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materia nº 12/2026

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 12 / 2026
Date 2026-04-28
Ementadenomina de Estrada Rural Antônio Bendo a via pública da Linha Perdigão que permite a ligação entre a BR-163 e as proximidades do Clube Canarinho, no interior do município de Marechal Cândido Rondon, e dá outras providências.
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Autoria

Tramitação (latest 7)

DateStatusTurnoTexto
2026-05-25 ENCAMINHADO Proposição encaminhada para elaboração de autógrafo.
2026-05-25 Proposição aprovada S Proposição aprovada em segunda votação.
2026-05-18 Proposição aprovada em 1º turno P Proposição aprovada em primeira votação e aguardando a segunda votação.
2026-05-13 Proposição inclusa na Ordem do Dia P Projeto incluído na Ordem do Dia da 16ª Sessão Ordinária para votação em primeiro turno
2026-05-05 ENCAMINHADO Encaminhado
2026-05-04 ENCAMINHADO Aguardando manifestação da Procuradoria Jurídica.
2026-04-28 ENCAMINHADO Proposição apresentada em plenário.

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2026-05-25T11:17:09.349082-03:00 Aprovado 12 0 0
2026-05-18T11:15:12.206295-03:00 Aprovado 12 0 0

Documents (1)

texto original #

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PROJETO DE LEI Nº 12/2026
Data: 28 de abril de 2026
Ementa: denomina de Estrada Rural Antônio Bendo a 
via pública da Linha Perdigão que permite a ligação 
entre a BR-163 e as proximidades do Clube 
Canarinho, no interior do município de Marechal 
Cândido Rondon, e dá outras providências.
O vereador que abaixo subscreve, no uso de suas atribuições legais, e tendo
por base o que preceitua o artigo 157, § 1º, inciso I, do Regimento Interno desta casa
de leis, apresenta o seguinte Projeto de Lei, que passa a vigorar com a seguinte
redação:
“A Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná,
aprovou a seguinte LEI:
Art. 1º Através da presente Lei, fica denominada de Estrada Rural Antonio 
Bendo a via pública que permite a ligação entre a BR-163 e as proximidades do Clube 
Canarinho, na Linha Perdigão, no interior do município de Marechal Cândido Rondon 
(PR), conforme extensão e descrição constante do Anexo I.
Art. 2º O Executivo Municipal fica autorizado a instalar placas nominativas nos
acessos da estrada rural descrita no artigo anterior.
Art. 3º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação”.
NESTES TERMOS, PEDE DEFERIMENTO.
Plenário Ariovaldo Luiz Bier, em 28 de abril de 2026.
ANEXO I
MAPA INDICATIVO DA ESTRADA RURAL BENNO VORPAGEL
(EXTENSÃO: 7.200 METROS)
MENSAGEM E EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS AO PROJETO DE LEI Nº 12/2026
Data: 28 de abril de 2026
Senhores vereadores,
É com grande respeito, gratidão e reconhecimento que prestamos nesta noite 
uma justa homenagem ao senhor Antônio Bendo, pioneiro de Novo Horizonte.
Antônio Bendo nasceu em 13 de abril de 1914, sendo filho de imigrantes 
italianos da região do Veneto.
Seus avôs saíram da Itália por volta de 1880. Partiram do Porto de Genova no 
navio Alemão KRONPINTZ WILLHELM, fugindo das guerras e da fome da Europa, com a 
promessa de iniciar uma nova vida na América, no caso o Brasil.
Antônio Bendo é filho de Pietro Bendo e Maria Scarssanella. Pietro, imigrante,
chegou com 7 anos ao Brasil depois de uma longa viagem da Itália.
Os imigrantes Bendo se instalaram na região de Urussanga e Arroio Trinta em 
Santa Catarina. O avô e o pai de Antônio foram morar naquela região, nas terras 
doadas pelo governo.
Viviam das roças que plantavam, arroz nas várzeas, alguns em minas de 
extração de carvão. Trabalhavam de forma braçal em outras propriedades e assim 
constituíram suas famílias.
E os anos se passaram. Antônio Bendo cresceu e na década de 1950, já 
casado com Gracia Trento Bendo e com família constituída, vivia em Arroio Trinta – SC.
Dedicava-se à criação porcos e ao cultivo de feijão. Porém, a região em que se 
instalaram era muito montanhosa, de difícil cultivo de culturas.
Após uma grande frustação nas atividades com a peste suína e o ataque de 
pragas no trigo, na década de 1950, ouviram que havia terras boas no Paraná. 
Resolveram buscar novas terras, pois alguns amigos e conhecidos de Antônio vieram 
para o Paraná para ver se realmente as terras eram boas.
Olharam algumas regiões e acabaram optando em vir para o oeste do 
Paraná, incentivados pela Colonizadora Maripá.
Antônio Bendo estava acompanhado de um de seus irmãos e de sua família, 
tendo filhos ainda pequenos, quando em 3 de setembro de 1951 decidiu deixar Santa 
Catarina em busca de uma nova vida para sua família no Paraná. Viagem longa e 
árdua em estradas precárias no meio do mato. Comiam o pouco que trouxeram e o 
que caçavam na viagem, chegando por aqui em 7 de setembro de 1951. 
Ao chegarem, não encontraram abrigo, pois a Colonizadora Maripá havia 
prometido construir barracão para acolher as famílias e este ainda não estava pronto. 
Ficaram três dias em barracos precários de “pau a pique”. Muitos dormiam ao relento, 
até o barracão ficar pronto.
Nesse barracão ficaram várias famílias juntas até cada uma ter sua terra e 
construir suas próprias casas, no antigo local chamado Mercedes Velha, hoje NOVO 
HORIZONTE.
Antônio Bendo, a esposa Gracia Trento Bendo e seus oito filhos (Lirio, Maria e 
Anadir, in memorian), Vanilda, Idanir, Adelaide, Adelir e Terezinha, se instalaram na 
atual Linha Perdigão e não mediram esforços em desbravar e buscar seu sustento. 
Foram pioneiros de Novo Horizonte, e quando já instalados, acolheram as 
outras famílias que chegaram depois. O trabalho era árduo e feito com as próprias 
mãos. Abriam “picadas” no meio do mato, que mais tarde se tornaram estradas, uma 
delas hoje é a estrada rural da Linha Perdigão. 
Estradas que serviam para se deslocarem entre as famílias que vieram morar 
naquela região. O trabalho era árduo e as famílias se ajudavam entre si, pois tinham 
que tirar seu sustento da própria terra.
As primeiras roças foram formadas em meio do mato, com plantio de café, 
trigo, feijão e criação de suínos, e o que sobrava do consumo próprio era vendido ou 
trocado por sal, querosene com comerciantes de Marechal Cândido Rondon.
A viagem para a sede Marechal Rondon durava um dia inteiro por meio de 
“picadas” e caminhos precários, no meio do mato.
Antônio Bendo ajudou as demais famílias que chegaram depois naquela 
região, a se instalarem.
Em 1958, sem estudos, mas com muita esperteza, montou uma das primeiras 
usinas de energia movida a roda d’água, para que pudesse ter luz na casa, bem como 
um quebrador de milho, para fazer a própria farinha de milho, e ainda ter energia para 
um rádio, pois ouvir o rádio era um meio de ficar informado.
Após muitos anos de funcionamento, os equipamentos da usina foram doados 
para o museu de Marechal Cândido Rondon.
Sempre atuante nas atividades da comunidade, Antônio ajudava a animar as 
festas nas casas e na comunidade, com uma velha gaita. Como bom católico, ajudou 
na construção da primeira igreja e da escola de Novo Horizonte. Quando da chegada 
da energia elétrica na região, Antônio e seus filhos ajudaram a fazer os buracos para a 
instalação dos postes de energia na comunidade.
Antônio Bendo Faleceu em 6 de junho de 2006, tendo 92 anos de idade. 
Deixou um grande legado para sua família, amigos e também para a comunidade em 
que viveu.
O dia do seu nascimento (13/04) é sempre lembrado com muito carinho por 
sua família e pela comunidade, como pilar da família Bendo e dos seus esforços no 
desbravamento e na criação da comunidade de Novo Horizonte.
Diante do histórico apresentado, fico no aguardo do apoio para aprovação 
desta importante matéria para a comunidade local, especialmente da Linha Perdigão.
NESTES TERMOS, PEDE DEFERIMENTO.
Plenário Ariovaldo Luiz Bier, em 28 de abril de 2026.

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