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. 0 Vel.ador que este Bubscreve, |p.Bo d® gua8 atribuieoes legais,
a_creser.ta a Caml.a a 8eguinte I)roposiga_oi
Ante-PI`ojeto de I.ei no 3
S.inla` =5 a denominagao de " Antonio de Paula " a. uma, das vies ptiblicas desta Cidaae,
Art.1a) Fica o Poder Eleoutivo autol.izado a daB a denominag;a
de " DESEmARGADOR ANTONI0 I)E PAUIA ", a uma das vies pdblicas desta Cidade.
Art.20) Esta Ijei entrara em vigor ap6z sua ofioial publica,9;o.
Art. 30) Revogam-se as disposigo;a em contrario.
Sale das Sesso;a em 7 de mal`§o de I.966
JUSTIFICATIVA
ANTONIO DE PAtlffi na,sceu nesta cidade em 25 de novembro de 1881. I)e pals pobres, lutou imensamente papa, cursar o ensino secundal`io e depois o super.ior, tendo obtido a
diploma de Ba,charel em Dil.eito pela Faculdade de Ci6noias Juridica,s e Socia,is do Rio
de Janeil.o, a, 6 de dezembl.a de 1913. Par.a custeal. os estudos, trabalhou coma telegTafista,, juntando os tosto;a para faser oB exameB na antiga Capital do Pa,is, jf que aquela :poca o Pal`anf n;o possuia ainda a sue Univel.sidade. assim dul.ante o dia dedicava-8e Sos labores da I.epartig;o, 1evantando-se as 5 hol.a da mamba diariamente
pars estudal..
Desde _c_ado, manisfestou pendores par.a a vida intelectual, colabol.ou na conceituada
I.evista, " ANJO DA GUARDA ", onde publioou inspiradas pl.odueoes poeticas de sua lavra.
Em 1905 deu lume o livl.o " Esbogos ", de fina inspil.ag;o lit:raria, deixando in6dito
o caderno de poesiq€ " CrepuBculo "„ Com o pensamento permanentemente voLttado papa a
sua I,apa querida e aoolhedol.a, onde encontl.ava, como dizia, ". pa,z e tranquilidade na, .
dogura de urn clima sem par e na afabilidade de urn povo q.ue, o coragao mos lat)ios, BempI.e o tratava cari¢nbo8amente", estimulou as ativida&es artitistioas de seus contel.I`aneos. ASE}im 6 que, foram levada,s a cena no antigo " Teatro S;a Jo;o", pelos idos de
1909, as seguintes pegas de autoI.ia de Antonio de Paula: a com€dia " Urn col.te de noivo", I.epl.esentada por d. Clementina miniz, Ildefonso Machado, Aloeu Ferreil.a, Nenego
Iacerda e Antonio I,a,cerda e o dr~:a, em tres atos, escrito es.pecia,lmente pare a plate= C
ia IjapQa,na, intitulado " Do Dbabo a Deus", rna.gnificamente interpretado pop OsDrio Ma,rtins, D. Clementina miniz, Jo;o Iiacerda BI`aga, Guilherme RamoB, Antonio ljaoerda e Orestee Westephalen,.
I, Formando-se em Direito, exerceu, logo a seguir, as fungo;a de Promotro Piiblico dd
Pa|meira. ap6s, iEto e'em 1916, foi professoB de FI.anc6s e Geogl.aria no lnstituto Comer_
cial de Curitiba, tendo ainda desempenhado o Cargo de delegado de Policia da Capital.
Promovido em 1919 a I)elegado Auxiliar, ocu|)ou ainda, interinamente, a Cbefia de Policia
do Estado,
Ingressando. na ttagistratura- sua vel.dadeil.a vocag;o - foi suoessivamente Juiz lfumicipal de S;a Jos6 dos Pinhais e AI.aucaria e Juiz de Direito de Palma,a, Paranagua e Curititia. Fh 1938 atingiu o apic® da cal`I.eire,,-com a promogao a I)esembargador.
Desempenhou., ainda os seguintes cargos.. Procul.Odor Gel.al do Estado, de 1933 a 1934;
Juiz do Estado de si`tio, em 1934; Juiz do Tribunal Regional Eleitoral de 1936 a 1937, em
c`jjo 8eio_retornou rna,i8 ta,rdei e Corregedor Gel.al da JUBtiga, de 1940 a 1942.
Tomalista combativo e-8eguro, escreveu, deBde a sue juventude atii os sous tiltinos
dias, em varios ol.gaos da impresnsa de Cur.itiba e do Rio de Janeiro. No setor Juriaico, colaborou na " Revista de CI.itica Judioia,ria" da antiga Capit;i Federal e.nQ '`, ,0.Parana Judi9ia|.io", de Curitiba,, deixando ainda as seguintes ol)ras! Consultor Policial' Paranaense"
1919); AI.estos do TI`ibunal de Justiga" ( 1921); " Do I)il.eito Policial" ( 1928 a 1949) em
gua cseg[1hda edie;o) .------ ~--_r -`.,~ ..-. ~ - .*
Foi o autor do Decreto 665, de 2 de margo~€e: 1933. qu,a retol.nou, aperfeigondo, o Ju-
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ri do Parana e, tanbem, no mesmo ano, do Decreto estat)elecendo urn conjunto de medidas de
naturesa processual, visando a celebl.idade da II]archa das agoes em juizo e a seguranga da
justiga,. Presidiu e orien_tqu a-con`issa`o Orga,nizadora d®, Ante-pl.ojto da nova Lei da W I)ivis;a e Organisagao Judiciaria dos EBtado do Paran6.
Fundador e presidente do CIRCUL0 DE ESTUI)ANThs BANDEIRANTES, profel.iu nesse cenaculo, de t;a glorioBas5 tra,digoe,s CulturaiB, -varies confeTencias, daB quais se destacan
as intituladas " DA Justiga e o Juiz ", Anchieta ~ o Santo do Brasil", " 0 Preconceito
db Juri''... Cat61ico Fervoroso, foi tambem urn do fundadores e diversas vezes Presidente
da, Conferencia Vicentina,`, de aurilio aoB pobres, maroandb todo o seu devota±mento Sos prlncipios oriEita5s.
Ao cell.ar os olhos, a 6 de outubro de 1949, cout)e ao seu fraternal amigo DeBembargadon I,acerda Pinto, ent;o presidente do TI.ibuna,1 de Jug-ti'9a do Paran£, interpretar os
sentimentoB de pesar da magistl.atura, do Esta,do, dizendo a t)eira. do ttimloi ANTONI0 Dff PAUIA subiu palo propio es forgo, aproveitando cH9 dons de uma precoce inteligencia, voltada pa- `
ra a coisa do espiI.ito.
A sue vida alvoreceu papa o estudo no lap bumilde, junto da rude bmca de carpinteiro de_ Sell pal,_h_ogLen_fun€.a_in_epta,±pgLnte bpm` e reBigrado, e. sob a vigila,ncia de uma n;e carl-
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nhosa, que educou o filho unico dentro dos nais puros sentimentos cl.istaos, dos senti-mentos- .
que havian de ser o nol.te de sue vida devotada, a,o trabalbo. Afirmou mais o orador: Deilou
na impren8a, mos livros, nag senten§as de Juiz, mos par.eceres de Procurador Geral do Estado, mos pl.ovinentos de Corregedor Geral da Justiga e mos aorda;a e votoB de degemt)al.gador
as provas inorredouras de seu¢ talento e de geu amol. a® eBtudo di lingua vernacula e da ciencia do D5pei.to.
Pelas I.asogs espostos, o none do DeBembargador Antonio de Paula numa, da mag desta
Cidade, constituira a lna,is justa holnenagend da Legendfria I.apa a un dos sous filhos mais
ilustre, que t;a alto levou o none de sua, terl.a natal, atl.av6s da, brilhante carreira que
consegdu |]elo seu esfol.§o. . I
. !`3 _i eq=as
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frLcer`in+Le-sG a6 comi§s8Ode.I.ci8lslacao a Justi§a, pare
• e.nitir parec6l.. I
Sali daf, bess5es em 7
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Lap_: DA cOMlsslo _DI I.mrs
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presicL€.nte.
rDSIIC^ ao I oj®to _d®_ _|®_ILO
a- pr®s6a¢® .]t® proj.to ..t: ®i pl6n. concordaBh col. oe pr.c®1tos
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i,pert.|to,coaetltu¢1o.al.-
Sala d&. S..$6.3,.. 8 a. -ar§o ..1966.-
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