EDIÇÃO N2 5783 Ili ENTREVISTA b1A!l.tOOOSUOOESTE ~ '\!;;,_
l5e26de:malode2013 ~ 1 ~:
isão empreendedo ANGElA MP..Rl.O. CURIOLETfl
família Slonskí
chegou a Pato
Branco em
novembro de
H.153, através dos
patriarcas O!indo
l' Diva S!onski, um
casal que acreditou no potencial da
cidack para investir em negócios e
criar seus filhos. Com um empório, na
êpoca mais conhecido como 'bodega",
comet;.'Ou vender farinha. sal, açút.:ar e
até mesmo utensílios para o lar.
Até 1978, Olindo Slo11ski manteve
sua tradicional forma de comércio.
que raramente é ('ncontrada hoje,
conhecida t'Omo secos e molhados. lvfas.
em l 979, a tradícional empresa O lindo
Slonskl & Cia Ltda. passa a Se chamar
Supermercado Tropical. Com isso se
vê a transformação do comércio, que
andava em conformidade com Pato
Branco, que crescia rapidamente.
Além do comérdo, Olindo se
dedicou ã vida social, sendo fundador
e colaborador da Fundabem.
sócio fundador da cooperativa de
eletrificuçâo rurnl na região do
Sudoeste e do Clube Pinheiros.
Hoje. à frente do
Supermercado Polo,
Olindo Slonski conta
com a ajuda dos
filhos para manter
viva a tradição
de comerciante.
atividade que o
tornou conhPcido
na região e que j<i faz
parte da história de
Pato Branco.
Diário do Sud(IÇSte - Como surgiu a nmtade de morarem Pato Bronco?
Olimlo - Na~d em União da Vltória, mas
mon,>i mn tempo <'m Paulo Frontin, duas l"idades do P.iraná. Dl'Poís dt• Pauto Fnmtin, fiqud
um tempo em V11rgem Grande,onde me .::asei
com a Ilh'.i e de onde "1-iemo.~ morar em Pato
Brnnco. Eu conheci a cidade através de um primo, que morava aqui e que me .::Oll\.1dou p,1rn
morar também. Adiei o lugar ·novo, que compensava viver, um lugargrnmle, com movimento bom, ~taw crescendo b~m o munidpio.
Diário - O que o senhor fazia antes de
chegar a(JUi?
Olíndo - Naqtiela <'.1)oca trabalhava como
paddro junto com o meu pai e fozia as ventlas
no interior. de carrocinha. Aí cornpreí uma camionete e comecei a fazer viagens como vendedor ambulante, vendia um pouco de tudo. f·oí
onde tatn~m p;issc1 por Pato Branco e vi a d·
dadeondeestou até hoje e, muito contente, çom
m:dtos amigos e parentes.
Diário - Quando se instalou em Pato
Branco, qual fui a ~ua atividade?
Olindu - Comece! com comércio. Naqut·-
lc tc111po se falava "bodt-ga~ e ai fui crescendo, grw_.õis a Deus. A dificuldade naquda tlpoc:i era o transporte da mercadoria, Aí .::omprei
um rnminhão maíor e ia bus~õlr ai; mercadorias
em Curitib,1 e, dcpoi5 de algum tempo, comecei
a viajar p;ira Sôo Paulo. Foi qu:.mdo o comérciocre~çeu bastante. Vendia os cereais aqui
de Polo Branco para São Paulo. Naquele
tempo eu tinha 30 anos.
Diário ~ Como era Pato Branco
q11ando o SL-nhor chego11?
Olin<lo - Só havia estrada de ti:rra. Tinha uma igreja de madeira pequena onde é a praça municipal Pre.~idente
Vargas hoje. A Matriz só veio mais tardt•.
De.:oméro=io,havia um atacado grandt»
que hoje j.i. não existe mais, e
uma ferragem. Só depoi~
\~er,im os vendedores de outras cidade5
Chamavam a
Polaquínhns··
e todvs foram fazendo compras. Compráv.1mo$
muito fogão, porque naquele tempo entrava em
[~.itv Brnnru muíta familia do Riu Gr.imk<luSul
e Sm1ta Cat:irína. Eu tinlia 1un bo<l<.'gàu <.Jllt' tinha
de tu<lt~ Eu wmlia uns 30 fogões por mê;:. Nesta
épo..õl n movimento já era gr:inde. Junto .:om os
fogões, vendia ferragens, tudo de secos e mo!hados, nrnpas feitas, cadeira, e assim foi crescendo.
Comecei tambem a faz.:r uma~ venda~ de tdjão
muito gmnde para o Rio de faneiro. Eu IÍ!ilia oito
mil S<IOOS de feijão depositados em urnaeooperativa. Eu vi&java mui topara São Paulo e Riu de Janeiro, iS!oo na d~>:ada de 1960.
Diário - O que havia nos arredores do seu
oomércio?
Olindo - Casas de madelrJ e tiutrns l'odcgas.barzinhos, mas eram mal~ residências.
Díário - O senhor lembra algum grande
investim<'nto da época, depois que o senhor
cllegon?
Olindo - Veio muita empresa de IOra, mas
havia os Jntigos também. Qu~m cwsceu basrnnte foi o Petrycoski, d(ls íogües. Eles já ch.;garam do Rio Grnnde do Sul com a fábrica de fo.
gões, 'hcgotia11tcs de mim na cidadr.
Diário • O senhor investe na pecuária
tamMm. Quando surglu ls.~o?
O!indo - Isso foi há '15 anos, uns dez ano.~
depois de eu abrir o comérci<\ Escolhi a pecmíría
por.:iue o meu pro, em União da Vitória, onde de
era comerciante, possuindo mna padaria e um
açougue, então ele trnb11lharn oom ga1h era um
comerciante forte no lugar. Ent"lo meu pai já lidava çom gJdo e cu gostava de mexer mm i-;:so
também, ganhei experiência vendo o meu p-ai
tr.ib.i!har e comprei a primdra krr.i par<l investir na pecuária cm Pato Branco. Hoje eu trabalho com a P'-'Cuária para atender ao mercado, totalmente parn o men:ado. O atcndim~nt<.l com a
nos,<..1 ,:arne no mercado começnu tamhêm porque o nosso g,1do é bem cuidado, bem tr,ttado t'
a carne começou a pegar fama entre o.~ d)('ntes.
Diário - Apó.~ 59 anos vivendo em Pato
Bmnço, como o senhor avalia o çrescimento
daddade~
O!indo - No ten1po que eu cheguei aqui
só se via mato, Sl'rr.uia e lavoura, hoje voei: vê
o crcsciml•nto de todos os lados, indústria, CO·
m.!rdo, um crescimento nmíto rápido. Estou
.:üntente de ter vivido sempre aqui, fiz uma boa
escolha, niio posso redam;ir. Agratk<;o "ºpovo
daqui, que st•mpre me consídewu um COml•rciante que atende bem, um nome conhe.:ido.
Diário - O que o senhor gostaria de ver ua
cidade, que ainda não tem?
Olindó - De fato Pato Branco é bom, mas
seria melhor ver o aeropono funcionando, o
transporte aéreo, porque o povo de fora e daqui comentam. Pf\."Cisaria mais est.i parte, a cidade iria crescer ainda mais. porque temos bons
m&lkus, !wspítai> bons eosoulro~sdores lamb~m t-slão bons.
Diário - Como foi criar os seis lill1os aqui?
Olindo - Consegui dar o t'stndo para de$
em Pato Bnmro e depoís as r~pedalizações cada
um foi buscara sua, muitas V<'"leS frirJ, uma dificuldade há muitos anos atr.ís.
Diário - (",.onm foi trabalhar numa (idade
que pn:<:Í5aYa de h1do?
Olindo · A população $empre falava que
fultava mercadoria, por causa da dificuldade do
trnnsporte. Chovia muitos dias l' aí fa\t.iva mercadoria .. :\s vcie5 o çaminhi!.o fic:iva na c,;trn·
da esperando ela secar para.poder chegar com
a merçmloria. As cidades da regi<lo eram todJ;
pt'quenm;.
Diário - E a rh'alldade com o município
de Fraucio;.co Ueltrdo?
Olindo - Sempre foi us>im, desde Mjucla
época. Na primeira vez que fui pam Francisco
Beltrão, d1eguci a ver os terrenos da Cani;o, que
na época estav;im loteando, mas na <:idade não
tinha nada. A rivalidade fuí sempre de um querer crescer mals do que o outro, mas são duascidatk-:; hoas.
Diário" Como o senhor olha para a cii1ade depois de tanto tempo?
O!indo - Aqui ~ú çresce, é uma ddade boa,
çom muitos prédios, aí você olha e é um ab.'>urdo pda quàntidadc que cre:;çe. Quando cheguei
nem existia residênda de material.
Diário - E as instalaçôes, ha\·ia oonforto?
Olindo - Não havia posto de g.1solina nem
luz elétrica. Lc,~.iram uns oíto anos p;m1 trazer a luz elétrica, e nós utilízávumus lampião a
gás. A mercadoria era guardada em porão, pois
não tinha geladeira para conservar os alimen·
tos. fa1 linha uns 20 lampiões e velas P"r.:l pro-
;;urar mercadoria à noite, pois não tinha !l(lr.Í.-
rio para atender o povo, eles batiam na porta de
noite, porque de <lia ôtav.im na lavoura Eu era
o maior bodegueiro de Pato Branco.
Diário - Como você era conheddo na
época, tinha algum apelido?
Olindo - Chamavam a mím e meus fünciom\rios de 'bs Polaquínhos''. Naquele ten1pn
nilo tinha muita mão de obra aqui, mas eu tinha muitos amígos ni1 região de União da Vitória, ent.'io t'l.1 tronxe algumas pessoas de lá para
trabalhar, todos eles polacos. Então as pessoas
precisavam falar com os vendedores do balcão,
os clientes, na m.iioria italianos, e não se entendiam cada um no seu dialeto, seu sotaque. Uns
falam portugu61, m1tms alemão, então eks lic.1-
vam chamando nós de polaquinhos, por<JUC só
tinha polaco. Mi1s nós i1tendíamos nn1ito bem,
não deixávamos faltar mercadoria e a brinrndeirn exi~tia e ficou como marca.
Diário - Qual o sentimento que fica depois de tanto tempo?
Olindo - Aqui, quem investe, só tem a ganhar. Nós sempre nos demos bem e aqui ~ um
bom lugar para investir. Agrade<,v a todos da r..idadt· e d(1 região que nos acolheram e cu deSl!jo
o melhor a todos e às próximas ger.1çõt•s.
A atividade de
co1nerciar1te na
época nao era urna
tarefa fücil, pois as
inercadorías tlern
sempre chegavam
dentro do prazo
devido à dificoldade
com o transpm'te
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 4/2004
Em segunda votação, o projeto foi apreciado na sessão extraordinária do dia 1° de
julho de 2004.
RECEBIDO EM: 14 de junho de 2004
Nº DO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO: 4/2004
SÚMULA: Concede Título de Cidadão Honorário ao Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski
AUTOR: vereador Pedro Martins de Mello - PFL
LEITURA EM PLENÁRIO DIA: 14 de junho de 2004.
VOTAÇÃO NOMINAL
PRIMEIRA VOTAÇÃO REALIZADA EM: 28 de junho de 2004
Aprovado com 13 (treze) votos a favor e 02 (duas) ausências.
Votaram a favor: Agustinho Rossi - PTB, Antonio Urbano da Silva - PL, Clóvis Gresele
- PP, Dirceu Dimas Pereira - PPS, Enio Ruaro - PP, Gilson Marcondes - PV, Laurinha
Luiza Dall'Igna - PP, Leonir José Favin - PMDB, Nereu Faustino Ceni - PC do B, Pedro
Martins de Mello - PFL, Sílvio Hasse - PDT, Valmir Tasca - PFL e Vilson Dala CostaPMDB.
Ausentes os vereadores Nelson Bertani-PDT e Vilmar Maccari-PDT.
SEGUNDA VOTAÇÃO REALIZADA EM: 1 ºde julho de 2004, (Sessão Extraordinária).
Aprovado por unanimidade - com 15 (quinze) votos a favor.
Votaram a favor: Agustinho Rossi - PTB, Antonio Urbano da Silva - PL, Clóvis Gresele -
PP, Dirceu Dimas Pereira - PPS, Enio Ruaro - PP, Gilson Marcondes - PV, Laurinha
Luiza Dall'Igna - PP, Leonir José Favin - PMDB, Nelson Bertani - PDT, Nereu Faustino
Ceni - PC do B, Pedro Martins de Mello - PFL, Silvio Hasse - PDT, Valmir Tasca - PFL,
Vilmar Maccari - PDT e Vilson Dala Costa - PMDB.
Decreto Legislativo nº 5/2004, de 2 de julho de 2004
Assinado pelo Presidente da Câmara Municipal, vereador Dirceu Dimas Pereira - PPS.
PUBLICADA: Jornal Diário do Povo - Edição nº 3313 dos dias 03 e 04 de julho de 2004.
DIARIO DO POVO W#MW1
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ANO XIX EDIÇÃO 3313
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PATO BRANCO, SÁBADO E DOMINGO, 3 E 4 DE JULHO DE 2004
CÂMARA MUNICIPAL DE PATO BRANCO
ESTADO DO PARANÁ
DECRETO LEGISLATIVO Nº 512004, DE 2 DE JULHO DE 2004.
Súmula: Concede Titulo de Cidadão Honorário ao
Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski,
Art. 1° Fica concedido Título de Cidad.ão Honorário de Pato Branco ao
Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski.
Art. 2° Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
Gabinete da Presidência da Câmara Mooicipal de Pato Branco, em 2 de julho
de 2004.
I
Dil'oea.~l'erelra ~;,.
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Estado do Paraná
DECRETO LEGISLATIVO Nº 5/2004, DE 2 DE JULHO DE 2004.
Súmula: Concede Título de Cidadão Honorário ao
Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski.
Art. 1 º Fica concedido Título de Cidadão Honorário de Pato Branco
ao Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski.
publicação.
Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua
Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Pato Branco, em
2 de julho de 2004.
DIRCEU ~. ,EREIRA
PR:A~~
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná
E mail: legislativo@whiteduck.com.br
r·· :r. - .. '···~- .. ..,
rRWí<A l'UIICIP~ OC PATO ~
R o To e o L 001Jul2004 18:03 oa2442 1/1
Pato Branco, 30 de junho de 2004.
Senhor Vereador:
Agradeço e aceito com muita satisfação a concessão do Título de
Cidadão Honorário da Cidade de Pato Branco.
Em nome da família Slonski, serei eternamente grato e saberei
honrá-la. Estou orgulhoso pela confiança em mim depositada, este sentimento faz
com que a emoção tome conta do meu coração.
Aproveito o ensejo para enaltecer a grandeza do Poder Legislativo
Municipal e envio um abraço afetuoso a todos os seus membros.
Atenciosamente.
d~~.~J.~ /G/' ;lindo Slonski !
Exmº. Sr.
Pedro Martins de Mello
Vereador da Câmara Municipal de Pato Branco
Rua Araribóia, 491
Pato Branco - PR
Estado do Paraná
Exmo. Sr.
Dirceu Dimas Pereira
Presidente da Câmara Municipal de Pato Branco
Os vereadores infra-assinados, no uso de suas atribuições legais e
regimentaisXrequerem seja dada tramitação em regime de urgência
ao projeto de decreto legislativo n° 04/2004, de autoria do
vereador Pedro Martins de Mello - PFL, que concede Título de Cidadão
Honorário ao Ilustríssimo Senhor Olindo Slonski.
A solicitação do pedido de urgência se dá em razão de que em 1 ° de
julho do corrente inicia-se o recesso parlamentar e o vereador autor da
proposição tem intenção de fazer a entrega do título ao homenageado
em breve.
Nestes termos pedem deferimento.
P Branco, 24 de junho de 2004.
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná
E mail: legislativo@whiteduck.com.br
COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO
PARECER AO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 4/2004
O vereador Pedro Martins de Mello - PFL, através do projeto de
decreto legislativo em apreço, deseja obter apoio dos nobres pares deste legislativo,
para conceder Título de Cidadão Honorário ao Ilustríssimo Senhor OLINDO
SLONSKI.
Legalmente, a matéria encontra guarida na norma contida no artigo 14,
inciso XXIII da Lei Orgânica Municipal e no artigo 212 do Regimento Interno desta
Casa de Leis.
Ademais, a proposição está acompanhada de documentos afins,
comprovando o empreendedorismo do homenageado, que sempre aliou o
crescimento da sua empresa ao cumprimento da função social.
Cumpre evidenciar, que a proposição está subscrita pela maioria dos
vereadores deste legislativo.
Com base no exposto, emitimos PARECER FAVORÁVEL a sua
tramitação e aprovação.
É o parecer, SMJ.
Branco, 22 de junho de 2004.
COMISSÃO DE MÉRITO
PARECER AO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N' 4/2004
Pretende o vereador Pedro Martins de Mello - PFL, através do projeto
de decreto legislativo em apreço, obter apoio do douto Plenário desta Casa de Leis,
para conceder Título de Cidadão Honorário de Pato Branco ao Ilustríssimo Senhor
OLINDO SLONSKI.
A matéria encontra amparo na norma contida no artigo 14, inciso
XXIII da Lei Orgânica Municipal e no artigo 212 do Regimento Interno desta Casa
de Leis.
Pelo que consta da proposição, o homenageado está há mais de meio
século em Pato Branco, e sempre desenvolveu atividade ligada ao comércio,
contribuindo e muito, para o desenvolvimento econômico do município, sempre com
idéias inovadoras e perfil de empreendedor.
Logo, pode-se notar que a proposição tem mérito, vez que pauta-se
nos critérios de oportunidade, utilidade e conveniência.
Com base no exposto, emitimos PARECER FAVORÁVEL a sua
tramitação e aprovação.
É o parecer, SMJ.
Pato Branco, 23 de junho de 2
Ízfv ÔhPDT
~~Relator
~/.~
Estado do Paraná
ASSESSORIA JURÍDICA
PARECER AO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 04/2004
Pretende o ilustre Vereador Pedro Martins de Melo - PFL, autor do Projeto de
Decreto Legislativo em epígrafe, obter o apoio do douto Plenário desta Casa de
Leis, para conceder Título de Cidadão Honorário de Pato Branco ao Ilustríssimo
Senhor OLINDO SLONSKI.
A matéria está acompanhada de justificativas escritas, as quais deverão ser
submetidas a análise da Comissão de mérito, sob o enfoque da utilidade,
oportunidade e conveniência, que venha ensejar a concessão da pretensa
homenagem.
A proposição encontra-se amparada na norma contida no artigo 14, inciso XXIII
da Lei Orgânica do Município de Pato Branco e no artigo 212 do Regimento
Interno desta Casa de Leis, estando portanto apta a seguir sua regular tramitação.
É o parecer, SALVO MELHOR JUÍZO.
Pato Branco, 21 de junho de 2004.
~. ~-:_.,.. '1..9 ~~Jt-----
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná
E mail: legislativo@whiteduck.com.br
Estado do Paraná
AO PLENÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PATO BRANCO.
O Vereador infra-assinado, PEDRO MARTINS DE MELO - PFL , no
uso de suas prerrogativas regimentais e com fundamento no artigo
14, inciso XXlll da Lei Orgânica Municipal, apresenta para a
apreciação do douto Plenário desta Casa de Leis e solicita o apoio
dos nobres pares para a aprovação do seguinte Projeto de Decreto
Legislativo:
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 04/2004
Súmula: Concede Título de Cidadão Honorário ao limo.
Sr. OLINDO SLONSKI.
Art. 1° - Fica concedido Título de Cidadão
Honorário de Pato Branco ao llmo. Sr. Olinda Slonski.
Art. 2° Este Decreto Legislativo entra em vigor na
data de sua publicação.
Pato Banco, 14 t_iul de 2.004.
lo - re
TE
Rua Ararigbóia, 491 - efax: (46) 224-2243 - Cx. Postal, 111 - 85505-030 - Pato Branco - Paraná
E-mail: legislativo@whíteduck.psí.com.br
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OLINDO SLONSKI
Visão panorâmica de Pato Branco em 1956
HÁ MAIS DE CINQUENTA ANOS
AJUDANDO AFAZER A HISTÓRIA DE
PATO BRANCO
PIONEIRISMO E EMPREENDEDORISMO
,•,f'''' • . ...-.... l . "'\,..; .,.~ . ,..,.~ i..... ..:~ . - -... ~ .... -~.·~·'4:- ""~ ' ... t ~"'~ ~-
1954- Um registro histórico da forte cultura de subsistência que foi a suinocultura.Na foto
518 porcos em plena rua Guarani,repontados por 18 pessoas.O momento foi documentado
por Frei Honorato Bruggmann, segundo vigário de Pato Branco .
.,
1954-Desfile de 7 de setembro ,na rua Guarani.
Pato Branco é um município da região Sudoeste do Estado do Paraná, colonizado
por alemães e italianos, preserva os costumes e tradições através de manifestações culturais e
eventos que atraem grande número de pessoas. Seu nome deve-se ao Rio Pato Branco que, por
sua vez, é assim denominado por ter sido nele abatido um pato selvagem branco.Possui uma
área de 577,68km, clima sub-tropical úmido, temperatura média anual de 20°.c, com 72.167
habitantes (2002).
2
NA HISTÓRIA DE PATO BRANCO A FAMÍLIA SLONSKI ESTÁ PRESENTE
Olindo Slonski chegou em Pato Branco no ano de 1953, conheceu o Sr.
Veríssimo Rizzi o qual lhe vendeu um terreno e uma pequena casa de madeira, a Casa Popular
(na rua Guarani esquina com a rua Tapir). Montou então, com sua esposa Diva Slonski um
empório em que vendia desde sal, açúcar, farinha até utensílios para o lar. "No primeiro dia
um serrador apareceu e comprou muito, o que nos animou", conta O lindo que, para comprar
em Curitiba, acompanhava um vizinho que transportava suínos."Trazíamos de tudo".
Olinda e Diva Slonski,
em 1953.
1953-0lindo Slonski (1° a
esquerda), com alguns de seus
amigos.Esta foto mostra como
eram as estradas entre a capital
Curitiba e regiões do interior do
Estado.
Aquisição da Casa Popular em 1953.
Em 1954, houve a aquisição de um caminhão Ford, praticamente novo. Com o
caminhão passou a trazer mercadorias e transportar madeira e cereais, abundantes na época, o
que permitiu a construção de um barracão em madeira para armazenagem dos cereais."A
3
1
o. Muri. . de I' · Ice. t ': 14':).0 ·!
~··· :_ _. N .. ····.· .. ··L_·.····.·.· ..... ·~·.·~~.·.-- ~ ·L-. . . ~I~~°. .. - _-..J
'
madeira era muito barata e íamos construindo em troca de fretes".A atividade ia bem e em
1957,outra aquisição :um caminhão GMC zero quilômetro.
/&'·~m~~~~JL"º"' ~~ Reg is;tro de Entradas
N~º d~-~·:::~--~~-·~-----··-···--··· últinl'o lança.me.GtÕ arBtuu.do em_;: ..... :.!. / 19 ____ _
Documento de registro de imóvel adquirido por Olinda Slonski, no ano de 1957, na cidade de
Pato Branco.
Barracão de madeira construído na época (1958),para armazenamento de cereais.(Existente até
hoje, nele preservam-se utensílios, maquinários e objetos do passado).
Em 1958, Olindo Slonski deu m1c10 a construção de um estabelecimento
comercial de 200 metros quadrados, com a frente em alvenaria e fundos de madeira.Em 1961,
comprou uma fazenda em Mariópolis para a criação de gado charolês e desenvolvimento de
animais com boa qualidade genética.
4
1958-Ínicio da ampliação do empório.
~· Em outubro de 1963, na promoção da Semana Bíblica, foram apresentadas diversas
alegorias.Ao fundo, a atual igreja matriz em fase final de construção, tendo ao lado esquerdo,
ao centro da foto, o grupo escolar construído por volta de 1940 pelo interventor Manoel Ribas.
5
1964-Uma visão parcial da praça e do setor oeste da cidade.A imagem foi registrada por José
Zanella, da torre da nova igreja, então em fase de construção.
1965-Aquisição da Fazenda em São Roque do Chopim.
Em 1965, a família optou por adquirir outra propriedade rural em São Roque
do Chopim, partindo para a cruza entre charolês e nelore, ampliando a dedicação na evolução
da pecuária.
6
Pato Branco, agosto de 1965-Dos casarões de madeira aos novos prédios de concreto, a tudo a
neve cobria de branco e de alegria.Foi a primeira vez que nevou em Pato Branco.
Até o ano de 1978, Olinda Slonski manteve sua tradicional forma de comércio, que
raramente encontramos nos dias de hoje, que são os antigos empórios ou secos e molhados,
precedentes dos atuais supermercados.
Olindo Slónski & Cia. Ltda.
LC.M. · 316000íOJ ·..,. ç.G.C.MJ. 79846275/001
Com$teio em gero! - afocàdo e yarajo
Compra e .. venda. de produtos coionlols
Fone, 178 " Caixa Posta!, g.7 r_-. ... ._ {·~ .... -.._.,-; '1''J.C t.l;.:+;.....· ·n .. ,; ........ ~. ·D.,rú·.,.,,_.!i,
OUHDO SLONSKI & CIA UDA. C'om4rdo de .801:"~.0tl f> wii:ilha<lV3 p')r Ata:cad-o
11J Var"}'.jo Cmrmm f.I v•.t'lda d<j' piodu~a13 wlo--
n!!'JlM 1r1 ln-@tfü::cm.1•nfo• l'WT ofocado.
Õ(tndo iifor.sf.i DJ.:Jf. GER:F.NT.E
CGC 19&41lt15100(ii-l!9 JÇJ.1 ~l~OOOlO·'t
Fo_naa i3·1l90 - 2.3·3~21 ~o: ngite 23-U90
'.B:UQ" (ht.arunt, 840 Cs:. Pcntal, 97
8S.500 Pato Bta:ii.co Pman.ó
7
·,, ........ ;
. o. Mui\. d• I'. Ice. :.
?3 i: ·············-···- i . l
Formas publicitárias do Empório Olinda Slonski & Cia Ltda. (Década de 70).
As mercadorias eram expostas sob prateleiras de madeira ao fundo dos balcões
de atendimento e em tuias para produtos a granel, neste contexto a balança de pratos teve seu
papel fundamental, pois tudo tinha que ser pesado ao gosto do cliente, vendia-se desde 50gr de
bicarbonato de sódio até sacos de 60 kgs de açúcar .
. Os produtos chegavam ao empório, armazenadas em grandes latas e
comercializados posteriormente ao gosto do cliente.
Tuia usada no armazenamento de cereais.
Balanças históricas do empório de Olinda Slonski.
8
Para a venda de legumes e frutas, improvisavam-se caixotes ou estantes de madeira.Havia
também lugar para produtos de limpeza, vassouras, rodos e escovões expostos dentro de tonéis
improvisados de 200 litros.
9
--"·
Máquina registradora utilizada na década
de 70.
As chaves do primeiro estabelecimento comercial de Olindo Slonski,são guardadas até hoje
pela familia Slonski.
2-
10
4-
Fotos-1-1°.Cofre adquirido por Olindo Slonski- 2 e 3- Máquinas e escrivaninha de seu
escritório na época.
Os balcões de atendimento armazenavam produtos
de beleza, fannacêuticos e diversos tipos de
guloseimas.A presença dos balcões era muito
significativa porque ao mesmo tempo em que
separava comprador e vendedor, exercia o papel de
uni-los.Através dos balcões recebia-se um
atendimento individualizado, por isso também
intennediavam relações sociais, algumas vezes
fortemente duradouras. Na época as pessoas que
compravam no empório Olindo Slonski & Cia
Ltda, além de manterem a tradição local faziam da
compra um ato social, pois a empresa contribuía
constantemente a obras comunitárias
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Aquisição de outro moedor de
café ,acompanhando a evolução
dos tempos( década 70-80).
Um dos primeiros moedores de café
adquiridos pela empresa,atualmente
exposto no atual estabelecimento em
ocasião comemorativa dos 50 anos de
comércio local.
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Era prática comum os tais "fiados" que eram registrados em cadernetas dos clientes e nos
livros de controle do próprio empório.
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Ampliação do empório na década de 70.
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A partir do ano de 1979, até então a tradicional empresa Olindo Slonski
& Cia Ltda (Secos & Molhados), passa a se chamar Supermercado Tropical, e o Sr Olindo
Slonski passa a direção do comércio para seus filhos.
O Supermercado Tropical surgiu como exigência do progresso.É uma iniciativa do empresário
Olindo Slonski que, ao mesmo tempo em que instala um moderno supennercado, mantém ao
lado seu tradicional empório ( annazém),com aquele calor humano de que gosta o nosso
homem simples do interior.
o
-o-pi'.( '''" > i)-~{I.
' . Fotos registram a inauguração do Supermercado Tropical-1980.0lindo Slonski (ao
meio ),com o prefeito da época Roberto Zamberlan.
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Nesta época, o Sr. Olindo passou a dedicar-se mais a pecuária, onde novamente
mostrou seu espírito empreendedor, criando a sua própria marca, de novilho precoce, que hoje
é comercializada em seu próprio estabelecimento comercial, tomando-se referência de alto
padrão de qualidade de carne.
Silo sendo preparado para engorda de novilho precoce na Fazenda São Roque do Chopim
(propriedade de Olindo Slonski).
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Produção de carne de gado precoce
com acompanhamento e dedicação
constante de Olindo Slonski.
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Reconhecimento da Sociedade Rural de Pato Branco, gestão de 1994, pelo trabalho e colaboração na pecuária regional a Olindo Slonski, expositor e colaborador assíduo de eventos
que ali acontecem.
Troféu recebido por Olindo Slonski, pelos 25 anos de pecuária na região Sudoeste do ParanáReconhecimento da Sociedade Rural de Pato Branco.(Gestão 2000-2001),seu nome consta na
placa de bronze fixada na entrada de um dos pavilhões da Sociedade Rural,como forma de
agradecimento por constante incentivo ,colaboração e participação nos eventos que ali
acontecem.
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Troféu que Olindo Slonski recebeu na "Noite Memorável" dos 40 anos de Pato Branco e 20
anos de Clube Pinheiros.(1992).
Outro ponto a destacar-se é a sua preocupação social, que se materializou em algumas obras
no município de Pato Branco tais como: fundador e colaborador da Fundabem -Fundação de
Amparo e Bem Estar do Menor, sócio fundador da cooperativa de Eletrificação Rural na
região do Sudoeste do Paraná, Clube Pinheiros.
"É agradável ver que Pato Branco evoluiu e nós também", enfatiza O lindo Slonski
(hoje com 80 anos) ao lado de sua esposa e companheira Diva Slonski, relembrando a história
de desenvolvimento empresarial e envolvimento familiar que deixa exemplos para a
comunidade e para seus filhos e netos.
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Os fatos acima são um pouco da história da Cidade de Pato Branco e do
pioneiro Olinda Slonski que continua crescendo com a nossa cidade.
Vista aérea parcial atual da cidade de Pato Branco-Estado do Paraná.
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