| Tipo | Ata Audiência Pública |
|---|---|
| Número / Ano | 3 / 2025 |
| Date | 2025-09-05 |
| Ementa | ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA: PROTEÇÃO ANIMAL. (05/09/2025). |
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RES CÂMARA MUNICIPAL DA LAPA - PR ATA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS, COM O TEMA: PROTEÇÃO ANIMAL. Aos cinco dias do mês de Setembro de dois mil e vinte e cinco, às 18:30 horas, reuniu- se no Plenário Vereador César Augusto Leoni, a Comissão de Serviços Públicos, sob a Presidência do Vereador Bruno Bux, estando presentes: o Delegado da Polícia Civil, Dr. Diogo de Araújo Modesto; o Diretor da Unifael da Lapa, Roberto José Covaia Kosop; o Diretor Geral de Agropecuária e Meio Ambiente, Rafael Dallagrana; a Diretora do Departamento de Bem Estar Animal, Bianca Nasser Piovezan; representando o Corpo de Bombeiros, a senhora Jéssica Berfala Faidel; a Ong Defesa Animal, senhora Gisele Ramalho; e o Presidente da Comissão de Proteção e do Direito Animal, da OAB Paraná, senhor Eduardo Rutes Camargo, para debater com responsabilidade as demandas relacionadas a defesa animal. A Vereadora Camila Schefer Pierin, justificou a ausência, em razão de compromisso previamente agendado de viagem. Os demais Vereadores não compareceram devido a compromissos pessoais e motivos de saúde, como do Presidente Arthur Vidal, que está com uma crise de labirintite. Esta audiência foi gravada e transmitida pelo Facebook e YouTube da Câmara de Vereadores, podendo ser enviadas perguntas e sugestões pelo chat. Declarada aberta a presente audiência pública, fez uso da palavra o Delegado Diogo, agradecendo pelo convite e entende que esta causa é de todos e está prevista no artigo 225 da Constituição Federal, logo é uma causa que interessa a todos, principalmente aos órgãos públicos que tem a missão de efetivar a norma constitucional. Como policial e representante da Polícia Civil no Município da Lapa, tem como missão principal combater os crimes ambientais, e em relação ao crime de maus tratos, a Lei 9.605, artigo 32, parágrafo primeiro, prevê crime de maus tratos quando se tratar de cão ou gato, em que a pena prevista é de dois a cinco anos, podendo ser aumentada de um sexto até um terço, em caso da morte do animal, por outro lado, os maus tratos, quando se trata de outros animais, ainda é muito branda, de até um ano, podendo ser aumentada em caso de morte do animal, mas existe uma proteção deficiente quando se trata de outros animais, como cavalos, bois e demais animais, e a atuação da Polícia Civil se dá por meio dos procedimentos legais que são previstos em Lei, e a missão da Polícia é levar o sujeito culpado à Justiça, que essa pessoa seja processada e condenada, se for o caso. A atuação da Polícia, portanto, é eminentemente repressiva, mas isso não significa que a atividade se exaure nessa atividade repressiva, também tem a atividade preventiva que tem cunho pedagógico e educativo, quando é informado a população, e realizado diligências, no sentido de informar a população acerca dessa legislação protetiva dos animais. E quando tratam também do meio ambiente, tem que ser de uma forma mais ampla, porque os animais precisam também do ambiente pra poder sobreviver. Então, a própria preservação da flora e da fauna também é importante pra sobrevivência dos animais, ela estã dentro de uma discussão maior, da própria preservação da vida humana, porque a vida humana depende do ambiente em que se vive, ela depende do ecossistema. Não preparou nenhuma fala, pois foi surpreendido e praticamente intimado pra falar aqui hoje, mas como bom carioca, vai dar trabalho pra parar de falar aqui em determinado momento. E vê aqui várias pessoas que já fizeram resgates juntos, e não é fácil, como já disse, a Polícia Civil atua como repressiva, e na semana passada atuaram diversas vezes, sabe que a atuação ainda é precária e não tem a estrutura que deveriam ter, muitas das coisas que fazem é no calor da emoção, é na vontade, é na perseverança, inclusive com recursos próprios, gastando do próprio dinheiro, todos sabem disso, é com todos aqui. Então, é uma oportunidade da população debater isso e criar mecanismos, criar um projeto que torne a proteção, não só animal, mas a proteção do ambiente, alguma coisa talvez mais profissional, em que haja um protocolo de atendimento, porque quando recebe uma ocorrência que trata da violência animal, para atender essa ocorrência, precisa demandar outros órgãos, porque a Polícia Civil não tem canil nem um sítio SO, E Amá CAMARA 487 MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FL 02 que possa levar os animais, muitos deles levou pra casa, está há quase três anos na Lapa, tem quatorze cachorros resgatados e mais alguns que cuida na casa de outras pessoas, inclusive tendo que pagar para deixar animais em casas de pessoas voluntárias. E tendo um projeto, um plano, as pessoas se engajando, talvez possam melhorar a situação na cidade. A atividade da Polícia Civil é clara pra todos, é eminentemente repressiva, atuam quando existe a infração penal, tendo essa notícia de infração penal, é desencadeado o processo, o procedimento legal que se desenrola por meio do inquérito policial. Com a palavra o Vereador Bruno Bux, disse ser interessante o Delegado Diogo trazer esse ponto de vista penal, sendo também um defensor da causa, para somar-se as ideias e sair com um objetivo comum. Com a palavra o Diretor da Unifael, Roberto José Covaia Kosop, cumprimentou a todos e disse que a proposta em especial de estarem aqui, busca compreender um pouco, o motivo pelo qual existe hoje essa preocupação institucional. É curitibano, e veio pra cá justamente com a incumbência de fazer a reabertura institucional para os cursos presenciais e vem pensando, já desde o ano passado em especial, que tipo de curso e de profissional quer formar para o Município, em especial com a primeira questão, formar e buscar compor todo um processo educacional para aquele tipo de aluno que se forme e queira permanecer no Município, essa é a intenção do grupo educacional, que é o grupo Ser, que faz parte hoje da Unifael, mas pensando efetivamente na territorialização do ensino, não sabe das experiências que muitos às vezes já tiveram, mas de certas graduações ou ensinos em si, que acabam sendo genéricos ou trazendo um tipo de abordagem que não tenha uma preocupação com o território em primeiro momento, isso não faz o menor sentido. Tanto assim nunca o fez, que as primeiras preocupações foi a abertura de dois cursos, que é de Medicina Veterinária e de Agronomia, em conjunto com o curso de Direito e também agora com o curso de Psicologia e demais da área da saúde para o ano que vem. A intenção, não é na proposta de apresentar a instituição ou falar dos cursos em si, mas ter uma perspectiva que fique clara a todos e assim espera que compreendam o ensino a partir desta fala, e em que pese a instituição de ensino privada, seja ela qual for, seja privada por natureza, o conhecimento e as ações que produzem ali são públicos, o que fazem ali dentro, representando a instituição, é preparar um corpo profissional que entenda o território que de fato ele queira trabalhar. Não faz, portanto, o menor sentido ter alunos e pretensos Médicos Veterinários que não conheçam a região ou que queiram conhecer a região que trabalham após um momento de formatura. Hoje a Unifael, tem um privilégio de território pela extensão, e se posicionam como assim os anos já o fizeram, mas agora num procedimento diferente, que é de trazer uma identidade e o orgulho em si de pertencer ao Município. E hoje, por ser um território extenso, em que permite de fato não só ter um ambiente de depósito de aula, de ir ter uma aula e ir embora, mas de permanecer naquele ambiente e ter uma trajetória, é que os alunos como um todo dispõe de laboratórios, de um campo aberto e em especial de um corpo docente eminentemente do Município da Lapa, e isso é a intenção. E diz isso de fato porque a lógica que quer propor, é entender que a instituição está à disposição, não no sentido de uma venda de curso, mas no sentido da ocupação daquele espaço. Então, por vezes, como o Doutor muito bem trouxe, que o trabalho da Polícia se dá no âmbito extensivo e no âmbito em si, que de fato direciona, em alguns sentidos de maior tensão, o papel da Unifael é dar esse suporte prévio, é dar um suporte anterior para que se entenda de fato e não chegue a vias tão complexas como, infelizmente assim o tem. Hoje ali não chegou nesse cenário de adoções em massa, mas de um momento de reabertura de movimento, já tem quatro ou cinco mascotes ali dentro, e isso em si que recepcionam diariamente. E são exemplos muito pequenos que se começa a perceber e identificar no próprio Município, a preocupação da ausência de dados, para que possam efetivamente tentar compreender aonde estão pisando, e como instituição de ensino, não busca trabalhar no abstrato. Então, não pode permitir que, o que produzem de conhecimento seja só o meramente teórico, precisa trabalhar efetivamente com isso e logo precisa produzir Audiência Pública FI. 03 esses dados, entender e ter essa certa sensibilidade, necessariamente precisa e aí diz do apoio da sociedade civil, do Poder Público como um todo e também se fazer a disposição para que consigam trabalhar juntos nesse tipo de entendimento. A causa animal, como disse, é um pressuposto que, não só pessoalmente, e toda a trajetória deste se dá na área do Direito e na área do meio ambiente e desenvolvimento aqui pela Federal do Paraná. E dentro desse tipo de percepção, o que vem e busca trazer é o entendimento do aluno, para que entenda o entorno, o contorno e assim o faça. E da mesma maneira, a partir do momento em que eles têm esse contrato com a Unifael, o aluno, da disposição durante o seu momento de aula, todos eles e as famílias deles também sabem que vão ser frutos de experimentos da própria comunidade. E diz isso no sentido de que, como comunidade, precisam fazer uso dos alunos, e hoje, o que às vezes falta, necessariamente por questões orçamentárias, organizações empresariais em si, não tem hoje essa falta que é de um corpo, de um tipo de pessoa de entendimento e de sensibilidade que quer pesquisar sobre isso. Então, os alunos de Medicina Veterinária, por exemplo, não tem a preocupação somente com animal de grande porte, mas seja o animal de pequeno porte, seja ele já com um tutor, seja ele em situação de abandono, é algo em si que o aluno vai estar se preocupando e desenvolvendo projetos. E quando diz desenvolvendo projetos, desde momentos de abertura de algo que é possível, que é observatório de dados, que é tratamento efetivo do que tem, até mesmo a materialização de projetos ainda maiores, como com o apoio da comunidade em si, pensando em projetos de castração coletiva, em processos em si de cuidados. Hoje tem um território e é preciso ocupá-lo, é preciso de fato com que o território que existe na Unifael, volte a pertencer ao Município da Lapa como um todo. Então, por isso que vem hoje aqui na posição efetiva de prestar à comunidade em nome da instituição como um todo, seja do Poder Público ou da sociedade civil, mas para que pensem juntos e esteja à disposição de todos de fato, para que possam sentar nisso e pensar o que conseguem fazer ali dentro. Como que, como instituição de ensino, conseguem buscar uma legitimidade de certos dados, trazer alunos de outras experiências, tais como do próprio curso de Direito pra dar um suporte, fazê-los entender e de novo que hoje o grupo de alunos de duzentos alunos que tem hoje nos cursos presenciais, eles venham ocupar o mercado e não de uma maneira negativa ou que em si saiam do Município, mas que eles tragam pra cá esse conhecimento adquirido e sejam guiados pela instituição. Então, no final das contas, todos ali acabam sendo uma responsabilidade de todos, a partir do momento em que eles saem todas as noites e ali estão, pede que durante os momentos que lá não estão, eles sejam provocados por isso. Então, o aluno da Unifael sabe desse senso de responsabilidade, porque bem ou mal, e espera que de fato pelo bem, mas daqui cinco anos vai ter mais de quarenta Veterinários formados aqui pela primeira vez na história do Município. Daqui cinco anos vai ter quarenta novos Agrônomos que foram pela primeira vez formados no Município, isso é muito significativo. Desde a fundação do Município não tem aqui um Médico Veterinário que se formou no Município, e para que isso ocorra e gere um significado, é que precisa do apoio da comunidade como um todo e ao mesmo tempo se fazer a disposição, e tudo o que fazem ali dentro é público, o conhecimento é público, a responsabilidade deste é pública. Então, esses profissionais como um todo, antes de virem ao mercado, eles têm que demonstrar que estão aptos a ir ao mercado, e o mercado que diz é a sociedade da Lapa e contorno. Então, de fato, contem com a Unifael, seja o Poder Público, e de fato, é um prazer enorme representar o grupo Ser e a Unifael aqui, porque hoje o processo é de retomada, é de poder trazer ainda mais segurança e gerar ainda mais responsabilidade e senso socioambiental. Com a palavra a Cabo Jéssica, representando o Corpo de Bombeiros, iniciou dizendo que hoje tem muitas ocorrências com animais, a maioria sem tutores, então esse pós-resgate não tem pra onde levar os animais, e como o Delegado, esta já levou cinco pra casa, a maioria conseguiu doar pra famílias, tanto aqui quanto em Curitiba e São José dos Pinhais. A maioria das situações ocorrem nesse córrego ali embaixo por não ter uma proteção, mas não só animais, crianças in CÂMARA a) | MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 04 também correm perigo ali, já tiraram idosos dali, pessoas depois de uma bebedeira caem ali de madrugada. Então é bem complicado, e a ideia seria murar esse córrego com uma cerca ou alguma coisa assim, porque a maioria das vezes as ocorrências são ali, tanto com cavalo que é difícil pra retirar. Então quer levantar essa questão aqui, de onde iriam deixar esses animais, algumas vezes tentou até o canil, porém o canil é super lotado, e acabam recolhendo esses animais e cuidando no Quartel, a maioria gosta dos bichinhos, então, essa que era a questão a ser levantada. Com a palavra o Doutor Eduardo, representando a OAB, iniciou parabenizando a todos os presentes que deixaram seus lares, seus filhos e familiares em casa para tratar desse assunto que é tão importante, assim como todos os outros assuntos públicos, e os animais, que hoje vê que são as maiores vítimas da sociedade. Faz parte do grupo das Comissões do Paraná de Proteção e Direito Animal, e tem participado de algumas reuniões onde percebe que não é um problema só agui local, hoje é um problema nacional, essa questão de falta de estrutura, da falta de um local pra levar os animais que são socorridos. Também tem visto muita coisa com relação ao número de pessoas que estão dispostas a ajudar, aqui no Município, confessa que não sabia que haviam tantas pessoas interessadas nesse assunto e fica feliz de saber. Em algumas oportunidades já realizou o resgate também, não comunicou nem buscou a ajuda de ninguém, fez da própria conta com o próprio dinheiro, pensando em ajudar o animal naquele momento. Mas acredita que está na hora de se reunirem e tratarem isso de maneira a divulgar, porque só assim vão conseguir trazer mais pessoas pra ajudar, e talvez trazendo mais pessoas consigam organizar essa questão de locais para levar os animais que são resgatados. E ouvindo essas duas figuras importantes da sociedade, já estava pensando em projetos onde a própria OAB pode financiar essa questão de um local, na OAB as Comissões servem pra isso, justamente para verificar problemas na sociedade e ajudar, às vezes O investimento é o que precisa, e desde já convida o Delegado e o professor pra de repente sentar, conversar e estudar um projeto envolvendo esses três órgãos públicos sobre a questão do local, e seria muito importante hoje a presença do Prefeito ou de algum representante da Prefeitura, para se envolver nisso, embora estejam aqui pessoas que fazem parte da Prefeitura, mas o próprio Prefeito deveria estar aqui hoje, e seria importante notificá- lo para que compareça nas próximas reuniões e talvez ele consiga passar o que ele pode e o que ele não pode fazer com relação à verba pública municipal. Com a palavra a senhora Gisele Ramalho, agradeceu pelo convite e pela iniciativa do Vereador Bruno Bux, porque é muito necessário mesmo, e a situação no Município é bem crítica e não é de hoje. A ONG Defesa Animal, vai fazer treze anos de existência, e já foram milhares de animais salvos, castrados e doados. Hoje estão com noventa cães e sete gatos na ONG, e a preocupação maior é que a responsabilidade é de todos, mas a obrigação é do Município, é constitucional, e concorda com a fala do representante da OAB, de que deveria ter um representante do Executivo aqui, pois estava observando, e vários Municípios não têm um Departamento de bem-estar animal, não tem uma Lei do censo animal, não tem Lei do desconto do IPTU se a pessoa adotar um animal. Então, em termos de legislação, até que estão bem encaminhados, mas o Executivo não está colocando em prática todas essas Leis que tem, não está efetivando isso, talvez por falta de pessoal, não por falta de verba, porque o Brasil é um país muito rico e sabe que tem de onde sair essas verbas, tem recurso. A causa animal hoje cresceu, é nacional, todo mundo está preocupado, haja vista tantas pessoas entrando na política usando da causa, muitos representando a causa e outros não. E quanto a fala sobre o córrego, o senhor Rafael é testemunha que esteve procurando o Secretário do Meio Ambiente, para que fizesse uma cerca de contenção lá, porque também já foi resgatar muito animal lá, já caiu cavalo, cai bêbado lá, então, realmente ficou muito perigoso aquele Pargue Linear ali no início, na Rua Tancredo Neves, pra frente já não é tanto. Então, está falando aqui porque realmente procurou o senhor Rafael e ficou de ser providenciado, de fazer um estudo do que poderia ser feito, uma cerca viva, alguma coisa nesse sentido, então, é um assunto que já foi tocado. E desde o CAMARA Co MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FL 05 início da Ong, na época da ex-prefeita Leila, precisa saber o número de animais que tem neste Município, antes de qualquer implementação de programas, seja de castração ou do que for, se não vão estar enxugando gelo com o dinheiro público, tem que saber quantos animais tem, quais os bairros mais carentes com o maior número de fêmeas jovens, porque são as fêmeas e jovens que vão acarretar cio e ninhadas indesejadas. Então, precisam primeiramente colocar a Lei da ex-Vereadora Brenda, do censo animal em prática, seja através de Agente de Saúde, através dos alunos do Colégio Agricola e até alunos da própria Fael, para fazer o censo nas casas, com a Prefeitura de repente dando apoio, é uma forma de iniciar, é o pontapé inicial pra poder combater o que tem hoje aqui na Lapa, que é um descaso não só de cães e gatos, quanto de cavalos também, está até na mídia uma situação do rapaz que cortou as patas do cavalo, todo mundo se sensibilizou, mas não é só isso, é um crime brutal. É visto no dia a dia situações de cavalos andando pela rua que pode vir acarretar um acidente muito mais grave com pessoas e crianças, então tem que ter um olhar pra isso, mas se não souberem quantos animais têm no Município, nada vai resolver, vai ser enxugar gelo. Agradece a oportunidade de estar aqui falando, até porque tem pessoas que nem sabiam da existência da Ong Defesa Animal, apesar dela estar há treze anos agindo no Município, é um trabalho de formiguinha, sem recursos, com a ajuda de colaboradores e de pessoas simpatizantes da causa. O Vereador Bruno Bux, disse que teve aqui algumas considerações importantes, em que o Delegado trouxe a importância de fazer um protocolo de atendimento, para o resgate, talvez isso possa ser um Projeto de Lei em que precisam pensar a partir de hoje, ter um plano, a Prefeitura pode trazer esse plano para a questão animal, precisam entender qual é esse plano e sair com um compromisso aqui, que a Prefeitura apresente isso, ter onde levar os animais, isso também faz parte do plano, a OAB se colocou à disposição para estar junto nessa discussão, talvez formar um Conselho Municipal de proteção animal, enfim, um grupo de trabalho, acredita que o Conselho é a melhor saída, via Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. A Unifael também trouxe a questão de um suporte prévio, um projeto de extensão, que a comunidade possa fazer uso disso e também se colocou à disposição para sentar e pensar juntos no Departamento do bem bem-estar animal, e achar juntos essas saídas a longo prazo, como um projeto de castração. Também destaca um encaminhamento de todos os Vereadores irem atrás de recurso, para fazer um plano, porque não adianta sonhar e não saber qual é o tamanho da demanda que tem, acredita que a Prefeitura precisa apresentar isso, pra onde levar esses animais. Recentemente o Delegado trouxe isso aqui, em que teve uma apreensão de galo e não tem pra onde levar, estão no mesmo local. Então é um problema do Município da Lapa e da Prefeitura que dentro das suas devidas proporções, precisa resolver, não da questão do galo, mas sim para onde levar, precisam pensar juntos sobre esse pós-resgate. Também tem a questão de murar o córrego do Parque Linear, talvez seria importante pensar inclusive em uma cerca viva, hoje tem vários tipos de cerca viva, será que já foi entrado em contato com o horto municipal de Curitiba, será que já foi pensado numa licitação, ou de uma campanha, cada um dá um pouco, pra fazer uma cerca viva ali. Também precisa verificar se já tem uma Lei de desconto do IPTU para quem adota, é importante saber como que está, porque recentemente, foi aprovado aqui, e este Vereador foi o único que votou contra o aumento do IPTU na cidade, e muitos vão cair de costa a hora que chegar o carnê do IPTU ano que vem, porque tem casa que vai aumentar em até 500%. Então, essas coisas que mitigam o impacto que vai ter ano que vem no IPTU, talvez seria uma solução pra ajudar a população que vai ser prejudicada aí com esse aumento do IPTU no ano que vem. A senhora Gisele também falou do censo animal, e tem uma Lei aqui já aprovada, é importante que a Prefeitura traga essa questão. Outro encaminhamento é que seja criado o Conselho de Proteção Animal na cidade, que isso seja pensado junto com a Academia, com o Poder Judiciário, com a OAB e a Prefeitura, saídas nesse sentido. Com a palavra o Diretor Geral de Agropecuária e Meio Ambiente, Rafael Dallagrana, cumprimentou a todos e disse que, tem alguns problemas evidentes no A é CAMA A MARA MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 06 Município e tentam solucionar da melhor forma possivel, mas o que pesa muito no momento é a falta de recursos, e hoje tem destinado para as ações de castração cento e cinquenta mil por ano, onde fazem aproximadamente cerca de três ações de castrações por ano, varia em média de peso por animais que ocorrem as castrações. Este ano já foi feita mais de quinhentas castrações, tem processo também para manter os animais no canil, no Centro de Controle de Zoonoses, tem a ração, tem um contrato do abrigo extemo, que foi uma exigência do Ministério Público, em que desde os anos dois mil, existe um TAC em cima do Ministério Público pra atender, no TAC tinha algumas exigências a serem atendidas, no Centro de Controle de Zoonoses do Município, e conforme foram resolvendo os problemas, ficou a superlotação. Conversaram com o Ministério Público, o qual solicitou que esclarecessem essa problemática. Fizeram uma licitação pra contratar uma empresa para administrar o canil e ter esse abrigo externo para mandar esses cães que estavam em excesso no Centro. E dentro desse processo, compõe um Médico Veterinário, um auxiliar de Médico Veterinário, um tratador, o pessoal da limpeza e o abrigo externo para mandar esses animais. Esse contrato começou a ser executado, os animais que estavam em excesso foram para o abrigo, os animais do canil na época estavam sem atendimento do Veterinário, porque na época o pessoal que trabalhava no Departamento pediu exoneração por algum motivo e o concurso tinha vencido, não tinha como chamar um Veterinário, não tinha no concurso, foi aberto um PSS para contratar de imediato o Médico Veterinário para suprir as necessidades do canil. O TAC do Ministério Público foi arquivado, porque hoje graças a Deus o canil está tranquilo, está tudo certinho com a equipe correta lá. Quando entrou na Secretaria, os animais já existiam no canil, a partir do momento que entrou lá, não recolheram mais nenhum, salvo algum caso de pós-operatório, que ficava lá alguns dias e já era liberado novamente, mas não podem mais recolher por conta do Ministério Público. E já foi feita uma outra licitação do abrigo externo pra manter o serviço, não sobrecarregar o canil e não trazer maus-tratos aos animais. Também tem alguns projetos em andamento, para manter um serviço de qualidade no Município, estão elaborando um contrato de consulta, exame e procedimento, e orçando os materiais para fazer um centro de castração no Município, estão orçando material, equipamento e insumo, já tem um projeto, e estão contratando uma empresa para fazer um projeto de ampliação e reforma do Centro de Controles Zoonoses. E na verdade, gostaria de saber o que pretendem pra poder se ajudar, se podem amplia o Centro de Controle de Zoonoses, construir trezentas baias lá, ter um espaço para recolher os animais ou diminui esse orçamento, investir em castração e conscientização, então quer saber o ponto de vista dos presentes aqui, pra saber que rumo tomar. Com a palavra a Diretora Bianca, cumprimentou a todos e disse que está no Departamento desde meados de 2021, onde iniciou como estagiária, e já tinha o problema do canil é o TAC do Ministério Público, não fazem o recolhimento de animais, por causa do Ministério Público. Ficou lá de 2021 a 2023, realizavam ação de castração, e tem também o projeto Veterinário Mirim, que é um Projeto Lei, sobre a conscientização dos animais, então passam isso para as crianças do quinto ano como incentivo pra eles se conscientizarem e levarem para casa, para não maltratar os animais e não ocorrer o abandono, e neste ano, teve três ações, em que foram castrados mais de quinhentos animais. A feirinha de adoção retornou este ano, mais ou menos ali no dia 16 de junho, também a Patinhas Carente vai junto na feirinha, e desde junho até a data de hoje, foram doados dezoito animais do canil, e pessoas que foram até o canil visitar ou até mesmo com o intuito de adotar o animal, foram trinta, totalizando. E como a senhora Gisele falou, é preciso ter esses dados dos animais pra saber como que está o censo. E tiveram uma reunião com o Prefeito e o pessoal da Positivo, eles trouxeram uma proposta de começar esse censo nas áreas quilombolas, em que eles já fazem o projeto da Positivo, que é com médico e um monte de ações que eles fazem lá na região do Feixo, Restinga e Vila Esperança, e a partir desses dados também trazer recurso para o Município. Então o censo vai iniciar dia 10 de setembro, e por enquanto tem três visitas que já Pd fim CÂMARA À pas 4) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 07 foram agendadas com os alunos da Universidade Positivo, também disponibilizaram o pessoal do Departamento e da Prefeitura, e a partir desse censo vão conseguir captar recursos. Os cadastros do Departamento, até a data de hoje estão suspenso, porque tem uma fila de quatrocentos animais para serem castrados, e não podem abrir novos cadastros, sendo que não tem previsão para castração, por isso decidiram segurar, mas querem fazer mais uma ação este ano ainda de castrar, a meta é zerar esses animais pra castrar. E tem muitas pessoas dizendo que deveria ter uma ação de castração na Vila São Lucas, no Caic, enfim, em diversos bairros, mas segundo dados do Departamento, vinte e dois cadastros foram no São Lucas, e hoje em dia, se forem no São Lucas, tem muitos animais lá soltos, e foi um número muito pequeno de cadastro. E nos outros bairros teve uma maior procura, totalizando mais de setenta cadastros de pessoas. Com a palavra o Vereador Bruno Bux, disse que é importante que tragam esses dados, porque precisam entender em que pé está isso, começa na Restinga, no Feixo e na Vila Esperança, são três comunidades, mas a Lapa tem sessenta e oito, então é preciso pensar em projetos e juntos com a Fael, enfim, essa audiência pública é justamente para achar saídas. Em seguida, foi aberta a palavra para o público presente e para os internautas. Com a palavra a senhora Carol Lang, questionou a ausência do Prefeito Diego, e infelizmente a culpa cai no Rafael e na Bianca que fazem tanto, uma situação que se prolongada há anos, inclusive o Prefeito divulgou que iriam ser arrumadas as baias, que iria ter baias para filhotes, para gatos e outros animais silvestres que também não tem. Então cobra aqui, como uma das protetoras e como cidadã, aonde estão essas baias, soube que levantaram os muros apenas, nesses seis anos que o Prefeito está. Em resposta, o senhor Rafael disse que foram construídas vinte e quatro baias novas e foi construído o muro, porque muita gente chegava lá na frente do canil nos finais de semana e jogava os cachorros para dentro, e geralmente os cachorros de dentro matavam, não dava nem tempo de socorrer, e no total são trinta e seis baias no canil. A senhora Carol Lang perguntou se tem alguma para filhotes, mães gestantes ou gatos. Em resposta, a senhora Bianca disse que não tem. Continuando, a senhora Carol Lang, disse que pela Lei Municipal de canil, não podem ficar por períodos prolongados, e pela Lei os animais têm que ser castrados, vacinados, tratados, micro-chipados e depois levados para esta fazer a parte que lhes cabe. Então, é super necessário as castrações, porque não adianta ficar lotando animal como se fosse um depósito. E também gostaria de saber, qual o valor gasto no ano para a Clinicão e quantos animais foram mandados pra lá nesse último ano. Em resposta, o senhor Rafael disse que nesse processo emergencial, com todos os serviços, não só do abrigo externo, o valor total ficou em dois milhões e quarenta e quatro mil. A senhora Carol Lang, questionou que só tem cento e cinquenta mil para gastar em castrações anuais. Em resposta, o senhor Rafael disse que o problema desse pedido do abrigo externo foi feito pelo Ministério Público e não tem como não atender o Ministério Público. E quando chegou no Departamento, esses animais já existiam no canil, e não sabe qual foi a causa do resgate, se eles eram bravos e estava atacando a população, mas hoje eles são todos castrados, medicados, vacinados, estão todos sadios e para adoção, o pessoal entra em contato com a Secretaria, pode ir lá no canil ver os animais e adotar tranquilamente, o que não podem fazer é soltar eles na rua agora, porque eles não sabem conviver na rua. Faz dois anos que está na Secretaria e esses animais já estavam lá. Continuando, a senhora Carol Lang disse que teria que fazer uma campanha bacana de adoção, é bióloga e defende a causa animal já há muito tempo, e vê muito essa dificuldade do canil de não receber mais animais devido a superlotação, e um projeto de adoção responsável, tanto nos meios de comunicação, como na Tribuna, Canal da Cidade, o Vereador Fabiano, que está trabalhando com os jovens, que mexem nas redes sociais, podem fazer a foto do animal bonitinho, dar um banho, arrumar e fazer essa divulgação, seria bem legal um projeto de melhor divulgação desses animais. E gostaria de saber, quando e como pode ir lá para conseguir fazer essa adoção. Em resposta a Diretora Bianca, disse que pode entrar em contato com o Departamento, agendar um dia e a fim CÂMARA [j==0)" | MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 08 horário que fica melhor para ver os animais e consegue fazer uma adoção também. Continuando, a senhora Carol Lang, perguntou sobre qual o valor gasto na Clinicão, quantos animais e qual foi o gasto por animal ao mês. Também perguntou ao doutor Roberto, sobre a parceria com a Fael, tanto para trabalhar projetos ambientais, quanto ajudar nas feiras de adoção, de divulgação, ter as castrações e quem sabe utilizar as salas cirúrgicas, utilizar para divulgar conhecimento e fazer uma parceria com estagiários para ajudarem nas feiras de adoção. E tem um projeto desenvolvido no CEJU, de bebedouro e comedouro para os animais de rua, tem a senhora Luísa, que é bióloga também e tem um projeto parado lá, para reutilizar tecidos, pra fazer cobertinha, roupinha e caminhas para os animais, materiais que estão sendo descartados no lixo e podem reutilizar, como os paletes, que podem fazer casinhas comunitárias, projetos de casinhas comunitárias com bebedouro e comedouro. Tem também um valor da multa a ser estipulada, aqui na cidade ainda não foi estipulado, então cabe a Secretaria da Fazenda estipular esse valor da multa que ajudaria nos projetos da causa animal, e gostaria de saber o valor dessa multa que está na Lei nº 3804, de 18 de junho de 2021, que cita as responsabilidades do bem-estar animal e também da Vigilância Sanitária, se eles ajudam. Com a palavra o senhor Carlos, perguntou à senhora Gisele, se nesses treze anos de Ong, recebeu algum recurso da Prefeitura. Em resposta, a senhora Gisele disse que não recebeu nada. Continuando, o senhor Carlos disse que quando a Prefeitura precisou, fizeram uma arrecadação de sete mil reais na época, e não tinha vacina nem de raiva para os cachorros, tinha cento e oitenta cachorros na canil, foi lá e viu a estrutura do canil na gestão anterior, era péssima, era uma casinha de madeira horrível, está muito melhor agora, mas também tem muito o que melhorar. E acredita que todo mundo que está aqui é pela causa, os Bombeiros e o Delegado fazendo a parte deles com certeza, e o Vereador Bruno aqui, é inacreditável a primeira Sessão de proteção animal, nunca foi feito. Outra pergunta que gostaria de fazer, é por que os outros Vereadores não estão aqui. Em resposta, o Vereador Bruno disse que justificou no início, a Vereadora Camila, está numa viagem pessoal, os Vereadores Arthur e Fabiano justificaram, o Vereador Acyr disse que vinha, o Vereador Paulo está com problema pessoal, o Vereador Purga falou que não vinha. Continuando, o senhor Carlos disse que tem que expor isso aqui, como a senhora Gisele mencionou, é uma causa bem grave aqui na cidade, ela disse que já faz treze anos, nem sabia que fazia tanto tempo assim, pra ver como é a falta de interesse da Prefeitura em ajudar, nunca deram uma doação, se forem olhar no portal da transparência, tem Vereadores doando cinquenta mil em várias emendas na cidade, já doou três vezes pra mesma, não que eles não precisem, mas nunca doaram pra Ong da senhora Gisele, nunca ninguém pensou em fazer uma emenda para doar pra Ong que já faz treze anos que está na cidade. Em resposta, a senhora Gisele disse que na verdade, no ano passado a Ong conseguiu algumas emendas com alguns Vereadores, mas é para aplicar este ano, o processo ainda está na mão do bem-estar da Procuradoria e não saiu ainda, então não sabe se vai receber essa verba, mas nesses quase treze anos nunca recebeu nada de dinheiro público. Continuando, o senhor Carlos disse que é um absurdo isso, agora virou uma situação grave na cidade, tem cachorro atacando a população, e o senhor Rafael levantou um questionamento, e todo mundo que está aqui quer ajudar de alguma forma. Também tem o senhor Jeferson, que é um dos caras que mais se empenha aqui na cidade por conta própria ele já foi buscar várias vezes lá na academia, e não recebe ajuda de ninguém da população, vai com o carro dele e gasta do dinheiro dele, é muito difícil ver toda a situação e ninguém faz nada. E não sabe se isso vai trazer problema, mas o problema maior hoje dos Vereadores não estarem aqui é justamente porque eles querem boicotar essa Sessão, ouvi isso de próprios Vereadores, de que não pode deixar o Vereador Bruno fazer esse tipo de audiência por conta de questões políticas, acha isso ridículo, falando honestamente, porque não é nem questão de política, é questão de se unir e fazer o negócio acontecer, resolver o problema que está grave. E não tem ninguém da Prefeitura nesta audiência, jogando toda a responsabilidade PP fu é CAMARA 6) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 09 nas costas do Rafael e da Bianca, mas eles fazem a parte deles, todos estão aqui pela mesma causa, e precisam cobrar mais dos Vereadores, para disponibilizar emendas para as Ong's e também para fazer uma cerca que é coisa simples, como a Jéssica já levantou, não gasta nada, é só querer que dá pra fazer. E sobre a pergunta de destinar a verba para aumentar as baias ou castrar, a opinião que tem, é que seria interessante castrar para resolver ou amenizar o problema na cidade, porque tem quatrocentos na fila, fazer menos baias e resgatar, tirar aqueles das ruas que estão, infelizmente, atacando a população. Mas enquanto a Prefeitura e os Vereadores não participar, tem que se unir, tem que ir pra cima, se precisar fazer outra reunião, tem que fazer. E esses que estão atacando a população, daqui a pouco a população vai começar a se revoltar e fazer alguma besteira por raiva e aí entra a parte do crime na população, mas a longo prazo, a castração vai resolver. Também tem um problema grande de abandono de outras cidades que ligam a Lapa, como Campo Largo, eles jogam pra cá e esse problema não acaba. Com a palavra o Vereador Bruno Bux disse que o senhor Carlos levantou a questão da emenda, e hoje já tem uma coisa mais concreta, por exemplo, precisa castrar, talvez a Prefeitura apresentasse um plano de castração para que os Vereadores saiam daqui com a missão de buscar recursos, porque não adianta ter a boa vontade de ir atrás dos recursos sem ter um plano, precisam entender o tamanho do negócio pra conseguir encaminhar E quando o senhor Carlos traz essa questão política, de pela primeira vez na história estarem fazendo uma audiência como essa, é justamente porque é pela primeira vez que estão fazendo muitas coisas na política, de destravar essa forma de pensamento engessado de pessoas que pensam a política dessa forma, de falar que não dá pra dizer que este Vereador faça uma audiência pública dessa forma, até porque esta audiência pública não é e nunca foi deste Vereador, e sim da Comissão de Serviços Públicos da Câmara Municipal da Lapa, que pela primeira vez está fazendo debates responsáveis e sérios que já deviam ter sido feitos ao longo dos anos. Então, esse tipo de pessoas que constroem a política denunciando, e não precisa nem falar quem são, porque não tem um governo cem por cento representado aqui recém-eleito, tem Prefeito, tem Vice que tem Secretaria de Saúde, e sabe dessa falta de representação aqui nessa audiência pública, e denuncia esse retrocesso, talvez, de uma mente engessada que traz esse tipo de debate político e que não é pra isso que a política serve, o sentido da palavra política vem de “pólis”, de cidade, de coletivo, e não questão individual. Então, essa audiência pública não é do Vereador Bruno, e nunca vai ser, e sim da Câmara Municipal da Lapa, desta legislatura que está debatendo e vai debater sempre todos os problemas que entender que esta cidade tem. Essa audiência pública é a terceira que está organizando este ano, tem outros problemas aí que está organizando, ela foi assinada por outros membros e Comissões. Foi eleito com 1.429 votos, representa uma parcela da população, mas hoje é Vereador de quarenta e cinco mil aqui na Lapa. E quem traz esse tipo de debate, não tem que ser mais nem reeleito nas próximas eleições, porque não é pra isso que veio. E mais uma vez agradece a responsabilidade da Vereadora Camila de mandar um documento justificando a ausência, e sabe que a Vereadora também tem essa questão animal na pauta do mandato. Com a palavra o senhor Edson, cumprimentou a todos, e disse que hoje tem aqui um descaso que é um descalabro, e é bom que cada um aqui preste bem atenção naquilo que está sendo feito, dito e principalmente das ausências nesta Casa. As eleições não terminaram, elas apenas continuam, um dia podem dar o troco para aqueles que não enxergam os problemas da cidade. Muito revolta em ver que a Prefeitura não se fez presente aqui por puro descaso e pura política, os funcionários da Prefeitura foram colocados numa fogueira. Também foi funcionário da Prefeitura e do Estado, se apresentou e passou por inúmeras situações iguais a essa, mas não podem se calar. E admira muito a Câmara de Vereadores, uma Vereadora justificou, dá pra aceitar, mas o resto não dá pra aceitar, é tudo mentira, não vieram porque não quiseram, é isso que está acontecendo. A questão animal é um programa de saúde pública, e a Secretaria de Saúde do Município tinha que ter esse programa desenvolvido, ) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 10 RES CAMARA aonde está esse programa, não existe porque não sabem fazer ou porque não tem interesse que seja feito, assim como tem as outras Secretarias que também tem essa importância e não fazem, recurso no Município da Lapa se vê para um monte de coisa, cheio de gente trabalhando com cargo comissionado nos gabinetes aqui do Município e não tem dinheiro pra fazer castração de animais, não tem dinheiro para fazer qualquer tipo de ação, nem pra ajudar Ong, não tem pra ajudar nada, mas para pagar cargo comissionado está cheio, aonde está esse dinheiro. O Vereador Bruno foi muito feliz em puxar essa iniciativa, espero que não seja mais uma, mas que nas próximas audiências públicas, seja qual for o assunto, aquele Vereador que realmente se interessa pela comunidade, que venha participar e dê opinião. E acredita que todos que estão aqui querem ajudar a construir, agora, não cabe a todos aqui colocar o problema debaixo do braço e sair resolvendo aquilo que não é obrigação do cidadão, é obrigação do Poder Público. É recolhido dinheiro através dos impostos e eles podem fazer isso, e se não tem no Município, tem os Deputados Estaduais e Federais, eles podem buscar esses recursos através de parceiros. O que tem que ter aqui hoje é os atores que têm condições e vontade de desenvolver ações e atitudes para tentar melhorar isso, não adianta nada pegar os animais da rua e criar um depósito lá e eles se matarem entre si. E uma coisa importante que o representante Rafael falou aqui, é que uma escola, uma instituição educacional, é construída pra ajudar a base onde ela está instalada, já foi professor universitário mais de vinte e cinco anos, então ajudou a construir e fez, a instituição de ensino serve para ajudar a comunidade, ela ensina a comunidade a passar por aquele momento, aprende e constrói, e acredita que a Fael, desde a época que foi criada aqui na Lapa e está até hoje, imagina que ela venha a crescer mais, mas principalmente ajudar a desenvolver na Lapa uma cultura que deixe de ser a briga do nós contra eles, mas uma cultura de desenvolvimento e crescimento, é disso que precisam, e imagina que a Faculdade possa contribuir bastante com isso. E se não tem recurso, como o colega falou, pelo menos pegar esse parco recurso hoje e tratar de castrar os animais, é a única coisa que podem fazer. Mas é preciso levantar um censo de quantos animais tem, e principalmente, saber quem é o tutor desses animais. Aquele tutor que não sabe, que não tem responsabilidade, que se crie uma Lei para penalizar essa pessoa, porque cavalos andando pela rua, causando acidente, tem um dono, então a Prefeitura recolhe esse animal e se não aparecer o dono, vende, coloca num leilão e vender, se colocar um cavalo por cem reais aparece fila pra querer levar o animal, é simples, queria ver se o dono não vai atrás, e se aparecer o dono tem que cobrar multa, tem que penalizar, tem a legislação no Código Penal, que é muito claro nisso. Teve a participação online da senhora Patrícia Cruz, em que ela diz: "Tem animais que são inscritos para castração e são de pessoas que têm condições de pagar, teria que castrar animais de rua de pessoas que realmente não têm condições”. Com a palavra a senhora Fátima, disse que não é protetora de animais, mas ajuda quando pode na rua, tem quatro cachorros que pegou nessa situação, não tem ajuda de ninguém, não conseguiu nem castrar porque é uma burocracia na Lapa, e no interior do Município viu uma cena de cortar o coração, de uma cachorra com oito filhotes jogados no meio do mato sem comida nem água, e não é possível que na Lapa ninguém se sensibilize com isso. O Prefeito, que é o principal de estar aqui pela causa animal, não está, é triste ver essa situação, da Lapa não ter um lugar adequado para os animais. E não sabe o que fazer nessa situação, a Ong Patinhas Carentes deu um saco de ração, levou lá, mas já está acabando, e não tem condições de comprar do próprio dinheiro, é por isso que está aqui hoje, e a Lapa era pra ter um local ou uma castração direta para os animais de rua, porque é uma judiação, os cachorros vivem jogado, às vezes atacam as pessoas porque estão com fome. As pessoas são irresponsáveis porque não sabem cuidar de animal, então não pegue. E obrigação do Prefeito, do Poder Público, mas da população também, porque é irresponsabilidade pegar o animal e jogar, mas é muito difícil, paga aluguel e não tem condições de fazer nada pelos da rua. E não concorda de fazer baia pra cachorro, porque isso também é maus-tratos, o que adianta tirar da A é CAMARA a MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FL II rua e trancar naquilo lá pra viver, o estresse que deve ser, porque se um ataca o outro, aquilo ali é um estresse para o animal e também é maus-tratos. O Prefeito tinha que fazer um sítio e colocar os animais livres, igual tem em Curitiba, mas trancar em baias, fazer igual porco jogado no chiqueiro, também não vai resolver a situação dos animais, vai tirar da rua e deixar mais estressado, trancado dentro daquilo. E um Veterinário aqui pra castrar um cachorro é quase seiscentos reais, então é difícil, não é fácil. Com a palavra a senhora Roseli, disse que está aqui para pedir uma ajuda, porque não tem pra onde levar os cachorros, precisa desocupar o lugar onde mora e não tem onde pôr eles. Com a palavra a senhora Gisele disse que a senhora Roseli é aquela senhora da reportagem do Canal da Cidade, ela mora lá na Volta Grande, lá onde era a zona mesmo, ela alugou lá, a parte do bar estava alugada, a pessoa saiu e aí o aluguel ficou todo pra ela, um valor de dois mil reais e ela não tem condições. Levou alguma ração pra ela que ganhou da Gincana, conheceu os animais dela, são uns trinta cães lá e cinco ou seis gatos, são todos castrados porque ela morava em Araucária, e lá tem um projeto mensal de castração. Então ela está numa situação bem difícil, porque agora a proprietária alugou a parte do salão e eles não querem os cães lá, infelizmente é triste a situação. Com a palavra o senhor Carlos disse que são 180 no canil, 90 lá e mais 30 dessa senhora, e se os Vereadores e a Prefeitura não se sensibilizam com isso aqui, vai se sensibilizar com o que, vai ficar fechando o olho para esse problema que está desde 2021, vai fazer cinco anos, nunca foi resolvido, acredita que está na hora de resolver esse problema que já está bem grave. Tem gente que gosta de animal, mas infelizmente também tem gente que não gosta, e esses cachorros das comunidades que estão atacando, daqui a população começa se revoltar, e um problema vai puxando outro, aí começa a entrar na questão do crime. Então, essa audiência aqui tem que ganhar força, e se precisar faz outra. Com a palavra a senhora Gisele comentou da colocação do colega da OAB, e de repente terem recursos para um espaço para esses animais, seria uma questão emergencial de sentar e conversar, sobre o caso da senhora Roseli. Com a palavra o senhor Edson, disse que depois de tudo que está sendo relatado aqui, não seria o momento de fazer mais uma denúncia ao Ministério Público, para este acionar os órgãos competentes dentro do Município, as pessoas que poderiam fazer alguma coisa, a própria OAB pode trabalhar pra ajudar nisso daí e fazer uma denúncia. Não adianta nada ficar discutindo aqui, vê os problemas cada vez maiores e não se faz nada. Se o Poder Público virou as costas, só sobra um caminho, denunciar, assim eles vão fazer alguma coisa. Em seguida, foi feita a leitura das fichas preenchidas pelo público presente, como, da senhora Roseli que pede ajuda para todos os proprietários dos animais, para que os bichos não passem necessidades, precisa de um local para abrigar e de ajuda para alimentar, pois está sem condições de fazer sozinha, precisa de um local e não tem para onde os levar. A senhora Lucila diz: "Bianca perguntou sobre prioridade, baias ou orçamento, os dois são urgentes e vacina antirraiva, baias para acolher tantos cachorros que estão soltos atacando pessoas, carros, etc. vacina antirraiva urgente para toda a Lapa, castração é imprescindível para diminuir o total de animais, como foi falado, dinheiro tem, o Brasil é rico, é só ter Prefeito e Vereadores unidos nessa causa”. O senhor Maurício falou também em “procurar defensores protetores que tem cachorros em suas responsabilidades. Mantenho hoje 20 cachorros, já tive mais de 30, nunca tive ajuda. Faço isso há mais de 10 anos, deveria ter ajuda do Departamento, pelo menos com o intermediário e remédio, pelo menos isso, sem falar em doação”. “O Delegado Diogo, citou o caso dos galos, existe atendimento gratuito no Município para esses animais, existe no Município um Veterinário que saiba atender esse tipo de animal?. Qual é a chance de ter um hospital veterinário no Município?, por que tem filhotes no canil se não pode ter?. A Prefeitura, tem um Centro de Controle de Zoonoses no Município, mas existe diferenças significativas entre um canil e um Centro de Controle de Zoonoses, o que está funcionando no Município?. Existe fiscalização por parte do Município dos cães que são adotados no canil e na feirinha?, existe um local onde possa ver o que má CÂMARA 8) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FLI2 ocorre no canil, animais em tratamento, por que os Veterinários da Prefeitura não atendem final de semana quando existem animais de rua que precisam de atendimento emergencial”. Qual a situação do canil hoje?. Como está a estrutura do canil? Os animais do canil estão vacinados? A Clinicão ainda está atendendo o canil?. Quanto ao reconhecimento de cães que estão atacando a população ao serem recolhidos no canil, existe algum tipo de atendimento para esses animais ou são jogados e esquecidos no canil? Quem fiscaliza a Prefeitura e o atendimento prestado aos animais do Município? Quantos animais têm o canil hoje? Os animais alocados no canil passam por exames periódicos, campanhas de vacinação em cães e gatos de maneira gratuita para a população carente, Ong e protetores? Em que pé está a licitação do abrigo externo? Na estrada tem cavalos soltos, sem cuidados dos proprietários dos animais, existe artigo que tem referência dos cavalos nas estradas? Fazer recreação, brincadeiras e programas, passeio com animais presos nos canis e Ongs, para aliviar o estresse e não ficarem como prisioneiros, ter mais divulgação dos animais nos abrigos e mais programas de adoção para a população. Castração o ano todo, canil adequado e com bons profissionais responsáveis. Ajuda de custo para quem faz lar temporário, prestação de contas do canil da cidade com divulgação dos dados, gastos e números realizados e que tipos de procedimentos animal e programa de conscientização às pessoas do Município, como a importância de Leis de conscientização para bons tratos de animais, como alimentar, água para quem oferece nas ruas, cuidados comunitários, conscientização em programas da importância de alimentar quando oferece ajuda com ração e água, fazendo com que esses animais não vão embora, cercar o Parque Linear para evitar acidentes e riscos. Não deixar esses animais esquecidos por longos anos, eles não cometeram crimes para serem tratados como prisioneiros, e que os políticos da cidade da Lapa, como Prefeitos e Vereadores, participem para poder debater os problemas desses animais e oferecer mais ajuda e colaboração com quem tem interesse com o bem-estar desses animais, falta interesse com essa causa, é um descaso com os animais e população. O senhor Jeferson diz, "Precisamos de castração o ano todo, em uma clínica própria da Prefeitura com veterinários capacitados, precisamos de aparelhos de raio X em uma clínica própria da Prefeitura, sem essas licitações abertas que acabam sendo uma coisa provisória. O canil público precisa de reforma nos portões para os cachorros pararem de se matar, o canil precisa de alguém para cuidar em turno à noite para prevenir mortes”. A senhora Carol Lang sugere parceria com a Fael para estágio, desenvolvimento de projetos como educação ambiental contra crimes de maus- tratos e doação responsável, a Prefeitura utilizar das salas e laboratórios para prestar serviços de veterinária, ajudar nas feiras de adoção, trocas de conhecimento, etc, castração em massa o ano todo para a causa animal para cessar esse problema, educação ambiental sobre adoção responsável, Leis, deveres e direitos, projeto Veterinário Mirim de grande necessidade e efetividade, projeto para os cães comunitários com casinhas, bebedouros e comedouros, parcerias com a comunidade e a Prefeitura. Com a palavra o Diretor da Unifael da Lapa, Roberto José Covaia Kosop, disse que de todas as percepções, fica evidente que existe o interesse e ações a curto, médio e longo prazo a serem desenvolvidas, e deixa desde já expresso um interesse institucional e social em si da formação de um Conselho Municipal desse assunto, não há como evoluir o debate em si sem associar a sociedade civil, Poder Público e as empresas locais. É evidente as limitações em si do Município que também se refletem em demais, isso é uma realidade, entretanto, é interessante perceber como muitos partilham da mesma causa e às vezes eram desconhecidos ou senão em ações muito pontuais, então, um Conselho sempre é evidente para essas circunstâncias. E falando em nome da Unifael como um todo, algumas ações conseguiram encabeçar de sentido, e como o senhor Edson falou, não se trata de assumir o que é o dever do Poder Público, mas é assumir a responsabilidade de uma instituição de ensino de fato. Nesse caso, pra Unifael é muito claro a possibilidade da campanha de adoção legal, isso é algo que em si já existe no calendário de mé CÂMARA Lse/.) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FL 13 responsabilidade social municipal, isso envolve em si por conta de que em especial o campus da Unifael permanece aberto nos sábados também, o que nada impede de que os alunos acompanhem esse processo, o corpo docente também e obviamente com os demais atores, consigam fazer um trabalho que leve a comunidade ali e o espaço em si, ele acaba sendo preservado para esse tipo de uso por conta do próprio gramado. Então, nada impede, muito pelo contrário, é um incentivo que tem, de fato isso não é só no plano de ideias, é algo que pode sair já pensando em data e ter essa definição à luz do próprio Poder Público e da própria Ong também, a cessão do espaço, e a data em si podem buscar definir para uma campanha de adoção legal, e com a cessão do espaço do campus da Fael, isso se faz obviamente por conta de que ali conseguem trazer num sábado ou também em outros espaços que não façam necessidade de uma autorização do Poder Público, isso é algo que vem da instituição. E de uma maneira muito simples também de realização, e como se vê evidente, como o senhor Carlos falou, da dificuldade de manejar insumo, de compra, de angariar esse tipo de força, e ali o que existe também é a concepção do trote solidário, e tem alunos aqui, como a Ingrid, da lógica de um trote solidário em si, é que o aluno se envolva não naquela perspectiva de trote que se tinha, de degradação, mas em si em prol de algum tipo de envolvimento, por exemplo, em Curitiba, foi realizado o trote solidário para a campanha de doação de sangue. Aqui nada impede, porque agora se iniciou um segundo semestre de realizar um trote solidário em si para arrecadação de ração e demais insumos, e isso pode envolver não só a Ong da senhora Gisele, mas também as demais, e isso é algo que conseguem muito bem estabelecer para que os alunos se envolvam e realizem esse tipo de arrecadação até semestralmente como uma prática em si. A senhora Carol perguntou também e isso é importante de pensar, que é sobre o hospital veterinário, os alunos em si e a comunidade como um todo faz esse sentido, e hoje uma das facilidades que tem, por um lado, a Unifael, fazendo parte do grupo Ser Educacional, existe a previsão sim do hospital veterinário no campus. Então, hoje ele já está em início, a obra não iniciou, mas é um projeto a longo prazo, num critério de três a quatro anos, isso sendo muito franco, envolve a movimentação que o campus vai ganhando, porque é uma nova vida, mas a existência de um hospital veterinário é algo que já há em outras das sessenta unidades no Brasil que fazem parte do grupo. Então, trazê-lo é uma possibilidade ou ainda senão além do tempo, porque são Médicos Veterinários que vão se formar que precisam ter um estágio obrigatório e supervisionado e que isso, se não realizado por meio de parcerias ou convênios em si, seja com o Poder Público ou com outros tipos de clínicas veterinárias da região também conseguem. Então, dando essa devolutiva direta, hoje em si, estava conversando, quando o Vereador Bruno foi convidá-los com os professores do curso de Medicina Veterinária, que na próxima oportunidade também vão estar aqui, mas de fato, hoje nos laboratórios que tem por conta do Campus ainda estar sendo reformado, não consegue albergar as castrações ainda. Entretanto, isso é um projeto direcional, porque como se sabe, não é a lógica de montar simplesmente um laboratório, mas é ter o direcionamento. E fica evidente que, de fato, hoje um dos sangramentos que existe no Município e que o curso de medicina veterinária como produção do conhecimento, consegue contribuir é com um projeto de castração, é com esse tipo de especialização direta, então, de fato, há, mas pensando a longo prazo, o interesse institucional. A lógica e participação da Unifael, o intuito não é nesse momento, mas é podendo contribuir também a médio e um prazo duradouro, mas para pensar de fato como que o Município entende o que é educação ambiental e educação socioambiental, antes disso vai efetivamente de como enxergar a animalidade, e entender o papel do animal na sociedade, pois é evidente que para quem está aqui ninguém quer perpetuar qualquer tipo de sofrimento. E hoje, por ter esse corpo docente ao lado, que são Médicos Veterinários aqui da região, que trabalham em Mafra, que vem de fato a contribuição que envolva desde a educação básica, só que esse é um projeto a longo prazo de fato, mas nada impede também de como Conselho, porque isso é algo que vão precisar de um aporte : CÂMARA "| MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 14 também, e não diz financeiro, um aporte de energia, é pensar em atingir os setores já em critério imediato. Tem um corpo docente disponível, com o interesse da realização, o que hoje precisa é isso que estão iniciando nesse processo, esse direcionamento para entender, como bem pontuaram, hoje um dos problemas é a questão que envolve os insumos em Ong's, isso é algo que conseguem trazer, a questão da própria campanha de adoção, e conseguindo alinhar na semana, ainda no mês de setembro, conseguem também, representando o corpo docente, é evidente que é possível ser feito. Então, esse tipo de projeto, todos eles são envolvidos pela instituição de ensino, isso que é o importante, a audiência pública não vem só no teor da fiscalização do Poder Executivo como um todo, mas da participação popular que tem em si não só essas alternativas, mas colocar o papel de protagonismo no que estão fazendo. E acredita que a instituição vem no aspecto de poder dar no mínimo um tipo de segurança ou suporte, tanto a instituição como empresa, como também corpo pensante que aqui hoje representa. Então, todas essas operações assim são possíveis, muito das realizações vão estar ocorrendo com o apoio de colegas, como o senhor Cláudio, inclusive, mas sempre em si, nas redes sociais, por exemplo, como a senhora Roseli trouxe essa circunstância, de poder se comunicarem, seja nas vias pessoais ou institucionais da Unifael Lapa, que é no Instagram e Facebook em si, para que lá consigam fazer as divulgações, de alguma adoção pontual, de uma intervenção direta e que direcione ao alunado, porque todo o alunado que tem, como disse, são moradores daqui e estão interessados nessa mesma resolução, então, justamente contem com esse suporte para ter mais um canal também desse tipo de divulgação. Mas não só aponta essas três circunstâncias fundamentais, como a senhora Gisele falou, sobre o Parcão, um projeto que já desenvolvem, mas fechando para cães e gatos que já tem uma tutoria aqui, é um outro processo, mas acredita que de fato o interesse hoje aqui é expressar essa necessidade da criação de um Conselho Municipal para pensar a curto, médio e longo prazo e poder estabelecer esse critério de ações em si que não seja só à luz de heróis específicos e pontos que naturalmente todos se sobrecarregam. Então, como instituição, novamente renova os votos de contribuição no Município, com projetos que anuncia, como disse, de hospital veterinário, que é algo que se realizará a médio e longo prazo, entretanto, campanha de adoção legal, isso é algo que já alinha para esse mês, conseguem fazer sem sombra de dúvidas, tendo o suporte de segurança do Corpo de Bombeiros em si com tudo o que conseguem realizar e o próprio trote solidário com os alunos, que é algo que a partir de segunda-feira já consegue estabelecer de fato. Então contem com a instituição, a OAB da mesma maneira, e ficam à disposição. Com a palavra o Vereador Bruno Bux, disse que é muito importante isso que o professor Roberto traz, porque é esse o compromisso que a Universidade tem que ter com a sociedade. Então, pela primeira vez na história, a Câmara de Vereadores realiza uma audiência pública para achar soluções para os problemas dos animais e às vezes os problemas também são solucionados junto com a Universidade, que pela primeira vez na história formará Veterinários e Advogados na cidade. Por mensagem via internet, a senhora Elisângela Caus disse que, "E importante fazer algum tipo de responsabilização por força de Lei, ou seja, se não ainda existir, precisamos que os Vereadores desenvolvam esta Lei pelos casos, fatos de ataque de cães soltos. Precisa monitorar a sanidade, pelo menos campanhas vacinais. Se for dessa forma, como no passado, saberíamos quem são os proprietários”. Com a palavra a senhora Lucila Lang, perguntou sobre a castração, e como é muito importante, é muito demorado, no caso do Hospital Veterinário, a OAB propôs nessa Comissão, conseguir verba para a compra de um local, então é uma pergunta também pra Prefeitura, OAB e Fael. E será que não seria muito mais fácil e rápido conseguir verba para ter uma castração móvel. Em resposta o Vereador Bruno Bux, disse que também estava questionando isso aqui, talvez um castra móvel, onde possam ir atrás de recursos pra isso e aí a Universidade entrar. Em resposta o senhor Eduardo disse que talvez as pessoas não compreenderam a proposta que é, junto com a OAB que é uma organização, É Da fim CÂMARA E) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 15 verificar se existem projetos na OAB que possa usar a verba da organização para a implantação no Município, pra tentar organizar essa situação, não é que vai lá pedir e já vai ter, não é bem por aí. Outra coisa importante, é que não adianta ficarem cobrando, batendo na tecla que eles têm que dar dinheiro ou que a Prefeitura tem que dar dinheiro, estão tratando de verba pública, é um mero Advogado, estão aqui diante de um professor de Direito e de um Delegado de Polícia, Servidores Públicos que sabem melhor do que ninguém, que mexer com o dinheiro público não é fácil, não é simplesmente ir lá usar, e ninguém quer ser responsabilizado aí de repente pela verba pública, então é demorado, é moroso, precisa de Lei pra tudo e precisa legislar. Mas, se propõe a sentar com o Doutor e com o Professor, para talvez montar um projeto de implantação no Município, e, com certeza, terão que ir atrás do Prefeito e conversar com os Vereadores, pra buscar de repente um imóvel da Prefeitura e talvez tentar construir um hospital veterinário, porque vê que o Professor está se disponibilizando a buscar o corpo da instituição de ensino que ele está aqui hoje representando, mas na questão de mão de obra disponível. E a OAB como uma instituição, existem projetos, que, como Advogado e representante da Comissão, pode criar e tentar usar recursos da OAB, mas não é simplesmente chegar lá, dizer que precisa e eles vão fornecer, tudo isso vai ter que ser entabulado e estar no papel. Apenas está esclarecendo melhor, está se propondo e vai fazer o possível dentro das limitações, está fazendo essa colocação, porque depende também de verificar com a Presidência da OAB, de quais são as possibilidades, mas se propõe, vai fazer o possível e o impossível para ajudar. Com a palavra o Diretor da Unifael da Lapa, Roberto José Covaia Kosop, disse que de fato a intenção da OAB sempre é muito importante junto no papel de também estar dentro do critério educacional. Então, de fato, o que o Doutor salienta é sempre muito importante, porque entende também a própria limitação e o intuito que a OAB sempre participa. Mas o que a senhora Lucila bem traz, sobre uma possibilidade de trabalhar sobre critérios de castração móvel, é algo que chama muito interesse. Isso porque de fato se torna uma viabilização mais simples no sentido de que o resultado vem a um médio prazo. Entretanto, hoje os alunos que tem aqui, são alunos de terceiro período, indo para um quarto período, então isso demanda uma preparação que de fato é possível ser feita, mas pensando num período, ainda assim, a mais de ano, para que eles tenham esse preparo e não seja um projeto que vai mais trazer algum tipo de dor ou algum tipo de sangramento nesse aspecto, mas trabalhar com sentidos que trabalham com a lógica de castração móvel, critérios itinerantes educacionais, isso é algo que, por exemplo, a OAB consegue fazer parte junto para estar trazendo todo um suporte legal ao mesmo tempo e dai com a Fael, trazendo esse suporte que diz respeito a uma eventual intervenção cirúrgica, algo médico que acompanhado obviamente do corpo de professores, isso é algo que de fato é uma possibilidade sim de ser feita. Com a palavra a senhora Gisele, disse que a Lapa já teve uma verba para um castra móvel, enviada na época pelo Deputado Bertoldi, o Arthur que conseguiu, e a gestão do Furiati, na época com o Renan e o Júlio Bastos como Secretário do Meio Ambiente, eles julgaram inviável a Lapa ter um castra móvel, e a verba supostamente foi devolvida. E o que vê hoje, é a dificuldade que as pessoas têm de levar os animais aonde está o ônibus do castra móvel que vem contratado dessa Clinicão. E tendo a Fael hoje um curso de Medicina Veterinária, acredita que seria viável pensar em conseguir de repente uma verba com algum Deputado, porque Agudos do Sul na época, conseguiu a mesma verba, um pouquinho menos porque era de acordo com o número de habitantes, e lá tem dezenove mil habitantes, e a Prefeita da época, terceirizou esse castra móvel e estava realizando castrações terceirizado. Então, de repente, se conseguissem, seria uma maneira de fazer uma parceria com a Fael, seria bem interessante, porque o castra móvel consegue ir nas localidades do interior, como no caso dessa cachorra que é no Mato Preto, é longe pra caramba, e mesmo que alguém quisesse trazer essa cachorra pra castrar aqui na cidade num dia de castração, fica bem difícil, então daria pra pensar em uma verba para um castra móvel. Com a palavra o Diretor é CÂMARA [ rr MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 16 Geral de Agropecuária e Meio Ambiente, Rafael Dallagrana, representando a Prefeitura, disse que são muitos questionamentos, a realidade é que tem muitos problemas e acredita que não vão conseguir resolver isso hoje, como foi conversado aqui, terão que fazer um Conselho pra pensar em ações de curto, médio e longo prazo, porque por uma ação imediata, como a senhora comentou que está com trinta animais lá e o canil está super lotado, não tem como levar eles para o canil, não seria justo para os animais dessa senhora juntar com os do canil que já estão sobrecarregados, mas terão que achar um meio de ajudar essa senhora para não deixá-la desassistida. Sobre os questionamentos e perguntas, a senhora Carolina Lang perguntou quanto que sairia por animal, mas não tem o total porque lá no abrigo externo nunca ficou animais fixos, sempre variava, e o custo de cada animal é vinte e cinco reais por dia. Então tinha mês que tinha sessenta animais, tinha mês que tinha setenta, outro mês tinha oitenta, então vai oscilar o valor final por mês, mas o valor por animal por dia era vinte e cinco reais, e esses animais têm todo o atendimento veterinário, vacina, medicação e exames. O valor total do contrato era de dois milhões e quarenta e quatro mil, mas não quer dizer que usavam todo esse valor, esse é o valor total que ganhou na licitação para cento e cinquenta animais. E o senhor Carlos fez um comentário muito interessante, sobre fazer mais ações de castração dos animais do canil, e tem que ser feito, hoje não conseguem levar os animais do canil que já são maiores e mais velhos na praça, por exemplo, e tem um cercadinho para segurar os filhotes, porque se deixar um grande dentro de um cercadinho daquele, eles levam embora tudo. E quando entrou no Departamento, foi feita uma ação de fotos com o pessoal dos Bombeiros lá. Comentando, a Cabo Jéssica, disse que resolveram ajudar de alguma forma e foi muito legal, eles levaram alguns cachorros lá, fizeram as fotos no caminhão, então foi legal porque a população viu com outros olhos, os Bombeiros ajudando e foi mais fácil algumas doações, e poderiam fazer novamente, levar alguns animais lá no Quartel e fazer essas fotos, e seria interessante fazer também com a Polícia Civil e viaturas, na academia também. Continuando, o Diretor Geral de Agropecuária e Meio Ambiente, Rafael Dallagrana, disse que teve comentários, que precisam de locais para receber esses animais, e pra isso teriam que construir um espaço com mais baias, aí entraria novamente naquele ponto do acúmulo de animal, e a partir do momento que receberem, vai ser responsabilidade da Prefeitura e vão se responsabilizar pra doar até quando eles ficarem no canil ou até o fim da vida deles. Então, pode ser que seja rápido ou que eles fiquem pra sempre como estão esses lá agora, mas juntos terão que achar um meio de conseguir receber ou ajudar as pessoas que têm esse excesso de animais, não deixar elas desassistidas também. E para acomodar até cento e cinquenta animais no abrigo externo. Com a palavra o Vereador Bruno Bux, explicou o processo da licitação, exemplificando que, se for gastar em um ano dois milhões com essa questão, tem que fazer o contrato de dois milhões, isso fica lá na licitação, mas vai contratar quinhentos mil, então tem até dois milhões para gastar, mas não é porque tem dois milhões é que vai gastar os dois milhões, e até agora parece que foram gastos quinhentos e poucos mil e não que tenha os dois milhões em conta, é na ata que diz, que têm até dois milhões de reais para gastar com a Clinicão. É a mesma coisa que a merenda escolar, faz a licitação da merenda escolar, faz dez milhões em leite, por exemplo, mas a Secretaria de Educação vai gastar só seiscentos mil reais, mas ela pode gastar até dez milhões, desde que tenha o dinheiro e desde que tenha condições de pagar. Continuando, o Diretor Geral de Agropecuária e Meio Ambiente, Rafael Dallagrana disse que, quando se faz um contrato, independente do valor, não tem o valor total do dinheiro na conta, por exemplo, esse mês usa recurso livre da Secretaria, esse mês usou sessenta mil em animais, então vão pagar sessenta mil, e caso consigam os cento e cinquenta animais para colocar lá no abrigo, teriam como pagar essas pessoas, teria como pagar o contrato, por exemplo, a licitação é para cento e cinquenta animais, mas só tinha cinquenta, mas precisou de uma demanda para colocar os outros cem animais lá pra dar os cento e cinquenta, e se não tivesse calculado a hipótese dos cento e Ed é CÂMARA Ls.) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FL I7 cinquenta, não poderia colocar de jeito nenhum, mas como pensou que teria a possibilidade de colocar os cento e cinquenta animais lá, tem a opção de colocar, e não é só no abrigo externo, é um monte de serviço junto, não é só no canil, tem Médico Veterinário, enfim, tem tudo, tem as notas que a empresa manda, tem tudo lá. O Vereador Bruno Bux, sugeriu, que por uma questão de transparência e um compromisso dessa audiência, que a Prefeitura disponibilize esse gasto num arquivo, em PDF, para a comissão de Serviços Públicos e esta encaminhe esses gastos para todas as pessoas que colocaram o WhatsApp nessa lista de presença. Com a palavra a Diretora Bianca disse que gostaria de entender melhor a pergunta que foi da ajuda dos protetores, como que vai funcionar essa ajuda dos protetores, porque teve uma pergunta, para ajudar os protetores e como que é essa forma de ajuda. Com a palavra a senhora Carol Lang disse que os protetores precisam de ajuda na assistência veterinária, porque vão resgatar e as vezes não tem o dinheiro necessário pra salvar aquela vida, e não conseguem fazendo vaquinha, aí tem que fazer bingo, precisam da assistência veterinária, e pela Lei tenham o direito de cuidar desses cães que estão na rua, os chamados cães comunitários, tenham o direito de poder colocar a casinha, desde que não interfira no tráfego. Tem o senhor Jeferson que faz muito pelos cães, até conseguem adoção, mas os cães não se acostumam e fogem. Então, é preciso de um projeto para cães comunitários, com bebedouro e comedouro, como se propõe a fazer lá no CEJU, com as casinhas comunitárias feitas com material reciclado. Com a palavra o senhor Jeferson, perguntou de quem é a responsabilidade, se aparecer um cachorro na frente de casa, colocar uma casinha e esse cachorro morder alguém, tem que pagar todos os custos, como que funciona isso. Com a palavra o Vereador Bruno Bux disse que vai levar em consideração essa pergunta, porque a fase de perguntas e de participação popular já foi. Então, teve o papel, levantar a mão, as inscrições e teve o momento, mas foi aberto o microfone para esclarecimento da dúvida que a Mesa tem para encaminhar a pauta, o que é justo é justo. Em resposta, a Diretora Bianca disse que em relação aos questionamentos da senhora Carol, em que ela citou várias vezes o atendimento veterinário por conta do custo e das casinhas e caminhas que não interfiram no tráfego das pessoas, daria pra entrar como conjunto uma Lei ou alguma coisa que possa desenvolver, talvez um programa. Foi questionado também, sobre multa e a presença da Vigilância aqui, e essa multa não é deste Departamento, e sim é da Fazenda, então precisam ver com eles como que é, se já é formulado, porque não sabe dizer agora se já tem ou não. E através dessa multa, agora já foi pedido o Fiscal Ambiental, acredita que foi para o RH e já saiu a convocação, estão só esperando os trâmites legais deles. Também gostaria de comentar, que Pinhais têm um cadastro de protetores, e como o senhor Eduardo falou, de um levantamento de ração que possa ser destinado aos protetores, mas hoje não possuem essa lista de quem se enquadra como protetor, os quesitos e documentação, então o Departamento buscou e quer colocar em prática os protetores, tanto produção de ração, atendimento veterinário entre muitas coisas, como castração, para eles fazerem um cadastro geral, pra ver o que conseguem colocar. Também tem a situação da senhora Roseli, da ajuda com os cães e gatos, e estava em conversa com o Secretário aqui agora, depois vai chamá-la para conversar e ver no que consegue atender com a demanda dela, e ajudar a solucionar esse problema dela. E quanto a pergunta do senhor Jeferson, sobre os cães que mordem e que colocou uma casinha. Como esta já havia falado, tem que ter o perímetro da passagem do pedestre, e quem responde a isso é o dono da casa, por exemplo, se o senhor Jeferson colocar uma casinha na frente da casa de uma pessoa com autorização da pessoa, quem responde é a pessoa que autorizou, mas pode ser um cão comunitário, aí é um consenso e não pode obstruir a via. Com a palavra a senhora Gisele, comentou que recebeu a informação de um Vereador lá de Maringá, que tem uma decisão jurídica do Tribunal de Contas, que diz o seguinte: “Considerando o dever dos Municípios na tutela de animais domésticos abandonados, é lícita a doação de ração pelo Poder Público a entidades de proteção animais contempladas com o título de utilidade pública, dispensada a . PP Ea CAMARA À = 4 MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 18 licitação e a autorização legislativa e desde que observado o tratamento isonômico e impessoal às instituições beneficiadas”, ele passou isso aqui e falou que depende da vontade política do gestor, mas tem um parecer jurídico do Tribunal de Contas, e todos sabem que tem as emendas impositivas que pediu só pra ração e não está conseguindo. Então, ainda tem esse parecer jurídico, em que ainda pode tentar com o Prefeito, que ele adquira ração e repasse pra Ong. Então, não está perdido esse trabalho de tentar conseguir com as emendas, e seria interessante de repente passar esse Parecer para o Vereador Bruno para que possam trabalhar encima disso. Continuando, a Diretora Bianca disse que tem o Projeto Lei do Veterinário Mirim, que tem o intuito da conscientização animal e também gera com eles como se fosse uma competitividade de arrecadação de ração, teve uma época em que eles conseguiram uma tonelada e destinaram para a Ong. Em resposta, o Diretor Geral Rafael, disse que foi destinado, um pouco foi para o Chiquinho, na verdade era para ser dividido entre as Ong's, foi para a Patinhas Carentes e pra Defesa Animal, na época a senhora Gisele pediu para doar a parte dela para o Chiquinho. Com a palavra a senhora Fátima comentou da cadela com os filhotes abandonados no Mato Preto, e que a Patinhas Carentes foi a única que deu um saco de ração, e está gastando da própria gasolina pra não deixar os cachorros morrer de fome no meio do mato, e tem foto que prova que não é mentira, está se deslocando no final de semana, porque o marido trabalha a semana inteira, e depende dele porque não sabe dirigir na pista. E como já tem mais de duas semanas, é uma ração miudinha pra filhotes, são oito filhotes e estão morrendo de fome, está aparecendo os ossos dos cachorros e a cachorra não tem leite, está com as tetas quase arrastando de tanto eles puxar e não tem o que comer no mato, a ração está acabando e não tem dinheiro pra comprar para os da rua. Então, não sabe o que fazer com a cachorra, se deixar morrer no mato, o coração vai doer para o resto da vida, não sabe ser uma pessoa má, que não tem amor aos animais, e não é possível que não tenha um lugar que acolha a cachorra e castre, alguém jogou lá, estão indo de carro da Lapa jogar os animais no meio do mato com filhote ou então grávida. Com a palavra a Diretora Bianca disse que na terça-feira ela procurou o Departamento, contou o relato dela, dos cães, mostrou fotos e contou como que aconteceu tudo isso, e no dia que ela conversou no Departamento, ela queria buscar ajuda de alguém para recolher os animais, e falou pra ela que não conseguia recolher os animais por conta da superlotação, mas que conversaria com alguma Ong pra ver se conseguia ajudar ela nesse quesito e que fazem sim a castração do animal. E que na quarta- feira iriam na praça fazer a feirinha e o pessoal da Patinhas Carentes estaria lá, ela foi até lá, e não foi a Patinhas Carentes que doou o saco de ração, na verdade foi o Departamento que doou pra ela. E falou pra ela que conseguem sim fazer um acordo com ela pra doar o saco de ração, até dois sacos conseguem, e iriam fazer o cadastro dela, só que não conseguiram resgatar a cadela, mas fariam a feirinha com os filhotes assim que desmamados pra adoção responsável, e aí castraria a mãe, fazia o pós-operatório e retorna ao local que está. Com a palavra o Diretor Geral, Rafael, disse que o maior problema é castrar esses cães de rua sem tutor, porque os cães que tem o tutor, leva e faz o cadastro, leva pra castrar, vai pra casa, eles fazem o pós-cirúrgico bonitinho. O problema dos cães de rua, é que não tinha um lugar pra fazer o pós-cirúrgico, então, nessa nova contratação que fizeram com uma empresa pra castração, colocaram que a empresa tem que fornecer o pós-cirúrgico, isso foi uma exigência do Prefeito, e que fosse castrado 80% dos cachorros de rua. Porque hoje o maior problema não é os cães que estão em Ong's ou domiciliados, e sim é os cães que estão na rua procriando sem freio. E assim que essa empresa começar a executar os serviços, vão ter que fazer um plano de ação pra recolher esses animais, e tem que conversar com a empresa pra ver se eles vão vir pra cá castrar ou se eles vão levar pra clínica deles, e assim conseguir diminuir essa população, fazer uma castração em massa pra baixar esses animais, lembrando que, esses animais vão estar castrados, mas ainda vão continuar no Município por no mínimo oito anos. Então, vão ter que sentar pra conversar e ver o que conseguem resolver, porque não podem ES Audiência Pública Fi. 19 levar para o canil e no Centro de Controle de Zoonoses não tem espaço. Com a palavra a senhora Tula, disse que faz lar temporário, desde que alguém a ajude em fazer uma doação, só tem um porém, como é que iriam trazer a cachorra. Em resposta a Diretora Bianca disse que o Departamento da Prefeitura pode ir buscar e ajudar. E quanto a senhora Roseli, vai conversar com ela para entender a situação e buscar uma solução. Com a palavra a senhora Carol Lang, agradeceu pela reunião, estão de parabéns e o retomo vai ser grande. E para os cães que são cuidados por alguém na comunidade e que atacam outros, é porque eles têm o instinto de segurança, de proteção daquele lugar. Então, é bom conversar com os tutores que estão se responsabilizando a cuidar desses cães, porque a comunidade tem o dever também de cuidar desses cães e não só a Prefeitura. Com a palavra o Vereador Bruno Bux destacou que tem vários encaminhamentos, e a Câmara tem a responsabilidade de encaminhar tudo isso, a Polícia Civil tem o poder de Polícia de fiscalizar também, a Universidade vai debater isso com a comunidade, a OAB, as Ong's, os Bombeiros, a Prefeitura com o Departamento de bem-estar animal e a Câmara de Vereadores junto com a sociedade. Vai ser redigida uma ata de tudo isso e será notificado quem precisa ser notificado com os encaminhamentos. Encaminhamentos: Com a palavra o Delegado Diogo, disse que precisa de um protocolo para atendimento desses casos de maus-tratos dos animais, o atendimento é multidisciplinar, não adianta ir lá só o Policial, ele precisa de uma pessoa que vá fazer ali o manejo do animal, precisa de um Veterinário presente, até mesmo pra Polícia conseguir instruir melhor o procedimento, porque tendo um procedimento com laudo veterinário, é muito mais forte e tem muito mais chance de sucesso na Justiça. Com a palavra o Vereador Bruno Bux disse que é importante criar uma Lei que fale sobre isso, mas é importante entender que nem toda Lei é criada por Vereador, quando requer recursos, quando é uma ação que, por exemplo, tem que ter um Veterinário contratado pela Prefeitura, ela não é de natureza do Legislativo e sim do Executivo, ela tem que partir da Prefeitura. Então a Prefeitura tem que sair daqui com esse compromisso de pensar nesse tipo de protocolo, que daí vem a Lei pra Câmara e aí os Vereadores aprovam. Então tem que ter um plano pra resolver esse problema, inclusive montar um Conselho de proteção animal que é urgente, onde tenha a sociedade civil e o Poder Público organizado, com representante da saúde, da agricultura, da Câmara, da Ong, da Universidade, da Polícia, enfim, tenha vários representantes para que entendam o que precisa ser feito e ter esse poder e controle social sobre a causa animal. E qual é a função de um Conselho, por exemplo, as pessoas pedem lombada pra Vereador, mas Vereador não manda fazer lombada, quem autoriza uma lombada é o Conselho Municipal de Trânsito que se reúne uma vez por mês e diz se vai ser feita a lombada, não é o Prefeito que diz, é o Conselho Municipal de Trânsito. Tem o Conselho Municipal de Educação que fiscaliza a educação, tem o Conselho da Mulher, a professora Tatiana faz parte do Conselho da Mulher, enfim, tem vários Conselhos, e são esses Conselhos que fiscalizam como as políticas estão sendo executadas no Município. E a partir de agora, saem com o compromisso de juntos formarem um Conselho de proteção animal, e isso é uma grande vitória de proteção aos animais. E antes de criar um Conselho, precisam criar um grupo de trabalho, reunindo essas pessoas que estão aqui, pensar numa reunião, com a OAB, com a Prefeitura, com a Defesa Animal, com os Bombeiros, Polícia, Câmara e Universidade, onde se crie um grupo de trabalho nos próximos trinta dias e se reúnam pra dar as ações devidas a esses encaminhamentos. E quem gostaria de participar desse grupo de trabalho são, Carol, Carlos, Juarez, Tula, Amarildo, Kerlin, Tati Suplici e Roseli. E saem daqui com esse exercício de buscar outras referências como em Agudos do Sul e Maringá, que teve um Parecer, e saiam daqui com um Projeto de Lei partindo da Prefeitura, para montar esse Conselho estruturado ainda este ano e resolvam esse problema. A Unifael se comprometeu aqui também de ir atrás, de como apoiar essas causas, como nos cursos de extensão, enfim, sentar junto com o Departamento e esse grupo de trabalho pra debater até onde podem ir, num primeiro momento, agora uma campanha de NM CÂMARA 2) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FI. 20 adoção, em outro momento uma castração. E acredita que ficou entendido aqui que, castração é uma coisa que precisa ser feita e o local de apoio como o abrigo externo é outra coisa, e uma não anula a outra, tem que ter esforço para o abrigo externo e pra castração, e tem que ir atrás de recursos pra isso. A OAB vai atrás de projetos dentro da Comissão de defesa animal e vai trazer também para esse grupo de trabalho. A Prefeitura também vai ver como que está essa questão da Lei do IPTU, que mitiga as questões do IPTU. O censo inicia dia 13 de setembro nas comunidades quilombolas do Feixo, Restinga e Vila Esperança, mas precisa ser feito junto com a Fael dentro desse grupo de trabalho e desenvolver um senso mais amplo, onde, por exemplo, agora vai para o setor São Bento, a Prefeitura dá o ônibus e vai acompanhando os alunos para fazer esse censo. Com a palavra a Diretora Bianca, disse que os alunos da Positivo, como eles são do período da manhã, saem de lá oito horas da manhã, leva uma hora para eles chegarem até aqui, chegam as nove horas e eles têm que sair daqui onze e meia, pra poderem chegar lá meio dia e meia, que é o horário de aula. E conseguiram ver com a Fael, para disponibilizar os alunos, a Prefeitura também vai ver com os Agentes de Saúde que possam ajudar, aí conseguem se organizar e ter melhor esse censo, fazendo uma planilha, como que vai fazer esse levantamento, cães e gatos, e quais outros animais também vão fazer Continuando, o Vereador Bruno Bux, disse que esse encaminhamento é uma parceria da Prefeitura com a Unifael, e também já podem conversar junto com esse grupo de trabalho estreitando as relações, pra pensar nesse projeto do censo na Lapa. Com a palavra o Diretor da Fael, Roberto, disse que há provisão do que já foi criado de protocolo para realizar o próprio censo em si com o alunado, conseguem sim desenvolver agora no começo de setembro, e no final de setembro já ter isso bem estabelecido. Sendo possível até o primeiro semestre de 2026 uma noção dos dados e poder estabelecer até onde vai a limitação de cada um dos trabalhos. Com a palavra a Diretora Bianca, disse achar interessante uma reunião com a Unifael, para ver o número de alunos, quem participa, como que podem conduzir esse censo e os dados. Continuando, o Vereador Bruno Bux, disse que se coloca a disposição para estar junto nessa reunião, ainda neste mês de setembro, da Prefeitura com a Unifael, para ver como que podem estreitar já esse censo, que é uma grande vitória dessa audiência pública, é um primeiro passo. Também a tarefa desse grupo de trabalho é conhecer a realidade desse castra móvel em Agudos do Sul, podem ir lá ver se vale a pena, quanto é o gasto, como que faz, se tem estrutura, se a Lapa dá conta, porque estão falando de uma extensão territorial de 2.117 quilômetros quadrados de extensão, um Município muito grande, mas vale a pena fazer o exercício de achar boas experiências, a Câmara tem veículo e pode colocar à disposição. E depois disso, ir atrás de verba para esse castra móvel, aí é uma tarefa desta Câmara de Vereadores, mas tem que ter uma noção de projeto pronto e quanto vai custa. O Vereador Arthur Vidal, justificou a ausência dele, e ele trouxe também que, parece que é uma situação de Endemia, e vale um estudo da Prefeitura se vale decretar uma Endemia, porque se tem cachorro atacando e doente, quando não tem mais controle, e parece que é o que não estão tendo, é uma situação de Endemia, então precisa ter um encaminhamento nesse sentido, de um estudo da Prefeitura dessa situação. Com a palavra a senhora Gisele disse que realmente nota-se bastante animais nas ruas, inclusive sem tutores e os que dão voltinha, que seriam os semi domiciliados. E numa conversa com o senhor Luís Alexandre, da Casa Civil, ele tem uma cunhada e uma irmã Veterinária, e comentou sobre aqueles abrigos que tem uns duzentos cachorros todos soltos numa fazenda onde eles usam uma medicação pra acalmar esses animais, mas não sabe se é injetável, e quem for Veterinário, se puder pesquisar, e de repente seria um caminho também, e já que querem manter cães nas ruas como comunitários, iria amenizar esses ataques. Acredita que isso seja fora do Brasil, porque os animais ficam soltos, parece um paraíso, porque sabe que eles brigam, mas o que se sabe é que aplicam um medicamento nesses animais, então eles ficam menos estressados e territorialistas. Continuando, o Vereador Bruno Bux, sugeriu mi CÂMARA Ls)” | MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública Fl. 21 isso como um encaminhamento, de buscar essas experiências, se é remédio, para esses animais que estão hoje em situação de rua e tem atacado a população. Também uma nova campanha grande de castração, onde possam colocar todo mundo nas redes sociais. Acredita que dá pra pensar isso junto com a Unifael e com os Bombeiros, e já poderia ter algum responsável para coordenar, quem sabe o bem-estar animal e o Departamento. E o PDF com os gastos do contrato que era de até dois milhões, vão mandar a prestação de contas que já está disponível no portal da transparência, mas eles vão encaminhar pra Comissão que vai enviar para todas as pessoas que estão aqui presentes, acredita que daqui uns quinze dias. Com a palavra a senhora Carol Lang, disse que sobre castração, conversou com a equipe do Deputado, Mateus Laiola, e ele tem o Castra Mais Paraná, e seria interessante entrar em contato. Continuando, o Vereador Bruno Bux, disse que já anotou isso como encaminhamento, e só para lembrar, o Deputado foi convidado para estar aqui hoje e não veio, o convite foi enviado com bastante antecedência, mas vai buscar essa experiência do Castra Mais Paraná. Outro encaminhamento, é criar um programa de apoio aos cuidadores, isso também é um Projeto de Lei que precisa partir da Prefeitura, porque tem a questão da compra de ração e do gasto. Com a palavra o Delegado Diogo disse que as pessoas podem entrar em contato com a Polícia Civil e registrar boletim de ocorrência, também pode ligar para o número 181 e fazer uma denúncia anônima, também podem procurar um Batalhão da Polícia Militar e registrar a ocorrência, além também do número 190 e acionar a Polícia Militar pra comparecer no local. Continuando, o Vereador Bruno Bux, citou mais encaminhamentos, como pensar num programa de apoio aos cuidadores e castração dos animais, fazer um levantamento dos cuidadores e o suporte para esses cuidadores. Com a palavra a senhora Gisele disse que nesse censo vai aparecer também os acumuladores, pessoas que precisariam juntar com a assistência social, porque as vezes eles não tem nem pra eles e mantém os animais, então vai juntar vários pontos. Continuando, o Vereador Bruno Bux, incluiu como encaminhamento, esse programa da cidade de Pinhais, e esse grupo de trabalho para pensar em todos esses encaminhamentos, é claro que vai ser feito as conversas, enfim, e essas pessoas voluntárias que levantaram a mão, podem se reunir nos próximos trinta dias com a Mesa. Também tem a reunião com a Unifael, para debater essa questão do censo e o Castra Paraná. Então, acredita que são esses os encaminhamentos. Na sequência, os representantes de cada entidade presente, usaram da palavra para fazer as considerações e agradecimentos finais. Encerrando a presente Audiência Pública, o Vereador Bruno Bux, agradeceu a presença de todos e reafirmou o compromisso de debater e encaminhar os problemas da cidade. E, para constar, foi lavrada a presente Ata, que será assinada pela Comissão organizadora e arquivada nos registros da Câmara Municipal da Lapa.