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=) MUNICIPAL DA LAPA - PR
GABINETE DO VEREADOR BRUNO BUX
PROJET T OsJs0a6
O vereador que subscreve este projeto, com fulcro nos artigos 106, $ 1º do artigo 175 do
Regimento Intemo do Legislativo c/c art. 59 da lei Orgânica do Município da Lapa /PR
vem respeitosamente, apresentar à consideração do Plenário desta Casa o que abaixo
segue:
Súmula: Concede o título de Cidadão Benemérito ao Sr Luiz Roberto Bruel.
Art 1º- Concedido o título de Cidadão Benemérito do Município da Lapa ao senhor
Luiz Roberto Bruel, lapeano que elevou o nome da cidade aos cenários estadual, nacional
e internacional por sua destacada atuação.
Art 2º- Este artigo entra em vigor na data de sua publicação.
Vereador
Câmara Municipal da Lapa - -PR
RO ERoTOCO O CE arário: 16 16: 1
Legislativo
ALAMEDA DAVID CARNEIRO, 390 - CENTRO | LAPA-PR | CEP 83750-095
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GABINETE DO VEREADOR BRUNO BUX
JUSTIFICATIVA
Beto Bruel é considerado um dos maiores iluminadores cênicos do Brasil, em uma
trajetória ascendente de mais de 54 anos de carreira, que se destaca pela vasta
experiência acumulada com centenas de artistas, em palcos de todo o país. Em seu
extenso currículo constam mais de 500 peças teatrais além shows, óperas, ballets,
exposições e eventos corporativos. A história deste grande iluminador será contada a
seguir.
Luiz Roberto Bruel masteu no tia 12 de maio de 1950, em uma fazenda no interior
da Lapa, município próximo da capital Curitiba, no Paraná. É o filho caçula de Dalila e
Luiz, irmão de Sérgio e Olga, chamado carinhosamente pela família de Beto, apelido que
se tomaria mais tarde seu nome artístico. Sua mãe, de descendência alemã, era uma
mulher muito caprichosa e bem humorada, que pintava telas sem nunca ter frequentado
aulas de pintura, enfeitava a casa com suas peças e adornos de crochê, e estava sempre
inventando novidades. Seu pai era mais reservado, um homem que encontrava nos livros
seu passatempo favorito.
Passava as férias na fazenda dos avós paternos, de origem francesa, que
cultivavam 0 gosto peta titeratura, História e rmúsica, em uma casa cheia de fithos, netos e
amigos. Esta antiga casa foi restaurada e permanece como o ponto de encontro dos
Bruel, que fazem questão de manter viva a memória e as tradições da família.
Quando menino, desenhava histórias em quadrinho, inspirado pelos gibis da
época, e com o passar do tempo foi criando um estilo e aperfeiçoando seu senso estético.
Um fato inusitado na infância gravou em sua memória uma cena, que mais tarde o
inspiraria na iluminação cênica. Naquela época, a família morava em Guarapuava, no
interior do Paraná. Era noite quando a rádio local informou que um pequeno avião
precisava fazer um pouso de emergência e convocou todos os moradores que tinham
automóvel para formar um corredor de faróis acesos, sinatizando o tocat da aterrissagem
na pista de chão batido. E lá se foram os automóveis e a meninada salvar o piloto em
apuros! Os faróis acesos na bruma da noite, o pequeno avião pousando e levantando
poeira em meio aos fachos de luz e a euforia pelo pouso bem sucedido, foi um momento
marcante, com requintes cinematográficos! Aliás, assistir filmes era um dos programas
favoritos de sua mãe, que levava os filhos ao cinema da cidade, acompanhando todos os
lançamentos hollywoodianos.
As experiências na infância criaram um acervo de imagens e percepções em sua
memória: as noites na fazenda iluminadas por velas e lampiões à querosene, o famoso
pôr-do-sol de Guarapuava com sua paleta de cores, o pouso do avião guiado pelos faróis
dos carros, a plateia do cinema e o encanto com as cores vibrantes do Technicolor. Fatos
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que inspirariam Bruel no futuro, em suas composições de luz e sombra, em diferentes
ângulos, velocidades e intensidades, fazendo da luz o seu pincel e do palco a sua tela.
Em meados de 1960, a família decide deixar o interior e se mudar para Curitiba.
Beto se recorda da primeira vez que assistiu uma peça no Teatro Guaíra: uma mudança
repentina na luz, que passou de um geral branco para o vermelho, o impressionou e
despertou sua curiosidade.
Alguns anos mais tarde, quando era estudante no Colégio Estadual do Paraná,
entrou no grupo de teatro dos alunos, ajudando no que era preciso, mas sempre nos
bastidores. Em uma ocasião, o grupo foi se apresentar no Festival de Artes Estudantil no
Guaíra e chegando lá foram questionados se havia um iluminador para a peça. Beto se
habilitou, mesmo não sabendo do que se tratava na prática. E assim, no dia 12 de outubro
de 1971, teve sua primeira experiência como iluminador na cabine de luz do Guairinha -
auditório Salvador de Ferrante, com a peça “Pobre Diabo”.
Neste grupo de teatro conheceu a atriz Regina Bastos, que se tornaria sua esposa
em 1973. Beto e Regina celebram em 2023, 50 anos de casamento, com duas filhas,
Betina e Renata, e quatro netos, Giuliano, Lorenzo, Vicente e Martin.
A partir de 1973, integrou o Grupo Margem, criado por Manoel Carlos Karam, onde
teve a oportunidade de explorar as mais diversas formas de ifuminar, em diferentes
palcos. Passou a trabalhar com diversos diretores, como Manoel Carlos Karam, José
Maria Santos, Antonio Carlos Kraide, aprimorando sua técnica e estilo.
Em 1974 foi convidado pelo já consagrado diretor Oraci Gemba para iluminar
espetáculos no Teatro Guaíra, considerados seus primeiros trabalhos como iluminador
profissional. A partir de então, consolida seu nome como iluminador curitibano é passa a
dedicar sua vida ao teatro.
Em 1977, em parceria Regina Bastos e Beto Guiz, criaram a Tamanduá Produções
Artísticas, companhia teatral que produziu diversos espetáculos, apresentando-se
também fora de Curitiba.
Em 1980, fundou a Tamanduá Iluminação, em sociedade com Mário Cordeiro,
empresa que iniciou com apenas 10 refletores e que com o passar do tempo cresceu e se
consolidou como uma das maiores empresas de locação e montagem de equipamentos
de iluminação do sul do Brasil. Em 2017, Beto decide encerrar seu trabalho na empresa,
passando-a para seu parceiro Lero (Rogério do Couto), que continua seu legado com
maestria.
Como sorrisos e lágrimas fazem parte da vida de qualquer artista, Beto também
guarda cicatrizes de um momento trágico, em que a vida quase lhe escapou, em 1991.
Era ensaio geral de uma peça infanti, no Teatro do SESt, em Curitiba. A peça era
“Bambi”, com um cenário de uma floresta feita de espuma, recém colada e pintada. De
repente um refletor na vara de luz estoura e uma pequena faísca dá início a um incêndio
no teto do palco. Beto, que estava na cabine de luz, teve o impulso de correr para o palco
e puxar o cenário ao chão, com a esperança de que o fogo não se alastrasse, mas tudo
aconteceu rápido demais... o fogo se espalhou e parte do cenário em chamas caiu sobre
ele. Em pânico, os atores correram para fora do teatro. Havia duas portas de saída, uma
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delas estava trancada e Beto sabia, mas era a única chance de saída em meio ao fogo
que já se alastrava para a plateia. Com uma força descomunal, que surge em momentos
de vida ou morte, Beto arrombou a porta e conseguiu escapar do incêndio, mas sua
camisa estava em chamas. Giovani Cesconetto, diretor da peça, o derrubou no chão e
apagou o fogo com suas próprias mãos. Não sobrou uma poltrona, o teatro foi reduzido às
cinzas... mas graças aos “deuses do teatro” esse incêndio aconteceu antes da estreia,
com a plateia vazia. Beto teve queimaduras de 3º grau nos antebraços e dorso das mãos,
e de 1º grau nas costas e rosto. Passou 30 dias hospitalizado e muitas semanas em
recuperação das lesões, que não deixaram sequelas. Como “o espetáculo não pode
parar”, a superação do trauma foi rápida e Bruel voltou ao trabalho com ainda mais garra
e vontade.
Em 1998, seu perfil empreendedor o levou a investir em algo que não tinha muito
conhecimento, mas que de alguma forma fazia parte da vida artística. Comprou, em
sociedade com a sua irmã, o Café do Teatro, ponto de encontro da classe teatral
curitibana, situado a poucos metros do Teatro Guaira. Pensando em uma nova logomarca
para o Café, Beto foi bater à porta do artista Poty Lazarotto. Em meio à conversa, Poty foi
rabiscando no papel algumas ideias que se transformaram na famosa marca do Café,
assinada pelo grande artista, e que daria origem ao Troféu Poty tazzarotto - Prêmio Café
do Teatro. Essa premiação era organizada pela classe artística, que escolhia por votação
os melhores do ano da cena teatral curitibana.
A partir do ano 2000, acompanhando o diretor Felipe Hirsch, Bruel amplia seus
horizontes e consolida seu trabalho em São Paulo e Rio de Janeiro.
Apaixonado por história, nas horas vagas se dedica a pesquisar sobre o teatro
curitibano, possuindo um precioso acervo de fatos históricos, notícias, fotos, cartazes,
programas de peças e vídeos.
Hoje, além de iluminador, Beto compartilha todo seu conhecimento em palestras e
workshops por todo o país. Em seu per no instagram, pubtica vídeos sobre OS seus
trabalhos, apresentando as técnicas de iluminação utilizadas e os bastidores do processo
criativo.
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PRÊMIOS RECEBIDOS E TÍTULOS
INTERNACIONAL
2009 - Seul, Coreia do Sul - Medalha de Ouro no World Stage Desing -
| International Organisation of Scenographers, Theatre Architects and
Technicians pela peça "Não sobre o amor”, direção de Felipe Hirsch.
NACIONAL
Prêmio Shell
2001 — Rio de Janeiro - "Memória da água" — Direção Felipe Hirsch
2005 — São Paulo — "Avenida Dropsie" — Direção Felipe Hirsch
2009 — Rio de Janeiro — "Não sobre o amor" — Direção Felipe Hirsch
2014 — São Paulo — “Não vejo Moscou da janela do meu quarto”- Direção
Silvana Garcia
2019 — São Paulo — “Lázarus" — Direção Felipe Hirsch
Décimo Festival de Teatro da Amazônia
2013 — Manaus — " Amores dificeis" — Direção Maíra Lour
Prêmio Questão de Crítica
2015 — Rio de Janeiro — "Beije minha lápide” — Direção Bel Garcia
Troféu Glauco Flores da Sá Brito
1975 — Curitiba — "Marat Sade" — Direção Oraci Gemba
Prêmio Governador do Estado do Paraná - Troféu Gralha Azul
1975/76 — Curitiba — "Greta Garbo, que diria acabou no Irajá” — Direção Eddy
Franciosi
1976/77 — Curitiba — “A árvore dos Mamulengos” — Direção Vital Santos
1977/78 — Curitiba — "Cinderela do petróleo" — Direção Roberto Menghini
1983/84 — Curitiba — Pelo conjunto de trabalhos
1984/85 — Curitiba — "Colônia Cecília" — Direção Ademar Guerra
1985/86 — Curitiba — "A história de muitos amores " — Direção Fátima Ortiz
1989/90 — Curitiba — Peto conjunto de trabalhos
1990/91 — Curitiba — Pelo conjunto de trabalhos
1991/92 — Curitiba — Pelo conjunto de trabalhos
1991/92 - Curitiba — Teatro infantil - "Pluft, o fantasminha" — Direção Edson
Bueno
1992/93 — Curitiba — Pelo conjunto de trabalhos
1992/93 — Curitiba — Teatro infantil - "O menino maluquinho" — Direção
Fátima Ortiz
1994 — Curitiba — "Speedy, eu te amo" — Direção Édson Bueno
1998 — Curitiba — "Juventude" — Direção Felipe Hirsch
2001 — Curitiba — "As loucas e os lazarentos" — Direção Enéas Lour
2001 — Curitiba — Por 30 anos de carreira
2002 — Curitiba — "O corvo" — Direção Édson Bueno
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[2008 — Curitiba — "Macho não ganha flor" — Direção João Luiz Fiani
2010 — Curitiba — " Metaformose " — Direção Edson Bueno
2011 — Curitiba — ” Ilíada, canto 1º — Direção Octávio Camargo
2015/16 — Curitiba -"Nuon"em parceria com Rodrigo Ziolkovski — Direção Ana
(Rosa Tezza
2016/17 — Curitiba — ” Nanook" — Direção Eduardo Ramos
2019 — Curitiba — "Manaós" em parceria com Rodrigo Ziolkowski - Direção
Ana Rosa Tezza
Troféu Poty Lazzaroto
1997 — Curitiba — "Estou te escrevendo de um país distante" — Direção Felipe
Hirsch
1998 — Curitiba - "Juventude" — Direção Felipe Hirsch
2000 — Curitiba — " A vida é cheia de som e fúria" — Direção Felipe Hirsch
2002 Curitiba —" Motion" — Direção Carmem Jorge
2003 — Curitiba — " Vermelho sangue amarelo surdo" — Direção Édson Bueno
Poder Legislativo Municipal, 20 de março de 2026
NO BUX
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