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materia nº 57/2020

Tipo Projeto de Lei (Executivo)
Número / Ano 57 / 2020
Date 2020-11-26
EmentaDenomina espaço público neste município: "LARGO Eduardo César Isse".
native_id13120

Autoria

Tramitação (latest 9)

DateStatusTurnoTexto
2020-12-22 Lei Sancionada pelo Prefeito Municipal — Proposição transformada na Lei n.º 6.740/2020, de 18 de dezembro de 2020, disponível para consulta em Normas Jurídicas.
2020-12-11 Aguardando Sanção / Promulgação — Proposição aprovada encaminhada ao Prefeito Municipal através do Ofício nº 204/2020/CM, aguardando sanção, nos termos do art. 55 da Lei Orgânica Municipal.
2020-12-10 Proposição aprovada — Após aprovação (08x00), à Secretaria para encaminhamento.
2020-12-09 Proposição inclusa na Ordem do Dia — Incluído na pauta da Ordem do Dia da Sessão Ordinária de 10.12.2020, em conformidade ao art. 19, inciso I, alínea "f", do Regimento Interno.
2020-12-08 Parecer favorável — Analisada a matéria, a CGP, por unanimidade de seus membros, emitiu parecer favorável ao presente Projeto de Lei, recomendando a sua aprovação.
2020-12-07 Aguardando emissão de Parecer de Comissão — Para apreciação e parecer.
2020-12-07 Parecer favorável — Parecer jurídico opina que, sob o aspecto jurídico, não há óbice para a tramitação do presente Projeto de Lei.
2020-11-30 Aguardando emissão de Parecer Jurídico — Para parecer.
2020-11-26 Proposição inclusa no expediente — Incluída para leitura no Expediente da Sessão Ordinária do dia 26/11/2020.

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2020-12-10T19:42:29.668502-03:00 Aprovado 8 0 0

Documents (1)

texto original #

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PROJETO DE LEI N.º 57, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2020 
Denomina espaço público neste 
município “LARGO — Eduardo 
César Isse " 
Art. 1º O Espaço Público localizado na rua Álvaro de Moraes, em 
frente à Câmara Municipal de Vereadores, Centro desta cidade, denominar-se-á 
“Largo Eduardo César Isse”. 
Art. 2º É parte integrante desta Lei o ANEXO |, contendo a biografia 
do Sr. Eduardo César Isse e o mapa com as delimitações da área. 
Art. 3º Para os casos abrangidos por esta Lei entende-se como 
espaço livre inalienável, destinado à circulação pública de pedestres, 
eventualmente para veículos, e reconhecido pela municipaligiade, que lhe confere 
denominação oficial, nos termos desta Lei. À 
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua hublcação 
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MONTENEGRO, em 
20 de novembro de 2020. 
CARLOS EDUARDO MÚLLER 
Prefeito Municipal
ANEXO | 
BIOGRAFIA 
Eduardo Cósar Isso, nascido na cidade de Montenegro em 07 de março de 
1944, primogênito de Pedro e Seidy Nedir Isse, ambos descendentes de imigrantes 
sirio-libaneses, vieram construir a vida no Rio Grande do Sul, fugindo da 
perseguição aos cristãos no Oriente Médio. Formando familia e se estabelecendo 
em nossa cidade, na qual via-se um grande futuro a ser galgado. 
Eduardo, na adolescência, veio a atuar com seu pai e tios Jorge e Clotário, 
que já haviam investido no transporte fluvial de areia, pedrisco e cascalho. Ainda 
jovem, se aproximando da Beira do Rio Caí, de onde jamais cogitava se afastar. 
Como estudante, iniciou sua trajetória no Colégio Delfina Dias Ferraz vindo 
a concluir sua formação como Técnico em Contabilidade na Escola Estadual de 
Ensino Técnico São João Batista, da qual colecionava muitas amizades e histórias. 
Em 1978, casou-se com Rose, com quem teve as três filhas: Fernanda, 
Jordana e Jamilla. No ano de 1982, a família passou a residir em definitivo na “casa 
dos seus sonhos”, situada na Beira do Rio Caí, entre as ruas João Pessoa e Álvaro 
de Moraes. De onde poderia cuidar de perto da sua Areiasul e também desfrutar 
daquela que considerou a mais bela paisagem do mundo. 
Carismático, orgulhava-se de ter vivido façanhas como ser pioneiro em 
subir o Morro São João com caminhão carregado de areia para a construção da 
Antena da cidade, carregar os vagões de trem na Antiga Estação Férrea com areia 
para a construção de estradas e pontes do Estado. Comerciante nato, buscava o 
bom relacionamento com todas as pessoas, e mesmo convicto de suas escolhas e 
valores pessoais, vivia livre de preconceitos. 
Atuante na comunidade, tinha orgulho de pertencer e presidir o Rotary Club 
Montenegro Centenário, entidade de serviço através da qual colaborou para a 
construção e estruturação de espaços assistenciais, na busca de oferecer conforto 
às crianças nas creches e aos idosos em asilos. Esteve ao lado da Fundação 
Municipal de Artes de Montenegro, a FUNDARTE, tanto ao disponibilizar material 
para a construção, quanto na oferta de bolsas de estudo para jovens artistas. Junto 
ao seu pai, Pedro, investiu na construção da Escola Medianeira da APAE, bem 
como para a construção de entidades filantrópicas, esportivas e religiosas distintas. 
 
Como atividade social, colaborou com o Clube Riograndense, sendo 
vice-presidente e membro do Conselho Deliberativo por duas gestões. 
Orgulhava-se de manter muitas amizades: as da infância, da juventude, os 
de sempre, os presentes, os distantes os amigos das filhas, e onde quer que fosse 
adorava encontrar algum conhecido para rememorar fatos de “Montenegro antigo”. 
Tendo atuado como interino produzindo textos para algumas edições da coluna 
“Pra Recordar” do Jornal Ibiá, quando o titular da mesma, o Prof. José Carlos 
Schwartz ausentava-se por motivos de saúde. Uma de suas maiores alegrias foi 
participar de um documentário produzido pela EFICA, no qual dividiu, na época da 
restauração da Estação da Cultura Montenegro, suas histórias e vivências na 
antiga Estação. 
Avesso à qualquer tipo de vício, afirmava ser “o homem mais feliz do 
mundo”, pois considerava-se privilegiado por trabalhar com extrema dedicação, 
poder ajudar o próximo, apreciar a paisagem da Beira do Rio Caí, andar no seu 
conhecido Jeep Willis 1961, vestir a cor amarela todos os dias, tomar chimarrão, 
dar boas risadas, colecionar fotos antigas da cidade e aparelhos de telefone de 
outras décadas, e estar junto à família. 
No dia 19 de janeiro de 2007, um taque cardíaco fulminante o levou deste 
mundo. O cortejo atendeu ao seu pedido: passar pela orla do Rio Caí, que naquela 
manhã encontrava-se triste e cinzenta, por ter perdido seu grande zelador e 
apaixonado amigo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
rr ESTADO DO RIO GRANDE DO SUI 
| PREFEITURA MUNICIPAI DE MONTENEGRO 
> 1d? ) » 
tesao gro AR : Gabinete do Prefeito 
“Montenegro Cidade das Artes” 
apital do Tanino e da Citricultura” 
Ofício n.º 62/2020-GP-AAL Montenegro, 20 de novembro de 2020. 
A Sua Excelência o Senhor 
Vereador Neri de Mello Pena 
Câmara Municipal de Vereadores 
Montenegro/RS 
Assunto: Mensagem Justificativa do projeto de lei n.º 57/2020 
Excelentíssimo Senhor Presidente: 
Encaminho o projeto de lei que busca autorizar o Executivo Municipal 
a denominar o Espaço Público localizado na rua Álvaro de Moraes, em frente à 
Câmara Municipal de Vereadores, Centro desta cidade, denominar-se-áã “Largo 
Eduardo César Isse”. 
Eduardo César Isse, nascido na cidade de Montenegro em 07 de 
março de 1944, primogênito de Pedro e Seidy Nedir Isse, ambos descendentes de 
imigrantes sírio-libaneses, vieram construir a vida no Rio Grande do Sul, fugindo da 
perseguição aos cristãos no Oriente Médio. Formando família e se estabelecendo em 
nossa cidade, na qual via-se um grande futuro a ser galgado. 
Eduardo, na adolescência, veio a atuar com seu pai e tios Jorge e 
Clotário, que já haviam investido no transporte fluvial de areia, pedrisco e cascalho. 
Ainda jovem, se aproximando da Beira do Rio Caí, de onde jamais cogitava se afastar. 
Como estudante, iniciou sua trajetória no Colégio Delfina Dias Ferraz 
vindo a concluir sua formação como Técnico em Contabilidade na Escola Estadual de 
Ensino Técnico São João Batista, da qual colecionava muitas amizades e histórias. 
Em 1978, casou-se com Rose, com quem teve as três filhas: 
Fernanda, Jordana e Jamilla. No ano de 1982, a família passou a residir em definitivo 
na “casa dos seus sonhos”, situada na Beira do Rio Caí, entre as ruas João Pessoa e 
Álvaro de Moraes. De onde poderia cuidar de perto da sua Areiasul e também 
desfrutar daquela que considerou a mais bela paisagem do mundo. 
Carismático, orgulhava-se de ter vivido façanhas como ser pioneiro 
em subir o Morro São João com caminhão carregado de areia para a construção da 
Antena da cidade, carregar os vagões de trem na Antiga Estação Férrea com areia 
para a construção de estradas e pontes do Estado. Comerciante nato, buscava o bom 
relacionamento com todas as pessoas, e mesmo convicto de suas escolhas e valores 
pessoais, vivia livre de preconceitos. 
Atuante na comunidade, tinha orgulho de pertencer e presidir o 
Rotary Club Montenegro Centenário, entidade de serviço através da qual colaborou 
para a construção e estruturação de espaços assistenciais, na busca de oferecer 
conforto às crianças nas creches e aos idosos em asilos. Esteve ao lado da Fundação 
Municipal de Artes de Montenegro, à FUNDARTE, tanto ao disponibilizar material para 
a construção, quanto na oferta de bolsas de estudo para jovens artistas. Junto ao seu 
pai, Pedro, investiu na construção da Escola Medianeira da APAE, bem como para a 
construção de entidades filantrópicas, esportivas e religiosas distintas. Como atividade 
“Das Óradoe Doe Sangue: Salve Vidas”
 
 
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUI 
R PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO 
q au) tb as) na 
; Gabinete do Pi efeito 
Dad . gs” “Montenegro Cidade das Artes” 
“Capital do Tanino e da Citricultura” 
social, colaborou com o Clube Riograndense, sendo vice-presidente e membro do 
Conselho Deliberativo por duas gestões. 
Orgulhava-se de manter muitas amizades: as da infância, da 
juventude, os de sempre, os presentes, os distantes os amigos das filhas, e onde quer 
que fosse adorava encontrar algum conhecido para rememorar fatos de “Montenegro 
antigo”. Tendo atuado como interino produzindo textos para algumas edições da 
coluna “Pra Recordar” do Jornal Ibiá, quando o titular da mesma, o Prof. José Carlos 
Schwartz ausentava-se por motivos de saúde. Uma de suas maiores alegrias foi 
participar de um documentário produzido pela EFICA, no qual dividiu, na época da 
restauração da Estação da Cultura Montenegro, suas histórias e vivências na antiga 
Estação. 
Avesso à qualquer tipo de vício, afirmava ser “o homem mais feliz do 
mundo”, pois considerava-se privilegiado por trabalhar com extrema dedicação, poder 
ajudar o próximo, apreciar a paisagem da Beira do Rio Caí, andar no seu conhecido 
Jeep Willis 1961, vestir a cor amarela todos os dias, tomar chimarrão, dar boas 
risadas, colecionar fotos antigas da cidade e aparelhos de telefone de outras décadas, 
e estar junto à família. 
No dia 19 de janeiro de 2007, um taque cardíaco fulminante o levou 
deste mundo. O cortejo atendeu ao seu pedido: passar pela orla do Rio Caí, que 
naquela manhã encontrava-se triste e cinzenta, por ter perdido seu en zelador e 
apaixonado amigo. 
Nesse sentido, solicito a aprovação do presente projeto de lei. 
Anexo o processo administrativo n.º 9633/2020 | | 
Atenciosamente, A 
| a | N 
A GÊ a CARLOS EDUARDO MÚLLER 
Prefeito Municipal = 
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A o DE o at 
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