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materia nº 39/2021

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 39 / 2021
Date 2021-05-20
Ementa“SUSPENDE OS EFEITOS DA LEI MUNICIPAL Nº 3.706 DE 12 DE ABRIL DE 2021, QUE DISPÕE SOBRE A REVISÃO GERAL ANUAL DOS VENCIMENTOS DOS SERVIDORES DO MAGISTÉRIO ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2021.”
native_id732

Autoria

Tramitação (latest 4)

DateStatusTurnoTexto
2021-06-11 Proposição transformada em lei — LEI MUNICIPAL
2021-06-10 Proposição aprovada — AGUARDANDO SANÇÃO
2021-06-10 Parecer favorável da comissão — AO PLENÁRIO PARA VOTAÇÃO
2021-05-20 Aguardando emissão de parecer da comissão — AGUARDANDO PARECER

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2021-08-13T16:01:20.029070-03:00 Aprovado 8 0 0
2021-06-11T08:50:30.966654-03:00 Aprovado 8 0 0

Documents (1)

texto original #

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 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PREFEITURA MUNICIPAL DE LIBERATO SALZANO
CNPJ 89.030.639/0001-23
Av. Rio Branco, 234 – Centro – Liberato Salzano -RS 
 
Projeto de Lei do Executivo Municipal nº 39, de 20 de maio de 2021
“SUSPENDE OS EFEITOS DA LEI MUNICIPAL Nº 3.706 DE 
12 DE ABRIL DE 2021, QUE DISPÕE SOBRE A REVISÃO 
GERAL ANUAL DOS VENCIMENTOS DOS SERVIDORES 
DO MAGISTÉRIO ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2021.”
A PREFEITA MUNICIPAL de Liberato Salzano, Estado do Rio Grande do Sul, Faço Saber, 
em cumprimento ao disposto no Artigo 123, inciso IV, da Lei Orgânica Municipal, que se a 
Câmara Municipal de Vereadores aprovar eu sancionarei e promulgarei a seguinte:
LEI
Art. º 1º Ficam suspensos, até 31 de dezembro de 2021, os efeitos da Lei Municipal Nº 3.706, 
de 12 de abril de 2021, que dispõe sobre a revisão geral anual dos vencimentos dos servidores 
do Magistério.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do dia 30 
de abril de 2021.
Centro Administrativo Municipal Wilson Boeni Gewehr de Liberato Salzano, aos 20 dias do 
mês de maio de 2021.
Juliane Pensin
Prefeita Municipal
 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PREFEITURA MUNICIPAL DE LIBERATO SALZANO
CNPJ 89.030.639/0001-23
Av. Rio Branco, 234 – Centro – Liberato Salzano -RS 
 
Liberato Salzano-RS, 20 de maio de 2021
MENSAGEM
Excelentíssimo Senhor Presidente,
Excelentíssimos Senhores Vereadores.
Para os efeitos legais, submeto a apreciação dessa egrégia Casa Legislativa à seguinte 
matéria: 
Projeto de Lei do Executivo Municipal nº 39, de 20 de maio de 2021
“SUSPENDE OS EFEITOS DA LEI MUNICIPAL Nº 3.706 DE 12 DE ABRIL DE 
2021, QUE DISPÕE SOBRE A REVISÃO GERAL ANUAL DOS VENCIMENTOS 
DOS SERVIDORES DO MAGISTÉRIO ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2021.”
JUSTIFICATIVA
Solicitamos aos Nobres Vereadores a apreciação e aprovação do incluso Projeto de Lei,
que busca a autorização para suspender os efeitos da Lei Municipal N° 3706, de 12 de abril de 
2021. 
É de conhecimento dos Nobres Vereadores, que na data de 12 de março de 2021 foi 
encaminhado Projeto de Lei N° 23 com a seguinte matéria: “AUTORIZA O PODER 
EXECUTIVO MUNICIPAL A CONCEDER REVISÃO GERAL ANUAL SOBRE OS 
VENCIMENTOS DOS SERVIDORES DO MAGISTÉRIO.” Sabe-se também que a Lei 
Municipal n° 2993/2020 traz a informação que se deve utilizar o mês de fevereiro de cada ano 
como data base para se utilizar o acumulado do índice escolhido.
Cabe destacar que a Lei Complementar n° 173/2020, que institui o Programa de 
Enfrentamento ao Coronavírus (Covid-19), estabeleceu algumas restrições quanto a despesa de 
pessoal, que se estenderão até a data de 31 de dezembro de 2021, as quais provocaram polêmica 
quanto a possibilidade de concessão da revisão geral anual nesse ano: 
Art. 8º Na hipótese de que trata o art. 65 da Lei Complementar nº 101, de 4 de 
maio de 2000, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios afetados 
pela calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19 ficam 
proibidos, até 31 de dezembro de 2021, de:
I - conceder, a qualquer título, vantagem, aumento, reajuste ou 
adequação de remuneração a membros de Poder ou de órgão, servidores 
e empregados públicos e militares, exceto quando derivado de sentença 
judicial transitada em julgado ou de determinação legal anterior à 
calamidade pública;
 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PREFEITURA MUNICIPAL DE LIBERATO SALZANO
CNPJ 89.030.639/0001-23
Av. Rio Branco, 234 – Centro – Liberato Salzano -RS 
 
II - criar cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa;
III - alterar estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
IV - admitir ou contratar pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições 
de cargos de chefia, de direção e de assessoramento que não acarretem 
aumento de despesa, as reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos 
ou vitalícios, as contratações temporárias de que trata o inciso IX do caput do 
art. 37 da Constituição Federal, as contratações de temporários para prestação 
de serviço militar e as contratações de alunos de órgãos de formação de 
militares;
V - realizar concurso público, exceto para as reposições de vacâncias previstas 
no inciso IV;
VI - criar ou majorar auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de 
representação ou benefícios de qualquer natureza, inclusive os de cunho 
indenizatório, em favor de membros de Poder, do Ministério Público ou da 
Defensoria Pública e de servidores e empregados públicos e militares, ou 
ainda de seus dependentes, exceto quando derivado de sentença judicial 
transitada em julgado ou de determinação legal anterior à calamidade;
VII - criar despesa obrigatória de caráter continuado, ressalvado o disposto 
nos §§ 1º e 2º;
VIII - adotar medida que implique reajuste de despesa obrigatória acima 
da variação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao 
Consumidor Amplo (IPCA), observada a preservação do poder aquisitivo 
referida no inciso IV do caput do art. 7º da Constituição Federal;
IX - contar esse tempo como de período aquisitivo necessário exclusivamente 
para a concessão de anuênios, triênios, quinquênios, licenças-prêmio e demais 
mecanismos equivalentes que aumentem a despesa com pessoal em 
decorrência da aquisição de determinado tempo de serviço, sem qualquer 
prejuízo para o tempo de efetivo exercício, aposentadoria, e quaisquer outros 
fins.
§ 1º O disposto nos incisos II, IV, VII e VIII do caput deste artigo não se aplica 
a medidas de combate à calamidade pública referida no caput cuja vigência e 
efeitos não ultrapassem a sua duração.
§ 2º O disposto no inciso VII do caput não se aplica em caso de prévia 
compensação mediante aumento de receita ou redução de despesa, observado 
que:
I - em se tratando de despesa obrigatória de caráter continuado, assim 
compreendida aquela que fixe para o ente a obrigação legal de sua execução 
por período superior a 2 (dois) exercícios, as medidas de compensação 
deverão ser permanentes; e
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II - não implementada a prévia compensação, a lei ou o ato será ineficaz 
enquanto não regularizado o vício, sem prejuízo de eventual ação direta de 
inconstitucionalidade.
§ 3º A lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual poderão conter 
dispositivos e autorizações que versem sobre as vedações previstas neste 
artigo, desde que seus efeitos somente sejam implementados após o fim do 
prazo fixado, sendo vedada qualquer cláusula de retroatividade.
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica ao direito de opção assegurado na 
Lei nº 13.681, de 18 de junho de 2018, bem como aos respectivos atos de 
transposição e de enquadramento.
§ 5º O disposto no inciso VI do caput deste artigo não se aplica aos 
profissionais de saúde e de assistência social, desde que relacionado a medidas 
de combate à calamidade pública referida no caput cuja vigência e efeitos não 
ultrapassem a sua duração. (grifamos)
Nesse sentido, o Tribunal de Contas do Estado do Estado do Rio Grande do Sul
manifestou-se sobre o impacto dessa legislação da seguinte forma: A) Estudo sobre a Lei 
Complementar n° 173/2020, publicado na página oficial do TCE-RS, onde afirmou que as 
expressões constantes no art.8° inciso I, especialmente a expressão “reajuste” proíbe a 
concessão de aumento real, sendo a reposição inflacionária permitida. B) Nota Técnica 
n°003/2020, onde conclui que o inciso VIII do art.8° permite reposições inflacionárias desde 
que limitadas ao índice do IPCA aferida pelo IBGE, por tratar-se de obrigação da preservação 
do poder aquisitivo do trabalhado. C) Resposta a indagação enviada pelo Consultoria Técnica, 
onde menciona a possibilidade de repor o poder aquisitivo da moeda, “ a fim de evitar a corrosão 
indevida da remuneração em virtude da inflação”, pois a Lei Complementar N° 173/2020 não 
dispões a “impedir a aplicação de preceito constitucional.”
Dessa forma, diante do entendimento do Tribunal de Contas, foi editada a Lei Municipal 
n° 3706, de 12 de abril de 2021, que autorizou a conceder a revisão geral anual dos vencimentos 
dos servidores do Magistério, pela aplicação do percentual de 5,20% (cinco vírgula vinte 
porcento) sobre o padrão de referência, correspondente ao IPCA/IBGE. Entretanto, o Tribunal 
Pleno do TCE-RS na data de 14 de abril de 2021, em sessão virtual, ao apreciar o Processo de 
Contas Especiais sob o n° 09626-0200/21-7, suspendeu liminarmente os pagamentos 
decorrentes da Lei Municipal N°6424/2021 de Canoas/RS, que havia concedido a revisão geral 
anual de remuneração e subsídios municipais. Trata-se de uma decisão não definitiva e está 
vinculada apenas o Município de Canoas, porém o Tribunal Pleno firmou o entendimento de 
que a concessão da revisão geral anual aos vencimentos dos servidores públicos encontra-se 
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impedida com base no disposto do art. 8°, inciso I da Lei Complementar n° 173/2020. Logo, 
observa-se mudança no entendimento do Tribunal de Contas do estado do Rio Grande do Sul
quanto a matéria. Outrossim, segue em anexo Ofício Circular DCF n° 13/2021 recebido do 
TCE-RS, o qual comunica a decisão pela Corte de Contas acerca da decisão proferida no 
Processo já citado anteriormente. Além disso, seguem em anexo também parecer jurídico
n°008/2021, emitido pela Procuradoria do Município, opinando favoravelmente pela suspensão 
dos efeitos referida Lei.
Diante do exposto, tendo em vista que a manutenção da Lei Municipal n° 3706/2021 
poderá acarretar apontamentos e glosa pelo Tribunal de Contas do Estado e, com base no art.37, 
inciso XV da Constituição Federal/88, entendemos pela suspensão dos efeitos da Lei até 31 de 
dezembro de 2021.
Destarte, esperamos contar com o apoio dos Senhores Vereadores na aprovação deste 
Projeto de Lei, entendendo ser o mais adequado diante da nova interpretação conferida pelo 
Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, no sentido de que a concessão da revisão geral anual 
aos servidores públicos encontra-se obstada pela norma extraída do inciso I do art.8° da Lei 
Complementar n° 173/2020.
Atenciosamente,
 Juliane Pensin
 Prefeita Municipal

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