| Tipo | PROJETO DE LEI LEGISLATIVO |
|---|---|
| Número / Ano | 10 / 1997 |
| Date | 1997-11-07 |
| Ementa | Extingue a Taxa de Iluminação Pública no município de Três Barras do Paran e da outras Providências. |
| native_id | 3690 |
status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 8
{
CAMANA MUN. DE TRES BARRAS DO PÂR{NA
ESTADO DO PARANÁ
i§Ef;."
cAPrrAL Do FErJÃo
PROJETO DE LEI N" IO/97
SUMULA: Extingue a Taxa de Iluminação Pública no município de Três Barras do Paran{ e da ouúas
proüdências.
A Câmara Municipal de Três Barras do Paraná aprovou e Err' Hercílio Orben Prefeito Municipal, sanciono a seguinte LEI.
AÍt. lo - Fica extinta no Município de Três Barras do Papná, a Taxa de Iluminação Pública, ficando vedada a cobrança de qualquer valor
dos munícipes a título de iluminação púbtica.
AÍt. 2" - Esta lei entrará em úgor na data de 0l de Janeiro
de 1998, revogadas as disposições em contrário, especialmente a lei mrmicipal
que instituiu a referida taxa, em novembro de 1983. de acordo con o Projeto de Lei ns O34/A3.
Sala das Sessões da Cârnara Municipal de Três Barras do
Paranri aos 07 de Novembro de I
ôNro EL DA SILVA
Vereador
OSMARG. FERNANDES
Vereador
ALBERTON
Vereador
. DE SOUZA
Vereador
J
AV sÃo pAULos/N FoNEFAX (045) 23s 1ns cx. posTAL 41 cEp a5.485-ooo rRÊs BARRAS Do PARANÁ PR
APROVÀDO EM
sEssÃo DE !J1k3+
pyrddant::m\/-
Panígrafo Único: As despesas com os serviços de iluminação pública em Íuas e logradouros públicos do Município de Três Barras do
Paraná; constituem-se em despesas geral para os fins legais e serão custeadas com
a arrecadação de impostos.
_..--'---).,. .
a ó47--?
ADELMÔ DE SOUãA
vereador
fr
k
xt CAJT{ÁRA MUN. DE TRES BARRAS DO PARANA
ESTADO DO PARANÁ
tiffi,
CAPITAL DO FÊIJÃO
JUSTIFICATIVAS DO PROJETO DE LEI N" 10/97
Mútos municípios do Brasil, para não rtizer todos, institúram e cobram de
seus munícipes a Taxa de lluminação Púbüca. Entretanto, a exemplo da taxa imposta em Três Banas do Paraná, a Taxa de Iluminação Pública é ilegal e injusta'
Quanto a sua ilegalidade, verifica-se o seguinte;
a)- A Consituição Federal em seu art. 14Í Inciso II' estabelece que os Mlmicípios podem instituir taxas, em razão do exercício do poder de policia 9u pela
oúli-çao, efeúva ou potencial de serviços públicos especificos e diüsíveis prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.
Já o panígrafo segundo do mesmo artigo, dispõe que as tÍxas não poderão
ter base de crílculo própria dos impostos, pois estes são caracterizados pela inexistência de uma atiüdade específica do Poder Púbüco, a medida em que não incide em sua caracterização correspondência algum4 não as relacionando o imposto a qualqueÍ serviço específico do poder tributante.
-
b)- A taxa, como tributo é imposto fiscal, criada por lei, devendo atender os
pressupostos constitucionais. A Taxa de Iluminação Pública" entretanto, e totalmente ilegal e inconstitucional.
Com efeito, trata-se a Taxa de Iluminação Púbüca de uma Taxa de Serviços e como tal pressupõe a utilização efetivq ou potencial pelo contribuinte ,
isto
é, a fruição pelô contribuinte do beneficio prestado pelo poder público, ou tê-lo a
disposição a qualquer momento, face sua obrigatoriedade de tributo.
-
Assim, nos termos do art. 79, II e III, do Código Tributrírio Nacional, a
taxa é tributo específico porque destacando em unidade autônoma de intervenção,
de utilidade ou necessidade pública é diüsível, porque suscetível de utilização
separadamente por parte de cada um dos seus usuários.
c)- O fato gerador da Taxa de Iluminação Pública, assim instituíd4 é a prestação de serviço de iluminação de ruas e logradouros púbücos. sem qualquer dúviáa, tal serviço é genérico, não específico e não diüsível, pois prestado a coletiúdade em geral e não apenas aos moradores da área ou rua.
Apenas para ilustrar a asseÍiva acima, reportemo-nos a melhor doutrina do
diÍeito tributiírio:
'Não é constitucional, legal ou juridicamente possível a
AV. sÃo pAULo sN FoNEFAX (o4s) 23s 1ns cx. posrAl 41 cEp s5.485-ooo rRÊs BARRAS Do PARANÁ PR
fi CAII{ARA MUN. DE TRES BARRAS DO PARANA
!§,'=.íí+,
CAPITAL DO FEIJAO
ESTADO DO PARANÁ
cobrança de taxa aos Municípios para custear serviço comum
de iluminação púbüca. O custo dessa manutenção é despesa
geral, a ser custeada com a arrecadação dos impostos" (Rú
Barbosa Nogueira).
"O serviço de iluminação pública prestado não "uti singula",
mas "uti universi', é insuscetível de utilização indiüdual e
mensurável"(Nely Lopes Meirelles).
No mesmo diapasão, são as decisões de nossos tribunais , a exemplo do
Tribunal de Alçada do Rio de Janeiro que assim tem se pronunciado:
*TAXA DE ILL]MINAÇÃO PUBLICA. ILEGALIDADE.
Padece de ilegalidade, dando azo a repetiçâo de indébito, a
taxa de iluminação púbüca cobrada pelo Mrmicípio do Rio
de Janeiro, porquanto desvinculada dos preücativos de especificidade e diüsibilidade, ainda apresenta base de cálculo idêntica ao imposto único sobre energia elérica. (Ap. Civel n.' 86.133/88, 24 de maio de 1990).
Conclú-se, portanto, que a Taxa de Iluminação Pública imposta aos contribuintes tesbarrenses é totâlmente ilegal e inconsitucional, sendo sua cobrança
um verdadeiro esbulho tributário.
Em média de 3@/" das residências são cobradas Taxa de Iluminação Pública sem ao menos terem esse beneficio, nas Íuas onde residem.
Outros§m, o município terá aumentada a sua arrecadação, através dos
royalties da Usina de Salto Caxias, e a pequeÍra arrecadação da Taxa de lluminação Pública será compensad4 com vantagers.
Por outo lado, o povo em geral, principalmente os boias frias, terão reduzido o seu poder aqúsiúvo, pela saída de mútos produtores, pelas terras produtivas que serão alagadas e por diminuir os serviços oferecidos ao povo sendo que a
extinção da referida taxa, servirá como um pequeno retorno pela diminúção do
poder aqüsitivo de nossa população.
Sala das Se cipal, aos 07 de Novembro
de 1997
OM OEL D
Vereador
PR- AV. sÃo pAULo s/N FoNEFAX (o4s) 235 125 cx. posrAL 41 cEP 85.485-ooo rRÊs BARRAS Do PARANÁ
I
{ryi fr
Av 5âo Faulo. s/n Fone (0,151 935í225
( t:P 85,485-000 úês Banas do Paraná
ADEMAR C}IETCO
Membro
SOU DE P.âAE§EB contrárlo a aproYsção tleste proJeto, por c
qu asi flnanceira atual não é oportuna.
Crt
l:tD ,-l E-rê, G
.1..-.--.
CAMARA MUN. DE TRÊS BARRAS DO PABANÁ
"p^RF('FR t)^ ('Ot\tlssÃo DE JUS'I lÇ^ E RED^ÇÃO"
N() PROJEI'O T)I] LEI N" lolç+ D^c^tú^RA MUNtctP^t Comissão de "JUSTlÇ E REDAÇÃO"' cortrposta pelos vereadores:
ilEt,t() BRiJNING, l-UlZ
^LBERTON
e ADEMAR CIIETCO reuniram-se em dala de
1) a. UU,!%A -de /l9l panesrudaroPRoJEroÍ)ELEltf Ab]
dâ ('^Íu^R^ MUNI('IP^L e dar o PARECER.
Âpós minucioso estudo do referido projelo analisado nos diversos sspeclos
rle conrpetência desta comissão, chegamos à conclusão qtre, o referido PRorETo DE
LÍll merece. Por parte tleía comissão, sua
E O PARECERI
Sala das Comissões da Cânrara l\íunicipal. aos / l tle
r!o de q97
TIELIO RRIJNIN(;
Presidente
AI,BI]RTON
Secretário
siderar
vo zo
Cx. Poslal,,l í
Paraná
:
.?ARECER DA COMISSÂO DE FINANÇAS E ORÇAII{ENTOS''
No pRoJEToDELEIN" lolg) necÂuane MI-,NIcIPAL
A Comissão de'TINANÇAS E ORÇAMENTOS", composta pelos vereadOrES: LUZ ALBERTON, JOÃO B. DE SOUZA C IIELIO NOJEHOVSI TCUNiTAM-SC
em datade 17 de Norlea,t8.<.! ara estudar o PROJETO DE LEI
N" dA CÂMARA MUMCIPAL C dAT O PARECER.
Após minucioso estudo do referido projeto analisado nos diversos aspeclos
de competência desta comissão, chegamos à conclusão que, o referido PROJETO DE
LEI merece, por parte desta comissão, sua lPBovÁçno
E O PARECE&,
Sala das Comissões da Câmara Municipal, aos ,/ ) de
^lot/oLt8:,<,o
de
ALBERTON
JO B, DE SOUZA
Secraário
uÚ.tottorgovst
PA8ECER COíIRÁRIO! Sou contrárn&ÍÜppresente Projeto, por consitlerar
que a sitnação financelra a oportuna.
oI
ffi/ CAMARA MT]N. DE TRÊS BARRAS DO PARANÁ
+i--.rl Av. 5ão Paulo, s/n - Fone (0451 255-í995
CEP 85,485-0@ - Três Banat do Panná
Cx. Poslal,,lí
Panná
L
Presidente
nao
:::-Le -,-. ;,--j-.: :':€Élêê_-!qtÉt-.1'-r. i, i:!d.ztP \'
. .t' I
it T' ,T C('rr r::irlriâ Parânaênse de Energie COPEL
sr)o/cRCVr'\/ccv/c- 1 20,97
Cesca\r€|,29 «le sehmho de í997
Sr I üiz Alberton
SecÍetârio Câmara MuniciPd
Írâs Bxras do Paraná
f,e zado Senhor:
Âcusemos o recebimento do Oíicio no 108t97, abavês th qual V.Sa. solicita inÍormaÇões sobÍê e cobíança
de Taxa de lluminação PúHhe no municíplo de Írês Barras do Paraná,
Em Ígspostâ, iníormeínos que ma[salmente é enviado à Prehitura Municipal, dgmonslralivo completos,
contendo, Gnfe oúo§, as inftrmeções §ollcitâdas.
.,
 anücâdàção sob o rubrica Taxa de llun{nação Pública-, no município, têve o sêOulnte comporlâmento
nos úllírms quúo ÍÉêês:
Junho/97 R$ 5'897,0ô
Agoslo/97 R$ 4.903,07
sstembro/97 R$ 5 5oo'25
Oulutro/g7 i: Ri 0.01í,29
,i'
C)s valores ar..rdrt, bm sido utilzedo§ para quttag& das faluras de lluminaçâo PúUiCa e prÓpíios'
munkípais, não bndÚoclrÍldo nenhum repasse de nurnerário ao rnunicÍpio'
':
Atencioshmente,
{4
t'
L
\./(N MAR DA[,q
Gerênte dB U
VÊC*N
'aoSrnrci
$
*
' li'
al de Cascavel
copEl ôFNTRo REGlotlÂL Dl. 0lsrRlBulÇÂo DE CÀScAVtt - olvlsÁo coMERcrAl
vtTÓnra, 106- s/\u la í Í0{5)220 216S.r'^x2ã) ' lnhmêl úwr coPcl
2255. cEP 8580íl.000 cÂs0ÂvEl -PR
bí
$ orrnDo Íro PARÂ
ff Nt rtritttli,t íillrrrti
I
''lt(')JÍ'ro DE
NA
tipnt Dr, Qihr'd lrlnÍrhar bo Sahntui
CAPITAI,
I,E1 ÍI9
Do rEI.r/1o
o34 /83 -\EFFá/.
súttl t - I)lspõe sobre a Taxa cle I t,rr',i,'-tão I'irl,11
ca e rlá or-rtr.s |1-6vlrl!pr;l;1s.
- A Cârara l.tuniclJ'al d,; 't'rês Balras do I'arâná,Esta
r. ,1,\ Irirra,lil, aJly..lcrl e eu tté1io .loãc Lrr;111r,t6, Prefelto lír-rnictpal
...'rrí-lí,no.1 seglrlnl e Iet:
.Âr't. I s - ^
Tâxa de f I rrirlnação t'úl1lca tem côno I
t:,t.tr gat rl a ilrrrrrr'rração efeLiva ou poLcnelal dos !er'rtÇcs dê ope-
,',,;ão, Ilarrrrtcnção e l,te I horamett tos dos slÍ:t enla.s .le i lunrlnação púUtt
.:, rm Vias (r.. Lo,lrarlor,rros púb1teos, pI'est.a,lô ao couLrlLlrlnte orr i
I ,.': r.1 ,t -rtíl /l I aJ,n- l çnO.
Ar.l. 2s - Â taxa s.1rá rle.ri,:la J,61os [)r.ol,r.lF t ír,1cs
I i t rr'l .ày.6r3; rtr.) .l6p1rr jo ul:I1 OU OCUpatit eS rle inável s t,-It4f JCi.tírôs Orl
.Í,r^ r/enlrirrl n.se hnnnflelar direta or-t lnrll rel.ametrte' cotn os sct "r1.ç65.
Ârt.3q - O Valor rlo t,r.ll>'rho se r-á cnlcula-(lo eomt
., l)nÍ'. ern l lqrrol-as de tarifa de Ílrrrnlrrrção púhllcr't vlg^ntês ntrt 31r
,l^ dezenrt)! o dr; arto l.nreíllâtamente at) tier Lor' a.í) exerc 1r: io f J.trartcei r'ol
,.,r lLte 56 rlal'a a nt r ecarlaçao.
Âr'L. 4q - L 'rrecarlação do trlbul;o sobre os 1r'ló-
''^ is I i ga(los rli rc tarnente a re(le de dlst!-ibutção <,te enet'gia etátri.-
,.:r Í;ct á 1s 1. t;a pela Companhia Paranaense (le Iinerp,l e !11áLrica-(lr.lPEL-
-'rloriza,la nlecll ant.e convênlo atra,ves da par'cel.a ntettsal , scn'lo cal-
,,,lada em fr,rnção .ta falxâ (le eonsrrmo Jrrópri.o metrsal, da enerrf i a do
i,'r,tril)rtirrte confc'rtrre a tabela seguint;l:
Í ^r;z^ I)la c(ttistn,lc t.tEíts^t, IJo Ât.ir.tlrr'1tr tlEI'lÍiAL I)^ IAnIE/1 l'li Ir'l,'Í.r'J)lfií,rltlTr.t (r.t.1 liwh) t.llrlnlr.rlJLr rÚ!ll.1c/. (,1f1 tlri.:/rr,.'1';
| ,. í) ã 30 ' i 1 ,2\1t\ o,/' .
l,i, 3f. a 5() I ,?'.:>. l'.
Í.' f'l ^ 70 lr' Uí)3 :'
I, i, 't L a 9Cr 5
, U.1() ?/'
i (.rl a 12ô A,435 :t,
I,.. l2l a ?-OO I ,73a 'l
rr1.' 2ol a 35O 11,O3O %
rr.' 351 a 600 12,977 %
\
,t
rl
t
fr
ESTADO DO PÂRANÁ
lPkrtrituhs fllutticipat üe T,hes &fthas to Fahlnü
GÂPITÀL DO FEIJÃO
(proJeto de Le1 ne 033/83 - Contlnuação- fls. 02 )
De 60l
Âc lma
a
de
1000
1000
L4.275 lo
t6,221 9i
os contrlbulntes comerclals e preBtâdoreB de aervlços que tiveremr
consumo superlôr e 5OO Kth e os contrlbulntes lndustrlals que tlve
rem consumo superlor a 1OOO Kwh pagarão as parcelas mensals corrlg1dâs pelos lndlces da tabela abalxo:
FArxA DE coNSUMo rNDrcE pn connrÇÂo DAs
CONTR IBUINTE PARCELAS MENSAIS
Comérclo e Prestação de servlço De 5oI a 15Oo 1,5
Comérclo e Prestação de servlço Aclma de 15oo 2'O
Industrial De 1OO1 a 2OOO l'5
Industrial. Aclma <le 2oOO 2,O
paragráfo únlco - A tarlfa de Ilumlnação públtca corresponde ao
1or pego pela administração Muntclpal pelo consrrmo de energla
i lumlnação Púr 1i ca.
Art. 5l - A arrecadação da taxa de lluminação pú
bl1câ em relação aos lmóvels não llgados a rede de destrlbulção de
energla será feito pela Prefeitura- Jtlstamente com o Imposto Pre-l
diel Urbano cotrrando por allquotas correspondente a 5% sobre a tarlfa de llumlnação púu1tca.
Ârt. 6c - Esta lei entrará em vlgor a partlr del
3l de dezembro de 1983, flcando revogadas as dlsposlções em contrÉ
r1o.
. Gabtnete do Prefelto }4tlnlclpal de Três Barras do
Paraná, aos sete dias do mês de novembro de 1983'
áJ*ffittda
vg
em
e
Pre elto MunlclPal
| \-,
EM Kwh