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materia nº 11/2024

Tipo Projeto de Lei Ordinária - Legislativo
Número / Ano 11 / 2024
Date 2024-06-05
EmentaDispõe sobre a proteção às abelhas nativas sem ferrão e o estímulo à polinização urbana e dá outras providências.
native_id882

Autoria

Tramitação (latest 7)

DateStatusTurnoTexto
2024-06-21 Incluída na Ordem do Dia - 1ª Votação G
2024-06-11 Aguardando Parecer U
2024-06-11 Aguardando Parecer U
2024-06-11 Aguardando Parecer
2024-06-07 Leitura em Plenário
2024-06-07 Recebido
2024-06-05 Encaminhado G

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2024-06-24T19:10:37.649848-03:00 Aprovada por unanimidade 9 0 0

Documents (1)

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Rua Prefeito Armando Fassini, 563 – Centro - Caixa Postal 88 – CNPJ: 93.590.998/0001-38
Santo Antonio do Sudoeste – Estado do Paraná - CEP 85.710-000
PROJETO DE LEI N.º 11/2024.
Autoria: Vereador Cláudio Alain Guterres do Carmo.
Ementa: Dispõe sobre a proteção às abelhas 
nativas sem ferrão e o estímulo à polinização 
urbana e dá outras providências.
Art. 1º. Esta lei estabelece meios de proteção e conservação das abelhas nativas sem ferrão 
e sobre a polinização urbana no Município de Santo Antônio do Sudoeste.
Art. 2º. Para efeitos desta Lei considera-se:
I– abelha melipona: insetos da ordem Hymenoptera, família Apidae, subfamília Meliponia, 
conhecidas popularmente como abelhas sem ferrão, abelhas da terra, abelhas indígenas, 
abelhas nativas ou abelhas brasileiras;
II– meliponíneos: insetos sociais pertencentes à subfamília Meliponinae, da família Apidar, 
cujo comportamento é eusocial, construindo colônias com vários indivíduos, sendo 
considerados polinizadores por excelência das plantas nativas, popularmente conhecidos 
como abelha-sem-ferrão, abelha-da-terra, abelha-indígena, abelha-nativa ou abelha￾brasileira;
III– meliponário: local destinado à criação racional de abelhassem- ferrão, composto por 
um conjunto de colônias alojadas em colmeias especialmente preparadas para o manejo e 
manutenção dessas espécies;
IV– estações pedagógicas de meliponicultura: constituídas, no mínimo, por caixas racionais 
de criação, colocadas dentro de um revestimento, visando maior proteção e bem-estar dos 
insetos;
V– polinização: transferência do grão de pólen da estrutura masculina da flor para a 
feminina, ocasionando a fecundação vegetal.
Art. 3º. Ficam autorizadas a criação, o manejo, a implantação de estações polinizadoras 
pedagógicas e demais atividades que envolvam colônias de abelhas Meliponíneos no 
Município do Município de Santo Antônio do Sudoeste.
Art. 4º. O Município implantará estações polinizadoras pedagógicas em espaços 
ambientalmente adequados para a criação e procriação de abelhas Meliponíneos:
§ 1º. As estações polinizadoras pedagógicas dispostas no caput deste artigo serão 
denominadas de “Jardim de Polinização Urbana”.
Rua Prefeito Armando Fassini, 563 – Centro - Caixa Postal 88 – CNPJ: 93.590.998/0001-38
Santo Antonio do Sudoeste – Estado do Paraná - CEP 85.710-000
§ 2º. As estações polinizadoras pedagógicas serão preferencialmente instaladas em 
espaços públicos, tais como, parques municipais, hortas comunitárias, áreas verdes, praças, 
escolas, creches da rede municipal de ensino e centros de saúde.
§ 3º. Serão promovidas capacitações ecopedagógicas, em parceria com as escolas 
municipais, com as entidades públicas e privadas, para a formação de “guardiões das 
abelhas sem ferrão”, devendo ser contempladas ações interdisciplinares, interseccionais e 
integradas entre os órgãos ambientais capacitados para tais ações.
Art. 5º. As comunidades de abelhas Meliponíneos que estiverem em situação de risco ou
em locais condenados poderão ser resgatadas, desde que o resgate seja realizado, 
preferencialmente, por profissional capacitado e registrado nos órgãos competentes.
Art. 6º. São objetivos da presente Lei:
I– divulgar a cultura de abelhas-semferrão e conscientizar a sociedade quanto à 
importância das abelhas no processo de polinização das plantas, bem como dos riscos de 
extinção a que estão submetidos e suas consequências;
II– estimular o consumo de alimentos nutracêuticos provenientes de subprodutos 
produzidos pelas abelhas nativas, como mel, pólen, própolis e geoprópolis;
III– incentivar a implantação de estações pedagógicas polinizadoras;
IV– potencializar a manutenção e o equilíbrio dos ecossistemas locais a partir da 
implantação das estações polinizadoras pedagógicas;
V– fomentar a manutenção e o aumento da biodiversidade de flores pelo serviço 
ecossistêmico de polinização;
VI– proteger os insetos polinizadores, sua diversidade e a riqueza da biodiversidade em 
geral e das abelhas sem ferrão;
VII– melhorar a qualidade dos cultivos agrícolas ecológicos urbanos;
VIII– incentivar o uso da meliponicultura como ferramenta de polinização das culturas 
agrícolas rurais e urbanas;
IX– implementar iniciativas pedagógicas em espaços institucionais para sensibilizar, 
capacitar, qualificar e incentivas a conservação das abelhas sem ferrão;
X– garantir a realização dos serviços ecossistêmicos regulatórios e de provisão dos sistemas 
agroalimentares fornecidos pelas abelhas sem ferrão;
XI– conscientizar a população sobre a importância do plantio de árvores nativas, frutíferas,
hortas agroecológicas e sistemas agroflorestais, além da preservação dos recursos hídricos 
para a criação de condições ambientais favoráveis para a sobrevivência das abelhas sem
ferrão.
Rua Prefeito Armando Fassini, 563 – Centro - Caixa Postal 88 – CNPJ: 93.590.998/0001-38
Santo Antonio do Sudoeste – Estado do Paraná - CEP 85.710-000
Art. 7º. Poderão ser firmados convênios e parcerias com órgãos públicos e privados, 
organizações não governamentais e demais instituições interessadas para o cumprimento 
do disposto nesta Lei.
Art. 8º. A instalação das estações polinizadoras pedagógicas se dará de maneira gradual, a 
partir do exercício financeiro seguinte ao da aprovação de recursos orçamentários 
específicos para este fim.
Art. 9º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Santo Antônio do Sudoeste – PR, 04 de junho de 2024.
CLÁUDIO ALAIN GUTERRES DO CARMO
Vereador - PSD
MATÉRIA LEGISLATIVA PROTOCOLIZADA PELO AUTOR VIA SAPL
Rua Prefeito Armando Fassini, 563 – Centro - Caixa Postal 88 – CNPJ: 93.590.998/0001-38
Santo Antonio do Sudoeste – Estado do Paraná - CEP 85.710-000
JUSTIFICATIVA:
A preservação do meio ambiente e a construção de um ecossistema 
autossustentável é um direito e um dever de todos os cidadãos.
Conforme predisposição em nossa Constituição Federal, em seu Artigo 225, todos 
têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público 
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Com base nesse preceito fundamental, de um meio ambiente saudável e 
equilibrado, o projeto de lei que ora apresento, visa alcançar a conscientização dos 
cidadãos quanto a importância das abelhas que são responsáveis pela polinização de 70% 
das culturas agrícolas e por 1/3 de todos os alimentos que chegam às nossas mesas.
Tal conscientização sobre polinização é uma forma de sensibilizar a população sobre 
a importância e os benefícios da conservação dos ecossistemas e dos biomas, à 
concretização de um meio ambiente equilibrado.
Nesse sentido, a importância da polinização para o desenvolvimento auto 
sustentável é indiscutível. Pois, é por meio deste processo que as flores são fecundadas, 
vez que a polinização viabiliza a formação de frutos e sementes, logo, o surgimento de uma 
nova planta.
Nesse processo da polinização, como já elucidado acima, as abelhas exercem função 
ecológica fundamental para a polinização das plantas, sejam elas nativas ou exóticas. 
Portanto, se pode afirmar que para manter a reprodução auto suficiente na natureza ou 
nas atividades da agricultura é preciso das abelhas.
Apenas como exemplo, a ausência das abelhas pode acabar com espécies como 
café, maçãs, amêndoas, tomates, cacau, entre outros alimentos. Com o desaparecimento 
da espécie e, portanto, de algumas plantas, uma gama de herbívoros, como os insetos, 
coelhos e veados, também passariam fome e, por consequência, seriam extintos.
Ademais, a polinização cruzada na cultura da soja é mediada por polinizadores, 
normalmente insetos, e especialmente as abelhas, sendo a polinização pelo vento 
desprezível. As abelhas coletam néctar como sua principal fonte de energia (carboidratos) 
e pólen como a principal fonte de proteína.
Estimular a polinização através da apicultura é um dever que clama por políticas 
públicas inclusivas, que inserem os cidadãos nesse contesto de auto sustentabilidade 
ecológica, promovendo uma consciência autossustentável, ecológica e comunitária.
Pelo exposto, requer-se que está colenda Casa Legislativa, digne-se acolher e 
aprovar o presente projeto de lei, nos termos nele mesmo propostos, por estarem 
revestidos do interesse público e da mais lídima medida de caráter sócio ambiental.
Santo Antônio do Sudoeste – PR, 04 de junho de 2024.
CLÁUDIO ALAIN GUTERRES DO CARMO
Vereador – PSD
MATÉRIA LEGISLATIV A PROTOCOLIZADA PELO AUTOR VIA SAPL

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