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materia nº 12/2022

Tipo Projeto de Lei do Legislativo
Número / Ano 12 / 2022
Date 2022-07-25
EmentaConcede o Título de Cidadão Honorário de Santo Antônio da Platina ao Sr. Moacir Marcolino da Silva - Moacir Pipoqueiro, pelos relevantes serviços prestados ao nosso Município.
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DateResultadoSimNãoAbst.
2022-08-16T11:28:24.905464-03:00 Aprovado em 2ª Votação 7 0 0
2022-08-12T11:41:07.397990-03:00 Aprovado em 1ª Votação 8 0 0

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PROJETO DE LEI Nº 12/2022
Ementa: Concede o Título de. Cidadão
Honorário de Santo Antônio da Platina .ao Sr.
Moacir Marcolino da Silva-= Moacir Pipoqueiro,
pelos relevantes serviços prestados, ao-nosso
Município.
Autor: Vereador Luiz Flávio Reinutti Maiorky
CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DA PLATINA
Palácio do Poder Legislativo “Vereador José Corrêa Gomes”
Av. Cel. Oliveira Motta, 715 - Centro — C.P. — 81 — CEP: 86430-000 - Fone (43) 3534-1220
email: camarasap(Quol.com.br — site: www.santoantoniodaplatina.pr.leg.br
PROJETO DE LEI N.º 12/2022
Concede o Título de Cidadão Honorário de Santo Antônio da
Platina.
A Câmara Municipal de Santo Antônio da Platina, Estado do
Paraná, aprovou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei, de autoria do Vereador
Luiz Flávio Reinutti Maiorky:
Art. 1º - Fica concedido o Título de Cidadão Honorário de
Santo Antônio da Platina ao Sr. Moacir Marcolino da Silva - Moacir Pipoqueiro, pelos
relevantes serviços prestados ao nosso Município.
Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação,
ficando revogadas as disposições em contrário.
SECRETARIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO
ANTÔNIO DA PLATINA / ESTADO DO PARANÁ, em 21 de julho de 2022.
)
LUIZ FLÁVIO T MAIORKY
Vereador
CAMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DA PLATINA
Palácio do Poder Legislativo “Vereador José Corrêa Gomes”
Av. Cel. Oliveira Motta, 715 - Centro — C.P. — 81 — CEP: 86430-000 - Fone (43) 3534-1220
email: camarasapúQuol.com.br — site: www.santoantoniodaplatina.pr.leg.br
JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI N.º 12/2022
A propositura do Projeto de Lei para conceder Título de Cidadão Honorário
é de competência dos vereadores, conforme determina a Lei Orgânica do Município.
O homenageado, Moacir Pipoqueiro, nasceu no Município de Joaquim
Távora, no dia 16 de outubro de 1954, vindo residir em Santo Antônio da Platina no ano
de 1985, portanto há 37 anos.
Desde então exerce a profissão de pipoqueiro, com seu carrinho de pipoca na
esquina da Igreja Matriz.
A biografia do homenageado, encaminhada pelos familiares, segue em anexo
a esta justificativa.
Desta forma, tendo em vista a justificativa apresentada, solicitamos o apoio
dos nobres colegas Edis para aprovação do presente projeto de lei.
LUIZ FLÁVIO TMAIORKY
Vereádor
História do Sr. Moacir Pipoqueiro
Eu nasci no município de Joaquim Távora - PR no dia 16/10/1954, cresci no patrimônio
do Cruzeiro em Joaquim Távora - PR.
No dia 12 de junho 1976 eu me casei e fui morar em Americana- SP. Lá trabalhei na
Goodyear de 28 de julho de 1976 até 03 de fevereiro de 1983. Devida a uma cirurgia na
coluna lombar o médico me deu uma carta para que eu me aposentar, então eu
retornei para Joaquim Távora, e resolvi vir para Santo Antônio da Platina
posteriormente no ano de 1985, chegando morei na vila são josé, na época eu era
desempregado, sendo assim eu vinha todos os dias de manhã na rodoviária (onde é
shopping hoje, abaixo da prefeitura). Mas de repente vendo os filhos crescendo e a
situação financeira se apertando, chegando a hora deles começarem a ir para a escola,
eu comecei a ficar muito preocupado devido a situação financeira.
Mas na rodoviária conheci um anjo da guarda que me deu a maior força para que eu
comprasse um carrinho de pipoca...
Na hora eu dei risada e disse a ele, MAS ISSO DÁ DINHEIRO?
Ele me disse, sabe aquela a minha casa, eu ganhei vendendo pipoca;
Eu disse a ele, será que acha um carrinho de pipoca para comprar?
Ele me disse, eu sei quem tem um para vender;
Então combinamos de no outro dia cedo, de irmos ver, fomos lá e deu certo, acabei
comprando o carrinho de pipoca. Esse anjo da guarda (meu amigo) ainda me ajudou a
limpar o carrinho e arrumá-lo durante dois dias, ele ainda ficou 30 dias comigo lá no
ponto (na igreja matriz), pois eu era muito novo e tinha vergonha de trabalhar com um
carrinho de pipoca.
Após 30 dias tive a honra de representar o seu Tito Pipoqueiro em uma apresentação
da escola Ubaldino do Amaral.
Nesta época eu não conhecia bem a Noemi Lanches, que trabalhava na escada da
praça, aí depois fizemos grande amizade e ela me dizia, nosso esse homem tão novo,
por que não arruma um trabalho para fazer?
Ela falava e nós caímos na risada...
O meu anjo da guarda (meu amigo) que me ajudou, eu pude retribuir com muitas
coisas boas para ele. Mas gostaria que ele estivesse vivo, mas infelizmente ele nos
deixou, mas eu jamais deixei de lembrar dele, ele todo dia está em minhas orações, eu
desejo que ele esteja em um bom lugar, esse anjo se chama “Dinho”.
Desde o início Deus me abençoou com as vendas, quando comecei a princípio a
estratégia era chegar mais cedo que os outros pipoqueiros (seu Miguel, Francisco
Pipoqueiro, Crentinho), pois eles chegavam em torno de 16:00 hrs e eu já estava lá em
desde as 13:30 horas pois, quando eles chegavam meu movimento caia pois eles já
tinham a clientela formada.
Eu ficava na calçada da Igreja Matriz até 19:00 horas e após isso me dirigia com o
carrinho de pipoca para o colégio Rio Branco e lá vendia mais um tanto de pipoca,
finalizando por volta de 22:40 horas meu expediente de trabalho.
Com o passar dos anos tive a graça de também vender pipoca no estádio José Eleutério
da Silva, nos jogos da nossa gloriosa Platinense, chegava com o carrinho de pipoca
cheio de mercadoria e voltava para casa com ele vazio, limpo, sem nada, mas com o
financeiro cheio Graças a Deus. No estádio eram duas emoções, uma pelo lado
financeiro e outra pelo lado de ver a Platinense jogar, eu sempre dava um jeito de dar
uma escapadinha para acompanhar alguns lances, cheguei a ver a Platinense ganhar do
Coritiba / Athletico Paranaense, momentos esses que foram muito felizes na minha
vida.
Tive oportunidade também de vender pipoca no Ginásio de Esportes em diversos
eventos que tiveram ao longo de minha carreira (era sofrido pois eu atravessava a
cidade empurrando o carrinho de pipoca e na hora de voltar para casa já cansado,
tinha ainda aquela avenida inteira da Frei Guilherme para subir empurrando o
carrinho), mas foram ótimos momentos que eu fui muito feliz e jamais me arrependo.
Tive também a oportunidade de vender pipoca na Casa da Cultura, em diversas
apresentações de teatro, em filmes, eventos esporádicos, até mesmo como a
apresentação de um show de piadas do Ari Toledo, que na ocasião ele comeu duas
pipocas, pois ficou com vontade pelo cheiro dela, quando ainda estava no palco
fazendo a apresentação.
Todos esses momentos foram marcantes, e que deixaram saudades por serem bons
momentos. Hoje eu sigo mais devagar somente no ponto de sempre na calçada da
Igreja Matriz.
Esse é um pedacinho da minha história profissional, pois se formos escrever tudo daria
um texto gigante, pois essa história de carreira profissional começou a 36 anos atrás no
dia 13/03/1986.
Sou grato a Deus, pois ele sempre me abençoou!
Com carinho Moacir Pipoqueiro.

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