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materia nº 172/2025

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 172 / 2025
Date 2025-09-15
EmentaDISPÕE SOBRE O SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE MATELÂNDIA DE MATELÂNDIA DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
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Autoria

Tramitação (latest 3)

DateStatusTurnoTexto
2025-12-16 Parecer contrário da comissão de mérito — —
2025-10-06 Aguardando emissão de parecer da comissão — —
2025-09-15 Proposição apresentada em Plenário — —

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PROJETO DE LEI Nº 172/2025
DISPÕE SOBRE O SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA DO 
MUNICÍPIO DE MATELÂNDIA DE MATELÂNDIA DÁ OUTRAS 
PROVIDÊNCIAS. 
O Povo do Município de Matelândia, Estado do Paraná, por seus 
representantes na Câmara Municipal de Matelândia, Estado do Paraná, aprovou e o 
Prefeito Municipal, em seu nome, sanciona a seguinte LEI:
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR 
Art. 1º. Esta lei regula no Município de Matelândia de e em 
conformidade com a Constituição da República Federativa do Brasil e a Lei Orgânica do 
Município de Matelândia, o Sistema Municipal de Cultura – SMC, que tem por finalidade 
promover o desenvolvimento humano, social e econômico, com pleno exercício dos 
direitos culturais. 
Parágrafo único. O Sistema Municipal de Cultura – SMC integra o 
Sistema Nacional de Cultura – SNC e se constitui no principal articulador, no âmbito 
municipal, das políticas públicas de cultura, estabelecendo mecanismos de gestão 
compartilhada com os demais entes federados e a sociedade civil. 
TÍTULO I 
DA POLÍTICA MUNICIPAL DE CULTURA 
Art. 2º. A política municipal de cultura estabelece o papel do Poder 
Público Municipal na gestão da cultura, explicita os direitos culturais que devem ser 
assegurados a todos os munícipes e define pressupostos que fundamentam as políticas, 
programas, projetos e ações formuladas e executadas pelo Município de Matelândia, com 
a participação da sociedade, no campo da cultura. 
CAPÍTULO II
DO PAPEL DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL NA GESTÃO DA CULTURA 
Art. 3º. A cultura é um direito fundamental do ser humano, devendo 
o Poder Público Municipal prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício, no 
âmbito do Município de Matelândia de Matelândia. 
Art. 4º. A cultura é um importante vetor de desenvolvimento 
humano, social e econômico, devendo ser tratada como uma área estratégica para o 
desenvolvimento sustentável e para a promoção da paz no Município de Matelândia. 
Art. 5º. É responsabilidade do Poder Público Municipal, com a 
participação da sociedade, planejar e fomentar políticas públicas de cultura, assegurar a 
preservação e promover a valorização do patrimônio cultural material e imaterial do 
Município de Matelândia de e estabelecer condições para o desenvolvimento da economia 
da cultura, considerando em primeiro plano o interesse público e o respeito à diversidade 
cultural. 
Art. 6º. Cabe ao Poder Público do Município de Matelândia de 
planejar e implementar políticas públicas para: 
I - Assegurar os meios para o desenvolvimento da cultura como direito de todos os 
cidadãos, com plena liberdade de expressão e criação; 
II - Universalizar o acesso aos bens e serviços culturais; 
III - Contribuir para a construção da cidadania cultural; 
IV - Reconhecer, proteger, valorizar e promover a diversidade das expressões culturais 
presentes no Município de Matelândia; 
V - Combater a discriminação e o preconceito de qualquer espécie e natureza; 
VI - Promover a equidade social e territorial do desenvolvimento cultural; 
VII - Qualificar e garantir a transparência da gestão cultural; 
VIII - Democratizar os processos decisórios, assegurando a participação e o controle 
social; 
IX - Estruturar e regulamentar a economia da cultura, no âmbito local; 
X - Consolidar a cultura como importante vetor do desenvolvimento sustentável; 
XI - Intensificar as trocas, os intercâmbios e os diálogos interculturais; 
XII - Contribuir para a promoção da cultura da paz. 
Art. 7º. A atuação do Poder Público Municipal no campo da cultura 
não se contrapõe ao setor privado, com o qual deve, sempre que possível, desenvolver 
parcerias e buscar a complementaridade das ações, evitando superposições e 
desperdícios. 
Art. 8º. A política cultural deve ser transversal, estabelecendo uma 
relação estratégica com as demais políticas públicas, em especial com as políticas de 
educação, comunicação social, meio ambiente, turismo, ciência e tecnologia, esporte, 
lazer, saúde e segurança pública. 
Art. 9º. Os planos e projetos de desenvolvimento, na sua 
formulação e execução, devem sempre considerar os fatores culturais e na sua avaliação 
uma ampla gama de critérios, que vão da liberdade política, econômica e social às 
oportunidades individuais de saúde, educação, cultura, produção, criatividade, dignidade 
pessoal e respeito aos direitos humanos, conforme indicadores sociais. 
CAPÍTULO III
DOS DIREITOS CULTURAIS 
Art. 10. Cabe ao Poder Público Municipal garantir a todos os 
munícipes o pleno exercício dos direitos culturais, entendidos como: 
I - O direito à identidade e à diversidade cultural; 
II - Livre criação e expressão:
a) livre acesso;
b) livre difusão; 
c) livre participação nas decisões de política cultural. 
III - O direito autoral; 
IV - O direito ao intercâmbio cultural nacional e internacional. 
CAPÍTULO IV
DA CONCEPÇÃO TRIDIMENSIONAL DA CULTURA
Art. 11. O Poder Público Municipal compreende a concepção 
tridimensional da cultura – simbólica, cidadã e econômica – como fundamento da política 
municipal de cultura. 
SEÇÃO I 
DA DIMENSÃO SIMBÓLICA DA CULTURA
Art. 12. A dimensão simbólica da cultura compreende os bens de 
natureza material e imaterial que constituem o patrimônio cultural do Município de 
Matelândia de Matelândia, abrangendo todos os modos de viver, fazer e criar dos 
diferentes grupos formadores da sociedade local, conforme o Art. 216 da Constituição 
Federal. 
Art. 13. Cabe ao Poder Público Municipal promover e proteger as 
infinitas possibilidades de criação simbólica expressas em modos de vida, crenças, 
valores, práticas, rituais e identidades. 
Art. 14. A política cultural deve contemplar as expressões que 
caracterizam a diversidade cultural do Município de Matelândia, abrangendo toda a 
produção nos campos das culturas populares, eruditas e da indústria cultural. 
Art. 15. Cabe ao Poder Público Municipal promover diálogos 
interculturais, nos planos local, regional, nacional e internacional, considerando as 
diferentes concepções de dignidade humana, presentes em todas as culturas, como 
instrumento de construção da paz, moldada em padrões de coesão, integração e 
harmonia entre os cidadãos, as comunidades, os grupos sociais, os povos e nações. 
SEÇÃO II 
DA DIMENSÃO CIDADÃ DA CULTURA 
Art. 16. Os direitos culturais fazem parte dos direitos humanos e 
devem se constituir numa plataforma de sustentação das políticas culturais. 
Art. 17. Cabe ao Poder Público Municipal assegurar o pleno 
exercício dos direitos culturais a todos os cidadãos, promovendo o acesso universal à 
cultura por meio do estímulo à criação artística, da democratização das condições de 
produção, da oferta de formação, da expansão dos meios de difusão, da ampliação das 
possibilidades de fruição e da livre circulação de valores culturais. 
Art. 18. O direito à identidade e à diversidade cultural deve ser 
assegurado pelo Poder Público Municipal por meio de políticas públicas de promoção e 
proteção do patrimônio cultural do Município de Matelândia, de promoção e proteção das 
culturas indígenas, populares e afro-brasileiras e, ainda, de iniciativas voltadas para o 
reconhecimento e valorização da cultura de outros grupos sociais, étnicos e de gênero, 
conforme os Arts. 215 e 216 da Constituição Federal. 
Art. 19. O direito à participação na vida cultural deve ser 
assegurado pelo Poder Público Municipal com a garantia da plena liberdade para criar, 
fruir e difundir a cultura e da não ingerência estatal na vida criativa da sociedade. 
Art. 20. O direito à participação na vida cultural deve ser 
assegurado igualmente às pessoas com deficiência, que devem ter garantidas condições 
de acessibilidade e oportunidades de desenvolver e utilizar seu potencial criativo, artístico 
e intelectual. 
Art. 21. O estímulo à participação da sociedade nas decisões de 
política cultural deve ser efetivado por meio da criação e articulação de conselhos 
paritários, com os representantes da sociedade democraticamente eleitos pelos 
respectivos segmentos, bem como, da realização de conferências e da instalação de 
colegiados, comissões e fóruns. 
SEÇÃO III 
DA DIMENSÃO ECONÔMICA DA CULTURA 
Art. 22. Cabe ao Poder Público Municipal criar as condições para 
o desenvolvimento da cultura como espaço de inovação e expressão da criatividade local 
e fonte de oportunidades de geração de ocupações produtivas e de renda, fomentando a 
sustentabilidade e promovendo a desconcentração dos fluxos de formação, produção e 
difusão das distintas linguagens artísticas e múltiplas expressões culturais. 
Art. 23. O Poder Público Municipal deve fomentar a economia da 
cultura como: 
I - Sistema de produção, materializado em cadeias produtivas, num processo que envolva 
as fases de pesquisa, formação, produção, difusão, distribuição e consumo; 
II - Elemento estratégico da economia contemporânea, em que se configura como um dos 
segmentos mais dinâmicos e importante fator de desenvolvimento econômico e social; e 
III - Conjunto de valores e práticas que têm como referência a identidade e a diversidade 
cultural dos povos, possibilitando compatibilizar modernização e desenvolvimento 
humano. 
Art. 24. As políticas públicas no campo da economia da cultura 
devem entender os bens culturais como portadores de ideias, valores e sentidos que 
constituem a identidade e a diversidade cultural do Município de Matelândia, não restritos 
ao seu valor mercantil. 
Art. 25. As políticas de fomento à cultura devem ser implementadas 
de acordo com as especificidades de cada cadeia produtiva. 
Art. 26. O objetivo das políticas públicas de fomento à cultura no 
Município de Matelândia de deve ser estimular a criação e o desenvolvimento de bens, 
produtos e serviços e a geração de conhecimentos que sejam compartilhados por todos. 
Art. 27. O Poder Público Municipal deve apoiar os artistas e 
produtores culturais atuantes no Município de Matelândia para que tenham assegurado o 
direito autoral de suas obras, considerando o direito de acesso à cultura por toda 
sociedade. 
TÍTULO II 
DO SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA 
CAPÍTULO I 
DAS DEFINIÇÕES E DOS PRINCÍPIOS 
Art. 28. O Sistema Municipal de Cultura – SMC se constitui num 
instrumento de articulação, gestão, fomento e promoção de políticas públicas, bem como 
de informação e formação na área cultural, tendo como essência a coordenação e 
cooperação intergovernamental com vistas ao fortalecimento institucional, à 
democratização dos processos decisórios e à obtenção de economicidade, eficiência, 
eficácia e efetividade na aplicação dos recursos públicos. 
Art. 29. O Sistema Municipal de Cultura – SMC fundamenta-se na 
política municipal de cultura expressa nesta lei e nas suas diretrizes, estabelecidas no 
Plano Municipal de Cultura, para instituir um processo de gestão compartilhada com os 
demais entes federativos da República Brasileira – União, Estados, Município de 
Matelândia e Distrito Federal – com suas respectivas políticas e instituições culturais e a 
sociedade civil. 
Art. 30. Os princípios do Sistema Municipal de Cultura – SMC que 
devem orientar a conduta do Governo Municipal, dos demais entes federados e da 
sociedade civil nas suas relações como parceiros e responsáveis pelo seu funcionamento 
são: 
I - Diversidade das expressões culturais; 
II - Universalização do acesso aos bens e serviços culturais; 
III - Fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais; 
IV - Cooperação entre os entes federados, os agentes públicos e privados atuantes na 
área cultural; 
V - Integração e interação na execução das políticas, programas, projetos e ações 
desenvolvidas; 
VI - Complementaridade nos papéis dos agentes culturais; 
VII - Transversalidade das políticas culturais; 
VIII - Autonomia dos entes federados e das instituições da sociedade civil; 
IX - Transparência e compartilhamento das informações; 
X - Democratização dos processos decisórios com participação e controle social; 
XI - Descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das ações; 
XII - ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura. 
CAPÍTULO II 
DOS OBJETIVOS
Art. 31. O Sistema Municipal de Cultura – SMC tem como objetivo 
formular e implantar políticas públicas de cultura, democráticas e permanentes, pactuadas 
com a sociedade civil e com os demais entes da federação, promovendo o 
desenvolvimento – humano, social e econômico – com pleno exercício dos direitos 
culturais e acesso aos bens e serviços culturais, no âmbito do Município de Matelândia. 
Art. 32. São objetivos específicos do Sistema Municipal de Cultura 
– SMC: 
I - Estabelecer um processo democrático de participação na gestão das políticas e dos 
recursos públicos na área cultural; 
II - Assegurar uma partilha equilibrada dos recursos públicos da área da cultura entre os 
diversos segmentos artísticos e culturais, distritos, regiões e bairros do Município de 
Matelândia; 
III - Articular e implementar políticas públicas que promovam a interação da cultura com 
as demais áreas, considerando seu papel estratégico no processo do desenvolvimento 
sustentável do Município de Matelândia; 
IV - Promover o intercâmbio com os demais entes federados e instituições municipais 
para a formação, capacitação e circulação de bens e serviços culturais, viabilizando a 
cooperação técnica e a otimização dos recursos financeiros e humanos disponíveis; 
V - Criar instrumentos de gestão para acompanhamento e avaliação das políticas públicas 
de cultura desenvolvidas no âmbito do Sistema Municipal de Cultura – SMC. 
VI - Estabelecer parcerias entre os setores público e privado nas áreas de gestão e de 
promoção da cultura. 
CAPÍTULO III 
DA ESTRUTURA 
SEÇÃO I 
DOS COMPONENTES 
Art.33. Integram o Sistema Municipal de Cultura – SMC: 
I - Coordenação: 
a) Secretaria Municipal de Educação e Cultura. 
II - Instâncias de articulação, pactuação e deliberação: 
a) Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC; 
b) Conferência Municipal de Cultura – CMC. 
III - instrumentos de gestão: 
a) Plano Municipal de Cultura – PMC; 
b) Sistema Municipal de Financiamento à Cultura – SMFC; 
c) Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais – SMIIC; 
d) Programa Municipal de Formação na Área da Cultura – PROMFAC. 
IV - Sistemas setoriais de cultura: 
a) Sistema Municipal de Patrimônio Cultural – SMPC; 
b) Sistema Municipal de Museus – SMM; 
c) Sistema Municipal de Bibliotecas, Livro, Leitura e Literatura – SMBLLL; 
d) outros que venham a ser constituídos, conforme regulamento. 
Parágrafo único. O Sistema Municipal de Cultura – SMC estará 
articulado com os demais sistemas municipais ou políticas setoriais, em especial, da 
educação, da comunicação, da ciência e tecnologia, do planejamento urbano, do 
desenvolvimento econômico e social, da indústria e comércio, das relações internacionais, 
do meio ambiente, do turismo, do esporte, da saúde, dos direitos humanos e da
segurança, conforme regulamentação. 
SEÇÃO II 
DA COORDENAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA – SMC 
Art. 34. A Secretaria Municipal de Educação e Cultura é órgão 
superior, subordinado diretamente ao Prefeito, e se constitui no órgão gestor e 
coordenador do Sistema Municipal de Cultura – SMC. 
Art. 35. São atribuições da Secretaria Municipal de Educação e 
Cultura: 
I - Formular e implementar, com a participação da sociedade civil, o Plano Municipal de 
Cultura – PMC, executando as políticas e as ações culturais definidas; 
II - Implementar o Sistema Municipal de Educação e Cultura, integrado aos Sistemas 
Nacional e Estadual de Cultura, articulando os atores públicos e privados no âmbito do 
Município de Matelândia, estruturando e integrando a rede de equipamentos culturais, 
descentralizando e democratizando a sua estrutura e atuação; 
III - Promover o planejamento e fomento das atividades culturais com uma visão ampla e 
integrada no território do Município de Matelândia, considerando a cultura como uma área 
estratégica para o desenvolvimento local; 
IV - Valorizar todas as manifestações artísticas e culturais que expressam a diversidade 
étnica e social do Município de Matelândia; 
V - Preservar e valorizar o patrimônio cultural do Município de Matelândia; 
VI - Pesquisar, registrar, classificar, organizar e expor ao público a documentação e os 
acervos artísticos, culturais e históricos de interesse do Município de Matelândia; 
VII - Manter articulação com entes públicos e privados visando à cooperação em ações 
na área da cultura; 
VIII - Promover o intercâmbio cultural em nível regional, nacional e internacional; 
IX - Assegurar o funcionamento do Sistema Municipal de Financiamento à Cultura – SMFC 
e promover ações de fomento ao desenvolvimento da produção cultural no âmbito do 
Município de Matelândia; 
X - Descentralizar os equipamentos, as ações e os eventos culturais, democratizando o 
acesso aos bens culturais; 
XI - Estruturar e realizar cursos de formação e qualificação profissional nas áreas de 
criação, produção e gestão cultural; 
XII - Estruturar o calendário dos eventos culturais do Município de Matelândia; 
XIII - Elaborar estudos das cadeias produtivas da cultura para implementar políticas 
específicas de fomento e incentivo; 
XIV - Captar recursos para projetos e programas específicos junto a órgãos, entidades e 
programas internacionais, federais e estaduais. 
XV - Operacionalizar as atividades do Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC e 
dos Fóruns de Cultura do Município de Matelândia; 
XVI - Realizar a Conferência Municipal de Cultura – CMC, colaborar na realização e 
participar das Conferências Estadual e Nacional de Cultura; 
XVII - Exercer outras atividades correlatas com as suas atribuições. 
Art. 36. À Secretaria Municipal de Educação e Cultura como órgão 
coordenador do Sistema Municipal de Cultura – SMC, compete: 
I - Exercer a coordenação geral do Sistema Municipal de Cultura – SMC; 
II - Promover a integração do Município de Matelândia ao Sistema Nacional de Cultura –
SNC e ao Sistema Estadual de Cultura – SEC, por meio da assinatura dos respectivos 
termos de adesão voluntária; 
III - Instituir as orientações e deliberações normativas e de gestão, aprovadas no plenário 
do Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC e nas suas instâncias setoriais; 
IV - Implementar, no âmbito do governo municipal, as pactuações acordadas na Comissão 
Intergestores Tripartite – CIT e aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Cultural –
CNPC e na Comissão Intergestores Bipartite – CIB e aprovadas pelo Conselho Estadual 
de Política Cultural – CNPC; 
V - Emitir recomendações, resoluções e outros pronunciamentos sobre matérias 
relacionadas com o Sistema Municipal de Cultura – SMC, observadas as diretrizes aprova 
- das pelo Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC; 
VI - Colaborar para o desenvolvimento de indicadores e parâmetros quantitativos e 
qualitativos que contribuam para a descentralização dos bens e serviços culturais 
promovidos ou apoiados, direta ou indiretamente, com recursos do Sistema Nacional de 
Cultura – SNC e do Sistema Estadual de Cultura – SEC, atuando de forma colaborativa 
com os Sistemas Nacional e Estadual de Informações e Indicadores Culturais; 
VII - Colaborar, no âmbito do Sistema Nacional de Cultura – SNC, para a compatibilização 
e interação de normas, procedimentos técnicos e sistemas de gestão; 
VIII - Subsidiar a formulação e a implementação das políticas e ações transversais da 
cultura nos programas, planos e ações estratégicos do Governo Municipal; 
XI - Auxiliar o Governo Municipal e subsidiar os demais entes federados no 
estabelecimento de instrumentos metodológicos e na classificação dos programas e 
ações culturais no âmbito dos respectivos planos de cultura; 
X - Colaborar, no âmbito do Sistema Nacional de Cultura – SNC, com o Governo do 
Estado e com o Governo Federal na implementação de Programas de Formação na Área 
da Cultura, especialmente capacitando e qualificando recursos humanos responsáveis 
pela gestão das políticas públicas de cultura do Município de Matelândia; e 
XI - Coordenar e convocar a Conferência Municipal de Cultura – CMC. 
SEÇÃO III
DAS INSTÂNCIAS DE ARTICULAÇÃO, PACTUAÇÃO E DELIBERAÇÃO 
Art. 37. Os órgãos previstos no inciso II do art. 33 desta Lei 
constituem as instâncias municipais de articulação, pactuação e deliberação do SNC, 
organizadas na forma descrita na presente Seção. 
SUBSEÇÃO I 
DO CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA CULTURAL – CMPC 
Art. 38. Fica criado o Conselho Municipal de Política Cultural –
CMPC, órgão colegiado deliberativo, consultivo e normativo, integrante da estrutura 
básica da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com composição paritária entre 
Poder Público e Sociedade Civil, se constitui no principal espaço de participação social 
institucionalizada, de caráter permanente, na estrutura do Sistema Municipal de Cultura –
SMC. 
§ 1º. O Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC tem como 
principal atribuição atuar, com base nas diretrizes propostas pela Conferência Municipal 
de Cultura – CMC, elaborar, acompanhar a execução, fiscalizar e avaliar as políticas 
públicas de cultura, consolidadas no Plano Municipal de Cultura – PMC. 
§ 2º. Os integrantes do Conselho Municipal de Política Cultural –
CMPC que representam a sociedade civil são eleitos democraticamente, pelos 
respectivos segmentos e têm mandato de dois anos, renovável, uma vez, por igual 
período, conforme regulamento. 
§ 3º. A representação da sociedade civil no Conselho Municipal de 
Política Cultural – CMPC deve contemplar na sua composição os diversos segmentos 
artísticos e culturais, considerando as dimensões simbólica, cidadã e econômica da 
cultura, bem como o critério territorial. 
§ 4º. A representação do Poder Público no Conselho Municipal de 
Política Cultural – CMPC deve contemplar a representação do Município de Matelândia
de Matelândia, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e suas 
Instituições Vinculadas, de outros Órgãos e Entidades do Governo Municipal e dos demais 
entes federados. 
§ 5º. O Conselho deverá elaborar seu Regimento Interno, no prazo 
de 90 (noventa) dias após sua instalação, disciplinando a organização, o funcionamento 
e os mecanismos de participação da sociedade civil, submetendo-o para aprovação do 
Poder Executivo.
Art. 39. O Conselho Municipal de Política Cultural será constituído 
por membros titulares e igual número de suplentes, com a seguinte composição: 
I - 04 membros titulares e respectivos suplentes representando o Poder Público, por meio 
dos seguintes órgãos e quantitativos: 
a) Secretaria Municipal de Educação e Cultura, 02 representantes, sendo um deles a 
Secretaria de Educação e Cultura; 
b) Divisão Municipal de Cultura, 02 representantes, sendo um deles o seu Diretor; 
§ 1º. Os membros titulares e suplentes representantes do Poder 
Público serão designados pelo respectivo órgão e os representantes da sociedade civil 
serão eleitos conforme Regimento Interno. 
§ 2º. O Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC deverá 
eleger, entre seus membros, o Presidente e o Secretário-Geral com os respectivos 
suplentes. 
§ 3º. Nenhum membro representante da sociedade civil, titular ou 
suplente, poderá ser detentor de cargo em comissão ou função de confiança vinculada ao 
Poder Executivo do Município de Matelândia; 
§ 4º. O Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural –
CMPC é detentor do voto de Minerva. 
Art. 40. O Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC é 
constituído pelas seguintes instâncias: 
I - Plenário; 
II - Comitê de Integração de Políticas Públicas de Cultura – CIPOC; 
III - Colegiados Setoriais; 
IV - Comissões Temáticas; 
V - Grupos de Trabalho; 
VI - Fóruns Setoriais e Territoriais. 
Art. 41. Ao Plenário, instância máxima do Conselho Municipal de 
Política Cultural – CMPC, compete: 
I - Propor e aprovar as diretrizes gerais, acompanhar e fiscalizar a execução do Plano 
Municipal de Cultura – PMC; 
II - Estabelecer normas e diretrizes pertinentes às finalidades e aos objetivos do Sistema 
Municipal de Cultura – SMC; 
III - Colaborar na implementação das pactuações acordadas na Comissão Intergestores 
Tripartite – CIT e na Comissão Intergestores Bipartite – CIB, devidamente aprovadas, 
respectivamente, nos Conselhos Nacional e Estadual de Política Cultural; 
IV - Aprovar as diretrizes para as políticas setoriais de cultura, oriundas dos sistemas 
setoriais municipais de cultura e de suas instâncias colegiadas; 
V - Definir parâmetros gerais para aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Cultura 
– FMC no que concerne à distribuição territorial e ao peso relativo dos diversos segmentos 
culturais; 
VI - Estabelecer para a Comissão Municipal de Incentivo à Cultura – CMIC do Fundo 
Municipal de Cultura as diretrizes de uso dos recursos, com base nas políticas culturais 
definidas no Plano Municipal de Cultura – PMC; 
VII - Acompanhar e fiscalizar a aplicação dos recursos do FundoMunicipal de Cultura –
FMC; 
VIII - Apoiar a descentralização de programas, projetos e ações e assegurar os meios 
necessários à sua execução e à participação social relacionada ao controle e fiscalização; 
IX - Contribuir para o aprimoramento dos critérios de partilha e de transferência de 
recursos, no âmbito do Sistema Nacional de Cultura – SNC; 
X - Apreciar e aprovar as diretrizes orçamentárias da área da Cultura; 
XI - Apreciar e apresentar parecer sobre os Termos de Parceria a ser celebrados pelo 
Município de Matelândia com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público -
OSCIPs, bem como acompanhar e fiscalizar a sua execução, conforme determina a Lei 
9.790/99. 
Parágrafo único. O Plenário poderá delegar essa competência a 
outra instância do CMPC. 
I - Contribuir para a definição das diretrizes do Programa Municipal de Formação na Área 
da Cultura – PROMFAC, especialmente no que tange à formação de recursos humanos 
para a gestão das políticas culturais; 
II - Acompanhar a execução do Acordo de Cooperação Federativa assinado pelo 
Município de Matelândia para sua integração ao Sistema Nacional de Cultura – SNC. 
III - Promover cooperação com os demais Conselhos Municipais de Política Cultural, bem 
como com os Conselhos Estaduais, do Distrito Federal e Nacional; 
IV - Promover cooperação com os movimentos sociais, organizações não governamentais 
e o setor empresarial; 
V - Incentivar a participação democrática na gestão das políticas e dos investimentos 
públicos na área cultural; 
VI - Delegar às diferentes instâncias componentes do Conselho Municipal de Política 
Cultural – CMPC a deliberação e acompanhamento de matérias; 
VII - Aprovar o regimento interno da Conferência Municipal de Cultura – CMC. 
VIII - Estabelecer o regimento interno do Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC. 
Art. 42. Compete ao Conselho de Integração de Políticas Públicas 
de Cultura – CIPOC promover a articulação das políticas de cultura do Poder Público, no 
âmbito municipal, para o desenvolvimento de forma integrada de programas, projetos e 
ações. 
Art. 43. Compete aos Colegiados Setoriais fornecer subsídios ao 
Plenário do Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC para a definição de políticas, 
diretrizes e estratégias dos respectivos segmentos culturais. 
Art. 44. Compete às Comissões Temáticas, de caráter permanente, 
e aos Grupos de Trabalho, de caráter temporário, fornecer subsídios para a tomada de 
decisão sobre temas específicos, transversais ou emergenciais relacionados à área 
cultural. 
Art. 45. Compete aos Fóruns Setoriais e Territoriais, de caráter 
permanente, a formulação e o acompanhamento de políticas culturais específicas para os 
respectivos segmentos culturais e territórios. 
Art. 46. O Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC deve se 
articular com as demais instâncias colegiadas do Sistema Municipal de Cultura – SMC –
territoriais e setoriais – para assegurar a integração, funcionalidade e racionalidade do 
sistema e a coerência das políticas públicas de cultura implementadas no âmbito do 
Sistema Municipal de Cultura – SMC. DA CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA –
CMC 
Art. 47. A Conferência Municipal de Cultura – CMC constitui-se 
numa instância de participação social, em que ocorre articulação entre o Governo 
Municipal e a sociedade civil, por meio de organizações culturais e segmentos sociais, 
para analisar a conjuntura da área cultural no Município de Matelândia e propor diretrizes 
para a formulação de políticas públicas de Cultura, que comporão o Plano Municipal de 
Cultura – PMC. 
§ 1º. É de responsabilidade da Conferência Municipal de Cultura –
CMC analisar, aprovar moções, proposições e avaliar a execução das metas 
concernentes ao Plano Municipal de Cultura – PMC e às respectivas revisões ou 
adequações. 
§ 2º. Cabe à Secretaria Municipal de Educação e Cultura convocar 
e coordenar a Conferência Municipal de Cultura – CMC, que se reunirá ordinariamente a 
cada dois anos ou extraordinariamente, a qualquer tempo, a critério do Conselho 
Municipal de Política Cultural – CMPC. A data de realização da Conferência Municipal de 
Cultura – CMC deverá estar de acordo com o calendário de convocação das Conferências 
Estadual e Nacional de Cultura. 
§ 3º. A Conferência Municipal de Cultura – CMC será precedida de 
Conferências Setoriais e 
Territoriais. 
§ 4º. A representação da sociedade civil na Conferência Municipal 
de Cultura – CMC será, no mínimo, de dois terços dos delegados, sendo os mesmos 
eleitos em Conferências Setoriais e Territoriais. 
SEÇÃO IV 
DOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO 
Art. 48. Constituem-se em instrumentos de gestão do Sistema 
Municipal de Cultura – SMC: 
I - Plano Municipal de Cultura – PMC; 
II - Sistema Municipal de Financiamento à Cultura – SMFC; 
III - Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais – SMIIC; 
IV - Programa Municipal de Formação na Área da Cultura – PROMFAC. 
Parágrafo único. Os instrumentos de gestão do Sistema Municipal 
de Cultura – SMC se caracterizam como ferramentas de planejamento, inclusive técnico 
e financeiro, e de qualificação dos recursos humanos. 
SUBSEÇÃO I –
DO PLANO MUNICIPAL DE CULTURA – PMC 
Art. 49. O Plano Municipal de Cultura – PMC, instituído por lei 
própria, tem duração decenal e é um instrumento de planejamento estratégico que 
organiza, regula e norteia a execução da Política Municipal de Cultura na perspectiva do 
Sistema Municipal de Cultura – SMC. 
Art. 50. A elaboração do Plano Municipal de Cultura – PMC e dos 
Planos Setoriais de âmbito municipal é de responsabilidade da Secretaria Municipal de 
Educação e Cultura e Instituições Vinculadas, que, a partir das diretrizes propostas pela 
Conferência Municipal de Cultura – CMC, elaborar propostas de políticas culturais a ser 
submetido ao Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC e, posteriormente, 
encaminhado ao Prefeito para avaliação e tramitação legislativa. 
Parágrafo único. Os Planos devem conter: 
I - Diagnóstico do desenvolvimento da cultura; 
II - Diretrizes e prioridades; 
III - Objetivos gerais e específicos; 
IV - Estratégias, metas e ações; 
V - Prazos de execução; 
VI - Resultados e impactos esperados; 
VII - Recursos materiais, humanos e financeiros disponíveis e necessários; 
VIII - Mecanismos e fontes de financiamento; e 
IX - Indicadores de monitoramento e avaliação. 
Subseção II 
DO SISTEMA MUNICIPAL DE FINANCIAMENTO À CULTURA – SMFC 
Art. 51. O Sistema Municipal de Financiamento à Cultura – SMFC 
é constituído pelo conjunto de mecanismos de financiamento público da cultura, no âmbito 
do Município de Matelândia de que devem ser diversificados e articulados. 
Parágrafo único. São mecanismos de financiamento público da cultura, no âmbito do 
Município de Matelândia de Matelândia: 
I - Orçamento Público do Município de Matelândia, estabelecido na Lei Orçamentária 
Anual (LOA); 
II - Fundo Municipal de Cultura, definido nesta lei; 
III - Incentivos Fiscais, conforme lei específica; e 
IV - Outros que venham a ser criados Do Fundo Municipal de Cultura – FMC 
SEÇÃO V
DO FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA - FMC
Art. 52. Fica criado o Fundo Municipal de Cultura – FMC, vinculado 
à Secretaria Municipal de Educação e Cultura como fundo de natureza contábil e 
financeira, com prazo indeterminado de duração, de acordo com as regras definidas nesta 
Lei. 
Art. 53. O Fundo Municipal de Cultura – FMC se constitui no 
principal mecanismo de financiamento das políticas públicas de cultura no Município de 
Matelândia, com recursos destinados a programas, projetos e ações culturais 
implementados de forma descentralizada, em regime de colaboração e cofinanciamento 
com a União e com o Governo do Estado do Paraná. 
Parágrafo único. É vedada a utilização de recursos do Fundo 
Municipal de Cultura – FMC com despesas de manutenção administrativa dos Governos 
Municipal, Estadual e Federal, bem como de suas entidades vinculadas. 
Art. 54. São receitas do Fundo Municipal de Cultura – FMC: 
I - Dotações consignadas na Lei Orçamentária Anual (LOA) do Município de Matelândia
de Matelândia e seus créditos adicionais; 
II - Transferências federais e/ou estaduais à conta do Fundo Municipal de Cultura – FMC; 
III - Contribuições de mantenedores; 
IV - Produto do desenvolvimento de suas finalidades institucionais, tais como: 
arrecadação dos preços públicos cobrados pela cessão de bens municipais sujeitos à 
administração da Secretaria Municipal de Educação e Cultura; resultado da venda de 
ingressos de espetáculos ou de outros eventos artísticos e promoções, produtos e 
serviços de caráter cultural; 
V - Doações e legados nos termos da legislação vigente; 
VI - Subvenções e auxílios de entidades de qualquer natureza, inclusive de organismos 
internacionais; 
VII - Reembolso das operações de empréstimo porventura realizadas por meio do Fundo 
Municipal de Cultura – FMC, a título de financiamento reembolsável, observados critérios 
de remuneração que, no mínimo, lhes preserve o valor real; 
VIII - Retorno dos resultados econômicos provenientes dos investimentos porventura 
realizados em empresas e projetos culturais efetivados com recursos do Fundo Municipal 
de Cultura – FMC; 
IX - Resultado das aplicações em títulos públicos federais, obedecida a legislação vigente 
sobre a matéria; 
X - Empréstimos de instituições financeiras ou outras entidades; 
XI - Saldos não utilizados na execução dos projetos culturais financiados com recursos 
dos mecanismos previstos no Sistema Municipal de Financiamento à Cultura – SMFC; 
XII - Devolução de recursos determinados pelo não cumprimento ou desaprovação de 
contas de projetos culturais custeados pelos mecanismos previstos no Sistema Municipal 
de Financiamento à Cultura – SMFC; 
XIII - Saldos de exercícios anteriores; e 
XIV - Outras receitas legalmente incorporáveis que lhe vierem a ser destinadas. 
Art. 55. O Fundo Municipal de Cultura – FMC será administrado 
pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura na forma estabelecida no regulamento, 
e apoiará projetos culturais por meio das seguintes modalidades: 
I - Não-reembolsáveis, na forma do regulamento, para apoio a projetos culturais 
apresentados por pessoas físicas e pessoas jurídicas de direito público e de direito 
privado, com ou sem fins lucrativos, preponderantemente por meio de editais de seleção 
pública; e 
II - Reembolsáveis, destinados ao estímulo da atividade produtiva das empresas de 
natureza cultural e pessoas físicas, mediante a concessão de empréstimos. 
§ 1º. Nos casos previstos no inciso II do caput, a Secretaria 
Municipal de Educação e Cultura definirá com os agentes financeiros credenciados a taxa 
de administração, os prazos de carência, os juros limites, as garantias exigidas e as 
formas de pagamento. 
§ 2º. Os riscos das operações previstas no parágrafo anterior serão 
assumidos, solidariamente, pelo Fundo Municipal de Cultura – FMC e pelos agentes 
financeiros credenciados, na forma que dispuser o regulamento. 
§ 3º. A taxa de administração a que se refere o § 1º não poderá ser 
superior a três por cento dos recursos disponibilizados para o financiamento. 
§ 4º. Para o financiamento de que trata o inciso II, serão fixadas 
taxas de remuneração que, no mínimo, preservem o valor originalmente concedido. 
Art. 56. Os custos referentes à gestão do Fundo Municipal de 
Cultura – FMC com planejamento, estudos, acompanhamento, avaliação e divulgação de 
resultados, incluídas a aquisição ou a locação de equipamentos e bens necessários ao 
cumprimento de seus objetivos, não poderão ultrapassar cinco por cento de suas receitas, 
observados o limite fixado anualmente por ato da CMPC. 
Art. 57. O Fundo Municipal de Cultura – FMC financiará projetos 
culturais apresentados por pessoas físicas e pessoas jurídicas de direito público e de 
direito privado, com ou sem fins lucrativos, nos termos de regulamento próprio. 
§ 1º. Poderá ser dispensada contrapartida do proponente no âmbito 
de programas setoriais definidos pela Comissão Municipal de Incentivo à Cultura – CMIC, 
por meio de regulamento próprio. 
§ 2º. Nos casos em que a contrapartida for exigida, o proponente 
deve comprovar que dispõe de recursos financeiros ou de bens ou serviços, se 
economicamente mensuráveis, para complementar o montante aportado pelo Fundo 
Municipal de Cultura – FMC, ou que está assegurada a obtenção de financiamento por 
outra fonte. 
§ 3º. Os projetos culturais previstos no caput poderão conter 
despesas administrativas de até dez por cento de seu custo total, excetuados aqueles 
apresentados por entidades privadas sem fins lucrativos, que poderão conter despesas 
administrativas de até quinze por cento de seu custo total. 
Art. 58. Fica autorizada a composição financeira de recursos do 
Fundo Municipal de Cultura – FMC com recursos de pessoas jurídicas de direito público 
ou de direito privado, com fins lucrativos para apoio compartilhado de programas, projetos 
e ações culturais de interesse estratégico, para o desenvolvimento das cadeias produtivas 
da cultura. 
§ 1º. O aporte dos recursos das pessoas jurídicas de direito público 
ou de direito privado previsto neste artigo não gozará de incentivo fiscal. 
§ 2º. A concessão de recursos financeiros, materiais ou de 
infraestrutura pelo Fundo Municipal de Cultura – FMC será formalizada por meio de 
convênios e contratos específicos. 
SEÇÃO VI
DA COMISSÃO MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA – CMIC
Art. 59. Para seleção de projetos apresentados ao Fundo Municipal 
de Cultura – FMC fica criada a Comissão Municipal de Incentivo à Cultura – CMIC, de 
composição entre membros do Poder Público e da Sociedade Civil. 
Art. 60. A Comissão Municipal de Incentivo à Cultura – CMIC será 
constituída por membros titulares e igual número de suplentes. 
I - 04 membros titulares e respectivos suplentes representando o Poder Público, por meio 
dos seguintes órgãos e quantitativos: 
II - 03 representantes da sociedade civil, podendo ser representantes de entidades, 
movimentos culturais, instituições de ensino e pesquisa, bem como cidadãos de notório 
saber cultural.
§ 1º. Os membros titulares e suplentes representantes do Poder 
Público serão designados pelo respectivo órgão e os representantes da sociedade civil 
serão eleitos conforme Regimento Interno. 
Art. 61. Na seleção dos projetos a Comissão Municipal de Incentivo 
à Cultura – CMIC deve ter como referência maior o Plano Municipal de Cultura – PMC e 
considerar as diretrizes e prioridades definidas anualmente pelo Conselho Municipal de 
Política Cultural – CMPC. 
Art. 62. A Comissão Municipal de Incentivo à Cultura – CMIC deve 
adotar critérios objetivos na seleção das propostas: 
I - Avaliação das três dimensões culturais do projeto – simbólica, econômica e social; 
II - Adequação orçamentária; 
III - Viabilidade de execução; e 
IV - Capacidade técnico-operacional do proponente. 
SEÇÃO VII
DO SISTEMA MUNICIPAL DE INFORMAÇÕES E INDICADORES CULTURAIS – SMIIC 
Art. 63. Cabe à Secretaria Municipal de Educação e Cultura 
desenvolver o Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais – SMIIC, com a 
finalidade de gerar informações e estatísticas da realidade cultural local com cadastros e 
indicadores culturais construídos a partir de dados coletados pelo Município de 
Matelândia. 
§ 1º. O Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais 
– SMIIC é constituído de bancos de dados referentes a bens, serviços, infraestrutura, 
investimentos, produção, acesso, consumo, agentes, programas, instituições e gestão 
cultural, entre outros, e estará disponível ao público e integrado aos Sistemas Estadual e 
Nacional de Informações e Indicadores 
Culturais. 
§ 2º. O processo de estruturação do Sistema Municipal de 
Informações e Indicadores Culturais – SMIIC terá como referência o modelo nacional, 
definido pelo Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais – SNIIC. 
Art. 64. O Sistema Municipal de Informações e Indicadores 
Culturais – SMIIC tem como objetivos: 
I - Coletar, sistematizar e interpretar dados, fornecer metodologias e estabelecer 
parâmetros à mensuração da atividade do campo cultural e das necessidades sociais por 
cultura, que permitam a formulação, monitoramento, gestão e avaliação das políticas 
públicas de cultura e das políticas culturais em geral, verificando e racionalizando a 
implementação do Plano Municipal de Cultura – PMC e sua revisão nos prazos previstos; 
II - Disponibilizar estatísticas, indicadores e outras informações relevantes para a 
caracterização da demanda e oferta de bens culturais, para a construção de modelos de 
economia e sustentabilidade da cultura, para a adoção de mecanismos de indução e 
regulação da atividade econômica no campo cultural, dando apoio aos gestores culturais 
públicos e privados, no âmbito do Município de Matelândia; 
III - Exercer e facilitar o monitoramento e avaliação das políticas públicas de cultura e das 
políticas culturais em geral, assegurando ao poder público e à sociedade civil o 
acompanhamento do desempenho do Plano Municipal de Cultura – PMC. 
Art. 65. O Sistema Municipal de Informações e Indicadores 
Culturais – SMIIC fará levantamentos para realização de mapeamentos culturais para 
conhecimento da diversidade cultural local e transparência dos investimentos públicos no 
setor cultural. 
Art. 66. O Sistema Municipal de Informações e Indicadores 
Culturais - SMIIC estabelecerá parcerias com os Sistemas Nacional e Estadual de 
Informações e Indicadores Culturais, com instituições especializadas na área de 
economia da cultura, de pesquisas socioeconômicas e demográficas e com outros 
institutos de pesquisa, para desenvolver uma base consistente e continua de informações 
relacionadas ao setor cultural e elaborar indicadores culturais que contribuam tanto para 
a gestão das políticas públicas da área, quanto para fomentar estudos e pesquisas nesse 
campo. 
SEÇÃO VIII 
DO PROGRAMA MUNICIPAL DE FORMAÇÃO NA ÁREA DA CULTURA – PROMFAC 
Art. 67. Cabe à Secretaria Municipal de Educação e Cultura 
elaborar, regulamentar e implementar o Programa Municipal de Formação na Área da 
Cultura – PROMFAC, em articulação com os demais entes federados e parceria com a 
Secretaria Municipal de Educação e instituições educacionais, tendo como objetivo central 
capacitar os gestores públicos e do setor privado e conselheiros de cultura, responsáveis 
pela formulação e implementação das políticas públicas de cultura, no âmbito do Sistema 
Municipal de Cultura. 
Art. 68. O Programa Municipal de Formação na Área da Cultura –
PROMFAC deve promover: 
I - A qualificação técnico-administrativa e capacitação em política cultural dos agentes 
envolvidos na formulação e na gestão de programas, projetos e serviços culturais 
oferecidos à população; 
II - A formação nas áreas técnicas e artísticas. 
SEÇÃO IX 
DOS SISTEMAS SETORIAIS 
Art. 69. Para atender à complexidade e especificidades da área 
cultural são constituídos Sistemas Setoriais como subsistemas do Sistema Municipal de 
Cultura – SMC. 
Art. 70. Constituem-se Sistemas Setoriais integrantes do Sistema 
Municipal de Cultura – SMC: 
I - Sistema Municipal de Patrimônio Cultural – SMPC; 
II - Sistema Municipal de Museus – SMM; 
III - Sistema Municipal de Bibliotecas, Livro, Leitura e Literatura – SMBLLL; 
IV - Outros que venham a ser constituídos, conforme regulamento. 
Art. 71. As políticas culturais setoriais devem seguir as diretrizes 
gerais advindas da Conferência Municipal de Cultura – CMC e do Conselho Municipal de 
Política Cultural – CMPC consolidadas no Plano Municipal de Cultura – PMC. 
Art. 72. Os Sistemas Municipais Setoriais constituídos e os que 
venham a ser criados integram o Sistema Municipal de Cultura, – SMC conformando 
subsistemas que se conectam à estrutura federativa, à medida que os sistemas de cultura 
nos demais níveis de governo forem sendo instituídos. 
Art. 73. As interconexões entre os Sistemas Setoriais e o Sistema 
Municipal de Cultura – SMC são estabelecidas por meio das coordenações e das 
instâncias colegiadas dos Sistemas 
Setoriais. 
Art. 74. As instâncias colegiadas dos Sistemas Setoriais devem ter 
participação da sociedade civil e considerar o critério territorial na escolha dos seus 
membros. 
Art. 75. Para assegurar as conexões entre os Sistemas Setoriais, 
seus colegiados e o Sistema Municipal de Cultura – SMC, as coordenações e as 
instâncias colegiadas setoriais devem ter assento no Conselho Municipal de Política 
Cultural – CMPC com a finalidade de propor diretrizes para elaboração das políticas 
próprias referentes às suas áreas e subsidiar nas definições de estratégias de sua 
implementação. 
TÍTULO III DO FINANCIAMENTO 
CAPÍTULO I DOS RECURSOS 
Art. 76. O Fundo Municipal da Cultura – FMC é a principal fonte de 
recursos do Sistema Municipal de Cultura. 
Parágrafo único. O orçamento do Município de Matelândia se constitui, também, fonte de 
recursos do Sistema Municipal de Cultura. 
Art. 77. O financiamento das políticas públicas de cultura 
estabelecidas no Plano Municipal de Cultura far-se-á com os recursos do Município de 
Matelândia, do Estado e da União, além dos demais recursos que compõem o Fundo 
Municipal da Cultura – FMC. 
§ 1º. As decisões do Conselho que envolvam a aplicação de 
recursos públicos deverão ser publicadas no órgão oficial do Município e divulgadas em 
sítio eletrônico, em linguagem clara e acessível.
§ 2º. O Conselho Municipal de Política Cultural deverá apresentar, 
anualmente, relatório de atividades e prestação de contas referente à execução das 
políticas culturais, o qual será disponibilizado em meio eletrônico oficial, podendo ser 
submetido a audiência pública.
Art. 78. O Município de Matelândia deverá destinar recursos do 
Fundo Municipal de Cultura - FMC, para uso como contrapartida de transferências dos 
Fundos Nacional e Estadual de Cultura. 
§ 1º. Os recursos oriundos de repasses dos Fundos Nacional e 
Estadual de Cultura serão destinados a: 
I - Políticas, programas, projetos e ações previstas nos Planos 
Nacional, Estadual ou Municipal de Cultura; 
II - Para o financiamento de projetos culturais escolhidos pelo 
Município de Matelândia por meio de seleção pública. 
§ 2º. A gestão municipal dos recursos oriundos de repasses dos 
Fundos Nacional e Estadual de Cultura deverá ser submetida ao Conselho Municipal de 
Política Cultural - CMPC. 
Art. 79. Os critérios de aporte de recursos do Fundo Municipal de 
Cultura – FMC deverão considerar a participação dos diversos segmentos culturais e 
territórios na distribuição total de recursos municipais para a cultura, com vistas a 
promover a desconcentração do investimento, devendo ser estabelecido anualmente um 
percentual mínimo para cada segmento/território. 
CAPÍTULO II
DA GESTÃO FINANCEIRA 
Art. 80. Os recursos financeiros da Cultura serão depositados em 
conta específica, e administrados pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura e 
instituições vinculadas, sob fiscalização do Conselho Municipal de Política Cultural –
CMPC. 
§ 1º. Os recursos financeiros do Fundo Municipal de Cultura – FMC 
serão administrados pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura. 
§ 2º. A Secretaria Municipal de Educação e Cultura acompanhará a 
conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos repassados pela União 
e Estado ao Município de Matelândia. 
Art. 81. O Município de Matelândia deverá tornar público os valores 
e a finalidade dos recursos recebidos da União e do Estado, transferidos dentro dos 
critérios estabelecidos pelo Sistema Nacional e pelo Sistema Estadual de Cultura. 
§ 1º. O Município de Matelândia deverá zelar e contribuir para que 
sejam adotados pelo Sistema Nacional de Cultura critérios públicos e transparentes, com 
partilha e transferência de recursos de forma equitativa, resultantes de uma combinação 
de indicadores sociais, econômicos, demográficos e outros específicos da área cultural, 
considerando as diversidades regionais. 
Art. 82. O Município de Matelândia deverá assegurar a condição 
mínima para receber os repasses dos recursos da União, no âmbito do Sistema Nacional 
de Cultura, com a efetiva instituição e funcionamento dos componentes mínimos do 
Sistema Municipal de Cultura e a alocação de recursos próprios destinados à Cultura na 
Lei Orçamentária Anual (LOA) e no Fundo Municipal de Cultura. 
CAPÍTULO III 
DO PLANEJAMENTO E DO ORÇAMENTO 
Art. 83. O processo de planejamento e do orçamento do Sistema 
Municipal de Cultura – SMC deve buscar a integração do nível local ao nacional, ouvidos 
seus órgãos deliberativos, compatibilizando-se as necessidades da política de cultura com 
a disponibilidade de recursos próprios do Município de Matelândia, as transferências do 
Estado e da União e outras fontes de recursos. 
Parágrafo Único. O Plano Municipal de Cultura será a base das 
atividades e programações do Sistema Municipal de Cultura e seu financiamento será 
previsto no Plano Plurianual – PPA, na Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e na Lei 
Orçamentária Anual – LOA. 
Art. 84. As diretrizes a serem observadas na elaboração do Plano 
Municipal de Cultura serão propostas pela Conferência Municipal de Cultura e pelo 
Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC. 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
Art. 85. O Município de Matelândia de deverá se integrar ao 
Sistema Nacional de Cultura – SNC por meio da assinatura do termo de adesão voluntária, 
na forma do regulamento. 
Art. 86. Sem prejuízo de outras sanções cabíveis, constitui crime 
de emprego irregular de verbas ou rendas públicas, previsto no artigo 315 do Código 
Penal, a utilização de recursos financeiros do Sistema Municipal de Cultura – SMC em 
finalidades diversas das previstas nesta lei. 
Art. 87. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, 
revogando-se as disposições em contrário.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MATELÂNDIA,
Aos dez dias do mês de setembro de 2025.
GABRIEL DA SILVA CADINI
Prefeito
JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 172/2025
SENHOR PRESIDENTE,
SENHORES VEREADORES:
O Projeto de Lei nº 172/2025 tem por finalidade instituir o Sistema Municipal de 
Cultura de Matelândia - SMC, instrumento fundamental para a consolidação das políticas 
culturais em nosso município, em conformidade com a Constituição Federal, a Lei Orgânica 
Municipal e as diretrizes do Sistema Nacional de Cultura – SNC.
A iniciativa busca organizar de forma integrada as ações do poder público e da 
sociedade civil, assegurando a participação democrática e o controle social na 
formulação, implementação e avaliação das políticas culturais. Dessa maneira, o SMC 
busca promover a valorização e preservação do patrimônio cultural material e imaterial 
de Matelândia e contribui para o fortalecimento da economia da cultura e para a 
inclusão social por meio da arte e da criatividade.
O projeto contempla a criação de instâncias de deliberação e articulação, como o 
Conselho Municipal de Política Cultural e a Conferência Municipal de Cultura, 
garantindo espaços legítimos de participação popular e de pactuação das prioridades 
da política cultural local. Além disso, prevê instrumentos de gestão modernos, como 
o Plano Municipal de Cultura, o Fundo Municipal de Cultura e o Sistema de 
Informações e Indicadores Culturais, assegurando planejamento estratégico, 
financiamento adequado e monitoramento contínuo das ações.
A cultura, concebida em suas dimensões simbólica, cidadã e econômica, passa a ser 
tratada como vetor de desenvolvimento humano e social, porque estimula a 
criatividade, a diversidade, a inovação e a geração de renda. 
Dessa forma, o presente Projeto de Lei representa um avanço institucional de grande 
relevância, pois garante a melhor utilização de recursos públicos e a captação destes 
em diversas searas.
Assim sendo, submeto o Projeto de Lei nº 172/2025 à análise dessa Egrégia Câmara 
Municipal, certo de que contará com a valiosa aprovação de Vossas Excelências, em 
benefício da comunidade matelandiense.
É a justificativa.
É a justificativa.
Matelândia (PR), 10 de setembro de 2025.
GABRIEL DA SILVA CADINI
Prefeito

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