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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PODER LEGISLATIVO DO MUNICÍPIO DE GUAÍRA
ESTADO DO PARANÁ
RA MUNIG DE GUAÍRA
PROTOCOLO Nº aa Sad
PROJETO DE LEI Nº 065/2025. EM 25) 24s OO:
Data: 25 de setembro de 2025. Eae
Ementa: Institui o Dia da Tomada de Guaíra e dá outras providências.
A Câmara Municipal de Guaíra, Estado do Paraná, aprovou, e eu
Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º. Fica instituído o Dia da Tomada de Guaíra, a ser
comemorado, anualmente, no dia 14 de setembro.
Art. 2º. O Dia da Tomada de Guaíra visa resgatar e preservar a
história local, destacando a atuação das Forças Militares Estaduais, atual Polícia
Militar do Paraná, na defesa da Vila de Guaíra durante a Revolução de 1924.
Art. 3º. O Poder Executivo Municipal poderá, em parcerias com
escolas, instituições e organizações da sociedade civil, promover atividades
comemorativas, como desfiles, palestras, exposições e outras ações voltadas à
valorização do movimento histórico ocorrido em território guairense.
Art. 4º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Beto Salamanca
Vereador Autor
il Itá
VI) a -
Cura
Claudemir Motorista Cristiane Giangarelli
Vereador Autor Vereadora Autora
Gilmar Soares da Fonseca
Vereador Autor
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Karina Bach
Vereadora Autora
Pnbramauio NAlA:
Keila Marta Francisco Mirele Paula
etto Leite
Vereadora Autora Vereadora Autora
João Car ekoff
Vereador Ator
Tua Corto do Su
Terezá Camilo dos Santos
Vereadora Autora
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JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 65/2025
Visando resgatar dos capítulos mais importantes da história do
Município de Guaíra e da Polícia Militar do Paraná, apresentamos à Câmara
Municipal de Guaíra, o presente projeto para a inclusão no calendário Oficial do
Município do “Dia da Tomada de Guaíra” na data de 14 de setembro. Pedimos
vênia para nos valermos das ricas palavras do Ilmo. Senhor João Marcos Petry
Leonardo, 2º Tenente da Polícia Militar do Paraná para justificar a apresentação
do presente projeto de lei:
“Em 1924, no contexto da Campanha do Paraná, o 2º Tenente
Aristóteles Xavier, da Força Pública do Paraná, foi incumbido pelo comandante
das tropas legalistas, Capitão Dilermando de Assis, de defender o município de
Guaíra a partir de um posto na Ilha do Pacu. Com informações obtidas, o
Capitão ordenou abrir trincheiras e minar o canal da ilha, e destacar homens para
reconhecimento no rio Paraná, a fim de verificar movimentação dos rebeldes
inimigos. Após destacar as tropas para missões diversas de defesa, restaram
apenas 34 soldados em Guaíra, os quais dispunham de pouca munição (ASSIS,
1926). Além das trincheiras abertas próximo do canal do Pacu e do porto, ainda
, como estratégia para barrar os revoltosos, foram instalados entre a Ilha Grande e
a Ilha do Pacu, no estreito canal, cabos de aço submersos. Caso as embarcações
conseguissem transpor os cabos, a guarda entrincheirada às margens do rio
hostilizaria o avanço. Outro sistema de barragem consistia em um reservatório
de um metro cúbico cheio de gasolina, para ser derramada na água e incendiada
com chama. Para completar o conjunto de barragem, foi instalada uma mina
submersa “contendo 30 quilos de pólvora, 5 kg de chumbo e 24 cartuchos de
dinamite” que seria explodida por terra (ASSIS, 1926, p. 239-240).
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O plano de ataque dos rebeldes consistia em tomar Guaíra na
madrugada do dia 14 de setembro (domingo). A embarcação Dorado seria
ocupada para levar 30 homens divididos em dois grupos de combate, com duas
armas automáticas. Inicialmente a ilha do Pacu seria tomada, chegando até ela
com o motor desligado, de surpresa. Tomada a ilha, outro grupo de combate
tentaria desembarcar abaixo do porto e danificar a via férrea a fim de impedir a
retirada dos legalistas (TÁVORA, 1974). Ao amanhecer de domingo, dia 14, a
guarda da ilha do Pacu foi surpreendida pelos revolucionários. [...].
Conforme Távora (1974), os disparos de fuzil na Ilha do Pacu
chamaram a atenção dos defensores de Guaíra, que aguardaram o resultado da
escaramuç do a derrota dos militares da Força Públi
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preventivamente se retiraram reunindo o efetivo, materiais estratégicos e parte
da população no trem da Companhia Matte Laranjeira. O 2º Tenente Aristóteles
Xavier permaneceu ferido e preso em Guaíra e teve sua prisão relaxada
posteriormente, com a condição de permanecer na Vila de Guaíra. No dia 28 de
setembro, fugiu das mãos do inimigo atravessando o rio Paraná numa canoa
juntamente com o Sargento João Elysio Vieira e o Soldado Lacrides Porphirio
de Oliveira, e retornaram imediatamente para o Paraná (ASSIS, 1926, p. 240-
244)”
As informações apresentadas pelo 2º Tenente constituem um esforço
institucional de valorização do resgates histório e cultural da região de Guaíra, o
qual passa a receber a contribuição destes vereadores que subscrevem este
projeto, de maneira a colaborar e buscar meios de preservar e valorizar a história
local.
Edifício da Câmara Municipal de Guaíra, em 25 de setembro de
2025.
Beto Salamanca
Vereador Autor
Claudemir Motorista cos Giangarelli
Vereador Autor Vereadora Autora
Gilmar Soares tds
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Keila Marta Francisco
Vereadora Autora Vereadora Autora
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Tereza Camilo dos Santos
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