Estado do Rio Grande do Sul
Câmara Municipal de Erechim
PROJETO DE LEI ORDINÁRIA Nº _______, DE 2021
Denomina artéria de nossa cidade de Rua Adolfo
Berlanda – Operador Cinematográfico.
A Câmara Municipal de Erechim decreta:
Art. 1º É dada a denominação de Rua Adolfo Berlanda – Operador Cinematográfico a uma artéria
da nossa cidade.
Art. 2º A artéria localiza-se em parte dos Lotes Rurais nº. 54 e 56 da Linha 01 ‘‘A’’, Secção Paiol
Grande, Loteamento Dona Tecla, Rua ‘‘E’’, entre as quadras 01 e 02, iniciando na Rua ‘‘C’’ até parte do
mesmo lote rural n.º 56, direção leste-oeste, localizada no Bairro Novo Atlântico.
Art. 3º A placa indicativa conterá: “RUA ADOLFO BERLANDA – OPERADOR CINEMATOGRÁFICO”.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Plenário da Câmara de Vereadores de Erechim, 15 de Setembro de 2021
ANA LUCIA SILVEIRA DE OLIVEIRA
Vereadora da Bancada do MDB
Estado do Rio Grande do Sul
Câmara Municipal de Erechim
JUSTIFICATIVA
Foi o mentor de obras em prol da cultura.
Adolfo Berlanda. Filho de Emilio Berlanda e Rosa Agnoleto, nasceu no dia 14 de Fevereiro de 1935
no interior de Erechim (Desvio Becker). Agricultor, trabalhou por muitos anos na lavoura até casar e
mudar-se para a cidade. Foi funcionário por mais de 30 anos da fábrica de artefatos de madeira
Madalozzo.
Foi casado com Deonir Catarina Berlanda e Inês Grotto Hellstrom.Pai de João Luiz, Noemi
Terezinha, Cleide Fátima e Soeli Antônia.
Mesmo sem conhecimento, Adolfo Berlanda foi convidado a trabalhar como assistente no velho
Cine Ideal, na Avenida Maurício Cardoso. De início o convite lhe assustou um pouco, pois nunca tinha ido
ao cinema. Mas, assim que viu a imagem projetada na tela, foi amor a primeira vista. Da faxina da sala de
projeção à velha máquina Bauer, acionada por carbono cinematográfico, foi um pequeno passo. E logo,
Berlanda se tornou praticamente indispensável no ofício.
Do alto da sala de projeção, Berlanda assistiu mais que os filmes que projetava. Ele assistiu a
histórias reais, que se desenrolaram bem alí, nas salas antigas com lotação para mais de 1,2 mil pessoas
confortavelmente sentadas. Viu casais começarem, que viram filmes nas antigas matinês e décadas
depois levavam os filhos à sessão de cinema.
Do Cine Ideal, fechado na década de 70, Berlanda foi para o Cine Luz, onde projetou muitos anos
depois, o filme O Quatrilho, na sessão de despedida do cinema. Tristeza maior não poderia haver para o
técnico em projeção, do que ver o cinema vazio. Mas, quando achou que tudo estava perdido, a
inauguração de uma sala de cinema moderna, no Master Sonda Shopping em Erechim, há alguns anos,
trouxe Berlanda de volta à ativa. Casado, com quatro filhos, ele exibiu mais de 3,5 mil diferentes filmes
em todos seus anos de profissão.
Em reportagem ao jornal Zero Hora de 29 de maio de 2001, Adolfo Berlanda relata sua vida e a
maior emoção com a exibição do filme recordista, O Titanic, que ficou em cartaz durante três meses e 20
dias, teve 307 sessões, todas projetadas por Berlanda. E não adiantava oferecer folga nestes dias:
emocionado, Berlanda fez questão de assistir a todas as sessões do filme que tocou o seu coração.
Mas quando fecha os olhos e mergulha na tela da sua vida, não é o Titanic que Berlanda vê, mas o
clássico O Vento Levou.
Adolfo Berlanda faleceu no dia 12 de Fevereiro de 2019, aos 84 anos.
Estado do Rio Grande do Sul
Câmara Municipal de Erechim
LEGISLAÇÃO CITADA
Regimento Interno e Art. 14, inciso XVII da Lei Orgânica Municipal.
Plenário da Câmara de Vereadores de Erechim, 15 de Setembro de 2021.
ANA LUCIA SILVEIRA DE OLIVEIRA
Vereadora da Bancada do MDB