ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
CÂMARA DE VEREADORES DE MONTENEGRO SD.
“Montenegro Cidade das Artes ºeº
Capital do Tanino e da Citricultura Montenegro
Rua Cel. Álvaro de Moraes, 1.515 — Montenegro/RS — CEP 95780-000 - Fone/Fax: (51) 3632-3303
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PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º o
2 [2022
| CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO
| Em AG de 03 de 20 dd,
Concede o Título de Cidadão
ao Professor Ivo Pereira de Souza
Art. 1,º É concedido o título de Cidadão Montenegrino ao senhor
Professor Ivo Pereira de Souza, pelos relevantes serviços prestados para o progresso
e desenvolvimento do nosso Município, na área da Educação.
Parágrafo único- A outorga do título realizar-se-á em Sessão
Solene da Câmara Municipal.
Art. 2.º O anexo I, contendo o currículo do homenageado, faz
parte do presente Decreto Legislativo.
Art. 3.º O presente Decreto Legislativo entra em vigor na data de
sua publicação
rica e | CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO |
Discutido e votado em ff
. |
Resultado da votação: Votos a lavor " |
Abstenções | Presidente Votos contra | , o
E / . Ei , Ê
Vereador Gelci Rodrigues da Silva-Xuxa
PDT
*
Proposição elaborada e redigida pelo Gabinete do Vereador Gelci Rodrigues da Silva-Xuxa
“Dor ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS”
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a ea EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO
proc. nº: 564 - POL O9/204)
Em A 4 de q + de 20 dA
Concede o Título de Cidadão Montenegrino
ao Professor Ivo Pereira de Souza
Em 30 de janeiro Ivo Pereira de Souza completou seus 80 anos de vida. Uma idade
simbólica que foi comemorada dentro do laboratório de Eletrotécnica da Escola
Técnica Estadual São João Batista. Longe deste ambiente, das mentes inquietas dos
estudantes, este profissional não veria mais a vida como um “desafio”.
Filho de agricultores, nascido no interior de Canguçu, Região da Campanha, distante
350 quilômetros de Montenegro. Nas terras arrendadas pelos pais, onde cada três
partes da colheita eram divididas em duas para família e uma para o proprietário, Ivo
Pereira de Souza teve lições sobre trabalho duro. Mas quando foi cumprir serviço
militar obrigatório, foi convencido de que havia mais mundo a ser explorado "lá
fora”.
O jovem viu sua tropa ser dividida, com aqueles que possuíam mais escolaridade
designados aos serviços internos. Ivo não era analfabeto, mas sua quinta séria apenas
lhe colocou nas mãos uma ferramenta rústica para arrancar capim entre as pedras do
calçamento. Entendeu naquele instante que precisava estudar!
“Eu queria saber o que tinha do outro lado da parede”,
Quando retornou do Exército, falou para o pai que “precisava de respostas”.
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Este pôde apenas lhe dar incentivo, que Ivo carregou na mala rumo ao desafio urbano.
Mas sua entrada na Escola Técnica de Pelotas foi pela porta de serviço, com um
emprego na zeladoria. Até que ao seu lado passou aquele que lhe impulsionaria. O
Diretor Idemar Bonatto desafiou o jovem a realizar um teste para ingressar no Curso
Técnico em Mecânica. Foram dias de trabalho braçal ao nascer do sol e mental ao
chegar da lua. “Quando comecei a estudar, tive as respostas de tudo que não sabia”.
Foi assim que entrou para a história da Educação, integrando a primeira turma do
Ginásio Noturno. E ainda havia outro episódio lendário reservado ao jovem.
Destino, Montenegro!
Depois de formado, Ivo ficou como instrutor dos cursos, enquanto esperava uma
chance de ser professor titular. Novamente o diretor Bonatto lhe desafiou, informando
que havia uma vaga no Ginásio Industrial em Montenegro (hoje Escola A.J. Renner).
Em 12 de junho de 1971, aqui estava Ivo! Sem parentes, amigos ou sequer conhecer as
paragens do Caí.
Não demorou em ser desafiado outra vez. O diretor do Industrial Jadi Weker alertou
que precisava ter faculdade para ser efetivado, dando largada para outra jornada dupla.
Ivo ingressou na Engenharia de Operações da Unisinos, que logo trocou pelo Técnico
Industrial em Eletricidade da PUC; que dividia com o intensivo em Artes Industriais
na Universidade de Passo Fundo (UPF). Um ciclo enriquecido com uma pósgraduação em Física, pela Unise de Santa Cruz. Naqueles dias, já era o professor Ivo
do Ginásio Industrial.
E foi neste período que o mestre encontrou um novo estímulo. Agora os alunos lhe
desafiavam, na mesma proporção em que ele os provocava a pensar. O grande número
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de jovens vindos do interior o levou a buscar especialização em Eletricidade Rural, na
Universidade Federal de Lavras (Ufla) de Minas Gerais; mesma instituição em que
aprendeu Formas de Energias Alternativas, provocação que surgiu quando já lesionava
na Fundação Escola Técnica Liberado, de Novo Hamburgo.
Um dos “pais” da maior escola técnica estadual no Vale do Caí
Em 1974 o professor Ivo entraria para a história pela segunda vez. “Eu sou um dos
fundadores do São João Batista”, revelou o Professor ao Jornal Ibiá. Isso mesmo! Ivo
não é apenas o mais idoso, mas o mais antigo professor desta importante instituição
técnica na região. “Tem professores aqui que foram meus alunos e hoje são meus
colegas. A gente fica faceiro”, comenta o Mestre sempre sorridente.
Da mesma forma já ensinou para muitos filhos de ex-alunos. E confessa que ficará
preocupado no dia em que alguém revelar que ele foi professor do avô. Ivo usa a
mesma filosofia popular destinada ao rádio, e classifica o magistério como “uma
cachaça”. “Enquanto der, vamos tomando mais um traguinho”. E sua resposta à
pergunta “por que continua trabalhando?”, é a satisfação de ensinar coisas novas.
Em 1995 o professor se aposentou pelo Estado e em 2013 pelo Liberato. Até que certo
dia a diretora Nica, a Maria Terezinha Kraemer Canello, atual diretora da Biblioteca
Municipal Helio Alves de Oliveira, lhe convocou. “Ela disse que um pai é responsável
pelo filho”, lembra. O desafio era um contrato emergencial de dois meses, pagos pelo
CPM da escola. Em 2021 completaram 18 anos desta situação temporária. “Acho que
o Estado esqueceu-se de mim”, brincou o professor com a equipe da redação do Jornal
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Ibiá, que não cansará de desafiar os alunos a descobrir: “o que há do outro lado da
parede?”.
Vereador Gelci Rodrigues da Silva-Xuxa
PDT
Proposição elaborada e redigida pelo Gabinete do Vereador Gelei Rodrigues da Silva-Xuxa
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