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materia nº 66/2018

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 66 / 2018
Date 2018-09-13
EmentaPROJETO DE LEI Nº. 066, DE 13 DE SETEMBRO DE 2018. DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO PROGRAMA MUNICIPAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE (PMPICS) NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE CONSTANTINA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
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Autoria

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2020-12-31 Parecer favorável da comissão P Após deliberação, ao arquivo.

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PROJETO DE LEI Nº. 066, DE 13 DE SETEMBRO DE 2018. 
Dispõe sobre a criação do Programa 
Municipal de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde (PMPICS) no 
âmbito do Município de Constantina e dá 
Outras Providências. 
Art. 1º. Fica criado o Programa Municipal de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde (PMPICS) no âmbito do Município de Constantina￾RS, atendendo aos termos da Política Federal de Práticas Integrativas e 
Complementares. 
Art. 2º. O Programa Municipal de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde (PMPICS) do Município de Constantina-RS tem 
como objetivo promover a implantação de políticas e diretrizes conforme 
descritas nos termos do ANEXO I, que é parte integrante desta Lei, incluindo as 
práticas que possam vir a ser incorporadas pela Política Nacional de Práticas 
Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde. 
Art. 3º. Para a consecução dos objetivos propostos, a regulamentação da 
Política Municipal de Praticas Integrativas e Complementares em Saúde 
(PMPICS), deverá contemplar estratégia de gestão que assegure a participação 
Inter setorial dos órgãos oficiais, bem como representação de organizações 
sociais, e entidades associativas e científicas afins, nos termos das diretrizes do 
Anexo I.
Art. 4º. A execução do Programa Municipal de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde (PMPICS) deverá ser descentralizada, respeitando a 
vocação municipal e a estruturação da rede de competências da cadeia 
produtiva, programando e executando, de forma integrada, as questões, 
educacionais, avaliativas, diagnósticas, ambientais e científico-tecnológicas, 
dentro de uma ampla estratégia de desenvolvimento municipal. 
Art. 5º. Caberá ao Programa Municipal de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde (PMPICS) do Município de Constantina-RS
promover, incentivar e prestar assessoria técnica para implantação e 
desenvolvimento de programas congêneres no âmbito do município. 
Art. 6º. Caberá ao Programa Municipal de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde (PMPICS) promover ações, nas instituições que 
mantém interface com as atividades propostas, nas áreas de saúde, agronomia, 
meio ambiente, ensino, pesquisa, e outras possíveis áreas de interface, visando 
dar suporte à plena expansão das atividades do referido Programa Municipal de 
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PMPICS). 
Art. 7º. O Poder Executivo poderá regulamentar a presente Lei naquilo 
que for necessário ao seu fiel cumprimento através de Decreto Municipal. 
Art. 8º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Gabinete do Prefeito Municipal de Constantina, em 13 de setembro de 
2018. 
Gerri Sawaris
Prefeito Municipal
ANEXO I
1. PRESSUPOSTOS CONCEITUAIS
1 .1 APITERAPIA
A apiterapia é método integrativo que utiliza os produtos produzidos pelas 
abelhas em suas colmeias para promoção e manutenção da saúde, e auxílio 
complementar no tratamento de algumas condições alteradas, praticado desde 
a antiguidade conforme mencionado por Hipócrates em alguns textos, e em 
textos chineses e egípcios. Esses produtos são denominados apiterápicos e 
incluem a apitoxina, a geleia real e o pólen, a própolis, o mel, dentre outros, que 
compõem categorias diferenciadas.
A utilização da apitoxina como prática integrativa e complementar recebe 
a denominação de apipuntura, quando a estimulação ocorre nos pontos 
estratégicos do corpo similares aos definidos para a acupuntura, seja pela 
introdução do próprio ferrão da abelha ou por meio de agulhas apropriadas. 
Porém, outros modos consistem em aplicação sublingual, subcutânea com 
agulhas, injeções ou tópicas, com processamento industrializado de doses de 
apitoxina, o que torna a toxina menos ativa. A apitoxina age como anestésico 
na pele, com ação da endorfina muito alta, e apesar da dor inicial acaba 
relaxando a área de aplicação.
Em situações específicas, a apiterapia pode contribuir com o Sistema 
Único de Saúde principalmente quando analisada comparativamente às 
melhorias que ela pode proporcionar a alguns pacientes, com economia de 
gastos da instituição pública por utilizar matéria-prima de baixo custo.
1.2 AROMATERAPIA
A aromaterapia é prática terapêutica secular que consiste no uso 
intencional de concentrados voláteis extraídos de vegetais - os óleos essenciais 
(OE) - a fim de promover ou melhorar a saúde, o bem-estar e a higiene. Na 
década de 30, a França e a Inglaterra passaram a adotar e pesquisar o uso 
terapêutico dos óleos essenciais, sendo considerada prática integrante da 
aromatologia - ciência que estuda os óleos essenciais e as matérias aromáticas 
quanto ao seu uso terapêutico em áreas diversas como na psicologia, cosmética, 
perfumaria, veterinária, agronomia, marketing e outros segmentos.
No Brasil, a aromaterapia é reconhecida como uma prática integrativa e 
complementar com amplo uso individual e/ou coletivo, podendo ser associada 
a outras práticas como talassoterapia e naturopatia, e considerada uma 
possibilidade de intervenção que potencializa os resultados do tratamento 
adotado. Como prática multiprofissional, tem sido adotada por diversos 
profissionais de saúde como enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, médicos, 
veterinários, terapeutas holísticos, naturistas, dentre outros, e empregada nos 
diferentes setores da área para auxiliar de modo complementar a estabelecer o 
reequilíbrio físico e/ou emocional do indivíduo.
Somados todos os fatos apresentados, a aromaterapia pode contribuir com 
o Sistema Único de Saúde, agregando benefícios ao paciente, ao ambiente 
hospitalar e colaborando com a economia de gastos da instituição pública por 
utilizar matéria-prima de custo relativamente baixo, principalmente quando 
analisada comparativamente às grandes vantagens que ela pode proporcionar.
1.3 ARTETERAPIA
É uma prática que utiliza a arte como base do processo terapêutico. Faz 
uso de diversas técnicas expressivas como pintura, desenho, sons, música, 
modelagem, colagem, mímica, tecelagem, expressão corporal, escultura, dentre 
outras. Pode ser realizada de forma individual ou em grupo. Baseia-se no 
princípio de que o processo criativo é terapêutico e fomentador da qualidade de 
vida. A Arteterapia estimula a expressão criativa, auxilia no desenvolvimento 
motor, no raciocínio e no relacionamento afetivo. Através da arte é promovida a 
ressignificação dos conflitos, promovendo a reorganização das próprias 
percepções, ampliando a percepção do indivíduo sobre si e do mundo. A arte é 
utilizada no cuidado à saúde com pessoas de todas as idades, por meio da arte, 
a reflexão é estimulada sobre possibilidades de lidar de forma mais harmônica 
com o stress e experiências traumáticas.
1.4 AYURVEDA
É considerado uma das mais antigas abordagens de cuidado do mundo, 
foi desenvolvido na Índia durante o período de 2000-1000 a.C. Utilizou-se de 
observação, experiência e os recursos naturais para desenvolver um sistema 
único de cuidado. 
Ayurveda significa a Ciência ou Conhecimento da Vida. Este 
conhecimento estruturado agrega em si mesmo princípios relativos à saúde do 
corpo físico, de forma a não desvinculá-los e considerando os campos 
energético, mental e espiritual. 
A OMS descreve sucintamente o Ayurveda, reconhecendo sua utilização 
para prevenir e curar doenças, e reconhece que esta não é apenas um sistema 
terapêutico, mas também uma maneira de viver. 
No Ayurveda a investigação diagnóstica leva em consideração tecidos 
corporais afetados, humores, local em que a doença está localizada, resistência 
e vitalidade, rotina diária, hábitos alimentares, gravidade das condições 
clínicas, condição de digestão, detalhes pessoais, sociais, situação econômica e 
ambiental da pessoa. 
Considera que a doença inicia-se muito antes de ser percebida no corpo, 
aumentando o papel preventivo deste sistema terapêutico, tornando possível 
tomar medidas adequadas e eficazes com antecedência. Os tratamentos no 
Ayurveda levam em consideração a singularidade de cada pessoa, de acordo 
com o dosha (humores biológicos) do indivíduo. Assim, cada tratamento é 
planejado de forma individual. São utilizadas técnicas de relaxamento, 
massagens, plantas medicinais, minerais, posturas corporais (ásanas), 
pranayamas (técnicas respiratórias), mudras (posições e exercícios) e o cuidado 
dietético. A teoria dos três doshas (tridosha) é o princípio que rege a intervenção 
terapêutica no Ayurveda. As características dos doshas podem ser consideradas 
uma ponte entre as características emocionais e fisiológicas. Cada dosha está 
relacionado a uma essência sutil: Vata, a energia vital; Pitta o fogo essencial; e 
Kapha está associado à energia mental. A abordagem terapêutica básica é 
aquela que pode ser realizada pelo próprio indivíduo através do autocuidado, 
sendo o principal tratamento.
1.5 BIOENERGÉTICA
A bioenergética é uma visão diagnóstica que, aliada a uma compreensão 
etiológica do sofrimento/adoecimento, adota a psicoterapia corporal e os 
exercícios terapêuticos em grupos, por exemplo, e movimentos sincronizados 
com a respiração. Trabalha o conteúdo emocional por meio da verbalização, da 
educação corporal e da respiração, utilizando exercícios direcionados a liberar 
as tensões do corpo e facilitar a expressão dos sentimentos. Propõe a interação 
homem-corpo-emoção-razão, sendo conduzida a partir da análise desses 
componentes por meio de conceitos fundamentais (couraça muscular, anéis ou 
segmentos da couraça muscular) e técnicas corporais (grounding, respiração e 
massagem).
A bioenergética considera que o corpo é capaz de traduzir, em linguagem 
não verbal, as suas necessidades, por meio de simbolismos ou sintomas 
apresentando uma memória celular que registra experiências e reage a estes 
padrões. Desta forma, torna-se possível "ler" no corpo, também, as resistências 
e defesas do indivíduo, uma vez que ele revela expressões emocionais vividas 
até o momento. Este tipo de defesa, reconhecida como uma couraça, atua tanto 
na proteção do indivíduo contra ações externas e experiências traumatizantes, 
quanto na diminuição, de forma gradual, da espontaneidade nas relações 
humanas, da capacidade de auto percepção, da sensibilidade para o amor, do 
afeto e compaixão, bem como, dificulta a respiração plena e profunda.
A bioenergética pode contribuir com o Sistema Único de Saúde ao 
proporcionar ao paciente condições de liberar tensões, facilitar a expressão, 
favorecer o autoconhecimento e promover uma vida mais saudável.
1.6 BIODANÇA
É uma prática de abordagem sistêmica inspirada nas origens mais 
primitivas da dança, que busca restabelecer as conexões do indivíduo consigo, 
com o outro e com o meio ambiente, a partir do núcleo afetivo e da prática 
coletiva. Configura-se como um sistema de integração humana, de renovação 
orgânica, de integração psicofísica, de reeducação afetiva e de reaprendizagem 
das funções originais da vida. Sua metodologia vivencial estimula uma dinâmica 
de ação que atua no organismo potencializando o protagonismo do indivíduo 
para sua própria recuperação. A relação com a natureza, a participação social 
e a prática em grupo passam ocupar lugar de destaque nas ações de saúde. É 
um processo altamente integrativo, sua metodologia consiste em induzir 
vivências coletivas integradoras, num ambiente enriquecido com estímulos 
selecionados como músicas, cantos, exercícios e dinâmicas capazes de gerar 
experiências que estimulam a plasticidade neuronal e a criação de novas redes 
sinápticas. Nesse sentido, configura-se como um sistema de aceleração dos 
processos integrativos existenciais: Psicológico, Neurológico, Endocrinológico e 
Imunológico (PNEI), produzindo efeitos na saúde como: ativar a totalidade do 
organismo; gerar processos adaptativos e integrativos; através da otimização da 
homeostase do organismo. 
1.7 CONSTELAÇÃO FAMILIAR
A constelação familiar é uma técnica de representação espacial das 
relações familiares que permite identificar bloqueios emocionais de gerações ou 
membros da família. Desenvolvida nos anos 80 pelo psicoterapeuta alemão Bert 
Hellinger, que defende a existência de um inconsciente familiar - além do 
inconsciente individual e do inconsciente coletivo - atuando em cada membro 
de uma família. Hellinger denomina "ordens do amor" às leis básicas do 
relacionamento humano - a do pertencimento ou vínculo, a da ordem de 
chegada ou hierarquia, e a do equilíbrio - que atuam ao mesmo tempo, onde 
houver pessoas convivendo. Segundo Hellinger, as ações realizadas em 
consonância com essas leis favorece que a vida flua de modo equilibrado e 
harmônico; quando transgredidas, ocasionam perda da saúde, da vitalidade, da 
realização, dos bons relacionamentos, com decorrente fracasso nos objetivos de 
vida.
A constelação familiar é uma abordagem capaz de mostrar com 
simplicidade, profundidade e praticidade onde está a raiz, a origem, de um 
distúrbio de relacionamento, psicológico, psiquiátrico, financeiro e físico, 
levando o indivíduo a um outro nível de consciência em relação ao problema e 
mostrando uma solução prática e amorosa de pertencimento, respeito e 
equilíbrio.
A constelação familiar é indicada para todas as idades, classes sociais, e 
sem qualquer vínculo ou abordagem religiosa, podendo ser indicada para 
qualquer pessoa doente, em qualquer nível e qualquer idade, como por exemplo, 
bebês doentes são constelados através dos pais.
1.8 CROMOTERAPIA
A cromoterapia é prática terapêutica que utiliza há milênios as cores no 
tratamento de doenças, sendo utilizada pelo homem desde as antigas 
civilizações, e atua do nível físico aos mais sutis com o objetivo de harmonizar 
o corpo. Antigamente, o uso terapêutico era realizado principalmente através da 
luz solar, pela forte crença no seu potencial de cura.
A partir das abordagens dos distintos sistemas complexos das medicinas 
tradicionais, as cores em suas frequências podem ser utilizadas para neutralizar 
as condições excessivas do corpo e restabelecer a saúde, podendo serem 
utilizadas em regiões específicas do corpo, como os centros de força, pontos de 
acupunturas ou marmas, em consonância com o desequilíbrio identificado no 
indivíduo. Na concepção cromoterápica, o conceito de complementaridade 
embasa os efeitos positivos das cores sobre as disfunções de um órgão que, 
quando hiper estimulado, possui vibrações energéticas de vermelho (e podem 
ter os movimentos neutralizados e a expansão exagerada pelo tratamento 
cromoterápico com azul) ou, quando retraído, com funções diminuídas, 
energeticamente atuando na vibração do azul, pode ser estimulado pelo 
vermelho.
A cromoterapia, por intermédio das cores, procura estabelecer e restaurar 
o equilíbrio físico e energético, promovendo a harmonia entre corpo, mente e 
emoções, pois o desvio da energia vibratória do corpo é responsável por 
desencadear patologias. Pode ser trabalhada de diferentes formas: por contato, 
por visualização, com auxílio de instrumentos, com cabines de luz, com luz 
polarizada, por meditação.
Entre as possibilidades terapêuticas utilizadas pelos profissionais de 
saúde, a cromoterapia se enquadra como um recurso, associado ou não a outras 
modalidades (geoterapia, reflexologia, aromaterapia, imposição de mãos etc), 
demonstrando resultados satisfatórios.
1.9 DANÇA CIRCULAR
Danças Circulares Sagradas ou Dança dos Povos, ou simplesmente 
Dança Circular é uma prática de dança em roda, tradicional e contemporânea, 
originária de diferentes culturas que favorece a aprendizagem e a interconexão 
harmoniosa entre os participantes. Os indivíduos dançam juntos, em círculos e 
aos poucos começam a internalizar os movimentos, liberar a mente, o coração, 
o corpo e o espírito. Por meio do ritmo, da melodia e dos movimentos delicados 
e profundos os integrantes da roda são estimulados a respeitar, aceitar e honrar 
as diversidades. O principal enfoque na Dança Circular não é a técnica e sim o 
sentimento de união de grupo, o espírito comunitário que se instala a partir do 
momento em que todos, de mãos dadas, apoiam e auxiliam os companheiros. 
Assim, ela auxilia o indivíduo a tomar consciência de seu corpo físico, 
harmonizar o emocional, trabalhar a concentração e estimular a memória. As 
danças circulares podem criar espaços significativos para o desenvolvimento de 
estados emocionais positivos, tornando-se um recurso importante no contexto 
de grupos, uma vez que estimulam a cooperação, despertam o respeito ao outro, 
a integração, a inclusão e o acolhimento às diversidades. A prática tem o 
potencial mobilizador da expressão de afetos e de reflexões que resultam na 
ampliação da consciência das pessoas. No círculo trabalha-se o equilíbrio entre 
o indivíduo e o coletivo, o sentimento de pertinência e do prazer pela 
participação plena dos processos internos de transformação, promovendo o 
bem-estar, a harmonia entre corpo – mente - espírito, a elevação da autoestima; 
a consciência corporal, entre outros benefícios.
1.10 GEOTERAPIA
A geoterapia é prática que contribui com ampliação e melhoramentos nos 
sistemas de abordagem integrativa, em intervenções clínicas. Prática milenar e 
de utilização variada pelos povos antigos, alterna desde embalsamentos, 
conservação de alimentos, tratamentos, manutenção da saúde, até fins 
estéticos. Tratados antigos mencionam que as argilas eram prescritas para 
tratamentos de enfermidades e preservação da saúde, destacando grande 
emprego em casos de doenças osteomusculares, processos inflamatórios, lesões 
dérmicas, cicatrização de ferimentos, entre outros.
A geoterapia é prática relativamente simples, na qual a argila (cor 
selecionada de acordo com o objetivo de tratamento) é diluída em água e 
manipulada até formar um material homogêneo, de textura colóide para ser 
aplicada no corpo. Essa massa de argila é rica em elementos minerais e 
estruturas cristalográficas que permitem reações bioquímicas e vibracionais nos 
tratamentos de saúde. As reações bioquímicas são amplamente discutidas e 
fundamentadas pela presença de elementos minerais que cada tipo de argila 
compõe, do tipo de água utilizada para diluição, tempo de contato com pele, 
temperatura etc. As reações vibracionais, somadas ao contexto anterior, são 
resultantes da carga elétrica gerada pelas estruturas cristalinas que a formam 
a argila, instituindo assim, cristalografia como parte integrante da geoterapia.
As possibilidades de aplicação são muitas podendo ser utilizada de modo 
associado a outras terapias como reflexoterapia, auriculoterapia, massoterapia, 
fitoterapia, florais, cromoterapia, entre outras, possibilitando ampla atuação 
nos processos terapêuticos e atendendo as necessidade dos usuários. É um 
recurso que tem história bem definida, não invasiva, segura e com relatos 
clínicos de eficácia apresentado em estudos antigos e atuais, passível de 
incorporar benefícios ao Sistema Único de Saúde.
1.11 HIPNOTERAPIA
A hipnoterapia é um conjunto de técnicas que, por meio de intenso 
relaxamento, concentração e/ou foco, induz a pessoa a alcançar um estado de 
consciência aumentado que permita alterar uma ampla gama de condições ou 
comportamentos indesejados como medos, fobias, insônia, depressão, angústia, 
estresse, dores crônicas. Pode favorecer o autoconhecimento e, em combinação 
com outras formas de terapia, auxilia na condução de uma série de problemas.
Em 1993, a hipnoterapia foi definida pela American Psychological 
Association (APA) como procedimento através do qual um profissional de saúde 
conduz o indivíduo a experimentar sensações, mudanças, percepções, 
pensamentos ou comportamentos, com o seu uso indicado em diversas 
condições como transtornos depressivos, ansiedade, neurose depressiva, 
depressão, baseado em estudos anteriores. Estudos atuais indicam a terapia 
por hipnose como um tratamento eficaz e relevante na depressão. Algumas 
revisões de literatura realizadas identificaram artigos, abrangendo populações 
distintas, nas quais a maioria das pessoas acredita que a hipnoterapia é 
benéfica, pode melhorar habilidades, especialmente a memória, e consideraria 
seu uso em circunstâncias adequadas.
Alguns setores de saúde adotam regularmente esta prática em seus 
protocolos de atendimento, como a odontologia, a psicologia, a fisioterapia, a 
enfermagem, dentre outras.
1.12 HOMEOPATIA
A Homeopatia é um sistema de saúde complexo, de caráter holístico, 
baseada no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes (enunciado por 
Hipócrates no século IV a.C). 
Foi desenvolvida na Alemanha por Samuel Hahnemann, no século XVIII. 
Utiliza como recurso diagnóstico e terapêutico o tratamento homeopático 
consiste em fornecer a um paciente sintomático, doses extremamente pequenas 
dos agentes que produzem os mesmos sintomas ao ser experimentado em 
pessoas saudáveis, quando expostas a esses. O medicamento homeopático é 
preparado em um processo chamado dinamização, consistindo na diluição da 
substância em uma série de passos. 
1.13 IMPOSIÇÃO DE MÃOS
A imposição de mãos é prática terapêutica secular que implica um esforço 
meditativo para a transferência de energia vital (Qi, prana) por meio das mãos 
com intuito de reestabelecer o equilíbrio do campo energético humano 
auxiliando no processo saúde-doença. Sem envolvimento de outros recursos 
(remédios, essências, aparelhos) faz uso da capacidade humana de conduzir 
conscientemente o fluxo de energias curativas multidimensionais para dentro 
do corpo humano e dos seus sistemas energéticos físicos e espirituais a fim de 
provocar mudanças terapêuticas.
A maioria das formas de cura pela imposição das mãos envolve de fato o 
posicionamento das mãos sobre ou próximo ao corpo da pessoa para 
transferência de energia do agente de cura para o paciente. Essa prática 
fundamenta-se no princípio de que a energia do campo universal sustenta todos 
os tipos de organismos vivos e que este campo de energia universal tem a ordem 
e o equilíbrio como base. No estado de saúde, esta energia universal flui 
livremente dentro, através e fora do campo de energia humano promovendo 
equilíbrio. Na doença, o fluxo de energia pode estar obstruído, desorganizado ou 
em desequilíbrio.
Os conceitos da energia essencial da vida receberam vários nomes em 
diferentes partes do mundo e fazem parte de sistemas médicos milenares: na 
Índia, a palavra em sânscrito para energia vital é prana; na China, essa energia 
é descrita fluindo através de uma rede não física de meridianos, é chamada de 
qi ou ch'i; e no antigo Egito é denominado ká. Prática tradicional de saúde de 
uso integrativo e complementar a outras práticas e/ou terapias de saúde.
1.14 MEDICINA ANTROPOSÓFICA
A Medicina Antroposófica (MA) foi introduzida no Brasil há 
aproximadamente 60 anos e apresenta-se como uma abordagem médico￾terapêutica complementar, de base vitalista, cujo modelo de atenção está 
organizado de maneira transdisciplinar, buscando a integralidade do cuidado 
em saúde. Considerada uma abordagem terapêutica integral com base na 
antroposofia, avalia o ser humano a partir dos conceitos da trimembração, 
quadrimembração e biografia, oferecendo cuidados e recursos terapêuticos 
específicos. Atua de maneira integrativa e utiliza diversos recursos terapêuticos 
para a recuperação ou manutenção da saúde, conciliando medicamentos e 
terapias convencionais com outros específicos de sua abordagem.
Na abordagem interdisciplinar de cuidados, os diferentes recursos 
terapêuticos ofertados envolvem:
- terapia medicamentosa: recurso de base antroposófica em que, de acordo 
com o diagnóstico individualizado, são prescritos medicamentos antroposóficos 
ou, em alguns casos, alopáticos;
- aplicações externas: uso de substâncias ou de toques na pele - orientado 
por conhecimentos antroposóficos que exerce efeito terapêutico, propiciando a 
absorção de princípios medicamentosos e a cura endógena. Utiliza substâncias 
como chás medicinais, emulsões de plantas, pomadas de metais ou vegetais, 
óleos essenciais e raízes de plantas. Banho medicinal, cataplasma, compressa, 
enfaixamento, escalda-pés, fricção e massagem são exemplos de aplicação 
externa;
- banhos terapêuticos: Técnica de base antroposófica que utiliza o banho 
como recurso complementar na promoção da saúde e pode ocorrer com ou sem 
uso de calor ou de substâncias, como óleos essenciais, emulsão de plantas e 
chás. 
Pode ser de escova, de fricção, de assento, entre outros, e obedece a uma 
sequência rítmica, respeitando-se um período de repouso após o banho.
- Massagem rítmica: técnica de base antroposófica que utiliza movimentos 
rítmicos para manipulação dos tecidos corporais, atuando de forma terapêutica;
- Terapia artística: prática expressiva que utiliza elementos artísticos 
(como cor, forma, volume, luz e sombra) na realização de exercícios específicos, 
orientados e acompanhados por terapeuta artístico antroposófico - de maneira 
individualizada, em função dos objetivos do tratamento - visando melhorar a 
vitalidade, a criatividade, a resiliência e, por consequência, a recuperação do 
equilíbrio entre corpo e alma na promoção da saúde. As modalidades mais 
frequentes incluem exercícios com aquarela aplicando pigmentos naturais; 
desenho de formas; modelagem em argila; ou desenho com carvão;
- Euritmia: prática corporal de base antroposófica, com movimentos 
associados a fonemas - representam sons primordiais - que induzem efeitos 
anabolizantes, relaxantes ou desintoxicantes, em função harmonizadora e que 
não apresenta contraindicação ou efeito colateral.
- Quirofonética: técnica terapêutica de base antroposófica na qual o 
terapeuta quirofonético entoa sons da própria fala (vogais, consoantes, versos) 
enquanto realiza deslizamentos manuais pelo corpo do paciente, para despertar 
as forças internas de regeneração da saúde. O toque corporal na quirofonética 
obedece a movimentos específicos realizados especialmente nas costas, braços 
e pernas e, em geral, com o auxílio de óleos medicinais. Foi desenvolvida pelo 
médico alemão Alfred Baur, em 1972, e pode ser aplicada em diversas situações 
de adoecimento físico, psíquico ou deficiências motoras e cognitivas;
- Cantoterapia: prática expressiva que utiliza a atividade artística do canto, 
por meio de exercícios musicais, para atuar sobre o corpo e a emoção, 
estimulando e propiciando uma forma de autoconhecimento e fortalecimento do 
eu. Auxilia a destravar emoções reprimidas, trabalhando numa perspectiva de 
melhorar os aspectos psicológicos e corporais do indivíduo.
- Terapia biográfica: técnica de aconselhamento de base antroposófica na 
qual, orientado pelo terapeuta, o indivíduo revê sua própria biografia para 
perceber o que pode estar bloqueando seu desenvolvimento pessoal e identificar 
as possibilidades de transformação.
Inicialmente integrado ao SUS, pela PNPIC, como Observatório das 
Experiências de Medicina Antroposófica no SUS, articulação institucional 
voltada para o desenvolvimento de metodologias apropriadas ao 
acompanhamento e à avaliação de experiências em medicina antroposófica 
presentes no SUS, bem como ao monitoramento desses serviços e à divulgação 
dos resultados, envolveu as três esferas de gestão no SUS em sua articulação. 
Agora, passa a integrar formalmente o rol de PICS institucionalizadas no 
Sistema.
1.15 MEDICINA TRADICIONAL CHINESA, ACUPUNTURA, 
MOXABUSTÃO, VENTOSOTERAPIA, PRÁTICAS CORPORAIS, MEDITAÇÃO, 
ORIENTAÇÃO ALIMENTAR. 
A Medicina Tradicional Chinesa caracteriza-se por um sistema de saúde 
integral, originado há milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata 
simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica 
entre as partes. Tem como fundamento a teoria do Yin-yang e inclui a teoria dos 
cinco movimentos. Utiliza como elementos a anamnese, a palpação do pulso, a 
observação da face e da língua em suas várias modalidades de tratamento 
(acupuntura, plantas medicinais, dietoterapia, práticas corporais e mentais, 
moxabustão, ventosoterapia).
1.15.1 Acupuntura
É um método terapêutico que amparado pelos mecanismos próprios, 
apoiados nos conhecimentos filosóficos milenares da Medicina Tradicional 
Chinesa (MTC), como a dualidade do yin/yang, os Cinco Elementos 
(Movimentos), etiopatogênia e fisiopatologia dos Órgãos e Vísceras (Zang/Fu), 
com bases filosóficas e científicas, sistematizados pelos estudos da biologia, 
fisiologia, ciências morfológicas, bioquímicas, biomecânicos, biofísicos, da 
cinesiologia funcional, e da patologia de órgãos e sistemas do corpo humano, 
busca respostas funcionais locais e sistêmicas com objetivos de prevenir 
doenças, disfunções e restaurar a normalidade psíquica e orgânica.
Acupuntura é hoje prática, método terapêutico e ou especialidade de 
várias profissões de saúde, sendo a Fisioterapia a primeira a reconhecê-la 
através da Resolução COFFITO 60/85, seguida por vários Conselhos de 
Profissionais de Saúde, a saber: Biomedicina, Odontologia, Enfermagem, 
Psicologia, Farmácia, Terapia Ocupacional, Educação Física e Medicina, 
portanto tem fundamentação de controle ético e profissional contra o dolo social 
já testado por todos os conselhos de profissionais de saúde, corroborando com 
os princípios do SUS e da Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde.
1.15.2 Ventosoterapia
 Sucção da pele com finalidade terapêutica) e Moxabustão (uso da 
Artemísia vulgaris com objetivo terapêutico em pontos específicos do corpo e ou 
trajetos de meridianos) e outras técnicas específicas que congregam aquilo que 
o Ministério da Saúde denomina de Acupuntura/MTC. 
1.15.3 Práticas corporais
Um dos pilares da Medicina Tradicional Chinesa é a prática de 
exercícios corporais, com o objetivo de fortalecer a saúde, prevenir e tratar 
desequilíbrios, de modo que o praticante se torne cada vez mais perceptivo de 
seu poder interior de cura e prevenção da sua saúde como um todo. Existem 
várias escolas e tipos de exercícios chineses dentro da Medicina Tradicional 
Chinesa (MTC). Alguns são em forma de ginástica, alongamentos, percussões 
ou automassagens, outros são na forma de movimentos arredondados, imitando 
ou simbolizando fenômenos atmosféricos, animais ou movimentos de pássaros. 
Os gestos são sempre executados de forma lenta para que o praticante esteja 
presente e consciente das sensações do corpo, das emoções e dos pensamentos, 
para poder transmutar o que não lhe é conveniente ou expandir o que lhe 
agrada, de si mesmo. 
As práticas tradicionais chinesas chegaram ao Ocidente a partir 
da década de 60 do século XX. Sua presença vem aumentando 
significativamente desde então e contribuindo de forma consistente no conjunto 
de mudanças por que passa pela saúde mecanicista, como por exemplo, na 
perspectiva preventiva de saúde que incentiva a construção de uma consciência 
de auto cuidado do indivíduo. Perspectiva cada vez mais necessária diante do 
aumento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Outra contribuição 
interessante dessas práticas encontra-se também no debate sobre o processo 
de humanização do SUS, já que proporcionam também a proximidade entre as 
pessoas e a possibilidade de trocas solidárias e afetivas que agem no campo 
psicossomático.
Destacamos as seguintes práticas corporais:
O Lian Gong se caracteriza por uma técnica de exercícios para 
prevenir e tratar de dores no corpo e restaurar a sua movimentação natural. A 
prática do Lian Gong, se fundamenta, nos mesmos conceitos básicos da 
medicina tradicional chinesa que fundamentam a massagem Tui Na, a 
Acupuntura, a Fitoterapia Chinesa e o Qi Gong. 
O Tai Chi Chuan é reconhecido também como uma forma de 
meditação em movimento. Apesar de ter suas raízes na antiga China, o Tai Chi 
Chuan é atualmente uma arte praticada em todo o mundo. É apreciado no 
Ocidente especialmente por sua relação com a meditação e com a promoção da 
saúde, oferecendo aos que vivem no ritmo veloz das grandes cidades uma 
referência de tranquilidade e equilíbrio. 
Qi-Gong ou Chi Kung é a “ciência e prática” do Chi (Qi), que pode 
ser pensada como um campo de energia movendo-se pelo corpo. A saúde física 
e mental pode ser alegadamente melhorada aprendendo a manipular o Chi 
através da respiração, do movimento e dos atos da vontade. Até afirmam que 
podemos fortalecer o sistema imunológico controlando o Chi, é considerado 
como a “acupuntura em movimento”. 
A Tui Ná é uma forma de massagem chinesa frequentemente 
utilizada junto com outras técnicas terapêuticas da medicina tradicional 
chinesa, como a acupuntura, a moxabustão, a fitoterapia chinesa e o Qi Gong. 
O Tui Ná emprega técnicas de massagem para estimular ou sedar os pontos dos 
meridianos do paciente, visando ao equilíbrio do fluxo de energia por esses 
canais.
1.15.4 Auriculoterapia
A auriculoterapia é uma terapia que consiste na estimulação com 
agulhas, sementes de mostarda, objetos metálicos ou magnéticos em pontos 
específicos da orelha para aliviar dores ou tratar diversos problemas físicos ou 
psicológicos, como ansiedade, enxaqueca, obesidade ou contraturas. A 
auriculoterapia chinesa faz parte de um conjunto de técnicas terapêuticas, que 
tem como base os preceitos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Acredita￾se que tenha sido desenvolvida juntamente com a acupuntura sistêmica (corpo), 
que é, atualmente, uma das terapias orientais mais populares em diversos 
países e tem sido amplamente utilizada na assistência à saúde.
1.15.5 Oficina de massagem/automassagem
Diversas culturas utilizam as massagens no cuidado em saúde, a 
automassagem tem a finalidade de manter ou restabelecer a saúde, por meio da 
promoção do equilíbrio da circulação de sangue e de energia por todas as partes 
do corpo. É realizada pelo próprio sujeito, por meio de massagens de áreas e/ou 
pontos de acupuntura no seu corpo.
1.15.6 Massoterapia
A massoterapia é um termo que engloba diversas técnicas 
terapêuticas, cujo objetivo é melhorar a saúde e prevenir alguns desequilíbrios 
corporais. Por meio do ato de tocar regiões do corpo de uma pessoa, realizando 
movimentos fortes ou sutis, é possível trabalhar os aspectos físicos e mentais 
de cada um. A prática, baseada em técnicas de massagens relaxantes, estéticas 
ou terapêuticas inspiradas no oriente e no ocidente, é reconhecida pela 
Organização Mundial de Saúde (OMS).
1.16 MEDITAÇÃO
É uma prática de harmonização dos estados mentais e da consciência, 
presente em inúmeras culturas e tradições. Também é entendida como estado 
de Samadhi, que é a dissolução da identificação com o ego e total 
aprofundamento dos sentidos, o estado de "êxtase". A prática torna a pessoa 
atenta, experimentando o que a mente está fazendo no momento presente, 
desenvolvendo o autoconhecimento e a consciência, com o intuito de observar 
os pensamentos e reduzir o seu fluxo. Permite ao indivíduo enxergar os próprios 
padrões de comportamento e a maneira através da qual cria e mantém situações 
que alimentam constantemente o mesmo modelo de reação psíquica/emocional. 
Atrelado a isso, o conjunto de atitudes e comportamentos, aliado aos 
mecanismos de enfrentamento escolhidos pelo indivíduo diante as diversas 
situações da vida, tem impacto sobre sua saúde ou doença. A meditação 
constitui um instrumento de fortalecimento físico, emocional, mental, social e 
cognitivo. A prática traz benefícios para o sistema cognitivo, promove a 
concentração, auxilia na percepção sobre as sensações físicas e emocionais 
ampliando a autodisciplina no cuidado à saúde. Estimula o bem-estar, 
relaxamento, redução do estresse, da hiperatividade e dos sintomas 
depressivos.
1.17 MUSICOTERAPIA
É a utilização da música e seus elementos (som, ritmo, melodia e 
harmonia), em grupo ou de forma individualizada, num processo para facilitar 
e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, 
organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar 
necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A Musicoterapia 
objetiva desenvolver potenciais e restabelecer funções do indivíduo para que 
possa alcançar uma melhor integração intra e interpessoal e,
consequentemente, uma melhor qualidade de vida. É importante destacar que 
a utilização terapêutica da música se deve à influência que, esta exerce sobre o 
indivíduo, de forma ampla e diversificada. No desenvolvimento humano a 
música é parte inerente de sua constituição, pois estimula o afeto, a socialização 
e movimento corporal como expressões de processos saudáveis de vida. A 
Musicoterapia favorece o desenvolvimento criativo, emocional e afetivo e, 
fisicamente, ativa o tato e a audição, a respiração, a circulação e os reflexos. 
Também contribui para ampliar o conhecimento acerca da utilização da música 
como um recurso de cuidado junto a outras práticas, facilitando abordagens 
interdisciplinares, pois promove relaxamento, conforto e prazer no convívio 
social, facilitando o diálogo entre os indivíduos e profissionais.
1.18 NATUROPATIA
É entendida como abordagem de cuidado que, por meio de métodos e 
recursos naturais, apoia e estimula a capacidade intrínseca do corpo para 
curar-se. Tem sua origem fundamentada nos saberes de cuidado em saúde de 
diversas culturas, particularmente aquelas que consideram o vitalismo, que 
consiste na existência de um princípio vital presente em cada indivíduo, que 
influencia seu equilíbrio orgânico, emocional e mental, em seu cosmo visão. A 
Naturopatia utiliza diversos recursos terapêuticos como: plantas medicinais, 
águas minerais e termais, aromaterapia, trofologia, massagens, recursos 
expressivos, terapias corpo - mente e mudanças de hábitos. Cada indivíduo 
recebe um tratamento individualizado, planejado para suas especificidades, 
seguindo seis princípios fundamentais: não fazer mal - por meio do uso de 
métodos que minimizam o risco de efeitos colaterais; identificar e tratar as 
causas fundamentais da doença - identificando e removendo as causas 
subjacentes das doenças ao invés de suprimir os sintomas; ensinar os 
princípios de uma vida saudável e uma prática promocionista – compartilhando 
conhecimentos com os indivíduos e os encorajando a ter responsabilidade sob 
sua própria saúde; tratar o indivíduo como um todo por meio de um tratamento 
individualizado - compreendendo fatores físicos, mentais, emocionais, 
espirituais, genéticos, espirituais, ambientais e sociais únicos que contribuem 
para a doença e, personalizando os protocolos de tratamento para o indivíduo; 
dar ênfase à prevenção de agravos e doenças e à promoção da saúde - avaliando 
os fatores de risco e vulnerabilidades e recomendando intervenções apropriadas 
para manter e expandir a saúde e prevenir a doença e, dar suporte ao poder de 
cura do organismo - reconhecendo e removendo os obstáculos que interferem 
no processo de autocura do corpo.
1.19 OSTEOPATIA
É um método diagnóstico e terapêutico que atua no indivíduo de forma 
integral a partir da manipulação das articulações e tecidos. Esta prática parte 
do princípio que as disfunções de mobilidade articular e teciduais em geral 
contribuem no aparecimento das enfermidades. A abordagem osteopática 
envolve o profundo conhecimento anatômico, fisiológico e biomecânico global, 
relacionando todos os sistemas para formular hipóteses de diagnóstico e aplicar 
os tratamentos de forma eficaz. Desta forma, a osteopatia diferencia-se de 
outros métodos de manipulação, pois busca trabalhar de forma integral 
proporcionando condições para que o próprio organismo busque o 
equilíbrio/homeostase. Pode ser subdividida basicamente em três classes, a 
saber: osteopatia estrutural; osteopatia craniana; osteopatia visceral. Esta 
abordagem para os cuidados e cura do indivíduo, se baseia no conceito de que 
o ser humano é uma unidade funcional dinâmica, em que todas as partes se 
inter-relacionam e que possui seus próprios mecanismos para a autorregulação 
e a autocura. O foco do tratamento osteopático é detectar e tratar as chamadas 
disfunções somáticas que correspondem à diminuição de mobilidade 
tridimensional de qualquer elemento conjuntivo, caracterizadas por restrições 
de mobilidade (hipomobilidades). A osteopatia diz respeito à relação de corpo, 
mente e espírito na saúde e doença, enfatizando a integridade estrutural e 
funcional do corpo e a tendência intrínseca do corpo, direcionada à própria 
cura.
1.20 OZONIOTERAPIA
A ozonioterapia é pratica integrativa e complementar de baixo custo, 
segurança comprovada e reconhecida, que utiliza a aplicação de uma mistura 
dos gases oxigênio e ozônio, por diversas vias de administração, com finalidade 
terapêutica, já utilizada em vários países como Itália, Alemanha, Espanha, 
Portugal, Rússia, Cuba, China, entre outros, há décadas.
Há algum tempo, o potencial terapêutico do ozônio ganhou muita atenção 
através da sua forte capacidade de induzir o estresse oxidativo controlado e 
moderado quando administrado em doses terapêuticas precisas. A molécula de 
ozônio é molécula biológica, presente na natureza e produzida pelo organismo 
sendo que o ozônio medicinal (sempre uma mistura de ozônio e oxigênio), nos 
seus diversos mecanismos de ação, representa um estimulo que contribui para 
a melhora de diversas doenças, uma vez que pode ajudar a recuperar de forma 
natural a capacidade funcional do organismo humano e animal.
Alguns setores de saúde adotam regularmente esta prática em seus 
protocolos de atendimento, como a odontologia, a neurologia e a oncologia, 
dentre outras.
1.21 PLANTAS MEDICINAIS/FITOTERAPIA
Fitoterapia é uma prática terapêutica caracterizada pela utilização das 
plantas medicinais, em suas diferentes formas farmacêuticas, no tratamento e 
na prevenção de doenças. Caracteriza-se pela utilização do extrato total da 
planta, sem adição ou acréscimo de substâncias ativas isoladas, mesmo que de 
origem vegetal. 
Desde os primórdios da humanidade já se registra a utilização das 
plantas medicinais no tratamento de doenças. Tais conhecimentos foram 
obtidos através da observação e experimentação e repassados de geração a 
geração. Hoje a fitoterapia é vista como uma experiência coletiva de 50 gerações, 
entre profissionais de saúde e pacientes, o que, aliado às pesquisas cientificas 
fornece bases sólidas para sua implantação e implementação nos serviços de 
saúde.
Os baixos índices de efeitos colaterais, a ampliação das possibilidades 
terapêuticas, o menor custo de produção em relação aos medicamentos 
sintéticos e o reconhecimento do sistema de saúde ocidental fazem com que a 
inclusão da fitoterapia seja recomendada pela Organização Mundial de Saúde e 
pelo Ministério da Saúde na Atenção Primária à saúde. Sendo o Brasil possuidor 
da maior diversidade vegetal do mundo e detentor de um valioso conhecimento 
tradicional oriundo da diversidade étnica e cultural em relação ao uso e 
aplicação das plantas medicinais, foi regulamentada em 2006 a Política 
Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, Portaria n. 
971/06, e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, Decreto n. 
5.813/06. 
1.22 QUIROPRAXIA
É uma abordagem de cuidado que utiliza elementos diagnósticos e 
terapêuticos manipulativos, visando o tratamento e a prevenção das desordens 
do sistema neuro-músculo esquelético e dos efeitos destas na saúde em geral. 
São utilizadas as mãos para aplicar uma força controlada na articulação, 
pressionando além da amplitude de movimento habitual. É comum se ouvir 
estalos durante as manipulações, isso ocorre devido à abertura da articulação, 
que gera uma cavitação. O ajuste articular promovido pela Quiropraxia é 
aplicado em segmentos específicos e nos tecidos adjacentes com objetivo de 
causar influência nas funções articulares e neurofisiológicas a fim de corrigir o 
complexo de subluxação, cujo modelo é descrito como uma disfunção motora 
segmentar, o qual incorpora a interação de alterações patológicas em tecidos 
nervosos, musculares, ligamentosos, vasculares e conectivos.
1.23 REFLEXOTERAPIA
Também conhecida como reflexologia, é uma prática que utiliza 
estímulos em áreas reflexas com finalidade terapêutica. Parte do princípio que 
o corpo se encontra atravessado por meridianos que o dividem em diferentes 
regiões. Cada uma destas regiões tem o seu reflexo, principalmente nos pés ou 
nas mãos. São massageados pontos- chave que permitem a reativação da 
homeostase e equilíbrio das regiões do corpo nas quais há algum tipo de 
bloqueio ou inconveniente. As áreas do corpo foram projetadas nos pés, depois 
nas mãos, na orelha e também em outras partes do corpo, passando a ser 
conhecida como microssistemas, que utiliza o termo "Terapias Reflexas", 
Reflexoterapia ou Reflexologia. A planta dos pés apresenta mais de 72.000 
terminações nervosas; na existência de um processo patológico, vias eferentes 
enviam fortes descargas elétricas que percorrem a coluna vertebral e descendo 
pelos nervos raquidianos, pelas pernas, as terminações nervosas livres, que se 
encontram nos pés criam um campo eletromagnético que gera uma 
concentração sanguínea ao redor de determinada área. Quanto maior a 
concentração de sangue estagnado, mais crônicas e mais graves são as 
patologias.
1.24 REIKI
É uma prática de imposição de mãos que usa a aproximação ou o toque 
sobre o corpo da pessoa com a finalidade de estimular os mecanismos naturais 
de recuperação da saúde. Baseado na concepção vitalista de saúde e doença 
também presente em outros sistemas terapêuticos, considera a existência de 
uma energia universal canalizada que atua sobre o equilíbrio da energia vital 
com o propósito de harmonizar as condições gerais do corpo e da mente de 
forma integral. A terapêutica objetiva fortalecer os locais onde se encontram 
bloqueios - "nós energéticos" - eliminando as toxinas, equilibrando o pleno 
funcionamento celular, de forma a restabelecer o fluxo de energia vital. A prática 
promove a harmonização entre as dimensões físicas, mentais e espirituais. 
Estimula a energização dos órgãos e centros energéticos. A prática do Reiki, leva 
em conta dimensões da consciência, do corpo e das emoções, ativa glândulas, 
órgãos, sistema nervoso, cardíaco e imunológico, auxilia no estresse, depressão, 
ansiedade, promove o equilíbrio da energia vital.
1.25 SHANTALA
É uma prática de massagem para bebês e crianças, composta por uma 
série de movimentos pelo corpo, que permite o despertar e a ampliação do 
vínculo cuidador e bebê. Além disso, promove a saúde integral, reforçando 
vínculos afetivos, a cooperação, confiança, criatividade, segurança, equilíbrio 
físico e emocional. Promove e fortalece o vínculo afetivo, harmoniza e equilibra 
os sistemas imunológico, respiratório, digestivo, circulatório e linfático. Permite 
ao bebê e à criança a estimulação das articulações e da musculatura auxiliando 
significativamente no desenvolvimento motor, facilitando movimentos como 
rolar, sentar, engatinhar e andar.
1.26 TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA (TCI)
É uma prática de intervenção nos grupos sociais e objetiva a criação e o 
fortalecimento de redes sociais solidárias. Aproveita os recursos da própria 
comunidade e baseia-se no princípio de que se a comunidade e os indivíduos 
possuem problemas, mas também desenvolvem recursos, competências e 
estratégias para criar soluções para as dificuldades. É um espaço de 
acolhimento do sofrimento psíquico, que favorece a troca de experiências entre 
as pessoas. A TCI é desenvolvida em formato de roda, visando trabalhar a
horizontalidade e a circularidade. Cada participante da sessão é corresponsável 
pelo processo terapêutico produzindo efeitos individuais e coletivos. A partilha 
de experiências objetiva a valorização das histórias pessoais, favorecendo assim, 
o resgate da identidade, a restauração da autoestima e da autoconfiança, a 
ampliação da percepção e da possibilidade de resolução dos problemas. Está 
fundamentada em cinco eixos teóricos que são: a Pedagogia de Paulo Freire, a 
Teoria da Comunicação, o Pensamento Sistêmico, a Antropologia Cultural e a 
Resiliência. Reforça a autoestima e fortalece vínculos positivos, promovendo 
redes solidárias de apoio e otimizando recursos disponíveis da comunidade, é 
fundamentalmente uma estratégia integrativa e intersetorial de promoção e 
cuidado em saúde. Tendo a possibilidade de ouvir a si mesmo e aos outros 
participantes, a pessoa pode atribuir outro significado aos seus sofrimentos, 
diminuído o processo de somatização e complicações clínicas. 
1.27 TERAPIA DE FLORAIS
A terapia de florais é uma prática complementar e não medicamentosa 
que, por meio dos vários sistemas de essências florais, modifica certos estados 
vibratórios auxiliando a equilibrar e harmonizar o indivíduo. O pioneiro das 
essências florais foi o médico inglês Edward Bach que, na década de 1930, 
inspirado nos trabalhos de Paracelso, Hahnemann e Steiner, adota a utilização 
terapêutica da energia essencial - energia sutil - de algumas flores silvestres que 
cresciam sem a interferência do ser humano, para o equilíbrio e harmonia da 
personalidade do indivíduo, reatando laços com a tradição alquímica de 
Paracelso e Hildegard Von Bingen, numa nova abordagem da saúde.
As essências florais são extratos líquidos naturais, inodoros e altamente 
diluídos de flores que se destinam ao equilíbrio dos problemas emocionais, 
operando em níveis sutis e harmonizando a pessoa internamente e no meio em 
que vive. São preparadas a partir de flores silvestres no auge da floração, nas 
primeiras horas da manhã, quando as flores ainda se encontram úmidas pelo 
orvalho, obtidas através da colheita de flores extraídas de lugares da natureza 
que se encontram intactos. A essência floral que se origina da planta em floração 
atua nos arquétipos da alma humana, estimulando transformação positiva na 
forma de pensamento e propiciando o desenvolvimento interior, equilíbrio 
emocional que conduz a novos comportamentos. Não é fitoterápico, não é 
fragrância, não é homeopatia, não é droga.
Pode ser adotado em qualquer idade, não interferindo com outros métodos 
terapêuticos e/ou medicamentos, potencializando-os. 
1.28 TERMALISMO SOCIAL / CRENOTERAPIA
O uso das águas minerais para tratamento de saúde é um procedimento 
dos mais antigos, utilizado desde a época do Império Grego. Foi descrito por 
Heródoto (450 a.C.), autor da primeira publicação científica termal. Como 
prática terapêutica, compreende as diferentes maneiras de utilização da água 
mineral - com propriedades físicas, térmicas, radioativas e outras - e 
eventualmente submetida a ações hidromecânicas - como agente em 
tratamentos de saúde. A eficiência do termalismo no tratamento de saúde está 
associada à composição química da água (que pode ser classificada como 
sulfurada, radioativa, bicabornatada, ferruginosa etc.), à forma de aplicação 
(banho, sauna etc.) e à sua temperatura.
A crenoterapia, por sua vez, consiste em prática terapêutica que utiliza 
águas minerais com propriedades medicinais, de modo preventivo ou curativo, 
em complemento a outros tratamentos de saúde. Tem por base a crenologia, 
ciência que estuda as propriedades medicinais das substâncias físico-químicas 
das águas minerais e sua utilização terapêutica. No Brasil, a crenoterapia foi 
introduzida junto com a colonização portuguesa, que trouxe ao país os seus 
hábitos de usar águas minerais para tratamento de saúde. Durante algumas 
décadas foi disciplina conceituada e valorizada, presente em escolas médicas, 
como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal 
do Rio de Janeiro (UFRJ).
Inicialmente integrado ao SUS, pela PNPIC, como Observatório das 
Experiências de Termalismo no SUS, articulação institucional voltada para o 
desenvolvimento de metodologias apropriadas ao acompanhamento e à 
avaliação de experiências em medicina antroposófica presentes no SUS, bem 
como ao monitoramento desses serviços e à divulgação dos resultados, envolveu 
as três esferas de gestão no SUS em sua articulação. Agora, passa a integrar 
formalmente o rol de PICS institucionalizadas no Sistema.
 1.29 YOGA
Trabalha o praticante em seus aspectos físico, mental, emocional, 
energético e espiritual visando à unificação do ser humano em Si e por si 
mesmo. Constitui-se de vários níveis, sendo o Hatha Yoga um ramo do Yoga que 
fortalece o corpo e a mente através de posturas psicofísicas (ásanas), técnicas 
de respiração (pranayamas), concentração e de relaxamento. Entre os principais 
benefícios podemos citar a redução do estresse, a regulação do sistema nervoso 
e respiratório, o equilíbrio do sono, o aumento da vitalidade psicofísica, o 
equilíbrio da produção hormonal, o fortalecimento do sistema imunológico, o 
aumento da capacidade de concentração e de criatividade e a promoção da 
reeducação mental com consequente melhoria dos quadros de humor, o que 
reverbera na qualidade de vida dos praticantes.
2 OBJETIVOS DA POLÍTICA MUNICIPAL DE PRÁTICAS 
INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE (PMPICS) DO 
MUNICÍPIO DE CONSTANTINA
2.1 - Implantar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares 
no SUS na perspectiva da prevenção de agravos, da promoção e recuperação da 
saúde, com ênfase na Atenção Primária, voltada para o cuidado continuado, 
humanizado e integral em saúde, de forma multidisciplinar; 
2.2 - Aumentar a resolubilidade do Sistema e garantir o acesso às 
Práticas Integrativas Complementares em Saúde no Município, garantindo a 
qualidade, a eficácia, a eficiência e a segurança no uso; 
2.3 - Promover a racionalização das ações de saúde, estimulando 
alternativas inovadoras e socialmente contributivas para o desenvolvimento 
sustentável de comunidades; 
2.4 - Estimular as ações referentes ao controle/participação social, 
promovendo o envolvimento responsável e continuado de usuários, gestores e 
trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde do 
Município de Constantina; 
2.5- Definir diretrizes e estratégias do Gestor Municipal para implantação 
e/ou implementação e coordenação das Práticas Integrativas e Complementares 
em Saúde no SUS de Constantina. 
3. DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS DA POLÍTICA MUNICIPAL DE 
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE 
(PMPICS) DE CONSTANTINA.
3.1 As diretrizes definidas pela política foram organizadas levando-se em 
consideração cada uma das competências do Gestor Municipal listadas na 
PMPIC. Para implementação das diretrizes, estão sugeridas estratégias, que 
deverão ser estruturadas como seguem:
I. Estruturar, elaborar normas técnicas e coordenar a Atenção em 
Práticas Integrativas e Complementares (PICS) na rede de saúde 
do Município através de: estruturação e fortalecimento da Atenção 
em PIC no âmbito do SUS em Constantina; 
II. Estruturar e manter a Coordenação Municipal de Práticas 
Integrativas e Complementares como responsável técnica pelas 
ações da PMPICS, contemplando referências técnicas para cada 
área das PICS; 
III. Estabelecer metas e prioridades para a organização da Atenção em 
PICs, contando com a participação social; 
IV. Incentivar a inserção das PICs em todos os níveis de Atenção, com 
ênfase na Atenção Primária, com acesso definido de acordo com as 
realidades municipal de modo a permitir o maior acesso possível 
aos usuários, em caráter multiprofissional, para as categorias 
profissionais presentes no SUS e em consonância com o nível de 
atenção; 
V. Implantar ações e fortalecer iniciativas existentes que venham 
contribuir para o acesso às PICS; 
VI. Disponibilizar os dados obtidos em pesquisas realizadas nas PIC 
inclusive aos agentes sociais municipais, para que esses sejam 
sensibilizados para auxiliar na implantação e ampliação desses 
serviços no município;
VII. Promover o acesso aos medicamentos, insumos estratégicos e 
equipamentos necessários ao PMPICS (Programa Municipal de 
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde). 
4 . DA COORDENAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA ATENÇÃO EM PIC 
NO MUNICÍPIO DE CONSTANTINA.
A Coordenação será formada por representantes da Secretária Municipal 
de Saúde, de entidades que desenvolvem alguma prática Integrativa 
Complementar no Município e profissionais que desenvolvem Práticas 
Integrativas.
4.1 Caberá a Coordenação:
I. Fornecer à Comissão Municipal de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde a assessoria técnica no processo de 
qualificação da Atenção em PIC, no planejamento e na normalização; 
assessorar a Comissão Municipal com relação à informação de dados 
referentes às PIC junto ao Ministério da Saúde;
II. Elaborar normas técnicas com protocolos e “linhas guias” como 
documento direcionador orientando e unificando o exercício das práticas 
integrativas no município, dentro de princípios institucionais específicos 
a cada prática; 
III. Divulgar as recomendações técnicas para boas práticas para as várias 
áreas das PICS;
IV. Fomentar a articulação com as demais políticas públicas existentes 
no Município de Constantina, bem como outros municípios, além de 
órgãos públicos e instituições não governamentais; 
V. Promover articulação com instituições de ensino e pesquisa para 
divulgação, expansão e promoção das PMPICS;
VI. Promover a “Educação Permanente para o Trabalhador em Saúde” 
para os profissionais da rede SUS através de convênios e parcerias com 
instituições educacionais público/privadas em todos os níveis; 
VII. Promover Educação Permanente dirigida a profissionais da rede não 
ligados às Práticas Integrativas com caráter informativo e instrutivo sobre 
essas; viabilizar e fornecer material e outros instrumentos didáticos 
necessários aos vários níveis de promoção da Educação Permanente, 
voltados especificamente para o público-alvo em questão; 
VIII. Resguardar que os projetos de Educação Permanente e de Pesquisa 
nas PICS sejam adequados às demandas e necessidades específicas 
municipais, desenvolvidos por entidades, e ou entidades científicas 
locais.
IX. Quanto à promoção de cooperação nacional e internacional das 
experiências da PIC nos campos de Atenção, da Educação Permanente e 
da pesquisa em saúde: realizar anualmente um Fórum Municipal para 
as PICS;
X. Participar com representação nos fóruns nacionais e internacionais 
das PICS;
XI. Elaborar indicadores específicos para medir o impacto da implantação 
da nova política no município; 
XII. Avaliar os indicadores de acompanhamento de processos; 
XIII. Elaborar indicadores específicos para o estudo da população 
usuária, considerando uma avaliação quantitativa e qualitativa, 
utilizando-se de instrumentos que permitam avaliar a melhora dos 
pacientes quanto aos aspectos biológicos, psicológicos e sociais, 
possibilitando a comparação com os demais atendimentos; 
XIV. Elaborar uma Ficha de Avaliação Unificada para todos os serviços 
do Município que permita avaliar o PMPICS; 
XV. Monitorar os indicadores anualmente a fim de avaliar a efetividade 
dos serviços de PMPICS; 
XVI. Elaborar instrumentos de acompanhamento dos serviços de 
fornecimento de medicamentos municipais e estaduais, garantindo a 
visibilidade dos dados no SUS e sua disponibilização e divulgação para 
pesquisas; 
XVII. Promover a criação de um Banco de Dados Municipal para 
disponibilização e divulgação de dados para pesquisas; 
XVIII. Proporcionar visibilidade a esses dados tornando-os de 
conhecimento público e promovendo uma ampla discussão deles entre os 
serviços implantados, visando ao seu aprimoramento constante; 
XIX. Fomentar e estimular estudos de avaliação de custos diretos e 
indiretos dos serviços; 
XX. Realizar um diagnóstico situacional comparativo antes e um ano
após a implementação da PMPICS com o objetivo de avaliar seu impacto;
XXI. Incentivar a implantação de novos serviços em Práticas Integrativas 
e Complementares no município;
XXII. Identificar e/ou promover a criação de centros de excelência no 
Município em cooperação com Estado e União para fornecer apoio técnico 
e científico a PMPICS;
XXIII. Promover a divulgação das PICS no município e no que tange a sua 
população usuária e profissionais da rede;
XXIV. Promover fóruns técnico-científicos e de debate entre os 
profissionais, entidades de classe, científicas, sindicatos e usuários com 
periodicidade determinada, presenciais ou virtuais, através de 
videoconferências ou outros meios, para fomentar a participação nas 
conferências estaduais e nacionais; * Buscar habilidades 
interdisciplinares nas instituições de ensino e pesquisa do Município e 
socializar essas informações; 
XXV. Promover intercâmbio com outros Municípios, Estados da 
Federação e Países com experiências nas PICS; 
XXVI. Levantar as habilidades do Município e socializá-las, 
disponibilizando as informações para os demais municípios regionais e 
estaduais e outros, através de site e de simpósios regionais; 
XXVII. Divulgação e informação dos conhecimentos básicos das PMPICS 
para pesquisadores, instituições de ensino, profissionais de saúde e 
usuários do SUS; Inserir as PICS nas campanhas publicitárias do 
Município; 
XXVIII. Incluir os eventos das PMPICS na agenda Municipal de eventos 
da Secretaria Municipal de Saúde; 
XXIX. Viabilizar, inclusive com definição das fontes de financiamento 
necessárias, material didático informativo e formativo para divulgação 
das PIC;
XXX. Promover a divulgação da PMPICS no site da Prefeitura Municipal 
de Saúde; 
XXXI. Promover cursos formativos e informativos; 
XXXII. Promover a articulação com os vários segmentos da sociedade 
para a divulgação das ações relativas à PMPICS; 
XXXIII. Promover a apresentação e divulgação da PMPIC na Secretaria 
Municipal de Saúde e no âmbito dos demais serviços públicos; 
XXXIV. Promover a informação aos usuários sobre a PMPICS 
considerando as metodologias participativas e o saber popular e 
tradicional;
XXXV. Estimular a criação de associações de usuários; 
XXXVI. Estimular a participação de usuários e profissionais no Conselho 
Municipal de Saúde; 
XXXVII. Propor a criação da Conferência Municipal das PMPIC e 
promover intercâmbio entre os serviços de PIC nas fases de pré
Conferências Nacionais e Estaduais de Saúde e da Conferência Estadual 
das PIC caso venha a ser realizada a nível estadual e nacional;
XXXVIII. Provimento do acesso a medicamentos homeopáticos e 
fitoterápicos e antroposóficos na perspectiva da ampliação da produção 
pública, assegurando as especificidades da assistência farmacêutica 
nestes âmbitos na regulamentação sanitária; 
XXXIX. Organizar o fornecimento de medicamentos nos três níveis de 
Atenção;
XL. Estruturar a rede de distribuição e logística para plantas medicinais, 
insumos e fitoterápicos, seguindo a rede de fluxo do Município; 
XLI. Promover o uso racional de medicamentos homeopáticos e 
antroposóficos, plantas medicinais e fitoterápicos no SUS, fazendo 
cumprir os critérios de qualidade, eficácia e segurança e de boas práticas 
de manipulação e industrialização, de acordo com a legislação vigente; 
XLII. Elaborar uma relação municipal de medicamentos homeopáticos e 
antroposóficos, plantas medicinais e fitoterápicos a ser pactuada na CIB
(Comissão Intergestores Bipartite) para integrar a lista municipal de 
medicamentos para atenção básica; 
XLIII. Promover estudos de controle de qualidade voltados para insumos 
farmacêuticos; promover a implantação e a manutenção de Assistência 
Farmacêutica nas PMPICS no município que assegure o acesso 
permanente aos medicamentos.
Exposição de Motivos
Projeto de Lei nº. 066/2018 
Excelentíssimo Senhor Presidente,
Senhores Vereadores:
Encaminhamos a esta Egrégia Casa Legislativa o Projeto de Lei nº. 
066/2018, que dispõe sobre a criação do Programa Municipal de Práticas 
Integrativas e Complementares em Saúde (PMPICS) no âmbito do Município de 
Constantina e dá outras providências.
“As Práticas Integrativas e Complementares (PIC) são sistemas e recursos 
terapêuticos que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de 
doenças e da recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, 
com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na 
integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.” (saude.mg.gov.br)
A partir da década de 1980, principalmente após a criação do SUS, 
ocorreu no Brasil o início da legitimação e institucionalização de abordagens 
terapêuticas denominadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de 
“medicina tradicional’’ e “medicina complementar /alternativa’’ (MT/MCA). 
No Brasil, embora haja várias denominações para essas modalidades de 
tratamento e cura como terapias não convencionais, medicinas naturais, entre 
outras, o Ministério da Saúde (MS) denominou-as de “Práticas Integrativas e 
Complementares’’ (PIC) em função de sua abordagem e caráter multiprofissional 
em saúde. 
Essas abordagens buscam estimular os mecanismos naturais de 
prevenção de agravos e a recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes 
e seguras, com ênfase numa escuta acolhedora, que contribui para maior 
interação terapeuta/paciente, e na integração do ser humano com o meio e a 
sociedade. Também contam, com uma visão ampliada do processo saúde￾doença e com a promoção global do cuidado humano, inclusive o autocuidado. 
O Ministério da Saúde (MS) em 2006 aprovou uma política pública para 
essas práticas denominada “Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares’’. 
O referido Projeto de Lei, que ora encaminhamos a apreciação dos Nobres
Vereadores, vêm seguindo os mesmos parâmetros da Política do Governo 
Federal para essas práticas, que agora pretendem-se instituir no Município de 
Constantina-RS. 
Nesse sentido, a Política Municipal de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde (PMPICS), pretende congregar todos os profissionais 
da área da saúde, bem como as demais representações da Secretaria Municipal 
de Saúde, sobretudo as áreas de vigilância sanitária e epidemiológica, definindo 
o conjunto de competências, diretrizes e estratégias necessárias à composição 
de uma Política Municipal de Práticas Integrativas em Saúde do Município de 
Constantina-RS.
Todas essas práticas atuam na prevenção de agravos, na promoção, 
manutenção e recuperação da saúde baseadas em um modelo de atenção 
humanizado e centrado na integralidade do indivíduo, contribuindo para o 
fortalecimento dos princípios fundamentais do SUS. 
Tais práticas corroboram, portanto, para a integralidade da atenção à 
saúde e requerem por isso a interação das ações e serviços existentes no SUS. 
Ampliam também a oferta de ações de saúde do SUS no qual as abordagens 
terapêuticas contribuem para a ampliação da corresponsabilidade dos 
indivíduos pela própria saúde, o que aumenta o exercício da cidadania.
É importante aqui relatar que após a publicação da Portaria n. 971/2006, 
que “dispõe sobre a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares 
(PNPIC)”, gerou-se a necessidade de formulação de uma política municipal que 
norteasse as diretrizes de acordo com as necessidades de cada municípios, 
visando à elaboração de uma Política Municipal coerente com as necessidades 
e demandas existentes no exercício das Práticas Integrativas e Complementares 
em Saúde (PMPICS) para os Municípios.
Tal fato merece a atenção do Poder Público, através de seus Gestores, 
para que se desenvolva com critérios e responsabilidade a inclusão das PICS no 
SUS e seu acompanhamento e avaliação, bem como se mostra necessária a 
discussão do financiamento dessas práticas nos três níveis de gestão, 
recordando que o Ministério da Saúde disponibiliza dotações que são liberadas 
mediante a apresentação de Projetos com temática voltada para as Práticas 
Integrativas e Complementares nos Municípios. 
Para fins de informação, embasam a formulação dessa política as 
seguintes Normativas Nacionais:
 Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006 - que dispõe sobre a Política 
Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde 
(PNPIC SUS); 
 Decreto n. 5.813 de 22 de junho de 2006 – que aprova a Política 
Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; 
 Portaria nº 1.600, de 17 de julho de 2006 – que aprova a 
constituição do Observatório das Experiências de Medicina Antroposófica no 
SUS; 
 RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007 – que dispõe sobre boas 
práticas de manipulação de preparação magistral e oficina para uso humano 
em farmácias; 
 Portaria nº. 853, de 17 de novembro de 2006 – que inclui na Tabela 
de Serviços/classificações do Sistema de Cadastro Nacional de 
Estabelecimentos de Saúde (SCNES) de Informações do SUS, o serviço de código 
068 – Práticas Integrativas e Complementares com suas subclassificações;
 Portaria n° 154/SAS/MS, de 18 de março de 2008, e nº 84, de 25 
de março de 2009; 
 Portaria nº 2.960, de 9 de dezembro de 2008 que aprova o 
Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e cria o Comitê 
Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; 
 Portaria n° 154/SAS/MS, de 18 de março de 2008 em que o 
Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições: considerando a 
Portaria SAS/MS nº. 511, de 29 de dezembro de 2000, instituiu o Cadastro 
Nacional de Estabelecimentos de Saúde, o manual e o Sistema SCNES - (Tabela 
Unificada);
 Portaria nº 84, de 25 de março de 2009, que ajusta o serviço 
especializado 134, serviço de práticas integrativas e sua classificação 001 
acupuntura; 
 Portaria nº 886, de 20 de abril de 2010, que institui a Farmácia 
Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS);
 Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011, aprova a Política 
Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para 
a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o 
Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) Portaria NR 07/DGP, de 
27 de janeiro de 2009, aprovou as Normas Reguladoras do Exercício da 
Acupuntura no Âmbito do Serviço de Saúde do Exército;
 Portaria SES/RS 588/2017 Institui a Relação Estadual de Plantas 
Medicinais de interesse do Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul e 
listas complementares.
 Nota técnica PEPIC-RS/das nº 01/2017 orientações para a 
inserção de práticas integrativas e complementares na rede de atenção à saúde;
 Nota técnica 01/2018 orientações sobre terapia floral na rede de 
atenção à saúde;
 Nota técnica 03/2018 biodança na rede de atenção à saúde 
objetivo esta nota técnica tem como objetivo orientar os gestores do sus sobre a 
implantação da biodança como prática integrativa e complementar em saúde 
(pics) na rede de atenção à saúde (ras) no rio grande do sul. Fundamentação 
criado em 1965 por rolando toro, psicólogo especializado em
 Portaria ses nº 143/2017. Institui o comitê gestor da política 
estadual de práticas integrativas e complementares e dá outras providências. 
 Portaria nº 849, de 27 de março de 2017, incluiu a arteterapia, 
ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, 
osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária 
integrativa e yoga à política nacional de práticas integrativas e complementares.
 Nota técnica 02/2018 yoga na rede de atenção à saúde a presente 
nota técnica objetiva orientar os gestores do sistema único de saúde (sus) sobre 
a implantação do yoga como prática integrativa e complementar na rede de 
atenção à saúde (ras) no rio grande do sul
 Portaria n° 702, de 21 de março de 2018 - Altera a Portaria de 
Consolidação nº 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para incluir novas 
práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares -
PNPIC.
 Portaria nº 145, de 11 de janeiro de 2017 - Altera procedimentos 
na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais 
Especiais do SUS para atendimento na Atenção Básica. 
Através destes embasamentos, está sendo formulada a Política Municipal 
de Práticas Integrativas e Complementares no Município de Constantina, que 
se encontra em fase de implementação, acompanhando também a tendência 
mundial por inserção de terapias tradicionais e complementares nos sistemas 
de saúde, conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde em sua 
Estratégia sobre Medicinas Tradicionais 2014-2023.
As PIC’s (Práticas Integrativas e Complementares) têm uma visão 
ampliada do processo saúde/doença e da promoção global do cuidado humano, 
especialmente do autocuidado. Os diagnósticos são embasados no indivíduo 
como um todo, considerando-o em seus vários aspectos: físico, psíquico, 
emocional e social na busca de uma mudança de paradigma, da lógica de 
intervenção focada na doença para ser voltada para a saúde do indivíduo, essas 
terapêuticas contribuem para a ampliação do modelo de atenção à saúde, pois 
atendem o paciente na sua integralidade, singularidade e complexidade, 
considerando sua inserção sociocultural e fortalecendo a relação 
médico/paciente, o que contribui para a humanização na atenção. 
(dab.saude.gov.br)
As PIC’s vêm ao encontro da consolidação do princípio da integralidade 
do SUS, na perspectiva da ampliação do acesso, da articulação do conhecimento 
científico com os saberes tradicionais e populares, ancestrais e 
contemporâneos, da diversificação das ofertas de saúde, do cuidado integral à
saúde e da ampliação do escopo terapêutico. Além disso, promovem a 
humanização e a maior naturalização e ecologia das práticas, bem como a 
racionalização de custos do sistema, por serem práticas com alta densidade em 
conhecimento humano, que geralmente utilizam técnicas pouco densas em 
materiais e equipamentos, sustentáveis e eficazes para promoção, prevenção, 
recuperação e proteção da saúde.
É importante ressaltar que o Município de Constantina oferece 
atualmente aos munícipes a Prática de yoga e pretende ampliar com outras 
práticas como: fitoterapia, reiki, auricoloterapia, acupuntura e quiropraxia,
sendo que tais práticas já são desenvolvidas no Município por profissionais da 
área. Posteriormente outras terapias serão inseridas conforme a demanda da 
população.
Assim, com a aprovação do Conselho Municipal de Saúde (cópia da ata 
em anexo) visando a criação e implantação do Programa Municipal de Práticas 
Integrativas e Complementares em Saúde (PMPICS), e,
“Considerando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) 
preconiza o reconhecimento e incorporação das Medicinas 
Tradicionais e Complementares nos sistemas nacionais de saúde, 
denominadas pelo Ministério da Saúde do Brasil como Práticas 
Integrativas e Complementares; Considerando que as diversas 
categorias profissionais de saúde no país reconhecem as práticas 
integrativas e complementares como abordagem de cuidado; (texto 
extraído da Portaria n° 702, de 21 de março de 2018)”,
Contamos com a apreciação a aprovação dos nobres Edis no referido 
Projeto de Lei.
Gabinete do Prefeito Municipal de Constantina, em 13 de setembro de 
2018.
Gerri Sawaris
Prefeito Municipal

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