br-locleg corpus explorer

← Guarujá do Sul (SC)

sessao nº 36

Tipo Sessão Ordinária
Número / Ano 36
Date 2017-10-24
native_id45

Documents (1)

ata #

status: extracted · method: native · backend: mammoth · confidence: 1.00 · pages: 1

ATA DA 36ª SESSÃO ORDINÁRIA DA 14ª LEGISLATURA



ATA DA TRIGÉSIMA SEXTA SESSÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DO MUNICÍPIO DE GUARUJÁ DO SUL, ESTADO DE SANTA CATARINA, NO EXERCÍCIO DA DÉCIMA QUARTA LEGISLATURA, PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA, SEGUNDO PERÍODO, QUINQUAGÉZIMO QUARTO ANO DE SUA INSTALAÇÃO. Aos vinte e quatro dias do mês de outubro de dois mil e dezessete, com inicio às dezenove horas, reuniram-se em Sessão Ordinária, no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores do Município de Guarujá do Sul, Estado de Santa Catarina, os Senhores Parlamentares, sob a Presidência do Vereador GILMAR KLAUS. Constatando-se o número regimental, a existência de quórum legal, o Presidente cumprimentou os parlamentares presentes: ANTÔNIO ANDRÉ DE SOUZA, CLEBER JONAS WESCHENFELDER ILÁRIO BAUMGARDT, JAIR JACÓ MALLMANN, JAIR TIBOLLA, JORGE BATISTA DA SILVA JUNIOR, MARCOS VINÍCIUS DOS SANTOS E MÔNICA REGINA TAUBE. O Presidente cumprimentou os funcionários desta Casa Legislativa e a população presente. Invocando a proteção de Deus e das Leis, o Presidente declarou abertos os trabalhos da presente Sessão Ordinária. Ordenou ao Secretário da Mesa Diretora, Ilário Baumgardt, a efetuar a leitura de um Texto Bíblico. Em comum acordo entre os Parlamentares foi dispensada a leitura da ata da última Sessão Ordinária. Submetida à votação a referida ata foi aprovada por unanimidade, passando a ser assinada pelos Parlamentares presentes. O Presidente da Mesa Diretora solicitou a Auxiliar Legislativa para que fizesse a leitura das correspondências recebidas e expedidas. Nesta Sessão tramitam: três Projetos de Lei em segunda votação, um Projetos de Lei Complementar em primeira votação e a apresentação de um Projeto de lei Complementar. Iniciando os trabalhos passou-se a apresentação do Projeto de Lei n. 44/2017.  AUTORIZA A ALTERAÇÃO DA LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL ATRAVÉS DA ABERTURA DE UM CRÉDITO ADICIONAL ESPECIAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. Abertas às discussões e não havendo ninguém para se manifestar o referido Projeto de Lei foi submetido à votação sendo aprovado por unanimidade em segunda votação e encaminhado à redação final. Em seguida passou-se a apresentação do Projeto de Lei n. 49/2017 que “AUTORIZA O PODER EXECUTIVO MUNICIPAL A DAR BAIXA DE BENS DE CARÁTER PERMANENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. Abertas às discussões e não havendo ninguém para se manifestar o referido Projeto de Lei foi submetido à votação sendo aprovado por unanimidade em segunda votação e encaminhado à redação final. Em seguida passou-se a apresentação do Projeto de Lei n. 50/2017 que AUTORIZA A ALTERAÇÃO DA LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL ATRAVÉS DA ABERTURA DE UM CRÉDITO ADICIONAL SUPLEMENTAR E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. Abertas às discussões e não havendo ninguém para se manifestar o referido Projeto de Lei foi submetido à votação sendo aprovado por unanimidade em segunda votação e encaminhado à redação final. Na sequência passou-se a apresentação dos pareceres das comissões permanentes de Legislação, Justiça e Redação Final; Orçamentos e Finanças e Educação, Cultura, Esporte, Saúde e Assistência Social referente ao Projeto de Lei Complementar n. 37/2017. Em seguida passou-se a leitura do Projeto de lei complementar n. 37/2017 que CRIA CARGO DE AUXILIAR DE SAÚDE BUCAL E CARGO DE AGENTE DE COMBATE AS ENDEMIAS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. Abertas às discussões o parlamentar Cleber Jonas Weschenfelder se reportou. Não havendo mais ninguém para se manifestar o referido Projeto de Lei foi submetido à votação sendo aprovado por unanimidade em primeira votação. Seguindo passou-se a apresentação da Mensagem Executiva n. 56/2017. Na sequência passou-se a apresentação do projeto de Lei Complementar n. 38/2017 que ALTERA NÚMERO DE CARGOS PERTENCENTES À LEI COMPLEMENTAR N. 2.002/2009 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O referido Projeto de Lei Complementar foi encaminhado para as Comissões Permanentes de Legislação, Justiça e Redação Final e Orçamentos e Finanças. O Presidente da Comissão de Legislação Justiça e Redação Final, Antônio André de Souza, marcou a reunião para o dia trinta e um de outubro, às dezoito horas e quinze minutos e indicou como relator o parlamentar Cleber Jonas Weschenfelder. O Presidente da Comissão de Orçamentos e Finanças, Cleber Jonas Weschenfelder, marcou a reunião da comissão para o dia trinta e um de outubro, às dezoito horas e trinta minutos e indicou como relator o parlamentar Antônio André de Souza. Havendo uma inscrição para o uso da tribuna por, Jacir Sotilli, representando a comunidade da linha Baixa Arara, reportando-se sobre problemas com a energia elétrica da comunidade. O Presidente passou a palavra para que este fizesse suas considerações. Jacir inicia seu pronunciamento cumprimentando a todos e parabenizando os vereadores pela ordem e a pontualidade na Casa. Esclarece que vieram até está Casa manifestar repúdio à fornecedora de energia elétrica do município. Diz que muitos estão enfrentando dificuldades na falta de energia, porém a sua comunidade está sendo a maior lesada. Jacir reitera que as coisas não acontecem por acaso, mas por uma causa; e muitas vezes as causas podem ser evitadas se forem prevenidas. Cita um exemplo em que no mês de outubro a comunidade ficou quarenta e oito horas sem energia por causa do reflorestamento embaixo da rede, em que teve a queda de uma árvore e precisou esperar um dia para fazer a devastação do local. Questiona se esta devastação precisa ser feita quando acontece alguma coisa ou ela pode ser prevenida? Jacir indaga aos vereadores se eles são sabedores de que exista alguma lei que impede o reflorestamento de plantas “exóticas” embaixo da rede? Porém se existir não está sendo posta em prática. Elucida que se existe uma lei precisa ser cumprida; e quem deve pagar pelos prejuízos é quem a descumprir, e não todos os consumidores; como acontece. Informa que neste último final de semana ficaram novamente quarenta horas sem energia. E que o Gerente da CELESC de São Miguel do Oeste deu entrevista na rádio - Jacir diz: “mas ninguém engole o que eles falam”-dizendo que vinte e seis equipes e mais duas terceirizadas foram deslocadas para a reconstrução de redes. Questiona do porque que eles não fazem mais manutenção de redes e menos arrumação? Porque se houvesse mais manutenção muitos prejuízos seriam evitados. Acresce que ainda existem redes de alta tensão em postes de madeira. E que cada obra de rede que é feita existe um projeto e que consta no projeto a durabilidade e a vida útil do material, porém estão esperando os postes cair para fazer a manutenção. Seguindo suas considerações Jacir diz que estão se sentindo muito lesados e, portanto vieram pedir ajuda ao Poder Legislativo para que abracem a causa e unem forças diante dessa problemática. Pensaram em mandar uma nota a CELESC, porém acham que não resolveria, diz que: “seria o mesmo que ligar no zero oitocentos, o que já perdeu a graça”. Sotilli, então solicita que por meio do Legislativo e/ou Executivo Municipal pudesse mandar uma moção para a Assembleia Legislativa do Estado - pelo fato da CELESC ser uma prestadora de serviço estadual - manifestando o descontentamento da população perante os descasos da prestadora, e solicitando apoio dos representantes estaduais. Sugere que poderiam ser mobilizados outros municípios da região (em nível de AMEOSC), “engrossando” essa corrente para que não arrebente na metade do caminho. Explana que como se tem conselho para quase tudo no município; na medida do possível que tivesse um conselho que pudesse fazer um levantamento dos prejuízos causados e com o auxílio de assessores jurídicos e do Poder Público pudesse se levar adiante esses problemas, perante a justiça, talvez. Afirma que o agricultor sozinho não consegue nada. Enaltece que é apenas uma sugestão e que não é somente o agricultor, o produtor que perde, porém todo o município. Finaliza dizendo que não vieram cobrar nada dos vereadores, mas pedir para que abracem essa causa com eles e unam forças. Agradece o espaço e espera que alguma coisa seja feita. Em seguida o Presidente se reporta e diz que todos os vereadores estão solidários com a causa. E informa que o Prefeito está indo, no dia de hoje, à Capital e que na sexta-feira pela manhã irá à agência da CELESC em Florianópolis, assim poderá repassar algumas informações do que foi debatido e do que a prestadora se comprometeu fazer, aí saberão como proceder. Diz que a causa é nobre e justa e estão unidos para ajudá-los. Em seguida o parlamentar Cleber Jonas Weschenfelder se reportou e parabenizou o senhor Jacir pela iniciativa, diz que engrandece o espaço Legislativo e que esta Casa serve também para isso. Diz que os Deputados, Vereadores e Poder Executivo poderão se articular, mas o povo precisa estar junto para fazer com que as coisas aconteçam. É à base da pressão a base das cobranças que se busca pelos direitos; e a “luz” é um direito de todos. Cleber diz que “comunga” da mesma dor do final de semana, pois a Comunidade do Barro Preto também ficou sem energia. Porém é um problema recorrente não é de hoje e não acontece somente às vezes. Acredita que pode ser por falta de efetivo ou por problemas não daqui, mas da direção regional ou estadual. O parlamentar informa que participou juntamente com o vereador Jair Mallmann, na cidade de Dionísio Cerqueira de uma audiência pública, aonde se tratava da temática das redes de energia elétrica e da CELESC, afirma que não é somente um problema de Guarujá há reclamações de todos os municípios. São problemas alarmantes, agravantes que impedem o produtor agrícola de expandir a produção; de comprar um equipamento mais potente, porque não há manutenção, não há a ampliação da rede; muitas vezes a rede é monofásica, ou bifásica quando se precisa da trifásica, que é o caso de algumas agroindústrias. Este é um problema que afeta diretamente a produção agrícola e o bem estar das famílias no interior, haja vista que a agricultura já enfrenta dificuldades e peculiaridades do dia a dia o que aumentam com esses problemas da energia. O parlamentar traz presente o problema da região da Baixo Arara, Alto Arara, Treze de Maio, Cembrani em que são lugares onde se encontram uma das redes mais precárias do município. Como Jacir falará ainda existem postes de madeira o que é preocupante. E a maioria dos problemas que acontecem é pela falta de manutenção. Seguindo Cleber relembra um dos temas que foram debatidos na audiência pública que é o da legislação. Diz que existe um projeto, e que, devidas as correntes ideológicas e de defesas distintas encontra-se ainda em tramitação na Assembleia Legislativa. Acresce que o Deputado Dirceu participou da audiência e pregava que árvores exóticas e reflorestamento tem que ter uma distância de vinte metros de cada lado da rede elétrica, pois se esta distância for menor; um eucalipto, por exemplo, que chegam a vinte, trinta metros os galhos com qualquer vento encostam-se à rede danificando e por isso dos problemas de queda de luz. Adiciona que árvores frutíferas e de pequeno porte poderão ser sim plantadas num diâmetro de quarenta metros – vinte de cada lado. Diz ainda que existem algumas formas do problema ser resolvido. Cleber deixa como sugestão - como é de consenso dos vereadores, haja vista todos estarem solidários com a causa - que seja feita uma moção de apelo à CELESC para que seja tomada alguma providência quanto à manutenção e ampliação de redes desses lugares mais precários especialmente, e não só no município, mas como um todo. Em seguida o Presidente encerrou a ordem do dia e passou para a palavra livre. Iniciando os pronunciamentos a parlamentar Mônica Regina Taube se reportou cumprimentando a todos os presentes e explana referente à situação quanto a CELESC. Diz que na legislatura passada foram inúmeros os pedidos que esta Casa encaminhou solicitando reparos na rede de energia elétrica, em alguns casos pontuais foram felizes. Contudo neste ano houve uma solicitação de melhoria para a Linha Pessegueiro em que a resposta da prestadora foi que não havia defeito algum. Mônica elucida que a CELESC divulga na rádio que quando a agricultor aumentar a potência dos equipamentos deve avisar para que se possa fazer a substituição do transformador. Foi o que ocorre no caso citado acima, porém a distribuidora de energia garantiu que estava tudo certo com a rede. A parlamentar reitera que as coisas estão passando do limite e reforça que seja enviada a moção de apelo, porém se não houver nem uma resposta efetiva, deve-se partir para uma moção de repúdio e não só a Câmara do município, mas dos demais da região. Sugere que seja enviado um pedido para todas as Câmaras da AMEOSC, que as mesmas também fizesse esta solicitação, pois “só irá conseguir alguma coisa se todos trabalharem juntos”, haja vista não ser somente um problema de Guarujá. Mônica explana que mesmo o Prefeito estando lá representando a AMEOSC seria de suma importância que as Câmaras da região fizesse uma moção de apelo para que se revisasse toda essa questão da energia elétrica. Acresce que as árvores embaixo da rede é um problema, porém a falta de manutenção é ainda maior. Diz que quando o produtor precisa de alguma melhoria o mesmo tem que pagar. Cita seu caso em que precisou ampliar a rede de energia para aonde esta localizada sua produção de morangos, porém teve que arcar com todas as despesas dessas modificações. Diz que isso é abusivo por parte da prestadora. Enaltece que muitos produtores tem a necessidade de mudar seu sistema de produção, ou o intuito de colocar uma agroindústria, porém não dispõe de condições financeiras. Diz que se tratando de uma empresa estatal o governo deveria dar essa contrapartida. Em seguida Mônica faz um pedido. Solicita que convidasse o Secretário da Saúde, assim como a Tarciane, para uma reunião - se possível para a próxima terça-feira – para analisar alguns pontos do Código Sanitário, haja vista ter sido modificado no ano de dois mil e quinze, porém sabe-se que alguns bairros do município sofrem com a questão de animais de propriedades vizinhas rurais que não tem as mínimas condições Sanitárias e acabam infringindo diretamente nas condições de saúde da população. Diante disso acredita que é preciso mexer no Código Sanitário Municipal. Em seguida lê um artigo do Código o qual prevê que: “A criação de suínos, bovinos, ovinos, aves e equinos, só será permitida em zona rural respeitando-se uma distância mínima de cinco metros das divisas com terrenos vizinhos, vias públicas, fontes de água e sistemas coletores de esgotos”. Acresce que além da distância prevista deve-se respeitar as condições sanitárias para a criação desses animais. Caso o criador não recolher os dejetos dos animais deixando acúmulos, à distância de cinco metros é pequena, haja vista o fato da criação de moscas varejeiras e o mau cheiro irem além desses limites. Diz que gostaria de conversar a respeito e encontrar uma solução para os bairros da cidade, já que há muitas reclamações de moradores. Acrescenta que se trata de um caso de saúde Pública. Finaliza, esclarecendo que não tem urgência, mas que gostaria que a reunião acontecesse. Em seguida o Presidente coloca o pedido em votação sendo aprovado por unanimidade e encaminhado à redação final. Seguindo a palavra livre o parlamentar Ilário Baumgardt se reportou cumprimentando a todos os presentes e parabenizou o senhor Jacir pela iniciativa e coragem de vir até a Câmara e fazer esse pronunciamento. Diz que também teve prejuízos em sua chácara, haja vista não frequentar diariamente o imóvel e não ter ficado sabendo da falta de energia do final de semana. Acredita e pensa se tratar da falência do estado e das instituições estaduais. Cita que se têm graves problemas com a segurança pública, nos casos de reposição de efetivo e viaturas. Têm-se deficiências na saúde quanto ao orçamento escasso e cortes nos repasses. Logo acredita que seja a falência do estado. Ilário informa que em algumas redes tem-se um transformador para duas propriedades, logo quando uma propriedade liga um resfriador à outra tem que desligar algum equipamento e assim sucessivamente, haja vista ter um transformador muito fraco. Acresce que existia um transformador forte, porém a companhia substituiu por um mais fraco; Ilário acredita ser pela economia ou se tratar de falta de orçamento e/ou gestão da CELESC. O parlamentar relata que ouviu a entrevista do gerente da companhia na rádio referente ao deslocamento de várias equipes para fazer reparos, porém não encontrou nem uma viatura da CELESC, tanto na cidade quanto no interior por onde percorreu. Somente após muitas reclamações, no domingo à tarde, foi que se viu algumas alterações sendo feitas pela prestadora. Em seguida Ilário sugere que se administração não crio (diz que não tem conhecimento) que crie o conselho de Defesa Civil para fazer o levantamento, o qual o senhor Jacir citou, da questão dos prejuízos; para que se possa entrar com uma ação coletiva de reparação de danos contra a CESLESC para que, talvez, sentindo no bolso ela dê mais atenção. Tendo em vista que o ocorrido no final de semana resultou em prejuízos enormes; quantidades de leite perdidas; quanto a mais de leite o produtor têm que vender para recuperar somente o que perdeu no final de semana. Reforça a importância do Conselho da Defesa Civil nos levantamentos dos valores dos prejuízos, também dos equipamentos e eletrodomésticos queimados. Reitera a importância de enviar essa moção de apelo demonstrando apoio aos agricultores e a todas as pessoas atingidas; também de verificar com o Poder Público se foi criado esse Conselho de Defesa Civil para cuidar de casos em que ocorra algum sinistro, ou algo neste sentido, para que atue, dando assistência, fazendo o levantamento e encaminhando aos órgãos competentes para fazer as devidas cobranças. Seguindo a palavra livre o parlamentar Antônio André de Souza se reportou e manifestou sua solidariedade para com os agricultores. Diz que quando ocorre um problema com a energia na cidade dentro de duas horas está tudo resolvido, porém no interior há um descaso. Acresce que este problema não é de hoje, que na legislatura passada “batalharam” muito a respeito desses problemas. Diz que a energia disponibilizada é muito fraca. Cita um exemplo em que fizerem um posso na Linha Treze de Maio e precisava de uma bomba mais potente, porém não conseguiram instalar devido o fato de a Luz ser muito fraca. Antônio é favorável que seja enviada uma moção de apelo de todas as Câmaras da região para os deputados cobrando deles apoio e pedido que os mesmos pressionem a CELESC, haja vista a companhia estar deixando muito a desejar. Acresce que havia problemas com a CASAN que foram sanados; e acredita que com a CELESC também se consiga resolver. Segue dizendo que os vereadores tem muita força perante os deputados, por isso precisa-se cobrar deles para dar uma resposta precisa à população. Antônio diz quanto a Defesa Civil, já participou de um conselho, quando era Secretário da Agricultura, e pouca coisa é feita. Cita que como membro do conselho cobrou referente a uma ponte e a resposta foi que precisava que a ponte caísse para ter uma nova, Antônio questionou a respeito de que tipo de prevenção que a Defesa Civil estava fazendo. Então reitera que o conselho ajuda muito pouco. Explana que a CELESC não age muito na questão de prevenção, haja vista as recorrentes quedas de árvores em cima dos fios de luz e os “caras” não fazem nada. Em seguida Antônio faz uma reclamação, em que o bairro onde reside faz uma semana já que não tem energia nos poste, está na escuridão total. Diz que se trata da iluminação pública, e que o Secretário de Urbanismos deveria andar nos bairros à noite e verificar esses pontos para cobrar manutenção da “As Junior” que a responsável pelos trabalhos. Tendo em vista que podem ocorrer roubos devido à escuridão em que o bairro se encontra. Solicita que o Secretário de Urbanismo faça alguma coisa para resolver o problema. Em seguida o Presidente, Gilmar Klaus, se reporta e informa que em conversa com o Secretário de Urbanismo o mesmo lhe disse que os servidores da empresa responsável pela manutenção da iluminação pública estarão no municipio na sexta-feira pela manhã. Explica que a empresa responsável é a AS Junior e que a mesma cobra um valor muito alto por hora, por isso que precisa ter uma demanda muito grande de serviços para que eles venham; o que é o caso no momento, tendo em vista os raios e quedas de energia causadas pelo mau tempo do final de semana. Já que à previsão de que a empresa virá na sexta-feira Gilmar pede autorização para não por o pedido em votação, sendo aceito por Antônio. Em seguida o parlamentar Cleber Jonas Weschenfelder se reporta diz que quer justificar a sua ausência na sessão passada e fazer um breve relato das pautas tratadas na Assembléia Legislativa, onde se encontrava. Diz que tiveram uma agenda na Assembleia Legislativa, encaminharam uma pauta para o Governador do estado e Secretário da Agricultura, porém não obtiveram sucesso, não foram recebidos devido à programação da agenda dos mesmos. Enaltece que foi representando a Câmara Municipal, representando a diretoria da Cooperflor, a Cooperativa de Economia Solidária, a Cooperativa de Agricultura Familiar do município e o demais movimento social. Diz que como não obtiveram sucesso com essa agenda como o governador, iniciaram um movimento interno na Assembleia com os Deputados da Bancada do Partido dos Trabalhados, lider de governo e com o Presidente da Assembléia, no qual expuseram as indagações, angústias sobre toda a cadeia produtiva do leite que afeta toda a região, toda a comunidade, haja vista ser um município essencialmente agrícola. Relata que conseguiram uma fala na Assembleia Legislativa durante uma sessão ordinária da Casa, em que questionaram três situações pontuais. Uma delas foi à questão da reforma previdenciária, a qual já foi levantada por esta Casa e enviada moção manifestando contrariedade, pelo fato de que afeta diretamente os trabalhadores rurais, os trabalhadores assalariados. Acresce que se for necessária a reforma, que seja para quem recebe privilégio, mas não para que trabalha “duro” uma vida toda. Diz que muito embora os deputados estaduais não votem a reforma da previdência que se posicionem e cobrem dos seus representantes federais. Segue informando que questionaram quanto à previsão orçamentária para o ano de 2018, a qual é “catastrófica”, com um corte de oitenta e seis por cento dos recursos para a agricultura, ou seja, de cada cem reais destinados à agricultura oitenta e seis deixarão de vir. Acresce que neste ano já sofreu-se com uma política pública enfraquecida ou com a ausência dela, quem dirá no próximo ano em que oitenta e seis por cento dos recursos deixarão de vir. A Agricultura Familiar se especializou, capacitou e se profissionalizou na produção do leite, mas precisa de políticas públicas, precisa de incentivo, caso contrário a cadeia produtiva do leite deixará de ser da agricultura familiar e passará a “grande elite”, um processo que já vem acontecendo. Cleber diz que fizeram levantamentos referentes à preocupação na baixa do preço do leite.  Ano passado recebeu-se pelo preço do leite acima da média, porém neste ano as perdas referentes ao mesmo período do ano passado chegam a um montante de vinte e dois milhões de reais nos dezenoves municípios da AMEOSC. Diz que aqui no município a média mensal é de um vírgula dois milhões de litros de leite; e a perda, em Guarujá, chega a quinhentos mil reais; valor este advindo do lucro do agricultor que deixará de girar no comércio do município. Segue afirmando que o leite não tem só essa função econômica, mas também social; promove a associação familiar e a permanência dos pequenos produtores no campo. Sendo que a saída desses produtores do campo e indo para as cidades aumenta o índice do êxodo rural, inchando as cidades; gerando a necessidade de mais empresas e de mais empregos. Outra problemática do leite relatada pelo parlamentar é quanto à necessidade de se estabelecer uma política de produção leiteira. Finaliza citando, que muitas vezes um empresário bem sucedido da cidade coloca cem, duzentas vacas de leite tirando o espaço do pequeno produtor que se especializou e que conseguiu recursos das políticas públicas passadas - hoje é profissional nesta área, mas que perde espaço porque o mercado é excludente. Porque o mercado busca por leite em grande quantidade que é mais caro, inflaciona o mercado, além de não ser de boa qualidade. Em seguida o Presidente Gilmar se reporta agradece a presença do senhor Jacir Sotilli por ter vindo a esta Casa; diz que o espaço é para isso. Parabeniza o vereador Cleber por ter participado da audiência pública em Florianópolis e agradece por ter representado o Legislativo Municipal Guarujaense.  Gilmar solicita a Sotilli e aos demais que se façam presentes na próxima sessão de terça-feira, na qual irá convidar o Prefeito para que ele repasse algumas informações do que foi conversado na audiência com os representantes da CELESC, na sexta-feira, na capital do estado.  Gilmar explica que após a conversa com o Prefeito, os vereadores irão decidir se mandam uma moção de repúdio ou um convite para que os representantes da CELESC venham se esclarecer. O presidente deixa claro o apoio dos vereadores para com os agricultores. Em seguida diz que será enviado um pedido para todas as Câmaras da região para que mandem uma moção de repúdio para que a CELESC. Não havendo mais ninguém para se manifestar, o Presidente da Mesa Diretora, agradeceu a presença dos Legisladores, dos funcionários desta Casa Legislativa, da população presente que veio prestigiar esta Sessão. Reiterou o convite à presença dos Legisladores para a próxima Reunião Ordinária marcada para terça-feira, dia trinta e um de outubro de dois mil e dezessete, às dezenove horas nesta Casa Legislativa. Às dezenove horas e cinquenta e cinco minutos, o presidente Gilmar Klaus, declarou encerrados os trabalhos da presente Sessão Ordinária. Por solicitação do Secretário da Mesa, Ilário Baumgardt, eu, Franciane Baseggio, Auxiliar Legislativa, lavrei a presente ata que após lida e aprovada será assinada pelos Parlamentares presentes. Os pronunciamentos proferidos nesta Reunião do Legislativo Municipal Guarujaense se encontram gravados e arquivados na sua íntegra nos anais desta Casa Legislativa. Sala das Sessões, aos vinte e quatro dias do mês de outubro de dois mil e dezessete.





GILMAR KLAUS                   JAIR JACÓ MALLMANN            ILÁRIO BAUMGARDT

           Presidente                              Vice-Presidente                            1ª Secretário









JAIR TIBOLLA                                                                ANTÔNIO ANDRÉ DE SOUZA                                                      

        2º Secretário                            			      Vereador











CLEBER JONAS WESCHENFELDER                                   MÔNICA REGINA TAUBE	                                          

                    Vereador		                  Vereadora	

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

  





JORGE BATISTA DA SILVA JUNIOR                            MARCOS VINÍCIUS DOS SANTOS

                    Vereador		                  Vereador 



open original →