| Tipo | MOÇÃO |
|---|---|
| Número / Ano | 2 / 2026 |
| Date | 2026-02-23 |
| Ementa | A vereadora que a presente subscreve, no uso de suas atribuições regimentais, manifesta solidariedade e encaminha a presente MOÇÃO DE PESAR à família do Senhor Zeferino Ferdinando Zanchettin. |
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MOÇÃO DE PESAR A vereadora que a presente subscreve, no uso de suas atribuições regimentais, manifesta solidariedade e encaminha a presente MOÇÃO DE PESAR à família do Senhor Zeferino Ferdinando Zanchettin. Com imenso pesar, e profunda tristeza, presto minhas condolências pelo falecimento de Zeferino Ferdinando Zanchettin, ocorrido no dia 08 de Janeiro de 2026, aos 93 anos. Um homem de fé, amor e serviço - Pai, esposo, amigo e líder comunitário - Exemplo de honestidade e trabalho - Defensor da família e da comunidade - Servo de Deus e da Igreja Aos 93 anos, Zeferino nos deixou, mas seu legado permanece em nossos corações. Descanse em paz, querido Zeferino. Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade e força aos familiares e amigos, desejando que encontrem conforto nas memórias e no legado que ele deixou. Câmara Municipal de Quatro Barras, 19 de Fevereiro de 2026. JACQUELINE JOICE BERTAPELI SANTOS VEREADORA BIOGRAFIA ZEFERINO FERDINANDO ZANCHETTIN Um homem de muitos amigos, do Rio Grande do Sul até onde a estrada da vida o levou e que deixa um legado de honestidade, trabalho, amor ao próximo, dedicação profunda e muita fé, por onde passou. Para conhecer Zeferino, é preciso falar primeiro de Ferdinando Zanchettin, seu avô, que nasceu em Ramera Mareno di Piave – Treviso- Itália, veio para o Brasil em 1888, na época da colonização do Sul do Brasil, com 27 anos de idade - viúvo - e lhes foi dado em conceção o lote 34, na então designada Vila de Alfredo Chaves, Fagundes Varela, à princípio distrito de Lagoa Vermelha – RS. Casou-se com Orsola Lubiani, nascida em Vicenza-Veneto – Itália com data de chegada ao Brasil desconhecida, no ano de 1900 na mesma Vila de Alfredo Chaves. Por um costume italiano: “filhas mulheres levam enxoval; homens herdam as terras” o referido lote, foi dado, ainda em vida, como herança, para Ângelo Antônio Zanchettin, por ser o único filho homem da família. Ângelo Antônio casou-se com Orlanda Bagnolin em 1º de agosto de 1931, na capela de Bella Vista, Vila de Alfredo Chaves, agora Fagundes Varela, distrito de Veranópolis e passaram a residir nas terras herdadas por ele. Aos 24 de abril de 1932, neste mesmo local, nascia o filho primogênito do casal, numa linhagem de nove irmãos e recebera o nome de ZEFERINO FERDINANDO ZANCHETTIN, em homenagem ao avô, que faleceu cinco anos depois – 1937. Zeferino estudou até o 4º ano, última série na época e aprendeu com o pai o trabalho na lavoura e na carpintaria entre outros ofícios. Quando jovem, a pé ou a cavalo, na companhia de amigos e parentes, participava das festas nas pequenas capelas daquela região de italianos, jogando “La Mora”, a “Bocha” ou cantando estrada à fora, “La bella violeta”, “Quel mazzolin di fiore”, “La bella polenta” e tantas outras canções do dialeto italiano, linguagem que até hoje permanece sendo usada pelos descendentes, naquelas regiões do sul do Brasil. Ele, serviu ao Exército Brasileiro no ano de 1951, no 9º Regimento da Cavalaria de São Miguel – RS, como datilógrafo. Pedir baixa, causou-lhe muita tristeza, ele contava, pois queria seguir carreira, mas, seu pai tinha vendido a colônia e comprado terras num lugar denominado: “Sédia”, município de Lages – SC., no antigo trajeto da BR 116, divisa do Rio Grande do Sul com Santa Cataria, e precisava agora, da ajuda dele, para lá construir um hotel, o “Hotel Bella Vista”. Nesta época, já estava “enamorado”, como dizia ele, da jovem Lourdes Terezinha Rossi, moradora no mesmo distrito. Era um rapaz “romântico”, mandava sempre cartões da época, com mensagens apaixonadas, escritas por ele, na caligrafia invejável que tinha. Ela sempre os manteve guardados. Três anos depois - 25 de julho de 1953 – receberam as bençãos matrimoniais, na igreja de Fagundes Valera, distrito de Veranópolis, ela com 17 anos e ele com 21 anos de idade. Foram cinco dias de festa, eles contavam, na casa da noiva e outros cinco dias de festa também no referido hotel. Nesta época, o hotel, recebia muitos caminhoneiros diuturnamente, haja vista os caminhões não terem cama nas cabines. Logo, os caminhoneiros pernoitavam em hotéis ou em redes esticadas embaixo da carroceria de seus caminhões. Então, para ajudar seus pais e irmão, Zeferino e a esposa Lourdes, ficaram residindo ali. Foram tempos de muito trabalho para os dois. Não havia a modernidade de hoje. Mas sempre se fazia presente, na verdade toda a família, nas celebrações da Capela da comunidade local. Quando a enchente levou a ponte do Rio Pelotas e, foi mudado o tracejado da BR 116 para o atual, com a construção da nova ponte, pelo exército brasileiro, seu pai Ângelo, vendeu o terreno e adquiriu outro, próximo ao novo tracejado. Zeferino, seus irmãos, sua esposa e outros, desmontaram àquele hotel, de madeira, que era de dois andares, onde na parte superior ficavam os quartos e embaixo, cozinha, refeitório, etc., tirando prego por prego. Isto feito, montaram-no no novo local. Só quem conhece a “Sédia”, onde ainda algumas famílias moram, saberá mensurar quão difícil é e era o acesso de lá até a nova BR166, depois que àquela ponde caiu e estrada mudou. Não tinha luz no novo local. Pelas mãos dele e do tio Giuseppe Zanffonato – “tio Beppi”, casado com uma irmã da sua mãe, foi construída uma pequena represa para dar caimento à uma roda d’água, idealizada por eles, com gerador que levava a energia necessária para atender o hotel e uma pequena “serraria” local. Com este tio, homem de uma inteligência fora do comum, ele aprendeu muito de mecânica, elétrica e também a dirigir um caminhão, pois Zeferino, frequentemente, saia em viagem com esse tio e se descobriu como caminhoneiro. Por mais alguns anos, a vida dele seguiu na normalidade, trabalhando com a esposa no hotel dos pais e morando em um quarto do mesmo, fazendo algumas viagens para o tio ou ajudando na mecânica próxima do hotel ou na serraria. Contava sempre, que Hotel na “Sédia” vivera muitos momentos felizes e fizera muitos amigos, lá no hotel, apesar do trabalho árduo. Os irmãos: Onírio, já havia casado, mas falecera um ano depois do casamento, com Leucemia; A Honorina e o Alcides casaram e foram construir suas vidas fora do hotel, e nós seguimos por lá, ajudando o pai - ele dizia. Sua família com a Lourdes aumentara. Eram os dois e quatro filhos: Cleci Maria, José Antônio, Maria Angélica e Cleusa Terezinha. O José, que nascera com um sério problema no crânio, precisava sempre de muitos cuidados e consultas periódicas, com médicos especialistas em Caxias do Sul – RS, cuja esposa o levava, aproveitando a carona dos motoristas que ali pernoitavam. Mas, de repente, é preciso juntar o que é seu e procurar um lugar para sua família, porque o pai vendera o estabelecimento. Os caminhões já tinham camas, caixa de mantimentos, não se fazia necessário o hotel. Levando consigo, apenas, os móveis do seu quarto, uma cama para cada filho, utensílios de cozinha e um fogão à lenha, foi para Joaçaba – SC, onde o “tio Beppi” e a esposa Rita Bagnolin, os acolheu, arrumando por lá uma casa de aluguel para eles, dizemos eles, porque neste dia, levou consigo o irmão Fernande, que desde pequeno apresentara problemas, tipo um “pequeno atraso mental”, mas o coração de Zeferino e da esposa, sentiu que o irmão precisava de alguém ao lado que o auxiliasse. Este irmão, agora casado e já com 2 filhos, que só trabalhara no hotel do pai, não tinha outra profissão. Zeferino então, seguiu viajando com um dos caminhões do tio, e ensinou ao irmão a profissão de motorista. Mudaram daqui para ali, como dizia a esposa, “tipo ciganos” por conta dos valores de aluguel. Eram duas famílias agora! Tanto que por vezes ele dizia: - Cada vez que volto de viagem, encontro vocês com as crianças em outro lugar! Se não estão n’outro lugar, não acho a porta de entrada porque mudaram as paredes de lugar! A esposa e a cunhada faziam isso, para diminuir as despesas. Quando o “tio Beppi” vendeu o caminhão, Zeferino passou a trabalhar com o caminhão do primo, Tercílio Tormen, que mais tarde vendeu este caminhão para ele, era um FNM 58 “cara- chata” na cor verde. Neste tempo, 1964/1965, foi morar em São Marcos, precisavam pagar o caminhão e estariam mais próximo de Caxias do Sul, para o tratamento do filho José. Havia uma escola desativada na cidade, que lhes foi ofertada por um aluguel bem baixo. Ali se estabeleceram os dois irmãos com suas famílias. A esposa, conseguiu trabalho como bordadeira de enxovais para uma loja de Caxias, serviço que realizava em casa, além de ser costureira, para ajudar a custear as despesas. Mais tarde, foi para uma casa melhor. Nasceu então a quarta filha, Ieda Maria e o Marcos, terceiro filho do Fernande. O filho José, que fora desenganado pelos médicos, recebe a graça da cura, por promessas feitas e muitas orações dirigidas à Nossa Senhora do Caravaggio. Após anos de trabalho, conquistaram sua casa própria em Vacaria – RS. Sempre honesto e trabalhador, reconhecendo o direito do irmão que viajava com ele, trocando a “boléia”, a casa foi dividida entre as duas famílias e assim, continuaram morando juntos por muitos anos. A esposa se tornou uma grande costureira, estava sempre cheia de serviços. E aqui, nesta casa, nasceu a última filha, a Simone. Financiou seu primeiro caminhão 0km, um Fiat vermelho, pois ele adorava a cor vermelha. Tanto que, não era “aquele” torcedor, mas gostava do Inter de Porto Alegre. Consequentemente, vieram as longas viagens por todo o Brasil, ficando fora por 40/60 dias, para cumprir seus compromissos e a manutenção da sua ferramenta de trabalho “o caminhão”. Por vezes, Zeferino revezava com o irmão para que um pudessem ficar alguns dias em casa com a família. Na estrada, procuravam fazer sua própria comida, como a maioria dos caminhoneiros fazem até hoje, para ter uma alimentação básica, mas saudável. Lembramos aqui, um hábito que nunca perdeu, dormir depois do almoço. Para ele este soninho era sagrado. Ai de alguém o acordar, a bronca era certa! Uma das paixões: ouvir o canto dos pássaros. Não obstante, tinha ele mais de 15 gaiolas, com passarinhos de todas as espécies, espalhados, durante o dia pela área da casa e à noite eram recolhidos - na época era permitido. Tinham que estar sempre com o coxinho cheio de painço ou alpiste e algumas folhas de verdura e água, além de os fundos estarem muito bem lavados. Há se um deles morressem! Sobrava bronca, das bravas, para todos e principalmente para o filho José. A outra, ir para a beira dos rios pescar ou ir para o mato caçar. Nas festas de final de ano, mesmo em meio às dificuldades financeiras, nunca faltou um presente para os filhos destes dois irmãos. O pátio enorme, da casa em Vacaria, servia de local para reunir os vizinhos, assar uma carne, tomar a cerveja, que ele e a esposa gostavam, jogar um baralho e cantar as tarantelas italianas. Mesmo quando veio para o Paraná, nestas datas e no seu aniversário, gostava de reunir sua família, na casa dele, ou nas casas dos filhos, ano após ano. Momentos estes em que Zeferino, expressava muita alegria, por estar junto da esposa, filhos e os parentes de sangue ou de coração. Foram longos anos de estrada! Quando deixou a “boleia”, sempre que descia a estrada da Graciosa, contava que fizera muitas viagens por ali quando ainda era de chão batido. Quando liberava para descer, desciam em comboio e o mesmo para subir, nem sempre conseguiam fazer o trajeto no mesmo dia. ZEFERINO EM QUATRO BARRAS Em 1973/1974, Zeferino veio para o Paraná, seguindo os passos do filho José Antônio, que já estava trabalhando como auxiliar de mecânico na oficina anexa ao antigo “Posto Aliança” pertencente ao irmão mais novo dele: Celso Zanchettin, enquanto Fenande seguia viajando. Gostando do lugar, Zeferino alugou uma casa no Jardim Menino Deus em Quatro Barras e trouxe a família para cá, com exceção da filha mais velha, Cleci Maria que já estava casada e só veio residir aqui anos depois. Concluída a venda do imóvel de Vacaria, os dois irmãos, compraram seus próprios imóveis: Fernande em Vacaria mesmo e Zeferino, comprou um imóvel no mesmo bairro onde já residia em Quatro Barras e ali edificou sua residência Voltou a viajar, mas já se sentia cansado da estrada e acabou vendendo o caminhão, já velho e desgastado, dando parte para o irmão Fernando, que comprou um outro caminhão pois agora com os filhos já de maior idade, o poderiam ajudar e Zeferino então, comprou a serralheria Inefer-Industria de Esquadrias de Ferro Ltda, à princípio, estabelecida no Jardim Paulista e posteriormente transferida para o Jardim Menino Deus, ao lado de sua residência, onde trabalhou até se aposentar. Neste período realizou diversos serviços para a prefeitura, confeccionando as aberturas, grades, traves de futebol, ralos, entre outros. A serralheria, trouxe para morar em sua casa, dois filhos do coração: o Luís Marino, que deixou a casa dos pais em Vacaria para vir ensinar o ofício de serralheiro e passou a ser tido por ele como “filho”. Casou e seguiu seus caminhos. Então veio o Joel, que apesar de ser alcóolatra, era um trabalhado exemplar, foi recebido e tratado com muito carinho por ele, em sua casa, até o dia em que decidiu seguir sua vida em outro lugar. Este era o seu Zeferino! Sempre nervoso, mas nada era para sempre. O coração era maior! O Jardim Menino Deus, era ainda um pequeno loteamento, haviam 45 famílias católicas, segundo levantamento para as Missões Populares, com ruas barrentas, sem água, sem rede de esgoto, sem escola e luz somente onde haviam aglomerações de residências. A primeira missa foi celebrada na casa que alugara. Em seguida vieram as missões, acima citada, e desde então, sentiu-se chamado a dedicar algumas horas de seu tempo nos trabalhos comunitários. Junto da esposa, abriu a porta de sua casa, cedendo seu quarto para que as crianças do bairro, sentadas sobre a sua cama, fossem catequizadas. Haviam ali algumas famílias muito carentes, que passaram a receber roupas e alimentos, arrecadados pela paróquia e distribuídos por ele e a esposa. Neste tempo, o município cedeu um terreno para a construção de um salão de eventos, o “Esporte Clube Quatro Barras”, no Jardim Patrícia, tendo como finalidade, a realização de bailes, formaturas, casamentos, aniversários e algumas festas de domingo. Todo o projeto, construção e administração ocorreu por uma sociedade entre amigos, da qual ele fez parte, doando a mão de obra das aberturas feitas em metalão. Tendo ele, participado de muitos destes eventos, ficou muito aborrecido quando soube que a sociedade se desfez e tudo ficou abandonado. Mas ele e a esposa, tinham um sonho maior, construir uma capela na sua comunidade. Compartilharam deste sonho, outros moradores do bairro e começaram as batalhas em busca de um terreno para a construção desse sonho. Foram anos de buscas! Enquanto isso, ele sovou muito barro, junto com o irmão Vilson Zanchettin e aqueles, que não citamos nomes, para não deixar ninguém esquecido, no terreno emprestado pelo senhor Túlio Pasa, no alto da rua 12 de outubro, realizando festas para arrecadar fundos visando a construção, primeiro da capela provisória neste terreno e depois, da tão sonhada capela definitiva. Na construção da Capela provisória, do Jardim Menino Deus, doou todas as janelas e portas, o mesmo fez, no atual Salão de Festas, hoje substituídas, pois já desgastadas pelo tempo. Zeferino, como todo o italiano, tinha um gênio forte, difícil de lidar às vezes. Contudo não guardava mágoas nem ressentimentos. Passado o momento de nervoso, voltava como àquele “cordeiro” manso e suave, de mangas arregaçadas para dar continuidade nos projetos e anseios da comunidade ou da pessoa que o procurava por algum motivo. Tinha mãos de artista, mente criativa e olhar capaz de transferir para o papel e depois forjar em qualquer material que fosse, o que visualizou. Se tornou, construtor de altares, bancos, andores, carrinhos para procissões, estandartes, fogões tipo industriais para as Capelas, fritadeiras de pasteis, sempre cobrando apenas os materiais e muitas vezes, sem querer nada em troca. Por muitos anos, junto do senhor Helinho da Colônia Maria José, fez o presépio motorizado na igreja matriz de Quatro Barras e depois no Pequeno Cotolengo do Paraná. Adorava ser o papai-noel nos natais das crianças, promovidos pelas coordenadoras de capelina da comunidade e na escola do bairro. Suava dentro daquela roupa, mas transbordava alegria por ver o sorriso estampado naqueles rostinhos pequeninos e frágeis. Se tornou Ministro Extraordinário da Eucaristia, além de servir no altar do Senhor da sua comunidade, passou a celebrar nas capelas da área rural do município: Ribeirão do Tigre; Palmitalzinho; Rio do Meio; Campininha; Monte Alegre, além do Pinheirinho e Florestal. Nunca deixou de levar a comunhão aos doentes da sua comunidade e daquelas comunidades, sempre que lhe fosse solicitado. E sempre presente nos eventos de cada comunidade. Era Jesus, ele, sua esposa, e o “Fiat-Zinho”, percorrendo as ruas do município. Sempre incentivou a comissão da capela a partilhar com as que vieram surgindo, todos os objetos que fossem substituídos. Sua casa, passou a ser o local de encontro de muitos amigos, sacerdotes, líderes comunitários para uma conversa, um aconselhamento ou um abraço fraterno cheio de gratidão e de famílias carentes buscando ajuda. Quanto à capela definitiva, o dinheiro fora confiscado pelo governo do presidente Collor de Melo e liberado só 70%, que deu para a construção do salão, o custo era menor. Contudo em 1998 foi lançada a pedra fundamental da tão sonhada capela e inaugurada em 12 de outubro de 2000, dia da padroeira da comunidade. Era o sonho se concretizando. Após a perda da esposa, em outubro de 2005, casou-se novamente e continuou por um longo período em suas atividades pastorais e agora, incentivado pela esposa Zenaira Rosana, retomou suas artes criativas: cascatinhas artesanais; suportes para temperos; carrinhos de mão decorativos; entre outros tantos, feitos com madeira ou bambu. Mas já haviam novos líderes na comunidade e a presença de um Ministro nas demais. Aos poucos os filhos, foram convencendo-o a deixar o ministério eucarístico, entre outros. Os pensamentos diferenciados, fazia mal a ele e “respingava” na família. Mas já haviam novos líderes na comunidade e a presença de um Ministro nas demais. Aos poucos os filhos, foram convencendo-o a deixar o ministério eucarístico, entre outros. Os pensamentos diferenciados, fazia mal a ele e “respingava” na família. Enquanto as forças físicas lhe permitiram, nunca faltou a uma missa e quando só sobraram as forças da fé, seguiu assistindo pela tv todas as celebrações, sempre com seu tercinho nas mãos. No último ano, vieram os lapsos de memória, a necessidade de uma cadeira de rodas, de uma cadeira de banho, de uma cama hospitalar, de um fraldão, de um babador, de uma cuidadora, mas, graças à Deus, não havia doença, era Senescência: Envelhecimento biológico natural da idade! Assim, seguiu sua jornada até os últimos dias de sua vida E como um Condor, deixando rolar algumas lágrimas dos olhos, porque sente sua vida indo embora, seus órgãos vitais enfraquecendo, foi se apagando aos poucos, depois de estar com cada um dos filhos, nora, genros, alguns netos e da esposa Rosana, numa cama de hospital, fazendo daquele lugar, o mais alto e o escolhido para então repousar na eternidade, às 23:00 horas do dia 08 de janeiro de 2026, aos 93 anos de idade. Analisando sua biografia, mesmo que breve, fica a certeza de que: * A fé com obras de amor nos leva ao Pai. * Que nem sempre, palavras mal proferidas são sinônimo de maldade. Deus só olha o que está no coração. * Zeferino foi muito amado por Deus. Um Deus que se fez presente em cada momento de sua vida, até o dia de o levar de volta para casa eterna. Campina Grande do Sul lhe deu uma situação financeira melhor, através da Inefer. Quatro Barras, lhe deu uma vida mais digna e mais próxima de sua fé! Os amigos lhe proporcionaram momentos felizes! Da família, não lhe faltou o amor! Elaborada “in memória” pelas filhas: Maria Angélica e Cleusa Terezinha, Em: 2026 ano de seu falecimento