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materia nº 24/2025

Tipo Projeto de Lei do Legislativo
Número / Ano 24 / 2025
Date 2025-09-05
EmentaConcede o Título de Cidadão Honorário de Santo Antônio da Platina ao Sr. Benedito Amador Lourenço (Dito Garrucha).
native_id6365

Autoria

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DateResultadoSimNãoAbst.
2025-10-01T14:19:59.701890-03:00 Aprovado em 2ª Votação 8 0 0
2025-10-01T10:31:41.824933-03:00 Aprovado em 1ª Votação 11 0 1

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PROJETO DE LEI Nº 24/2025
Ementa: Concede o Título de “Cidadão
Honorário de Santo Antônio da Platina ao Sr.
Benedito Amador Lourenço (Dito Garrucha)
Autoria: Vereador Luiz Flávio Reinutti/Maiorky
(Flavinho Maiorky)
CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DA PLATINA
Palácio do Poder Legislativo “Vereador José Corrêa Gomes”
Av. Cel. Oliveira Motta, 715 - Centro-=C.P, -8] CEP: 86430-000 - Fone (43) 3534-1220
email: camarasa; púQuol.com.br — site: Www, Santoantoniodaplatina, pr.lçg, br
“* PROJETO DE LEINº 24/2025.
da Platina, Estado do Paraná, aprovou e eu,
Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei, de autoria do Vereador LUIZ FLÁVIO
REINUTTI MAIORKY,,
Benedito Amador Lourenço - Dito Garrucha, pelos relevantes serviços prestados ao
nosso Município,
Art, 2º, — Esta Lei entra em vigor na data da sua ublicação, ficando revogadas as
8!
disposições em contrário.
SECRETARIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DA
PLATINA/ESTADO DO PARANÁ, em 01 de agosto de 2025.
LUIZ FLÁVIO REINÚTTI MAIORKY
VEREADOR[|FLAVINHO
Benedito Amador Lourenço, conhecido popularmente como “Dito Garrucha”,
assim como muitos outros habitantes de nossa região, migrou para cá na primeira
metade do século XX, diretamente do estado de Minas Gerais, com apenas 10 anos
de idade em 1940, vindo de uma cidadezinha chamada Borda da Mata, com seus
pais Antônio Lourenço e Maria Augusta Lourenço, buscando novas oportunidades,
outros ares propícios para a sobrevivência é sustento da família em uma Santo
Antônio ainda nos seus primórdios, um lugar que agora somente existe nas
memórias cada vez mais esparsas, nas fotos que apontam um tempo de arredia
saudade, que desemboca em nosso presente incerto, às vezes menos real que a
própria lembrança.
Dito Garrucha foi sempre um homem esforçado e persistente, de valores
sólidos, conquistados com o afinco do trabalho duro que só conhecem aqueles que
se entregam ao serviço da mais pura honestidade. Iniciou seus negócios em 1943,
com 13 anos, como entregador de leite para a família Eleutério; alguns anos depois,
em 1947, já com quase 18 anos, foi cobrador de ônibus na empresa platinense João
Senra & Cia Ltda., provavelmente aí tomando gosto pelos veículos, assistindo todos
os dias o trajeto do motorista, o vai e vem de pessoas constante, muitas das quais
eram conhecidas suas. Assim, pouco tempo após tirar a habilitação em 1949,
começa, no ano de 1951, a trabalhar como motorista de ônibus na Princesa do
Norte, serviço que durou onze anos, mostrando um grande comprometimento com
sua ocupação. Depois, foi para a Expresso, fazendo a linha Curitiba a Lage, em
Santa Catarina. Nesse período teve que servir ao exército, em 1952, na cidade de
Ponta Grossa e, em 1961, casou-se com sua esposa e companheira de vida,
Catharina Vargas Netto.
Após deixar o serviço de motorista de ônibus, no ano de 1964, torna-se
taxista, tendo o prazer de trabalhar com os colegas Antônio Bota (conhecido
também como “Português”), Simão, Bigode e Jorge, permanecendo na ocupação até
o ano de 1967, quando um imprevisto acontece, um desses fatos da vida que fluem
através de nós, quase fora de controle, e transformam nosso destino a partir de algo
simples: sua esposa, contemplada por um consórcio, adquire um Fusca, porém, não
se adaptando ao hábito de dirigir, Dito Garrucha resolver vender o carro e, de
quebra, decide vender seu Ford também, automóvel que utilizava em sua função de
taxista. Foi aí que tomou gosto pelo ofício de comerciante, especificamente de
automóveis, descobrindo a vocação que o acompanharia pelo resto de sua vida no
ramo de venda e compra de carros, juntamente com seu amigo Airton Senra. Em
1979, com o sócio Laudelino Misturini, compra uma agência da Chevrolet da família
Giovanetti, cimentando ainda mais sua presença no ramo de automóveis platinense.
A concessionária ficava na Rua Rui Barbosa, onde atualmente encontra-se a loja
Cris Presentes, e recebeu o nome de “Lourini”, uma junção de Lourenço e Misturini.
Em 1984, vende a concessionária, adquirindo outro imóvel, onde hoje em dia
é o prédio da farmácia de manipulação Belladona Fórmulas, continuando com o
comércio de veículos, então já há quase vinte anos no ramo. Procurando expandir
seus negócios, adquire também outra localidade, no atual Mercado MH. Nessa
época, seu filho, Antônio Alvino, começa a trabalhar com o pai na compra e venda
de carros, profissão que, graças ao incentivo e a oportunidade de trabalhar com o
pai, continua exercendo presentemente.
Porém, esses fatos da histária particular de Dito Carrucha revelam pouco
sobre quem realmente é, À partir deles, extrafmos que é um trabalhador exímio, um
comerciante nato e um homem de valor, características consolidadas de sua
personalidade a todos os platinenses que tiveram o prazer de conhecê-lo. Olhando
sua vida mais de perto, é possível observar que Benedito é um cidadão exemplar e
altruísta. Foi casado com Catharina por incríveis 53 anos, separados somente pela
morte da esposa, em 2014, o deixando viúvo. O casal teve somente um filho
“legítimo”, Antônio Alvino Netto Lourenço, nascido em 1965, mas foram os pais
afetivos de Sérgio Natal e Fernanda Resende Acosta, acolhendo-os como membros
de sua própria família, com muito carinho e zelo, Nunca mediam esforços para
ajudar o próximo, muitos platinenses possuem histórias sobre os gestos altruístas de
Dito Garrucha e sua esposa. Mesmo possuindo somente o ensino fundamental,
conseguiu se destacar nos negócios de compra e venda de carros graças a sua
grande inteligência e habilidade no comércio, sempre honesto e disposto a trabalhar,
ganhando, por isso, a afeição de seus concidadãos.
Pessoalmente, é perseverante, resiliente, bem-humorado e trabalhador. Adora
contar sobre suas viagens de ônibus para Curitiba e dos causos que aconteciam
quando era motorista de táxi. Uma história que destaca de seu grande repertório é a
de uma viagem que aconteceu no final da década 1990. Acompanhado de seu filho,
Antônio Alvino, e mais um amigo, conhecido como “Chupacabra", os companheiros
foram até Curitiba, de lá foram de avião para São Paulo e depois para Brasília. Da
capital federal fizeram mais uma ponte aérea, dessa vez para Manaus. O objetivo da
jornada era a compra de dois caminhões nas terras longínquas do Norte do Brasil.
Enfrentando várias dificuldades, passaram cinco dias e cinco noites em uma balsa,
único meio de locomoção disponível naquelas paragens banhadas pelo Rio
Amazonas. Chupacabra não os acompanhou na volta, pois só havia adquirido dois
aparelhos televisores, conseguindo retornar de avião. Após a viagem de balsa,
aportaram na capital de Rondônia, Porto Velho, e tiveram ainda que percorrer, dessa
vez com os dois caminhões (um dos veículos montado em cima do outro), mais dois
dias e duas noites de estrada, não parando para descansar em nenhum hotel, pai e
filho preferindo descansar dentro do caminhão mesmo. Essa é só umas das
inúmeras histórias de Dito que salientam seu caráter trabalhador e honesto,
enfrentando várias dificuldades em nome de seu ofício. Quando fazia negócios,
costumava dizer que nem precisava de contrato, pois dava sua palavra, que valia
mais do quo qualquer contrato. Ainda, sempre batalhador e portador de uma grande
humildade, investiu seu dinheiro corretamente, adquirindo muitos imóveis no Centro
da cidade e, com isso, acabou ajudando muita gente, às vezes até deixando de
cobrar o aluguel das pessoas que não tinham condições de pagar. Um homem
sempre conectado com a natureza, todas as manhãs, ainda antes do expediente de
trabalho, ia até o seu sítio, que ficava no Bairro Ribeirão Bonito, para cuidar da sua
criação de vacas-leiteiras, porcos, galinhas etc, Era lá também que fazia a festa com
seus sobrinhos e netos, passando as tardes na Zona Rural, os ensinando a dirigir,
Benedito Amador Lourenço (Dito Garrucha)... Uma vida
dedicada ao trabalho, honradez e altruísmo
Benedito Amador Lourenço, conhecido popularmente como “Dito Garrucha”,
assim como muitos outros habitantes de nossa região, migrou para cá na primeira
Antônio ainda nos seus primórdios, um lugar que agora somente existe nas
memórias cada vez mais esparsas, nas fotos que apontam um tempo de arredia
saudade, que
desemboca em nosso
presente incerto, as
vezes menos real que a
própria lembrança.
Dito Garrucha foi
sempre um homem
esforçado e persistente,
de valores sólidos,
conquistados com o
afinco do trabalho duro
que só conhecem
aqueles que se
entregam ao serviço da
mais pura honestidade.
Iniciou seus negócios
em 1943, com 13 anos, como entregador de leite
para a família Eleutério; alguns anos depois, em
1947, já com quase 18 anos, foi cobrador de
ônibus na empresa platinense João Senra & Cia
Ltda., provavelmente aí tomando gosto pelos
veículos, assistindo todos os dias o trajeto do
motorista, o vai e vem de pessoas constante,
muitas das quais eram conhecidas suas. Assim,
pouco tempo após tirar a habilitação em 1949,
começa, no ano de 1951, a trabalhar como
motorista de ônibus na Princesa do Norte, serviço
que durou onze anos, mostrando um grande
comprometimento com sua ocupação. Depois, foi
para a Expresso, fazendo a linha Curitiba a Lage, | |
em Santa Catarina. Nesse período teve que er RES
Servir ao exército, em 1952, na cidade de Ponta
Grossa e, em 1961, casou-se com sua esposa e companheira de vida, Catharina
Vargas Netto.
Após deixar o serviço de motorista
de ônibus, no ano de 1964, torna-se taxista,
tendo O prazer de trabalhar com 08 colegas
Antônio Bota (conhecido também como
“Português”, Simão, Bigode e Jorge,
permanecendo na ocupação até o ano de
1967, quando um imprevisto acontece, um
desses fatos da vida que fluem através de
nós, quase fora de controle, e transformam
nosso destino a partir de algo simples: sua
esposa, contemplada por um consórcio,
adquire um Fusca, porém, não se
adaptando ao hábito de dirigir, Dito
Garrucha resolver vender o carro e,
de quebra, decide vender seu Ford
também, automóvel que utilizava em
R sua função de taxista. Foi aí que
y tomou gosto pelo ofício de
comerciante, especificamente de
automóveis, descobrindo a vocação
| que o acompanharia pelo resto de
! sua vida no ramo de venda e compra
' de carros, juntamente com seu amigo
Airton Senra, Em 1979, com o sócio
Laudelino Misturini, compra uma agência da Chevrolet da família Giovanetti,
cimentando ainda mais sua presença no ramo de automóveis platinense, A
concessionária ficava ha Rua Rui Barbosa, onde atualmente encontra-se a loja Cris
Presentes, e recebeu o nome de “Lourini”, uma junção de Lourenço e Misturini.
Em 1984, vende a concessionária, adquirindo outro imóvel, à frente de onde
hoje em dia é o prédio da farmácia de manipulação Belladona Fórmulas,
continuando com o comércio de veículos, então já há quase vinte anos no ramo.
Mercado MH. Nessa época, seu filho, Antônio Alvino, começa a trabalhar com o pai
na compra e venda de carros, profissão que, graças ao incentivo e a oportunidade
de trabalhar com o pai, continua exercendo presentemente.
Porém, esses fatos da história particular de Dito Garrucha revelam pouco
sobre quem realmente é. A
partir deles, extraímos que
é um trabalhador exímio,
um comerciante nato e um
homem de valor,
características
consolidadas de sua
personalidade a todos os
platinenses que tiveram o
prazer de conhecê-lo.
Olhando sua vida mais de
perto, é possível observar
que Benedito é um cidadão
exemplar e altruísta. Foi
casado com Catharina por
incríveis 53 anos, separados somente pela morte da esposa, em 2014, o deixando
viúvo. O casal teve somente um filho “legitimo”, Antônio Alvino Netto Lourenço,
nascido em 1965, mas foram os pais afetivos de Sérgio Natal e Fernanda Resende
Acosta, acolhendo-os como membros de sua própria família, com muito carinho e
zelo. Nunca mediam esforços para ajudar o próximo, muitos platinenses possuem
histórias sobre os gestos altruístas de Dito Garrucha e sua esposa. Mesmo
possuindo somente o ensino fundamental, conseguiu se destacar nos negócios de
compra e venda de carros graças a sua grande inteligência e habilidade no
comércio, sempre honesto e disposto a trabalhar, ganhando, por isso, a afeição de
seus concidadãos.
Pessoalmente, é perseverante, resiliente, bem-humorado e trabalhador. Adora
contar sobre suas viagens de ônibus para Curitiba e dos causos que aconteciam
quando era motorista de táxi. Uma história que destaca de seu grande repertório é a
de uma viagem que aconteceu no final da década 1990. Acompanhado de seu filho,
Antônio Alvino, e mais um amigo, conhecido como “Chupacabra”,
os companheiros foram até Curitiba, de lá foram de avião para São Paulo e depois
para Brasília. Da capital federal fizeram mais uma ponte aérea, dessa vez para
Manaus. O objetivo da jornada era a compra de dois caminhões nas terras
longínquas do Norte do Brasil. Enfrentando várias dificuldades, passaram cinco dias
e cinco noites em uma balsa, único meio de locomoção disponível naquelas
paragens banhadas pelo Rio Amazonas. Chupacabra não os acompanhou na volta,
pois só havia adquirido dois aparelhos televisores, conseguindo retornar de avião,
Após a viagem de balsa, aportaram na capital de Rondônia, Porto Velho, e tiveram
ainda que percorrer, dessa vez com os dois caminhões (um dos veículos montado
em cima do
outro), mais dois
dias e duas ws
noites de by
estrada, não
parando em
nenhum — hotel,
pai e filho
preferindo
descansar
dentro do
caminhão
mesmo, Essa é
só umas das
inúmeras
histórias de Dito
que salientam seu caráter trabalhador e honesto, enfrentando várias dificuldades em
do expediente de trabalho, ia até O seu sítio, que
to, para cuidar da sua criação de Vacas-leiteiras,
mbém que fazia a festa com seus sobrinhos e netos,
Além disso, há a inusitada história de como
Passou a ser chamado de “Dito Garrucha”. Se
sucedeu após um acontecimento na praça da
Igreja Matriz, enquanto estava no seu ponto na
época que ainda trabalhava de taxista. Certa
tarde, havia um casal discutindo a relação em
praça pública, Segundo Benedito, acabou
Passando perto do casal e comentou algo
sobre o conflito. Foi então que o homem
arrancou um pedaço de galho dos arbustos da
Praça, semelhante a uma garrucha, e foi
correndo atrás dele e do amigo que estava
junto co apoiando na brincadeira. Nesse
momento, Dito
saiu correndo
e gritando
“Olha a
garruchal
Olha a
garrucha'". A
partir esse
dia, ficou conhecido como Di: Garrucha”. (2 ele
que nunca andou nem com canivete na inlura,
quem diria uma garrucha!
Nós da página “Anos Ieríveis” desejamos
agradecer profund j nanda Resende
Acosta e Antônio Alvin te Dito, que nos
auxiliaram na confecção des xto, recolhen 'o as
informações, histórias e as fot. utilizadas, al:m de
expressarem a todo moment: 1 apreço pc o pai,
Comemorar 95 anos de vic ão é para qualquer im. É um marco na vida de
familiares e amigos que pos ufruir de sus agradá o] convivência. Dono de uma
memória e lucidez impressionantes, é, certamente, uma Pessoa abençoada por
Deus, um verdadeiro privilegiado ao chegar aos 95 anos em boas condições físicas
e mentais. Neste artigo, somente pudemos resumir, em poucas linhas, uma vida
cheia de acontecimentos, de muita batalha, trabalho e amor. Porém, Dito Garrucha é
muito mais do que isso, é um Personagem platinense renomado, bastião de um
tempo de nossa cidade que já não volta mais.

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