PROJETO DE LEI N.º 57, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2020
Denomina espaço público neste
município “LARGO — Eduardo
César Isse "
Art. 1º O Espaço Público localizado na rua Álvaro de Moraes, em
frente à Câmara Municipal de Vereadores, Centro desta cidade, denominar-se-á
“Largo Eduardo César Isse”.
Art. 2º É parte integrante desta Lei o ANEXO |, contendo a biografia
do Sr. Eduardo César Isse e o mapa com as delimitações da área.
Art. 3º Para os casos abrangidos por esta Lei entende-se como
espaço livre inalienável, destinado à circulação pública de pedestres,
eventualmente para veículos, e reconhecido pela municipaligiade, que lhe confere
denominação oficial, nos termos desta Lei. À
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua hublcação
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MONTENEGRO, em
20 de novembro de 2020.
CARLOS EDUARDO MÚLLER
Prefeito Municipal
ANEXO |
BIOGRAFIA
Eduardo Cósar Isso, nascido na cidade de Montenegro em 07 de março de
1944, primogênito de Pedro e Seidy Nedir Isse, ambos descendentes de imigrantes
sirio-libaneses, vieram construir a vida no Rio Grande do Sul, fugindo da
perseguição aos cristãos no Oriente Médio. Formando familia e se estabelecendo
em nossa cidade, na qual via-se um grande futuro a ser galgado.
Eduardo, na adolescência, veio a atuar com seu pai e tios Jorge e Clotário,
que já haviam investido no transporte fluvial de areia, pedrisco e cascalho. Ainda
jovem, se aproximando da Beira do Rio Caí, de onde jamais cogitava se afastar.
Como estudante, iniciou sua trajetória no Colégio Delfina Dias Ferraz vindo
a concluir sua formação como Técnico em Contabilidade na Escola Estadual de
Ensino Técnico São João Batista, da qual colecionava muitas amizades e histórias.
Em 1978, casou-se com Rose, com quem teve as três filhas: Fernanda,
Jordana e Jamilla. No ano de 1982, a família passou a residir em definitivo na “casa
dos seus sonhos”, situada na Beira do Rio Caí, entre as ruas João Pessoa e Álvaro
de Moraes. De onde poderia cuidar de perto da sua Areiasul e também desfrutar
daquela que considerou a mais bela paisagem do mundo.
Carismático, orgulhava-se de ter vivido façanhas como ser pioneiro em
subir o Morro São João com caminhão carregado de areia para a construção da
Antena da cidade, carregar os vagões de trem na Antiga Estação Férrea com areia
para a construção de estradas e pontes do Estado. Comerciante nato, buscava o
bom relacionamento com todas as pessoas, e mesmo convicto de suas escolhas e
valores pessoais, vivia livre de preconceitos.
Atuante na comunidade, tinha orgulho de pertencer e presidir o Rotary Club
Montenegro Centenário, entidade de serviço através da qual colaborou para a
construção e estruturação de espaços assistenciais, na busca de oferecer conforto
às crianças nas creches e aos idosos em asilos. Esteve ao lado da Fundação
Municipal de Artes de Montenegro, a FUNDARTE, tanto ao disponibilizar material
para a construção, quanto na oferta de bolsas de estudo para jovens artistas. Junto
ao seu pai, Pedro, investiu na construção da Escola Medianeira da APAE, bem
como para a construção de entidades filantrópicas, esportivas e religiosas distintas.
Como atividade social, colaborou com o Clube Riograndense, sendo
vice-presidente e membro do Conselho Deliberativo por duas gestões.
Orgulhava-se de manter muitas amizades: as da infância, da juventude, os
de sempre, os presentes, os distantes os amigos das filhas, e onde quer que fosse
adorava encontrar algum conhecido para rememorar fatos de “Montenegro antigo”.
Tendo atuado como interino produzindo textos para algumas edições da coluna
“Pra Recordar” do Jornal Ibiá, quando o titular da mesma, o Prof. José Carlos
Schwartz ausentava-se por motivos de saúde. Uma de suas maiores alegrias foi
participar de um documentário produzido pela EFICA, no qual dividiu, na época da
restauração da Estação da Cultura Montenegro, suas histórias e vivências na
antiga Estação.
Avesso à qualquer tipo de vício, afirmava ser “o homem mais feliz do
mundo”, pois considerava-se privilegiado por trabalhar com extrema dedicação,
poder ajudar o próximo, apreciar a paisagem da Beira do Rio Caí, andar no seu
conhecido Jeep Willis 1961, vestir a cor amarela todos os dias, tomar chimarrão,
dar boas risadas, colecionar fotos antigas da cidade e aparelhos de telefone de
outras décadas, e estar junto à família.
No dia 19 de janeiro de 2007, um taque cardíaco fulminante o levou deste
mundo. O cortejo atendeu ao seu pedido: passar pela orla do Rio Caí, que naquela
manhã encontrava-se triste e cinzenta, por ter perdido seu grande zelador e
apaixonado amigo.
rr ESTADO DO RIO GRANDE DO SUI
| PREFEITURA MUNICIPAI DE MONTENEGRO
> 1d? ) »
tesao gro AR : Gabinete do Prefeito
“Montenegro Cidade das Artes”
apital do Tanino e da Citricultura”
Ofício n.º 62/2020-GP-AAL Montenegro, 20 de novembro de 2020.
A Sua Excelência o Senhor
Vereador Neri de Mello Pena
Câmara Municipal de Vereadores
Montenegro/RS
Assunto: Mensagem Justificativa do projeto de lei n.º 57/2020
Excelentíssimo Senhor Presidente:
Encaminho o projeto de lei que busca autorizar o Executivo Municipal
a denominar o Espaço Público localizado na rua Álvaro de Moraes, em frente à
Câmara Municipal de Vereadores, Centro desta cidade, denominar-se-áã “Largo
Eduardo César Isse”.
Eduardo César Isse, nascido na cidade de Montenegro em 07 de
março de 1944, primogênito de Pedro e Seidy Nedir Isse, ambos descendentes de
imigrantes sírio-libaneses, vieram construir a vida no Rio Grande do Sul, fugindo da
perseguição aos cristãos no Oriente Médio. Formando família e se estabelecendo em
nossa cidade, na qual via-se um grande futuro a ser galgado.
Eduardo, na adolescência, veio a atuar com seu pai e tios Jorge e
Clotário, que já haviam investido no transporte fluvial de areia, pedrisco e cascalho.
Ainda jovem, se aproximando da Beira do Rio Caí, de onde jamais cogitava se afastar.
Como estudante, iniciou sua trajetória no Colégio Delfina Dias Ferraz
vindo a concluir sua formação como Técnico em Contabilidade na Escola Estadual de
Ensino Técnico São João Batista, da qual colecionava muitas amizades e histórias.
Em 1978, casou-se com Rose, com quem teve as três filhas:
Fernanda, Jordana e Jamilla. No ano de 1982, a família passou a residir em definitivo
na “casa dos seus sonhos”, situada na Beira do Rio Caí, entre as ruas João Pessoa e
Álvaro de Moraes. De onde poderia cuidar de perto da sua Areiasul e também
desfrutar daquela que considerou a mais bela paisagem do mundo.
Carismático, orgulhava-se de ter vivido façanhas como ser pioneiro
em subir o Morro São João com caminhão carregado de areia para a construção da
Antena da cidade, carregar os vagões de trem na Antiga Estação Férrea com areia
para a construção de estradas e pontes do Estado. Comerciante nato, buscava o bom
relacionamento com todas as pessoas, e mesmo convicto de suas escolhas e valores
pessoais, vivia livre de preconceitos.
Atuante na comunidade, tinha orgulho de pertencer e presidir o
Rotary Club Montenegro Centenário, entidade de serviço através da qual colaborou
para a construção e estruturação de espaços assistenciais, na busca de oferecer
conforto às crianças nas creches e aos idosos em asilos. Esteve ao lado da Fundação
Municipal de Artes de Montenegro, à FUNDARTE, tanto ao disponibilizar material para
a construção, quanto na oferta de bolsas de estudo para jovens artistas. Junto ao seu
pai, Pedro, investiu na construção da Escola Medianeira da APAE, bem como para a
construção de entidades filantrópicas, esportivas e religiosas distintas. Como atividade
“Das Óradoe Doe Sangue: Salve Vidas”
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUI
R PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO
q au) tb as) na
; Gabinete do Pi efeito
Dad . gs” “Montenegro Cidade das Artes”
“Capital do Tanino e da Citricultura”
social, colaborou com o Clube Riograndense, sendo vice-presidente e membro do
Conselho Deliberativo por duas gestões.
Orgulhava-se de manter muitas amizades: as da infância, da
juventude, os de sempre, os presentes, os distantes os amigos das filhas, e onde quer
que fosse adorava encontrar algum conhecido para rememorar fatos de “Montenegro
antigo”. Tendo atuado como interino produzindo textos para algumas edições da
coluna “Pra Recordar” do Jornal Ibiá, quando o titular da mesma, o Prof. José Carlos
Schwartz ausentava-se por motivos de saúde. Uma de suas maiores alegrias foi
participar de um documentário produzido pela EFICA, no qual dividiu, na época da
restauração da Estação da Cultura Montenegro, suas histórias e vivências na antiga
Estação.
Avesso à qualquer tipo de vício, afirmava ser “o homem mais feliz do
mundo”, pois considerava-se privilegiado por trabalhar com extrema dedicação, poder
ajudar o próximo, apreciar a paisagem da Beira do Rio Caí, andar no seu conhecido
Jeep Willis 1961, vestir a cor amarela todos os dias, tomar chimarrão, dar boas
risadas, colecionar fotos antigas da cidade e aparelhos de telefone de outras décadas,
e estar junto à família.
No dia 19 de janeiro de 2007, um taque cardíaco fulminante o levou
deste mundo. O cortejo atendeu ao seu pedido: passar pela orla do Rio Caí, que
naquela manhã encontrava-se triste e cinzenta, por ter perdido seu en zelador e
apaixonado amigo.
Nesse sentido, solicito a aprovação do presente projeto de lei.
Anexo o processo administrativo n.º 9633/2020 | |
Atenciosamente, A
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A GÊ a CARLOS EDUARDO MÚLLER
Prefeito Municipal =
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