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materia nº 4/2004

Tipo Projeto de Decreto Legislativo
Número / Ano 4 / 2004
Date 2004-06-14
EmentaConcede Título de Cidadão Honorário ao Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski.
native_id13137

Autoria

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2021-02-11 Arquivado F Projeto de Decreto Legislativo cadastrado pelo Departamento Legislativo no ano de 2021.

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status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 32

EDIÇÃO N2 5783 Ili ENTREVISTA b1A!l.tOOOSUOOESTE ~ '\!;;,_ 
l5e26de:malode2013 ~ 1 ~: 
isão empreendedo ANGElA MP..Rl.O. CURIOLETfl 
família Slonskí 
chegou a Pato 
Branco em 
novembro de 
H.153, através dos 
patriarcas O!indo 
l' Diva S!onski, um 
casal que acreditou no potencial da 
cidack para investir em negócios e 
criar seus filhos. Com um empório, na 
êpoca mais conhecido como 'bodega", 
comet;.'Ou vender farinha. sal, açút.:ar e 
até mesmo utensílios para o lar. 
Até 1978, Olindo Slo11ski manteve 
sua tradicional forma de comércio. 
que raramente é ('ncontrada hoje, 
conhecida t'Omo secos e molhados. lvfas. 
em l 979, a tradícional empresa O lindo 
Slonskl & Cia Ltda. passa a Se chamar 
Supermercado Tropical. Com isso se 
vê a transformação do comércio, que 
andava em conformidade com Pato 
Branco, que crescia rapidamente. 
Além do comérdo, Olindo se 
dedicou ã vida social, sendo fundador 
e colaborador da Fundabem. 
sócio fundador da cooperativa de 
eletrificuçâo rurnl na região do 
Sudoeste e do Clube Pinheiros. 
Hoje. à frente do 
Supermercado Polo, 
Olindo Slonski conta 
com a ajuda dos 
filhos para manter 
viva a tradição 
de comerciante. 
atividade que o 
tornou conhPcido 
na região e que j<i faz 
parte da história de 
Pato Branco. 
Diário do Sud(IÇSte - Como surgiu a nm￾tade de morarem Pato Bronco? 
Olimlo - Na~d em União da Vltória, mas 
mon,>i mn tempo <'m Paulo Frontin, duas l"ida￾des do P.iraná. Dl'Poís dt• Pauto Fnmtin, fiqud 
um tempo em V11rgem Grande,onde me .::asei 
com a Ilh'.i e de onde "1-iemo.~ morar em Pato 
Brnnco. Eu conheci a cidade através de um pri￾mo, que morava aqui e que me .::Oll\.1dou p,1rn 
morar também. Adiei o lugar ·novo, que com￾pensava viver, um lugargrnmle, com movimen￾to bom, ~taw crescendo b~m o munidpio. 
Diário - O que o senhor fazia antes de 
chegar a(JUi? 
Olíndo - Naqtiela <'.1)oca trabalhava como 
paddro junto com o meu pai e fozia as ventlas 
no interior. de carrocinha. Aí cornpreí uma ca￾mionete e comecei a fazer viagens como vende￾dor ambulante, vendia um pouco de tudo. f·oí 
onde tatn~m p;issc1 por Pato Branco e vi a d· 
dadeondeestou até hoje e, muito contente, çom 
m:dtos amigos e parentes. 
Diário - Quando se instalou em Pato 
Branco, qual fui a ~ua atividade? 
Olindu - Comece! com comércio. Naqut·-
lc tc111po se falava "bodt-ga~ e ai fui crescen￾do, grw_.õis a Deus. A dificuldade naquda tlpo￾c:i era o transporte da mercadoria, Aí .::omprei 
um rnminhão maíor e ia bus~õlr ai; mercadorias 
em Curitib,1 e, dcpoi5 de algum tempo, comecei 
a viajar p;ira Sôo Paulo. Foi qu:.mdo o comér￾ciocre~çeu bastante. Vendia os cereais aqui 
de Polo Branco para São Paulo. Naquele 
tempo eu tinha 30 anos. 
Diário ~ Como era Pato Branco 
q11ando o SL-nhor chego11? 
Olin<lo - Só havia estrada de ti:r￾ra. Tinha uma igreja de madeira peque￾na onde é a praça municipal Pre.~idente 
Vargas hoje. A Matriz só veio mais tardt•. 
De.:oméro=io,havia um atacado grandt» 
que hoje j.i. não existe mais, e 
uma ferragem. Só depoi~ 
\~er,im os vendedo￾res de outras cidade5 
Chamavam a 
Polaquínhns·· 
e todvs foram fazendo compras. Compráv.1mo$ 
muito fogão, porque naquele tempo entrava em 
[~.itv Brnnru muíta familia do Riu Gr.imk<luSul 
e Sm1ta Cat:irína. Eu tinlia 1un bo<l<.'gàu <.Jllt' tinha 
de tu<lt~ Eu wmlia uns 30 fogões por mê;:. Nesta 
épo..õl n movimento já era gr:inde. Junto .:om os 
fogões, vendia ferragens, tudo de secos e mo!ha￾dos, nrnpas feitas, cadeira, e assim foi crescendo. 
Comecei tambem a faz.:r uma~ venda~ de tdjão 
muito gmnde para o Rio de faneiro. Eu IÍ!ilia oito 
mil S<IOOS de feijão depositados em urnaeoopera￾tiva. Eu vi&java mui topara São Paulo e Riu de Ja￾neiro, iS!oo na d~>:ada de 1960. 
Diário - O que havia nos arredores do seu 
oomércio? 
Olindo - Casas de madelrJ e tiutrns l'odc￾gas.barzinhos, mas eram mal~ residências. 
Díário - O senhor lembra algum grande 
investim<'nto da época, depois que o senhor 
cllegon? 
Olindo - Veio muita empresa de IOra, mas 
havia os Jntigos também. Qu~m cwsceu bas￾rnnte foi o Petrycoski, d(ls íogües. Eles já ch.;ga￾ram do Rio Grnnde do Sul com a fábrica de fo. 
gões, 'hcgotia11tcs de mim na cidadr. 
Diário • O senhor investe na pecuária 
tamMm. Quando surglu ls.~o? 
O!indo - Isso foi há '15 anos, uns dez ano.~ 
depois de eu abrir o comérci<\ Escolhi a pecmíría 
por.:iue o meu pro, em União da Vitória, onde de 
era comerciante, possuindo mna padaria e um 
açougue, então ele trnb11lharn oom ga1h era um 
comerciante forte no lugar. Ent"lo meu pai já li￾dava çom gJdo e cu gostava de mexer mm i-;:so 
também, ganhei experiência vendo o meu p-ai 
tr.ib.i!har e comprei a primdra krr.i par<l inves￾tir na pecuária cm Pato Branco. Hoje eu traba￾lho com a P'-'Cuária para atender ao mercado, to￾talmente parn o men:ado. O atcndim~nt<.l com a 
nos,<..1 ,:arne no mercado começnu tamhêm por￾que o nosso g,1do é bem cuidado, bem tr,ttado t' 
a carne começou a pegar fama entre o.~ d)('ntes. 
Diário - Apó.~ 59 anos vivendo em Pato 
Bmnço, como o senhor avalia o çrescimento 
daddade~ 
O!indo - No ten1po que eu cheguei aqui 
só se via mato, Sl'rr.uia e lavoura, hoje voei: vê 
o crcsciml•nto de todos os lados, indústria, CO· 
m.!rdo, um crescimento nmíto rápido. Estou 
.:üntente de ter vivido sempre aqui, fiz uma boa 
escolha, niio posso redam;ir. Agratk<;o "ºpovo 
daqui, que st•mpre me consídewu um COml•r￾ciante que atende bem, um nome conhe.:ido. 
Diário - O que o senhor gostaria de ver ua 
cidade, que ainda não tem? 
Olindó - De fato Pato Branco é bom, mas 
seria melhor ver o aeropono funcionando, o 
transporte aéreo, porque o povo de fora e da￾qui comentam. Pf\."Cisaria mais est.i parte, a ci￾dade iria crescer ainda mais. porque temos bons 
m&lkus, !wspítai> bons eosoulro~sdores lam￾b~m t-slão bons. 
Diário - Como foi criar os seis lill1os aqui? 
Olindo - Consegui dar o t'stndo para de$ 
em Pato Bnmro e depoís as r~pedalizações cada 
um foi buscara sua, muitas V<'"leS frirJ, uma difi￾culdade há muitos anos atr.ís. 
Diário - (",.onm foi trabalhar numa (idade 
que pn:<:Í5aYa de h1do? 
Olindo · A população $empre falava que 
fultava mercadoria, por causa da dificuldade do 
trnnsporte. Chovia muitos dias l' aí fa\t.iva mer￾cadoria .. :\s vcie5 o çaminhi!.o fic:iva na c,;trn· 
da esperando ela secar para.poder chegar com 
a merçmloria. As cidades da regi<lo eram todJ; 
pt'quenm;. 
Diário - E a rh'alldade com o município 
de Fraucio;.co Ueltrdo? 
Olindo - Sempre foi us>im, desde Mjucla 
época. Na primeira vez que fui pam Francisco 
Beltrão, d1eguci a ver os terrenos da Cani;o, que 
na época estav;im loteando, mas na <:idade não 
tinha nada. A rivalidade fuí sempre de um que￾rer crescer mals do que o outro, mas são duasci￾datk-:; hoas. 
Diário" Como o senhor olha para a cii1a￾de depois de tanto tempo? 
O!indo - Aqui ~ú çresce, é uma ddade boa, 
çom muitos prédios, aí você olha e é um ab.'>ur￾do pda quàntidadc que cre:;çe. Quando cheguei 
nem existia residênda de material. 
Diário - E as instalaçôes, ha\·ia oonforto? 
Olindo - Não havia posto de g.1solina nem 
luz elétrica. Lc,~.iram uns oíto anos p;m1 tra￾zer a luz elétrica, e nós utilízávumus lampião a 
gás. A mercadoria era guardada em porão, pois 
não tinha geladeira para conservar os alimen· 
tos. fa1 linha uns 20 lampiões e velas P"r.:l pro-
;;urar mercadoria à noite, pois não tinha !l(lr.Í.-
rio para atender o povo, eles batiam na porta de 
noite, porque de <lia ôtav.im na lavoura Eu era 
o maior bodegueiro de Pato Branco. 
Diário - Como você era conheddo na 
época, tinha algum apelido? 
Olindo - Chamavam a mím e meus fün￾ciom\rios de 'bs Polaquínhos''. Naquele ten1pn 
nilo tinha muita mão de obra aqui, mas eu ti￾nha muitos amígos ni1 região de União da Vitó￾ria, ent.'io t'l.1 tronxe algumas pessoas de lá para 
trabalhar, todos eles polacos. Então as pessoas 
precisavam falar com os vendedores do balcão, 
os clientes, na m.iioria italianos, e não se enten￾diam cada um no seu dialeto, seu sotaque. Uns 
falam portugu61, m1tms alemão, então eks lic.1-
vam chamando nós de polaquinhos, por<JUC só 
tinha polaco. Mi1s nós i1tendíamos nn1ito bem, 
não deixávamos faltar mercadoria e a brinrndei￾rn exi~tia e ficou como marca. 
Diário - Qual o sentimento que fica de￾pois de tanto tempo? 
Olindo - Aqui, quem investe, só tem a ga￾nhar. Nós sempre nos demos bem e aqui ~ um 
bom lugar para investir. Agrade<,v a todos da r..i￾dadt· e d(1 região que nos acolheram e cu deSl!jo 
o melhor a todos e às próximas ger.1çõt•s. 
A atividade de 
co1nerciar1te na 
época nao era urna 
tarefa fücil, pois as 
inercadorías tlern 
sempre chegavam 
dentro do prazo 
devido à dificoldade 
com o transpm'te 
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 4/2004 
Em segunda votação, o projeto foi apreciado na sessão extraordinária do dia 1° de 
julho de 2004. 
RECEBIDO EM: 14 de junho de 2004 
Nº DO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO: 4/2004 
SÚMULA: Concede Título de Cidadão Honorário ao Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski 
AUTOR: vereador Pedro Martins de Mello - PFL 
LEITURA EM PLENÁRIO DIA: 14 de junho de 2004. 
VOTAÇÃO NOMINAL 
PRIMEIRA VOTAÇÃO REALIZADA EM: 28 de junho de 2004 
Aprovado com 13 (treze) votos a favor e 02 (duas) ausências. 
Votaram a favor: Agustinho Rossi - PTB, Antonio Urbano da Silva - PL, Clóvis Gresele 
- PP, Dirceu Dimas Pereira - PPS, Enio Ruaro - PP, Gilson Marcondes - PV, Laurinha 
Luiza Dall'Igna - PP, Leonir José Favin - PMDB, Nereu Faustino Ceni - PC do B, Pedro 
Martins de Mello - PFL, Sílvio Hasse - PDT, Valmir Tasca - PFL e Vilson Dala Costa￾PMDB. 
Ausentes os vereadores Nelson Bertani-PDT e Vilmar Maccari-PDT. 
SEGUNDA VOTAÇÃO REALIZADA EM: 1 ºde julho de 2004, (Sessão Extraordinária). 
Aprovado por unanimidade - com 15 (quinze) votos a favor. 
Votaram a favor: Agustinho Rossi - PTB, Antonio Urbano da Silva - PL, Clóvis Gresele -
PP, Dirceu Dimas Pereira - PPS, Enio Ruaro - PP, Gilson Marcondes - PV, Laurinha 
Luiza Dall'Igna - PP, Leonir José Favin - PMDB, Nelson Bertani - PDT, Nereu Faustino 
Ceni - PC do B, Pedro Martins de Mello - PFL, Silvio Hasse - PDT, Valmir Tasca - PFL, 
Vilmar Maccari - PDT e Vilson Dala Costa - PMDB. 
Decreto Legislativo nº 5/2004, de 2 de julho de 2004 
Assinado pelo Presidente da Câmara Municipal, vereador Dirceu Dimas Pereira - PPS. 
PUBLICADA: Jornal Diário do Povo - Edição nº 3313 dos dias 03 e 04 de julho de 2004. 
DIARIO DO POVO W#MW1
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ANO XIX EDIÇÃO 3313 
MfS"T R rrr ss-mnmwzw l!tl:ffettst r urr mr ·nnnmznnr 
PATO BRANCO, SÁBADO E DOMINGO, 3 E 4 DE JULHO DE 2004 
CÂMARA MUNICIPAL DE PATO BRANCO 
ESTADO DO PARANÁ 
DECRETO LEGISLATIVO Nº 512004, DE 2 DE JULHO DE 2004. 
Súmula: Concede Titulo de Cidadão Honorário ao 
Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski, 
Art. 1° Fica concedido Título de Cidad.ão Honorário de Pato Branco ao 
Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski. 
Art. 2° Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação. 
Gabinete da Presidência da Câmara Mooicipal de Pato Branco, em 2 de julho 
de 2004. 
I 
Dil'oea.~l'erelra ~;,. 
zrm;; rn1 
Estado do Paraná 
DECRETO LEGISLATIVO Nº 5/2004, DE 2 DE JULHO DE 2004. 
Súmula: Concede Título de Cidadão Honorário ao 
Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski. 
Art. 1 º Fica concedido Título de Cidadão Honorário de Pato Branco 
ao Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski. 
publicação. 
Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua 
Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Pato Branco, em 
2 de julho de 2004. 
DIRCEU ~. ,EREIRA 
PR:A~~ 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
E mail: legislativo@whiteduck.com.br 
r·· :r. - .. '···~- .. .., 
rRWí<A l'UIICIP~ OC PATO ~ 
R o To e o L 001Jul2004 18:03 oa2442 1/1 
Pato Branco, 30 de junho de 2004. 
Senhor Vereador: 
Agradeço e aceito com muita satisfação a concessão do Título de 
Cidadão Honorário da Cidade de Pato Branco. 
Em nome da família Slonski, serei eternamente grato e saberei 
honrá-la. Estou orgulhoso pela confiança em mim depositada, este sentimento faz 
com que a emoção tome conta do meu coração. 
Aproveito o ensejo para enaltecer a grandeza do Poder Legislativo 
Municipal e envio um abraço afetuoso a todos os seus membros. 
Atenciosamente. 
d~~.~J.~ /G/' ;lindo Slonski ! 
Exmº. Sr. 
Pedro Martins de Mello 
Vereador da Câmara Municipal de Pato Branco 
Rua Araribóia, 491 
Pato Branco - PR 
Estado do Paraná 
Exmo. Sr. 
Dirceu Dimas Pereira 
Presidente da Câmara Municipal de Pato Branco 
Os vereadores infra-assinados, no uso de suas atribuições legais e 
regimentaisXrequerem seja dada tramitação em regime de urgência 
ao projeto de decreto legislativo n° 04/2004, de autoria do 
vereador Pedro Martins de Mello - PFL, que concede Título de Cidadão 
Honorário ao Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski. 
A solicitação do pedido de urgência se dá em razão de que em 1 ° de 
julho do corrente inicia-se o recesso parlamentar e o vereador autor da 
proposição tem intenção de fazer a entrega do título ao homenageado 
em breve. 
Nestes termos pedem deferimento. 
P Branco, 24 de junho de 2004. 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
E mail: legislativo@whiteduck.com.br 
COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO 
PARECER AO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 4/2004 
O vereador Pedro Martins de Mello - PFL, através do projeto de 
decreto legislativo em apreço, deseja obter apoio dos nobres pares deste legislativo, 
para conceder Título de Cidadão Honorário ao Ilustríssimo Senhor OLINDO 
SLONSKI. 
Legalmente, a matéria encontra guarida na norma contida no artigo 14, 
inciso XXIII da Lei Orgânica Municipal e no artigo 212 do Regimento Interno desta 
Casa de Leis. 
Ademais, a proposição está acompanhada de documentos afins, 
comprovando o empreendedorismo do homenageado, que sempre aliou o 
crescimento da sua empresa ao cumprimento da função social. 
Cumpre evidenciar, que a proposição está subscrita pela maioria dos 
vereadores deste legislativo. 
Com base no exposto, emitimos PARECER FAVORÁVEL a sua 
tramitação e aprovação. 
É o parecer, SMJ. 
Branco, 22 de junho de 2004. 
COMISSÃO DE MÉRITO 
PARECER AO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N' 4/2004 
Pretende o vereador Pedro Martins de Mello - PFL, através do projeto 
de decreto legislativo em apreço, obter apoio do douto Plenário desta Casa de Leis, 
para conceder Título de Cidadão Honorário de Pato Branco ao Ilustríssimo Senhor 
OLINDO SLONSKI. 
A matéria encontra amparo na norma contida no artigo 14, inciso 
XXIII da Lei Orgânica Municipal e no artigo 212 do Regimento Interno desta Casa 
de Leis. 
Pelo que consta da proposição, o homenageado está há mais de meio 
século em Pato Branco, e sempre desenvolveu atividade ligada ao comércio, 
contribuindo e muito, para o desenvolvimento econômico do município, sempre com 
idéias inovadoras e perfil de empreendedor. 
Logo, pode-se notar que a proposição tem mérito, vez que pauta-se 
nos critérios de oportunidade, utilidade e conveniência. 
Com base no exposto, emitimos PARECER FAVORÁVEL a sua 
tramitação e aprovação. 
É o parecer, SMJ. 
Pato Branco, 23 de junho de 2 
Ízfv ÔhPDT 
~~Relator 
~/.~ 
Estado do Paraná 
ASSESSORIA JURÍDICA 
PARECER AO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 04/2004 
Pretende o ilustre Vereador Pedro Martins de Melo - PFL, autor do Projeto de 
Decreto Legislativo em epígrafe, obter o apoio do douto Plenário desta Casa de 
Leis, para conceder Título de Cidadão Honorário de Pato Branco ao Ilustríssimo 
Senhor OLINDO SLONSKI. 
A matéria está acompanhada de justificativas escritas, as quais deverão ser 
submetidas a análise da Comissão de mérito, sob o enfoque da utilidade, 
oportunidade e conveniência, que venha ensejar a concessão da pretensa 
homenagem. 
A proposição encontra-se amparada na norma contida no artigo 14, inciso XXIII 
da Lei Orgânica do Município de Pato Branco e no artigo 212 do Regimento 
Interno desta Casa de Leis, estando portanto apta a seguir sua regular tramitação. 
É o parecer, SALVO MELHOR JUÍZO. 
Pato Branco, 21 de junho de 2004. 
~. ~-:_.,.. '1..9 ~~Jt-----
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
E mail: legislativo@whiteduck.com.br 
Estado do Paraná 
AO PLENÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PATO BRANCO. 
O Vereador infra-assinado, PEDRO MARTINS DE MELO - PFL , no 
uso de suas prerrogativas regimentais e com fundamento no artigo 
14, inciso XXlll da Lei Orgânica Municipal, apresenta para a 
apreciação do douto Plenário desta Casa de Leis e solicita o apoio 
dos nobres pares para a aprovação do seguinte Projeto de Decreto 
Legislativo: 
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 04/2004 
Súmula: Concede Título de Cidadão Honorário ao limo. 
Sr. OLINDO SLONSKI. 
Art. 1° - Fica concedido Título de Cidadão 
Honorário de Pato Branco ao llmo. Sr. Olinda Slonski. 
Art. 2° Este Decreto Legislativo entra em vigor na 
data de sua publicação. 
Pato Banco, 14 t_iul de 2.004. 
lo - re 
TE 
Rua Ararigbóia, 491 - efax: (46) 224-2243 - Cx. Postal, 111 - 85505-030 - Pato Branco - Paraná 
E-mail: legislativo@whíteduck.psí.com.br 

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OLINDO SLONSKI 
Visão panorâmica de Pato Branco em 1956 
HÁ MAIS DE CINQUENTA ANOS 
AJUDANDO AFAZER A HISTÓRIA DE 
PATO BRANCO 
PIONEIRISMO E EMPREENDEDORISMO 
,•,f'''' • . ...-.... l . "'\,..; .,.~ . ,..,.~ i..... ..:~ . - -... ~ .... -~.·~·'4:- ""~ ' ... t ~"'~ ~-
1954- Um registro histórico da forte cultura de subsistência que foi a suinocultura.Na foto 
518 porcos em plena rua Guarani,repontados por 18 pessoas.O momento foi documentado 
por Frei Honorato Bruggmann, segundo vigário de Pato Branco . 
., 
1954-Desfile de 7 de setembro ,na rua Guarani. 
Pato Branco é um município da região Sudoeste do Estado do Paraná, colonizado 
por alemães e italianos, preserva os costumes e tradições através de manifestações culturais e 
eventos que atraem grande número de pessoas. Seu nome deve-se ao Rio Pato Branco que, por 
sua vez, é assim denominado por ter sido nele abatido um pato selvagem branco.Possui uma 
área de 577,68km, clima sub-tropical úmido, temperatura média anual de 20°.c, com 72.167 
habitantes (2002). 
2 
NA HISTÓRIA DE PATO BRANCO A FAMÍLIA SLONSKI ESTÁ PRESENTE 
Olindo Slonski chegou em Pato Branco no ano de 1953, conheceu o Sr. 
Veríssimo Rizzi o qual lhe vendeu um terreno e uma pequena casa de madeira, a Casa Popular 
(na rua Guarani esquina com a rua Tapir). Montou então, com sua esposa Diva Slonski um 
empório em que vendia desde sal, açúcar, farinha até utensílios para o lar. "No primeiro dia 
um serrador apareceu e comprou muito, o que nos animou", conta O lindo que, para comprar 
em Curitiba, acompanhava um vizinho que transportava suínos."Trazíamos de tudo". 
Olinda e Diva Slonski, 
em 1953. 
1953-0lindo Slonski (1° a 
esquerda), com alguns de seus 
amigos.Esta foto mostra como 
eram as estradas entre a capital 
Curitiba e regiões do interior do 
Estado. 
Aquisição da Casa Popular em 1953. 
Em 1954, houve a aquisição de um caminhão Ford, praticamente novo. Com o 
caminhão passou a trazer mercadorias e transportar madeira e cereais, abundantes na época, o 
que permitiu a construção de um barracão em madeira para armazenagem dos cereais."A 
3 
1 
o. Muri. . de I' · Ice. t ': 14':).0 ·! 
~··· :_ _. N .. ····.· .. ··L_·.····.·.· ..... ·~·.·~~.·.-- ~ ·L-. . . ~I~~°. .. - _-..J 
' 
madeira era muito barata e íamos construindo em troca de fretes".A atividade ia bem e em 
1957,outra aquisição :um caminhão GMC zero quilômetro. 
/&'·~m~~~~JL"º"' ~~ Reg is;tro de Entradas 
N~º d~-~·:::~--~~-·~-----··-···--··· últinl'o lança.me.GtÕ arBtuu.do em_;: ..... :.!. / 19 ____ _ 
Documento de registro de imóvel adquirido por Olinda Slonski, no ano de 1957, na cidade de 
Pato Branco. 
Barracão de madeira construído na época (1958),para armazenamento de cereais.(Existente até 
hoje, nele preservam-se utensílios, maquinários e objetos do passado). 
Em 1958, Olindo Slonski deu m1c10 a construção de um estabelecimento 
comercial de 200 metros quadrados, com a frente em alvenaria e fundos de madeira.Em 1961, 
comprou uma fazenda em Mariópolis para a criação de gado charolês e desenvolvimento de 
animais com boa qualidade genética. 
4 
1958-Ínicio da ampliação do empório. 
~· Em outubro de 1963, na promoção da Semana Bíblica, foram apresentadas diversas 
alegorias.Ao fundo, a atual igreja matriz em fase final de construção, tendo ao lado esquerdo, 
ao centro da foto, o grupo escolar construído por volta de 1940 pelo interventor Manoel Ribas. 
5 
1964-Uma visão parcial da praça e do setor oeste da cidade.A imagem foi registrada por José 
Zanella, da torre da nova igreja, então em fase de construção. 
1965-Aquisição da Fazenda em São Roque do Chopim. 
Em 1965, a família optou por adquirir outra propriedade rural em São Roque 
do Chopim, partindo para a cruza entre charolês e nelore, ampliando a dedicação na evolução 
da pecuária. 
6 
Pato Branco, agosto de 1965-Dos casarões de madeira aos novos prédios de concreto, a tudo a 
neve cobria de branco e de alegria.Foi a primeira vez que nevou em Pato Branco. 
Até o ano de 1978, Olinda Slonski manteve sua tradicional forma de comércio, que 
raramente encontramos nos dias de hoje, que são os antigos empórios ou secos e molhados, 
precedentes dos atuais supermercados. 
Olindo Slónski & Cia. Ltda. 
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Formas publicitárias do Empório Olinda Slonski & Cia Ltda. (Década de 70). 
As mercadorias eram expostas sob prateleiras de madeira ao fundo dos balcões 
de atendimento e em tuias para produtos a granel, neste contexto a balança de pratos teve seu 
papel fundamental, pois tudo tinha que ser pesado ao gosto do cliente, vendia-se desde 50gr de 
bicarbonato de sódio até sacos de 60 kgs de açúcar . 
. Os produtos chegavam ao empório, armazenadas em grandes latas e 
comercializados posteriormente ao gosto do cliente. 
Tuia usada no armazenamento de cereais. 
Balanças históricas do empório de Olinda Slonski. 
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Para a venda de legumes e frutas, improvisavam-se caixotes ou estantes de madeira.Havia 
também lugar para produtos de limpeza, vassouras, rodos e escovões expostos dentro de tonéis 
improvisados de 200 litros. 
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Máquina registradora utilizada na década 
de 70. 
As chaves do primeiro estabelecimento comer￾cial de Olindo Slonski,são guardadas até hoje 
pela familia Slonski. 
2-
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4-
Fotos-1-1°.Cofre adquirido por Olindo Slonski- 2 e 3- Máquinas e escrivaninha de seu 
escritório na época. 
Os balcões de atendimento armazenavam produtos 
de beleza, fannacêuticos e diversos tipos de 
guloseimas.A presença dos balcões era muito 
significativa porque ao mesmo tempo em que 
separava comprador e vendedor, exercia o papel de 
uni-los.Através dos balcões recebia-se um 
atendimento individualizado, por isso também 
intennediavam relações sociais, algumas vezes 
fortemente duradouras. Na época as pessoas que 
compravam no empório Olindo Slonski & Cia 
Ltda, além de manterem a tradição local faziam da 
compra um ato social, pois a empresa contribuía 
constantemente a obras comunitárias 
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Aquisição de outro moedor de 
café ,acompanhando a evolução 
dos tempos( década 70-80). 
Um dos primeiros moedores de café 
adquiridos pela empresa,atualmente 
exposto no atual estabelecimento em 
ocasião comemorativa dos 50 anos de 
comércio local. 
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Era prática comum os tais "fiados" que eram registrados em cadernetas dos clientes e nos 
livros de controle do próprio empório. 
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Ampliação do empório na década de 70. 
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A partir do ano de 1979, até então a tradicional empresa Olindo Slonski 
& Cia Ltda (Secos & Molhados), passa a se chamar Supermercado Tropical, e o Sr Olindo 
Slonski passa a direção do comércio para seus filhos. 
O Supermercado Tropical surgiu como exigência do progresso.É uma iniciativa do empresário 
Olindo Slonski que, ao mesmo tempo em que instala um moderno supennercado, mantém ao 
lado seu tradicional empório ( annazém),com aquele calor humano de que gosta o nosso 
homem simples do interior. 
o 
-o-pi'.( '''" > i)-~{I. 
' . Fotos registram a inauguração do Supermercado Tropical-1980.0lindo Slonski (ao 
meio ),com o prefeito da época Roberto Zamberlan. 
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Nesta época, o Sr. Olindo passou a dedicar-se mais a pecuária, onde novamente 
mostrou seu espírito empreendedor, criando a sua própria marca, de novilho precoce, que hoje 
é comercializada em seu próprio estabelecimento comercial, tomando-se referência de alto 
padrão de qualidade de carne. 
Silo sendo preparado para engorda de novilho precoce na Fazenda São Roque do Chopim 
(propriedade de Olindo Slonski). 
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Produção de carne de gado precoce 
com acompanhamento e dedicação 
constante de Olindo Slonski. 
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Reconhecimento da Sociedade Rural de Pato Branco, gestão de 1994, pelo trabalho e cola￾boração na pecuária regional a Olindo Slonski, expositor e colaborador assíduo de eventos 
que ali acontecem. 
Troféu recebido por Olindo Slonski, pelos 25 anos de pecuária na região Sudoeste do Paraná￾Reconhecimento da Sociedade Rural de Pato Branco.(Gestão 2000-2001),seu nome consta na 
placa de bronze fixada na entrada de um dos pavilhões da Sociedade Rural,como forma de 
agradecimento por constante incentivo ,colaboração e participação nos eventos que ali 
acontecem. 
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Troféu que Olindo Slonski recebeu na "Noite Memorável" dos 40 anos de Pato Branco e 20 
anos de Clube Pinheiros.(1992). 
Outro ponto a destacar-se é a sua preocupação social, que se materializou em algumas obras 
no município de Pato Branco tais como: fundador e colaborador da Fundabem -Fundação de 
Amparo e Bem Estar do Menor, sócio fundador da cooperativa de Eletrificação Rural na 
região do Sudoeste do Paraná, Clube Pinheiros. 
"É agradável ver que Pato Branco evoluiu e nós também", enfatiza O lindo Slonski 
(hoje com 80 anos) ao lado de sua esposa e companheira Diva Slonski, relembrando a história 
de desenvolvimento empresarial e envolvimento familiar que deixa exemplos para a 
comunidade e para seus filhos e netos. 
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Os fatos acima são um pouco da história da Cidade de Pato Branco e do 
pioneiro Olinda Slonski que continua crescendo com a nossa cidade. 
Vista aérea parcial atual da cidade de Pato Branco-Estado do Paraná. 
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