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materia nº 1/2006

Tipo Moção de Apoio
Número / Ano 1 / 2006
Date 2006-04-03
EmentaA ser encaminhada ao Sindicato Rural e ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pato Branco, manifestando apoio desta Casa de Leis com relação às reivindicações da classe, junto ao Governo Federal.
native_id5046

Autoria

Tramitação (latest 2)

DateStatusTurnoTexto
2006-04-07 Encaminhado Encaminhado ao Presidente do Sindicato Rural de Pato Branco, Senhor Eucir Brocco, através do Ofício nº 145/2006.
2006-04-06 Aprovado Aprovado na sessão realizada no dia 6 de abril de 2006.

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 34

CMfiA IU{fCIPPL DE PATO mMXl 
R o T o e o L o 03 Abr 2006 15•25 40032q J/1 
<if1~J~d,y9J~~~ Estado do Patati.á 
Exmo.Sr. 
Laurindo Cesa 
~~ o::ilo4\2lt;l:; 
r)J~: OC/04/20oç,.~~ cen￾09~ cv~. 
Presidente Câmara Municipal de Pato Branco 
MOÇÃO DE APOIO: a ser enviada ao Sindicato 
Rural e ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de 
Pato Branco, manifestando apoio desta Casa de Leis 
com relação às reivindicações da classe, junto ao 
Governo Federal. 
Os vereadores infra-assinados, no uso de suas atribuições 
legais e regimentais, requerem seja enviada Mocão de Apoio aos 
Senhores Avelino Zocche, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores 
Rurais de Pato Branco (Rua Osvaldo Aranha, 498, Pato Branco, 
Paraná) e ao Senhor Eucir Brocco, Presidente do Sindicato Rural de 
Pato Branco (Rua Osvaldo Aranha, 377, Pato Branco, Paraná), 
extensivo a todos os membros dos Sindicatos de toda a região, · 
manifestando apoio desta Casa de Leis com relação as reivindicações 
da classe, junto ao Governo Federal, considerando o período de crise 
que teve início na safra 2004/2005 e estende para 2005/2006. 
São muitos os problemas que envolvem a agricultura, 
considerando o descaso no. setor por parte dos governantes, o que está 
inviabilizando o produtor rural. 
Rua Ararigbóia, 491 Fone: (46) 3224-2243 85505-030 
e-mail: legislativo@wln.com.br 
Pato Branco 
~~ l '\ \ ~ 
A .- ~ • _- ,-· . . .·. 
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Estàdo do Paraná 
A estimativa de perdas na produção de grãos das safras 
2004/2005 e 2005/2006 no Brasil é muito alta. As condições climáticas 
adversas, principalmente na Região Sul do Brasil, provocaram perdas 
significativas nas duas últimas safras de grãos totalizando prejuízos 
que superam a 24 milhões de toneladas. 
As reivindicações da classe são de suma importância para a 
contituidade dos trabalhos, dentre as quais citamos: 
- implantar a consolidação e repactuação dos financiamentos 
num prazo de 5 anos, com 2 anos de carência e juros de 1 % ao ano 
(dívidas de custeio e investimento do PRONAF e PROGER, Banco da 
Terra e parcelamentos antigos), além da individualização dos créditos 
coletivos anteriores; 
- manter disponível para os agricultores em processo de 
renegociação de dívidas novas linhas de crédito para custeio e 
investimento; 
- incrementar a política de preços mínimos, aumentando o 
volume de recursos para aquisição na safra 2005/2006, através de 
crédito suplementar e aumento do orçamento para a safra 2006/2007, 
garantindo a compra dos produtos da agricultura familiar; 
- conceder reajuste dos preços mínimos considerando os reais 
custos de produção e renda; 
- conceder exclusividade para os produtos da Agricultura 
Familiar na aquisição pelos programas sociais do Governo Federal; 
- liberar, em parceria com o Governo Estadual e Federal, ajuda 
de custos no valor de R$ 1. 800, 000 para os agricultores sem 
financiamentos pelo PRONAF e, consequentemente, sem cobertura 
pelo Seguro da Agricultura Familiar. 
~.-49-1~ Fone: (46) 3224-2243 85505-030 Pato Branco 
e-mail: legislativo@wln.com.br 
tlf1~J~~~~~~ Estado do Paraná 
Esta Moção de Apoio é dirigida a todos os membros das 
entidades constituídas do setor, que lutam pela defesa dos seus 
direitos e suas reivindicações, que visam atender uma situação 
emergencial causada pela forte queda dos preços agrícolas, pelo peso 
do pagamento de dívidas acumuladas e agravado pela queda de 
produção ocasionada pelas sucessivas secas que atingiram a região 
Sul nas últimas safras. 
Esta Moção de Apoio é concedida numa atitude de defesa da 
construção conjunta de uma nova política pública para a agricultura 
familiar. 
estes termos, pedem deferimento. 
Pato Branco, 3 de abril de 2006. 
Cilmar Francisco Pastorello - PL 
/ 
Rua f-rarigbóia, 491 
1 
rio-PMDB 
Fone: (46) 3224-2243 85505-030 
e-mail: legislativo@wln.com.br 
ram:,i Sobrinho - PV 
1 
'Q)J~f: ~lmir Sabbi - PT 
Pato Branco Paraná 
CARTA DO ENCONTRO DAS FEDERAÇÕES DA REGIÃO SUL 
MARÇ0/2006 
As Federações dos três estados do Sul vêm em conjunto, relatar as 
discussões do Encontro realizado nos dias 2 e 3 de março de 2006, em Florianópolis. 
Consideramos urgente a necessidade de criarrnos um plano de defesa e 
aumento da renda da Agricultura Familiar do Sul do pais. Mesmos com os avanços 
obtidos com PRONAF, ainda estamos distantes de atender as necessidades dos 
nossos pequenos agricultores familiares. 
Entre as principais demandas, estão a necessidade de uma política 
consistente de preços, uma solução definitiva para o endividamento acumulado, uma 
rede assistência técnica e difusão de tecnologias adequadas, além de u1n3 nova 
·política de investimento para as demandas do campo. 
Visando atender uma situação emergencial causada pela forte queda dos 
· · preços agrícolas, pelo peso do pagamento de dívidas acumuladas e 3gravado pela 
queda de produção ocasionada pelas sucessivas secas que atingiram a re9ião Sul 
nas últimas safras, e caminhando para construção conjunta de uma nova política 
pública para a agricultura familiar, propomos: 
~ Consolidação e repactuação dos financiamentos num prazo de 5 anos, 
com 2 anos de carência e juros de 1% ao ano (dívidas de custeio e 
investimento do PRONAF e PROGER, Banco da Terra e parcelamentos 
antigos), além da individualização dos créditos coletivos anteriores: 
• Manter disponível para os agricultores em processo de renegociação de 
dívidas novas linhas de crédito para custeio e investimento; 
• Incremento na política de preços mínimos, aumentando o volume de 
recursos para aquisição na safra 2005/2006 através créditos 
suplementar e aumento do orçamento para a safra 2006/2007 
garantindo a compra dos produtos da agricultura familiar; 
• Reajuste dos preços mínimos considerando os reais custos de 
produção e renda; 
• Exclusividade para os produtos da Agricultura Famiiiar na aquisição 
pelos Programas Sociais do Governo Federal; 
• Liberação em parceria com o Governo Estadual e Federal de uma 
ajuda de custos no valor de R$ 1.800,00 para os agricultores sem 
· financiamentos pelo PRONAF e, conseqüentemente, sem cobertura 
pelo Seguro da Agricultura Familiar; 
• Criação de programas de irrigação para pequenas propriedades 
familiares, priorizando as áreas que vem sendo atingidas com 
freqüência pelas secas na região Sul; 
• Resposta imediata para todos os pedidos de Seguros da Agricultura 
Familiar da safra 2004/2005 sem respostas nos agências bancárias: 
• Resposta imediata para todos os pedidos de recursos para os Seguros 
da Agricultura Familiar da safra 2004/2005 indeferidos aguardando 
resposta na CER; 
• Aprovação imediata da MP. que inclui na cobertura do Seguro da 
Agricultura Familiar para a safra 2004/2005 os produtores que 
utilizaram cultivares não contempladas no 7 nnoo>m~~•- • -··' · · 
I 
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" 
" Abrir espaço junto aos Ministérios (MOA, MAPA e MMA) para formação 
de grupo de trabalho para discutir questões ambientais impeditivas a 
produção da agricultura familiar; 
Diante do exposto, as lideranças do Movimento Sindical dos Trabalhadores e 
Trabalhadoras Rurais da região Sul, buscaram audiência com o Ministro do 
Desenvolvimento Agrário no sentido de encaminhar as conclusões e demandas 
expostos. 
Atenciosamente, 
FETAESC FETAGRS FETAEP 
Flcrianópc!i';, 03 de Março de 2006 
Rumo à organização da categoria dos trabalhadores rurais assalariados 
16 e 17/03 -3º Encontro de Assalariados Rurais da Região Sul, Curitiba 
22 e 23/03 - Encontro sobre Assalariados Rurais em se, sede FETAESC 
Melhorar as condições de trabalho e econômicas dos assalariados rurais é uma das metas da 
FETAESC para esse ano. Para isso, uma das prioridades é a organizaçao dessa área que começou no ano 
passado, num trabalho conjunto com Federações do Paraná e do Rio Grande do Sul. Foram realizados 
Seminários em Vacaria (RS) e Fraiburgo (SC) e entre os dias 16 e 17 de março, será realizado o 3º 
Encontro de Assalariados (as) Rurais da Região Sul, em Curitiba (PR). Entre os assuntos que estarão 
em continuidade nas discussões estão: 
- Elaboração da proposta de. unificação das pautas de Convenções e Acordos Coletivos; 
- Elaboração da proposta para Treinamento Integrado de Dirigentes e colaboradores das Fetags; 
- Estudo da Cadeia Produtiva da Maça e da Mandioca 
-Organização das Audiências com as Delegacias Regionais do Trabalho para tratar da fiscalização da 
migração da mão-de-obra ilegal. 
Encontro em SC - Nos dias 22 e 23 de março, a FETAESC realiza em sua sede, um encontro com os 
- - - - -sindicatos cat•rinepse~...q!Je.já...de~e.nvolve.rr'-trabalhqs .copi.os;..q_ssalati;1.dos...e-es~..conv.Wacicto...~mQÉ;111-0~ _ __., 
sindicatos que têm em seus municipios acima de cinco empresas que utilizam a mão-de-obra de 
trabalhadores rurais. Segundo o vice-presidente da FETAESC, SebasMo Rosa, que responde por essa área. 
'a meta é aumentar em cem por cento o número de Sindicatos que atuam na área dos assalariados". pois 
existem mais 13 mil empregadores rurais no Estado, conforme os dados da Receita Federal. 
' Entre os assuntos em pauta, a unificação das pautas e das datas bases de acordo com o ramo de 
atividade exercida pelos assalariados (horticultura, fruticultura, reflorestamento, carnes, entre outros) e a 
realização de Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho com a assinatura ou o suporte da FETAESC. 
Sebastião destaca a importância da participação dos dirigentes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais 
para que "se promova a integração e a troca dÉ! experiência· entre os que já atuam com os que iniciarão o 
trabcilho nessa área. Alérn dlss'o, .. -e-ie destaca que será criado o Coletivo dos Assalariados Rurais da 
FETAESC com o objetivo facilitar o trabalho de organização da categoria no Estado. 
O encontro contará com a presença do secretário dos Assalariados da CONTAG, Antônio Lucas Filho, 
que fará exposição sobre as ações e planejamento da Confederação nessa área e comandará a mesa 
redonda sobre as "Ações para combater a Migração de Mão de Obra Ilegal", que terá a 
participação do titular da Delegacia Regional do Trabalho, Odilon Silva e do procurador do 
Ministério Público do Trabalho, Acir Alfredo Hack. Veja a programação: 
DIA: 22/03/2006 
HORÁRIOS ATIVIDADES RESPONSAVEL 
08:30 Ficha de Inscrição 
09:00 Abertura do evento Hilário Gottseli(l 
09:20 Avaliação do Encontro de Curitiba Sebastião Rosa 
09:40 Amesentação Panorama dos Sindicatos Diri(lentes ·- 10:15 INTERVALO 
10:30 Ações e Planejamento da CONTAG Antonio Lucas 
12:00 ALMOÇO 
13:30 Mesa Redonda: "Ações para combater a Migração de Antonio Lucas 
Mão de Obra !leoa!" 
14:30 Debate 
15:00 INTERVALO 
15:15 Trabalho de grupo (Tema: Data Base e Unificaçao de 
Pauta por Cultura, Convenção Coletiva Estadual com 
a FAESCl 
16:30 Aoresentação dos Resultados ·--- 18:00 Encerramento 
DIA 23/03/2006 ------· HORAR!OS ATIVIDADES RESPONSAVEL -- 0_8:30 Formação do Coletivo de Assalariados Sebastião Rosa 
10:00 INTERVALO 
10:15 Discussão sob·re-Ptanejamento para --- 2006 Sebastião Rosa 
(Qualificação de funcionários e dirigentes sobre 
rescisão contratual e legislação trabalhistal 
11:30 Avaliação e encerramento Sebastião Rosa ---·---- 12:00 ALMOÇO ·----
~,~_t.7"1i.,,, ~ ~'jc"f,ulO: 
ji.,\;\~$.~'t,.1''-".~'\:t 
t_,Ab,i.'1'0';~ J.m~~·iu 
SECRETARIA OE ESTAI)() .DA,AGR.IéULTUR.A 
E l>O AllASTIUCl~fF,NTO- SEAB 
GAJ3ÍNETl5 DOSECRSTÁRJ(J OOVERN ·····.•· ..•... 'ODQ ........ . .p. 
·1\RA .... N. é\:·. • r - • • 
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O ~~(or l!!!ftlp~µq~riµ Í'll'll~iiçitP a~IJlvÇfiim um pcdmto 99 ilril>P q\.lc t,:>vc 
início n<í i;l\tr1tioo4mã.~ ac PS\qfü1ç píl.!'íl 4(l0~JQG, 
No {lt\ó Rll~~ndu (:2Q(l~), ruJ hwollnw fü; mifüP ~ de ii\:íJl'l ctq Pimmã fürnm 
íil!l!lt4\í:l!lS 11trçladM it ltm wmhifl ~\f. Wll J,l(l {l·· €PHWl'Ç'ÍlllÍZ&dl\S a. ym dólllt dçprççiadQ. 
~w ni!liii ® 20%. O :P;mmíi ~o:fr{.}µ µmª ~itlçfiwgl ~«çíi.q 11l1 pr()tjuç~o PQ!' çau~n d11 
ç!'.ti!lit.9.!11 q\.11}. ªlii1gh1 o ti~~a.1fü ª. Pªiiír ílc f\1Yf.t~.ir'P: fm'~ p\1nt14~ ;ip:i:o>:im!lcillm@n!q 
13% da tir>ld!l\iffíi dtl mí\h\11 .~· 2~% ilit d~ folaj11, 1'tl41J;tiH1.\\.l •.li· rnnda !;\m; pri:!P.J.Jinrqs ç 
paµsimdó çndh'iPilffitinm, Al\lm ~lt~so, tivêmíllí difümid.iloo~ ·11· pt:çJ11ír;ll<> por rlol!i . m10$ 
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n;gjâp §\l>iPlfilt\l dli llilHµjff íli flP~t~fiPflllllITTíl ç~pamliÍMili parn ils tll\PP~ P?$t@ 1,) ppl)fy\k 
ol,íStç, li Pílii'il' 4P !'il~~ ~1,1 çl~~~mhfo/Q~; tormimlfl ll í!ff\Ul!ilio rumli! maii; PflilWJ.lflíl!ltf.l. O 
cenÍP'iP, ·il1.': i,;huv~ irrtitml!lr~ ? d~ il!lt~ll lnt@nsi\4a(l1,1,. V!lll§í:lll fi@fi.çi~miia hii'.Írica i;nt 
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~- <" t\IW g!!!)Jl.1d í!l\HlM:jj stfü S'à41Jlfij)füd so àti!J !fíp.J.Uaú íl lüµiilUll tlliltl tlti 
stttstAllld sttplti!;l;ttlct ('I sttJt:'lílttt!\tjj !iõ\'TA!1nllil "'" sg!Jtl!t;itti:kl !füttfsgttl ti!J 
sottt"nt'tí>1f>ójtit)n l!Jjl!s çp ôzt!ld ti!tiô ~ª1tJ1ttpo1u su ttm.lli!ôtllitl!.J ofib 
~tlt!lsttJ >::Jp ~>?.n:JP<t~\H~ 'ítli? ~ sllA!llllmiuoó s~ suSJttflôJ àp fi~~ttiô411 úl 
ln\.l~ílt!ll!!füõU!oa sp \lpt>pôtl titt stll)llô!Jfild so&l.td sôflt!!Jtl soj;'ll:Í 
.('I !<tíilj!lÇUIHtl SliltlTI!tl!JJtl J.od tl!í"llJ-'íUtl ôll lill!ii\'!d Wfj sjl3U~!].bãl!UO::í 
ili~ Jt!rtttr füi i'l l!ljiíi}ljílt i!âjtll: tltt\ltl'!;tôAff $ffA!}lU~l:Ítí(t:l !illlls à !@-Jtl-!11\1ti.ld 
29 stlb iIDZJllf::í,1d so t!1Sp\ U!;;l .\)!.ltii'li 'li!OU~lllô '<lfl &ótríi S\01) ttltl\'i 'soutt 
tltl\lji:l 's:tlU!li.\I tlJilH 'JP~ iiõ-~~ llI~d sUP!iiU\$11 li@i\l !i\! tUllil tl4Uõill!illtiAU! 
ilp il uµ~ttfültl ··(} t!tn:t~ll ôf(}lsti;'i 1.1p lfüjil\lt\ffltnUtítitf lil'.ifl li~5tWdttt\JJ (!.! 
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S'1iti!túll'ls $t!\j ttjllililíJPih'lit! Ujl' li~'tt!~}tt i!?iiliJªd !lttlfü\J::ltl \:ijj ô~!lf!füUi:l!f!! # iltlfi}Jl'.j1{ f; [lJj!A 
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·tll\;J.iil>lct<1d #ll\fü[~\ ~ s1..W.jltf1.\1d 
o uíJu4dWd1!ôp 1:!püt>.b:lil 'llfüH!füfü 1) t1llt!lm~ 'ttm!õ!tltlttt tljilllltio~ lj Sütl'lfibas sP.p~s 
~it!l:!W tl!.í~füJ~ôJÍlt! llbit!i1.l. \!j) tipgl1D ll '\'.!}U\)lU(\i!l!J ' nu 'tltt}Ju ôlhltit dp {} stlifülflU!füjiI 
$ji!tt1 Mi)ilrtJds .i\íllsttq t!t~ 'fi!!!JUilltl itl<t!t l!tt ii:llUttpt1trt t!tt!I'\ i'l!J '1 :tj.jti:l?!Jllií s1.•~.1d sop 
l/1.t\'l\!J~H'1\l1 ap 'ottud uwi.:-i m1 stJuau1 otud 'suA!ltiõWttt \14: ti~\! orno.a ;stis.rn::í:ii süAou 
·l'lfl nj1:1ltiil1qo t!n silJ;l\lt:Jtll;;l!JI!J ttit'!,, u s\1pi!!)!Aitiui} ü\tl!W !WJl:tttljjl:Hd so 
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GABlNETEDclSECRf\TÁRIO. 
d) No iiMP. da ~dç11llíirn f111nlliiw, 11nnllí#~flmílR qmr Jwµyç lll?iim«lfi dç 
prçj;+j7J'lli fi!t.lilí.ftll 2,(}0;!f/0'.i ~ !HJO!i:/Op, im\~lfaw il PMfl'!ilit Àli \ZW~ít'Ítl. ·~·· 
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ç) Criªç~o '1~ uínf! tmnrr '1('. t1nlln$i11mº1110 pffrn omtt1Jtt'nif1io fümifüir 
\JP!l1 prª*n {lg Pili!ilffil?llti:i 1fo glmi(J artn11; e1lfírNfílnôP um vl!tor mw11l 
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fimmqil§ ·-i:i Trilmm~i'i!l E!!W fiL Mn!ompla dívlfülii díf il\liXAiilií!lílililP, 
-Pí3S:A, llívi{.llll>í 11l?m.~lliJi:i~ µu FUNCAJm, fl~Oüi!CP:R H, fl-lntlµ& 
r:nn!lltit\l@\utií\lli i1tí ·---· Fititin~iJm~~i\-l dé N\lri~ ~ C1>ntn:ieÕv"í!\\ 
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llPl'M' ~~jm!j<l Pªfüf!i';,!JIWV@f Rffiít rt1iWãílli1tilP ~!l~~rnntil!l1 vfo@11ladl!i! 
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Viver ou Morrêr 
Podemos afirmar que o investimento que é voltado para a 
agricultura retorna com rapidez e de forma multiplicada para 
os cofres públicos. 
Será que mesmo assim nós, que produzimos o alimento 
que sacia uma nação e cria divisas comerciais, gerando um 
retorno direto e seguro para a economia, devemos ser a classe 
mais rejudicada e menos assistida diante o governo desta 
na ão? 
• ,_ • \ 1 ~ 
-· ~ ·._( l ',,.. ' 
CRISE NO CAMPO 
> RADIOGRAFIA DA CRISE 
> PROPOSTASPARA 
RECUPERAÇÃO DO SETOR 
CRISE NO CAMPO 
1- RADIOGRAFIA DA CRISE QUE AFETA A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA 
1 - ESTIMATIVA DE PERDAS NA PRODUÇÃO DE GRÃOS DAS SAFRAS 
2004/05 E 2005/06 NO BRASIL. 
As condições climáticas adversas, principalmente na Região Sul do Brasil, 
provocaram perdas significativas nas duas últimas safras de grãos totalizando 
prejuízos que superam a 24 milhões de toneladas. 
Gráfico 01 - Queda na produção brasileira de grãos por adversidades 
climáticas ocorridas nas safras 2004/05 e 2005/06. 
140.000 
120.000 
100,000 
i 
I 80.000 
e 
B 
! 
60.000 
40.000 
20.000 
o 
2004/05 2005/06 
III Estimativa inicial •Estimativa final D Quebra 
Fonte: Conab e Cooperativas 
2 - PRODUTO INTERNO BRUTO. 
O crescimento do Produto Interno Bruto da agropecuária brasileira, que . 
vinha sustentando o crescimento do PIB nacional ao longo dos últimos anos, teve, 
no ano de 2005, o pior desempenho dentre todos os setores pesquisados, 
contribuindo desta forma para a redução do ritmo de crescimento da economia 
brasileira. · 
,. 
~-
Gráfico 02 - Evolução do PIB Brasileiro - periodo 2002 a 2005 
6 ---------------------
2 
o 
2002 2003 2004 2005 
•agropecuária •indústria O serviços DTOTAL 
Fonte: IBGE (2006). 
3 - ESCASSEZ DE RECURSOS DE CRÉDITO RURAL 
A destinação de recursos para financiamento das atividades agropecuárias 
ao longo dos últimos anos tem recebido montante decrescente de recursos de 
crédito rural destinados principalmente para custeio e comercialização. Esta 
diminuição no apoio oficial ao plantio e à comercialização das safras pode ser 
observada nos gráficos 03 e 04. 
Gráfico 03 - Comparativo entre o valor de crédito rural aplicado ao longo dos 
últimos anos e a evolução da produção brasileira de grãos. 
140.000 
120.000 
100.000 
p: ,:-------·--"i.. _____________________________________ _ 
80.000 ____________ .., ________ :._______________ --- -- -- -----------
60.000 --------------\- --m ---·~-- - ----------------------------
40.000 -----------Y'--------:~---------n---------------------t1-:::_""" ·. , , . 
20.000 
.. 
---------------------------~·::·.:::::·:·:-.:.~ __ ;_ t:--___ 
--~~~ ..--'2-..:..-'::::::.-~-::.:-~-=--------
-".°':---Recurso {em R$ milhões) -Produção de grãos (em mil toneladas) 
Fonte: Dados básicos Conab e BACEN, elaboração OCEPAR/GETEC. 
Nas safras compreendidas entre 1976177 e 2005/06 o volume de crédito 
total disponibilizado para a agricultura diminuiu enquanto, a produção seguiu em 
caminho inverso obrigando o produtor a buscar recursos para financiar a sua safra 
em outras fontes a custos mais elevados o que tem provocado aumentos nos 
custos de produção. 
Outro fator a ser analisado, é que a participação do crédito para custeio e 
comercialização a juros livres no montante total disponível cresceu 
significativamente nas últimas safras. A participação do crédito a juros livres no 
crédito total liberado era de 18% em 2003. Esta participação cresceu para 28% em 
2004, mantendo-se no mesmo nível no ano de 2005. 
Gráfico 04 - Montante de crédito rural aplicado por tonelada produzida de 
grãos no Brasil no periodo de 1976/77 a 2005/06. 
2.500 ~-----------------------., 
2.250 
2.000 
1.750 
750 --------------- ------ - -------------------------------
500 -------------------------- -------~---------------------
250 ------------------------------------ - ---
ano safra 
Fonte: Dados básicos Conab e BACEN, elaboração OCEPAR/GETEC. 
Conforme demonstrado no gráfico acima na safra 1976177 era 
disponibilizado o equivalente a cerca de R$ 2.065,00 em crédito rural por tonelada 
de grãos produzidos. Já na atual safra o apoio creditício oficial caiu para cerca de 
R$ 350,00 por tonelada. 
4-TAXA DE CÂMBIO 
A redução de preços recebidos pelos agricultores nas últimas safras deve￾sa principalmente a taxa cambial desfavorável ao setor produtivo (com Real sobre￾valorizado em relação ao dólar), ocasionando queda nos preços internos e em 
alguns casos inviabilizando a atividade em favor da importação de produtos, casos 
do trigo e arroz, por exemplo. Por outro lado os custos de produção não 
acompanharam a redução dos preços de mercado dos produtos agrícolas, em 
vista basicam 
ente da elevação de preços das matérias-primas no mercado internacional, caso 
por exemplo do aço e dos derivados de petróleo, bem como pela valorização dos 
preços dos fertilizantes e agrotóxicos praticados pelas empresas do setor, tendo 
ocorrido que nas épocas de compras pelos agricultores o dólar estava mais 
elevado que na venda da produção. 
Na época da aquisição dos insumos para o plantio da safra 2004/05 a taxa 
de câmbio estava a R$ 3,10/ US$ 1,00, enquanto na comercialização da safra a 
relação caiu para R$ 2,40/ US$ 1,00. Já na safra 2005106, na compra dos insumos 
a relação era de R$ 2,40/ US$ 1,00 e na comercialização caiu para R$ 2,10/ US$ 
1,00. 
Gráfico 05 - Comportamento da taxa de câmbio no Brasil - janeiro de 2003 a 
fevereiro de 2006 
3,80 ...---------------------------, 
3,70 -------------------------------------------------------------
j:~ ~========================================================= 3,40 
3~0 --- -------------------------------------------------------- 3,20 
.3.10 -------------------------------
~ 3,00 -----------------------------
~ 2,90 ~ 2,80 
2,70 ----------------
2,60 ----------------------------------------
2,50 
2,40 ----------------------------------------------··-vi. ... n..ftt. 
2,30 --------------------------------------------------~-lf .... ,,i 
2,20 
2,10 ------------------------------------------------------------- 2,00 +-e_.,.....,._.,.....,._,_,._.,.....,._.,.....,._.,.....,._.,.....,._.,.....,._.,.....,._.,.....,._.,.....,._.,...,.... 
.JS'.J>.;/'..J>"'J' 2'."'J' J'".J>~?~.t4.t;t,t~ ~~<f~.t.t.t.tP:4»)".J>~".J:)':,;~J>_~",,.»)_".t'.,~ ·-r-\.(,~ ~~ .'f'" ~~~'li o""'º~ ·~~~ ~~ ·:f·~ 'l>-<s ~'li º'i<>º l§> ·~~~ ~~-~~~~o<>-º~ -~\.(, 
mês/ano 
Elaboração: Ocepar 
A taxa de câmbio comercial em Janeiro de 2006 ficou 19% abaixo da 
média nominal verificada no período compreendido entre janeiro de 2003 e 
dezembro de 2005. Já se comparando com os primeiros quinze dias de fevereiro a 
redução foi de 23%. 
Em janeiro de 2003 a taxa de câmbio era de R$ 3,44 por dólar, enquanto 
atualmente a taxa de câmbio se situa próxima a R$ 2, 1 o por dólar, ou seja, queda 
de 39% em termos nominais. 
5 - RELAÇÃO DE TROCA 
Ocorreu perda do poder de troca do produtor frente ao setor de fornecimento de 
fatores de produção em praticamente todos os produtos, conforme pode-se 
observar pelos gráficos a seguir. 
Grãfico 06 - Poder de troca - Sacas de soja necessãrias para adquirir um 
trator de 100 cv 
5.500 
5.000 
4.500 
4.000 
3.500 
3.000 
2.500 
2.000 
1.500 
1.000 
500 
o 
2003 2004 2005 
O crescimento da relação de troca no período entre 2003 e 2005 foi de 
67,0%, o que significou que a situação do produtor rural piorou, ou seja, enquanto 
em 2003 eram necessárias 2.962 sacas para o produtor adquirir um trator. Em 
2005, este número cresceu para 4.946 sacas de soja, . 
Grãfico 07 - Poder de troca - Sacas de soja necessãrias para adquirir um 
litro de fungicida utilizado na cultura 
5,0 4,5 ~----------------- ___________________________________ 4,11 ____ _ 
4.0 ---------------------------------
3,50 =====~JÊ==========--l,.O::Z--======== 2,5 
2,0 
1,5 
1,0 
0,5 
0,0 
2003 2004 2005 
O crescimento da relação de troca no perlodo entre 2003 e 2005 foi de 
49,6%, o que significou que a situação do produtor rural piorou, ou seja, enquanto 
em 2003 eram necessárias 2,76 sacas para o produtor adquirir um litro de 
fungicida em 2005 para adquirir a mesma quantidade do insumo foram 
necessárias 4, 13 sacas de soja. O comportamento deste agroquímico é 
semelhante aos demais utilizados na cultura da soja. 
Gráfico 08 - Poder de troca - Sacas de trigo necessárias para adquirir uma 
tonelada de fertilizante formulado 05-25-25 
50.0 -.-----------------:-:----, 43 li 45,0 ------------------------------------"-------- 40,0 . _____________________ 3fi,95 _________ _ 
35·º -----29-:rr--------- --------
30,0 "----·r==='i---------
25,0 ;----
20,0 ----
15,0 ·---
10,0 "---
5,0 f------ ---------
----
0,0 +--'-----'--+--'-----'--+---''----'----1 
2003 2004 2005 
O crescimento da relação de troca no periodo entre 2003 e 2005 foi de 
47 ,8%, o que significou que a situação do produtor rural piorou, ou seja, enquanto 
em 2003 eram necessárias 29,17 sacas de trigo para o produtor adquirir uma 
tonelada do produto, em 2005, para adquirir a mesma quantidade do insumo 
foram necessárias 43, 11 sacas. 
Gráfico 09 - Poder de troca - Sacas de trigo necessárias para adquirir um 
litro de fungicida utilizado na cultura. 
6,5 ,---------------'<"1<7---, 6,o ---------------------s;u------------2 -------
5,5 
5,0 
4,5 
4,0 
3,5 
3,0 
2,5 
2,0 
1,5 
1,0 
0,5 
0,0 
2003 2004 2005 
O crescimento da relação de troca no período entre 2003 e 2005 foi de 
30,5%, o que significou que a situação do produtor rural piorou, ou seja, enquanto 
em 2003 eram necessárias 4.46 sacas para o produtor adquirir um litro de 
fungicida, em 2005 para adquirir a mesma quantidade do insumo foram 
necessárias 5,82 sacas de trigo. O comportamento deste agroquímico é 
semelhante aos demais utilizados na cultura do trigo. 
Gráfico 10 - Poder de troca - Sacas de milho necessárias para adquirir uma 
tonelada de uréia. 
80,0 --------------------. 
70,0 
60,0 
50,0 
40,0 
30,0 
20,0 
10,0 
0,0 
--------------------6f,21------------6.'i.lJ) _____ _ 
_____ .)(f,73 _________ _ 
2003 2004 2005 
O crescimento da relação de troca no perfodo entre 2003 e 2005 foi de 
28,3%, o que significou que a situação do produtor rural piorou, ou seja, enquanto 
em 2003 eram necessárias 50,73 sacas de milho para o produtor adquirir uma 
tonelada de uréia, em 2005 para adquirir a mesma quantidade do insumo foram 
necessárias 65, 1 O sacas. 
Gráfico 11 - Poder de troca - Sacas de milho necessárias para adquirir um 
trator de 100 cv. 
11.000 ------------------
10.000 ~----------------------------------9~492 ____ _ 
9.000 -------------------&.29lL--------
8.000 L.-----r.<wt---------- --------
7.000 ~ -- --------
6.000 L---
5.000 ~---
4.000 ~---
3.000 ~---
2.000 L.---
1.000 ~--­
--------
--------
!----------
l--------
--------
-------- º +--'---..L--r--L--L---+---L----1-~ 
2003 2004 2005 
O crescimento da relação de troca no período entre 2003 e 2005 foi de 
33,4%, o que significou que a situação do produtor rural piorou, ou seja, enquanto 
em 2003 eram necessárias 7.047 sacas para o produtor adquirir um trator, em 
2005 este número cresceu para 9.402 sacas de milho. 
Gráfico 12 - Poder de troca - Sacas de milho necessárias para adquirir cem 
litros de óleo diesel 
15,0 -.---------------------. 
13,5 -------------------------------------12,'ZL-----
I~O ---------------------ro~r----------
10,5 ------------------- 9,0 ______ s.zz __________ _ 
7,5 
6.0 
4,5 
3,0 
1,5 
0,0 
2003 2004 2005 
O crescimento da relação de troca no período entre 2003 e 2005 foi de 
53, 7%, em 2003 eram necessárias 8,27 sacas de milho para o produtor adquirir 
cem litros de óleo diesel, em 2005 este número cresceu para 12,71 sacas de 
milho. O comportamento do diesel no caso do milho é semelhante ao verificado 
nas outras culturas. 
6 - CUSTOS DE PRODUÇÃO 
Houve significativo crescimento nos custos de produção dos principais 
produtos agropecuários produzidos no Brasil desde 1994, conforme pode ser 
verificado no gráfico seguinte. 
Gráfico 13 - Evolução dos custos operacionais de produção no Paraná -
r safras 1994/95 a 2005/06 
R$35,00 ..-------------------------~ 
R$ 30,00 --------------------------------------------- -- ------
R$25,00 
R$ 20,00 
R$ 5,00 --~----.---
R$-
1994/95 1995196 19961911991198 1998/99 1999/00 2000/01 2001102 2002/03 2003/04 2004/05 2005/06 
-soja -~Iilho 
Os custos de produção da soja aumentaram 167% em 12 safras, os custos 
de produção do trigo cresceram 242% no mesmo período. Já os custos de 
produção de milho sofreram um aumento de 144% em 12 safras, considerando-se 
valores reais. 
7-PREÇOS 
Ocorreu redução dos preços no mercado interno no período de janeiro de 
2003 a fevereiro de 2006 da ordem de 35,4% na soja, de 39,9% no milho e de 
33,3% no trigo. 
Gráfico 14 - Evolução dos preços recebidos pelos produtores no Paraná -
período de janeiro de 2003 a janeiro de 2006. 
R$50,00 ~-----------------------, 
R$ 45,00 
R$40,00 
- R$ 35,00 
j R$ 30,00 +-~--­ ~ 
...... R$ 25,00 
R$ 20.00 
R$ 15,00 
R$10,00 +---~--------------------.--' 
~//~//~//#//~//~//~ 
-Soja -Milho -Trigo 
Os preços dos principais grãos ·produzidos no Brasil apresentam 
~···. comportamento de queda nos últimos três anos, conforme pode ser visto no 
gráfico acima. O preço da soja no período reduziu de R$ 40,51 por saca em 
janeiro de 2003 para R$ 26, 16 por saca, em janeiro de 2006, representando uma 
redução de 35,4%. No caso do milho os preços cairam de R$ 19,76 por saca 
para R$ 11,87 por saca, ou seja, uma queda de 39,9%, enquanto os preços do 
trigo caíram de R$ 28,93 por saca para R$ 19,29 por saca, uma queda de 33,3%. 
Para todos os principais produtos a queda de preços foi superior a 30%, 
excetuando-se o café, cana-de-açúcar e laranja, situação agravada devido a não 
ocorrência de queda nos custos de produção no período. 
8 - RENTABILIDADE - PREÇOS X CUSTOS 
A rentabilidade média real dos produtores baseada na diferença entre os 
custos operacionais e o preço de mercado, no período entre 1994/95 e 2004/05 
/' 
sofreu uma queda de 111% na soja, 324% no trigo e 224% no milho, quando 
comparado com a rentabilidade média da safra 2005/06. 
Grãfico 15· Evolução dos custos de produção e rentabilidade da soja safra 
94/95 a 05/06 
R$ 45,00 
R$ 40,00 
R$ 35,00 
R$ 30,00 
R$ 25,00 
R$ 20,00 
R$ 15,00 
R$ 10,00 
R$ 5,00 
R$ -
, ......... custo Total ...,._custo Operacional .......... Preço J 
A rentabilidade média real do produtor de soja levando-se em conta os 
custos operacionais menos o preço de mercado do período entre 1994/95 e 
2004/05 era de R$11,82/saca, na atual safra a rentabilidade passou a ser 
negativa, de R$1,34/saca, ou seja, uma queda de renda de 111%. 
Grãfico 16 - Evolução dos custos de produção e rentabilidade do trigo da 
safra 94/95 a 05/06. 
R$40,00 .-------------------------., 
R$ 35,00 
R$ 30,00 
R$ 20,00 
R$ 15,00 
R$ 10,00 
R$ 5,00 
R$-
----------------------------------------- --~--~--~'""'"~ 
\ ......... custo Total _._Custo Operacional -+-Preço \ 
A rentabilidade média real do produtor de trigo levando-se em conta os 
custos operacionais menos o preço de mercado do período entre 1994/95 e 
2004/05 era negativa de R$3,04/saca, na atual safra a rentabilidade passou a ser 
menor ainda, chegando a R$12,91/saca negativa, ou seja, uma queda de renda 
de 324%. 
Gráfico 17 - Evolução dos custos de produção e rentabilidade do milho das 
safras 94/95 a 05/06 
R$18,00 ~------------------------, 
R$ 16,00 
R$ 14,00 
R$ 12,00 
R$ 10,00 
R.$ 8,00 --------------
R$ 6,00 --------------------------------------------
R$ 4,00 --------------------------------------------------------
R$ 2,00 --------------------------------------------------------
R$ -
(-+-Custo Total _.,_Custo Operacional --t--Preço ! 
A rentabilidade média real do produtor de milho levando-se em conta, 
também, os custos operacionais menos o preço de mercado do período entre 
1994/95 e 2004/05 era de R$2,48/saca, na atual safra a rentabilidade é negativa, 
de R$3,07/saca, ou seja, uma queda de renda de 224%. 
9 - EXPORTAÇÕES 
-~- No ano de 2005 o agronegócio representou 36,9% do total exportado pelo 
Brasil, no entanto, em 2004 esta participação foi de 40,4%_ Portanto houve uma 
significativa redução na participação do agronegócio nas exportações totais 
brasileiras. 
Tabela 01 - Principais produtos do agronegócio exportados pelo Brasil no 
ano d2005 e compara d os com o ano d2004 e e variaç "ã o percen ti ua • 
BALANÇA 2004 (em bilhões de dólares) 2005 (em bilhões de dólares) variação 
EXPORTAÇÃC MPORTAÇÃO SALDC EXPORTAÇÃC MPORTAÇÃC SALDO EXP. 
COMERCIO 96,47 62,78 33,69 118,31 73,55 44,76 22,60º/o ~LOBAL 
Demais Produtos 57,45 57,9 -0,45 74,71 68,37 6,34 30,00% 
~GRONEGOCIO 39,02 4,88 34,13 43,6 5,18 38,42 11,70°/o 
PARTICIPAÇAO 40,40% 7,80% 36,90% 7,00% -8,90% 
Fonte: Md1c/Secex - Elaboraçao: - Ocepar/Getec - Janeiro de 2006. 
,. 
10 - DESEMPREGO 
Com a queda do rendimento da agropecuária, demonstrada pela perda de 
participação nas exportações totais brasileiras, motivada pela queda na taxa de 
câmbio do real frente ao dólar, pelo aumento dos custos de produção, pela quebra 
da safra de grãos brasileira em 2004105 e pela perspectiva de nova queda em 
2005106, o setor começa a reduzir o quadro de funcionários gerando desemprego 
e iniciando um novo ciclo de redução de renda para os trabalhadores. 
São necessárias medidas urgentes para minimizar este problema no âmbito 
do governo federal. A principal delas diz respeito às políticas macroeconômicas, 
com redução das taxas de juros e conseqüente ajustamento da taxa cambial que 
refletirá imediatamente no preço recebido pelos agricultores e, portanto, na renda 
do setor rural. 
Outros problemas que afetaram a renda da agropecuária foram os casos 
localizados de aftosa e do avanço da gripe aviária na Europa que provocaram 
reduções nas exportações de carnes e, por conseguinte, os preços internos, 
contribuindo para a queda de renda do setor. 
Como não há indicativos, pelo menos no curto prazo, de recuperação dos 
preços agrícolas e de mudanças na política econômica é dada como certa a 
redução da renda do setor agropecuário brasileiro que trará sérios problemas à 
economia brasileira, com redução na geração de riquezas, de emprego e na 
desaceleração dos resultados da balança comercial brasileira. 
. " 
11 - PROPOSTAS PARA RECUPERACÃO DO SETOR RURAL 
11.1- PROPOSTAS DE CURTO PRAZO- MEDIDAS EMERGENCIAIS 
As medidas emergenciais são entendidas como ações a serem realizadas de 
imediato buscando resolver problemas conjunturais decorrentes da gravidade da 
situação em que se encontra a agropecuária. 
1) Programa de recomposição do endividamento. 
Endividamento do setor rural: 
SAFRA 2004/05 
O que ocorreu em 2005: 
Custeio - dividas junto ao Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) -
prorrogado por 01 ano pelos agentes financeiros e fora do SNCR - prorrogado 
para 02 anos - FA T Giro. 
Dividas - (Pesa/Securitização/Recoop) - Não houve qualquer prorrogação das 
parcelas vencidas em 2005. 
Investimento - Prorrogada a parcela de 2005 para 01 ano após o vencimento da 
última parcela do contrato. 
SAFRA 2005/06 
Comprometimento para 2006: 
Custeio - Pagamento do custeio da safra 2005/06, da parcela prorrogada do 
custeio 2004/05 e da P parcela F AT Giro 2004/05. 
Dívidas - (Pesa/Securitização/Recoop) - Pagamento da parcelas vencida em 
2005 e da parcela vincenda em 2006. 
Investimento - Pagamento da parcela vincenda em 2006. 
O comportamento para pagamento de dívidas em 2006 levaria o setor a 
inadimplência geral, uma vez que mesmo se a colheita fosse normal com o nível 
de preços praticados no mercado, o pagamento das dívidas é impossível. 
Como equacionar o endividamento para que seja readquirida a capacidade 
de pagamento: 
Custeio: 
Q Dívidas junto ao SNCR: compor um novo saldo devedor referente ao 
custeio 2005/06 e o custeio prorrogado da safra 2004/05 e alongar por 10 anos, 
com o pagamento da 1ª parcela a partir da safra 2006/07. 
Q Dívidas fora do SNCR: compor um novo saldo devedor referente às 
parcelas do FAT-Giro vincendas em 2006 e 2007 e alongar por 10 anos, com o 
pagamento da 1ª parcela a partir da safra 2006/07. 
Endividamento: 
q Prorrogar as parcelas vencidas em 2005 e as vincendas em 2006 das 
operações de Securitização, Recoop e Pesa para pagamento a cada ano 
subseqüente a última parcela do contrato. 
Investimento: 
Q Prorrogar a parcelas vincendas em 2006 dos Programas de Investimento 
para pagamento no ano subseqüente a última parcela do contrato. 
Cronograma de pagamentos: 
ANO SAFRA ANO SAFRA Ano safra 
LINHAS DE CRÉDITO 2006/07 ao ano 2004/05 2005/06 safra 2015/16 
SNCR - novo saldo - Pagamento de 
(soma dos saldos das - - 10% por ano 
safras 04/05 e 05/06 safra. 
Pagamento de 
Custeio - FAT-GIRO - 10% por ano 
safra. 
Prorrogar para 1 Prorrogar para 2 
Endividamento ano após a ultima anos após a Parcela normal parcela do ultima parcela do 
contrato contrato 
Prorrogado para Prorrogar para 2 
Investimento 1 ano após a anos após a Parcela normal ultima parcela do ultima parcela do 
contrato contrato 
... < 
2) Apoio para a safra de verão 2005/06 
Comercialização: 
Alocação de R$@.ilhões para comercialização da safra 2005/06 para 
serem disponibilizados imediatamente para atender à demanda dos produtores 
rurais e suas cooperativas em cumprimento à política de garantia de Preços 
Mínimos. 
Seguro rural e PROAGRO: 
Agilização do pagamento do PROAGRO e do seguro rural para os 
produtores que tiveram perdas na safra atual e dos processos pendentes de 
safras anteriores, inclusive do PROAGRO-MAIS. 
3) Plano safra das culturas de inverno 
Divulgar o plano safra para as culturas de inverno com o objetivo de permitir 
aos produtores a definição do plantio com conhecimento prévio dos mecanismos 
oficiais que irão nortear a safra. 
Recursos: 
• Alocar R$ Qilhão para a safra de inverno com juros de crédito rural. 
• Antecipar ~ração dos recursos para permitir aos produtores rurais 
efetuarem seus plantios usando a tecnologia recomendada. 
Preço mínimo: 
• Garantir um preço mínimo equivalente ao custo operacional de produção. 
Seguro rural: 
• Simplificação da contratação do Seguro Rural. 
Frente parlamentar da triticultura nacional: 
• Implementar as ações da Frente Parlamentar da Triticultura Nacional. 
Importações de trigo: 
• Estabelecimento de cotas de importação do trigo e seus derivados no âmbito 
do MERCOSUL, adotando-se a mesma política praticada peta Argentina para 
coibir a entrada de produtos brasileiros em seu mercado. 
Cabotagem: 
• Permitir a utilização de embarcações com bandeira estrangeira para a 
navegação de cabotagem para transporte de produtos agrícolas ao longo da 
costa brasileira. 
Cadeia produtiva: 
• Realizar ações conjuntas entre o Governo Federal, o setor produtivo e a 
indústria moageira objetivando a formalização de um acordo entre as partes 
para garantir a comercialização do trigo nacional e o pagamento de no 
mínimo o preço de garantiã aos produtores oraslle1ros. 
/. 4) Sanidade agropecuária 
• Reforçar os programas de sanidade agropecuana com o objetivo de 
prevenção contra os riscos de entrada de doenças que possam trazer 
prejuízos ao setor. 
• Alocar no Orçamento da União de 2006 o montante de R$ 250 milhões para 
atender às demandas da sanidade agropecuária. 
5) Política para a indústria da soja 
• Permitir-se que as transferências internas de soja em grão de estado 
produtor para estado industrializador sejam livres de ICMS condicionada a 
comprovação posterior da exportação de quantidades equivalentes de farelo 
e óleo de soja. 
• Reduzir para 7% a incidência de ICMS nas operações interestaduais de soja 
em grão e nas operações internas e interestaduais com óleo de soja. 
" . 
li. 2 - Propostas de médio e longo prazo - Medidas estruturais 
No médio e longo-prazo, devem ser aperfeiçoados os instrumentos 
governamentais de apoio à produção e à comercialização, principalmente a 
garantia de preços e liquidez na comercialização para os produtos agropecuários, 
de tal forma que se viabilize a geração de renda dando sustentabilidade a 
atividade, pois a agropecuária é uma atividade de elevado risco e exige políticas 
públicas que reduzam este risco. 
1) Programa de captação de recursos externos 
Objetivo: 
• Este programa tem como objetivo captar recursos no mercado internacional 
com taxas de juros praticadas em outros paises. 
Montante de Recursos proposto: 
• U$$ 15 bilhões por um prazo de resgate de 5 anos. 
Lastro: 
• Títulos do Governo Federal 
Finalidade: 
• Financiamento para estocagem e transformação de produtos agropecuários 
de abastecimento do mercado interno. 
• Financiamento da produção a ser destinada à exportação. 
• Financiamento para industrialização voltada à exportação (via Draw Back 
Verde amarelo). 
Estratégias: 
• Banco Gestor do Programa: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico 
e Social - BNDES. 
• Bancos Repassadores: Bancos credenciados junto ao BNDES. 
• Beneficiários: Produtores rurais, Cooperativas agropecuárias, agroindústrias 
e exportadores. 
• Hedge Cambial: A garantia do risco cambial a cargo do governo. 
!~ 
Condições: 
Conceito Incrementar a estocagem e industrialização da produção 
agropecuária através de seu financiamento. 
Público Alvo Produtores rurais, Cooperativas agrícolas, 
agroindústrias e exportadores de produtos 
agropecuálios. 
Itens Financiáveis Produtos agropecuários in natura e agro￾industrializados. 
Recursos Captados no Extelior pelo Tesouro Nacional através 
de lançamento de títulos públicos. 
Financiamento: até 3 anos, a contar da data de 
Prazos assinatura do contrato de financiamento. 
Carência: até 12 meses, a contar da data de 
assinatura do contrato de financiamento. 
Encargos Financeiros Taxa de juros fixa de 8,75% ao ano. 
Risco de valiação cambial Equalização pelo Tesouro Nacional. 
Parcelas anuais e consecutivas de principal e 
Forma de pagamento encargos financeiros e /ou fechamento do câmbio no 
caso de exportações. 
Liberação dos Recursos Em moeda nacional, parcela única, após assinatura do 
contrato de financiamento. 
Garantias Definidas no Limite de Crédito. 
"\) @rograma de garantia de renda e emprego agrícola 
Objetivo: 
• Garantir a renda e o emprego na agropecuária. 
Finalidades: 
• Equalização de preços para produtos de abastecimento de mercado interno 
com base em preço fixado a partir da paridade do produto importado. 
Mecanismos: 
J> Fortalecimento do seguro rural com garantia de cobertura: 
• De perdas generalizadas em caso de calamidades ambientais. 
• Quando por adesão de produtores indenizar as perdas de produção não 
cobertas pelo PROAGRO para produtores aderentes a este programa. 
• Fortalecimento e extensão do PROAGRO para execução pelas cooperativas 
agrícolas e empresas rurais credenciadas. 
" . 
> Autorização para cooperativas agropecuárias ou produtores rurais constituírem 
sociedades cooperativas de seguro mútuo ao amparo dos normativos da 
SUSEP ou, fundos mútuos de garantia do crédito da atividade agropecuária 
com o fim de complementar, subsidiariamente, a contratação do seguro rural 
oficial. 
> Fomento para a contratação do seguro rural pelos produtores rurais através de 
incentivo de bônus crescentes sobre o prêmio para os contratantes que não 
tenham registrado sinistros em safras anteriores. 
> Equalização de preços para produtos de abastecimento de mercado interno 
com base na paridade dos preços internacionais. 
Beneficiários: 
• Produtores rurais e cooperativas. 
Produtos inicialmente amparados: 
• Milho, trigo, feijão, arroz. 
Operacionalização: 
• Equalização de preços via Conab e Cooperativas. 
• Seguro rural: Ministério da Agricultura, Instituto de Resseguras do Brasil -
IRB, Resseguradoras, Agentes financeiros e Cooperativas. 
Forma de viabilizacão do Programa: 
• Criação de um fundo de sustentação da renda agricola com recursos 
\) orçamentários e com parcela dos recursos oriundos do imposto de 
importação de produtos e insumos agrícolas arrecadados pelo governo e 
destinados a dar suporte as demandas do Programa. 
Pro rama de renegociação das dívidas rurais - Projeto de Lei 
5.507/0 
Aprovação do Projeto de Lei 5.507/05 que já obteve parecer favorável nas 
comissões de agricultura e na de finanças e tributação. Este Projeto de Lei 
contempla dívidas da securitização, Pesa, dívidas alongadas do Funcafé. 
Prodecer li, Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte e Centro-Oeste, 
Proger Rural e renegociações da agricultura familiar, além de abrir espaço para 
promover uma reavaliação das garantias vinculadas aos contratos alongados e 
prever, caso a caso, as novas condições de pagamento, taxa de juros e prazos. 
É importante incluir também no Projeto de Lei os financiamentos com 
recursos oriundos do BNDES, FAT Giro Rural e o endividamento de custeio, 
investimento e comercialização da safra 2005/06. 
4) Importação de agrotóxicos 
A pesquisa, experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o 
transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a 
utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, 
o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, 
seus componentes e afins são previstos e exigidos pela Lei nº 7.802/89 e 
regulamentados pelo Decreto nº 4.074/02. Essa legislação exige que o registro 
seja administrado pelos Ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente, o que 
toma o processo de registro lento, complexo e oneroso. 
A importação de agrotóxicos é proibida em vista de que o produto para ser 
comercializado no país necessita de registro nos órgãos competentes. Para 
registrar um produto no Brasil são exigidas várias pesquisas e documentações 
que demoram cerca de cinco anos para serem concluídas. 
Ocorre que os responsáveis pela solicitação do registro são os próprios 
fabricantes, porém, não há interesse da parte destes em pedir o registro em vista 
de que os produtos irão concorrer com seus produtos nacionais. 
Cerca de 30% dos agrotóxicos comercializados, no oeste do Paraná, por 
exemplo, tem origem em outros países (contrabando}. Como exemplo de 
diferencial de custo pode-se citar o caso do Classic (herbicida usado na soja} cujo 
preço no Brasil é de R$ 750,00/unidade e o importado chega na propriedade 
custando R$ 150,00/unidade. Outro produto, Ally (herbicida para o trigo), é 
comercializado legalmente, no Brasil, por R$ 30,00/10gramas, enquanto o 
clandestino é comercializado a R$ 6,00/10gramas. 
r'""" Propostas: 
-\) • Permitir a utilização, no Brasil, de produto agrotóxico importado, mediante 
comprovação de seu registro no país de origem para a mesma cultura e 
destinação de uso (inseticida, fungicida ou herbicida) . 
.-\) • Autorizar, automaticamente, a importação de produtos agrotóxicos com 
formulado equivalente ou produtos similares (genéricos) já registrados no 
Brasil. 
-1l • Permitir a livre circulação de agrotóxicos agrícolas, substâncias ativas e suas 
correspondentes formulações, entre todos os países partes do Mercosul, 
conforme disposto no acordo comercial que constituí o Mercosul. 
5) Programa de Infra-Estrutura 
Finalidade: 
• Viabilizar a implementação de projetos de interesse da agricultura e do 
cooperativismo brasileiro no setor de infra-estrutura, principalmente setores 
de logística de escoamento das safras. 
Projetos Potenciais: 
• Novos corredores de exportação (Centro - Oeste)- Hidrovias e Rodovias. 
• Investimentos nos terminais de exportação visando à segregação de 
produtos. 
• Melhoria dos sistemas de informação e comunicação. 
• Investimento em armazenagem de retaguarda portuária, armazenagem 
reguladora e estratégica. 
• Investimento em portos secos alfandegados localizados estrategicamente 
nos corredores de exportação. 
• Investimento em transporte de cabotagem. 
Proposta: 
-\) • Criar um programa emergencial ao amparo do Programa de Parceria Público 
Privada nos setores ligados ao agronegócio e ao cooperativismo, mediante 
licitação ajustada à demanda do setor. 
6) Programa de capitalização das cooperativas 
Instituir o programa de c~a 1 ção das cooperativas brasileiras PROCAP 
- com recursos da ordem de $ 3,2 ilhões para investimento na capitalização 
das cooperativas agropecuárias, forme proposta elaborada pelo Grupo Técnico 
lnterministerial e nos moldes do PROCAPCRED recentemente aprovado para as 
cooperativas de crédito. 
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