| Tipo | Ata Audiência Pública |
|---|---|
| Número / Ano | 5 / 2025 |
| Date | 2025-10-04 |
| Ementa | ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PEDÁGIO: IMPACTOS SOCIAIS, IRREGULARIDADES E DIREITO DE IR E VIR. (04/10/2025). |
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im CÂMARA E MUNICIPAL DA LAPA - PR ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PEDÁGIO: IMPACTOS SOCIAIS, IRREGULARIDADES E DIREITO DE IR E VIR. Aos quatro dias do mês de Outubro de dois mil e vinte e cinco, às nove horas, reuniu-se no Plenário Vereador César Augusto Leoni, o Poder Legislativo da Lapa, sob a Presidência do Vereador Arthur Bastian Vidal, estando presentes os Vereadores: Acyr Hoffmann, Bruno Bux, Camila Schefer Pierin, Mário Jorge Padilha Santos, Paulo Cezar Figueiro Turmina e Vilmar Fávaro Purga. Fizeram parte da Mesa Principal, o Prefeito Municipal da Lapa, Diego Ribas; o Vice-Prefeito, Fenclon Bueno Moreira; a Deputada Federal, Carol Dartora; o Defensor Público da União, Nuno Coimbra e Costa; os integrantes do Ministério dos Direitos Humanos, Rui Leandro Santos e Amilton Fernandes, a representante da Mariental, Cristiane Hammerschmidt; a representante da comunidade Quilombolas e da Restinga, Cláudia Ferreira; o representante da Associação de Afrodescendentes do Feixo, Adão Gomes; e o representante do Ministério da Igualdade Racial, senhor Rozembergue Batista Dias. A presente Audiência teve transmissão pelo site da Câmara Municipal da Lapa, através de seus canais nas plataformas do Facebook e Youtube, foi informado ainda, que todos poderiam formular perguntas relativas ao que se colocar durante a Audiência, podendo ser enviadas pelo chat da transmissão ou pelo whatsapp da Câmara, número 4136222536, ou em formulários disponibilizados ao público presente. Dado início, o Presidente Arthur Bastian Vidal cumprimentou a todos e passou a palavra ao Vereador Bruno Bux, autor do requerimento para realização desta Audiência Pública. Com a palavra o Vereador Bruno Bux agradeceu a presença das autoridades e público presente, em especial o povo da Mariental e região, frisando que esta Audiência histórica é fruto de uma denúncia deste Vereador e enviado pela Câmara de Vereadores da Lapa, pelo Presidente Arthur Vidal, para Brasília e assim fazer uma denúncia junto com a Deputada Federal Carol Dartora, no ponto de vista dos Direitos Humanos, onde não foi atendida a consulta prévia livre informada, que é um direito constitucional baseado na convenção 169 da OIT, onde toda uma população, como Mariental, não conseguem acessar políticas públicas na sede do Município. O objetivo desta reunião é levar essa audiência pública como documento no processo que corre na 11º? Vara Federal. Lembrou ainda, que a ANTT foi convidada, não está presentes e não mandou representante, e a Concessionária Via Araucária, mandou um ofício justificando. Finda essa exposição inicial, foi franqueada o uso da palavra aos senhores e senhoras: Deputada Federal, Carol Dartora; a representante da comunidade Quilombolas c da Restinga, Cláudia Ferreira; o representante da Associação de Afrodescendentes do Feixo, Adão Gomes; a representante da Mariental, Cristiane Hammerschmidt; o Defensor Público da União, Nuno Coimbra e Costa; o integrante do Ministério dos Direitos Humanos, Rui Leandro Santos; o integrante do Ministério dos Direitos Humanos, Amilton Fernandes; o representante do Ministério da Igualdade Racial, senhor Rozembergue Batista Dias; Vereadora Camila Schefer Pierin; Vereador Acyr CAMARA MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FL 02 Hoffmann; Vereador Vilmar Fávaro Purga; Prefeito Municipal da Lapa, Diego Ribas; Presidente da ACIAL, Nilciane Pawoski; Vice-Prefeito da Lapa, Fenelon Bueno Moreira; e ex-vereador, Josias Camargo. Registrando-se assim, um breve resumo dos discursos proferidos pelas autoridades presentes: “-Pedágio tem sido uma expressão de racismo estrutural e ambiental, que se reproduz nas formas de organizar o território, nas políticas públicas e decisões de quem decide quem pode circular e quem deve permanecer fora, uma violência racial, desrespeito ao reconhecimento das comunidades, titulação das terras quilombolas como ato de reparação histórica. - Concessão do lote-1, a Lapa está pagando todos os dias uma praça de pedágio que está violando direitos humanos e sobrevivência de todo um Distrito, para pagar a obra de duplicação em Curitiba, a obra de duplicação da PR 418, que liga Araucária a Balsa Nova. Ministério dos Transportes não atendeu os pedidos do povo Quilombola. - A concessão de agora, além de não ouvir a comunidade, não fez audiência pública e não respeitou a Lei da convenção 169, e também existe um contrato em que a comunidade não tem em mãos, o qual diz que a atual empresa pode fazer o que quiser, ela não respeita as comunidades, há muitas irregularidades com essa empresa. -Estão sendo separados por um muro invisível, que é o pedágio, querem o direito de ir e vir sem serem cobrados por isso, pois pagam impostos e votam na Lapa, são lapeanos, não querem ser tratados como visitantes da própria cidade. -Existem atualmente dois processos judiciais referentes a esta praça de pedágio, em que se pedia a suspensão da própria concessão ainda em 2023, com o argumento da violação a consulta livre prévia informada às comunidades tradicionais, e uma ação civil pública movida pela Prefeitura, pedindo a isenção de pedágio para os moradores. -Sem dúvidas há violação dos direitos humanos com o pedágio, e terá o comprometimento em acompanhar e fazer o tratamento e encaminhamento dessas denúncias. -O papel da Ouvidoria dos Direitos Humanos é basicamente acolher e tratar denúncias de violação de direitos humanos, e o pedágio da Lapa tira o direito de ir e vir da comunidade Quilombola. -Esse pedágio é a continuidade de um processo de atropelamento dos direitos Quilombolas. -Moradores enfrentam dificuldades para acessar tratamentos de saúde e demais políticas públicas. - A forma de atendimento da Concessionária Via Araucária é péssima e lamentável junto a população. -É um lamento esta praça de pedágio estar localizada na cidade da Lapa, porque de fato, não cumpre com as obrigações. -Projeto de Lei Municipal para isenção do pedágio por meio de tags, através de um contrato junto com a Caixa Econômica Federal. Há um pedido de mudança do pedágio na divisa entre Lapa e Contenda junto a ANTT, e depende da votação do Congresso, de uma Lei para o Paraná permitir a implantação do sistema free flow. A Concessionária Via Araucária não respeita ninguém. -O pedágio criou uma barreira artificial que separa o povo da sua própria cidade, ponto de vista constitucional, é um direito fundamental de ir e vir, abrange também o princípio da dignidade humana e o princípio da função social da cidade que estão sendo violados. Separar a Mariental da cidade por uma barreira de pedágio é enfraquecer o desenvolvimento local e desconsiderar a função social do tributo. Apoio para a mudança de localização do pedágio da Lapa. -O Municipio entrou com uma ES CAMARA À a 4” MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FIL 03 ação visando a desapropriação de um imóvel localizado próximo a praça de pedágio, para a construção de uma estrada alternativa, mas ainda não teve nenhuma sentença nesse sentido”. Foi aberta a palavra a perguntas do público presente na Audiência. Fez uso da palavra o ex-vereador Josias Júnior Camargo, perguntando sobre a implantação das tags. Na sequência, fez uso da palavra o Servidor Municipal, Nilson, explicando a implantação das tags para a passagem de moradores no pedágio na Lapa, através de um contrato com a Caixa Econômica Federal, em que serão utilizados recursos do ISS para pagar o pedágio. Após a explicação do senhor Nilson, abriu-se espaço para questionamentos e argumentos dos munícipes presentes, os quais seguem registrados resumidamente: “-Concessionária Via Araucária teria que indenizar as famílias que tiveram prejuizos com a violação dos direitos. -Erro no edital e contrato mal feito. -Prejuízo para os produtores rurais, que dependem de assistência técnica de serviços dentro da cidade, como veterinários e mecânica. -Construção de uma base de apoio da Via Araucária na entrada de uma comunidade, coloca em risco a vida dos moradores, além de atrapalhar na capacitação de água na Mariental pela Sanepar, sendo essa base um erro de engenharia. -O pedágio está brincando com a população lapeana, pessoas rodam sete quilômetros e pagam praticamente R$ 25,00, a cidade sofre poque está cercada pelo pedágio, é preciso isenção para as pessoas que necessitam trabalhar e moram do outro lado da cancela. -Disparidade no desconto para usuários frequentes, em outras praças de pedágio da Via Araucária, os usuários têm de 60% a 70% e o valor final da tarifa fica 30% a 40%, na Lapa o valor final fica 70%, pede-se isonomia para mais isenção. Também há falhas no edital e houve omissão do Governo Federal, pois o Ministro Renan Filho tem ciência disso. -A Lapa está isolada e precisa de mais alternativas de acesso para desviar o pedágio, pois a cidade nasceu do comércio com a rota dos Tropeiros há mais de 200 anos. -Estudo para criação de vias alternativas, com a elaboração de projeto e pleitear recursos pra obra junto ao Governo do Estado e Federal. -Irregularidades de segurança na instalação da base da Via Araucária, construída na entrada da comunidade da Restinga”. Encerradas as discussões, procedeu os seguintes Encaminhamentos, que foram feitos com o entendimento de todos os presentes: 1- A Deputada Carol Dartora colocou o seu mandato a disposição e fará pedidos de informações a respeito do processo que a Prefeitura já moveu contra a Concessionária Via Araucária na Justiça Federal; e por que o mandado de segurança pedido pela administração não foi acatado, também oficiar a ANTT sobre essas questões de segurança e ambientais. 2- Isenção ampla. 3- O edital viola direitos humanos, porque além de ser apenas essas 10 vindas, sendo que as pessoas precisam de muito mais vindas, o Município está abrindo mão de investir três milhões de reais por ano na saúde, educação, estradas e escolas, sendo uma violação explicita dos direitos humanos de uma comunidade, serão três milhões de reais a menos no cofre do Município pra pagar pedágio, por conta de um erro de edital. 4- Estudo do sistema Free Fow, visto que está sendo adotado em outras regiões. 5- Olhar pela falta de isonomia entre o desconto progressivo dos usuários frequentes, pois a Lapa tem o menor desconto entre todas as praças de pedágio. 6- O serviço de atendimento ao imã CAMARA O) MUNICIPAL DA LAPA - PR Audiência Pública FL 04 usuário entre as comunidades Quilombola da Restinga, Porteiras e Bom Sucesso, não tendo nenhuma segurança para entrar, causando enorme transtorno nas comunidades. Portanto, essa obra deve ser denunciada. 7- Denunciar que a estrada do Caracol, que foi vista no processo judicial como estrada alternativa, não seja considerada como a estrada alternativa, visando as condições da mesma. 8- Não tem segurança no “siga e pare” da Concessionária Via Araucária, falta sinalização e manutenção na pista, sendo importante trazer o dado levantado pela RPC, em que o número de mortes aumentaram 36% na rodovia do Xisto de janeiro e junho deste ano, comparado a janeiro e junho do ano passado. Aumentou o número de mortes numa rodovia que estão pagando R$12,30 pra rodar, estão pagando pra morrer. Nada mais havendo a tratar, o Vereador Bruno Bux agradeceu a participação de todos e declarou encerrada a Audiência Pública. Assim se lavrou a Ata, que segue assinada pelos interessados e arquivada nos registros da Câmara Municipal da Lapa-Pr. mi puniÊnciA PUBLICA do . NOME TÉLC FONE files Bordh . JOSE ToVeti no. 28866 U-SA PeDAGIO JAPA/PR. PROCSS PO. 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