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sessao nº 4

Tipo Sessão Solene
Número / Ano 4
Date 2019-08-09
native_id279

Documents (1)

ata #

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ATA DE SESSÃO SOLENE AOS 130 ANOS DA CHEGADA DE IMIGRANTES 
ITALIANOS NA LAPA E PARA CELEBRAR OS 15 ANOS DE GEMELLAGIO 
ENTRE LAPA E ISTRANA.
Aos nove dias do mês de agosto de dois mil e dezenove, a hora regimental, reuniu-se 
solenemente no Plenário Vereador César Augusto Leoni, o Poder Legislativo Municipal da 
Lapa sob a Presidência do Vereador Arthur Bastian Vidal, Secretariado pelos Vereadores Acyr 
Hoffmann e Dirceu Rodrigues Ferreira, presentes os Vereadores: Otávio José Rodrigues de 
Jesus. Declarando aberta a presente Sessão, o Presidente invocando a proteção de Deus, “Que 
Deus ilumine os trabalhos desta Casa e norteie os homens que conduzem a nossa Pátria”, fez 
uma saudação a todos. Fizeram parte da Mesa Principal o Deputado Estadual, Rubens 
Recalcatti, o Presidente da Comissão do Gemellaggio senhor Enzo Fiorin, o Tenente Coronel 
da Policia Militar, Emerson Luiz Bukarewicz, e representando o Prefeito Municipal, a senhora 
Helenita Prevedello. Foi destacada também a presença do senhor Roberto Gemin, senhora 
Emma Pizzolato e senhor Evaristo Gemin, os quais fazem parte da comitiva que veio de 
Istrana para celebrar os 130 anos da imigração italiana na Lapa e 15 anos do Gemellaggio 
Lapa-Istrana. O Presidente Arthur Bastian Vidal convidou a todos para, em pé, ouvirem o 
Hino Nacional Brasileiro e o Hino da Itália. Logo após o Presidente Arthur Bastian Vidal
disse que a Câmara Municipal da Lapa sente-se honrada em tê-los conosco nesta noite 
especial. Noite em que recebem a visita ilustre dos amigos Enzo Fiorin, Emma Pizzolato, 
Roberto Gemin e Evaristo Gemin, descendentes de imigrantes dos italianos que colonizaram a 
região no final do século 18 e inicio do 19. Hoje se reúnem nesta Sessão Solene para deixar 
registrado este marco de história no Município: os 130 anos da imigração italiana na Lapa e os 
15 anos de Gemellaggio, um acordo selado entre Lapa e Istrana, que facilita o acesso a 
informações, troca de experiências, elaboração de projetos, cooperação econômica e cultural. 
Gemellaggio em português, cidades irmãs. Em seguida fez uso da palavra o Vereador Acyr 
Hoffmann, dizendo que, assinado em agosto de 2004, O Gemellaggio foi um acordo selado 
entre cidades de Lapa e Istrana, para o acesso a informações, troca de experiências, elaboração 
de projetos e cooperação econômica e cultural. Em português significa “Cidades-Irmãs”. Entre 
os principais objetivos discutidos foi a realização de intercâmbios de informação sobre o 
desenvolvimento socioeconômico das comunidades envolvidas, em particular no âmbito 
escolar. O tratado já trouxe benefícios mútuos, servindo como ferramenta para o 
desenvolvimento das cidades. Lapa e Istrana apresentam características semelhantes, além do
que, as primeiras famílias de imigrantes italianos que chegaram na Lapa, nos anos de 
1888/1889 eram da região de Istrana. Posteriormente, novos grupos se juntaram a estes 
pioneiros na colonização do município, começando pela região da Colônia São Carlos. Hoje 
estamos celebrando os 15 anos de Gemellaggio porque entendemos que esse acordo, além de 
estreitar os laços entre as cidades é de extrema importância cultural, pois resgata memórias dos 
antepassados italianos responsáveis por parte da colonização do município e que até hoje 
mantêm viva a história, a cultura e a tradição do povo italiano. Com a palavra o 
Cerimonialista Marinaldo Filho deu inicio aos pronunciamentos alusivos a Sessão Solene.
Senhora Iara Scandelari Milczewski, nasceu na Lapa e estudou no Colégio Estadual General 
Carneiro e na Escola Normal Novo Ateneu. Cursou Letras – Francês na Universidade Federal 
do Paraná. Fez duas graduações na área de Língua e Literatura e Mestrado em Educação. Foi 
diretora do Departamento de Educação do Município por seis anos e Secretária de Educação
do Município por quatro anos. Trabalhou como professora por 46 anos. Casada com Expedicto 
Fávaro Milczewski, mãe de quatro filhos e avó de quatro netos. Seu grito sempre foi pela 
Educação. Em seguida fez uso da palavra a senhora Iara Scandelari Milczewski dizendo 
que quando a senhora Nídia Gemin pediu para que falasse sobre a imigração italiana na Lapa, 
buscou fontes para não falar nada errado, porém tem muitas lembranças sobre a vida dos 
imigrantes italianos no Paraná, especialmente na Lapa, pois é descendente de italianos. O avô
Januário Scandelari e a avó Nina Quartarolli, antes de chegarem a Lapa passaram pelo núcleo 
da cidade vizinha Colombo, na Colônia Capivari, e foi pelos avós que soube das asperezas ao 
longo dessa nova vida no Brasil, terra de esperança e salvação. E para autorizar esta fala sobre 
os irmãos italianos da Colônia São Carlos, o marido pertencia as famílias Favaro e Cavalin e 
isso entusiasma as lembranças do inicio da colonização aqui na Lapa. Os primeiros imigrantes 
italianos começaram a chegar ao Brasil na década de 1870, porém foi entre as décadas de 1888 
e 1910, que houve o maior fluxo de italianos para o território brasileiro, principalmente para as 
regiões sul e sudeste do país. Grande parte dos italianos que migraram para o Brasil era de 
origem humilde e principalmente das regiões rurais da Itália. O Brasil era visto como uma 
terra nova repleta de oportunidades, lembrando que nessa segunda metade do século dezenove 
a Itália passava por uma crise gerada pela industrialização do país, o alto crescimento 
populacional o que não foi acompanhado florescimento econômico e geração de novos 
empregos e ainda mais pelas epidemias que ceifaram muitas vidas. Se por um lado a Itália 
tinha muitas pessoas querendo buscar o trabalho em outros países, o Brasil necessitava de mão 
de obra, mas não foi somente para suprir a mão de obra após a abolição da escravatura que o 
Brasil chamava imigrantes, o Brasil em crescimento precisava de agricultores para colonizar 
terras ainda não ocupadas. O próprio governo brasileiro fez campanha na Itália para atrair 
italianos para os trabalhos na lavoura e outras obras tais como a construção da estrada de ferro 
e a colonização das terras limítrofes no prolongamento dessa mesma estrada de ferro. Alguns 
italianos chegaram ao Brasil dispostos a criar pequenas empresas e prosperar na terra nova, 
venderam o que tinha e investiram na nova vida em áreas como a agricultura, comércio, 
prestação de serviços e indústria. Conta o livro "Italianos na Lapa, Cem Anos de 
Contribuições", da professora de história moderna, Marilia Souza do Valle, que as primeiras 
famílias com entrada oficial pra Lapa vieram das regiões de Vêneto e Florença, a sete de 
setembro de 1888 abordo do navio Rio de Janeiro, chegando a Lapa a dois de fevereiro de 
1889, ficaram todos abrigados no barracão do imigrante numa espécie de quarentena onde 
hoje se localiza o Sanatório São Sebastião da Lapa. Num depoimento do senhor Aurélio
Bortoletto, de saudosa memória nesse mesmo livro, conta que a viagem durou três meses, de 
Santos vieram a Paranaguá e depois a Lapa. O inicio de vida no Brasil foi de sofrimento e 
miséria, tinham que derrubar as árvores e com as mesmas construir suas casas e trabalhar na 
lavoura. Chegaram na Colônia São Carlos trinta e quatro famílias que receberam pequenos 
lotes de quatro alqueires de terras improdutivas e com péssimas condições de trabalho, o solo 
era pedregoso o que tornou a terra improdutiva para agricultura. Das trinta e quatro famílias 
que chegaram a Lapa (Colônia São Carlos), destaca e reverenciam os descendentes das 
famílias Marcos Caos, Ângelo Ton, Francesco Cavalin, Francesco Stecca, Marco Riceto, 
Frederico Fraresso, Diacomo Vidal, Bernardo Gemin, Francesco Pasinato, Francesco Baggio, 
Pietro Fávaro e Ângelo Baggio, Domingos Serena, João Bortoletto, João Batista Delponte e
Antônio Sera. Posteriormente entraram no país ainda as famílias de Nicodemo Bortoletto, João 
Diana, Natal Alberti, Pedro Fioravante, José Ferrari e João Baggio. Homenageiam hoje os 130 
anos de imigração dessas trinta e quatro famílias, homens, mulheres e crianças, corajosos e
admiráveis, nossos antepassados que valentemente lutaram contra todos os obstáculos 
encontrados para aqui na terra prometida dar aos filhos e netos exemplo de vida, luta, amor, 
trabalho e religiosidade. A presença dos imigrantes italianos na Colônia São Carlos teve 
extraordinário significado na história cultural e sócio econômica da região, muitos 
contribuíram com a implantação de novas técnicas ligadas a agricultura no meio rural e 
industrial, experiências trazidas da Europa. Muitos prosperaram nos negócios gerando 
riquezas e empregos na região, felizmente as famílias descendentes desses heróis e heroínas, 
procuram preservar as tradições especialmente a bagagem cultural que foi incorporada a vida 
brasileira, novas palavras foram se incluindo ao vocabulário, a culinária saborosa com 
influência marcante e sobretudo o fortalecimento do cristianismo, enfim, cultivaram a 
esperança e os saberes que receberam dos pais e avós. Gostaria de repetir aqui o que os velhos 
italianos brasileiros diziam, "nasci na Itália, mas a Lapa é a minha pátria". 
Senhor Enzo Fiorin. Enzo é Engenheiro formado pela Universidade de Pádua e trabalhou por 
muitos anos nas ferrovias da Itália. Foi Vereador, Assessor, Vice-Prefeito e Prefeito de Istrana 
por um período de dez anos. Foi Presidente da Caixa Rural e Artesanal de Ospedaletto.
Escreveu a história da Escola Maternal Sagrado Coração de Jesus, e publicou o livro 
“Ospedaletto – História e Memória de uma Comunidade”. Hoje, aposentado, vive em Istrana. 
Escreve e preside a Comissão do “Gemellaggio” entre “Istrana e Lapa” no Brasil e entre 
“Istrana e Grenade”, na França. Em seguida o representante da comitiva italiana, senhor Enzo 
Fiorin, fez suas considerações no idioma italiano sobre o Gemellaggio e a imigração italiana 
na Lapa. Com a palavra, representando o Prefeito Municipal, a Diretora de Cultura do 
Município da Lapa, senhora Helenita Prevedello disse que em nome da Prefeitura da Lapa, do 
Prefeito Paulo Furiati e do Vice-Prefeito Joacir Gonsalves, saúda a todos nesse momento tão 
especial. Hoje é uma noite de reverenciar os antepassados italianos e comemorar o 
Gemellaggio entre Lapa e Istrana iniciado há quinze anos. Gemellaggio que significa cidades 
irmãs é a junção de ideais, objetivos comuns para o desenvolvimento social, cultural e 
econômico entre dois lugares. Numa licença poética e de imaginação, permite-se dizer que o 
primeiro Gemellaggio aconteceu a 130 anos atrás, quando as famílias vindas de Istrana e de 
outros locais, se deram as mãos e partiram para um só desafio, construir uma nova vida. É 
evidente que traziam pouquíssima bagagem sem recursos e sem condições de permanecer na 
terra mãe, trouxeram apenas o que cabia numa velha mala de viagem. Mas três coisas que não 
pesavam e tinham um enorme volume eles carregavam, a primeira foi a fé em Deus que os 
conduziria a uma nova pátria, terra distante e desconhecida, mas que haveria de acolhê-los em 
segurança e futuro, acreditavam num tempo novo apesar de tanto sofrimento e a fé os fez 
atravessar mais de dez mil quilômetros pelo oceano. A segunda foi a coragem, como dizer 
adeus aos parentes que ficaram, até quando suportariam a saudade que já começava a nascer, 
com crianças de sete meses a pessoas de setenta e nove anos abordo, todas se municiaram de 
coragem para seguir a bússola do coração que apontava como destino o Brasil. A terceira que 
carregavam na bagagem era a esperança de dias melhores e mais fartos, de emprego digno e de 
cuidar de si e de suas famílias em paz e com união. A fé, a coragem e a esperança não faltaram 
em nenhum momento, nem mesmo quando aportaram no Porto de Paranaguá, Serra do Mar, 
Curitiba, Lapa, Mariental e a terra que seria seu lar, hoje Colônia São Carlos. Lutaram desde o 
primeiro instante, usos e costumes completamente diversos, casas de chão batido, frestas nas 
paredes por onde passava o frio lapeano, uma terra sem muitos recursos para agricultura, isso 
sem contar que num primeiro momento já se tornaram praticamente analfabetos, pois não 
escreviam e nem falavam o português. Quanta dificuldade e sacrifício, mas desistir jamais, 
afinal traziam a fé, a coragem e a esperança em doses generosas, e essas são características dos 
fortes. E se a terra lapeana os acolheu, eles deram em contrapartida uma contribuição enorme a 
nossa Legendária com seus conhecimentos em muitos casos aprimorados por viverem na 
Europa, contribuíram para uma agricultura incipiente no inicio, mas produtiva depois, 
mostraram um manejo mais refinado com a madeira, uma construção com detalhes artísticos, a 
marcenaria com melhores acabamentos, comerciantes mais preparados além da prestação de 
serviços de costureiras, lavadeiras, empregadas domésticas e vendedores de produtos da horta 
e de seu pequeno pedaço de chão, deram sua contribuição no linguajar, na música, na dança, 
nas artes e na gastronomia agora enriquecida com receitas italianas de dar água na boca. As 
famílias foram se multiplicando, espalhando e miscigenando num verdadeiro Gemellaggio do 
bom conviver com outros povos, raças, culturas e costumes. E nesses 130 anos estão aqui
presentes como antes também para dizer num exercício de imaginação que valeu a pena. Os 
seus descendentes hoje brasileiros, são provas de que o sacrifício não foi em vão. Seguramente 
no país da espiritualidade para os que creem é um momento de reverência, saudades e 
agradecimento. Que a fé, a coragem e a esperança sejam exemplos para todos em qualquer 
lugar ou país a qualquer tempo. Eles permanecem na lembrança e como símbolos da 
construção de um mundo entregaram esse trabalho pronto, cabe continua-lo e aprimora-lo 
crendo que além de fazerem parte da raça humana tenham que fazer parte da grande raça 
humanizada que se caracteriza pela fraternidade e respeito entre todos os povos tão necessário 
hoje em dia numa sociedade mundial tão carente de afetos e de valores. Foi um caminho longo 
e sofrido, as mãos calejaram para que hoje cada um dos descendentes colhessem os benditos 
frutos do progresso em paz. Os pés sangraram para que cada um percorresse o caminho mais 
seguro e bonito. Encerra contando uma pequena história já conhecida de muitos, mas que vale 
a pena lembrar, numa pequena localidade de São Carlos havia uma mulher que sempre fazia o 
percurso até o centro mais próximo, usava uma barulhenta carroça sob o andar cansado e 
treinado do velho cavalo, aquelas curvas, estrada e paisagens as conhecia de cor nesse vai e 
vem diário e rotineiro, foi num desses dias de rotina que alguém notou e comentou, "nossa ela 
está ficando velha, com certeza muito trabalho, veja como ela acena a cada curva, a cada 
riacho que passa com sua rangente carroça, a cada árvore que avista ela dá tchau como se 
despedindo, que estranho, está ficando velhinha e quem sabe até meio maluca, coitadinha", 
essa cena se repetia sempre, até que a curiosidade foi maior e um jovem lhe perguntou "a 
senhora está se despedindo deste local percorrido a tanto tempo, por que, não parece que está 
doente, a senhora não pretende passar mais por aqui e está dando adeus a cada paisagem que 
se descortina nas curvas deste caminho", com a calma dos sábios e de corações sofridos ela 
serenamente respondeu, "não meu filho, não estou dando adeus, minha partida só o grande 
Criador é quem sabe, não é um adeus, estou apenas jogando sementes e flores nesses 
caminhos para quando você e todos os que virão, passarem por aqui não encontrem apenas 
uma estrada de pedra e poeira, mas que vejam flores, frutos e um verde exuberante, que a 
paisagem seja colorida pela esperança, forte como a fé e destemida como a coragem, para 
permanecerem firmes em todos os invernos, semeio flores para que um dia vocês aqui 
encontrem um caminho bonito, prospero e promissor". Essa historinha é a cara de cada um 
dos imigrantes de cento e trinta anos atrás, é também o objetivo maior que um Gemellaggio, 
deixar as estradas da vida mais bonitas para seus descendentes e para o mundo como um todo, 
eles plantaram suas flores que estão aqui em cada um, e bendito seja quem semeia flores. Em 
seguida o Vereador Otávio José Rodrigues de Jesus fez as considerações dos Vereadores desta 
Casa, dizendo que é muito oportuna a homenagem desta noite para lembra de um povo que 
teve grande influência na cultura, na culinária, na religião e na economia do Munícipio. Hoje 
estão duplamente festivos, além de celebrarem os 130 anos de imigração italiana, também se 
comemora os 15 anos do Gemellaggio entre Lapa e Istrana. Agradece imensamente a visita 
dos amigos Enzo, Roberto, Evaristo e Emma, esta Casa de Leis se sente honrosa com essas 
presenças nesse momento em que novamente se estreita os laços do Gemellaggio. Em seguida 
fez uso da palavra o Deputado Estadual Rubens Recalcatti, membro da Comissão de Cultura, 
na Assembleia Legislativa do Paraná, dizendo que é muito importante estar aqui participando 
de um evento como este que é essa coisa da irmandade da Lapa com Istrana. Parabeniza a 
Prefeitura da Lapa pelo evento, é muito importante, discutiram no gabinete com o senhor 
Márcio várias situações de cultura, é tudo na vida, cultura é educação, saúde e segurança, não 
podem deixar de passar por isso, e a Lapa é uma cidade de cultura e mais ainda hoje com esse 
evento em que se comemora o Gemellaggio. Deixa a Comissão de Cultura a disposição, ficou 
quarenta anos na Polícia e se tornou Deputado, até ano passado era o único Deputado da 
segurança pública, hoje são em dez na Assembleia chamada "bancada da bala", até por isso 
optou pela Comissão de Cultura pra mudar um pouco as linhas porque tem muita gente 
brigando por segurança, optou pela Cultura até porque está aprendendo muita coisa como 
aprendeu hoje aqui. Continuando o Cerimonialista Marinaldo Filho disse que, para relembrar 
dos desafios enfrentados pelos italianos que escolheram o Brasil, e principalmente esta região 
como segunda pátria e as realizações desses imigrantes, nesse momento será entregue uma 
singela homenagem aos descendentes italianos pela passagem dos 130 anos da Imigração 
Italiana e os 15 anos de Gemellaggio na Lapa. Foram chamados os representantes de 10 
famílias que vieram de Ospedaleto de Istrana para a Lapa para receber uma lembrança do seu 
lugar de origem, trazida pela comitiva de Istrana, e um certificado da Prefeitura e Câmara 
Municipal da Lapa. As famílias representadas foram: Fantin; Cavalin; Gemin; Gotardello; 
Caos; Stecca; Piovesan; Fraresso; Fávaro e Vidal. Os 130 anos da imigração italiana na Lapa 
contaram também com a valiosa presença de outras famílias que vieram na mesma época e 
receberão o Certificado, como forma de agradecimento pelo muito que fizeram em prol do 
desenvolvimento do Município. Também foram chamados os representantes das Famílias:
Alberti; Brogian, Borsato; Baggio; Bortoletto; Crema; Diana; Delponte; Ferrari; Fioravante; 
Merige; Pasinato; Pierin; Polato; Ramin; Sera; Serena; Ton e Riceto. Com a palavra o senhor 
Roberto Gemin disse que é com muito prazer que hoje mais uma vez estão juntos, em todos 
esses anos tiveram tantas oportunidades de se conhecerem, respeitar e admirar. E para 
demonstrar o quão forte é esse laço com a Lapa, trouxeram uma pequena surpresa, que são 
sementes desta terra plantadas em Ospedaletto, nasceram e cresceram plantas que hoje
começam a dar frutos, essa pinha está pequena, mas é repleta de amor e afeto para com todos. 
Em seguida o senhor Livaldo Gemin fez uso da palavra no idioma italiano para fazer um
agradecimento em nome dos descendentes italianos da comunidade. Continuando o 
Cerimonialista Marinaldo Filho disse que, o Gemelaggio assim como os 130 anos da 
imigração italiana, sempre são motivos para celebração entre dois países e entre duas cidades. 
Para fortalecer estes laços de amizade estabelecidos há 15 anos, o Presidente da Câmara, 
vereador Arthur Vidal, o Vice-Presidente Vereador Otávio José Rodrigues de Jesus e o senhor
Enzo Fiorin, representando a cidade de Istrana, fizeram a troca de Bandeiras. Também 
lembrou a todos que no próximo domingo dia, 11, na Colônia São Carlos, terão um dia festivo, 
encerrando esta programação, com visitação ao Memorial do Imigrante e Almoço Festivo. 
Convidam a todos para participarem desta festividade. Em seguida solicitou a todos a ficarem 
em pé para ouvir o Hino da Lapa. Finalizando, o Cerimonialista Marinaldo Filho disse que 
estão repletos de orgulho com esse encontro solene e visita, onde puderam novamente reforçar 
essa amizade firmada há 15 anos atrás com o Gemellagio. Agradece a todos que hoje 
abrilhantaram essa Sessão Solene com suas presenças. Convidou a todos para participarem de 
um coquetel servido a seguir na sala ao lado. Para constar, eu, Marilda Bonczkowski, Auxiliar 
de Secretaria, lavrei a presente ata que será assinada pelos Vereadores presentes.
 
 
 

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