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Sistema de Apoio ao Processo Legislativo
000360
COMPROVANTE DE PROTOCOLO - Autenticação: 12026/05/21000360
Número / Ano 000360/2026
Data / Horário 21/05/2026 - 15:48:28
Ementa Concede o título de Cidadão Honorário de Palmeira ao Sr. Moacir Luiz Guchert.
Autor Lucas Santos
Natureza Legislativo
Tipo Matéria Projeto de Lei
Número Páginas 4
Número da Matéria 6786
Emitido por cmpalmeira
| Câmara Municipal de
) PALMEIRA
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PROJETO DE LEINº
SÚMULA: “CONCEDE O TÍTULO DE CIDADÃO
HONORÁRIO DE PALMEIRA AO SR. MOACIR LUIZ
GUCHERT”.
Artigo 1º - Fica concedido o título de Cidadão Honorário de Palmeira ao Sr. Moacir
Luiz Guchert, pelos relevantes serviços prestados ao Município de Palmeira.
Artigo 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sede da Câmara Municipal de Palmeira, Estado
do Paraná, em 21 de maio de 2026.
Documento assinado digitalmente
LUCAS DOS SANTOS
Data: 21/05/2026 10:32:15-0300
verifique em https://validar.iti.gov.br
LUCAS SANTOS
Vereador
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JUSTIFICATIVA
O presente projeto tem por objetivo conceder o Título
de Cidadão Honorário do Município de Palmeira — PR ao Sr. MOACIR LUIZ GUCHERT,
em reconhecimento à sua trajetória de trabalho, dedicação e relevantes serviços prestados à
comunidade palmeirense.
Moacir Luiz Guchert tem 57 anos de idade, nasceu em
Fraiburgo — Santa Catarina, em 14 de fevereiro de 1969, mudou-se com seus pais para
Palmeira em 1979, aos 9 anos de idade. É casado há 35 anos com Neliva de Fátima Borges
Guchert, pai de Luiz Guilherme Borges Guchert e sogro da Isis. É filho de Neri José Guchert
e Selma de Souza Guchert (dona Selma in memóriam) e tem como irmãos, Maurício,
Marizeth, Márcio, Maristela, Mislene, e do segundo casamento de seu pai os irmãos Maicon
e Bianca.
Começou a realizar trabalhos desde muito cedo. Ainda
em Santa Catarina, com pouco mais de sete anos de idade, debulhava milho para uma
vizinha, em uma serraria, empilhava madeira para secar, para fazer cabos de vassoura e
ajudava abastecer fornos de carvão e ensacar, assim já ganhava alguns cruzeiros. Em Santa
Catarina frequentou a catequese e os primeiros anos da escola primária.
Já em Palmeira, na localidade do Rio do Salto (na
Facelpa), também tinha suas responsabilidades, tarefas caseiras, da escola, e levava marmitas
para funcionários da fábrica que ali existia. Também era o responsável por fazer a medição
e anotação dos índices de chuva no Pluviômetro, para um órgão do estado, em equipamento
próximo de sua casa.
Após concluir 4º série primária na escola do Rio do
Salto, foi para a 5º série no Colégio Estadual Dom Alberto Gonçalves, porém um tempo
depois, com a paralização de parte da indústria da Facelpa, não havia mais ônibus para vir
todo dia ao colégio. Tendo assim, que encontrar um lugar para morar em casa de famílias
em Palmeira, sendo que uma das famílias com quem morou, foi a do senhor Dinarte Ferreira,
na Vila Maria, também com o senhor Beto Cordeiro, no Núcleo Nossa Senhora da Conceição
e com dona Maria Dombroski Kuhn, no Rocio 1, e depois com a dona Catarina Puzio.
Com a demissão de funcionários da Facelpa, inclusive
de seu pai, acabaram indo morar por um tempo na localidade de Quero-Quero, e em seguida
mudaram para a cidade. Como a família era grande, e era difícil de conseguir emprego, todos
tinham que arrumar algum trabalho para ajudar nas despesas. Então com 14 anos, foi
trabalhar meio expediente em uma oficina, na sequência, numa vidraçaria e em seguida em
uma oficina de motos, também numa empresa que fazia caixas de abelha, e também colheu
maçã em Porto Amazonas.
Logo após concluir a 8º série, no CEDAG foi cursar
Contabilidade no colégio, onde também fez curso de datilografia, em seguida conseguiu um
trabalho numa Assessoria de Cobrança e Imobiliária. Um tempo após, foi trabalhar na
empresa Faquepal. Após sua semana de trabalho, aos sábados à noite, participava do
encontro semanal do Grupo de Jovens Gaspar Bertoni (na Capelinha do Bom Jesus), desde
os 16 até 20 anos, onde fez parte da diretoria, e pelo grupo ajudava nas festividades e
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trabalhos da Paróquia, e ressalta que: “sua participação o ajudou a construir o seu caráter e
personalidade”. Nessa época, por um período, ele fazia serviços de fotografia para o
fotógrafo Mário Rosaldo Scheidt, e ressalta: (que a fotografia até hoje é uma paixão). Em
seguida, Moacir ingressou na empresa de ônibus J. Araújo, onde trabalhou por cerca de dois
anos e meio.
Após ter saído da empresa, no momento em que ele e a
Neliva se preparavam para se casar, isso no final do ano de 1990, mas logo foi convidado
para trabalhar na Gazeta de Palmeira. Aceitou o convite e assumiu a função de coordenador
de expedição e vendedor de assinaturas e anúncios do jornal. Porém o jornal passou por
mudanças societárias nessa época, e em 1992 sofreu um grande “baque” com o falecimento
precoce de Aroldo Paizany Chociai, aos 32 anos, ele era um dos proprietários da empresa.
O jornal passava por um momento de expansão e regionalização, o que o tornaria um dos
mais importantes jornais periódicos do interior do estado, circulando em mais de 50 cidades,
sendo que em várias, era Órgão de Divulgação Oficial do Município. Com a morte de
Aroldo, o outro sócio, Celso Antonio de Moraes, um tempo depois pretendia paralisar o
jornal. Foi quando Celso propôs para Moacir entrar como sócio, e assim continuar com o
jornal. Assim seguiram como sócios até meados do ano de 2.000, quando Moacir resolveu
que deixaria a sociedade, mas que queria continuar com o jornal e com o seu nome original,
de “Gazeta de Palmeira”.
Com sua trajetória na Gazeta de Palmeira, o “Moacir
da Gazeta”, acabou sendo convidado para fazer parte do Rotary Club de Palmeira, onde
completou 30 anos de clube no último mês de março. Tendo sido presidente no ano rotário
2006-2007. Mas também exerceu as funções de diretor de protocolo (cerimonial) do clube
por pelo menos 10 vezes, outras vezes como secretário, entre outras funções e participação
em muitos trabalhos e programas. No clube, participou e auxiliou na criação de programas
importantes como a Feira de Mudas, em comemoração ao Dia da Árvore, do programa Boa
Visão, do Dia do Rio, com a limpeza do Rio Iguaçu. Também contribui no projeto do Banco
Ortopédico do clube, que empresta equipamentos ortopédicos a pessoas que necessitam.
Também, devido ao Rotary, foi um dos fundadores do
Conselho de Segurança, o Conseg - Palmeira há quase 30 anos atrás, tendo sido presidente
por uma ocasião e vice-presidente por duas vezes. Foi indicado pelo Conseg e faz parte da
Comissão Permanente de Estudos sobre as Câmeras de Monitoramento. Também fez parte
e presidiu a extinta Comissão Municipal de Trânsito.
Na Associação Comercial e Industrial de Palmeira
(ACIP) participou por duas gestões como integrante do Conselho Fiscal, e continua na
entidade como associado.
Em outra instituição, o Grupo Escoteiro Tropeiros, foi
um dos fundadores no ano de 2010. Entidade que presidiu por cerca de cinco anos, passou
por todos os ramos do grupo, e lá se vão mais de 16 anos em prol do escotismo. Ainda no
Grupo Escoteiro, criou com o apoio dos integrantes do grupo, três programas de impacto na
comunidade. O primeiro, há cerca de 15 anos atrás, o “Natal Solidário”, com a arrecadação
de alimentos em supermercados, que já destinou cerca de 10 toneladas de alimentos não
perecíveis a instituições, em especial, ao Lar Acelino. Outro programa que por vários anos
foi desenvolvido pelo grupo escoteiro, foi a arrecadação de lixo eletrônico e óleo de cozinha
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usado, evitado de contaminar o meio ambiente, com milhares de quilos de lixo e centenas de
litros de óleo usado, ajudando a criar nos jovens e na comunidade mais consciência e
responsabilidade ambiental.
Ainda, com relação ao jornal Gazeta de Palmeira,
Moacir criou em 2007, o Prêmio Gazeta de Palmeira, que em 2012 passou a se chamar
Prêmio Ouse, sendo um dos eventos mais aguardados na cidade, que premiou os destaques
de Palmeira em vários seguimentos durante 10 anos. A Gazeta tem muita história, e ficando
evidenciado no último dia 09 de abril, quando o jornal completou 50 anos de fundação, sendo
que o diretor Moacir Guchert está prestes a completar 36 anos de caminhada com o jornal,
sem nunca ter saído ou arredado o pé da jornada, que nunca foi fácil, e sim desafiadora, e
por vezes, desvalorizada e até incompreendida. E o desafio tem sido grande, principalmente
nos últimos 15 anos, com o avanço da internet, das redes sociais e da tecnologia que avança
cada vez mais rápido. Mesmo assim, o Moacir faz questão de manter vivo o jornal impresso.
E a Gazeta lhe proporcionou seu ingresso na
Associação dos Jornais Interior do Paraná — Adjori-PR, da qual faz parte da diretoria desde
de 2012, como integrante do Conselho Fiscal por diversas gestões, sendo atualmente o
secretário geral da entidade, que congrega os jornais periódicos do estado.
Este é o Moacir, que diz que seu maior alicerce está na
família, no amor ao próximo e no servir. No dar de si, antes de pensar em si, e no
comprometimento com as causas que assume e deixar o local por onde passa, melhor do que
encontrou. Na perseverança, na ética e principalmente, afirmando todos os dias que: Deus
está no comando!!!
Sede da Câmara Municipal de Palmeira, Estado
do Paraná, em 21 de maio de 2026.
Documento assinado digitalmente
LUCAS DOS SANTOS
Data: 21/05/2026 10:33:48-0300
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