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materia nº 6662/2026

Tipo Projeto de Lei
Número / Ano 6662 / 2026
Date 2026-01-28
EmentaConcede o título de cidadão honorário de Palmeira ao senhor Nelson Lopes da Silva Filho.
native_id6271

Autoria

Tramitação (latest 5)

DateStatusTurnoTexto
2026-02-18 Aprovada 2ª discussão realizada. Matéria aprovada por unanimidade em votação nominal única e encaminhada para providências/arquivo.
2026-02-10 1ª discussão realizada 1ª discussão realizada. Matéria aguardando 2ª discussão e votação.
2026-02-06 Parecer(es) emitido(s) pela(s) Comissão(ões) Pareceres emitidos pelas comissões. Matéria aguardando votação.
2026-02-03 Em análise pela(s) Comissão(ões) Matéria encaminhada para análise das comissões e emissão de pareceres.
2026-01-28 Protocolada Matéria protocolada e encaminhada para leitura no expediente da sessão.

Documents (1)

texto original #

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Câmara Municipal de Palmeira | Rua Cel. Vida, 211 – Centro | (42) 3252-1648 | www.palmeira.pr.leg.br
FOLHA DE PROTOCOLO
Protocolo Nº: 044/2026
Data: 28/01/2026
Protocolado por: Luigi Costa
Tipo de Proposição: Projeto de Lei nº 6662/2026
Autor(es): Irmão Fabiano
Processo no Sistema Elotech: 104/2026
Ementa/Resumo:
CONCEDE O TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DE PALMEIRA AO SR. NELSON LOPES DA SILVA 
FILHO
Processo Agrupado - Página 1 / 10 - Gerado em 28/01/2026
DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE - RESOLUÇÃO Nº 146/2022
Assinatura eletrônica - Verifique pelo QRCode ou pelo link https://palmeira.eloweb.net/protocolo/consulta-autenticidade - Identificador: 253d6bc4-6b93-4641-92ee-5ccab6910e33 - Página 1/1
Assinado por:
CAMARA MUNICIPAL DE PALMEIRA
LUIGI COSTA
28/01/2026 14:08:12
PROJETO DE LEI Nº
SÚMULA: “CONCEDE O TÍTULO DE CIDADÃO 
HONORÁRIO DE PALMEIRA AO SR. NELSON LOPES 
DA SILVA FILHO”.
Artigo 1º - Fica concedido o título de Cidadão Honorário de 
Palmeira ao Maestro Nelson Lopes da Silva Filho, pelos 
relevantes serviços prestados ao Município de Palmeira.
Artigo 2ᵒ - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Sede da Câmara Municipal de Palmeira, Estado 
do Paraná, em 28 de Janeiro de 2025.
IRMÃO FABIANO
Vereador
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Assinado por:
CAMARA MUNICIPAL DE PALMEIRA
FABIANO DA CONCEIÇÃO CATARINA
28/01/2026 11:49:23
JUSTIFICATIVA
Nelson Lopes: Trajetória e Vocação Musical
Início e a Chama do Trompete
Nascido em 11 de maio de 1980, em Cambará, Paraná, Nelson Lopes da Silva Filho, filho de 
Isabel Cristina Souza da Silva e Nelson Lopes da Silva, demonstrou desde cedo um interesse 
notável por música erudita, apesar da ausência de educação musical formal em sua infância 
humilde.
Aos 15 anos, a música encontrou um caminho através da Igreja Assembleia de Deus. Na Vila
Rubim, em Cambará, Nelson se deparou com a recém-formada Banda Musical Glorioso Som, 
regida pelo saudoso Maestro Nereu Queiroz. A potência dos instrumentos de sopro, 
especialmente o Trompete, cativou-o imediatamente. Motivado, Nelson procurou o Maestro 
Nereu, tornando-se seu aluno. As aulas eram gratuitas e realizadas aos domingos à tarde, e 
nem mesmo a distância de 4 quilômetros até a igreja, percorrida a pé, foi um impedimento. 
Ele iniciou seus estudos com o método Bona, chegando à lição 46. Sem um trompete 
disponível, começou pelos Sax Horns, até conseguir um instrumento antigo e com 
vazamentos.
Em um rápido desenvolvimento surpreendente, Nelson ingressou na Banda em apenas seis 
meses, contrariando a metodologia do maestro. Partindo do zero, ele aprendeu de ouvido o 
Hino da Harpa Cristã 212, "Os Guerreiros se Preparam". Perplexo, o Maestro Nereu 
oficializou Nelson na Banda, que intensificou seus estudos, dedicando até 8 horas diárias ao 
Trompete.
O Despertar do Arranjador e a Formação
Paralelamente à Banda Glorioso Som, Nelson integrou, em 1996, o grupo de jovens da Igreja,
regido por Daniel Carmo. Neste período, a chegada do renomado Maestro Roberto Scarpille, 
arranjador talentoso, que se aposentou em São Paulo e passou a residir em Cambará, 
despertou em Nelson um profundo interesse pela arte dos arranjos musicais.
Sob a mentoria do Maestro Roberto, Nelson participou ativamente dos grupos de estudo na 
igreja e logo começou a escrever seus primeiros arranjos para o grupo de jovens. Mesmo sem 
conhecimento formal de harmonia, sua intuição notável para a criação de acordes o destacou 
rapidamente, assumindo o posto de arranjador oficial.
Em 1998, a busca por aprofundamento musical, limitada por dificuldades financeiras que 
exigiam seu trabalho para sustento familiar, encontrou uma oportunidade. Nelson passou a 
tocar em uma conceituada Banda na vizinha Ourinhos (SP), vinculada ao Conservatório Santa 
Cecília, anexo ao Colégio Santo Antônio e mantido pela Fundação Educacional Miguel 
Mofarrej (FEMM), berço de grupos de alto nível como a Banda da Fundação Miguel 
Mofarrej. Nesse período, ele tocou ao lado do atual maestro da Banda Glorioso Som, Elizeu 
Gomes.
Nelson solicitou que sua bolsa de auxílio fosse convertida em uma bolsa de estudos no 
Conservatório Santa Cecília, o que foi concedido. Sua rotina era extenuante: cumpria o 
serviço militar obrigatório no "Tiro de Guerra" de Cambará, trabalhava como agente 
comunitário de saúde na prefeitura e, em seguida, viajava de ônibus para Ourinhos para
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estudar. Em Ourinhos, concluiu o curso, atuou na Escola Municipal de Música e integrou a 
Orquestra Sinfônica Jovem, adquirindo significativa experiência orquestral.
Curitiba, Autodidatismo e Regência
Em 2001, a mudança para Curitiba trouxe dificuldades financeiras, mas também grande 
enriquecimento musical. Nelson passou a frequentar a Assembleia de Deus na Vila Acorde, 
Pinheirinho, conhecida por um grupo musical de alta qualidade, que chegou a gravar dois CDs 
coordenados por Fabio Dalamaria e César Ambrosio. Inicialmente discreto, Nelson só cantava 
no grupo. Sua chance de brilhar veio quando foi preciso um arranjo para a canção “Quando
Deus Escolhe Alguém”, do Diante do Trono. Apesar da desconfiança inicial, seu arranjo foi 
um grande sucesso, levando-o a criar outras peças e a assumir o trompete no grupo.
Com a situação financeira precária, a frequência a instituições de ensino musical renomadas 
em Curitiba era inviável. Contudo, Nelson transformou essa limitação em autodidatismo:
passava horas na Biblioteca Pública do Paraná, transcrevendo manualmente obras de mestres 
como Tom Jobim para desvendar "o segredo da beleza musical" e dos "riquíssimos 
acordes" presentes nos arranjos.
Com a aspiração de formar uma orquestra, Fabio Dalamaria contratou o renomado maestro 
Josué Dimitov para a igreja da Vila Acordes, e Nelson foi auxiliar na preparação dos novos 
músicos. Com a saída de Josué, a escolha de um maestro local recaiu sobre Nelson, um 
jovem tímido vindo do interior, para surpresa geral, devido ao reconhecimento de seu talento 
por Fábio. Sua permanência na regência da Orquestra da Vila Acorde foi, infelizmente, 
breve, devido à necessidade de estabilidade financeira familiar que motivou o retorno a 
Cambará.
Destaque e Liderança Musical no Norte Pioneiro
Retornando à sua terra natal, Nelson empenhou-se em aprimorar os grupos musicais da igreja 
local, aplicando os conhecimentos adquiridos em Curitiba. Com a mudança do Maestro
Roberto Scarpille para Londrina, Nelson assumiu a regência da Banda Glorioso Som. Em 
menos de um ano, ele promoveu uma transformação na identidade da banda, introduzindo 
arranjos de cunho mais orquestral. Essa inovação elevou a banda a um patamar de
reconhecimento cultural, sendo o ponto alto a primeira apresentação em um desfile de 
aniversário de Cambará, onde executaram o hino da cidade, rearranjado pelo Maestro 
Roberto.
Foi durante essa intensa jornada musical que Nelson conheceu Giovana Ferreira, cantora de 
diversos grupos do interior de São Paulo, que estava residindo em Cambará. Eles se casaram 
e uniram suas ricas experiências musicais, formando uma parceria de vida e trabalho que 
perdura até hoje.
O destaque da Banda/Orquestra sob sua liderança deu a Nelson visibilidade no Norte Pioneiro
do Paraná. Recebeu então um convite para formar uma Orquestra na Assembleia de Deus em 
Cornélio Procópio (PR), sob a presidência do Pastor Nestor Krupniski, com indicações do
Pastor Daniel Antonio e sua esposa Elisama Krupniski. Foi em 2009 que se iniciou sua 
primeira experiência como profissional da música.
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Em Cornélio Procópio, Nelson estabeleceu uma parceria crucial com o Maestro Eneas 
Augusto e seu filho, Rafael Perez, para a fundação de uma Orquestra: a Orquestra Hallel da 
Assembleia de Deus. Em menos de um ano, o conjunto cresceu significativamente, atingindo 
a marca de aproximadamente 40 integrantes e apresentando peças de alta complexidade para 
a comunidade.
Durante seus três anos de residência na cidade, Nelson também teve a oportunidade de ser 
influenciado por Amélio Nory, um renomado mestre em harmonia musical. Nory, que foi 
trombonista na formação original da Banda Rara e discípulo de Toquinho, é uma das grandes 
referências musicais de Cornélio Procópio. Sua importância reside na sua habilidade de unir a 
sofisticação da MPB com um rigor técnico, sendo fundamental para o alto nível musical da 
região. Além disso, Nelson foi o idealizador do primeiro encontro regional de Orquestras e 
Bandas Cristãs. Este evento, que se mantém ativo até hoje, é um importante catalisador para o 
fomento da música instrumental no norte pioneiro.
Em 2012, Nelson Lopes aceitou o desafio de reestruturar a antiga banda municipal de Itaí, em 
São Paulo, transformando-a em uma Orquestra, a convite do Prefeito Dr. Luiz Antônio 
Paschoal. Apesar das condições iniciais desfavoráveis, o êxito do projeto foi alcançado graças 
ao empenho de Nelson e ao irrestrito apoio da comunidade e do prefeito. Um momento 
marcante dessa fase foi a visita pessoal do prefeito à residência de Nelson, demonstrando
preocupação com a acomodação de sua família. O sucesso da Orquestra foi rápido, cativando 
a comunidade local com belíssimas apresentações. Nelson recebeu um convite do Prefeito 
para assumir a Secretaria de Cultura na gestão seguinte. No entanto, a trajetória do Prefeito 
Dr. Luiz Antônio Paschoal foi interrompida por manobras políticas, o que levou Nelson a 
buscar novos horizontes. Nelson Lopes atuou voluntariamente como Maestro e Arranjador da
Orquestra Hebrom da Assembleia de Deus em Itaí–SP, um projeto que continua a render 
frutos até hoje.
Com três propostas em mãos — um projeto missionário em Arequipa (Peru), a coordenação 
de projetos musicais em Cambará e um projeto em Palmeira (PR) —, Nelson descartou a 
opção peruana devido à distância e considerou as negociações em Cambará incertas.
Focando em Palmeira, ele iniciou as conversas com o Pastor Jamesson, então presidente da
Assembleia de Deus local, que o conectou a Denis Sanson, Diretor de Esporte e Cultura da
época. Após uma visita à cidade, Nelson ficou encantado com Palmeira, que se mostrou 
charmosa e com uma cultura vibrante, vislumbrando grande potencial de desenvolvimento 
musical.
O DIVISOR DE ÁGUAS:
A Transformação Musical de Palmeira
Fevereiro de 2013 marcou um ponto de inflexão na história musical de Palmeira com a 
chegada do Maestro Nelson Lopes e sua família. Convidado pelo então Prefeito Edir 
Havrechaki, Lopes apresentou e teve aprovada a proposta de reestruturar a Banda Municipal,
o que culminou na histórica fundação da Orquestra Municipal de Palmeira (OMP).
Superando o ceticismo inicial, Nelson Lopes demonstrou uma habilidade singular ao unir a 
centenária e rica tradição musical da cidade com o fervor inovador de uma nova geração de 
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talentos. Com o apoio fundamental de músicos locais como Jonatas Oliver, Binho Duarte, 
Neto Vida, Vinicius Pirini, Douglas Schulli, o saudoso Valdemir dos Santos, Cleiton Beltrami 
e Sr. Zap, ele estabeleceu uma formação robusta.
Sob sua batuta, a OMP não apenas deu continuidade ao notável legado regional do Maestro 
Ibraim Lino, mas também expandiu sua influência para a comunidade cristã. Em paralelo, 
Nelson fundou uma Orquestra na Assembleia de Deus (congregação da Vicente Machado) 
que, em menos de um ano, já contava com mais de 50 membros. Este movimento revitalizou 
a cena musical cristã local, estabelecendo parcerias importantes, como com o Coral Happy 
Soul de Curitiba e a presença do maestro Ismael Veiga em eventos. Por sete anos, Nelson 
também atuou como professor de diversos instrumentos musicais na Escola de Música 
Vivace. Propriedade de Sonia Kasdorf e do saudoso Pedro Oliveira, a Vivace desempenhou
um papel crucial no fortalecimento do movimento musical em Palmeira através da solidez do 
seu ensino.
Projeção Regional e Estadual
Rapidamente, a Orquestra fez sua estreia com sua nova identidade no Cineteatro Municipal. A 
OMP floresceu tecnicamente, consolidando-se como uma referência nos Campos Gerais e em 
Curitiba. Sob a batuta de Nelson Lopes, a Orquestra Municipal de Palmeira alcançou 
projeção estadual, marcando presença em eventos de grande envergadura. Um destaque 
notável foi a participação na Virada Cultural Paraná 2014, em São José dos Pinhais, onde a 
orquestra representou a música sinfônica em uma programação de alcance nacional ao lado 
de nomes como Sidney Magal, Diogo Nogueira e Nação Zumbi.
Em 2016, o Maestro Nelson Lopes liderou um dos momentos mais emblemáticos da OMP: o 
concerto 'Cidade Clima'. Realizado no Teatro Guaíra (Guairinha) e contando com os 
solistas Marcelo Saczuck e Adriano Sviech, o espetáculo foi uma homenagem sinfônica à 
identidade e às riquezas históricas de Palmeira para o público da capital.
Inovação e Versatilidade
O Maestro Nelson Lopes também foi pioneiro na inovação cultural em Palmeira. Idealizou e 
regeu o projeto 'Rock em Concerto', promovendo um encontro inédito entre a OMP e a 
lendária Banda Blindagem. As duas edições (2017 e 2018) atraíram milhares de pessoas às 
praças públicas, evidenciando a capacidade do Maestro de fundir o rock clássico paranaense 
com a sonoridade erudita.
Sua versatilidade e reconhecimento regional foram reafirmados com a internacionalização de
seu trabalho. O espetáculo 'Viajando na Magia do Cinema', apresentado no prestigiado Cine 
Teatro Ópera, em Ponta Grossa (2017), sob sua regência, demonstrou o alto nível técnico da 
OMP na execução de trilhas cinematográficas.
Referência na Música Instrumental: O Protagonismo nas Big Bands
A participação da Orquestra Municipal de Palmeira (OMP) nos encontros de Big Bands é, 
sem dúvida, um dos pontos mais técnicos e prestigiosos da sua trajetória. Transitar pelo 
universo das Big Bands exige um rigor rítmico, uma precisão nos metais e uma maturidade 
instrumental que poucos grupos jovens conseguem atingir.
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A OMP, sob a liderança do Maestro Nelson Lopes, rompeu barreiras estéticas e conquistou um 
lugar seleto na cena musical do Paraná ao se tornar uma referência em música instrumental.
Esse reconhecimento foi consolidado através da participação em festivais de altíssimo nível 
técnico:
● Encontros de Big Bands em Ponta Grossa (2 Edições): A presença da OMP em 
duas edições deste encontro foi um divisor de águas. Dividindo o palco com 
instrumentistas veteranos, a orquestra demonstrou que o trabalho desenvolvido em 
Palmeira possui a sofisticação necessária para executar o repertório de jazz, soul e 
música brasileira instrumental com a pressão e o brilho característicos das grandes 
formações de metais.
● Encontro de Big Bands em Curitiba: Ao levar a OMP para a capital paranaense 
neste formato, o Maestro Nelson Lopes inseriu o grupo no epicentro da produção 
instrumental do estado. A performance foi um marco de reconhecimento por parte de 
críticos e músicos profissionais, posicionando a orquestra de Palmeira como um dos 
poucos grupos do interior capazes de entregar uma performance de Big Band com 
padrão de excelência.
O que torna essas participações verdadeiramente memoráveis é o fato de que essa "referência
instrumental" foi construída por crianças, adolescentes e jovens. Ver o domínio técnico de 
instrumentos complexos e a segurança na improvisação e no fraseado — competências muitas 
vezes reservadas a músicos com décadas de estrada — sendo executados com maestria pela 
juventude palmeirense é o maior testemunho do sucesso pedagógico deste trabalho. Ao 
brilhar nesses encontros, a OMP provou que o talento da nossa terra não conhece fronteiras.
Nelson Lopes também demonstrou sua capacidade de transitar por repertórios complexos ao
reger um concerto dedicado à música italiana no histórico Theatro São João, na Lapa. 
Esse evento, em um dos teatros-monumentos mais antigos do Brasil, simbolizou o diálogo 
cultural entre os municípios históricos do Paraná.
O PONTO ALTO: A Orquestra Filarmônica Tom Jobim
O crescimento da OMP revelou a necessidade de uma formação técnica musical mais 
aprofundada para uma nova geração de músicos na cidade. Com a vasta experiência do 
Maestro Nelson e o apoio de parceiros, nasceu seu antigo sonho: criar uma iniciativa que 
oferecesse formação musical de excelência, aliada ao desenvolvimento da cidadania, para 
Crianças, Adolescentes e Jovens, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social.
Assim, surgiu o projeto para a formação de uma Orquestra. A oferta da AMAS para que 
Nelson e sua esposa, Giovana, formassem um Coral Infanto-Juvenil aproximou Nelson do 
coordenador da AMAS, Aroldo. Nelson apresentou o projeto, e Aroldo revelou que também 
era um sonho antigo seu.
Os desafios eram grandes, como a aquisição dos instrumentos e o início da Pandemia do 
Covid-19. Devido às restrições, o projeto começou na casa de Nelson, que disponibilizou 
seu espaço em 2020. Com o surgimento de novos interessados, estabeleceu-se a primeira 
parceria com a Igreja Evangélica Assembleia de Deus no templo central (Pr. Altair de
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ESTADO DO PARANÁ
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Moraes). Iniciou-se então a segunda fase na Igreja Menonita Vida Nova de Palmeira, com a 
contratação de professores para cordas friccionadas, percussão, metais e palhetas.
Com o fim das restrições da pandemia, a orquestra foi para uma estrutura mais adequada: a 
AMAS disponibilizou antigos dormitórios transformados em ambiente ideal para aulas e ensaios
da Orquestra Filarmônica Tom Jobim. Em paralelo, Nelson iniciou um trabalho na AMAS de 
Porto Amazonas com a formação da Orquestra Doce Tom, que realizou grandes apresentações 
inclusive em Curitiba.
O Festival de Inverno Tom Jobim
O Maestro Nelson Lopes é o visionário por trás do Festival de Inverno Tom Jobim em Palmeira, 
evento que, em apenas três edições (2023, 2024 e 2025), transformou o município em um polo 
de excelência em educação artística:
● 2023 – O Início: Grande Concerto com mais de 100 músicos no Cine Teatro 
Municipal.
● 2024 – A Consolidação Técnica: Foco pedagógico em alta performance e 
lançamento do portal oficial da orquestra.
● 2025 – O Intercâmbio Latino-Americano: Com o tema "América Latina", contou 
com a participação do saxofonista de renome internacional Ademir Júnior, que 
ministrou oficinas e regeu a "Big Fest".
O Circuito de Excelência: A Conquista dos Palcos Sagrados
Sob a regência de Nelson Lopes, a Orquestra Filarmônica Tom Jobim conquistou os mais 
prestigiados palcos do Paraná:
● Prédio da PROEX - UEPG: Integração vital entre a arte e o saber acadêmico.
● Capela Santa Maria (Recital da Allegro): No epicentro da música erudita de 
Curitiba, a performance validou o alto padrão de ensino desenvolvido em Palmeira.
● Auditório Mário Schoemberger (EMBAP): Conferiu reconhecimento acadêmico 
valioso ao trabalho diante de renomados mestres.
● Teatro Guaíra - Auditório Salvador de Ferrante (América Latina In Concert): 
Atingir o "Guairinha" representa o ápice para qualquer artista no Sul do Brasil. A 
participação de crianças e adolescentes de Palmeira foi a prova irrefutável de que a 
gestão musical correta é capaz de derrubar barreiras sociais.
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ESTADO DO PARANÁ
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Autoridade Técnica e Curadoria no FUC
A competência do Maestro Nelson Lopes transcende a regência, sendo requisitado como 
avaliador em instâncias acadêmicas. Um marco dessa autoridade é sua atuação no FUC 
(Festival Universitário da Canção) da UEPG:
● Curadoria FUC 2025: Responsável pela análise e seleção das obras que 
compuseram a mostra competitiva.
● Confirmação para 2026: Reconduta ao cargo, consolidando-o como um dos nomes 
mais influentes na análise e fomento da canção no estado.
Legado, Gestão e Viena Produções Musicais
Nelson Lopes também dedicou seu tempo ao serviço público como Diretor de Esporte e 
Cultura (2014-2017), implementando a Feira da Lua e adequando espaços para ensaios 
musicais. Em 2017, estabeleceu a Viena Produções Musicais, assumindo a coordenação da 
OMP e, posteriormente, dos Corais Municipais (Vozes de Palmeira e Grupo Vocal Infanto￾juvenil) junto à maestrina Giovana Ferreira.
Entre 2023 e 2024, realizaram um projeto de impacto social em São João do Triunfo com a 
fundação de corais para aquela comunidade. Desde 2025, está à frente da Orquestra e Vocal da 
IEAD Palmeira, sob liderança do Pastor Hermes Feitosa.
Em 2026, Nelson aceitou novos desafios:
● Gestor Administrativo da ASVI (Ação Social Vida): Focando em desenvolvimento 
humano e Musicoterapia.
● Associação Menonita Beneficente (AMB): Convite para estabelecer um Coral 
Infanto-Juvenil e aulas de diversos instrumentos (violão, teclado, bateria e baixo).
A Quarta Fase: Associação Cultural Royal Brasil (Início em 2026)
O ano de 2026 marca uma guinada institucional com o lançamento da Quarta Fase: a fundação
da Associação Cultural Royal Brasil. Esta nova estrutura nasce para garantir autonomia 
artística e proteger a dignidade dos jovens músicos.
● Reconhecimento de Legado: A Royal Brasil obteve a validação oficial para o uso do
nome "Tom Jobim" junto ao Instituto Antônio Carlos Jobim (RJ), honraria que conta 
com a anuência da família e herdeiros.
● Rede de Excelência: Inicia com parcerias da UEPG, EMBAP e o apadrinhamento de 
figuras como Glauco Solter e o artista francês Cyrille Savoi.
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O cerne da extraordinária jornada da orquestra reside na confiança depositada no potencial 
juvenil. Ao expor jovens músicos ao alto nível técnico exigido em palcos como a Capela Santa 
Maria e o Teatro Guaíra, o Maestro Nelson Lopes ofereceu as ferramentas da autoconfiança. 
Eles evoluíram de "alunos de um projeto social" para se tornarem artistas protagonistas, elevando 
o nome de Palmeira para as futuras gerações.
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Paraná, em 28 de janeiro de 2026.
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FABIANO DA CONCEIÇÃO CATARINA
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