| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 6 |
| Date | 2016-03-14 |
| native_id | 198 |
status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 5
1 Ata da 6ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Jataizinho, Estado do Paraná, da Sessão Legislativa de 2016, realizada no dia quatorze do mês de março de 2016 (dois mil e dezesseis), presidida pelo Sr. Vereador Adilson Gonçalves da Silva, e secretariado pelo Sr. Vereador Fábio de Moraes Polonia, Primeiro Secretário, bem como por Wágner Moreno Baptista, Segundo Secretário ad hoc. Estavam presentes os Srs. Vereadores, Alex Antônio Gomes de Faria, Cícero Aparecido Guimarães, Clóvis da Silva Cordeiro, Jorge dos Santos Pereira, Laércio Quitério e Maurílio Martielho. Estavam presentes neste dia alguns moradores da Vila Frederico e também servidores do Poder Executivo Municipal. Às 20h00 (vinte horas), estando a Mesa Diretora composta, o Sr. Presidente, com a graça de Deus declara aberta a quinta reunião ordinária da sessão legislativa de dois mil e dezesseis e convida o Sr. Alex Faria para fazer a leitura de um trecho bíblico. Após leitura bíblica e dez segundos de silêncio para meditação, foi colocada em apreciação plenária a ata da 5ª. Reunião Ordinária da Sessão Legislativa de 2016. Não houve discussão, e nem pedido de retificação ou impugnação, assim foi aprovada a referida ata. Então, o Sr. Presidente solicitou ao Primeiro Secretário Fábio que fizesse a leitura das matérias constantes em pauta, que foram: Ofício nº 056/2016-GAB, de autoria do Executivo Municipal, encaminhando documentos contábeis correspondentes à demonstração da receita e despesa referente ao mês de Janeiro de 2016; Projeto de Lei nº. 005/2016, de autoria do Executivo Municipal, que dispõe sobre a concessão de piso salarial aos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias e dá outras providências; Projeto de Lei nº. 006/2016, de autoria do Executivo Municipal, que concede reposição salarial aos Servidores Públicos Municipais de Jataizinho, constante nas alterações das tabelas dos Anexos V a XLVII das Leis Municipais 714/2005, 767/2007, 865/2009, 944/2011 e 958/2011, na ordem de 30,59% (trinta ponto cinquenta e nove por cento) parcelado em 06 (seis) anos; Projeto de Lei nº. 007/2016, de autoria do Executivo Municipal, que amplia o período das licenças maternidade e paternidade dos Servidores Públicos Municipais de Jataizinho; Protocolo nº 265/2016 (requerimento), de autoria do Vereador Anilton Murari, requerendo licença para tratamento de saúde por 180 (cento e oitenta) dias. Após a leitura dos ofícios que constavam no Expediente, o Sr. Presidente realizou os devidos despachos e saudou os servidores presentes. No momento da Tribuna livre, o sr. Celso Aparecido Biolada, Presidente da Vila Frederico relatou dificuldades dos moradores da vila e cobrou solução para os problemas causados pela última enchente na cidade. O Vereador Adilson apoiou a cobrança e disse que os vereadores estão cientes dos problemas. A seguir, deixou a palavra livre aos vereadores inscritos. Usaram da palavra na seguinte ordem, com os seus respectivos pronunciamentos transcritos de forma sucinta, salvo citações entre aspas, ipsis litteris, conforme segue: Laércio – antecipou seu voto favorável ao Projeto de Lei no. 006/2016, declarando que jamais votaria contra servidores. Dirigindo-se ao senhor Celso A. Biolada disse que está cobrando o Prefeito, mas que a enchente era “uma coisa de Deus, e (...) veio tão de repente”. Contou que no “Tigrinho”, no “Água Branca” e no “Aldo” tiveram problemas, e que 2 inclusive uma granja perdeu cerca de 10 mil frangos. Alertou sobre um possível rompimento de uma represa, enfatizando que problemas piores poderiam acontecer, e neste momento houve manifestações na galeria. Fez uma indicação de forma verbal, para que seja restabelecido um ponto de ônibus na Av. Paraná “em frente ao bar do Adriano”. Wágner – Dirigindo-se ao sr. Anderson, Presidente do Sindicato dos Servidores, solicitou que o mesmo analise uma proposta de incentivo de mérito para quem realizar cursos relativos à função exercida. Deu um exemplo, e, defendeu uma gratificação para quem estiver se especializando. Esclareceu que por motivo legal, ele e os vereadores Dil e Gordo não poderiam estar votando em um projeto que beneficie eles mesmos. Voltando-se ao sr. Celso Biolada lhe disse que agora seria o momento de cobrar o plano de saneamento apresentado na Igreja da Vila Frederico. Disse também que precisam cobrar do funcionário da Prefeitura responsável, o registro da recente catástrofe “no Estado e na Federal”, pois ficaria mais fácil para “um deputado forte” cobrar. Alex – Reforçou o impedimento dos vereadores Dil, Cícero e Wágner na votação dos projetos de lei no. 005 e 006/2016 em função de integrarem o Quadro de Funcionários. Disse que a área do funcionalismo estava abandonada nos últimos mandatos, mas que de repente o Prefeito Municipal encarou a situação das perdas salariais dos últimos 15, 16 anos. Reportou que o interpelaram sobre o direito de 6 meses de licença-maternidade no âmbito federal, e que juntamente com o Prefeito providenciou um projeto para que fosse deliberado pelo Plenário a ampliação do direito aos servidores pais deste Município. Afirmou que vai entregar seu mandato com o dever cumprido para com seus 316 eleitores e os demais. Disse que sofreu críticas dos servidores municipais, mas fez o seu serviço. Jorge - Iniciou voltando-se ao sr. Celso Biolada e disse que há 6 anos, quando iniciaram os loteamentos no entorno do Rio Jataizinho, foi alvo de uma tentativa de homicídio, porque defendia o povo da Vila Frederico nesta Casa prevendo os danos que sofrem atualmente. Declarou que foi para casa nesta época após sessão e “fuzilaram sua casa inteira”. Disse que pessoas o ameaçaram na presença do hoje Vereador Fábio dizendo: “Você não vai pra Câmara e fala isso, porque senão você vai arrumar pra cabeça”. Isto aconteceu no dia 30 de Setembro de 2011. Afirmou que o Prefeito e o Engenheiro nunca poderiam liberar a construção de casas naquele local e o que os problemas aconteceram em função da “vontade de ganhar dinheiro”, esquecendo-se das famílias. Clóvis – lembrou um discurso seu onde dizia “que teria que mandar prender um engenheiro que aprovou aquilo ali e o gestor que caneteou pra deixar construir aquele troço ali”. Disse que só acreditará na mudança das famílias quando vir este fato, pois o povo está cheio de promessas. Disse também que viu muitas coisas durante seu mandato, e que não acredita enquanto não for pago, que os professores vão receber seu reajuste. Durante este discurso houve várias manifestações e o Vereador Clóvis parou seu discurso para ouvir munícipes. Retomando sua fala narrou que esteve em Curitiba e o projeto para solução do local custaria cerca de R$ 40.000,00, mas que o Prefeito não cumpriu sua obrigação com o projeto. Insistiu que: “minha parte é defender o direito de vocês (moradores do bairro)”. Finalizou dizendo ser 3 favorável ao projeto dos servidores presentes, mas que não acredita nas palavras do Prefeito. Cícero – Dirigindo suas palavras ao sr. Celso, afirmou que o Prefeito não vai fazer nada para os moradores da Vila Frederico. “Não acredite que ele é mentiroso”. Disse que ele não cumpriu sua promessa de limpar uma boca-de-lobo. Reportou que derrubaram a casa de uma senhora e começariam um aterro, mas já se passaram 40 dias. Além disso, o Prefeito teria prometido uma casa a esta senhora, mas disse novamente que seria uma mentira do Prefeito. Também criticou que o Prefeito não cumpriu com a obra de pavimentação asfáltica do Conj. Maria Júlia. Manifestou sua solidariedade aos moradores e pediu para pararem de enganar o povo. Criticou em seguida, o fato do Prefeito não cumprir com sua promessa da construção de uma creche, sendo que a Câmara já havia autorizado a compra do terreno. Maurílio – Iniciou dizendo que agora ficará apenas ouvindo, pois vem falando sobre essas coisas há mais de três de anos. Contou que no ano de 2012, o Prefeito reuniu-se com servidores na Casa da Amizade e prometeu benefícios. Disse que: “Jataizinho precisa de eleição todo ano, porque começa se resolver as coisas (...) não acredito nem o que o Prefeito escreve e nem o que ele fala (...) mas antes tarde do que nunca”. Depois passou a narrar que em função do Prefeito não cumprir lei federal do piso salarial dos agentes comunitários acompanhou-os até o Ministério Público para denunciar o fato. Analisou que pela luta dos professores o Prefeito se viu obrigado a resolver as demandas salariais do restante dos servidores. Afirmou em seguida, ao Vereador Clóvis, que em época de enchente o Prefeito não precisa iniciar licitação, e que inclusive já existia uma empresa contratada que poderia fazer a limpeza do rio. Disse que a população de Jataizinho está pagando caro, e o Prefeito precisa fazer o que é correto. Disse ao sr. Celso que não adianta cobrar a Câmara, mas que ele deveria cobrar o Prefeito. Disse que o Prefeito ficou 3 anos pra fazer 90 casas e não vai ser com 10 meses que vai tirar os moradores da Vila Frederico (da zona de risco). Cobrou por último que a CFO elaborasse seu parecer imediatamente, assim como fez no projeto dos professores na semana passada. Lembrou do prazo de 02 de Abril para aprovação dos projetos 005 e 006/2016 e recomendou aos servidores que não deixem de comparecer às reuniões. Fábio – Iniciou dizendo que a comissão opinaria favoravelmente aos projetos. E, que na segunda-feira (21/03/16) seria a primeira votação. Fez um pedido para que na quarta-feira seja realizada a segunda votação por causa de um feriado, e que em Abril os funcionários já possam receber seus direitos. Afirmou que ninguém estava dando nada aos servidores, mas que é apenas direito deles. Reforçou que como relator seu parecer seria favorável e que seu voto também seria favorável. O Presidente esclareceu que neste dia seria apenas a leitura do projeto, que a Comissão estaria se reunindo após a sessão para fazer o pedido dos funcionários e que “amanhã cedo vai estar sendo protocolado na Prefeitura”. O Presidente não deu início ao período destinado à Ordem do Dia. Passou então o Sr. Presidente às Explicações Pessoais. Durante palavra livre, manifestaram-se nesta ordem os seguintes vereadores: Wágner – Solicitou envio de ofício de condolências ao Pr. Emerson Pereira de Albuquerque pelo falecimento de sua 4 esposa Maria Lúcia. Sugeriu ao Presidente do Sindicato, o sr. Anderson, para que lutem por uma avaliação anual dos servidores. Alex – Disse que cumpriram mais uma vez neste dia o papel de legislador. Destacou a importância da população estar acompanhando o trabalho de seus vereadores. Disse que em outros lugares também está havendo ações de servidores lutando por melhorias e assim haverá melhoras do trabalho na máquina administrativa. Disse que espera que nas próximas gestões os problemas de defasagem salarial sejam corrigidos. Afirmou que graças ao Governo Federal e o estabelecimento de pisos salariais os salários não estão tão abaixo da realidade. Analisou que ainda que o Governo Federal venha tendo problemas, ele se preocupou com as classes de trabalhadores. Sobre a enchente, disse que isto é problema de toda a cidade banhada por rios. Lembrou que a última dragagem foi feita na gestão do Prefeito Evilázio. Disse que é uma guerra constante com a natureza, e que infelizmente não vai ser resolvido neste fim de mandato, mas deve ser resolvido nas próximas gestões. Jorge – Pediu que o Presidente despachasse com urgência às comissões, os projetos apresentados nesta reunião. Relatou as dificuldades dos servidores na sua luta por direitos, e lembrou que o Prefeito prometeu estes projetos para os servidores e deve cumprir cortando horas-extras, gratificações e cargos comissionados, pois caso contrário não conseguirá cumprir. Declarou que os vereadores cumpriram seu papel e agora a responsabilidade está com os departamentos de Controle Interno e Contabilidade do Poder Executivo, com o Prefeito e seu Departamento Jurídico. Cobrou agilidade dos vereadores para que o Prefeito possa sancionar a lei. Clóvis – Disse que só acredita no Prefeito depois que vir o pagamento dos servidores. Explicando que colabora nos problemas dos moradores, e mostrando uma foto de uma tampa de galeria fluvial, disse que um munícipe reportou a ele que foi até o SAAE e foi direcionado para a Prefeitura. Obteve a resposta que o Município não tinha uma tampa para a galeria de águas fluviais. Analisando a situação anterior, o Vereador Clovis criticou a Prefeitura e emendou outras críticas a respeito da situação da Vila Frederico. Criticou também que o Prefeito não fez nada nos 3 anos de mandato e agora com a proximidade das eleições “virou santo”. Disse mais: “não tem nem um tonto aqui (...) é politicagem (...) professor é formador de opinião, ele sabe porque foi aprovado o projeto (...) dá uma voltinha no Município, olha a situação que tá isso aí (...) não faz uma capina, não pinta meio-fio, não tem quebra-molas”. Cícero – Fazendo menção ao discurso do Vereador Clóvis disse: “se nem a tampa fez imagina as 40 casa”. Em seguida contou que assistindo a TV Tarobá, observou que tem prefeituras que nem enviaram documentação ao Ministério do Desenvolvimento para receber verbas. Sendo assim pediu ao Presidente, o envio de Ofício ao Prefeito de Jataizinho para ver se a Cidade está enquadrada e enviou documentos ao Ministério. Disse por último que ele não votaria no Projeto no. 006/2016, mas que seria favorável. Fazendo uma comparação com o personagem Robin Hood, disse que o Prefeito “está tirando dos pobres e levando não sei pra onde (...) vice-versa”. Revelou que o Prefeito vai “cortar da sua carne da seguinte maneira: vai cortar insalubridade, que ele deu lá pra ganhar a eleição pro Deputado dele (...) vai tirar 5 gratificação (...) e começou judiar de todo mundo do barracão (...) cortando as horas dos coitadinho lá”. Disse também que o Prefeito forçou um pessoal a trabalhar no último sábado ameaçando cortar as suas horas. Afirmou que os vereadores deveriam bater na questão da cesta básica prometida aos servidores e advertiu que se o Prefeito “não tirar ele tá morto” (referência aos cortes). Reforçou seu pedido de ofício. Analisou que a Prefeitura deve mais de R$ 500.000,00 de precatórios, e não paga os precatórios há um ano e meio. Contou que a Prefeitura licitou uma Van, com a finalidade de usá-la em transporte de doentes, “e ela tá jogada no fundo da Prefeitura porque não sai o documento”. E, concluiu fazendo outras críticas. Maurílio – Disse que tentou avisar o Vereador Gordo sobre o Prefeito, mas que ele não acreditou e ainda tentou prejudicar o Vereador Maurílio, Alex, Jorge e Clóvis. A seguir, fez as contas do impacto dos aumentos dos funcionários e sugeriu que o Prefeito cortasse suas viagens para Curitiba, pelas quais gasta cerca de R$ 2.000,00 de diária por semana. Sugeriu que os Vereadores façam uma emenda ao Projeto 006/2016 para alterar a redação do parcelamento de 6 para 3 anos. Interpelando, o Vereador Cícero apoiou e houve manifestação de aplausos na galeria. Na sequência pediu um aparte e indicou ao Presidente do Sindicato que fosse à Prefeitura no dia seguinte reunir-se com o Prefeito sobre esta alteração. Disse ainda, que no dia da enchente o Prefeito viajou 15 dias e gastou mais de R$ 10.000,00, mas trouxe apenas meia dúzia de colchões do Provopar. Retomando seu tempo, o Vereador Maurílio fez cálculos do impacto do aumento e disse ser uma vergonha o que o Prefeito estava fazendo. Então dirigiu-se ao Presidente do Sindicato e disse que o dinheiro seria saldo do FUNDEF, mas que para os servidores o dinheiro teria que sair do caixa da Prefeitura. Disse também que funcionário tem que ter salário digno, e que gratificação não entra em sua aposentadoria. Completou ainda que o Município viciou nas gratificações, “dá gratificação pro servidor que é puxa-saco do Prefeito, e que não é só se rala”. Solicitou à Diretora da Câmara que providenciasse a emenda e sugeriu uma reunião extraordinária. Disse que o Prefeito poderia vetá-la mas poderiam tentar. Concluiu comparando o Prefeito atual com o ex-Prefeito, e afirmando que o primeiro não deu nada ao servidores e o último “deu uma miséria (...) e porque é ano eleitoral”. Adilson – Parabenizou os funcionários presentes e o Presidente do Sindicato. Declarou que “o que for melhor pra vocês agente vai tá colocando pra vocês”. Pediu também ao sr. Anderson que reúna mais funcionários pra vir até a Câmara para lutar pelos outros servidores. Ninguém mais querendo fazer uso da palavra, o Sr. Presidente agradeceu a presença dos vereadores e demais munícipes presentes, e convidou a todos para a próxima reunião ordinária que acontecerá no dia 21 de Março às 20 horas. Em nome de Deus declarou encerrado os trabalhos da presente sessão. Sala das Sessões da Câmara Municipal de Jataizinho, aos quatorze dias do mês de março de 2016. -Adilson Gonçalves da SilvaPresidente -Fábio de Moraes PoloniaPrimeiro Secretário