejeira Sim
372 R. Tulipa 34 Sibipiruna Sim
372 R. Tulipa 35 Sibipiruna Sim
378 R. Glicínia 14 Flamboyant Não
384 R. Açucena 16 Hibisco Não
401 R. Dália 14 Sibipiruna Não
401 R. Vitória Régia 46 Sibipiruna Sim
417 R. Gladíolo 9 Araçá Não
417 R. Gladíolo 11 Mangueira Não
417 R. Crisântemo 33 Sibipiruna Não
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(continua)
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Quadra Logradouro Nº da
amostra Nome popular Posterior
substituição
446 R. Pluma de Avestruz 23 Mangueira Sim
Fonte: Equipe técnica (2024).
Quadro 4. Localização dos indivíduos arbóreos que necessitam de corte a médio prazo.
Quadra Logradouro Nº da
amostra Nome popular Posterior
substituição
12 Av. Piquiri 25 Sibipiruna Não
14 R. Ivaí 23 Sibipiruna Não
20 R. São João 24 Aroeira-salsa Não
69 R. Presidente C. Sales 25 Sibipiruna Não
130 R. Magnólia 30 Aroeira-salsa Não
130 R. Miosótis 31 Sibipiruna Sim
130 R. Miosótis 36 Aroeira-salsa Sim
130 R. Brinco de Princesa 45 Sibipiruna Não
130 R. Brinco de Princesa 46 Flamboyant Não
154 Av. Minas Gerais 1 Sibipiruna Sim
154 Av. Minas Gerais 10 Alfeneiro Sim
154 R. Amor Perfeito 29 Ipê-amarelo Não
154 R. Amor Perfeito 31 Ipê-amarelo Sim
205 R. Acácia 37 Pau-ferro Sim
208 R. Ipê Amarelo 24 Sibipiruna Sim
208 R. Ipê Amarelo 27 Sibipiruna Sim
232 R. Tulipa 5 Alfeneiro Sim
232 R. Açucena 27 Sibipiruna Sim
246 R. Domingos Secchi 15 Figo-chileno Sim
246 R. General Osório 20 Figo-chileno Sim
316 R. Pedro V. P. Souza 3 Ipê-rosa Sim
316 R. João Fredolino Dillenburg 24 Figo-chileno Sim
316 R. Humberto Castelo Branco 29 Ipê-rosa Sim
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Quadra Logradouro Nº da
amostra Nome popular Posterior
substituição
330 R. Copo de leite 6 Sibipiruna Sim
330 R. Copo de leite 8 Romã Sim
330 R. Copo de leite 9 Alfeneiro Sim
337 R. Açucena 32 Sibipiruna Sim
337 R. Açucena 42 Aroeira-salsa Não
337 R. Açucena 43 Sete-copas Não
341 Av. Minas Gerais 18 Oiti Sim
341 Av. Minas Gerais 20 Cica-revoluta Não
341 Av. Espírito Santo 23 Ipê-amarelo Não
341 Av. Rio Grande do Sul 24 Quaresmeira Sim
359 R. Margarida 13 Aroeira-salsa Sim
359 R. Flor de Maracujá 20 Toco Sim
359 R. Flor de Maracujá 24 Brinco-de-índio Sim
372 R. Glicínia 20 Canelinha Sim
372 R. Tulipa 32 Cerejeira Sim
378 Av. Paraná 5 Flamboyant Não
378 R. Glicínia 13 Ipê-amarelo Não
378 R. Gerânio 40 Sibipiruna Não
384 R. Girassol 22 Jabuticaba Não
384 R. Tulipa 39 Mangueira Não
384 R. Tulipa 42 Sibipiruna Não
384 R. Tulipa 43 Sibipiruna Não
401 R. Dália 20 Sibipiruna Não
401 R. Lírio 36 Alfeneiro Sim
417 R. Crisântemo 22 Flamboyant Não
446 R. Zínia 7 Aroeira-salsa Sim
446 R. Zínia 11 Sibipiruna Sim
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Quadro 5. Localização dos indivíduos arbóreos que necessitam de corte a longo prazo.
Quadra Logradouro N° da
amostra Nome popular Posterior
substituição
119 R. Orquídea 3 Alfeneiro Não
119 R. Orquídea 7 Alfeneiro Sim
119 R. Dália 26 Sibipiruna Não
119 R.Vitória Régia 54 Brinco-de-índio Sim
130 R. Magnólia 27 Ingá Não
145 R. Orquídea 3 Canelinha Não
154 R. Amor Perfeito 26 Chama-da-floresta Sim
157 R. Flor de Lis 11 Sibipiruna Não
157 R. Flor de Lis 14 Mangueira Não
157 R. Flor de Lis 16 Tipuana Não
205 R. Acácia 35 Pau-ferro Sim
205 R. Acácia 36 Oiti Sim
208 R. Ipê Amarelo 33 Aroeira-salsa Sim
208 R. Acácia 45 Aroeira-salsa Sim
232 R. Tulipa 6 Sibipiruna Sim
232 R. Açucena 24 Sibipiruna Sim
246 R. Pedro V. P. Souza 41 Canelinha Sim
246 R. Pedro V. P. Souza 42 Canelinha Sim
254 R. Flávio Mariot 33 Brinco-de-índio Sim
316 R. João F. Dillenburg 10 Ipê-rosa Sim
330 R. Hortência 22 Aroeira-salsa Sim
337 R. Hortência 49 Quaresmeira Sim
341 Av. Minas Gerais 6 Figo-chileno Sim
341 Av. Minas Gerais 14 Sibipiruna Sim
384 R. Tulipa 41 Sibipiruna Não
417 R. Lilás 39 Sibipiruna Não
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Figura 47. Mapeamento dos indivíduos arbóreos que necessitam de corte
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Na Tabela 11 encontram-se as espécies que estavam ocas e
apresentavam risco de queda. Percebe-se que a Sibipiruna (Cenostigma
pluviosum (DC.) Gagnon & G.P.Lewis) foi a que exibiu maior quantidade de
indivíduos ocos. Nas Figuras 48A, 48B, 48C, 48D, 48E, 48F verifica-se alguns
casos de espécies arbóreas ocas.
Tabela 11. Número de espécies que se encontram ocas.
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO Nº DE INDIVÍDUOS
Abacateiro Persea americana Mill. 1
Alfeneiro Ligustrum lucidum W.T.Aiton 13
Aroeira-salsa Schinus molle L. 7
Brinco-de-índio Cojoba chazutense (Standl.)
L.Rico 2
Canelinha Nectandra megapotamica 2
Cerejeira Prunus subcoriacea (Chodat &
Hassl.) Koehne 2
Chama-da-floresta Spathodea campanulata P.
Beauv. 1
Resedá Lagerstroemia indica L. 1
Figueira Chilena Ficus auriculata Loureiro 2
Fruta-do-conde Annona squamosa L. 1
Grevílea-robusta Grevillea robusta 1
Hibisco Hibiscus rosa-sinensis L. 1
Ingá Inga marginata Willd. 2
Ipê-amarelo Handroanthus ochraceus (Cham.)
Mattos 4
Ipê-branco Tabebuia roseoalba (Ridl.)
Sandwith 1
Ipê-rosa
Handroanthus heptaphyllus (Vell.)
Mattos 1
Mangueira Mangifera indica L. 3
Oiti Moquilea tomentosa Benth 1
Pau-ferro Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.)
L.P.Queiroz 1
Quaresmeira Pleroma granulosum (Desr.) D.
Don 6
Romã Punica granatum L. 1
Sangra d'água Croton Urucurana 2
Sibipiruna Cenostigma pluviosum (DC.)
Gagnon & G.P.Lewis 34
Tipuana Tipuana tipu (Benth.) Kuntze 1
TOTAL 91
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Figura 48. Árvores ocadas que necessitam de corte.
A B
C D
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Fonte: Equipe técnica (2024).
A remoção e substituição de tais indivíduos arbóreos já está previstos
nos Quadro 3, 4 e 5.
e) Arborização composta por uma única espécie
Durante o levantamento, avaliou-se um uso expressivo da espécie
Brinco- de-índio (Cojoba chazutense (Standl.) L. Rico) com 17% de todas as
amostras levantadas. Já a Canelinha (Nectandra megapotamica) foi a segunda
mais contabilizada, o que representou 11,7% de todo o levantamento. Tais
valores estão acima do indicado pelo Ministério Público, que seria de no
máximo 10% do total e o que especifica a COPEL (2015) que seria de 10 a
15% do total da população de árvores existentes.
E F
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f) Manejo inadequado das espécies arbóreas
Foram localizados 189 indivíduos arbóreos com presenças de
trepadeiras que, dependendo da situação, podem prejudicar a árvore por
competir por nutrientes e água.
Durante o levantamento, localizou-se 309 espécies com a primeira
bifurcação antes de 1,80 metros (Figuras 49A e 49B), não estando de acordo
com o instruído pelo Manual do Ministério Público (2018).
Figura 49. Árvores com bifurcação antes de 1,80 m.
Fonte: Equipe técnica (2024).
A inclinação atípica de árvores em direção a logradouros ou a casas
próximas é um aspecto relacionado à estabilidade do indivíduo arbóreo que
pode oferecer riscos a moradores. No total, 87 indivíduos arbóreos foram
encontrados com tais condições. Nas Figuras 50A e 50B é possível avaliar
alguns casos.
A B
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Figura 50. Árvores com inclinação atípica.
Fonte: Equipe técnica (2024).
g) Defeitos estruturais presentes
Um dos principais problemas em relação à falta de planejamento na
arborização urbana é em relação aos danos que as árvores de grande porte
podem causar à rede elétrica e à iluminação pública, obstruindo a passagem
de luz, causando acidentes com galhos e com a fiação e danificando as
espécies arbóreas. Na Figura 51 é possível verificar um caso de árvore em
frente a marquise da loja, impedindo a vista da fachada.
A B
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Figura 51. Árvore na marquise da loja.
Fonte: Equipe técnica (2024).
A distância entre a esquina e a árvore também é um fator de grande
importância, visto que se a árvore estiver muito próxima à esquina, irá
prejudicar a visão da pista de rolamento, o que pode ocasionar acidentes de
trânsito.
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No tópico 6.3. é informado que a distância mínima da árvore até a
esquina é de 4 m. Durante o levantamento, foram relatadas 25 árvores que se
encontram com uma distância menor que o indicado, sendo necessária a
remoção gradual de tais árvores, conforme delimitado nos Quadros 3, 4 e 5
(Figura 52).
Figura 52. Árvore na esquina, obstruindo a visão do motorista na via.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Conforme definido no tópico 6.3, há espaços e distâncias mínimas já
estabelecidas para que a arborização urbana ocorra da melhor maneira,
seguindo as NBR de acessibilidade (9050:2020). Em relação à área de
infiltração, conforme a Figura 53, é possível verificar que houve 39 indivíduos
arbóreos que se encontram sem área de infiltração, 313 indivíduos que
possuem uma área de infiltração menor do que o indicado (1,00m x 1,20m) e
691 indivíduos que estão de acordo com o estabelecido.
Figura 53. Área de infiltração dos indivíduos arbóreos.
Fonte: Equipe técnica (2024).
h) Acessibilidade de pedestres
A NBR 9050 de 2020 informa que o mínimo de área livre orientado é de
1,20 metros. No Município de Corbélia, houve 167 casos em que a área livre é
menor do que 1,20 metros por conta das espécies arbóreas inadequadas, falta
de manejo ou algum defeito estrutural presente. Nas Figuras 54A e 54B
observa-
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se casos de árvores obstruindo a passagem de pedestres e com as raízes
expostas.
Figura 54. Árvores prejudicando a passagem de pedestres e com raízes expostas.
Fonte: Equipe técnica (2024).
Conforme apresentado na Figura 55, as ruas no município possuem
calçadas com largura suficiente para o plantio de árvores (≥1,5 metros).
A B
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Figura 55. Largura da calçada em cada indivíduo arbóreo.
Fonte: Equipe técnica (2024).
Por mais que as calçadas possuam uma largura consideravelmente boa
para o plantio de árvores, os mesmos são mal planejados. Foram encontradas
espécies em que o crescimento das raízes superficiais ocasionara prejuízos ao
calçamento (Figura 56A e 56B), sendo orientado que sejam plantadas espécies
com sistemas radiais pivotantes.
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Figura 56. Árvores com raízes expostas e ocasionando danos na calçada.
Fonte: Equipe técnica (2024).
Também houve casos de estrangulamento da muda pelo concreto, visto
que há pouca área de infiltração que pode ocasionar o rompimento de calçadas
(Figura 57A, 57B, 57C e 57D).
A B
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Figura 57. Árvores danificando calçadas.
A B
C D
Fonte: Equipe técnica (2024).
i) Bairros pouco arborizados
Diversos locais, até mesmo aqueles totalmente habitados, estão sem a
existência de calçadas e/ou de arborização. A presença de espécies arbóreas
diminuiria a temperatura durante o dia, ocasionaria sombras para abrigar
veículos, melhoraria a qualidade de vida e deixaria o ambiente mais
harmonioso.
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Durante os levantamentos, houve casos no qual a maior parte da
extensão da quadra estava quase sem arborização, e foram identificados os
locais que seria necessário o plantio, totalizando 412 “pontos para plantio”,
conforme já apresentado na Figura 38.
j) Presença de tocos
Os tocos, além de ocupar lugares de árvores, servem como atração para
cupins, que é considerado um problema fitossanitário. Durante o levantamento,
encontrou-se 18 tocos que necessitam ser removidos. Na Figura 58 é possível
visualizar um caso em que além de ser um toco, há presença de trepadeiras e
raízes expostas que ocupam toda calçada.
Figura 58. Toco com trepadeiras e raízes expostas que necessita ser removido.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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k) Podas drásticas, laterais ou sem critério técnico
Realizar uma poda incorreta pode reduzir a vida útil da espécie arbórea
e prejudicar sua fitossanidade. Observou-se que determinadas espécies não
estão recebendo o manejo adequado. Foram relatados 16 casos de poda
drástica e 30 de podas laterais. Por meio das Figuras 59A, 59B e 59C nota-se
alguns casos. O tópico 8.1 aborda sobre as podas de árvores e apresenta as
técnicas que devem ser utilizadas.
Figura 59. Espécies arbóreas com podas irregulares.
A B
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Fonte: Equipe técnica (2024).
C
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4. DIAGNÓSTICO PARTICIPATIVO
O diagnóstico participativo é uma etapa fundamental para garantir que o
Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU) de Corbélia reflita as reais
necessidades e anseios da comunidade local. Ao incorporar a percepção da
população, o plano se torna mais eficaz e alinhado com as expectativas dos
moradores. A participação ativa dos cidadãos não apenas fortalece o vínculo
de pertencimento e responsabilidade, mas também amplia o entendimento
sobre a importância da arborização urbana.
Para assegurar essa participação, foram utilizadas duas metodologias
distintas: a realização de audiência pública e a aplicação de questionários. Os
resultados esperados incluíam embasar os gestores públicos na elaboração do
plano, identificar as principais funções atribuídas às árvores, delimitar desafios,
envolver a população na preservação das áreas verdes, reduzir vandalismo,
ampliar o conhecimento sobre manejo de árvores e contribuir no planejamento
da seleção das espécies a serem plantadas.
A audiência pública, realizada em janeiro de 2023, constituiu uma etapa
crucial nesse processo (Figura 60). Com a presença do vice-prefeito,
vereadores, secretários, diretores, representantes de sindicatos e a população
em geral, o evento proporcionou a divulgação dos resultados obtidos no
levantamento quali-quantitativo, debates de informações e apresentação dos
demais conteúdos contidos no plano. Essa audiência caracterizou-se por
nortear os gestores públicos sobre a importância do plano, alinhar as ações às
necessidades da população, identificar os principais desafios encontrados no
município e orientar a seleção das espécies para a arborização urbana.
O edital de convocação da audiência pública, referente ao plano de
arborização, está disponível no Anexo 3, evidenciando o compromisso com a
transparência e participação democrática no processo de elaboração do
PMAU.
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Figura 60. Registro da audiência pública.
Fonte: Equipe técnica (2023).
Após a audiência pública, em abril de 2024, conduziu-se o questionário
(Apêndice 1) para obter informações mais precisas sobre como a sociedade
visualiza e convive com as árvores urbanas. Com base nos dados fornecidos
pela pesquisa realizada com 131 moradores de Corbélia, é possível fazer
algumas análises significativas sobre a percepção da população em relação à
arborização urbana na cidade.
Neste questionário, a média geral atribuída à arborização urbana na
cidade foi de 5,34 em uma escala de 10 pontos, sendo que 11 pessoas
classificaram a arborização como nota 10, e 6 como nota 1. Esse resultado
indica uma percepção moderadamente positiva por parte dos entrevistados em
relação à qualidade da arborização urbana em Corbélia.
A Figura 61 apresenta as principais vantagens selecionadas pelos
participantes.
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Figura 61. Principais vantagens selecionadas pelos entrevistados.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
As maiores vantagens apontadas pelas respostas são a sombra, com
119 indicações, a redução do calor com 114 indicações e o contato com a
natureza com 75 indicações. Esses resultados indicam que a população
valoriza os benefícios ambientais proporcionados pela presença de árvores nas
áreas urbanas, como o conforto térmico e a conexão com a natureza.
Além disso, foram pontuados também vantagens como a preservação
da fauna e o bem-estar dos pedestres, contudo, 5 pessoas enfatizaram o fato
de haver poucas árvores no município, evidenciando a necessidade de novos
plantios.
Por outro lado, as principais desvantagens apontadas incluem os danos
ao calçamento (56 indicações), o conflito com a rede aérea (51 indicações), e o
bloqueio da iluminação (50 indicações) conforme exibe a Figura 62 .
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Figura 62. Principais desvantagens apontadas pelos entrevistados.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
Esses resultados destacam desafios com questões de segurança,
infraestrutura urbana e manutenção adequada das árvores. Em relação a
frequência de manutenção, a Figura 63 exibe a preferência dos entrevistados.
Figura 63. Frequência de manutenção da arborização urbana.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
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Nota-se que 43% dos participantes do questionário preferem uma
frequência semestral de manutenção da arborização urbana, enquanto mais de
30% têm preferência por uma manutenção anual. Além disso, 24 pessoas
acreditam que a manutenção deveria ocorrer somente quando solicitada, e 11
pessoas preferem a manutenção apenas quando necessário.
Sobre a criação de um canal online exclusivo para atendimento de
solicitações de poda ou corte, 61 munícipes responderam que utilizariam o
canal online, 6 afirmaram que não usariam, e 4 disseram não ter uma opinião
formada sobre o assunto, conforme exibe a Figura 64. Por fim, a espécie mais
mencionada para o plantio em Corbélia foi o Brinco-de-índio.
Figura 64. Utilização de canal online de solicitação de poda e corte.
Fonte: Equipe Técnica (2024).
Em suma, as informações coletadas por meio do questionário fornecem
uma base sólida para a elaboração de um Plano Municipal de Arborização
Urbana que atenda efetivamente às necessidades e aspirações dos moradores
de Corbélia.
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5. ANÁLISE DE RISCO DE QUEDA DE ÁRVORE
Uma árvore com risco de queda é caracterizada por apresentar defeitos
estruturais que podem ocasionar danos a pessoas ou a propriedades. Os
fatores que influenciam a condição de risco de queda estão relacionados à
espécie da árvore, idade, estrutura da copa, sensibilidade a pragas e doenças,
espaço de cultivo, irregularidades nas condições da árvore, práticas de manejo
inadequadas, entre outros fatores.
Para que sejam executadas medidas de gestão e manejo é de suma
importância realizar o monitoramento das espécies que proporcionam algum
potencial risco de queda. Durante as avaliações técnicas visuais, sempre que
verificado o risco de queda em árvores com ocamentos, fungos, mortas ou
podres, indicou-se a supressão e, dependendo da possibilidade, possível
substituição em um curto prazo. O mapa de árvores que apresentam risco de
queda encontra-se na Figura 65 e no tópico 8.2. é informado os métodos de
remoção e substituição de árvores que deverão ser seguidos.
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Figura 65. Indivíduos arbóreos que apresentam risco de queda
Fonte: Equipe técnica (2024).
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6. PLANEJAMENTO DA ARBORIZAÇÃO URBANA
6.1. CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DE ESPÉCIES PARA ARBORIZAÇÃO
URBANA
A escolha das espécies para o uso na arborização urbana deve ser feita
com base em critérios de adequação da espécie ao espaço urbano (aéreo e
subterrâneo) em que será inserida. Além disso, deve ser considerada a
adaptação ao ambiente local, dando-se preferência a espécies nativas da
região fitogeográfica em questão, como forma de incrementar a diversidade da
flora nativa em centros urbanos e oferecer alimento à fauna local,
especialmente à avifauna.
Cabe lembrar, no entanto, que há dificuldades em implantar o uso de
espécies nativas diversificadas, devido ao crescimento muitas vezes mais lento
e, principalmente, à falta dessas mudas em viveiros, o que indica a
necessidade de programas de incentivo e fomento à produção de mudas de
espécies arbóreas nativas. Uma opção interessante é a produção própria, por
meio de um viveiro municipal, apesar da necessidade de investimento em
estrutura e pessoal, entende-se que os ganhos obtidos com a produção própria
compensam esse gasto.
Pode-se dizer que a árvore ideal para uso na arborização urbana é
aquela que se compatibiliza com a infraestrutura da cidade, tanto no espaço
aéreo quanto subterrâneo. No entanto, não podemos esquecer que estamos
falando de seres vivos, que nem sempre respondem de forma padronizada,
podendo apresentar problemas fitossanitários, ou desenvolver características
de porte e estrutura diferentes de acordo com as condições do meio em que
forem plantados.
É difícil encontrar espécies que atendam a todos os quesitos elencados
como desejáveis, mas é importante atentar para todas as disposições, e saber
escolher quais podem ser ignoradas e quais devem ser levados em conta para
a compatibilização, de acordo com a infraestrutura do local. Principalmente
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quando se tratar de plantio em calçadas públicas, deverão ser definidas as
espécies que melhor se enquadrem, mediante a observação das seguintes
características:
● Ser resistente a pragas e doenças; possuir sistema radicular pivotante
ou axial profundo;
● Possuir tronco ereto e resistente; aceitar, porém não exigir, poda
frequente;
● E não possuir espinhos ou substâncias tóxicas.
Além dessas características elencadas como principais, outros aspectos
devem ser avaliados para a escolha da espécie a ser utilizada em cada
situação. Abaixo é explicada a importância de quesitos a serem utilizados para
a escolha da espécie mais adequada a diferentes situações.
As características do sistema radicular da árvore são muito importantes
para o uso em calçadas e canteiros centrais, sendo preferencial o uso de
espécies com sistema radicular pivotante nesses locais. Espécies com sistema
radicular superficial em áreas reduzidas, e dependendo do material do
calçamento, podem ocasionar rachaduras e comprometer as questões de
acessibilidade do calçamento, devido à pressão exercida pelas raízes.
Possuir tronco ereto, com baixa tortuosidade e sem bifurcações baixas,
também é uma característica desejável para calçadas e canteiros centrais. Esta
característica é necessária para garantir a livre circulação de pedestres e de
veículos. Salienta-se, no entanto, que para espécies de porte arbóreo, isso
pode ser conseguido com podas de formação nos viveiros, para atingir as
condições desejáveis, com o tronco livre de bifurcações até uma altura de, no
mínimo, 1,80 metros do solo.
As espécies escolhidas para cada local devem apresentar formato e
porte da copa adequados ao espaço disponível. Existem espécies com
diferentes formatos de copa, os quais podem ser considerados adequados para
distintas situações que ocorrem na arborização de vias públicas. Pode-se
classificar o
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formato da copa nos seguintes tipos: globular (globoso ou arredondado);
pendular (ou chorona); umbeliforme (ou de guarda-chuva); cônica e piramidal;
colunar (ou cilíndrica); e irregular (ou sem formato definido).
O formato globular ou globoso é aquele no qual a altura total (tronco e
copa) é de tamanho semelhante ao do maior diâmetro da copa. É comum para
árvores de pequeno a médio porte, com tronco curto e copa baixa, com muitas
ramificações e folhagem densa, além do formato globoso, espécies com copas
arredondadas podem apresentá-la de maneira mais alongada (oval
verticalmente) ou alargada (oval horizontalmente). Árvores com copa pendular
(ou chorona) apresentam ramos principais que partem de cima para baixo.
Como os ramos são pendentes, muitas vezes acabam atrapalhando a
mobilidade em vias públicas, e necessitam de podas constantes.
O formato umbeliforme é semelhante a um guarda-chuva aberto, isso
deve-se ao fato de os ramos secundários partirem de um único ponto ou de
pontos muito próximos do tronco, sendo que os mais baixos atingem
comprimento maior que os mais altos, e as folhas se concentram na ponta dos
ramos. Geralmente apresentam copas altas e ramificações mais horizontais,
oferecendo, dessa forma, bom sombreamento, mas necessitando de espaço
amplo, para que não fiquem em conflito com edificações altas. Além disso,
devido à altura, não podem ser usadas sob redes aéreas. Nas formas cônica e
piramidal, o diâmetro inferior da copa é muito maior do que o diâmetro na parte
superior.
Quando a copa, além de afilar para cima, é achatada, denomina-se de
piramidal. Esse tipo de copa é mais frequente em árvores de porte médio a
grande, sendo que não há condições de rebaixamento, devido às
características de crescimento monopodial destas espécies. Dessa maneira,
tais espécies são completamente incompatíveis com redes aéreas, no entanto,
podem ser utilizadas em outros locais.
Já as árvores com copa cilíndrica ou colunar possuem o diâmetro
inferior da copa igual ou muito semelhante ao diâmetro superior. Tais espécies,
assim
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como as piramidais, necessitam de áreas sem redes de fiação, devido ao seu
crescimento monopodial. Além disso, para algumas dessas espécies é
interessante observar a altura do tronco livre de bifurcação, pois espécies que
bifurcam muito próximo à base, como alguns ciprestes e tuias, podem
atrapalhar a circulação de veículos e pedestres. Por fim, diversas espécies
apresentam copa irregular, com formatos que se aproximam ao arredondado,
podendo apresentar ainda a copa alongada ou mais aberta. Estas espécies
geralmente possuem folhagem menos densa, e também menor número de
ramificações, sendo que o formato da copa pode ser trabalhado com a
realização de podas de condução, compatibilizando-o ao local de plantio.
Ainda no que diz respeito à copa, a folhagem é um aspecto importante a
ser considerado para a escolha da espécie, de acordo com o local de plantio. A
arborização de vias públicas é bastante utilizada para amenizar o calor, sendo
o sombreamento um fator desejado em muitas situações. Para maior conforto
térmico, em locais muito abertos e bastante utilizados pela população durante o
verão, é aconselhável o uso de espécies com copas densas, as quais
fornecem um melhor sombreamento, além de apresentar um visual bonito.
Em locais em que há pouca incidência solar e muita umidade, é mais
adequado utilizar espécies caducifólias, as quais perdem as folhas na época
em que a umidade é um problema mais acentuado na cidade. No entanto, a
maior parte das espécies caducifólias apresentam grande porte, não sendo
adequadas para plantio em calçadas estreitas ou sob a rede de energia
elétrica. Assim, uma alternativa seria utilizar espécies de pequeno porte e com
a copa menos densa nesses locais em que o maior sombreamento causa
problemas significativos de umidade nas edificações. Ainda no que diz respeito
à folhagem, questões de tamanho e textura das folhas também devem ser
consideradas em locais muito próximos a calhas e bocas de lobo, para evitar a
ocorrência de entupimentos.
Quando se fala em espaços públicos, com trânsito de pessoas, deve-se
evitar algumas características nas espécies utilizadas, a fim de impedir
acidentes, especialmente com crianças. Nesse sentido, as espécies
empregadas na arborização urbana não devem possuir espinhos,
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especialmente
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no tronco e demais partes que fiquem ao alcance das pessoas, e serem livres
de princípios tóxicos.
Plantas tóxicas são as que ocasionam acidentes quando ingeridas as
partes nocivas, como é o caso da Espirradeira (Nerium oleander), sendo mais
comuns acidentes com crianças. Espécies com fortes efeitos alérgicos também
devem ser evitadas, no entanto, as mesmas podem ser utilizadas e
posteriormente suprimidas, caso os moradores das edificações limítrofes
apresentem reação alérgica àquela espécie.
Quanto à capacidade de sobrevivência da planta, deve-se considerar a
resistência da espécie a pragas e doenças. É desaconselhável o plantio de
espécies que tenham cerne frágil ou tronco e galhos quebradiços e que sejam
suscetíveis ao ataque de cupins, brocas ou agentes patogênicos. A seleção de
espécies com maior resistência é uma forma de minimizar problemas e a
necessidade de manutenção e substituições, diminuindo a demanda do serviço
público e atenuando riscos de acidentes.
Deve-se atentar para o fato de que algumas espécies apresentam
baixos índices de sobrevivência na arborização urbana, abaixo do que seria
esperado para a espécie em seu ambiente florestal natural. Isso pode ser
atribuído à menor disponibilidade de nutrientes no solo, à presença de
poluentes e a podas repetidas e mal executadas, o que favorece a ocorrência
de infestações por fitopatógenos nas áreas urbanas.
A observância da resistência das plantas a fitopatógenos também é
importante devido à proibição do uso de defensivos químicos no ambiente
urbano, o que dificulta ou até mesmo impossibilita o tratamento fitossanitário,
levando à necessidade de corte da planta infestada, devido ao declínio da sua
sanidade e ao risco de acidentes associado a esse declínio.
A velocidade de crescimento da espécie também pode influenciar na
escolha, visto que, espécies de crescimento rápido são desejáveis por trazer os
benefícios esperados mais rapidamente, mas o porte da muda quando
plantada também é importante para o estabelecimento da árvore no meio
urbano.
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Quanto aos frutos, cabe ressaltar a importância das espécies nativas da
região como alimento para a avifauna. Além disso, alguns frutos são também
apreciados pela população. No entanto, frutos muito grandes devem ser
evitados, pois podem ocasionar problemas sobre a calçada ou mesmo devido à
queda sobre veículos. Os frutos maduros que porventura venham a cair e
permanecerem no local, além da sujeira, servem de alimento para vetores de
doenças, como moscas, baratas e ratos, facilitando o aumento dessas
populações. Outro ponto a considerar é que o uso de espécies comestíveis que
são cultivadas pode trazer efeitos à fitossanidade das culturas, uma vez que
não há como fazer o tratamento químico das árvores nas áreas urbanas e, por
isso, seu uso deve ser pensado com cuidado. Convém ressaltar que algumas
espécies nativas com frutos comestíveis pelo homem têm sido amplamente
utilizadas.
Todas essas características servem para embasar a escolha de
espécies para uso na arborização urbana, mas deve-se considerar,
conjuntamente, as condições do meio e da infraestrutura. Também vale
ressaltar que por questões paisagísticas, algumas características estéticas,
como possuir flores coloridas são bastante desejáveis. Assim como base nas
características de clima, solo e condições em que serão plantadas.
6.1.1. Espécies recomendáveis à arborização de ruas no município
A escolha de espécies para arborização urbana deve se basear nos
benefícios ambientais, bem como as características físicas apresentadas. As
árvores de grande porte necessitam ser escolhidas para serem plantadas em
calçamento largo e/ou canteiro central e sem fiação elétrica. As árvores de
menor porte, podem ser plantadas em calçamento mais estreito e com fiação
elétrica.
Para auxiliar o planejamento do plantio, elaborou-se uma lista (Quadro
6) com algumas espécies nativas as quais podem ser utilizadas na arborização
de Corbélia, em harmonia com a presença ou não de fiação elétrica. Utilizou-se
como referência os levantamentos do Lorenzi (2002a, 2002b), do IAT (2023) e
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da COMAFEN (2020), e também foram consultadas a Coleção de livros
"Espécies Arbóreas Brasileiras" (CARVALHO, 2003; 2006; 2008; 2010; 2014) e
o portal Flora e Funga do Brasil (2024).
Quadro 6. Espécies nativas indicadas ao plantio de acordo com a presença de fiação elétrica.
FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
AQUIFOLIACEAE
Ilex dumosa
Reissek Caúna Sem
Pode ser empregada na arborização
urbana por ser uma espécie arbustiva a
arbórea, atingindo até 20 metros de altura
quando adultas. Possui flores perfumadas
e pequenas.
Ilex paraguariensis
A. St.-Hil. Erva-mate Com
Arvoreta a árvore ornamental pelo seu
porte, indicada para arborização e
jardinagem. É também usada em cercas
divisórias e arborização de alameda.
ANNONACEAE
Annona sylvatica
A.St.-Hil. Araticum-do-mato Com
Arbusto a árvore ornamental que pode ser
aplicado na arborização urbana de diversos
tipos de logradouros, e sob fiação elétrica.
Annona cacans
Warm.
Araticum-cagão Sem
Adequada para plantio em parque, praças
e rodovias. O inconveniente do uso dessa
espécie para áreas de grande circulação é
a queda dos frutos, que podem causar
acidentes.
ASTERACEAE
Moquiniastrum
polymorphum
(Less.) G. Sancho
Cambará Sem
Indicada para arborização em geral, pois
seu sistema radical dificilmente causa danos
ao calçamento. Contudo, o uso como
espécie ornamental deve ser limitado, pois
apresenta copas ralas e largas, e responde
às podas de forma desfavorável.
Stifftia chrysantha
J.C. Mikan Esponja-de-ouro Com
De pequeno porte, nativa da Mata
Atlântica. É bastante durável, tem flores
laranjas e é visitada por beija-flores.
BIGNONIACEAE
Handroanthus
ochraceus (Cham.)
Mattos
Ipê-amarelo Com
Clássico do paisagismo brasileiro. Floração
exuberante. Se adapta bem aos efeitos da
poluição urbana.
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Handroanthus
heptaphyllus (Vell.)
Mattos
Ipê-roxo,
Ipê-sete-folhas Sem
Copa larga, mas esparsa, podendo atingir
até 35 m de altura. Cobre-se de flores, e
sua beleza é raramente igualado por outras
espécies.
Tabebuia
roseoalba (Ridl.)
Sandwith
Ipê-branco Sem Atingindo até 22 m de altura, é o mais
efêmero dentre todos os ipês.
Zeyherita
tuberculosa Ipê-felpudo Sem De interesse ornamental, pela forma da
copa piramidal ou colunar.
Jacaranda
brasiliana
(Lam.) Pers.
Jacarandá-bocade-sapo, Caroba Sem
Espécie ornamental. Floresce em mais de
uma época do ano, com flores lilás. Rápido
crescimento, adapta-se bem a solos
arenosos e argilosos degradados, além de
enriquecer a serapilheira com suas folhas.
BORAGINACEAE
Cordia ecalyculata
Vell.
Café-de-bugre
Chá-de-bugre Com
Pode ser usada na arborização de ruas.
Suas folhas são simples e as flores são
pequenas. Seus frutos são consumidos e
dispersos por algumas espécies da fauna.
Cordia americana
(L.) Gottschling &
J. S. Mill.
Guajuvira Sem Planta decorativa, utilizada em arborização
de parques e passeios.
Cordia trichotoma
(Vell.) Arráb. ex
Steud.
Louro-pardo Sem Espécie recomendada para arborização de
praças públicas.
BURSERACEAE
Protium
heptaphyllum
Almecegueiracheirosa Com
Ocorrem em todo o Brasil em terrenos
arenosos, úmidos ou secos. Proporciona
boa sombra e apresenta qualidades
ornamentais, podendo ser utilizada na
arborização urbana e rural. Seus frutos são
procurados por diversas espécies de
pássaros
CHRYSOBALANACEAE
Moquilea
tomentosa Benth Oiti Sem É muito usada na arborização urbana por
sua copa frondosa, que gera ótima sombra.
ERYTHROXYLACEAE
Erythroxylum
deciduum Cocão Sem Espécie ornamental que pode ser usada na
arborização de ruas e parques.
FABACEAE
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Andira fraxinifolia Angelim-doce Com Grande beleza em sua folhagem, não há
queda de folhas em seu período seco.
Anadenanthera
colubrina (Vell).
Brenan var.
colubrina
Angico-branco Sem
Floração exuberante e de grande beleza,
sendo usada na arborização. Entretanto,
devido ao porte grande e vida
relativamente curta, a utilização em ruas
não é comum. Medianamente tolerante a
geadas.
Leucochloron
incuriale (Vell.)
Barneby &
J.W.Grimes
Angico-rajado Sem
Possui potencial para emprego em projetos
paisagísticos, e para arborização de ruas
largas, como rodovias e avenidas.
Mimosa scabrella Bracatinga Com
Pode ser utilizada na arborização urbana.
Sugerida para a restauração de
ecossistemas muito alterados, por recobrir
rapidamente o solo, recuperando-o.
Myrocarpus
frondosus Allemão Cabriúva Sem
Apropriada para arborização urbana e
formação de parques, apresenta copa
ampla e frondosa. É uma espécie que
tolera baixas temperaturas.
Calliandra foliolosa Caliandrafoliolosa Sem
Amplamente difundida na arborização
urbana. Planta de poucos cuidados,
espécie de arbusto, ou pode ser conduzido
como uma arvoreta.
Cassia leptophylla
Vogel Cassia-javam Sem
De valor ornamental, devido à sua copa
frondosa, é frequentemente empregada na
arborização de vias e pode ser parte de
agrupamentos em parques e jardins,
embora seja recomendado o plantio
individual.
Erythrina falcata Corticeira Sem
Bastante ornamental principalmente na
época de floração, para a composição de
parques e jardins. Atrai beija-flores.
Dahlstedtia
muehlbergiana
(Hassl.) M.J.Silva
& A.M.G.Azevedo
Feijão-cru Sem
É bastante ornamental, principalmente
quando floresce, podendo ser usada, com
sucesso, no paisagismo em geral. É uma
árvore rústica, e pode atingir até 30 m.
Atualmente possui o status de conservação
rara no Paraná.
Libidibia ferrea
(Mart. ex Tul.)
L.P.Queiroz
Pau-ferro Sem
Nativa da mata atlântica, de grande porte,
proporcionando boa sombra. Não possui
raízes agressivas. Adequado para plantio
em áreas grandes e abertas.
Pterodon
emarginatus Sucupira Sem
Indicadas para ações de reflorestamento,
preservação ambiental, arborização
urbana, paisagismos ou plantios
domésticos.
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Senna bicapsularis Canudo-de-pito Com
Ideal para plantio sob fiação elétrica. Exige
pouca manutenção, com crescimento
rápido, floração amarela marcante e
atrativa para os insetos.
LAMIACEAE
Vitex
montevidensis Tarumã Sem
De grande porte, rústica. É ornamental e
pode ser utilizada em paisagismo de
praças, jardins públicos e avenidas.
LAURACEAE
Ocotea
diospyrifolia Canela-louro Sem Amplamente utilizada para arborização
urbana por conta de sua copa globosa.
Ocotea porosa Imbuia Sem
Pode ser usada em arborização urbana. Os
frutos são apreciados por aves, que
disseminam as sementes. Longeva, pode
ultrapassar 500 anos. A espécie encontrase ameaçada de extinção.
LEGUMINOSAE
Cassia leptophylla Falso-barbatimão Sem
Uso paisagístico, reflorestamentos mistos
destinados à recomposição de áreas
degradadas.
Stryphnodendron
adstringens Barbatimão Com De pequeno porte. Utilizada para
recuperação de áreas degradadas.
LYTHRACEAE
Lafoensia pacari Dedaleiro Com
Usada na arborização de ruas, parques e
praças. Raízes não agressivas e
florescimento ornamental.
MALVACEAE
Luehea divaricata Açoita-cavalo Sem
De grande porte. Adaptável a terrenos
secos e indicada para reflorestamento de
áreas degradadas. Possui copa cônica
uniforme e bela floração. Pode fazer parte
da arborização urbana.
Malvaviscus mollis Malvavisco Com
Arbustos grandes, rústicos, e de baixa
manutenção, com flores vermelhas ou
rosas.
Pachira aquatica Monguba Sem
Amplamente utilizadas na arborização
urbana e rural por conta de seu ótimo efeito
decorativo.
MELASTOMATACEAE
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Pleroma
granulosum (Desr.)
D. Don
Quaresmeira Com
Árvore de pequeno porte com fruto
pequeno e raiz pivotante, sendo uma das
principais utilizadas na arborização urbana.
Pleroma mutabile
(Vell.) Triana Manacá-da-serra Com
Rápido crescimento, raízes pouco
agressivas e flores atraem muitos
polinizadores.
MELIACEAE
Guarea guidonia Marinheiro Sem
De grande porte, geralmente bastante
copada. Floração branca e perfumada, com
frutos atrativos para a fauna.
Cedrela fissilis
Vell. Cedro-rosa Sem
Espécie largamente empregada no
paisagismo de parques, grandes jardins e
arborização de praças públicas. Encontrase ameaçada de extinção.
MYRTACEAE
Eugenia
involucrata Cerejeira-do-mato Com
Arbusto a árvore, as folhas verde-escuras,
lisas e brilhantes são persistentes e dão
uma aparência vistosa, sendo excelente
espécie ornamental, podendo ser utilizada
na arborização de ruas estreitas sob redes
elétricas. Tolera baixas temperaturas.
Acca sellowiana Feijoa Com
É um arbusto ou arvoreta frutífera, se
destaca no paisagismo principalmente por
suas belas e delicadas flores. Admite
podas de formação, que deixam a copa
mais densa.
Myrcianthes
pungens (O.Berg)
D. Legrand
Guabiju Sem
Muito ornamental, pode ser utilizada na
arborização de ruas, parques e jardins.
Com tronco geralmente tortuoso, apresenta
folhas simples. Suas flores são brancas ou
creme. Seus frutos são de casca rígida
roxo- avermelhada, com polpa suculenta e
adocicada, muito apreciados por pássaros.
Campomanesia
xanthocarpa Guabiroba Sem
Ocorre na Mata Atlântica e no Cerrado. De
grande porte, dotada de copa alongada e
densa. É empregada na arborização em
geral. Na primavera sua copa se enche de
pequenas flores brancas, oferecendo
sensação de limpeza e claridade ao
ambiente.
Eugenia
brasiliensis Grumixama ou
Cereja-do-brasil Sem
Árvore exclusiva da Mata Atlântica. De
grande porte e crescimento lento.
Apresenta frutos atrativos para a avifauna.
Plinia spp. Jabuticabeira Com Possui frutos comestíveis e flores,
apreciados pela fauna diversa.
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Eugenia uniflora L. Pitanga Com
Sistema radicular profundo, pivotante. É
resistente à poda sucessiva e exige pouca
manutenção, sendo aconselhada para uso
como arborização urbana.
Eugenia
dysenterica Cagaita Sem Potencialmente empregáveis na
arborização urbana.
Psidium
cattleyanum
Sabine.
Araçá Com
Encontrados como arvoretas ou arbustos.
De pequeno porte, ideal para ser cultivada
sob fiação elétrica. Alimento para fauna.
Utilizada para recuperação de áreas
degradadas.
NYCTAGINACEAE
Bougainvillea
glabra Choisy Primavera Com
Extremamente ornamental, pode ser usada
na arborização de parques e jardins.
Apresenta desenvolvimento rápido.
Durante o verão se cobre de flores de cor
lilás.
PRIMULACEAE
Myrsine umbellata
Mart. Capororocão Com
Arbusto a árvore. É ideal para arborização
em praças, parques, jardins, ruas e
residências, por fazer sombra o ano todo e
suas folhas serem grandes e lustrosas, de
grande efeito ornamental. Suas raízes são
profundas e a árvore não alcança grande
porte. Tolera baixas temperaturas.
RUTACEAE
Balfourodendron
riedelianum Pau-marfim Sem
De grande porte, é utilizada na arborização
de praças e parques. Seu tronco é reto, e
as flores são pequenas branco-amarelada.
Toleram frios intensos e solos pedregosos
e úmidos. Está na lista de espécies
ameaçadas de extinção no Paraná.
Dictyoloma
vandellianum Tingui-preto Com
Árvore ornamental, principalmente quando
florida, utilizada com sucesso na
arborização de ruas estreitas e sob rede
elétrica.
SALICACEAE
Casearia sylvestris
Cafezeiro-domato Com
Possui propriedades ornamentais. É
recomendada para plantio em passeios
estreitos, sob fiação. Os frutos alimentam a
avifauna, é importante para recomposição
de matas nativas e na recuperação de
matas ciliares.
SAPINDACEAE
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Allophylus edulis
(A. St.-Hil.,
Cambess. & A.
Juss.) Radlk.
Vacum Sem
Bastante ornamental, podendo ser
empregada, com sucesso, na arborização
de praças, ruas e avenidas.
Cupania vernalis Camboatávermelho Sem Porte médio. Os frutos são do tipo seco e
deiscente.
Sapindus
saponaria L.
Sabão-desoldado Sem
Espécie de grande apelo ornamental,
sendo usada na arborização urbana de
várias cidades brasileiras.
SOLANACEAE
Brunfelsia calycina Manacá-de-jardim Com
Árvore ornamental usada na decoração de
jardins. Apresenta flores perfumadas de
coloração azul-violeta escuras, que atrai
pássaros, abelhas e borboletas.
THEACEAE
Camellia japonica Camélia Com
Pode ser utilizada como arbusto ou
arvoreta. Possui ampla utilização
paisagística.
URTICACEAE
Cecropia
pachystachya
Trécul
Embaúba-branca Com
Arvoreta a árvore ornamental, pode ser
empregada no paisagismo. Não tolera bem
baixas temperaturas.
VOCHYSIACEAE
Vochysia
cinnamomea Quina-doce Com Potencialmente empregáveis na
arborização urbana.
Nota: *F/C: Fiação nas calçadas.
Fonte: Adaptado de Lorenzi (2002a, 2002b), IAT (2023), COMAFEN (2020), Flora e Funga do
Brasil (2024).
É importante considerar que esta lista apresenta algumas espécies de
porte arbustivo. No entanto, quando selecionadas para compor a arborização
do município, é fundamental realizar podas de condução para que a espécie
não permaneça em seu estado arbustivo, mas que se molde em forma de
arvoreta, não prejudicando, assim, a mobilidade dos pedestres.
Destaca-se também que, no caso das espécies indicadas com a
presença de fiação elétrica, embora sejam árvores de pequeno porte, a falta de
manejo e
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poda adequados pode levar a conflitos com a fiação. Portanto, a manutenção
adequada é essencial nesses casos.
Apesar da preferência pela utilização de espécies nativas no plantio,
algumas espécies exóticas, que foram introduzidas na região de alguma forma
e se comportaram de maneira tolerável à arborização urbana, também
apresentam características favoráveis a este fim. Na Quadro 7 são sugeridas
algumas espécies arbóreas exóticas para implantar no Município de Corbélia,
segundo Lorenzi (2003), COMAFEN (2020) e portal Flora e Funga do Brasil
(2024).
Quadro 7. Espécies exóticas indicadas ao plantio de acordo com a presença de fiação elétrica.
FAMÍLIA/Espécie Nome Popular *F/C Características das espécies
ERICACEAE
Rhododendron
thomsonii Rododendro Com
De pequeno porte. Pode ser utilizada
isolada, formando arbusto, ou até
mesmo uma arvoreta para a
arborização urbana.
FABACEAE
Erythrina variegata Eritrina-verdeamarela Sem
Bela copa centralizada, planta rústica,
de baixa manutenção, o que a torna
adequada para a arborização urbana,
como parques e jardins públicos.
Tipuana tipu (Benth.)
Kuntze Tipuana Sem
Excelente efeito paisagístico, fornece
uma sombra fresca e floração
exuberante.
LEGUMINOSAE
Bauhinia monandra Pata-de-vaca
Com
Indicada para arborização urbana por
possuir raízes profundas que
geralmente não danificam calçadas e
por dispor de belas flores.
Bauhinia purpurea Pata-de-vaca
Bauhinia variegata L. Pata-de-vaca
Cassia fistula Cássia-fístula Com Árvore decídua e florífera, muito
utilizada na arborização urbana por
sua beleza, rápido crescimento e
rusticidade.
Cassia bakeriana Cássia-rósea Sem
Cassia javanica Cassia-javanesa Sem
Delonix regia (Bojer
ex Hook.) Raf. Flamboyant Sem
Indicada para arborização de praças e
áreas com grande área de infiltração,
pois são de grande porte, crescimento
rápido e suas raízes podem ser
agressivas.
LYTHRACEAE
Lagerstroemia indica Resedá Com Árvore de pequeno porte, de folhas
caducas e copa arredondada.
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular *F/C Características das espécies
MALVACEAE
Hibiscus rosasinensis L. Hibisco Com
Árvore de pequeno porte, perene e
ornamental pela beleza de suas flores
durante todo o ano.
MAGNOLIACEAE
Magnolia liliflora Magnólia-roxa Com
Arbusto ou arvoreta que aprecia o
clima ameno, sendo indicada para os
locais mais frios. Apresenta belas
flores.
MUNTINGIACEAE
Muntingia calabura. Calabura Com
Com estatura média e crescimento
veloz, é versátil em relação a diversos
locais no Brasil. Com potencial para
atingir alturas entre 7 e 12 metros,
produz frutos pequenos que são
atrativos para aves e seres humanos.
PROTEACEAE
Grevillea banksii Grevílea-anã Com Árvore de pequeno porte, perene,
raízes pivotantes e copa arredondada.
ROSACEAE
Prunus serrulata Cerejeira-do-Japão Com
De beleza majestosa, ela é
amplamente indicada para o plantio. A
espécie é de estatura média,
normalmente atingindo até 8 metros
de altura. Suas flores únicas são
perfumadas, de coloração branca e
tonalizada de rosa.
SAPINDACEAE
Filicium decipiens Samambaia Sem Não possui raízes agressivas e copa
bem fechada.
Koelreuteria
bipinnata Árvore-da-China Sem
Indicada para a arborização de ruas
pois cresce sem exigências em
relação ao tipo de solo.
Nota: *F/C: Fiação nas calçadas
Fonte: Adaptado de Lorenzi et al (2003), COMAFEN (2020) e Flora e Funga do Brasil (2024).
A escolha das espécies para a arborização urbana exige atenção às
condições locais de Corbélia, priorizando espécies nativas para a conservação
da biodiversidade, e considerando espécies exóticas adaptadas em situações
específicas. A diversidade vegetal no município é essencial para o meio
ambiente, a paisagem urbana e o bem-estar da comunidade.
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6.1.2. Espécies não recomendadas à arborização de ruas no município
Dentre as espécies menos indicadas para arborização, pode-se citar
aquelas que apresentam características indesejadas ao manejo, ou então, que
sejam proibidas por alguma legislação específica. Além disso, também deve-se
atentar a espécies tóxicas ou com características toxicológicas durante a
seleção de espécies que farão parte da arborização de um município. Se caso
tais espécies já tenham sido plantadas, o indicado é que as mesmas sejam
substituídas.
Vale ressaltar que as espécies Brinco-de-índio (Cojoba chazutense
(Standl.) L. Rico) e Canelinha (Nectandra megapotamica) já foram muito
utilizadas, sendo assim, não são indicadas para arborização urbana do
Município de Corbélia.
A Portaria IAP nº 59/2015 disponibiliza uma lista de espécies exóticas
invasoras do Paraná, no qual as classificadas como categoria I são as espécies
que têm proibido seu transporte, criação, soltura ou translocação, cultivo,
propagação (por qualquer forma de reprodução), comércio, doação ou
aquisição intencional sob qualquer forma. Já a categoria II são as espécies que
podem ser utilizadas em condições controladas, sujeitas à regulamentação
específica. No Quadro 8, pode-se observar as espécies que não são
recomendadas na composição da arborização por serem exóticas invasoras,
segundo a Portaria IAP 59/2015.
Quadro 8. Espécies exóticas invasoras.
FAMÍLIA/Nome Popular Nome Científico Categoria Porte
ACANTHACEAE
Bunda-de-mulata Thunbergia alata Bojer ex Sims I Liana
ANACARDIACEAE
Mangueira Mangifera indica L. II Árvore
ARACEAE
Taro, inhame Colocasia esculenta (L.) Schott II Subarbusto
ARALIACEAE
Cheflera Heptapleurum arboricola Hayata II Arbusto
(continua)
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FAMÍLIA/Nome Popular Nome Científico Categoria Porte
Papel-de-arroz Tetrapanax papyrifer (Hook.) K.Koch I Arbusto
ASPARAGACEAE
Dracena, pau-d'água Dracaena fragrans (L.) Ker Gawl II Arbusto
Piteira, Pita Furcraea foetida (L.) Haw I Erva
ASTERACEAE
Cardo, cardo-negro Cirsium vulgare (Savi) Ten. I Erva
Senécio Senecio madagascariensis Poir. I Subarbusto
ATHYRIACEAE
Samambaia Deparia petersenii (Kunze) M. Kato I Erva
APIACEAE
Cairuçu-asiático, centela,
dinheiro-em-penca Centella asiatica (L.) Urb. II Erva
BALSAMINACEAE
Beijinho, maria-semvergonha Impatiens walleriana Hook. f. I Erva
BIGNONIACEAE
Tulipa-africana Spathodea camp-anulata P.Beauv. I Árvore
Amarelinho, ipê-dejardim Tecoma stans(L.) Kunth I Arbusto
CAMPANULACEAE
Arrebenta-boi, cega-olho Hippobroma longiflora (L.) G. Don I Erva
CAPRIFOLIACEAE
Madressilva Lonicera japonica Thunb. I Liana
CASUARINACEAE
Casuarina Casuarina equisetifolia L. II Árvore
COMBRETACEAE
Sete-copas, castanheira Terminalia catappa L. II Árvore
COMMELINACEAE
Trapoeraba-roxa
Tradescantia zebrina Heynh. ex
Bosse I Erva
CRASSULACEA
Folha-da-fortuna Kalanchoe pinnata (Lam.) Pers. I Erva
CUCURBITACEAE
Chuchu Sicyos edulis Jacq. II Liana
DAVALLIACEAE
Samambaia Nephrolepis exaltata (L.) Schott. II Erva
Samambaia Nephrolepis cordifolia (L.) C. Presl II Erva
EUPHORBIACEAE
(continua)
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FAMÍLIA/Nome Popular Nome Científico Categoria Porte
Mamona Ricinus communis L II Arbusto
FABACEAE
Acácia-mimosa Acacia podalyriifolia A. Cunn. Ex G.
Don. II Árvore
Acácia-negra Acacia mearnsii Willd. II Árvore
Aleluia Senna macranthera (DC. ex Collad.)
H.S. Irwin & Barneby II Árvore
Leucena Leucaena leucocephala (Lam.) de
Wit. I Árvore
Mimosa Mimosa pigra L. I Arbusto
Olho-de-pavão, carolina Adenanthera pavonina L. I Árvore
Robínia, falsa-acácia Robinia pseudoacacia L. II Árvore
Tojo Ulex europaeus L I Arbusto
IRIDACEAE
Flor-leopardo Iris domestica (L.) Goldblatt & Mabb. II Erva
Tritônia, estrela-de-fogo Crocosmia × crocosmiiflora (Lemoine
ex Anonymous) N.E. Br. I Subarbusto
MAGNOLIACEAE
Magnólia-amarela Magnolia champaca (L.) Baill. ex
Pierre II Árvore
MELIACEAE
Santa-Bárbara,
Cinamomo Melia azedarach L. I Árvore
MORACEAE
Amora-preta Morus nigra L. II Árvore
MUSACEAE
Banana-flor Musa balbisiana Colla II Erva
Banana-flor Musa ornata Roxb. I Erva
MYRTACEAE
Goiabeira Psidium guajava L. II Árvore
Jambolão Syzygium cumini (L.) Skeels II Árvore
Jambo Syzygium jambos (L.) Alston I Árvore
OLEACEAE
Alfeneiro, ligustro Ligustrum lucidum W. T. Aiton I Árvore
ORCHIDACEAE
Orquídea Oeceoclades maculata (Lindl.) Lindl I Erva
PINACEAE
Pinheiro-americano,
pínus Pinus spp. II Árvore
PROTEACEAE
Grevílea Grevillea robusta A. Cunn ex. R.Br. II Árvore
(continua)
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FAMÍLIA/Nome Popular Nome Científico Categoria Porte
PITTOSPORACEAE
Pau- incenso Pittosporum undulatum Vent. I Árvore
POACEAE
Bambu Bambusa vulgaris Schrad. ex J.C.
Wendl. II Bambu
Bambu-dourado Phyllostachys aurea Carrière ex
Rivière & C. Rivière I Bambu
Braquiária Urochloa spp II Arbusto
Capim-annoni Eragrostis plana Nees. I Erva
Capim-colonião Megathyrsus maximus (Jacq.) B.K.
Simon & S.W.L. Jacobs II Erva
Capim-dos-pampas,
paina Cortaderia selloana (Schult.) Asch. I Erva
Capim-estrela Cynodon dactylon (L.) Pers. II Erva
Capim-elefante Pennisetum purpureum Schumach II Erva
Capim-gordura Melinis minutiflora P. Beauv. II Erva
Capim-jaraguá Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf II Erva
Capim-gafanhoto Melinis repens (Willd.) Zizka I Erva
PTERIDACEAE
Samambaia Pteris ensiformis Burm. f II Erva
Samambaia Pteris vittata L. I Erva
RHAMNACEAE
Uva-do-Japão Hovenia dulcis Thumb. I Árvore
ROSACEAE
Amora-roxa Rubus niveus Thunb I Subarbusto
Cotoneaster Cotoneaster franchettii Bois I Arbusto
Nespereira, Ameixeiraamarela Eriobotrya japonica (Thumb.) Lindl. II Árvore
RUTACEAE
Limoeiro Citrus ×latifolia (Yu.Tanaka)
Yu.Tanaka II Árvore
Murta Murraya paniculata (L.) Jack I Árvore
THELYPTERIDACEAE
Samambaia Christella dentata (Forssk.) Brownsey
& Jermy I Erva
Samambaia-da-pedra Macrothelypteris torresiana (Gaud.)
Ching I Erva
URTICACEAE
Pilea Pilea cadierei Gagnep. & Guillaumin I Erva
ZINGIBERACEAE
Gengibre-vermelho,
jasmim-vermelho
Hedychium coccineum Buch.-Ham.
ex Sm I Subarbusto
Lírio-do-brejo Hedychium coronarium J. Koenig I Erva
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FAMÍLIA/Nome Popular Nome Científico Categoria Porte
Jasmim-vermelho Hedychium gardnerianum Sheppard
ex Ker Gaw I Subarbusto
Fonte: Portaria IAP 59/2015.
A Lei Estadual nº 15.953/2008 proíbe o plantio, comércio, transporte e
produção da planta Falsa-murta (Murraya paniculata (L.) Jack), por ser vegetal
hospedeiro da bactéria Candidatus liberibacter ssp., disseminada pelo inseto
vetor Diaphorina citri, transmissor da praga denominada Huanglongbing (HLB -
Greening).
É cada vez mais frequente a utilização de plantas e árvores na
ornamentação de ambientes, como praças e jardins. Por falta de
conhecimento, informação e planejamento, muitas vezes, são utilizadas plantas
com características biológicas tóxicas, considerando apenas a beleza e
adaptabilidade, e não se atentando às possíveis fontes de intoxicação (LOPES
RITTER, RATES, 2009).
Espécies com características toxicológicas podem apresentar riscos à
saúde de pessoas e animais, principalmente a avifauna que mantém contato
direto com sementes e flores das árvores (JESUS, PANTOJA, 2014).
Justamente por ser a vegetação mais próxima da população, é importante
atentar-se a características periculosas presentes em algumas espécies
arbóreas durante o planejamento da arborização urbana. O Quadro 9
apresenta algumas espécies classificadas como tóxicas pelo Sistema Nacional
de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX).
Quadro 9. Espécies toxicológicas não indicadas ao plantio.
Nome Popular Nome Científico Família Parte tóxica
Alfeneiro Ligustrum lucidum W. T. Aiton Oleaceae -
Aroeira-bugreiro Schinus brasiliensis March. ex
Cabrera Anacardiaceae Toda planta
(continua)
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Nome Popular Nome Científico Família Parte tóxica
Aroeiravermelha Schinus therebinthifolius Raddi Anacardiaceae Toda planta
Aroeira-salsa
(chorão) Schinus molle L. Anacardiaceae
Pólen
potencialmente
alérgico
Bico-depapagaio
Euphorbia pulcherrima Willd. Ex
Klotzsch Euphorbiaceae Todas as partes
(látex)
Chapéu-denapoleão
Thevetia peruviana (Pers.)
Schum. Apocynaceae Toda planta
Cinamomo Melia azedarach L. Meliaceae Toda planta
Espirradeira Nerium oleander L. Apocynaceae Toda planta
Figueiras Ficus spp. Moraceae Fruto e folha
tóxicos
Flamboyanzinho Caesalpinia pulcherrima (L.) Sw. Fabaceae Semente tóxica
Jasmim-manga Plumeria rubra L. Apocynaceae Flor e látex
tóxicos
Leiteirovermelho Euphorbia cotinifolia L. Euphorbiaceae Látex tóxico
Plátano Platanus ×hispanica Mill. ex
Münchh. Platanaceae -
Tinhorão Calandium bicolor Araceae Folhas
Vinca Catharanthus roseus Apocynaceae Folhas e flores
Comigoninguémpode
Dieffenbachia picta Araceae Folhas e haste
Cega-olho Isotoma longiflora Campanulaceae Látex
Pinhão-roxo Jatropha gossypiifolia Euphorbiaceae Folhas e frutos
Lantana Lantana camara Verbenaceae Folhas e frutos
quando verdes
Costela-de-adão Monstera deliciosa Araceae Folhas
Alamanda Allamanda cathartica L. Apocynaceae Toda planta
Antúrio Anthurium andraeanum Araceae Folhas e caule
Manacá-docheiro Brunfelsia uniflora Solanaceae Folhas, talos e
raízes
(continua)
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Nome Popular Nome Científico Família Parte tóxica
Coroa-de-cristo Euphorbia milii Euphorbiaceae Látex das folhas,
espinhos e caule
Mamona Ricinus communis Euphorbiaceae Toda planta
Fonte: MANUAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (2018); SINITOX (2009).
No Quadro 10 é possível verificar algumas espécies que não são
indicadas devido às características indesejáveis, segundo a COPEL (2015).
Quadro 10. Indivíduos arbóreos que apresentam características indesejáveis
Nome Popular Nome Científico Família Inadequada
Araucária
Araucaria
angustifolia (Bertol.)
Kuntze
Araucariaceae
Atinge grandes dimensões em
altura, diâmetro de tronco e copa;
desrama natural e susceptibilidade
ao ataque de cupins
Paineira Chorisia
speciosa A.St.-Hil Bombacaceae
Atinge grandes dimensões em
altura, diâmetro de tronco e copa;
madeira de baixa densidade e
ramos frágeis; presença de
acúleos
Figueiras e
falsas
seringueiras
Ficus spp. Moraceae
Sistema radicular agressivo e
vigoroso; apresenta raízes
adventícias; atinge grandes
dimensões em altura, diâmetro de
tronco e copa
Fonte: COPEL (2015).
6.2. CRITÉRIOS PARA DEFINIÇÃO DOS LOCAIS DE PLANTIO
O local de plantio é um ponto chave para se evitar problemas futuros
com a arborização urbana. Planejar o local de plantio pode evitar gastos
futuros. Levando-se em consideração as redes elétricas e de telefonia, entrada
de garagens, sinalização de trânsito, espaçamento entre árvores, esquinas,
bueiro postes e sistemas de iluminação pública.
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A primeira observação em relação ao planejamento do local de plantio é
o levantamento da situação do local com: informação do local (bairro, quadra,
rua/avenida, número da quadra e lote ou numeração predial), árvore a ser
plantada (espécie, porte, estado fitossanitário), dimensionamento da calçada,
existência de canteiro central e ciclovias, situação das instalações, dos
equipamentos e mobiliário urbano, subterrâneos e aéreos (redes de esgoto,
rede eletricidade, fossas, postes de iluminação, sistemas de telefonia e
transmissão de dados, sinalização de trânsito, entre outras) e verificação do
recuo das edificações.
Os locais para futuros plantios devem obedecer aos seguintes critérios:
● Deve-se evitar o plantio nas calçadas em que ocorram redes de águas e
esgoto, telefonia, pluviais e elétricas, devido aos possíveis conflitos com
estas estruturas;
● As árvores de grande porte devem ser plantadas na calçada do lado
contrário à rede de energia (postes). Caso o plantio sob redes de
energia elétrica, telefonia ou transmissão de dados, utilizar árvores de
pequeno porte (altura máxima de 6 metros);
● Nas calçadas em que existe a rede elétrica, podem-se utilizar espécie de
médio porte, se o espaço físico permitir, mantendo-a fora do
alinhamento da rede;
● Nos casos em que as árvores existentes sob as redes de energia são
inadequadas, é preciso providenciar a substituição por espécies
adequadas. Quando possível isto deverá ser efetuado intercalando-se
com novas, até que as árvores atinjam um porte que visualmente
consiga mitigar a falta de árvores senescentes. A escolha das espécies
para substituição deve considerar os aspectos já elencados;
● Em avenidas com canteiro central, se não houver presença de rede de
energia e a largura do canteiro permitir, o mesmo poderá ser arborizado
com espécies de médio e grande porte.
Para novos loteamentos o município irá exigir o planejamento, de forma
que não seja necessário a remoção dos exemplares previamente plantados,
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antes da construção do imóvel residencial ou comercial, devido a sua localização
estruturais como saída de garagem, esquina, etc.
No Quadro 11, segue as diretrizes de plantio segundo a tipologia das ruas.
Quadro 11. Diretrizes de plantio de acordo com a tipologia dos logradouros.
TIPOLOGIA DA RUA DIRETRIZES
Ruas sem recuo
Não devem ser utilizadas espécies com grande diâmetro
de copa para não prejudicar, tanto as árvores, quanto às
construções.
Plantio sob rede elétrica
As árvores de pequeno porte ou os arbustos conduzidos
devem ter preferência no plantio.
Esse plantio, no entanto, não deve ocorrer exatamente
sob o eixo da rede de energia. Se possível, o plantio deve
acontecer fora desse eixo, o que possibilita podas com
técnicas para desviar os ramos da fiação.
Comercial
As espécies de grande porte e de folhagem densa
merecem especial atenção, já que podem obstruir a
identidade visual das empresas.
Industrial As espécies que resistam às emissões atmosféricas das
indústrias devem ser priorizadas.
Alto tráfego de veículos e
poluição
Se a estrutura urbana permitir, é importante um maior
adensamento da vegetação. Espécies de grande e médio
porte devem ser priorizadas nas ruas em que haja espaço
físico suficiente, devido aos maiores benefícios
microclimáticos e de armazenamento de carbono que elas
proporcionam.
Circulação de veículos grandes
(ônibus e caminhões) As árvores devem ser plantadas longe do meio-fio.
Ruas com grande circulação de
veículos, em que, nenhum dos
lados seja proibido estacionar
(faixa amarela contínua próximo
ao meio-fio)
As árvores devem ser plantadas longe do meio-fio.
Fonte: COPEL (2015).
6.3. ESPAÇAMENTO E DISTÂNCIA MÍNIMA DE SEGURANÇA ENTRE
ÁRVORES E EQUIPAMENTOS
Para que se atinja um bom resultado na implantação da Arborização
Urbana de um município, é importante que sejam seguidos critérios quanto aos
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espaçamentos e distâncias mínimas aplicadas. De acordo com a NBR 9050, a
largura de uma calçada pode ser dividida em três faixas de uso: Faixa de
Serviço; Faixa Livre; e Faixa de Acesso.
A faixa de serviço acomoda o mobiliário, as árvores, a área permeável
ao redor das árvores e os postes de iluminação ou sinalização. Para esta faixa
o ideal é uma largura mínima de 0,70 metros. A faixa livre tem por objetivo a
circulação de pedestres, não deve apresentar obstáculos e deve ser contínua
entre lotes. A orientação para essa faixa é uma largura mínima de 1,20 metros
e uma altura livre de 2,10 metros. Por fim, a faixa de acesso considera o
espaço de passagem da área pública para o lote, não se define uma distância
mínima, no entanto, apenas calçadas com largura superior a 2,00 metros
podem apresentar esta faixa (NBR 9050:2020). A Figura 66 a seguir apresenta
as faixas de uso de uma calçada.
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Figura 66. Faixas de uso da calçada (dimensões em metros).
Fonte: NBR 9050 (2020).
O Ministério Público (2018) orienta a criação de canteiros na faixa de
serviço, que são áreas de infiltração em torno de cada árvore já existente ou a
ser implantada. Essa prescrição segue critérios específicos, incluindo
dimensões mínimas de 1 m², ausência de pavimentação e a cobertura com
grama ou mudas de flores.
A legislação municipal que aborda o Sistema Viário, Lei n°. 779/2012, na
seção III informa que as calçadas deverão ser construídas de modo a deixar
espaço permeável, sem pavimentação, para permitir a infiltração da água da
chuva no solo, sendo permitido nas faixas ajardinadas o plantio de grama,
vegetação rasteira e árvore.
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Logo, ao integrar as diretrizes da NBR 9050 (2020), as orientações do
Ministério Público (2018) e as normas das legislações municipais, fica
estabelecido que as calçadas, com exceção as que já existem, devem possuir,
no mínimo, duas faixas de uso distintas. A primeira, conhecida como "faixa
livre", deve ter 1,20 m de largura no mínimo, ser contínua entre os lotes,
pavimentada e livre de obstáculos, destinada exclusivamente à circulação de
pedestres.
A segunda, denominada "faixa de serviço", deve manter a dimensão
mínima de 1 metro de largura, com o comprimento preferencialmente seguindo
toda continuidade da extensão do passeio, correspondente à frente do lote, ou
então, 1,20 m, mantendo-se toda área permeável, isto é, sem pavimentação e
destinada a acomodar mobiliário urbano e as árvores.
Ressalta-se que a faixa livre deve sempre ser preservada de, no mínimo,
1,20 m para atender de maneira eficiente a mobilidade humana. Logo, onde
não for possível compatibilizar a faixa livre com a faixa de serviço, deve-se
priorizar a mobilidade humana, podendo reduzir em até 0,70 m de largura a
faixa de serviço, preservando a medida de comprimento. Em calçadas cuja
largura seja inferior a 1,50 m não será implantada arborização urbana.
Quanto ao espaçamento entre árvores, pode ser definido de acordo com
o porte das espécies, como mostra a Tabela 12.
Tabela 12. Espaçamento entre árvores em função do porte.
PORTE ESPAÇAMENTO (m)
Pequeno 4,00 a 6,00
Médio 7,00 a 10,00
Grande 10,00 a 15,00
Fonte: Pivetta & Silva Filho (2002).
As árvores de pequeno porte são indicadas para calçadas estreitas ou
com presença de fiação aérea. As árvores de porte médio são indicadas para
calçadas com áreas permeáveis largas, com recuo das edificações e sem
presença de fiação elétrica. Já as árvores de grande porte são indicadas para
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calçadas com áreas permeáveis largas, com recuo das edificações e sem
presença de fiação elétrica, além de praças e parques públicos (COPEL, 2015).
A distância mínima de segurança entre árvores e equipamentos pode ser
observada na Tabela 13 e na Figura 67.
Tabela 13. Medidas de espaçamento mínimo referentes ao plantio de árvores.
EQUIPAMENTOS DISTÂNCIA MÍNIMA
Distância do alinhamento predial (esquinas) 4,00 m
Distância de postes 4,00 m
Distância de entrada de garagem 1,00 m
*Distância da sarjeta 0,50 m
Medida da área permeável de plantio 1,00 m x 1,20 m
Largura da cova 0,60 m
Profundidade da cova 0,60 m
Distância de boca de lobo (sistemas de drenagem urbana) 2,00 m
Profundidade do solo em relação ao nível da calçada 0,15 m
(*) Deve-se considerar primeiramente o alinhamento de postes, caso sua distância seja maior
que 0,50m.
Figura 67. Espaçamento mínimo das árvores até equipamentos urbanos.
Fonte: Adaptado da Companhia Energética de Minas Gerais (2011).
6.4. INDICAÇÃO DOS LOCAIS DE PLANTIO E DAS ESPÉCIES ESCOLHIDAS
As indicações de locais para plantio foram constatadas no levantamento
georreferenciado (Figura 38) e disponibilizado no Geo municipal, em que, é
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possível verificar as coordenadas geográficas de cada ponto e acrescentar
informações complementares, conforme apresentado nas Figuras 68, 69 e 70.
Figura 68. Locais que são indicados para plantio, disponíveis na plataforma do Geo municipal.
Fonte: Geo Municipal (2024).
Figura 69. Coordenadas geográficas de um ponto indicado para plantio.
Fonte: Geo Municipal (2024).
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Figura 70. Possibilidade de indicação de plantio.
Fonte: Geo Municipal (2024).
No Quadro 12 encontra-se o número da quadra, logradouro e a
quantidade indicada para novos plantios. É importante ressaltar que, a
presença de fiação elétrica irá nortear a escolha dos indivíduos arbóreos, além
do espaçamento disponível e as espécies que estão à disposição da equipe
técnica. É indispensável reforçar que as espécies devem estar de acordo com
as Quadros 6 e 7.
Quadro 12. Locais para novos plantios
Quadra Logradouro Presença de
fiação elétrica
Quantidade
indicada
119
Rua Dália Não 3
Rua Sem Nome Não 6
130
Rua Flor de Lis Sim 1
Rua Magnólia Sim 1
145
Rua Orquídea Não 2
Rua Ipê Roxo Sim 2
Rua João Matte Sim 3
(continua)
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(continua)
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 142
Quadra Logradouro Presença de
fiação elétrica
Quantidade
indicada
157
Rua Flor de Lis Sim 3
Rua Aurora Sim 2
Rua Miosótis Sim 1
154
Av. Minas Gerais/Av. São Paulo Não 4
Rua Aurora Sim 1
Rua Amor Perfeito Sim 4
Rua Gardênia Sim 2
185
Rua Amor Perfeito Não 1
Rua Hortência Sim 1
Rua Lírio Sim 6
Rua Rosa Sim 1
182
Rua Primavera Não 1
Rua Hortência Sim 6
Av. Santa Catarina Não 5
Rua Rosa Não 2
200
Rua Miosótis/BR 373 Sim 5
Rua Orquídea Sim 9
Rua Acácia Não 3
229
Rua Primavera Sim 4
Rua Boca de Leão Não 3
Avenida Santa Catarina Sim 5
Rua Cravo Sim 2
232
Rua Cravo Não 2
Rua Açucena Sim 2
Rua Rainha da Neve Não 2
208 Avenida Santa Catarina Não 2
Rua Jasmim Sim 1
Rua Ipê Amarelo Não 3
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(continua)
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 143
Quadra Logradouro Presença de
fiação elétrica
Quantidade
indicada
Rua Acácia Sim 1
205
Rua Margarida Sim 1
Rua Jasmim Sim 5
Rua Violeta Sim 1
246
Rua Domingos Secchi Sim 3
Rua General Osório Não 1
Rua Pedro V. P. Souza Não 2
Rua Dionísio Bertão Sim 1
341
Avenida Rio Grande do Sul Sim 1
Avenida Rio Grande do Sul Sim 1
359
Rua Margarida Não 2
Rua Flor de Maracujá Sim 3
Rua Violeta Sim 1
Rua Flamboyant Sim 3
337
Rua Tulipa Não 3
Rua Açucena Sim 3
Rua Hortência Não 1
330
Rua Copo de leite Sim 1
Rua Hortência Sim 4
Rua Rosa Não 2
254
Rua Duque de Caxias Sim 3
Rua Tiradentes Sim 1
Rua Dom Pedro I Não 3
Rua Flávio Mariot Não 1
316
Rua Humberto Castelo Branco Sim 1
Avenida Rio Grande do Sul Não 2
269 Rua Formigueiro Não 7
Avenida Rio Grande do Sul Sim 5
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(continua)
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 144
Quadra Logradouro Presença de
fiação elétrica
Quantidade
indicada
Avenida Castelo Branco Sim 4
Rua Getúlio Vargas Não 6
305
Rua Paulo R. Furlanetto Não 12
Rua Santo Pravato Não 3
Rua Doralina Mantovani Sim 6
Rua Gervásio Lube Sim 2
446
Rua Zínia Sim 5
Rua Palma de Santa Rita Não 2
Rua Pluma de Avestruz Não 5
Rua Copo de leite Sim 4
372
Rua Tipuana Não 2
Rua Glicínia Não 4
Rua Tulipa Sim 4
Rua Gerânio Não 1
82
Rua Presidente Epitácio Não 8
Av. Presidente Juscelino Sim 7
Rua Presidente V. Braz Sim 8
Av. Presidente J. Goulart Não 3
69
Rua Presidente H. da Fonseca Não 8
Av. Pres. G. Vargas Não 11
Av. Pres. Juscelino Sim 2
96
R. Presidente A. Pena Não 5
Av. Presidente G. Vargas Sim 6
Rua Presidente E. G. Dutra Não 6
Av. Presidente Juscelino Sim 11
12 Travessia Diamante Não 10
Av. Piquiri Sim 4
Rua Sapucaí Não 19
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Quadra Logradouro Presença de
fiação elétrica
Quantidade
indicada
Av. Goiás Não 5
14
Rua Tibagi Sim 5
Av. Brasília Sim 6
Rua Ivaí Sim 5
Av. José Crescencio Muniz Sim 4
384
Rua Açucena Sim 5
Rua Girassol Sim 2
Rua Tulipa Não 2
Rua Glicínia Sim 3
20
Rua Melissa Sim 4
Av. Leopoldo F. Trentin Não 2
Rua São João Sim 8
Av. Santa Catarina/Rua Minas Gerais Sim 9
417
Rua Gerânio Não 4
Rua Violeta Sim 2
Rua Dália Não 3
Rua Vitória Régia Sim 2
378
Rua Vitória Régia Não 2
Rua Amor Perfeito Não 5
Rua Dália Não 2
Fonte: Equipe técnica (2024).
Nos novos loteamentos deverá ser apresentado, na fase de aprovação
pelo município, projeto elaborado por técnico legalmente habilitado, que deverá
seguir as diretrizes básicas deste plano.
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7. IMPLANTAÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA
7.1. CARACTERÍSTICAS DAS MUDAS
A qualidade e características das mudas que serão utilizadas na
arborização, implicam diretamente nos resultados obtidos. É essencial que a
muda escolhida apresente parâmetros propícios ao bom desenvolvimento,
evitando, assim, problemas futuros. As principais características que uma boa
muda deve apresentar são:
a) Estarem adaptadas ao clima do local destinado;
b) Apresentarem tronco único, retilíneo, com altura mínima de 2,00 metros
e copa bem definida;
c) Devem ter altura da primeira bifurcação acima de 1,80 metros;
d) Circunferência a altura do peito (CAP) de no mínimo 0,03 metros;
e) Forma e perfil trabalhados com tratos silviculturais específicos (podas de
formação);
f) Muda já em forma de árvore;
g) Muda com torrão definido, sem enovelamento das raízes, com
embalagem de tamanho compatível ao porte da muda, de no mínimo 14
litros.
Além disso, é fundamental que as mudas destinadas a arborização
urbana estejam em perfeitas condições de saúde, livres de qualquer sintoma
de doenças ou infestação por pragas. Mudas saudáveis têm maior
probabilidade de sobreviver e se desenvolverem adequadamente após o
plantio, contribuindo para a formação de uma vegetação urbana robusta e
resiliente.
A Figura 71 ilustra o esquema do padrão de muda a se utilizar para a
implantação da arborização urbana.
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Figura 71. Padrão de muda para arborização.
Fonte: Equipe técnica (2024).
7.2. PRODUÇÃO OU AQUISIÇÃO DE MUDAS
A aquisição ou produção de mudas para a implantação da arborização
urbana em Corbélia é uma iniciativa fundamental para desenvolvimento do
plano e envolve diversas estratégias. Ressalta-se que o Município de Corbélia
não possui um viveiro municipal próprio, contudo, existe o Horto Municipal que
possui uma estufa, nas dimensões de 7,2 x 21,0 metros, para confecção de
árvores para Arborização Urbana.
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Algumas mudas nativas são obtidas em parceria com a Itaipu, o que
contribui para aumentar a diversidade das árvores plantadas e reduzir os
custos de aquisição. Outra fonte de mudas é a compra de espécies em viveiros
particulares, o que demonstra uma abordagem diversificada na obtenção de
indivíduos arbóreos para a Arborização Urbana. Por meio de processos
licitatórios, a prefeitura adquire mudas de qualidade de fornecedores privados,
garantindo a conformidade com os regulamentos do plano.
As mudas adquiridas são encaminhadas para o parque ecológico
municipal de Corbélia (Horto Municipal), em que são cultivadas, desenvolvidas
e preparadas para o plantio. As mudas são mantidas na estufa até atingirem os
parâmetros ideais para o plantio no meio urbano, ou seja, possuir CAP de 0,03
metros, uma altura maior que 2 metros e a forma de uma pequena árvore.
A Tabela 14 apresenta licitações de compras de mudas nos últimos 10
anos.
Tabela 14. Compras de mudas nos últimos 10 anos.
ESPÉCIES ALTURA QUANT. VALOR LICITAÇÃO (ano)
Extremosas 2,00 m 80 2.400,00 2014 Hibiscos - 80 2.000,00
Brinco de Índio - 100 3.800,00 2019 Manacá da Serra - 40 1920,00
Bougainville Vermelha 1,00 m 30 750,00
Bougainville Pink 1,00 m 30 750,00
Bougainville Rosa 1,00 m 20 500,00
Bougainville Branca 1,00 m 20 500,00
Camélia Branca 1,40 m 10 680,00
Camélia Rosa 1,40 m 10 680,00 2022
Camélia Vermelha 1,40 m 10 680,00
Manacá Da Serra 1,00 m 60 1.440,00
Falso Bartimão 0,80 m 100 2.500,00
Resedá 2,00 m 100 2.500,00
Mudas De Árvore - 100 6.500,00
Ciprestes Italiano - 6 1.500,00 2023 Samambaia - 150 6.750,00
PREFEITURA MUNICIPAL DE CORBÉLIA (2024).
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É importante ressaltar que a prefeitura realiza todo o processo de
desenvolvimento e plantio das mudas com seus próprios funcionários, o que
contribui para o controle de qualidade e a eficiência operacional. Isso
demonstra um compromisso com a produção local e a sustentabilidade, além
de garantir que as mudas sejam preparadas e adaptadas ao ambiente
específico de Corbélia.
Após o desenvolvimento das mudas, além de serem encaminhadas
diretamente ao plantio no meio urbano, as mudas também podem ser
distribuídas aos munícipes, promovendo o engajamento da comunidade no
processo de arborização.
Em suma, a combinação de estratégias de aquisição e produção de
mudas reflete um compromisso abrangente da prefeitura de Corbélia com a
melhoria da arborização urbana. A parceria com instituições externas é
importante para fortalecer o programa de arborização e ampliar os recursos
disponíveis. Essas práticas sustentáveis e colaborativas contribuem para criar
uma cidade mais verde, saudável e acolhedora para seus habitantes.
7.3. PROCEDIMENTO DE PLANTIO E REPLANTIO
O plantio de mudas é voltado para áreas com escassez de árvores, ou
novos loteamentos que ainda não apresentam arborização. O replantio volta-se
a locais onde requer remoção e substituição de uma espécie arbórea. Para
ambos, é necessário atentar-se aos procedimentos de plantio, visando o bom
desenvolvimento da muda, minimizando os problemas que podem surgir
durante todo o ciclo de vida da planta. As diretrizes de plantio e replantio
podem ser seguidas pelos itens dispostos:
a) Orienta-se efetuar plantios em períodos adequados, preferencialmente
em meses chuvosos, ou em qualquer mês do ano, desde que seja
realizada a irrigação frequente.
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b) Utilizar covas com dimensões mínimas de 0,60 m de altura, 0,60 m de
altura e 0,60 m de profundidade. Caso o solo seja de baixa fertilidade,
ou inadequado, é necessário utilizar covas maiores.
c) A muda deve ser colocada na região central da cova, preenchendo os
espaços vazios com terra preta ou solo de boa qualidade (exemplo de
mistura de solo: 2/4 terra de textura argilosa + 1/4 de composto
orgânico estabilizado + 1/4 de areia grossa).
d) A área livre de pavimentação ao redor da muda deve ser de, no mínimo,
1,00 m2
, para evitar futuros conflitos de raízes com calçadas.
e) Deve-se retirar a embalagem (saco plástico, tubete, outros) somente no
momento do plantio e realizar, se necessário, uma poda leve nas raízes.
f) Para garantir um crescimento vertical da muda, deve-se colocar
temporariamente um tutor (haste de madeira, bambu, metal ou plástico).
Importante lembrar que o tutor deve ser inserido na cova logo após a
abertura desta e antes da colocação da muda.
g) Os tutores devem ter a espessura de 0,04 m x 0,04m e com altura de
2,70m, devendo ser confeccionado com madeira. Para fixar a árvore ao
tutor, deve ser feita a amarração em forma de oito deitado, de modo que
um dos elos envolva o caule e o outro o tutor, em número de dois ou
mais, em pontos equidistantes, devendo ser utilizado materiais
compatíveis.
h) A muda com tronco bem definido deve ser plantada na mesma altura em
que se encontrava no viveiro, sem enterrar o caule e sem deixar as
raízes expostas.
i) Após o plantio, a muda deve ser imediatamente irrigada com água de
boa qualidade. A irrigação deve ser frequente, em conformidade com as
condições climáticas.
Caso haja a necessidade de replantio, devido à danificação de mudas
por atos de vandalismo, mudas mortas ou outros fatores, deverá retirá-las e
seguir os mesmos passos dos itens citados acima. Na Figura 72, observa-se as
diretrizes de plantio.
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Figura 72. Plantio de muda.
Fonte: Equipe técnica (2024).
7.4. CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO
O sucesso da implantação da arborização nas ruas está vinculado à
produção de mudas adequadas, ao uso de técnicas corretas de plantio e a
realização de campanhas de conscientização da população. Visto que, um dos
principais problemas encontrados em relação a arborização está relacionado a
perda de mudas por atos de vandalismo.
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Com objetivo de evitar tais perdas, é fundamental realizar ações de
conscientização nas escolas e centros comunitários sobre a importância das
árvores no meio urbano. Uma prática apontada é realizar o envolvimento de
crianças no plantio das mudas, acompanhadas por funcionários municipais,
após receberem as devidas orientações sobre plantio. No Quadro 13 é
proposto algumas ações a serem realizadas.
Quadro 13. Ações a serem desenvolvidas na campanha de conscientização
AÇÕES PRAZO RESPONSÁVEIS
Palestras e atividades relacionadas a
educação ambiental nas escolas do
município
junho/2024 -
junho 2029
Secretaria Municipal de
Educação e Cultura
Departamento de
Proteção ao Meio
Ambiente
Palestras relacionadas a educação ambiental
para os servidores da prefeitura municipal
junho/2024 -
junho 2029
Departamento de
Proteção ao Meio
Ambiente
Divulgação das espécies indicadas e das
espécies proibidas nos comércios locais
e regionais que atuam na venda de
mudas arbóreas
junho/2024 -
junho 2029
Departamento de
Proteção ao Meio
Ambiente
Publicação de informativos sobre a
arborização urbana em formato digital no site e
redes sociais da prefeitura, bem como a
produção no formato impresso
junho/2024
Departamento de
Proteção ao Meio
Ambiente
Doação de mudas para os moradores que
pretendam plantar árvores em suas ruas, desde
que feito o protocolo de pedido de mudas e com
a devida orientação profissional, de acordo com
o atual plano de arborização
junho/2024 -
junho 2029
Departamento de
Proteção ao Meio
Ambiente
Eventos relacionados ao Dia da Árvore
21 de
setembro de
2024 - 2028
Departamento de
Proteção ao Meio
Ambiente
Palestras relacionadas a plantas tóxicas junho/2024 -
junho 2029
Secretaria Municipal de
Saúde
Departamento de
Proteção ao Meio
Ambiente
Fonte: Equipe técnica (2024).
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8. MANUTENÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA
Após a implantação de um projeto de arborização bem elaborado e
executado, medidas de manutenção precisam ser aplicadas. Arborização bem
planejada reduz a necessidade de manutenção (COPEL, 2015). O manejo da
arborização urbana, em especial as localizadas em via pública, deve ser
precedido de orientação e autorização de técnico habilitado. A copa e o
sistema de raízes deverão ser mantidos os mais íntegros possíveis, recebendo
poda somente mediante indicação técnica.
A manutenção compreende todas as práticas necessárias para manter
as árvores com saúde, vigor e sempre compatíveis com o ambiente urbano. As
atividades de manutenção mais comumente necessárias, no caso, são as
irrigações, as adubações complementares, os tratos preventivos ou curativos
de pragas e doenças, as podas e as substituições de indivíduos ou de espécies
(COPEL, 2015). Após a implantação da arborização, será indispensável a
vistoria periódica para a realização dos seguintes trabalhos de manejo e
conservação:
a) A muda deverá receber irrigação, pelo menos duas vezes por semana,
em períodos cuja temperatura média ultrapasse os 25º C, ou que não
haja precipitação de chuvas;
b) A critério técnico, a muda poderá receber adubação orgânica
suplementar por deposição em seu entorno;
c) Deverão ser eliminadas brotações laterais, principalmente basais,
evitando a competição com os ramos da copa por nutrientes e
igualmente evitando o entouceiramento;
d) Retutoramento periódico das mudas jovens; e
e) Em caso de morte ou supressão de muda, a mesma deverá ser reposta
em um período não superior a seis meses.
No Município de Corbélia, a manutenção em relação a podas de árvores
e triturações de folhas e galhos fica a cargo do Parque de Máquinas, já a
aquisição, autorização de remoção, plantio e replantio fica a cargo do
Departamento de Meio Ambiente.
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8.1. PODAS DE ÁRVORES
8.1.1. Tipos de podas
A poda é uma prática de manutenção essencial e de grande constância
na gestão da arborização de um município. A ABNT NBR 16246-1/22 define
poda como a retirada seletiva de partes indesejadas ou danificadas de uma
árvore, a fim de se alcançarem objetivos específicos. Nas árvores urbanas,
essa técnica proporciona o desenvolvimento saudável e compatível com o
espaço físico em que coexistem, além de garantir segurança, fitossanidade e
aspecto visual agradável para os indivíduos arbóreos (COPEL, 2015; SEITZ,
1996).
Apesar de sua importância e necessidade, a poda, quando realizada de
maneira incorreta ou excessiva, pode ser prejudicial às árvores. Sendo assim,
para que ocorra os objetivos benéficos da poda, é necessário reconhecer
alguns critérios importantes antes de se aplicar a técnica de corte, além dos
tipos de poda, utilizando a que for mais indicada para cada caso (SEITZ, 1996).
De acordo com a NBR 16246-1/22, visando os objetivos da poda, convém:
a) Considerar o ciclo de crescimento, a arquitetura e estrutura individual
das espécies, e o tipo de poda a ser executada;
b) Que não se retire mais que 25% da copa. O percentual e a distribuição
da folhagem a ser removida devem ser definidos de acordo com a
espécie, idade, estado sanitário e localização. Podas de maior
intensidade devem ser justificadas tecnicamente;
c) Que não se retire mais que 25% da folhagem de um galho, quando este
é cortado junto a outro galho lateral.
Ainda de acordo com a ABNT NBR 16246-1/22, os tipos de poda para a
manutenção da arborização urbana são:
I. Poda de condução: remove galhos com conflitos de espaço ou fracos,
promovendo um ou mais ramos-líderes, a distribuição equilibrada e a
eliminação de interferências com elementos construídos e/ou
equipamentos urbanos, desde que não comprometam a estrutura da
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copa
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II. Poda de limpeza: elimina os ramos secos e mortos que perderam sua
função na árvore e representam riscos devido à possibilidade de queda.
Também devem ser eliminados ramos ladrões e brotos de raiz, ramos
doentes e praguejados.
III. Poda de desrama ou raleamento: consiste na remoção selecionada de
galhos para reduzir a densidade de galhos vivos, visando a distribuição
equilibrada de ramos em galhos individuais.
IV. Poda de elevação da copa: remove ramos mais baixos da copa que
impedem a livre circulação de pessoas e veículos, proporcionando
espaços verticais. É importante restringir a remoção de ramos ao
mínimo necessário, pois o levantamento excessivo prejudica a
estabilidade da árvore e pode provocar o declínio de indivíduos adultos.
V. Redução: remove os galhos visando reduzir a altura e/ou largura da
copa e volume da copa, observando sempre a arquitetura típica de
espécie. O galho deve ser podado junto a outro que tenho no mínimo 1/3
do seu diâmetro.
VI. Poda emergencial: remove ramos que apresentam risco iminente de
queda, podendo comprometer a integridade física das pessoas, do
patrimônio público ou particular, pode ser realizada a qualquer momento,
sem necessidade de programação.
VII. Poda de latada: remove os galhos que crescem para fora do plano de
crescimento.
VIII. Poda de restauração: remove, de forma seletiva, galhos para aprimorar
a estrutura, forma e aparência de árvores que tenham sido destopadas,
vandalizadas ou danificadas.
8.1.2. Técnicas de Poda
Galhos de indivíduos arbóreos devem ser removidos de forma a se
evitar danos a outras partes da árvore, outras plantas e propriedades. Segundo
a ABNT NBR 16246-1/22, o corte que eliminará o galho desejado deve ser feito
juntamente ao tronco ou galho de origem, sem danificar a crista ou o colar
(Figura 73A) sem deixar toco de galho, resultando em uma superfície plana.
Para galhos
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grandes, direciona-se a técnica dos 3 cortes (Figura 73B), independentemente
do tipo de poda, juntamente com o auxílio de uma corda para guiar a sua
descida.
A técnica dos 3 cortes consiste em um corte inicial na parte inferior do
galho, não tão profundo (aproximadamente 1/3 do diâmetro), a uma distância
de no mínimo 30 cm do tronco. O segundo corte é feito um pouco mais distante
do tronco, uns 2 a 3 cm do primeiro corte, na parte superior e um pouco mais
profundo (2/3 do diâmetro) até a ruptura do galho. O terceiro corte é realizado
de modo a se retirar o toco de galho restante, visto que o mesmo estará com
maior facilidade de acesso e manuseio de equipamento, atentando-se ao colar
e à crista da casca no momento do corte (SÃO PAULO, 2014; SEITZ, 1996).
Figura 73. (a) Colar e Crista da árvore. (b) Técnica 3 cortes.
Fonte: São Paulo (2014).
O início do período vegetativo de uma árvore é a época mais propícia
para a realização da poda, pois é momento em que a árvore consegue realizar
os processos de cicatrização, visto que seu metabolismo está mais ativo. Não
há uma determinação da época ideal para realizar a poda, no entanto, de
maneira geral, será entre início da primavera e final do verão (São Paulo,
2014).
A B
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É imprescindível que durante a técnica de poda sejam utilizados
equipamentos específicos para tal atividade, bem como equipamentos que
proporcionem a segurança tanto do operador (equipamentos de proteção
individual), quanto do indivíduo arbóreo, estruturas próximas, possíveis
veículos e pedestres (equipamentos de proteção coletiva).
São exemplos de equipamentos para podas:
I. Tesoura de poda simples
II. Tesourão
III. Serras de arco ou serras manuais curvas
IV. Podão
V. Moto poda
VI. Motosserra
São exemplos de equipamentos de proteção individual (EPI)
I. Capacetes
II. Óculos de proteção
III. Protetores auriculares
São exemplos de equipamentos de proteção coletiva (EPC)
I. Fitas de isolamento
II. Cones
III. Placas de sinalização
IV. Apitos
V. Cordas (escoramento da queda de galhos)
As podas junto às redes aéreas exigem, portanto, além de
equipamentos de segurança, precaução aos afastamentos mínimos, conforme
apresentado na Tabela 15 e Figura 74.
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Tabela 15. Distância mínima de segurança após a poda
Tipos de redes Distância mínima de segurança após
a poda
Rede de alta tensão em 138 kv 4,30 m
Rede de alta tensão em 138 kv 4,00 m
Rede convencional ou protegida de média tensão
em 34,5 kv 2,00 m
Rede convencional ou protegida de média tensão
em 13,8 kv 2,00 m
Rede convencional de baixa tensão em 110 ou
220 kv 1,00 m
Fonte: COPEL (2015).
Figura 74. Distância de segurança mínima para a realização de poda
Fonte: Adaptada de COPEL (2015).
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É importante ressaltar que a responsabilidade quanto à poda de árvores
incide sobre a Prefeitura Municipal de Corbélia, sendo o Parque de Máquinas o
responsável pela execução da poda. Porém, cabe às concessionárias de
energia a execução quando, pela proximidade com as redes, constituir risco
iminente de acidentes e interrupções no fornecimento de energia (COPEL,
2015).
8.1.3. Destinação final ambientalmente adequada aos resíduos de poda
Após a finalização das podas é fundamental que os resíduos gerados
sejam agrupados e retirados para não comprometer as vias de acesso de
pedestres e veículos automotores e, ainda, para que não bloqueie o acesso da
água pluvial aos bueiros. Atualmente, após a retirada dos resíduos advindos
dos subprodutos da arborização, uma empresa terceirizada é responsável pela
coleta, transporte e destinação adequada dos resíduos.
8.1.4. Poda Drástica
Entende-se como poda drástica aquela cujo corte remove mais de 30%
da copa de uma árvore ou arbusto. Essa prática desestabiliza o indivíduo
vegetal, pois gera um desequilíbrio entre a copa e as raízes. Além disso, os
diversos galhos cortados tendem a brotar novos galhos, como resposta ao
corte e na intenção de garantir a sobrevivência da árvore, no entanto, esses
galhos novos crescem desordenados, proporcionando um visual desajeitado
para o indivíduo arbóreo.
A lei n° 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) informa no Art. 49 “Destruir,
danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de
ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia”.
Sendo assim, a poda drástica é considerada um crime segundo essa lei.
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8.2. REMOÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE ÁRVORES
A remoção de árvores significa a retirada permanentemente do local, por
consequência, de local indevido, ou obstrução de equipamentos urbanos. Já a
substituição de árvores decorre principalmente de más condições e espécies
inadequadas, permitindo o replantio de outro indivíduo arbóreo no mesmo
local, porém seguindo as técnicas adequadas de plantio e de escolha de
espécies.
Durante a realização do levantamento de dados para o inventário,
alguns critérios foram considerados para determinar a remoção ou substituição
de um indivíduo arbóreo. Estão eles listados a seguir:
● Remoção:
a) Árvores próximas uma da outra;
b) Árvores próximas a postes de iluminação pública ou de energia;
c) Árvores próximas às esquinas;
d) Árvores próximas às placas de sinalização;
e) Árvores próximas a bueiros e sarjeta;
f) Árvores próximas à entrada de garagem;
g) Árvores próximas aos muros de residências.
● Substituição:
a) Árvores desalinhadas;
b) Árvores doentes ou em condições fitossanitárias precárias;
c) Árvores consideradas exóticas invasoras pela portaria IAP nº 59/2015
(substituir gradativamente, pois deverá analisar os impactos visuais e o
conforto ambiental);
d) Árvores de grande porte sob fiação elétrica.
A remoção de exemplares arbóreos poderá ser realizada,
excepcionalmente, e de acordo com a avaliação técnica:
a) Quando o corte for indispensável à realização de obra, após
comprovação técnica da inexistência de alternativa locacional;
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b) Quando o estado fitossanitário da árvore o justificar;
c) Quando a árvore apresentar risco iminente de queda;
d) Quando o plantio irregular ou a propagação espontânea de espécies
arbóreas impossibilitam o desenvolvimento adequado de árvores
vizinhas;
e) Quando se tratar de espécie com princípios tóxicos;
f) Quando se tratar de espécie causadora de prejuízo à saúde das
pessoas, mediante atestado médico;
g) Quando se tratar de espécie causadora de prejuízo à biodiversidade
local (invasoras);
h) Em caso de interesse público, quando justificado e comprovado
através de laudo técnico.
Após a determinação da remoção ou substituição de um indivíduo
arbóreo, é essencial que se defina o prazo para realizar tal prática, para que se
evite a defasagem retirando muitas árvores de uma única vez, provocando o
desconforto térmico e visual.
Para isto, define-se tais prazos:
● Curto prazo (2 anos): Árvore em estado doente (oca e/ou com problema
de raiz), morta, com risco de queda de galho ou outras partes,
inadequadas por possuírem frutos carnosos e de grande volume,
produzidos em grande quantidade, obstruindo poste de iluminação, com
inclinação acentuada, em esquinas ou quando necessária substituição
gradativa de espécies exóticas invasoras.
● Médio prazo (4 anos): Árvore encontrada a menos de cinco metros de
poste de iluminação, que esteja causando danos ao meio fio, bueiro e
muro.
● Longo prazo (5 anos): Árvore encontrada a menos de cinco metros de
esquinas, fora de padrão (muito alta, muito velha), a menos de dois
metros de bueiros, fora do alinhamento ou a menos de 50 cm do meio
fio.
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Os Quadros 3, 4 e 5, indicam quais os indivíduos arbóreos que
necessitam de remoção e/ou substituição em curto, médio e longo prazo,
respectivamente.
8.2.1. Remoção de tocos
Os tocos resultantes do corte total de uma árvore, frequentemente,
permanecem nas vias públicas. Portanto, é fundamental proceder com a sua
remoção. Uma abordagem eficaz envolve a realização de uma escavação ao
redor do toco, aparando e removendo as raízes mais espessas, permitindo
assim a retirada de todo o sistema radicular, como ilustrado na Figura 75.
Figura 75. Remoção de toco por escavação.
Fonte: CASA E JARDIM (2024).
Outra alternativa viável é a remoção dos tocos utilizando equipamentos
especializados, como um triturador, que reduz as partes do toco, facilitando a
remoção, como mostra a Figura 76. Ao optar por essa abordagem, é essencial
utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e uma tela de proteção.
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Figura 76. Remoção de toco com triturador.
Fonte: CASA E JARDIM (2024).
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9. MONITORAMENTO DAS ÁRVORES URBANAS
Após a implantação do plano de arborização, o monitoramento é de
fundamental importância, sendo o principal instrumento de controle e
planejamento, visando garantir o melhor desenvolvimento da arborização no
município.
Para auxiliar no monitoramento da arborização urbana, o Município de
Corbélia dispunha do portal Geo Municipal (Figura 77 e 78), plataforma de
banco de dados do qual registram-se informações, por meio de celulares,
tablets e computadores, das características das árvores e do meio, bem como
das alterações ocorridas ao passar do tempo. Sendo assim, nesta plataforma
online é possível acompanhar o desenvolvimento de cada indivíduo arbóreo,
realizando o controle e monitoramento de todos os pontos.
Figura 77. Página de cadastro de indivíduos arbóreos.
Fonte: Geo Municipal (2024).
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Figura 78. Páginas de preenchimento das características das árvores e do meio.
Fonte: Geo Municipal (2024).
Até a elaboração deste Plano, não há um conselho específico para lidar
com as questões da arborização urbana no município. No entanto, é
necessário a formação de um comitê capacitado para conduzir todas as
atividades de monitoramento e gestão da arborização de Corbélia. O comitê
deve ser composto de ao menos um profissional com habilitação específica
para tanto (engenheiro florestal, engenheiro agrônomo e biólogo, de acordo
com as atribuições profissionais previstas pela Lei nº 5.194/66 e Resolução nº
218/73 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, bem como pela Lei
nº 6.684/79 e Resolução nº 227/10 do Conselho Federal de Biologia) e demais
profissionais de outras formações, podendo integrar a equipe membros da
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de
Agricultura, e Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, por exemplo.
O monitoramento da arborização no município deve ser realizado de
maneira contínua. Assim sendo, o comitê é responsável por manter atualizadas
as informações qualitativas e quantitativas contidas no inventário arbóreo, de
maneira sistemática e/ou, ao menos, uma vez por ano. É essencial que sejam
registradas informações das possíveis situações:
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1) Necessidades de remoção ou substituição de árvores, bem como o
tempo para a realização da ação (urgente, curto, médio ou longo prazo);
2) Necessidades de poda, o prazo para realização da atividade bem como
qual será a poda aplicada (condução, levantamento, limpeza, dentre
outras);
3) Aparecimento de pragas e doenças, e as possíveis soluções;
4) Danos estruturais e as possíveis soluções e remediações;
5) Monitoramento após vendavais e outros eventos climáticos extremos,
bem como acidentes provindos das árvores urbanas;
6) Necessidade de novos plantios.
O comitê também deve designar o cronograma de prazos e os
profissionais especializados que realizarão as atividades, podendo estes
profissionais serem terceirizados, ou uma equipe composta da própria
prefeitura e treinada para tanto.
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10. GESTÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA
10.1. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
Para garantir a eficiência da arborização urbana, é fundamental a
harmonização do planejamento da arborização urbana com o que dispõe no
Plano Diretor Municipal e nas leis municipais específicas, já especificadas no
tópico 2.7, são elas:
● Lei nº 775/2012, que institui o Plano Diretor Municipal;
● Lei nº 778/2012, que dispõe sobre o Parcelamento do Solo;
● Lei n° 779/2012, Lei do Sistema viário;
● Lei nº 168/1988, que institui o Código de Posturas no Município de
Corbélia e dá outras providências
Para a melhor eficiência da arborização no Município de Corbélia, no
Anexo 1 há um projeto de lei específica para arborização urbana.
10.2. ESTRUTURA TÉCNICO-OPERACIONAL
A arborização urbana terá seu gerenciamento realizado por meio de
uma estrutura operacional, que demanda investimentos em recursos humanos,
equipamentos e infraestrutura.
No Quadro 14 está disposto a equipe de profissionais envolvida
atualmente na execução do Plano de Arborização e na Tabela 16 estão
apresentados os recursos mínimos necessários para execução do plano,
juntamente com um orçamento com cotação atualizada.
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Quadro 14. Equipe técnica para execução do Plano de Arborização do Município de Corbélia.
PROFISSIONAIS DEPARTAMENTO CARGO
R
e
c
urs
o
s
H
u
m
a
n
o
s
Andreo E. Fontana Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio
Ambiente
Gestor Ambiental - Secretário de Desenvolvimento
Econômico e Meio Ambiente
David Lube Filho Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio
Ambiente - Departamento de Proteção ao Meio Ambiente
Diretor do Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Vinicius R. Guedes Secretaria Municipal de Agricultura - Departamento de
Agricultura e Desenvolvimento Agropecuário Engenheiro Agrônomo – CREA-PR: 131991/D
Equipe operacional
(poda e plantio) Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo Serviços Gerais
Equipe operacional
(corte) Contratação Terceirizada
Fonte: Equipe técnica (2024)
Tabela 16. Recursos necessários a execução do PMAU.
QUANT.
MÍNIMA RECURSOS DESCRIÇÃO ORÇAMENTO (R$)
M
aterial P
erm
a
n
e
nte
(substituiç
ã
o
após perc
a
ou dano do
equipa
m
ento)
1
Veículo utilitário e reboque do tipo
carretinha
Execução das atividades de transporte da equipe,
insumos, equipamentos, mudas etc. 72.900,00
3 Pá Utilização na implantação e manejo 110,16
3 Enxada Utilização na implantação e manejo 179,25
1 Motosserra Utilização em podas e supressões 1.103,49
2 un. de cada Podão, serrote e tesourão Utilização em podas de galhos de
diferentes espessuras e alturas 1.230,81
3 Cabo extensor Auxiliar na execução de podas de galho altos 504,72
1 Perfurador de solo com broca Abertura de covas para plantio 1118,90
TOTAL 77.147,33
(continua)
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QUANT.
MÍNIMA RECURSOS DESCRIÇÃO ORÇAMENTO (R$)
M
aterial d
e
C
o
n
s
u
m
o
(reno
v
ar o
estoque
a
c
ada
ano
ou quando
ne
c
essário)
5 un. de cada Capacete, óculos de proteção, protetor
auricular, e outros EPI 592,04/ano
2 caixas/kits Fita de isolamento, cones, cordas, e
outros Equipamentos de proteção coletiva (EPC) 559,49/ano
1 de 30 kg Gel Polímero Hidroretentor Utilização nos plantios 742,40/ano
3 de 40 kg Fertilizante químico Utilização nos plantios 654,00/ano
5 de 25 kg Adubo orgânico Utilização nos plantios 923,10/ano
- Madeira para confeccionar os tutores Utilização nos plantios -
TOTAL 3.471,03/ano
Fonte: Equipe técnica (2024).
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10.3. DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA
As atividades que viabilizam a execução do Plano de Arborização
Urbana estão sujeitas à disponibilidade de recursos humanos, materiais e
financeiros da Prefeitura Municipal de Corbélia.
O orçamento a seguir, apresentado no Tabela 17, baseou-se na cotação
atual e nas estimativas de custo disponíveis no momento da elaboração do
plano. No entanto, é importante ressaltar que esse valor pode ser ajustado ao
longo do tempo, conforme as necessidades e demandas que surgirem durante
a implementação das ações.
Inicialmente, para o ano de 2024 e 2025, o orçamento apoiou-se
exclusivamente nos fundos municipais para financiamento das atividades. No
entanto, é estratégico buscar parcerias nos anos subsequentes para assegurar
a execução eficaz do cronograma.
Sendo assim, deverá ser elaborada e ajustada, uma vez ao ano, a
dotação orçamentária dos recursos financeiros, para a programação anual do
município no período administrativo seguinte, de acordo com a proposta
vigente.
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Tabela 17. Dotação orçamentária.
AÇÃO DOTAÇÃO ARÇAMENTARIA/ANO
2024* 2025 2026 2027 2028 2029**
Submissão do Plano Municipal de Arborização Urbana ao MPPR -
Elaboração da Lei de Arborização Urbana -
Abertura de Concurso Público – Aquisição de recursos humanos A definir
Reunião de planejamento semestral da equipe técnica - - - - -
Treinamento da equipe 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00
Palestras e entrevistas para a população sobre o Plano Municipal de
Arborização Urbana e sua execução - - - - - -
Palestra para a gestão municipal, com objetivo de difundir boas práticas
para gestão de arborização urbana - - - - - -
Aquisição de material permanente 1392,90 1230,81 504,72 1118,90 00,00 72.900,00
Aquisição de material de consumo 1735,52 3.471,03 3.471,03 3.471,03 3.471,03 3.471,03
Distribuição de cartilha para escolas em formato digital e impresso 2.150,00 2.150,00 2.150,00
Anúncios em rádios locais a respeito da arborização urbana 2.560,00 5.120,00 5.120,00 5.120,00 5.120,00 2.560,00
Publicações sobre arborização urbana nas redes sociais do município - - - - - -
Solicitação/aquisição de mudas 19.500,00 39.000,00 39.000,00 39.000,00 39.000,00 19.500,00
Plantio e substituição de árvores urbanas 120.000,00 120.000,00 120.000,00 120.000,00 60.000,00
Implantação de procedimentos para trâmite de solicitação de corte e
poda 5.100,00
Programa de doação com plantio orientado 3.770,00 3.770,00 3.770,00 3.770,00 1.885,00
Elaboração de relatórios de plantios, podas substituições e cortes - - - - -
Fiscalização do plantio em novos loteamentos 690,00 1.380,00 1.380,00 1.380,00 1.380,00 690,00
Revisão do Plano de Arborização A definir
TOTAL/ANO 29.228,42 180.271,84 176.595,75 175.059,93 176.091,03 162.206,03
Nota: (*) Refere-se ao segundo semestre de 2024; (**) Refere-se ao primeiro semestre de 2029.
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Uma alternativa de parceria para a implementação da arborização, é
integrar-se ao Programa Paraná Mais Verde. Esse programa, fruto da
colaboração entre a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e o
IAT, pode complementar a implantação da arborização em Corbélia. Seu
propósito é promover a conscientização ambiental e impulsionar o
desenvolvimento ambiental, econômico e social, através da produção e plantio
de árvores nativas em áreas que necessitam de restauração ou maior
arborização.
Algumas linhas de ação do programa incluem: Revitaliza viveiros,
Viveiros Socioambientais, Incentivo a Espécies Ameaçadas de Extinção, Datas
comemorativas, Parques Urbanos e Poliniza Paraná. A aquisição de mudas
nativas pode ser solicitadas vias requerimento simplificado ou pelo Sistema de
Gestão Ambiental (SGA).
Outra alternativa para obter os recursos necessários à implantação da
arborização no município é a instituição do Fundo de Arborização Urbana. Este
fundo tem como objetivo centralizar os recursos disponíveis para o
Departamento de Proteção ao Meio Ambiente, visando o contínuo e
progressivo desenvolvimento da arborização na cidade.
10.4. VIABILIZAÇÃO DO GERENCIAMENTO DO PLANO
A coordenação da arborização urbana é atribuição primordial do
Departamento de Proteção ao Meio Ambiente. No entanto a colaboração entre
diferentes secretarias municipais é fundamental para garantir o sucesso do
plano municipal de arborização urbana.
As áreas administrativas envolvidas no gerenciamento do plano, assim
como a descrição das etapas estão descritos no Quadro 15.
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Quadro 15. Estrutura técnico-operacional
ETAPA DESCRIÇÃO RESPONSÁVEL
Planejamento
Predefinir o tipo de
amostragem e metodologia
para quantificação de todos os
exemplares, definir a equipe
técnica.
Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Econômico e Meio
Ambiente - Departamento de Proteção
ao Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Agricultura -
Departamento de Agricultura e
Desenvolvimento Agropecuário
Implantação
Execução de diretrizes
definidas no plano através de
funcionários municipais e
estaduais.
Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Econômico e Meio
Ambiente - Departamento de Proteção
ao Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Agricultura -
Departamento de Agricultura e
Desenvolvimento Agropecuário
Secretaria Municipal de Obras e
Urbanismo
Manejo
Manutenção periódica prédefinida, para verificação e
correção de situações
adversas ao plano.
Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Econômico e Meio
Ambiente - Departamento de Proteção
ao Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Agricultura -
Departamento de Agricultura e
Desenvolvimento Agropecuário
Secretaria Municipal de Obras e
Urbanismo
Licenciamento
Autorização oficial para
realizar modificações de
cunho ambiental e
relacionadas ao plano
arbóreo.
Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Econômico e Meio
Ambiente - Departamento de Proteção
ao Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Agricultura -
Departamento de Agricultura e
Desenvolvimento Agropecuário
Fiscalização
Vistorias periódicas que
inspecionam o município para
as diretrizes do plano.
Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Econômico e Meio
Ambiente - Departamento de Proteção
ao Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Agricultura -
Departamento de Agricultura e
Desenvolvimento Agropecuário
Fonte: Equipe técnica (2024).
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11. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO
Com a intenção de direcionar o estabelecimento do Plano Municipal de
Arborização Urbana, o Quadro 16 apresenta um cronograma de ações a serem
realizadas, com o detalhamento dos resultados mínimos esperados que
deverão ser atingidos anualmente.
A elaboração do cronograma levou em consideração a fase de
transição, atentando que o município necessita de um período de adaptação,
por conta das novas atividades técnicas que deverão ser executadas
frequentemente.
A execução do cronograma será monitorada e fiscalizada pelo Ministério
Público do Paraná, sendo assim, é fundamental que a equipe executora realize
reuniões semestrais para planejar a elaboração das atividades propostas e
inclusão de novas ações.
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Quadro 16. Cronograma de execução
AÇÃO
2
0
2
4*
2
0
2
5
2
0
2
6
2
0
2
7
2
0
2
8
2
0
2
9**
RESULTADO MÍNIMO RESPONSÁVEIS
Submissão do Plano Municipal de Arborização
Urbana ao MPPR X
Obter a aprovação do Comitê de
Trabalho Interinstitucional para Análise
dos Planos Municipais de Arborização
Urbana do Estado do Paraná
Prefeitura Municipal
Elaboração da Lei de Arborização Urbana X
Obter aprovação da Lei na Câmara de
Vereadores de Corbélia
Prefeitura Municipal e Departamento de
Proteção ao de Meio Ambiente
Reunião de planejamento semestral da equipe
técnica X X X X X X
2 reuniões por ano (um janeiro e outra
em junho) para definição das ações,
estratégias e ajustes de orçamento
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Abertura de concurso público X
Contratação de servidores até
dezembro de 2025 Prefeitura Municipal
Treinamento da equipe X X X X X X
1 treinamento anual de capacitação
(junho de cada ano)
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Palestras e entrevistas para a população sobre
o Plano Municipal de Arborização Urbana e sua
execução
X X X X X X
1 palestra no mês de setembro de cada
ano
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Palestra para a gestão municipal, visando
difundir boas práticas para gestão de
arborização urbana
X X X X X X 1 palestra no mês de maio de cada ano
Prefeitura Municipal e Departamento de
Proteção ao Meio Ambiente
Aquisição de equipamentos técnicooperacionais X X X X X X
Equipe técnica segura e equipada na
implantação e manejo da arborização
Prefeitura Municipal e Departamento de
Proteção ao Meio Ambiente
(continua)
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AÇÃO
2
0
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2
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2
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2
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2
0
2
8
2
0
2
9**
RESULTADO MÍNIMO RESPONSÁVEIS
Distribuição de cartilha para escolas em
formato digital e impresso X X X Divulgação do Plano de Arborização
Secretaria Municipal de Educação e
Cultura e Departamento de Proteção ao
Meio Ambiente
Anúncios em rádios locais a respeito da
arborização urbana X X X X X X 1 spots por semestre (janeiro e junho) Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Publicações sobre arborização urbana nas
redes sociais do município de Corbélia X X X X X X
1 publicações por semestre (maio e
dezembro)
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Solicitação/aquisição de mudas X X X X X X
Aquisição de mudas por ano (conforme
for a necessidade)
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Plantio e substituição de árvores urbanas X X X X X Município mais arborizado e seguro
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Implantação de procedimentos para trâmite de
solicitação de corte e poda X
Solicitação de corte e poda ser
realizada de maneira online
Prefeitura Municipal e Departamento de
Proteção ao Meio Ambiente
Programa de doação com plantio orientado X X X X X
Atender a pelo menos 50% das
solicitações
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Elaboração de relatórios de plantios, podas
substituições e cortes X X X X X
Documentar qualquer alteração na
arborização urbana do município
(atualizações mensais)
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
Fiscalização do plantio em novos loteamentos X X X X X X
Arborização dos novos loteamentos
estar de acordo com o Plano de
Arborização
Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente
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AÇÃO
2
0
2
4*
2
0
2
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2
6
2
0
2
7
2
0
2
8
2
0
2
9**
RESULTADO MÍNIMO RESPONSÁVEIS
Revisão do Plano de Arborização X Plano de Arborização atualizado Prefeitura Municipal e Departamento de
Proteção ao Meio Ambiente
Nota: (*) Refere-se ao segundo semestre de 2024; (**) Refere-se ao primeiro semestre de 2029
Fonte: Equipe técnica (2024).
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Redação Tarobá News. 2020. Disponível em:
<https://tarobanews.com/noticias/cidade/corbelia- sofre-varios-danos-apos-temporaleRj6V.html>. Acesso em: jan. de 2023.
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ANEXOS
ANEXO 1
Minuta de Lei do Plano de Arborização
PROJETO DE LEI Nº xx/xxx
Institui o Plano Municipal de Arborização
Urbana no Município de Corbélia, e dá
outras providências.
O PREFEITO MUNICIPAL DE CORBÉLIA, PR, no uso das atribuições que lhe
confere a Lei, apresenta o seguinte Projeto de Lei
Art. 1º Fica instituído o Plano Municipal de Arborização Urbana no Município de
Corbélia, um instrumento de planejamento e disciplina municipal para a execução da
política de plantio, manejo, preservação e expansão da Arborização Urbana de
espaços públicos no município.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 2º Esta Lei dispõe sobre as normas de Arborização Urbana no âmbito do
Município de Corbélia e constitui-se como um instrumento de planejamento e
manutenção da qualidade de vida no meio urbano e têm como objetivos:
I. Valorizar a Arborização Urbana como vínculo necessário entre o meio
antrópico e o bioma natural, qualificando a paisagem urbana;
II. Definir as diretrizes de planejamento, implantação e manejo da Arborização
Urbana;
III. Implementar e manter a Arborização Urbana visando a melhoria da qualidade
de vida, da ambiência urbana e o equilíbrio ambiental;
IV. Integrar e envolver a população e as organizações públicas e privadas com
vistas à manutenção e a preservação da Arborização Urbana;
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V. Compatibilizar a Arborização Urbana com as estruturas urbanas, de forma a
viabilizar a coexistência harmônica de ambas; e
VI. Desenvolver programas de educação ambiental que visem reduzir a
depredação e infrações relacionadas a danos à vegetação, conscientizando a
comunidade da importância da preservação e manutenção das espécies
existentes na Arborização Urbana.
CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES
Art. 3º Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:
I. Arborização Urbana: o conjunto de exemplares arbóreos que compõe a
vegetação localizada em área urbana;
II. Manejo: as intervenções aplicadas à arborização, mediante o uso de técnicas
específicas, com o objetivo de mantê-la, conservá-la e adequá-la ao
ambiente;
III. Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU): instrumento de gestão
ambiental que determina a metodologia a ser aplicada no manejo da
Arborização Urbana, no que diz respeito ao planejamento das ações,
aplicação de técnicas de implantação e de manejo e estabelecimento de
cronogramas e metas;
IV. Espécie Nativa: espécie que apresenta suas populações naturais dentro dos
limites da distribuição geográfica da área em questão, no caso, os limites do
município;
V. Espécie Exótica: qualquer espécie fora de sua área natural de distribuição
geográfica;
VI. Espécie Exótica Invasora: espécie ocorrente fora da sua área natural de
distribuição, presente ou pretérita, que, uma vez introduzida se adapta e se
reproduz invadindo os ambientes das espécies nativas, com reflexos
negativos também para a economia e para a saúde humana, conforme
Portaria IAP nº 59/2015;
VII. Biodiversidade: a variabilidade ou diversidade de organismos vivos existentes
em uma determinada área;
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VIII. Calçada: parte da via, normalmente segregada e em nível diferente,
reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de
mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins;
IX. Faixa Livre: faixa de calçada destinada à livre circulação de pedestres,
desobstruída de mobiliário e equipamentos urbanos e demais obstáculos
permanentes ou temporários;
X. Faixa de Serviço: faixa de calçada localizada entre a faixa livre e a pista de
rolamento, destinada a implantação do mobiliário urbano e demais elementos
autorizados pelo poder público. Deve ter superfície regular, firme e estável,
ser construída de material durável, antiderrapante sob qualquer condição,
admitindo-se inclinação transversal da superfície até três por cento para pisos
externos e inclinação longitudinal máxima de cinco por cento;
XI. Faixa de Acesso: faixa de passagem da área pública para o lote, fica
localizada entre a faixa livre e a testada do terreno;
XII. Circunferência a Altura do Peito – CAP: circunferência média do tronco da
árvore medido à cerca de 1,30m de altura em relação ao solo;
XIII. Tronco: porção inferior da altura de uma árvore, desde o solo até a primeira
ramificação; e
XIV. Calçada Ecológica: calçada pública cuja faixa de serviço tem largura de, pelo
menos, 1,00m, sendo gramado em no mínimo cinquenta por cento da área,
cuja faixa livre tem largura de 1,50m e cuja faixa de acesso tem no mínimo
cinquenta por cento de área permeável gramada.
CAPÍTULO III
DAS DIRETRIZES DA ARBORIZAÇÃO URBANA
Art. 4º O Poder Público, para garantir o planejamento, a manutenção e o manejo da
Arborização Urbana, deverá observar as seguintes diretrizes:
I. Utilizar preferencialmente espécies nativas regionais em projetos de
arborização de ruas, avenidas e de terrenos privados, com vistas a promover
a biodiversidade, vedado o plantio de espécies exóticas invasoras;
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II. Compatibilizar o planejamento da arborização com os projetos de
infraestrutura urbana, em especial, nos casos de abertura ou ampliação de
novos logradouros, praças, loteamentos e redes da infraestrutura
subterrânea;
III. Diversificar as espécies utilizadas na arborização pública e privada, como
forma de assegurar a estabilidade e a preservação da floresta urbana e a
diversidade da fauna;
IV. Promover o planejamento e implementação de canteiros centrais das
avenidas no município que garantam condições para receber arborização,
conforme as normas estabelecidas na presente Lei;
V. Realizar plantios preferencialmente em ruas aprovadas, com calçada pública
definida e meio-fio existente;
VI. Identificar e planejar a arborização na revitalização de espaços urbanos,
como forma de melhorar a qualidade cênica da paisagem urbana;
VII. Priorizar a compatibilização das espécies já existentes na recomposição e
complementação da arborização, excluindo as espécies exóticas invasoras
gradualmente; e
VIII. Pleitear e priorizar a utilização de cabos revestidos em novos projetos e na
substituição de redes elétricas, compatibilizando-os com a Arborização
Urbana, fomentando ações junto às concessionárias de redes aéreas.
Parágrafo único. É permitida a participação comunitária na arborização, desde que
autorizada pelo Departamento de Proteção ao Meio Ambiente, nos termos desta Lei
e regulamento próprio.
Art. 5º Quanto ao monitoramento da arborização, o Departamento de Proteção ao
Meio Ambiente deverá:
I. Manter atualizado os dados e documentos referentes à Arborização Urbana,
com vistas a manter o cadastro permanentemente atualizado,
geoespacializando as informações dos exemplares arbóreos localizados em
áreas públicas;
II. Regular a distribuição de mudas à população por empresas públicas ou
privadas.
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III. Registrar todas as demandas referente à Arborização Urbana no cadastro de
Geo Portal do Município.
CAPÍTULO IV
DA PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO NO TRATO DA ARBORIZAÇÃO
Art. 6º O Departamento de Proteção ao Meio Ambiente deverá desenvolver
programas de educação ambiental para a população de forma a:
I. Informar e conscientizar a comunidade da importância da preservação e
manutenção da Arborização Urbana;
II. Reduzir a depredação e o número de infrações administrativas relacionadas a
danos à vegetação;
III. Compartilhar ações público-privadas para viabilizar a implantação e
manutenção da Arborização Urbana, através de projetos de gestão
compartilhada com a sociedade;
IV. Estabelecer convênios ou intercâmbios com instituições de ensino, com
intuito de pesquisar e testar o cultivo de espécies arbóreas para o
melhoramento vegetal, quanto à resistência, diminuição da poluição, controle
de pragas e doenças, entre outras;
V. Conscientizar a população da importância da implantação de calçadas
ecológicas ou a construção de áreas permeáveis em torno de cada árvore,
vegetando-os com grama ou mudas de flores, bem como nos locais em que
haja impedimento do plantio de árvores; e
VI. Conscientizar a comunidade da importância do plantio de espécies nativas
em áreas urbanas, visando à preservação e a manutenção do equilíbrio
ecológico.
CAPÍTULO V
DA PRODUÇÃO DE MUDAS E PLANTIO
Art. 7º A execução do plantio deverá ser feita de acordo com os Anexos I e II,
obedecendo aos seguintes critérios:
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I. Providenciar abertura da cova com dimensões mínimas de 60 cm de altura,
largura e profundidade;
II. Retirar o solo, e utilizado uma mistura de 2/4 de terra argilosa, ¼ de areia
argilosa e ¼ de composto orgânico.
III. Deverá ser utilizado um tutor em auxílio à fixação da muda, o qual deverá ser
colocado antes dela, em profundidade que permita sua estabilidade.
IV. Os tutores devem ter a espessura de 0,04 m x 0,04m e com altura de 2,70m,
devendo ser confeccionado com madeira. Para fixar a árvore ao tutor deve
ser feita a amarração em forma de oito deitado, de modo que um dos elos
envolva o caule e o outro o tutor, em número de dois ou mais, em pontos
equidistantes da muda, devendo ser utilizado materiais compatíveis.
V. A muda com tronco bem definido deve ser plantada na mesma altura em que
se encontrava no viveiro, sem enterrar o caule e sem deixar as raízes
expostas.
Art. 8º As mudas para plantio deverão atender as especificações constantes nos
Anexos I e II.
Art. 9 A distância mínima entre as árvores e os elementos urbanos deverá ser de:
I. Espaço mínimo entre árvores de pequeno porte 4,00 m
II. Espaço mínimo entre árvores de médio e grande porte 7,00 m
III. Distância do alinhamento Predial (esquina) 4,00 m
IV. Distância de Postes 4,00 m
V. Distância da entrada de garagem 1,00 m
VI. Distância da sarjeta 0,50 m
VII. Medidas laterais da área permeável de plantio 1,00 m x 1,20 m
VIII. Boca de lobo (sistemas de drenagem urbana) 2,00 m
Art. 10. Nas calçadas públicas, o proprietário do imóvel contíguo deverá construir
área permeável, na faixa de serviço em torno de cada árvore existente ou a ser
implantada, atendendo aos seguintes critérios:
I. Manter dimensões mínimas de 1 metro de largura x 1,20 m de comprimento,
sem pavimentação; e
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II. Vegetar com grama ou mudas de flores.
§ 1º Em calçadas públicas deve-se preservar faixa livre de, no mínimo, 1,20 m para
a mobilidade humana. Onde não for possível compatibilizar a faixa livre com a área
permeável, deve-se priorizar a mobilidade humana, podendo a área permeável ser
reduzida até 0,70 m de largura, preservando a medida de 1,20 m de comprimento;
§ 2º Em calçadas públicas cuja largura seja inferior a 1,50 m não será implantada
Arborização Urbana;
§ 3º Em calçadas construídas sem faixa de serviço, anteriormente à vigência desta
Lei, a Prefeitura Municipal irá abrir as áreas permeáveis com os respectivos novos
plantios de árvores;
§ 4º A área permeável poderá ter cobertura em grade ou por blocos pré-moldados
do tipo “concregrama” não rejuntados, para o nivelamento com a faixa livre, sendo
que estes elementos devem ser ajustados ao desenvolvimento do espécime para
não prejudicar tronco ou raízes.
CAPÍTULO VI
DO MANEJO E CONSERVAÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA
Art. 11. Após a implantação da arborização, de acordo com as espécies
recomendadas (Anexo III) será indispensável à vistoria periódica para a realização
dos seguintes trabalhos de manejo e conservação:
I. A muda deverá receber irrigação, pelo menos duas vezes por semana, em
períodos cuja temperatura média ultrapasse os 25º C, ou que não haja
precipitação de chuvas;
II. A critério técnico, a muda poderá receber adubação orgânica suplementar por
deposição em seu entorno;
III. Deverão ser eliminadas brotações laterais, principalmente basais, evitando a
competição com os ramos da copa por nutrientes e igualmente evitando o
entouceiramento;
IV. Retutoramento periódico das mudas jovens; e
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V. Em caso de morte ou supressão de muda, a mesma deverá ser reposta em
um período não superior a seis meses.
Parágrafo único. O manejo de Arborização Urbana, em especial as localizadas em
via pública, deve ser precedido de orientação e autorização de técnico habilitado do
Departamento de Proteção ao Meio Ambiente.
Art. 12. Priorizar o atendimento preventivo à arborização com vistorias periódicas e
sistemáticas, tanto para as ações de condução como para reparos às danificações.
Art. 13. A copa e o sistema de raízes deverão ser mantidos os mais íntegros
possíveis, recebendo poda somente mediante indicação técnica do Departamento
de Proteção ao Meio Ambiente.
Art. 14. A poda, o transplante e a supressão de vegetais arbóreos deverão observar,
sempre que possível, a existência de nidificação habitada.
§1º Constatada a presença de nidificação habitada nos vegetais a serem removidos,
transplantados ou podados, estes procedimentos deverão ser adiados até o
momento da desocupação dos ninhos, sob pena de nulidade da respectiva
autorização e responsabilização civil, administrativa e penal, salvo em casos de
urgência, pela manifesta ruína de espécies vegetais arbóreos em decorrência de
caso fortuito e pela conclusão de parecer técnico de servidor do Departamento de
Proteção ao Meio Ambiente, sem prejuízo do adequado manejo;
Art. 15. Em caso de supressão de espécime arbóreo nativo, a compensação deverá
ser efetuada de acordo com a legislação vigente.
Art. 16. O Departamento de Proteção ao Meio Ambiente deverá promover a
capacitação permanente da mão-de-obra para a manutenção das árvores do
município.
Parágrafo único. Quando se tratar de mão de obra terceirizada, o Departamento de
Proteção ao Meio Ambiente exigirá comprovação da capacitação para trabalhos em
arborização.
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Art. 17. É obrigatória a apreciação pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Rural - COMADER, de qualquer pedido de supressão de árvore de
relevante valor histórico e ou paisagístico para o Município de Corbélia.
Parágrafo único. Para efeitos deste artigo, consideram-se de relevante valor histórico
ou paisagístico as árvores que tenham mais de quarenta anos de vida, as árvores
nativas ameaçadas de extinção ou imunes ao corte e/ou as árvores nativas cujo
CAP seja de, no mínimo, 15 cm.
CAPÍTULO VII
DA PODA
Art. 18. As podas de ramos, quando necessárias, deverão ser autorizadas pelo
Departamento de Proteção ao Meio Ambiente e executadas conforme a legislação
vigente.
Art. 19. A poda de raízes só será possível, se executada em casos especiais,
mediante a presença de técnicos do Departamento de Proteção ao Meio Ambiente
ou de profissionais legalmente habilitados, sob orientação deste Departamento.
Parágrafo único. Os resíduos da arborização, resultantes de podas, na medida do
possível, devem ser beneficiados, gerando material triturado, para compostagens.
CAPÍTULO VIII
DO PLANO MUNICIPAL DE ARBORIZAÇÃO URBANA
Art. 20. O PMAU atenderá aos seguintes objetivos:
I. Definir as diretrizes de planejamento, implantação e manejo da Arborização
Urbana no Município de Corbélia;
II. Promover a arborização como um instrumento de desenvolvimento urbano e
de qualidade de vida;
III. Implantar e manter a arborização urbana visando à melhoria da qualidade de
vida e o equilíbrio ambiental;
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IV. Integrar e envolver a população, visando a manutenção e a preservação da
arborização urbana;
V. Identificar as espécies existentes e suas condições fitossanitárias;
VI. Planejar a arborização do município, em locais onde a arborização é
inexistente, utilizando espécies adequadas ao ambiente urbano e ao espaço
físico disponível, obedecendo a critérios técnicos e paisagísticos;
VII. Promover ações de curto e longo prazo que garantam maior cobertura
vegetal, visando à melhoria da qualidade de vida e o equilíbrio ambiental;
VIII. Identificar, eliminar e/ou propor soluções para os problemas referentes à
arborização (como exemplo: interferência de galhos e raízes no trânsito de
veículos e pedestres; confrontação com rede elétrica e iluminação pública;
problemas com raízes e diâmetro da copa), promovendo a substituição
gradativa das árvores problemáticas por espécies adequadas ao local;
IX. Criar, capacitar e manter uma equipe especializada pelo monitoramento
contínuo de plantios realizados pela Prefeitura Municipal e elaborar
Programas de Educação Ambiental a fim conscientizar a comunidade da
importância da arborização no meio urbano, bem como sua preservação.
Parágrafo único. O PMAU será atualizado, no máximo, a cada cinco anos.
CAPÍTULO IX
DAS NOVAS EDIFICAÇÕES E PARCELAMENTOS DE SOLO
Art. 21. Na implantação de novos parcelamentos de solo deverá ser elaborado, pelo
empreendedor, projeto de Arborização Urbana, de acordo com as normas previstas
nesta Lei, compreendendo a riqueza e a diversidade de espécies.
§1º A implantação da Arborização Urbana nos parcelamentos de solo dependerá de
aprovação prévia do Departamento de Proteção ao Meio Ambiente, mediante
análise técnica;
§2º Fica condicionada ao termo de recebimento de loteamentos a comprovação da
efetiva implantação da arborização, nas normas desta Lei;
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§3º O loteador deverá apresentar relatórios de monitoramento das mudas por, no
mínimo, quatro anos. As mudas que morrerem ou não estiverem em bom estado
fitossanitário deverão ser substituídas. O Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente emitirá um documento informando o cumprimento do projeto e
monitoramento da arborização quando finalizada a responsabilidade do loteador;
§4º Projetos de arborização que se utilizarem de espécies exóticas deverão, a título
de compensação, proceder doação ao Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente, da mesma quantidade prevista, em mudas de espécimes nativos no
padrão de arborização estabelecido no Anexo II, sendo que não poderá haver mais
de vinte e cinco por cento de árvores exóticas no projeto apresentado;
Art. 22. O projeto de novas edificações deverá considerar a localização dos
exemplares arbóreos já existentes na calçada para locação dos acessos do imóvel.
§1º Quando constatada a falta de alternativa técnica e locacional, durante o
processo de aprovação do projeto arquitetônico pela Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Turismo (SMDEAT), o Departamento de
Proteção ao Meio Ambiente poderá, por meio de Termo de Compromisso, autorizar
a remoção dos exemplares;
§2º No caso previsto no § 1º, a nova proposta arquitetônica deverá contemplar a
arborização urbana na calçada pública aos moldes desta Lei, a encargo do
empreendedor.
§3º Para aprovação de edificações cuja testada para via pública for superior a 20
metros, deverá ser apresentado projeto de arborização urbana a ser protocolado no
Departamento de Proteção ao Meio Ambiente.
CAPÍTULO X
DA REMOÇÃO
Art. 23. A remoção de exemplares arbóreos poderá ser realizada, excepcionalmente,
e de acordo com a avaliação técnica e licenciamento do Departamento de Proteção
ao Meio Ambiente, nos seguintes casos:
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I. Quando o corte for indispensável à realização de obra, após comprovação
técnica da inexistência de alternativa locacional;
II. Quando o estado fitossanitário da árvore o justificar;
III. Quando a árvore apresentar risco iminente de queda;
IV. Quando o plantio irregular ou a propagação espontânea de espécies arbóreas
impossibilitam o desenvolvimento adequado de árvores vizinhas;
V. Quando se tratar de espécie com princípios tóxicos;
VI. Quando se tratar de espécie causadora de prejuízo à saúde das pessoas,
mediante atestado médico;
VII. Quando se tratar de espécie causadora de prejuízo à biodiversidade local
(invasoras – Anexo IV); e
VIII. Em caso de interesse público, quando justificado e comprovado através de
laudo técnico próprio, do Departamento de Proteção ao Meio Ambiente.
Parágrafo único. A remoção do (s) exemplar (es) em todos os casos elencados nos
incisos anteriores, somente poderá ser executada após a realização de vistoria
prévia e o licenciamento por parte do Departamento de Proteção ao Meio Ambiente.
Excetuam-se os casos previstos no Código Florestal Federal relativamente ao
interesse da defesa civil destinados à prevenção e mitigação de acidentes em áreas
urbanas.
Art. 24. O Departamento de Proteção ao Meio Ambiente poderá indicar a remoção
ou a substituição, a critério técnico, de plantas inadequadas para a Arborização
Urbana e mudas espontâneas na calçada pública, ou indevidamente plantadas, no
caso de espécies incompatíveis.
Art. 25. No caso de supressão de formações florestais pertencentes ao Bioma Mata
Atlântica, deverá ser seguido o disposto na legislação pertinente.
§1º Nos casos de supressão de exemplares nativos plantados, com a devida
autorização, é isenta a reposição florestal obrigatória.
§2º Nos casos de supressão de exemplares nativos plantados localizados em
calçadas ou canteiros centrais, deverá ser realizada a substituição imediata de uma
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muda para cada planta removida, observado o disposto no Anexo II, e
prioritariamente no mesmo local da supressão.
§3º Os procedimentos adotados, isoladamente ou combinados, para a reposição de
árvores, poderão ser estabelecidos através de:
I. Projetos de reflorestamento, adensamento, enriquecimento e condução da
regeneração natural, em conformidade com a qualidade do sítio, as espécies,
o modo de propagação, os tratos silviculturais, as medidas de proteção
adotadas e o estágio sucessional; e
II. Outros procedimentos, de acordo com a legislação vigente.
CAPÍTULO XI
DOS SERVIÇOS CONCEDIDOS
Art. 26. As concessionárias de serviços públicos que demandarem manejo de
vegetação para as execuções de suas atividades, no que tange à arborização
urbana, bem como para a manutenção dos serviços devem, além da licença
ambiental própria para tal fim, buscar junto ao Departamento de Proteção ao Meio
Ambiente a autorização municipal para atuação no município.
CAPÍTULO XII
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 27. Calçadas já existentes deverão se adequar ao disposto na presente Lei, na
medida em que forem sendo reformados, principalmente no que tange às dimensões
mínimas da fixa de serviço.
Art. 28. As infrações às disposições desta Lei serão punidas de acordo com a
legislação ambiental vigente, aplicadas conjuntamente com as leis municipais de
posturas e edificações.
Art. 29. O proprietário é responsável por zelar pela arborização existente na calçada
pública contígua ao seu imóvel, respondendo solidariamente por infrações às
disposições desta Lei.
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Art. 30. Excetuam-se das disposições vigentes nesta Lei os casos de absoluta força
maior, assim considerados pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil do Município de
Corbélia.
Art. 31. Os casos omissos serão deliberados pelo Conselho Municipal de Meio
Ambiente do Município de Corbélia.
Art. 32. As disposições desta Lei também são válidas para todas as obras públicas
realizadas no âmbito municipal e para áreas institucionais.
Parágrafo único. Projetos paisagísticos contratados ou elaborados pelo Poder
Público Municipal deverão obrigatoriamente cumprir as disposições da presente Lei.
Art. 33. São permitidas parcerias público-privadas, convênios e outras formas de
contratação previstas em lei que garanta e viabilize a implantação e manutenção da
Arborização Urbana.
Art. 34. O município poderá instalar protetores, como forma de reduzir a depredação,
podendo utilizar-se de parcerias com entidades públicas e privadas.
Art. 35. O município deverá regulamentar a atuação do Departamento de Proteção
ao Meio Ambiente no tocante a esta Lei com a implementação de Setor de
Arborização, com responsável técnico habilitado, com devida Anotação ou Registro
de Responsabilidade Técnica, para responder pela Arborização Urbana do
Município.
Art. 36. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Corbélia, 30 de outubro de 2024.
GIOVANI MIGUEL WOLF HNATUW
Prefeito Municipal
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ANEXO I
Figura 1: Perfis de vias existentes no Município de Corbélia com suas medidas mínimas.
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ANEXO II
Figura 2. Plantio de muda
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ANEXO III
LISTA DE ESPÉCIES NATIVAS RECOMENDADAS PARA PLANTIO
FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
AQUIFOLIACEAE
Ilex dumosa
Reissek Caúna Sem
Pode ser empregada na arborização
urbana por ser uma espécie arbustiva a
arbórea, atingindo até 20 metros de altura
quando adultas. Possui flores
perfumadas e
pequenas.
Ilex paraguariensis
A. St.-Hil. Erva-mate Com
Arvoreta a árvore ornamental pelo seu
porte, indicada para arborização e
jardinagem. É também usada em cercas
divisórias e arborização de alameda.
ANNONACEAE
Annona sylvatica
A.St.-Hil. Araticum-do-mato Com
Arbusto a árvore ornamental que pode ser
aplicado na arborização urbana de diversos
tipos de logradouros, e sob fiação elétrica.
Annona cacans
Warm.
Araticum-cagão Sem
Adequada para plantio em parque, praças
e rodovias. O inconveniente do uso dessa
espécie para áreas de grande circulação é
a
queda dos frutos, que podem causar
acidentes.
ASTERACEAE
Moquiniastrum
polymorphum
(Less.) G. Sancho
Cambará Sem
Indicada para arborização em geral, pois
seu sistema radical dificilmente causa danos
ao calçamento. Contudo, o uso como
espécie ornamental deve ser limitado, pois
apresenta copas ralas e largas, e responde
às podas de forma desfavorável.
Stifftia chrysantha
J.C. Mikan Esponja-de-ouro Com
De pequeno porte, nativa da Mata
Atlântica. É bastante durável, tem flores
laranjas e é visitada por beija-flores.
BIGNONIACEAE
Handroanthus
ochraceus (Cham.)
Mattos
Ipê-amarelo Com
Clássico do paisagismo brasileiro. Floração
exuberante. Se adapta bem aos efeitos da
poluição urbana.
Handroanthus
heptaphyllus (Vell.)
Mattos
Ipê-roxo,
Ipê-sete-folhas Sem
Copa larga, mas esparsa, podendo atingir
até 35 m de altura. Cobre-se de flores, e
sua beleza é raramente igualado por
outras
espécies.
Tabebuia
roseoalba (Ridl.)
Sandwith
Ipê-branco Sem Atingindo até 22 m de altura, é o mais
efêmero dentre todos os ipês.
Zeyherita
tuberculosa Ipê-felpudo Sem De interesse ornamental, pela forma da
copa piramidal ou colunar.
Jacaranda
brasiliana
(Lam.) Pers.
Jacarandá-bocade-sapo, Caroba Sem
Espécie ornamental. Floresce em mais de
uma época do ano, com flores lilás. Rápido
crescimento, adapta-se bem a solos
arenosos e argilosos degradados, além de
enriquecer a serapilheira com suas folhas.
BORAGINACEAE
Cordia ecalyculata
Vell.
Café-de-bugre
Chá-de-bugre Com Pode ser usada na arborização de ruas.
Suas folhas são simples e as flores são
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(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
pequenas. Seus frutos são consumidos e
dispersos por algumas espécies da fauna.
Cordia americana
(L.) Gottschling &
J. S. Mill.
Guajuvira Sem Planta decorativa, utilizada em arborização
de parques e passeios.
Cordia trichotoma
(Vell.) Arráb. ex
Steud.
Louro-pardo Sem Espécie recomendada para arborização de
praças públicas.
BURSERACEAE
Protium
heptaphyllum
Almecegueiracheirosa Com
Ocorrem em todo o Brasil em terrenos
arenosos, úmidos ou secos. Proporciona
boa sombra e apresenta qualidades
ornamentais, podendo ser utilizada na
arborização urbana e rural. Seus frutos são
procurados por diversas espécies de
pássaros
CHRYSOBALANACEAE
Moquilea
tomentosa Benth Oiti Sem É muito usada na arborização urbana por
sua copa frondosa, que gera ótima sombra.
ERYTHROXYLACEAE
Erythroxylum
deciduum Cocão Sem Espécie ornamental que pode ser usada na
arborização de ruas e parques.
FABACEAE
Andira fraxinifolia Angelim-doce Com Grande beleza em sua folhagem, não há
queda de folhas em seu período seco.
Anadenanthera
colubrina (Vell).
Brenan var.
colubrina
Angico-branco Sem
Floração exuberante e de grande beleza,
sendo usada na arborização. Entretanto,
devido ao porte grande e vida
relativamente curta, a utilização em ruas
não é comum.
Medianamente tolerante a geadas.
Leucochloron
incuriale (Vell.)
Barneby &
J.W.Grimes
Angico-rajado Sem
Possui potencial para emprego em projetos
paisagísticos, e para arborização de ruas
largas, como rodovias e avenidas.
Mimosa scabrella Bracatinga Com
Pode ser utilizada na arborização urbana.
Recomendada para a restauração de
ecossistemas muito alterados, por recobrir
rapidamente o solo, recuperando-o.
Myrocarpus
frondosus Allemão Cabriúva Sem
Apropriada para arborização urbana e
formação de parques, apresenta copa
ampla e frondosa. É uma espécie que tolera
baixas temperaturas.
Calliandra foliolosa Caliandrafoliolosa Sem
Amplamente difundida na arborização
urbana. Planta de poucos cuidados,
espécie de arbusto, ou pode ser
conduzido como
uma arvoreta.
Cassia leptophylla
Vogel
Cassia-javam Sem
De valor ornamental, devido à sua copa
frondosa, é frequentemente empregada na
arborização de vias e pode ser parte de
agrupamentos em parques e jardins,
embora seja recomendado o plantio
individual.
Erythrina falcata
Corticeira Sem
Bastante ornamental principalmente na
época de floração, para a composição de
parques e jardins. Atrai beija-flores.
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Dahlstedtia
muehlbergiana
(Hassl.) M.J.Silva
& A.M.G.Azevedo
Feijão-cru Sem
É bastante ornamental, principalmente
quando floresce, podendo ser usada, com
sucesso, no paisagismo em geral. É uma
árvore rústica, e pode atingir até 30 m.
Atualmente possui o status de conservação
rara no Paraná.
Libidibia ferrea
(Mart. ex Tul.)
L.P.Queiroz
Pau-ferro Sem
Nativa da mata atlântica, de grande porte,
proporcionando boa sombra. Não possui
raízes agressivas. Adequado para plantio
em áreas grandes e abertas.
Pterodon
emarginatus Sucupira Sem
Indicadas para ações de reflorestamento,
preservação ambiental, arborização urbana,
paisagismos ou plantios domésticos.
Senna bicapsularis Canudo-de-pito Com
Ideal para plantio sob fiação elétrica. Exige
pouca manutenção, com crescimento
rápido, floração amarela marcante e
atrativa para os insetos.
LAMIACEAE
Vitex
montevidensis Tarumã Sem
De grande porte, rústica. É ornamental e
pode ser utilizada em paisagismo de
praças, jardins públicos e avenidas.
LAURACEAE
Ocotea
diospyrifolia Canela-louro Sem Amplamente utilizada para arborização
urbana por conta de sua copa globosa.
Ocotea porosa Imbuia Sem
Pode ser usada em arborização urbana. Os
frutos são apreciados por aves, que
disseminam as sementes. Longeva, pode
ultrapassar 500 anos. A espécie encontrase ameaçada de extinção.
LEGUMINOSAE
Cassia leptophylla Falso-barbatimão Sem
Uso paisagístico, reflorestamentos mistos
destinados à recomposição de áreas
degradadas.
Stryphnodendron
adstringens Barbatimão Com De pequeno porte. Utilizada para
recuperação de áreas degradadas.
LYTHRACEAE
Lafoensia pacari Dedaleiro Com
Usada na arborização de ruas, parques e
praças. Raízes não agressivas e
florescimento ornamental.
MALVACEAE
Luehea divaricata Açoita-cavalo Sem
De grande porte. Adaptável a terrenos
secos e indicada para reflorestamento de
áreas degradadas. Possui copa cônica
uniforme e bela floração. Pode fazer parte
da arborização urbana.
Malvaviscus mollis Malvavisco Com
Arbustos grandes, rústicos, e de baixa
manutenção, com flores vermelhas ou
rosas.
Pachira aquatica Monguba Sem
Amplamente utilizadas na arborização
urbana e rural por conta de seu ótimo efeito
decorativo.
MELASTOMATACEAE
Pleroma
granulosum (Desr.)
D. Don
Quaresmeira Com
Árvore de pequeno porte com fruto
pequeno e raiz pivotante, sendo uma das
principais utilizadas na arborização urbana.
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Pleroma mutabile
(Vell.) Triana Manacá-da-serra Com
Rápido crescimento, raízes pouco
agressivas e flores atraem muitos
polinizadores.
MELIACEAE
Guarea guidonia Marinheiro Sem
De grande porte, geralmente bastante
copada. Floração branca e perfumada, com
frutos atrativos para a fauna.
Cedrela fissilis
Vell. Cedro-rosa Sem
Espécie largamente empregada no
paisagismo de parques, grandes jardins e
arborização de praças públicas. Encontrase ameaçada de extinção.
MYRTACEAE
Eugenia
involucrata Cerejeira-do-mato Com
Arbusto a árvore, as folhas verde-escuras,
lisas e brilhantes são persistentes e dão
uma aparência vistosa, sendo excelente
espécie ornamental, podendo ser utilizada
na arborização de ruas estreitas sob redes
elétricas. Tolera baixas temperaturas.
Acca sellowiana Feijoa Com
É um arbusto ou arvoreta frutífera, se
destaca no paisagismo principalmente por
suas belas e delicadas flores. Admite
podas de formação, que deixam a
copa mais
densa.
Myrcianthes
pungens (O.Berg)
D. Legrand
Guabiju Sem
Muito ornamental, pode ser utilizada na
arborização de ruas, parques e jardins.
Com tronco geralmente tortuoso, apresenta
folhas simples. Suas flores são brancas ou
creme. Seus frutos são de casca rígida
roxo- avermelhada, com polpa
suculenta e
adocicada, muito apreciados por pássaros.
Campomanesia
xanthocarpa Guabiroba Sem
Ocorre na Mata Atlântica e no Cerrado. De
grande porte, dotada de copa alongada e
densa. É empregada na arborização em
geral. Na primavera sua copa se enche de
pequenas flores brancas, oferecendo
sensação de limpeza e claridade ao
ambiente.
Eugenia
brasiliensis Grumixama ou
Cereja-do-brasil Sem
Árvore exclusiva da Mata Atlântica. De
grande porte e crescimento lento.
Apresenta frutos atrativos para a avifauna.
Plinia spp. Jabuticabeira Com Possui frutos comestíveis e flores,
apreciados pela fauna diversa.
Eugenia uniflora L. Pitanga Com
Sistema radicular profundo, pivotante. É
resistente à poda sucessiva e exige pouca
manutenção, sendo aconselhada para uso
como arborização urbana.
Eugenia
dysenterica Cagaita Sem Potencialmente empregáveis na
arborização urbana.
Psidium
cattleyanum
Sabine
Araçá Com
Encontrados como arvoretas ou arbustos.
De pequeno porte, ideal para ser cultivada
sob fiação elétrica. Alimento para fauna.
Utilizada para recuperação de áreas
degradadas.
NYCTAGINACEAE
Bougainvillea
glabra Choisy Primavera Com Extremamente ornamental, pode ser usada
na arborização de parques e jardins.
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(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular F/C* Características das espécies
Apresenta desenvolvimento rápido. Durante
o verão se cobre de flores de cor lilás.
PRIMULACEAE
Myrsine umbellata
Mart. Capororocão Com
Arbusto a árvore. É ideal para arborização
em praças, parques, jardins, ruas e
residências, por fazer sombra o ano todo e
suas folhas serem grandes e lustrosas, de
grande efeito ornamental. Suas raízes são
profundas e a árvore não alcança grande
porte. Tolera baixas temperaturas.
RUTACEAE
Balfourodendron
riedelianum Pau-marfim Sem
De grande porte, é utilizada na arborização
de praças e parques. Seu tronco é reto, e
as flores são pequenas branco-amarelada.
Toleram frios intensos e solos pedregosos
e úmidos. Está na lista de
espécies
ameaçadas de extinção no Paraná.
Dictyoloma
vandellianum Tingui-preto Com
Árvore ornamental, principalmente quando
florida, utilizada com sucesso na
arborização de ruas estreitas e sob rede
elétrica.
SALICACEAE
Casearia sylvestris Cafezeiro-domato Com
Possui propriedades ornamentais. É
recomendada para plantio em passeios
estreitos, sob fiação. Os frutos alimentam a
avifauna, é importante para recomposição
de matas nativas e na recuperação de
matas ciliares.
SAPINDACEAE
Allophylus edulis
(A. St.-Hil.,
Cambess. & A.
Juss.) Radlk.
Vacum Sem
Bastante ornamental, podendo ser
empregada, com sucesso, na arborização
de praças, ruas e avenidas.
Cupania vernalis Camboatávermelho Sem Porte médio. Os frutos são do tipo seco e
deiscente.
Sapindus
saponaria L.
Sabão-desoldado Sem
Espécie de grande apelo ornamental,
sendo usada na arborização urbana de
várias cidades brasileiras.
SOLANACEAE
Brunfelsia calycina Manacá-de-jardim Com
Árvore ornamental usada na decoração de
jardins. Apresenta flores perfumadas de
coloração azul-violeta escuras, que atrai
pássaros, abelhas e borboletas.
THEACEAE
Camellia japonica Camélia Com
Pode ser utilizada como arbusto ou
arvoreta. Possui ampla utilização
paisagística.
URTICACEAE
Cecropia
pachystachya
Trécul
Embaúba-branca Com
Arvoreta a árvore ornamental, pode ser
empregada no paisagismo. Não tolera bem
baixas temperaturas.
VOCHYSIACEAE
Vochysia
cinnamomea Quina-doce Com Potencialmente empregáveis na
arborização urbana.
Nota: *F/C: Fiação nas calçadas.
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LISTA DE ESPÉCIES EXÓTICAS INDICADAS PARA PLANTIO
FAMÍLIA/Espécie Nome Popular *F/C Características das espécies
ERICACEAE
Rhododendron
thomsonii Rododendro Com
De pequeno porte. Pode ser utilizada
isolada, formando arbusto, ou até
mesmo uma arvoreta para a
arborização urbana.
FABACEAE
Erythrina variegata Eritrina-verdeamarela Sem
Bela copa centralizada, planta rústica,
de baixa manutenção, o que a torna
adequada para a arborização urbana,
como parques e jardins públicos.
Tipuana tipu (Benth.)
Kuntze Tipuana Sem
Excelente efeito paisagístico, fornece
uma sombra fresca e floração
exuberante.
LEGUMINOSAE
Bauhinia monandra Pata-de-vaca
Com
Indicada para arborização urbana por
possuir raízes profundas que
geralmente não danificam calçadas e
por dispor de belas flores.
Bauhinia purpurea Pata-de-vaca
Bauhinia variegata L. Pata-de-vaca
Cassia fistula Cássia-fístula Com Árvore decídua e florífera, muito
utilizada na arborização urbana por
sua beleza, rápido crescimento e
rusticidade.
Cassia bakeriana Cássia-rósea Sem
Cassia javanica Cassia-javanesa Sem
Delonix regia (Bojer
ex Hook.) Raf. Flamboyant Sem
Indicada para arborização de praças e
áreas com grande área de infiltração,
pois são de grande porte, crescimento
rápido e suas raízes podem ser
agressivas.
LYTHRACEAE
Lagerstroemia indica
L. Resedá Com Árvore de pequeno porte, de folhas
caducas e copa arredondada.
MALVACEAE
Hibiscus rosasinensis L. Hibisco Com
Árvore de pequeno porte, perene e
ornamental pela beleza de suas flores
durante todo o ano.
MAGNOLIACEAE
Magnolia liliflora Magnólia-roxa Com
Arbusto ou arvoreta que aprecia o
clima ameno, sendo indicada para os
locais mais frios. Apresenta belas
flores.
MUNTINGIACEAE
Muntingia calabura. Calabura Com
Com estatura média e crescimento
veloz, é versátil em relação a diversos
locais no Brasil. Com potencial para
atingir alturas entre 7 e 12 metros,
produz frutos pequenos que são
atrativos para aves e seres humanos.
PROTEACEAE
(continua)
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FAMÍLIA/Espécie Nome Popular *F/C Características das espécies
Grevillea banksii Grevílea-anã Com Árvore de pequeno porte, perene,
raízes pivotantes e copa arredondada.
ROSACEAE
Prunus serrulata Cerejeira-do-Japão Com
De beleza majestosa, ela é
amplamente indicada para o plantio. A
espécie é de estatura média,
normalmente atingindo até 8 metros
de altura. Suas flores únicas são
perfumadas, de coloração branca e
tonalizada de rosa.
SAPINDACEAE
Filicium decipiens Samambaia Sem Não possui raízes agressivas e copa
bem fechada.
Koelreuteria
bipinnata Árvore-da-China Sem
Indicada para a arborização de ruas
pois cresce sem exigências em
relação ao tipo de solo.
Nota: *F/C: Fiação nas calçadas
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ANEXO IV
LISTA DE ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS NÃO RECOMENDADAS PARA
ARBORIZAÇÃO SEGUNDO PORTARIA IAP 59/2015
FAMÍLIA/Nome Popular Nome Científico Categoria Porte
ACANTHACEAE
Bunda-de-mulata Thunbergia alata Bojer ex Sims I Liana
ANACARDIACEAE
Mangueira Mangifera indica L. II Árvore
ARACEAE
Taro, inhame Colocasia esculenta (L.) Schott II Subarbusto
ARALIACEAE
Cheflera Heptapleurum arboricola Hayata II Arbusto
Papel-de-arroz Tetrapanax papyrifer (Hook.) K.Koch I Arbusto
ASPARAGACEAE
Dracena, pau-d'água Dracaena fragrans (L.) Ker Gawl II Arbusto
Piteira, Pita Furcraea foetida (L.) Haw I Erva
ASTERACEAE
Cardo, cardo-negro Cirsium vulgare (Savi) Ten. I Erva
Senécio Senecio madagascariensis Poir. I Subarbusto
ATHYRIACEAE
Samambaia Deparia petersenii (Kunze) M. Kato I Erva
APIACEAE
Cairuçu-asiático, centela,
dinheiro-em-penca Centella asiatica (L.) Urb. II Erva
BALSAMINACEAE
Beijinho, maria-semvergonha Impatiens walleriana Hook. f. I Erva
BIGNONIACEAE
Tulipa-africana Spathodea camp-anulata P.Beauv. I Árvore
Amarelinho, ipê-de-jardim Tecoma stans(L.) Kunth I Arbusto
CAMPANULACEAE
Arrebenta-boi, cega-olho Hippobroma longiflora (L.) G. Don I Erva
CAPRIFOLIACEAE
Madressilva Lonicera japonica Thunb. I Liana
CASUARINACEAE
Casuarina Casuarina equisetifolia L. II Árvore
COMBRETACEAE
Sete-copas, castanheira Terminalia catappa L. II Árvore
COMMELINACEAE
Trapoeraba-roxa Tradescantia zebrina Heynh. ex Bosse I Erva
CRASSULACEA
Folha-da-fortuna Kalanchoe pinnata (Lam.) Pers. I Erva
CUCURBITACEAE
(continua)
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FAMÍLIA/Nome Popular Nome Científico Categoria Porte
Chuchu Sicyos edulis Jacq. II Liana
DAVALLIACEAE
Samambaia Nephrolepis exaltata (L.) Schott. II Erva
Samambaia Nephrolepis cordifolia (L.) C. Presl II Erva
EUPHORBIACEAE
Mamona Ricinus communis L II Arbusto
FABACEAE
Acácia-mimosa Acacia podalyriifolia A. Cunn. Ex G.
Don. II Árvore
Acácia-negra Acacia mearnsii Willd. II Árvore
Aleluia Senna macranthera (DC. ex Collad.)
H.S. Irwin & Barneby II Árvore
Leucena Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit. I Árvore
Mimosa Mimosa pigra L. I Arbusto
Olho-de-pavão, carolina Adenanthera pavonina L. I Árvore
Robínia, falsa-acácia Robinia pseudoacacia L. II Árvore
Tojo Ulex europaeus L I Arbusto
IRIDACEAE
Flor-leopardo Iris domestica (L.) Goldblatt & Mabb. II Erva
Tritônia, estrela-de-fogo Crocosmia × crocosmiiflora (Lemoine ex
Anonymous) N.E. Br. I Subarbusto
MAGNOLIACEAE
Magnólia-amarela Magnolia champaca (L.) Baill. ex Pierre II Árvore
MELIACEAE
Santa-Bárbara, Cinamomo Melia azedarach L. I Árvore
MORACEAE
Amora-preta Morus nigra L. II Árvore
MUSACEAE
Banana-flor Musa balbisiana Colla II Erva
Banana-flor Musa ornata Roxb. I Erva
MYRTACEAE
Goiabeira Psidium guajava L. II Árvore
Jambolão Syzygium cumini (L.) Skeels II Árvore
Jambo Syzygium jambos (L.) Alston I Árvore
OLEACEAE
Alfeneiro, ligustro Ligustrum lucidum W. T. Aiton I Árvore
ORCHIDACEAE
Orquídea Oeceoclades maculata (Lindl.) Lindl I Erva
PINACEAE
Pinheiro-americano, pínus Pinus spp. II Árvore
PROTEACEAE
Grevílea Grevillea robusta A. Cunn ex. R.Br. II Árvore
PITTOSPORACEAE
Pau- incenso Pittosporum undulatum Vent. I Árvore
(continua)
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FAMÍLIA/Nome Popular Nome Científico Categoria Porte
POACEAE
Bambu Bambusa vulgaris Schrad. ex J.C.
Wendl. II Bambu
Bambu-dourado Phyllostachys aurea Carrière ex Rivière
& C. Rivière I Bambu
Braquiária Urochloa spp II Arbusto
Capim-annoni Eragrostis plana Nees. I Erva
Capim-colonião Megathyrsus maximus (Jacq.) B.K.
Simon & S.W.L. Jacobs II Erva
Capim-dos-pampas, paina Cortaderia selloana (Schult.) Asch. I Erva
Capim-estrela Cynodon dactylon (L.) Pers. II Erva
Capim-elefante Pennisetum purpureum Schumach II Erva
Capim-gordura Melinis minutiflora P. Beauv. II Erva
Capim-jaraguá Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf II Erva
Capim-gafanhoto Melinis repens (Willd.) Zizka I Erva
PTERIDACEAE
Samambaia Pteris ensiformis Burm. f II Erva
Samambaia Pteris vittata L. I Erva
RHAMNACEAE
Uva-do-Japão Hovenia dulcis Thumb. I Árvore
ROSACEAE
Amora-roxa Rubus niveus Thunb I Subarbusto
Cotoneaster Cotoneaster franchettii Bois I Arbusto
Nespereira, Ameixeiraamarela Eriobotrya japonica (Thumb.) Lindl. II Árvore
RUTACEAE
Limoeiro Citrus ×latifolia (Yu.Tanaka) Yu.Tanaka II Árvore
Murta Murraya paniculata (L.) Jack I Árvore
THELYPTERIDACEAE
Samambaia Christella dentata (Forssk.) Brownsey &
Jermy I Erva
Samambaia-da-pedra Macrothelypteris torresiana (Gaud.)
Ching I Erva
URTICACEAE
Pilea Pilea cadierei Gagnep. & Guillaumin I Erva
ZINGIBERACEAE
Gengibre-vermelho,
jasmim-vermelho
Hedychium coccineum Buch.-Ham. ex
Sm I Subarbusto
Lírio-do-brejo Hedychium coronarium J. Koenig I Erva
Jasmim-vermelho Hedychium gardnerianum Sheppard ex
Ker Gaw I Subarbusto
Fonte: Portaria IAP 59/2015.
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LISTA DE ESPÉCIES CLASSIFICADAS COMO TÓXICAS PELO SISTEMA
NACIONAL DE INFORMAÇÕES TÓXICO-FARMACOLÓGICAS E NÃO
RECOMENDADAS PARA ARBORIZAÇÃO
Nome Popular Nome Científico Família Parte tóxica
Alfeneiro Ligustrum lucidum W. T. Aiton Oleaceae -
Aroeira-bugreiro Schinus brasiliensis March. ex
Cabrera Anacardiaceae Toda planta
Aroeira-vermelha Schinus therebinthifolius Raddi Anacardiaceae Toda planta
Aroeira-salsa
(chorão) Schinus molle L. Anacardiaceae
Pólen
potencialmente
alérgico
Bico-de-papagaio Euphorbia pulcherrima Willd. Ex
Klotzsch Euphorbiaceae Todas as partes
(látex)
Chapéu-denapoleão
Thevetia peruviana (Pers.)
Schum. Apocynaceae Toda planta
Cinamomo Melia azedarach L. Meliaceae Toda planta
Espirradeira Nerium oleander L. Apocynaceae Toda planta
Figueiras Ficus spp. Moraceae Fruto e folha
tóxicos
Flamboyanzinho Caesalpinia pulcherrima (L.) Sw. Fabaceae Semente tóxica
Jasmim-manga Plumeria rubra L. Apocynaceae Flor e látex
tóxicos
Leiteiro-vermelho Euphorbia cotinifolia L. Euphorbiaceae Látex tóxico
Plátano Platanus x acerifolia Platanaceae -
Tinhorão Calandium bicolor Araceae Folhas
Vinca Catharanthus roseus Apocynaceae Folhas e flores
Comigo-ninguémpode Dieffenbachia picta Araceae Folhas e haste
Cega-olho Isotoma longiflora Campanulaceae Látex
Pinhão-roxo Jatropha gossypiifolia Euphorbiaceae Folhas e frutos
Lantana Lantana camara Verbenaceae Folhas e frutos
quando verdes
Costela-de-adão Monstera deliciosa Araceae Folhas
Alamanda Allamanda cathartica L. Apocynaceae Toda planta
Antúrio Anthurium andraeanum Araceae Folhas e caule
Manacá-do-cheiro Brunfelsia uniflora Solanaceae Folhas, talos e
raízes
Coroa-de-cristo Euphorbia milii Euphorbiaceae Látex das folhas,
espinhos e caule
Mamona Ricinus communis Euphorbiaceae Toda planta
Fonte: MANUAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (2018); SINITOX (2009).
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ANEXO 2
Modelo de ficha de campo
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ANEXO 3
Edital de Convocação da audiência pública
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ANEXO 4
ART
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APÊNDICES
APÊNDICE 1
Questionário aplicado a população sobre a percepção da Arborização Urbana.
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na Arb
orização
Urbana d
o
Município
de
C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
1
Centro Rua
Violeta 7 x x x x x x x x Ipês A cada 6
meses
Sim
2
Berte General
Osório 4 x x x Brinco de índio A cada 6
meses
Sim
3
Centro Rua
Cravo 10 x x
Árvores
Samambaias
A cada 6
meses
Sim
4
Vila São
José
Rua João
Fridolino
Dilenburg
10 x x x x
Samambaia e Brinco
de índio
A cada 6
meses
Sim
5
Vila
Unida Girassol 8 x x x x x Samambaia A cada 6
meses
Sim
6
Centro Rua Amor
Perfeito 9 x x x x x x Manacá da Serra A cada 1
ano
Sim
7
Vila São
José Antúrio 2 x x x x x x
Figueiras, árvores
em geral
Somente
quando
solicitado
Sim
(continua)
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ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
8
Vila São
José
Pedro V.
Parigot de
Souza
5 x x x x x Nenhuma Brinco de índio A cada 6
meses
Sim
9
Centro Violeta 5 x x x
Pouca
quantidade
de árvores
De preferência que
não estraguem a
calçada e
atrapalhem a
mobilidade
A cada 6
meses
Sim
10
Paraná Crisântemo
1 x x x x x x
Oiti, Sibipiruna e
Jacarandá
A cada 1
ano
Sim
11
Centro Flor de lis 3 x x x x x Manga
Somente
quando
solicitado
Sim
12
Jardim
Vera
Lucia
São Pedro 5 x x Nenhum Canela A cada 1
ano
Sim
13
Res.
Corbélia
1
Rua São
Pedro 8 x x x x x x Canela
Somente
quando
solicitado
Sim
14
Santa
Catarina Orquídea 6 x x x x x x Ipês
Somente
quando
solicitado
Não
tenho
opinião
sobre
(continua)
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ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
15
Corbélia
01 São Pedro 6 x x x x x x x x Canela A cada 1
ano
Não
16
Vila São
José
Armando
zanatto 6 x x x Ipês
Somente
quando
solicitado
Sim
17
Cidade
das flores José lira 7 x x x x x x Camélia A cada 6
meses
Sim
18
Res.
Corbélia
1
Rua
Getúlio
Vargas
7 x x x x x x
Árvores coloridas
(ipê, manacá da
Serra…)
A cada 1
ano
Sim
19
Centro
Av. Rio
Grande
Do Sul
8 x x x x x x x x x Árvores com Flores Quando
necessária Sim
20
Centro Acácia 1 x x x x x x
Quaresmeira, brinco
de índio
A cada 1
ano
Sim
21
Centro Av. Santa
Catarina 7 x x x x x x x
Árvores que
florescem
A cada 1
ano
Sim
22
Centro Av. Santa
Catarina 10 x x
Espécie Pata de
Vaca
A cada 6
meses
Sim
23
Santa
Catarina Primavera 10 x x Primavera A cada 6
meses
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
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Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 215
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
24
Centro Rosa 5 x x x x x x
Cambuci,
Guanhuma, Ipês,
Jacarandá, Aroeira,
A cada 6
meses
Sim
25
Centro Flor de
maracujá 5 x x x
Sujeira na rua
tem uns e
outros que
fazem um
monte de
folhas quando
vem a chuva
para tudo na
frente da
casa da gente
sem contar os
bueiros
entupidos
Canela, Brinco de
índio
A cada 6
meses
Não
26
Centro Amor
perfeito 4 x x x x x x x
Canela, Brinco de
índio
A cada 1
ano
Sim
27
Santa
Catarina Rua lilás 7 x x Ipê A cada 6
meses
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 216
28
Centro Acácia 1 x x
os danos são
irrelevantes
ante os
benefícios da
arborização
Quaresmeira. Em
tempo, gostaria de
deixar uma sugestão,
as principais avenidas
da cidade são usadas
para realização de
caminhadas pelos
munícipes, contudo,
estão em péssimas
conservações;
ademais, em que pese
Corbélia ser conhecida
como cidade das flores,
alguns benefícios
devem ser ponderados,
ante a utilidade que
pode se dar a
população. A sugestão
seria, deixar os
canteiros menores
(com plantação de
folhagens coloridas por
exemplo, que o custo é
menor, não precisa de
tanta manutenção,
durabilidade maior e
esteticamente
agradável nos canteiros
menores), ou então,
excluí-los, uma vez que
os pedestres não
podem andar na rua,
tampouco nas ciclovias,
seria otimizado o
espaço para andar
pelas calçadas, além
ainda, de ser otimizado
o orçamento, uma vez
que anualmente são
plantadas flores
naqueles canteiros, que
sempre morrem, assim,
com as calçadas,
proporcionaria melhor
A cada 1
ano
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 217
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
bem-estar para quem
faz caminhadas e
corrida, além de ainda,
poupar gasto anual
desnecessário com
plantio de flores.
29
Vila
unida
Rua
tipuana 7 x x x Brinco de índio A cada 6
meses
Sim
30
Jardim
Vera
Lucia
Floriano
Peixoto 10 x x x x x x x x Brinco de Princesa
Somente
quando
solicitado
Sim
31
Centro Rua
Violeta 1
Não há arborização
suficiente em nenhuma
área da cidade.
Primeiro
precisa ter
árvores na
cidade, para
depois eu
analisar as
desvantagens
Árvores frutíferas
Somente
quando
solicitado
Sim
32
Paraná Crisantem
o
5 x x Brinco de índio A cada 6
meses
Sim
33
Sc Lirio 1 x x x x x x Flamboyant A cada 1
ano
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 218
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
34
Centro Av.
Paraná 5 x x x x Fica agradável
A Av. Paraná
tem
pouquíssimas
árvores.
Brinco de índio
Sempre
que
necessário
Sim
35
Centro Margarida 4 x x x x x Ipê A cada 6
meses
Sim
36
Centro Rua
tipuana 5 x x x
Folhas nas
gramas e rua
Árvores que
florescem
A cada 1
ano
Sim
37
Parque
dos ipês
Rua
Silvestre
Kluska
5 x x x x x x x x x x Samambaia
Somente
quando
solicitado
Não
38
Centro Hortência 3 x x x x x
Tendo em vista as altas
temperaturas devido ao
aquecimento global, vejo
de extrema importância
e urgência a planta de
mais árvores
Não vejo,
pois deve ser
feito de forma
correta
Qualquer espécie,
desde que seja feita
de forma correta
A cada 6
meses
Sim
39
Centro Ipê roxo 5 x x
Tudo se
resolve com
cuidado
Samambaia, brinco
de índio
Quando se
fizer
necessário
Não
tenho
opinião
sobre
40
Santa
Catarina Flor de lis 5 Nenhuma x x x x Canelinha A cada 6
meses
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
(continua)
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 219
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
4
Vila
Unida
Rua
Tipuana 3 x x x
Qualquer uma que
de sombra
A cada 1
ano
Sim
4
Santa
Catarina Dalia 5 x x x x x Não sei dizer A cada 1
ano
Sim
43
Corbélia
1
São Pedro 10 x x x x x Brinco de índio A cada 6
meses Sim
44
Centro Rua tulipa 4 x x x Flamboyant
Somente
quando
solicitado
Sim
4
Vila
Unida
Rua
Tulipa 6 x x x x com flor A cada 6
meses
Sim
4
Centro Acácia 5 x x x x x x
Hibisco, Resedá e
flores perenes
A cada 1
ano
Não
47
Jardim
Nova
República
Sempre
Viva 2 x x x x
Replantasse todos
os ligustre que foram
tirados.
Somente
quando
solicitado
Sim
48
Centro Girassol 1 x x x Nativas
Somente
quando
solicitado
Sim
49
Centro Rosa 8 x x x x x Brinco de índio
Somente
quando
solicitado
Sim
50
Ouro
verde do
Piquiri
Ivaí 8 x x x x x Pinheiro
Somente
quando
solicitado
Sim
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
(continua)
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 220
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
51
Jardim
das
Violetas
Gladíolo 4 x x x Ipê A cada 6
meses
Não
52
Jardim
vera
Lucia
Flávio
Mariott 2
Quase não tem árvore
na minha rua calor
demais
Praticamente
sem árvore
na minha rua
Árvores frutíferas e
floridas quase não c
vê mais passarinhos
abelhas borboletas
Somente
quando
houver
riscos
Sim
53
Jardim
das
violetas
Damore
bandieira 7 x x x Canela A cada 6
meses
Sim
54
Santa
Catarina
Brinco de
Princesa 6 x x x x Frutífera e canelinha
Somente
quando
solicitado
Sim
55
Pq. Res.
Berté
Domingos
Secchi 3 x x x x x Brinco de índio A cada 1
ano
Sim
56
Res.
Corbélia
2
Duque de
Caxias 4 x x x x x
Qualquer árvore que
tenha uma sombra
boa
A cada 1
ano
Sim
57
Santa
Catarina Rua Lirio 5 x x x x x x x x
Arvores que dão flor,
a final é isso que
significa o nome da
cidade. Ou árvores
menores que não
necessitassem tanto
de poda.
A cada 1
ano
Sim
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 221
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
58
Santa
Catarina
Quaresmeira 5 x x x x x x
Espécies de porte
médio
A cada 1
ano
Sim
59
Santa
Catarina Miosotis 8 x x Ipês, acho lindo A cada 1
ano
Não
60
Centro Tulipa 3 x x x x x x
Quaresmeiras,
manacá da serra,
ipês, Cássia e
palmeiras
A cada 6
meses
Sim
61
Centro Amor
perfeito 6 x x x x Flamboyants A cada 1
ano
Sim
62
Centro Tipuana 6 x x x x x
Dificuldade
para coleta
das folhas
secas e falta
de limpeza
próximo ao
meio fio
N. A cada 6
meses
Sim
63
Centro Violeta 6 x
Nenhuma,
falta sombra
Qualquer uma que
faça sobra
A cada 1
ano
Sim
64
Violeta Laura
Helly 5 x x x Ipê A cada 6
meses
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 222
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
65
Jardim
das
violetas
Gladiolo 6 x x x x
N vejo
desvantagem
Ipês entre outros q
deixa a cidade
mais florida
A cada 6
meses
Não
tenho
opinião
sobre
66
Centro Amor
perfeito 5 x x x x x x
Av. São Paulo ipês
do começo ao fim
A cada 6
meses
Sim
67
Jardim
Juliana
Gervásio
Lube 3 x x x x Brinco de índio e Ipê A cada 6
meses
Não
tenho
opinião
sobre
68
Jardim
Maria
Luiza
Mirian Flor
Fedrizzi 5 x x x x Nenhuma Ipê, árvore
samambaia
A cada 6
meses
Sim
69
Santa
Catarina São Paulo 5 x x x x Preservação da fauna x
Frutíferas de
pequeno porte,
quaresmeiras e
outras de folhagens
robustas, ipês
A cada 6
meses
Sim
70
Centro Margarida 3 x x x x Quaresmeira A cada 6
meses
Sim
71
Santa
Catarina
Vitória
Regia 3 x x x x x
Bem-estar aos
pedestres x x
As espécies que
dão sombra e
apresentam pouca
queda de folhas
A cada 1
ano
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 223
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
72
Centro Miosotis 4 x x x x x x x Ipê A cada 6
meses
Sim
73
Vila
Unida
Copo de
Leite 4 x x x x x x
que não danifiquem
rede subterrânea,
possam ser podadas
com frequência e
tenham resistência
a ventos fortes.
A cada 6
meses
Sim
74
Centro Primavera 7 x x x x x x x N sei A cada 6
meses
Sim
75
Jardim
Maria
Luiza
Brinco de
Princesa 3 x x x x x Nenhuma
Árvores nativas do
nosso bioma, com
ou sem frutos.
Conforme
a
necessida
de de
cada
árvore.
Sim
76
Violeta Augusto
shimitt 3 x x x x x x Ipê A cada 6
meses
Sim
77
Vila
Unida
Flor de
maracujá 4 x x x x x x x x
Brinco de índio e
árvore samambaia
A cada 1
ano
Não
78
Vila
unida
Copo de
leite 2 x x x x x x x x
Árvores frutíferas e
de grande porte.
Somente
quando
solicitado
Sim
79
Vila
Unida Açucena 7 x x x x x
Ipês e Brinco de
índio
A cada 6
meses
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 224
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
80
Centro Rua
jasmim 6 x x x x x Brinco de índio A cada 4
meses
Sim
81
Penha
Av Pres.
João
Goulart
7 x x x x x x Árvores floríferas A cada 1
ano
Sim
82
Jardim
juliana
Ambrósio
lube 2 x x x x x Beleza x
Existem árvores
específicas para
área urbana.
Especialistas sabem
orientar.
Somente
quando
solicitado
Sim
83
Santa
Catarina
Brinco de
princesa 6 x x x x x
Palmeiras, brinco de
índio e manacá da
serra
A cada 6
meses
Sim
84
Berté 2
Ervino
Berté 6 x x x x não sei responder A cada 1
ano
Sim
85
Vila
Unida
Rua:
Flamboya
nt
2 x x x x x
Árvores que ao
passar do ano
dessem flores. Para
melhor arborização e
embelezamento da
nossa cidade.
A cada 6
meses
Não
tenho
opinião
sobre
86
Vila
unida
Flor de
maracujá 7 x x x x x Ipê A cada 6
meses
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 225
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
87
Loteame
nto
Lunardelli
Aparecida
Silvério da
Silva
Nossol
10 x x x x x x x x x x Brindo de princesa A cada 1
ano
Sim
88
Violetas Laura
Helly 2 x x
Não tem
arborização Manacá
Somente
quando
solicitado
Sim
89
Vila São
José
Rua João
Fredolino
dilenburg
4 x x x x x x Brinco de índio A cada 6
meses
Sim
90
Jardim
Nova
República
Sempre
Viva 5 x x x x
Brinco de índio e
arvores frutíferas.
A cada 1
ano
Sim
91
Ouro
Verde do
Piquiri
Travessa
Diamante 3 x x Frutíferas
Sempre
que houve
necessida
de
Sim
9
Vila
unida Margarida 6 x x x x x x Ipês A cada 6
meses
Sim
93
Centro Tulipa 5 x x x x x x Árvore de sombra A cada 1
ano
Não
tenho
opinião
sobre
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 226
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
94
Centro
Rua
rainha da
neve
10 x x x x x x x x x x Oliveira A cada 6
meses
Sim
95
Berté Domingos
Secchi 5 x x x x x x x Frutíferas A cada 6
meses
Sim
96
BNH Verbena 6 x x x x x x x x Ipê A cada 6
meses
Sim
97
Centro Primavera 10 x x Qualquer A cada 6
meses
Não
98
Centro Av. Minas
Gerais 9 x x x x x Brinco de índio A cada 1
ano
Não
100
centro II avenida
Paraná 6 x não há Brinco de índio
Somente
quando
solicitado
Sim
101
Jardim
das
violetas
Elizario
Vieira 6 x x x
Nao vejo
problemas na
minha rua
Brinco de índio
Somente
quando
solicitado
Sim
102
Centro Rua
margarida 7 x x x x x x Flores e frutíferas
Somente
quando
solicitado
Sim
99
Centro Amor
Perfeito 4 x x x x x
Amoreira para ter
alguns frutos, e
outras espécies que
não produza frutos
tipo Ipê
A cada 6
meses
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 227
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
103
Centro Rua
margarida 8 x x x x x x ipê
Somente
quando
solicitado
Sim
104
Centro Glicínia 6 x x x x x
Árvores que dão
flores
A cada 1
ano
Sim
105
Paraná Avenida
Paraná 5 x x x
Não conheço as
espécies
A cada 1
ano
Sim
106
Centro
Rua Flor
de
Maracujá
6 x x x x
arvores de folhas
pequenas
A cada 6
meses
Sim
107
Paraná Dália 6 x x x x x x x x x Ipê, frutíferas A cada 6
meses
Sim
108
Santa
Catarina Rua lírio 2 x x x Árvores frutíferas
Somente
quando
solicitado
Sim
109
Paraná Rua Lilás 4 x x x x x Mangueira A cada 6
meses
Não
tenho
opinião
sobre
110
Penha
Rua
Juscelino
Kubitsche
k
7 x x x x x
Falta de poda
ou cuidados Ipê
Constante,
sempre
que
necessário
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 228
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
111
Jardim
das
Violetas
Rua
Damore
Bandieira
7 x x x x
Árvores com sombra
e flores
A cada 1
ano
Sim
1
Santa
Catarina Tua Dalia 5 x x
Infelizmente temos
poucas árvores aqui. x Pau Brasil, IPÊ, A cada 6
meses
Sim
113
Distrito
de Penha
Presente
Hermes
da
Fonseca
4 x x x x x
Canelinha, Brinco de
índio
Depende
do tipo da
árvore
plantada
Sim
114
Centro Rua
tipuana 7 x x x x Ipês A cada 1
ano
Sim
115
Vila
Unida Açucena 5 x x x x x x Ipê A cada 1
ano
Sim
116
Maria
Luiza
Mirian flor
febrizi 5 x x x
Falta de
podas Arvores nativas A cada 6
meses
Sim
117
Santa
Catarina
Av. São
Paulo 6 Ausência de árvores Aumento do
calor Brinco de índio
Somente
quando
solicitado
Sim
118
Santa
Catarina
Avenida
São Paulo 2 x x arvore e vida Aroeira Salsa
Somente
quando
solicitado
Sim
(continua)
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 229
ID
Bairro
Rua
Classificação
Vantagens Desvantagens
Espécies de árv
ore que
g
ostaria na
Arb
orização
Urbana d
o
Município
de C
orbélia
Frequência de manutenção
uso
de canal online de
solicitação
de p
o
da e cortes
S
o
m
bra
Redução
de Calor
Redução
da p
oluição
sonora
Flores e frutos
C
ontato c/ a natureza
Outras
Risco
de queda
Blo
queio
da iluminação
Danos ao calçamento
Entupimento
de calha
C
onflitos c/ rede aérea
Outras
119
Vila São
José
Av. Rio
grande do
Sul
6 x x Ipês A cada 1
ano
Sim
120
Centro
Av. Rio
Grande do
Sul
5 x x
Não sei exatamente
o nome, mas que
tenha flores
A cada 1
ano
Sim
121
Centro Rua Lirio 3 x x x x x x x Brinco de índio A cada 1
ano
Sim
122
Centro Rua
Primavera 5 x x x x x x Brinco de índio A cada 1
ano
Sim
123
Paraná Lilás 4 x x x x x x Brinco de índio A cada 3
meses
Sim
124
Paraná Lilás 7 x x x x Brinco de índio A cada 3
meses
Sim
125
Vila
unida
Copo de
leite 10 x x x x x x Frutíferas A cada 6
meses
Sim
12
Padovani Rua José
lira 10 x x x x
Qualquer tipo de
árvore
A cada 1
ano
Sim
12
Centro Violeta 9 x x x x Palmeira A cada 6
meses
Sim
(continua)
131 130 129 128 ID Santa Catarina Centro Barra bonita Centro
Bairro
Brinco
de
princesa
Acácia
Estrada
Avenida
Paraná
Rua
3
2
4
4
Classificação
x
x
x
x
Sombra
Vantagens
x
x
x
x
Redução de Calor
x
Redução da poluição
sonora
x
x
Flores
e frutos
x
x
Contato c/
a natureza
Outras
x
Risco de queda
Desvantagens
x
Bloqueio da iluminação
x
x
Danos ao calçamento
Entupimento de calha
x
x
x
Conflitos c/ rede aérea
Nao acho que
tenha risco
Outras
Florida
Brinco de Índio,
Canelinha,
enfim árvores
especialmente
frondosas!
Ipê
No momento não sei
nome, mas deveria
ser algumas que
flores
Espécies de árvore que
gostaria na Arborização
Urbana do Município de
Corbélia
A cada 6
meses
A cada 6
meses
A cada 6
meses
A cada 1
ano
Frequência de manutenção
Sim
Sim
Sim
Sim
uso de canal online de
solicitação de poda
e cortes
Plano Municipal de Arborização Urbana
Prefeitura de Corbélia
Rua Amor Perfeito, nº 1616, Centro - Corbélia 230