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materia nº 15/2024

Tipo Emenda
Número / Ano 15 / 2024
Date 2024-06-06
EmentaEmenda modificativa para inclusão da capoeira e cultura afro-brasileira no Plano Municipal de Cultura de Canela.
native_id12398

Autoria

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2024-06-11 Aprovado por Unanimidade. P —

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EMENDA MODIFICATIVA Nº. 01 AO PROJETO DE LEI ORDINÁRIA Nº 29, DE
22 de abril de 2024.
O VEREADOR Jerônimo Terra Rolim, no uso de suas atribuições legais e
regimentais, de acordo com o que dispõe o artigo 153 do Regimento Interno desta
Casa de Leis, apresenta Emenda Modificativa ao PLO 29/2024 que: “Institui o
Plano Municipal de Cultura de Canela e dá outras providências”.
Art. 1º Fica modificado anexo único do presente projeto de lei, na parte que
trata sobre a “Ficha Técnica”, o qual passará a ter a seguinte redação:
FICHA TÉCNICA:
Prefeito Municipal: Constantino Orsolin
Secretário Municipal de Turismo e Cultura: Gilmar Alves Ferreira
Diretor de Cultura: Moisés de Souza/Solange Drews Aguiar Mengue
Presidente do Conselho Municipal de Cultura: Jeferson Rodrigues Oliveira
O Instituto Brasileiro da Pessoa, sob a coordenação de Marco Aurélio Alves,
elaborou este Plano Municipal de Cultura, após ouvir representantes da gestão
municipal, integrantes do Conselho Municipal de Cultura, representantes do
Departamento de Cultura, os trabalhadores da cultura, os empreendedores,
representantes das organizações sem fins lucrativos e da comunidade consumidora, das
ações e das atividades culturais.
Este Plano Municipal foi construído de forma participativa com as contribuições
de: Adriano Dias, Adriana Selau, Alice Beatriz Santana, Amália Brandolf, Ana Oliveira,
André Senna, Anelise Sander, Angela Cristina Cardoso, Angélica Comerlatte Lucena, Ana
Paula de Oliveira Marcante, Andrea Sena, Arthur Reinhardt, Beatriz Seibel, Belânea
Bolognese Antonelli, Bernardina Boniatti de Brito, Braian S.S., Carlos Silva, Carla Reis,
Carine Saez, Carmem Seibt, Cecilia Aranalde Lamas, Cesar Albino Cliquet, Charen dal
Leontino, Cilon Estivalet, Clara Beneti da Silva, Claiton Saul, Constantino Orsolin, Corina
Souza, Cristiana Andréa Bazzan, Daiene M.D. Cliquet, David Camilo, Daniel Almeida,
Debora Tavares Ianeczek, Derenice Zanotielli, Denis Mello, Denise Fernanda Maciel,
Edelweis Ramos, Eduardo Port, Elaine Rosa dos Santos Mansueto, Elisandra dos Santos
de Camargo, Elisa Schulentz, Eliéser de Lemos Vasconcellos, Ester Monteiro, Fabiana
Schmitz da Silva, Felipe Saul, Fernanda Gallas, Fernanda Marenco Farias, Fernando
Costa Gomes, Gabriel Pimmel, Gabriel de Souza, Gabrieli Benetti de Oliveira, Germu
Oliveira, Gilmar Alves Ferreira, Glauciane Bertuzzi, Gustavo Pinto de Souza, Gustavo
Santos Mansueto, Hadassa Jamilly Pires do Amarante, Haidê Maria Gil, Herica Roos,
Humberto Hickel, Isadora Mello de Araújo, Izaias Costa, Jerônimo Terra Rolim, Jeferson
Lodéa, Jeferson Rodrigues Oliveira, Jean Carvalho da Luz, Jean M.K. , Joe Vitor, João
Pedro Seibel Wapler, João Mendes Neto, João Pedro Saraiva, José Vellinho Pinto, José
Claudio Warken, Julia Barcelos, Kalua dos Santos, Kelcia Roberta dos Santos, Ketlen
Pereira Campos, Kira Luá, Lavinia Benetti Loss, Laura Buske, Léo Abreu, Lis de Oliveira
Reis, Luana de Souza Moraes da Silva, Luciano Delfino, Lurdes Dapper, Marcos Enor
Zimmermann, Márcio Cavalli, Márcio Almeida, Marco Antônio Oliveira, Marcos Porto,
Marco Aurelio Alves, Maria Madalena Cassola, Marizabel Wiezze, Maria Cristina Silva,
Maria Eduarda Lafetá Novaes Guerra, Mariana Libardi, Marine Ferreira, Melka Ramos,
Melissa Campos Preus, Mirian Linhares, Melissa Rossi, Mirian Linhares, Moisés
Machado Monteiro, Moisés de Souza, Neusa Beatriz Martinotto dos Santos, Neusa
Hickel, Nelze Helene Silva do Nascimento, Nicole Pales, Niéle Becker, Olmiro Boeira dos
Reis, Paulo Guteaich, Paula Krause Corrêa, Paulo Roberto Drechsler, Paulo Celi
Rodrigues, Patricia Silva Cardoso, Pedro Campos Delgado, Pedro Oliveira, Pedro Jules,
Ralf Cardoso, Rafael Cordeiro, Renata Bertoja, Richelly Garcia Porto, Ricardo Soncini,
Roberto L. Brida, Robson Farias de Moraes, Rosane Costa Warken, Ruth Rutzen, Rubia
Brusle, RCS Pereira, Sabrina dos Santos Corso, Samuel Gonçalves, Sabrina Manara de
Sá, Solange Drews Aguiar Mengue, Rafael Zimermann, Rodrigo Lahm Batista, Roberto S.
G. da Silva, Rosane Costa Warken, Ruth Rutzen, Samanta Foss, Silvana Heloisa Grade,
Sandro Bonatto, Silvana Heloisa Grade, Simone Isabel Becker dos Santos, Stefani
Schimidt da Silva, Stefany Florencio, Tainá Souza, Tiago Jodas, Viviane Farias, Viviane da
Rosa Boniatti, Vanessa Fuhrmeister Candido, Wesley Alan Feier, Willian Giovani de
Araujo, William Karan Frias, Yasmin, Grupo de Capoeira Liberdade, Luis Carlos da Silva
de Oliveira (Instrutor Mano).
Art. 2º Fica modificado anexo único do presente projeto de lei, na parte que
trata sobre “O Diagnóstico e alguns registros históricos da Cultura em Canela”, o
qual passará a ter a seguinte redação:
DIAGNÓSTICO E ALGUNS REGISTROS HISTÓRICOS DA CULTURA EM CANELA
Para melhor compreensão e planejamento das ações propostas para esse Plano,
se faz necessário o levantamento dos dados disponíveis no IBGE, Tribunal Regional
Eleitoral (TRE), Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde
(DATASUS), Mapa Social do Ministério Público RS, Secretaria da Segurança Pública do RS,
Ministério da Educação, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de
Turismo e Cultura, Prefeito Municipal, Vereadores, Conselho Municipal de Cultura,
Conselho Municipal de Patrimônio, e do diagnóstico construído a partir das Oitivas e dos
Fóruns Setoriais, permitiram que todos se manifestassem nas inquietações, sonhos e
projetos para Canela. Além dessas iniciativas, os entrevistadores visitaram as estruturas e
espaços culturais públicos e privados, para junto com seus proprietários ou responsáveis,
registrar o diagnóstico desses locais.
A dificuldade de ouvir a comunidade para a elaboração desse Plano foi
considerável, já que grande parte dos responsáveis pelos espaços culturais,
trabalhadores da cultura, artistas e produtores afirmam que a sucessão de oitivas ao
longo dos últimos anos não resultou em nada e as propostas nascidas da comunidade
não são ouvidas pelo poder público. Existe uma crítica a todas as instâncias da cultura.
A sensação de indisponibilidade se estende aos Conselhos Municipais que,
quando convidados a se manifestar sobre a cultura em Canela, ignoraram os chamados
deixando a impressão de que desconhecem as conexões e interfaces entre propostas,
projetos e programas desenvolvidos pela saúde, educação, assistência social e meio
ambiente. Ouvir os Conselhos Municipais era imprescindível para o adequado
diagnóstico. A participação social é precária e alguns Conselheiros desconhecem as
atribuições do cargo e até ignoram as demandas e anseios das áreas que representam
Também deve ser considerado o grau de indignação de produtores artísticos que
conseguem vender seus trabalhos a outros municípios, inclusive outros estados, porém
em Canela não encontram espaço para atuação. É comum que se perceba a
desmotivação de empreendedores e o descomprometimento dos munícipes.
O sistema de comunicação público parece desconectado com as grandes mídias. É
digna de registro a baixa divulgação dos eventos e sua inserção nas fontes de
comunicação com a comunidade.
Com relação à infraestrutura urbana, é festejada a limpeza das ruas centrais, os
canteiros floridos e a decoração dos eventos, o controle dos baderneiros que vinham
depredando espaços públicos. Mencionam que os Professores estão despreparados para
o ensino do básico sobre tradição, folclore e civilidade. Referem que às vezes parece ser
uma população com poucas reações e uma dificuldade de comunicação assombrosa. É
comum o comentário das dificuldades de relação entre os nativos e aqueles que chegam
no município para trabalhar.
É possível perceber que a população local desconhece a cidade, seus pontos
turísticos e espaços culturais. As ações culturais estão restritas ao centro, inexistindo
promoções nos bairros ou na área rural e assim, a população se distancia, cada vez mais,
do universo cultural possível. Estudantes e trabalhadores não entendem a Cidade como
sua, inexiste pertencimento e persiste o entendimento de que o único objetivo é
oferecer atrações aos turistas. As demandas culturais não parecem ser uma preocupação
da comunidade, que não se vê no papel de consumidora ou criadora de processos de
desenvolvimento. A população delega à gestão a realização de eventos, acreditando que
a mesma não entrega bons serviços, ainda que desconheça a forma adequada de
promover ou produzir. O conceito da cultura, exclusivamente como atividade artística,
precisa ser repensado, já que, em geral, é senso comum ver a cultura ser projetada como
entretenimento, ocupando um papel secundário de apoio ao turismo. A cultura parece
ser vista como supérfluo e não como agente de transformação social e econômica.
Inexiste o desejo de trabalho cooperativo, associativo e é visível o fomento a vaidades. A
população talvez não perceba, porém, necessita recuperar a esperança e a autoestima
para que volte a existir uma cidade onde os canelenses sejam bem-vindos.
Ainda existe uma idealização da cidade vizinha como se lá o mundo fosse perfeito
e aqui apenas o resultado de equívocos. Quando os recursos públicos são
disponibilizados, os ânimos serenam.
A cidade conta com espaços diversos, casas de espetáculos e espaços para
apresentações. O espaço público de maior relevância é o Teatro Municipal que, segundo
a legislação vigente, chama-se Ernani da Silva Reis, com seus mais de 700 lugares,
camarim e um amplo palco. É de se registrar que o Teatrão, como é popularmente
conhecido, atualmente, não conta com equipe ou equipamentos técnicos, algo
imprescindível para que as ações culturais aconteçam de forma a atender as exigências
do seu público. Também cabe registro que o uso desses espaços pelos produtores locais
e trabalhadores da cultura ainda não estava normatizado, sendo normatizado via
Decreto Municipal no ano de 2024, para que todos possam usufruir desse espaço.
Algumas vezes deixava de ser cedido para apresentações porque era usado como
camarins ou depósito nas montagens de eventos realizados na Praça João Correa. A
ausência de um mínimo de conforto – cadeiras estofadas e ar-condicionado - é outro
problema do espaço que pode ser sanado com apresentação de projeto para Lei de
Incentivo a Cultura Estadual ou Federal. Recentemente o foyer1 do teatro passou a ser
utilizado, também, para exposições.
No complexo cultural central, está implantado o Multipalco, que é bastante
aproveitado em eventos, ainda que seu aspecto físico em nada contribua para a estética
da Cidade ou para os espetáculos que ali se apresentam. Nesse espaço, tampouco existe
regramento de uso e os equipamentos técnicos necessitam ser locados pelos usuários, o
que dificulta enormemente seu aproveitamento que poderia se dar, quase que
diariamente, pelos artistas locais. Esse local, que já foi utilizado até para projeções
cinematográficas, poderá ser um centro vivo de conexão da cultura com o turismo.
O Centro de Informações Turísticas, frente ao Multipalco, é outro espaço que já
foi utilizado para ações e atividades artísticas, sediando exposições de artistas locais
durante as temporadas de inverno. Atualmente é utilizado como Casa do Papai Noel
durante o Sonho do Natal ou, eventualmente, como estúdio de emissoras de televisão
que fazem cobertura das ações realizadas em Canela.
Outro espaço público no complexo cultural central é a Casa de Pedra, um dos
principais monumentos arquitetônicos da Cidade, transformada em Centro Cultural,
permanece fechada há 5 anos. Esse espaço que conta com um teatro com capacidade
para 120 pessoas e uma galeria de arte foi designado, através de lei, como Museu do
Disco. Atualmente encontra-se em processo de transferência de gestão para a iniciativa
privada.
Ao lado da Casa de Pedra, estão localizadas as cabanas do Artesanato que são
utilizadas por um grupo de artesãos, cuja concessão pública não foi localizada.
O local conhecido como Centro de Feiras, que anteriormente abrigou a Fábrica de
Gaitas Sonelli, também está fechado ao público com uso limitado para a área externa. Lá
foram realizados shows da Festa da Música, Chocofest, Festa Colonial, entre muitos
outros. Junto a esta estrutura é realizada a “Feirinha Ecológica” aos sábados pela manhã.
Na Feirinha já foram realizados shows, lançamentos, projeção de filmes e outras
atividades artísticas. Não foi localizado o documento de concessão pública para
utilização do espaço aos expositores. Na casa existente, estão alojados os equipamentos
de um produtor rural e a exposição de produtos de outro produtor.
O Espaço Nydia Guimarães é uma homenagem à grande mulher que deu vida ao
movimento cultural de Canela nos anos 80, trazendo autoridades, intelectuais e artistas,
para conhecer, aproveitar e se apresentar na Cidade. Quando de seu falecimento, a sala
de espetáculos foi criada na antiga residência da família Oppitz, do casal Afonso e Ella
Oppitz. Com estilo teatro de bolso com 50 lugares, acompanhada de outros possíveis
locais para exposições e oficinas, recentemente foi reaberto ao público e ali já acolheu os
Fóruns setoriais para ouvir as propostas da comunidade cultural para o Plano Municipal
de Cultura. Um local muito propício para a realização de ensaios, cursos, palestras,
exibições de cine clube e espetáculos experimentais. Bem próximo está a Biblioteca
Pública Josué Guimarães, que merece ampliação de acervo, modernização das
instalações e maior aproximação com a comunidade, depois de muitas mudanças está
instalada na “rua da cultura”, porém, muitos ainda desconhecem a localização desse
espaço de pesquisa e leitura.
Na entrada da cidade encontra-se o Parque do Palácio, área de 9 hectares,
testemunho dos Campos de Cima da Serra, muito utilizado para atrações culturais –
como cinema, teatro de bonecos, música, esculturas, fotografia, literatura, entre muitos
outros – e de educação ambiental. O Parque do Palácio poderia ser incluído na lista do
patrimônio cultural a ser tombado no município.
Ainda no centro da cidade, há outro auditório, com capacidade para 200 pessoas,
fechado desde a mudança de endereço da Escola COOPEC e em breve poderá ter
destinação distinta daquela que já recebeu, porém, segue existindo o espaço que já
abrigou Mostras de Teatro e Festivais da Criatividade do antigo educandário chamado de
Escola Cenecista de Canela. Menos de 100 metros de distância, está localizado o Sky Ville
Hotel, com seu auditório para 400 pessoas que pode ser subdividido com paredes
removíveis por salas menores para eventos de portes diferentes. Trata-se de um espaço
multiúso que vem recebendo espetáculos e eventos de médio porte com conforto bem
no centro da cidade.
O Campus das Hortênsias da Universidade de Caxias Sul (UCS), conta com uma
das mais bonitas casas para espetáculos da cidade, o Auditório da UCS. Apesar de um
palco bastante limitado, mais afeito a palestras, é um local com capacidade para 250
pessoas bem acomodadas e com excelente acústica e visão privilegiada. A UCS também
mantém uma série de oficinas para o público sênior como a de fotografia, que vem
apresentando seus resultados em vários espaços expositivos da Cidade. Também as
oficinas de gastronomia dirigidas à rede pública de ensino municipal asseguram a
presença dos canelenses naquele prédio desde crianças.
Não muito distante, o Grande Hotel, além de ser uma das mais importantes
edificações do acervo patrimonial arquitetônico da Cidade, inaugurado em 1916, primou
por oferecer um serviço conceitual para a época. Hoje, além de seguir com um serviço
impecável, guarda a memória de ser o precursor do turismo na região e dispor de
espaços destinados a exposições e também um salão aconchegante para espetáculos.
Com uma gestão sempre disponível a acolher as iniciativas culturais, há alguns anos, ali
aconteceu o Festival de Monólogos, organizado por Lisiane Berti; o Canela Foto
Workshop; e hoje, ali funciona a sede da SONARTE, uma Escola de Música afinada com
esse tempo e com o público canelense. O Grande Hotel é sempre uma promessa de
inovação e respeito à história.
O Gazebo Cultural é um Centro cultural privado mantido por Neusa e Priscila
Martinotto, mantém uma sala para concertos e palestras, além de um estúdio de
gravações, salas para ensaios e aulas de dança, música e teatro. O Gazebo é um local
onde tudo é possível em se tratando de arte, porque existe o interesse em receber e
acolher quem se comunica através da criatividade. A Escola de Dança Neusa Martinotto
já formou centenas de bailarinas e bailarinos que participam de eventos pelo Brasil, além
de realizar o Festival de Dança Neusa Martinotto nos finais de ano. Fernando Martinotto
mantém uma produtora que atua em eventos importantes na região.
O Hotel Laje de Pedra, desde sua fundação no final dos anos 70, foi um dos
maiores referencias culturais da Cidade. O hotel foi decorado com obras de Vitório
Gheno e mantinha uma galeria de arte com obras de artistas gaúchos. O Teatro, com
seus 300 lugares, recebeu espetáculos de suma importância nacional e era ponto de
encontro entre a comunidade canelense e os visitantes. Sessões de cinema e algumas
apresentações do Festival de Teatro de Bonecos de Canela lá foram realizadas, assim
como o encontro de líderes dos países do Mercosul em 1992. Hoje, o Kempiski/Laje de
Pedra mantém um anfiteatro em um cenário inesquecível do Vale do Quilombo onde o
público pode apreciar a Orquestra Filarmônica Laje de Pedra e depois assistir o
audiovisual imersivo sobre a formação natural da região, visitar a exposição histórica do
hotel e depois conhecer os projetos futuros.
O Estúdio dos Bonecos, do bonequeiro André Guedes, já recebeu temporadas de
espetáculos, oficinas e cursos destinados ao aprimoramento dos artistas de Canela. Ali
também existe uma conexão entre arte e hotelaria, já que a pousada e o estúdio se
unem para receber artistas que vem para apresentações ou novas formações. O mais
tradicional clube social do município, o Serrano, é outro espaço que recebe espetáculos
e onde é realizado o Carnaval de Salão com os Blocos que dançam e desfilam no decorrer
dos bailes, um verdadeiro marco nos festejos carnavalescos. É lá a sede da Escola de
Dança Tenda de Isis, que forma bailarinas e bailarinos com seriedade e profissionalismo.
É perceptível a dedicação a pesquisa na confecção de cada peça de figurino e o
envolvimento das famílias das participantes no evento que encerra o ano de atividades.
O Centro Cultural da DART, de propriedade de Rodrigo Cadorin, durante alguns
anos atendeu mais de 200 crianças e adolescentes em oficinas no turno inverso, e dali
saíram muitos dos artistas que compõem os elencos apresentados pela DART em São
Paulo, Goiás, Minas Gerais e outros centros culturais do mundo, além de preservar o
espetáculo bellepoque GATZZ, em Gramado. Por alguns anos, a DART produziu alguns
espetáculos apresentados no Sonho do Natal que emocionaram o público local e
visitante.
Recentemente mais um espaço ganhou vida em Canela: o Centro Integrado de
Desenvolvimento e inovação de Canela - CIDICA, um centro de desenvolvimento que
dispõe de um belo espaço para apresentações, reuniões e formações. A localização é a
ideal para contemplar a população residente considerando que está na parte mais
populosa da cidade.
O audiovisual sempre esteve presente em Canela, quer seja através da primeira
sala de projeção, o cinema Ideal ou do Cine Marabá que, instalado na Praça João Correa,
foi e agora como Teatro Municipal ainda é a maior referência de casa de espetáculos no
município. A Casa de Pedra, durante alguns anos, manteve exibições de filmes e o
Cineclube permanece ativo projetando filmes que merecem um debate ou uma boa
conversa ao final. Atualmente o Restaurante Magnólia mantém a pequena e confortável
sala Ideal onde acontece a mostra “Cine Conhecimento”. Já há mais de um ano, entraram
em funcionamento as quatro salas do Cine Gracher, que oferecem programação diária
com representantes da sétima arte que fazem boa carreira comercial.
O maior símbolo do audiovisual em Canela foram as projeções na Igreja Matriz
que, diariamente, reunia aproximadamente mil pessoas para assistir um espetáculo
único que servia de estímulo para que turistas tivessem um momento de recolhimento e
rara beleza. A comunidade aguarda pela volta dessa atração neste que é o patrimônio
cultural, edificado com o esforço de toda a comunidade através de doações e serviço
voluntário.
As exibições já aconteceram na Câmara Municipal de Vereadores, durante dois
anos, em uma parceria com o Cine Serra, assim como ficou marcada a experiência da
Mostra Cultural na Periferia e a Mostra (de curta metragens), realizada em 2021 no
Espaço Nydia Guimarães. A Mostra de Curtas produzidos pelos alunos na Escola Neusa
Mari Pacheco ainda está viva na memória de quem participou ou assistiu. Sessões
abertas tiveram lugar no Multipalco e no Parque do Sesi, na Feirinha e no Parque do
Palácio. Atualmente o Gato Preto, além de um espaço para produzir, projeta alguns
filmes, assim como o Pub Capullo, com o projeto Escutarte que oferece uma
programação temática, gerando debates com o público.
Canela, que já foi cenário de abertura de novela e alguns filmes gaúchos dos anos
60 e 70, agora tem suas produtoras de audiovisual, a começar pela “Rádio que se vê”
Clube Fm 88,5, a ANDN e TV SEXATE - uma startup instalada no CIDICA. A imersão
audiovisual exibida no Hotel Laje de Pedra se soma a outras experiências realizadas pelo
Alpen Park com cinema em 5 dimensões. Sem dúvida, os recursos recebidos pelo
Município através da Lei Paulo Gustavo, ainda em 2023, fortalecerão esse setor da
cultura e da economia local.
Em 1999 foi criada uma feira de artesanato chamada Arte na Praça que
funcionava aos finais de semana e gerava grande afluxo de público motivando a
construção de casinhas fixas na Praça João Corrêa. Em seguida, no ano 2000, o
artesanato passou a ocupar a estação de trem e ali funcionou dando vida a um local que
também sediava o Centro de Informações Turísticas e recebia ensaios e oficinas além da
Biblioteca Pública. Após esse período, a feira de artesanato foi transferida para o Parque
do Caracol e construídas as cabanas nos fundos da Casa de Pedra, o único local aberto
atualmente.
De 2003 a 2006, através de um convênio firmado entre Prefeitura Municipal,
SEBRAE e UCS, aconteceu uma ação que ofereceu a noção exata sobre a identidade do
artesanato local utilizando matéria prima como sementes, velas, bonecos e utilitários
facilmente encontrados em Canela. Coube ao SEBRAE orientar sobre a organização
interna, a precificação, a participação em feiras, a diversificação da produção e as
estratégias de comercialização. A UCS orientou sobre a produção e a Prefeitura
Municipal inseriu a produção nos meios de divulgação. Nesse momento, as pessoas
formadas naquele período atuam como monitores dos novos artesãos. Hoje existem três
associações de artesanato além do Coletivo Entre Nós e da tribo Kaingang, que também
produz e comercializa sua arte manual.
Atualmente estão registrados os seguintes profissionais de artesanato: Rosane de
Lima - tecidos; Nilda da Rosa - bonecos e tecidos; Aparecida Corrêa, Neli Kolb e Nelsi
Faes - madeira e patchwork; Niversina Thomas - bonecos; Izabel Ribeiro Dias - madeira;
Juliana Graziola - madeira, vidro e metal; Ires Moraes - bonecas; Studio da Helenara;
Marione Fão - cerâmica e MDF; Isolma Melo - madeira e guirlandas; Lindomar Blauther -
madeira; Elenir Almeida - tecidos; Maria Arnold e Irani Lazaretti - bonecos e tecidos; Tais
Becker - tecidos e bonecas; Marcia Duprat Pulmann - elementos naturais; Marizabel
Viezze; Angélica Comerllate Lucena; Maria Madalena Capeletti Casola; Daiene Cliquet;
Mirian Cristina Nunes Linhares; Nelzi Helene Silva do Nascimento; Edel Ramos; Paula
Basei; Dadá Zambelli; Richelly Garcia Porto; e José Carlos Assumpção da Silva/Zé dos
Passarinhos.
As artes visuais contam com vários espaços expositivos, ainda que careçam de
local adequado, com iluminação, expositores e pessoal técnico habilitado para o cuidado,
comercialização e manejo de acervo e/ou exposições. Em geral, os próprios artistas
necessitam providenciar isso durante a instalação e execução de suas obras.
O Grande Hotel sempre abrigou exposições, e a (extinta) Casa Francesa já recebeu
mostras; enquanto a Casa de Pedra conta com espaço expositivo, ainda que esteja
fechado. O Saguão da UCS vem sendo utilizado para difundir as Artes Visuais, e o Centro
de Informações Turísticas já serviu de local para mostrar a arte canelense. O Espaço 273
já contou com uma sala utilizada como galeria de artes. Os Bancos Banrisul, Brasil e Caixa
Econômica Federal estavam abertos para as artes visuais, bem como a Câmara de
Vereadores, o Parque do Pinheiro Grosso e o Parque do Palácio.
Atualmente, o saguão do Teatro Municipal é usado como espaço expositivo. O
Hotel Laje de Pedra contou com uma galeria de arte, e agora retoma com exposição
sobre o próprio hotel. O Gazebo Cultural promove exposições de diferentes artistas e
temas. A Estação Campos de Canella apresenta mostras de fotografia, pintura e
escultura, além de ser um centro que oferece feiras de artesanato, shows, e um
memorial sobre o trem e outras atrações culturais.
Na área da Fotografia, Erni Zimmermann é a grande referência, e seu filho, que
mantém o estabelecimento, criou as caminhadas fotográficas. Canela acolheu 15 edições
do evento “Canela Foto Workshop”, produzido por Fernando Bueno e pelo Instituto de
Artes Visuais.
Atualmente em Canela estão cadastrados os artistas: André Severo - pintura;
Neusa Hickel - cerâmica; Pausa Krause - performance; Rosa - joalheira; Téti Nygaard -
esculturas em madeira; Beatriz Dagnese - desenho; José Kanan - esculturas em pedra;
Adriano Gloeden - vidro soprado; Marcia (Nêga) da Rosa – fotografia; João Mendes Neto
– fotografia; Beatriz Seibel - pintura; Marione Fão - desenho e cerâmica; Helenara Fão -
cerâmica e esculturas; Marcia Borges - patchwork; Jorge Ramos - retratos e caricaturas;
Fábio Rodrigues - retratos e caricaturas; Kira Luá - cerâmica, pintura e escultura; Denis
Mello - pintura; Estevan Kegler - desenho; Giovana Gobbi - pintura; “Muet” - graffiti;
Diego Port - pintura e graffiti; João "Zotape" Pedro - desenho; Beth Freeze - pintura;
Isabel Porazza - bordado; e Ana Pepper - desenho.
O Folclore de Canela, ainda que não tão diversificado, já contou com o grupo de
danças alemãs Balduíno Boelter, o lendário grupo de Terno de Reis da Família Seibt e o
Terno de Reis do Saiqui. Atualmente, contamos com os grupos de Capoeira Liberdade e
Filhos de Maria, e tem, ainda, o Conjunto Folclórico de Arte e Cultura Os Tapejaras como
seu maior representante.
Alguns eventos marcaram época e seguem vivos na memória local, como os JEP -
Jogos Estudantis da Primavera, a Festa Junina do Colégio Maria Imaculada, a Buzina do
Guiné, O Festival da Serra, os Encontros de Jipeiros, Motociclistas e Carros Antigos, A
Semana do Bebê, o Fórum Infanto Juvenil e o Raízes de Canela, o Ofício de Trevas, a Feira
do Livro Josué Guimarães, Sabores de Canela, Canela Mostra Tudo, as Feiras do Borjão e
Via Sacra pelas ruas do centro da cidade.
A Festa Nacional da Música, criada em 1985, e depois batizada de Festa do Disco,
conduzida pelo jornalista Fernando Vieira, que contava com a canelense Zanza na
produção, até 2015 trouxe para o palco de Canela os mais importantes nomes da música
brasileira daquele período: Cazuza, Roberto Carlos, Beth Carvalho, Lobão, Alcione, Barão
Vermelho, Emilio Santiago, Djavan, Ivan Lins, Fafá de Belém, Erasmo Carlos, Oswaldo
Montenegro, Moraes Moreira, entre outros.
Permanecem vivos os eventos Sonho do Natal, a Festa Colonial, a Semana
Farroupilha, o Desfile de Sete de Setembro, a Cavalgada das Mulheres, as Romarias de
Nossa Senhora do Caravaggio, o Café dos Homens na comunidade Evangélica São João, o
aniversário de Canela, a Semana Santa e a Festa de Nossa Senhora de Lourdes.
A cultura popular tem no carnaval de rua seu maior representante e, por isso,
foram criadas as Ligas Independente e Carnavalesca de Canela, acolhendo os blocos Só
Falta Você, Saimo Sem Querê, Charanga do Boleia, Sebo nas Canelas, Bloco dos 11, Bloco
dos Orquis, Inimigos do Ritmo, Bloco Faz Que Bebe, Bloco dos Inesquecíveis, Bloco Ali
Bebeu e os 40 Bebuns, Bloco Los Fantasmas e o Bloco dos Artistas. Mas foram os
carnavais de salão, realizados no Clube Serrano, Clube Tricolor, Clube Primavera e SESI
que deram origem a essa expressão festiva.
O tradicionalismo sempre esteve representado em Canela através do CTG
Querência, do Rodeio Crioulo e da Semana Farroupilha. Há mais de 30 anos a
Churrascaria Garfo e Bombacha, com seu costelão e suas apresentações artísticas
apresentam a cultura tradicional gaúcha aos turistas. Atualmente o Fundo da Grota
Churrascaria segue a linha de apresentação artística com o Grupo Retruco, que já se
transformou em um respeitado símbolo de preservação da dança e das tradições
gaúchas na serra.
Em 2023, o movimento tradicionalista se mostra fortalecido em Canela com a
presença dos CTGs Querência, Porteira da Lajeana, Eron da Rata, Estrela Serrana,
Campeiros do Rio Grande, Tropeiro Serrano e os Piquetes de Laçadores Rincão das
Hortências, Saiqui, Lago Verde, Verde dos Pampas, Poncho Serrano, Recanto dos Amigos,
Bandeira dos Fortes, Zezé Cardoso, Rancho Rodrigues, Serra e Fronteira, Presilha Serrana,
Garrão de Potro e o DTG Renascer Gaúcho. Além deles outras sete escolas mantém DTGs
– Departamentos de Tradições Gaúchas.
A leitura tem na Biblioteca Pública Josué Guimarães o seu maior alicerce, ainda
que após passar por vários locais, permanece com baixíssima visibilidade. Nos últimos
anos, Canela foi presenteada com a Biblioteca de Miguel Reale Junior, especializada em
livros de direito e com a biblioteca foi inaugurada a Biblioteca Vivências do Centro
Comunitário Leodoro Azevedo. A Biblioteca Móvel do SICREDI circula eventualmente
pelas escolas e O Clube do Livro de Canela, projeto independente criado em 2011 e em
funcionamento ininterrupto, acontece todo mês de forma online e presencial, com
acesso gratuito e, eventualmente, com participação de autores nacionais e
internacionais nos debates. Existem outros projetos literários no município, como a
promoção de ações culturais pela Biblioteca da Feirinha Orgânica, aos sábados; a Oficina
Santa Sede, que já formou 8 turmas e lançou 3 livros de crônicas; a Estação Literária, na
Estação Campos Canella, onde é possível retirar livros gratuitamente, sem necessidade
de devolução.
O Slam Desperta e o Lírica da Ruas, coordenados por Hana Ariel e Jéssica
Gonçalves, aliam poesia urbana autoral falada e realizaram diversos encontros e
campeonatos, levando poetas à competição estadual.
Dos autores, o mais conhecido a nível nacional é Josué Guimarães, que adotou
Canela como sua morada e aqui ficou a família após sua partida. Além dele, Lisiane Berti
conquistou a atenção do público estadual com seus textos para teatro. Em textos
científicos-acadêmicos, Judith Martins-Costa, Miguel Reale Jr., Arno Kern e vários outros.
Ainda, alguns autores de prosa e verso são: João Pedro Wapler, Fernando Gomes, Izabel
Porazza, Ana Alves, Ana Rocha, Gildo Oppitz, Márcio Cavalli, Maria Eduarda Novaes
Guerra, Marcelo Veeck, Mauricio Salvador, Olmiro Boeira dos Reis, Vitor Hugo Travi,
Cecilia Aranalde Lamas, entre outros.
O evento literário oficial da cidade, a Feira do Livro Josué Guimarães, que
realizava a exposição do Jovem Escritor Canelense, teve 22 edições até ser interrompida
em 2018.
Há ainda outras iniciativas, como o Canela Lendo + (2019). O comércio de livros
em Canela se dá nas Livrarias do Empório, Star Vídeo, no Bazar Arco Iris o no Sebo
Virando a Página (virtual).
Na cidade está sediada, desde 2020, a Editora Escrita Criativa, que possui em seu
catálogo uma dezena de livros infantis. A Gráfica Ka&Lá atende alguns autores com
produção de suas obras literárias.
A memória, os museus e o patrimônio parecem esquecidos de políticas públicas e
enquanto isso a comunidade se organiza para suprir lacunas importantes. Assim nasceu
o Memorial Canela, em 2022, com o objetivo de preservar a memória da Cidade, que
conta com imprescindíveis e importantes acervos particulares de Olmiro Boeira dos Reis,
Marcelo Weeck e Márcio Cavalli, além do Centro de Memória e do Trabalho.
O acervo do Museu do Disco se perde em algum local público e o Arquivo Público
Municipal carece de tratamento adequado. Na área turística, o município conta com os
Museus da Moda, do Automóvel, dos Beatles, Egípcio, do Terror, da NASA, do Caminhão,
do Ferro, dos Bonecos e da Mágica, porém, centros de preservação da memória que
estão conectados com a história de Canela, são: o Castelinho, com seu estilo construtivo
e a preservação de iguarias locais; assim como o Mundo a Vapor, que apresenta um
período da história que assegurou o desenvolvimento de Canela.
Canela conta com um inventário do patrimônio histórico e cultural onde a Igreja
Matriz é seu maior símbolo, sendo seguida pela Igreja Luterana que está sendo
restaurada e permanece belíssima em sua arquitetura original, e a Igreja Batista que
também está preservada de forma intacta. O modelo construtivo do Castelinho, no
caminho para o Caracol, assegura um espaço ímpar para essa edificação, que conta com
a casa da Vovó Ivone no acervo daquela região. No outro extremo de Canela está o
Casarão dos Wortmann, no Canelinha, e o Casarão dos Opitz. Na região central, o Clube
Serrano permanece vigente e imponente sabendo adaptar-se aos novos tempos sem
perder as características construtivas, enquanto a sede inicial do CTG Querência sofre
ameaça de demolição a qualquer momento, e a sede do Esporte Clube Celulose, de
propriedade do Município, está em franco abandono. O Grande Hotel, que permanece
intacto em sua característica original, a Casa de Pedra e o Cine Marabá, hoje Teatro
Municipal.
Os monumentos que caracterizam nossa cultura contam com o busto de Salvador
Célia – o entusiasta do Festival de Teatro e criador da Semana do Bebê em justa
homenagem, a Estátua da Mãe nas proximidades da Casa de Pedra. Sem dúvida o
monumento das Mãos Juntas no santuário de Nossa Senhora do Caravágio é imponente
e o registro de uma época, assim como o busto de João Corrêa, na praça de mesmo
nome, que homenageia o fundador nas proximidades da Carta Testamento de Getúlio
Vargas.
Na RS 235, que liga Canela a Gramado, existe um acervo importante de
monumentos, como o do Mercosul, que marcou a criação desse tratado de união
econômica e cultural inaugurado pelos presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai e
Paraguai. Na mesma rota é possível vislumbrar no canteiro central os monumentos do
Rotary, Lyons, Irmãos Maristas e da União dos Povos. Mais recentemente, o
empreendimento da Havan implantou uma réplica da Estátua da Liberdade, e o Parque
temático da NASA implantou um foguete na parte frontal.
Enquanto a residência de verão do Governador, ladeada pelo Solar dos Sopher,
são edificações que permanecem bem conservadas e cumprindo o objetivo para que
foram implantadas em Canela, é possível verificar que as ruínas do Cassino estão
abandonadas à própria sorte.
O patrimônio imaterial conta com a Festa de Caravaggio; o hino de Canela,
composto por Dilmo Oppitz; o jantar dos Namorados da Comunidade Evangélica, onde
também acontece há mais de 10 anos o Café dos Homens.
No patrimônio material são imprescindíveis de registro o Parque Nacional da
Floresta do IBAMA; o Parque da Ferradura, atualmente ocupado pela Skyglass; o Parque
do Caracol, recentemente concedido para a iniciativa privada; o Parque do Pinheiro
grosso, que está abandonado; e o Parque do Lago, um dos pontos de encontro e reunião
da comunidade canelense.
O Cinema Ideal, inaugurado em 29 de dezembro de 1928, foi a primeira sala de
exibições, apenas dois anos depois de Canela ter sido decretada como 6º Distrito de
Taquara. Em 1934, nasce o Cine Theatro João Corrêa, que inicialmente não obteve muito
sucesso apesar de a sirene tocar para anunciar ao público que naquele dia haveria
sessão (fonte livro Canela por muitas razões de Antônio Olmiro dos Reis, Pedro Oliveira e
Marcelo Veeck). Logo depois passou a ser um empreendimento altamente lucrativo e
assim, em 1957, nasce o novo prédio do Cine Marabá, hoje Teatro Municipal. A
programação de cinema foi o grande atrativo cultural de Canela por muitos anos,
fazendo com que os turistas considerassem a possibilidade de vir a Canela porque aqui
havia um cinema. Depois, a Casa de Pedra sediou exibições por alguns anos e o Laje de
Pedra manteve uma sala para a projeção da sétima arte.
Outras iniciativas do audiovisual aconteceram em Canela como a Mostra de
Curtas da Escola Neusa Mari Pacheco, que por mais de 10 anos exibiu as produções dos
alunos que também puderam assistir cinema projetado na Câmara Municipal de
Vereadores numa parceria com o Cine Serra. No Espaço Nydia Guimarães onde
aconteceram projeções em 2021 assim como no Parque do Palácio, Multipalco e Parque
do SESI, além da Mostra Cultural da Periferia que teve cinema e fotografia como
atrações. Atualmente, as quatro salas de projeção da Havan - conhecidas como Cine
Gracher - oferecem uma programação de cinema comercial que tem atraído expressiva
quantidade de público.
O audiovisual não se deteve apenas ao cinema, e assim foi criada a projeção
utilizando a Catedral de Pedra como cenário. O Hotel Laje de Pedra mantém uma
projeção imersiva em cinco dimensões, que emociona por ver ali projetada a história da
formação geológica da Cidade e dos grandes momentos do próprio hotel.
Uma área que começou a se desenvolver nos últimos anos, e que já demonstra
maturidade e energia é o audiovisual, que já conta com empresas produtoras locais, e
agora com a Lei Paulo Gustavo, deverá receber um aporte significativo de recursos,
ficando ainda mais fortalecida. Atualmente ANDN, Clube FM, Gato Preto e TV Sexate,
mantém propostas de produção audiovisual profissional. O projeto Escutarte, que tem o
Pub Capullo como cenário, se une ao Gato Preto, que também exibe filmes, assim como
a aconchegante Sala de Cinema Ideal do Restaurante Magnólia oferecem atividades
permanentes.
Para muitos deve permanecer a impressão de que o teatro em Canela nasceu com
o Festival, porém existem registros de que Qorpo Santo, o precursor do teatro do
absurdo no Brasil, há mais de 100 anos fazia uma excursão, com uma troupe teatral
originária de Santo Antônio da Patrulha pelos campos de cima da serra. Na certa deixou
seguidores dessa arte por aqui. Nos anos 60, no Colégio Maria Imaculada os Irmãos
Mário e Albino, apaixonados pela arte teatral, conduziam os alunos a conhecer textos
clássicos. Na mesma época, veio viver em Canela o Dr. Esmeraldo Mendes Pereira, que
além das artes marciais era um conhecedor do teatro e gostava de produzir algumas
peças.
O Teatro Teleco, vindo de Novo Hamburgo, se instalava nas proximidades do
prédio do Correio na rua Dona Carlinda, e ali permanecia por alguns meses com a casa
sempre lotada para um público afeito ao teatro de repertório que apresentava comédias
de costumes ou melodramas que posteriormente tiveram espaço na Rádio Clube de
Canela. Em 1979, o Brasil vivia a euforia da nova lei que regulava a profissão de artista e
foi em uma lona de circo instalada na entrada do Parque do Palácio que aconteceu o
Congresso Brasileiro de Artes Cênicas, organizado por atores e atrizes gaúchos com a
presença de dezenas de atores e atrizes de todo o Brasil, hospedados no Hotel da Colina,
frente às ruínas do Cassino. Ali se firmaram os compromissos com os Sindicatos
inspirados em um grupo de atores cariocas liderados pela atriz Vanda Lacerda. Dali
nasceram as ideias das Casas dos Artistas que abrigam profissionais das artes cênicas
idosos.
Em 1987 nascia o Festival de Teatro de Canela, com base na produção
comunitária, estimulado pelo então secretário da Cultura do Estado do RS, Carlos Jorge
Appel, um entusiasta de tudo que foi produzido em Canela. O Festival nascia com grupos
amadores existentes nos bairros Canelinha e Santa Marta e depois se proliferou por
todos os bairros da Cidade com alguns do centro ligados a Escolas e inclusive um
“Taquarão”, que nasceu com universitários que viajavam diariamente a Taquara para
estudar na FACCAT. O Festival cresceu e começou a receber grupos do Brasil inteiro em
suas duas semanas de programação, com lotação todos os dias. O que havia de melhor
no Brasil vinha para Canela no evento que foi produzido pela Fundação Cultural de
Canela, uma organização criada para apoiar o poder público na gestão de eventos,
presidida inicialmente por Nydia Guimarães, a grande benfeitora das artes em Canela. É
possível dizer que a cultura em Canela se divide em duas: antes da Nydia e após a Nydia.
Anualmente a Secretaria de Educação do Estado oferecia um curso de arte
educação (teatro, música, dança, artes visuais e cinema) às dezenas de professores de
todo o Rio Grande do Sul, e assim muitos se estabeleceram por aqui, gerando um
movimento teatral que criou a ATECA – Associação de Teatro de Canela, que organizou
algumas atividades e chegou a ter mais de 100 associados. Nessa fase, nasceu o
FESTICAN, organizado pela diretora Clarice, precocemente falecida; o Festival da Escola
Neusa Mari Pacheco; o Festival da Criatividade da Escola Cenecista, liderado por Glenda
Wiezzer; o Festival Escolar de Teatro, promovido pela Secretaria Municipal de Educação;
o Festival de Monólogos, organizado pela Lisiane Berti - inicialmente em Gramado - que
terminou antes da pandemia no Grande Hotel, em Canela.
Sem dúvida o grande evento, em se tratando de projeção, foi o Festival de Teatro
de Bonecos de Canela, que acontecia em Caxias do Sul e que, por interferência de Carlos
Appel veio, para Canela e daqui não saiu mais até se transformar em Bonecos de Canela,
liderado pela incansável Marina Gil que fez desse, um evento de porte internacional.
Deixou de acontecer pela falta de interesse dos financiadores e alguma fragilidade na
estrutura da Fundação Cultural, que acabou encerrando as atividades.
O momento é diferente e a produção diminuda, porém alguns seguem
trabalhando com afinco como o teatro lambe-lambe Olho Mágico; o casal Daiene e Cesar
Cliquet, com os bonecos; as aulas nos projetos sociais Padre Franco, no bairro Santa
Marta; no Vivências, na Associação Leodoro Azevedo; e no Instituto Floribal. Liziane
Berti, mesmo com o fechamento das oficinas da DART, segue ministrando cursos e
formando atores e trabalhando com pessoas que queiram se expressar através do teatro
assim como a Escola Experimental de Teatro no Gazebo Cultural, sob a liderança de
Marco Aurélio Alves, que também conduz o projeto A Cena da Escola, mantido pela
Secretaria Municipal de Educação.
A dança tem no Festival da Dança Neusa Martinotto, todos os finais de ano, um
coroamento do processo de aprendizagem de mais de uma centena de bailarinos e
bailarinas que encenam um espetáculo de beleza e profissionalismo ímpar. A Tenda de
Isis (que funciona no Clube Serrano) é outra iniciativa de formação profissional que
também apresenta um espetáculo de rara beleza e cuidado todos os anos. O Studio
Pasito também ensina a arte da dança, e já contou com Marilda Mengue entre as
profissionais dedicadas à arte.
Quando se pensa nos casamentos dos anos 60 e 70, vem à memória as tortas que
Dona Waslinda Gil produzia e decorava como verdadeiras obras de arte. Junto com outra
doceira, Nair Mazzochi, formavam equipes para os festejos de Caravágio e tornavam o
ritual religioso mais saboroso. Dona Nair deixou a filha Walquiria e a nora Marcia
preparando os quitutes, que hoje são comercializados no Mercado e Açougue Gallas.
Ainda em 1947, dona Irene Brentano começou na arte dos doces e até hoje seus
descendentes seguem servindo as receitas por ela criadas na Confeitaria Serrana. A
doceira Neusa Raymundo fez história desde a abertura do Hotel Laje de Pedra, no
começo dos anos 80, com um buffet de sobremesas que marcava a passagem pelo
Restaurante do Hotel levando a fama para além fronteiras.
Talvez por essa influência, em 1985 a doceira, Marta Saul abriu em sua casa, a
Confeitaria Marta, onde ainda hoje é possível consumir o sabor de Canela, que também
é possível ser encontrado no aftestrudel do Castelinho, a caminho do Parque do Caracol,
onde também está o churrasco na vala do Garfo e Bombacha, que já se tornou uma
tradição para os visitantes. O inconsciente coletivo está povoado pela presença de
sabores que aquecem o inverno de Canela e, talvez por isso, a rede gastronômica sempre
foi rica e diversificada, a começar pelo Turis Restaurante, que ficava no subsolo da
Rodoviária, onde por mais de 30 anos Dona Nira Bonatto preparava os
acompanhamentos do churrasco ali servido.
Jacques Brierre que, em 1948, começou o cultivo da uva do mesmo modo que era
produzido na França, criou a vitivinícola Jolimont, que hoje é uma marca respeitada e
bastante difundida, mantendo os padrões de qualidade que também são uma marca da
Cachaça de Alambique Flor do Vale, também instalada no Morro Calçado.
Os biscoitos serranos têm tradição, mas os proprietários da Dauper Biscoiteria
estudaram panificação nos Estados Unidos, e foi por essa influência que, em 1988,
começaram a produzir a versão dos famosos cookies em Canela, e hoje já possuem uma
grande fábrica e duas lojas na Cidade. Mas a tradição de pães e bolos começou com os
irmãos Saul, que trabalhavam nas madrugadas para que cedinho o pão fresco estivesse
na porta dos canelenses.
Está posto o desafio de avançar na construção de novas etapas: reinventar o que
existe, revigorar o ânimo da população, agilizar o setor público, consolidar e aperfeiçoar
as conquistas. O desafio dos próximos dez anos deve estar pautado na profissionalização
da gestão pública e da iniciativa privada, sem descuidar da democratização no acesso aos
bens e serviços culturais, em especial para a periferia e área rural, da inclusão, da
acessibilidade e da inovação, assegurando desenvolvimento humano, social e
econômico.
A capoeira também teve um destaque importante na cidade. Em 1986, Mestre
Ferro Velho, discípulo de Mestre Sergipe, trouxe a capoeira para Gramado, onde Mestre
Birinha começou a estudar em 1987. Após a saída de Mestre Ferro Velho em 1988,
Mestre Birinha assumiu o papel principal e fundou o Grupo de Capoeira Liberdade em
1990. Entre 1988 e 1990, realizaram o Festival de Teatro de Bonecos e apresentações
públicas de Capoeira Angola, que contribuíram para a diversidade cultural de Canela. Em
1994, Mestre Birinha iniciou aulas na Academia do Mestre de Taekwondo Leandro
Godoy, na Sociedade Recreativa e Cultural Primavera, tornando-se um ponto de
encontro para capoeiristas. No ano 2000, Mestre Birinha lançou um projeto social na
escola SESI para alunos com deficiência auditiva, expandindo suas aulas para a Escola
Estadual Neusa Mari Pacheco. Entre 2000 e 2003, capacitou-se com Mestre Índio na
Bahia e participou de intercâmbios na Dinamarca. Em 2005, iniciou o projeto social "Guri
Legal", que em 2013 foi renomeado para CRAS, continuando até hoje com aulas
ministradas por Instrutor Mano. Atualmente, a capoeira se expandiu para diversos
bairros e escolas em Canela, com vários projetos ativos até 2024, incluindo no Centro
Social Padre Franco e no Gazebo Cultural.
Art. 3º Fica modificado o texto atinente a “operacionalização do plano” junto
ao anexo único do presente projeto de lei, o qual passará a ter a seguinte
redação:
OPERACIONALIZAÇÃO DO PLANO
Para operacionalizar o Plano Municipal de Cultura, criado através da Lei Municipal, as seguintes
ações foram apoiadas ou implementadas pelos agentes envolvidos em sua elaboração, em conjunto com
os diversos atores do setor de cultura, de modo a superar os desafios e atingir os objetivos e as metas
estabelecidas.
Para a sua execução, se estabelecerá a rede municipal da cultura com atribuições definidas na
Conferência Municipal de Cultura.
Folclore
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de
financiamento
01. Fortalecer a
cadeia produtiva do
carnaval
Criação de editais
específicos para essa
área
Liga Carnavalesca de
Canela com o apoio
do poder público
Curto prazo Alinhamento com
projetos federais
existentes. Recursos
públicos e privados.
02. Retomar a
realização do
carnaval de rua
Movimentar os
blocos a partir dos
hotéis, bairros e
projetos sociais
Liga Carnavalesca de
Canela, Poder Público
Municipal
Curto prazo Recursos públicos e
privados
03. Promover
pesquisas e
divulgação sobre a
história, etnias,
manifestações de
culturas populares, o
folclore e a
identidade local
Abrir edital específico
para essa área
CTGs, grupos
folclóricos, Memorial
Canela
Curto prazo Fundo Municipal da
Cultura, editais
estaduais, FUNARTE,
Fundação Palmares.
04. Inserir o folclore e
as culturas populares
na formação dos
professores e alunos
Nas formações
continuadas aos
professores
Secretaria Municipal
de Educação
Curto prazo Recursos da educação
05. Promover eventos
de projeção folclórica
Inserir no calendário
de eventos municipal
Termo de Fomento
ou Colaboração com
organização do
terceiro setor
Curto prazo Recursos privados e
públicos
06. Fomentar o
folclore e as culturas
populares com foco
na inclusão,
resgatando a
identidade local
Inserir nos programas
sociais
Termo de Fomento Curto prazo Recursos do
Ministério do
Desenvolvimento
Social
07. Repensar a Praça
João Correa como
espaço de identidade
comunitário sem
descartar a supressão
de monumentos
alheios a identidade
local
Promover estudo
com arquitetos da
Secretaria de Meio
Ambiente,
Urbanismo e
Mobilidade Urbana
recuperando a
identidade local
Secretaria Municipal
de Meio Ambiente,
Urbanismo e
Mobilidade Urbana
Curto prazo –
Imediato
Secretaria Municipal
de Meio Ambiente,
Urbanismo e
Mobilidade Urbana.
08. Incentivar que o
turno inverso, esteja
focado no fomento
atividades vinculadas
a identidade, ao
folclore e culturas
populares.
Programar oficinas
sobre esse setor
Secretaria da
Educação lançando
edital para empresas
ou organizações do
terceiro setor
Curto prazo Secretaria Municipal
de Educação
09. Promover cursos,
seminários, oficinas
sobre o folclore e sua
importância na
identidade local.
Inserir esses temas
na proposta de
formação anual
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura
Curto prazo FUNARTE, Ministério
Público, Ministério da
Cultura e SEDAC
10. Estimular a
participação de
grupos folclóricos nos
eventos turísticos
Contratar os
folcloristas para
mostrar seus
trabalhos nos
eventos
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura
Curto prazo Patrocinadores
11. Preservar a
hortênsia como a flor
de identidade local
Secretaria de Obras,
através do setor de
paisagismo, estimular
o plantio
Secretaria Municipal
de Obras
Curto prazo -
imediato
Próprios do poder
público local
12. Implantar praças
temáticas sobre
flores e vegetação da
região
Secretaria de Obras
através do setor de
paisagismo
Secretaria de obras Médio prazo Financiamento do
Ministério das Cidades
Artes Cênicas
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de
financiamento
01. Fomentar a
formação, a pesquisa
de novas linguagens,
o intercâmbio local,
regional e estadual, a
realização de
residências artísticas e
promover a fruição
Através de
intercâmbios com
outros polos
produtivos
Sociedade civil Dois por ano Editais
02. Implantar políticas
públicas de utilização,
manutenção e
implantação de
espaços cênicos
tradicionais e não
tradicionais, públicos
e privados
Listando os
equipamentos
necessários,
contratando
consultoria objetivando
a melhor execução da
proposta
Secretaria Municipal
de
Turismo e Cultura
Curto prazo
Fundo Municipal de
Cultura
03. Incentivar a dança,
o teatro, os bonecos, a
mágica e o circo
Através de festivais,
mostras e
apresentações nos
espaços culturais, na
periferia e área rural
assim como o projeto
Invasão cultural
Secretarias
Municipais de
Turismo e Cultura,
Educação, Assistência
Social
Médio
prazo
Recursos públicos
municipais, estadual e
federal, iniciativa
privada
04. Estimular a criação
de cursos e escolas de
dança, teatro e circo
para adultos e idosos,
criar a escola de artes
para adolescentes,
jovens, adultos e
idosos, a escola
técnica de artes e
ofícios para os
profissionais do setor
Instigando a
participação de
adolescentes, jovens,
adultos e idosos, em
especial a população
mais vulnerável ou
com deficiência; na
escola de artes e
ofícios dando ênfase a
parte técnica, a
produção,
comercialização,
criação de MEIs, CLT
registro profissional e
direitos autorais;
estimular parcerias e
projetos com SATED,
Universidades e
outras entidades
formadoras;
aproveitar o turno in
verso para formação
de roteiristas,
iluminadores,
cenógrafos,
maquiadores,
dramaturgos,
produtores
Secretarias
Municipais de
Educação, Turismo e
Cultura, Assistência
Social, ACIC, UCS, e
outras universidades
Curto prazo
Poder público, LIC
estadual e federal,
iniciativa privada
05. Retomar a
realização dos
Festivais de Teatro de
Canela e dos Bonecos
de Canela
Abrindo edital de
fomento ou
colaboração ou
cooperação através da
Lei 13.019/14
Secretaria Municipal
de
Turismo e Cultura,
organizações da
sociedade civil
Curto prazo
Recursos públicos
municipais, Leis de
Incentivo Estadual e
Federal, inciativa
privada e editais
06. Retomar e
fortalecer a realização
do Festival de Teatro
Estudantil, com cenas,
esquetes, bonecos,
aproveitando, em
especial, as escolas de
turno integral
Aproveitar o projeto a
Cena da Escola para a
retomada, termo de
fomento
Secretaria da
Educação, empresa
contratada ou
organização da
sociedade civil
Curto prazo
Recursos públicos
municipais, Leis de
Incentivo estadual e
Federal, inciativa
privada
07. Fomentar
produções das artes
cênicas que
apresentem aspectos
do desenvolvimento
humano, do
autoconhecimento e
das temáticas locais
com a população
vulnerável
Através de ações de
promoção da saúde,
de prevenção em
saúde mental, de
promoção da
cidadania e do
trabalho
Secretarias
Municipais da
Saúde e da
Assistência Social
Médio prazo Recurso federais
08. Fomentar espaços
de discussão e debates
sobre artes cênicas
Gerar debates após
espetáculos
Comunidade
cultural
Médio prazo Sem custos
09. Criar Festival de
Dança estudantil,
amador e profissional
Através de
chamamento público
pela Lei 13.019/14
Organizações do
terceiro setor,
Secretarias da
Educação, Turismo e
Cultura
Médio prazo
Leis de Incentivo
Federal e estadual,
editais
Artes Visuais
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de
financiamento
01. Desenvolver um
programa específico
para o
estabelecimento de
parcerias entre o
sistema público e o
privado, para fruição
da produção local.
Criando uma Lei de
Incentivo.
Conselho Municipal
de Cultura e
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura.
Curto prazo Recursos públicos e
iniciativa privada.
02. Implantar um
sistema de controle e
estímulo à utilização
dos espaços públicos
expositivos,
destinados à artistas
locais.
Criando uma
regulamentação e
uma agenda de
exposições.
Conselho Municipal
de Cultura e
Secretaria Municipal
de Turismo e
Cultura.
Curto prazo Sem necessidade de
recursos.
03. Utilização de
pontos turísticos para
exposições.
Criando um cadastro
de projetos para
eventos turísticos,
com exposições de
arte em suas mais
diversas áreas.
Setor público e
privado.
Curto prazo Editais, fundo
municipal de cultura,
setor privado, leis de
incentivo, e fundo
estadual e federal.
04. Promover eventos
de artes visuais, em
nível nacional.
Convocando artistas
locais e de outras
regiões, através de
editais, registrando o
ambiente, paisagem,
patrimônio cultural e
diversidade étnica.
Setores público e
privado, além da
associação do setor
artístico.
Médio prazo Editais, fundo
municipal de cultura,
leis de incentivo,
fundo estadual e/ou
nacional.
05. Estimular a
produção fotográfica
como forma de
comunicação, e
preservação.
Promover exposições,
formações e editais
com essa finalidade.
Setor público e
privado.
Curto prazo Editais, fundo
municipal,
FUNARTE, leis de
incentivo e fundo
estadual.
06. Promover
exposições com
artistas de outras
regiões, residências
artísticas, mediações
e eventos curatoriais.
Inserindo Canela no
circuito nacional de
artes, o que trará
atenção ao
município.
Secretaria de
Turismo e Cultura.
Longo prazo Fundos estadual e
nacional de cultura,
leis de incentivo e
iniciativa privada.
07. Promover
exposições
itinerantes.
Exposições que
ocorram no centro e
nos diversos bairros
da cidade.
Secretaria de Turismo
e Cultura.
Médio prazo Fundos de municipal
de cultura e leis de
incentivo.
08. Implantar um
espaço virtual para
comunicação em
artes visuais.
Criando uma galeria
virtual que também
sirva como uma fonte
de informação sobre
editais e um meio de
divulgação da
produção artística
local.
Assessoria de
Comunicação
Social e Secretaria de
Turismo e Cultura.
Curto prazo Fundo municipal de
cultura, setor privado
e setor de
comunicação.
09. Promover eventos
do setor
de artes visuais.
Retomar o caminho
das artes; promover
eventos com artistas
na páscoa e natal;
criação da Feira das
Artes na Praça João
Corrêa, Parque do
Lago
e Parque do Palácio;
promover o Festival
de
Artes Urbanas e
Ecológicas.
Produtores, ONGs,
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura,
iniciativa privada.
Médio prazo Fundos municipal,
estadual e federal;
recursos privados e
do turismo; leis de
incentivo.
10. Criação do Atelier
Livre Municipal.
Criar espaço junto ao
futuro Centro
Cenotécnico, para a
produção, formação e
curadoria de acervo e
material expositivo.
Secretaria de
Turismo e Cultura
parcerias com
Assistência
Social, Saúde e
associações de
bairros.
Longo prazo Licitações, leis de
incentivo, fundos de
cultura, recursos
privados.
11. Criar legislação
específica para
inserção de obras de
arte em espaços e
edificações públicas e
privadas.
Elaborando projeto
de lei.
Secretaria de
Governo,
Procuradoria
Jurídica e Câmara
Municipal de
Vereadores.
Curto prazo Fundos municipais e
privados.
12. Articular
instituições para
parcerias.
Gerar
intersetorialidade,
com ênfase na
educação e na
assistência social,
criando oficinas,
gerando renda, e
desenvolvendo a
economia criativa.
Artistas, Prefeitura,
ACIC, Sistema S, UCS
e associações sem
fins lucrativos.
Médio prazo Recursos públicos e
privados, editais e leis
de incentivo.
13. Fomentar a
aquisição de obras de
arte de artistas locais.
Aquecer o mercado
interno, criando
medidas que façam
hotéis, bancos,
restaurantes e etc,
adquirirem obras de
artistas locais.
Artistas, ACIC,
Prefeitura e poder
público.
Curto prazo Recursos privados.
14. Criação da
Pinacoteca
Municipal.
Criando um acervo de
arte canelense,
Contratando
curadores, definindo
um espaço físico, e
fomentando às artes
visuais, através de
exposições, eventos e
editais.
Secretaria de
Turismo e Cultura,
poder público,
Secretaria Estadual
de Cultura.
Longo prazo Fundos Municipal e
estadual de Cultura,
leis de incentivo,
recursos
públicos e privados.
15. Qualificação Qualificar espaços
expositivos, capacitar
a criação de projetos,
fomentar a criação e
formação através de
cursos, promover
oficinas e palestras.
Secretaria de
Turismo e Cultura,
UCS, Sebrae.
Médio prazo Recursos públicos e
privados, editais e leis
de incentivo.
16. Incentivo e apoio
para cadastro em
editais.
Criar sistema
municipal de
consultoria para
apoio técnico e
assessoria jurídica,
para participação ou
prestação de contas
em editais.
Contabilidade,
Secretaria de Turismo
e Cultura.
Curto prazo Recursos municipais.
Audiovisual
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de
financiamento
01. Promover o
Município como polo
audiovisual
incluindo a realização
de
eventos no setor
Feiras voltadas a
jogos eletrônicos,
festivais, mostras –
em especial a mostra
anual de curta
metragens e eventos
de fomento e
divulgação da
produção local
envolvendo a região e
estado e assim
provocar interfaces
com outros setores e
polos produtivos;
incentivar startups de
produção abrindo
mercado de
expansão.
Prefeitura deverá
lançar editais de
colaboração através
de chamamento
público
CIDICA e seus
parceiros.
Empresas parceiras
da área de produção
audiovisual.
Médio – longo prazo Recursos públicos,
iniciativa privada e
leis de incentivo. Lei
Paulo Gustavo.
02. Assegurar a
existência de espaço
para exibição
audiovisual
Assegurar a
existência de espaço
para exibição
audiovisual, de forma
regular, promovendo
programações
atrativas ao público
em geral e a escolas
de forma
descentralizada,
inserindo sessões
gratuitas para a
população de baixa
renda;
Estabelecer parcerias
com empresas de
turismo para facilitar
o deslocamento da
comunidade escolar
até os espaços de
exibição;
Estimular a
divulgação da
produção local
através de cineclubes
e o debate sobre
temáticas do setor
conscientizando
sobre a valorização
das produções locais,
promover exibições
em praças e parques
facilitando o acesso
ao público.
SESI, SESC, Secretaria
da Educação
Secretaria do Turismo
e Cultura
Empresas de turismo,
Cineclube.
Médio prazo Parceria público
privada e leis de
incentivo. Lei Paulo
Gustavo.
03. Estimular a
produção artística
audiovisual
A partir da
problemática local,
através do
conhecimento do
repertório existente
inserindo jovens no
universo profissional
audiovisual,
desenvolver
formação
permanente,
priorizando o público
adolescente e jovem,
através de oficinas e
cursos
profissionalizantes de
arte digital,
programação e
locução na área
central e periferia;
direcionar políticas
de capacitação
audiovisual a pessoas
com baixa renda
abrindo também,
cotas, para mulheres,
negros e indígenas
em todos os projetos
com recursos
públicos; desenvolver
projetos envolvendo
pessoas com
deficiência motora,
intelectual, visual e
auditiva; implantar
legislação municipal
prevendo legenda
obrigatória em todos
os filmes exibidos no
município
Escolas,
Departamento de
Cultura, Secretaria do
Desenvolvimento
Econômico,
Secretaria de
Educação e vários
outros setores além
da iniciativa privada
através de termos de
fomento. APAE.
Médio e longo prazo Lei Paulo Gustavo,
IECINE, ANCINE,
Secretaria da
Educação,
Ministérios, Leis de
Incentivo à Cultura.
04. Manter e
fortalecer os espaços
públicos existentes.
Assegurar que a Casa
de Pedra, Espaço
Nídia Guimarães,
Teatro Municipal
estejam destinados
para a exibição
audiovisual e de
outras artes.
Prefeitura Municipal
de Canela, Secretaria
de Turismo e Cultura.
Curto prazo Recursos públicos
municipais, Leis de
Incentivo, Lei Paulo
Gustavo, Lei Aldir
Blanc, editais,
bilheteria de
espetáculos e
exibições.
05. Criar a Canela
Filme Comission
É um sistema em que
o município possa ser
utilizado para
locações
cinematográficas,
criar formalmente
associação para
divulgação.
Canela Filme
Comission.
Secretaria de Turismo
e Cultura.
Médio e longo prazo Produtoras, editais de
fomento a Film
Comissions (LPG)
06. Incentivar a
produção audiovisual
em comunidades
indígenas.
Aquisição,
capacitação,
aquisição de
equipamentos e
financiamento.
Secretaria do
Desenvolvimento
Econômico,
Departamento de
Cultura.
Curto e médio prazo. Leis de Incentivo para
empresas. Lei Paulo
Gustavo, CIDICA,
Operadoras de
celular, Lei de
democratização de
acesso.
07. Criar um estúdio
público
Estúdio para a
produção de podcast,
vídeos, filmes e
audiovisual em geral,
aquisição de
equipamentos para
comunidades,
associações e
comissões rurais,
retomar a TV Web
comunitária
assegurando espaço
para jovens.
Secretaria do
Desenvolvimento
Econômico,
Departamento de
Cultura.
Médio e longo prazo. . CIDICA Leis de
Incentivo e editais.
Música
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de
financiamento
01. Estimular bandas
marciais, orquestras e
canto coral
Realizando
apresentações,
encontros, festivais
em especial voltadas
ao público infantil,
adolescente e
idoso; práticas
docentes de
formação musical nas
escolas
Secretaria de
Turismo e Cultura e
Secretaria de
Educação
Curto prazo Editais,
financiamento
público, ppp e
iniciativa privada
02. Criar estratégias
de projeção em nível
municipal, regional,
estadual e nacional
dos artistas e
compositores locais
Estabelecendo
política pública de
editais;
financiamento de
pequenos projetos
de produção musical
Secretaria de
Turismo e Cultura
Curto prazo Fundo Municipal de
Cultura
03. Realizar eventos
festivais, concertos,
recitais, fomentando
a participação de
músicos nas oficinas,
palestras, seminários,
jornadas realizadas
objetivando a
valorização da
produção local,
contribuindo para o
desenvolvimento da
música instrumental
e orquestral, bandas,
canto coral, além de
estimular a realização
de bandas
locais em Escolas
Criando um sistema
abrangente e
diversificado de
fomento a cultura,
através de Festivais
com premiações,
formações e ações
nas comunidades
locais
Poder público e
iniciativa privada
Curto prazo Recursos públicos
municipais, estaduais
e federais, iniciativa
Privada através de
patrocínios
04. Criar a Orquestra
Municipal assim
como aproximar a
Orquestra da UCS e
do Laje de Pedra da
programação cultural
Formando um corpo
de músicos para
orquestra e inserindo
as duas já existentes
nas
programações
Secretaria de
Turismo e Cultura
Curto prazo Recursos públicos
municipais
05. Democratização
no acesso à
população da
periferia
Concedendo
transporte gratuito
para a população
da periferia e da
área rural
Poder Público
Municipal
Curto prazo Recursos públicos
municipais
06. Incentivar a
execução de música
ao vivo em Hotéis,
Restaurantes e
Parques Temáticos
Oferecendo o
Cadastro de
profissionais para que
possam contratar
Secretaria de
Turismo e Cultura
Curto prazo Iniciativa privada
Memória e Patrimônio Cultural
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de
financiamento
01. Implantar núcleo
de memória
preservando a
memória de Canela
com rigor científico
Integrar Arquivo
Público, Memorial,
Pinacoteca e
Biblioteca e Memorial
ou Museu a ser
criado com pesquisa
permanente sobre a
história local, os
saberes e fazeres, as
raízes, os costumes, a
gastronomia, o
idioma e a
religiosidade
Memorial Canela,
Poder Público
Municipal
Curto/médio prazo
Lei de Incentivo a
Cultura
02. Oficializar o
Arquivo Público
Regulamentando
sistema de gestão da
documentação de
origem pública,
catalogando o acervo,
em adequada
localização com
espaços destinados
aos acervos
museológico e
arquivístico.
03. Preservar o
patrimônio cultural
em consonância com
a paisagem natural
Por meio de ações de
educação pesquisa,
planejamento,
execução, valorização
e fiscalização de
acordo com o Plano
Diretor Municipal –
com zonas e setores
de interesse
histórico-cultural.
Secretaria
Municipal de Meio
Ambiente, Urbanismo
e
Memorial Canela
Curto prazo Recursos já
destinados ao Plano
Diretor Municipal
04. Colaborar com a
Implantação de
Memoriais e afins,
valorizando o
patrimônio imaterial
e a história oral, em
especial do Memorial
das Artes
Cênicas de Canela
Promovendo a
identidade e
afinidade temática de
cada localidade ou
instituição atendendo
as expectativas da
comunidade
envolvida
Memorial Canela,
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura
Curto prazo Lei de Incentivo à
Cultura, Recursos
Públicos municipais
05. Instalar o Museu
de Canela na
residência de verão
do Governador do
Estado
Conveniando com o
Estado
Poder Público
Municipal
Curto prazo Lei de Incentivo à
Cultura
06. Implantar o
Museu do Disco na
Casa de Pedra
Respeitando a
legislação municipal
que prevê essa
iniciativa
Poder Público
Municipal e
Memorial Canela
Curto prazo Lei de Incentivo à
Cultura Federal
07. Implantar o
Museu Municipal no
subsolo da Estação
campos de
Canela
Respeitar a legislação
vigente que prevê
essa
iniciativa
Poder Público
Municipal
Curto prazo Recursos já
concedidos através
de benefícios a
empresa
concessionária do
espaço público
08. Promover a
difusão da história da
Cidade
Através de
espetáculos de teatro
de bonecos, difundir
a história de
Canela
Secretaria
Municipal de
Educação
Curto prazo Secretaria Municipal
de Educação
09. Criar o Museu do
Território
Instalação de totens
indicativos de fatos,
edificações ou
formação dos locais
Memorial Canela,
Secretaria
Municipal
Turismo
Cultura
Curto prazo Lei de Incentivo a
Cultura, editais
10. Incentivar a
preservação de
fachadas de
importância cultural
Conceder incentivos
de IPTU a
proprietários de
imóveis que
mantiverem
características
originais
Secretaria
Municipal
Fazenda
Curto prazo Recursos públicos
municipais
11. Atualizar o
inventário do
patrimônio
Inserir o Caminho das
Graças, Hotel Central,
Casa do marceneiro
Duarte, Telefônica,
Casarão dos Oppitz,
Casarão Fleck, casa
de Nagibe Galdino da
Rosa, edificação da
Escola Cenecista,
Museu do Grande
Hotel e obras do
sistema de barragens
Poder Público
Municipal
Curto prazo Recursos próprios
municipais, editais
nacionais
12. Elaborar projeto
do Parque do Palácio
Considerando as
características
daquela área,
reaproveitando
projeto elaborado
pelo arquiteto
Glauco Borges e pelo
projeto alternativo
proposto pelos
Amigos do Parque.
Poder Público
Municipal
Curto prazo Técnicos da Prefeitura
e parcerias
voluntárias
13. Criar espetáculos
sobre a história de
Canela
Espetáculos teatrais,
bonecos e de
audiovisual revivendo
a história de Canela
sobre a história
Memorial
Canela, Rádio
Clube 88,5,
Bonequeiros,
Produtores de artes
cênicas
Curto prazo Lei de Incentivo a
Cultura e Editais
14. Promover
encontro anual para
discussão da história
Inserir na
programação anual,
um encontro para
rever e pensar a
história de Canela
sobre as diversas
perspectivas
Secretaria da
Educação
Curto prazo Recursos públicos
municipais
15. Elaborar Plano
Municipal da Mata
Atlântica
Convênio
Fundação SOS Mata
Atlântica
Secretaria Municipal
de Meio
Ambiente
Curto prazo Previsão
orçamentaria
Tradicionalismo
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de financiamento
01. Estimular a
preservação das
culturais
tradicionais
Gerar mecanismos de
estímulo a pesquisa,
a divulgação e a
realização de eventos
Secretaria da
Educação, Secretaria
do Turismo e Cultura,
Conselho Municipal
de Cultura, sociedade
Curto prazo FUNARTE, recursos
públicos estaduais e
municipais
02. Promover
eventos e ações
formadoras
Através da Semana
Farroupilha, Rodeio
Crioulo, Torneios de
Laço, Cavalgada das
Prendas, e outros a
serem criados
CTGs, DTGs Piquetes,
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura
Curto prazo Próprios, públicos e
privados
03. Implementar
oficinas de
conteúdo
tradicionalista
nos programas
ensino municipal
Implantar e inserir
conteúdo
interdisciplinar sobre
folclore e
tradicionalismo
gaúcho na rede de
ensino
Secretaria Municipal
de Educação
Médio prazo Públicos municipais
04. Fomentar e
Incentivar os
CTGs e DTGs
como centros
irradiadores
Proporcionar aos
canelenses oficinas e
formações sobre a
comida típica,
artesanato, literatura,
folclore e culturas
populares
CTGs e DTGs Médio prazo Iniciativa privada e editais
05. Incentivar e
implementar
cavalgadas,
piquetes,
invernadas, tiro
de laço
Através de
chamamentos
públicos com
incentivos financeiros
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura
Curto prazo Editais municipais através
do Fundo Municipal de
Cultura, estaduais e
federais assim como
editais da iniciativa
privada
06. Fomentar a
tradição gaúcha
como viés
educacional e
turístico
Através de material
gráfico de divulgação
CTGs, DTGs, Piquetes,
grupos
tradicionalistas,
Secretarias
Municipais de
Educação, Turismo e
Cultura
Curto prazo Editais estaduais e
nacionais além de editais
da iniciativa privada
07. Criar e
promover
mostras,
oficinas,
seminários de
literatura,
poesia, dança e
música de
temática gaúcha
Promover eventos
que estimulem a
divulgação dessas
manifestações
Secretaria de Turismo
e Cultura, CTGs, DTGs,
grupos
tradicionalistas e
iniciativa privada
Curto prazo Editais municipais,
estaduais e nacionais além
de outros da iniciativa
privada
08. Promover
ações de
tradicionalismo
agregadas aos
eventos
municipais
Aliar ações de
tradicionalismo aos
eventos já existentes
no Calendário de
Eventos assim como
criar outros
Secretaria de Turismo
e Cultura, ACIC,
produtores de
eventos
Médio prazo Recursos próprios
captados para os eventos
09. Criar gincana
sobre história do
Município
Gerar uma gincana
com resultados e
premiações durante a
Semana Farroupilha
Memorial Canela,
Secretarias
Municipais de
Educação, Turismo e
Cultura
Curto prazo Patrocínio de empresas
10. Fomentar e
manter o
“Estudantchê”
Tratar de tidas as
artes relacionadas ao
tradicionalismo
gaúcho envolvendo
as escolas municipais
Secretaria Municipal
de Educação
Curto prazo Secretaria Municipal de
Educação
Livro e Literatura
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de financiamento
01. Estimular a
leitura e a
circulação do
livro com
programa
permanente
Implantar bibliotecas
comunitárias c,
pontos de leitura,
clube do livro,
biblioteca pública e
programa de leitura,
estabelecer um
centro de recepção
estimulando a doação
de livros, incentivar a
criação de novas e
fortalecer as
bibliotecas
comunitárias
existentes,
proporcionar locais
não convencionais de
leitura assim como
campanhas de
aquisição, doação
e
empréstimos de livros
com hotéis,
pousadas e
restaurantes
Local “monitorias”
bancadas pelo
programa
Curto prazo Captar recursos junto a
empresas instaladas em
Canela; rede hoteleira
com cada um bancando
um ponto em um bairro
02. Modernizar
a Biblioteca
Pública
Municipal com
aquisição de
acervo
digitalização de
acervo, novos
equipamentos e
instalação em
prédio
próprio.
Através de verbas
públicas e editais
Funcionários,
Conselho/Secretaria
de Turismo e Cultura
Imediato Editais ou parcerias
privadas
03. Modernizar
as Bibliotecas da
Rede Escolar
Municipal
Através da aquisição
de
equipamentos,
acervo e equipe
técnica
Secretaria Municipal
da Educação
Curto prazo Recursos públicos e editais
04. Estimular a
realização de
concursos
literários,
saraus, oficinas
e debates.
Divulgar concursos
literários do RS,
promover concursos a
partir de outras
atividades
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura,
Biblioteca
Pública, listas de
transmissões e outras
mídias
Curto prazo Dar encargos a
funcionários da
Biblioteca Pública e
Secretaria Municipal de
Turismo e Cultura
05. Realizar
anualmente a
Feira do Livro
Josué Guimarães
Se afirmando como
evento regional
sempre voltada ao
contato do autor com
seu público,
promovendo trabalho
conjunto com
editoras, livreiros,
escritores, para
ampliar a produção
literária, fomentando
a formação e
aperfeiçoamento dos
trabalhadores do
livro, em especial
junto com
Universidades
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura
Curto prazo Recursos públicos
municipais e leis de
incentivo
06. Uma
biblioteca
atrativa
No parque do Palácio
com acervo sobre
meio ambiente, onde
a
arquitetura e o
atendimento
conversem com a
natureza e o livro
Secretaria Municipal
de Turismo e
Cultura e Secretaria
Municipal do
Meio Ambiente
Curto/médio prazo Recursos públicos
municipais e Leis de
Incentivo
07. Elaborar o
Plano Municipal
do Livro e da
Leitura
Criar uma comissão
para acompanhar o
Plano, incluir
prioridades e novas
demandas, incentivar
o diálogo entre leitura
e outros setores
Conselho Municipal
de Cultura, Comissão
e Secretaria Municipal
de Turismo e
Cultura, SM Saúde,
SM Assistência Social,
SM Segurança
Curto prazo Recursos públicos já
programados
08. Estimular
projeto de
formação de
leitores, em
especial voltado
ao público
infantil e juvenil
Articulando com os
itens 07, 16, 10 e 11
criando grupos
(capacitar) idosos
para atividade de
contação de histórias,
juvenil: fomentar o
interesse de jovens,
criar a feira do jovem
escritor canelense
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura
articular com
Secretaria de
Educação, buscar
parcerias com escolas
privadas tanto em
recursos quanto em
projetos além da
Secretaria da
Segurança
Curto/médio prazo Recursos públicos e
privados
09. Incentivar
audiolivros
Tornando-os
acessíveis à
população, buscando
estruturas existentes;
articulando com
projetos de
acessibilidade para
pessoas com
necessidades
especiais
Centro Municipal de
Cultura, Secretaria
Municipal de
Turismo e Cultura e
Biblioteca Pública
Curto prazo –
escalonar conforme
recursos
Editais
10. Criar banco
de dados
Inserindo
informações
atualizadas dos
autores locais e das
demais áreas da
cultura mapeando
todos os agentes
literários, oficineiros
e clubes de leitura
Secretaria Municipal
de
Turismo e Cultura
articulando com
artistas e autores
Curto prazo Recursos públicos
municipais
11. Promover
trabalho
conjunto com
editoras
Mobilizar os pontos
de comercialização,
livreiros, editoras,
escritores e poder
público para atuações
conjuntas e ampliar a
produção literária
Secretaria Municipal
da Cultura, Secretaria
Municipal de
Desenvolvimento
Econômico
Curto prazo Editais, Leis de Incentivo e
recursos da iniciativa
privada
12. Promover
eventos
literários
Implantar as
caminhadas literárias,
as bibliotecas
ambulantes, as feiras
em escolas com a
presença de autores,
estimular a criação de
pontos de cultura
Secretarias Municipais
de Educação, Turismo
e Cultura
Curto prazo Editais, Leis de incentivo,
iniciativa privada e
recursos públicos
Artesanato
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de
financiamento
01. Divulgar a
produção artesanal
através de uma loja
virtual.
Página geral do
artesão de Canela.
Marketing da
Prefeitura.
Médio prazo Editais, fundo
municipal de cultura,
leis de incentivo,
fundo estadual e/ou
nacional.
02. Cadastrar
artesãos locais.
Abrir prazo para
cadastramento com
ampla divulgação.
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura.
Curto prazo Sem necessidade de
recursos.
03. Estimular a
utilização de
produtos oriundos da
agricultura e pecuária
e o aproveitamento
de insumos locais.
Criar uma fonte de
informação sobre os
insumos disponíveis
no município.
Associações de
artesãos.
Curto prazo SEBRAE.
04. Viabilizar o acesso
ao registro de artesão
em Canela (Carteira
do artesão).
Contatar o FGTAS
Contratar funcionário
habilitado.
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura,
junto com a
Secretaria da Fazenda
e FGTAS.
Curto prazo Poder público.
05. Incentivar
atividades de
artesanato no turno
inverso das escolas.
Credenciamento e
contratação dos
artesãos locais.
Secretaria de
Educação.
Médio prazo Secretaria municipal
de educação.
06. Proporcionar
atividades artesanais
voltadas ao público
com deficiência no
CAPS, CRAS e CREAS.
Credenciamento e
contratação dos
artesãos locais.
Secretaria de
Assistência Social e
Secretaria Municipal
da Saúde.
Médio prazo Secretarias da Saúde
e da Assistência
Social.
07. Gerar
oportunidades para
que idosos ensinem
seus saberes e
fazeres.
Criar um
mapeamento dos
saberes locais e
após chamar os
idosos.
Secretaria de Turismo
e Cultura e
Secretaria da
Assistência Social.
Médio prazo Poder público.
08. Implantar
atividades de
crochê terapia.
Oferecer oficinas
nos bairros.
Secretaria da
Assistência Social.
Médio prazo Fundo municipal de
cultura, setor
privado.
09. Revigorar e
divulgar a marca
“Canela uma paixão
natural”.
Solicitar assessoria
do SEBRAE.
Secretaria de
Turismo e Cultura.
Médio prazo Fundos municipal,
estadual e federal;
recursos privados.
10. Manter atualizado
o cadastro dos
artesãos locais.
Atualizar anualmente
o
cadastro.
SINE. Curto prazo Fundos municipais.
11. Criar um espaço
expositivo e de
comercialização
abertos a todos os
artesãos locais em
especial, Praça João
Corrêa, Parque do
Palácio, Parque de
Caravaggio e Parque
do Pinheiro Grosso.
Criar a Vila do
Artesanato com
rodízio de artesãos
em espaços públicos.
Secretarias do Meio
Ambiente e Turismo e
Cultura.
Médio prazo Fundos Municipal e
estadual de Cultura,
leis de incentivo,
recursos
públicos e privados.
12. Gerar alternativas
de
formação e
profissionalização dos
artesãos, vinculando
o artesanato a outros
produtos essenciais
com monitores de
identidade.
Promover
intercâmbio de
profissionais.
Através do CIDICA,
Associações,
Assistência Social e
Cultura e Turismo.
Longo prazo Fundo Municipal de
Cultura.
13. Assessorar
artesãos nas
estratégias de
divulgação,
comercialização e
profissionalização
incluindo os
profissionais da área
rural.
Por meio de
Profissionais
qualificados
atendendo em data e
locais específicos.
Secretaria do
Desenvolvimento
Econômico e Setor de
Comunicação
Social do Município.
Longo prazo Fundos Municipal e
estadual de Cultura,
leis de incentivo,
recursos
públicos e privados.
14. Destinar espaços
públicos
para a
comercialização do
artesanato, evitando
a privatização do
espaço público.
Criar uma agenda
de parques e vias
públicas onde
poderão ser
realizadas Feiras de
Artesanato, em
especial na rua
Felisberto Soares.
Secretarias
Municipais.
Curto prazo Recursos públicos
municipais.
Capoeira e cultura afro-brasileira
Ação
(o que será feito)
Execução
(como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo
para execução
Fontes de
financiamento
1. Fortalecer Projetos
já existente pela
Capoeira.
Criação de editais
específico para essa
área.
Grupo de Capoeira,
Professores, Mestres,
registrados no mapa
de cultural do
município e o poder
público.
Curto prazo Alinhamento com
Secretarias da
prefeitura do
munícipio, recursos
públicos, privado.
2. Estimular contratos
de oficineiros
Criação de editais
para oficineiros e
Grupos de capoeira
Grupos de Capoeira,
Professores, Mestres
Curto prazo Secretarias da
Educação, Serviço
social e cultura
recursos públicos,
privado.
3. Promover
pesquisas e
divulgação sobre a
história da capoeira, e
manifestação da
cultura afro-brasileira
Abrir edital específico
para essa área.
Grupo de capoeira,
Professores e
Mestres e memorial
De canela
Curto prazo Fundo Municipal da
Cultura, Editais
Estaduais, Editais
Federal, Funarte,
Fundação dos
Palmares, IPHAN
4. Estimular escola
capoeira para
crianças, adultos e
idosos, e estimular
curso técnica na área
da capoeira
Instigando a
participação de
adolescentes, jovens,
adultos e idosos, em
especial a população
mais vulnerável ou
com deficiência; na
escola de capoeira
daremos ênfase a
Secretarias
Municipais de
Educação, Turismo e
Cultura, Assistência
Social, ACIC, UCS, e
outras universidades
Curto prazo Poder público, LIC
estadual e federal,
iniciativa privada
parte técnica, a
produção,
comercialização,
criação de MEIs,
autorais; estimular
parcerias e projetos
com SATED,
Universidades e
outras entidades
formadoras;
aproveitar o turno in
verso para formação
de monitores e
graduados na áreas
da capoeira e cultura
afro
5. Inserir a cultura
Afro-brasileira na
formação dos
professores e alunos
Nas formações
continuadas aos
professores
Secretaria Municipal
de Educação
Curto prazo Secretaria de
Educação
6. Promover
eventos de
Capoeira
Inserir no calendário
de eventos municipal
Grupos de capoeira
Secretarias
Municipais de
Educação, Turismo e
Cultura, Assistência
Social.
Curto prazo Recurso privados e
públicos
7. Fomentar a
capoeira e cultura
afro-brasileira com
foco na inclusão,
resgatando a
identidade loca
Inserir nos programas
sociais
Termo de formento Curto prazo Recurso do ministério
do desenvolvimento
social
8. Incentivar que o
turno inverso, esteja
focado no fomento
atividades vinculadas
a identidade da
Cultura afro-brasileira
e a capoeira.
Fortalecer oficina
nesse setor
Secretaria da
Educação lançando
edital para empresas
ou organizações do
terceiro setor
Curto prazo Secretaria de
Educação
9. Promover cursos,
seminários, oficinas
sobre a cultura afro
importância na
identidade local.
Inserir esses temas
na proposta de
formação nos planos
Secretaria Municipal
de Turismo e Cultura
Curto prazo FUNARTE, Ministério
Público, Ministério da
Cultura e SEDAC
10. Incentivar a
produção audiovisual
em projetos sociais
da capoeira .
Aquisição,
capacitação,
aquisição de
equipamentos e
financiamento
Secretaria do
Desenvolvimento
Econômico,
Departamento de
Cultura
Médio e longo prazo. CIDICA Leis de
Incentivo e editais.
11. Estimular a
preservação da
cultura da capoeira
Gerar mecanismos de
estímulo a pesquisa,
a divulgação e a
realização de eventos
Grupos de capoeira,
secretaria de
turismo, cultura
Médio Prazo FUNARTE, recursos
públicos estaduais ,
municipais e IPHAN.
JUSTIFICATIVA
A emenda modificativa ao Projeto de Lei Ordinária Nº 29/2024 visa incluir a
capoeira e a cultura afro-brasileira no Plano Municipal de Cultura de Canela. Esta emenda
modificativa se justifica não só pela história da capoeira e da cultura afro-brasileira
presente em Canela, conforme registro histórico feito pelo Grupo Capoeira Liberdade,
mas é fundamental para reconhecer e valorizar a diversidade cultural presente no
município, além de promover a preservação e disseminação dessas manifestações
culturais.
A capoeira e a cultura afro-brasileira são patrimônios culturais imateriais do Brasil,
conforme reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Essas manifestações culturais possuem uma relevância histórica e social significativa,
representando resistência, identidade e herança cultural afrodescendente.
Ademais, compõe essa justificativa o Requerimento de inclusão no plano feito pelo
grupo Grupo de Capoeira Liberdade.
Jerônimo Terra Rolim
Vereador do PDT
À Câmara de vereadores de Canela 
A/C Vereador Jerônimo Terra Rolim/ Bancada do PDT
Assunto: requerimento para inclusão da área da Capoeira no Plano de Cultura do
Município de Canela.
Capoeira, um legado cultural afro-brasileiro e a sua origem e atividades no município
de Canela, RS.
A capoeira é uma expressão cultural criada pelos negros africanos trazidos à força para
o território brasileiro, originários de diversas regiões da África, cada uma contribuindo
com seus hábitos e dialetos locais introduzidos na realidade política colonial do Brasil.
Ela se desenvolveu como uma forma original de comunicação afro-brasileira,
representando um grito de liberdade e resistência, unindo os povos africanos contra as
diversas formas de violência sofridas durante a escravidão. 
Esse período tenebroso da história, iniciou por volta de 1550 através do tráfico
negreiro, e durou aproximadamente três séculos, resultando na captura de 4,8 milhões
de africanos. A Lei Eusébio de Queirós, em 1850, pôs fim a esse comércio, mas
somente em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea foi sancionada pela Princesa Imperial do
Brasil, Isabel, finalizando oficialmente a escravidão no país.
Após a libertação dos escravos, começou um contínuo período de busca por espaço
social para o povo negro brasileiro, que, devido à miscigenação entre as etnias
representa hoje, 55,5% da população do país, dados do Censo de 2022.
A população que se declarara preta: 10,2%; parda: 45,3%; branca: 43,5%; indígena:
0,8%; amarela: 0,4%.
A busca pela igualdade e pelo reconhecimento continua sendo uma realidade
enfrentada nos dias de hoje, e a Capoeira afro-brasileira tem conquistado espaço,
como uma prática difundida em todo o território nacional e em mais de 170 países. Em
2008, a Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira foram reconhecidos pelo
Iphan como patrimônio cultural brasileiro e inscritos no Livro de Registro das Formas
de Expressão e no Livro de Registro dos Saberes, respectivamente. Em 2014, a Roda de
Capoeira também recebeu reconhecimento internacional da Unesco como Patrimônio
Cultural Imaterial da Humanidade. Esses reconhecimentos nos levam a buscar um
lugar de destaque e a pleitear uma área específica para a "Capoeira" dentro da esfera
cultural, a fim de promover todas as formas de expressões que esta arte oferece à
sociedade.
Para demonstrar mais valor, hoje, temos cerca de 06 milhões de praticantes no Brasil,
capoeiristas que buscam ganhar destaque no cenário nacional nas variadas formas de
expressão cultural que a capoeira oferece e também como arte marcial, conferindo à
modalidade o reconhecimento merecido como arte, cultura, esporte e instrumento de
inclusão
Para este propósito, a Capoeira incorpora valores artísticos que abrangem o
audiovisual, a dança, a música, o teatro, o artesanato, as artes visuais, a literatura, o
patrimônio histórico-cultural, os jogos, a pesquisa, uma gama de eventos, e muito
mais. Através disso, a Capoeira transmite o conhecimento e a herança dos
antepassados afro-brasileiros, que deram origem à arte e à cultura da Capoeira em
nosso país. 
Concluindo, a Capoeira é uma arte e cultura originalmente brasileira, que desempenha
um papel fundamental na promoção da inclusão social. Com base nessa premissa, os
Mestres e instrutores de Capoeira desenvolvem um trabalho que beneficia toda a
sociedade, concentrando-se especialmente nas comunidades carentes. O apoio a esse
trabalho proporciona aos profissionais os meios necessários para atender jovens e
crianças em situação de vulnerabilidade social, oferecendo-lhes uma oportunidade de
integração significativa no contexto social por meio da vivência na Capoeira. 
O jovem que adota e persiste na prática da Capoeira sente orgulho em representar
essa cultura, orgulho esse que aumenta à medida que avança em sua graduação, até
se tornar Mestre e realizar seu trabalho em prol do fortalecimento da comunidade.
Dessa forma, a Capoeira visa a abrir caminhos para a valorização da arte e para o
reconhecimento prático que permita aos profissionais garantir uma remuneração
justa, por meio de políticas públicas que promovam esse trabalho social, muitas vezes
invisível aos olhos da sociedade. Nesses termos, solicitamos a inclusão da capoeira no
Plano Municipal de Cultura de Canela.
Aqui estão alguns registros das atividades de Capoeira em Canela desde o início da
prática na cidade: 
Em 1986, o Mestre Ferro Velho (em memória), discípulo do renomado Mestre Sergipe
e natural de Curitiba, estabeleceu residência em Gramado, trazendo consigo a arte da
capoeira e iniciando suas aulas na região. No ano seguinte, em 1987, Ubirajara Elias de
Moura, conhecido como Mestre Birinha, começou a estudar com o Mestre Ferro
Velho. 
No final de 1988, o Mestre Ferro Velho recebeu uma oferta para trabalhar em
garimpos e não retornou, deixando espaço para Mestre Birinha assumir o papel
principal. Em 1990, Mestre Birinha iniciou suas atividades no Grupo de Capoeira
Liberdade.
De 1988 a 1990 a Capoeira realizou o Festival de teatro de bonecos e apresentações
dos Grupos de Capoeira Angola nas praças públicas da cidade, também no espaço
cedido do hotel Lage de Pedra, que encantava com a plástica do jogo da capoeira e a
alegria do samba de roda, atraindo atenção e interações com o público presente. 
Em 1994, Mestre Birinha começou a ensinar capoeira na Academia do Mestre de
Taekwondo Leandro Godoy, campeão nacional de Taekwondo, localizada na Sociedade
Recreativa e Cultural Primavera, na Rua Padre Cacique. Este local tornou-se um ponto
de encontro para alunos de diferentes bairros que praticavam capoeira juntos.
De 1988 a 1990 a Capoeira realizou p Festival de teatro de bonecos, as apresentações
dos Grupos de Capoeira Angola nas praças públicas da cidade, também no espaço
cedido do hotel Lage de Pedra, que encantava os turistas e o público com a plástica do
jogo da capoeira e o samba de roda, atraindo atenção e interações com o público. 
No ano de 2000, o Mestre Birinha lançou um projeto social no Bairro Chacrão, na
escola SESI, direcionado para alunos com deficiência auditiva, totalizando 12 alunos.
No mesmo período, as aulas também tiveram início na Escola Estadual Neusa Mari
Pacheco, no Bairro Canelinha, com 300 alunos de diferentes turmas e turnos. Essas
atividades prosseguiram até 2019, quando foram interrompidas devido à pandemia e
às novas regulamentações estaduais.Nesse mesmo local, graduados de capoeira como
Itamar Pacheco emergiram, formando-se professores de Capoeira e ensinando na rede
de ensino fundamental de Canela, atendendo cerca de 900 alunos em horários no
contra turno.
Entre os anos de 2000 e 2003, o Mestre Birinha embarcou viagens em busca de
conhecimento. Ele se capacitou com o Mestre Índio, na Bahia, e também participou de
intercâmbios culturais no exterior, na Dinamarca, onde realizou apresentações e
ministrou oficinas de Capoeira.
Em 2002, as aulas começaram no Marista, com horários específicos para alunos mais
graduados e iniciaram as aulas no Projeto Padre Franco, onde foram formados
professores e instrutores.
Em 2003, Mestre Birinha começou a ensinar capoeira no Centro Social Padre Franco,
com aproximadamente 50 alunos. Ele formou e graduou alunos como Luís Carlos da
Silva de Oliveira, Tamara Franciele da Silva, Indianara e Lindomar Velho, que agora
fazem parte do projeto do Centro Social Padre Franco sob a orientação do Professor
Inácio de Sousa, conhecido como "Professor Curinga", com cerca de 175 alunos ativos.
No ano de 2005, Mestre Birinha iniciou um projeto social em parceria com a prefeitura
de Canela, através da Secretaria de Assistência Social, chamado "Guri Legal". O projeto
de capoeira começou com uma pequena turma de 30 alunos no bairro Canelinha, na
Avenida Cônego João Marchesi, número 640.
Em 2013, o projeto “Guri Legal” mudou de nome para CRAS - Centro de Referência de
Assistência Social, onde as aulas de capoeira ainda são ministradas por Luis Carlos da
Silva de Oliveira, também conhecido como "Instrutor Mano". As aulas continuam até
hoje com cerca de 35 alunos, que participam em diferentes turnos e recebem lanches,
uniformes e instrumentos para a prática da capoeira. Atualmente, as aulas também
são realizadas na escola infantil da cidade de Canela, pelo professor Jacaré, conhecido
como Flavio Venites Lopes, nas escolas Flor de Mel e Espaço Crescer, totalizando 90
alunos.
Após o início das atividades em Canela, a capoeira se expandiu para os bairros
Canelinha, Chacrão e Santa Marta.
Em 2024, foram realizados os projetos: Projetos de Capoeira nos CRAS-SANTA MARTA ,
CRAS –CANELINHA; Projetos de capoeira no Centro Social Padre Franco; Projeto de
Capoeira na Escola Neusa Mari Pacheco; Projeto de capoeira no Guri Legal- que virou
CRAS; Projeto de Capoeira no Gazebo Cultural; Projeto de Capoeira no Marista; Rodas
de capoeira e apresentações na cidade de Canela.
O movimento da capoeira contribuiu para mostrar a diversidade cultural na cidade de
Canela.
PLANO DE AÇÃO
Para operacionalizar o Plano Municipal de Cultura de Canela, criado através da Lei
Municipal, as seguintes ações foram apoiadas ou implementadas pelos agentes
envolvidos em sua elaboração, em conjunto com os diversos atores do setor de
cultura, de modo a superar os desafios e atingir os objetivos e as metas estabelecidas.
Para a sua execução, se estabelecerá a rede municipal da cultura com atribuições
definidas na Conferência Municipal de Cultura.
 Promover pesquisas e divulgação sobre a história, as etnias, as manifestações
da cultura Afro-brasileira e a identidade local;
 Promover eventos de Capoeira a fim de divulgar a cultura;
 Fomentar as rodas de Capoeira em praças públicas e bairros para a valorização
da cultura afro e o encaminhamento;
 Fomentar a cultura da capoeira com foco no trabalho social inclusivo;
 Repensar a Praça João Corrêa como espaço de identidade comunitário sem
descartar a supressão de monumentos alheios à identidade local;
 Incentivar que o ambiente escolar, em turno inverso, esteja focado no fomento
às atividades da cultura afro-brasileira e aos movimentos da capoeira;
 Promover cursos, seminários, oficinas sobre a cultura afro-brasileira sua
importância na identidade local;
 Estimular a presença dos grupos de Capoeira locais nos eventos do município.
Para concluir, buscamos um reconhecimento destacado e um espaço específico para a
"Capoeira" dentro do âmbito cultural, com o intuito de promover todas as formas de
expressão que esta arte oferece à sociedade.
Ação
( o que será feito)
Execução
(Como fazer)
Executor
(quem fará)
Prazo 
para 
execução
Fontes de 
financiamento
1. Fomentar 
Projetos de 
Capoeira nas 
áreas da 
cultura em 
que se aplica
Editais específicos 
para a área da 
Capoeira, incluindo 
os editais 
continuados 
 Grupos de 
Capoeira, 
docentes e 
Mestres
Curto 
prazo
Alinhamento 
com Secretarias 
da prefeitura do 
munícipio, 
recursos 
públicos e 
privados
2. Estimular 
contratos de 
oficineiros
Editais específicos 
para a área da 
Capoeira
Grupos de 
Capoeira, 
Docente e 
Mestres
Curto 
prazo
Secretarias da 
Educação, 
Serviço social e 
Cultura, recursos
públicos e 
privados
3. Promover 
pesquisas e 
divulgação 
sobre a 
história da 
capoeira, e 
manifestações
afro￾brasileiras
Editais específicos 
para a área da 
Capoeira
Grupos de 
Capoeira, 
Docente e 
Mestres,
Memorial
de Canela
Curto 
prazo
Fundo Municipal
da Cultura, 
Editais Estaduais 
e Federais, 
Funarte, 
Fundação 
Palmares, IPHAN
4. Estimular 
Escola 
Capoeira para 
crianças, 
adultos e 
idosos e 
cursos 
técnicos de 
capacitação 
na área da 
capoeira
Cursos p/ jovens, 
adultos e idosos, 
PCDs, vulneráveis; 
empreendedorismo,
criação de MEIs; 
parcerias e projetos 
com SATED, 
Universidades e 
entidades 
formadoras; 
aproveitar o turno 
in verso p/ 
formação de 
monitores e 
graduados na áreas 
da capoeira e 
cultura afro
Secretarias 
Municipais de 
Educação, 
Turismo e 
Cultura, 
Assistência 
Social, ACIC, UCS,
e outras 
universidades
Curto 
prazo
Poder público, 
LIC estadual e 
federal, iniciativa
privada
5. Inserir a 
cultura Afro￾brasileira na 
formação dos 
professores e 
Formações 
continuadas aos 
professores
Secretaria 
Municipal de 
Educação
Curto 
prazo
Secretaria de 
Educação
alunos
6. Promover 
eventos de 
Capoeira
Inserir no 
calendário de 
eventos municipais
Grupos de 
capoeira, 
Secretarias 
Municipais de 
Educação, 
Turismo e 
Cultura, 
Assistência Social
Curto 
prazo
Recurso privados
e públicos
7. Fomentar a 
capoeira e 
cultura afro￾brasileira com
foco na 
inclusão, 
resgatando a 
identidade 
local
Inserir nos 
programas sociais
Termo de 
fomento
Curto 
prazo
Recurso do 
ministério do 
desenvolvimento
social
8. Incentivar 
que o turno 
inverso esteja 
focado nas 
atividades 
vinculadas a 
identidade da 
Cultura afro￾brasileira e à 
capoeira
Fortalecer oficinas 
culturais nesse 
setor
Secretaria da 
Educação, lançar 
edital para 
empresas ou 
organizações do 
terceiro setor
Curto 
prazo
Secretaria de 
Educação
9. Promover 
cursos, 
seminários, 
oficinas sobre 
a cultura afro 
importância 
na identidade 
local
Inserir esses temas 
na proposta de 
formação nos 
planos
Secretaria 
Municipal de 
Turismo e 
Cultura
Curto 
prazo
FUNARTE, 
Ministério 
Público, 
Ministério da 
Cultura e SEDAC
10. Incentivar a 
produção 
audiovisual 
em projetos 
sociais da 
capoeira .
Aquisição, 
capacitação, 
aquisição de 
equipamentos e 
financiamento
Secretaria do 
Desenvolvimento
Econômico, 
Departamento 
de Cultura
Médio e 
longo 
prazo
CIDICA Leis de 
Incentivo e 
editais.
11. Estimular a 
preservação 
da cultura da 
capoeira 
Gerar mecanismos 
de estímulo a 
pesquisa, a 
divulgação e a 
realização de 
eventos
Grupos de 
capoeira, 
secretaria de 
turismo, cultura
Médio 
Prazo
FUNARTE, 
recursos 
públicos 
estaduais , 
municipais e 
IPHAN
“ Um dos principais pilares da Capoeira é a transformação de vidas de crianças e 
adolescentes, capacitando-os para um futuro orientado por valores cidadãos. ” 
Atenciosamente,
Grupo de Capoeira Liberdade
Assinam este documento,
Organizações e Entidades Culturais:
 Conselheiro Nacional de Política Cultural: Confederação da União das 
Federações de Capoeira do Brasil Vitor Hugo Narciso/Mestre Gavião;
 Associação dos Mestres e Docentes de Capoeira do Rio Grande do Sul - Casa do 
Capoeira RS;
Canela, 06/06/2024

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