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materia nº 94/1998

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 94 / 1998
Date 1998-10-13
EmentaAutoriza o Executivo Municipal a licitar e dar concessão à empresa privada os serviços de varrição de vias públicas, coleta de lixo e recuperação e manutenção do aterro sanitário.
native_id24062

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2023-09-14 Arquivado F O Executivo através do ofício nº 476/99-GP datado de 24 de novembro de 1999, solicitou devolução deste projeto – sendo que o mesmo foi devolvido ao Executivo através do ofício nº 856/99 de 30 de novembro de 1999.

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 81

\ 
Oficio nº 856/99 Pato Branco, 30 de novembro de 1999. 
Senhor Prefeito: 
Conforme solicitação, estamos devolvendo os seguintes Projetos de Leis: 
• Projeto de Lei nº 33/99, Mensagem nº 17/99, que autoriza o Executivo Municipal 
permutar imóveis (Jaime Zanco ), conforme solicitação feita através do ofício nº 
476/99/GP, datado de 24 de novembro de 1999, e após votação e aprovação unânime 
pelos senhores vereadores na Sessão Ordinária realizada no dia 29 de novembro de 
1999, do parecer da Comissão de Justiça e Redação. 
• Projeto de Lei nº 43/99, Mensagem nº 36/99, que autoriza o Executivo Municipal 
permutar imóveis (Daltro Alfredo Piasecki), conforme solicitação feita através do oficio 
nº 385/99/GP, datado de 23 de agosto de 1999, e após votação e aprovação unânime 
pelos senhores vereadores na Sessão Ordinária realizada no dia 29 de novembro de 
1999, do parecer da Comissão de Justiça e Redação. 
• Projeto de Lei nº 95/99, Mensagem nº 87/99, que autoriza o Poder Executivo Municipal 
criar o Museu da Fotografia de Pato Branco, conforme solicitação feita através do oficio 
nº 479/99/GP, datado de 25 de novembro de 1999, e após votação e aprovação unânime 
pelos senhores vereadores na Sessão Ordinária realizada no dia 29 de novembro de 
1999. 
• Projeto de Lei nº 94/98, Mensagem nº 92/98, que autoriza o Executivo Municipal a 
licitar e dar concessão à empresa privada os serviços de varrição de vias públicas, coleta 
de lixo e recuperação e manutenção do aterro sanitário, conforme solicitação feita 
através do oficio nº 476/99/GP, datado de 24 de novembro de 1999 e após votação e 
aprovação unânime pelos senhores vereadores na Sessão Ordinária realizada no dia 29 
de novembro de 1999, do parecer da Comissão de Justiça e Redação. 
Excelentíssimo Senhor 
Alceni Guerra 
Prefeito do Município de Pato Branco 
Pato Branco - Paraná. 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
' ' 
.l'l•. N.• __ a,) __ _ 
LM~ ~P.b 
1ht 
VISTO 1 
Estado do Paraná 
• Projeto de Lei nº 100/98, Mensagem nº 96/98, que autoriza doação de área de imóvel para 
Associação da Vila Militar do Paraná - A VM, conforme solicitação feita através do oficio nº 
476/99/GP, datado de 24 de novembro de 1999 e após votação e aprovação unânime pelos 
senhores vereadores na Sessão Ordinária realizada no dia 29 de novembro de 1999, do 
parecer da Comissão de Justiça e Redação. 
• Projeto de Lei nº 108/98, Mensagem nº 105/98, que extingue a Fundação de Saúde de Pato 
Branco, institui a Secretaria Municipal de Saúde e dá outras providências, conforme 
solicitação feita através do oficio nº 476/99/GP, datado de 24 de novembro de 1999 e após 
votação e aprovação unânime pelos senhores vereadores na Sessão Ordinária realizada no dia 
29 de novembro de 1999, do parecer da Comissão de Justiça e Redação. 
• Projeto de Lei nº 118/98, Mensagem nº 118/98, que autoriza o Executivo Municipal a licitar 
e dar permissão de uso oneroso à empresa privada, dos serviços de exploração dos imóveis do 
Departamento de Esportes e Lazer da Prefeitura Municipal de Pato Branco, conforme 
solicitação feita através do oficio nº 476/99/GP, datado de 24 de novembro de 1999 e após 
votação e aprovação unânime pelos senhores vereadores na Sessão Ordinária realizada no dia 
29 de novembro de 1999, do parecer da Comissão de Justiça e Redação. 
Respeitosamente. 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax {046) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
O. Mun. dt P. B 
l'le. N.• .. __ fl_ ___ _ rhi 
CÂMARA MUNICIPAL VISTO 
Estado do Paraná 
COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO 
PARECER AO PEDIDO DE DEVOLUÇÃO POR PARTE DO EXECUTIVO 
MUNICIPAL, DOS PROJETOS DE LEIS NºS 94/98, 100/98, 108/98, 118/98 e 33/99 
Através do oficio nº 476/99-GP, datado de 24 de novembro de 1999, o senhor 
Alceni Guerra, Prefeito Municipal de Pato Branco, solicita devolução dos seguintes projetos de 
leis: projeto nº 94/98, mensagem nº 92/98, que autoriza o Executivo Municipal a licitar e dar 
concessão à empresa privada os serviços de varrição de vias públicas, coleta de lixo e 
recuperação e manutenção do aterro sanitário; projeto de lei nº 100/98, mensagem nº 96/98, 
que autoriza doação de área de imóvel para a Associação da Vila Militar do Paraná - A VM; 
projeto de lei nº 108/98, mensagem nº 105/98, que extingue a Fundação de Saúde de Pato 
Branco, institui a Secretaria Municipal de Saúde; projeto de lei nº 118/98, mensagem nº 118/98, 
que autoriza o Executivo Municipal a licitar e dar permissão de uso oneroso à empresa privada, 
dos serviços de exploração dos imóveis do Departamento de Esportes e Lazer do Município de 
Pato Branco - FESPATO e o projeto de lei nº 33/99, mensagem nº 17/99, que autoriza o 
Executivo Municipal permutar imóveis de proprietário Jaime Zanco. 
Conforme estabelece o artigo 130 do Regimento Interno desta Casa de Leis, 
bem como, após analise da matéria e do pedido de devolução, os membros desta Comissão, 
entendem que os projetos de leis acima indicados, poderão ser devolvido ao Executivo 
Municipal, desde que seja aprovado pelos demais pares. 
Rua Ararigbóia, 491 
" o
Telefax (046) 224-2243 
É o nosso parecer, SMJ. 
Pato Branco, 26 de novembro de 1999. 
85505-030 Pato Branco Paraná 
Prefeitura 
ESTADO DO PARANÁ 
GABINETE DO PREFEITO 
Oficio nº 476/ 99/GP. 
Municipal de Pato Branco 
Pato Branco, 24 de novembro de 1999. 
Senhor Presidente. 
--·--·----·--. - Mun. C11 P. ac. N.•--t￾v1sTo ,_.~····-··~-.·--------·-- ....... . 
Para efetuarmos adequações, solicitamos a Vossas Excelências a devolução dos 
seguintes Projetos de Lei: 
• 94/98 (Mensagem nº 092/98), que autoriza o Executivo Municipal a licitar e dar concessão à 
empresa privada os serviços de varrição de vias públicas, coleta de lixo e recuperação e 
manutenção do aterro sanitário; 
• 100/98 (Mensagem nº 096/98), que autoriza doação de área de imóvel para a Associação da Vila 
Militar do Paraná-A VM; 
• 108/98 (Mensagem nº l 05/98), que extingue a Fundação de Saúde de Pato Branco; institui a 
Secretaria Municipal de Saúde; 
• 118/98 (Mensagem nº 118/98), que autoriza o Executivo Municipal a licitar e dar permissão de 
uso oneroso à empresa privada, dos serviços de exploração dos imóveis do Departamento de 
Esportes e Lazer do Município de Pato Branco -FESPATO; 
• 33/99 (Mensagem nº 017/99), que autoriza o Executivo Municipal permutar imóveis -
proprietário Jaime Zanco. 
Atenciosamente. 
Ao Excelentíssimo Senhor 
Nelson Bertani 
Presidente da Câmara Municipal 
Pato Branco - PR. 
Al~' Prefeito Municipal 
Pre1e1tura ae sao Paulo 
reformula a coleta 
. de lixo e a limpeza 
de nossa cidade. 
O. Nlun. dt P. Bce. I 
1'11. N.1_j:.1__ ., 
" VISTO . . 
A Prefeitura de São Paulo está reformulando completamente o sistema de execução da 
coleta, varrição e limpeza de vias e logradouros públicos no Município de São Paulo, com o 
objetivo de melhorar a qualidade e eficiência desses serviços. 
O Edital de licitação exige que as empresas participantes sejam responsáveis não só pela 
coleta e varrição, manual e mecanizada, mas, também, pela realização da coleta seletiva nas 
escolas municipais e em Postos de Entrega Voluntária, que serão espalhados por toda a cidade, pela 
lavagem e desinfecção de feiras livres, limpeza especial dos monumentos históricos, além da 
operação dos três transbordas existentes e implantação e operação de· mais 4 novos. 
27 lotes independentes 
A cidade de São Paulo foi dividida em 27 lotes. 
Cada Administração Regional corresponderá a um lote e as 
empresas prestadoras dos serviços somente poderão 
operar no máximo em dois lotes simultaneamente. Nesse 
caso, teremos um número mínimo de 14 empresas contra￾tadas para a cidade toda. 
Instalação de contêineres 
para a coleta de lixo 
As empresas inaugurarão o sistema de contêineres 
por vizinhança, em toda a cidade, nos locais em que for tec￾nicamente viável sua colocação. 
Nessa modalidade, os cidadãos terão, a no máximo 
100 m de suas casas, um contêiner para o depósito do seu 
lixo. Nos edifícios, todos os apartamentos ·colocarão os 
seus resíduos em um único contêiner. 
Esse sistema tem a vantagem de evitar a manipulação 
dos sacos de lixo pelos garis, uma vez que os contêineres 
são esvaziados ao serem basculados automaticamente por 
sistema instalado nos caminhões. 
Nos locais onde houver impossibilidade técnica de 
instalação do sistema de coleta com contêineres, a coleta 
será feita manualmente. Também serão instaladas papelei￾ras adicionais em toda a cidade. 
A população é que vai verificar 
a qualidade dos serviços 
A população terá participação efetiva na fiscalização 
da aualidade dos servicos realizados. A auRlicfarlP. rlni:: i::P.rvi￾ços não será mais aferida somente pelos funcionários da 
Prefeitura. Grupos de donas de casa, que participam da 
Frente de Trabalho, estão sendo especialmente treinados 
para realizar pesquisas junto à comunidade, e através de 
relatórios simplificados reportarão à Administração a opinião 
dos munícipes sobre a qualidade dos serviços executados 
em suas regiões. 
A comunidade poderá, ainda, participar diretamente 
de tal controle através do Alô Limpeza, tel.: 229-3666, e 
das linhas com serviços 0800, que estarão disponíveis para 
o atendimento da população. As reclamações, críticas e 
sugestões serão encaminhadas para a empresa responsável 
pela área onde houver uma oco.rrência. 
A equipe da Prefeitura acompanhará o processo 
e informará ao cidadão quais providências estão sendo 
tomadas em relação à sua reclamação. 
Pontuação negativa 
No caso de ficar configurada a insatisfação da co￾munidade em relação à qualidade dos serviços, a empresa 
responsável receberá uma pontuação negativa, que se 
transformará em desconto em seu pagamento mensal. 
O baixo desempenho da empresa contratada terá 
reflexo direto em seu pagamento. Os descontos feitos nos 
pagamentos das empresas são progressivos. Assim, uma 
empresa reincidente terá descontos cada vez maiores 
sobre seus rendimentos. E, ainda, há um limite máximo admi￾tido para o baixo desempenho da empresa. 
A meta a ser atingida é a satisfação da 
comunidade paulistana quanto à qualidade dos 
servicniil: nfArAr.itfnq_ 
r';·' 
... 1111111<'>-·----~"'"'''"-·''~"~ 
•.MuA.or.~~· 
· J'l•. ~-.M_. _ , » 
YIU8 
ESTADO DO PARANA 
Oficio nº 097/98. Em, 21 de Dezembro de 1998. 
Senhor Presidente: 
Conforme contato anterior, gostaríamos de fazer algumas 
considerações sobre o Projeto de Terceirização da Coleta de Resíduos 
Sólidos (lixo): 
1. Hoje temos 20 garis de varrição (mulheres) que poderão ser reutilizadas 
em outras atividades de serviços gerais, tais como: patrulha da limpeza 
e zeladoras para as escolas. Isso evitaria a contratação de mais 
servidores para a execução dessas tarefas, 
2. Os 3 motoristas de caminhão serão reaproveitados para serviços 
gerais, disk-entulho (de 1 equipe passaremos a ter 2) e 1 para o 
mercadão popular; 
3. Os 13 garis de caminhão serão destinados aos serviços de disk￾entulho, serviços gerais, utilidade pública, jardinagem e horto florestal, 
4. Com esse remanejamento de pessoal, poderemos dispensar os 
funcionários contratados pela Cooperativa, sem a necessidade de 
recolher os servidores cedidos a outros departamentos, 
5. Os 4 caminhões também serão destinados a outras atividades, não 
havendo necessidade de adquirir novos caminhões para a coleta (pois 
os coletores estão em condições precárias). Um caminhão será 
destinado ao disk-entulho e os 3 restantes para o Departamento de 
Obras, 
6. Quanto ao Aterro Sanitário, que também será objeto de terceirização, o 
município exigirá que a empresa faça um projeto de recuperação e 
manutenção diária do aterro dentro das normas ambientais, atendendo 
a legislação vigente, evitando assim possíveis multas pelo IAP. E 
ainda, a disponibilidade dos seguintes equipamentos no Dep. De Obras 
que anualmente presta serviços junto ao aterro em 3 dias por semana, 
em média, com os seguintes equipamentos: 1 trator de esteira, 1 
carregadeira e 4 caminhões 
Certo de co r com a vossa atenção, colocamo-nos a 
disposição para esclareci nto que se façam necessários. 
Ao 
Presidente da Câmara de Vereadores 
Ver. Augustinho Rossi 
ato. 
-------·---.----- ' -
Estado do Paraná 
COMISSÃO DE ORÇAMENTOS E FINANÇAS 
PROJETO DE LEI Nº 94/98 
Através do Projeto de Lei nº 94/98, o Executivo Municipal, deseja obter 
autorização Legislativa para licitar e dar concessão à empresa privada os serviços de varrição de 
ruas, coleta de lixo e recuperação e manutenção do aterro sanitário, pelo prazo não inferior a 1 O 
(dez) anos. 
Pa~.ª<c.plh~rtfi()S .~ubsídios ~ poste~of1Ilente ..... emitirmos parecer ao presente 
projeto de Lei, esta relat()tia Fal~ou p ~~~qo feito peloJ~.R.AP . .,, ••. Instituto Brasileiro de Assessoria 
e Projetos SIC Ltda, cuja cqpü1; ariexatl1()S ao. projeto, p1;1,ra estudo e análise por parte dos demais 
Vereadores. 
Nossa obseryaçã(r corri relação a privatização dos serviços de varrição de 
ruas, coleta de lixo e recuperação e manutenção (foáterrosanitário é aseguinte: 
· ...•<Êfil; nosso. •município. são colet1;1,dos. cerca de 2~ toneladas/ dia de resíduos 
sólidos e deposita ~ •• ;:l:l~.erro, ·. qµe está·• lqcalizado a uma distânciade 10 Km, da cidade. 
Atualmente a frota letores é.Coil).posta.por.0-;1(qmitrq).v.eículos edeste.total, somente 01 (um) 
está em condiçõ~~. ..·.··•······.··· .. > ()· Necessariamente deverá hãvet investimentos em veículos e coletores, 
objetivando tomar m~s ~~~e11te o siste.ma de ço~eta de lixo existente. 
Cada veículo percorre ~m média por dia 80 Km (desde os trechos dé coleta até o depósito no 
aterro), sendo que ós ça~llhões possµetn capacidade de coletarem 1 O t011eladas média por viagem, 
temos aí um déficit deJ4toneladas/dia. 
~bsêr;ranios aiij~~ que aqu<Ultid~decoletadaem geral representa de 70 a 80% 
da capacidade de cqléfa e esta.Il).édiatende .a ser reduzida ainda mais. 
ASsim, eleya-se a incidência de h()ras extras pãndodo o pessoal diretamente 
envolvidos. 
E necessári() disp()r de doifveículos para darem suporte ao déficit existente. 
Com a depreciaçãt!f da frota, o déficit tende a aumentar ocasionando 
acumulação, que implica na ampliação dos horários de trabalho para o desempenho das atividades. 
Com relação a limpeza pública, estes serviços são realizados com um 
contingente operacional de 28 pessoas. A frota destinada a varrição, está resumida a um único 
veículo, em precárias condições de uso. Necessariamente deverá haver investimentos em veículos e 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
---.., .. ,,.. . .,_.~.-._ .. ·- .•. -,., .. _,_ ...... , __ ,,__ 
G. Mun. 
CÂMARA MUNICIPAL DE PATO BRA 
Estado do Paraná 
equipamentos específicos, para substituir aqueles em precárias condições de uso, objetivando 
melhorar o sistema de limpeza pública. 
Com os problemas relacionados, conclui-se que o processo de coleta de lixo 
não deve estar sendo realizado de forma eficiente, havendo em determinadas regiões do município 
acúmulo de resíduos. 
Concluímos então que os equipamentos são precanos e o pessoal é pouco, 
os investimentos para renovar a frota e contratar mais pessoal, são indispensáveis, pois hoje o 
serviço não é realizado com a qualidade desejada e a população merece um tratamento digno, eficaz 
e barato, sendo que neste momento, como é do conhecimento de todos, às Prefeituras não possuem 
caixa para tal, entendelllos .ser. . ~ mçlhor sâída ·ª terÇehi:Zação dos serviços, já que a iniciativa 
privada tem provado ser.J1I~$ efic~ e eficii:}n{~, 
·:::···: __ :_ .. - ':_;:· --:"··:.:.:·.:-.. -:..:···:, -" ,·.-::-:_:::-:-:.:·:··· .. _: ' .. -..... 
A prd~g~Ç~g é r~1ê\lante e ne~essana, assim sendo, esta relatoria emite 
PARECER FA VORA VEL, a sua tramitaç~o e aprovação. 
É nosso parecer, SMJ. 
Ide dezembro de 1998. 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
-.. 
..... 
CÂMARA MUNICIPAL DE PATO BR 
Estado do Paraná 
Exmo. Sr. 
Agustinho Rossi 
Presidente da Câmara de Vereadores do Município de Pato Branco 
O. Mun. dt P. lei 
l'lt. N.• _ .. _1;3 ____ _ 
A Comiss~p de Finanças e Orçamentos iio uso. das suas atribuições legais e 
regimentais, requer seja envfadg pfí.cio ao Executivo Municipa,lsolicitando o que seque: 
a) avaliar e concluir parecer do Projeto que trata da terceirização .da Coleta de Lixo, que faça um 
demonstrativo dos documentas que comprovam os gastos apresentados em anexo ao Projeto 
original; b) informar qmµ1to o Município pagou ao lBRAP,. Instituto Brasileiro de Administração 
Pública e Projetos S/Ç It:i~a; para fazer os. estudos de viabilidade de terce~ização da coleta de lixo 
em nosso Município ~: · · -- ue não foram utilizados os serviços de Usi~a, pe Projetos do Cefet, 
conforme parceria qu ~cípio já tem com a citada Instituição. Etambém junto com o IPUPB 
e os próprios Pro~e~s ; como o Engenheiro Maccarirtl qµ~ eJ!:pôs q s~~<~rabalho de mestrado 
nesta Casa de LeiS seii q;ssível também executar este trabalho de viabifü.iade. 
JUSTIFICATIVA 
Como citamos são i1lfo:rlnaçõesde. rotina inerentes a nossa função de legisladores e fiscais do 
Patrimônio Público. --
·-._ .... _,_ 
Nesfo!t[ermos Pede Deferimento. 
Pat(.) "ijrélllcq, l º de Dez~mbro de 1998. 
»:< 
Roberto Carlos Chioquetta 
Relator 
Gonçalves Lins 
Carlinho ~ Antonio Polazzo 
Membro 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
Câmara Munícípal de Pato Branco- .. -
Estado ao Paraná 
EXMO.SR. 
AGusTINHO Ross1 
PRESIDENTE DA CÃMARA MUNICIPAL DE PATO BRANCO 
GILMAR LUIZ ÃRCARI-PPB, RELATOR DA COMISSÃO DE JUSTIÇA E 
REDAÇÃO, PARA O PROJETO LEI 94/98 - QUE DlSP~E SOBRE TERCEIRIZAÇÃO / 
DOS SERVIÇOS DE COLETA DO Lixo, NO uso DE SUAS ATRIBUIÇ6Es LEGAIS E 
REGIMENTAIS, REQUER SEJA OFICIADO AO EXECUTIVO MUNICIPAL, PARA QUE / - INFORME COM A MAIOR BREVfDADE POSSIVEL, PARA QUE POSSAMOS EMITIR PA￾RECER, O QUE SEGUE: 
QUANTOS FUNCIONÀRIOS PUBLICOS TRABALHAM NO SETOR - QUANTOS 
DE QUADRO E QUANTOS CLT, MONTANTE DA FOLHA DE PAGAMENTO - QUANTOS VEi - - CULOS TEM O SETOR - QUANTOS FUNCIONARIOS SERAO REAPROVEITADOS PELA EM 
PRESA - QUANTOS SERAO TRANSFERIDOS PARA OUTROS SETORES - QUE PROBLE - - - MAS PODEM ACARRETAR ESSAS TRANSFERENCIAS DE SETOR, JA QUE ISSO IMPLI￾CA EM ESCOLARIDADE E COMPETÊNCIA FUNCIONAL PARA REAPROVEITAMENTO - / - - SE HAVERA DEMISSOES E QUANTAS - QUAL O CUSTO ATUAL DO SETOR COMO OR- - - - GAO PUBLICO E QUAL SERA O CUSTO DE FORMA TERCEIRIZADA - QUE GARANTIAS - - CONTRATUAIS GARANTIRAO OS REPASSES PELO SERVIÇO - SE HAVERA PERIGO DE 
GREVES NO SETOR POR FALTA DE REPASSES E CONSEQUENTEMENTE O ATRASO NA 
FOLHA DE SALÁRIOS , SOLICITAMOS A GENTILEZA DE NOS ENVIAR COM PRECI - - - SAO MATEMATICA TODOS OS QUISITOS ACIMA EXPOSTOS, PARA QUE POSSAMOS E- - MITIR PARECER CONSCIENTE E QUE A COMUNIDADE NAO SEJA PREJUDICADA, 
N.T. PEDE DEFERIMENTO 
PATO BRANCO, 12 DE NOVEMBRO DE 1998 
'~'1 J. ,jf )(C~ lct ~ ' LMAR LUIZ ARCAR!- PPB 
LATOR PARA O PROJETO DA 
(OMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
..----~-.=---
1. Mun. d1 I'. Bce. 
l'lt. N.•-i--
C â mar a ;t{unícípal de Pato B mtl!~·--·--····-
ASSESSORIA PARLAMENTAR: 
PARECER AO PROJETO LEI 94/98 MENSAGEM 92/98 
Q REFERIDO PROJETO, AMPARADO EM LEI PARA TRAMITE, DA MESMA - f FORMA COMO AS DEMAIS CONCESSOES PUBLICAS, AO QUE PARECE POLITICAMENTE - E SOCIALMENTE, NAO CAUSA DANO ALGUM, 
NÃO CAUSARÀ DESEMPREGO PELA RELOCAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS E OU, , - - APROVEITAMENTO PELA PROPRIA EMPRESA VENCEDORA DA LICITAÇAO, O QUE E O 
PRINCIPAL, 
- No ENTANTO, ALGUNS INCONVENIENTES PODERAO OCORRER MAIS TAR￾DE, A EXEMPLO DE FATOS ACONTECIDOS EM OUTRAS CIDADES QUE ADOTARAM O / , - SISTEMA. LiM DELES E A GREVE DOS FUNCIONARIOS, PELA FALTA DE PAGAMENTO - "QUE PODERA OCORRER PELA FALTA DO REPASSE DA VERBA POR PARTE DA PREFEI￾TURA À EMPRESA. ÜU AINDA, PELA FALTA DE REAJUSTE NOS SALÀRIOS, 
- ESSE PROBLEMA QUANDO OCORRE E SAO MAIS OU MENOS FREQUENTES, - CAUSA O ACUMULO DE LIXO NAS RUAS E AS CIDADES SE TRANSFORMAM NO CAOS, 
ÜUTRO ASPECTO É SABERMOS COM ABSOLUTA CERTEZA, QUE ECONOMIA - - - - - - FARA O MUNICIPIO E SE AS RELOCAÇOES DOS FUNCIONARIOS OBEDECERAO CRITE- - - RIOS DE APROVEITAMENTO CORRETO, AFINAL, SEM JULGAR DEMERITO DA FUNÇAO, - TUDO INDICA QUE UM GARI NAO POSSUE CONHECIMENTO CORRETO PARA OUTRAS OU I MUITAS FUNÇOES NO QUADRO PUBLICO. 
,, ,, - Ü CORRETO E O REAPROVEITAMENTO DENTRO DA PROPRIA FUNÇAO A / - QUE SE PROPOS E ESTA ACOSTUMADO, OU SEJA, NA EMPRESA ENCARREGADA DESSA - LIMPEZA, QUE ATRAVES DE EMENDA ADITIVA AO PROJETO, DEVERIA RESPONSABILI - - - ZAR-SE PELA ABSORÇAO DE CONSIDERAVEL NUMERO DE GARIS, 
- ÜUTRO ASPECTO SOCIAL A SER ANALISADO PELOS ILUSTRES EDIS, 
DIRIA RESPEITO A ASSUNÇAO DE RESPONSABILIDADE DA EMPRESA E ASSUMIR O 
ÔNUS E BÔNUS, NO ENTANTO, NÃO DEIXAR ACONTECER GREVES PELA FALTA DE / 
REPASSE ATE N DIAS OU MESES E MANTER CORRETAMENTE AS REPOSIÇOES SALA -
RIAIS DEFASADAS, 
EM SUMA, ESTA CASA DE LEIS, AO APROVAR O REFERIDO PROJETO - - - - DEVERA TER O CUIDADO, PARA QUE ESSA CONCESSAO NAO SE TRANSFORME EM MAIS - UM ELEFANTE BRANCO FUTURO, COM PROBLEMAS SOCIAIS INSOLUVEIS E, PRESER -
VANDO A DIGINIDADE DO TRABALHADOR ATRAVES DOS SEUS DIREITOS CONSAGRADOS 
NA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA E CLT. 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 
o. ·Mui\. d• .-:e=.·1 
•11. N.•_fil__ i 
1b. 
Câmara Munícípal de Pato 
Estado do Paraná 
- SE ESTA CONCESSAO MANTIVER OS DIREITOS DOS TRABALHADORES, - , NAO CAUSAR DESEMPREGO E MAUS SERVIÇOS PRESTADOS, COMO E DE PRAXE DAS - - - EMPRESAS DO RAMO, A APROVAÇAO DO PROJETO NAO TERA NADA DE MAL E AO QUE 
PARECE NÃO CAUSARÁ DANO POLiTICO À (AMARA. 
, ÜBSERVADAS ESSAS QUESTOES, ATRAVES le EMENDAS E EXAME ACURADO - - DO PROJETO, NAO DEIXANDO O QUE CHAMAMOS NA GIRIA, DE BRECHAS SOCIAIS 
E POLITICAS E OBEDECENDO AS RECOMENDAÇÕES f>A ÃSSESSORIA JuRiDICA, NÃO / 
' - TEMOS MOTIVOS PARA NEGAR UM PARECER FAVORAVEL A SUA TRAMITAÇAO E APRO￾VAÇAO. 
E o PARECER. 
PATO BRANCO, 09 DE NOVEMBRO DE 1998 
ftuyter Carrart 
A.-essor ~~;;ta;-da"eãr:i;;;- Muni:p~1ªd1' Puto Branco 
TltT 144-PR FENAJ 1ff7 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
'S!l!t~'!'!Yi\i~~~,;fi~ '"' ·. ·d()çont:rlitoentreapi:7fei~a,.~;~;c.'.,P,t , ·~'B$fÇ>t ........•..•...•. < 
·.extra-judicial 
~~ifi:~!,füJ~-~; ~f Pédida.i17la s7-;;; · ;-~~asi1,J?fü1cipa!l1le.nt7' •.. · .•..•.•..... _. ~< ._cretaria MllfilciJ?al c17 M~i\liUll'"· .. · 9~q.ã9,• 'tafu_l?~m tiavü~ ·JJ.*A''pe@<•:::; biente, <lue es~iJ1satisfeitacomtl- 5hã?; Nas,flór7~,s,. }ardiris,·c~S ·. · · 
prestação.do_ s.erv~ç? d7·. c?letaé;·;;r!7~~ ep~iUet~$ ·?.r~lfl.~!Sri?ªP~~~· 
::u:t:~rtl!~v~t-º~#~~~J:>·'.1~~:/;t~~it~:f~J~l,~~Th~~~;'.fa~· cação enviadà pela·Proc\ll7~Bria}\',•··_\•Prµ·r71~t6J:fo••·afitêriol';yl1*J?eÇ}í~·;,•\ 
Jurídica•.daprefei~li>,em·ll?l1l~'t\:q<>~l?·.~·.l~·de·n?Y)l119rq'.iJ1i;lic:li:.·i·+ 
~e~:c~~~~~~44~~~~~1,H· .. ~~t~t~li&~d~ê~~~~~~~?·" . 
ções.·.• tel'Il·' .siqo·.··nmit?.··.•.iUto, :::e·a .. ·• .. •":9iol1árj.()Sparll'·· SPprfü\t~M.'~··.·•· 
Engepasa~~oye'c~p·~·qq,·~~f•·.· Çr~;p~~Ill.; ,~ ~e~µ· . ··~~~~ 
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~~-~~2'~-1~~~1; Paraná teveàcesso,I1ff?11U~ c;iue ·' ; ·R.$2;5 rtli*9xs;~Qr im? c19·'M11Jli:fi''-i• ·•·· .... · ..·. ···· . ·· ... ·· > . ••. •· 
de janeiro a dez,embi;od~s.te ahº .. , cf pi?~ ~.ql.J.é{q?J1le.s#e;4J'ajteifõ ~·/ tflago assegu~'W:gye_rald_efen_d~!º~<!J11.Pimento de contrate 
foramrecebidli.s4-97reclam~Çpei;·,~.:\pQ,~S!'(~}reiW~;iB~~·09i~~~~~~j :'.!;·'~~o/ aEngep~sf,·r~v1~q·.i1_.de~1c1enc1a na.coleta.de /lxo 
através do serviç9 .. ''J)isqµ~iPrºr ,;•, plai,:,~;}l19.fl)l'.~:8ºW'~iif!?;'i•;yviflinheirq_ em dia e preCi$'iftµ çuiu.;;7··•.·.·•· .. da(.;az~Q.ldoParaná tentouc 
blemas'.'. A reportligeill ~b.én,1 , ''J3sPt:FliJll9~ :gl,1;1?.}a ;E,ngeJ?~$~'('/: Plir cpill a parte qeles. Do cq~tr~~ > tato :com a Sede da Engepasa 
teye acesso .. arelatórios d.e varri· 1 ·~gi}i~e·?·J?e~ç?;''R?~!l-11~ ,a:,çrdli.4$!."·.·.•·fio .vlirnos pedizrn,i;etiradaqaero,·•· .SaJ(lta Catarina,.mas foi infon 
ção .. _na_•·· ál'ea. central .. ·.4a:tciqa:de' ; (f Uyr.f~~sêér,ieçt,~~~'SrliffiP~~Cf~~: :J>p~sa.dê Cascav71'(. ~rmo#ode~· · ·. dãciueapessoaque responde 1 
=~~:~~i ~oh~!;~d~11°~Jõ~~q;.·x· .:4e ,1µ90:, E,J~~-Y.Y$ll1~~~?yPyn4Ç},~9 :_•·•···.pu~clp; A· ,eqÚipe•. de· repo(tagein .··.empresa·.(Alvaro) está· viajan 
. . . .. . . .. . .......... , ...... · • L"'.l"il";j.'~.·~. ·-~~1'i.J.·-~-.41.Y!'f'W~~v;t;.'!r1~~1\fkY~_ii~~;\:;~z o. relatórfo iJ.lfQnna que n~ . "i,w~~.tti. , 1~~,f,li!Íffül\Wl••~~----
parte: da manhã; em toda a ext<:l).-' são da Avenida BrasU e~sti~ ··· ·• Conforme relatório de vistoria faziam a limpeza (situação 
seis .• garis trabalblido; ~a··~ato; · feito no dia 19 de novembro, regular). NaHua Fortaleza e 
Gro$so ,e nas tl1iJlsversajs Ílã.(). illi" > apontando logradouros, número transversais, em todo o trecho transversais, dois 
via ninguém; a .A. vetiida Cfil'l!'>sr· ( de funcionários trabalhando e ·.· nenhum funcionário trabalhava funcionários (situação 
Gomestambénliiãl? estav~~el).clp.> .• situaçã~ dos trechos,· (situação péssima). ·regular); e na Rua São Paul 
atendida pelá .•. litxiP~Zli'~41)lic~,.·•· constatou-se o seguinte: . ~=~~~~;~~~~~:c~:O~~~o ~::a~~ ~~i~~~~~~rio fazia 
Na RuaJyiinas Gerliis a'situiiÇãq{ ,· ~~ ~v:~~~:6~~i~:~:l~~~~r~· (situaçãoprejudióada); Rua prejudicada). 
foi consideraqa J;i~sshpa.;segull:"i< · funcionários (situação · Santa Catarina e transversais, Ainda conforme o relatório, 
do 0 relàtório, OJ.lde,t~mbémnã.o • · . péssima). Na Rua Presidente nenhumfuncionário(situação de modo geral o serviço es 
havia ninguém eferqail.a9;~Ji:rri~ ·· Kennedy e transversais, em· prejudicada); RuaJucelino precário, e falta funcionário 
peza. . . · ·.,_. • >' > \ . >• (. < · todo o trecho três funciqnários Kubitscheki, dois funcionári.os para cobrir tod~ .. o trecho. 
o rel~tóriodescr~~e qu~'con- -· • ...,.__...,.,..,..-,,-_,,.,._,,_~-._,_---------....,_---,_,,.,---.. ~._,_ __ ... ~ ... ,-,-,..,-------------
(situação regular); Rua Rio 
· Grande do Sul e 
4640 
. , . or cópia ao presente decreto, será 
n2 9 entre Brasil e ~de~o, =:~ente como nele se contém. executado e cumpn ° 0 . -
Art. 22 Este decreto entra em vigor na data de sua. pubhcaçao. 
Brasília, . 3 d e J "ulh 0 de 1997· ' 1762 da Independência e 109º da 
República. 
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 
Sebastião do Rego Barros Netto 
DECRETO N' 2.271, DE 7 DE JULHO DE 1997 
Dispõe sobre a contratação de se~iços 
la Administração Pública Federal direta_, 
!:tárquica e fundacional, e dá outras prouz￾dências. 
DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe ' 
O PRESIDENTE d C tituição e tendo em vista o disposto confere o art. 84, inciso IV, ª r:~ º 200 d~ 25 de fevereiro de 1967, no § 7º do art. 10 do Decreto- 1 n ' 
DECRETA: t 
. Administração Pública Federal direta, t 
Art. 12 No âm?1to da - r obºeto de execução indireta as i 
autárquica e fun~a?onal pod.erao. se tru!entais ou complementares l 
atividades materiais ati~tussón:~~e compeWncia legal do órgão ou aos assuntos que cons em 
entidade. vigilân-
§ 1 º As atividades de conservação, limpeza~ seguranç~a tele- :-~ áti copeiragem recepçao, reprogr ' - eia, tr3:118p~s, u.u.o~ ~de prédios, ~uipamentos e instalaçoes comumcaçoes e manu nçao - . direta 
serão de preferência, objeto de execuçao m . ti . d des 
' b" to d execução indireta as a VI a '§ 2º Não poderão ser ~ tJe . abe "d elo plano de cargos do - te ·as funcioruus rang1 as P ári ou inerentes as ~a gon disposição legal em contr o . 
órgão ou entidade, salvo ex:: total ou parcialmente, no âmbito quando se tratar de cargo e ' , do quadro geral de pessoal. 
Col. Leis Rep. Fed. Brasil, Brasília, v. 189, n. 7, t.2, p. 4639-4689,jul. 1997 
Art. 2º A contratação deverá ser precedida e instruída com 
plano de trabalho aprovado, pela autoridade máxima do órgão ou 
entidade, ou a quem esta delegar competência, e que conterá, no mínimo: 
I - justificativa da necessidade dos serviços; 
II - relação entre a demanda prevista e a quantidade de : serviço a ser contratada; 
III - demonstrativo de resultados a serem alcançados em ter￾mos de economicidade e de melhor aproveitamento dos recursos 
humanos, materiais ou financeiros disponíveis. 
Art. 3º O objeto da contratação será definido de forma expressa 
no edital de licitação e no contrato exclusivamente como prestação de serviços. 
§ 1º Sempre que a prestação do serviço objeto da contratação 
puder ser avaliada por determinada unidade quantitativa de serviço 
prestado, esta deverá estar prevista no edital e no respectivo contrato, 
e será utilizada como um dos parâmetros de aferição de resultados. 
§ 22 Os órgãos e entidades contratantes poderão fixar nos res￾pectivos editais de licitação, o preço máximo que se dispõem a pagar 
pela realização dos serviços, tendo por base os preços de mercado, 
inclusive aqueles praticados entre contratantes da iniciativa privada. 
Art. 4
9 É vedada a inclusão de disposições nos instrumentos contratuais que permitam: 
I - indexação de preços por índices gerais, setoriais ou que reflitam a variação de custos; 
ll - caracterização exclusiva do objeto como fornecimento de mão-de-obra; 
lll - previsão de reembolso de salários pela contratante; 
IV - subordinação dos empregados da contratada à adminis- tração da contratante. 
Art. 5
9 
Os contratos de que trata este decreto, que tenham por 
objeto a prestação de serviços executados de forma contínua poderão, íl1T:1 
desde que previsto no edital, admitir repactuação visando à adequa- 1 · Ili! ·o 
Çio aos novos preços de mercado, observados o interregno mínimo de 
1
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z 3:." - Col. Lei. Rep ...... Braail, n...m.. •. 189. ª 1 •...... ._...,,, jnl 1997 I ~ 1
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4642 
um ano e a demonstração analítica da variação dos componentes dos 
custos do contrato, devidamente justificada. 
Parágrafo único. Efetuada a repactuação, o órgão ou entidade 
divulgará, imediatamente, por intermédio do Sistema Integrado de 
Administração de Serviços Gerais (Siasg), os novos valores e a varia￾ção ocorrida. 
Art. 6º A administração indicará um gestor do contrato, que 
será responsável pelo acompanhamento e fiscalização da sua execu￾ção, procedendo ao registro das ocorrências e adotando as providên￾cias necessárias ao seu fiel cumprimento, tendo por parâmetro os 
resultados previstos no contrato. 
Art. 7º Os órgãos e entidades contratantes divulgarão ou man￾terão em local visível e acessível ao público, listagem mensalmente 
atualizada dos contratos firmados, indicando a contratada, o objeto, 
valor mensal e quantitativo de empregados envolvidos em cada 
contrato de prestação de serviços. 
Art. 82 O Ministério da Administração Federal e Reforma do 
Estado expedirá, quando necessário, normas complementares ao 
cumprimento do disposto neste decreto. ~-
Art. 9º As contratações visando à prestação de serviços, efetua- ' 
das por empresas públicas, sociedades de economia mista e demais . empresas controladas direta ou indiretamente pela União, serão; 
disciplinadas por resoluções do Conselho de Coordenação das Empre- ' 
sas Estatais (CCE). 
Art. 10. Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 11. Ficam revogados o Decreto nº 2.031, de 11 de outubro 
de 1996, e o art. 6º do Decreto nº 99.188, de 17 de março de 1990, na 
redação dada pelo Decreto n2 804, de 20 de abril de 1993. · 
Brasília, 7 de julho de 1997; 176º da Independência e 109º da· 
República. ' 
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 
PedroMalan 
Antonio Kandir 
Cláudia Maria Costin 
Col. Leis Rep. Fed. Brasil, Brasília, v. 189, n. 7, t.2, p. 4639-4689,jul. 1997 
DECRETO Nº 2.272, DE 9 DE JULHO DE 1997 
Di8põe sobre a instituição do Programa 
de At;o~mento Gerencial de Gastos e A~ Institucional no âmbito da Admi-
'!f:_~ Plíblica Fetkral, e dá outras provi- """nc:uas. 
' O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribui - f lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, da Constituição, çoes que 
r DECRETA: 
' . Art. 1e Fica ~tituído o Programa de Acompanhamento Geren- . Cl~ ~e Gastos e Avaliação Institucional, no âmbito da Administra ão 
~lica Federal, co~ !l finalidade de prover os dirigentes públicos ~m "!"º~s gerencuus referentes aos gastos de suas um·dade dmi mstrativas. sa -
· , Art. 2" Os órgãos e entidades da Administração P6bli Fed 
.. ··.·· ·.ral, componentes do Sistema Integrado de Administração~ _e-
·., '. ,do Governo Federal (Siati) ad ......... ...a:- sua ...... ecu - tári~ll"a '~"" 8bela d u · ' -sUU&au .,... çao orçamen a à · . . . . e mdades de Controle de Gastos a ser divul ada I 
téno da Administração Federal e Reforma do Estad g pe 
0 
o. 
Art 39 O Ministé · d 'Retl · d ~ nos a Fazenda e da Administração Federal 
lllUIJ!í.,º .. ~ .... ~ •
0 ;tado ~dotarão as providências administrativas ne- . unp ~tação do programa, utilizando a infra--estrutura 
racional dos Sistemas Integrados de Administr.A"ã Finan . d 
erno Federal (Siafi.) e de &.:i-; ... ;..-,.._,._ d Re-,. 0 Hcetra 0 
iape). ~""ClfGU e cursos umanos 
~~·d! c!::~ ~~:~~~amda Fserá edxerclda pela Secretaria . .a..-uuunAmo a azen a, à qual caberá: 
esou!o Na::.:r ~ g~::art.é, .emdarticulação com a Secretaria do 
o H o no a Fazenda e as Secretarias de • _ 
8 umanos e da Reforma do Estado do Ministério da Admi-
. ação Fe~eral e Reforma do Esta.do, as tabelas necessárias ao 
pe re:as ~ormações requeridas pelo programa do Siafi e no 
• pec vamente; $ 
Col. Leis Rep. Fed. Brasil, Brasflia, v. 189, n. 7, t.2, p. 4639-4689,jul. 1997 t 
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Estado éfo Paraná 
Câmara ;f;(unícípal de Pato 
ASSESSORIA JURÍDICA 
PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 094/98 
ma.N.~ 
ranco 
Através do Projeto de Lei em epígrafe, pretende o Executivo Municipal, obter 
autorização legislativa para licitar e dar concessão à empresa privada os serviços de 
varrição de ruas, coleta de lixo e recuperação e manutenção do aterro sanitário, 
pelo prazo não inferior a 10 (dez) anos. 
A concessão de tal serviço público, será outorgada à empresa que apresentar 
melhor proposta. 
Estipula ainda o Projeto, que o contrato de concessão a ser firmado com a empresa 
vencedora da licitação, será submetido ao referendo do Legislativo Municipal. 
Aduz o Executivo Municipal em sua Mensagem, que foram elaborados estudos que · 
concluíram pela viabilidade econômica e financeira, de outorgar à iniciativa privada 
os serviços acima citados, devido à existência de empresas especializadas que 
possuem capacidade de investimentos, equipamentos adequados em número 
suficiente, bem como pessoal treinado e capacitados para cumprirem as normas e 
legislações ambientais vigentes, tanto na coleta como no destino dos resíduos 
sólidos produzidos em Pato Branco. 
Afirma o Executivo, que o Município não possui condições de investimentos, 
necessários a melhoria e ampliação de tais serviços, o que para isso, demandaria 
elevados recursos, e, que os funcionários do quadro de pessoal , em 
disponibilidade, serão realocados de acordo com a demanda existente em outras 
Secretarias na área de serviços gerais. 
Sobre o assunto em questão, a Lei Orgânica do Município de Pato Branco, em seu 
artigo 72, assim prescreve: 
"Art. 72 - A concessão ou a permissão de serviço público 
somente será efetivada com autorização da Câmara Municipal e mediante 
contrato, precedido de licitação. 
Rua Ararigbóla, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 
e. ".'un. dt ,. ~ 
· 1'11. N.• =-.h5.. l--
Câmara Munícípal de Pato Bran vü--
Estado do Paraná 
§ 1 º - Serão nulas de pleno direito as concessões e as 
permissões, bem como qualquer autorização para a exploração de serviço 
público, feitas em desacordo com o estabelecido nesse artigo. 
§ 2º - Os serviços concedidos ficarão sempre sujeitos à 
regulamentação e à fiscalização da Administração Municipal, cabendo ao 
Prefeito aprovar as tarifas respectivas, obedecidos os preceitos desta lei." 
A proposição em téla, deverá seguir os ditames da Lei Federal nº 8.987, de 13 de 
fevereiro de 1.995, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da 
prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal. 
A supra citada legislação, sobre o assunto em comento, assim estabelece: 
"Art. 1° -As concessões de serviços públicos e de obras públicas 
e as permissões de serviços públicos reger-se-ão pelos termos do art. 175 da 
Constituição Federal, por esta lei, pelas normas legais pertinentes e pelas 
cláusulas dos indispensáveis contratos." 
"Art. 2º - Para os fins do disposto nesta lei, considera-se: 
1 - poder concedente: a união, o Estado, o Distrito Federal 
ou o Município, em cuja competência se encontre o serviço público, precedido 
ou não da execução de obra pública, objeto de concessão ou permissão; 
II - concessão de serviço público: a delegação de sua 
prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de 
concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre 
capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo 
determinado; 
"Art. 9º - A tarifa do serviço público concedido será fixada 
pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada pelas regras de 
revisão previstas nesta lei, no edital e no contrato." 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 Paraná 
1. Mun. dt P. ~ 
l'l• • .N.•--1== j 
Câmara Munícípal de Pato B~q.+~·-=:J 
Estado do Paraná 
Quanto a destinação dos funcionários do quadro de pessoal, em disponibilidade, 
caso ocorra a concretização da concessão de tais serviços públicos ( terceirização ), 
deverão ser observados os ditames da Lei Municipal nº 1.245/93, que institui o 
Regime Jurídico dos servidores públicos municipais da administração direta, 
autárquica e fundacional, que sobre o tema em questão, assim preceitua: 
"Art. 29 - Transferência é a passagem do servidor estável de 
cargo efetivo para outro de igual denominação, pertencente a quadro de pessoal 
diverso, de órgão ou instituição da administração direta, indireta, fundacional ou 
autárquica. 
§ 1 º - A transferência ocorrerá de oficio ou a pedido do 
servidor, atendido o interesse do serviço, mediante preenchimento de vaga. 
§ 2° - Será admitida a transferência de servidor 
ocupante de cargo de quadro em extinção para igual situação em quadro de outro 
órgão ou entidade." 
"Art. 42 - Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido 
ou de oficio, no âmbito do mesmo quadro." 
"Art. 43 - Redistribuição é o deslocamento do servidor, 
com respectivo cargo, para o quadro de pessoal de outro órgão ou entidade da 
administração municipal, observados a vinculação entre os graus de complexidade e 
responsabilidade, a correlação das atribuições, a equivalência entre os vencimentos 
e o interesse da administração. 
§ 1 º - A redistribuição dar-se-á exclusivamente para 
ajustamento de quadros de pessoal às necessidades dos serviços de órgãos ou 
entidades. 
§ 2º - Nos casos de extinção de órgão ou entidade, 
os servidores estáveis que não puderem ser redistribuídos, na forma deste artigo, 
serão colocados em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma do artigo 36 
desta lei." 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 85505-030 Paraná 
VISTO · 
Câmara Municipal de Pato B-ra-nco-·-·-
Estado do Paraná 
Assim, caso venha ocorrer a terceirização de tais serviços públicos, os servidores 
públicos efetivos, poderão ser deslocados para outros setores da Administração 
Pública, conforme a intenção expressa na Mensagem do Executivo, respeitado a 
correlação de atribuições e vencimentos. 
Feitas essas considerações, cumpridas as formalidades legais, estará a proposição 
apta a seguir sua regular tramitação, competindo as Comissões Permanentes a 
análise do interesse público, especialmente quanto a viabilidade, economicidade e 
eficiência da eventual terceirização de tais serviços públicos. 
Para compatibilizar o texto do artigo 1 º do Projeto, ao que estabelece a Lei Federal 
nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1.995, que dispõe sobre o regime de concessão e 
permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição 
Federal, recomendo a seguinte emenda: 
"Art. 1 º - Fica o Executivo Municipal autorizado a licitar e 
dar concessão à empresa privada, mediante concorrência, os serviços de 
varrição de vias públicas, coleta de lixo e recuperação e manutenção do aterro 
sanitário, da cidade de Pato Branco." 
É o parecer, SMJ. 
Pato Branco, 09 de novembro de 1.998. 
·-..... ~:-.'e 
P.LM'"Pnato Monteiro do Rosário 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (046) 224-2243 
-------------· --- ---------·- ----
85505-030 Pato Branco Paraná 
estado do l2araná 
{}abinete do lJrefeito 
MENSAGEM Nº 092/98 
Senhor Presidente, Senhores Vereadores. 
Valemo-nos da presente Mensagem para encaminhar à essa Colenda Casa de Leis o 
incluso Projeto de Lei que solicita autorização legislativa para licitar e dar concessão à empresa 
privada, os serviços de varrição de ruas, coleta de lixo e do aterro sanitário. 
O Executivo Municipal elaborou estudos que concluíram pela viabilidade 
econômica e financeira, de outorgar à iniciativa privada os serviços acima citados, devido à 
existência de empresas especializadas que possuem capacidade de investimentos, equipamentos 
adequados em número suficiente, bem como pessoal treinado e capacitados para cumprirem as 
normas e legislações ambientais vigentes, tanto na coleta como no destino dos resíduos sólidos 
produzidos em Pato Branco. 
Tais investimentos são realizados pelo Município o inviabilizaria visto que o montante 
necessário para a melhoria e ampliação destes serviços é elevado. 
Os funcionários do quadro de pessoal do município, em disponibilidade, serão 
realocados de acordo com a demanda existente em outras Secretaria na área de Serviços Gerais. 
Contando com a aprovação do Projeto de Lei, antecipamos agradecimentos e 
colhemos o ensejo para reafirmar votos de consideração e apreço. 
Gabinete do Prefeito Municipal de Pato Branco, 13 de outubro de 1998. 
Prefeito Municipal 
!J1~~:/utta J/u:ntt:J~/ ~ Ya/b 
8stado do Paraná 
Ç}abinete do /2cef eito 
PROJETO DE LEI N~ 94/98 
~-~~--, 
O. Mun. d. 1 P. Bc •. ~. l'l•. N.• _ _bt__ 
1/1, . 
Súmula: Autoriza o Executivo Municipal a licitar e dar concessão à 
empresa privada os serviços de varrição de vias públicas, 
coleta de lixo e recuperação e manutenção do aterro sani￾tário. 
Art. 1 º. Fica o Executivo Municipal autorizado a licitar e dar concessão à empresa 
privada, os serviços de varrição de vias públicas, coleta de lixo e recuperação e manutenção do 
aterro sanitário, da cidade de Pato Branco. 
Art. 2º. A concessão de que trata o artigo 1 º, será outorgada à empresa que melhor 
proposta apresentar e não será de prazo inferior a 10 (dez) anos. 
Parágrafo único. O executivo Municipal deverá submeter ao Legislativo Municipal, 
para referendo, o contrato de concessão a ser firmado com a empresa vencedora da licitação. 
Art. 3º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as 
disposições em contrário. 
Alceni Guerra 
Prefeito Municipal 
O. Mun. d1 P. Bce. · 
1'11. N.t 3 {j) 
VISTO 
1. Considerações Iniciais 
A presente análise econômica, visa identificar para a Prefeitura Municipal de Pato 
Branco, sua demanda real de gastos (mensais e/ou anuais), com o custeio dos 
serviços de Limpeza Pública e Coleta de Lixo. 
Em um segundo momento, avaliar as necessidades de investimentos de curto prazo, 
tendo em vista o atual estágio de depreciação em que se encontra o parque instalado 
de máquinas, equipamentos e veículos. 
Está se partindo do pressuposto de que a estrutura atual de serviços, está aquém dos 
níveis de eficiência e/ou qualidade, requeridos pela Administração Municipal. 
Nesse âmbito, será avaliado se, para a Administração Municipal, é mais econômico 
realizar os investimentos necessários em máquinas, equipamentos e veículos, 
recompondo ainda a estrutura administrativa para dar suporte efetivo à realização dos 
serviços, com eficiência e qualidade, ou se é conveniente estruturar um modelo de 
Terceirização dos serviços (Limpeza Pública e Coleta de Lixo). 
Necessariamente ao se tratar de Terceirização, deve ser levado em conta uma série 
de fatores, os quais, o presente projeto visa enfatizá-los, objetivando lastrear a decisão 
do Executivo Municipal. 
Em um contexto global, sem abandonar seus aspectos pragmáticos, a Terceirização 
se configura em um modelo de gestão, mantendo a Administração centrada em sua 
vocação principal, e aquelas atividades que assim não se configurem, devem ser 
entregues a especialistas, e, esta na prática quando bem administrada, traz benefícios 
a toda sociedade. Os elementos mais comuns que permanecem a amostra neste 
modelo são: a parceria, a qualidade e a mudança. 
Via de regra, ao serem abordados Modelos de Gestão, se requer também, 
considerações acerca das suas desvantagens. Estas, por sua vez, são produtos de 
avaliação de outras empresas e/ou Administrações usuárias de serviços terceirizados, 
que balizam também a conclusão deste trabalho. 
A Terceirização, ainda pode ser visto, no sentido amplo, como uma forma de 
privatização, fator este muito demandado pelo Setor Privado e atualmente aparecendo 
como uma forte corrente dentro do Setor Público. Uma conceituação moderna visa 
buscar parceiros no Setor Privado, para realização de algumas de suas atividades. 
Em um processo de T erceirização, é inseparável a idéia de parceria, sem a qual corre￾se grandes riscos, de se perder o objetivo principal do processo, que é o de alcançar 
1lh 
melhores níveis de eficiência e qualidade, vez que a atividade é desempenhada por 
especialistas. 
2 · Caracterização do Município Analisado 
2. 1 · Introdução 
O Município de Pato Branco está situado no sudoeste do Estado do Paraná, em região 
de clima temperado, relevo medianamente ondulado e bem dotado de recursos de 
infra-estrutura (educação, saúde, energia elétrica, águas e, transporte, etc ... ), exceto 
saneamento, onde os serviços de coleta de lixo e limpeza pública, estão aquém da 
eficiência almejada pelo Chefe do Poder Executivo, dados estes confirmados no 
presente projeto. 
A população do município, provém na maioria, de imigrantes gaúchos e catarinenses 
de origem italiana, com culturas, costumes e tradições italianas. O nível de 
analfabetismo é baixo, calculado em aproximadamente 4%, de conformidade com as 
estatísticas do Cartório Eleitoral do Município de Pato Branco. 
A ocupação da região foi inicialmente caracterizada por atividades relativas a 
madereira, evoluindo aos dias atuais para agropecuária de cultivo de grãos (milho, 
soja e feijão) e a criação de aves e suínos. 
2.2 • Aspectos Demográficos 
2.2. 1 · Evolução Populacional 
Ano Urbana Rural Total 
1960 51.124 
1970 15.436 18.372 33.808 
1980 31.494 14.443 45.937 
1990 42.406 9.453 51.859 
1997 50.076 7.648 57.724 
Fonte: IBGE 
Conforme informações, a população da zona rural experimentou um decréscimo de 
1.970 para 1.997 de 58,37%, enquanto que a população urbana apresentou um 
acréscimo de 224,41%. O acréscimo populacional no período analisado foi de 70,74%, 
sendo que o mais representativo, foi entre os períodos de 1.970 a 1.980, que alcançou 
O. Mun. ª" r-. b\;.,. , 
1'1··~·--i--I ......, __ v__.I&=--~--· 
um crescimento de 35,88%. A média ano das décadas seguintes de crescimento foi de 
2,77%aa (1.980a1.997). 
2.3 - Aspectos Econômicos 
Segundo o IPARDES/Pr. o Valor Adicionado da região está subdividido da seguinte 
forma: 
Percentual de 
Setor Participação 
Primário 10% 
Secundário 15% 
Terciário 75% 
2.3.1 · Setor Primário 
Este Setor, representando as atividades extrativas e agropecuárias, contribui com 
apenas 10% do Valor Adicionado do Município. Ao total são 2.686 propriedades, sendo 
que a maioria delas são exploradas por proprietários (86%). 
As propriedades estão distribuídas, conforme segue: 
Espécie Qde Propriedades Percentual de Áreas 
Minifúndios 1.423 22% 
Empresas Rurais 591 35% 
Latifúndios 672 43% 
Conforme as informações disponibilizadas, a comercialização da produção 
agropecuária do Município são conduzidas pelas Cooperativas instaladas na região, 
as quais por sua vez possuem uma significativa estrutura de armazenagem, calculada 
em 154mil ton., sendo que a produção total soma aproximadamente 55 mil ton. 
2.3.2 · Setor Secundário 
Este Setor movimenta cerca de 15% do Valor Adicionado na economia Municipal. São 
aproximadamente 273 empresas instaladas no Município, distribuídas conforme segue: 
Segmento Qde % 
Construção 84 30,8 
Metalurgia 35 12,8 
Mobiliário 35 12,8 
Alimentício 22 8,1 
Madeira 22 8,1 
Produtos Minerais/Não Metálicos 19 6,9 
Vestuário 11 4,0 
Mecânica 9 3,3 
Editorial/Gráfico 7 2,6 
Outras 29 10,6 
Total 273 100,0 
2.3.3 · Setor Terciário 
Este Setor representa aquele de maior geração de renda, responsável por cerca de 
75% do Valor Adicionado do Município. 
As atividades deste Setor estão compostas conforme quadro a seguir: 
Participaçã Participação 
Seamento o Total Unitária 
Comércio Atacadista 67% 
• Alimentos 93% 
• Outros 7% 
Comércio Varejista 27% 
• Vestuário 19% 
• Consumo Doméstico/Móveis 16% 
• Lojas de Departamentos 15% 
• Supermercados 13% 
• Outros 37% 
Serviços 6% 
• Transporte 85% 
• Outros 15% 
2.4 • Outros Aspectos 
241 . Á d M ... . . rea o umc1p10 
Especificação Km2 
Total 540, 10 
Urbana 30,38 
Rural 532,00 
2 4 2 D . . . renagem PI uv1a . 1 
Especificação Extensão 
Área coberta por Drenagem Superficial 950.250 m2 
Extensão de Canais 50 km/I 
Extensão das Galerias 36 km/I 
243 . . • p . av1mentação d L d os ogra ouros P'bl" u 1cos 
Tipo Extensão 
Asfalto 787.500 m2 
Paralelepípedo 157.500 m2 
Outros 5.250 m2 
e. Mun. •·;s~ 1'11. Ntf---: w; 
VISTO 
""---=--' 
3 ·Caracterização do Lixo Urbano 
3.1 ·Aspectos Gerais 
O lixo urbano é definido como todo resíduo sólido gerado das atividades das 
aglomerações humanas. Estes resíduos apresentam composições variadas, em 
função da natureza da fonte produtora e são caracterizados qualitativa e 
quantitativamente com as condições atmosféricas, estações do ano, hábitos e padrão 
da população. 
Considerando a origem como a característica mais importante, o lixo pode ser 
classificado em quatro grupos: 
i. Lixo de origem doméstica; 
ii. Lixo de origem comercial e industrial 
iiL Lixo público (recolhido nos logradouros públicos); 
iv. Lixo de fontes especiais (hospitalar) 
Para a determinação das melhores condições quanto a coleta, transporte, 
reaproveitamento ou disposição final, o lixo é identificado segundo suas propriedades 
físicas, composição química e composição física. 
Entende-se por composição física a ocorrência em peso dos componentes do lixo, tais 
como: papeis, papelão, metais ferrosos, metais não ferrosos, plástico, vidro, trapo, 
borracha, materiais orgânicos e outros. 
A composição química está vinculada com a determinação percentual dos principais 
elementos químicos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, enxofre, metais e outros. 
A umidade, peso específico e poder calorífico são as propriedades físicas mais 
importantes do lixo. 
3.2 - Lixo Doméstico 
O lixo doméstico é aquele gerado nos domicílios residenciais, cujos componentes 
principais são: papeis, papelão, vidro, lata, plástico, restos de alimentos, folhas de 
plantas ornamentais, trapo entre outros. 
Esporadicamente podem-se encontrar peças de mobiliário, aparelhos domésticos, 
etc ... 
. ·---------· 
Mun. dt f'. Bce. i. 
~± 
3.3. Lixo Comercial e Industrial 
A composição do lixo comercial e industrial depende basicamente da natureza do 
estabelecimento. Nos hotéis e restaurantes, os componentes principais são os restos 
de alimentos; já os escritórios e estabelecimentos comerciais geram grandes 
quantidades de papéis. 
Os resíduos industriais resultantes do processamento variam segundo o tipo de 
indústria. 
3.4. Lixo Público 
Consiste de resíduos coletados em logradouros públicos, ruas, avenidas, praças, etc ... 
São caracterizados, em sua maior parte de pedaços de papéis, folhas de árvores, 
areia e outros detritos. 
3.5 · Lixos Especiais 
Em virtude de suas características espec1a1s, os resíduos sólidos gerados em 
hospitais, restos de documentos confidenciais, materiais explosivos ou radioativos, 
etc ... não devem ser enquadrados na categorias anteriormente citadas. 
Esses casos merecem uma metodologia própria acerca do seu acondicionamento e 
disposição final. 
4. Características do Lixo Produzido em Pato Branco 
A determinação da composição quantitativa e qualitativa dos resíduos sólidos é fator 
fundamental para orientação e planejamento de método, para o destino final do lixo. 
Informações sobre a produção e constituição dos resíduos sólidos em algumas 
cidades paranaenses são apresentadas a seguir, objetivando traçar um comparativo 
com aqueles produzidos no município de Pato Branco, conforme segue: 
E xpresso em R$ 
Pato Branco2 Toledo1 Foz do lguaçu1 Maringá1 Londrina1 
Material Produção % Produção % Produção % Produção % Produção % 
Papel e 4.002,0 13,8 5.303.2 14.4 6.459,2 14.7 5.233,2 5.34 15.630.5 10.4 
Paoelão 
Vidro 812,0 2,8 1.636,9 4.5 7.387,6 16.8 1.852,2 1.89 313.0 0.1 
Plástico 3.596,0 12,4 3.714,0 10.1 2.345,2 5.3 6.066,3 6.19 6.175.4 4.1 
Trapo 725,0 2,5 1.453,3 4.0 2.486,0 5.7 950,7 0.97 2.810.4 1.9 
Metais 870,0 3,0 811.1 2.2 74,8 0.2 
Ferrosos 
Metais Não 130,5 0,45 128.4 0.3 726,0 1.7 56.9 0.1 
Ferrosos 
Lata - 4.708,6 12.9 7.717,6 17.5 2.312,6 2.36 2.191.0 1.5 
Madeira - 1.427,6 4.0 2.943,6 6.7 19,6 0.02 126.2 0.1 
Borracha 101,5 0,35 1.669,9 4.5 1.381,6 3.1 86.3 0.1 
Matéria 15.135,0 52,2 13.626,7 37.1 10.128,8 23.0 80.977,0 82.6 123.059.0 81.6 
Oroânica 
Ossos e 3.625,0 12,5 2.220,3 6.0 2.349,6 5.3 568,4 0.58 656.3 0.1 
Outros 
Total 29.000,0 100 36.700 100 44.000 100 98.000 100 151.105 100 
(1) - Estudo de Viabilidade Técnico-Econômc1a para aproveitamento de Residuos Urbanos - FUEM/SEIC -
1988/1993. 
(2) - Caracterização dos resíduos sólidos, in Programa de Umpeza Urbana da Cidade de Pato Branco - CEFETIPB 
Nos municípios onde existem coletas marginais, a matéria orgânica é o componente 
que ocorre em teor mais elevado, conforme observado nos municípios de Pato Branco, 
Maringá e Londrina, nos outros municípios este tipo de coleta não ocorre, portanto a 
distribuição percentual fica mais distribuída, caracterizado pelas peculiaridades de 
cada município. 
Nos países desenvolvidos, o principal componente é a percentagem de papel e 
produtos afins, que tendem a aumentar com o incremento da economia. O teor da 
matéria orgânica decresce nos países industrializados à medida que os alimentos são 
preparados, prontos para serem ingeridos. A reciclagem de papéis, plásticos, vidros e 
a possibilidade de reutilização de adubo orgânico e ração animal a partir do lixo vem 
sendo estudado por parte de técnicos especializados. 
[
c.r.;;;;;:-;; ra. · ec.: 1 
l'l•. fll• _ _&_ 
lh 
\''ISTO 
~--.,.,.,.._~-:----· 
4.1 • Parâmetros que Influenciam a Produção e o Tipo de Lixo 
Estudos e observações têm demonstrado a evolução do lixo urbano através dos 
tempos, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos, diversificando sua 
composição em um mesmo período, em função da variedade e características de suas 
fontes produtoras. 
Estes estudos têm identificado fatores que influem na produção e tipo de lixo, porém, 
somente em bases qualitativas, já que em bases quantitativas precisas esses fatores e 
as conseqüentes alterações ainda deverão ser estudados minuciosamente durante 
longo período para que se obtenha dados cientificamente válidos, o que não foi feito 
até hoje. 
Com esta ressalva, podemos apresentar os seguintes fatores como os mais influentes 
na produção e composição dos lixos doméstico, público, comercial e industrial. 
4.1.1 • Lixo Doméstico 
4.1.1.1 ·Nível de Renda Familiar 
A quantidade de lixo produzido per capita aumenta em proporção à renda familiar, já 
que maior renda propicia maior consumo e, consequentemente, mais desperdícios por 
sobras ou obsolescência e maior ocorrência de embalagens. Na composição do lixo 
das classes de maior renda, observa-se maior quantidade de papéis, embalagens de 
plástico e papelão, recipientes de vidro, metal e menor quantidade relativa de matéria 
orgânica. 
4.1.1.2 · Industrialização de Alimentos 
A crescente tendência de industrialização de alimentos também tem influído na 
composição do lixo doméstico, com uma maior quantidade de embalagens e menor 
quantidade de matéria orgânica, já que os alimentos preparados para o consumo, já 
recebem um tratamento de limpeza. 
4.1.1.3 • Hãbitos da População 
A aquisição de alimentos em feiras livres representa o sistema de maior geração de 
matéria orgânica no lixo doméstico, devido a grande incidência de restos, decorrentes 
da preparação da alimentação do tipo que é predominantemente vendido em feiras, 
quais sejam: frutas, legumes, verduras -in natura. 
o. Muo. 12 •• P'.CBc·. ·1 . Flt. N,! __ ,,SL_ - 1L,, - : '---r, ··= 1 
Decorrente da industrialização, a população adquire certos hábitos como, por exemplo, 
a tendência moderna para aquisição de bebidas em embalagens sem retorno (leite e 
seus derivados, cervejas, sucos, refrigerantes, etc ... ), o que tem aumentado em muito 
a participação de plástico, lata e papelão. 
4.1.1.4 • Fatores Sazonais 
É conhecida a tendência da produção de lixo domiciliar aumentar no período de fim de 
ano em virtude, sobretudo desta época concentrar índices maiores de consumo. O lixo 
produzido nesta época, reflete as compras de presentes natalinos, maior consumo de 
bebidas e alimentos, assim como em festas como Páscoa, Carnaval, Festas Juninas, 
etc ... 
Cascas e restos de frutas encontradas no lixo doméstico, também seguem o padrão 
sazonal das suas respectivas temporadas de produção. 
4.1.2 • Lixo Público 
4.1.2.1 · Arborização das Vias Públicas 
Dependendo da quantidade e tipo de árvores existentes em ruas, avenidas, praças e 
parques das cidades, o percentual de matéria orgânica oscila, principalmente nos 
meses de outono, quando observa-se uma maior quantidade de folhas e galhos. 
Maringá é um exemplo de alto índice de matéria orgânica no lixo público. 
4.1.2.2 • Movimento de Pedestres 
Ruas de intenso tráfego de pedestres, principalmente nos centros comerciais das 
cidades, acumulam um grande volume de detritos que são lançados pelos transeuntes, 
com uma variação de resíduos muito pequena por se constituírem basicamente de 
papéis. 
O movimento de pedestres resulta também em resíduos no calçamento. 
4.1.2.3 -Intensidade do Trânsito 
O movimento de veículos em vias públicas aumenta a quantidade de resíduos, 
principalmente pela desagregação da pavimentação asfáltica, resíduos de borrachas 
......, __ .~_,..._....._,,_ VISTO 
de pneus, óleos que se misturam com a poeira e lançamento por passageiros de 
detritos à rua. 
4.1.2.4 · Os Tipos de Comércios Existentes 
Os tipos de comércio existentes em uma cidade, influem na composição do lixo público 
de acordo com as diferentes atividades, por exemplo: bares, lanchonetes, casas de 
diversões e restaurantes, provocam um aumento no índice de garrafas, vidros, latas e 
restos de alimentos; estabelecimentos bancários, lojas, magazines e supermercados 
aumentam o volume de papéis, embalagens e latas e os vendedores ambulantes e de 
feiras livres tendem a aumentar a quantidade de material orgânico, entre outros 
resíduos que compõem o lixo urbano. 
4.1.2.5 · Lixo Comercial 
O Lixo comercial é menos influenciado por fatores externos do que o lixo domiciliar, já 
que sua composição depende quase que exclusivamente dos diferentes ramos de 
atividade comercial existente no município. Porém, cabe observar que existe a 
tendência de predominância dos papéis, como principal componente do resíduo 
gerado. 
4.1.2.6 · Lixo Industrial 
O Lixo industrial, como tem sua composição intimamente ligada às características da 
indústria que o produz, varia na mesma direção em que são modificados os materiais e 
processamento de matérias-primas em cada tipo de estabelecimento, tal qual o lixo 
comercial. 
Como estas modificações são específicas de cada estabelecimento fabril, torna-se 
difícil analisar em termos gerais os fatores que influenciam a produção do lixo 
industrial. 
4.1.2. 7 · Lixo de Fontes Especiais 
Com referência ao lixo de fontes especiais, cabe lembrar o caso do lixo hospitalar, cuja 
quantidade e composição têm variado muito nos últimos tempos em virtude do 
crescente uso da seringa hipodérmica e outros instrumentos descartáveis e a 
utilização de tecidos do tipo non-woveu, os quais são empregados uma única vez e 
jogados no lixo (descartáveis). 
e. Mun. d1P.h~l' 
l'lt. N.•jJl_ ___ ~-1 
VISTO ! ---.... ~-.'.!'< .. __ ,.,\ll/;11'.1'[-... 
Sendo o lixo urbano de estrutura tão variada e sujeito à influência de inúmeros fatores, 
é difícil estabelecer correspondências universais entre populações, áreas, números de 
domicílios, etc ... , e a quantidade ou qualidade de lixo produzido. 
Alguns esforços, entretanto, têm sido desenvolvidos neste sentido, pois é fundamental, 
quando se planejam sistemas de limpeza urbana, contar com avaliações e previsões 
razoavelmente válidas sobre a quantidade e tipos de lixo existentes. 
A correlação geralmente feita entre as cidades é com a população em termos de 
produção per capita por dia. 
----·-------- . .... . ; . 
• MWI. de I' !.] l•·i·s--~- VISTO ---~~~ 
5 - Caracterização dos Serviços Prestados 
5. 1 - Coleta de Lixo 
Segundo as informações da Secretaria de Serviços Públicos, da Prefeitura Municipal 
de Pato Branco, são coletados cerca de 29 Ton/dia de resíduos sólidos, dentro do 
perímetro urbano do município de Pato Branco e depositados junto ao Aterro 
Controlado de Lixo Urbano, distante da Sede do Município em cerca de 1 O km, que por 
sua vez possui 4 (quatro) alqueires de tamanho total dos lotes que compõem o aterro. 
Operacionalmente, são abertas valas onde são depositadas toda quantidade de lixo 
coletado e posteriormente, através de uma retro-escavadeira são cobertos com terra, 
objetivando o estancamento de odores e outros problemas gerados pelo sistema. 
Atualmente a frota de coletores é composta por 4 (quatro) veículos, no entanto 
somente 1 (um) está em condições de uso, dado que este veículo foi adquirido em 
1.994, tendo recebido as manutenções devidas. Os outros 3 (três) veículos encontram￾se em estado precário, sendo que o ano de fabricação do mais antigo é 1.972 e o mais 
novo desta frota é 1.979. Considerando que estes veículos possuem uma vida média 
de utilização de 10 (dez) anos e os Equipamentos Coletores de 5 (cinco) anos, tem-se 
a dimensão do atual estado da frota. 
Necessariamente devem haver investimentos em veículos e coletores, para substituir 
aqueles em precárias condições, objetivando tornar mais eficiente o sistema de coleta 
de lixo existente. 
511 . . - F requenc1a d a C oea 1 t d e L" IXO /S e t ores 
FreQuência Regiões/Bairros/Setores 
Diária Área Central. 
Três vezes por semana Trevo da Guarani, Bortot, Brasília, Anchieta, 
Sambugaro, Jardim Primavera, jardim das Américas, 
Amadori, Menino Deus, La Salle, Morro da Cruz, 
Baixada Santa Terezinha, São Vicente, Cristo Rei, 
Industrial, Bonato, Pinheirinho, Planalto, Chaparral, 
Santo Antônio e São RoQue. 
Duas vezes por semana Fraron, Trevo Patinho, Aeroporto, Vila Isabel, Vila 
Esperança, Pinheiros, Cadorin, Bancários, 
Parzianello, Pagnoncelli, Bela Vista, Novo Horizonte, 
Sudoeste, São Critóvão e Alvorada. 
1 Uma vez por semana 1 Dal'Ross e Jardim Floresta. 
5.1.2 • Ciclo Operacional Básico • Funciograma • Coleta de Lixo 
~ Doméstico ~ Entulho 
Comercial ._ Feira 
e ....__ Livre Industrial 
Coleta 
de !+--
Lixo 
Varrição Poda, ._ Serviços - Capinação e Públicos - Regular - - Outros 
*- Especiais i.- Comercial 
Limpeza 
1,._ Pública, 
Parques e 
Jardins 
~· Mun. dt P. Bce. ! 
l'l•. I:f-f-3{ 1 
---"~~~=i 
5.2 · Limpeza Pública 
Segundo as informações da Secretaria de Serviços Públicos, da Prefeitura Municipal 
de Pato Branco, as principais atividades realizadas a título de Limpeza Pública são: 
• Varrição das vias públicas; 
• Poda de árvores, capinação e limpeza de jardins; 
• remoção de entulhos, e 
• remoção de resíduos de feiras livres e afins. 
Todo produto das atividades acima descritas, são recolhidas, ora por veículos 
destinados à este fim, ora pelos veículos de coleta de lixo urbano, que os removem ao 
Aterro Controlado. 
Estes serviços são realizados atualmente por um contingente operacional de 28 
pessoas 
Atualmente a frota de veículos destinada a varrição, está resumida a um único veículo, 
em precárias condições de uso. Desse modo, em geral a remoção dos resíduos são 
efetuadas pelos veículos coletores de lixo. 
Necessariamente devem haver investimentos em veículos equipamentos específicos, 
para substituir aqueles em precárias condições de uso, objetivando tornar mais 
eficiente o sistema de limpeza pública. 
Está sendo analisado no presente projeto, exclusivamente o custo com os serviços de 
varrição. 
5.2.1 · Frequência da realização da Varrição 
Frequência Regiões/Bairros/Setores 
Diária Área Central. 
Semanal Jardim Primavera; Bortot La Salle; Santa Terezinha; 
Sambugaro; Amadori; Menino de Deus; Pinheirinho; 
Parzianello; Trevo da Guarani; Anchieta e Jardim 
das Américas. 
5.2.2 • Ciclo Operacional Básico • Funciograma · Varrição 
,. Diária ,___ 
Varrição Veículos ,....... ..... Regular i---. ~rµ:uacbres ~ 
4 Semanal -
Li~de Aterro r--- Parques e 1-- r--- Controlado Jardns 
Li~ 
Pública - Veículos r- Entulho :. Esporádica - Específicos -
4 Outros 1--
'.. 
6 • Análise da Eficiência da Estrutura Atual de Serviços 
6.1 · Estrutura Física Atual 
Atualmente a Prefeitura Municipal de Pato Branco dispõe da seguinte estrutura para 
dar suporte aos serviços de Limpeza Pública, segundo os dados coletados junto a 
Unidade Administrativa responsável pela administração dos serviços, conforme segue: 
6.1.1 ·Quadro de Funcionários Operacionais Direto 
Função QDE 
Encarregados 2 
Motorista 7 
Coletores 13 
Garis 28 
6.1.2 ·Quadro de Funcionários Operacionais Indireto 
Função QDE 
Faxineiro 1 
Zelador 1 
Auxiliares Serv. Gerais 1 
6.1.3 • Quadro de Funcionários Operacionais de Suporte ou Apoio 
Função QDE 
Mecânicos 2 
Soldador 5 
Eletricista 1 
Borracheiro 1 
Aux. Serviços Gerais 3 
6.1.4 • Quadro das necessidades de Veículos, Máquinas e Equipamentos 
Espécie QDE 
Veículo Compactador 3 
Veículo Caçamba 1 
LutocarNega Box 52 
6.2 • Cálculo da Capacidade Instalada 
6.2.1 • Coleta de Lixo 
Considerando que a Prefeitura Municipal de Pato Branco dispõe de 4 (quatro) veículos 
para realização da coleta de lixo, e segundo as informações da Unidade Administrativa 
responsável, somente um dos veículos encontra-se em bom estado, estando os 
demais em precárias condições, embora ainda sejam utilizados sazonalmente, 
computou-se no presente cálculo que os 3 (três) outros veículos alcancem a 
produtividade daquele em melhores condições de uso. 
Considerando ainda, segundo as informações que, cada veículo percorre em 
média/dia 80 km (computado desde os trechos da coleta até os o depósito no aterro); 
considerando ainda que os caminhões possuem a capacidade de coletarem 1 O 
ton/média por viagem, tem-se o seguinte quadro. 
Extensão Velocidade Capacidade Qde Qde Qde 
Percorrida Média por Viagens Coletada Produzida Déficit 
Dia Km/h Veículo Estimada 
80 Km 10 10 ton 2 15 ton 29 ton 14 ton 
Segundo as informações disponibilizadas pela Unidade Administrativa responsável 
pela Coleta de Lixo, a quantidade coletada em geral representa de 70 a 80% da 
capacidade de coleta do equipamento disponibilizado em média, se considerado o 
veículo depreciado esta média tende a ser reduzida ainda mais. 
Para orientação deste trabalho, considerou-se que a quantidade coletada representa 
75% (setenta e cinco por cento) da capacidade instalada nos equipamentos. 
Diante deste quadro, calcula-se que a estrutura atual está produzindo um déficit em 
serviços na ordem de 14 toneladas/dia, que por sua vez esttá demandando serviços 
extraordinários (estender o tempo normal de trabalho). 
Assim considerado, eleva-se a incidência de horas extras para todo o pessoal 
diretamente envolvido e em alguns casos, àqueles que permanecem na estrutura de 
apoio, ou ainda está se disponibilizando uma outra estrutura de recursos humanos 
(dois turnos) para dar suporte aos serviços realizados. Do mesmo modo, está se 
elevando consideravelmente os coeficientes de depreciação do veículo e 
compactador, reduzindo assim sua vida útil. 
Considerando a capacidade de armazenamento do veículo compactador, é necessário 
dispor de dois veículos para darem suporte ao déficit existente, por conseguinte tem-se 
mais 8 (oito) horas de trabalho diário (novo turno), considerando os fatores acima 
O. Mun. d1 P:-·&;1 
l'l•. N.•z.t·---~-- -··· . i) 
------- --
reproduzidos, estará se empregando à estas atividades, o veículo em melhores 
condições de uso, como principal suporte e o outro disponível como apoio. 
Havendo quaisquer problemas, onde não se possa contar com a estrutura física 
dimensionada, em especial pelo estado depreciado da maior parte da frota, o déficit 
tende a aumentar, ocasionando acumulação, que implica necessariamente na 
ampliação dos horários de trabalho para o desempenho das atividades, bem como 
elevação dos coeficiente de depreciação do veículo em bom estado de conservação. 
Conclui-se com efeito que, se o veículo em melhores condições, está sendo 
empregado entre 12 a 18 horas/dia, não deve-se estar sendo realizadas as 
manutenções necessárias, exclusivamente recebendo o combustível diário e as 
lubrificações essenciais ao desempenho da tarefa, justificando por sua vez o critério de 
aceleração da depreciação, ou seja, se normalmente um veículo tem sua vida média 
estabelecida em 1 O anos, dado seu emprego atual, este tempo deve estar sendo 
reduzido pela metade, do mesmo modo, acerca do equipamento compactador, cuja 
estimativa do fabricante é de 5 (cinco) anos a vida útil do produto. 
Conclui-se também que, dado as informações, o processo de Coleta de Lixo não deve 
estar sendo realizado de forma eficiente, havendo em determinadas regiões do 
município acúmulo de resíduos, extendendo assim a periodicidade estabelecida a nível 
de planejamento das atividades. 
6.2.2 • Limpeza Pública 
Para definição de capacidade de desenvolvimento, atrelou-se os cálculos a estrutura 
de recursos humanos existente. 
Atualmente o corpo de funcionários que atua diretamente na Limpeza Pública é de 28 
pessoas. Estima-se que cada homem realize, em um dia normal, 250m por hora de 
varrição, assim considerando, tem-se o seguinte quadro: 
Extensão Número Produção Extensão Número 
Média Médio de Quantidade Máxima Total das Total de Equivalência 
Desenvolvida Horas Total de Diária Vias dias para em Meses 
por Produtiva Efetivos emKm Públicas completar = 30d 
hora/homem s Dia Trabalhada o Ciclo 
s 
250 m 6,5 horas 28 45,5 5.600 km(*) 123,08 4, 1 meses 
dias 
( •) es!tma!tva média de cobertura das atividades - 8.000km x 70% = 5.600 km. 
O cálculo acima aponta que, para ser realizada as atividades de varrição nos trechos 
definidos pela Unidade Administrativa que a gerencia, considerando a quantidade total 
de efetivos, disponíveis todos os dias úteis, bem como realizando as atividades dentro 
da média calculada, levaria aproximadamente 123 dias para completar os 5.600km de 
l.
o. Mun. dt P.-lc. .. l'l•. ~~-.. ..11 lh￾VISTO •·M~~--
áreas onde estão programadas a atuação deste efetivo. Este dimensionamento é 
aquém das necessidades, a qual soma 8.000 km, fato este que levaria o ciclo para 
acima dos 160 dias. 
Uma vez que existe ainda, a concentração de esforços, no sentido de manter 
determinada região constantemente tratada, que em geral esta região é a central, este 
ciclo se estenderia para além dos 123 dias (critério de periodicidade). 
Para otimizar esta estrutura, tendo em vista que a maior demanda é por recursos 
humanos, o quadro abaixo, visa identificar esta necessidade, se nos conceitos da 
Administração atual, o serviço deva ser realizado com uma periodicidade inferior que 
aquela atual. 
E xpresso R$ 
Extensão Total Produção Número Impacto 
das Vias Máxima Total de dias Quantidade Direto 
Públicas Diária para Total de com custos 
Trabalhadas emKm completar o Efetivos deRH 
Ciclo estimada (1) 
5.600 km 45,5 123 dias 28 0,00 
5.600 km 62,2 90 dias 39 6.305,20 
5.600 km 93,3 60 dias 58 17.196,00 
5.600 km 186,7 30 dias 115 49.868,40 
(1) o valor médio de salário com encargos considerado foi de R$. 573,20 
7 - Avaliação Contábil dos Custos com Coleta de Lixo e Limpeza Pública 
7.1 -Introdução e Justificativas 
A avaliação contábil dos custos gerados com os serviços de Coleta de Lixo e Limpeza 
Pública, foi desenvolvida com base nos dados constantes no Anexo VI, da Lei 
4.320/64, do Balanço Patrimonial da Prefeitura Municipal de Pato Branco, relativo aos 
exercícios de 1.995 e 1.996. 
Analiticamente, considerou-se as despesas lançadas nas rubricas 
10.60.325.0.000.000, e respectivos desdobramentos, configuradas pelas seguintes 
contas contábeis: 
• vencimentos e vantagens fixas; 
• obrigações patrimoniais; 
• material de consumo; 
• outros serviços e encargos; 
• obras e instalações, e 
• equipamento e material permanente. 
Deve-se salientar que, o produto da avaliação contábil não reflete os custos reais com 
os serviços analisados, tendo em vista a forma de apropriação das respectivas 
despesas. Do mesmo modo em função dos mecanismos que se dispõe, o Setor 
Público de remanejamentos ou transferências de recursos intra-rubricas, intra-funções 
e intra-departamentos ou unidades administrativas, de modo que, determinadas 
despesas de propriedade ou responsabilidade de um Departamento é apropriado em 
outro, por esgotamento de cotas (recursos). 
Com efeito, por esta ser uma prática dentro do Setor Público, não existe como 
precisar, contabilmente a quantidade real de recursos dispendidas por esta ou aquela 
atividade, excetuando casos específicos, onde há o atrelamento de verbas a despesas 
específicas, que não configura o presente caso. 
Observou-se também ao analisar os dados contabilizados que, os mesmos não são 
dissociados, ou seja, embora sejam serviços distintos, a contabilidade agrupou as 
informações da Coleta de Lixo e Limpeza Pública em uma única rubrica, fator este que 
não permite a dissociação de valores, diante do que passou-se a considerar como 
uma única variável, a saber, Limpeza Pública, vinculando a convenção já utilizada pela 
Prefeitura Municipal de Pato Branco. 
Analisando as peças contábeis, observou-se também que, estas não possuem 
quaisquer informações acerca do Patrimônio, essencial a viabilização dos serviços, 
que via de regra estão materializados nos seguintes itens: 
• instalações prediais; 
• veículos; 
• máquinas e equipamentos 
Por fim, a avaliação de custo também não incorpora os custos gerados pelas 
atividades-meio e aquelas a nível de assessoria, e, no curso das atividades 
desempenhadas pela unidade administrativa responsável pela execução dos serviços 
de coleta de lixo e limpeza pública, esta faz uso dos serviços das unidades abaixo 
relacionadas. 
• Gabinete do Prefeito; 
• Departamento de Administração; 
• Departamento de Finanças, e 
• Departamento de Material e Patrimônio. 
Estas nomenclaturas são as vigentes, devidamente estabelecida pela Lei que 
caracteriza a Estrutura Administrativa da Prefeitura Municipal de Pato Branco, 
registrada sob n° 962/90, e transcrito para o Balanço Patrimonial e Orçamento 
Programa. 
7 .2 - Análise dos Dados 
De conformidade com os dados contabilizados, observa-se que em 1.995, foram 
dispendidos com os serviços de limpeza pública, R$. 322.875,42 (trezentos e vinte e 
dois mil, oitocentos e setenta e cinco reais e quarenta e dois centavos), projetando um 
gasto médio mensal de R$. 26.906,29 (vinte e seis mil, novecentos e seis reais e vinte 
e nove centavos). 
Para ilustrar os custos unitários, optou-se por atrelar o cálculo sobre a quantidade de 
lixo coletada (mesma base - mês/ano), formando subsídios para posteriores cálculos 
comparativos. 
Este último montante, se rateado pela quantidade estimada de lixo produzido ao ano, 
que segundo estudos do CEFET/PB in Programa de Limpeza Urbana da Cidade de 
Pato Branco, demonstra que os resíduos sólidos gerados, crescem a taxa anual de 5% 
(cinco por cento), tem-se que, em 1.995 estavam sendo gerados aproximadamente 
9.469 ton/ano, o que equivale a 789 ton/mês em média. 
Estas quantidades projetam que a Prefeitura Municipal de Pato Branco, dispendeu por 
tonelada coletada, aproximadamente R$. 34, 1 O (trinta e quatro reais e dez centavos). 
Os dados contabilizados em 1.996, demonstram que os dispêndios cresceram a uma 
taxa média de 16,33%, alcançando a cifra de R$. 375.614,96 (trezentos e setenta e 
cinco mil, seiscentos e quatorze reais e noventa e seis centavos), projetando por sua 
vez uma média mensal de R$. 31.301,25 (trinta e um mil, trezentos e um reais e vinte e 
cinco centavos). 
--~--··------------
Segundo ainda os cálculos do CEFET/PB (idem), estima-se que os resíduos sólidos 
gerados tenham alcançado a 9.936 ton/ano, ou o equivalente a 828 ton/mês. 
Estas quantidades por sua vez, projetam que se dispendeu por tonelada coletada, 
aproximadamente R$. 37,80 (trinta e sete reais e oitenta centavos). 
Levando em consideração que, as taxas médias de inflação orbitaram entre 9, 12 a 
9,20 (segundo os indicadores da Fundação Getúlio Vargas), no período de 1.995 a 
1.996, observa-se que os dispêndios com os serviços analisados, cresceram 7,21pp 
acima da inflação medida em idêntico período. 
Deve-se salientar que, os custos contábeis calculados não incorporam quaisquer 
outros custos daqueles mencionados anteriormente, de rateio das despesas 
patrimoniais e as administrativas. 
Segundo os cálculos efetuados junto a análise real de custos, pelo sistema ABC 
costing, tais despesas, devem elevar os custos contábeis calculados em 
aproximadamente 15% (quinze por cento). Agregando ainda a estes valores nominais, 
as taxas inflacionarias do período, calculado a partir do IGP-M/FGV, utilizando como 
base o mês de maio/97, tem-se o seguinte quadro. 
Rateio Argumento Custo 
Período Custo Despesas 1 nflacionário Calculado 
Nominal Patrimoniais e base=maio/97 VP 
Administrativas 
1.995 34,10 5,12 23,53% 48,45 
1.996 37,80 5,87 10,08% 48,07 
Sob o método do Valor Presente, atrelando as taxas inflacionarias ao Custo Nominal, 
levando em consideração o mês base, observa-se que o custo por tonelagem 
coletadas em 1.995 e 1.996 foram equivalentes, havendo uma economia de 1.995 
para 1.996 de 0,74% (zero virgula setenta e quatro por cento). Lembrando que os 
valores calculados sob o método contábil congregam ambas as atividades Coleta de 
Lixo e Limpeza Pública. 
Todos os conceitos de tonelagem coletada até aqui discutidos, demonstram que o 
sistema é eficiente, ou seja, quaisquer quantidade produzida de resíduos sólidos , 
tanto no ano de 1.995 ou 1.996, ou ainda, em 1.997, foi plenamente coletada pela 
estrutura existente, de "alguma forma". 
No entanto alguns fatores devem ser esclarecidos, objetivando analisar a eficiência da 
estrutura atual. 
/ 
8 · Mapeamento da Cidade 
C. Mun. dt P. Bct. j' 
-l'l•_· N_.• 2_6 ! . ~ - V~! 
De conformidade com as informações coletadas junto à Secretaria de Serviços 
Públicos, efetuou-se o mapeamento dos serviços de Coleta de Lixo e Limpeza Pública, 
objetivando ilustrar a periodicidade dos serviços realizados, dentro do planejamento 
atual desenvolvido pela Secretaria referida. 
Manteve-se as cores de convenção já adotada pelo Município, com o fim de facilitar a 
identificação. 
Subdividiu-se o mapeamento ilustrando: 
• Sistema Viário 
• Tipos de Pavimentação 
• Coleta de Lixo 
• Limpeza Pública 
J'ls. 
~ ~ N.~. •. do !':b P. ~·1 JT -1 -
--" Vl&TO 
9 · Planilhamento de Custos 
Objetivando efetuar a determinação dos custos com os serviços de Coleta de Lixo e 
Limpeza Pública, foi necessário estabelecer um preceito metodológico a seguir. 
9.1 · Modelo Metodológico Adotado para Avaliação de Custos 
O preceito ou modelo metodológico definido foi o de custeio pelo sistema ABC, tendo 
em vista que este melhor ilustra os conceitos de despesas realizadas no Setor Público, 
haja vista que os sistemas tradicionais de custos não medem com precisão os 
recursos que são consumidos proporcionalmente ao número de componentes 
produzidos ou atividades fins realizadas. Esses recursos incluem a mão-de-obra 
direta, o material direto, as horas de máquinas e/ou equipamentos utilizados, contudo 
existe em uma Administração Pública, muitos outros recursos empregados em 
atividades que se inter-relacionam (indiretamente), objetivando à realização de 
determinado serviço. Em consequência disso, o sistema tradicional de custeio das 
despesas indiretas (overhead), apresenta distorções quando aloca essas despesas às 
atividades individuais, apenas utilizando o critério de rateio baseado na mão-de-obra 
direta, ou nos materiais diretos, ou nas horas de máquinas e equipamentos 
empregados no processamento da atividade fim. 
Há de se considerar ainda que os custos de overhead, relativamente representavam 
valores pequenos, atualmente observa-se que tais custos são cada vez mais 
representativos, principalmente em uma Administração Municipal, a qual estabelece, 
por vezes, definição de gastos ou de consumo em um Orçamento Público, que se quer 
reflete a realidade financeira da Prefeitura Municipal. 
O sistema ABC, tal qual no modelo tradicional, processa a alocação de custos em dois 
estágios. 
A figura abaixo ilustra o processo de custeio tradicional, o qual aloca as despesas 
indiretas em centros de custos, e em seguida rateia-os pelas atividades realizadas, 
usualmente baseado nos custos com m.o.d. empregados no processo. 
9.1.1 Fluxo de Alocação · Sistema Tradicional 
Fluxos de Alocação 
Custos Custos de 
de Espaço 
Energia Físico 
' ' ' ' 
• • , 
Centro Centro 
de de 
Custos 1 Custos2 
' ' ' ' 
• + r , 
Atividade 1 Atividade 2 
Custos de 
Mão-de-obra 
Indireta 
' 
l 
Centro 
de 
Custos3 
=-=+-~ Atividade 3 
e 
Custos de 
Overhead 
Outros Centros 
de Custos 
ustos de overhead rateados 
s produtos e proporcional ao 
fluxo de atividade reaizada 
no 
Outras 
Atividades 
No modelo ABC, o conceito é o de agregar os custos por atividades, em seguida, para 
cada um dos centros de atividade, atribuir o respectivo custo baseado em seu 
consumo de recursos. 
Ao estabelecer este processo de rateio por centros de atividade, observa-se que 
alguns recursos incidem diretamente em cada uma das atividades realizadas, 
consequentemente independem do volume da atividade; outros recursos incidem 
diretamente na realização de cada uma das atividades, desse modo independe da 
quantidade de serviços realizados; outros recursos ainda, são computados no período 
e se referem às despesas operacionais. 
Em suma, o sistema ABC, conforme se observa na figura abaixo, procura atribuir às 
atividades individuais a parcela de despesas indiretas consumidas por cada uma 
delas, além de processar as despesas diretas que usualmente nelas incidem. O ABC 
se utiliza de bases de distribuição que procuram refletir quanto desses recursos 
incidem em cada atividade realizada. 
9.1.2 • Fluxos de Atribuição • Sistema ABC 
Fluxos de Atribuição 
Setup Inventário de 
Departamento Materiais 
.......... .. 
Suporte 
Engenharia e 
OJtros 
.. 
-···-·-· ---------·~-----··,....,.,.~,. 
e. Mun. dt .. . Bce. I 
'1•'3} ·1-1 ___ Vl~ST_O __ j 
o..itros recursos 
Indiretos 
r-----------------• --------~----------- -
' 1 
Setup 
Máquinas e 
Equipamentos 
R$13'tup 
·-
+ 
Atividade 1 
Fmte: Ccqler e KEµan 
Suporte de 
MOO 
R$1fv'OD 
... -- -
+ ' 
Atividade 2 
1 
Administração o..itras 
Atividades 
R$11>DM 
Atividade 3 
Cust os atribuidos aos produtos 
baseados no uso dos recursos 
Um dos benefícios obtidos pelo emprego deste método, é o de obter uma avaliação 
mais precisa, dos custos de overhead, bem como avaliar as atividades que estejam 
subcusteadas ou supercusteadas, permitindo a transparência para a decisão 
empresarial, que em última análise busca otimizar a atividade realizada. 
É importante ressaltar que este sistema reveste-se de um modelo gerencial e não 
exclusivamente financeiro, portanto, para suporte decisório este tende a ser mais 
preciso e eficiente, justificando com efeito seu emprego nas análises e resultados que 
seguem. 
C. Mun. dt P.ltc.: J 
~le.~• ·ài 
10 · Avaliação Econômica dos Custos com os Serviços de Coleta de Lixo e 
Limpeza Pública. 
A Avaliação de Custos que segue, visa identificar todos os elementos aglutinadores de 
custos, quer direta ou indiretamente, objetivando ter-se conhecimento do 
Custo!Tonelagem da Administração Municipal de Pato Branco, em realizar os serviços 
de Coleta de Lixo, bem como o Custo/Quilometragem para se realizar os serviços de 
Limpeza Pública. 
10.1 · Classificação das Despesas · Coleta de Lixo 
Para a realização efetiva dos serviços de Coleta de Lixo, apurou-se a incidência das 
despesas, conforme caracterização que segue, bem como fixou-se índices de 
consumo/depreciação, sob a periodicidade mensal, objetivando constituir elemento 
para análise futura de custos. 
Subdividiu-se as Despesas Operacionais em 6 (seis) grupos, conforme segue: 
• Operacionais Direta - Recursos Humanos; 
• Operacionais Direta -Veículos e Equipamentos; 
• Operacionais Direta - Uniformes e de Proteção; 
• Operacionais Direta - Material de Consumo; 
• Operacionais Direta - Preventivas 
• Administrativas 
10.1.1 ·Recursos Humanos Envolvidos· Coleta de Lixo 
O quadro atual dimensionado para realização dos serviços relativo a Coleta de Lixo, 
conforme informações do Departamento de Recursos Humanos, está constituído 
conforme abaixo: 
1. Operacional Direto: Compreendendo aqueles funcionários ligados diretamente à 
realização dos serviços de Coleta de Lixo; 
2. Operacional Indireto: Compreendendo aqueles funcionários da Secretaria de 
Serviços Públicos, lotados na Secretaria e que realizam atividades acessórias na 
Secretaria. 
VISTO 
fC. Mun. 
rle. j!)I 
dt I'. Bce. ri· 
,}Jl 
1Ã 
VISTO 
3. Operacional de Suporte ou Apoio: Compreendendo aqueles funcionários da 
Secretaria, que ficam a disposição, para realização de serviços de manutenção, 
reparo, lavagem e lubrificação, solda e consertos diversos. 
10111 . . . . Q d d F ua ro e unc1onanos o · o· t 'perac1ona1s ire o 
Somatório 
Especificação Salário Hora dos 
QDE Médio Extra Adicionais Total Encargos Tt. Geral 
Motorista 5,00 573,71 46,94 (1) 3.103,25 1.741,85 4.845,10 
Coletores 13,00 367,13 46,94 (1) 5.382,91 3.021,43 8.404,34 
Encarregados 1,00 1.490,28 º·ºº (1) 1.490,28 836,49 2.326,77 
10112 . . . . Q d d F ua ro e unc1onanos o 1perac1ona1s . 1 n d" ire t o 
Somatório 
Especificação Salário Hora dos 
QDE Médio Extra Adicionais Total Encargos Hora Prop. Tt. Geral 
Faxineiro 1,00 277,38 º·ºº (1) 277,38 155,69 50,0% 216,54 
Zelador 1,00 255,52 º·ºº (1) 255,52 143,42 50,0% 199,47 
Auxiliares Serv. 1,00 330,51 0,00 (1) 330,51 185,52 50,0% 258,01 
Gerais 
1011 . . . 3 Q d d F o . d s A . ua ro e unc1onanos 1perac1ona1s e uporteou •POIO 
Somatório 
Especificação Salário Hora dos 
QDE Médio Extra Adicionais Total Encargos Hora Prop. Tt. Geral 
Mecânicos 2,00 1.077,34 0,00 (1) 2.154,68 1.209,42 15,0% 504,62 
Soldador 5,00 635,13 0,00 (1) 3.175,65 1.782,49 15,0% 743,72 
Eletricista 1,00 637,79 º·ºº (1) 637,79 357,99 15,0% 149,37 
Borracheiro 1,00 626,90 0,00 (1) 626,90 351,88 15,0% 146,82 
Aux. Serviços 3,00 455,41 0,00 (1) 1.366,23 766,86 15,0% 319,96 
Gerais .. Nota: Os encargos soc1a1s e trabalhistas considerados, representam 56,13%, conforme memória de cálculo 
descrita no presente projeto, em anexo. Acerca da Hora Proporcional considerada. refere-se a apropriação 
de tempo estimada de dedicação dos profissionais descritos ao serviço de Coleta de Lixo. 
----•• ;;;.:<h.~,_..,... 
t. Mu". dt I'. Bce. ~ 
1'11. N36 3i .._. __ v~1s,~---' 
10.1.2 · Despesas Operacionais · Coleta de Lixo 
Classificou-se como Despesas Operacionais, os dispêndios de recursos necessários 
e/ou de incidência potencial, para a realização dos serviços de Coleta de Lixo. Adotou￾se por convenção as seguintes classificações: 
1. Operacional Direta - Veículos e Equipamentos: representando os coeficientes 
médios de consumo e técnicos de depreciação, dos veículos e equipamentos 
envolvidos na realização da atividade analisada. 
2. Operacional Direta - Uniformes e Materiais de Proteção: representando os 
coeficientes técnicos de consumo, de uma estrutura mínima de recursos para que o 
funcionário possa desempenhar suas atribuições, em especial com segurança. 
3. Operacional Direta - Material de Consumo: representando os coeficientes técnicos 
de consumo de materiais essenciais ao desempenho das atividades analisadas, 
bem como de limpeza dos equipamentos. 
4. Operacional Direta - Preventivas: representando os coeficientes técnicos de 
consumo de insumos preventivos, destinado ao Recurso Humano envolvido. 
10.1.2.1 - Despesas Operac1ona1s - Direta -Veículos e Ec uipamentos 
Caracterização da Despesa 
Combustível e Lubrificantes (km) 
• Diesel 
• Óleo de Cárter 
• Caixa e Diferencial 
• Hidráulico 
• Fluído de Freio 
• Graxa 
Peças e Rodagem (mês) 
• Pneu Dianteiro 
• Pneu Traseiro 
• Peças de Reposição - Chassi 
• Peças de Reposição - Equipamento Compactador 
• Peças de Reposição Preventivas 
• Conjuntos (Motor e Câmbio) 
• Material de Oficina 
Depreciação (mês) 
• Veículo Coletor 
• Equipamento Compactador 
Coeficiente 
de 
Consumo 
0,475895 
0,018200 
0,000900 
0,010000 
0,000088 
0,000203 
0,500000 
0,250000 
0,012500 
0,012500 
0,006250 
0,012500 
0,006250 
0,008330 
0,016670 
-------~;..;...-·~·,·-~ 
fõ. Mun, de P. Bce. 'l 
l~~~=-~ 
10.1.2.2 - Despesas Operacionais Direto · u m "f ormes e e d p ro t eçao # 
Coeficiente 
de 
Caracterização da Despesa Consumo 
Uniformes e Acessórios de Proteção (mês) 
• Macacão/Conjuntos 0,083333 
• Bonés 0,083333 
• Botinas de Couro 0,083333 
• Botinas de Borracha 0,083333 
• Capa de Chuva 0,083333 
• Luva Raspa 0,083333 
• Coletes Refletivas 0,333333 
101 . . . 2 3 D . espesas o 1perac1ona1s · D" ire t o· M a t ena1s · · d e c onsumo 
Coeficiente 
de 
Caracterização da Despesa Consumo 
Materiais Diversos (mês) 
• Detergente (Limpeza do Equipamento Compactador) 1,000000 
• Desinfetante (Limpeza do Equipamento Compactador) 1,000000 
• Vassouras para Gari 0,166667 
• Pás com cabo comum 0,166667 
• Enxada com cabo comum 0,166667 
1012 . . . 4 D o · D" t P f . espesas 1perac1ona1s ire o· reven 1vas 
Coeficiente 
de 
Caracterização da Despesa Consumo 
Preventivos 
• Exames Clínicos 0,083333 
• Vacinas 0,083333 
10.1.3 · Despesas Administrativas 
Para determinação dos custos administrativas, considerou-se a incidência, das 
despesas com Vale Transporte e Refeição, as quais são benefícios concedidos aos 
funcionários, assim como se configuram em exigência legal (Lei 7.418/85 e Convenção 
Coletiva de Trabalho). 
Acerca das despesas de suporte administrativo, considerou-se que, para o efetivo 
desempenho das atividades ligadas a coleta de lixo e limpeza pública, em um dado 
momento a unidade administrativa que coordena a execução destas atividades 
demandará os serviços prestados pelos Departamentos de Administração, Material e 
Patrimônio, Finanças e Gabinete do Prefeito, tendo em vista que os mesmos 
coordenam as atividades ligadas a Recursos Humanos, processando todo 
gerenciamento nesta área; realizam todas as atividades relativa ao processamento das 
informações (informática), inclusive com suporte nesta área; executa todo controle 
patrimonial (bens móveis e imóveis); promove as licitações para aquisição de bens e 
serviços; executa a contabilização das despesas geradas pela unidade; presta conta 
de tais atos contabilizados; promove a interface política entre a demanda e a efetiva 
realização dos serviços; executa a tributação (recuperação das despesas), assim 
como supervisiona o processo arrecadatório; entre outras atividades. 
Os coeficientes calculados a partir da projeção das despesas (Orçamento Programa 
de 1.997), seguem a seguinte metodologia: 
LGDi: LOP = C1P 
C1P x (LGDi - LGD/): n = DAsM 
DAsM : LOP = CDAsM 
CDAsM : LD = CDAsRM 
OP Orçamento Programa 
Gastos Departamentais 
Coeficiente de Cálculo de Proporção 
GDi 
C1P 
LGDe 
n 
Gasto do Departamento Analisado (Serviços Urbanos) 
12 meses (1 ano) 
DAsM 
CDAsM 
CDAsRM 
Despesas Administrativas de Suporte mensal 
Coeficiente das Despesas Administrativas de Suporte mensal 
Coeficiente das Despesas Administrativas de Suporte Rateadas 
mensalmente 
Coeficiente 
de 
Caracterização da Despesa Consumo 
Administrativas 
• Vale Transporte 0,083333 
• Vale Refeição 0,083333 
• Suporte do Departamento de Administração 0,005160 (1) 
• Suporte do Departamento de Finanças 0,006490 (1) 
• Suporte do Departamento de Material e Patrimônio 0,001040 (1) 
• Suporte do Gabinete do Prefeito 0,006700 (1) 
Nota 1 - os coeficientes acima, levam em consideração a sistemática definida na metodologia de rateio das 
despesas administrativas, estabelecida neste presente projeto. 
10.1.4 • Avaliação Econômica dos Serviços com Coleta de Lixo • Resumo 
A memória de índices e cálculos está representada pelos Anexos 1 e li, parte integrante 
da presente análise. 
O demonstrativo que segue, resume as informações das memórias, agrupando-os em 
custo por compatibilidade. 
A sistemática de rateio, ao se tratar de custos indiretos, segue a metodologia ABC, 
conforme estabelecido anteriormente. 
10.1.4.1. • Distribuição Financeira dos Custos Econômicos • Coleta de Lixo 
Expresso em R $ . 
Custo 
Item Calculado AVo/o 
Combustíveis e Lubrificantes 1.350,83 4,46% 
Gastos Operacionais 6.421,37 21,20% 
Depreciação Veículos/Equipamentos 905,93 2,99% 
Custo Pessoal Operacional Direto 15.576,22 51,43% 
Custo Pessoal Operacional Indireto 674,02 2,23% 
Custo Pessoal de Apoio 1.864,48 6,16% 
Gastos Indiretos com Pessoal 391,40 1,29% 
Custos Administrativos 3.103,46 10,25% 
Total Geral 30.287,71 !••·•<·• .. / 
TonNeículo/KM 870 y< ••••••••••••••••••••••• 
Custo Tonelagem/KM - R$ 34,81 
1•·)············· ·••·.··················) 
. C. Mun. d• P'. 8c•. f 
.. 1 •• '*ú. -i I~ 
VISTO 
10.1.4.2 ·Gráfico Demonstrativo do Comportamento das Despesas com Coleta de 
Lixo 
l!!I Gastos Indiretos com 
Pessoal 
D Custo Pessoal de 1,29% 
Apoio 
6,16% 
li Custo Pessoal 
Operacional Indireto 
2,23% 
Custos 
Administrativos 
10,25% 
O Custo Pessoal 
Operacional Direto 
51,43% 
1111 Gastos Operacionais 
21,20% 
D Depreciação 
Veículos/Equipament 
os 
2,99% 
Os dados calculados apontam que as Despesas com Pessoal Operacional direto, 
demandam mais recursos que o somatório dos Gastos Operacionais Diretos e de 
Depreciação dos Veículos e Equipamentos. 
Desse modo, observa-se que, de conformidade com os dados calculados, a Prefeitura 
Municipal de Pato Branco, está gastando para realizar a Coleta de Lixo R$. 34,81 
(trinta e quatro reais e oitenta e um centavos). 
Este montante está atrelado a coleta aproximada de 870 ton/mês, ou o equivalente a 
29 ton/dia, conforme dados apontados pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos. 
.---·---····"--""'> 
C. Mun. dt P. Bc1. , 
' l'l•. 441 J_t--' ._ _ _;.;Yl;;;,;ST;,::O __ i 
10.2 · Classificação das Despesas · Limpeza Pública 
Para a realização efetiva dos serviços de Limpeza Pública, apurou-se a incidência das 
despesas, conforme caracterização que segue, bem como fixou-se índices de 
consumo/depreciação, sob a periodicidade mensal, objetivando constituir elemento 
para análise futura de custos. 
Subdividiu-se as Despesas Operacionais em 6 (seis) grupos, conforme segue: 
• Operacionais Direta - Recursos Humanos; 
• Operacionais Direta -Veículos e Equipamentos; 
• Operacionais Direta - Uniformes e de Proteção; 
• Operacionais Direta - Material de Consumo; 
• Operacionais Direta - Preventivas 
• Administrativas 
10.2.1 · Recursos Humanos envolvidos com a Varrição 
O quadro atual dimensionado para realização dos serviços relativo a Varrição, 
conforme informações do Departamento de Recursos Humanos, está constituído 
conforme abaixo: 
1. Operacional Direto: Compreendendo aqueles funcionários ligados diretamente à 
realização dos serviços de Coleta de Lixo; 
2. Operacional Indireto: Compreendendo aqueles funcionários da Secretaria de 
Serviços Públicos, lotados na Secretaria e que realizam atividades acessórias na 
Secretaria. 
3. Operacional de Suporte ou Apoio: Compreendendo aqueles funcionários da 
Secretaria, que ficam a disposição, para realização de serviços de manutenção, 
reparo, lavagem e lubrificação, solda e consertos diversos. 
10 . . 211 . Q d d F o . ua ro e unc1onanos 1perac1onais Direto 
Somatório 
Especificação Salário Hora dos 
QDE Médio Extra Adicionais Total Encargos Tt. Geral 
Motorista 2,00 573,71 46,94 (1) 1.241,30 696,74 1.938,04 
Garis 28.00 367,13 46,94 (1) 11.593,96 6.507,69 18.101,65 
Encarregados 1,00 1.490,28 º·ºº (1) 1.490,28 836,49 2.326,77 
C. Mun. de P. 6c•. 1 --- 1 
F~.N.• :5 J 1h 
VISTO "'"----
10 . . 21 . 2 . Q ua d d F ro e unc1onanos o 1perac1ona1s . 1 n d" t ire o 
Somatório 
Especificação Salário Hora dos 
QDE Médio Extra Adicionais Total Encargos Hora Prop. Tt. Geral 
Faxineiro 1,00 277,38 0,00 (1) 277,38 155,69 50,0% 216,54 
Zelador 1,00 255,52 0,00 (1) 255,52 143,42 50,0% 199,47 
Auxiliares Serv. 1,00 330,51 0,00 (1) 330,51 185,52 50,0% 258,01 
Gerais 
10 . 21 . . 3 . Q ua d d F ro e unc1onanos o 1perac1ona1s . d e s upo1 rt eou A . •POIO 
Somatório 
Especificação Salário Hora dos 
QDE Médio Extra Adicionais Total Encargos Hora Prop. Tt. Geral 
Mecânicos 2,00 1.077,34 0,00 (1) 2.154,68 1.209,42 15,0% 504,62 
Soldador 5,00 635,13 0,00 (1) 3.175,65 1.782,49 15,0% 743,72 
Eletricista 1,00 637,79 0,00 (1) 637,79 357,99 15,0% 149,37 
Borracheiro 1,00 626,90 0,00 (1) 626,90 351,88 15,0% 146,82 
Aux. Serviços 3,00 455,41 0,00 (1) 1.366,23 766,86 15,0% 319,96 
Gerais 
Nota: Os encargos sociais e trabalhistas considerados, representam 56,13%, conforme memória de cálculo 
descrita no presente projeto, em anexo. Acerca da Hora Proporcional considerada, refere-se a apropriação 
de tempo estimada de dedicação dos profissionais descritos ao serviço de Limpeza Pública. 
10.2.2 · Despesas Operacionais • Limpeza Pública 
Classificou-se como Despesas Operacionais, os dispêndios de recursos necessários 
e/ou de incidência potencial, para a realização dos serviços de Limpeza. Adotou-se por 
convenção as seguintes classificações: 
1. Operacional Direta - Veículos e Equipamentos: representando os coeficientes 
médios de consumo e técnicos de depreciação, dos veículos e equipamentos 
envolvidos na realização da atividade analisada. 
2. Operacional Direta - Uniformes e Materiais de Proteção: representando os 
coeficientes técnicos de consumo, de uma estrutura mínima de recursos para que o 
funcionário possa desempenhar suas atribuições, em especial com segurança. 
3. Operacional Direta - Material de Consumo: representando os coeficientes técnicos 
de consumo de materiais essenciais ao desempenho das atividades analisadas, 
bem como de limpeza dos equipamentos. 
4. Operacional Direta - Preventivas: representando os coeficientes técnicos de 
consumo de insumos preventivos, destinado ao Recurso Humano envolvido. 
10 2 21 D o D' t V, 1 E . . . . t . espesas 1perac1ona1s · ire a· e1cu os e :< mpamen os 
Coeficiente 
de 
Caracterização da Despesa Consumo 
Combustível e Lubrificantes (km) 
• Diesel 0,475895 
• Óleo de Cárter 0,018200 
. Caixa e Diferencial 0,000900 
. Hidráulico 0,010000 
• Fluído de Freio 0,000088 
• Graxa 0,000203 
Peças e Rodagem (mês) 
• Pneu Dianteiro 0,500000 
• Pneu Traseiro 0,250000 
• Peças de Reposição - Chassi 0,012500 
. Peças de Reposição - Equipamentos 0,012500 
• Peças de Reposição Preventivas 0,006250 
• Conjuntos (Motor e Câmbio) 0,012500 
• Material de Oficina 0,006250 
Depreciação (mês) 
• Veículo para Transporte de Resíduos 0,008330 
• LutocarNega Box 0,016670 
.. 10 2 2 2 D o D' t u 'f d p t H . . . . espesas 1perac1ona1s · ire o· m ormes e e ro eçao 
Coeficiente 
de 
Caracterização da Despesa Consumo 
Uniformes e Acessórios de Proteção (mês) 
• Macacão/Conjuntos 0,083333 
• Botinas de Borracha 0,083333 
• Capa de Chuva 0,083333 
• Luva Raspa 0,083333 
• Coletes Refletivos 0,333333 
10 . . . 2 2 3 D . espesas o 1perac1ona1s · · D' ire t o· M a t ena1s · · d e c onsumo 
Coeficiente 
de 
Caracterização da Despesa Consumo 
Materiais Diversos (mês) 
• Vassouras para Gari 0,166667 
• Pás com cabo comum 0,166667 
• Enxada com cabo comum 
• Sacos Plásticos 
10 . . . 2 2 4 D o . espesas 1perac1ona1s · 
Caracterização da Despesa 
Preventivos 
• Exames Clínicos 
• Vacinas 
10.2.3 · Despesas Administrativas 
o· ire t o· P reven f 1vas 
0,166667 
1,000000 
Coeficiente 
de 
Consumo 
0,083333 
0,083333 
Para determinação dos custos administrativas, considerou-se a incidência, das 
despesas com Vale Transporte e Refeição, as quais são benefícios concedidos aos 
funcionários, assim como se configuram em exigência legal (Lei 7.418/85 e Convenção 
Coletiva de Trabalho). 
Acerca das despesas de suporte administrativo, considerou-se que, para o efetivo 
desempenho das atividades ligadas a coleta de lixo e limpeza pública, em um dado 
momento a unidade administrativa que coordena a execução destas atividades 
demandará os serviços prestados pelos Departamentos de Administração, Material e 
Patrimônio, Finanças e Gabinete do Prefeito, tendo em vista que os mesmos 
coordenam as atividades ligadas a Recursos Humanos, processando todo 
gerenciamento nesta área; realizam todas as atividades relativa ao processamento das 
informações (informática), inclusive com suporte nesta área; executa todo controle 
patrimonial (bens móveis e imóveis); promove as licitações para aquisição de bens e 
serviços; executa a contabilização das despesas geradas pela unidade; presta conta 
de tais atos contabilizados; promove a íntetface política entre a demanda e a efetiva 
realização dos serviços; executa a tributação (recuperação das despesas), assim 
como supervisiona o processo arrecadatório; entre outras atividades. 
Os coeficientes calculados a partir da projeção das despesas (Orçamento Programa 
de 1. 997), seguem a seguinte metodologia: 
:LGDi : :LOP = C1P 
C1P X (:LGDi- :LGDe±): n = DAsM 
DAsM : :LOP = CDAsM 
CDAsM : :LD = CDAsRM 
C. Mun. dt P. &w .. 
l'l•. 4f52 o?d.. ·-,1 
lh￾VISTO 1 
---~·=---
OP 
GDi 
C1P 
LGDe 
n 
DAsM 
CDAsM 
CDAsRM 
Orçamento Programa 
Gastos Departamentais 
Coeficiente de Cálculo de Proporção 
Gasto do Departamento Analisado (Serviços Urbanos) 
12 meses (1 ano) 
Despesas Administrativas de Suporte mensal 
Coeficiente das Despesas Administrativas de Suporte mensal 
Coeficiente das Despesas Administrativas de Suporte Rateadas 
mensalmente 
Coeficiente 
de 
Caracterização da Despesa Consumo 
Administrativas 
• Vale Transporte 0,083333 
• Vale Refeição 0,083333 
• Suporte do Departamento de Administração 0,005160 (1) 
• Suporte do Departamento de Finanças 0,006490 (1) 
• Suporte do Departamento de Material e Patrimônio 0,001040 (1) 
• Suporte do Gabinete do Prefeito 0,006700 (1) 
Nota 1 • os coeficientes acima. levam em consideração a sistemática definida na metodologia de rateio das 
despesas administrativas, estabelecida neste presente projeto. 
10.2.4 • Avaliação Econômica dos Serviços com Limpeza Pública • Resumo 
A memória de índices e cálculos está representada pelos Anexos 1 e li, parte integrante 
da presente análise. 
O demonstrativo que segue, resume as informações das memórias, agrupando-os em 
custo por compatibilidade. 
A sistemática de rateio, ao se tratar de custos indiretos, segue a metodologia ABC, 
conforme estabelecido anteriormente. 
.-----~-;.:;---7':•'1'"~ 
O. Mun. de P. Bce. ! 
1'11. Nffi o<, ª 1 --- ~ ~ 
7& f VISTO 
~---~-~-. ...; 
10.2.4.1. • Distribuição Financeira dos Custos Econômicos · Limpeza Pública 
E xpresso em R$ 
Custo 
Item Calculado AV% 
Combustiveis e Lubrificantes 320,12 1,00% 
Gastos Operacionais 2.535,08 7,88% 
Depreciação Veículos/Equipamentos 477,29 1,48% 
Custo Pessoal Operacional Direto 22.366,47 69,55% 
Custo Pessoal Operacional Indireto 674,02 2,10% 
Custo Pessoal de Apoio 1.864,48 5,80% 
Gastos Indiretos com Pessoal 807,99 2,51% 
Custos Administrativos 3.115,10 9,69% 
Total Geral 32.160,55 ........... // r 
TonNeículo/KM 5.600 
?i•························ 
< ..... Custo KM - R$ 5,74 
·••••••·•·•·•••·•·••••L\) 
··············••< 
10.2.4.2 • Gráfico Demonstrativo do Comportamento das Despesas com Limpeza 
Pública 
D Custo Pessoal de 
Apoio 
5,80% 
li Custo Pessoal 
Operacional Indireto 
2,10% 
IJ Custos 
Administrativos m Gastos Operacionais 
Ili Gastos Indiretos com 9
·
69% IJ Combustíveis e 7,88% 
Pessoal 
2,51% 
Lubrificantes 
1,00% 
a Depreciação 
Veículos/Equipament 
os 
1,48% 
IJ Custo Pessoal 
Operacional Direto 
69,55% 
Do mesmo modo que os cálculos apontados da Coleta de Lixo, as Despesas com 
Pessoal Operacional Direto, é quem demanda mais gastos, superior ao somatório de 
todas as demais despesas. 
C. Mun. dt ,. . Bc•. 
~'4'-i-- VISTO 
---~-----·-... ---
Com efeito, pode-se observar que a Prefeitura Municipal de Pato Branco está gastando 
para realizar a Limpeza Pública (Varrição) nas vias públicas, considerando a sua 
totalidade na periodicidade mensal, aproximadamente R$. 5,74 (cinco reais e setenta e 
quatro centavos), ou R$. 32.160,55 (trinta e dois mil, cento e sessenta reais e 
cinquenta e cinco e um centavos). 
Este montante unitário calculado, leva em conta o somatório total das vias onde são 
realizadas as atividades de varrição, conforme informação da Secretaria Municipal de 
Serviços Públicos, estas somam aproximadamente 5.600 Km. 
11. Avaliação Final 
11.1 . Custo Contábil x Custo Econômico 
Considerando esta avaliação econômica e comparando os custos calculados, com 
aqueles apurados pelo sistema de Contabilidade, da Prefeitura Municipal de Pato 
Branco, tem-se o seguinte quadro: 
BaseMensal 
Serviços de Serviços Variação 
Custo Limpeza de Coleta 
Pública de Lixo Somatório Diferenca Percentual 
Contábil (1) (2) 34.456,41 34.456,41 - -
Econômico 32.160,55 30.287,71 62.448,26 27.991,85 55,17% 
. . . .. (1) em função da não disponibillzação dos dados relativos aos d1spend1os do presente exerc1c10, apllcou-se as 
mesmas taxas inflacionárias definidas no item 4.4.2. 
(2) em decorrência da não dissociação dos dispêndios com os serviços de coleta de lixo e limpeza pública, 
procurou-se representar tais sob uma única atividade, para facilitar a compreensão dos comparativos. 
Considerando os elementos do presente projeto, observa-se que os dispêndios 
contabilizados nas rubricas que estratificam as atividades de Coleta de Lixo e Limpeza 
Pública, conclui-se que foi apurado a menor em aproximadamente 55,17% (cinquenta 
e cinco vírgula dezessete por cento), ou o equivalente a R$. 27.991,85 (vinte e sete 
mil, novecentos e noventa e um reais e oitenta e cinco centavos), valor este que para a 
Contabilidade são classificados como custos invisíveis (custos imputados a produtos 
em decorrência de utilização da planta industrial, do processo, de absorção das 
atividades indiretamente ligadas ao processo produtivo), que somente através de uma 
análise de custos se consegue apurar estes elementos, os procedimentos contábeis 
neste caso são limitativos. 
Contudo não significa que o modelo de contabilidade que a Prefeitura Municipal de 
Pato Branco adota está incorreto, necessário se faz implementar as variáveis de 
conceito, para tanto deverá ser procedida uma análise do sistema existente, 
objetivando formular implementações, se possível for, sem que se incorra em 
problemas legais ou criar um sistema de informações gerenciais SIG - EIS (Executiva 
lnformation System). Notadamente não compete a este trabalho esta função de 
implementação. 
. e. Mun. ae r. DC9. i 
1'11. N.t __ 1& ___ ~ 50 1lh ~ • 1 
Vl&TO ' ... ---=-··"''>!~~~' 
11.2 - Avaliação Econômica do Projeto 
Considerando as variáveis do presente projeto, bem como dos modelos adotados 
(Parceria e ABC Costing), tem-se o seguinte quadro: 
A Prefeitura Municipal de Pato Branco está dispendendo mensalmente a quantia de 
R$. 62.865,72 (sessenta e dois mil, oitocentos e sessenta e cinco reais e setenta e 
dois centavos) para prestar os serviços de Coleta de Lixo e Limpeza Pública, embora 
abaixo dos níveis de eficiência desejados, segundo feedback obtido junto às 
Secretarias Municipais envolvidas no processo, apresentando ainda uma 
suscetibilidade muito grande de problemas, diretamente ligados a estrutura física dos 
equipamentos existente. 
A demanda por investimentos fixos é sem dúvida um fator relevante, objetivando 
modificar o quadro de ineficiência existente, do mesmo modo em Recursos Humanos, 
devendo haver uma ampliação ou realocação do quadro de pessoal direto, diante 
destes aspectos conclui-se que: 
i. Para se startar novos investimentos, diante do atual quadro financeiro da 
Prefeitura Municipal de Pato Branco, torna-se uma variável complexa, dado a 
indisponibilidade de recursos. Todavia existe a possibilidade de buscar recursos 
externos, através de convênios e/ou empréstimos junto aos Governos Estadual 
ou Federal, ou ainda em instituições financeiras, cujos encargos anuais orbitam, 
para o Setor Público em aproximadamente de 12 a 15% Ouros + spread + 
T JLP), ou através de Leasing junto aos fabricantes dos equipamentos (opção 
analisada no processo). 
ii. Se faz necessário ainda, toda uma revisão nos conceitos de segurança, dado 
que a Consultoria observou que, principalmente a Equipe de Coletores de Lixo, 
não dispõe de quaisquer equipamentos neste sentido, sendo repetidos os casos 
destes elementos trabalharem sem o mínimo de condições, inclusive sem 
vestimentas apropriadas. 
iii. Objetivando melhorar a qualidade dos serviços prestados é essencial que haja 
no mínimo uma Equipe de Supervisores, tanto para Coleta de Lixo como para 
Limpeza Pública, com veículos de apoio para facilitar o deslocamento, 
objetivando até medir a produtividade em campo, fato este que também não é 
realizado pela Administração atual. 
iv. Realizar ainda investimentos em veículos e equipamentos para dar suporte aos 
principais em uso cotidiano, objetivando não haver interrupção do ciclo produtivo 
de coleta e/ou limpeza pública, assim como para permitir que se realize as 
manutenções devidas naqueles equipamentos, maximizando a vida útil dos 
mesmos. 
v. Ampliar a estrutura de Recursos Humanos, antes porém analisar a 
probabilidade de se realizar remanejamentos dentro da estrutura atual, 
objetivando tornar possível atingir o nível de eficiência definido pela 
Administração Municipal, como por exemplo, reduzir o ciclo operacional de 
limpeza pública de 123 dias para 90 dias. Necessariamente haverá um aumento 
de contingente, se adotado a estratégia de não mecanizar este serviço, se for a 
de mecanizar, os investimentos em veículos e equipamentos serão ainda 
maiores (fator este descartado da presente avaliação, dado os custos potenciais 
deste equipamento). 
Diante destes elementos, tem-se a composição do seguinte Quadro de Investimentos 
e Despesas, se adotado as estratégias de: 
i. Manter Estatizado, ou 
ii. Terceirizar os serviços 
11.2.1 - Modelo Estatizado • Quadro de Investimentos e Custos 
11.2.1.1 · Investimentos Fixos 
Descrição Preço de Investimento Coeficiente Custo 
Investimento Técnica Quantidade Mercado Total de Mensal com 
Sucinta Estimada Base=06/97 Estimado Depreciação Depreciação 
Investimentos Fixo 
• Veículo p/Coleta MB-L 1214 2 49.920,00 99.840,00 0,0083333 831,97 
• Veículo p/Limpeza MB-L1214 1 49.920,00 49.920,00 0,0083333 415,98 
• Equip. Compactador CP-10m3 2 29.400,00 58.800,00 0,0166700 980,20 
• Equip. Caçamba 15 Ton 1 7.130,00 7.130,00 0,0166700 118,86 
• Veículo de Apoio MB-L 1214 1 49.920,00 49.920,00 0,0083333 415,98 
• Veículo p/ Supervisão VW-CLI 2 14.600,00 29.200,00 0,0166700 486,76 
• Lutocar (Coleta - 30 157,60 4.728,00 0,0166700 78,82 
Manual) 
Total 294.810,00 3.328,57 
11.2.1.2 - Investimentos em Recursos Humanos 
Escola ri d Salário+ 
Investimento ade Quantidade Encargos Custo 
Mínima Estimada Base=06/97 Total 
Investimentos em RH 
• Operacional 1º Grau 10 573,20 5.732,20 
• Fiscalização 2° Grau 2 878,52 1.757,04 
• Realocamento 10 Grau 5 0,00 0,00 
• Treinamento 70 40,00 2.800,00 
Total 7.357,04 
11213 .. • 1 nves f 1men t os em E :au 1pamen t os s eauranca e A cesso nos 
Coeficiente Custo Mensal 
Investimento Quantidade Unitário Custo de com 
Estimada Total Depreciação Depreciação 
• Unifonnes 70 67.99 4.759,30 0,083333 396,66 
• Bonés 55 3.50 192,50 0,083333 16,04 
• Botina de Couro 50 15.82 791,00 0,083333 65,91 
• Botina de Borracha 44 6.38 280,72 0,083333 23,39 
• Capa de Chuva 25 9.94 248,50 0,083333 20,71 
• Luva Raspa 70 1.22 85,40 0,333333 28,47 
• Coletes Refletivas 70 33.72 2.360,40 0,083333 196,69 
• Vassouras p/Gari 50 1,82 91,00 0,166667 15,17 
• Pás com Cabo 50 2,07 103,50 0,166667 17,25 
• Enxadas com Cabo 50 3,85 192,50 0,166667 32,08 
• Exames Clínicos 70 0,00 0,00 0,083333 0,00 
• Vacinas 70 º·ºº º·ºº 0,083333 0,00 
Total 9.104,82 812,37 
11.2.1.4 • Resumo do Quadro de Necessidades de Investimentos 
Provisão de Acréscimo de 
Item do Investimento Recursos Desoesas Mês 
Investimento Fixo 294.810,00 3.258,57 
Investimento em RH 7.354,04 4.554,04 
Investimento de Equipamentos de Segurança 
e Acessórios 9.104,82 812,37 
Total 311.268,86 8.624,98 
112 . . 1.5. e rono!:lrama de nvestimentos Expresso em R$ -VP 
Mês 
Investimento 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 
Fixo (1) - - - 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 
RH - 7,4 - - - - - - - - - -
Segurança/Acess. - 9,1 - - - - - - - - - -
Total - 16,5 - 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 
(1) - Opção de Leasing com tai<as de 1,99% ao mês. 
Nota: O fluxo de investimento leva em consideração as limitações temporais do processo licitatório e de concurso 
público. 
11 . 21 . . s . e rono ~rama d G e as t os Ad" 1c1ona1s . . G d era os 
Mês 
Despesa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 
Despesas 
Adicionais Geradas 
pelo Investimento - 8,6 8,6 8,6 8,6 8,6 8,6 8,6 8,6 8,6 8,6 8,6 
Juros do Leasing 
Contratado 1,99% 
am - - - 5,9 5,4 4,9 4,4 3,9 3,4 2,9 2,4 1,9 
Sub Total (1) - 8,6 8,6 14,5 14,0 13,5 13,0 12,5 12,0 11,5 11,0 10,5 
Custo Mensal com 
Serviços CL + LP 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 
Total Geral 62,4 71,0 71,0 76,9 76,4 75,9 75,5 74,9 74,5 73,9 73,5 72,9 
11211 . . . e M ld D b 1 . rono ~rama ensa e esem o so 
Mês 
Espécie 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 
Investimentos Fixos - 16,5 - 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 25,1 
Gastos Adicionados - 8,6 8,6 14,5 14,0 13,5 13,0 12,5 12,0 11,5 11,0 10,5 
Custo com Estrutura 
Atual de Serviços 
CL+LP 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 62,4 
Total 62,4 87,5 71,0 102,0 101,5 101,0 100,5 100,0 99,5 99,0 98,5 98,0 
Esta estrutura projeta gastos da ordem de R$. 1.120,9 míl em um período de 12 
meses, sendo que deste montante, os investimentos e despesas agregadas significam 
R$. 372, 1 mil, ou seja, está sendo gerando um acréscimo de despesas na ordem de 
33,20% (trinta três vírgula vinte por cento), se comparado com o fluxo de despesas 
atuais calculadas (cálculo econômico). 
Neste modelo, a média de gasto mensal estimado é de R$. 93,4 mil. 
Comparativamente, analisando aos dispêndios calculados (econômico) a nível mensal, 
estes somam R$. 62,4 mil, ou seja, está se elevando os desembolsos mensais em R$. 
31,0míl. 
r---------.. 
O. Mun. d• P. fte.. r 
l'l•. N~H-.~~- ' - ~ t 
VISTO l __________ ; 
11.3.1 ·Modelo Terceirizado 
Neste modelo inexiste a necessidade de investimentos fixos ou em recursos humanos, 
e ainda pode-se alcançar o benefício de haver algum ganho percentual, em função do 
processo concorrencial que se instaurará na terceirização dos serviços, contudo está 
se descaracterizado no projeto este ganho acessório, exclusivamente a reinversão de 
tributos diretos gerados pela prestação de serviços, cuja alíquota base calculada é de 
5% {cinco por cento). 
Atribui-se esta conotação de não redução do valor gasto, em função do modelo de 
parceria adotado ocupar-se principalmente com a qualidade e eficiência dos serviços 
prestados. 
Observa-se ainda que neste modelo terceirízado, incide uma série de despesas que 
devem ser suportadas pela empresa que assumir os serviços. Tais despesas em geral 
são computados nos preços unitários dos serviços, por conseguinte elevando o custo 
final do serviço prestado, conforme tabela a seguir: 
11.3.1.1 · Apropriação de Outros Custos 
Coleta Coleta Limpeza 
ITEM Urbana Hospitalar Pública 
Custo Econômico dos Serviços 
Aluguel 1.000,00 
Remuneração de Capital (fixo+ instalações) R$.309,5mil 2_579,59 
Custo de ADM_ Geral 1-731,73 
Custos Incidentes 2.782,02 
ISSQN 2.179,42 
PIS 283,33 
CONFINS 871,79 
Custo Total 43_588,40 
Custo Potencial Unitário 7,78 
O modelo de terceirização apresenta necessariamente um custo potencial maior que 
aquele experimentado pela Prefeitura Municipal de Pato Branco, analisando sob o 
aspecto da estrutura atual, em R$. 22,4 mil, considerando o efeito da reinversão do 
ISSQN mensal, calculado sob a alíquota de 5% {cinco por cento), equivalente a R$. 
4,2 mil, está se projetando um fluxo mensal de dispêndios a maior que o 
experimentado em R$. 18,2 mil. Por sua vez se analisado a demanda por 
investimentos e gastos adicionados, objetivando criar as condições de tornar a 
estrutura atual mais eficiente, este impacto tende a ser absorvido 
A tabela a seguir ilustra a projeção de custos com a terceirização, conforme segue: 
11.3.1.2 · Demonstrativo da Economia Gerada 
Ex ~i:resso em R$ - VP 
Mês 
Investimento 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 
Custo Mensal com 
Serviços CL + LP 62,9 84,8 84,8 84,8 84,8 84,8 84,8 84,8 84,8 84,8 84,8 84,8 
Adicional de Juros 
Demanda de 
Investimento - - - 5,9 5,4 4,9 4,4 3,9 3,4 2,9 2,4 1,9 
Custo Mensal com 
Serviços 
Terceirizados 62,9 84,8 84,8 90,7 90,2 89,7 89,2 88,7 88,2 87,7 87,2 86,7 
Custo Mensal com 
Serviços CL + LP 
Estatizados 62,4 87,5 71,0 102,0 101,5 101,0 100,5 100,0 99,5 99,0 98,5 98,0 
Reinversão de 
Tributos Diretos 0,0 4,2 4,2 4,2 4,2 4,2 4,2 4,2 4,2 4,2 4,2 4,2 
Economia 
Calculada 0,0 -6,9 +9,6 -7, 1 -7, 1 -7, 1 -7,1 -7,1 -7, 1 -7, 1 -7, 1 -7, 1 
Nesta condição, a economia gerada no período de 12 meses, alcança a cifra de R$. 
61,2 mil, que por sua vez equivale a 13,02% (treze vírgula zero dois por cento) da 
expectativa de arrecadação com as Taxas de Limpeza Pública (Coleta de Lixo e 
Varrição = R$. 470,0 mil - Orçamento Programa/97). 
12 • Conclusão Final 
Diante dos aspectos abordados, conclui-se pela viabilidade na terceirização dos 
serviços em função da economia gerada nos processos, mesmo considerando que o 
desencadeamento de uma Concorrência Pública a qual por sua natureza estabelece 
preços máximos à serem praticados, os quais podem ser, em uma primeira etapa, 
menores que aqueles calculados, objetivando maximizar a economia, sem perder de 
ótica o modelo de parceria à ser adotado. 
Algumas variáveis interferem neste processo, principalmente acerca do 
aproveitamento dos recursos humanos em outras atividades dentro da Administração 
Municipal. Esta estratégia pode se reverter em benefícios para o município, desde que 
esta estrutura seja bem dimensionada, e com focos claros de serviços e níveis de 
desempenho estimado. 
Uma vez terceirizado os serviços de coleta de lixo e limpeza pública, os bens 
patrimoniais já depreciados, qualificados como inservíveis, podem retornar ao 
Patrimônio Público por reinversão financeira, através da alienação. Estes recursos 
podem por sua vez ser aproveitado em treinamento para a estrutura de recursos 
humanos existentes, ou ainda ser investido em equipamentos ou veiculas para 
realização de tarefas acessórias a Coleta e Limpeza Pública, tais como, de supervisão 
as atividades desempenhada pela empresa. 
12.1 ·Benefícios Acessórios 
Abaixo seguem alguns dos beneficios que se pode atingir, considerando a 
terceirização dos serviços de coleta de lixo e limpeza pública. 
i. O equipamento atual empregado na coleta de lixo, poderá ser deslocado para 
coletas especiais (hospitalar), aproveitando parte da estrutura de recursos 
humanos existente. 
ii. A estrutura de Recursos Humanos de apoio, poderá ser melhor empregada nas 
demais atividades desempenhadas pela Secretaria, assim como, tornando mais 
eficiente as outras atividades demandadas (capina, limpeza de terrenos baldios, 
limpeza e manutenção de parques e jardins, poda de árvores, entre outras), as 
quais não estão recebendo a atenção devida, conforme informações da própria 
Secretaria. Nestas atividades, poderão ser empregadas parte da estrutura de 
Recursos Humanos, utilizado nos serviços de Coleta de Lixo e Limpeza Pública. 
iii. O adicional de Recursos Humanos não aproveitado pelos demais serviços da 
Prefeitura Municipal, poderão ser utilizados pela empresa Terceirizada sob dois 
modelos, os quais estarão necessariamente estabelecidos em cláusulas 
contratuais, quais sejam: 
a) desconto nas faturas mensais da estrutura de RH aproveitada, nos custos 
reais absorvidas pela Prefeitura Municipal de Pato Branco; 
b) absorção integral da estrutura desligada da Prefeitura de Pato Branco, 
devendo haver seleção somente da necessidade adicional. Para tanto, 
poderia ser criado um plano de demissão voluntária, com benefícios 
adicionais para quem aceitar. 
iv. criação de vagas ligadas a controle de qualidade, dentro da Administração 
Municipal, cujas poderiam analisar não só os serviços terceirizados, mas todo 
universo de serviço prestado pela Prefeitura Municipal de Pato Branco, elevando 
seus índices de economia e eficiência. 
v. seleção de uma empresa com tecnologia e especializada na prestação de 
serviços, permite que hajam transferências nesta área, com efeito tende a 
Prefeitura otimizar seus recursos humanos envolvidos no processo (coleta 
especial). 
O. Mun. d• P. Bco. i - A 
· l'l•. NS~ª-- ~ ' 1'> -, _ VIS!_O _-=.] 
13 • Estudos Complementares 
13.1 • Terceirização: Evolução Operacional 
Uma vez que, no processo de T erceirização, é inseparável a idéia de parceria, a 
melhor definição para este modelo é: "um processo de gestão, pelo qual se repassam 
algumas atividades para terceiros, com os quais se restabelece uma relação de 
parceria, ficando a Administração Municipal, concentrada em outras atividades, 
estrategicamente mais relevantes." 
Algumas vantagens justificam o processo de Terceirização, dentre elas: 
i. contratação de uma empresa especializada, por conseguinte com capacidade 
de melhorar o nível de qualidade do serviço oferecido; 
ii. redução dos encargos trabalhistas e previdenciários, em função da redução 
provável do quadro de pessoal, ou do estancamento do seu crescimento no 
curto e médio prazos; 
iii. possível redução no custo com a prestação de serviços, em razão da 
concorrência que se estabelece no processo licitatório, e 
iv. redução da necessidade de realização de novos investimentos (recomposição 
do parque instalado de máquinas, equipamentos e veículos), destinado a 
prestação de serviços. 
Em um contexto global, a Terceirização assume três modalidades, quais sejam: 
i. Tradicional, 
ii. Risco 
iii. Parceria 
13.1.1 ·Modelo Tradicional 
Neste modelo, o preço é o elemento decisivo para a transferência da execução dos 
serviços. Por conseguinte, esta modalidade admite distorções, sendo as mais comuns 
configuradas pela: 
i. alocação de mão-de-obra não especializada, por parte da empresa contratada, 
gerando resultados técnicos insatisfatórios e/ou inexpressivos; 
ii. exploração econômica da mão-de-obra, estimulando a desmotivação, baixa 
produtividade, alto nível de turnover e grande incidência de reclamatórias 
trabalhistas; 
-,---..<-.::,.~~,. - "~ 
O. Mun. dt P. Bce. ' f 
1'11. ~-_o-~-- i .. 1À -1 . VISTO -....J￾iii. reinversão de recursos das obrigações trabalhistas, como fonte de renda 
acessória; 
iv. taxa de administração incompatível com os custos operacionais; 
O que se observa com este modelo, que a preocupação com eficiência e qualidade 
mantém-se em segundo plano, restringe-se a principal preocupação ao fator 
preço/custo unitário. 
13.1.2 • Modelo de Risco 
Neste modelo, envolve, entre outros aspectos a transferência das obrigações 
trabalhistas, através da contratação imediata de terceiros, objetivando, na prática, 
mascarar a relação de emprego. Os principais vícios desta modalidade, podem ser 
compreendido pelos seguintes fatores: 
i. contratação de mão-de-obra temporária, por período superior ao fixado por lei, 
sem autorização do órgão competente; 
ii. utilização de empresa que fornece mão-de-obra de aluguel, para funções 
estranhas àquela para a qual foi constituída; 
iii. contratação de empresas, sem capacidade técnica para exercer a atividade 
objeto, e 
iv. contratação de empresa constituída por ex-funcionário, fato este que não se 
consegue romper com o elemento de continuidade de subordinação hierárquica 
e jurídica. 
Observa-se que, o passivo trabalhista de todas estas relações é demandado pelo 
Contratante, além de se constituir em um fator que fere os princípios de relação 
trabalhista e constitucionais, principalmente quando se trata de Administrações 
Públicas, onde a relação de contratação é mais rígida que no Setor Privado. 
13.1.3 • Modelo de Parceria 
Finalmente, este modelo caracteriza-se pela transferência da execução de atividades 
acessórias a parceiros especializados, objetivando tornar a Administração Municipal 
mais ágil e competitiva em sua atividade principal, ou nas atividades que, dentro do 
Plano de Governo do Executivo Municipal, são prioritárias. 
Via de regra, a relação de parceria pressupõe a atuação conjunta e direcionada para o 
crescimento mútuo dos parceiros no empreendimento ou negócio, predominando a 
ética, lealdade e compromisso com o êxito e resultados positivos, visando com efeito, a 
sobrevivência recíproca. 
Diante destas modalidades, que sintetizam um processo evolutivo dentro do conceito 
de Terceirização, este último modelo é o que vem prevalecendo, vez que o mesmo 
está atrelado a manutenção dos interesses coletivos, por conseguinte, com o êxito do 
sistema. 
Salienta-se que, nem sempre este modelo é aquele financeiramente mais econômico, 
contudo pode ser aquele que economicamente seja mais viável, tendo em vista os 
fatores que a ele estão atrelados, configurados pelo termo compromisso com o êxito 
do sistema, enquanto que os demais modelos, ocupam-se principalmente com a 
racionalidade no custo financeiro, descompromissado com a qualidade, fato que, em 
geral, ocorre ao longo do processo. 
13.2 - Terceirização - Estratégia Central 
Verifica-se, no contexto empresarial, assim como junto a Executivos Municipais, o 
estímulo a formação de parcerias, como uma das condições de transição do modelo 
tradicional de Gestão para este novo modelo, o da Terceirização. 
Para muitos, terceirizar representa a tendência de comprar fora tudo o que não fizer 
parte do negócio principal da Administração, ou para suprir suas deficiências de 
serviços. 
Conceitualmente, estabeleceu-se as seguintes premissas à serem observadas, na 
transição dos enfoques Tradicionais e Novo Modelo. 
Situação Tradicional Novo Modelo 
Desconfiança/Medo dos Riscos 0 Confiança 
Levar vantagem em tudo 0 Política do Ganha/Ganha 
Marketing Tradicional 0 Reverse Marketing 
Ganhos de curto prazo 0 Economias de Escala 
Pluralidade de fornecedores 0 Único Fornecedor 
O preço decide 0 Enfoque na Qualidade 
Antagonismo 0 Cooperação 
Postura Reativa 
0 Postura Criativa 
Fornecedor como Adversário 
0 Fornecedor como sócio 
Ao ser analisada essa transição de enfoques, melhor se consegue caracterizar o 
conceito de parceria, pressuposto este que, muito está contribuindo para que as 
Administrações Públicas encontrem soluções às suas principais dificuldades. 
Em um sentido amplo, o envolvimento de todas as Unidades Administrativas, da 
Administração Pública, constitui-se como elemento essencial para se viabilizar na 
prática a Terceirização, visto que este novo relacionamento impactará não só na área 
) 
----·----
O. Mun, ele P. b;.;,._. ; 
nr ~ l'l•. ~,LA2 ___ : 
afeta à contratação de serviços, como também nas demais Unidades, tais como 
Finanças, Suprimentos, Recursos Humanos, Jurídico e outros. 
Passos Mínimos, à serem percorridos no processo de Terceirização. 
Identificação 
Levantamento das Necessidades 
Escolha de fornecedores 
Elaboração de proposta 
Negociação 
Descrição 
Em primeiro momento, faz-se necessário realizar 
um criterioso levantamento de todos os itens 
essenciais, em função do seu custo, bem como 
da sua importância estratégica 
Definido o grupo de fornecedores potenciais 
existentes no mercado, passa-se à fase de 
seleção daqueles que poderão vir à ser 
parceiros. Devem-se considerar alguns aspectos 
na avaliação do fornecedor: qualidade do 
produto; capacidade instalada; tecnologia 
empregada; seu conceito de mercado; seu 
relacionamento com os clientes e concorrentes; 
a situação econômico financeira da empresa 
concorrente; preços praticados no mercado e 
sobretudo seu interesse na parceria. 
Escolhido o fornecedor, passa-se à confecção 
de uma proposta inicial. 
Estabelece-se uma nova relação entre 
comprador e fornecedor: Reverse Marketing. Já 
não é o fornecedor que procura o comprador 
para colocar seu produto, mas é o comprador 
que persuade a fornecedora a aceitar uma 
proposta vantajosa para as partes. 
Nas discussões sobre a T erceirização, um dos pontos enfáticos e tópico obrigatório, 
refere-se a preocupação com a qualidade final dos serviços prestados. 
Esta, se configura em um processo irreversível e inquestionável. Ou a Administração 
Pública se adequa a este imperativo, ou simplesmente perde a condição 
inquestionável de se alcançar resultados qualitativamente melhores, ante a todo o 
complexo de avidez requerida pela população, por tal condição de eficiência. 
Desse modo, se a Gestão da Qualidade e a Terceirização estão igualmente contidas 
em um único modelo, maior se observa a condição de inter-relacionamento entre elas. 
,,,, i 
Com efeito, não é razoável dissociá-las. Se fazem parte de um mesmo todo, tende o 
fator qualidade adquirir o status de ponto básico da Terceirização. 
A qualidade como um todo, prioriza a agregação de valor à cadeia produtiva, que 
culmina na geração adicional de valor aos usuários finais do serviço prestado. 
Assim, quando a Administração Pública estabelece a contratação de parceiros, 
buscando exclusivamente a redução de seus custos reais ou dos custos potenciais, 
deixando de se ater à cadeia de valores deste processo, esta acabará por arcar com 
um ônus significativamente pesado e não se alcançará na realidade a Terceirização 
propriamente dita, simplesmente a transferência de uma estrutura improdutiva, 
ineficiente ou deficiente na sua essência, para uma outra, com as mesmas 
características negativas, com o agravante de se manter ainda, uma estrutura paralela 
para realizar os serviços repassados à terceiros. 
Nesse sentido, a qualidade final de um serviço, está condicionado essencialmente à 
qualidade dos elementos que o compõem. 
Embora uma corrente ortodoxa da Terceirização, defina-a como a passagem para um 
terceiro daquilo que não fizer parte do Plano principal de Governo, verifica-se que em 
muitas Administrações Públicas, não há respeito a esse limite. Transfere-se à terceiros 
até mesmos suas áreas fins, ou seja, quando um terceiro produz ou realiza um serviço 
agregando maior qualidade e eficiência, e sobretudo a um menor custo, cabe ao 
Administrador estancar este processo deficitário realizado sob sua responsabilidade e 
repassá-los àqueles que são mais eficientes. 
Nota-se que sob esta perspectiva, que a Terceirização assume uma condição mais 
ampla e seu conceito aliado ao de parceria fundem-se em um único elemento. 
13.3 · Timing da Terceirização 
Ao longo do tempo, tem-se observado que a T erceirização convive com pressões 
maciças de redução da máquina pública. Ferramentas como downsizing, rightsizing, 
reengenharia, redução do efetivo, e outras com o mesmo fim, tem sido atreladas a 
Terceirização, por se traduzirem em demanda por mudanças. 
Grandes Administrações Municipais estão continuadamente desencadeando 
mudanças em suas estruturas organizacionais, com vistas aos novos imperativos 
ambientais. 
Neste contexto, considera-se a Estrutura Organizacional, como o conjunto de normas, 
regras, procedimentos e a divisão hierárquica do trabalho, lastreadas nos conceitos de 
organização administrativa. 
Neste ambiente, a T erceirização provoca, por seu turno, mudanças na Estrutura 
Organizacional do Agente envolvido, para no mínimo redistribuir os trabalhos e todos 
os elementos a ele atrelados. 
Com efeito, a Terceirização deve vir acompanhada de mudanças no estilo de gestão, o 
que transcende as mudanças de cunho estrutural. Isto porque a prática da parceria 
remete, inevitavelmente a condutas que não são reguladas, exclusivamente, pela 
Estrutura Organizacional. Uma Estrutura eficiente consegue, muito das vezes inibir 
ações não éticas, porém não consegue eliminá-las. 
Via de regra, quando se introduz alguma mudança de cunho estratégico ou estrutural, 
é que se constitui no momento ou na oportunidade ideal de se colocar em marcha um 
processo de terceirização. 
- l 
14 ·Autoria do Estudo Econômico e Responsabilidade Técnica 
Autoria e Responsabilidade Técnica 
IBRAP · Instituto Brasileiro de Assessoria e Projetos S/C Ltda. 
Equipe: 
William J. Costa- Responsável Técnico 
Corecon 5.162-4 Pr. 
João Celso Sordi - Orientador 
Corecon 1.019-Pr. 
Akito Willy Taguchi 
Crea 
Eduardo Ferreira 
OAB 
----- ----·--, 
i O. Mun. d• F. Bce. Í 
l:~:f~j 
COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO 
O Presidente da COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO, 
abaixo assinado, com base nos artigos nºs. 49 e 53 do Regimento Interno 
desta Casa de Leis, nomeia como Relator do PROJETO DE LEI Nº ~ 
oVereador ~t .... Q}\. ~~ ~. · 
Pato Braqco, o~ d.o .~ -d.9__~ ~.9 l? 
· ·,Presidente da Comissão 
Ciente do Relator: 
{) 
Data: g I f f l ....... ,J...,...rf __ 
--- -----··-------·--- ---- ----
COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTOS 
O Presidente da COMISSÃO DE FINANÇAS E 
ORÇAMENTOS, abaixo assinado, com base nos artigos nºs. 49 e 53 do 
Regimento Interno desta Casa de Leis, nomeia como Relator do PROJETO 
DE LEI Nº 9 ~ \ S ~ 
oVereador ~ ~ ~ 
PatoBranco,J(Q ili ~ ck-l9(_}~ . 
• 
OSTA-PMDB 
,,,/ 
tésidente da Comissão 
Ciente do Relator: 
Assinatura 
Data: _lÍ_;-ÍLJ 3B 

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