ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO
Gabinete do Prefeito
“Montenegro Cidade das Artes, Capital do Tanino, da Citricultura Gaúcha e
Berço da Bergamota Montenegrina
”
“Doe Órgãos; Doe Sangue: Salve Vidas
”
Rua Ramiro Barcelos, 2993
– Cx. Postal 59
– CEP 92510-275
– Montenegro/RS. Telefone: (51) 3649-
8200 E-mail: gabinete@montenegro.rs.gov.br
PROJETO DE LEI N.º ___, DE 24 DE MARÇO DE 2026.
Aprova e institui a adesão do
município de Montenegro ao Plano
Regional de Água e Esgoto do
Sistema CORSAN.
Art. 1º Fica aprovada e instituída a adesão do Município de
Montenegro ao Plano Regional de água e Esgoto do Sistema Corsan, nos termos
do anexo único desta lei.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MONTENEGRO, em
24 de março de 2026.
GUSTAVO ZANATTA
Prefeito Municipal
Assinado por 1 pessoa: GUSTAVO ZANATTA
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO
Gabinete do Prefeito
“Montenegro Cidade das Artes, Capital do Tanino, da Citricultura Gaúcha e
Berço da Bergamota Montenegrina
”
“Doe Órgãos; Doe Sangue: Salve Vidas
”
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Ofício n.º 43/2026-GP-AAL Montenegro, 24 de março de 2026.
Assunto: Mensagem Justificativa do Projeto de Lei n.º ___/2026.
Excelentíssima Senhora Presidente:
O presente Projeto de Lei tem por finalidade aprovar e instituir a adesão
do Município de Montenegro ao Plano Regional de Água e Esgoto do Sistema CORSAN,
instrumento de planejamento que estabelece diretrizes, metas e investimentos
necessários à universalização e qualificação dos serviços de abastecimento de água
potável e esgotamento sanitário.
A medida está alinhada às diretrizes do Lei nº 11.445/2007, atualizada
pela Lei nº 14.026/2020, que instituiu o novo marco legal do saneamento básico no
Brasil, reforçando a necessidade de planejamento regionalizado, metas de
universalização e sustentabilidade econômico-financeira dos serviços.
A adesão ao Plano Regional possibilita ao Município:
Integrar-se à política regional de saneamento, promovendo ganhos de escala e
eficiência;
Assegurar planejamento técnico estruturado para ampliação e melhoria dos
sistemas de água e esgoto;
Viabilizar acesso a recursos estaduais e federais destinados a investimentos no
setor;
Garantir cumprimento das metas de universalização previstas na legislação
federal;
Proporcionar maior segurança jurídica na prestação dos serviços.
Além disso, o fortalecimento do sistema regionalizado contribui
diretamente para a melhoria da saúde pública, preservação ambiental, valorização
urbana e desenvolvimento econômico local.
Trata-se, portanto, de medida estratégica e necessária para assegurar a
continuidade, modernização e expansão dos serviços de saneamento básico no
Município de Montenegro, promovendo qualidade de vida à população e
desenvolvimento sustentável.
Diante do exposto, submetemos o presente Projeto de Lei à apreciação
dessa Egrégia Câmara Municipal.
Atenciosamente,
GUSTAVO ZANATTA
Prefeito Municipal
A Sua Excelência a Senhora
Ana Paula Machado
Câmara Municipal de Vereadores
Montenegro/RS
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2
PLANO REGIONAL DE ÁGUA E ESGOTO DO SISTEMA CORSAN
1
COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO
CONSULTORIA MLAYDNER
– INTELIGÊNCIA EM SANEAMENTO
Coordenação Geral
Mariangela Correa Laydner
– Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho
Coordenação Adjunta
Nathália Miranda das Chagas
– Engenheira Ambiental
João Victor Malheiros Vidal da Vinha
– Engenheiro Ambiental
Matheus Correia Martinho da Silva
– Engenheiro Ambiental
Raísa Fagundes dos Santos
– Engenheira Hídrica
Equipe Técnica
Anna Clara Muniz Correia
– Estagiária de Engenharia Ambiental
Arnaldo Mailes Neto
– Engenheiro Ambiental
Louise Pinho Novaes
– Engenheira Ambiental
Thaís Texeira Rodrigues Lima
– Engenheira Ambiental
1
A propriedade intelectual deste Plano Regional pertence à CORSAN, envolvendo direitos exclusivos sobre a criação,
sendo, portanto, protegida legalmente. Neste aspecto, o presente documento configura-se como uma obra
intelectual que reflete o conhecimento técnico e as estratégias aplicadas para resolver questões relacionadas ao
planejamento regional da prestação de serviços de água e esgotamento sanitário no Sistema CORSAN. A autoria do
presente Plano pertence à Companhia, garantindo-lhe a titularidade sobre as ideias, diagnósticos, soluções
propostas e metodologias empregadas. Fica assegurada a proteção dos direitos autorais e a proibição de
reprodução, total ou parcial, não autorizada previa e expressamente pela CORSAN; exceto em caso de adesão pelo
Município ao Plano Regional.
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3
LISTA DE FIGURAS
Figura 1
– Estado do Rio Grande do Sul. ...................................................................................... 20
Figura 2
– Municípios atendidos pela CORSAN. ......................................................................... 22
Figura 3
– Classificação Climática (KOPPEN) dos municípios atendidos pela CORSAN. ......... 42
Figura 4
– Temperaturas médias mensais para o estado do Rio Grande do Sul. ........................... 43
Figura 5
– Isoietas de precipitações médias anuais ao longo dos municípios atendidos pela
CORSAN. ...................................................................................................................................... 45
Figura 6
– Média dos Dias de Chuva ao longo dos meses do ano para o estado do Rio Grande do
Sul. ................................................................................................................................................. 46
Figura 7
– Classificação de províncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN. ..... 48
Figura 8
– Classificação de subprovíncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN.
....................................................................................................................................................... 50
Figura 9
– Domínios morfoestruturais da região dos municípios atendidos pela CORSAN. ....... 52
Figura 10
– Unidades geomorfológicas da região dos municípios atendidos pela CORSAN. ..... 54
Figura 11
– Classificação pedológica (Ordens do SiBCS) ao longo dos municípios atendidos pela
CORSAN. ...................................................................................................................................... 56
Figura 12
– Classificação pedológica (Subordens do SiBCS) ao longo dos municípios atendidos
pela CORSAN. .............................................................................................................................. 58
Figura 13
– Regiões hidrográficas do Rio Grande do Sul. ............................................................ 60
Figura 14
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Guaíba. .......... 63
Figura 15
– Rios principais da Região Hidrográfica do Guaíba. ................................................... 67
Figura 16
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Gravataí. ........................ 68
Figura 17
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Taquari-Antas. ............... 69
Figura 18
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Sinos. ............................. 70
Figura 19
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Lago Guaíba. ................. 71
Figura 20
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Baixo Jacuí. ................... 72
Figura 21
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Alto Jacuí. ...................... 73
Figura 22
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Pardo.............................. 74
Figura 23
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Vacacaí-Vavacaí Mirim. ............................... 75
Figura 24
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Caí. ................................................................ 76
Figura 25
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Litoral. ........... 78
Figura 26
– Rios Principais da Região Hidrográfica do Litoral. ................................................... 81
Figura 27
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Camaquã. ....................... 82
Figura 28
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Tramandaí. ..................... 83
Figura 29
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Litoral Médio. ............................................... 84
Figura 30
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Mirim
– São Gonçalo. ................................... 85
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4
Figura 31
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Mampituba. ................................................... 86
Figura 32
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Uruguai. ......... 89
Figura 33
– Rios Principais da Região Hidrográfica do Uruguai. ................................................. 92
Figura 34
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Ijuí. ................................ 93
Figura 35
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Santa Maria. .................. 94
Figura 36
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Passo Fundo................... 95
Figura 37
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Ibicuí.............................. 96
Figura 38
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Turvo-Santa Rosa-Santo
Cristo. ............................................................................................................................................ 97
Figura 39
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Apauê-Inhandava. ......... 98
Figura 40
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Piratinim. ...................................................... 99
Figura 41
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Quaraí. ........................................................ 100
Figura 42
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Negro. ......................................................... 101
Figura 43
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Várzea. ........................................................ 102
Figura 44
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Butuí/Icamaquã. .......................................... 103
Figura 45
– Sistemas aquíferos do Rio Grande do Sul. ............................................................... 105
Figura 46
– Estações de monitoramento do Estado do Rio Grande do Sul. ................................ 109
Figura 47
– Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U) dos municípios atendidos pela
CORSAN. .................................................................................................................................... 129
Figura 48
– Níveis de vulnerabilidade dos mananciais dos municípios atendidos pela CORSAN.
..................................................................................................................................................... 131
Figura 49
– Distribuição de biomas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN. .......... 134
Figura 50
– Distribuição de regiões fitoecológicas ao longo dos municípios atendidos pela
CORSAN. .................................................................................................................................... 136
Figura 51
– Distribuição de cobertura vegetal e outras áreas predominantes ao longo dos
municípios atendidos pela CORSAN. ......................................................................................... 138
Figura 52
– Localização das UCs contidas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
..................................................................................................................................................... 140
Figura 53
– Panorama Censo 2022
– Rio Grande do Sul. ........................................................... 144
Figura 54
– Distribuição da população dos municípios atendidos pela CORSAN por faixas de
idade e sexo, referência 2022. ..................................................................................................... 150
Figura 55
– Distribuição da população dos municípios atendidos pela CORSAN por gênero,
referência 2022. ........................................................................................................................... 151
Figura 56
– Escala do IDH. ......................................................................................................... 152
Figura 57
– Média do IDHM de acordo com as faixas populacionais. ....................................... 153
Figura 58
– Municípios com maiores percentuais de internação por DRSAI em abril de 2024. 159
Figura 59
– Distribuição das classes de cobertura e uso do solo ao longo dos municípios
atendidos pela CORSAN. ............................................................................................................ 163
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5
Figura 60
– Taxas de crescimento acumuladas
– 2023/2022. ..................................................... 165
Figura 61
– Percentual de ocupação do Rio Grande do Sul
– 2010 ............................................ 168
Figura 62
– Percentual de ocupação nos municípios com mais de 75.000 habitantes
– 2010. ... 170
Figura 63
– Pessoas de 15 anos ou mais por classes de rendimento mensal
– 2015. .................. 173
Figura 64
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com menos de 5.000 habitantes
–
2021. ............................................................................................................................................ 178
Figura 65
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com 5.000 a 20.000 habitantes
–
2021. ............................................................................................................................................ 178
Figura 66
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios de 20.000 a 75.000 habitantes
–
2021. ............................................................................................................................................ 179
Figura 67
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com mais de 75.000 habitantes
–
2021. ............................................................................................................................................ 179
Figura 68
– Panorama geral da cobertura do sistema de abastecimento de água. ....................... 196
Figura 70
– Croqui Sistema Integrado Alpestre
– Planalto | RS. ................................................ 201
Figura 71
– Vista aérea da ETA Alvorada. ................................................................................. 202
Figura 72
– Croqui Sistema Integrado Alvorada
– Viamão | RS. ............................................... 203
Figura 73
– Vista superior da ETA Curumim. ............................................................................ 205
Figura 74
– Croqui Sistema Integrado Arroio do Sal
– Capão da Canoa
– Terra de Areia RS... 205
Figura 75
– ETA Cachoeirinha. ................................................................................................... 207
Figura 76
– Croqui Sistema Integrado Cachoeirinha
– Gravataí | RS. ........................................ 208
Figura 77
– ETA Frederico. ......................................................................................................... 209
Figura 78
– Croqui Sistema Integrado Caiçara
– Frederico Westphalen | RS. ............................ 210
Figura 79
– ETA Campo Bom. .................................................................................................... 211
Figura 80
– Sistema Integrado Campo Bom - Estância Velha - Sapiranga - Portão | RS. .......... 213
Figura 81
– Croqui Sistema Integrado Canela
– Gramado | RS. .................................................. 214
Figura 82
– ETA Esteio. .............................................................................................................. 216
Figura 83
– Croqui - Sistema Integrado Canoas
– Esteio
– Sapucaia do Sul | RS. ..................... 218
Figura 84
– ETA 2 de Capão da Canoa. ...................................................................................... 219
Figura 85
– Croqui - Sistema Integrado Capão da Canoa
– Xangri-lá | RS. ............................... 220
Figura 86
– ETA de Pedro Osório. .............................................................................................. 221
Figura 87
– Croqui - Sistema Integrado Pedro Osório
– Cerrito | RS. ........................................ 222
Figura 88
– ETA Charqueadas. ................................................................................................... 223
Figura 89
– Croqui - Sistema integrado Charqueadas
– São Jerônimo | RS. .............................. 224
Figura 90
– Croqui - Sistema Integrado Cidreira
– Balneário Pinhal | RS. ................................. 225
Figura 91
– Vista superior da ETA Dois Irmãos. ........................................................................ 226
Figura 92
– Croqui Sistema Integrado Dois Irmãos
– Morro Reuter | RS. ................................. 226
Figura 93
– Croqui - Sistema Integrado Eldorado do Sul
– Guaíba | RS. ................................... 228
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Figura 94
– ETA - Sistema Integrado Gaurama
– Viadutos | RS. ............................................... 229
Figura 95
– Croqui - Sistema Integrado Gaurama
– Viadutos | RS. ............................................ 230
Figura 96
– ETA de Três Coroas. ................................................................................................ 231
Figura 97
– Croqui - Sistema Integrado Igrejinha
– Três Coroas | RS. ....................................... 232
Figura 98
– Croqui - Sistema Integrado Imbé
– Xangri-lá | RS. ................................................. 233
Figura 99
– Croqui - Sistema Integrado Palmitinho
– Vista Alegre
– Taquaruçu do Sul
–
Pinheirinho do Vale | RS. ............................................................................................................ 234
Figura 100
– Vista superior
– ETA de Parobé. ............................................................................ 235
Figura 101
– Croqui - Sistema Integrado Parobé
– Igrejinha | RS. ............................................. 237
Figura 102
– Croqui - Sistema Integrado Salvador do Sul
– São Pedro da Serra | RS. ............... 239
Figura 103
– Croqui - Sistema Integrado São José do Ouro
– Cacique Doble | RS. ................... 240
Figura 104
– ETA de São Sebastião do Caí. ............................................................................... 241
Figura 105
– Croqui - Sistema Integrado São Sebastião do Caí
– Capela de Santana | RS. ....... 242
Figura 106
– Croqui Sistema Integrado Tramandaí
– Imbé I | RS. ............................................. 243
Figura 107
– Vista superior ETA Veranópolis. ........................................................................... 244
Figura 108
– Croqui - Sistema Integrado Veranópolis
– Vila Flores | RS. ................................. 245
Figura 109 - Situação das Licenças Ambientais de Água ........................................................... 251
Figura 110 -Quantidade de licenças por tipo de instalação ......................................................... 252
Figura 111
– Distribuição das outorgas pela situação da captação. ............................................ 254
Figura 112
– Panorama geral da cobertura de esgoto. ................................................................. 257
Figura 113
– Índice de cobertura total de esgoto referido aos municípios atendidos com água e de
coleta por faixa populacional. ...................................................................................................... 258
Figura 114
– Vista do SES Alvorada-Viamão. ............................................................................ 262
Figura 115
– Unidades de Tratamento da ETE Alvorada-Viamão. ............................................ 263
Figura 116
– Ponto de lançamento do emissário no SES Alvorada-Viamão. ............................. 264
Figura 117
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Alvorada-Viamão. ............ 265
Figura 118
– Espacialização da localização das EBEs no SES Esteio-Sapucaia do Sul. ............ 266
Figura 119
– Espacialização da localização da ETE e do ponto de lançamento do emissário no
SES Esteio-Sapucaia do Sul. ....................................................................................................... 268
Figura 120
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Esteio-Sapucaia do Sul. .... 269
Figura 121
– Fluxograma da ETE componente do SES Esteio-Sapucaia do Sul. ....................... 269
Figura 122
– Vista da ETE Freeway. .......................................................................................... 272
Figura 123
– Unidades de Tratamento da ETE Freeway. ............................................................ 273
Figura 124
– Emissário no SES Freeway. ................................................................................... 274
Figura 125
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Freeway. ........................... 275
Figura 126
– Fluxograma da ETE componente do SES Freeway. .............................................. 275
Figura 127 - Situação das Licenças Ambientais de Esgoto ......................................................... 277
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Figura 128
– ODS 6. .................................................................................................................... 345
Figura 129
– ODS 11. .................................................................................................................. 345
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8
LISTA DE QUADROS
Quadro 1
– Quantidade de municípios por faixa populacional. .................................................... 23
Quadro 2
– Municípios abrangidos pelo Plano Regional. ............................................................. 24
Quadro 3
– Áreas das Regiões e Bacias Hidrográficas do Rio Grande Sul. ................................. 61
Quadro 4
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do Guaíba.
....................................................................................................................................................... 64
Quadro 5
– População urbana residente na Região Hidrográfica Guaíba. .................................... 65
Quadro 6
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Guaíba e principais usos. ......................... 65
Quadro 7
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica das Bacias
Litorâneas. ..................................................................................................................................... 77
Quadro 8
– População urbana residente na Região Hidrográfica do Litoral. ................................ 79
Quadro 9
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Litoral e principais usos. .......................... 79
Quadro 10
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do Uruguai.
....................................................................................................................................................... 87
Quadro 11
– População urbana residente na Região Hidrográfica do Uruguai. ............................ 90
Quadro 12
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Uruguai e principais usos....................... 90
Quadro 13
– Aquíferos do Estado do Rio Grande do Sul. .......................................................... 106
Quadro 14
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas nas
bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul. ................................................................................ 111
Quadro 15
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas por
sistema aquífero no Rio Grande do Sul. ...................................................................................... 112
Quadro 16
– Disponibilidade hídrica nas Bacias Hidrográficas do Estado do Rio Grande do Sul.
..................................................................................................................................................... 114
Quadro 17
– Demandas hídricas médias superficiais nas bacias hidrográficas do Estado. ......... 116
Quadro 18
– Balanço hídrico nas Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul. ......................... 117
Quadro 19
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. .......................................................... 120
Quadro 20
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de Uso
da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ....................................... 120
Quadro 21
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no conjunto
de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ......................................................................... 121
Quadro 22
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no conjunto
de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ......................................................................... 121
Quadro 23
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. .......................................................... 121
Quadro 24
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. ........................................................... 122
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Quadro 25
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de Uso
da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. ....................................... 122
Quadro 26
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no conjunto
de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. .......................................................................... 123
Quadro 27
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no conjunto
de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. .......................................................................... 123
Quadro 28
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. ........................................................... 124
Quadro 29
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ......................................................... 124
Quadro 30
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de Uso
da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ..................................... 125
Quadro 31
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no conjunto
de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ........................................................................ 125
Quadro 32
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no conjunto
de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ........................................................................ 125
Quadro 33
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ......................................................... 126
Quadro 34
– ISH-U dos municípios atendidos pela CORSAN. .................................................. 130
Quadro 35
– Avaliação da vulnerabilidade do manancial dos municípios atendidos pela
CORSAN. .................................................................................................................................... 132
Quadro 36
– Unidades de Conservação inseridas nos municípios do bloco. .............................. 141
Quadro 37
– Distribuição dos municípios atendidos pela CORSAN por diferentes faixas de
densidade demográfica. ............................................................................................................... 145
Quadro 38
– Distribuição dos municípios atendidos pela CORSAN por faixas da taxa de
crescimento, referência 2022. ...................................................................................................... 146
Quadro 39
– Distribuição dos domicílios atendidos pela CORSAN por tipo, referência 2022. . 146
Quadro 40
– Distribuição dos domicílios dos municípios atendidos pela CORSAN pelo modo de
canalização de água existente. ..................................................................................................... 147
Quadro 41
– Distribuição dos domicílios dos municípios atendidos pela CORSAN pela principal
forma de abastecimento de água existente. ................................................................................. 147
Quadro 42
– Distribuição dos domicílios dos municípios atendidos pela CORSAN pela
existência de ligação com a rede geral e a forma principal de abastecimento de água. .............. 148
Quadro 43
– Distribuição dos domicílios dos municípios atendidos pela CORSAN pelo tipo de
esgotamento existente. ................................................................................................................. 149
Quadro 44
– Melhores IDHM dos municípios com menos de 5.000 habitantes
– 2010. ............ 154
Quadro 45
– Melhores IDHM dos municípios de 5.000 a 20.000 habitantes
– 2010. ................ 154
Quadro 46
– Melhores IDHM dos municípios de 20.000 a 75.000 habitantes
– 2010. .............. 154
Quadro 47
– Melhores IDHM dos municípios com mais 75.000 habitantes
– 2010. ................. 155
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10
Quadro 48
– Evolução do índice de Gini do estado do Rio Grande do Sul. ............................... 156
Quadro 49
– Média do índice de Gini por faixa populacional - 2010. ........................................ 156
Quadro 50
– Municípios com melhores Índices de Gini - 2010. ................................................. 157
Quadro 51
– Internação por DRSAI em abril de 2024. ............................................................... 159
Quadro 52
– Taxa de alfabetização por faixa populacional - 2022. ............................................ 160
Quadro 53
– Classificação uso e cobertura do solo. .................................................................... 161
Quadro 54
– Municípios com maior representatividade no setor agropecuário. ......................... 165
Quadro 55
– Municípios com maior representatividade no setor industrial. ............................... 166
Quadro 56
– Municípios com maior representatividade no setor de serviços. ............................ 167
Quadro 57
– Ocupação por setor nos municípios com mais de 75.000 habitantes
– 2010. ........ 171
Quadro 58
– Taxa de atividade. ................................................................................................... 174
Quadro 59
– Municípios com maior PIB
– 2021. ........................................................................ 175
Quadro 60
– Municípios com maior PIB per capita
– 2021. ....................................................... 175
Quadro 61
– Municípios com menor PIB per capita
– 2021. ...................................................... 176
Quadro 62
– Média do PIB per capita de acordo com a faixa populacional
– 2021. .................. 176
Quadro 63
– Relação das favelas e comunidades urbanas por município. .................................. 181
Quadro 64
– Resumo dos estudos e projetos existentes aplicável à área de estudo. ................... 188
Quadro 65
– Valores das ligações e economias ativas por faixa populacional. .......................... 194
Quadro 66
– Volumes de água por faixa populacional................................................................ 197
Quadro 68
– Extensão de rede de água conforme faixa populacional. ........................................ 197
Quadro 69
– Municípios com maiores extensões de rede de água. ............................................. 198
Quadro 70
– Características dos reservatórios do Sistema Integrado de Alvorada
– Viamão. ... 202
Quadro 71
– Adutoras de água bruta. .......................................................................................... 215
Quadro 72
– Reservatórios - Sistema Integrado Veranópolis
– Vila Flores | RS. ....................... 244
Quadro 73
–Ligações e economias ativas de esgoto por faixa populacional. ............................. 255
Quadro 74
– Volumes de esgoto por faixa populacional. ............................................................ 256
Quadro 75
– Extensão de rede de esgoto conforme faixa populacional. ..................................... 259
Quadro 76
– Municípios com maiores extensões de rede de esgoto. .......................................... 259
Quadro 77
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento sanitário de
Alvorada e Viamão ...................................................................................................................... 260
Quadro 78
– Resumo de informações acerca das EBEs e EBET presentes no SES AlvoradaViamão. ........................................................................................................................................ 261
Quadro 79
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do SES Alvorada-Viamão.
..................................................................................................................................................... 264
Quadro 80
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento sanitário de
Esteio e Sapucaia do Sul. ............................................................................................................. 265
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11
Quadro 81
– Resumo de informações acerca das EBEs do Sistema de Esgotamento Sanitário
Esteio-Sapucaia do Sul. ............................................................................................................... 266
Quadro 82
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do Sistema de Esgotamento
Sanitário Esteio-Sapucaia do Sul. ................................................................................................ 268
Quadro 83
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento sanitário de
Cachoerinha e Gravataí. .............................................................................................................. 270
Quadro 84
– Resumo de informações acerca das EBEs e EBET presentes no SES Freeway. .... 271
Quadro 85
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do Sistema de Esgotamento
Sanitário Freeway. ....................................................................................................................... 273
Quadro 86
– Histórico populacional. ........................................................................................... 280
Quadro 87
– Menor Meta de cobertura de água por faixa populacional. .................................... 287
Quadro 88
– Metas de cobertura de esgoto por faixa populacional. ........................................... 288
Quadro 89
– Alternativas tecnológicas para o tratamento de água de soluções coletivas. .......... 295
Quadro 90
– Exemplos de etapas de tratamento de água de soluções individuais de
abastecimento de água. ................................................................................................................ 296
Quadro 91
– Faixas de eficiências por tipo de tratamento. ......................................................... 303
Quadro 92
– Exemplos de etapas de tratamento de esgoto de soluções coletivas de esgotamento
sanitário. ...................................................................................................................................... 303
Quadro 93
– Exemplos de etapas tratamento de esgoto de soluções individuais de esgotamento
sanitário. ...................................................................................................................................... 304
Quadro 94
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de abastecimento de água.
..................................................................................................................................................... 308
Quadro 95
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de abastecimento de água.
..................................................................................................................................................... 309
Quadro 96
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de esgotamento sanitário.
..................................................................................................................................................... 311
Quadro 97
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de esgotamento sanitário.
..................................................................................................................................................... 312
Quadro 98
– Programa, projetos e ações de desenvolvimento institucional e setorial. ............... 315
Quadro 99
– Matriz de determinação da probabilidade. ............................................................. 320
Quadro 100
– Matriz de determinação do impacto/consequência. .............................................. 320
Quadro 101
– Matriz de risco- Classificação do risco. ................................................................ 320
Quadro 102
– Classificação do risco. .......................................................................................... 322
Quadro 103
– Ações de Contingência e Emergência
– SAA. ..................................................... 324
Quadro 104
– Ações de Contingência e Emergência
– SES. ...................................................... 329
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12
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO......................................................................17
2. DIAGNÓSTICO GERAL VOLTADO PARA OS INTERESSES DO SANEAMENTO.........19
2.1. Caracterização geral da área ..........................................................................................19
2.2. Aspectos ambientais.......................................................................................................40
2.2.1. Clima ........................................................................................................................40
2.2.2. Geologia e geomorfologia ...........................................................................................46
2.2.3. Hidrografia................................................................................................................59
2.2.3.1. Regiões hidrográficas................................................................................................. 59
2.2.3.1.1. Região Hidrográfica do Guaíba ..............................................................................62
2.2.3.1.2. Região Hidrográfica do Litoral...............................................................................77
2.2.3.1.3. Região Hidrográfica do Uruguai.............................................................................87
2.2.3.2. Disponibilidade, demanda e balanço hídrico.............................................................. 104
2.2.3.2.1. Recursos hídricos subterrâneos............................................................................. 104
2.2.3.2.1.1. Disponibilidade hídrica..................................................................................... 104
2.2.3.2.1.2. Demanda hídrica.............................................................................................. 110
2.2.3.2.2. Recursos hídricos superficiais............................................................................... 114
2.2.3.2.2.1. Disponibilidade hídrica..................................................................................... 114
2.2.3.2.2.2. Demanda hídrica.............................................................................................. 115
2.2.3.2.2.3. Balanço hídrico ................................................................................................ 117
2.2.3.2.2.4. Qualidade dos mananciais ................................................................................ 119
2.2.3.2.2.4.1. Região Hidrográfica do Guaíba ........................................................................ 119
2.2.3.2.2.4.2. Região Hidrográfica do Litoral ......................................................................... 122
2.2.3.2.2.4.3. Região Hidrográfica do Uruguai ....................................................................... 124
2.2.3.3. Segurança hídrica .................................................................................................... 126
2.2.4. Aspectos bióticos...................................................................................................... 132
2.2.5. Unidades de conservação.......................................................................................... 139
2.3. Aspectos socioeconômicos............................................................................................. 142
2.3.1. Aspectos sociais........................................................................................................ 143
2.3.1.1. Demografia.............................................................................................................. 143
2.3.1.1.1. Distribuição dos domicílios................................................................................... 146
2.3.1.1.2. Distribuição por faixa etária e gênero.................................................................... 149
2.3.1.2. Índice de Desenvolvimento Humano ......................................................................... 151
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13
2.3.1.3. Renda...................................................................................................................... 155
2.3.1.4. Saúde ...................................................................................................................... 157
2.3.1.5. Educação................................................................................................................. 160
2.3.1.6. Uso e ocupação do solo ............................................................................................. 160
2.3.2. Aspectos econômicos ................................................................................................ 164
2.3.2.1. Atividades e vocações econômicas............................................................................. 164
2.3.2.2. Caracterização do mercado de trabalho .................................................................... 167
2.3.2.3. Distribuição de renda............................................................................................... 173
2.3.2.4. Panorama fiscal ....................................................................................................... 174
2.4. Favelas e comunidades urbanas (áreas de ocupação consolidada) .................................. 180
3. ESTUDOS E PROJETOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE ESGOTAMENTO
SANITÁRIO EXISTENTES .................................................................................................... 187
4. DIAGNÓSTICO DAS INFRAESTRUTURAS EXISTENTES ........................................... 193
4.1. Abastecimento de água................................................................................................. 193
4.1.1. Indicadores dos sistemas de abastecimento de água ................................................... 194
4.1.2. Sistemas integrados de água ..................................................................................... 198
4.1.2.1. Sistema integrado de água Alpestre
– Planalto .......................................................... 199
4.1.2.2. Sistema integrado de água Alvorada
– Viamão.......................................................... 201
4.1.2.3. Sistema integrado de água Arroio do Sal
– Capão da Canoa
– Terra de Areia ............ 203
4.1.2.4. Sistema integrado de água Cachoeirinha
– Gravataí.................................................. 206
4.1.2.5. Sistema integrado de água Caiçara
– Frederico Westphalen ...................................... 208
4.1.2.6. Sistema integrado de água Campo Bom - Estância Velha - Sapiranga - Portão ........... 210
4.1.2.7. Sistema integrado de água Canela
– Gramado........................................................... 213
4.1.2.8. Sistema integrado de água Canoas
– Esteio
– Sapucaia do Sul.................................... 214
4.1.2.9. Sistema integrado de água Capão da Canoa
– Xangri-lá
– Atlântida Sul .................... 218
4.1.2.10. Sistema integrado de água Cerrito
– Pedro Osório................................................. 220
4.1.2.11. Sistema integrado de água Charqueadas
– São Jerônimo....................................... 222
4.1.2.12. Sistema integrado de água Cidreira
– Balneário Pinhal ......................................... 224
4.1.2.13. Sistema integrado de água Dois Irmãos
– Morro Reuter ........................................ 225
4.1.2.14. Sistema integrado de água Eldorado do Sul
– Guaíba ............................................ 227
4.1.2.15. Sistema integrado de água Gaurama
– Viadutos.................................................... 228
4.1.2.16. Sistema Integrado Igrejinha
– Três Coroas ........................................................... 230
4.1.2.17. Sistema integrado de água Imbé
– Xangri-lá ......................................................... 232
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14
4.1.2.18. Sistema integrado de água Palmitinho
– Vista Alegre
– Taquaruçu do Sul
–
Pinheirinho do Vale................................................................................................................. 233
4.1.2.19. Sistema integrado de água Parobé
– Igrejinha....................................................... 234
4.1.2.20. Sistema integrado de água Salvador do Sul
– São Pedro da Serra........................... 237
4.1.2.21. Sistema integrado de água São José do Ouro
– Cacique Doble ............................... 239
4.1.2.22. Sistema integrado de água São Sebastião do Caí
– Capela de Santana .................... 240
4.1.2.23. Sistema integrado de água Tramandaí
– Imbé I..................................................... 242
4.1.2.24. Sistema integrado de água Veranópolis
– Vila Flores............................................. 243
4.1.3. Qualidade da água ................................................................................................... 245
4.1.4. Licenças Ambientais ................................................................................................ 248
4.1.5. Outorgas.................................................................................................................. 252
4.2. Esgotamento sanitário.................................................................................................. 254
4.2.1. Indicadores dos sistemas de esgotamento sanitário .................................................... 255
4.2.2. Sistemas integrados de esgoto ................................................................................... 260
4.2.2.1. Sistema integrado de esgoto Alvorada
– Viamão........................................................ 260
4.2.2.1.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto .............................................. 260
4.2.2.1.2. Estação de tratamento de esgoto ........................................................................... 261
4.2.2.1.3. Emissário e ponto de lançamento .......................................................................... 264
4.2.2.1.4. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário .................................................. 265
4.2.2.2. Sistema integrado de esgoto Esteio
– Sapucaia do Sul ................................................ 265
4.2.2.2.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto .............................................. 265
4.2.2.2.2. Estação de tratamento de esgoto ........................................................................... 267
4.2.2.2.3. Emissário e ponto de lançamento .......................................................................... 267
4.2.2.2.4. Fluxogramas........................................................................................................ 268
4.2.2.2.4.1. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário............................................... 269
4.2.2.2.4.2. Fluxograma da estação de tratamento de esgoto ................................................ 269
4.2.2.3. Sistema integrado de esgoto Cachoerinha
– Gravataí................................................. 270
4.2.2.3.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto .............................................. 271
4.2.2.3.2. Estação de tratamento de esgoto ........................................................................... 271
4.2.2.3.3. Emissário e ponto de lançamento .......................................................................... 273
4.2.2.3.4. Fluxogramas........................................................................................................ 274
4.2.2.3.4.1. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário............................................... 274
4.2.2.3.4.2. Fluxograma da estação de tratamento de esgoto ................................................ 275
4.2.3. Licenças Ambientais ................................................................................................ 276
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15
5. OBJETIVOS E METAS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS ......................... 279
5.1. Projeção populacional.................................................................................................. 279
5.1.1. Dados históricos....................................................................................................... 280
5.1.2. Método utilizado para projeções populacionais ......................................................... 281
5.1.3. Projeção das populações flutuantes........................................................................... 283
5.1.4. Projeções populacionais adotadas............................................................................. 284
5.2. Universalização dos serviços......................................................................................... 284
5.2.1. Objetivos, metas e indicadores.................................................................................. 284
5.2.1.1. Metodologia de cálculo ............................................................................................. 285
5.2.1.2. Nível de universalização dos serviços de água............................................................ 286
5.2.1.3. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário .................................. 287
6. SOLUÇÕES TÉCNICAS ................................................................................................. 289
6.1. Abastecimento de água................................................................................................. 290
6.2. Esgotamento sanitário.................................................................................................. 298
7. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES............................................................................ 306
7.1. Premissas e diretrizes................................................................................................... 306
7.2. Abastecimento de água................................................................................................. 307
7.2.1. Programa, projetos e ações estruturais...................................................................... 307
7.2.2. Programa, projetos e ações estruturantes.................................................................. 309
7.3. Esgotamento sanitário.................................................................................................. 310
7.3.1. Programa, projetos e ações estruturais...................................................................... 310
7.3.2. Programa, projetos e ações estruturantes.................................................................. 312
7.3.3. Sistema de Macroesgotamento do Litoral Norte ........................................................ 313
7.4. Programa de desenvolvimento institucional e setorial.................................................... 315
7.5. Fonte de Financiamento ............................................................................................... 316
8. AÇÕES DE EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS........................................................ 317
8.1. Avaliação das vulnerabilidades do sistema de abastecimento de água e do sistema de
esgotamento sanitário .............................................................................................................. 318
8.2. Categorização dos riscos/vulnerabilidades .................................................................... 319
8.2.1. Definições dos critérios de vulnerabilidade................................................................ 319
8.2.1.1. Definições dos critérios de gravidade ........................................................................ 320
8.2.1.2. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades.................................................. 322
8.3. Plano de ações de emergências e contingências.............................................................. 322
8.4. Demais ações contingência e emergência ....................................................................... 332
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16
8.5. Avaliação de alternativas de suprimento hídrico, inclusive com definição de manancial de
reserva para garantir o abastecimento em situações de falha ou insuficiência da captação original
332
8.6. Monitoramento e controle dos mananciais .................................................................... 333
8.7. Descrição do protocolo de comunicação com usuários de água potencialmente impactados
pelo desabastecimento/risco ambiental devido a panes ou manutenções programadas e responsáveis
pela comunicação .................................................................................................................... 333
8.8. Descrição dos procedimentos operacionais relacionados, abrangendo a localização das
ferramentas e dos equipamentos de manutenção, e rotas de acesso aos pontos críticos................ 334
8.9. Definição dos papéis e responsabilidades de operadores e demais funcionários durante as
situações de emergências.......................................................................................................... 334
9. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DA
EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES ............................................................................... 336
9.1. Metodologia de desenvolvimento dos indicadores de prestação dos serviços ................... 338
9.1.1. Forma de aferição dos indicadores............................................................................ 339
9.1.1.1. Fonte para coleta de dados ....................................................................................... 340
9.1.2. Meta dos indicadores de desempenho........................................................................ 341
9.1.3. Atribuição de responsabilidades ............................................................................... 343
9.1.4. Indicadores operacionais.......................................................................................... 343
9.1.4.1. Nível de universalização dos serviços de água............................................................ 344
9.1.4.2. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário .................................. 346
10. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO ........................................................................ 347
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 348
APÊNDICE I
– CADERNOS INDIVIDUAIS PARA OS MUNICÍPIOS COM POPULAÇÃO
INFERIOR A 20.000 HABITANTES ....................................................................................... 355
APÊNDICE II
– CADERNOS INDIVIDUAIS PARA OS MUNICÍPIOS COM POPULAÇÃO
SUPERIOR A 20.000 HABITANTES....................................................................................... 356
APÊNDICE III
– LISTAGEM DAS LICENÇAS AMBIENTAIS E OUTORGAS ...................... 357
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1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO
O presente documento refere-se ao Plano Regional de Água e Esgoto (PRAE) do Sistema
CORSAN ou Plano Regional, que abrange 317 municípios atendidos pela Companhia
Riograndense de Saneamento (CORSAN). O objetivo deste plano é estabelecer diretrizes
e ações direcionadas para assegurar a eficiência e sustentabilidade dos serviços de
saneamento básico em toda essa ampla área de atuação.
O Plano Regional foi elaborado em conformidade com a Lei Federal nº 11.445, de 5 de
janeiro de 2007, conhecida como a Lei Nacional de Saneamento Básico, que estabeleceu
a obrigatoriedade dos planos de saneamento básico, sendo complementada e
regulamentada por diversos atos normativos ao longo do tempo. A atualização mais
recente veio com a Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho de 2020, que introduziu
mudanças relevantes nos parâmetros de prestação de serviços, definição de metas de
universalização e outros aspectos importantes do setor.
Nos artigos 14 e 17 da Lei Federal nº 11.445/2007, combinados com o artigo 25 do
Decreto Federal nº 7.217/2020, há uma exigência de que o serviço regionalizado de
saneamento básico seja estruturado por um plano específico para o conjunto de
municípios operados pelo prestador, no caso, a CORSAN. Esse plano é fundamental para
assegurar a fiscalização e regulação apropriadas dos serviços, além de promover uma
gestão integrada e planejada.
A Lei Federal nº 13.089/2015, em seu artigo 9º, inciso II e § 1º, dispõe sobre a necessidade
de planos setoriais interfederativos para o desenvolvimento urbano nas regiões
metropolitanas e aglomerações urbanas, reforçando a importância de uma coordenação
entre os diferentes níveis de governo para o desenvolvimento urbano harmonioso e
eficiente.
O Plano Regional examina de maneira abrangente questões ambientais, sociais e
econômicas na área de abrangência, além de analisar fatores políticos, institucionais e
governamentais que influenciam o saneamento básico na região. O documento também
inclui estudos e projetos existentes nas áreas de abastecimento de água e esgotamento
sanitário.
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O plano detalha a situação atual dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento
sanitário. A partir de um diagnóstico completo da área de estudo, o documento avança
para um prognóstico, onde são estabelecidos objetivos e metas para a universalização dos
serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, incluindo programas, projetos
e ações essenciais para alcançar esses objetivos.
As ações de emergência e contingência também são abordadas e detalhadas conforme a
metodologia adotada. Mecanismos e procedimentos de avaliação contínua são propostos
para medir a eficácia e eficiência das ações implementadas, assegurando o
acompanhamento e ajustes conforme necessário.
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2. DIAGNÓSTICO GERAL VOLTADO PARA OS INTERESSES DO
SANEAMENTO
Este capítulo apresenta um diagnóstico das condições atuais relacionadas ao saneamento
básico na área de estudo. O objetivo é fornecer uma visão clara das questões ambientais,
sociais e econômicas que influenciam os serviços de saneamento.
Este diagnóstico é fundamental para entender a situação atual e as necessidades
específicas da região, servindo como base para o planejamento de ações futuras. Ao
identificar os principais desafios e potencialidades, o capítulo busca proporcionar uma
base sólida para o desenvolvimento de estratégias eficazes e sustentáveis que visem a
universalização e a melhoria contínua dos serviços de saneamento.
2.1. Caracterização geral da área
O Rio Grande do Sul (Figura 1), localizado na região sul do Brasil, é o estado mais
meridional do país. Com uma área de aproximadamente 281.707 km², é o quarto estado
mais populoso do Brasil, abrigando uma população diversificada e culturalmente rica. De
acordo com estimativas recentes, o Rio Grande do Sul possui uma população de cerca de
10,8 milhões de habitantes. A densidade demográfica, de 38,63 hab./km², é relativamente
alta em comparação com outros estados do Brasil, refletindo um padrão de urbanização
consolidado.
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Figura 1
– Estado do Rio Grande do Sul.
Fonte: IBGE (2024).
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Neste Plano Regional, o foco estará nos 317 municípios atendidos pela Companhia
Riograndense de Saneamento (CORSAN) (Figura 2). Estes municípios representam uma
área combinada de 205.903,76 km², equivalente a cerca de 73% da área total do estado.
A população residente nessas localidades é de aproximadamente 7,3 milhões de
habitantes, representando cerca de 67% da população total do Rio Grande do Sul.
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Figura 2
– Municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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O Quadro 1 compila os municípios abrangidos por este plano, classificados por faixa
populacional. Além disso, o Quadro 2 também exibe a distribuição desses municípios
por faixa de população, a população total fornecida pelo censo do IBGE em 2022 e a
regional correspondente da CORSAN.
Quadro 1
– Quantidade de municípios por faixa populacional.
Faixa Populacional Quantidade de municípios
< 5.000 92
5.000 a 20.000 130
20.000 a 75.000 75
> 75.000 20
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Quadro 2
– Municípios abrangidos pelo Plano Regional.
Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Alto Alegre 1.800 < 5.000
Mariano Moro 1.858 < 5.000
São José do Herval 1.902 < 5.000
Ivorá 1.929 < 5.000
Itapuca 1.937 < 5.000
Unistalda 1.995 < 5.000
Inhacorá 2.014 < 5.000
Silveira Martins 2.028 < 5.000
Pedras Altas 2.061 < 5.000
Bom Progresso 2.096 < 5.000
Lagoa Bonita do Sul 2.251 < 5.000
Santo Expedito do Sul 2.349 < 5.000
São José do Inhacorá 2.406 < 5.000
Faxinalzinho 2.520 < 5.000
Fagundes Varela 2.566 < 5.000
Santa Margarida do Sul 2.596 < 5.000
Vista Alegre 2.660 < 5.000
Entre Rios do Sul 2.685 < 5.000
Sede Nova 2.704 < 5.000
Pinto Bandeira 2.723 < 5.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Derrubadas 2.751 < 5.000
Victor Graeff 2.780 < 5.000
Vista Gaúcha 2.783 < 5.000
Dilermando de Aguiar 2.806 < 5.000
Rio dos Índios 2.835 < 5.000
Muitos Capões 2.879 < 5.000
São Jorge 2.912 < 5.000
Caseiros 3.000 < 5.000
Nova Bréscia 3.044 < 5.000
Erebango 3.054 < 5.000
Dona Francisca 3.079 < 5.000
Taquaruçu do Sul 3.119 < 5.000
Barra do Guarita 3.161 < 5.000
Esmeralda 3.195 < 5.000
Itatiba do Sul 3.208 < 5.000
Campestre da Serra 3.242 < 5.000
Colorado 3.258 < 5.000
São Valentim 3.264 < 5.000
Braga 3.268 < 5.000
Jacutinga 3.338 < 5.000
Áurea 3.396 < 5.000
Severiano de Almeida 3.406 < 5.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Nova Roma do Sul 3.466 < 5.000
São Pedro da Serra 3.548 < 5.000
Campos Borges 3.613 < 5.000
Paim Filho 3.629 < 5.000
Vila Flores 3.646 < 5.000
Jaquirana 3.690 < 5.000
Pejuçara 3.745 < 5.000
Putinga 3.747 < 5.000
Jaboticaba 3.779 < 5.000
Cotiporã 3.846 < 5.000
Vila Nova do Sul 3.863 < 5.000
Água Santa 3.912 < 5.000
Chiapetta 3.913 < 5.000
Mariana Pimentel 3.916 < 5.000
Marques de Souza 3.969 < 5.000
Passa Sete 3.983 < 5.000
Capivari do Sul 3.991 < 5.000
Arambaré 4.112 < 5.000
Ciríaco 4.149 < 5.000
Ilópolis 4.157 < 5.000
Aceguá 4.170 < 5.000
São José dos Ausentes 4.172 < 5.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Maximiliano de Almeida 4.191 < 5.000
Barra do Quaraí 4.241 < 5.000
Marcelino Ramos 4.320 < 5.000
David Canabarro 4.321 < 5.000
Porto Lucena 4.360 < 5.000
Maçambará 4.425 < 5.000
Miraguaí 4.427 < 5.000
São João da Urtiga 4.461 < 5.000
Doutor Maurício Cardoso 4.470 < 5.000
Riozinho 4.473 < 5.000
Fortaleza dos Valos 4.477 < 5.000
Ibiaçá 4.527 < 5.000
Pinheirinho do Vale 4.540 < 5.000
Chuvisca 4.597 < 5.000
Cacique Doble 4.603 < 5.000
Vicente Dutra 4.665 < 5.000
Humaitá 4.681 < 5.000
Mata 4.698 < 5.000
Caibaté 4.704 < 5.000
Viadutos 4.769 < 5.000
Liberato Salzano 4.781 < 5.000
Barracão 4.831 < 5.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Caiçara 4.836 < 5.000
Nova Esperança do Sul 4.865 < 5.000
Erval Grande 4.930 < 5.000
Nova Araçá 4.954 < 5.000
Campo Novo 4.975 < 5.000
Rondinha 4.991 < 5.000
Selbach 5.107 5.000 a 20.000
São Nicolau 5.118 5.000 a 20.000
Tiradentes do Sul 5.129 5.000 a 20.000
Tavares 5.212 5.000 a 20.000
Campinas do Sul 5.284 5.000 a 20.000
Sentinela do Sul 5.306 5.000 a 20.000
Amaral Ferrador 5.310 5.000 a 20.000
Lagoão 5.341 5.000 a 20.000
Ipê 5.399 5.000 a 20.000
São Martinho 5.481 5.000 a 20.000
Sertão 5.541 5.000 a 20.000
Tucunduva 5.542 5.000 a 20.000
Itaara 5.572 5.000 a 20.000
Estação 5.582 5.000 a 20.000
Nova Palma 5.586 5.000 a 20.000
Gaurama 5.665 5.000 a 20.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Machadinho 5.735 5.000 a 20.000
Cerrito 5.808 5.000 a 20.000
Sertão Santana 5.863 5.000 a 20.000
Campina das Missões 5.882 5.000 a 20.000
Barão do Triunfo 5.889 5.000 a 20.000
Bossoroca 5.890 5.000 a 20.000
Morro Reuter 6.029 5.000 a 20.000
Morro Redondo 6.046 5.000 a 20.000
Alecrim 6.123 5.000 a 20.000
Coronel Bicaco 6.144 5.000 a 20.000
Herval 6.191 5.000 a 20.000
Boqueirão do Leão 6.247 5.000 a 20.000
Chuí 6.262 5.000 a 20.000
Cândido Godói 6.294 5.000 a 20.000
Santa Maria do Herval 6.340 5.000 a 20.000
Cambará do Sul 6.361 5.000 a 20.000
Condor 6.406 5.000 a 20.000
Formigueiro 6.413 5.000 a 20.000
Independência 6.427 5.000 a 20.000
Barão 6.461 5.000 a 20.000
Aratiba 6.483 5.000 a 20.000
Rodeio Bonito 6.654 5.000 a 20.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Faxinal do Soturno 6.702 5.000 a 20.000
Ajuricaba 6.720 5.000 a 20.000
Ibiraiaras 6.776 5.000 a 20.000
Erval Seco 6.787 5.000 a 20.000
Manoel Viana 6.801 5.000 a 20.000
São José do Ouro 6.834 5.000 a 20.000
Salvador do Sul 6.879 5.000 a 20.000
Boa Vista do Buricá 6.966 5.000 a 20.000
Santana da Boa Vista 7.024 5.000 a 20.000
São Miguel das Missões 7.056 5.000 a 20.000
Alpestre 7.117 5.000 a 20.000
Barão de Cotegipe 7.144 5.000 a 20.000
Lavras do Sul 7.157 5.000 a 20.000
Paraí 7.194 5.000 a 20.000
Cristal 7.299 5.000 a 20.000
Guarani das Missões 7.415 5.000 a 20.000
Iraí 7.482 5.000 a 20.000
Pedro Osório 7.484 5.000 a 20.000
Minas do Leão 7.505 5.000 a 20.000
Trindade do Sul 7.556 5.000 a 20.000
General Câmara 7.612 5.000 a 20.000
Ametista do Sul 7.650 5.000 a 20.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Glorinha 7.658 5.000 a 20.000
Palmitinho 7.839 5.000 a 20.000
Paverama 7.978 5.000 a 20.000
São Vicente do Sul 8.097 5.000 a 20.000
Santa Bárbara do Sul 8.122 5.000 a 20.000
Tuparendi 8.363 5.000 a 20.000
Catuípe 8.674 5.000 a 20.000
Entre-Ijuís 9.158 5.000 a 20.000
Cerro Grande do Sul 9.178 5.000 a 20.000
Barros Cassal 9.296 5.000 a 20.000
Casca 9.465 5.000 a 20.000
Chapada 9.540 5.000 a 20.000
Fontoura Xavier 9.550 5.000 a 20.000
Nova Bassano 9.649 5.000 a 20.000
Redentora 9.738 5.000 a 20.000
Ronda Alta 9.777 5.000 a 20.000
Porto Xavier 9.938 5.000 a 20.000
Salto do Jacuí 10.203 5.000 a 20.000
Pantano Grande 10.212 5.000 a 20.000
Santo Antônio das Missões 10.300 5.000 a 20.000
Arvorezinha 10.322 5.000 a 20.000
Terra de Areia 10.334 5.000 a 20.000
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32
Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Constantina 10.385 5.000 a 20.000
Planalto 10.406 5.000 a 20.000
Roca Sales 10.418 5.000 a 20.000
Jaguari 10.579 5.000 a 20.000
Tapera 10.592 5.000 a 20.000
Três Cachoeiras 10.962 5.000 a 20.000
Arroio do Sal 11.057 5.000 a 20.000
Cacequi 11.157 5.000 a 20.000
Capela de Santana 11.159 5.000 a 20.000
Bom Jesus 11.202 5.000 a 20.000
Pinheiro Machado 11.214 5.000 a 20.000
Cruzeiro do Sul 11.600 5.000 a 20.000
Seberi 11.950 5.000 a 20.000
Arroio do Tigre 12.058 5.000 a 20.000
Mostardas 12.090 5.000 a 20.000
Barra do Ribeiro 12.225 5.000 a 20.000
Bom Retiro do Sul 12.294 5.000 a 20.000
Palmares do Sul 12.844 5.000 a 20.000
Crissiumal 12.886 5.000 a 20.000
Antônio Prado 13.045 5.000 a 20.000
Dom Feliciano 13.051 5.000 a 20.000
Cerro Largo 13.705 5.000 a 20.000
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33
Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Nonoai 13.719 5.000 a 20.000
Feliz 13.764 5.000 a 20.000
Santo Augusto 13.902 5.000 a 20.000
Sobradinho 14.226 5.000 a 20.000
Tenente Portela 14.497 5.000 a 20.000
Arroio dos Ratos 14.601 5.000 a 20.000
Tapes 14.695 5.000 a 20.000
Restinga Sêca 14.939 5.000 a 20.000
Balneário Pinhal 14.955 5.000 a 20.000
Espumoso 15.173 5.000 a 20.000
Santo Cristo 15.320 5.000 a 20.000
São Pedro do Sul 15.577 5.000 a 20.000
Giruá 16.013 5.000 a 20.000
Agudo 16.041 5.000 a 20.000
Sananduva 16.399 5.000 a 20.000
Xangri-Lá 16.463 5.000 a 20.000
Getúlio Vargas 16.602 5.000 a 20.000
Serafina Corrêa 16.961 5.000 a 20.000
Cidreira 17.071 5.000 a 20.000
Piratini 17.504 5.000 a 20.000
Arroio Grande 17.558 5.000 a 20.000
São Francisco De Assis 17.618 5.000 a 20.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Não-Me-Toque 17.898 5.000 a 20.000
Júlio de Castilhos 18.226 5.000 a 20.000
Horizontina 18.851 5.000 a 20.000
Butiá 19.084 5.000 a 20.000
Tupanciretã 20.005 20.000 a 75.000
Nova Hartz 20.088 20.000 a 75.000
São Jerônimo 21.028 20.000 a 75.000
São Marcos 21.084 20.000 a 75.000
São Sepé 21.219 20.000 a 75.000
Rolante 21.253 20.000 a 75.000
Ibirubá 21.583 20.000 a 75.000
São Francisco De Paula 21.893 20.000 a 75.000
Arroio do Meio 21.958 20.000 a 75.000
Sarandi 22.851 20.000 a 75.000
Encantado 22.962 20.000 a 75.000
Nova Petrópolis 23.300 20.000 a 75.000
Quaraí 23.500 20.000 a 75.000
Encruzilhada do Sul 23.819 20.000 a 75.000
Veranópolis 24.021 20.000 a 75.000
Três Coroas 24.425 20.000 a 75.000
São Sebastião do Caí 24.428 20.000 a 75.000
Tapejara 24.557 20.000 a 75.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Três de Maio 24.916 20.000 a 75.000
Taquari 25.198 20.000 a 75.000
Guaporé 25.268 20.000 a 75.000
Três Passos 25.436 20.000 a 75.000
São José do Norte 25.443 20.000 a 75.000
Nova Prata 25.692 20.000 a 75.000
Capão do Leão 26.487 20.000 a 75.000
Jaguarão 26.603 20.000 a 75.000
Imbé 26.824 20.000 a 75.000
Triunfo 27.498 20.000 a 75.000
Lagoa Vermelha 27.659 20.000 a 75.000
Candelária 28.906 20.000 a 75.000
Nova Santa Rita 29.024 20.000 a 75.000
Soledade 29.991 20.000 a 75.000
Carlos Barbosa 30.420 20.000 a 75.000
Dois Irmãos 30.709 20.000 a 75.000
Flores da Cunha 30.892 20.000 a 75.000
Santa Vitória do Palmar 30.983 20.000 a 75.000
Estrela 32.183 20.000 a 75.000
Caçapava do Sul 32.515 20.000 a 75.000
Frederico Westphalen 32.627 20.000 a 75.000
Igrejinha 32.808 20.000 a 75.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Palmeira das Missões 33.216 20.000 a 75.000
Portão 34.071 20.000 a 75.000
Garibaldi 34.335 20.000 a 75.000
Rio Pardo 34.654 20.000 a 75.000
São Luiz Gonzaga 34.752 20.000 a 75.000
Charqueadas 35.012 20.000 a 75.000
Itaqui 35.768 20.000 a 75.000
Rosário do Sul 36.630 20.000 a 75.000
Dom Pedrito 36.981 20.000 a 75.000
Eldorado do Sul 39.559 20.000 a 75.000
Gramado 40.134 20.000 a 75.000
Torres 41.751 20.000 a 75.000
São Lourenço do Sul 41.989 20.000 a 75.000
Santo Antônio da Patrulha 42.947 20.000 a 75.000
Panambi 43.515 20.000 a 75.000
Marau 45.124 20.000 a 75.000
Osório 47.396 20.000 a 75.000
Estância Velha 47.924 20.000 a 75.000
Santiago 48.938 20.000 a 75.000
Canela 48.946 20.000 a 75.000
Canguçu 49.680 20.000 a 75.000
Parobé 52.058 20.000 a 75.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Taquara 53.242 20.000 a 75.000
Tramandaí 54.387 20.000 a 75.000
Cruz Alta 58.913 20.000 a 75.000
São Borja 59.676 20.000 a 75.000
Carazinho 61.804 20.000 a 75.000
Camaquã 62.200 20.000 a 75.000
Campo Bom 62.886 20.000 a 75.000
Capão da Canoa 63.594 20.000 a 75.000
Vacaria 64.197 20.000 a 75.000
Montenegro 64.322 20.000 a 75.000
Venâncio Aires 68.763 20.000 a 75.000
Farroupilha 70.286 20.000 a 75.000
Alegrete 72.409 20.000 a 75.000
Sapiranga 75.648 > 75.000
Esteio 76.137 > 75.000
Santo Ângelo 76.917 > 75.000
Santa Rosa 76.963 > 75.000
Cachoeira do Sul 80.070 > 75.000
Ijuí 84.780 > 75.000
Guaíba 92.924 > 75.000
Lajeado 93.646 > 75.000
Erechim 105.705 > 75.000
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional
Bento Gonçalves 123.151 > 75.000
Sapucaia do Sul 132.107 > 75.000
Santa Cruz do Sul 133.230 > 75.000
Cachoeirinha 136.258 > 75.000
Alvorada 187.315 > 75.000
Rio Grande 191.900 > 75.000
Passo Fundo 206.215 > 75.000
Viamão 224.112 > 75.000
Gravataí 265.074 > 75.000
Santa Maria 271.735 > 75.000
Canoas 347.657 > 75.000
Fonte: Elaboração própria (2024).
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O Rio Grande do Sul possui uma extensa malha rodoviária, ferroviária, aeroviária,
marítima e hidroviária, que desempenha um papel fundamental na integração e no
desenvolvimento econômico do estado.
Entre as principais rodovias, destacam-se a BR-116, uma das mais importantes do Brasil,
que atravessa o estado de norte a sul, ligando a capital, Porto Alegre, à cidade de Jaguarão,
na fronteira com o Uruguai, sendo vital para o escoamento de produtos agrícolas e
industriais.
A BR-101, por sua vez, corre ao longo do litoral brasileiro, conectando o Rio Grande do
Sul ao restante do país, facilitando o acesso às praias e aos principais portos. Já a BR290, é uma das principais vias de ligação entre Porto Alegre e o oeste do estado,
terminando na fronteira com a Argentina. Por fim, a BR-386 liga Porto Alegre ao norte
do estado, passando por importantes cidades como Canoas e Lajeado, sendo essencial
para o transporte de mercadorias.
A malha ferroviária do Rio Grande do Sul, é igualmente importante, especialmente no
transporte de cargas como grãos, carvão e produtos industrializados. Entre as principais
linhas ferroviárias, destacam-se a Linha Tronco Sul, que liga Porto Alegre a Uruguaiana,
na fronteira com a Argentina, sendo crucial para o comércio internacional, e a Linha do
Centro, que conecta Porto Alegre a Santa Maria e segue até a fronteira com o Uruguai,
facilitando o transporte de produtos agrícolas.
No que diz respeito aos acessos aeroviários, o estado conta com diversos aeroportos que
facilitam a movimentação de passageiros e cargas. O Aeroporto Internacional Salgado
Filho, em Porto Alegre, é o principal aeroporto do estado, oferecendo voos domésticos e
internacionais. Além dele, o Aeroporto Regional de Caxias do Sul atende à Serra Gaúcha,
importante polo industrial e turístico, enquanto o Aeroporto Regional de Pelotas serve a
região sul do estado, com voos regulares para Porto Alegre e outras capitais.
Os portos do Rio Grande do Sul também são essenciais para o comércio exterior. O Porto
de Rio Grande, localizado no município de Rio Grande, é um dos mais importantes do
Brasil, sendo vital para a exportação de grãos, carnes, produtos petroquímicos e cargas
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em contêineres. Complementando as operações do Porto de Rio Grande, o Porto de
Pelotas facilita o transporte de produtos agrícolas e minerais.
Por fim, o Rio Grande do Sul possui uma rede hidroviária significativa, aproveitando seus
rios para o transporte de mercadorias. A Bacia do Jacuí é utilizada para o transporte de
carvão, grãos e outros produtos, conectando-se ao Porto de Rio Grande através da Lagoa
dos Patos. Além disso, o Rio Uruguai serve como via de transporte para cargas agrícolas
e industriais, conectando-se a países vizinhos como Argentina e Uruguai.
2.2. Aspectos ambientais
Este capítulo examina os aspectos ambientais que impactam e são impactados pelos
serviços de saneamento básico na área de estudo. A abordagem visa entender as
interações entre os sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e o meio
ambiente, considerando a importância da sustentabilidade e da preservação dos recursos
naturais, destacando a necessidade de um equilíbrio entre o desenvolvimento humano e a
preservação ecológica.
2.2.1. Clima
O levantamento de dados precisos sobre os regimes climáticos que afetam um
determinado município é essencial para um planejamento eficaz e para a implementação
de soluções adequadas para a área do saneamento básico. Além disso, o uso de
informações detalhadas sobre as temperaturas médias anuais, os índices pluviométricos e
outros fatores característicos da climatologia são cruciais para a elaboração de estratégias
eficientes.
Por exemplo, um município que enfrenta longos períodos de seca pode utilizar tais
levantamentos para o planejamento de alternativas que garantam o abastecimento de água
para a população durante tais períodos críticos. Ou também, um município que enfrenta
uma intensa frequência pluviométrica anualmente necessita de um levantamento robusto
de dados para o desenvolvimento de alternativas que garantam a eficiência do sistema de
drenagem urbana e a minimização do impacto das inundações.
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Desse modo, a gestão eficiente dos recursos hídricos e a resiliência da infraestrutura de
saneamento são fortalecidas, assegurando a sustentabilidade e a qualidade de vida da
comunidade.
A classificação climática tem como objetivo caracterizar as zonas com aspectos
climáticos e biogeográficos relativamente homogêneos em uma grande área ou região, e
existem diversas metodologias específicas para se analisar a classificação climática de
uma região, contudo, uma das mais reconhecidas mundialmente é a de Wilhelm Köppen
(FRANCISCO, 2015).
Segundo o Centro de Estudos da Metrópole (CEM, 2021), o estado do Rio Grande do Sul
está situado entre duas zonas climáticas, a Cfa e a Cfb, de acordo com a classificação de
Koppen. O clima do tipo Cfa é encontrado na região da Serra do Nordeste e nas áreas
mais elevadas do Planalto e da Serra do Sudeste. Por outro lado, nas demais regiões,
prevalece o clima do tipo Cfb (KUINCHTNER, BURIOL, 2016).
O tipo "Cfa" é caracterizado por chuvas ao longo de todos os meses do ano, com a
temperatura do mês mais quente superior a 22°C e a do mês mais frio superior a 3°C. Por
outro lado, o tipo "Cfb" também apresenta chuvas durante todo o ano, mas a temperatura
do mês mais quente é inferior a 22°C e a do mês mais frio é superior a 3°C.
Em relação aos municípios do bloco, a grande maioria, correspondendo a 292 municípios,
está contida majoritariamente na classificação Cfa, principalmente os municípios do
sudoeste e do sudeste rio-grandense. Em contrapartida, os demais municípios do bloco,
que correspondem 25 municípios, se classificam como do tipo Cfb e estão
majoritariamente localizados no lado nordeste do estado, conforme apresentado na
Figura 3.
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Figura 3
– Classificação Climática (KOPPEN) dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Complementarmente, a Figura 4 mostra as temperaturas médias mensais ao longo dos
doze meses do ano para o estado do Rio Grande do Sul, e tendo como base os dados dos
últimos 20 anos. Disto, é possível observar as baixas temperaturas que ocorrem no estado
ao longo dos meses de maio até setembro, tendo temperaturas médias amenas nos demais
meses do ano.
Figura 4
– Temperaturas médias mensais para o estado do Rio Grande do Sul.
Fonte: Dados Mundiais (2024).
Na questão da precipitação no estado, o projeto Atlas Pluviométrico é uma iniciativa do
programa “Levantamentos da Geodiversidade” do Serviço Geológico do Brasil
(CPRM/SGB) que visa reunir, consolidar e organizar informações sobre chuvas coletadas
pela Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). A partir dele, é possível obter as
informações das Isoietas de Precipitações Médias Anuais (1977 a 2006), e na qual
possibilitam o entendimento de como ocorrem as chuvas em determinada região de
análise.
Pela Figura 5 pode-se observar a distribuição dos municípios do bloco em relação as
isoietas de precipitações médias anuais (mm), e conforme relatado anteriormente, se
verifica que os municípios mais ao sul do estado se localizam entre as isoietas que variam
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dos 1.300 mm até os 1.600 mm de chuva média anual, em contrapartida, os municípios
do norte se localizam entre as isoietas que variam entre os 1.600 mm até os 1.900 mm de
chuva média anual. Também se verifica que os municípios da região noroeste riograndense se concentram entre as isoietas que representam o maior volume de chuvas
dispostos ao longo do estado.
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Figura 5
– Isoietas de precipitações médias anuais ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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A Figura 6 apresenta o quantitativo da média dos dias de chuva ao longo dos dozes meses
do ano para o estado do Rio Grande do Sul, com isso, é possível observar o grande
quantitativo de dias de precipitação que ocorrem no estado e que se mostra quase estável
ao longo de todas as quatro estações do ano.
Figura 6
– Média dos Dias de Chuva ao longo dos meses do ano para o estado do Rio
Grande do Sul.
Fonte: Dados Mundiais (2024).
2.2.2. Geologia e geomorfologia
Na geologia, a divisão do terreno em províncias estruturais, subprovíncias estruturais e
unidades geológicas permite compreender melhor a estrutura e a evolução da crosta
terrestre. As províncias geológicas são vastas áreas que compartilham características
geológicas semelhantes e uma história geológica comum, como grandes placas tectônicas.
E dentro dessas províncias, as subprovíncias são subdivisões que apresentam variações
mais detalhadas, como diferenças na composição das rochas e na deformação tectônica
(FOSSEN, 2016).
As unidades geológicas, por sua vez, são as menores subdivisões, representando corpos
de rochas específicos e facilmente identificáveis, como formações rochosas individuais
ou grupos de camadas sedimentares. E esta hierarquia de classificação facilita a
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organização e o detalhamento das características geológicas de uma região (FOSSEN,
2016).
De acordo com dados do Banco de Dados e Informações Ambientais (IBGE, 2024), a
distribuição das províncias estruturais do estado do Rio Grande do Sul varia entre 5
(cinco) classificações, tendo 63,25% da área do estado localizada na província Paraná e
14,51% coberta pela província Mantiqueira, ainda se tem que 10,29% da área está contida
na Cobertura Cenozoica, e as demais áreas compreendem a província “Costeira e Margem
Continental” (5,62%) e o “Corpo D’água Continental” (6,32%).
Em relação os municípios do bloco como um todo, observa-se que a grande maioria de
sua área também está contida na província Paraná, conforme mostrado na Figura 7,
seguida da província Mantiqueira e pela província Cobertura Cenozoica, distribuição
semelhante à do estado do Rio Grande do Sul.
A província Paraná é a segunda maior província vulcânica continental do mundo,
abrangendo áreas do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. Ela é composta por rochas
como basalto, andesito basáltico, dacito, riodacito, riolito e rochas piroclásticas locais.
No período Cretáceo, a Bacia sedimentar do Paraná era um ambiente desértico com
campos de dunas da Formação Botucatu, e o evento magmático cobriu grande parte deste
deserto, formando o aquífero Guarani, um dos maiores aquíferos confinados do mundo
(BAGGIO, 2015).
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Figura 7
– Classificação de províncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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49
Ainda de acordo com o Banco de Dados e Informações Ambientais (IBGE, 2024a), o
estado do Rio Grande do Sul tem seu território distribuído entre as subprovíncias
estruturais de Serra Geral (48,27%), Paraná (14,97%), Cobertura Cenozoica
Indiscriminada (10,29%), Pelotas (8,93%), Corpo D’água Continental (6,32%),
Depósitos Sedimentares Cenozoicos Costeiros (5,62%) e por fim, São Gabriel-Camaquã
5,58%).
A Figura 8 mostra essa distribuição para os municípios do bloco, onde observa-se que a
sua maioria está localizada na subprovíncia estruturante de Serra Geral.
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Figura 8
– Classificação de subprovíncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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51
Na geomorfologia, a diferença entre as unidades geomorfológicas e os domínios
morfoestruturais residem na escala e na homogeneidade das áreas analisadas, pois, uma
unidade morfoestrutural é uma área menor e homogênea e sendo caracterizada por uma
estrutura geológica e morfológica uniforme, como uma planície sedimentar ou uma
cadeia de montanhas. Por outro lado, um domínio morfoestrutural é uma área mais
extensa que abrange várias unidades morfoestruturais diferentes, mas que compartilham
um contexto tectônico e evolutivo comum, como o domínio dos Andes ou o domínio do
Escudo Brasileiro.
Enquanto as unidades focam na homogeneidade interna, os domínios englobam diversas
unidades inter-relacionadas dentro de um contexto geológico maior (FLORENZANO,
2016).
Na classificação da geomorfologia por domínios morfoestruturais, o estado do Rio
Grande do Sul tem a predominância dos domínios de Bacias e Coberturas Sedimentares
Fanerozóicas (64,88%), seguido dos Crátons Neoproterozóicos (14,80%), dos Depósitos
Sedimentares Quaternários (14,03%) e do Corpo d'água continental (6,29%).
A Figura 9 apresenta a distribuição dos domínios morfoestruturais em relação aos
municípios do bloco, e que segue de forma semelhante a distribuição estadual, com a
maioria dos municípios do bloco estando localizadas nas Bacias e Coberturas
Sedimentares Fanerozóicas.
O domínio das Bacias e Coberturas Sedimentares Fanerozóicas é caracterizado por
planaltos e chapadas formados sobre rochas sedimentares que são horizontais ou subhorizontais. E essas rochas podem, por vezes, apresentar dobras e/ou falhas. Além disso,
elas se originaram em diversos ambientes de sedimentação e estão localizadas tanto nas
margens continentais quanto no interior do continente (IBGE, 2009).
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Figura 9
– Domínios morfoestruturais da região dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Na classificação por unidades geomorfológicas, o estado do Rio Grande se predomina a
unidade do Planalto dos Campos Gerais (15,41%), seguido do Planalto das Missões
(14,76%) e do Planalto da Campanha (12,60%).
Além dessas, há ainda a presença de mais 7 unidades geomorfológicas no território do
estado do Rio Grande do Sul. Na Figura 10 é possível observar a distribuição das
unidades geomorfológicas em relação aos municípios do bloco, que se apresenta de forma
semelhante à distribuição estadual, com a maioria situada no Planalto dos Campos Gerais
e no Planalto das Missões.
Sobre o Planalto de Campos Gerais, a oeste da unidade, o relevo é relativamente plano
com superfícies de aplanamento em degradação, separadas por ressaltos e escarpas devido
à dissecação diferencial. Nas áreas planas predominam solos profundos (argissolos
vermelhos), enquanto nas áreas acidentadas há solos rasos (neossolos litólicos) e
afloramentos rochosos (IBGE, 2024b).
Em relação ao Planalto das Missões, o seu relevo é caracterizado por elevações
arredondadas e pequenas, chamadas coxilhas, com vales que se aprofundam entre 20 e 30
metros. E em áreas limitadas, ocorrem superfícies de aplainamento que mostram relevos
residuais de um antigo planalto. Ademais, as colinas suaves apresentam sulcos, ravinas e
voçorocas, com algumas já estabilizadas. E os movimentos de massa são comuns,
especialmente nas áreas de arenitos finos e friáveis da Formação Tupanciretã. Ademais,
os seus solos predominantes são profundos, com mais de 2 metros, e classificados como
latossolos vermelhos (IBGE, 2024).
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Figura 10
– Unidades geomorfológicas da região dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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O tipo de solo presente em uma determinada região está intimamente ligado ao relevo e
ao substrato rochoso dessa área. Com o relevo influenciando a distribuição de água e a
erosão, e moldando a formação do solo ao longo do tempo. Já o substrato rochoso
determina a composição mineralógica do solo, fornecendo os nutrientes necessários para
a vegetação local. Além disso, fatores como o clima e a atividade biológica também
desempenham papéis cruciais na formação e evolução dos diferentes tipos de solo
encontrados em cada região.
Na classificação pedológica, a ordem é o nível mais amplo, agrupando solos com
características fundamentais e processos de formação semelhantes, como os Latossolos
em climas tropicais. Já a subordem é um nível mais específico dentro de uma ordem,
distinguindo solos por variações adicionais, como drenagem e presença de horizontes
diagnósticos específicos. Assim, enquanto a ordem categoriza grandes grupos de solos, a
subordem refina essa classificação com detalhes mais precisos.
Os dados do IBGE (2024c) revelam a classificação pedológica do estado do Rio Grande
do Sul segundo as diferentes ordens do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos
(SiBCS). A partir disso, verifica-se que o estado apresenta predominantemente solos do
tipo Argissolo, cobrindo 19,88% de sua área, seguidos por Neossolos em 19,51%, além
de Latossolos (16,75%) e Nitossolos (10,07%).
Adicionalmente, a Figura 11 mostra a distribuição da classificação pedológica pelos
municípios do bloco, destacando também a predominância de solos do tipo Argissolo.
Os Argissolos são solos medianamente profundos a profundos, moderadamente drenados,
com horizonte B textural de cores vermelhas a amarelas e textura argilosa, abaixo de um
horizonte A ou E mais claro e arenoso ou de textura média, com baixos teores de matéria
orgânica. Possuem também argila de baixa atividade e alta saturação por bases. Além
disso, desenvolvem-se a partir de diversos materiais de origem em áreas de relevo que
variam de plano a montanhoso (Cunha et al., 2021).
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Figura 11
– Classificação pedológica (Ordens do SiBCS) ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Em relação as subordens do SiBCS, o estado do Rio Grande do Sul apresenta a
predominância do Neosolo Litólico (17,97%), seguido do Latossolo Vermelho (16,16%),
do Argissolo Vermelho-Armarelo (9,09%), do Argissolo Vermelho (8,92%) e Planossolo
Háplico (7,54%). A Figura 12 ilustra a distribuição da classificação por subordens do
SiBCS ao longo dos municípios do bloco.
O Neossolo Litólico é um solo superficial que se forma diretamente sobre rochas expostas
em áreas de topografia acidentada. E geralmente, sua profundidade é em torno de 50 cm
e apresenta dois tipos principais de perfis: o A-R, com horizonte A sobre a rocha, ou, o
A-C-R, com horizonte A sobre horizonte C pouco espesso sobre a rocha (DOS SANTOS
et al., 2021).
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Figura 12
– Classificação pedológica (Subordens do SiBCS) ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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2.2.3. Hidrografia
A hidrografia, estudo das águas presentes na superfície terrestre, desempenha um papel
crucial na gestão ambiental. O manejo sustentável das águas urbanas é fundamental, pois
busca aproximar a população dos recursos hídricos de forma a melhorar o convívio ao
redor desses corpos d'água.
2.2.3.1. Regiões hidrográficas
As Regiões Hidrográficas são divisões territoriais fundamentais para o gerenciamento dos
recursos hídricos, pois consideram as características físicas, econômicas, sociais e
ambientais de cada localidade, respeitando suas individualidades.
Segundo a Lei Estadual n°10.350/1994, o Estado do Rio Grande do Sul é dividido em 3
(três) Regiões Hidrográficas: Região Hidrográfica da Bacia do Rio Uruguai, Região
Hidrográfica da Bacia do Guaíba e a Região Hidrográfica do Litoral. Dentro dessas
regiões, estão inseridas as 25 Bacias Hidrográficas do estado.
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Figura 13
– Regiões hidrográficas do Rio Grande do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Conforme apresentado na Figura 13, as Bacias Hidrográficas possuem códigos de
identificação. O Quadro 3 relaciona as respectivas bacias com seus códigos e suas áreas
correspondentes.
Quadro 3
– Áreas das Regiões e Bacias Hidrográficas do Rio Grande Sul.
Região Hidrográfica Bacia Hidrográfica Código Área (km²)
Guaíba
Gravataí G10 2.008,93
Sinos G20 3.680,04
Caí G30 4.957,74
Taquari - Antas G40 26.323,76
Alto Jacuí G50 13.037,20
Vacacaí
– Vacacaí Mirim G60 11.085,77
Baixo Jacuí G70 17.370,48
Lago Guaíba G80 2.459,91
Pardo G90 3.631,24
Total 9 bacias 84.555,07
Litoral
Tramandaí L10 2.745,73
Litoral Médio L20 6.472,10
Camaquã L30 21.517,58
Mirim -São Gonçalo L40 25.666,83
Mampituba L50 683,76
Total 5 bacias 57.085,98
Uruguai
Apuaê - Inhandava U10 14.510,51
Passo Fundo U20 4.847,25
Turvo - Santa Rosa-Santo
Cristo U30 10.824,02
Piratinim U40 7.647,26
Ibicuí U50 35.041,38
Quarai U60 6.658,78
Santa Maria U70 15.665,92
Negro U80 3.005,24
Ijuí U90 10.704,60
Várzea U100 9.508,42
Butuí-Icamaquã U110 8.025,76
Total 11 bacias 126.439,14
Fonte: Elaboração própria (2024); PERH-RS (2007).
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2.2.3.1.1. Região Hidrográfica do Guaíba
A Região Hidrográfica do Guaíba está localizada na parte central do Rio Grande do Sul.
Com uma área de aproximadamente 84.555 km², abrange cerca de 30% da área do Estado
e contempla 232 municípios.
De acordo com o Plano Estadual de Saneamento (PLANESAN, 2021), a distribuição dos
municípios por bacia é realizada com base na maior parte de seu território estar localizada
em uma determinada bacia hidrográfica (SEMA, 2020). Assim, cada município é
associado a apenas uma bacia, mesmo que tenha partes de seu território em outras. Essa
distribuição pode ser observada na Figura 14.
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Figura 14
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Guaíba.
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021). Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul (2024).
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No Quadro 4, são apresentados os municípios contemplados neste Plano que integram a
Região Hidrográfica do Guaíba.
Quadro 4
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do
Guaíba.
Bacia Hidrográfica Municípios
Gravataí Alvorada, Cachoeirinha, Glorinha, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha.
Sinos
Campo Bom, Canela, Canoas, Estância Velha, Esteio, Igrejinha, Nova Hartz,
Parobé, Portão, Riozinho, Rolante, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Taquara, Três
Coroas.
Caí
Barão, Capela de Santana, Dois Irmãos, Feliz, Gramado, Montenegro, Morro
Reuter, Nova Petrópolis, Nova Santa Rita, Salvador do Sul, Santa Maria do
Herval, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí.
Taquari - Antas
Antônio Prado, Arroio do Meio, Arvorezinha, Barros Cassal, Bento
Gonçalves, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Cambará do Sul,
Campestre da Serra, Carlos Barbosa, Casca, Ciríaco, Cotiporã, Cruzeiro do
Sul, David Canabarro, Encantado, Estrela, Fagundes Varela, Farroupilha,
Flores da Cunha, Fontoura Xavier, Garibaldi, General Câmara, Guaporé,
Ibiraiaras, Ilópolis, Ipê, Itapuca, Jaquirana, Lajeado, Marau, Marques de
Souza, Muitos Capões, Nova Araçá, Nova Bassano, Nova Bréscia, Nova Prata,
Nova Roma do Sul, Paraí, Paverama, Pinto Bandeira, Putinga, Roca Sales,
Santa Cruz do Sul, São Francisco de Paula, São Jorge, São José do Herval, São
Marcos, Serafina Corrêa, Taquari, Venâncio Aires, Veranópolis, Vila Flores.
Alto Jacuí
Alto Alegre, Arroio do Tigre, Campos Borges, Colorado, Cruz Alta,
Espumoso, Fortaleza dos Valos, Ibirubá, Júlio de Castilhos, Lagoão, Não-Me
-
Toque, Passo Fundo, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Selbach,
Sobradinho, Soledade, Tapera e Victor Graeff.
Vacacaí
– Vacacaí Mirim Dilermando de Aguiar, Formigueiro, Itaara, Restinga Seca, Santa Maria, Santa
Margarida do Sul, São Sepé, Silveira Martins e Vila Nova do Sul.
Baixo Jacuí
Agudo, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Caçapava do Sul,
Cachoeira do Sul, Charqueadas, Dona Francisca, Eldorado do Sul, Faxinal do
Soturno, Ivorá, Lagoa Bonita do Sul, Mariana Pimentel, Minas do Leão, Nova
Palma, Pantano Grande, Rio Pardo, São Jerônimo e Triunfo.
Lago Guaíba Barra do Ribeiro, Guaíba e Sertão Santana.
Pardo Candelária e Passa Sete.
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021).
O Quadro 5, por sua vez, relaciona as populações desses mesmos municípios com as
respectivas Bacias, considerando as taxas de urbanização das Bacias apresentadas no
PLANESAN (2021).
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Quadro 5
– População urbana residente na Região Hidrográfica Guaíba.
Bacia Hidrográfica População
Urbana População Total Taxa de
Urbanização
População Urbana na
Bacia Hidrográfica
Gravataí 608.751 639.243 97,2% 621.344
Sinos 989.275 1.033.622 96,2% 994.344
Caí 223.754 266.107 83,8% 222.998
Taquari - Antas 854.776 1.071.323 85,3% 913.839
Alto Jacuí 394.890 450.938 85,5% 385.552
Vacacaí–Vacacaí Mirim 295.059 331.190 90,2% 298.733
Baixo Jacuí 287.189 372.992 79% 294.664
Lago Guaíba 101.151 111.012 99,3% 110.235
Pardo 15.485 32.888 43,4% 14.273
Total 3.770.331 4.309.315 - 3.855.982
Fonte: Elaboração própria (2024). IBGE (2022). PLANESAN (2021).
Os principais cursos d’água da Região Hidrográfica do Guaíba, bem como os principais
usos da água estão apresentados no Quadro 6.
Quadro 6
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Guaíba e principais usos.
Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Gravataí
Rio Gravataí e os arroios Veadinho, Três
Figueiras, Feijó, Demétrio, Arroio da
Figueira e Arroio do Vigário. Abrange os
banhados do Chico Lomã, Grande e dos
Pachecos.
Abastecimento público, diluição de
esgotos domésticos e efluentes
industriais e irrigação de lavouras de
arroz
Sinos Rio Rolante, Rio da Ilha, Rio Paranhana e o
Rio dos Sinos.
Abastecimento público, uso industrial
e irrigação
Caí Rio Caí, Arroios Cará, Cadeia, Forromeco,
Mauá, Maratá e Piaí.
Irrigação, uso industrial e
abastecimento público
Taquari-Antas
Rio das Antas, Rio Tainhas, Rio Lageado
Grande, Rio Humatã, Rio Carreiro, Rio
Guaporé, Rio Forqueta, Rio Forquetinha e o
Rio Taquari.
Irrigação, abastecimento público,
agroindústria e dessedentação de
animais
Alto Jacuí Rios Jacuí, Jacuí-mirim, Jacuízinho, dos
Caixões e Soturno.
Irrigação, dessedentação animal e
consumo humano
Vacacaí-Vacacaí Mirim
Arroio Igá, Acangupa e Arenal e os rios
Vacacaí, dos Corvos, São Sepé e Vacacaí
Mirim.
Irrigação, dessedentação deanimais e
abastecimento público
Baixo Jacuí
Arroios Irapuã, Capané, Botucacaí,
Capivari, do Conde, dos Ratos, dos
Cachorros, Ibacurú e o Rio Jacuí.
Irrigação, uso industrial e
abastecimento humano
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Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Lago Guaíba
Arroio do Petim, Arroio Araçá, Arroio
Capivara, Arroio Douradinho e o Lago
Guaíba.
Abastecimento público e irrigação
Pardo Rio Pardinho, Rio Pequeno, Arroio Andréas,
Arroio Francisco Alves e o Rio Pardo. Irrigação
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2020).
No contexto do Sistema Estadual de Recursos Hídricos (SERH) do Rio Grande do Sul, a
Lei Estadual nº 10.350/1994 estabelece que os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs)
têm a tem a função de gestão dos recursos hídricos na respectiva bacia, bem como propor
ao órgão competente o enquadramento dos corpos d'água da bacia hidrográfica em classes
de uso e conservação.
A Figura 15 apresenta a hidrografia da Região do Guaíba, mostrando os rios principais.
As figuras subsequentes exibem o enquadramento previsto na Resolução de
Enquadramento do Conselho de Recursos Hídricos (CRH) para cada um desses rios.
Vale destacar que algumas bacias hidrográficas ainda não possuem enquadramento
aprovado, portanto, serão apresentados apenas sua delimitação e os principais cursos
hídricos.
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Figura 15
– Rios principais da Região Hidrográfica do Guaíba.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 16
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Gravataí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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69
Figura 17
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Taquari-Antas.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 18
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Sinos.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 19
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Lago Guaíba.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 20
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Baixo Jacuí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 21
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Alto Jacuí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024)
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Figura 22
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Pardo.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 23
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Vacacaí-Vavacaí Mirim.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 24
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Caí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Nas áreas médias e baixas das bacias hidrográficas dos rios Gravataí, Sinos, Baixo Jacuí
e na margem esquerda do Lago Guaíba, há uma alta concentração urbana e baixa
qualidade da água, com pontos de captação essenciais para abastecimento
O Lago Guaíba é uma importante fonte de água devido à sua alta capacidade de
autodepuração, mas seu estuário é afetado por chuvas intensas, ventos do sul e marés,
aumentando o risco de inundações na Região Metropolitana, o que requer ações
preventivas.
2.2.3.1.2. Região Hidrográfica do Litoral
A Região Hidrográfica do Litoral está localizada na porção leste e sul do Rio Grande do
Sul. Com uma área de aproximadamente 57.086 km², abrange cerca de 13% da área do
Estado (SEMA, 2007). Esta região está distribuída sob o território de 55 municípios do
Estado, dos quais os contemplados neste Plano Regional estão apresentados no Quadro 7 e na Figura 25.
Quadro 7
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica das
Bacias Litorâneas.
Bacia Hidrográfica Municípios
Tramandaí Arroio do Sal, Balneário Pinhal, Capão da Canoa, Cidreira, Imbé, Osório,
Terra de Areia, Tramandaí, Três Cachoeiras e Xangri-lá.
Litoral Médio Capivari do Sul, Mostardas, Palmares do Sul, São José do Norte, Tavares e
Viamão.
Camaquã
Amaral Ferrador, Arambaré, Camaquã, Canguçu, Cerro Grande do Sul,
Chuvisca, Cristal, Dom Feliciano, Encruzilhada do Sul, Lavras do Sul,
Pinheiro Machado, Santana da Boa Vista, São Lourenço do Sul, Sentinela
do Sul e Tapes.
Mirim
– São Gonçalo
Aceguá, Arroio Grande, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Herval, Jaguarão,
Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Osório, Piratini, Rio Grande, Santa
Vitória do Palmar.
Mampituba Torres
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021).
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Figura 25
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Litoral.
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021). Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul (2024).
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No Quadro 8 é apresentada a população urbana residente nesta Região Hidrográfica, de
acordo com as taxas de urbanização apresentadas no Plano Estadual de Saneamento.
Quadro 8
– População urbana residente na Região Hidrográfica do Litoral.
Bacia Hidrográfica População
Urbana População Total Taxa de
Urbanização
População Urbana na
Bacia Hidrográfica
Tramandaí 259.537 272.999 93,5% 255.254
Litoral Médio 254.064 283.696 90,8% 257.596
Camaquã 152.165 266.595 58,8% 156.758
Mirim
– São Gonçalo 310.813 349.055 90,2% 314.848
Mampituba 40.166 41.751 90,6% 37.826
Total 1.016.745 1.214.096 - 1.022.282
Fonte: Elaboração própria (2024). IBGE (2022). PLANESAN (2021).
Os principais cursos d’água da Região Hidrográfica do Litoral, bem como os principais
usos da água estão apresentados no Quadro 9.
Quadro 9
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Litoral e principais usos.
Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Tramandaí
Lagoa da Cerquinha e, ao norte, pela Lagoa da
Itapeva, sendo que da escarpa da Serra Geral
nascem os principais tributários que são os rios
Cardoso, Três Forquilhas e Maquiné.
Irrigação e abastecimento público.
Litoral Médio Esta bacia é caracterizada por diversas lagoas,
algumas interligadas Principalmente irrigação
Camaquã
Rio Camaquã e os Arroios Sutil, da Sapata,
Evaristo, dos Ladrões, Maria Santa, do Abrânio,
Pantanoso, Boici e Torrinhas e rio Camaquã
Irrigação e abastecimento público
Mirim
– São Gonçalo
Arroios Pelotas, Passo das Pedras, Basílio,
Chasqueiro, Grande, Juncal, Chuí, do Vime,
Seival, Minuano, Lageado, Taquara, Candiota,
Butiá, Telho, do Quilombo e os rios Piratini e
Jaguarão, Canal São Gonçalo, que faz ligação
entre a Lagoa Mirim e a Laguna dos Patos.
Irrigação, abastecimento
humano e dessedentação animal
Mampituba Arroios Paraíso e Josafaz e os rios Pavão,
Mengue e Mampituba.
Irrigação do arroz, o turismo e a
pesca
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2020).
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Os principais rios da Região Hidrográfica do Litoral estão apresentados na Figura 26,
tendo seus respectivos enquadramentos pela Resolução de Enquadramento do CRH
apresentados nas figuras a seguir.
Ressalta-se que algumas bacias hidrográficas ainda não possuem enquadramento
aprovado, portanto, serão apresentados apenas sua delimitação e os principais cursos
hídricos.
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Figura 26
– Rios Principais da Região Hidrográfica do Litoral.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 27
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Camaquã.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 28
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Tramandaí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 29
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Litoral Médio.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 30
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Mirim
– São Gonçalo.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 31
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Mampituba.
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Na RH do Litoral, os Aglomerados Urbanos do Norte e Sul apresentam alta densidade
populacional, especialmente no verão, aumentando a demanda por saneamento. Além
disso, a região possui lagoas interligadas que recebem afluentes das escarpas da serra,
sendo essenciais para o abastecimento público.
Na Bacia do Rio Tramandaí, essas lagoas são importantes mananciais, já nas Bacias do
Camaquã, Lagoa Mirim e do Canal São Gonçalo, enfrentam conflitos entre o uso da água
para irrigação de arroz e abastecimento público. As áreas urbanizadas nessas bacias
também sofrem com inundações devido ao comportamento hidrológico da Lagoa dos
Patos.
2.2.3.1.3. Região Hidrográfica do Uruguai
A Região Hidrográfica do Uruguai está localizada nas porções norte e oeste do Estado do
RS. Ocupando uma área próxima de 127 mil km² (SEMA, 2007), representa cerca de 57%
da área do Estado e contempla 210 municípios.
O Quadro 10 apresenta as Bacias Hidrográficas desta Região, bem como os respectivos
municípios abrangidos neste Plano Regional.
Quadro 10
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do
Uruguai.
Bacia Hidrográfica Municípios
Apuaê-Inhandava
Água Santa, Aratiba, Áurea, Barracão, Bom Jesus, Cacique Doble, Caseiros,
Erechim, Esmeralda, Gaurama, Getúlio Vargas, Ibiaçá, Lagoa Vermelha,
Machadinho, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Maximiliano de Almeida, Paim
Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro,
São José dos Ausentes, Severiano de Almeida, Tapejara, Vacaria, Viadutos.
Passo Fundo
Barão de Cotegipe, Campinas do Sul, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval
Grande, Estação, Faxinalzinho, Itatiba do Sul, Jacutinga, Nonoai, Rio dos
Índios, Ronda Alta, São Valentim, Sertão.
Turvo - Santa
Rosa
– Santo Cristo
Alecrim, Boa Vista do Buricá, Bom Progresso, Braga, Campina das Missões,
Campo Novo, Cândido Godói, Chiapetta, Coronel Bicaco, Crissiumal,
Derrubadas, Doutor Maurício Cardoso, Giruá, Horizontina, Humaitá,
Independência, Inhacorá, Miraguaí, Porto Lucena, Porto Xavier, Santa Rosa,
Santo Augusto, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Martinho, Sede Nova,
Tiradentes do Sul, Três de Maio, Três Passos, Tucunduva, Tuparendi.
Piratinim Bossoroca, Santo Antônio das Missões, São Luiz Gonzaga, São Miguel das
Missões e São Nicolau.
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Bacia Hidrográfica Municípios
Ibicuí
Alegrete, Cacequi, Itaqui, Jaguari, Manoel Viana, Mata, Nova Esperança do Sul,
Santiago, São Francisco de Assis, São Pedro do Sul, São Vicente do Sul,
Tupanciretã, Unistalda.
Quarai Barra do Quaraí, Quaraí.
Santa Maria Dom Pedrito, Rosário do Sul.
Negro -
Ijuí Ajuricaba, Caibaté, Catuípe, Cerro Largo, Condor, Entre-Ijuís, Guarani das
Missões, Ijuí, Panambi, Pejuçara, Santo Ângelo.
Várzea
Alpestre, Ametista do Sul, Barra do Guarita, Caiçara, Carazinho, Chapada,
Constantina, Erval Seco, Frederico Westphalen, Iraí, Jaboticaba, Liberato
Salzano, Palmeira das Missões, Palmitinho, Pinheirinho do Vale, Planalto,
Redentora, Rodeio Bonito, Rondinha, Sarandi, Seberi, Taquaruçu do Sul,
Tenente Portela, Trindade do Sul, Vicente Dutra, Vista Alegre e Vista Gaúcha.
Butuí
–Icamaquã Maçambará e São Borja
Fonte: Elaboração própria (2024). PERH-RS (2007).
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Figura 32
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Uruguai.
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021); Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul (2024).
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No Quadro 11 é apresentada a população urbana residente nesta Região Hidrográfica, de
acordo com as taxas de urbanização apresentadas no Plano Estadual de Saneamento. Vale
ressaltar que não há informações sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Negro, pois os
municípios pertencentes a ela não são contemplados por este Plano Regional.
Quadro 11
– População urbana residente na Região Hidrográfica do Uruguai.
Bacia Hidrográfica População
Urbana População Total Taxa de
Urbanização
População Urbana na
Bacia Hidrográfica
Apuaê-Inhandava 284.668 351.657 81,4% 286.249
Passo Fundo 46.534 72.881 68,7% 50.069
Turvo
– Santa Rosa
– Santo
Cristo 218.611 317.279 70% 222.095
Piratinim 46.911 63.116 72% 45.444
Ibicuí 214.081 258.507 85,4% 220.765
Quarai 24.755 27.741 89,3% 24.773
Santa Maria 65.742 73.611 89,1% 65.587
Negro - - - -
Ijuí 227.759 265.739 82,4% 218.969
Várzea 231.788 341.757 70,6% 241.280
Butuí
–Icamaquã 54.577 64.101 83,6% 53.588
Total 1.415.426 1.836.389 - 1.428.820
Fonte: Elaboração própria (2024). IBGE (2022); PLANESAN (2021).
Os principais cursos d’água da Região Hidrográfica do Uruguai, bem como os principais
usos da água estão apresentados no Quadro 12.
Quadro 12
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Uruguai e principais usos.
Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Apuaê e Inhandava Rios Apuaê, Inhandava, Cerquinha,
Pelotas, Arroio Poatã e o Rio Uruguai. Abastecimento público.
Passo Fundo Arroio Timbó e o Rio Passo Fundo Dessedentação animal, irrigação, uso
industrial e abastecimento público.
Rios Turvo, Santa Rosa e
Santo Cristo
Rios Turvo, Santa Rosa, Santo Cristo,
Amandaú e Comandai.
Dessedentação animal, abastecimento
público e irrigação
Piratinim Arroios Inhacapetum, Itu, Chuní,
Ximbocú e o Rio Piratinim.
Irrigação, dessedentação animal e
abastecimento público.
Ibicuí Rios Ibicuí, Itu, Ibirapuitã, Jaguari e um
trecho do rio Uruguai. Principalmente irrigação.
Quaraí Arroios Moirões, Sarandi, Quaraímirim,
Garupa, Capivari e o Rio Quaraí. Principalmente irrigação.
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Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Santa Maria
Arroios Três Divisas, da Divisa, da Cruz e
os rios Santa Maria, Cacequi e Upamaroti.
O rio Santa desemboca no rio Ibicuí.
Principalmente irrigação.
Negro
Arroios Piraí, Piraizinho, Balé e o Rio
Negro.
Irrigação, abastecimento público e
dessedentação animal.
Ijuí Rios Caxambu, Potiribu, Conceição,
Ijuizinho e o Rio Ijuí. Irrigação e abastecimento público
Rio da Várzea
Arroios Sarandi, Goizinho e os rios da
Várzea, Porã, Barraca, do Mel, Guarita e
Ogaratim.
Irrigação, a dessedentação animal e ao
abastecimento público
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2020)
Os principais rios da Região Hidrográfica do Uruguai estão apresentados na Figura 33,
tendo seus respectivos enquadramentos pela Resolução de Enquadramento do CRH
apresentados nas figuras a seguir.
Ressalta-se que algumas bacias hidrográficas ainda não possuem enquadramento
aprovado, portanto, serão apresentados apenas sua delimitação e os principais cursos
hídricos.
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Figura 33
– Rios Principais da Região Hidrográfica do Uruguai.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 34
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Ijuí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 35
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Santa Maria.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024)
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Figura 36
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Passo Fundo.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 37
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Ibicuí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 38
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 39
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Apauê-Inhandava.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 40
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Piratinim.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 41
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Quaraí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 42
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Negro.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 43
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Várzea.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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Figura 44
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Butuí/Icamaquã.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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A Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria deságua na bacia do Rio Ibicuí, que, junto com
os rios Butuí-Icamaquã, deságua diretamente no Rio Uruguai. A bacia do Rio Negro se
estende pela República do Uruguai até encontrar o Rio Uruguai, próximo ao estuário do
Rio da Prata. As principais demandas de uso da água nessas áreas estão associadas à
irrigação e à pecuária.
2.2.3.2. Disponibilidade, demanda e balanço hídrico
Neste capítulo serão abordadas as informações relacionadas aos recursos hídricos
subterrâneos e superficiais do Rio Grande do Sul. Esse retrato é fundamental para
compreender a situação atual e as características dos aquíferos e cursos d’água que
sustentam o abastecimento de água em diferentes regiões. Ademais aborda a
disponibilidade, a demanda e o balanço hídrico das Regiões Hidrográficas do Estado.
2.2.3.2.1. Recursos hídricos subterrâneos
2.2.3.2.1.1. Disponibilidade hídrica
A disponibilidade hídrica refere-se à quantidade e qualidade de água acessível em
determinado local para diversos usos. Este item apresenta um diagnóstico das
disponibilidades hídricas subterrâneas das 25 bacias hidrográficas do Estado do Rio
Grande do Sul.
Conforme o Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio
Grande do Sul (2021), a quantificação da disponibilidade hídrica subterrânea ainda
enfrenta desafios. Isso se deve ao fato de que os estudos sobre águas subterrâneas são
restritos à área acadêmica. Além disso, a outorga dos poços considera apenas o ensaio de
bombeamento individual de cada intervenção, sem uma abordagem abrangente que
contemple o aquífero em sua totalidade.
No Rio Grande do Sul são identificados 21 aquíferos, caracterizados no Quadro 13 e
apresentados na Figura 45.
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Figura 45
– Sistemas aquíferos do Rio Grande do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024). CPRM (2005).
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Quadro 13
– Aquíferos do Estado do Rio Grande do Sul.
Aquífero Porcentagem de
área no RS Descrição
Sistema Aquífero
Serra Geral II - (sg2) 32,81%
O Sistema Aquífero Serra Geral I está localizado na parte oeste do
Estado, próximo aos limites das rochas vulcânicas com o rio Uruguai,
incluindo extensas áreas associadas aos derrames da Unidade
Hidroestratigráfica Serra Geral. Sua litologia é predominantemente
composta por riolitos, riodacitos e basaltos fraturados em menor
proporção. A capacidade específica geralmente é baixa, em torno de
0,5 m³/h/m, com exceções em áreas de fraturas que podem chegar a 2
m³/h/m. As salinidades são geralmente baixas, frequentemente
inferiores a 250 mg/l.
Sistema Aquífero
Serra Geral I
– (sg1) 21,09%
O Sistema Aquífero Serra Geral I está na parte centro-oeste do planalto
rio-grandense, abrangendo municípios como Soledade, Tupanciretã,
Santo Antônio das Missões, Santa Rosa, Tenente Portela, Nonoai,
Erechim e Passo Fundo. Sua litologia é basáltica, com formações
amigdalóides e fraturadas, cobertas por solo avermelhado espesso. A
capacidade específica varia de 1 a 4 m³/h/m, às vezes excedendo 4
m³/h/m, e as salinidades são geralmente inferiores a 220 mg/l.
Sistema Aquífero
Embasamento
Cristalino II
– (ec2)
8,35%
O Aquífero Embasamento Cristalino II abrange áreas nos limites do
embasamento cristalino, incluindo municípios como Bagé, Caçapava
do Sul, Encruzilhada do Sul e uma pequena parte de Porto Alegre. Sua
litologia é composta por rochas graníticas, gnáissicas, andesíticas,
xistos, filitos e calcários metamorfizados, frequentemente afetadas por
fraturas e falhas. As capacidades específicas são geralmente inferiores
a 0,5 m³/h/m, e as salinidades são menores que 300 mg/l.
Sistema Aquífero
Sanga do
Cabral/Pirambóia
–
(sp)
6,37%
O Aquífero Sanga do Cabral/Pirambóia aflora desde a fronteira com o
Uruguai até a região de Taquari. Sua litologia inclui camadas sílticoarenosas avermelhadas com matriz argilosa e arenitos finos a muito
finos, avermelhados, com cimento calcífero. As capacidades
específicas variam de 0,5 a 1,5 m³/h/m. A salinidade varia de 100 mg/l
em áreas aflorantes a mais de 300 mg/l em áreas confinadas. No centro
do Estado, são encontradas salinidades muito altas, de 3000 a 5000
mg/l.
Sistema Aquitardos
Permianos
– (ap) 4,79%
O Sistema Aquitardos Permianos está localizado em uma estreita faixa
na depressão periférica, circundando o embasamento cristalino do sul
ao leste do Estado, de Candiota a Taquara. Sua litologia inclui siltitos
argilosos, argilitos cinza-escuros, folhelhos pirobetuminosos e
pequenas camadas de margas e arenitos. As capacidades específicas
são geralmente inferiores a 0,1 m³/h/m. A água pode ser dura, com alta
concentração de sais de cálcio e magnésio.
Sistema Aquífero
Quaternário Costeiro
II
– (qc2)
4,70%
O Sistema Aquífero Quaternário Costeiro II ocorre nos sedimentos da
planície costeira, estendendo-se de Santa Vitória do Palmar até Torres.
Sua litologia é principalmente composta por sucessões de areias finas
inconsolidadas, esbranquiçadas, com intercalações de argila cinza e
camadas pelíticas cimentadas. As capacidades específicas variam de
0,5 a 1,5 m³/h/m. Os sólidos totais dissolvidos apresentam variação
entre 600 e 2000 mg/l.
Sistema Aquífero
Embasamento
Cristalino III
– (ec3)
4,51%
O Aquífero Embasamento Cristalino III está nas áreas elevadas do
escudo cristalino, com litologia de rochas graníticas, gnaisses, riolitos
e andesitos pouco alterados. Devido à ausência de fraturas, há baixa
disponibilidade para perfuração de poços.
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Aquífero Porcentagem de
área no RS Descrição
Sistema Aquífero
Quaternário Costeiro
I
– (qc1)
4,02%
O Sistema Aquífero Quaternário Costeiro I abrange todos os aquíferos
associados aos sedimentos da planície costeira do Estado, estendendose do Chuí até Torres. Sua litologia consiste em camadas
inconsolidadas de areia fina a média, esbranquiçada, intercaladas com
camadas síltico-arenosas e argilosas. As capacidades específicas são
geralmente altas, frequentemente ultrapassando 4 m³/h/m, e as
salinidades são inferiores a 400 mg/l, embora ocasionalmente possam
ocorrer águas cloretadas com maior salinidade.
Sistema Aquífero
Palermo/Rio Bonito -
(pr)
2,30%
O Aquífero Palermo/Rio Bonito circunda a região alta do
embasamento cristalino, de Candiota até Santo Antônio da Patrulha.
Sua litologia é composta por arenitos finos a médios, cinza
esbranquiçados, intercalados com camadas de siltito argiloso e
carbonosos cinza-escuros. As capacidades específicas são baixas,
inferiores a 0,5 m³/h/m, e a salinidade varia de 800 a 1500 mg/l.
Sistema Aquífero
Santa Maria
– (sm) 2,21%
O Aquífero Santa Maria aflora na região central do Estado, entre Mata
e Taquari. Sua litologia inclui arenitos grossos a conglomeráticos na
base, lamitos avermelhados, siltitos e arenitos finos a médios no topo.
As capacidades específicas variam de 0,5 a 1 m³/h/m em áreas
aflorantes e podem atingir 4 m³/h/m em áreas confinadas. A salinidade
varia de 50 a 500 mg/l, mas pode ultrapassar 2000 mg/l em áreas
confinadas, com teores de flúor acima do limite potável.
Sistema Aquicludes
Eo-Paleozóicos
–
(ep)
2,19%
Os Aquicludes Eo-Paleozóicos estão localizados no centro ao leste do
embasamento cristalino, entre Caçapava do Sul, Bagé, Lavras do Sul
e Vila Nova do Sul. Sua litologia é composta por arenitos finos a
médios, róseos e avermelhados, extremamente endurecidos por
cimentos ferruginosos, calcíticos e silicosos, o que resulta em baixa
porosidade e impermeabilização da rocha, impedindo vazões
significativas de água.
Sistema aquífero
Botucatu/Guara I
–
(bg1)
1,92%
O Aquífero Botucatu/Guará I aflora na fronteira oeste, entre Santana
do Livramento e Jaguari. Sua litologia é principalmente composta por
arenitos médios a finos, quartzosos, róseos e avermelhados, com
intercalações pélticas e cimento argiloso na unidade Guará. As
capacidades específicas variam de 1 a 3 m³/h/m nas áreas aflorantes,
com sólidos dissolvidos totais geralmente abaixo de 250 mg/l. Nas
áreas confinadas (Santana do Livramento, Alegrete, Uruguaiana,
Itaqui e São Borja), as capacidades específicas ultrapassam 4 m³/h/m,
podendo chegar até 10 m³/h/m, e os sólidos totais dissolvidos variam
de 250 a 400 mg/l.
Sistema Aquífero
Embasamento
Cristalino I
– (ec1)
1,30%
O Sistema Aquífero Embasamento Cristalino I está localizado na
região sul do Rio Grande do Sul, entre Jaguarão e Pinheiro Machado,
e também no nordeste do escudo sul-riograndense em Porto Alegre.
Caracteriza-se por granitos e basaltos muito fraturados na fronteira
com o Uruguai. As capacidades específicas são geralmente inferiores
a 0,5 m³/h/m, e a salinidade raramente excede 200 mg/l.
Sistema Aquífero
Botucatu/Pirambóia – (bp)
1,14%
O Sistema Aquífero Botucatu/Pirambóia abrange principalmente a
área entre Taquari e Santo Antônio da Patrulha, na Região
Metropolitana de Porto Alegre. Composto por arenitos médios e
endurecidos, sua litologia apresenta condições desfavoráveis para
armazenamento de água. Os arenitos finos são muito argilosos,
resultando em baixas capacidades específicas, cerca de 0,5 m³/h/m, e
salinidades inferiores a 250 mg/l.
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Aquífero Porcentagem de
área no RS Descrição
Sistema Aquífero
Basalto/Botucatu
–
(bb)
0,80%
O Sistema Aquífero Basalto/Botucatu está situado entre a fronteira
oeste e a região das missões, abrangendo morros de basalto sobre
arenitos da Unidade Hidroestratigráfica Botucatu. Essas áreas são
muito desfavoráveis para armazenamento de água subterrânea,
resultando em poços secos ou com vazões muito baixas.
Sistema Aquífero
Botucatu/Guará II
–
(bg2)
0,61%
O Sistema Aquífero Botucatu/Guará II está localizado na região oeste
do Estado, incluindo municípios como Manoel Viana, São Francisco
de Assis, Maçambará e Itaqui. Sua litologia é composta por arenitos
finos a médios, róseos a avermelhados, com intercalações sílticoarenosas. As capacidades específicas são geralmente baixas, inferiores
a 0,5 m³/h/m, e os sólidos dissolvidos totais raramente ultrapassam 150
mg/l.
Sistema Aquífero
Serra Geral III
–
(sg3)
0,28%
O Sistema Aquífero Serra Geral III está localizado nas partes elevadas
da unidade Serra Geral, na região Litorânea e em morros isolados de
basalto no noroeste do Estado. A litologia varia de ácida (riolitos e
riodacitos) a básica (basaltos). A perfuração de poços nessas áreas não
é recomendada.
Sistema Aquífero
Quaternário Barreira
Marinha
– (bm)
0,22%
O Sistema Aquífero Quaternário Barreira Marinha abrange uma faixa
estreita do Nordeste, da Barra do Ribeiro ao oeste do Lago Guaíba até
Santo Antônio da Patrulha a leste. Composto por areias inconsolidadas
de granulometria fina a média, suas capacidades específicas são altas,
acima de 4 m³/h/m, e o teor salino é muito baixo, inferior a 50 mg/l.
Sistema Aquífero
Botucatu
– (bt) 0,20%
O Sistema Aquífero Botucatu está localizado principalmente na região
central do Estado, próximo às bordas escarpadas do planalto basáltico.
Composto por arenitos de granulometria média endurecidos por
cimento ferruginoso ou silicoso, essa litologia é ineficaz no
armazenamento de água, resultando em poços geralmente secos.
Sistema Aquífero
Quaternário
Indiferenciado
– (qi)
0,13%
O Sistema Aquífero Quaternário Indiferenciado está localizado na
calha do Rio Camaquã, entre Cristal e Amaral Ferrador. Sua litologia
é composta principalmente por areias grossas e cascalhos
inconsolidados, resultantes da erosão de rochas graníticas e eopaleozóicas. Possui alta capacidade específica, em média 4 m³/h/m, e
baixa salinidade, em torno de 150 mg/l.
Sistema Aquífero
Sedimentos
Deltaicos
– (sd)
0,04%
O Sistema Aquífero Sedimentos Deltaicos está localizado ao norte do
Lago Guaíba, entre Porto Alegre e Eldorado do Sul, incluindo partes
da planície de inundação. Composto por arenitos médios a grossos
inconsolidados e camadas argilosas, frequentemente com seixos de
basalto na base, possui capacidades específicas médias de 3 m³/h/m.
No entanto, a qualidade da água é baixa, com muitos sais dissolvidos
e altos teores de ferro.
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
No que diz respeito ao monitoramento das águas subterrâneas, a Companhia de Pesquisa
de Recursos Minerais (CPRM) tem em atividade 46 poços da Rede Integrada de
Monitoramento das Águas Subterrâneas (RIMAS), com o propósito de quantificar e
registrar as variações dos níveis das águas. Essas estações de monitoramento estão
ilustradas na Figura 46.
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Figura 46
– Estações de monitoramento do Estado do Rio Grande do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024). CPRM (2020).
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2.2.3.2.1.2. Demanda hídrica
De acordo com o Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do
Rio Grande do Sul (2021), o estado possui 8.123 poços regularizados, com captação de
549.708 m³/dia.
Segundo o levantamento realizado neste relatório de atualização, foram avaliadas as
demandas hídricas por Bacia Hidrográfica e pelos aquíferos existentes no Rio Grande do
Sul, abrangendo Autorizações Prévias, Outorgas e Dispensas de Outorgas autorizadas
pelo DRHS/SEMA, além dos cadastros de poços aguardando análise dos técnicos da
Divisão de Outorga. As demandas hídricas subterrâneas estão apresentadas nos Quadro
14 e Quadro 15.
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Quadro 14
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul.
Bacia hidrográfica
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos
Gravataí 2.926 59 3.817 63 9 23 1.137 51
Sinos 5.990 160 4.148 117 23 47 2.982 117
Caí 16.405 523 5.270 115 5 55 3.121 122
Taquari-Antas 86.377 1.548 28.722 410 27 21 45.089 261
Alto Jacuí 23.124 201 6.214 96 6 3 4.865 37
Vacacaí-Vacacaí
Mirim 3.296 161 1.315 36 1 25 5043 60
Baixo Jacuí 5.339 146 769 19 1 12 187 15
Lago Guaíba 19.700 25 2.736 32 2 2 1.310 10
Pardo 6.516 58 613 10 1 5 92 5
Tramandaí 22.342 66 866 69 8 6 147 18
Litoral Médio 2.719 22 1.804 32 13 13 286 18
Camaquã 2.844 50 334 6 2 2 101 8
Mirim-São Gonçalo 6.781 75 967 34 2 4 1.498 32
Mampituba 157 3 10 2 - - 11 1
Apuaê-lnhandava 21.982 834 5.155 144 7 4 2.518 53
Passo Fundo 17.598 320 2.820 46 7 4 1.264 18
Turvo-Santa RosaSanto Cristo 13.470 369 3.386 83 7 5 42.476 28
Piratinim 12.831 71 433 12 - - 43 1
Ibicuí 15.149 369 10.277 90 6 3 3650 21
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112
Bacia hidrográfica
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos
Quaraí 1.912 30 22 4 1 1 12 5
Santa Maria 3.548 50 559 15 1 1 120 12
Negro 1.698 13. 481 7 - - 652 6
Ijuí 12.027 253 3.151 96 2 1 12.408 40
Várzea 19.330 481 3.467 94 3 2 2.052 29
Butuí-Icamaquã 6.840 40 257 5 - - 18 3
Total 330.903 5.927 87.592 1.637 133 239 131.080 971
Fonte: SEMA (2022).
Quadro 15
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas por sistema aquífero no Rio Grande do Sul.
Sistema Aquífero
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos
Aquicludes Eo-Paleozóicos 40 6 11 1 - 1 - 2
Aquitardos permianos 1.275 265 2.343 54 12 50 1.245 81
Basalto / Botucatu 515 27 26 1 - - 254 4
Botucatu 728 18 76 4 - - 233 5
Botucatu / Guará I 5.829 54 1.041 14 - - 231 2
Botucatu / Pirambóia 7.335 160 3.870 112 14 54 2.732 118
Embasamento Cristalino I 267 24 1560 39 - - 284 17
Embasamento Cristalino II 3.275 78 815 26 1 2 530 23
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113
Sistema Aquífero
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos
Embasamento Cristalino
III 1.534 41 49 3 1 1 68 14
Palermo / Rio Bonito 3.794 44 1.474 13 - 10 481 4
Quaternário Barreira
Marinha 520 11 1.261 14 3 2 13 6
Quaternário Costeiro I 19.109 62 1.231 75 9 7 954 26
Quaternário Costeiro II 31.648 104 4.548 64 7 21 2.520 54
Quaternário Indiferenciado - - - - - - - -
Sanga do Cabral /
Pirambóia 5.878 152 3.905 14 1 25 145 12
Santa Maria 12.778 158 1.646 49 - 4 5.209 59
Serra Geral 107.000 2.072 21.564 470 24 15 64.125 173
Serra Geral II 127.999 2.633 41.856 677 56 39 51.899 368
Serra Geral III 243 5 - - - - - -
Total 329.766 5.914 87.276 1.630 127 231 130.924 968
Fonte: SEMA (2022).
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114
Diante dos dados disponibilizados (SEMA, 2022), a Bacia Hidrográfica do Rio TaquariAntas registra a maior demanda por água subterrânea, com as maiores vazões (86.377
m³/dia). Além disso, destaca-se que os aquíferos mais explorados são Serra Geral I e II.
2.2.3.2.2. Recursos hídricos superficiais
2.2.3.2.2.1. Disponibilidade hídrica
A disponibilidade hídrica para fins de gestão de cursos hídricos superficiais deve ser
avaliada em função de vazões de referência.
Quadro 16
– Disponibilidade hídrica nas Bacias Hidrográficas do Estado do Rio Grande
do Sul.
Bacia
Hidrográfica Descrição Vazão de
referência (m³/s)
Vazão
outorgável (m³/s)
Gravataí Exutório do Rio Gravataí no Lago Guaíba 10,4 5,20
Sinos Exutório do Rio dos Sinos no Lago Guaíba 20 14,00
Caí Exutório do Rio Caí no Lago Guaíba 21,06 10,53
Taquari-Antas Exutório do Rio Taquari no Rio Jacuí 45,97 22,98
Alto Jacuí Soma dos Rios Jacuí e Jacuizinho 121,33 60,66
Vacacaí-Vacacaí
Mirim Soma dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim 29,03 14,52
Baixo Jacuí Exutório do Rio Jacuí no Lago Guaíba 424,13 254,48
Lago Guaíba Soma dos afluentes diretos ao Lago Guaíba,
incluindo Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí 487,48 292,53
Pardo Exutório do Rio Pardo no Rio Jacuí 8,59 4,29
Tramandaí Soma dos rios Maquiné e Três Forquilhas 7,4 3,70
Camaquã Soma do Rio Camaquã e Arroios Turuçu e
Velhaco 65,41 39,82
Mirim São
Gonçalo Soma dos Arroios Grande e Del Rei e Rio Piratini 15,48 7,74
Mampituba Exutório da UPG Forno-Jacaré no Rio
Mampituba 2,48 1,24
Apuaê-Inhandava
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios ApuaêInhandava (soma dos rios Dourado, do Silveira,
Socorro, Cerquinha, dos Touros, Santana,
Bernardo José, Inhandava e Apuaê)
45,61 22,81
Passo Fundo Soma da UPG Passo Fundo Baixo e UPG
Douradinho 26,58 13,29
Turvo-Santa RosaSanto Cristo
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios TurvoSanta Rosa-Santo Cristo (soma dos rios
Amandaú, Lajeado Grande, Santo Cristo, Santa
Rosa, Comandaí, Turbo e Buricá))
49,43 24,72
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115
Bacia
Hidrográfica Descrição Vazão de
referência (m³/s)
Vazão
outorgável (m³/s)
Piratinim Exutório do Rio Piratini no Rio Uruguai 16,98 8,49
Ibicuí Exutório do Rio Ibicuí no Rio Uruguai 138,32 96,83
Quaraí Soma dos arroios Sarandi II e Garupa e sangas
Sarandi e do Salso 8,72 4,36
Santa Maria Exutório do Rio Santa Maria no Rio Ibicuí 23,04 11,52
Negro
Exutório do Rio Negro na fronteira BrasilUruguai 2,49 1,24
Ijuí Exutório do Rio Ijuí no Rio Uruguai 62,6 31,30
Várzea Soma dos rios Guarita e da Várzea 35,68 17,84
Butuí-Icamaquã Soma do Arroio Butuí e do Rio Icamaquã 27,86 13,93
Total 992,52 579,83
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
De acordo com os dados apresentados, é possível observar que as bacias hidrográficas
com maiores disponibilidades hídricas são as Bacias Lago Guaíba, Baixo Jacuí, Ibicuí e
Alto Jacuí.
2.2.3.2.2.2. Demanda hídrica
As demandas hídricas superficiais referem-se à necessidade de água proveniente das
fontes de água superficial, como rios, lagos, e reservatórios, para diversos fins, como o
abastecimento público, a geração de energia hidrelétrica, a irrigação agrícola, a
navegação, a recreação, dentre outros.
A gestão eficaz das demandas hídricas superficiais é fundamental para garantir a
disponibilidade adequada da água e para mitigar potenciais impactos associados ao seu
uso intensivo. Os dados de demanda hídrica são importantes para a análise do balanço
hídrico.
Conforme a análise detalhada no Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos
no Estado do Rio Grande do Sul (2021), a demanda hídrica superficial total do estado é
estimada em 106,25 m³/s. Destacam-se como as bacias com maior demanda as Bacias
Hidrográficas Ibicuí, Baixo Jacuí e Piratinim. Por outro lado, as bacias com menor
demanda incluem as do Litoral Médio, Negro, Lago Guaíba e Mampituba. No Quadro
17 estão representadas as demandas hídricas em m³/s de cada Bacia Hidrográfica.
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116
Quadro 17
– Demandas hídricas médias superficiais nas bacias hidrográficas do Estado.
Bacia Hidrográfica Vazão média (m³/s)
Gravataí 4,47
Sinos 4,85
Caí 3,88
Taquari-Antas 5,16
Alta Jacuí 7,87
Vacacaí-Vacacai Mirim 0,75
Baixo Jacuí 9,54
Lago Guaíba 0,19
Pardo 0,57
Tramandaí 0,98
Litoral Médio 3,06
Camaquã 5,28
Mirim São Gonçalo 4,47
Mampituba 0,30
Apuê-lnhandava 3,96
Passo Fundo 0,52
Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo 3,02
Piratinim 7,17
Ibicuí 23,55
Quaraí 0,85
Santa Maria 0,80
Negro 0,05
Ijuí 4,52
Várzea 4,05
Butuí-lcamaquã 6,40
Total 106,25
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
Dentre os usos identificados, 79% das vazões registradas são relacionadas à irrigação. O
uso da água para abastecimento público/consumo humano fica em segundo lugar,
representando cerca de 13,4% das demandas do Estado. Já o uso industrial representa
cerca de 3,6% do total dos recursos hídricos superficiais utilizados. O uso de
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117
dessedentação animal é o que representa a menor parte das demandas, sendo 0,3% do
total. Por fim, demais usos de água representam cerca de 3,6% das vazões.
2.2.3.2.2.3. Balanço hídrico
Conforme apresentado no Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no
Estado do Rio Grande do Sul (2021), o balanço hídrico de referência para a gestão de
recursos hídricos superficiais no Estado do Rio Grande do Sul avalia a disponibilidade e
a demanda de água apresentadas anteriormente.
O objetivo é verificar se os usos registrados, considerados no balanço hídrico superficial,
refletem a realidade de estresse hídrico nas bacias hidrográficas especiais ou regiões de
conflito. Além disso, busca-se identificar áreas do Estado com altas demandas hídricas
em comparação com as vazões outorgáveis.
O Quadro 18 apresenta o resultado do balanço hídrico realizado, considerando as
disponibilidades hídricas para os exultórios das unidades de análise apresentadas, bem
como as demandas hídricas.
Quadro 18
– Balanço hídrico nas Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul.
Bacia
Hidrográfica Descrição Demandas
hídricas (m³/s)
Comprometimento
da vazão outorgável
Gravataí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí
(Exutório do Rio Gravataí no Lago Guaíba) 4,47 86%
Sinos Total da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos
(Exutório do Rio dos Sinos no Lago Guaíba) 4,85 35%
Caí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Caí (Exutório do
Rio Caí no Lago Guaíba) 3,88 37%
TaquariAntas
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas
(Exutório do Rio Taquari no Rio Jacuí) 5,16 22%
Alto Jacuí Total da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (soma dos
Rios Jacuí e Jacuizinho) 7,86 13%
VacacaíVacacaí
Mirim
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Vacacaí
—
Vacacaí Mirim (soma dos rios Vacacaí e VacacaíMirim)
0,75 5%
Baixo Jacuí Total da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí (Exutório
do Rio Jacuí no Lago Guaíba) 23,72 9%
Lago Guaíba
Total da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba (soma
dos afluentes diretos ao Lago Guaíba, incluindo
Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí)
37,1 13%
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118
Bacia
Hidrográfica Descrição Demandas
hídricas (m³/s)
Comprometimento
da vazão outorgável
Pardo Total da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo (Exutório
do Rio Pardo no Rio Jacuí) 0,57 13%
Tramandaí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí (soma
dos rios Maquiné e Três Forquilhas) 0,01 0%
Camaquã Total da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã (soma
do Rio Camaquã e Arroio Turuçu e Velhaco) 4,26 11%
Mirim São
Gonçalo
Total da Bacia Hidrográfica da Lagoa Mirim e do
Canal São Gonçalo (soma dos Arroios Grande e Del
Rei e Rio Piratini)
3,25 42%
Mampituba Exutório da UPG Forno-Jacaré no Rio Mampituba 0,27 21%
Apuaêlnhandava
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Apuaê
—
Inhandava (soma dos rios Dourado, do Silveira,
Socorro, Cerquinha, dos Touros, Santana, Bernardo
José, Inhandava e Apuaê)
3,93 17%
Passo Fundo Total da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo
(soma da UPG Passo Fundo e UPG Douradinho) 0,52 4%
Turvo Santa
Rosa
—
Santa Rosa — Santo
Cristo
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo
— Santa
Rosa
— Santo Cristo (soma dos rios Amandaú,
Lajeado Grande, Santo Cristo, Santa Rosa,
Comandai, Turbo e Buricá))
3 12%
Piratinim Total da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim
(Exutório do Rio Piratini no Rio Uruguai) 7,17 84%
Ibicuí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí (Exutório
do Rio Ibicuí no Rio Uruguai) 18,66 19%
Quaraí
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí (soma dos
arroios Sarandi II e Garupa e sangas Sarandi e do
Salso)
0 0%
Santa Maria Total da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria
(Exutório do Rio Santa Maria no Rio Ibicuí) 0,8 7%
Negro
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Negro (Exutório
do Rio Negro na fronteira Brasil-Uruguai) 0,05 4%
Ijuí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí (Exutório do
Rio Ijuí no Rio Uruguai) 4,52 14%
Várzea Total da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea (soma
dos rios Guarita e da Várzea) 4,03 23%
Butuílcamaquã
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Butuí
–
Icamaquã (soma do Arroio Butuí e o Rio Icamaquã) 5,75 41%
Total 92,51 16%
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
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119
2.2.3.2.2.4. Qualidade dos mananciais
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler/RS (FEPAM)
apresenta, em seu Relatório Técnico sobre a Qualidade da Água Superficial nas Regiões
Hidrográficas do RS, análises qualiquantitativas de amostras de água coletadas em 2022.
A coleta da água a ser analisada ocorre em 221 estações de monitoramento, pertencentes
à Rede de Monitoramento Básico do RS, com o objetivo de determinar as condições de
qualidade da água superficial nos locais de elevado interesse socioambiental.
Nesta avaliação, foram analisados os seguintes parâmetros: • Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5d, 20°C, mg/l de O2); • Escherichia coli (NMP/100 ml); • Fósforo Total (mg/l de P); • Nitrogênio Amoniacal (mg/l de NHx); • Oxigênio dissolvido (mg/l de O2).
Os resultados foram classificados de acordo com os limites propostos pela resolução nº
357/2005 do CONAMA.
2.2.3.2.2.4.1. Região Hidrográfica do Guaíba
Foram obtidas 274 amostras da Região Hidrográfica do Rio Guaíba, nas quais foram
analisados os parâmetros mencionados anteriormente. Os quadros a seguir apresentam as
classes de enquadramento das amostras, bem como os valores de referência
correspondentes aos parâmetros avaliados.
O Quadro 19 expõe as distribuições dos valores quanto ao Oxigênio Dissolvido (OD) na
Região Hidrográfica do Guaíba
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120
Quadro 19
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
224 Classe 1 >6
11 Classe 2 ≥5
12 Classe 3 ≥4
23 Classe 4 ≥2
4 Pior que Classe 4 <2
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
estão apresentados no Quadro 20. Vale ressaltar que, segundo a FEPAM, a DBO de 29
amostras não foi determinada devido a problemas analíticos.
Quadro 20
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de
Uso da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
219 Classe 1 ≤3
13 Classe 2 ≤5
8 Classe 3 ≤10
5 Pior que Classe 3 >10
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto à existência de Escherichia coli estão
apresentados no Quadro 21. Segundo a FEPAM, esta análise também apresentou
problemas analíticos em 17 amostras.
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121
Quadro 21
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (NMP/100ml)
104 Classe 1 ≤160
64 Classe 2 ≤800
54 Classe 3 ≤3.200
35 Pior que Classe 3 > 3.200
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Fósforo Total estão
apresentados no Quadro 22. Segundo a FEPAM, 12 amostras não obtiveram resultados
por problemas analíticos.
Quadro 22
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l P)
157 Classe 1 ≤0,1
54 Classe 3 ≤0,15
70 Pior que Classe 3 > 0,15
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Nitrogênio Amonical estão
apresentados no Quadro 23. Vale destacar que, segundo a FEPAM, 40% das amostras
não obtiveram resultados por problemas analíticos.
Quadro 23
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l N)
163 Classe 1 ≤3,7
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
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122
2.2.3.2.2.4.2. Região Hidrográfica do Litoral
Foram obtidas 154 amostras da Região Hidrográfica do Litoral, sendo 131 de água doce,
22 de água salobra e 1 de água salina, nas quais foram analisados os mesmos parâmetros
mencionados anteriormente. Nos quadros a seguir são apresentadas as classes de
enquadramento das amostras, bem como os valores de referência correspondentes aos
parâmetros avaliados.
No Quadro 24 estão apresentadas as informações obtidas das análises quanto ao OD.
Vale ressaltar que, para esse parâmetro, 2 amostras não obtiveram resultados por
problemas analíticos.
Quadro 24
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
142 Classe 1 >6
2 Classe 2 ≥5
4 Classe 3 ≥4
3 Classe 4 ≥2
1 Pior que Classe 4 <2
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
se referem somente às amostras de água doce, pelo fato da Resolução CONAMA nº
357/2005 não contar com valores de classificação para águas salobras e salinas.
Os dados obtidos estão apresentados no Quadro 25, considerando que 22 amostras eram
de água salobra e 1 de água salina, não podendo ser classificadas. Além disso, segundo a
FEPAM, a DBO de 1 amostra não foi determinada devido a problemas analíticos.
Quadro 25
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de
Uso da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
127 Classe 1 ≤3
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123
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
3 Classe 2 ≤5
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto à existência de Escherichia coli estão
apresentados no Quadro 26. Segundo a FEPAM, esta análise também apresentou
problemas analíticos em 17 amostras.
Quadro 26
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (NMP/100ml)
74 Classe 1 ≤160
48 Classe 2 ≤800
11 Classe 3 ≤3.200
4 Pior que Classe 3 > 3.200
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Fósforo Total estão
apresentados no Quadro 27. Segundo a FEPAM, 1 amostra não obteve resultados por
problemas analíticos.
Quadro 27
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l P)
72 Classe 1 ≤0,1
23 Classe 3 ≤0,15
58 Pior que Classe 3 > 0,15
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Nitrogênio Amonical estão
apresentados no Quadro 28. Vale destacar que, segundo a FEPAM, 53% das amostras não
obtiveram resultados por problemas analíticos.
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124
Quadro 28
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l N)
73 Classe 1 ≤3,7
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
2.2.3.2.2.4.3. Região Hidrográfica do Uruguai
Foram obtidas 183 amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. Nos quadros a seguir
são apresentadas as classes de enquadramento das amostras, bem como os valores de
referência correspondentes aos parâmetros avaliados.
No Quadro 29 estão apresentadas as informações obtidas das análises quanto ao OD.
Vale ressaltar que em 1 amostra não foram obtidos resultados por problemas analíticos.
Quadro 29
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
158 Classe 1 >6
7 Classe 2 ≥5
7 Classe 3 ≥4
10 Classe 4 ≥2
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023)
Os valores encontrados nas análises quanto à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
estão apresentados no Quadro 30 . Vale ressaltar que a DBO de 10 amostras não foi
determinada devido a problemas analíticos.
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125
Quadro 30
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de
Uso da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
164 Classe 1 ≤3
6 Classe 2 ≤5
3 Classe 3 ≤10
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto à existência de Escherichia coli estão
apresentados no Quadro 31. Segundo a FEPAM, esta análise também apresentou
problemas analíticos em 16 amostras.
Quadro 31
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (NMP/100ml)
64 Classe 1 ≤160
59 Classe 2 ≤800
34 Classe 3 ≤3.200
10 Pior que Classe 3 > 3.200
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Fósforo Total estão
apresentados no Quadro 32. Segundo a FEPAM, 15 amostras não obtiveram resultados
por problemas analíticos.
Quadro 32
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l P)
122 Classe 1 ≤0,1
26 Classe 3 ≤0,15
21 Pior que Classe 3 > 0,15
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
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126
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Nitrogênio Amoniacal estão
apresentados no Quadro 33. Vale destacar que, segundo a FEPAM, 66 amostras não
obtiveram resultados por problemas analíticos.
Quadro 33
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l N)
116 Classe 1 ≤3,7
1 Classe 3 ≤13,3
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023)
2.2.3.3. Segurança hídrica
O conceito de segurança hídrica é recente, sendo introduzido em meados de 2000 pela
Global Water Partnership (GWP, 2000) e o World Water Council (WWC, 2000). A
segurança hídrica também já foi definida como a disponibilidade de água suficiente e de
qualidade a um preço acessível para atender às necessidades de curto e longo prazo,
protegendo a saúde e bem-estar das comunidades (WITTER, WHITEFORD, 1999).
Complementarmente, a definição da GWP (2000) acrescentou a importância da proteção
do meio ambiente para se ter a garantir do fornecimento de água.
Atualmente, a definição mais aceita é a do Programa para a Água da Organização das
Nações Unidas (UN-WATER, 2013) que define a segurança hídrica como a capacidade
de garantir o acesso sustentável a água de qualidade adequada para sustento, bem-estar e
desenvolvimento, proteger contra poluição e desastres hídricos, e preservar ecossistemas,
em um ambiente de paz e estabilidade política. A definição recente destaca o aspecto
geopolítico, refletindo preocupações com conflitos pelo acesso à água que causam
deslocamentos populacionais e conflitos intergovernamentais. Além disso, a segurança
hídrica deve ser ancorada em valores sociais e de justiça social, integrando a gestão
democrática e participativa dos recursos hídricos (SAITO, 2018).
No Brasil, em 2019, tivemos o lançamento pelo Ministério de Desenvolvimento Regional
(MDR) em conjunto com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), de
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127
um importante instrumento para a gestão da segurança hídrica, o Plano Nacional de
Segurança Hídrica (PNSH).
O PNSH visa envolver várias esferas do governo em esforços conjuntos, e o plano aborda
a segurança hídrica em quatro dimensões: humana, econômica, ecossistêmica e de
resiliência, combinadas no Índice de Segurança Hídrica (ISH).
De forma sucinta, as dimensões humanas e econômicas quantificam os déficits de
atendimento e os riscos, enquanto a ecossistêmica e de resiliência identificam as áreas
críticas e as vulneráveis. E enquanto a dimensão social avalia a disponibilidade de água
para abastecimento, a econômica foca nos setores agropecuário e industrial.
Ademais, a dimensão ecossistêmica usa indicadores de qualidade e quantidade de água,
e a de resiliência analisa os estoques de água em situações de seca.
O ISH representa graficamente as condições de segurança hídrica, ajudando a orientar
políticas públicas de infraestrutura e a gestão de recursos hídricos, e tendo sido calculado
para os anos de 2017 e 2035.
As mudanças entre os cenários de 2017 e 2035 consideraram duas variáveis: as
estimativas de demanda por água, conforme o Manual de Usos Consuntivos da Água no
Brasil, afetando o balanço hídrico e indicadores relacionados; e a estimativa da população
urbana, influenciando apenas a Dimensão Humana do Índice de Segurança Hídrica (ISH).
Com isso, a segurança hídrica é integrada a diversas políticas públicas, incluindo o
desenvolvimento regional, a defesa civil, a agricultura, a energia, os transportes e o meio
ambiente (FIGUEIREDO, 2020).
Assim, foi lançado em 2021, o “Atlas Águas: Segurança Hídrica do Abastecimento
Urbano” e que atualizou o Atlas de 2010 com conceitos do Plano Nacional de Segurança
Hídrica (PNSH). Este documento visou caracterizar e diagnosticar os mananciais e os
sistemas de abastecimento das sedes municipais brasileiras, e além de identificar as suas
vulnerabilidades. Ele utiliza o Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U), que avalia a
eficiência na produção e distribuição de água, combinando indicadores de vulnerabilidade
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128
dos mananciais, sistemas produtores, cobertura da rede de distribuição e gerenciamento
de perdas.
Com isso, a Figura 47 mostra a distribuição do ISH-U pelos municípios do bloco, onde
pode se observar que a grande maioria dos municípios possui o ISH-U avaliado entre
“Alto” e “Máximo”, o que indica que esses municípios possuem uma combinação de uma
maior disponibilidade hídrica natural junto a uma baixa pressão na demanda pelo
abastecimento de água.
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Figura 47
– Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U) dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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130
Pormenorizando os dados da Figura 47, percebe-se que cerca de 22,71% dos municípios
possuem uma ISH-U Máxima, e que 45,11% têm uma ISH-U Alta, conforme observado
no Quadro 34. Por outro lado, percebe-se que 27,13% dos municípios possuem uma ISHU Média e outros 4,73% possuem uma ISH-U Baixa, além disso, apenas 0,32% têm uma
ISH-U Mínima.
Os quinze municípios que se encontram na situação de ISH-U Baixa são: Alvorada, Bento
Gonçalves, Cachoeirinha, Capela de Santana, Cerro Grande do Sul, Erechim, Gravataí,
Mostardas, Nova Hartz, Palmares do Sul, Santa Maria, Santiago, Três Cachoeiras,
Vacaria e Viamão. Ademais, o único avaliado com ISH-U Mínima foi o município de
Pinto Bandeira.
Quadro 34
– ISH-U dos municípios atendidos pela CORSAN.
ISH-U Quantidade de municípios
Máxima 72
Alta 143
Média 86
Baixa 15
Mínima 1
Fonte: ANA (2022)
– Adaptado (2024).
Em relação aos mananciais municipais de abastecimento de água, o documento citado
anteriormente também realizou uma avaliação sobre os níveis de vulnerabilidade, como
pode ser visto na Figura 48. Observa-se que a maioria dos municípios do bloco
apresentam uma situação de “Manancial Não Vulnerável”, entretanto, uma outra grande
quantidade significante de municípios apresenta uma situação de “Manancial com Baixa
Vulnerabilidade”.
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Figura 48
– Níveis de vulnerabilidade dos mananciais dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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132
Ao analisar os dados da Figura 48, observa-se que cerca de 58,36% dos municípios estão
na situação de “Manancial Não Vulnerável”, enquanto 31,23% dos municípios se
enquadram em “Manancial com Baixa Vulnerabilidade”.
Além disso, observa-se que 10,09% dos municípios se enquadram na categoria de
“Manancial com Média Vulnerabilidade” e somente 0,32% se enquadra em “Manancial
com Alta Vulnerabilidade”, como pode ser visto no Quadro 35.
Os municípios enquadrados na categoria “Manancial de Média Vulnerabilidade” foram
os seguintes: Alvorada, Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Caiçara, Canguçu, Capão do
Leão, Cerro Grande do Sul, Chuvisca, Cristal, Derrubadas, Encruzilhada do Sul, Erechim,
Farroupilha, Fontoura Xavier, Frederico Westphalen, Garibaldi, Glorinha, Gravataí,
Lagoa Vermelha, Mariana Pimentel, Morro Redondo, Passo Fundo, Pinheiro Machado,
Pinto Bandeira, Santa Maria, São Lourenço do Sul, São Marcos, São Sepé, Sentinela do
Sul, Unistalda, Vacaria, Viamão. O único município enquadrado na categoria “Manancial
com Alta Vulnerabilidade” foi o município de Santiago.
Quadro 35
– Avaliação da vulnerabilidade do manancial dos municípios atendidos pela
CORSAN.
Vulnerabilidade do Manancial Municípios (quantidade)
Manancial com Alta Vulnerabilidade 1
Manancial com Média Vulnerabilidade 32
Manancial com Baixa Vulnerabilidade 99
Manancial Não Vulnerável 185
Fonte: ANA (2022)
– Adaptado (2024).
2.2.4. Aspectos bióticos
O território brasileiro é composto por 6 (seis) biomas distintos: Amazônia, Caatinga,
Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa. Cada bioma possui diferentes tipos de
vegetação e fauna, e a conservação da vegetação é crucial para a manutenção dos hábitats,
serviços ambientais e recursos essenciais à vida humana. Além disso, a preservação dos
biomas depende de políticas públicas ambientais e de estratégias para a conservação, o
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133
seu uso sustentável e a manutenção dos serviços ambientais que eles fornecem à
população.
O estado do Rio Grande do Sul abriga 2 (dois) desses biomas, a Mata Atlântica e o Pampa.
A Figura 49 mostra a distribuição dos biomas no estado, destacando que o bioma Pampa
está mais presente nos quadrantes sudeste e sudoeste, a Mata Atlântica é predominante
no Nordeste, enquanto no noroeste rio-grandense temos uma distribuição entre os dois
biomas. Além disso, a região central e metropolitana do estado possui ambos os biomas
distribuídos.
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134
Figura 49
– Distribuição de biomas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024)
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135
Em relação às características de vegetação, pode-se observar na Figura 50 a distribuição
das regiões fitoecológicas nos municípios do bloco, com base nos dados do IBGE
(2024d).
Em nível estadual, os dados revelam que grande parte do estado é dominada por regiões
de Estepe (46,43%), seguidas por áreas de Contato (Ecótono e Encrave), que representam
zonas de transição ecológica entre diferentes tipos de vegetação e compreendem 15,98%
do território.
Também estão presentes áreas de Floresta Ombrófila Mista (8,88%), Floresta Estacional
Decidual (11,11%), Floresta Pioneira (6,53%), Floresta Estacional Semidecidual
(3,81%), Savana-Estépica (0,63%) e Floresta Ombrófila Densa (0,32%). O Corpo D’água
continental representa 6,31% do território estadual.
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Figura 50
– Distribuição de regiões fitoecológicas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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137
Em questão de cobertura vegetal e outras áreas de cobertura predominantes, os dados do
IBGE (2024d) mostram que grande parte do estado é coberta pelas áreas de agropecuária
(71,74%), agricultura (5,78%), e pecuária (pastagens) correspondendo à 3,15%,
entretanto, o estado também possui a presença de vegetação secundária (5,66%) e de
Estepes Gramíneo-Lenhosas (3,11%), com as áreas de Florestamento/Reflorestamento
representando (1,75%) do território estadual.
A Figura 51 permite observar essa distribuição ao longo dos municípios do bloco.
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Figura 51
– Distribuição de cobertura vegetal e outras áreas predominantes ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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139
2.2.5. Unidades de conservação
As Unidades de Conservação (UC) são protegidas por lei no Brasil e visam preservar a
biodiversidade. Além disso, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC),
instituído pela Lei Federal nº 9.985/2000, classifica as UCs em dois grupos: as Unidades
de Proteção Integral (PI) e as Unidades de Uso Sustentável (US). Sendo que a primeira
categoria tem foco na pesquisa e na conservação da biodiversidade, enquanto a segunda
categoria permite a exploração sustentável e as atividades educativas.
O grupo das UCs de Uso Sustentável compreende as seguintes categorias: Área de
Proteção Ambiental (APA); Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE); Floresta
Nacional (FLONA); Reserva Extrativista (RESEX); Reserva de Fauna (REFAU),
Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e Reserva Particular do Patrimônio
Natural (RPPN). Por outro lado, o grupo das UCs de Proteção Integral compreende as
seguintes categorias: Estação Ecológica (ESEC); Reserva Biológica (REBIO); Parque
Nacional (PARNA); Monumento Natural (MoNa) e Refúgio de Vida Silvestre (REVIS).
Complementarmente, o recente decreto estadual nº 57.672, de 13 de junho de 2024, criou
e regulamentou no estado do Rio Grande do Sul as denominadas Reservas Particulares
do Patrimônio Natural (RPPN).
O zoneamento dentro das UCs determina os usos específicos de cada área, variando de
áreas intangíveis a de uso múltiplo, e conforme definido em seu respectivo Plano de
Manejo. E este plano também integra as UCs à vida econômica e social das comunidades
vizinhas, promovendo a eficiência da implementação (BRITO, 2020; DA PAZ, DE
FREITAS, DE SOUZA, 2006; HASSLER, 2005). Com base nos dados do CEM (2021),
a Figura 52 mostra a localização das UCs existentes ao longo da área dos municípios do
bloco.
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140
Figura 52
– Localização das UCs contidas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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141
O Quadro 36 apresenta a descrição das Unidades de Conservação (UCs) listadas na
Figura 52, fornecendo informações sobre o município onde cada UC está localizada
(integral ou predominantemente), sua área total respectiva, e a esfera governamental
responsável pela gestão da UC. Observa-se que na área dos municípios do bloco existem
um total de 28 unidades de conservação, sendo duas municipais, 20 estaduais e 6 federais.
Ao discriminar por grupos de UCs, identifica-se que 21 UCs são de Uso Sustentável (US)
e 7 são de Proteção Integral (PI). Quanto às categorias, observa-se que há 5 Áreas de
Proteção Ambiental (APAs), 1 Floresta Nacional (FLONA), 3 Parques Nacionais
(PARNA), 11 Parques Estaduais (PARES), 1 Parque Natural Municipal, 3 Reservas
Biológicas, 2 Refúgios da Vida Silvestre e 2 Estações Ecológicas.
Verifica-se também que a maior UC de esfera federal da região analisada é a Área de
Proteção Ambiental (APA) Ibirapuitã, com 3173,6 km², enquanto a menor é a Floresta
Nacional (FLONA) São Francisco de Paula, com 16,05 km². Por outro lado, a maior UC
estadual da região analisada é a APA Banhado Grande, com 1342,78 km², e a menor é o
Parque Estadual (PARES) Papagaio-Charão, que possui 9,98 km². Em relação às UCs
municipais, a região possui a APA Morro do Osório, com 56,24 km², e o PMN SaintHilaires, que abrange 10 km² de área.
Quadro 36
– Unidades de Conservação inseridas nos municípios do bloco.
Categoria UC (nome) Esfera Governamental Área (km²) Município
Área de Proteção
Ambiental
APA Banhado Grande Estadual 1342,78 Santo Antônio da
Patrulha
APA Delta do Jacuí Estadual 64,6 Eldorado do Sul
APA Ibirapuitã Federal 3173,6 Sant’Ana do
Livramento
APA Morro de Osório Municipal 56,24 Osório
APA Rota do Sol Estadual 557,06 São Francisco de
Paula
Floresta Nacional FLONA São Francisco
de Paula Federal 16,05 São Francisco de
Paula
Parque Estadual
PARES Camaquã Estadual 101,46 São Lourenco do
Sul
PARES Delta do Jacuí Estadual 121,93 Porto Alegre
PARES Espinilho Estadual 16,67 Barra do Quarai
PARES Itapeva Estadual 10,21 Torres
PARES Itapuã Estadual 63,3 Viamão
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142
Categoria UC (nome) Esfera Governamental Área (km²) Município
PARES PapagaioCharão Estadual 9,98 Sarandi
PARES Podocarpus Estadual 36,91 Encruzilhada do Sul
PARES Quarta
Colônia Estadual 21,53 Ibarama
PARES Rio Canoas Estadual 14,66 Barracão
PARES Tainhas Estadual 67,71 Jaquirana
PARES Turvo Estadual 176,26 Derrubadas
Parque Nacional
PARNA Aparados da
Serra Federal 132,51 Cambara do Sul
PARNA Lagoa do
Peixe Federal 348,32 Tavares
PARNA Serra Geral Federal 175,13 Cambara do Sul
Parque Natural
Municipal PNM Saint-Hilaire Municipal 10 Viamão
Reserva Biológica
REBIO Mato Grande Estadual 50,52 Arroio Grande
REBIO São Donato Estadual 44,36 Itaqui
REBIO Serra Geral Estadual 49,68 Maquine
Refúgio de Vida
Silvestre
REVIS Banhado do
Maçarico Estadual 63,39 Rio Grande
REVIS Banhado dos
Pachecos Estadual 29,91 Viamão
Estação Ecológica
ESEC Aratinga Estadual 58,76 Itati
ESEC Taim Federal 325,28 Santa Vitoria do
Palmar
Fonte: CEM (2021)
– Adaptado.
2.3. Aspectos socioeconômicos
Este capítulo aborda os aspectos socioeconômicos que influenciam e são influenciados
pelos serviços de saneamento básico na área de estudo. A análise visa compreender como
as condições sociais e econômicas da população impactam a demanda e a qualidade dos
serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Inicialmente, será traçado um panorama demográfico da região, incluindo a distribuição
da população, densidade demográfica e características socioeconômicas como renda,
educação e condições de moradia. Em seguida, o capítulo examinará a relação entre o
saneamento básico e indicadores de saúde pública. Por fim, este capítulo realizará uma
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143
análise do panorama econômico da região, considerando indicadores como PIB, estrutura
produtiva, níveis de emprego e renda da população.
2.3.1. Aspectos sociais
Nesta seção, serão analisados os principais aspectos sociais dos municípios, fundamentais
para o entendimento das necessidades e peculiaridades locais que influenciam
diretamente a gestão dos serviços de saneamento. Entre os itens abordados, destacam-se
as características demográficas, que ajudam a compreender o crescimento populacional e
sua distribuição territorial, além dos indicadores socioeconômicos, como o Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), renda, educação e saúde.
Esses fatores, quando analisados em conjunto, permitem uma visão abrangente das
condições de vida da população, auxiliando na identificação de áreas mais vulneráveis e
prioritárias para o investimento em infraestrutura e serviços de saneamento. Com isso,
busca-se criar uma base sólida para o planejamento de soluções que promovam a
universalização do saneamento de forma equitativa e sustentável.
2.3.1.1. Demografia
A análise dos aspectos demográficos e sociais de uma localidade é essencial para o
planejamento e desenvolvimento de políticas públicas eficazes. Existem diversos
indicadores e índices para avaliar as características de uma região, como a densidade
demográfica e a estrutura etária, entre outros. Assim, a integração de diferentes
indicadores e índices, sejam demográficos e/ou sociais, é sempre fundamental para uma
compreensão abrangente e eficaz do desenvolvimento de uma região.
Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul tem experimentado mudanças demográficas
significativas. A taxa de natalidade tem diminuído, acompanhando uma tendência
nacional, resultando em um envelhecimento gradual da população. A expectativa de vida
está entre as mais altas do Brasil, evidenciando avanços na saúde e qualidade de vida. No
entanto, a migração interna e externa também desempenha um papel importante na
dinâmica populacional, influenciando o crescimento e a distribuição da população.
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144
O Censo Demográfico do IBGE é uma pesquisa fundamental para coletar dados
abrangentes sobre a população brasileira, permitindo traçar um perfil socioeconômico do
país, sendo a principal origem de informações populacionais em qualquer nível
geográfico.
Originalmente programado para 2020, o Censo foi adiado para 2022 devido à pandemia
de Covid-19 e à falta de recursos governamentais. No entanto, os resultados do Censo de
2022 revelaram discrepâncias com o que foi estimado em algumas localidades, conforme
ilustrado na Figura 53, onde os municípios destacados em vermelho representam aqueles
que registraram uma redução da população, enquanto os municípios destacados em azul
indicam um crescimento populacional.
Figura 53
– Panorama Censo 2022
– Rio Grande do Sul.
Fonte: G1 (2023).
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145
O Quadro 37 apresenta a distribuição dos municípios e da população total de 2022, de
acordo com diferentes faixas de densidade demográfica. Nota-se que mais da metade dos
municípios pertence a uma única faixa, mas essa parcela representa apenas 26,2% da
população total do bloco. Além disso, duas faixas de densidade juntas abrangem 12
municípios, correspondendo a cerca de 20,7% da população do bloco. Em comparação, o
IBGE indica que o estado do Rio Grande do Sul registrou uma densidade de 38,63
hab./km².
Quadro 37
– Distribuição dos municípios atendidos pela CORSAN por diferentes faixas de
densidade demográfica.
Faixa de Densidade
Demográfica (hab./km²) Municípios (un.) População em relação ao
bloco (%)
População total (IBGE
2022)
0 a 10 50 7,8% 571.824
10 a 50 175 26,1% 1.911.171
50 a 100 39 13,0% 948.223
100 a 500 41 32,4% 2.373.568
500 a 1.000 5 6,5% 479.064
Acima de 1.000 7 14,2% 1.036.006
Fonte: Elaboração própria (2024).
O Quadro 38 apresenta a distribuição dos municípios do bloco em diferentes faixas de
taxas de crescimento referentes ao ano de 2022. Nota-se que 56% dos municípios estão
em faixa de decrescimento. Entretanto, há uma parcela significativa de municípios em
crescimento, cuja população total é 62% superior à dos municípios em decrescimento
populacional, sugerindo uma tendência de equilíbrio populacional no bloco, com
perspectivas de crescimento.
Em comparação, o IBGE também indica que o estado do Rio Grande do Sul teve uma
taxa de crescimento de 0,15%.
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Quadro 38
– Distribuição dos municípios atendidos pela CORSAN por faixas da taxa de
crescimento, referência 2022.
Taxa de crescimento (%) Municípios (un.)
2 População Total (IBGE 2022)
Menor que -1,5 162 2.440.402
-1,5 a 0 16 297.484
0 1 30.983
0 a 1,5 16 465.012
Maior que 1,5 121 4.083.252
Fonte: Elaboração própria (2024).
2.3.1.1.1. Distribuição dos domicílios
O Quadro 39 apresenta a distribuição dos municípios do bloco conforme o tipo de
domicílio, em percentual, conforme o Censo do IBGE de 2022.
Quadro 39
– Distribuição dos domicílios atendidos pela CORSAN por tipo, referência
2022.
Tipo de domicílio Total (%)
Casa 85,91
Casa de vila ou em condomínio 1,17
Apartamento 12,82
Habitação em casa de cômodos ou cortiço 0,07
Habitação indígena sem paredes ou maloca 0,00
Estrutura residencial permanente degradada ou inacabada 0,03
Fonte: Elaboração própria (2024).
Observa-se que a maioria dos domicílios nos municípios é composta por casas, enquanto
uma proporção menor é composta por apartamentos. Isso indica que os municípios do
bloco não têm uma alta densidade populacional em termos de verticalização dos
domicílios. Em comparação, o Censo do IBGE também revela que no estado do Rio 2
O município de Pinto Bandeira não dispõe de dados populacionais referentes a 2010, uma vez que foi
oficializado como município apenas em 2013. Dessa forma, não foi possível incluir informações sobre o
crescimento vegetativo.
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147
Grande do Sul, cerca de 98,46% dos domicílios são compostos por casas ou apartamentos,
um percentual ligeiramente inferior ao registrado nos domicílios do bloco.
Em relação às formas e à disponibilidade de abastecimento de água nos domicílios,
conforme pode ser observado no Quadro 40 e Quadro 41, quase todos os municípios do
bloco possuem canalização de água até as habitações, com uma pequena quantidade não
tendo água canalizada ou tendo apenas até o terreno.
A grande maioria dos domicílios é atualmente abastecida pela rede geral de distribuição
de água municipal; no entanto, cerca de 16,24% dos domicílios são abastecidos por outras
fontes alternativas, como poços ou nascentes, entretanto devemos destacar que os dados
apresentados pelo IBGE até o momento dizem respeito à totalidade do município (zonas
urbanas e rurais).
Quadro 40
– Distribuição dos domicílios
3
dos municípios atendidos pela CORSAN pelo
modo de canalização de água existente.
Modo de canalização de água Domicílios
4
(un.) Domicílios (%)
Canalizada até dentro da casa, apartamento ou habitação 2.798.524 99,31
Canalizada, mas apenas no terreno 11.956 0,42
Sem água canalizada 7.563 0,27
Total 2.818.043 100,00
Fonte: Elaboração própria (2024).
Quadro 41
– Distribuição dos domicílios
5
dos municípios atendidos pela CORSAN pela
principal forma de abastecimento de água existente.
Principal forma de abastecimento de água Domicílios
6
(un.) Domicílios (%)
Rede geral de distribuição 2.360.504 83,76
Poço profundo ou artesiano 319.721 11,35
Poço raso, freático ou cacimba 63.781 2,26
Fonte, nascente ou mina 62.679 2,22
3 Os dados apresentados nos Quadros 40, 41, 42 e 43 contemplam a totalidade de domicílios dos municípios,
incluindo aqueles fora da Área de Prestação dos Serviços da Corsan. 4
Domicílios particulares permanentes ocupados.
5 Os dados apresentados nos Quadros 40, 41, 42 e 43 contemplam a totalidade de domicílios dos municípios,
incluindo aqueles fora da Área de Prestação dos Serviços da Corsan. 6
Domicílios particulares permanentes ocupados.
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Principal forma de abastecimento de água Domicílios
6
(un.) Domicílios (%)
Carro-pipa 1.488 0,05
Água da chuva armazenada 1.289 0,05
Rios, açudes, córregos, lagos e igarapés 1.257 0,04
Outra 7.324 0,26
Total 2.818.043 100,00
Fonte: Elaboração própria (2024).
Complementarmente, o Quadro 42 indica que 4,78% dos domicílios possuem conexão
com a rede geral de abastecimento de água, mas não a utilizam como fonte principal, o
que é um indicativo relevante para o planejamento da adequação e investigação dos
motivos pelos quais a rede não é a principal fonte de água.
Em comparação, o Censo do IBGE também revela que no estado do Rio Grande do Sul
cerca de 90,79% dos domicílios estão conectados à rede geral de abastecimento, sendo
que 86,64% a utilizam como fonte principal e 4,15% não a utilizam como principal fonte
de abastecimento de água, percentual que está apenas ligeiramente acima do contexto dos
domicílios dos municípios do bloco.
Quadro 42
– Distribuição dos domicílios
7
dos municípios atendidos pela CORSAN pela
existência de ligação com a rede geral e a forma principal de abastecimento de água.
Existência de ligação à rede geral de distribuição de água e principal
forma de abastecimento de água Domicílios (un.) Domicílios (%)
Possui ligação à rede geral e a utiliza como forma principal 2.360.504 83,76%
Possui ligação à rede geral, mas utiliza principalmente outra forma 134.625 4,78%
Não possui ligação com a rede geral 322.914 11,46%
Total 2.818.043 100,00%
Fonte: Elaboração própria (2024).
Na questão do esgotamento sanitário, conforme observado no Quadro 43, cerca de um
terço dos domicílios possui esgotamento por rede geral ou pluvial, enquanto
aproximadamente um quinto possui fossas sépticas (ou com filtro) conectadas à rede, e
um pouco mais de um quinto utiliza fossas sépticas sem conexão à rede. Além disso, 7 Os dados apresentados nos Quadros 40, 41, 42 e 43 contemplam a totalidade de domicílios dos municípios,
incluindo aqueles fora da Área de Prestação dos Serviços da Corsan.
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149
quase um quinto dos domicílios possui soluções consideradas inadequadas para o
esgotamento sanitário, como fossas rudimentares ou esgotamento em cursos d'água e
corpos hídricos.
Essa situação é inferior aos índices observados no contexto nacional, regional e estadual.
No Brasil, apenas 60,43% dos domicílios têm esgotamento via rede geral ou pluvial,
enquanto na região Sul esse percentual é de 50,75%, e no estado do Rio Grande do Sul é
de 44,27%.
Por outro lado, 56,62% dos domicílios dos municípios do bloco estão de alguma forma
conectados à rede de esgotamento, seja por ligação direta à rede geral, rede pluvial ou por
meio de fossa conectada à rede. Essa situação é ligeiramente inferior aos índices estadual
(63,48%), regional (63,73%) e nacional (64,69%).
Quadro 43
– Distribuição dos domicílios
8
dos municípios atendidos pela CORSAN pelo
tipo de esgotamento existente.
Tipo de esgotamento sanitário
9Domicílios (un.) Domicílios (%)
Rede geral ou pluvial 1.003.991 35,63%
Fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede 591.589 20,99%
Fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede 722.543 25,64%
Fossa rudimentar ou buraco 441.913 15,68%
Vala 31.914 1,13%
Rio, lago, córrego ou mar 18.580 0,66%
Outra forma 5.970 0,21%
Não tinham banheiro nem sanitário 1.543 0,05%
Total 2.818.043 100,00%
Fonte: Elaboração própria (2024).
2.3.1.1.2. Distribuição por faixa etária e gênero
Na Figura 54, é apresentada a estrutura etária da população dos municípios do bloco,
conforme o censo do IBGE de 2022. A análise revela que mais da metade da população 8 Os dados apresentados nos Quadros 40, 41, 42 e 43 contemplam a totalidade de domicílios dos municípios,
incluindo aqueles fora da Área de Prestação dos Serviços da Corsan. 9
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150
está na faixa etária adulta, compreendendo as idades de 20 anos a 59 anos, o que
representa 56,12% da população.
Figura 54
– Distribuição da população dos municípios atendidos pela CORSAN por faixas
de idade e sexo, referência 2022.
Fonte: Elaboração própria (2024).
Na divisão por gênero, segundo o Censo do IBGE, observa-se que a maioria da população
dos municípios do bloco é constituída por mulheres, conforme pode ser visualizado na
Figura 55.
213
.481
231
.810
217
.612
230
.795
255
.445
260
.398
261
.332
271
.123
267
.477
230
.106
228
.271
230
.979
208
.141
167
.828
122
.948
76
.703
43
.004
19
.860
6.868
1.366
199
205
.275
220
.867
208
.583
222
.938
251
.200
263
.024
269
.549
280
.947
278
.742
242
.916
245
.323
254
.275
232
.328
192
.576
149
.036
101
.544
65
.558
37
.861
16
.066
3.997
730
0 a 4 anos
5 a 9 anos
10 a 14 anos
15 a 19 anos
20 a 24 anos
25 a 29 anos
30 a 34 anos
35 a 39 anos
40 a 44 anos
45 a 49 anos
50 a 54 anos
55 a 59 anos
60 a 64 anos
65 a 69 anos
70 a 74 anos
75 a 79 anos
80 a 84 anos
85 a 89 anos
90 a 94 anos
95 a 99 anos
100 anos ou mais
Mul eres Homens
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151
Figura 55
– Distribuição da população dos municípios atendidos pela CORSAN por
gênero, referência 2022.
Fonte: Elaboração própria (2024).
2.3.1.2. Índice de Desenvolvimento Humano
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi criado em 1990 e passou a ser publicado
anualmente a partir de 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD), órgão da ONU. Esse índice é utilizado para avaliar o desenvolvimento humano
em diferentes países, bem como oferece uma visão abrangente das condições de vida,
saúde, educação e renda em áreas urbanas específicas.
O IDH varia em uma escala que vai de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, maior
o nível de desenvolvimento humano.
A escala de classificação do IDH divide-se em 5 (cinco) categorias, conforme mostrado
na Figura 56: muito alto, alto, médio, baixo e muito baixo. Essas categorias facilitam a
análise comparativa entre as nações, permitindo identificar desigualdades no
desenvolvimento humano em diferentes regiões do mundo.
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152
Figura 56
– Escala do IDH.
Fonte: Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul (2020).
As dimensões que compõem o IDH-M são as seguintes: ▪ Renda: Refere-se ao padrão de vida, medido pela Renda Nacional Bruta (RNB)
per capita, que indica o nível econômico médio de cada cidadão em um país;
▪ Saúde/Longevidade: Avalia a expectativa de vida ao nascer, representando o
acesso da população a condições de vida saudáveis e à longevidade;
▪ Educação: Reflete o acesso ao conhecimento, considerando dois indicadores
principais: a média de anos de escolaridade entre a população adulta e a
expectativa de anos de estudo para crianças em idade de iniciar a vida escolar.
Essas 3 (três) dimensões fornecem uma visão integrada do desenvolvimento humano,
indo além da simples análise econômica, ao incorporar aspectos relacionados à qualidade
de vida e às oportunidades de acesso a serviços básicos.
No contexto do Rio Grande do Sul, o IDH desempenha um papel crucial na avaliação do
progresso socioeconômico e na identificação de disparidades entre os municípios.
De acordo com o PNUD, o IDH do Rio Grande do Sul em 2021 foi de 0,771, colocando
o estado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto. A dimensão que mais contribuiu
para esse valor foi a longevidade, com 0,797, seguida pela renda, com 0,767, e pela
educação, com 0,750.
O IDH também é utilizado como referência para avaliar o desenvolvimento em níveis
mais locais, como cidades, estados e regiões, por meio do Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM). O IDHM segue a mesma metodologia do IDH global,
adaptando-se às especificidades municipais e regionais,
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153
Segundo dados do IBGE, a média do IDHM evoluiu em todas as faixas populacionais
entre 1991 e 2010, conforme demonstrado no Figura 57. Embora os maiores municípios
tenham alcançado índices mais elevados, é perceptível que a disparidade entre as faixas
populacionais diminuiu consideravelmente ao longo desse período.
Figura 57
– Média do IDHM de acordo com as faixas populacionais.
Fonte: Adaptado de IBGE (2010).
Todos os anos e faixas populacionais mostraram que a longevidade obteve os melhores
resultados. Abaixo, o Quadro 44, Quadro 45, Quadro 46 e Quadro 47 exibem os 10
(dez) municípios de cada faixa populacional com maior IDHM e a representatividade de
cada componente para o ano de 2010.
0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 0,800
5.000
5.000 a 20
.000
20
.000 a 75
.000
75
.000
DHM 2010 DHM 2000 DHM 1991
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154
Quadro 44
– Melhores IDHM dos municípios com menos de 5.000 habitantes
– 2010.
Município IDHM 2010 IDHM Renda
2010
IDHM
Longevidade 2010
IDHM Educação
2010
Nova Araçá 0,785 0,796 0,843 0,722
Nova Bréscia 0,778 0,836 0,847 0,666
Victor Graeff 0,777 0,774 0,840 0,722
Capivari do Sul 0,766 0,805 0,836 0,668
Rondinha 0,764 0,780 0,842 0,678
Fagundes Varela 0,763 0,773 0,852 0,674
David Canabarro 0,762 0,740 0,870 0,688
Colorado 0,758 0,775 0,835 0,674
Vista Gaúcha 0,757 0,774 0,839 0,669
Fortaleza dos Valos 0,756 0,779 0,837 0,663
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
Quadro 45
– Melhores IDHM dos municípios de 5.000 a 20.000 habitantes
– 2010.
Município IDHM 2010 IDHM Renda
2010
IDHM
Longevidade 2010
IDHM Educação
2010
Casca 0,785 0,778 0,847 0,733
Horizontina 0,783 0,782 0,858 0,716
Selbach 0,777 0,785 0,841 0,710
Paraí 0,773 0,787 0,866 0,679
Aratiba 0,772 0,801 0,856 0,670
Espumoso 0,765 0,747 0,884 0,677
Não-Me-Toque 0,765 0,784 0,847 0,673
Cerro Largo 0,764 0,752 0,849 0,698
Boa Vista do Buricá 0,762 0,761 0,834 0,697
Campinas do Sul 0,760 0,753 0,842 0,691
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
Quadro 46
– Melhores IDHM dos municípios de 20.000 a 75.000 habitantes
– 2010.
Município IDHM 2010 IDHM Renda
2010
IDHM
Longevidade 2010
IDHM Educação
2010
Carlos Barbosa 0,796 0,835 0,835 0,724
Garibaldi 0,786 0,825 0,856 0,688
Nova Petrópolis 0,780 0,775 0,890 0,688
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155
Município IDHM 2010 IDHM Renda
2010
IDHM
Longevidade 2010
IDHM Educação
2010
Sarandi 0,777 0,776 0,858 0,705
Farroupilha 0,777 0,783 0,861 0,696
Marau 0,774 0,773 0,857 0,699
Veranópolis 0,773 0,797 0,838 0,692
Arroio do Meio 0,769 0,750 0,860 0,706
São Marcos 0,768 0,775 0,855 0,683
Três Passos 0,768 0,745 0,858 0,710
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
Quadro 47
– Melhores IDHM dos municípios com mais 75.000 habitantes
– 2010.
Município IDHM 2010 IDHM Renda
2010
IDHM
Longevidade 2010
IDHM Educação
2010
Santa Maria 0,784 0,795 0,848 0,715
Ijuí 0,781 0,786 0,858 0,707
Lajeado 0,778 0,796 0,840 0,704
Bento Gonçalves 0,778 0,805 0,842 0,695
Erechim 0,776 0,782 0,833 0,716
Passo Fundo 0,776 0,787 0,849 0,699
Santa Cruz do Sul 0,773 0,782 0,852 0,693
Santo Ângelo 0,772 0,765 0,863 0,696
Santa Rosa 0,769 0,752 0,871 0,693
Cachoeirinha 0,757 0,749 0,857 0,675
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
2.3.1.3. Renda
O Índice de Gini mede a concentração da distribuição de renda em uma população,
variando de 0 a 1. Um valor de zero indica igualdade absoluta, onde todos possuem a
mesma renda, enquanto um valor de um indica extrema desigualdade, onde uma única
pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o índice de Gini costuma comparar os 20% mais
pobres com os 20% mais ricos.
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156
O Quadro 48 apresenta a evolução do Indice de Gini do rendimento domiciliar per capita,
a preços médios do ano para o Estado do Rio Grande do Sul. Observa-se uma redução de
2019 a 2023, indicando uma diminuição da desigualdade no estado.
Quadro 48
– Evolução do índice de Gini do estado do Rio Grande do Sul.
Estado 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023
Rio Grande do Sul 0,467 0,473 0,481 0,487 0,482 0,476 0,468 0,467 0,466
Fonte: Adaptado de IBGE (2024).
Ao avaliar os municípios por faixas populacionais, foi identificada a média do índice de
Gini, conforme mostrado no Quadro 49.
Quadro 49
– Média do índice de Gini por faixa populacional - 2010.
Faixa Populacional Índice de Gini - 2010
< 5.000 0,472
5.000 a 20.000 0,492
20.000 a 75.000 0,486
> 75.000 0,485
Fonte: Adaptado de IBGE (2010).
Os municípios com uma população de 5.000 a 20.000 habitantes apresentam o melhor
resultado, enquanto aqueles com uma população inferior a 5.000 habitantes demonstram
a maior desigualdade. Embora a média do Índice de Desenvolvimento Humano seja mais
alta para os municípios que abrangem as maiores faixas populacionais, o indicador de
desigualdade é inferior nos municípios menores.
De acordo com o Censo de 2010, os municípios do Rio Grande do Sul, dentro da área de
atuação da CORSAN, que apresentavam menor desigualdade eram: Santa Maria do
Herval, Campestre da Serra, Vila Flores, Morro Reuter, Paverama, Fagundes Varela,
Nova Hartz, Rolante, São José do Inhacorá e Arroio do Meio.
O Quadro 50 apresenta os dez municípios com melhores resultados que fazem parte do
bloco.
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157
Quadro 50
– Municípios com melhores Índices de Gini - 2010.
Município Faixa Populacional Índice de Gini 2010
Herval 5.000 a 20.000 0,702
Capivari do Sul < 5.000 0,692
Miraguaí < 5.000 0,672
Sertão Santana 5.000 a 20.000 0,644
Fortaleza dos Valos < 5.000 0,640
Redentora 5.000 a 20.000 0,627
Minas do Leão 5.000 a 20.000 0,627
Vista Gaúcha < 5.000 0,609
Itaara 5.000 a 20.000 0,606
Júlio de Castilhos 5.000 a 20.000 0,599
Fonte: IBGE (2010).
2.3.1.4. Saúde
Em 2023, o Ministério da Saúde registrou que o Rio Grande do Sul possui 153 municípios
sem prestação de atendimento médico privado. Nessas áreas, a população depende
exclusivamente dos serviços da rede pública de saúde. O estado, classificado como o
sétimo com o maior número de estabelecimentos hospitalares, contava, em dezembro de
2023, com 332 desses estabelecimentos distribuídos por 226 dos 497 municípios. Entre
esses hospitais, havia 21 especializados, 293 gerais e 18 de dia, conforme o Cadastro
Nacional de Estabelecimentos de Saúde do DATASUS.
O panorama epidemiológico relacionado ao saneamento básico revela uma forte ligação
entre as condições de saúde da população e a qualidade dos serviços de saneamento. Áreas
com acesso inadequado à água potável, sistemas sanitários deficientes e gestão
inadequada de resíduos enfrentam desafios significativos em termos de saúde pública,
incluindo doenças transmitidas pela água e infecções gastrointestinais.
A Lista Morb. CID-10, disponível no DATASUS, oferece um detalhamento abrangente
sobre a morbidade hospitalar no SUS, categorizada por local de internação. Esta base de
dados é essencial para a análise epidemiológica e para o planejamento de intervenções de
saúde pública, permitindo identificar padrões de doenças e sua distribuição geográfica.
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158
Utilizando essa fonte, coletamos informações específicas sobre “Doenças relacionadas ao
saneamento (ambiental) inadequado (DRSA )”, listadas de acordo com SOUZA et al.
(2015) da seguinte forma: • Doenças de transmissão feco-oral: o Diarreias; o Febres entéricas; o Hepatite A; • Doenças transmitidas por inseto vetor: o Dengue; o Febre Amarela; o Leishmanioses; o Filariose linfática; o Malária; o Doença de Chagas; • Doenças transmitidas através do contato com a água: o Esquistossomose; o Leptospirose; • Doenças relacionadas com a higiene o Doenças dos olhos; o Doenças de pele; • Geohelmintos e teníases o Helmintíases; o Teníases.
Para o período de abril de 2024, foram registradas 1.936 internações no estado do Rio
Grande do Sul relacionadas a diferentes DRSAI10. Esse número abrange 176 municípios
10 Cólera, Shiguelose, Amebíase, Diarreia e gastroenterite origem infecc presumível, Outras doenças
infecciosas intestinais, Leptospirose icterohemorrágica, Outras formas de leptospirose, Leptospirose não
especificada, Tracoma, Febre amarela, Dengue [dengue clásssico], Outras hepatites virais, Malária por
Plasmodium falciparum, Malária por Plasmodium vivax, Malária por Plasmodium malariae, Outras formas
malária conf exames parasitológ, Malária não especificada, Leishmaniose visceral, Leishmaniose cutânea,
Leishmaniose cutâneo-mucosa, Leishmaniose não especificada, Esquistossomose, Equinococose,
Ancilostomíase, Outras helmintíases, Outras doenças infecciosas e parasitárias.
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159
do estado, dos quais 155 são atendidos pela CORSAN. A média de internações desses
municípios por faixa populacional está apresentada no Quadro 51.
Quadro 51
– Internação por DRSAI em abril de 2024.
Faixa Populacional População Total (IBGE
2022) Internações Percentual de
Internações
< 5.000 79.327 133 0,17%
5.000 a 20.000 576.427 564 0,10%
20.000 a 75.000 2.353.856 461 0,02%
> 75.000 2.793.992 367 0,01%
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e DATASUS (2024).
O Figura 58 registra os 20 (vinte) municípios com maiores percentuais de internações
por doenças associadas ao saneamento. Nota-se que os piores resultados ocorrem nos
municípios com as menores populações. Dessa maneira, é possível uma avaliação precisa
da incidência e direcionar recursos e estratégias de prevenção e tratamento de forma
eficiente.
Figura 58
– Municípios com maiores percentuais de internação por DRSAI em abril de
2024.
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e DATASUS (2024).
0,00
%
0,10
%
0,20
%
0,30
%
0,40
%
0,50
%
0,60
%
0,70
%
0,80
%
0
5.000
10
.000
15
.000
20
.000
25
.000
30
.000
35
.000
Percentual de internação
População
População otal ( BGE 2022
) Percentual de internações
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160
2.3.1.5. Educação
Conforme informações disponibilizadas pelo IBGE 2023, a taxa de escolarização de 6 a
14 anos no estado do Rio Grande do Sul era de 99,5%, enquanto a taxa de analfabetismo
da população de 15 anos era de 2,7%.
Com base no censo do IBGE de 2022, foi possível identificar a média da taxa de
alfabetização dos municípios de acordo com as faixas populacionais, conforme
demonstrado no Quadro 52.
Quadro 52
– Taxa de alfabetização por faixa populacional - 2022.
Faixa Populacional Taxa de alfabetização (%)
< 5.000 95,10
5.000 a 20.000 95,45
20.000 a 75.000 96,83
> 75.000 97,60
Fonte: Adaptado de IBGE (2022).
2.3.1.6. Uso e ocupação do solo
A definição do uso e ocupação do solo está diretamente ligada às regulamentações que
governam a densidade populacional, as atividades permitidas, os mecanismos de controle
das construções e a subdivisão do solo.
Esses componentes compõem o regime urbanístico, que visa garantir o desenvolvimento
urbano de forma equilibrada e sustentável. Dentro desse contexto, uma das categorias
essenciais é a classificação do território em zonas urbanas e rurais (VAZ, 2006).
De acordo com o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra conduzido pelo IBGE
(2020), no estado do Rio Grande do Sul, o solo apresenta 11 (onze) categorias distintas.
Segundo os dados, as classes predominantes nos municípios do estado são, em ordem de
extensão maior, a categoria de "Área Agrícola", seguida pela categoria de "Vegetação
Campestre", e então pela categoria de "Mosaico de Ocupações em Área Florestal",
conforme ilustrado na Figura 59.
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161
O Quadro 53 também oferece uma descrição detalhada das categorias de uso e cobertura
do solo.
Quadro 53
– Classificação uso e cobertura do solo.
Classificação Descrição
Área artificial
Áreas onde predominam superfícies antrópicas não-agrícolas. São aquelas
estruturadas por edificações e sistema viário, nas quais estão incluídas as
metrópoles, cidades, vilas, as aldeias indígenas e comunidades quilombolas, áreas
ocupadas por complexos industriais e comerciais e edificações que podem, em
alguns casos, estar situadas em áreas peri-urbanas. Também pertencem a essa classe
as áreas onde ocorrem a exploração ou extração de substâncias minerais, por meio
de lavra ou garimpo.
Área Agrícola
Área caracterizada por lavouras temporárias, semi-perenes e permanentes, irrigadas
ou não, sendo a terra utilizada para a produção de alimentos, fibras, combustíveis e
outras matérias-primas. Segue os parâmetros adotados nas pesquisas agrícolas do
IBGE e inclui todas as áreas cultivadas, inclusive as que estão em pousio ou
localizadas em terrenos alagáveis. Pode ser representada por zonas agrícolas
heterogêneas ou extensas áreas de plantations. Inclui os tanques de aquicultura.
Pastagem com Manejo
Áreas destinadas ao pastoreio do gado e outros animais, com vegetação herbácea
cultivada (braquiária, azevém, etc) ou vegetação campestre (natural), ambas
apresentando interferências antrópicas de alta intensidade. Estas interferências
podem incluir o plantio; a limpeza da terra (destocamento e despedramento);
eliminação de ervas daninhas de forma mecânica ou química (aplicação de
herbicidas); gradagem; calagem; adubação; entre outras que descaracterizem a
cobertura natural.
Mosaico de Ocupações
em Área Florestal
Área caracterizada por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura
associada ou não a remanescentes florestais, na qual não é possível uma
individualização de seus componentes. Inclui também áreas com perturbações
naturais e antrópicas, mecânicas ou não mecânicas, que dificultem a caracterização
da área.
Silvicultura
Área caracterizada por plantios florestais de espécies exóticas ou nativas como
monoculturas. Segue os parâmetros adotados nas pesquisas de extração vegetal e
silvicultura do IBGE.
Vegetação Florestal
Área ocupada por florestas. Consideram-se florestais as formações arbóreas com
porte superior a 5 metros de altura, incluindo-se aí as áreas de Floresta Ombrófila
Densa, de Floresta Ombrófila Aberta, de Floresta Estacional, além da Floresta
Ombrófila Mista. Inclui outras feições em razão de seu porte superior a 5 m de
altura, como a Savana Florestada, Campinarana Florestada, Savana-Estépica
Florestada, os Manguezais e os Buritizais, conforme o Manual Técnico de Uso da
Terra (IBGE, 2013).
Área Úmida
Área caracterizada por vegetação natural herbácea ou arbustiva (cobertura de 10%
ou mais), permanentemente ou periodicamente inundada por água doce ou salobra.
Inclui os terrenos de charcos, pântanos, campos úmidos, estuários, entre outros. O
período de inundação deve ser de no mínimo 2 meses por ano. Pode ocorrer
vegetação arbustiva ou arbórea, desde que estas ocupem área inferior a 10% do
total.
Vegetação Campestre
Área caracterizada por formações campestres. Entende-se como campestres as
diferentes categorias de vegetação fisionomicamente bem diversas da florestal, ou
seja, aquelas que se caracterizam por um estrato predominantemente arbustivo,
esparsamente distribuído sobre um estrato gramíneo-lenhoso. Incluem-se nessa
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162
Classificação Descrição
categoria as Savanas, Estepes, Savanas-Estépicas, Formações Pioneiras e Refúgios
Ecológicos. Encontram-se disseminadas por diferentes regiões fitogeográficas,
compreendendo diferentes tipologias primárias: estepes planaltinas, campos
rupestres das serras costeiras e campos hidroarenosos litorâneos (restinga),
conforme o Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE, 2013). Essas áreas podem
estar sujeitas a pastoreio e a outras interferências antrópicas de baixa intensidade
como as áreas de pastagens não manejadas do Rio Grande do Sul e do Pantanal.
Mosaico de Ocupações
em Área Campestre
Área caracterizada por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura
associada ou não a remanescentes campestres, na qual não é possível uma
individualização de seus componentes. Inclui também áreas com perturbações
naturais e antrópicas, mecânicas ou não mecânicas, que dificultem a caracterização
da área.
Corpo d'água Continental
nclui todas as águas interiores, como rios, riac os, canais e outros corpos d’água
lineares. ambém engloba corpos d’água naturalmente fec ados (lagos naturais) e
reservatórios artificiais (represamentos artificiais de água construídos para
irrigação, controle de enchentes, fornecimento de água e geração de energia
elétrica). Não inclui os tanques de aquicultura.
Corpo d'água Costeiro
Inclui as águas inseridas nas 12 milhas náuticas, conforme Lei nº 8.617, de 4 de
janeiro de 1993.
Área Descoberta
Esta categoria engloba locais sem vegetação, como os afloramentos rochosos,
penhascos, recifes e terrenos com processos de erosão ativos. Também inclui as
praias e dunas, litorâneas e interiores, e acúmulo de cascalho ao longo dos rios.
Fonte: IBGE (2022).
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163
Figura 59
– Distribuição das classes de cobertura e uso do solo ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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164
2.3.2. Aspectos econômicos
A consideração dos aspectos econômicos é essencial para garantir que as propostas e
estratégias sejam viáveis e sustentáveis. A dimensão econômica influencia diretamente a
capacidade de implementação e a eficácia dos sistemas de saneamento, impactando a
qualidade de vida da população e a integridade ambiental.
2.3.2.1. Atividades e vocações econômicas
A análise da atividade e vocação econômica é crucial para entender o desenvolvimento
regional e orientar políticas públicas eficazes. Este tópico aborda a distribuição e a
concentração das principais atividades econômicas no Rio Grande do Sul, destacando os
setores de maior relevância para a economia estadual, como agropecuária, indústria e
serviços. Além disso, examina a vocação econômica dos municípios, evidenciando as
áreas de especialização e potencial de crescimento econômico.
De acordo com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Governo do Rio
Grande do Sul os 3 (três) principais setores econômicos responsáveis pela produção de
bens e serviço são: Agropecuária, Indústria e Serviços.
Para o ano de 2023 o setor da agropecuária foi o que mais cresceu, seguido pelo setor de
serviços. A Figura 60 apresenta as taxas de crescimento acumuladas no ano do PIB, dos
impostos e do Valor Adicionado Bruto (VAB), total e por atividades, do Rio Grande do
Sul e do Brasil
— 2023/2022
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Figura 60
– Taxas de crescimento acumuladas
– 2023/2022.
Fonte: SPGG-RS/DEE (2023).
O município com o maior Valor Adicionado Bruto (VAB) da agropecuária no Rio Grande
do Sul em 2021 foi Alegrete, com 1,51%. Em seguida, estão os municípios de
Tupanciretã, Dom Pedrito, São Gabriel, Palmeira das Missões, Cachoeira do Sul,
Uruguaiana, Itaqui, Vacaria e Santa Vitória do Palmar. Esses 10 (dez) municípios
concentraram 13,1% do VAB da agropecuária do Estado em 2021.
Além disso, 8 (oito) desses municípios são operados pela CORSAN, com a maioria
apresentando faixa populacional entre 20.000 e 75.000 habitantes, conforme apresentado
no Quadro 54.
Quadro 54
– Municípios com maior representatividade no setor agropecuário.
Município Faixa Populacional VAB da agropecuária
(R$ 1.000)
Participação % no VAB da
agropecuária do RS
Alegrete 20.000 a 75.000 1.129.605 1,51
Tupanciretã 20.000 a 75.000 1.096.641 1,46
Dom Pedrito 20.000 a 75.000 1.052.204 1,40
Palmeira das Missões 20.000 a 75.000 980.810 1,31
Cachoeira do Sul > 75.000 972.404 1,30
Itaqui 20.000 a 75.000 915.962 1,22
Vacaria 20.000 a 75.000 882.934 1,18
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Município Faixa Populacional VAB da agropecuária
(R$ 1.000)
Participação % no VAB da
agropecuária do RS
Santa Vitória do Palmar 20.000 a 75.000 822.390 1,10
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023).
Caxias do Sul liderou o setor industrial em 2021 no Rio Grande do Sul, destacando-se na
fabricação de veículos, reboques e carrocerias. Em seguida, aparecem Canoas com refino
de petróleo, Triunfo com indústria química, Porto Alegre com construção civil, Rio
Grande com indústria química e de alimentos, Gravataí com veículos, reboques e
carrocerias, São Leopoldo com máquinas e equipamentos, Bento Gonçalves com
indústria moveleira, Montenegro com máquinas e equipamentos, e Candiota com geração
de energia. Esses municípios representaram 40,50% do total do VAB da indústria no
estado em 2021.
Dessa forma, 6 (seis) desses 10 (dez) municípios são atendidos pela CORSAN e possuem
as maiores faixas populacionais, variando de 20.000 a 75.000 habitantes e acima de
75.000, conforme apresentado no Quadro 55.
Quadro 55
– Municípios com maior representatividade no setor industrial.
Município Faixa Populacional VAB da agropecuária (R$
1.000)
Participação % no VAB
industrial do RS
Canoas > 75.000 8.390.681 6,93
Triunfo 20.000 a 75.000 7.196.781 5,94
Rio Grande > 75.000 4.237.227 3,50
Gravataí > 75.000 3.311.020 2,73
Bento Gonçalves > 75.000 2.456.585 2,03
Montenegro 20.000 a 75.000 2.376.131 1,96
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023).
Por fim, os 10 (dez) municípios com maior representatividade no setor de serviços em
2021 foram Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria,
Novo Hamburgo, Rio Grande, São Leopoldo e Gravataí.
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Esses municípios representaram 44,90% do VAB dos serviços do Estado, com Porto
Alegre sendo responsável por quase a metade desse percentual, indicando uma alta
concentração dessa atividade econômica.
De modo geral, administração pública e comércio foram as duas principais subatividades
de serviços nesses municípios, com a subatividade de intermediação financeira sendo
significativa em Porto Alegre. Dos 10 (dez) municípios, 5 (cinco) pertencem a CORSAN
e possuem faixas populacionais acima de 75.000 habitantes. O Quadro 56 apresenta esses
municípios.
Quadro 56
– Municípios com maior representatividade no setor de serviços.
Município Faixa Populacional VAB da agropecuária (R$
1.000)
Participação % no VAB
serviços do RS
Canoas > 75.000 10.502.934 3,43
Passo Fundo > 75.000 8.816.273 2,88
Santa Maria > 75.000 6.977.958 2,28
Rio Grande > 75.000 6.375.559 2,08
Gravataí > 75.000 5.269.647 1,72
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023).
2.3.2.2. Caracterização do mercado de trabalho
De acordo com dados do Atlas de Desenvolvimento Humano de 2010, a maioria da
população ocupada está no setor de serviços, seguido pelos setores de agropecuária e
indústria de transformação. A Figura 61 ilustra o percentual da população ocupada em
cada setor para o ano de 2010.
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Figura 61
– Percentual de ocupação do Rio Grande do Sul
– 2010
Fonte: Adaptado de Atlas de Desenvolvimento Humano (2010).
Para os 93 municípios com população abaixo de 5.000 habitantes, a ocupação por setor
se comporta de maneira distinta. A média geral indica que o setor com maior
representatividade é o de agropecuária (54,31%), seguido pelo setor de serviços (23,68%)
e, por fim, o setor de comércio (6,9%).
Na faixa populacional de 5.000 a 20.000 habitantes, o setor agropecuário lidera, com uma
taxa média de ocupação de 38,25%, seguido pelo setor de serviços, com 29,30%, e pelo
setor de comércio, com 10,57%. Já na faixa populacional de 20.000 a 75.000 habitantes,
o setor de serviços responde pela maior parte das ocupações, com 36,34%. Nesse grupo,
o setor agropecuário (15,22%) e a indústria de transformação (14,34%) também se
destacam, enquanto o setor de comércio ocupa a quarta posição, com 14,11%.
Para os 20 municípios com população superior a 75.000 habitantes, o setor de serviços é
responsável por 46,13% das ocupações, seguido pela indústria de transformação, com
18,07%, e pelo setor de comércio, com 17,83%. Nessa faixa, o setor agropecuário (4,26%)
perde espaço para o setor de construção, que emprega 7,64% da população.
15
,94
0,26
15
,59
0,89
6,62
14
,66
41
,37
05
10
15
20
25
30
35
40
45
Setor agropecuário Setor extrativo
mineral
ndústria de
transformação
Serviços
industriais de
utilidade pública
Setor de
construção
Setor comércio Setor de serviços
Rio Grande do Sul
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A Figura 62 ilustra o percentual de ocupação de cada setor nos municípios com maior
população, enquanto o Quadro 57 apresenta a estimativa da população de 2022 em cada
setor, considerando que o percentual registrado no Atlas de Desenvolvimento Humano
de 2010 se manteve.
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Figura 62
– Percentual de ocupação nos municípios com mais de 75.000 habitantes
– 2010.
Fonte: Adaptado de Atlas de Desenvolvimento Humano (2010).
0
10
20
30
40
50
60
70
Setor agropecuário Setor extrativo mineral ndústria de transformação Serviços industriais de utilidade pública Setor de construção Setor comércio Setor de serviços
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Quadro 57
– Ocupação por setor nos municípios com mais de 75.000 habitantes
– 2010.
Município População (IBGE
2022)
Setor agropecuário
(hab.)
Setor extrativo
mineral (hab.)
Indústria de
transformação
(hab.)
Serviços
industriais de
utilidade pública
(hab.)
Setor de
construção (hab.)
Setor comércio
(hab.)
Setor de serviços
(hab.)
Sapiranga 75.648 1.717 53 37.635 567 4.297 10.160 17.929
Esteio 76.137 373 411 17.253 731 5.299 13.674 35.899
Santo Ângelo 76.917 8.046 23 7.999 1.200 5.930 15.322 36.828
Santa Rosa 76.963 8.774 69 14.854 662 6.011 13.553 32.063
Cachoeira do Sul 80.070 14.981 577 7.422 777 6.013 13.236 36.112
Ijuí 84.726 10.980 153 8.828 796 6.278 15.801 39.398
Guaíba 92.924 2.806 242 15.648 994 8.326 16.076 46.258
Lajeado 93.646 4.177 112 19.656 993 7.155 19.684 40.165
Erechim 105.705 6.818 0 27.134 1.004 8.414 17.452 42.779
Bento Gonçalves 123.151 9.286 12 34.642 936 7.192 17.648 45.381
Sapucaia do Sul 132.107 1.414 568 35.616 1.176 11.110 24.863 52.526
Santa Cruz do Sul 133.230 17.267 80 25.913 1.039 8.447 20.278 56.023
Cachoeirinha 136.258 491 150 27.933 1.512 10.396 30.522 62.352
Alvorada 187.315 1.367 131 25.175 2.117 20.680 40.048 92.103
Rio Grande 191.900 13.894 979 14.181 1.612 14.028 33.544 100.114
Passo Fundo 206.224 6.847 351 25.386 1.856 15.879 40.770 102.431
Viamão 224.116 9.077 179 16.921 2.241 21.425 38.369 124.967
Gravataí 265.070 5.805 133 66.533 2.280 21.418 47.978 109.739
Santa Maria 271.633 12.386 244 19.367 3.069 19.558 48.052 157.466
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Município População (IBGE
2022)
Setor agropecuário
(hab.)
Setor extrativo
mineral (hab.)
Indústria de
transformação
(hab.)
Serviços
industriais de
utilidade pública
(hab.)
Setor de
construção (hab.)
Setor comércio
(hab.)
Setor de serviços
(hab.)
Canoas 347.657 2.816 1.078 51.940 3.685 25.831 66.090 175.706
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e Atlas de Desenvolvimento Humano (2010).
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2.3.2.3. Distribuição de renda
A distribuição de renda é um indicador essencial para avaliar a equidade econômica de
uma região. Este subitem examina a forma como a renda é distribuída entre os diferentes
segmentos da população, destacando as disparidades e tendências observadas nos últimos
anos.
A PNAD de 2021 registrou que, no estado do Rio Grande do Sul, a renda per capita era
de R$ 944,53, enquanto o rendimento médio da população ocupada era de R$ 1.467,19.
Segundo dados do IBGE de 2015, a maioria dos trabalhadores formais do Rio Grande do
Sul, com mais de 15 anos, recebia um salário médio mensal entre 1 e 2 salários-mínimos,
como apresentado na Figura 63. A proporção de pessoas economicamente ativas em
relação à população total era de 64,80%, enquanto 35,20% se enquadravam como não
economicamente ativas.
Figura 63
– Pessoas de 15 anos ou mais por classes de rendimento mensal
– 2015.
Fonte: IBGE (2022).
Conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, entre 2000 e 2010, a taxa de
atividade da população de 18 a 24 anos apresentou variações de acordo com o porte dos
municípios. Observou-se um aumento da taxa nos municípios com população entre 5.000
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e 75.000 habitantes, enquanto nas cidades com mais de 75.000 ou menos de 5.000
habitantes, essa taxa reduziu.
Por outro lado, a população de 25 a 29 anos registrou aumento em todas as faixas
populacionais, como pode ser observado no Quadro 58.
Quadro 58
– Taxa de atividade.
Faixa Populacional
Taxa de atividade
- 18 a 24 anos de
idade 2000 (%)
Taxa de atividade
- 18 a 24 anos de
idade 2010 (%)
Taxa de atividade
- 25 a 29 anos de
idade 2000 (%)
Taxa de atividade
- 25 a 29 anos de
idade 2010 (%)
< 5.000 79,05 76,98 84,15 87,56
5.000 a 20.000 75,96 78,35 81,27 84,41
20.000 a 75.000 77,78 81,12 82,40 85,39
> 75.000 79,08 77,73 81,56 85,39
Fonte: Adaptado de Atlas de Desenvolvimento Humano (2010).
2.3.2.4. Panorama fiscal
Segundo a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do Rio Grande do
Sul, o PIB per capita do estado em 2023 foi de R$ 55.454, o que representa um aumento
de 10,5% em relação ao PIB per capita do Brasil.
O Departamento de Economia e Estatística (DEE) da SPGG elabora o relatório do PIB,
com uma defasagem de dois anos devido à disponibilidade de dados do IBGE. Em 2021,
o PIB do Rio Grande do Sul cresceu 9,3% após uma retração de 7,3% em 2020. O VAB
aumentou 9,5%, e os impostos, 7,7%. Esse foi o maior crescimento entre as 27 unidades
da Federação, impulsionado pela expansão da agropecuária (53,0%), da indústria (8,1%)
e dos serviços (4,4%). Em 2021, o PIB per capita do estado cresceu 8,9%, atingindo R$
50.693,51, 20% acima da média nacional, posicionando o Estado na sexta posição
nacionalmente.
O município com o maior PIB no Rio Grande do Sul em 2021 foi Porto Alegre, com um
valor de R$ 81,56 bilhões. Os outros municípios que compõem os 10 maiores PIBs do
estado são Caxias do Sul, Canoas, Rio Grande, Triunfo, Passo Fundo, São Leopoldo,
Pelotas, Gravataí e Novo Hamburgo. Esses 10 municípios representaram 37,16% do PIB
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total do estado em 2021. Cinco deles estão sob a área de concessão da CORSAN e
apresentam as maiores faixas populacionais, conforme mostrado no Quadro 59.
Quadro 59
– Municípios com maior PIB
– 2021.
Município Faixa Populacional PIB (R$ 1.000) Participação % no PIB
do RS
Canoas > 75.000 21.995.362 3,78
Rio Grande > 75.000 13.282.154 2,28
Triunfo 20.000 a 75.000 12.982.386 2,23
Passo Fundo > 75.000 12.552.833 2,16
Gravataí > 75.000 10.261.618 1,77
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023).
Quanto ao PIB per capita, o município com maior representatividade em 2021 foi Triunfo,
devido às atividades do Polo Petroquímico, seguido por Muitos Capões (soja e milho),
Candiota (geração de energia), Pinhal Grande (geração de energia), Capão Bonito do Sul
(soja), Pedras Altas (soja), Boa Vista do Cadeado (soja), Camargo (biocombustíveis),
Eugênio de Castro (soja) e Capão do Cipó (soja). Três desses municípios pertencem a
CORSAN, como pode ser observado no Quadro 60.
Quadro 60
– Municípios com maior PIB per capita
– 2021.
Município Faixa Populacional PIB per capita (R$) Razão em relação ao
PIB per capita do RS
Triunfo 20.000 a 75.000 430.465 8,49
Muitos Capões < 5.000 352.413 6,95
Pedras Altas < 5.000 200.305 3,95
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023).
Em contrapartida, os municípios de Alvorada, Cerro Grande do Sul, Viamão, Barra do
Guarita, Barão do Triunfo, Cerro Branco, Boqueirão do Leão, Caraá, Redentora e Morro
Redondo apresentaram o menor PIB per capita do estado. Desses dez municípios, oito
são atendidos pela CORSAN. A maioria está na faixa populacional com menos de 10.000
habitantes, exceto Alvorada e Viamão, que têm mais de 100.000 habitantes, como pode
ser observado no Quadro 61.
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Quadro 61
– Municípios com menor PIB per capita
– 2021.
Município Faixa Populacional PIB per capita (R$) Razão em relação ao
PIB per capita do RS
Alvorada > 75.000 15.551 0,31
Cerro Grande do Sul 5.000 a 20.000 16.153 0,32
Viamão > 75.000 16.846 0,33
Barra do Guarita < 5.000 17.395 0,34
Barão do Triunfo 5.000 a 20.000 18.850 0,37
Boqueirão do Leão 5.000 a 20.000 19.554 0,39
Redentora 5.000 a 20.000 19.768 0,39
Morro Redondo 5.000 a 20.000 20.040 0,40
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023).
Apesar do exposto, a média do PIB per capita a preços correntes de 2021 indicou que,
conforme demonstrado no Quadro 62, os municípios com menor faixa populacional
tendem a apresentar valores médios mais elevados de PIB per capita.
Quadro 62
– Média do PIB per capita de acordo com a faixa populacional
– 2021.
Faixa Populacional Média do Produto Interno Bruto per capita, a preços correntes (R$ 1,00)
< 5.000 46.348,870
5.000 a 20.000 45.403,115
20.000 a 75.000 45.230,980
> 75.000 49.694,005
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
Ainda assim, apesar dessa média, é possível observar uma grande variação nos valores
dentro das próprias faixas populacionais. Entre os municípios com menos de 5.000
habitantes, o maior PIB per capita identificado foi em Muitos Capões, com R$
352.413,31, seguido por Pedras Altas, com R$ 200.305,43, uma diferença de mais de 150
mil.
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Conforme apresentado no Figura 64, os dez maiores PIBs per capita na faixa de menos
de 5.000 habitantes superam R$ 100.000,00, enquanto os dez menores PIBs per capita
nessa mesma faixa não chegam a R$ 30.000,00.
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Figura 64
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com menos de 5.000
habitantes
– 2021.
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
Na faixa populacional de 5.000 a 20.000 habitantes, o município de Santa Bárbara do Sul
destaca-se com o maior PIB per capita, atingindo R$ 171.000,57. Os dez municípios com
maiores PIBs per capita nessa faixa apresentam valores superiores a R$ 80.000,00,
enquanto os dez menores PIBs per capita variam entre R$ 15.000,00 e R$ 22.000,00,
como ilustrado pelo Figura 65.
Figura 65
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com 5.000 a 20.000
habitantes
– 2021.
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
Um comportamento semelhante é observado na faixa populacional seguinte, onde o
município com maior PIB per capita, Triunfo, que possui o maior PIB do estado,
apresenta uma grande diferença em relação aos demais municípios dessa faixa. De modo
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179
geral, os maiores PIBs per capita nessa faixa populacional superam R$ 70.000,00,
enquanto os municípios com os menores PIBs per capita não ultrapassam R$ 35.000,00,
conforme Figura 66.
Figura 66
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios de 20.000 a 75.000
habitantes
– 2021.
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
Por fim, os municípios com mais de 75.000 habitantes têm seu PIB per capita apresentado
no Figura 67. Observa-se uma grande diferença nos valores, com Guaíba, destacando-se
com o maior PIB per capita, alcançando R$ 84.254,24, enquanto Alvorada apresenta o
menor PIB per capita, de R$ 15.550,80, sendo o mais baixo entre todos os municípios sob
a área de atuação da CORSAN.
Figura 67
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com mais de 75.000
habitantes
– 2021.
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
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180
Os dados destacam uma notável disparidade nos valores do PIB per capita entre os
municípios do Rio Grande do Sul, independentemente de sua faixa populacional. Esta
disparidade é especialmente evidente nos municípios menores, com variações
consideráveis dentro da mesma faixa populacional. Nos municípios de maior porte,
embora a disparidade seja menor, ainda é significativa.
O DEE do Rio Grande do Sul registrou um aumento expressivo no PIB nominal em 2021,
impulsionado principalmente pelo desempenho excepcional da agropecuária. Os
municípios mais dependentes da agropecuária foram os que mais obtiveram ganhos de
participação no PIB do RS, especialmente na menor faixa populacional, onde as
atividades agrícolas são predominantes, resultando em valores mais elevados de PIB per
capita.
2.4. Favelas e comunidades urbanas (áreas de ocupação consolidada)
As favelas e comunidades urbanas são áreas de ocupação consolidada, caracterizadas por
uma combinação de fatores como a ocupação irregular do solo, a ausência de
planejamento formal e a falta de infraestrutura básica, como redes de saneamento,
abastecimento de água e serviços públicos essenciais. De acordo com o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses assentamentos são tecnicamente
definidos como "aglomerados subnormais", um termo que, por muito tempo, foi
amplamente utilizado para descrever essas áreas.
No entanto, com a atualização dos critérios adotada no Censo de 2022, o IBGE introduziu
uma nova nomenclatura que visa tratar esses territórios de maneira mais sensível,
evitando estigmatizações e promovendo uma visão mais inclusiva. Embora a
terminologia tenha sido modernizada, os critérios técnicos para identificação dessas áreas
permanecem consistentes, garantindo a continuidade da análise comparativa ao longo dos
anos.
Essa mudança reflete um esforço importante do IBGE para reconhecer as especificidades
de cada território, valorizando a diversidade e a complexidade das condições de vida
desses habitantes, sem desconsiderar os desafios estruturais que eles enfrentam. O
objetivo é não apenas mapear a presença desses assentamentos, mas também contribuir
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181
para a elaboração de políticas públicas que atendam de forma mais adequada às
necessidades locais, promovendo o desenvolvimento sustentável e a integração dessas
comunidades ao tecido urbano formal.
No estado do Rio Grande do Sul, as favelas e comunidades urbanas se espalham por
diversos municípios, com uma maior concentração nas áreas metropolitanas de Porto
Alegre, Canoas e Pelotas, onde a pressão por moradia e os desafios de urbanização são
mais intensos.
O Censo de 2010 apontava que 23 municípios gaúchos abrigavam 223 favelas e
comunidades urbanas, distribuídas em 437 setores censitários. Desses, 17 eram atendidos
pela CORSAN, evidenciando a necessidade de ampliação dos serviços de infraestrutura
nessas áreas.
Em 2019, dados atualizados do IBGE indicaram uma expansão significativa, com o
número de municípios com aglomerados subnormais subindo para 42, englobando 341
aglomerados, distribuídos em 726 setores censitários (IBGE, 2024).
O Quadro 63 apresenta a relação entre as favelas e comunidades urbanas e os respectivos
municípios, conforme os dados do Censo de 2022, fornecendo uma visão clara da
distribuição desses assentamentos no estado.
Quadro 63
– Relação das favelas e comunidades urbanas por município.
Município Favelas e Comunidades Urbanas População
Alegrete
Olhos D'água 297
Rui Ramos 466
Dois Bairros 120
Alvorada
Beira Mar 466
Rua Eduardo da Silva Peixoto 270
Rua Jerônimo de Ornelas 375
Rua São Manoel 3573
Santa Clara 2350
São Pedro 290
Umbu 2303
Vila Maria Regina 237
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182
Município Favelas e Comunidades Urbanas População
Jardim Algarve 1317
Jardim Porto Alegre 174
Arroio do Sal
Fundos Praia Azul 68
Vila Pic Nic 266
Bento Gonçalves
Pomarosa 260
Travessa Bernardini 246
Dos Eucaliptos 1492
Nossa Senhora da Saúde 214
Municipal 2894
Menegotto 450
Progresso 310
Menegotto II 553
Cachoeira do Sul Beco dos Trilhos 283
Cachoeirinha
Caí 807
Vila Anair A 5788
Canarinho 2519
Jardins do Bosque 349
Camaquã Getúlio Vargas 2226
Campo Bom
Philomena Gerhard 73
A Curva 158
Beco da Rua das Flores 157
Bicho de Pé 188
Cascatinha 117
Canela
Escadaria 276
Adão Mirote 439
Edgar Haack 718
Canguçu
Estrada da Pedreira 324
Vila Mesko 245
Canoas
São João 854
Dique da Rua São Paulo 244
São José I 1618
São José II 361
São José III 365
Loteamento Prata 2032
Rua Araçá 491
São José IV 588
Vila dos Venezuelanos 277
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183
Município Favelas e Comunidades Urbanas População
Barca 1003
Capão da Canoa
Arco-íris 1113
Posto 5 2900
Posto 6 1371
Vale Verde 1997
Fundos da Praia do Barco 785
Capão do Leão
Vila Maria 224
Vila Nova 943
Parque Fragata 743
Carazinho
Baixada da Princesa 789
Beco Berlim 188
Cuiabá 1084
Ipiranga 429
Travessa Vitória 336
Cristal Vila Formosa 741
Eldorado do Sul
Campo da Medianeira 576
Beco do Beto 550
Costaneira 1123
Sol Nascente 217
Vila da Paz 742
Itaí 306
Botafogo 330
Alças Picada B 228
Erechim
Florestinha 244
Presidente Vargas 198
Vila União 695
Estância Velha
Cantão 218
Vila Perimetral 142
Esteio
Vila Barreira 837
Vila Navegantes 770
Vila Pedreira 1053
Farroupilha
Área Verde Industrial 872
Campo / Trilhos 247
Desvio do Pedágio 260
Bairro América / Buraco Quente 180
Gravataí
Itacolomi 337
Tom Jobim 4028
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Município Favelas e Comunidades Urbanas População
Parque dos Eucaliptos 242
Rincão da Madalena 4442
Cruzeiro 397
Morada Gaúcha I 160
Sagrada Família 948
Santa Cruz I 637
Guaíba
Chega Mais 566
Vila Breno Guimarães 287
Ipê 1342
Nova Guaíba 2193
Primavera 3501
São Luís 275
Vila Bença 342
Vila dos Brigadianos 108
Vila Esperança 662
Área Verde Loteamento Industrial SF 339
Bom Fim 847
Bernardo Lopes 397
Cooperativa Vera Cruz 1023
Loteamento do Bagunça 430
Mato Alto 776
Vila Aglae Kehl 517
Núcleo Bayer 213
Igrejinha Loteamento Rui Barbosa 215
Imbé Albatroz 1022
Montenegro
Trilhos 496
Morro Bela Vista 737
Trilhos - Rua Ricardo Carlos Lerch 156
Nova Hartz
Rua da Pedreira 214
Carlos Kirsch 394
Osório Mariápolis 1354
Palmares do Sul
Área Verde 142
Quadra 19 123
Parobé
Ocupação DAER 355
Ocupação Vila Sapo 154
Ocupação XV de Junho 415
Invasão da Colina 222
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Município Favelas e Comunidades Urbanas População
Invasão Eliseu Bauer 150
Passo Fundo
Beira dos Trilhos 547
Entre-Rios 289
Cruzeiro 272
Valinhos I 320
Vista Alegre 473
Zachia I e II 1093
Beira Trilho 230
Bela Vista 578
Corralo 319
Portão
Lixão 823
João Luiz de Moraes 526
Invasão Pinheiros 245
Rio Grande
Getúlio Vargas 1268
Mangueira 992
Santa Tereza 521
Henrique Pancada 678
Dom Bosquinho 721
Roberto Socoowiski 842
Santa Maria
Babilônia 788
Urlândia 847
Vila Favarin 234
Vila Portelinha 312
Área da Associação dos Ferroviários 178
Canário 370
Resistência 152
Ocupação Eugênio Mussoi 351
Santa Rosa Comunidade Cascata 81
Santo Antônio da Patrulha
Vila Rica 217
Vila Passo da Figueira 75
Vila Saibreira 150
Açores 56
Maurício Cardoso 96
São Borja Loteamento Itacherê 353
Sapiranga
Vila Alemanha 142
Vila Corsan 205
Beco do Chuchu 377
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186
Município Favelas e Comunidades Urbanas População
Vila Professor Langendock 199
Vila São Paulo 565
Aeroclube 198
Ocupação da Rua Senhor Diretas 165
Da Chácara 171
Loteamento Albino de Melo 224
Ocupação da Rua da Aviação 292
Sapucaia do Sul
Vila Botafogo 348
Kapsberg 333
Ocupação Mariele 884
Tapes
Vila dos Pescadores 171
Corredor da Pinvest 357
Taquara
Invasão da Rua Ervino Bach 168
Invasão da Rua Chile 347
Invasão dos Trilhos 89
Invasão do Campo do Vila Nova 113
Invasão Morro da Cruz 270
Torres Tamburiki 137
Tramandaí
Parque dos Presidentes 6368
Rua Nove de Julho 109
Portelinha 1549
Santa Fé 308
Três Coroas Vila Hulk 146
Viamão
Parque São Cristóvão 1946
Arroio Dorneles 207
Campos da Colina 890
Rua Zilda de Abreu 477
Vila Pingueli 873
Hidráulica 1945
Euclides da Cunha 587
Barão de Cotegipe 168
Xangri-lá Figueirinha 841
Fonte: IBGE (2022).
Como pode ser observado no quadro apresentado anteriormente, ainda há um grande
contingente populacional vivendo em favelas ou comunidades urbanas, muitas vezes sem
acesso adequado a serviços básicos de saneamento.
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187
3. ESTUDOS E PROJETOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE
ESGOTAMENTO SANITÁRIO EXISTENTES
A análise e levantamento dos estudos e projetos existentes são fundamentais para
entender o estado atual e planejar o futuro dos sistemas de abastecimento de água e
esgotamento sanitário. Esse processo permite identificar os avanços alcançados, os
desafios persistentes e as oportunidades para melhorar e expandir os serviços.
O setor de saneamento básico enfrenta diversos desafios, que incluem a necessidade de
ampliar a cobertura dos serviços para áreas ainda não atendidas, melhorar a eficiência
operacional, garantir a sustentabilidade financeira e responder às pressões ambientais e
demográficas. Entre os principais desafios estão: ▪ Universalização dos Serviços: Ampliar a cobertura dos serviços de
abastecimento de água e esgotamento sanitário é um objetivo central.
▪ Sustentabilidade Financeira: Assegurar que os serviços de saneamento sejam
financeiramente sustentáveis é crucial. Isso envolve a definição de tarifas que
equilibrem a acessibilidade para a população e a viabilidade econômica para os
prestadores de serviço;
▪ Gestão Integrada: A integração das políticas de saneamento com outras áreas,
como saúde pública, urbanização e gestão de recursos hídricos, é essencial para
abordar os desafios de forma holística e eficaz;
▪ Inovação e Tecnologia: A adoção de novas tecnologias e práticas inovadoras
pode melhorar significativamente a eficiência dos serviços de saneamento, reduzir
custos e minimizar impactos ambientais.
Para uma melhor compreensão dos estudos e projetos existentes, o Quadro 64 apresenta
uma síntese desses documentos.
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Quadro 64
– Resumo dos estudos e projetos existentes aplicável à área de estudo.
Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão
responsável Legislação Área de
atuação Objetivo Vigência
Federal Plano Nacional de Saneamento
Básico - PLANSAB MDR
Decreto n° 8.141,
de 20/11/2013 Água/Esgoto Universalização dos serviços de saneamento básico
através do estabelecimento de metas. 2013-2033
Federal Plano Nacional de Recursos
Hídricos - PNRH ANA Resolução n° 232,
de 22/03/2022 Água/Esgoto
Assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos
usos da água e o efetivo exercício dos direitos de
acesso à água.
2022-2040
Federal Programa de Modernização do
Saneamento - PMSS MCID - Água/Esgoto
Aprimorar a gestão dos serviços de abastecimento de
água e de tratamento de esgoto, buscando garantir a
universalização do acesso.
2009
Federal Atlas Esgotos: Despoluição de
Bacias Hidrográficas ANA - Esgoto
Propor ações em esgotamento sanitário, com foco no
tratamento de esgotos, na proteção dos recursos
hídricos, no seu uso sustentável para depuração de
efluentes urbanos e na racionalização dos
investimentos.
2017
Federal
Programa Nacional de
Vigilância da Qualidade da
Água para Consumo Humano -
VIGIAGUA
Ministério da
Saúde - Água
Garantir à população o acesso à água em quantidade
suficiente e qualidade compatível com o padrão de
potabilidade.
2005
Federal
Sistema de Informação de
Vigilância da Qualidade da
Água para Consumo Humano -
SISAGUA
Ministério da
Saúde
Portaria de
Consolidação N°
5/2017
Água Auxiliar o gerenciamento de riscos à saúde associados
à qualidade da água para consumo humano. 2000
Federal Projeto Acertar MDR Portaria nº 719, de
12/12/2018 Água/Esgoto
Desenvolver metodologias de certificação de
informações do Sistema Nacional de Informações
sobre Saneamento (SNIS).
2013
Federal Programa Nacional de
Saneamento Rural - PNSR FUNASA Portaria n° 3.174,
de 02/12/2019 Água/Esgoto
Articular e incrementar as ações que visem à
universalização do acesso ao saneamento básico em
áreas rurais e comunidades tradicionais.
2019
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Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão
responsável Legislação Área de
atuação Objetivo Vigência
Estadual Plano Plurianual
– PPA SEPLAG e
DEPLAN
Lei nº 16.005, de
20/10/2023 Água/Esgoto
Estabelecer de forma regionalizada as diretrizes,
objetivos e metas, quantificados física e
financeiramente, dos programas da administração.
2024-2027
Estadual Plano Estadual da Saúde - PES
Secretaria
Estadual da
Saúde
Resolução CES/RS
N° 12/2020 Água/Esgoto
Orientar as políticas públicas no período, com base nas
necessidades de saúde da população e nos
determinantes e condicionantes do processo saúdedoença.
2020-2023
Estadual Atlas socioeconômico do RS SEPLAG - Água/Esgoto
Fornecer informações georreferenciadas e
especializadas sobre a realidade socioeconômica do
Estado.
2022
Estadual
Monitoramento da Qualidade
das Águas Superficiais do Rio
Grande do Sul
FEPAM - Água Contribuir para a gestão qualitativa da água, através de
ações de planejamento e monitoramento. 2020
Estadual Programa de Gerenciamento
Costeiro FEPAM - Água/Esgoto
Desenvolver ações e instrumentos para a gestão dos
recursos naturais da zona costeira, de forma integrada
e participativa.
-
Estadual Plano Estadual de Recursos
Hídricos - PERH SEMA Resolução CRH nº
141, de 21/03/2014 Água/Esgoto
Elaborar um instrumento de planejamento estratégico
do desenvolvimento socioambiental e econômico,
contemplando o diagnóstico quanto a disponibilidade
e as demandas por água.
2014-2034
Estadual
Programa Estadual de Expansão
da Agropecuária rrigada “Mais
água Mais Renda”
SEAPDR Lei nº 14.997, de
05/05/2017 Água Atender aos produtores rurais interessados em adquirir
e licenciar sistemas de irrigação em suas propriedades. 2012-2021
Estadual Relatório Anual sobre a
Situação dos Recursos Hídricos SEMA Lei nº 10.350, de
30/12/1994 Água/Esgoto Atualizar as informações sobre a situação dos recursos
hídricos do Estado. 2022
Estadual Plano Estadual de Saneamento
do Rio Grande do Sul SEMA - Água/Esgoto
Estabelecer diretrizes, estratégias e ações para que a
Administração Pública Estadual se posicione em
relação às demandas existentes no saneamento básico.
2023-2027
Estadual Programa Poço Legal SEMA
Instrução Normativa
SEMA nº 05, de
4/05/2023
Água Apoiar e incentivar os usuários de poços que estão
irregulares a procederem ao pedido de outorga. 2023
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Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão
responsável Legislação Área de
atuação Objetivo Vigência
Estadual
Programa Estadual de
Revitalização de Bacias
Hidrográficas do Rio Grande do
Sul
SEMA - Água
Estruturar ações direcionadas à segurança hídrica,
visando a melhoria quali-quantitativa das águas de
bacias hidrográficas, a melhoria dos ecossistemas
aquáticos; e a redução dos riscos associados aos
eventos climáticos extremos.
2020-2023
Regional Projeto Balneabilidade FEPAM - Água Monitorar a qualidade das águas das praias e
balneários. 2023
Regional Consórcio Público de
Saneamento Básico - Pró-Sinos Pró-Sinos Decreto n.º 6.017,
de 17/01/2007 Água/Esgoto
Defender, fortalecer e desenvolver a capacidade
administrativa, técnica e financeira dos serviços
públicos de saneamento básico.
2007
Regional Plano de Bacia - Rio Gravataí -
G010 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Gravataí.
2012-2032
Regional Plano de Bacia - Rio dos Sinos -
G020 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio dos Sinos.
2014-2034
Regional Plano de Bacia - Rio Caí - G030 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Caí.
2015-2035
Regional Plano de Bacia - Rio TaquariAntas - G040 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Taquari.
2012-2032
Regional Plano de Bacia - Alto Jacuí -
G050 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia Alto Jacuí.
2012-2032
Regional Plano de Bacia - Baixo Jacuí -
G070 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia Baixo Jacuí.
2015-2035
Regional Plano de Bacia - Lago Guaíba -
G080 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia Lago Guaíba.
2016-2036
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191
Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão
responsável Legislação Área de
atuação Objetivo Vigência
Regional Plano de Bacia - Rio Pardo -
G090 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Pardo.
2006-2026
Regional Plano de Bacia - Rio Tramandaí
- L010 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Tramandaí.
2005-2025
Regional Plano de Bacia - Rio Camaquã -
L030 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Camaquã.
2015-2035
Regional Plano de Bacia - Rio
Mampituba - L050 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Mampituba.
2020
Regional Plano de Bacia - Rios Apuaê
–
Inhandava - U010 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia dos Rios Apuê-Inhandava.
2019-2039
Regional Plano de Bacia - Rio Passo
Fundo - U020 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Passo Fundo.
2012-2032
Regional
Plano de Bacia
– Rios Turvo
–
Santa Rosa
– Santo CristoU030
SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia dos Rios Turvo
– Santa Rosa e Santo Cristo.
2012-2032
Regional Plano de Bacia - Rio Ibicuí -
U050 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Ibicuí.
2012-2032
Regional Plano de Bacia - Rio Quaraí -
U060 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Quaraí.
2017-2037
Regional Plano de Bacia - Rio Santa
Maria - U070 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Santa Maria.
2016-2036
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192
Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão
responsável Legislação Área de
atuação Objetivo Vigência
Regional Plano de Bacia - Rio Ijuí - U090 SEMA - Água/Esgoto
Compreender as etapas do processo de planejamento
que trata da demanda e da disponibilidade de água na
Bacia do Rio Ijuí.
2012-2032
Municipal Planos Municipais de
Saneamento Básico Prefeitura - Água/Esgoto
Planejamento de metas (curto, médio e longo prazo)
visando a melhoria e universalização dos serviços de
saneamento básico.
-
Fonte: Elaboração própria (2024).
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193
4. DIAGNÓSTICO DAS INFRAESTRUTURAS EXISTENTES
Este capítulo apresenta uma análise detalhada dos Sistemas de Abastecimento de Água
(SAA) e Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES) dos municípios que contemplam este
Plano Regional, identificando os principais desafios e oportunidades.
Conforme o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2022, o
estado do Rio Grande do Sul possuía 485 municípios atendidos com serviços de
abastecimento de água e 128 municípios atendidos com esgotamento sanitário.
O principal prestador de serviços no estado é a CORSAN, sociedade por ações de capital
aberto, que atende 317 municípios.
A CORSAN atende 317 municípios com serviços de abastecimento de água, abrangendo
um total de 6,2 milhões de economias, e é responsável pela prestação do serviço de
esgotamento sanitário em 313 municípios, dos quais já atende efetivamente 66,
abrangendo um total de 620 mil economias. Os serviços de esgotamento sanitário que não
são de responsabilidade da CORSAN são administrados pelas Prefeituras Municipais.
4.1. Abastecimento de água
De acordo com a Lei Federal nº 11.445/2007, o abastecimento de água potável é definido
como o conjunto de atividades, infraestruturas e instalações necessárias para fornecer
água potável ao público, desde a captação até as ligações prediais e respectivos
instrumentos de medição.
No Brasil, os sistemas de abastecimento de água são classificados como isolados ou
integrados. Sistemas isolados captam água de um único manancial e abastecem
separadamente bairros, setores ou localidades de um mesmo município. Em contraste,
sistemas integrados atendem a múltiplos municípios simultaneamente, utilizando um ou
mais mananciais para a captação de água.
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194
A eficiência e abrangência dos sistemas de abastecimento de água são fundamentais para
garantir a saúde pública, prevenir doenças de veiculação hídrica e assegurar o
desenvolvimento econômico e social. A disponibilização adequada de água tratada é vital
para o bem-estar das comunidades, influenciando diretamente a qualidade de vida e
contribuindo para a redução das desigualdades regionais.
A seguir será apresentado o panorama geral dos sistemas de abastecimento de água dos
municípios operados pela CORSAN.
4.1.1. Indicadores dos sistemas de abastecimento de água
Segundo informações fornecidas pela CORSAN, em maio de 2024, o serviço de
abastecimento de água atendia 2.060.032 ligações ativas e 2.918.853 economias. O
Quadro 65 apresenta a quantidade de ligações e economias, segmentadas por faixa
populacional dos municípios atendidos pela CORSAN.
Quadro 65
– Valores das ligações e economias ativas por faixa populacional.
Faixa Populacional Ligações ativas Economias ativas Economias/Ligações
< 5.000 78.226 92.107 1,18
5.000 a 20.000 378.786 454.384 1,20
20.000 a 75.000 807.961 1.114.038 1,38
> 75.000 795.059 1.258.324 1,58
Fonte: Diagnóstico Operacional CORSAN (2024).
A relação economias/ligações apresentada acima sugere variações no tipo de ocupação
urbana conforme o porte populacional. Em municípios com menos de 5.000 habitantes, a
relação é de 1,18, indicando predominância de unidades habitacionais individuais. Nos
municípios com população entre 5.000 e 20.000 habitantes, a relação sobe para 1,20,
sugerindo a presença de pequenas áreas residenciais compartilhadas.
Para municípios com população entre 20.000 e 75.000 habitantes, a relação aumenta para
1,38, o que reflete uma maior concentração de ligações compartilhadas, característica de
áreas com maior densidade populacional, como condomínios horizontais ou verticais.
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195
Nos municípios com mais de 75.000 habitantes, a relação atinge 1,58, indicando uma
predominância de grandes edifícios residenciais e comerciais.
Nos 317 municípios estudados, a cobertura do sistema de abastecimento de água revela
um panorama amplamente positivo, com cerca de 85% das localidades já universalizadas,
assegurando que a grande maioria da população tem acesso regular a água potável de
qualidade. No entanto, ainda há desafios a serem enfrentados, pois cerca de 3% dos
municípios apresentam cobertura do SAA abaixo dos 50%, indicando a necessidade
urgente de investimentos e ações direcionadas para expandir a infraestrutura e alcançar a
universalização nesses locais.
Conforme levantamento de informações a CORSAN atende apenas 65 mil ligações em
áreas rurais, resultando na ausência de dados detalhados sobre as áreas rurais no SNIS.
A Figura 68 apresenta o panorama geral dos municípios operados pela CORSAN.
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Figura 68
– Panorama geral da cobertura do sistema de abastecimento de água.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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197
De acordo com os dados do SNIS de 2022, a maior parte do abastecimento de água nos
municípios atendidos pela CORSAN foi realizada por meio de Estações de Tratamento
de Água (ETAs), totalizando um volume de 502.703 mil m³/ano, enquanto a água tratada
por simples desinfecção atingiu 88.943 mil m³/ano. No total, a Companhia produziu
591.025 mil m³ de água por ano.
O Quadro 66 apresenta a distribuição dos volumes de água produzida de acordo com a
faixa populacional dos municípios atendidos pela CORSAN, com destaque para o volume
produzido por economia. Esse indicador demonstra que, em municípios com menos de
5.000 habitantes, o volume médio produzido por economia é de 0,13 mil m³/ano. À
medida que a população aumenta, esse valor também cresce, chegando a 0,24 mil m³/ano
em municípios com mais de 75.000 habitantes.
Quadro 66
– Volumes de água por faixa populacional.
Faixa
Populacional
Produzido
(1.000
m³/ano)
Tratado em
ETA(s)
(1.000
m³/ano)
Tratada por
simples
desinfecção
(1.000
m³/ano)
Tratada
importado
(1.000
m³/ano)
Tratada
exportado
(1.000
m³/ano)
Volume
produzido/
Economia
(1.000
m³/ano)
< 5.000 11.921 1.944 9.977 1.211 103 0,13
5.000 a 20.000 64.191 29.165 35.017 5.783 1.817 0,14
20.000 a 75.000 211.226 169.892 41.334 19.799 24.475 0,19
> 75.000 303.687 301.071 2.615 47.390 46.183 0,24
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
Ainda segundo o SNIS 2023, CORSAN contabilizava em 2022 uma extensão total de
29.835 km de rede de distribuição de água nos municípios sob sua responsabilidade,
resultando em um índice de 14,5 metros de rede por ligação. A maior parte dessa rede
está presente em municípios da faixa populacional intermediária, de 20.000 a 75.000
habitantes, conforme destacado no Quadro 67.
Quadro 67
– Extensão de rede de água conforme faixa populacional.
Faixa Populacional Extensão de rede de água (km) Extensão da rede de água por ligação (m/lig.)
< 5.000 1.705,18 18,9
5.000 a 20.000 6.275,58 15,0
20.000 a 75.000 11.954,17 14,0
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Faixa Populacional Extensão de rede de água (km) Extensão da rede de água por ligação (m/lig.)
> 75.000 9.900,08 11,2
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
Observa-se que à medida que a população dos municípios aumenta, há uma diminuição
gradual na extensão de rede por ligação. Nos municípios com menos de 5.000 habitantes,
a extensão da rede é de 18,9 metros por ligação, enquanto nos municípios com mais de
75.000 habitantes, esse índice cai para 11,2 metros por ligação. Essa redução pode ser
explicada pela maior concentração de unidades consumidoras em áreas urbanas
densamente povoadas, o que demanda menos infraestrutura de rede por unidade
habitacional.
O Quadro 68, por sua vez, detalha os dez municípios com as maiores extensões de rede
de abastecimento de água.
Quadro 68
– Municípios com maiores extensões de rede de água.
Município Faixa populacional Extensão da rede (km)
Canoas > 75.000 1.092,89
Passo Fundo > 75.000 799,91
Santa Maria > 75.000 757,85
Gravataí > 75.000 706,02
Alvorada > 75.000 600,95
Santa Cruz do Sul > 75.000 599,01
Guaíba > 75.000 591,14
Rio Grande > 75.000 548,58
Viamão > 75.000 517,68
Santo Ângelo > 75.000 461,11
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
4.1.2. Sistemas integrados de água
Os municípios do estado do Rio Grande do Sul possuem sistemas variados, que podem
ser isolados ou integrados. Os sistemas integrados de água atendidos pela CORSAN serão
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199
apresentados a seguir, conforme dados disponibilizados pela própria Companhia e pelo
Atlas de Água da ANA.
4.1.2.1. Sistema integrado de água Alpestre
– Planalto
O Sistema Integrado que abastece os municípios de Alpestre e Planalto utiliza água do
manancial superficial Rio do Mel, situado na Bacia Hidrográfica de Várzea. Segundo o
Relatório de Identificação de Obra (RIO) da ANA, o sistema está projetado para atender
até 9.135 habitantes até o ano de 2035.
A captação do Rio do Mel opera com uma vazão mínima de 50 l/s, dos quais 34 l/s são
efetivamente utilizados. Desta vazão, aproximadamente 7,78 l/s são destinados ao
município de Alpestre. A água captada no Rio do Mel é bombeada para a ETA por meio
de uma estação elevatória de água bruta (EEAB) com regime 2+2, que utiliza bombas de
potências de 350 cv e 100 cv para bombear 34 l/s e 28 l/s, respectivamente.
O sistema é composto, ainda, por duas ETAs convencionais. A primeira trata 21 l/s com
operação de 21 horas por dia. Segundo diagnóstico da CORSAN, a perda média anual de
água nesta estação é de 8,5%. A ETA possui um floculador hidráulico, duas unidades de
decantação acelerada e dois filtros de dupla camada. Os decantadores recebem água de
descarga duas vezes por mês, uma operação que demora cerca de uma hora e requer 350
m³/mês. Para a lavagem dos filtros, é necessário um volume médio de 3.625 m³/mês uma
vez por mês, com duração de 7 minutos.
A segunda ETA, denominada como ETA-Compacta pela CORSAN, trata 13 l/s também
operando 21 horas diárias. Nesta estação, a perda média é de 12%, sendo composta por
dois floculadores hidráulicos, duas unidades de floco decantador (manta de lodo) e quatro
filtros de camada dupla. Os decantadores recebem água de descarga uma vez por dia, uma
operação que demora cerca de um minuto e requer 300 m³/mês. A limpeza dos filtros
requer um volume médio mensal de 3625 m³/mês, com uma operação que ocorre uma vez
por dia com duração de 10 minutos.
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200
Além disso, nas estações existem dois reservatórios: um de 40 m³ e outro de 450 m³,
ambos semienterrados e feitos de concreto, responsáveis pela distribuição de água entre
os municípios. A Figura 69 ilustra o sistema integrado Alpestre
– Planalto.
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201
Figura 69
– Croqui Sistema Integrado Alpestre
– Planalto | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.2. Sistema integrado de água Alvorada
– Viamão
O Sistema Integrado Alvorada-Viamão fornece água integralmente para Alvorada e uma
parte significativa de Viamão, complementando os cinco sistemas isolados de
abastecimento do último município. A captação é feita superficialmente no Rio Gravataí,
situado na bacia hidrográfica do Lago Guaíba, podendo receber transposição do Arroio
das Garças durante períodos de estiagem. Segundo o RIO, estima-se que até 2035 esse
sistema seja capaz de atender a uma população de 453.080 habitantes.
A captação direta possui uma vazão outorgada para captação de 1.600 l/s, sendo que a
vazão efetivamente utilizada varia entre 880 l/s e 1.550 l/s. A água captada é recalcada
através de uma EEAB operando em regime 4+1, que recalca 1.500 l/s para a ETA
utilizando bombas da marca Worthington com capacidade de 750 cv.
A água é transportada por três adutoras paralelas de 600 mm de diâmetro nominal ao
longo de 3,5 km, desde a EEAB até a ETA Alvorada, localizada na Rua Barbosa Neto,
541 no município de Alvorada. Esta estação tem capacidade nominal de 1.600 l/s, porém,
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trata atualmente 1.492 l/s, operando de forma contínua 24 horas por dia. A CORSAN
identificou uma perda média anual de 7,8% da produção.
A ETA está equipada com um gradeamento para pré-tratamento e uma calha Parshall na
entrada, onde é realizada a medição da vazão e adição de coagulante. Em seguida, a água
passa por três floculadores hidráulicos, seis unidades de decantação divididas entre
convencional e acelerada, e 10 filtros simples. A Figura 70 apresenta a vista da ETA
Alvorada.
Figura 70
– Vista aérea da ETA Alvorada.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
No terreno da ETA existem cinco reservatórios que somam um total de 16.500 m³, com
suas características detalhadas no Quadro 69. Além desses cinco reservatórios, o sistema
integrado apresenta outros reservatórios que distribuem água entre Alvorada e Viamão,
com volumes variados, totalizando mais de 30.000 m³. A Figura 71 apresenta o croqui
elaborado pela ANA em 2021.
Quadro 69
– Características dos reservatórios do Sistema Integrado de Alvorada
– Viamão.
Nome Tipo Forma Material Volume (m³)
R-01A Semienterrado Cilíndrico Concreto 3000
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Nome Tipo Forma Material Volume (m³)
R-01B Semienterrado Cilíndrico Concreto 3000
Rent-22 Enterrado Retangular Concreto 5000
R-02 Elevado Taça Concreto 500
Rap-22 Enterrado Retangular Concreto 5000
Fonte: Diagnóstico CORSAN (2023).
Figura 71
– Croqui Sistema Integrado Alvorada
– Viamão | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.3. Sistema integrado de água Arroio do Sal
– Capão da Canoa
–
Terra de Areia
O sistema integrado fornece água para os municípios de Arroio do Sal, Capão da Canoa
e Terra de areia a partir do manancial superficial Rio Cornélios em que a vazão de
captação de 160 l/s.
O sistema dispõe de uma estação elevatória de água bruta, com capacidade média de
bombeamento de 160 l/s. A água é transportada através de uma adutora de água bruta
com comprimento de 4.530 metros e diâmetro nominal de 300 mm até a Estação de
Tratamento de Água (ETA) Curumim, localizada na Av. Rua Edgar Schneider, 3011,
como pode ser observado na Figura 72.
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204
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205
Figura 72
– Vista superior da ETA Curumim.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
No âmbito da ETA, está presente reservatório com capacidade de 1.000 m³ e uma Estação
Elevatória de Água Tratada (EEAT) equipada com quatro bombas, com capacidade de
recalque de até 320 l/s. Posteriormente, a água é direcionada a um reservatório com
capacidade de 1.750 m³, de onde a água tratada é distribuída para os três municípios
integrantes do sistema. O croqui do referido sistema está apresentado na Figura 73.
Figura 73
– Croqui Sistema Integrado Arroio do Sal
– Capão da Canoa
– Terra de Areia
RS.
Fonte: ANA (2019).
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4.1.2.4. Sistema integrado de água Cachoeirinha
– Gravataí
O Sistema Integrado abastece as cidades de Cachoeirinha e Gravataí com água
proveniente de dois mananciais superficiais: o Arroio das Garças que abastece a ETA
Cachoeirinha e o Rio Gravataí que abastece a ETA Gravataí, ambos localizados na bacia
hidrográfica do Lago do Guaíba.
Este sistema projeta atender 416.416 habitantes até 2035. A captação ocorre a partir de
dois pontos de tomada direta em Arroio das Garças. O primeiro ponto possui uma vazão
de outorga de 1.350 l/s e utiliza 1.150 l/s, enquanto o segundo ponto tem uma vazão de
outorga de 2.900 l/s, mas utiliza 1.300 l/s.
Para a água chegar à ETA de Cachoeirinha, ela é transportada através de dois sistemas
distintos. O primeiro bombeia do Arroio das Garças, por duas bombas de 500 cv até uma
estação intermediária com duas bombas de 400 cv, que transporta até a ETA um máximo
de 450 l/s. O segundo sistema bombeia através da captação da ETA Rio Branco onde
existem 3 bombas de 750 cv e duas de 350 cv, com operação variada, sempre com duas
bombas em conjunto. Esta estação transporta até 600 litros de água bruta por segundo do
Arroio das Garças até uma lagoa artificial junto ao Rio Gravataí em Cachoeirinha. A
partir da lagoa, até 700 l/s de água é bombeado para a ETA por duas bombas de 350 cv.
Em continuidade, a água é direcionada à ETA Cachoeirinha, situada na Rua Papa João
XXIII, 558, que possui uma capacidade nominal de 1.050 l/s e atualmente trata uma vazão
de 850 l/s em operação contínua de 24 horas. Nesse processo, a CORSAN identificou
uma perda média anual de 6,17%.
Na entrada da ETA, há um gradeamento seguido por calha Parshall onde recebe cal
hidratada e sulfato de alumínio como coagulante. Em seguida, a água passa por três
floculadores hidráulicos, quatro decantadores convencionais de fluxo ascendente com
placas, que são limpos uma vez por mês, e dez filtros de camada dupla, que são lavados
por gravidade uma vez por dia em um processo com duração de 6 minutos. A Figura 74
apresenta a ETA Cachoeirinha, destacando os decantadores da estação.
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207
Figura 74
– ETA Cachoeirinha.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
Nas proximidades da ETA, há dois reservatórios cilíndricos de concreto armado com
capacidade de 1.500 m³ cada, destinados à distribuição da água tratada, e um reservatório
de 270 m³ que serve como poço de sucção. Além disso, os municípios de Cachoeirinha e
Gravataí compartilham uma estação elevatória de água tratada (EEAT), equipada com
três bombas em operação e uma reserva, cada uma com potência de 400 cv e 1.750 rpm
de rotação, sendo o conjunto capaz de recalcar até 710 l/s. Essa EEAT direciona a água
para quatro reservatórios que, juntos, somam um volume de 11.250 m³, atendendo ambos
os municípios. A Figura 75 apresenta o sistema integrado.
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208
Figura 75
– Croqui Sistema Integrado Cachoeirinha
– Gravataí | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.5. Sistema integrado de água Caiçara
– Frederico Westphalen
O sistema que abastece os municípios de Caiçara e Frederico Westphalen utiliza o Rio
Pardo como manancial de captação, situado na bacia hidrográfica do Rio da Várzea, com
uma adução de 100 l/s. Em situações emergenciais, esse manancial recebe a transposição
do Rio Fortaleza, com vazão mínima de 130 l/s.
Para direcionar a água bruta à E A, o sistema possui três EEAB’s. A primeira conta com
uma bomba em operação de 500 cv, capaz de recalcar uma vazão de 100 l/s. A segunda
possui um conjunto de duas bombas em operação de 50 cv, que transportam 130 l/s, e
uma bomba de reserva de 60 cv. Por fim, a terceira estação tem uma bomba em operação
de 500 cv, transportando 118 l/s, além de duas bombas de reserva, uma de 500 cv e outra
de 60 cv, que podem recalcar 118 l/s e 100 l/s, respectivamente.
Do Rio Fortaleza ao Rio Pardo há uma adutora de água bruta (AAB) de 7,20 km com
diâmetro de 400 mm. Já do Rio Pardo a ETA, o diagnóstico realizado em 2023 registra
uma AAB de 9,10 km com diâmetro variando entre 300 e 250 mm.
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A ETA Frederico, localizada na Av. São Paulo, 1184, Bairro Itapagé, FW/RS, de
tratamento convencional, tem uma capacidade projetada de 80 l/s, mas sua real
capacidade de tratamento é de 130 l/s. Atualmente, a estação opera 22 horas por dia,
tratando uma vazão de 117 l/s, com uma perda média anual de 3%. Ao entrar na ETA, a
água passa por uma calha Parshall, onde a vazão é medida e o coagulante é adicionado.
Em seguida, a água é direcionada para a etapa de floculação, que conta com dois
floculadores hidráulicos, e depois para dois decantadores convencionais e três filtros.
Os decantadores recebem água de descarga uma vez a cada dois meses consumindo 500
m³/mês em uma operação que demora 2 horas. Os filtros, por sua vez, são limpos uma
vez por dia por gravidade, utilizando um volume de 7200 m³/mês em um processo que
dura 10 minutos. A Figura 76 apresenta a ETA de Frederico Westphalen.
Figura 76
– ETA Frederico.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2023).
O sistema possui duas elevatórias de água tratada instaladas junto à ETA, chamadas
EEAT 1 e EEAT 2. A EEAT 1 tem duas bombas, uma de operação e uma de reserva,
ambas com potência de 30 cv e capazes de recalcar uma vazão de 70 l/s. A EEAT 2
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210
também possui uma bomba de operação e uma de reserva, cada uma com potência de 15
cv e vazão de 14 l/s. Somente a EEAT 2 transfere água para o município de Caiçara.
Na área da ETA, existem quatro reservatórios de concreto: um reservatório de 1.000 m³,
um de 250 m³, um de 50 m³ destinados à distribuição de água, e um reservatório de 500
m³ utilizado como câmara de contato. A Figura 77 ilustra o sistema integrado de Caiçara
e Frederico Westphalen.
Figura 77
– Croqui Sistema Integrado Caiçara
– Frederico Westphalen | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.6. Sistema integrado de água Campo Bom - Estância Velha -
Sapiranga - Portão
O Sistema Integrado fornece água para os municípios de Campo Bom, Estância Velha,
Sapiranga e Portão, utilizando águas do manancial superficial Rio dos Sinos, situado na
bacia hidrográfica do Sinos, onde a vazão de outorga é de 1.000 l/s. Esse sistema está
projetado para atender 248.635 habitantes até 2035.
Para transportar a água bruta do Rio dos Sinos à ETA Campo Bom, o sistema possui uma
EEAB equipada com duas bombas de 750 cv que transportam 450 l/s. A água é conduzida
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por duas adutoras de água bruta, com extensão de 980 metros e diâmetro nominal
variando entre 700 mm e 400 mm.
A ETA, situada na Rua Percy J. Mello, 800, possui uma capacidade nominal de 1.000 l/s,
tratando atualmente uma vazão de 550 l/s, operando aproximadamente 21 horas por dia.
A estação utiliza uma calha Parshall para medir a vazão de entrada e adicionar o
coagulante de cal hidratada e sulfato de alumínio. Após passar por essa estrutura, a água
é direcionada para dois floculadores do tipo chicanas, cinco decantadores convencionais
e quinze filtros de camada simples.
Para a limpeza, os decantadores recebem água de descarga duas vezes ao mês,
consumindo um volume médio de 5.000 m³. Já os filtros são lavados uma vez por dia,
resultando em um volume médio de 38.179 m³ ao final do mês. A Figura 78 apresenta a
vista superior da estação
Figura 78
– ETA Campo Bom.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
Os municípios compartilham ainda quatro reservatórios de concreto, localizados nos
arredores da ETA, totalizando 5.950 m³ de capacidade. Esses reservatórios têm a
finalidade de distribuir a água tratada e servir como câmara de contato. A Figura 79
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apresenta o croqui do sistema integrado de Campo Bom, Estância Velha, Sapiranga e
Portão.
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Figura 79
– Sistema Integrado Campo Bom - Estância Velha - Sapiranga - Portão | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.7. Sistema integrado de água Canela
– Gramado
O sistema integrado abastece os municípios de Canela e Gramado com água proveniente
do manancial superficial Rio Santa Cruz, situado na bacia hidrográfica do Rio Caí.
Estima-se que o sistema atenda 81.574 habitantes até 2035.
A captação no Rio Santa Cruz possui uma vazão de outorga de 6.000 l/s, mas atualmente
a EEAB captura 310 l/s, divididos entre a ETA I Canela e a ETA II Canela. A adutora
que transporta a água bruta até a ETA I tem extensão de 8 km e diâmetro de 300 mm,
enquanto a adutora que segue para a ETA II estende-se por 10 km com diâmetro nominal
de 400 mm.
A ETA I, localizada na Rua João Simplício, 760
– Bairro Sete de Setembro, possui
capacidade de tratamento de 95 l/s, abastecendo Canela conforme o Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB). Já a ETA II, situada na Alameda Julio Travinick
– Bairro
São Rafael, tem regime de tratamento de tratamento de 215 l/s, fornecendo água tratada
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214
para o município de Gramado. O PMSB destaca que a ETA II tem capacidade nominal
para atender também a cidade de Canela.
Ambas as ETAs estão equipadas com calha Parshall na entrada da estação para medição
de vazão e adição dos coagulantes cal hidratada e sulfato de alumínio. Posteriormente, a
água passa pelos floculadores hidráulicos, decantadores (que podem ser tanques de fluxo
ascendente com placas ou flotodecantação) e filtros de camada dupla.
A CORSAN implementou um Sistema de Monitoramento via software por telemetria,
que possibilita o acompanhamento em tempo real da situação dos reservatórios, falhas de
equipamentos e outros controles. O sistema integrado possui 3 reservatórios na ETA I,
que acumulam um volume de 1.850 m³, e 2 reservatórios na ETA II, com volume total de
1750 m³. A Figura 80 ilustra o sistema integrado que abastece Canela e Gramado.
Figura 80
– Croqui Sistema Integrado Canela
– Gramado | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.8. Sistema integrado de água Canoas
– Esteio
– Sapucaia do Sul
O Sistema Integrado que abastece as cidades de Canoas, Esteio e Sapucaia do Sul capta
água do Rio dos Sinos, também conhecido como Canal da Petrobrás, localizado na bacia
hidrográfica do Sinos. Esse sistema integrado está projetado para atender
aproximadamente 567.837 habitantes até 2035.
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A vazão de outorga para o manancial é de 1.100 litros por segundo, com uma vazão
mínima de captação de 600 l/s. Existem dois pontos de captação: um deles possui uma
EEAB (EAB
– 08A) com três bombas instaladas e operando, recalcando 380 l/s, com
potências variando entre 90 e 75 cv. O outro ponto possui duas estações elevatórias: a
primeira, denominada EAB-S, transporta a água do manancial para a EAB-08 por meio
de uma bomba de 40 cv; a EAB-08 possui quatro bombas de 50 cv em operação, cada
uma capaz de transportar 170 l/s. Essas estações elevatórias conduzem a água bruta
através de três adutoras de água bruta, cujas características estão expressas no Quadro
70.
Quadro 70
– Adutoras de água bruta.
Adutora de Água Bruta Diâmetro (mm) Extensão (m) Material
AAB-EC/ES
300 0,4 FFD
250 10,3 FFD
300 144,1 FFD
1.000 563,4 FFD
1.000
– Gravidade 135,2 FFD
AAB-E08A/ETA
300 0,4 FFD
250 8,8 FFD
500 1.125,6 FFD
AAB-ES/E08
400 10,4 FFD
400 10,4 FFD
400 10,4 FFD
400 10,4 FFD
Fonte: Diagnóstico CORSAN (2023).
Conforme o diagnóstico realizado em 2016 pela Keyassociados, a automação da EEAB08A é realizada por telemetria, com acionamento e desligamento individual de cada
bomba, porém sem ajuste de vazão ou pressão. A leitura de vazão da água bruta é feita
por um macro medidor instalado na adutora que chega à ETA, no entanto, não é possível
monitorar a pressão de trabalho das bombas em operação. Já a EEAB-08 não utiliza
telemetria, não possui leitura por macro medidor e não realiza medição de pressão na rede
de adução.
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A ETA Esteio, situada na Rua Carmem Miranda, 510, é do tipo convencional e tem
capacidade nominal projetada de 1.100 l/s, contudo atualmente a vazão tratada é de 860
l/s. A estação opera cerca 24h por dia e registrou no ano de 2023 uma perda média anual
de 3,05%.
A ETA está equipada com gradeamento para pré-tratamento, e a água é conduzida para
uma calha Parshall que, conforme o diagnóstico realizado pela CORSAN em 2023, está
subdimensionada (funciona como um salto hidráulico). Nesta calha, a água recebe
agentes coagulantes, cal hidratada e sulfato de alumínio.
Posteriormente, a água passa por dois floculadores hidráulicos e dois decantadores de
fluxo ascendente com placas. Em seguida, a água é distribuída para sete filtros, sendo um
deles com carvão ativado e os outros seis filtros simples. Estes decantadores recebem
água de descarga uma vez por semana, enquanto os filtros são lavados uma vez ao dia
para evitar colmatação. A Figura 81 apresenta a vista superior da estação
Figura 81
– ETA Esteio.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
No terreno da ETA, existem três reservatórios de concreto com volumes de 3.000 m³, 500
m³ e 250 m³. Além disso, os municípios de Canoas e Esteio compartilham uma estação
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elevatória de água tratada com regime 1+1. As bombas dessa estação possuem potência
nominal de 400 e 550 cv, recalcando 205 l/s cada. A Figura 82 apresenta o sistema.
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Figura 82
– Croqui - Sistema Integrado Canoas
– Esteio
– Sapucaia do Sul | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.9. Sistema integrado de água Capão da Canoa
– Xangri-lá
–
Atlântida Sul
O sistema integrado é responsável pelo abastecimento dos municípios de Capão da Canoa
e Xangri-lá, e Atlântida Sul, distrito urbano pertencente a Osório, utilizando águas da
Lagoa dos Quadros. A captação é realizada por tomada direta, com uma vazão outorgada
de 650 l/s e uma vazão efetivamente utilizada de 456 l/s.
Próximo à captação, há uma estação de bombeamento que encaminha a água bruta à ETA
2 de Capão da Canoa. Esta estação conta com três conjuntos motobomba submersos que
trabalham em paralelo, cada um com potência de 100 cv. A água bruta é transportada por
uma adutora de ferro fundido com diâmetro nominal de 900 mm com extensão de 594
metros.
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Figura 83
– ETA 2 de Capão da Canoa.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
A ETA 2 de Capão da Canoa realiza tratamento convencional, tratando atualmente cerca
de 440 l/s, embora a estação tenha capacidade nominal de projeto de 660 l/s. Conforme
diagnóstico da CORSAN realizado em 2023, a ETA opera cerca 9 horas por dia e
apresentou uma perda média anual de 15,35%.
Na entrada, a água bruta recebe cloro para pré-oxidação, passando em seguida para a
calha Parshall, que é utilizada tanto para medição quanto para a adição de coagulante
sulfato de alumínio. A água segue então para cinco floculadores hidráulicos com chicanas
de fluxo vertical, cinco decantadores convencionais e doze filtros de camada dupla. Para
limpeza das infraestruturas, o decantador recebe água de descarga uma vez por mês,
requerendo um volume médio de 3200 m³/mês, enquanto os filtros são lavados por
gravidade com água proveniente de um reservatório elevado de 250 m³.
A água utilizada nessas operações é reutilizada: a água dos filtros é direcionada para a
captação, enquanto a dos decantadores é encaminhada para a centrífuga, utilizada como
adensador mecânico de lodo.
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A Figura 84 apresenta o croqui do sistema integrado de Capão de Canoas e Xangri-lá.
Figura 84
– Croqui - Sistema Integrado Capão da Canoa
– Xangri-lá | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.10. Sistema integrado de água Cerrito
– Pedro Osório
Esse sistema integrado abastece os municípios de Cerrito e Pedro Osório a partir do
manancial superficial Arroio Basílio, localizado na bacia hidrográfica de Mirim São
Gonçalo.
A captação por tomada direta, sem barragem, possui uma vazão de outorga de 50 l/s,
sendo a vazão utilizada de 45 l/s. Para direcionar essa água à ETA, o sistema possui uma
EEAB de regime 1+1 com ambas as bombas do modelo WEG e potência de cv,
bombeando 45 l/s por uma adutora de 920 metros, sendo 320 m com DN 300 e 600 m
com DN 150.
A ETA Pedro Osório, localizada na Rua Gilberto Cunha, nº 2850, Bairro Brasília, possui
uma capacidade nominal projetada de 52,2 l/s, mas atualmente a vazão de tratamento é
de 41,9 l/s, medida pelo macromedidor de vazão. Com uma operação de 12 horas por dia,
a CORSAN registrou em 2023 uma perda anual de 15,04%. A Figura 85 apresenta a vista
superior da unidade.
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Figura 85
– ETA de Pedro Osório.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2023).
Ao chegar na ETA, a água passa por um pré-tratamento que inclui gradeamento e préoxidação com adição de cloro gás. Em seguida, a água é encaminhada à calha Parshall,
onde é adicionado o coagulante sulfato de alumínio. A água continua para dois
floculadores hidráulicos, dois decantadores convencionais e quatro filtros de camada
simples. Os decantadores recebem água de descarga uma vez por mês, consumindo um
volume médio de 317 m³/mês, enquanto os filtros são lavados 15 vezes por mês,
requerendo 67 m³/mês.
Os municípios de Pedro Osório e Cerrito ainda compartilham um reservatório
semienterrado de 450 m³ e uma EEAT com duas bombas instaladas (1+1) do modelo
WEG, cada uma com potência nominal de 30 cv, que recalcam 30 l/s. A Figura 86
apresenta o croqui do sistema.
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Figura 86
– Croqui - Sistema Integrado Pedro Osório
– Cerrito | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.11. Sistema integrado de água Charqueadas
– São Jerônimo
O sistema integrado Charqueadas
– São Jerônimo abastece integralmente os dois
municípios a partir do manancial Rio Jacuí, situado na Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí.
Esse sistema está projetado para atender 65.041 habitantes até 2035.
A água bruta é captada do Rio Jacuí com uma vazão de 260,20 l/s e recalcada até a ETA
por uma adutora de água bruta de ferro fundido com 800 m de extensão e diâmetro
nominal de 400 mm, com auxílio de duas EEAB. A primeira estação possui duas bombas
do modelo Higra instaladas, sendo uma de reserva, com potência de 170 cv, capazes de
recalcar até 380 l/s cada. A segunda unidade de bombeio possui três bombas (2+1) do
modelo General Electric com potência nominal de 40 cv. Cada bomba consegue recalcar
uma vazão de 130 l/s, e quando duas estão em operação, bombeiam uma vazão de 380
l/s.
A ETA Charqueadas, situada na Rua Sete de Setembro, n° 102, atende ambos os
municípios e tem capacidade nominal de 257 l/s, tratando atualmente 239 l/s com cerca
de 14 horas e meia de operação diária. Conforme diagnóstico da CORSAN, no ano de
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2023, a estação apresentou uma média de perda anual de 2,28%. A Figura 87 apresenta
a ETA Charqueadas.
Figura 87
– ETA Charqueadas.
Fonte: PMSB de Charqueadas/RS
– Versão base (2020).
A água bruta entra na estação pela calha Parshall, onde a vazão é medida e são
adicionados cal hidratado e sulfato de alumínio. Em seguida, a água é direcionada para
dois floculadores hidráulicos e dois decantadores convencionais de fluxo ascendente, que
recebem água de descarga para limpeza três vezes por ano. Por fim, a água é direcionada
a três filtros de camada simples, que são lavados uma vez por dia, consumindo um volume
estimado de 7.605 m³/mês.
No terreno da ETA, há um reservatório enterrado de concreto armado, com um volume
nominal de 1.120 m³, cujo nível é controlado por telemetria. Após o tratamento, o sistema
se divide em duas linhas: uma abastecendo Charqueadas e outra direcionando a água
tratada para o município de São Jerônimo. A Figura 88 apresenta o sistema integrado
Charqueadas
– São Jerônimo.
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Figura 88
– Croqui - Sistema integrado Charqueadas
– São Jerônimo | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.12. Sistema integrado de água Cidreira
– Balneário Pinhal
Este sistema é abastecido pelo manancial superficial Lagoa da Fortaleza, localizado na
bacia hidrográfica do Rio Tramandaí. A captação neste manancial tem uma vazão de
outorga de 330 l/s, com uma vazão efetivamente utilizada de 170 l/s.
A água bruta é recalcada por uma EEAB (2+2), equipada com uma bomba de 175 cv e
três de 150 cv. Quando operando com duas bombas, o sistema recalca uma vazão de 200
l/s através de uma adutora de 8,76 km de extensão e diâmetro de 300 mm, que transporta
a água bruta até a ETA.
O sistema integrado possui duas ETAs convencionais, situadas na Rua Silveira Martins
678, com capacidade nominal de 300 l/s. Estas ETAs tratam uma vazão de 144 l/s na
baixa temporada e 270 l/s na alta temporada, operando cerca de 20 horas por dia. As
vazões são apuradas por medidor pitométrico e pela calha Parshall, onde também são
adicionados os coagulantes antes de a água ser direcionada para os quatro floculadores
hidráulicos. Em seguida, a água passa por quatro decantadores e segue para oito filtros de
camada simples.
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225
Como apresentado na Figura 89 os municípios não compartilham reservatórios, sendo o
sistema dividido em duas linhas de abastecimento para atender cada município
separadamente.
Figura 89
– Croqui - Sistema Integrado Cidreira
– Balneário Pinhal | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.13. Sistema integrado de água Dois Irmãos
– Morro Reuter
O sistema de Dois Irmãos e Morro Reuter é abastecido pelo manancial superficial Arroio
Feitosa e por um conjunto de poços subterrâneos, que correspondem a 75% e 25% do
abastecimento dos municípios, respectivamente.
O sistema é abastecido por um manancial subterrâneo com vazão de 6,9 l/s e pelo Arroio
Feitosa. No manancial superficial, há uma Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB)
com capacidade de bombeamento de até 47 l/s, utilizando uma adutora com 1.334 metros
de extensão e diâmetro nominal de 300 mm.
A água dos dois mananciais converge para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Dois
Irmãos, localizada na Rua Dr. Ricardo Sprinz, 51, conforme ilustrado na Figura 90. A
unidade realiza tratamento convencional da água, com capacidade de tratamento de até
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55 l/s. Após o tratamento, a água é distribuída entre os municípios de Dois Irmãos e Morro
Reuter, conforme mostrado na Figura 91.
Figura 90
– Vista superior da ETA Dois Irmãos.
Fonte Adaptado do Google Earth (2023).
Figura 91
– Croqui Sistema Integrado Dois Irmãos
– Morro Reuter | RS.
Fonte: ANA (2019).
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4.1.2.14. Sistema integrado de água Eldorado do Sul
– Guaíba
O sistema integrado Eldorado do Sul - Guaíba abastece a integralmente os dois
municípios a partir do manancial Lago Guaíba, situado na bacia hidrográfica de mesmo
nome. Estima-se que o sistema integrado consiga abranger 153.823 habitantes em 2035.
A captação de água ocorre em dois pontos diferentes no Guaíba. Inicialmente, uma
tubulação a 100 metros da orla direciona a água para uma câmara de sucção, de onde é
aduzida para as ETAs pelas estações elevatórias, visando captar água de melhor
qualidade. A segunda captação é composta por uma bomba submersa no fundo do lago.
Atualmente a captação ocorre com uma vazão mínima de 300 l/s, alcançando até 510 l/s.
O sistema inclui duas EEAB operando em regime 1+1, uma com potência de200bcv, e
outra com motores de 450 cv e 425 cv. A água é aduzida por uma AAB de 1,10 km de
extensão e diâmetro nominal de 500 mm até a estação de tratamento ETA-003 e outra de
830 m de extensão e diâmetro nominal de 300 mm até a ETA-001.
A ETA 1 (ETA Velha) tem capacidade nominal de tratamento de 120 l/s, mas atualmente
trata uma vazão de 140 l/s. Já a ETA 3 (ETA Nova) tem a capacidade nominal de 250 l/s,
mas trata 350 l/s. Ambas as ETAs operam acima de suas capacidades nominais.
A ETA 01 é utilizada atualmente como produção complementar da ETA 03. Essa estação
opera aproximadamente 21 horas por dia e registrou uma perda média anual de 4% em
2023. A unidade conta com um gradeamento como pré-tratamento e uma calha Parshall
na entrada da ETA, onde é adicionado o coagulante.
Em continuidade, a água se direciona a um floculador hidráulico que separa a água em
dois módulos. O primeiro módulo possui um decantador circular e dois conjuntos de
filtros de fluxo descendente. O segundo módulo é composto por um decantador de placa
inclinada e um conjunto de sete filtros de fluxo descendente. Em ambos os módulos, a
cloração ocorre entre os processos de decantação e filtração.
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A ETA 03, por sua vez, é a principal fonte de fornecimento de água para o sistema
integrado Eldorado do Sul - Guaíba. Essa estação opera cerca de 24 horas por dia e,
conforme dados da CORSAN, registrou em 2023 uma perda média anual de 4,9%.
A água bruta entra na estação por meio da calha Parshall, onde é realizado a medição da
vazão e adicionado o coagulante. Em seguida, a água passa para dois módulos iguais de
floculadores hidráulicos e decantação convencional de fluxo horizontal. Por fim, a água
é direcionada a três filtros de duas camadas.
Após o tratamento, a água é direcionada para cada município que compõe o sistema
integrado. A Figura 92 apresenta o croqui do sistema elaborado ela ANA em 2019.
Figura 92
– Croqui - Sistema Integrado Eldorado do Sul
– Guaíba | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.15. Sistema integrado de água Gaurama
– Viadutos
Este sistema integrado abastece os municípios de Gaurama e Viadutos, com captação
instalada no Rio Suzano, localizado na bacia hidrográfica dos Rios Apuaê Inhandava.
A captação é realizada com uma vazão de 28 l/s e conta com uma barragem de nível.
Próximo à captação, está instalada a EEAB, equipada com duas bombas, uma reserva,
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229
com potências de 350 cv e 250 cv, bombeando 32 l/s através de uma adutora de ferro
fundido que se estende por 4,85 km e possui 200 mm de diâmetro.
A ETA, situada na Rua Luiz Comarela, n° 120, opera com uma vazão de 28 l/s, embora
tenha capacidade para tratar até 45 l/s. A estação opera cerca de 13,5 horas por dia e
apresentou uma perda média anual de 3%. A Figura 93 apresenta a vista superior da
unidade.
Figura 93
– ETA - Sistema Integrado Gaurama
– Viadutos | RS.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2023).
A entrada da água bruta na estação de tratamento ocorre pela calha Parshall, onde é
adicionado o coagulante sulfato de alumínio. Em seguida, a água passa por um floculador
hidráulico e segue para um decantador convencional, que é seguido por dois filtros de
camada simples. Os decantadores recebem água de descarga uma vez por mês,
consumindo um volume médio de 550 m³/mês. Os filtros são lavados 10 vezes por mês,
consumindo 750 m³/mês.
O sistema integrado conta ainda com dois reservatórios instalados no terreno da ETA.
Ambos são de concreto, sendo um enterrado e outro elevado, acumulando 750 m³ e 150
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230
m³ respectivamente. Após a reservação, a água tratada é dividida entre Gaurama e
Viaduto, conforme Figura 94.
Figura 94
– Croqui - Sistema Integrado Gaurama
– Viadutos | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.16. Sistema Integrado Igrejinha
– Três Coroas
A água utilizada para o abastecimento do sistema integrado é proveniente do manancial
superficial Rio Paranhana, situado na bacia hidrográfica do Rio Sinos. A vazão de outorga
do manancial é de 250 l/s, sendo captados 85 l/s para atender o sistema.
A água é recalcada do Rio Paranhana para a ETA com o auxílio de uma EEAB que opera
em regime (1+2), possuindo duas bombas com 60 cv de potência nominal, capazes de
recalcar 45 l/s, e uma de 125 cv, bombeando 93 l/s. A água é direcionada para a ETA de
Três Coroas por meio de duas adutoras paralelas de 940 m cada, uma com diâmetro de
250 mm e outra de 400 mm.
A ETA de Três Coroas, ilustrada na Figura 95, está localizada na Rua Carlos Robinson,
1101, e possui uma capacidade de tratamento projetada de 90 l/s. Atualmente a ETA trata
uma vazão de 85 l/s, sendo 67 l/s destinados a Três Coroas e 17,84 l/s encaminhados a
Igrejinha, em uma operação de aproximadamente 22 horas por dia.
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231
Figura 95
– ETA de Três Coroas.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
A estação possui uma calha Parshall na entrada, onde é adicionado os coagulantes cal
hidratada e sulfato de alumínio. Em seguida, a água passa por um floculador hidráulico
que direciona a água para dois tanques de decantação de fluxo ascendente, que distribui
a água em dez filtros de camada simples. A limpeza dos decantadores ocorre uma vez por
mês, requerendo um volume médio de 152 m³/mês. Já para lavagem dos filtros ocorre
uma vez por dia, demandando um volume de 7.788 m³/mês.
Existem dois reservatórios instalados nas proximidades da ETA que tem como objetivo
distribuir água para Três Coroas e Igrejinha. Os reservatórios são circulares de concreto
semienterrado, sendo um de 500 m³ e outro de 1000 m³. A figura mostra o croqui do
sistema.
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232
Figura 96
– Croqui - Sistema Integrado Igrejinha
– Três Coroas | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.17. Sistema integrado de água Imbé
– Xangri-lá
O sistema integrado tem como fonte o manancial superficial Rincão da Cadeia,
pertencente a bacia hidrográfica do Rio Tramandaí.
O manancial utilizado para o abastecimento possui uma vazão de outorga de 500 l/s,
porém, a vazão efetivamente utilizada é de 150 l/s. Para recalcar a água bruta, o sistema
conta com uma EEAB em regime 2+2, operando sempre um conjunto composto por uma
bomba de 75 cv e outra de 250 cv. A água é direcionada a ETA por meio de uma adutora
de 19 km com DN variando entre 450 e 300 mm.
A ETA Imbé trata uma vazão de 150 l/s, medida na calha Parshall, onde também é
adicionado o coagulante. Em seguida, a água passa por dois floculadores hidráulicos, dois
decantadores e três filtros. No pátio da ETA, há ainda dois reservatórios que acumulam
1.500 m³ de água tratada. A Figura 97 apresenta o croqui do Sistema Integrado Imbé
–
Xangri-lá | RS.
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233
Figura 97
– Croqui - Sistema Integrado Imbé
– Xangri-lá | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.18. Sistema integrado de água Palmitinho
– Vista Alegre
–
Taquaruçu do Sul
– Pinheirinho do Vale
O sistema integrado que abastece os municípios é alimentado pelo manancial superficial
Rio Guarita Nova, pertencente à bacia hidrográfica do Rio da Várzea. O manancial
utilizado no sistema tem uma vazão de outorga de 25 l/s, sendo a vazão efetivamente
utilizada de 23 l/s. O sistema possui uma EEAB com duas bombas instaladas, sendo uma
de reserva, ambas com potência nominal de 75 cv, capazes de recalcar 25 l/s através de
uma adutora de água bruta de 1,5 km de extensão e 150 mm de diâmetro.
A ETA do sistema, localizada na Rua Tranquilo Piaia, tem capacidade nominal projetada
de 20 l/s, mas a vazão atualmente tratada é de 26 l/s. A unidade opera em média 22 horas
por dia, registrando uma perda média anual de 7% da produção. A figura apresenta a vista
superior da estação.
O tratamento da água se inicia com a adição do coagulante no ressalto hidráulico. Em
continuidade, a água segue para um floculador hidráulico e um decantador convencional,
que distribui a água para quatro filtros de camada simples. O decantador é limpo uma vez
por mês, consumindo um volume médio de 178 m³/mês, enquanto os filtros são lavados
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234
diariamente, requerendo um volume de 4.454 m³/mês de água. O efluente gerado no
processo de tratamento é recirculado.
Os municípios ainda compartilham dois reservatórios localizados no terreno da ETA.
Ambos os reservatórios são cilíndricos e construídos em concreto armado, acumulando
30 m³ e 200 m³. Após o tratamento, a água é distribuída para os municípios, conforme
mostrado na Figura 98.
Figura 98
– Croqui - Sistema Integrado Palmitinho
– Vista Alegre
– Taquaruçu do Sul
–
Pinheirinho do Vale | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.19. Sistema integrado de água Parobé
– Igrejinha
A captação de água bruta para o sistema integrado ocorre em Parobé, no manancial
superficial Paranhana, situado na bacia hidrográfica do Sinos.
A vazão de captação é de 127 l/s, sem a necessidade de barragem. Próxima à captação,
há uma EEAB operando em regime 1+2, com duas bombas de 75 cv de potência nominal,
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235
capazes de recalcar 170 l/s, e uma terceira bomba de 60 cv, bombeando 6 l/s. Uma adutora
de 773 metros com DN 400 mm liga a elevatória à ETA de Parobé.
A estação de tratamento opera com uma capacidade nominal projetada de 150 l/s, em
média, 15 horas por dia. A unidade está localizada na Rua Liberato, conforme ilustrado
na Figura 99.
Figura 99
– Vista superior
– ETA de Parobé.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
A estação de tratamento realiza a pré-oxidação da água com adição de cloro como prétratamento, direcionando-a para a calha Parshall, onde a vazão de entrada é medida e o
coagulante é adicionado. Em seguida, a água é encaminhada para dois floculadores
hidráulicos e dois decantadores convencionais de fluxo horizontal, estes que recebem
água de descarga uma vez por mês. Por fim, a água é distribuída para quatro filtros de
camada dupla, que são lavados diariamente.
A estação possui leitos de secagem que recebem o lodo gerado durante a operação,
removendo a água antes de o lodo ser encaminhado para a compostagem. A água utilizada
na descarga dos decantadores e lavagem dos filtros é direcionada tanto para os leitos de
secagem quanto para o manancial.
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O sistema integrado possui dois reservatórios apoiados no parque da ETA, sendo um com
volume nominal de 1.050 m³ e outro de 200 m³. A Figura 100 apresenta o croqui do
Sistema Integrado Parobé
– Igrejinha | RS.
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Figura 100
– Croqui - Sistema Integrado Parobé
– Igrejinha | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.20. Sistema integrado de água Salvador do Sul
– São Pedro da
Serra
O sistema abastece integralmente os municípios de Salvador do Sul e São Pedro da Serra
a partir do manancial Arroio Pimenta, localizado na bacia hidrográfica Taquari-Antas.
A água bruta é captada com uma vazão de 20,6 l/s e transportada por gravidade através
de uma adutora de 2,20 km de comprimento e 200 mm de diâmetro nominal até a ETA.
A ETA de Salvador do Sul, por sua vez, está projetada para tratar 32 l/s, operando
atualmente com uma vazão de 22,5 l/s, conforme medição do macromedidor da estação.
A água bruta entra na ETA pela calha Parshall, onde é adicionado o coagulante. Em
seguida, a água passa por três floculadores hidráulicos, três decantadores convencionais
e três filtros de camada dupla. Além disso, os municípios compartilham dois reservatórios
que acumulam 150 m³. O croqui do sistema é apresentado na Figura 101.
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Figura 101
– Croqui - Sistema Integrado Salvador do Sul
– São Pedro da Serra | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.21. Sistema integrado de água São José do Ouro
– Cacique Doble
O sistema realiza a captação nos limites territoriais de São José do Ouro, a partir do
manancial superficial Rio Carazinho, pertencente à bacia hidrográfica de Apuaê
Inhandava.
O manancial possui uma vazão de outorga de 30 l/s, porém atualmente é captada uma
vazão de 22 l/s, que é bombeada em direção à ETA por uma EEAB em regime 1+1. As
bombas instaladas na elevatória possuem características iguais, com potência de 100 cv
do modelo WEG. A água é então transportada por uma adutora de água bruta com 950
metros de extensão e diâmetro nominal de 150 mm.
A ETA convencional do sistema é projetada para tratar 40 l/s, operando atualmente com
22 l/s durante aproximadamente 14 horas por dia, apresentando uma perda média anual
de 4,5% da produção. A água bruta entra na estação pela calha Parshall, onde é realizada
a medição da vazão e adicionado o coagulante. Em seguida, a água passa por dois
floculadores hidráulicos e dois decantadores convencionais que encaminham a água para
um filtro simples.
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A limpeza dos decantadores ocorre uma vez por mês, consumindo 312 m³/mês, enquanto
os filtros são lavados uma vez por dia, demandando 1.500 m³/mês. Tanto o lodo quanto
o efluente gerados na operação retornam para o Rio Carazinho.
O sistema integrado ainda possui dois reservatórios próximos à ETA, cada um com
capacidade de armazenamento de 150 m³, que distribuem a água para os municípios de
São José do Ouro e Cacique Doble. Ambos os reservatórios são cilíndricos e construídos
em concreto. A Figura 102 apresenta o croqui do sistema integrado.
Figura 102
– Croqui - Sistema Integrado São José do Ouro
– Cacique Doble | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.22. Sistema integrado de água São Sebastião do Caí
– Capela de
Santana
De acordo com a CORSAN, o município de São Sebastião do Caí exportou, de janeiro a
março de 2024, um volume de 60.058 m³ para Capela de Santana. O sistema é abastecido
pelo manancial superficial Rio Caí, localizado na bacia hidrográfica de mesmo nome.
A captação de água bruta no manancial acontece com uma vazão de 63 l/s que é
direcionada para a ETA de São Sebastião do Caí. A estação de tratamento, situada na Rua
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Madre Regina Prontmann, possui uma capacidade nominal de 7.000 l/s e opera
atualmente com 64 l/s durante 16 horas por dia. A Figura 103 apresenta a vista superior
e entrada da unidade.
Figura 103
– ETA de São Sebastião do Caí.
Fonte: Adaptado do Google Street e Google Earth (2023).
Na ETA, a água bruta passa por um gradeamento e por um macromedidor de vazão antes
de seguir para a calha Parshall, onde é adicionado o coagulante, aproveitando o ressalto
hidráulico. Em seguida, a água passa por um floculador hidráulico e um decantador
convencional, que distribui a água entre dois filtros de dupla camada.
Os municípios ainda compartilham quatro reservatórios instalados no território de São
Sebastião do Caí. Três desses reservatórios são construídos em concreto, com
capacidades de 500 m³, 100 m³, e 50 m³, enquanto o quarto reservatório é metálico, com
capacidade de 100 m³. A Figura 104 apresenta o croqui do sistema integrado.
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Figura 104
– Croqui - Sistema Integrado São Sebastião do Caí
– Capela de Santana | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.23. Sistema integrado de água Tramandaí
– Imbé I
Conforme os dados de 2023 da CORSAN, esse sistema recebe água proveniente da Lagoa
Emboaba, pertencente à bacia hidrográfica do Rio Tramandaí, com uma vazão outorgada
de 600 l/s, sendo atualmente captados 180 l/s.
Próximo à captação, há uma EEAB operando em regime 2+1, com três bombas de 70 cv
cada. Os conjuntos de bombas combinados são capazes de bombear água para a ETA com
uma vazão de 272 a 276 l/s através de uma adutora de 1,10 km de extensão e 500 mm de
diâmetro.
A ETA de Tramandaí opera com uma vazão de 272 l/s por aproximadamente 22 horas
diárias. A estação realiza a pré-oxidação e encaminha a água para a calha Parshall, onde
é adicionado o coagulante. A estação possui dois floculadores hidráulicos, dois
decantadores e quatro filtros simples.
A água tratada é direcionada para dois reservatórios localizados na ETA que acumulam
2.150 m³. A Figura 105 apresenta o croqui elaborado pela ANA em 2019.
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Figura 105
– Croqui Sistema Integrado Tramandaí
– Imbé I | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.24. Sistema integrado de água Veranópolis
– Vila Flores
O sistema integrado que abastece Veranópolis e Vila Flores tem a água proveniente de
Arroio Retiro, pertencente a bacia hidrográfica Taquari-Antas, em que é captado uma
vazão de 87 l/s.
A água é transportada a ETA Veranópolis por 4,5 km de adutora com variações de
diâmetro nominal entre 150 mm, 200 mm e 350 mm, sendo recalcada com auxílio de duas
EEABs A ETA, situada na Rua Fiorelo Henrique Chiaradia, 570, opera com uma vazão
de 87 L/s e sua vista superior é apresentada na Figura 106.
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Figura 106
– Vista superior ETA Veranópolis.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2023).
Há cinco reservatórios no terreno da ETA, responsáveis pela distribuição de água para os
municípios de Veranópolis e Vila Flores. Todos os reservatórios são construídos em
concreto e possuem uma capacidade total de 1.800 m³. Além disso, existem três
reservatórios intermediários com capacidade de armazenamento de 330 m³. O Quadro
71 apresenta os dados de cada reservatório, enquanto a Figura 107 ilustra o croqui do
sistema.
Quadro 71
– Reservatórios - Sistema Integrado Veranópolis
– Vila Flores | RS.
Nome Tipo Volume (m³)
R-1 Semienterrado 1.100
R-2 Semienterrado 300
R-3 Enterrado 200
R-4 Elevado 150
R-5 Elevado 50
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Nome Tipo Volume (m³)
R-6 Apoiado 200
R-7 Semienterrado 100
R-8 Elevado 30
Fonte: Diagnóstico CORSAN (2023).
Figura 107
– Croqui - Sistema Integrado Veranópolis
– Vila Flores | RS.
Fonte: ANA (2019).
4.1.3. Qualidade da água
A qualidade da água é fundamental para a saúde pública, o desenvolvimento sustentável
e o bem-estar das comunidades. Garantir que a água atenda aos padrões exigidos para o
consumo humano é um compromisso indispensável para minimizar riscos à saúde e
promover segurança hídrica. No Brasil, o monitoramento contínuo e a vigilância da água
desempenham papel estratégico nesse processo, sendo regulamentados por normas
federais e estaduais que norteiam as ações de controle. Este item aborda a qualidade da
água, segundo as normas vigentes
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A regulamentação da qualidade da água no Brasil é regida principalmente pela Portaria
GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde. Essa portaria estabelece os padrões de
potabilidade e os procedimentos para controle e vigilância da água destinada ao consumo
humano. O objetivo é garantir que a água fornecida seja segura para consumo, protegendo
a saúde pública e atendendo às necessidades básicas da população. Entre os critérios
definidos estão os limites para uma ampla gama de parâmetros: • Químicos: incluem metais como alumínio, ferro, manganês e nitrato, que, em
concentrações elevadas, podem representar riscos à saúde, como intoxicações e
danos neurológicos. Esses parâmetros também afetam a durabilidade das
infraestruturas de abastecimento, podendo provocar corrosão e obstruções.
• Físicos: abrangem turbidez, cor, temperatura e odor, que influenciam a percepção
sensorial da água e a aceitação pelos consumidores. Além disso, parâmetros como
turbidez impactam diretamente a eficácia da desinfecção, enquanto o odor pode
sinalizar presença de compostos orgânicos ou falhas no sistema de tratamento.
• Microbiológicos: indicadores como coliformes totais e Escherichia coli são
fundamentais para detectar contaminação por esgoto ou resíduos orgânicos,
representando um alerta crítico para a prevenção de doenças de veiculação hídrica,
como febre tifóide, hepatites e diarreias.
• Trihalometanos (THMs): compostos orgânicos formados durante a desinfecção,
cujo monitoramento é indispensável para evitar riscos tóxicos e carcinogênicos
associados à sua presença em níveis elevados. Essa abordagem sistemática
garante a confiabilidade do abastecimento, permitindo a detecção precoce de
inconformidades e a implementação de melhorias nos processos, contribuindo
para a proteção da saúde da população e a preservação dos recursos hídricos.
Além disso, a Portaria SES nº 276/2021, do Estado do Rio Grande do Sul, complementa
as diretrizes federais ao detalhar as competências locais, prazos e procedimentos para
registro de dados no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para
Consumo Humano (Sisagua). Essa regulamentação garante uma coleta de informações
sistemática e transparente, permitindo uma supervisão embasada e eficaz.
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O monitoramento da qualidade da água envolve uma abordagem integrada, realizada
tanto pelos operadores dos sistemas de abastecimento quanto por laboratórios
terceirizados devidamente acreditados. Essa combinação assegura que as análises sejam
completas e imparciais, cobrindo uma ampla gama de parâmetros exigidos pelas normas.
As análises são conduzidas periodicamente, de acordo com um cronograma definido pelas
legislações vigentes, e incluem diferentes etapas do sistema de abastecimento, como a
água bruta captada, a água tratada na saída das ETAs e a água distribuída à população.
Essa vigilância constante permite identificar variações nos padrões de qualidade e aplicar
ajustes quando necessário, garantindo a conformidade com os requisitos legais.
De acordo com dados do Sisagua, as análises ocorreram, no período de janeiro a julho de
2023, em 156 municípios que integram o Plano Regional do Rio Grande do Sul,
abrangendo 150 poços e 152 Estações de Tratamento de Água (ETAs), e seguiram as
diretrizes estabelecidas por essas regulamentações, reforçando a importância de uma
abordagem padronizada e rigorosa.
Os principais parâmetros avaliados durante as análises refletem aspectos essenciais para
a segurança e a potabilidade da água. Destacam-se: • Turbidez: Um indicador físico que avalia a presença de partículas em suspensão.
Valores fora do padrão podem interferir na desinfecção e na aceitação pelos
consumidores.
• Metais: Como ferro, manganês e alumínio, que podem alterar a estética da água
(cor, sabor e odor) e, em concentrações elevadas, trazer riscos à saúde.
• Odor: Um parâmetro físico que pode indicar a presença de compostos orgânicos,
processos de decomposição ou condições inadequadas no sistema de
abastecimento. O odor é um aspecto sensorial que afeta diretamente a
aceitabilidade da água pelos consumidores e pode sinalizar a necessidade de
intervenções no tratamento.
• Trihalometanos (THMs): Subprodutos da reação entre cloro e matéria orgânica
durante o processo de desinfecção. O monitoramento desses compostos é
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fundamental devido aos possíveis efeitos adversos à saúde quando presentes em
níveis elevados.
• Coliformes totais e Escherichia coli: Indicadores microbiológicos utilizados
para verificar a presença de contaminação fecal, essencial para prevenir doenças
de veiculação hídrica.
A qualidade da água é dinâmica e pode ser influenciada por fatores naturais, como
mudanças nas condições climáticas e ambientais, e por atividades humanas, como o uso
do solo e a urbanização. Por isso, a vigilância contínua desempenha um papel crucial na
identificação de potenciais riscos e na implementação de ações corretivas de forma ágil.
Além disso, o monitoramento também é fundamental para garantir a sustentabilidade do
sistema de abastecimento, prevenindo problemas que possam comprometer a qualidade
do recurso ou sobrecarregar as infraestruturas. A integração entre operadores, laboratórios
terceirizados e órgãos de vigilância é essencial para manter padrões elevados de
segurança e potabilidade.
4.1.4. Licenças Ambientais
A licença ambiental é um instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente, que tem
como objetivo assegurar o uso sustentável e o equilíbrio ecológico dos recursos hídricos,
especialmente em empreendimentos ou atividades que possam impactar sua qualidade ou
disponibilidade. A licença é emitida pelo órgão ambiental competente, com base em
análises técnicas que verificam a viabilidade ambiental do projeto proposto.
O processo de licenciamento ambiental no Brasil segue etapas bem definidas.
Inicialmente, o empreendedor protocola o requerimento no órgão ambiental,
apresentando os documentos necessários e os estudos técnicos.
A partir dessa solicitação, o órgão avalia a viabilidade ambiental do empreendimento e,
se aprovado, emite a licença ambiental. Além disso, o órgão realiza o monitoramento e a
fiscalização do empreendimento para assegurar o cumprimento das condicionantes
estabelecidas.
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No estado do Rio Grande do Sul, o licenciamento ambiental é coordenado pela FEPAM
(Fundação Estadual de Proteção Ambiental) e pelos municípios habilitados pelo Sistema
Estadual de Proteção Ambiental (SIAP-RS). A FEPAM é responsável pelo licenciamento
de empreendimentos de sistemas de esgotamento sanitário de impacto ambiental local,
regional ou estadual, enquanto os municípios podem licenciar atividades de sistemas de
esgotamento sanitário de oriundos de loteamentos e desmembramentos cujo porte
originário é de competência municipal, conforme a Resolução CONSEMA 372/2018 e
suas atualizações e de acordo com as diretrizes da Lei Complementar nº 140/2011. Essa
lei estabelece as competências dos entes federativos no que diz respeito ao licenciamento
ambiental, garantindo a descentralização e a cooperação entre União, Estados e
Municípios.
No que tange aos parâmetros de qualidade da água, a Resolução CONAMA nº 357/2005
regulamenta o enquadramento dos corpos d’água em classes, considerando seus usos
preponderantes, além de definir os limites para o lançamento de efluentes. Essa norma é
fundamental para assegurar que a qualidade das águas seja compatível com o uso
sustentável e com a preservação dos ecossistemas aquáticos.
Além disso, o licenciamento ambiental, incluindo eventuais isenções ou hipóteses de não
incidência, é regulamentado pela Resolução CONAMA nº 237/1997, que estabelece as
regras gerais do processo de licenciamento, e pela Lei Complementar nº 140/2011, que
define competências e orienta sobre situações de dispensa de licenciamento. No Rio
Grande do Sul, o Decreto Estadual nº 53.202/2016 detalha os procedimentos específicos
do licenciamento ambiental no estado, abrangendo prazos, categorias de
empreendimentos e critérios técnicos, bem como a Resolução CONSEMA 372/2018, que
alterada posteriormente pela Resolução CONSEMA 505/2023 estabelece, por exemplo
que SAA de até 3.000 m³/dia são isentos de licenciamento.
A implantação e operação de um sistema de abastecimento de água requerem
obrigatoriamente o licenciamento ambiental, que é um instrumento essencial para garantir
que o empreendimento esteja em conformidade com os requisitos legais e mitigue
possíveis impactos ao meio ambiente. Esse processo assegura a sustentabilidade
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ambiental e a segurança hídrica, sendo indispensável para atividades que envolvem
captação, tratamento, distribuição e descarte de resíduos.
Os sistemas de abastecimento de água operados pela Companhia Riograndense de
Saneamento (CORSAN) estão sujeitos a diferentes tipos de licenças ambientais,
considerando a diversidade e a complexidade das instalações. As principais licenças
aplicáveis incluem: • Licença de Instalação (LI): Autoriza a execução das obras e instalações,
incluindo estações de tratamento de água (ETA), reservatórios e sistemas
associados.
• Licença de Instalação de Regularização (LIAR): Específica para regularizar
obras e instalações já existentes que ainda não possuem licença ambiental válida.
• Licença de Instalação e Operação de Regularização (LIOR): Permite a
regularização combinada da instalação e da operação de empreendimentos ou
atividades.
• Licença de Operação (LO): Autoriza a operação regular do sistema após a
conclusão das obras, comprovando que foram atendidas as condicionantes das
licenças anteriores.
• Licença de Operação de Regularização (LOR): Aplicável para regularizar a
operação de empreendimentos que já estão em funcionamento sem licença.
• Dispensa de Licenciamento Ambiental (DLAE): Para instalações de baixo
impacto ambiental que não necessitam de licenciamento formal, mas devem
seguir normas específicas.
• Licença Prévia de Instalação e Ampliação (LPIA): Necessária para novos
empreendimentos ou ampliações, avaliando a viabilidade ambiental e
estabelecendo diretrizes para a instalação.
• Licença de Uso (LU): Relacionada à utilização de recursos naturais, como
captação de água ou uso de áreas específicas.
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A Figura 108 apresenta um gráfico detalhado com o status geral dos processos de
licenciamento atualmente em andamento e vigentes, demonstrando a distribuição dos
diferentes estágios das licenças.
Figura 108 - Situação das Licenças Ambientais de Água
Fonte: CORSAN (2024)
– Adaptado.
Essas licenças abrangem um total de 265 instalações operadas pela CORSAN, incluindo
estações de tratamento de água (ETAs), reservatórios, sistemas de manejo de resíduos e
soluções de bioengenharia. A descrição detalhada das licenças mencionadas encontra-se
no Apêndice III, que consolida as informações técnicas e regulamentares que regem o
processo de licenciamento ambiental no contexto dessas operações. A Figura 109
apresenta o gráfico sobre a quantidade de licenças por tipo de instalação.
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Figura 109 -Quantidade de licenças por tipo de instalação
Fonte: CORSAN (2024)
– Adaptado.
A regulamentação das licenças segue dispositivos como a Resolução CONAMA nº
237/1997, além de normas estaduais e municipais, evidenciando o compromisso da
CORSAN com a conformidade legal e a preservação ambiental. Este esforço contribui
significativamente para a gestão sustentável dos recursos hídricos e para a garantia da
segurança ambiental em suas operações.
4.1.5. Outorgas
A outorga de direito de uso de recursos hídricos é um instrumento legal fundamental para
regular o uso da água, garantindo que sua captação, utilização ou lançamento sejam
realizados de forma sustentável e em conformidade com a legislação. Esse instrumento é
indispensável para atividades que possam alterar o regime, a qualidade ou a quantidade
de recursos hídricos, como abastecimento público, irrigação, geração de energia, entre
outros. Por meio da outorga, os órgãos gestores asseguram a distribuição equitativa da
água, a preservação dos corpos hídricos e a resolução de potenciais conflitos de uso.
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No estado do Rio Grande do Sul, a responsabilidade pela emissão das outorgas é
compartilhada entre dois órgãos gestores, dependendo da jurisdição do corpo hídrico: • Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS): O DRHS,
vinculado à Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul
(SEMA), é responsável pela gestão das águas de domínio estadual. Suas
atribuições incluem a emissão de outorgas para o uso de recursos hídricos dentro
dos limites do estado, o monitoramento da qualidade e da quantidade das águas,
a gestão de conflitos de uso e a implementação da política estadual de recursos
hídricos. Além disso, o DRHS coordena os comitês de bacia hidrográfica em nível
estadual, promovendo a participação social na tomada de decisões sobre a gestão
das águas.
• Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA): órgão vinculado ao
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, é a entidade responsável pela
gestão das águas de domínio da União. Além de administrar rios e corpos hídricos
interestaduais e transfronteiriços, a ANA regula e fiscaliza o uso dos recursos
hídricos sob sua competência, emitindo outorgas e estabelecendo critérios para a
preservação e o uso racional da água. A agência também promove a articulação
entre os estados e os municípios para a gestão integrada e descentralizada dos
recursos hídricos, apoia a implementação de políticas públicas relacionadas ao
saneamento e ao abastecimento, e contribui para a formulação de diretrizes e ações
de âmbito nacional.
O processo de obtenção da outorga segue etapas regulamentadas. O requerente deve
protocolar junto ao órgão competente a solicitação acompanhada de documentos técnicos
e administrativos, como projetos detalhados, dados sobre a vazão requerida e estudos
ambientais. O órgão analisa o pedido considerando a disponibilidade hídrica, os usos
preexistentes e as diretrizes técnicas e legais. Uma vez aprovado, o direito de uso é
formalizado por meio da emissão da outorga, que pode ter validade limitada e estar sujeita
a renovações ou revisões periódicas.
O marco regulatório que orienta a emissão de outorgas no Brasil é a Lei nº 9.433/1997,
que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos. No Rio Grande do Sul, a Lei
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Estadual nº 10.350/1994 regulamenta a gestão estadual dos recursos hídricos,
complementada por resoluções específicas que detalham os procedimentos.
No caso da Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), a empresa possui
atualmente 1.417 outorgas emitidas, que contemplam captações de água destinadas ao
abastecimento público em diversas regiões do estado. Importante destacar que estas
outorgas são referentes a captação subterrânea. Essas outorgas estão detalhadas no
Apêndice III, que consolida as informações relativas à gestão e regularização do uso da
água pela companhia, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade e o
cumprimento das normas ambientais.
Como pode ser observado na Figura 110, das 1.416 outorgas emitidas, 63% das captações
estão em operação, e 37% encontram-se em reserva ou inoperante.
Figura 110
– Distribuição das outorgas pela situação da captação.
Fonte: CORSAN (2024)
– Adaptado (2024).
4.2. Esgotamento sanitário
O Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) representa um conjunto de infraestruturas
essenciais destinadas ao afastamento, transporte, tratamento e destinação final dos
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esgotos gerados pelas atividades cotidianas da população. De fundamental importância
sanitária e ambiental, a implementação adequada do SES desempenha um papel crucial
na prevenção de doenças de veiculação hídrica, contribuindo diretamente para a melhoria
da expectativa e qualidade de vida das comunidades.
Além de promover a saúde pública, o SES também desempenha um papel decisivo na
preservação ambiental ao mitigar os impactos negativos associados ao descarte
inadequado de esgotos. Neste contexto, este capítulo abordará os principais aspectos
relacionados aos atuais Sistemas de Esgotamento Sanitário dos municípios que compõem
o Plano Regional do Rio Grande do Sul.
Dos 317 municípios atendidos pela CORSAN, a Companhia é responsável pela prestação
do serviço de esgotamento sanitário em 313 deles.
Os municípios que não possuem prestação do serviço de esgotamento sanitário por parte
da CORSAN, são: Campina das Missões, Minas do Leão, Piratini e Sentinela do Sul.
4.2.1. Indicadores dos sistemas de esgotamento sanitário
Segundo o SNIS de 2022, o serviço de esgotamento sanitário da CORSAN abrangia
295.722 ligações totais, das quais 92,38% estavam ativas. No que diz respeito às
economias ativas, o total era de 545.139, sendo 483.062 destas economias de caráter
residencial. O Quadro 72 apresenta o valor total e a média de ligações e economias de
acordo com as faixas populacionais.
Quadro 72
–Ligações e economias ativas de esgoto por faixa populacional.
Faixa Populacional n° de municípios atendidos pelo
serviço de esgotamento
Ligações de esgoto
ativas
Economias de esgoto
ativas
< 5.000 3 624 704
5.000 a 20.000 10 9.355 11.785
20.000 a 75.000 27 45.318 111.818
> 75.000 19 217.877 420.832
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
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256
Em 2022, a Companhia coletou 49.860 mil metros cúbicos de esgoto no ano e tratou
50.860 mil metros cúbicos no mesmo período.
O volume de esgoto tratado pode variar em relação ao coletado devido a diversos fatores,
como infiltração de água, influxo de água da chuva, recirculação do efluente tratado e
discrepâncias nos métodos de medição. Além disso, é possível que o volume tratado seja
inferior ao coletado devido a perdas durante o transporte e a ineficiências no sistema de
tratamento.
Esses fatores, aliados ao fato de que os dados do SNIS são autodeclarados e podem conter
erros, resultam em variações nos volumes. O Quadro 73 apresenta os volumes referente
ao serviço de esgotamento em relação a faixa populacional.
Quadro 73
– Volumes de esgoto por faixa populacional.
Faixa
Populacional
n° de
municípios
atendidos
pelo serviço
de
esgotamento
Volume
total de
esgoto
coletado
(1000
m³/ano)
Volume
total de
esgoto
tratado
(1000
m³/ano)
Volume
total de
esgoto
tratado e
coletado
(1000
m³/ano)
Média de
volume
esgoto
coletado
(1000
m³/ano)
Média de
volume
esgoto
tratado
(1000
m³/ano)
< 5.000 3 51 197 249 17 66
5.000 a 20.000 10 1.323 1.256 2.579 132 126
20.000 a 75.000 27 8.841 12.041 20.882 327 446
> 75.000 19 39.644 37.366 77.009 2.087 1.967
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
Em relação aos municípios atendidos pelo serviço de esgotamento sanitário da CORSAN,
o índice de cobertura do sistema de esgotamento sanitário foi de 20,74% (data-base dez
2022). Neste mesmo período 18,9% das ligações existentes com cobertura do SES não
efetivaram a sua ligação às redes, mantendo-se afastados da solução ambientalmente
correta e disponível. De modo geral, esse cenário reflete uma dificuldade na
universalização do serviço de esgotamento sanitário, contrariando os princípios de acesso
equitativo aos serviços públicos essenciais estabelecidos pela legislação vigente.
A Figura 111 apresenta o panorama geral dos municípios operados pela CORSAN.
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257
Figura 111
– Panorama geral da cobertura de esgoto.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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258
A Figura 112 mostra a distribuição dos índices de cobertura e coleta em quartis,
realçando a média e as exceções conforme as faixas populacionais.
Figura 112
– Índice de cobertura total de esgoto referido aos municípios atendidos com
água e de coleta por faixa populacional.
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
À medida que a faixa populacional aumenta, os índices de cobertura e coleta também
crescem, o que sugere uma maior cobertura e eficiência do sistema de esgotamento
sanitário. No entanto, é importante notar que os municípios com menor faixa populacional
apresentam menor variabilidade desses índices. Isso indica que, embora enfrentem
desafios adicionais devido à falta de escala econômica e capacidade técnica para
implementar e manter sistemas eficientes, conseguem apresentar menos disparidades nos
serviços prestados entre si.
Em relação a rede de afastamento, de acordo com o SNIS de 2022, a extensão total nos
municípios sob responsabilidade da CORSAN era de 5.107 km, representando uma
extensão de rede por ligação de 18,71 (m/lig.), o Quadro 74 apresenta o total de extensão
de rede coletora por faixa populacional.
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259
Quadro 74
– Extensão de rede de esgoto conforme faixa populacional.
Faixa Populacional Extensão de rede de esgoto (km) Extensão da rede de esgoto por ligação (m/lig.)
< 5.000 13,35 21,39
5.000 a 20.000 159,63 17,06
20.000 a 75.000 872,92 19,26
> 75.000 4.060,94 18,64
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
Os municípios com as maiores extensões de rede são aqueles que abrangem as maiores
faixas populacionais, como apresentado no Quadro 75.
Quadro 75
– Municípios com maiores extensões de rede de esgoto.
Município Faixa populacional Extensão da rede (km)
Gravataí > 75.000 611,06
Canoas > 75.000 500,54
Cachoeirinha > 75.000 407,77
Viamão > 75.000 347,42
Passo Fundo > 75.000 332,94
Santa Maria > 75.000 304,03
Alvorada > 75.000 255,93
Esteio > 75.000 214,57
Guaíba > 75.000 204,40
Rio Grande > 75.000 199,02
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
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4.2.2. Sistemas integrados de esgoto
A seguir, serão apresentados os sistemas integrados de esgotamento sanitário operados
pela Ambiental Metrosul. Ressalta-se que, além desses sistemas integrados, os
municípios listados abaixo também contam com sistemas isolados.
4.2.2.1. Sistema integrado de esgoto Alvorada
– Viamão
Os municípios de Alvorada e Viamão possuem um sistema integrado de esgotamento
sanitário, que será detalhado a seguir e o município de Viamão possui 3 (três) sistemas
isolados, conforme apresentados no Quadro 76.
Quadro 76
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento
sanitário de Alvorada e Viamão
Unidade Tipo de sistema
Coordenadas
Município
Vazão
licenciada
(l/s) Latitude Longitude
ETE Alvorada Sistema Integrado -29,98162692
-
51,06874075
Alvorada 310
ETE Buena Vista
Sistema Isolado
-30,070759 -51,055668
Viamão
11,5
ETE São Tomé - - -
ETE Veneza -30,07308900 -51,09119000 0,77
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.1.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto
O Quadro 77 apresenta um resumo de informações acerca das estações de bombeamento
de esgoto, A rede coletora e as EBEs de esgoto bruto do SES Alvorada-Viamão são
operadas pela Ambiental Metrosul.
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Quadro 77
– Resumo de informações acerca das EBEs e EBET presentes no SES
Alvorada-Viamão.
Unidade
Coordenadas
Município
Latitude Longitude
EBE Alameda (AF-01.1) -30,0268524751667 -51,0857903823333 Alvorada
EBE Americana (AF-01) -29,9891514996667 -51,0881301478333 Alvorada
EBE Final (dentro da área da ETE) -29,97886111 -51,06831389 Alvorada
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.1.2. Estação de tratamento de esgoto
A ETE compreende os seguintes componentes (nem todos implantados): ▪ 1 unidade de tratamento preliminar, com medição de vazão, gradeamento e
desarenador;
▪ 2 reatores biológicos por batelada - SBR; ▪ 1 lagoa de amortecimento de vazão; ▪ Sistema de coagulação e floculação; ▪ Decantação assistida e desinfecção; ▪ Tanque de recebimento de lixiviado; ▪ Tratamento de lodo; ▪ 1 emissário de esgoto tratado, desde a ETE até o ponto de lançamento no corpo
hídrico receptor, por gravidade;
▪ Bacia de contenção para produtos químicos; ▪ Centrífuga; ▪ 1 laboratório simplificado.
As figuras a seguir, ilustram as informações supracitadas.
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Figura 113
– Vista do SES Alvorada-Viamão.
Fonte: Google Earth (2024).
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Figura 114
– Unidades de Tratamento da ETE Alvorada-Viamão.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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4.2.2.1.3. Emissário e ponto de lançamento
O emissário de efluente tratado segue, por gravidade, em tubulação de PVC parcialmente
enterrada, desde a saída da ETE até o ponto de lançamento no corpo hídrico receptor.
O Quadro 78 apresenta um resumo de informações acerca do ponto de lançamento do
efluente tratado do SES Alvorada-Viamão.
Quadro 78
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do SES AlvoradaViamão.
Unidade
Coordenadas Corpo d’água
receptor Município Vazão (l/s)
Latitude Longitude
Ponto de Lançamento -29.972139° -51.068460° Rio Gravataí Alvorada 207
Fonte: Elaboração própria (2024).
Figura 115
– Ponto de lançamento do emissário no SES Alvorada-Viamão.
Fonte: Acervo próprio (2024).
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4.2.2.1.4. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário
A Figura 116 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento do Sistema de
Esgotamento Sanitário Alvorada-Viamão.
Figura 116
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Alvorada-Viamão.
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.2. Sistema integrado de esgoto Esteio
– Sapucaia do Sul
Os municípios de Esteio e Sapucaia do Sul possuem um sistema integrado de esgotamento
sanitário, que será detalhado a seguir e o município de Sapucaia do Sul possui 2 (dois)
sistemas isolados, conforme apresentados no Quadro 79.
Quadro 79
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento
sanitário de Esteio e Sapucaia do Sul.
Unidade Tipo de sistema
Coordenadas
Município
Vazão
licenciada
(l/s) Latitude Longitude
ETE Esteio Sistema Integrado -29,84047 -51,182163 Esteio 250
ETE Cohab
Sistema Isolado
-29.810581° -51.164957° Sapucaia do
Sul
22,7
ETE Primavera -29.808.181 -51.184.192 2,0
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.2.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto
O Quadro 80 apresenta um resumo de informações acerca das Estações de Bombeamento
de Esgoto (EBEs) que compõem o SES Esteio-Sapucaia do Sul. As unidades EBE 7, EBE
7.1 e EBE 1 encontram-se em funcionamento no sistema, já a EBE 1.1, EBE 2 e EBE 3
estão em implantação.
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Quadro 80
– Resumo de informações acerca das EBEs do Sistema de Esgotamento
Sanitário Esteio-Sapucaia do Sul.
Unidade
Coordenadas
Município Vazão (l/s)
Latitude Longitude
EBE 7 -29,84799 -51,184014 Esteio 34
EBE 7.1 -29,844263 -51,181296 Esteio 15
EBE 1 -29,857756 -51,177429 Esteio 50
EBE 1.1 -29,863519 -51,137872 Esteio Em implantação
EBE 2 -29,851808 -51,178195 Esteio Em implantação
EBE 3 -29,81979 -51,144598 Sapucaia Em implantação
Fonte: Elaboração própria (2024).
A Figura 117 ilustra a espacialização destas elevatórias no sistema.
Figura 117
– Espacialização da localização das EBEs no SES Esteio-Sapucaia do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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4.2.2.2.2. Estação de tratamento de esgoto
A ETE Esteio-Sapucaia do Sul compreende os seguintes componentes: ▪ 1 (uma) unidade de tratamento preliminar, comum para os 3 (três) reatores, com
medição de vazão, e 2 (dois) conjuntos de gradeamento e desarenador (um em
operação e outro reserva);
▪ reatores de lodos ativados por batelada, SBR 1/2/3, com sopradores de ar; ▪ 1 (uma) lagoa de amortecimento de vazão; ▪ 2 (dois) decantadores terciários, cada um com 2 (dois) floculadores; ▪ 1 (um) tanque de contato e desinfecção por hipoclorito; ▪ 1 (uma) unidade de preparação e dosagem de produtos químicos (sulfato de
alumínio e hipoclorito de sódio);
▪ 1 (uma) lagoa de lodo e de recebimento de lixiviado; ▪ 1 (um) adensador de lodo; ▪ 1 (uma) centrifuga para desidratação do lodo da ETA, do lodo biológico dos SBRs
e lodo químico do tratamento terciário;
▪ 1 (um) laboratório simplificado.
4.2.2.2.3. Emissário e ponto de lançamento
O emissário de efluente tradado segue desde a saída da ETE Esteio-Sapucaia (câmara de
contato/desinfecção), paralelo à Rodovia do Parque (BR-448) no sentido norte-sul, até o
ponto de lançamento no Rio dos Sinos.
O Quadro 81 apresenta um resumo de informações acerca do ponto de lançamento do
efluente tratado do SES Esteio-Sapucaia do Sul.
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Quadro 81
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do Sistema de
Esgotamento Sanitário Esteio-Sapucaia do Sul.
Unidade
Coordenadas Corpo d’água
receptor Município Vazão (l/s)
Latitude Longitude
Ponto de Lançamento -29,84150580 -51,19455350 Rio dos Sinos Esteio 400 l/s
Fonte: Elaboração própria (2024).
A Figura 118 ilustra a posição do emissário desde a ETE até o Rio dos Sinos.
Figura 118
– Espacialização da localização da ETE e do ponto de lançamento do emissário
no SES Esteio-Sapucaia do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.2.4. Fluxogramas
Este item apresenta um fluxograma representativo do sistema de esgotamento sanitário
Esteio-Sapucaia do Sul e um esquema ilustrativo da ETE.
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4.2.2.2.4.1. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário
A Figura 119 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento do Sistema de
Esgotamento Sanitário Esteio-Sapucaia do Sul.
Figura 119
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Esteio-Sapucaia do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.2.4.2. Fluxograma da estação de tratamento de esgoto
A Figura 120 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento da Estação de
Tratamento de Esgotos, um dos componentes do Sistema de Esgotamento Sanitário
Esteio-Sapucaia do Sul.
Figura 120
– Fluxograma da ETE componente do SES Esteio-Sapucaia do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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4.2.2.3. Sistema integrado de esgoto Cachoerinha
– Gravataí
Os municípios de Cachoerinha e Gravataí possuem um sistema integrado de esgotamento
sanitário, que será detalhado a seguir. Além disso, os municípios possuem sistemas
isolados, conforme apresentados no Quadro 82.
Quadro 82
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento
sanitário de Cachoerinha e Gravataí.
Município Tipo de
sistema Unidade Processo de tratamento
Q
licenciada
(l/s)
Q atual
(l/s)
Cachoeirinha Sistema
Integrado ETE Freeway
Lagoa anaeróbia,
facultativa, maturação
(sistema australiano)
377,2 198,3
Cachoeirinha
Sistema
Isolado
ETE Granja Esperança Lagoa aerada 57,9 20,71
Cachoeirinha ETE FF Mal. Rondon Fossa séptica e filtro 0,2 0,16
Cachoeirinha ETE FF Santa Cruz Fossa séptica e filtro 0,2 0,16
Cachoeirinha ETE FF Taquareiras Fossa séptica e filtro 0,2 0,16
Cachoeirinha ETE FF Irlanda Fossa séptica e filtro 0,2 0,16
Gravataí ETE Parque dos Anjos
Lagoa anaeróbia,
facultativa, maturação
(sistema australiano)
51 37,58
Gravataí ETE Breno Garcia UASB e tanque de aeração 35,4 5,71
Gravataí ETE Moradas do Vale II Lagoa aerada 23,1 22
Gravataí ETE Parque dos Eucaliptos Lagoa aerada 2,3 1,08
Gravataí ETE FF Passo do Carvalho Fossa séptica e filtro 0,2 0,1
Gravataí ETE FF Resid. Marechal
Rondon Fossa séptica e filtro 0,2 0,16
Gravataí ETE FF Getúlio Vargas Fossa séptica e filtro 0,2 0,15
Gravataí ETE FF Xará Fossa séptica e filtro 0,2 0,17
Gravataí ETE FF Princesa Isabel Fossa séptica e filtro 0,2 0,09
Gravataí ETE FF Dom Pedro Fossa séptica e filtro 0,2 0,14
Gravataí ETE FF Lotem. Princesa Fossa séptica e filtro 0,2 0,19
Gravataí ETE FF Res. Esporte e Vida Fossa séptica e filtro 0,2 0,17
Gravataí ETE FF Reserva da Aldeia Fossa séptica e filtro 0,2 0,16
Gravataí ETE FF Res. Planalto Fossa séptica e filtro 0,2 0,17
Fonte: Elaboração própria (2024).
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4.2.2.3.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto
O Quadro 83 apresenta um resumo de informações acerca das estações de bombeamento
de esgoto. A rede coletora e as EBEs de esgoto bruto do SES Freeway são operadas pela
Ambiental Metrosul.
Quadro 83
– Resumo de informações acerca das EBEs e EBET presentes no SES Freeway.
Unidade
Coordenadas
Município
Latitude Longitude
EBE 1 - 29.963718 -51.105145 Cachoeirinha
EBE 2 -29.953711 -51.070047 Cachoeirinha
EBE 2.2 -29.92011389 -51.05059444 Gravataí
EBE 2.3 -29.92405833 -51.05385833 Gravataí
EBE 3 Tarumã -29.946864 -51.033053 Gravataí
EBE Firenze -29.92173600 -51.10205700 Cachoeirinha
EBE Morada do Bosque -29.90037500 -51.09000800 Cachoeirinha
EBE Jardim dos Estados -29.88596200 -51.08472300 Cachoeirinha
EBE Gardenville -29.91363600 -51.02744200 Gravataí
EBE San Pietro -29.90403600 -51.09337500 Cachoeirinha
EBE Parque da Matriz -29.954844 -51.076988 Cachoeirinha
EBE Alphaville -29.911197 -51.018412 Gravataí
EBE Alphaville II / Havan -29.909361 -51.025672 Gravataí
EBE Campo Belo (antiga EBE 02 do
loteamento Bolognesi) -29.871201 -51.114734 Cachoeirinha
EBE Central Park -29.91395000 -51.09665000 Cachoeirinha
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.3.2. Estação de tratamento de esgoto
A ETE compreende os seguintes componentes (nem todos implantados): ▪ 1 unidade de tratamento preliminar, comum para os 2 conjuntos de lagoas, com
gradeamento e desarenador;
O medidor de vazão, do tipo calha Parshall, está instalado na chegada da EBE 1 e
da EBE 2, que alimentam a ETE. A totalização da vazão é feita no laboratório da
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272
ETE. A ETE conta com dispositivo para dosagem de produto neutralizador de
odores na chegada do esgoto bruto. Esta dosagem também é realizada em algumas
estações elevatórias pertencentes ao SES.
▪ 2 conjuntos de lagoas em paralelo (cada qual com uma lagoa anaeróbia, uma lagoa
facultativa e duas lagoas de maturação);
▪ 1 emissário de esgoto tratado, desde a ETE até o ponto de lançamento no corpo
hídrico receptor, por gravidade;
▪ 1 unidade de preparação e dosagem de produtos químicos (neutralizante de odor
e sulfato de alumínio);
▪ Tabuleiros de secagem para algas e vegetais removidos da lagoa (sobre o terreno
gramado);
▪ 1 laboratório simplificado.
A figuras a seguir, ilustram as informações supracitadas.
Figura 121
– Vista da ETE Freeway.
Fonte: Google Earth (2024).
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273
Figura 122
– Unidades de Tratamento da ETE Freeway.
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.3.3. Emissário e ponto de lançamento
O emissário de efluente tratado segue, por gravidade, em um canal construído, desde a
saída da ETE até o ponto de lançamento no corpo hídrico receptor.
O Quadro 84 apresenta um resumo de informações acerca do ponto de lançamento do
efluente tratado do SES Freeway.
Quadro 84
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do Sistema de
Esgotamento Sanitário Freeway.
Unidade
Coordenadas Corpo d’água
receptor Município Vazão (l/s)
Latitude Longitude
Ponto de Lançamento -29,965900 -51,079300 Rio Gravataí Cachoeirinha 377,2
Fonte: Elaboração própria (2024).
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274
Figura 123
– Emissário no SES Freeway.
Fonte: Acervo próprio (2024).
4.2.2.3.4. Fluxogramas
Este item apresenta dois fluxogramas representativos do Sistema de Esgotamento
Sanitário Freeway. O primeiro deles refere-se à totalidade do SES, e o segundo ilustra um
componente em específico do sistema: a estação de tratamento de esgotos.
4.2.2.3.4.1. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário
A Figura 124 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento do Sistema de
Esgotamento Sanitário Freeway.
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275
Figura 124
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Freeway.
Fonte: Elaboração própria (2024).
4.2.2.3.4.2. Fluxograma da estação de tratamento de esgoto
A Figura 125 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento da Estação de
Tratamento de Esgotos, um dos componentes do Sistema de Esgotamento Sanitário
Freeway.
Figura 125
– Fluxograma da ETE componente do SES Freeway.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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4.2.3. Licenças Ambientais
O licenciamento ambiental para sistemas de esgotamento sanitário (SES) é um
instrumento legal indispensável para regular as atividades relacionadas à coleta,
tratamento e disposição final de esgoto doméstico ou industrial. Esse processo busca
garantir que a implantação, operação e ampliação desses sistemas sejam realizadas de
forma sustentável, minimizando os impactos ao meio ambiente e à saúde pública, em
conformidade com a legislação ambiental. Os SES incluem redes coletoras, estações de
tratamento de esgoto (ETE), emissários e dispositivos de lançamento de efluentes.
O processo de licenciamento ambiental é estruturado em etapas, com diferentes tipos de
licenças emitidas conforme o porte e a complexidade do empreendimento. As principais
licenças incluem: • Licença Prévia (LP): Emitida na fase de planejamento, avalia a viabilidade
ambiental do projeto e estabelece diretrizes para as etapas subsequentes.
• Licença Prévia e de Instalação (LPI): Combina a análise de viabilidade com a
autorização para início das obras.
• Licença Prévia de Instalação e Ampliação (LPIA): Aplicada para novos
empreendimentos ou ampliações que envolvam mudanças significativas.
• Licença Prévia de Instalação e Ampliação de Uso (LPIAu): Direcionada a
projetos que, além da ampliação, alteram significativamente o uso do recurso.
• Licença de Instalação (LI): Autoriza a execução das obras e a implementação
da infraestrutura necessária.
• Licença de Operação (LO): Permite a operação do sistema, desde que sejam
cumpridas todas as condicionantes das licenças anteriores.
• Licença de Operação de Regularização (LOR): Regulariza atividades que já
estejam em operação sem licença válida.
• Licença Ambiental Única (AUA): Simplifica o processo, consolidando todas as
fases em um único documento, aplicável a empreendimentos de menor impacto
ambiental.
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• Licença Prévia de Ampliação (LPA): Específica para análises preliminares de
projetos de ampliação de SES.
A Figura 126 apresenta um gráfico detalhado com o status geral dos processos de
licenciamento atualmente em andamento e vigentes, demonstrando a distribuição dos
diferentes estágios das licenças.
Figura 126 - Situação das Licenças Ambientais de Esgoto
Fonte: CORSAN (2024)
– Adaptado.
No estado do Rio Grande do Sul, o órgão responsável pelo licenciamento ambiental de
sistemas de esgotamento sanitário é a Fundação Estadual de Proteção Ambiental
(FEPAM), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA). A FEPAM
tem competência para analisar, conceder e fiscalizar licenças ambientais de
empreendimentos que tenham impacto regional ou estadual. Em casos de impacto
exclusivamente local, a responsabilidade pode ser transferida para municípios
habilitados, conforme estabelecido pela Lei Complementar nº 140/2011.
A regulamentação do processo de licenciamento ambiental está prevista na Resolução
CONAMA nº 237/1997, que define os tipos de licença, prazos e competências, enquanto
os parâmetros de qualidade ambiental e critérios para lançamento de efluentes são
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estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 430/2011, complementada pela Resolução
CONAMA nº 357/2005.
No contexto do estado, foram emitidas 237 licenças ambientais para sistemas de
esgotamento sanitário (SES) operados pela Companhia Riograndense de Saneamento
(CORSAN). Essas licenças abrangem todas as etapas de viabilidade, instalação e
operação, incluindo regularização, ampliação e uso dos sistemas. A obtenção e
manutenção dessas licenças demonstram o compromisso da CORSAN com a gestão
sustentável dos efluentes, a preservação dos recursos hídricos e a promoção da qualidade
ambiental e da saúde pública em sua área de atuação.
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5. OBJETIVOS E METAS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS
A universalização dos serviços de saneamento básico é um compromisso fundamental
para promover a saúde pública, a dignidade humana e a sustentabilidade ambiental. No
contexto do Plano Regional do Rio Grande do Sul, estabelecer objetivos claros e metas
mensuráveis é essencial para orientar as ações e investimentos necessários à expansão e
melhoria dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Este capítulo apresenta os objetivos estratégicos e as metas específicas que nortearão as
políticas públicas e as iniciativas regionais de saneamento básico. Os objetivos definidos
visam atender às diretrizes nacionais de saneamento, garantindo a equidade no acesso aos
serviços e promovendo a eficiência operacional dos sistemas. As metas, por sua vez, são
delineadas com base em diagnósticos detalhados das condições atuais, considerando as
particularidades de cada município e as demandas da população.
Ao longo deste capítulo, serão apresentados os indicadores de desempenho e os prazos
para o alcance das metas, bem como as estratégias para superar os desafios e obstáculos
que possam surgir.
5.1. Projeção populacional
As projeções populacionais desempenham um papel fundamental no planejamento
abrangente de políticas públicas voltadas para o bem-estar social, desenvolvimento
econômico e, especificamente, para a execução eficaz de projetos de saneamento básico.
No contexto desses projetos, a projeção populacional emerge como uma ferramenta
indispensável, fornecendo insights cruciais para o dimensionamento adequado das
infraestruturas necessárias, além de servir como base para o cálculo das demandas futuras.
A confiabilidade dessas projeções é um elemento central em estudos dessa natureza. Para
alcançar esse nível de confiança, é imperativo realizar uma análise abrangente e
interdisciplinar dos cenários passado, presente e futuro da população em questão. Isso
não apenas demanda uma compreensão profunda das variáveis que interagem com a
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população ao longo do tempo, mas também exige uma perfeita adequação dos métodos
empregados no cálculo das projeções aos dados disponíveis.
A complexidade inerente à elaboração dessas projeções é evidente, especialmente devido
à necessidade de uma análise cuidadosa das variáveis que interagem com a população em
um determinado espaço geográfico ao longo do tempo projetado. Dado que as projeções
se relacionam com o futuro, é crucial considerar a incerteza, mesmo quando há
informações históricas detalhadas e confiáveis disponíveis sobre a população em estudo.
O levantamento dos dados essenciais para a realização deste estudo populacional foi
conduzido por meio das principais fontes de informações neste campo, com destaque para
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa abordagem assegura uma
base sólida e atualizada para a projeção, incorporando dados confiáveis que são essenciais
para a precisão e utilidade do planejamento futuro.
5.1.1. Dados históricos
A análise do crescimento populacional dos municípios constituintes do Plano Regional
foi conduzida com base nos dados demográficos dos anos de 2010 e 2022. A abordagem
adotada consistiu em projetar a tendência de crescimento a partir da análise histórica,
ajustando uma curva que melhor se alinha aos pontos de dados disponíveis.
O Quadro 85 apresenta o histórico populacional do Rio Grande do Sul e dos municípios
constituintes do Plano Regional de acordo com os últimos Censos.
Quadro 85
– Histórico populacional.
Abrangência Estado do Rio
Grande do Sul
Taxa de Crescimento
do Estado
População total do
Plano Regional
Taxa de Crescimento
dos municípios
atendidos pela
CORSAN
1970 6.664.841 - 4.932.474
-
1980 7.773.849 16,6% 5.550.166 12,5%
1991 9.138.670 17,6% 6.295.504 13,4%
2000 10.187.842 11,5% 6.761.019 7,4%
2010 10.693.929 5,0% 7.067.862 4,5%
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Abrangência Estado do Rio
Grande do Sul
Taxa de Crescimento
do Estado
População total do
Plano Regional
Taxa de Crescimento
dos municípios
atendidos pela
CORSAN
2022 10.882.965 1,8% 7.319.856 3,6%
Fonte: Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA)
– Tabela 202 (2024).
Ao observar o Quadro 85, é evidente que a taxa de crescimento populacional dos
municípios que compõem o Plano Regional seguiu a tendência do estado do Rio Grande
do Sul.
A análise detalhada dessas tendências são cruciais para orientar políticas públicas,
investimentos e iniciativas de desenvolvimento, contribuindo assim para um crescimento
sustentável e bem administrado dos municípios.
5.1.2. Método utilizado para projeções populacionais
O BGE tem a responsabilidade de publicar, até 31 de agosto de cada ano, as estimativas
populacionais para estados e municípios. Essas estimativas são de extrema importância,
pois servem de base para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados e Distrito
Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mecanismos
fundamentais na política fiscal brasileira, que redistribuem receitas tributárias para
promover o equilíbrio socioeconômico entre as diferentes regiões do país
As estimativas populacionais são calculadas utilizando o método matemático AiBi, um
modelo que se baseia na análise de tendências de crescimento populacional de um
determinado município entre dois períodos de tempo distintos consecutivos. Este método
também leva em consideração a tendência de crescimento de uma área geográfica
ierarquicamente superior, como o estado ou a Unidade da Federação (UF) em que o
município está inserido. As UFs são projetadas pelo método das componentes
demográficas, que inclui variáveis como natalidade, mortalidade e migração.
Segundo a nota metodológica n. 01 do BGE, a população estimada de uma Unidade da
Federação em um dado momento
𝑡 representada como 𝑃(𝑡). Essa população é dividida
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em
𝑛 áreas menores, geralmente municípios, onde a população de cada área
𝑖 no tempo
𝑡
é denotada por 𝑃𝑖(𝑡)
.
A soma das populações dessas áreas menores deve igualar a população total da Unidade
da Federação:
𝑃𝑖 (𝑡); 𝑖 = 1,2,3. . . 𝑛
𝑃
(
𝑡
) = ∑ 𝑃𝑖
(𝑡)
𝑛
𝑖=1
O método AiBi parte da hipótese de que a população de uma área menor
𝑖 em um tempo
𝑡 pode ser expressa como uma função linear da população da área maior (a Unidade da
Federação), ajustada por dois coeficientes: a
𝑖 e 𝑏𝑖. A equação para a população projetada
𝑃𝑖(𝑡) de uma área
𝑖 é dada por:
𝑃𝑖 (𝑡) = 𝑎𝑖 𝑃(𝑡) + 𝑏𝑖
Onde: ▪
a
𝑖 é o coeficiente de proporcionalidade do incremento da população da área menor
𝑖 em relação ao incremento da população da área maior;
▪
b
𝑖 é o coeficiente linear de correção, que ajusta as diferenças específicas de
crescimento entre as áreas menores e a área maior.
Os coeficientes a
𝑖 e b
𝑖 foram determinados a partir de dados coletados entre os dois
últimos censos demográficos. Para definir esses coeficientes, o método utiliza as
populações registradas nos censos nos tempos t0 e t1. A partir da resolução de um sistema
de equações baseado nos valores populacionais dos censos, obtém-se:
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𝑎𝑖 =
𝑃𝑖 (𝑡1) – 𝑃𝑖 (𝑡0)
𝑃 (𝑡1) – 𝑃 (𝑡0)
𝑏𝑖 = 𝑃𝑖 (𝑡0) – 𝑎𝑖 𝑃 (𝑡0)
O princípio subjacente ao método AiBi é que as populações dos domínios menores, como
os municípios, constituem uma função linear da população do domínio maior, como o
estado ou a Unidade da Federação. No entanto, uma das desvantagens do método é a
possibilidade de gerar estimativas de população negativa para algumas áreas. sso pode
ocorrer em regiões onde o coeficiente 𝑎𝑖 assume um valor extremamente baixo ou
negativo, indicando uma tendência de declínio populacional em relação ao crescimento
da área maior.
Para mitigar esse problema, alternativas metodológicas podem ser empregadas. Uma
solução proposta por Frias (1987) envolve a separação das áreas com taxas de crescimento
positivas e negativas, permitindo um ajuste mais preciso das estimativas. Outra
abordagem é o uso de correções manuais para evitar populações negativas, garantindo a
consistência e a plausibilidade das projeções.
5.1.3. Projeção das populações flutuantes
No contexto do estado do Rio Grande do Sul, é possível identificar um conjunto de
municípios, especialmente aqueles situados na região litorânea, que sofre com uma
grande flutuação da população, sazonalmente.
Durante os meses de verão, e mais especificamente as semanas de festas de final de ano
e do Carnaval, á a ocupação dos imóveis vagos ou construídos para este fim específico,
de turismo de veraneio.
É importante que as estruturas dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento
sanitário suportem as vazões das populações sazonais.
Outros municípios, como a Região da Serra também são impactados por sazonalidades,
em proporções diferentes.
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Além da própria dificuldade de elaboração de uma projeção populacional, a projeção da
população flutuante passa por um outro conjunto de variáveis do mercado turístico, do
clima, renda, etc.
Desta forma, utilizando a informação de domicílios de ocupação ocasional e a taxa de
abitantes por domicílio do município (informações estas obtidas nos dados divulgados
no Censo 2022 publicado pelo BGE), com esta taxa ajustada conforme o acréscimo
populacional, calculamos a projeção da população flutuante.
5.1.4. Projeções populacionais adotadas
Após a aplicação da metodologia supracitada, foram definidas as projeções populacionais
totais, urbana e rural, apresentadas no ANEXO I
– PROJEÇÃO POPULACIONAL.
5.2. Universalização dos serviços
Neste item serão apresentados os objetivos, metas e indicadores para a universalização
dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, para os 317 municípios
atendidos pela CORSAN.
5.2.1. Objetivos, metas e indicadores
O Plano Regional do Rio Grande do Sul visa criar um quadro coerente de ações e
investimentos que, ao longo do tempo, conduzam à universalização dos serviços de
saneamento, melhorando a saúde e a qualidade de vida da população e assegurando a
sustentabilidade ambiental e econômica das operações.
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Desta forma foram definidos os seguintes objetivos específicos, para os sistemas de
abastecimento de água e esgotamento sanitário: ▪ Melhorias e expansão dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento
sanitário, a fim de garantir a universalização ao acesso a água potável e cobertura
do esgotamento sanitário, nos 317 municípios que compõem este plano;
▪ Garantir o acesso de qualidade aos serviços de abastecimento de água.
Para atingir os objetivos estabelecidos, tem-se as seguintes metas: ▪ Universalização: alcançar a meta de 99% de cobertura de água e 90% de cobertura
de esgoto, até 2033, conforme a Lei Federal nº 14.026/2020, mantendo esta
cobertura até 2062.
Para garantir o acompanhamento eficaz das metas estabelecidas no Plano Regional do
Rio Grande do Sul, é fundamental a utilização de indicadores de desempenho. Esses
indicadores proporcionarão uma avaliação contínua e objetiva do progresso em direção
aos objetivos definidos, permitindo ajustes necessários ao longo do processo.
Por meio da medição sistemática da cobertura dos sistemas, será possível monitorar a
eficiência e a eficácia das ações implementadas. É relevante destacar que os indicadores
apresentados estão em conformidade com aqueles previstos nos contratos de concessão
de serviço público assinados por cada município.
A seguir, serão apresentados os principais indicadores a serem acompanhados.
5.2.1.1. Metodologia de cálculo
A metodologia de cálculo das metas de universalização dos serviços de abastecimento de
água e esgotamento sanitário é fundamental para garantir que os objetivos de cobertura e
eficiência sejam alcançados de maneira precisa e sustentável. Este item tem como
propósito detal ar os critérios e procedimentos utilizados para determinar as metas de
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universalização, assegurando que todas as áreas de prestação dos serviços sejam
devidamente atendidas.
A abordagem considera as características específicas de cada região, incluindo a exclusão
de imóveis localizados em áreas irregulares ou com baixa densidade populacional, e leva
em conta tanto as economias factíveis quanto as soluções individuais de coleta e
tratamento de esgoto sanitário. Através desta metodologia, busca
-se promover a
transparência e a eficácia no planejamento e na execução das ações necessárias para a
universalização dos serviços de saneamento básico.
A metodologia leva em consideração, portanto, os seguintes tópicos: ▪ Área de prestação dos serviços; ▪ A exclusão dos imóveis localizados em áreas irregulares e imóveis localizados em
áreas cuja densidade seja abaixo de 1 (uma) ligação para cada 20m (vinte metros)
de rede;
▪ Economias factíveis são as unidades consumidoras ou domicílios com
disponibilidade para serem conectados às redes públicas de abastecimento de água
e esgotamento sanitário.
▪ Soluções individuais de coleta e tratamento de esgoto sanitário existentes na área
de prestação dos serviços.
5.2.1.2. Nível de universalização dos serviços de água
Acompanha a cobertura dos serviços de abastecimento de água para cada município,
aplicando o NUA, seguindo a fórmula:
𝑁𝑈𝐴 =
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 Á𝑔𝑢𝑎
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais de água: número de economias residenciais que
possuem acesso aos serviços de abastecimento de água, na área da prestação dos
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serviços, incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a
partir dos cadastros comercial e operacional da Concessionária;
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade
técnica para serem conectados à rede de abastecimento de água na Área de
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios
estimados pelo IBGE.
Quadro 86
– Menor Meta de cobertura de água por faixa populacional.
Faixa populacional 2030 2033
< 5.000 ≥ 81% 99%
5.000 a 20.000 ≥ 60% 99%
20.000 a 75.000 ≥ 66% 99%
> 75.000 99% 99%
Fonte: Elaboração própria (2024).
5.2.1.3. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário
Acompanha a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário para cada município,
aplicando o NUE, seguindo a fórmula:
𝑁𝑈𝐸 =
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais esgoto: número de economias residenciais que possuem
acesso aos serviços de esgotamento sanitário na Área de Prestação dos Serviços,
incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a partir dos
cadastros comercial e operacional da Concessionária;
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade
técnica para serem conectados à rede de esgotamento sanitário na Área de
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Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios
estimados pelo IBGE e não deverá incluir domicílios em soleira baixa ou qualquer
outra impossibilidade técnica de conexão.
Quadro 87
– Metas de cobertura de esgoto por faixa populacional.
Faixa populacional 2030 2033
< 5.000 ≥ 35% 90%
5.000 a 20.000 ≥ 35% 90%
20.000 a 75.000 ≥ 35% 90%
> 75.000 ≥ 45% 90%
Fonte: Elaboração própria (2024).
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289
6. SOLUÇÕES TÉCNICAS
No processo de planejamento e desenvolvimento das soluções técnicas para a área de
saneamento ocorre a influência de variados aspectos técnicos, como por exemplo, aqueles
relacionados as características populacionais de um município, e que ditam a escolha das
alternativas de soluções técnicas em saneamento por variadas temáticas, como em gestão
e em infraestrutura. E além dos aspectos técnicos, a elaboração das soluções técnicas
também sofrem influência por outras condicionantes, sejam culturais, socioeconômicas,
ambientais e demográficas etc.
Em relação a adequação ao contexto cultural, tem-se que é adequado o respeito ao
princípio da aceitabilidade, pelo reconhecimento das especificidades das comunidades e
do local em que estão inseridas. Por outro lado, os aspectos socioeconômicos devem
considerar a acessibilidade financeira, garantindo que os custos sejam compatíveis com a
capacidade de pagamento da população.
Os aspectos ambientais, como a disponibilidade de recursos hídricos, o relevo, a
profundidade do lençol freático, os tipos de solo, a vegetação e o clima, também
influenciam o processo de elaboração de soluções técnicas. Além disso, as condicionantes
demográficas, como a escala e a densidade populacional, influenciam as escolhas por
alternativas que sejam coletivizadas ou individuais.
O processo do planejamento até a implantação das soluções técnicas de saneamento
envolve diversas decisões que possuem múltiplas implicações, sejam elas econômicas,
sociais, políticas, operacionais, financeiras e ambientais, no qual fazem com que
dificilmente exista apenas uma alternativa para solucionar um determinado problema.
Com isso, a solução ideal será ditada pela alternativa mais adequada à realidade local, e
que será também influenciada por questões econômicas, pela segurança e pela inovação.
Por fim, especificamente sobre os municípios em estudo, é importante salientar que as
obrigações específicas constantes nos contratos de concessão preponderam diante das
diretrizes do Plano Regional.
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290
6.1. Abastecimento de água
Em relação ao abastecimento de água, as condicionantes ambientais que influenciam as
decisões sobre soluções técnicas de abastecimento de água incluem, por exemplo, as
disponibilidades e as características dos recursos hídricos, e as condições geográficas.
A disponibilidade de água deve ser analisada quanto à sua qualidade e quantidade, pois,
os padrões físicos, químicos e biológicos presentes na água bruta determinam a técnica
de tratamento a ser empregada e, consequentemente, o custo de implantação e operação
(FUNASA, 2021).
As águas provenientes de mananciais superficiais possuem mais facilidade na sua
captação e frequentemente têm sua massa de água renovada. Contudo, elas apresentam
maiores variações quantitativas e qualitativas ao longo do ano, devido à suscetibilidade a
variações de precipitação, uso do solo e poluição de origem diversas, como industrial,
agropecuária ou urbana. E essas variações exigem controles rigorosos nos sistemas de
tratamento, que podem não atender aos padrões de potabilidade após eventos específicos.
Durante períodos de estiagem, a vazão de um curso d'água pode diminuir drasticamente,
exigindo mais recursos para ampliação do sistema de adução ou melhoria do tratamento
devido à degradação da qualidade da água. Assim, tem-se que os mananciais superficiais
apresentam maiores riscos e demandam um rigor maior em seu controle.
Como solução técnica, e em havendo necessidade de forma a garantir a disponibilidade
de água necessária para o sistema deverão ser propostas construções de barragens,
estratégia fundamental para garantir a segurança hídrica em grandes sistemas de
abastecimento público. Diante do risco de estiagens prolongadas, essas estruturas
permitem o armazenamento de água, criando reservas para suprir demandas no momento
de escassez, além de conseguir regular vazão dos cursos d’água e evitar intermitência no
fornecimento, garantindo fluxo contínuo de água para tratamento e distribuição
Em contrapartida, os mananciais subterrâneos geralmente apresentam menor variação na
quantidade de água disponível ao longo do ano, tendo exceção nas situações em que
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ocorre uma explotação inadequada (e que supera a taxa de recarga do aquífero), podendo
resultar em rebaixamento do nível da água, acomodações, sismos ou até no afundamento
do terreno.
Além disso, a qualidade da água desses mananciais é influenciada por múltiplos fatores,
como a composição da água que infiltra no solo, a dissolução das rochas atravessadas e
pelo tempo de permanência no aquífero. E embora sejam protegidas por ocorrerem no
subsolo, essas águas não estão isentas de poluição e contaminação, e sua recuperação
ambiental é mais lenta em comparação com as águas superficiais devido à menor troca
de massa.
Em relação ao tratamento de água, as soluções de tratamento de água devem estar
alinhadas com a Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, que trata dos
procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu
padrão de potabilidade, e com a Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005,
que estabelece a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para seu
enquadramento. Além disso, a tecnologia de tratamento a ser implementada depende do
tipo de manancial de água bruta escolhido e da qualidade da sua água (CONAMA, 2005,
MS, 2021).
No processo de desinfecção, exigido para toda água fornecida coletivamente, as águas de
mananciais superficiais devem passar por filtração. E nas soluções coletivas também se
adota as etapas de fluoretação e a correção de pH antes da sua distribuição no sistema de
abastecimento de água.
Conforme citado anteriormente, diversas condições afetam o planejamento, elaboração e
a escolha das alternativas mais adequadas a cada realidade. Por exemplo, a condições
geográficas afetam diretamente os custos de implantação e as despesas de operação e
manutenção.
As condicionantes demográficas também influenciam a escolha da tecnologia a ser
utilizada, já que as soluções coletivas são indicadas para áreas com alta densidade
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populacional, enquanto as soluções individuais são destinadas a localidades com baixa
densidade populacional ou em domicílios com maior dispersão geográfica.
Em regiões com alta densidade populacional são necessários materiais mais robustos para
operar as altas vazões e estudos detalhados para evitar variações de pressões na rede. E
geralmente, mananciais subterrâneos não conseguem suprir a demanda de áreas
populosas, exigindo a captação de múltiplos mananciais, no que pode existir um sistema
que combine diferentes captações, sejam subterrâneas e superficiais.
E quando possível, o aproveitamento de sistemas já utilizados pode facilitar a
manutenção, operação e proporcionar uma economia financeira.
Os sistemas de abastecimento de água podem ser classificados, de acordo com as
instalações e o ente responsável, em três distintas categorias, conforme a resolução do
Ministério da Saúde (MS, 2021): ▪ Sistema de Abastecimento de Água para Consumo Humano (SAA): Consiste
em instalações que incluem obras civis, materiais e equipamentos, desde a
captação até as ligações prediais, para produzir e fornecer água potável por meio
de uma rede de distribuição. Com a responsabilidade pelo SAA sendo municipal
e podendo ser prestado diretamente pelo ente governamental ou concedido a outra
empresa pública ou privada;
▪ Solução Alternativa Coletiva de Abastecimento de Água para Consumo
Humano (SAC): Consiste em modalidades coletivas diferentes do sistema
tradicional, caracterizadas pela ausência de rede de distribuição;
▪ Solução Alternativa Individual de Abastecimento de Água para Consumo
Humano (SAI): Destinada ao atendimento de residências unifamiliares, com
captação de água de mananciais superficiais, subterrâneos ou precipitações (MS,
2021).
Dentre as tecnologias existentes para o tratamento da água de abastecimento, existem
diversos processos e operações responsáveis por tornar a água bruta adequada ao
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consumo humano. E estes processos se dividem em duas etapas principais: a clarificação
e a desinfecção. ▪ Clarificação: Esta etapa envolve a remoção de sólidos em suspensão, coloidais
ou dissolvidos, e pode ser aplicada de duas diferentes formas: • Sem coagulação química: utiliza-se principalmente a filtração lenta,
frequentemente precedida por unidades de pré-tratamento, como préfiltro de pedregulho e filtros dinâmicos.
• Com coagulação química: utiliza-se principalmente a filtração direta
e o tratamento convencional, que incluem etapas de mistura rápida,
floculação, decantação ou flotação, e filtração.
▪ Desinfecção: Esta etapa consiste na inativação de micro-organismos patogênicos
através de processos físicos (calor, luz ultravioleta ou gama etc.) ou químicos
(cloro, cal, ozônio etc.). Além disso, a Portaria GM/MS nº 888/2021 exige que
todos os sistemas coletivos de abastecimento tenham processos de desinfecção ou
adição de desinfetantes para manter níveis residuais mínimos.
Complementarmente, a água de mananciais superficiais deve passar por filtração
antes da distribuição, e a fluoretação também é obrigatória para todos os SAA,
conforme a Lei Federal nº 6.050/1974 e o Decreto Federal nº 76.872/1975
(BRASIL, 1974, 1975);
▪ Correção de pH: Esta etapa é necessária para evitar a incrustação de sólidos (em
meio básico) ou corrosão (em meio ácido) nas tubulações, minimizando a
necessidade de manutenção.
O tratamento convencional, é predominantemente utilizado quando a água bruta provém
de mananciais superficiais ou mistos, em soluções coletivas. Já a desinfecção simples é
comumente utilizada nos mananciais subterrâneos, e em soluções individuais. A
desinfecção simples pode ser realizada com cloro, fervura ou desinfecção solar
(FUNASA, 2021).
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Além disso, quando a água provém de aquíferos livres, recomenda-se a filtração lenta
domiciliar antes da desinfecção. E em casos de água com alta salinidade, a dessalinização
deve preceder a desinfecção.
Para definir a rota tecnológica mais adequada, utiliza-se o Quadro 88, que considera o
tipo de manancial, a presença de elementos químicos relevantes, e a área disponível para
implantação.
Além disso, a escolha da solução deve levar em conta aspectos técnicos, locacionais,
modulares e materiais. Paralelamente, é fundamental avaliar os fatores ambientais,
econômicos e a eficiência do processo, com o objetivo de reduzir os custos operacionais
(OPEX) ao longo da vida útil do sistema.
O Quadro 89 apresenta algumas alternativas de tratamento de água para soluções
individuais de abastecimento.
O planejamento para garantir o cumprimento das metas propostas neste Plano deverá
considerar as técnicas disponíveis e ser o mais adequado ambiental, técnica e
economicamente, atendendo os requisitos legais existentes, focando, portanto, na
manutenção e implantação de sistemas coletivos, eventualmente atendendo de forma
integrada mais de um município e eventualmente eliminando, através de processos de
tamponamento, os sistemas alternativos sejam aqueles coletivos ou os individuais, em
especial aqueles que não possuírem outorga do órgão competente, de forma garantir a
qualidade da água abastecida. Também deverá garantir a segurança hídrica, seja através
da ampliação dos pontos de captação seja através de reservações de água bruta, barragens.
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Quadro 88
– Alternativas tecnológicas para o tratamento de água de soluções coletivas.
Manancial (tipo) Há alguma interferência de algum elemento
químico relevante? Tipos de Tratamentos
Subterrâneo (poço)
Sim
FQ + Filtração Direta
Filtração em margem + FQ + Filtração Direta
Não
Filtração Direta (módulos de concreto)
Filtração Direta (módulos pré-fabricados)
Filtração Direta (módulos compactos)
Somente desinfecção (exclusão da ETA)
Superficial (curso d'água)
Sim
FQ + Ciclo Completo (módulos de concreto)
Ciclo Completo (módulos de concreto)
Ciclo Completo (módulos compactos)
Ciclo Completo (módulos pré-fabricados)
FQ + Ciclo Completo (módulos compactos)
FQ + Flotação + Filtração
FQ + Ciclo Completo (módulos pré-fabricados)
Não
Filtração Direta (módulos de concreto)
Filtração Direta (módulos pré-fabricados)
Ciclo Completo (módulos de concreto)
FQ + Ciclo Completo (módulos de concreto)
Ciclo Completo (módulos pré-fabricados)
Superficial (reservatório) Sim
Ciclo Completo (módulos de concreto)
FQ + Ciclo Completo (módulos de concreto)
FQ + Ciclo Completo (módulos compactos)
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Manancial (tipo) Há alguma interferência de algum elemento
químico relevante? Tipos de Tratamentos
FQ + Flotação + Filtração
Ciclo Completo (módulos pré-fabricados)
FQ + Ciclo Completo (módulos pré-fabricados)
Não
Filtração Direta (módulos de concreto)
Filtração Direta (módulos pré-fabricados)
Ciclo Completo (módulos de concreto)
FQ + Ciclo Completo (módulos de concreto)
Ciclo Completo (módulos pré-fabricados)
Fonte: Elaboração própria (2024).
Quadro 89
– Exemplos de etapas de tratamento de água de soluções individuais de abastecimento de água.
Manancial (tipo) Água (tipo) Tratamento Inicial 1ª Etapa 2ª Etapa
Manancial Superficial
Doce
Filtração em margem Desinfecção -
Filtração lenta domiciliar Desinfecção -
Convencional por batelada11 Filtração lenta domiciliar Desinfecção
Salobra Pré-tratamento Dessalinização solar Desinfecção
Subterrâneo (Aquífero Confinado)
Doce Desinfecção - -
Salobra Pré-tratamento Dessalinização solar Desinfecção
Subterrâneo (Aquífero Livre) Doce
Filtração lenta domiciliar Desinfecção -
Desinfecção - -
11 Tratamento convencional é composto de coagulação - floculação - decantação (ou flotação)
– filtração.
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Manancial (tipo) Água (tipo) Tratamento Inicial 1ª Etapa 2ª Etapa
Salobra Pré-tratamento Dessalinização solar Desinfecção
Água Pluvial Doce Filtração lenta domiciliar Desinfecção -
Fonte: PNSR (2019)
– Adaptado (2024).
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6.2. Esgotamento sanitário
As soluções técnicas de esgotamento sanitário desempenham um papel crucial na
promoção da saúde pública e na proteção do meio ambiente. Além disso, a eficácia dessas
soluções depende da capacidade de coletar, transportar e tratar o esgoto de maneira
eficiente, assegurando a disposição final adequada. A adequação da disposição final pode
se dar pelo lançamento controlado do esgoto devidamente tratado no meio ambiente ou a
produção de água de reuso, sendo ambos objetivos fundamentais para a sustentabilidade
ambiental.
As soluções técnicas de esgotamento sanitário podem ser classificadas como coletivas ou
individuais, com cada uma com suas vantagens e desvantagens.
As soluções coletivas são geralmente preferidas em áreas urbanas densamente povoadas,
envolvendo a coleta do esgoto de uma comunidade com o respectivo transporte para uma
estação central de tratamento. Além disso, uma das principais vantagens das soluções
coletivas é a economia de escala, o que torna o tratamento do esgoto mais eficiente em
termos de custo e operação. No entanto, essas soluções exigem infraestrutura extensiva e
um planejamento urbano robusto para garantir que todas as áreas sejam atendidas
adequadamente. Dentro das soluções coletivas, tem-se duas subcategorias: ▪ Sistema Separador Absoluto: Esse tipo de sistema é onde o esgoto sanitário e as
águas pluviais são coletados e transportados separadamente cada um em uma rede
coletora independente e projetada para as características específicas do líquido
(esgoto sanitário ou esgoto pluvial) a ser transportado;
▪ Sistema Unitário: Esse tipo de sistema também é conhecido como combinado ou
misto, caracterizado quando o esgoto sanitário e as águas pluviais são coletados e
transportados pela mesma rede. Neste caso, a tubulação deve ser projetada para
atender a demandas diferentes em dias com e sem chuva, sempre contabilizando
o somatório de características dos dois tipos de esgoto.
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Em contrapartida, as soluções individuais são mais comuns em áreas rurais e de baixa
densidade demográfica, onde a implantação de redes coletoras seria economicamente
desvantajosa.
Essas soluções tratam o esgoto no local de geração, o que pode ser mais adequado para
regiões com habitações dispersas. Além disso, em áreas rurais, o compartilhamento de
uma solução individual entre várias unidades habitacionais pode ser uma opção viável
para reduzir os custos e os esforços de manutenção. No entanto, a eficácia dos sistemas
individuais depende da responsabilidade individual pela operação e manutenção, o que
pode variar significativamente.
A escolha entre sistemas coletivos e individuais é fortemente influenciada pelo porte
populacional e a densidade demográfica da área em questão, pois uma maior densidade
populacional leva a um alto volume de esgoto a ser tratado, havendo, portanto, a
necessidade de soluções coletivas devido à necessidade de alta eficiência dos processos.
Em contrapartida, em áreas com baixa densidade demográfica, a capacidade de
autodepuração do ambiente, favorece a escolha por soluções individuais. No entanto, a
presença de uma comunidade rural próxima a um centro urbano pode justificar a
utilização de um sistema coletivo, onde se aproveitaria a infraestrutura já existente.
As condicionantes ambientais são cruciais na escolha das tecnologias de tratamento de
esgoto. Para sistemas coletivos que lançam efluentes em corpos d'água, é imperativo
seguir as regulamentações estabelecidas pelas Resoluções CONAMA nº 357/2005 e nº
430/2011, além do arcabouço legal disposto pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente
(CONSEMA/RS), como a Resolução CONSEMA nº 355/2017, que estabelece critérios a
serem observados para definição do ponto de lançamento do efluente de uma estação de
tratamento de esgoto.
Neste caso, o estudo do ponto de lançamento mais adequado pode levar a necessidade de
busca de um corpo receptor fora do limite territorial de um município indicando a
possibilidade de trabalho em um Sistema Integrado de Esgoto, situação em que dois ou
mais municípios possuem um único sistema de coleta de esgoto que se conecta em algum
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ponto e o esgoto é levado para uma única estação de tratamento de esgoto que estará
localizada em um dos municípios do conjunto.
Além disso, essas normas garantem que a qualidade da água dos corpos receptores não
seja significantemente comprometida, mantendo a capacidade de autodepuração e
protegendo a saúde ambiental.
Em relação às soluções individuais, a decisão sobre as tecnologias a serem adotadas deve
considerar a disponibilidade hídrica para veiculação das excretas e as características do
solo, como permeabilidade e profundidade do lençol freático. Além disso, as tecnologias
que envolvem a infiltração de efluentes no solo devem garantir uma distância mínima de
1,5 metro entre o ponto de infiltração e o nível d'água do lençol freático para prevenir a
contaminação da água subterrânea, situações que podem trazer uma inviabilidade técnica
para esta opção.
A escolha entre as alternativas de soluções técnicas de esgotamento sanitário que sejam
do tipo coletivo ou individual é complexa e deve ser baseada em uma análise detalhada
das condições demográficas e ambientais locais. Assim como, a decisão deve considerar
não apenas o custo de implantação, mas também a gestão, manutenção e impacto
ambiental. Além disso, uma abordagem equilibrada e bem-informada é essencial para
garantir a eficácia e a sustentabilidade das soluções de esgotamento sanitário,
promovendo a saúde pública e a proteção ambiental de maneira integrada.
Motivos pelos quais, este Plano Regional estabelece como premissa a ser adotada nos
estudos de concepção e nos projetos executivos a utilização prioritária de Sistemas
Coletivos, com a utilização de Sistema Separador Absoluto e, em havendo necessidade,
os Sistemas Integrados de Esgoto, cotejando o planejamento por bacias hidrográficas, de
modo a apresentar a melhor alternativa técnica e ambiental para o esgotamento.
Como soluções provisórias e excepcionais, poderão ser utilizadas as demais soluções,
Sistemas Individuais e Sistemas Coletivos com utilização de redes por Sistema Unitário,
a critério da Concessionária, em determinadas condições a serem analisadas
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especificadamente nos estudos de concepção do sistema de esgotamento sanitário do
município.
Em relação ao tratamento do esgoto coletado, há diversos processos que podem ser
utilizados e que variam em níveis de eficiência na remoção de poluentes. Não há um
processo universalmente aplicável, sendo necessário equilibrar critérios técnicos,
econômicos, sociais e ambientais para escolher o método mais adequado.
Para a implementação e operação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE)
sustentáveis, é fundamental realizar uma integração ao contexto socioeconômico local,
minimizar o uso de energia e de insumos externos, reduzir ou eliminar a produção de
rejeitos, e recuperar subprodutos do processo de tratamento, como lodo e biogás.
Os subprodutos sólidos (lodo) e gasosos (biogás) gerados no tratamento de esgoto têm
elevado potencial de aproveitamento, mas geralmente são destinados a aterros sanitários
ou incineração, na qual são práticas não ideais, do ponto de vista ambiental. Ademais, a
reutilização de água não potável de ETEs, especialmente em situações de escassez
hídrica, pode complementar a matriz hídrica para atividades que não requerem água
potável. Contudo, as práticas de aproveitamento energético do biogás e o uso benéfico do
lodo ainda são incomuns e desarticuladas no contexto brasileiro (NUVOLARI, 2021).
A gestão das soluções coletivas para esgotamento sanitário deve considerar aspectos de
operação e manutenção da infraestrutura e suas interfaces com os usuários, além da
necessidade de sistemas de informação consolidados.
Em contrapartida, nas soluções individuais, além de tanques sépticos, podem ser adotadas
também outras tecnologias como tanques de evapotranspiração, wetlands, fossas
absorventes e círculos de bananeira, dependendo da disponibilidade hídrica e da
profundidade do lençol freático (PAVAN, BAKR, 2015; CARNEIRO, 2018).
O biogás, rico em metano (CH4), possui alto poder calorífico e pode ser utilizado para
geração de energia elétrica ou térmica, contribuindo para a diversificação da matriz
energética brasileira e agregando benefícios financeiros, ambientais e sociais. Ademais,
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a recuperação energética e a destruição do metano presente no biogás são incentivadas
como parte de planos de redução das emissões de gases de efeito estufa (HERZOG,
FREITAS, WIEDMAN, 2022; IPCC, 2014).
O lodo é um subproduto orgânico rico em nutrientes como nitrogênio e fósforo, e pode
ser utilizado em solos agrícolas ou na recuperação de áreas degradadas, conforme
definido pela Resolução CONAMA nº 498, de 19 de agosto de 2020. Esta prática alinhase aos princípios de reutilização e reaproveitamento de resíduos, promovendo uma
destinação ambientalmente adequada (CONAMA, 2020).
A seleção de tecnologias apropriadas e a integração ao contexto socioeconômico local
são cruciais para o sucesso dos sistemas de tratamento e aproveitamento de esgoto. A
participação ativa da população, e, o apoio técnico e regulador do poder público são
fundamentais para a implementação e operação eficaz dessas soluções técnicas de
esgotamento sanitário (PAVAN, BAKR, 2005).
Em resumo, o Quadro 90 apresenta as faixas de eficiência para diferentes tipos de
tratamento, onde cada etapa deve atender às eficiências recomendadas pela literatura
técnica, visando alcançar os mínimos exigidos pela legislação vigente (Resolução
CONSEMA nº 355/2017). Os parâmetros incluem a remoção de matéria carbonácea,
coliformes termotolerantes e nutrientes (nitrogênio e fósforo). Para isso, é essencial
estimar a vazão e determinar a eficiência de tratamento necessária.
Paralelamente, o Quadro 91 destaca as rotas tecnológicas para o tratamento de esgoto
em soluções coletivas. Já o Quadro 92 apresenta alternativas de tratamento para soluções
individuais de esgotamento sanitário
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303
Quadro 90
– Faixas de eficiências por tipo de tratamento.
Características típicas
Tipos de tratamento
Lagoas Lodos ativados Filtros Biológicos UASB Fossa- filtro MBBR IFAS Lodos ativados granulares
Eficiências na
remoção (%)
DBO5 70
-90 85
-98 80
-93 60
-80 50
-70 85
-98 85
-98 90
-98
N 30
-50 15
-40 30
-40 10
-25 10
-25 25
-40 25
-40 30
-40
P 20
-60 10
-45 30
-45 10
-20 10
-20 25
-45 25
-45 30
-45
Coliformes 60
-99 60
-90 60
-90 60
-90 60
-90 60
-90 60
-90 60
-90
Fonte: Elaboração própria (2024).
Quadro 91
– Exemplos de etapas de tratamento de esgoto de soluções coletivas de esgotamento sanitário.
Tratamento Preliminar
(TPR)
Tratamento Primário
(TP) Tratamento Secundário (SC) Tratamento Terciário (TT) Polimento Desinfecção Reuso
Gradeamento manual + Calha
Parshall + Desarenador
Físico-Químico +
Decantador primário Lodos ativados convencional Físico- Químico Wetlands (zona de
raízes) Ultravioleta Ultrafiltração
Gradeamento mecanizado +
Calha Parshall + Desarenador
Físico-Químico +
Flotador
Lodos ativados aeração
prolongada
Físico- Químico + Decantador
Terciário Vala de infiltração Peróxido Microfiltração
Gradeamento mecanizado +
Desarenador + Calha Parshall UASB Filtro Aerado Submerso Físico- Químico + Flotador Filtro de pedra Hipoclorito de sódio MBR
EBE Preliminar + Calha
Parshall Tanque séptico Filtro Biológico Percolador Filtro Biológico Percolador Lagoa de polimento Ácido Peracético
Gradeamento mecanizado +
Desarenador Lagoa anaeróbia MBBR MBR Ozônio
Biodisco IFAS Lagoas de Maturação
MBR
MBBR 2 estágios
MBBR/IFAS
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304
Tratamento Preliminar
(TPR)
Tratamento Primário
(TP) Tratamento Secundário (SC) Tratamento Terciário (TT) Polimento Desinfecção Reuso
Lagoa facultativa
Lagoa Aerada Facultativa
Lagoa Aerada Mistura
Completa
Lodos ativados por batelada
Lodos ativados de alta taxa
Lodos ativados granular
Fonte: Elaboração própria (2024).
Quadro 92
– Exemplos de etapas tratamento de esgoto de soluções individuais de esgotamento sanitário.
Situação Compartimento 1ª Etapa 2ª Etapa 3ª Etapa 4ª Etapa
Sem Disponibilidade Hídrica
Lençol Profundo
Excretas Fossa Seca - -
Águas Cinzas
Círculo de Bananeira - -
Wetland Fertirrigação Subsuperficial
ou Corpo d'água
-
-
Lençol Raso
Excretas Fossa Seca12 Higienização13 Uso Agrícola
ou Aterramento
Águas Cinzas
Círculo de Bananeira - -
Wetland Fertirrigação Subsuperficial
ou Corpo d'água
-
-
Com Disponibilidade Hídrica Lençol Profundo Águas Fecais Tanque séptico
Unidade de Gerenciamento de Lodo -
Vala de Infiltração -
12 Opções impermeabilizadas: fossa de fermentação, fossa de compostagem Cynamon, fossa geminada, ou similares.
13 Recomenda-se a caleação ou compostagem como técnica de higienização do lodo.
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305
Situação Compartimento 1ª Etapa 2ª Etapa 3ª Etapa 4ª Etapa
Sumidouro -
Wetland
Fertirrigação Subsuperficial
ou Corpo d'água Filtro Anaeróbio
Filtro de Areia
Fossa Absorvente - -
Águas Cinzas
Círculo de Bananeira - -
Wetland Fertirrigação Subsuperficial
ou Corpo d'água
-
-
Lençol Raso
Águas Fecais
Tanque de Evapotranspiração - -
Tanque Séptico
Unidade de Gerenciamento de Lodo -
Wetland
Filtro Anaeróbio Corpo d'água
Filtro de Areia
Águas Cinzas
Círculo de Bananeira - -
Wetland Fertirrigação Subsuperficial
ou Corpo d'água
-
-
Fonte: PNSR (2019)
– Adaptado (2024).
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306
7. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
Os programas, projetos e ações são essenciais para atingir as metas estabelecidas, que
devem ser compatíveis com os Planos Plurianuais e outros planos governamentais,
conforme a Lei Federal nº 14.026/2020. No entanto, a falta de instrumentos municipais
como o Plano Diretor e a ausência de detalhes sobre os componentes do saneamento
básico complicam o planejamento.
Apesar disso, o Plano Regional representa um passo importante para a universalização
eficiente do saneamento básico regional. A integração dos diversos instrumentos de
planejamento e a identificação de fontes de financiamento são cruciais para a
sustentabilidade dessas proposições. A participação da população, através de controle
social, também é fundamental para o processo de planejamento e ação.
Para atingir as metas de cobertura, redução de perdas e qualidade nos serviços de
abastecimento de água e esgotamento sanitário, é necessário, portanto, um programa de
investimentos amplo e abrangente. Desta forma, os programas, projetos e ações são
organizados conforme sua implementação em curto, médio e longo prazo, e divididos por
componentes do saneamento básico.
7.1. Premissas e diretrizes
A definição dos programas, projetos e ações perpassa pelo entendimento de cada
conceito. De acordo com Galvão Júnior et al. (2010), os programas referem-se ao esboço
geral de finalidade abrangente, determinando táticas e métodos de maneira estratégica,
sendo possível concretizar as metas e objetivos. Já os projetos são entendidos como
elementos de cada programa, podendo ser ou não ligados a outros programas, dentro de
um mesmo projeto. Por fim, as ações são específicas a cada projeto, tendo foco na
execução.
Os programas, projetos e ações aqui definidos, levaram em consideração o diagnóstico
de todos os 317 municípios operados pela CORSAN. Para isso foram consideradas as
demandas pelos serviços de saneamento básico, bem como a dinâmica populacional, além
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307
de outros fatores que poderiam dificultar a universalização dos serviços de abastecimento
de água e esgotamento sanitário.
Neste sentido, para alcançar os objetivos e metas de universalização, são propostos
programas, projetos e ações.
As medidas a serem implementadas são divididas em estruturais e estruturantes e levam
em consideração a disponibilidade orçamentária, viabilidade técnica, bem como as
obrigações específicas constantes nos contratos de concessão.
Dessa forma, as medidas estruturais dizem respeito às intervenções no ambiente físico,
sendo fundamentais para assegurar a universalização dos serviços de abastecimento de
água e esgotamento sanitário. Por outro lado, as medidas estruturantes referem-se a
aspectos gerenciais, essenciais para o suporte e a eficácia na prestação desses serviços.
7.2. Abastecimento de água
7.2.1. Programa, projetos e ações estruturais
A garantia de um sistema eficiente de abastecimento de água é fundamental para a saúde
pública e o bem-estar da população. Para atingir esse objetivo, é necessário implementar
uma série de ações estratégicas e estruturais que assegurem a captação, tratamento,
armazenamento e distribuição da água de maneira eficaz e sustentável. Essas ações devem
ser planejadas e executadas de forma integrada, considerando a diversidade de contextos
regionais e a necessidade de preservar os recursos hídricos.
A implementação de tecnologias avançadas, a modernização da infraestrutura existente e
a gestão eficiente dos recursos são pilares essenciais para o sucesso dessas iniciativas.
O Quadro 94 apresenta a consolidação dos programas e ações para os sistemas de
abastecimento de água, oferecendo uma visão abrangente das diretrizes propostas. No
entanto, é fundamental ressaltar que cada município possui suas próprias necessidades,
sendo as ações ajustadas conforme suas metas contratuais e cronogramas operacionais,
de modo a assegurar o cumprimento dos objetivos e a implementação das melhorias
necessárias.
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308
Quadro 93
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de abastecimento de
água.
Programa Projetos Ações Responsável
Expansão e
Implantação
das
Infraestruturas
Implantação
dos Sistemas de
Abastecimento
de Água
Implantação dos sistemas de captação de água.
Concessionária
Implantação dos sistemas de adução de água (bruta
e/ou tratada).
Implantação dos sistemas de bombeamento de água.
Implantação dos sistemas de tratamento de água.
Implantação dos sistemas de reservação de água.
Implantação dos sistemas de distribuição de água.
Implantação dos sistemas de tratamento de lodo.
Implantação dos sistemas de interconexão do
abastecimento com as unidades consumidoras
(conexões, ramal de ligação etc.).
Implantação dos parques de hidrômetros.
Expansão dos
Sistemas de
Abastecimento
de Água
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de captação
de água.
Concessionária
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de adução
de água (bruta e/ou tratada).
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de
bombeamento de água.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de
tratamento de água.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de
reservação de água.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de
distribuição de água.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de
tratamento de lodo.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de
interconexão do abastecimento com as unidades
consumidoras (conexões, ramal de ligação etc.).
Implantação e/ou ampliação dos parques de
hidrômetros.
Expansão e
Implantação
das
Infraestruturas
Melhorias
Operacionais e
Substituições
dos Sistemas de
Abastecimento
de Água
Execução de melhorias e/ou substituições dos
sistemas de captação de água.
Concessionária
Execução de melhorias e/ou substituições dos
sistemas de adução de água (bruta e/ou tratada).
Execução de melhorias e/ou substituições dos
sistemas de bombeamento de água.
Execução de melhorias e/ou substituições dos
sistemas de tratamento de água.
Execução de melhorias e/ou substituições dos
sistemas de reservação de água.
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309
Programa Projetos Ações Responsável
Execução de melhorias e/ou substituições dos
sistemas de distribuição de água.
Execução de melhorias e/ou substituições dos
sistemas de tratamento de lodo.
Execução de melhorias e/ou substituições dos
sistemas de interconexão do abastecimento com as
unidades consumidoras (conexões, ramal de ligação
etc.).
Execução de melhorias e/ou substituições dos parques
de hidrômetros.
Fonte: Elaboração própria (2024).
7.2.2. Programa, projetos e ações estruturantes
O programa estruturante para os sistemas de abastecimento de água tem como objetivo
garantir a eficiência, a segurança e a sustentabilidade no fornecimento de água potável,
promovendo ações que abrangem desde a organização técnica até o controle da qualidade
dos serviços prestados.
Para atingir esses objetivos, os programas estão divididos em cinco áreas principais,
conforme apresenta o Quadro 95.
Quadro 94
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de abastecimento
de água.
Programa Projeto Ação Responsável
Governança
Operacional e
Gestão de
Dados
Regularização,
Capacitação e
Monitoramento
Regularização e monitoramento das licenças e outorgas para
que todas os sistemas de abastecimento de água estejam em
conformidade com as normas legais, assegurando a
continuidade e expansão dos serviços de forma regularizada
Concessionária
Prover treinamento contínuo e atualização para os
profissionais envolvidos na operação e manutenção do
sistema de abastecimento, assegurando que estejam
preparados para lidar com desafios técnicos e operacionais.
Elaborar estudos técnicos que subsidiem a criação de projetos
para a modernização e ampliação da infraestrutura,
aumentando a eficiência do sistema de abastecimento.
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Programa Projeto Ação Responsável
Implementar um sistema de informações para monitorar a
eficiência do abastecimento de água, identificando possíveis
melhorias e otimizações no processo.
Integração e
Atualização de
Dados
Cadastrais e
Operacionais
Atualização contínua das informações cadastrais dos
usuários e redes de abastecimento e seus dispositivos
especiais (válvulas, ventosas, registros, hidrantes e
conexões), garantindo que essas informações sejam
constantemente atualizadas e acessíveis para a gestão
operacional.
Concessionária
Gestão
Eficiente de
Recursos
Hídricos e
Energéticos
Eficiência
Operacional e
Controle de
Perdas
Identificar e combater as perdas de água nos sistemas, por
meio de tecnologia de detecção de vazamentos, controle de
fraudes e manutenção preventiva.
Concessionária
Resiliência
Hídrica
Identificar e combater as ligações irregulares em soluções
individuais de abastecimento (sem a devida outorga),
assegurando a garantia de uso dos recursos hídricos conforme
normas legais.
Prefeitura
Municipal e
Concessionária
Otimização
Energética
Implementar tecnologias e processos que aumentem a
eficiência energética nos sistemas de bombeamento,
tratamento e distribuição de água, com a modernização de
equipamentos e incorporação de fontes renováveis.
Concessionária
Segurança e
Monitoramento
da Água
Tratada
Controle da
Qualidade da
Água Tratada
Sistema de monitoramento para garantir o controle contínuo
da qualidade da água, de acordo com as exigências das
autoridades, para assegurar a conformidade com os padrões
estabelecidos.
Concessionária
Fonte: Elaboração própria (2024).
7.3. Esgotamento sanitário
7.3.1. Programa, projetos e ações estruturais
O desenvolvimento de um sistema eficiente de esgotamento sanitário é vital para
assegurar a saúde pública e a preservação ambiental. Para isso, é essencial implementar
ações coordenadas que abrangem desde a coleta dos esgotos até seu tratamento e
disposição final. A construção e a modernização da infraestrutura de esgotamento
sanitário são fundamentais para garantir que os resíduos sejam tratados adequadamente,
evitando a contaminação dos corpos d'água e do solo.
As ações devem incluir, de maneira preferencial e prioritária, a instalação de redes de
coleta do tipo separador absoluto eficientes, a construção de estações de tratamento de
esgoto modernas e a melhoria das conexões domiciliares e em casos excepcionais e de
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311
maneira provisória poderão dispor das outras alternativas apresentadas nas Soluções
Técnicas deste Plano Regional, tais como sistema misto ou sistemas individuais.
O Erro! Fonte de referência não encontrada. consolida os programas e ações para os s
istemas de esgotamento sanitário, fornecendo uma visão abrangente das diretrizes
propostas. No entanto, é importante destacar que cada município tem necessidades
específicas, e as ações são alinhadas às suas metas contratuais e cronogramas
operacionais, a fim de garantir o cumprimento dos objetivos e as melhorias adequadas.
Quadro 95
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de esgotamento
sanitário.
Programa Projetos Ações Responsável
Expansão e
Implantação
das
Infraestruturas
Implantação
dos Sistemas
de
Esgotamento
Sanitário
Implantação dos sistemas de interconexão da coleta de esgoto
com as unidades contribuidoras (ramais de ligação, conexões
etc.).
Implantação dos sistemas de coleta e transporte de esgoto. Concessionária
Implantação dos sistemas de tratamento de esgoto.
Implantação dos sistemas de tratamento do lodo.
Fiscalização para redução das ligações irregulares (lançamento
de esgoto pluvial nas redes de esgoto cloacal e vice-versa)
Prefeitura
Municipal e
Concessionária
Fiscalização da efetivação das ligações domiciliares de esgoto
cloacal ao SES
Prefeitura
Municipal
Expansão da
Capacidade
dos Sistemas
de
Esgotamento
Sanitário
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de interconexão da
coleta de esgoto com as unidades contribuidoras (ramais de
ligação, conexões etc.).
Concessionária
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de coleta e transporte
de esgoto.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento de
esgoto.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento do lodo.
Renovação e
Modernização
das
Infraestruturas
Melhoria
Operacional
e
Substituições
dos Sistemas
de
Esgotamento
Sanitário
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
interconexão da coleta de esgoto com as unidades contribuidoras
(ramais de ligação, conexões etc.).
Concessionária
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de coleta
e transporte de esgoto.
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
tratamento de esgoto.
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
tratamento do lodo.
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312
Fonte: Elaboração própria (2024).
7.3.2. Programa, projetos e ações estruturantes
O programa tem como objetivo principal garantir a eficiência, legalidade e
sustentabilidade na operação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto. Por meio de
projetos focados na regularização ambiental, capacitação técnica, ampliação da
infraestrutura e monitoramento da performance, o programa busca modernizar e expandir
o sistema, melhorando a qualidade dos serviços prestados.
Além disso, contempla ações para otimizar o uso de energia e integrar dados operacionais,
garantindo maior controle e eficiência na gestão dos recursos hídricos e do saneamento,
em conformidade com as normas ambientais vigentes. O Erro! Fonte de referência não e
ncontrada. apresenta o programa e seus respectivos projetos e ações.
Quadro 96
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de esgotamento
sanitário.
Programa Projetos Ações Responsável
Governança
Operacional e
Gestão de
Dados
Regularização,
Capacitação e
Monitoramento
Assegurar que o sistema de esgotamento sanitário esteja em
conformidade com as normas ambientais vigentes, por meio
do monitoramento contínuo e da renovação das licenças
necessárias, garantindo a operação legal e ambientalmente
adequada.
Concessionária
Promover treinamentos regulares para os colaboradores, com
foco em práticas inovadoras, operação eficiente do sistema de
esgotamento e conformidade com as regulamentações
ambientais.
Realizar estudos técnicos detalhados voltados à expansão e
melhorias do sistema de esgotamento sanitário, com foco em
aumentar a cobertura e melhorar a eficiência operacional e
ambiental.
Implementar um sistema de informações geográficas para
monitorar e avaliar a performance do sistema de esgotamento
sanitário em tempo real, permitindo a detecção de problemas
operacionais e a otimização da gestão dos serviços.
Integração e
Atualização de
Dados
Integrar e atualizar continuamente os dados cadastrais e
operacionais do sistema de esgotamento sanitário, garantindo
a eficiência na gestão de recursos e a tomada de decisões.
Concessionária
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Programa Projetos Ações Responsável
Cadastrais e
Operacionais
Gestão de
Conformidade
e Eficiência
Energética
Fiscalização e
Controle de
Ligações
Irregulares
Implementar medidas de fiscalização e combate a ligações
clandestinas no sistema de esgotamento sanitário, visando a
regularização de usuários e a redução de impactos negativos
na operação e no meio ambiente.
Prefeitura
Municipal e
Concessionária
Fiscalização e
Controle de
Adesão ao SES
Implementar medidas de fiscalização e acompanhamento da
efetivação da adesão dos usuários ao SES de modo a garantir
o devido encaminhamento dos efluentes ao tratamento.
Prefeitura
Municipal
Otimização
Energética
Implementar medidas de eficiência energética no sistema de
esgotamento sanitário, como a substituição de equipamentos
obsoletos por novas tecnologias de baixo consumo energético
e a automação de processos operacionais para reduzir o
consumo de energia nas unidades.
Concessionária
Segurança e
Monitoramento
da Efluente
Tratado
Controle da
Qualidade do
Efluente
Tratado
Implementar um sistema de monitoramento contínuo para
garantir que os efluentes tratados atendam aos padrões de
qualidade exigidos por regulamentações ambientais,
prevenindo a contaminação de corpos d'água e promovendo a
saúde pública.
Concessionária
Fonte: Elaboração própria (2024).
7.3.3. Sistema de Macroesgotamento do Litoral Norte
Considerando as características geográficas e hidrológicas do Litoral Norte, bem como
contexto ambiental e de ocupação urbana, o macroesgotamento deste foi concebido de
formar a atender os seus municípios de forma regionalizada, e não individualizada. Tal
concepção se adequa à realidade atual, bem como fica completamente aderente ao
potencial de crescimento da região como um todo e das especificidades de cada
município, e traz impactos positivos compartilhados em cada etapa de implantação e/ou
ampliação dos Sistemas de Esgotamento Sanitário em cada localidade.
A concepção do macroesgotamento sanitário do Litoral Norte definiu assim a necessidade
de 4 pontos de lançamento dos efluentes tratados, conforme figura a seguir:
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314
Os quatro pontos de lançamento estão nomeados abaixo, com suas respectivas
localizações e abrangências:
1. Lançamento no Rio Mampituba, localizado no Município de Torres, que
atenderá Torres, Arroio do Sal e Arroio Teixeira (parte de Capão da Canoa);
2. Lançamento no Ponto 3 (Rio Tramandaí), localizado no Município de Osório,
que atenderá parte de Capão da Canoa, Xangri-lá e Atlântida Sul/Mariápolis
(Osório);
3. Lançamento no Ponto 4 (Rio Tramandaí), localizado no Município de Imbé,
que atenderá Imbé e parte de Tramandaí;
Imb
é
Xangri-l
á
Arroio do Sal
Torres
Cap
ão da
Canoa
Terra de
Os
ório
Tramanda
í
Cidreira
Balne
ário Pinhal
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4. Lançamento no Rio Palmares, localizado no Município de Palmares do Sul,
que atenderá Cidreira, Balneário Pinhal, Quintão (Palmares do Sul) e parte de
Tramandaí.
Complementar à definição de tais 4 pontos de lançamentos, o macroesgotamento do
Litoral Norte contará ainda com a construção de estações de tratamento de esgoto,
transformando o esgoto bruto em efluente tratado de altíssimo padrão de qualidade,
viabilizando assim o lançamento nos 4 pontos.
7.4. Programa de desenvolvimento institucional e setorial
A gestão eficaz de sistema de saneamento básico envolve coordenar o abastecimento de
água e esgotamento sanitário de forma integrada. Para isso, são adotadas ações que
considerem especificidades locais e promovam o uso sustentável dos recursos.
Educação ambiental e engajamento da comunidade são elementos-chave para sensibilizar
sobre a importância do saneamento adequado e incentivar práticas responsáveis. A
participação ativa dos cidadãos no processo decisório e na fiscalização das ações contribui
para melhorar continuamente os serviços e assegurar um ambiente saudável para todos.
As ações de gestão apresentam, portanto, caráter técnico e institucional, sendo voltadas
para melhorias dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O Quadro
98 apresenta os principais projetos e ações de gestão a curto, médio e longo prazo.
Quadro 97
– Programa, projetos e ações de desenvolvimento institucional e setorial.
Programa Projetos Ações Responsável
Programa
de Gestão
Institucional
e Setorial
Sistema de
Informações
sobre
Saneamento
Implantação de sistema regional de informações sobre saneamento
(eixo de água e esgoto) com cadastro georreferenciado.
Concessionária Manutenção e atualização do sistema regional de informações
sobre saneamento com cadastro georreferenciado.
Gestão
Interna e
Externa
Medidas de articulação e desenvolvimento operacional,
institucional, tecnológico e/ou de inovação, eficiência energética e
serviços especiais.
Concessionária
e/ou Prefeitura
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316
Programa Projetos Ações Responsável
Monitoramento e avaliação sistemática do Plano Regional de Água
e Esgoto - RS.
Comunicação,
Sensibilização
e Mobilização
Social
Desenvolvimento e manutenção de campanhas constantes de
conscientização e incentivo às práticas de uso racional da água e
consumo consciente, com ênfase em grandes unidades
consumidoras.
Concessionária
e/ou Prefeitura
Desenvolvimento e manutenção de campanhas de
conscientização/sensibilização dos usuários sobre a importância
das ligações domiciliares às redes coletoras de esgotamento
sanitário e redes de abastecimento de água, esclarecendo os
benefícios da regularização para o bem-estar social e ambiental.
Desenvolvimento e manutenção de campanhas de
conscientização/sensibilização dos usuários sobre a proteção dos
mananciais e temas ambientais relevantes para o SAA e o SES.
Fonte: Elaboração própria (2024).
7.5. Fonte de Financiamento
O Plano Regional abrange a prestação regionalizada dos serviços pela CORSAN, por
meio de contratos de programa e contratos de concessão que delegam à Companhia a
responsabilidade pela realização dos investimentos necessários para atingir os objetivos
definidos neste planejamento regional.
Logo, a fonte de financiamento é privada e atribuída à CORSAN, a quem compete custear
os investimentos com recursos próprios ou mediante captação de recursos de terceiros em
conformidade com as alternativas disponíveis no mercado de capitais e/ou financeiro,
incluindo o acesso a recursos federais nos moldes previstos no art. 50 da Lei Federal
11.445/2007.
Para tanto, os Municípios são responsáveis pela adoção das providências atribuídas
legalmente aos titulares dos serviços, especialmente aquelas exigidas pelo art. 50 da Lei
Federal 11.445/2007, para assegurar que não haja qualquer obstáculo ao eventual acesso
da Concessionária a recursos federais.
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317
8. AÇÕES DE EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
O plano de contingência e emergência estabelece um conjunto de ações planejadas e
implementadas a serem adotadas durante emergências que possam ocorrer e afetar o
sistema de abastecimento de água e/ou o sistema de esgotamento sanitário do município,
ocasionando interrupções no abastecimento de água e/ou extravasamento de esgoto com
contaminação de cursos d’agua ou áreas de proteção ambiental e riscos para a saúde
pública, segurança e meio ambiente.
Os objetivos principais do plano de contingência e emergência são identificar e definir os
eventos emergenciais e os riscos envolvidos nos sistemas de abastecimento de água e
coleta e tratamento de esgoto, e apresentar as ações preventivas e mitigadoras para conter
os efeitos danosos. A implementação das ações elencadas no plano visa majoritariamente: ▪ Reduzir ou minimizar ao máximo os impactos dos riscos potenciais identificados; ▪ Antecipar que situações externas ao evento contribuam para o seu agravamento; ▪ Promover medidas básicas para reduzir ou minimizar danos às áreas definidas; ▪ Proteger a integridade física da população e funcionários envolvidos; ▪ Evitar danos que excedam a capacidade dos afetados em conviver com o impacto.
A abrangência da aplicação do plano de contingência são as unidades operacionais dos
sistemas descritos a seguir: ▪ Sistema de abastecimento de água abrangendo manancial, captação adutoras,
estação de tratamento, rede de distribuição e reservatórios;
▪ Sistema de esgotamento sanitário abrangendo redes coletoras, estações de
bombeamento de esgoto, estação de tratamento e corpo receptor.
A elaboração e estruturação deste plano têm como objetivo atender às resoluções
normativas das Agências Reguladoras do Rio Grande do Sul
– AGERGS e AGESAN
(Resolução AGERGS nº 37/2017, Resolução AGESAN CSR nº 013/2023). Nesse
sentido, são apresentados o mapeamento das vulnerabilidades dos sistemas, a
classificação dos riscos, os procedimentos detalhados para mitigação de danos em
situações emergenciais e a designação dos responsáveis pelos processos.
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318
É importante destacar que as ações de emergência e contingência aqui descritas fornecem
uma diretriz geral e abrangente para a gestão de riscos. No entanto, cada município possui
seu próprio plano de emergência e contingência, elaborado de forma individualizada para
refletir a realidade local e as especificidades da operação de seus sistemas de
abastecimento de água e esgotamento sanitário. Esses planos garantem que as ações sejam
adequadas às características e necessidades específicas de cada localidade, assegurando
uma resposta eficaz diante de eventos emergenciais.
8.1. Avaliação das vulnerabilidades do sistema de abastecimento de água
e do sistema de esgotamento sanitário
A identificação das vulnerabilidades do sistema de água e de esgoto foi realizado
analisando as unidades consideradas essenciais para o funcionamento do sistema e
verificadas as hipóteses de situações emergenciais com potencial para causar impacto
negativo aos usuários e meio ambiente.
Na definição destas condições emergenciais considerou-se que estão fora da matriz de
riscos os eventos que não geram impacto direto de dano ambiental, aos consumidores,
que sejam de baixa complexidade e de solução rápida através da estrutura de manutenção
de cada sistema. Nesta situação elencamos as seguintes atividades ▪ Manancial – Pequenas alterações na capacidade de fornecimento de água para
captação e que não resulte em alteração de vazão e risco de situação de
emergência;
▪ Adutoras de água bruta e tratada
– Rompimentos reparados em intervalo de
tempo suficiente para não gerar problemas de desabastecimento (máximo 8
– 12
horas)
▪ Elevatórias de água bruta e tratada
– Paralisação de conjunto de bombeamento
onde é acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram
paralisação do funcionamento da elevatória;
▪ Rede de distribuição
– Reparos de rede nos tempos < 12 horas e que tenham
impacto setorial sem ser considerado um desabastecimento;
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319
▪ Estação de tratamento de água
– Pane nos equipamentos bem como eventos de
vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da
ETA;
▪ Rede de coleta de esgoto
– Reparos de rede nos tempos < 12 horas;
▪ Elevatórias de esgoto bruto
– Paralisação de conjunto de bombeamento onde é
acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram
paralisação do funcionamento da elevatória e extravasamento para meio
ambiente;
▪ Estação de tratamento de esgoto
– Pane nos equipamentos bem como eventos
de vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da
ETE e extravasamentos.
8.2. Categorização dos riscos/vulnerabilidades
8.2.1. Definições dos critérios de vulnerabilidade
A análise de riscos/vulnerabilidades permite a identificação, avaliação e gerenciamento
dos riscos que possam comprometer todo o sistema operacional. Para cada
risco/vulnerabilidade identificado, define-se: a probabilidade de ocorrência dos eventos,
os possíveis danos potenciais em caso de acontecimentos, possíveis ações preventivas e
contingências, bem como a identificação de responsáveis por ação.
Para a classificação das vulnerabilidades foi utilizada como referência a metodologia da
ABNT NBR ISO 14001/ 2015.
Para atribuição de pesos e pontuação das gravidades, após a identificação e classificação,
executou-se uma análise qualitativa e quantitativa. A análise qualitativa dos
riscos/vulnerabilidades foi realizada por meio da classificação escalar da probabilidade e
do impacto, conforme a graduação apresentada no Quadro 98 e Quadro 99.
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320
Quadro 98
– Matriz de determinação da probabilidade.
Probabilidade Valor Descrição
Muito Baixa 1 Rara. Ocorre somente em circunstâncias excepcionais.
Baixa 2 Improvável. Pode ocorre em algum momento.
Média 3 Possível. Deve ocorrer em algum momento.
Alta 4 Provável. Vai ocorrer na maioria das circunstâncias.
Muito Alta 5 Quase certa. Ocorre em quase todas as circunstâncias.
Fonte: Elaboração própria (2024).
Quadro 99
– Matriz de determinação do impacto/consequência.
Impacto/Consequência Valor Geral
Muito Baixo 1 Consequências são tratadas com operações de rotina
Baixo 2 Consequências não ameaçam a eficácia e eficiência do processo
Médio 3 Consequências ameaçam levemente a eficácia e/ou eficiência do processo
Alto 4
Consequências ameaçam significativamente a eficácia e/ou eficiência do
processo
Muito Alto 5 Consequências ameaçam o fortemente o processo e a organização
Fonte: Elaboração própria (2024).
8.2.1.1. Definições dos critérios de gravidade
A definição dos critérios de gravidade foi realizada pela avaliação qualitativa do
risco/vulnerabilidade de acordo com sua probabilidade de ocorrência, bem como seu
impacto potencial de acordo com os dados apresentados nas matrizes apresentadas acima.
O Quadro 100 apresenta a Matriz Probabilidade x Impacto, instrumento responsável pela
definição da classificação do nível de risco/vulnerabilidade.
Quadro 100
– Matriz de risco- Classificação do risco.
Matriz de vulnerabilidade (P x 1) para a determinação dos patamares de graduação dos riscos (grau de
ameaça)
Probabilidade
Impacto
1 2 3 4 5
1 1 2 3 4 5
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321
Matriz de vulnerabilidade (P x 1) para a determinação dos patamares de graduação dos riscos (grau de
ameaça)
Probabilidade
Impacto
1 2 3 4 5
2 2 4 6 8 10
3 3 6 9 12 15
4 4 8 12 16 20
5 5 10 15 20 25
Classificação Código Pontuação
Não significativos (NS) Abaixo de 15
Significativos (S) Igual ou maior do que 15
Fonte: Elaboração própria (2024).
Cálculo do Risco:
R = P x I
▪ R: Risco; ▪ P: Probabilidade; ▪ I: Impacto.
O produto da probabilidade pelo impacto de cada risco deve se enquadrar em uma região
da matriz probabilidade x impacto conforme o quadro a seguir.
Caso o risco/vulnerabilidade se enquadre na região verde, seu nível de risco é entendido
como baixo, logo se admite a aceitação ou adoção de medidas preventivas. Se estiver na
região amarela, entende-se como médio e devem ser adotadas medidas de controle e
monitoramento e se estiver na região vermelha, entende-se como nível de
risco/vulnerabilidade alto e deverá ser realizado o plano de emergência e contingência.
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Quadro 101
– Classificação do risco.
Classificação do risco
Risco baixo
Risco Tolerável: sem necessidade de plano de ação além dos procedimentos
já estabelecidos na companhia
Risco médio
Monitoramento e Gestão: o evento necessita acompanhamento e
comunicação constante com área operacional e de gestão.
Risco alto
Risco Significativo: Deverá ser elaborado Plano de Ação para
implementação do controle
Fonte: Elaboração própria (2024).
Caso o risco/vulnerabilidade se enquadre na região verde, seu nível de risco é entendido
como baixo, logo se admite a aceitação ou adoção de medidas preventivas. Se estiver na
região amarela, entende-se como médio e devem ser adotadas medidas de controle e
monitoramento e se estiver na região vermelha, entende-se como nível de
risco/vulnerabilidade alto e deverá ser realizado o plano de emergência e contingência.
8.2.1.2. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades
Como critério de priorização e direcionamento das ações mitigadoras, as vulnerabilidades
são priorizadas conforme seu grau de risco, sempre do mais alto para o mais baixo. Nos
casos de riscos classificados como médio e alto, deve-se adotar obrigatoriamente as
medidas preventivas previstas.
8.3. Plano de ações de emergências e contingências
De forma a evitar e/ou minimizar a ocorrência de eventos emergenciais indesejáveis e os
impactos ocasionados por estes, neste capítulo serão definidas ações e procedimentos
mitigadores necessários para uma rápida tomada de decisão, tendo por referência os
cenários acidentais elencados no sistema de água.
No Quadro 102 e Quadro 103, é apresentada a relação dos eventos relevantes que podem
ocorrer nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário
(riscos/vulnerabilidades), incluindo as medidas de detecção, o tempo de resposta, os
efeitos das situações de emergência, as ações mitigatórias e de emergência propostas para
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323
reduzir os riscos e seus impactos, a classificação dos riscos identificados para cada
situação e os potenciais afetados.
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Quadro 102
– Ações de Contingência e Emergência
– SAA.
Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção do
risco (h: min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco Potenciais afetados
MANANCIAL
SUBTERRÂNEOPOÇOS
Diminuição da vazão
do poço
Boletim
Operacional Imediato
Redução de água bruta
para atender a
demanda dos
consumos gerando
desabastecimento
PARCIAL do SAA
Comunicar o gestor da COP
MÉDIO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Operar com o outro poço
Realizar pesquisa de vazamento
Combater as ligações clandestinas
quando identificadas
Falta de energia
elétrica Visual Imediato
Redução de água bruta
para atender a
demanda dos
consumos gerando
desabastecimento
PARCIAL do SAA
Comunicar o gestor da COP
Comunicar o gestor da US
MÉDIO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Acionar Concessionária de energia
elétrica
Se a previsão for maior que 24 horas
para retorno, será acionado o contrato
de caminhão pipa para as áreas
essenciais
Instalação do sistema contingência
elétrica (ex: geradores)
Estiagem prolongada
provocando redução da
capacidade de recarga
do aquífero para
exploração dos poços
Avaliação
visual e régua
telemétrica
Imediato
Redução de água bruta
para atender a
demanda dos
consumos gerando
desabastecimento
PARCIAL do SAA
Executar novas perfurações de poços
para restabelecer a produção original
MÉDIO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Programar o fornecimento de água por
meio de carros-pipa para consumidores
especiais
Implantar sistema de rodízio de
abastecimento para reduzir os efeitos
do desabastecimento
Vandalismo
Vistoria no
local,
reclamação de
falta de água
Variável
Falta de água,
equipamentos e
estruturas danificadas
Registro de boletim de ocorrência,
acionamento das equipes
eletromecânicas para restabelecer a
operação
BAIXO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
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Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção do
risco (h: min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco Potenciais afetados
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
CAPTAÇÃO
SUPERFCIAL
Estiagem prolongada
na Bacia do Rio
reduzindo as vazões do
manancial
Medição
manual de
nível
Imediato
Redução da
disponibilidade de
água bruta, Paralisação
total ou parcial da
captação de água bruta
do manancial causando
desabastecimento do
SAA
Programar a utilização de manancial
alternativo se houver condições
técnicas e disponibilidade
MÉDIO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Programar o fornecimento de água por
meio de carros-pipa para consumidores
essenciais
Implantar sistema de rodízio de
abastecimento para reduzir os efeitos
do desabastecimento
Vandalismo
Vistoria no
local,
reclamação de
falta de água
Variável
Falta de água,
equipamentos e
estruturas danificadas
Registro de boletim de ocorrência,
acionamento das equipes
eletromecânicas para restabelecer a
operação
BAIXO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Ocorrência de cheias
severas com Inundação
das unidades
operacionais
Avaliação
visual e régua
telemétrica
Imediato
Paralisação total ou
parcial da captação de
água bruta do
manancial causando
desabastecimento do
SAA
Programar a utilização de manancial
alternativo se houver condições
técnicas e disponibilidade, programar
um sistema alternativo de captação
(GMB flutuante)
MÉDIO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Programar o fornecimento de água por
meio de carros-pipa para consumidores
essenciais
Implantar sistema de rodízio de
abastecimento para reduzir os efeitos
do desabastecimento
Despejos de produtos
contaminantes
Monitoramento
laboratorial Variável Paralisação total ou
parcial da captação de
Adequação do processo de tratamento
se houver condições técnicas MÉDIO Residências,
comércios,
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Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção do
risco (h: min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco Potenciais afetados
voluntariamente ou por
acidente
(análises da
água)
água bruta do
manancial causando
desabastecimento do
SAA
Monitoramento e avaliação da
concentração dos contaminantes para
restabelecer a captação
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Programar o fornecimento de água por
meio de carros-pipa para consumidores
especiais
Implantar sistema de rodízio de
abastecimento para reduzir os efeitos
do desabastecimento
Ocorrência de
proliferação de algas
no manancial
Monitoramento
laboratorial
(análises da
água)
Variável
Redução da capacidade
de tratamento causando
desabastecimento
parcial do SAA
Adequar o processo de tratamento para
remoção dos efeitos da proliferação de
algas
MÉDIO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Redução de vazão de operação para
ajustar com a capacidade de tratamento
afetada por ocorrência de algas no
manancial
EBAB
Oscilação/interrupção
no fornecimento de
energia elétrica
Visual Variável Falta de água parcial
ou generalizada
Avaliação da necessidade de instalação
do sistema contingência elétrica (ex:
geradores)
MÉDIO Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Acionar a concessionária de energia
elétrica
Acionamento imediato da
Coordenadoria Operacional
(manutenção) uso de caminhão pipa
para manter o abastecimento de pontos
críticos caso necessário
Falha eletromecânica Monitoramento
da estação Variável Falta de água parcial
ou generalizada
Conserto / substituição dos
equipamentos
Acionamento imediato da MÉDIO
Coordenadoria Operacional
(manutenção) uso de
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Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção do
risco (h: min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco Potenciais afetados
Redução da vazão no
grupo motor bomba
Boletim de
controle
caminhão pipa para manter o
abastecimento de pontos críticos caso
necessário
ESTAÇÃO DE
TRATAMENTO
DE ÁGUA
Vandalismo
Vistoria no
local,
reclamação de
falta de água
Variável
Falta de água,
equipamentos e
estruturas danificadas
Registro de boletim de ocorrência,
acionamento das equipes
eletromecânicas para restabelecer a
operação
BAIXO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Falha nas unidades de
tratamento e/ou
sistemas de dosagem
Visual e
controle
analítico
laboratorial
Variável
Desabastecimento da
região
Comunica o gestor da COP
BAIXO
Acionamento equipe manutenção para
análise
Verificação das condições dos sistemas
e adequação do processo
Vazamento de
produtos químicos
Visual e
controle
analítico
laboratorial
Interrupção/redução do
tratamento da água,
risco a saúde e/ou
causar danos
ambientais
Executar os planos emergenciais
específicos para cada produto e corrigir
a falha e restabelecer o sistema e ou
entrar em contato com responsável
técnico
BAIXO
Falta de pessoal
qualificado para
manutenção; Falta de
disponibilidade de
pessoal; Falta de peças
de laboratório; Falta de
contrato de
manutenção vigente
Visual e
controle
analítico
Variável
Não atendimento aos
requisitos legais
aplicáveis
Atuar na verificação de equipe de
manutenção preventiva
eletromecânica; No Plano de
Manutenção Preventiva, Verificar
escala de sobreaviso, Solicitar de
unidades próximas materiais
necessários até reestabelecimento
BAIXO
EBAT Falha eletromecânica Monitoramento
da estação Variável Desabastecimento da
região
Conserto/ substituição dos
equipamentos
MÉDIO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
Acionamento imediato da
Coordenadoria Operacional
(manutenção) uso de caminhão pipa
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328
Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção do
risco (h: min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco Potenciais afetados
para manter o abastecimento de pontos
críticos caso necessário
de saúde, instituições
carcerárias
Falta de energia
elétrica Visual Imediato Desabastecimento da
região
Acionamento imediato da
Coordenadoria Operacional
(manutenção) uso de caminhão pipa
para manter o abastecimento de pontos
críticos caso necessário
Abrir chamado na Concessionária
Se a previsão for maior que 24 horas
para retorno, será acionado o contrato
de caminhão pipa para as áreas
essenciais
Instalação do sistema contingência
elétrica (ex: geradores)
RESERVATÓRIOS
Falha reservatório Controle
Operacional Variável Desabastecimento da
região
Comunicar o gestor da COP
BAIXO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
de saúde, instituições
carcerárias
Verificar problema e acionamento
manual, realizar substituição
programada da boia elétrica e/ou
limpeza das chaves de fim de curso da
válvula se necessário
Falha na telemetria no
reservatório
Controle
Operacional Variável Desabastecimento da
região
Comunicar o gestor da COP
Acionar o GMB manualmente
Verificar problema e consertar boia se
for o caso
REDE DE
ABASTECIMENTO
E/OU ADUTORA
Baixa pressão Controle
Operacional Variável Desabastecimento da
região
Comunicar o gestor da US
BAIXO
Residências,
comércios,
indústrias,
instituições de
ensino, instituições
Identificar a área atingida, localizar a
causa do problema e executar conserto
se necessário
Variável Comunicar o gestor da US
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329
Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção do
risco (h: min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco Potenciais afetados
Rompimento de
adutora
Controle
Operacional
Falta de água geral ou
setorizada
Executar o serviço de conserto com
acionamento de contratos de apoio se
necessário
de saúde, instituições
carcerárias.
Fonte: Elaboração própria (2024).
Quadro 103
– Ações de Contingência e Emergência
– SES.
Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção
do risco (h:min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco
Potenciais
afetados
ELEVATÓRIA DE
ESGOTO BRUTO
Oscilação/interrupção
no fornecimento de
energia elétrica
Monitoramento
da Estação Variável
Interrupção do recalque do
esgoto causando
extravasamento de esgoto
Avaliação da necessidade de instalação
do sistema contingência elétrica (ex:
geradores) MÉDIO
Cursos
d´água, vias
públicas Acionamento dos caminhões hidrojato
para coleta do esgoto e envio para
estação de tratamento
Defeitos
eletromecânicos nos
equipamentos
Monitoramento
da Estação Variável
Interrupção do recalque do
esgoto causando
extravasamento de esgoto
Acionar Coordenadoria
Eletromecânica para substituição ou
conserto do equipamento
MÉDIO
Cursos
d´água, vias
públicas
Acionamento dos caminhões hidrojato
para coleta do esgoto e envio para
estação de tratamento
Implantar manutenção preventiva para
redução de ocorrências de manutenção
Vandalismo
Vistoria no local,
sistema de
monitoramento
remoto
Variável
Paralisação prolongada do
bombeamento para reparos
dos danos do vandalismo de
extravasamento dos esgotos.
Registro de boletim de ocorrência,
acionamento das equipes
eletromecânicas para restabelecer a
operação
BAIXO
Cursos
d´água, vias
públicas
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330
Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção
do risco (h:min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco
Potenciais
afetados
REDES
COLETORAS
Rompimento de rede
Visualmente e/ou
por reclamação
de usuários
Variável
Ocorrência de
extravasamento de esgoto
para a via pública até o
reparo da tubulação
Acionamento da equipe para realizar o
conserto do vazamento MÉDIO
Cursos
d´água, vias
públicas
Obstrução da rede
coletora de esgoto
Visualmente e/ou
por reclamação
de usuários
Variável
Ocorrência de
extravasamento de esgoto
para a via pública e/ou
ramais domiciliares até o
reparo da tubulação
Acionamento da equipe para executar
limpeza da tubulação MÉDIO
Cursos
d´água, vias
públicas
ESTAÇÃO
TRATAMENTO
DE ESGOTO
Ocorrência de falta
prolongada de energia
elétrica
Monitoramento
da Estação
Variável
Paralisação tratamento do
efluente, lançamento efluente
fora do padrão
Avaliação da necessidade de instalação
do sistema contingência elétrica (ex:
geradores)
MÉDIO Cursos
Defeitos d´água
eletromecânicos nos
equipamentos
Monitoramento
da Estação
Vandalismo Monitoramento
da Estação Variável
Paralisação do tratamento,
lançamento do efluente fora
do padrão
Registro de boletim de ocorrência,
acionamento das equipes
eletromecânicas para restabelecer a
operação
BAIXO Cursos
d´água
Ocorrência de
vazamento de produtos
químicos paralisando a
operação
Visualmente,
Monitoramento
da Estação
Variável
Paralisação do tratamento,
lançamento do efluente fora
do padrão
Executar os planos emergenciais
específicos para cada produto e corrigir
a falha e restabelecer o sistema e ou
entrar em contato com responsável
técnico
BAIXO Cursos
d´água
Rompimento de
taludes
Visualmente,
monitoramento
da estação
Imediato Ocorrência de
extravasamento de esgoto
Reparo provisório do maciço
MÉDIO
Solo e
Cursos
d´água
Comunicar COP, o RT da ETE e área
de Meio Ambiente
Mitigação dos possíveis impactos
causados. Atuar para manter em dia o
Plano de manutenção de bacias
Imediato Monitorar o volume extravasado MÉDIO
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Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção
do risco (h:min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco
Potenciais
afetados
Extravasamento das
bacias de infiltração
Visualmente,
monitoramento
da estação
Ocorrência de
extravasamento de esgoto
Buscar alternativas emergenciais para
cessar extravasamento (disponibilizar
caminhões)
Solo e
Cursos
d´água
Comunicar COP, o RT da ETE e área
de Meio Ambiente
Identificar ligações irregulares de
pluviais na rede coletora
Manter a calibração do macro medidor
Proliferação de pragas
e vetores
Monitoramento
da Estação Variável Avaria dos sistemas
Realizar desinsetização
Eliminar frestas, buracos, na estrutura BAIXO Estação
Informar a área de Meio Ambiente
Entrada de pessoas não
autorizadas na área
Monitoramento
da Estação Variável Ocorrência de
extravasamento de esgoto
Acionar a Brigada Militar.
Realizar o Boletim de ocorrência na
Polícia Civil BAIXO Estação
Caso necessário reparar o cercamento
EMISSÁRIO DO
EFLUENTE
TRATADO
Rompimento de rede
Visualmente
Monitoramento
da Estação
Variável Ocorrência de
extravasamento de esgoto
Acionamento da equipe para realizar o
conserto do vazamento MÉDIO
Solo e
Cursos
d´água
Fonte: Elaboração própria (2024).
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332
8.4. Demais ações contingência e emergência
Além das ações elencadas acima, algumas ações específicas foram previstas para os
sistemas de captação e tratamento de água e para o caso de falta de energia elétrica.
Para redundância das captações de água bruta o município conta com dois sistemas e é
avaliada a possibilidade de captação no mesmo manancial, apenas estendendo a captação.
Para garantia da segurança das estações de tratamento de água e disponibilidade da água
tratada esse plano representa um instrumento preventivo útil ao planejamento do
abastecimento e visa a segurança do recurso, em quantidade e qualidade. A segurança
física das instalações é realizada através de sistema de monitoramento. A segurança da
qualidade e controle da água tratada é realizada através das análises na ETA e no
laboratório Central.
Como fonte alternativa de energia elétrica para as captações de água bruta e para as
estações de tratamento de água e estações elevatórias de água, em caso de falta de energia
elétrica, avalia-se no momento da ocorrência a instalação de geradores provisórios até a
retomada do fornecimento de energia.
8.5. Avaliação de alternativas de suprimento hídrico, inclusive com
definição de manancial de reserva para garantir o abastecimento em
situações de falha ou insuficiência da captação original
Conforme recomendação da agência reguladora, como alternativa de suprimento hídrico
está prevista a disponibilização de carros pipa a partir de 24 (vinte e quatro) horas de
interrupção, e, naquelas que excederem 72 (setenta e duas) horas, de frota com capacidade
para fornecer um volume por economia suficiente às necessidades básicas vitais de todos
os seus habitantes padrão.
Para qualquer evento de interrupção do abastecimento é previsto imediatamente de
suprimento hídrico alternativo (caminhão-pipa) para entidades prestadoras de serviços de
saúde com internação de pacientes ou custódias permanentes, instituições carcerárias,
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333
creches e estabelecimentos de ensino, dentre outros que sejam utilizados para a prestação
de serviços públicos essenciais ou que concentrem grande número de pessoas, enquanto
perdurar a interrupção.
8.6. Monitoramento e controle dos mananciais
O planejamento e execução de atividades de proteção dos recursos hídricos do Estado são
de responsabilidade do Sistema de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul, conforme
determinado pela Lei Estadual nº 10.350/1994. Nesse contexto, a CORSAN participa de
todos os Comitês de Gerenciamento e Bacias Hidrográficas o Rio Grande do Sul.
Complementarmente, a CORSAN monitora o nível dos mananciais em seus pontos de
captação e realiza o monitoramento qualitativo dos pontos de captação de água de
lançamento de efluentes conforme legislação vigente.
8.7. Descrição do protocolo de comunicação com usuários de água
potencialmente impactados pelo desabastecimento/risco ambiental devido a
panes ou manutenções programadas e responsáveis pela comunicação
A Unidade de Saneamento (US), ETA, Operações ou Eletromecânica identificarão o(s)
bairro(s) /setor (es) possivelmente afetado(s) por falta de abastecimento/risco ambiental,
quando da ocorrência de panes ou manutenções programadas. A Supervisora Operacional
é responsável pela abertura de protocolo na Concessionária ou alerta ao Centro de
Operações Integradas (COI). Posteriormente é aberto um protocolo no Sistema de
relacionamento com o cliente que em seguida dispara aviso ao usuário.
As informações serão repassadas ao Centro de Operações Integradas que disponibilizará
a informação para a equipe do Call Center (0800), aplicativo e site da Companhia
(www.corsan.com.br).
Em casos que possam acarretar eventos de grandes proporções, além dos procedimentos
acima citados, a situação será avaliada e a comunicação externa seguirá o procedimento
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334
hierárquico da empresa, com a divulgação aos usuários através da Assessoria de Imprensa
Regional.
8.8. Descrição dos procedimentos operacionais relacionados, abrangendo
a localização das ferramentas e dos equipamentos de manutenção, e rotas de
acesso aos pontos críticos
A partir da identificação do procedimento relacionado ao evento crítico é disparada a
ordem de serviço para a equipe, seja da COP ou da US. Assim como os serviços, as rotas
dependem da natureza do evento.
O controle das ações de contingência e emergência que irão solucionar as situações de
eventos é realizado através de ordens de serviço. O recebimento das emergências pelos
usurários a partir do 0800, aplicativo, solicitação presencial ou pela equipe de campo.
8.9. Definição dos papéis e responsabilidades de operadores e demais
funcionários durante as situações de emergências
Os operadores e funcionários locais tem como responsabilidade comunicar o gestor da
US ou Supervisor de Operações que por sua vez aciona os responsáveis pela solução ou
mitigação da emergência, sendo eles: US, supervisor de operações, coordenadoria
operacional, coordenadoria de tratamento, EHS ou coordenadoria eletromecânica.
Cada setor é responsável por situações específicas descritas a seguir: ▪ Fal a eletromecânica: operador/funcionário → coordenadoria eletromecânica; ▪ Oscilação/interrupção no fornecimento de energia elétrica: operador/funcionário
→ supervisor de operações/coordenadoria operacional;
▪ Vandalismo: operador/funcionário → US → polícia; ▪ Perda do sistema de telemetria: operador/funcionário → coordenadoria
eletromecânica;
▪ Vazamento de produtos químicos: operador/funcionário → coordenadoria de
tratamento;
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335
▪ Nível baixo ou extravasamento: operador/funcionário → coordenadoria
operacional/ coordenadoria de tratamento;
▪ Rompimento de rede: operador/funcionário → US → coordenadoria operacional; ▪ Comprometimento do suprimento de insumos: operador/funcionário →
coordenadoria de tratamento;
▪ Contaminação de água tratada em redes e reservatórios: operador/funcionário →
coordenadoria de tratamento.
▪ Contaminação de mananciais: operador/funcionário → coordenadoria de
tratamento
▪ Epidemias e surtos: operador/funcionário → coordenadoria de tratamento; ▪ ncêndios em unidades: operador/funcionário → bombeiros → EHS; ▪ Redução drástica de vazão de mananciais: operador/funcionário → coordenadoria
de tratamento;
▪ Rompimento de barragens/taludes: operador/funcionário → coordenadoria
operacional/EHS;
▪ Acidentes no transporte rodoviário de produtos químicos: operador/funcionário
→ coordenadoria de tratamento.
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336
9. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA
DA EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES
Segundo a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (1995), um indicador se trata
de uma relação matemática que é capaz de medir, de forma numérica, atributos de um
determinado processo ou, ainda, seus resultados. A principal finalidade de um indicador
é comparar a medida obtida com as metas numéricas pré-estabelecidas.
Desta forma, é imprescindível definir quais os mecanismos e procedimentos permitirão
compreender as futuras ações a serem tomadas pela Concessionária no que concerne o
saneamento básico. Em referência à legislação ambiental brasileira, o termo “indicador”
está atrelado a uma implementação, planejamento e avaliação de ações que culminem em
uma melhoria da qualidade de vida, bem-estar social, saúde pública e condições
ambientais. Ou seja, serve como uma avaliação de desempenho em um determinado setor,
levando em consideração os seus processos.
Os mecanismos e procedimentos para avaliação sistemática da efetividade das ações
programadas englobam diversas atividades, das quais pode-se elencar um conjunto de
técnicas que visem acompanhar e aferir os objetivos e metas pré-estabelecidas, os
indicadores, os recursos humanos, os materiais tecnológicos e administrativos necessários
para a plena execução, a avaliação, fiscalização e monitoramento, os recursos para a
divulgação e acesso à informação e a adoção de diretrizes para o processo de refinamento.
A Concessionária deve-se responsabilizar pela prestação, de forma adequada e contínua,
dos serviços de saneamento básico. Outrossim, também é incumbido da fiscalização e
acompanhamento das manutenções efetuadas em componentes dos sistemas, a fim de
evitar a descontinuidade da operação. Além disso, deve viabilizar o empreendimento em
relação aos serviços prestados, ou seja, buscar tarifas médias adequadas e despesas de
operação compatíveis com a sustentabilidade dos sistemas.
Por conseguinte, de maneira a garantir a efetividade da prestação dos serviços, a
Concessionária deve verificar e acompanhar os avanços na eficiência dos sistemas de
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337
abastecimento de água e esgotamento sanitário a partir da análise criteriosa dos
indicadores de cobertura dos serviços e índice de perdas.
Sendo assim, deve englobar, no mínimo
– mas não apenas:
a) Planejamento: Abrange o estabelecimento de metas e adequação dos
recursos, a análise da evolução dos indicadores, do conjunto de dados,
do programa de coleta e das análises a produzir e as características de
publicação e divulgação do diagnóstico;
b) Coleta: Inclui a coleta e recebimento de dados, controle do cronograma,
prestação de esclarecimento e o controle e busca da qualidade das
informações;
c) Diagnóstico: Refere-se ao cálculo dos indicadores, elaboração das
análises, produção textual e gráfica e processamento dos dados;
d) Divulgação: Distribuição das informações para a sociedade.
Ressalta-se que as metas não alcançadas devem, no passo do diagnóstico, ser objeto de
um plano de ações corretivas, com justificativas acerca da sua não conformidade.
Desta forma, as ações propostas, corretivas ou não, devem se embasar por:
a) Objetivo: Estabelece a definição plena da motivação, ação a ser tomada
e os resultados esperados;
b) Tipo: A natureza da ação, se é corretiva ou não;
c) Prazo: Período necessário para a sua execução;
d) Agente: Área responsável pela execução da ação;
e) Custos: Estimativa dos custos para a execução da ação.
A efetividade de uma ação refere-se, principalmente, se os objetivos e as metas foram
alcançados no prazo, metodologia e orçamento previsto. Assim sendo, apenas após o
proposto procedimento, desde a escolha dos indicadores, coleta de dados e mensuração
dos resultados torna-se possível mensurar a efetividade.
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338
Evidencia-se, portanto, que a análise temporal do resultado dos indicadores é primordial
no entendimento da efetividade das ações. Isto posto, pode-se concluir que é esperado
que os planos de ações concebidos pela Concessionária, quando aplicados em sua
integridade, apresentarão resultados positivos
– sejam no sentido de correção, mitigação
ou manutenção. A longo prazo, torna-se possível definir o quão efetiva essas ações foram.
Com esse propósito, é essencial a criação de um banco de dados, onde todas as
informações supracitadas estarão dispostas com fácil acesso e entendimento.
Desta forma, o presente capítulo tem como propósito a apresentação dos mecanismos,
procedimentos e indicadores para avaliações sistemáticas sobre a eficiência, eficácia,
efetividade e dos impactos das ações programadas pelo Plano Regional.
9.1. Metodologia de desenvolvimento dos indicadores de prestação dos
serviços
Lemos (2009) afirma haver um consenso de que todo monitoramento e avaliação
baseiam-se em indicadores que auxiliam nas tomadas de decisão, permitindo um melhor
desempenho, a formulação de um orçamento mais racional e uma prestação de contas
mais clara e objetiva.
Costa e Castanhar (2003, p. 987) indicam que:
“O grande desafio para a disseminação da prática da avaliação de projetos no
setor público é, sem dúvida, encontrar formas práticas de mensurar o
desempenho e fornecer ao responsável pela gestão dos programas sociais, bem
como para os demais atores envolvidos, informações úteis para a avaliação
sobre os efeitos de tais programas, necessidade de correções, ou mesmo da
inviabilidade do programa.”
O termo “ ndicador” vem da palavra latina “indicare” que significa anunciar, apontar ou
indicar (VON SCHIRNDING, 1998 apud ARIS, 2015). Dentre os usos dos indicadores,
pode-se destacar: ▪ Assinalar problemáticas; ▪ Identificar tendências;
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339
▪ Priorizar; ▪ Formular e implantar políticas; ▪ Avaliar avanços.
Dessa forma, para garantir o atendimento dos padrões de qualidade exigidos na prestação
dos serviços, relacionados à implantação, ampliação, operação e manutenção dos
sistemas, bem como determinados pela legislação vigente, foram estabelecidos
indicadores de desempenho associados à disponibilidade e qualidade dos serviços
prestados, sendo estes indicadores associados a um sistema de mensuração de
desempenho.
A utilização de indicadores de desempenho é imprescindível para que se avalie a
qualidade dos serviços de saneamento, uma vez que assim se exige constante
monitoramento, permitindo o aprimoramento e o acompanhamento da execução de metas
definidas em contratos de concessão, identificação e disseminação das melhores práticas.
O uso de indicadores é relevante ainda como mecanismo de incentivo ao aperfeiçoamento
e a racionalização das atividades de fiscalização, facilitando a geração de diagnósticos
anuais que fiquem à disposição do Poder Concedente e de instituições fiscalizadoras,
podendo servir, inclusive, como base para a formulação de políticas públicas do setor.
9.1.1. Forma de aferição dos indicadores
Uma das dificuldades que podem surgir em um sistema de mensuração de desempenho
por meio de indicadores é a forma de aferi-los. As variáveis que compõem a fórmula do
indicador nem sempre são facilmente obtidas e, quando o são, deve-se atentar para a
leitura correta dos parâmetros medidos visando retratar a realidade operacional de um
sistema.
Um outro aspecto importante é a periodicidade de mensuração, a qual deve ser
estabelecida em função das características peculiares de cada indicador. Por fim, é
fundamental que sejam definidas as responsabilidades das partes envolvidas no processo,
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340
de modo a deixar claro suas respectivas funções e assim evitar futuros impasses que
possam vir a comprometer a aferição dos indicadores.
9.1.1.1. Fonte para coleta de dados
Os dados para cálculo dos indicadores podem ser obtidos de maneira interna ou externa.
Os dados são ditos internos quando gerados e controlados diretamente pela
Concessionária, como o número de amostras em conformidade com os padrões vigentes,
por exemplo. Já os externos são aqueles que devem ser obtidos junto a terceiros, como no
caso do número de domicílios residenciais na Área de Prestação dos Serviços que é
estimado com dados do IBGE.
Para a obtenção dos dados internos recorre-se a: ▪ Verificações via inspeção em campo; ▪ Registros da Concessionária; ▪ Cadastro comercial da Concessionária; ▪ Relatórios operacionais; ▪ Análises físico-químicas, bacteriológica, microbiológica em laboratório
e em campo;
▪ Registro das auditorias ambientais realizadas; e ▪ Registro das reclamações pelo Sistema de Call Center.
Já os dados externos serão obtidos a partir de consulta a fontes externas, como: ▪ Agência Nacional de Águas (ANA); ▪ Agências estaduais de meio-ambiente; ▪ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
– Censo
demográfico ou Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD);
▪ Prefeituras Municipais; ▪ Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS); ▪ Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).
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341
9.1.2. Meta dos indicadores de desempenho
O resultado de um indicador por si só não tem qualquer significado, devendo sempre ser
comparado com algum valor de referência ou meta. A definição de metas deve estar
atrelada tanto às boas práticas observadas no mercado de saneamento como também
devem estar em conformidade com os valores considerados como alcançáveis pelo Órgão
Regulador, além de estarem alinhadas às condições contratuais consideradas no projeto.
As fontes consultadas para a definição dos valores de referência e metas foram: ▪ Legislação em vigor; ▪ Histórico dos indicadores do SNIS; ▪ Boas práticas nacionais e internacionais ajustadas à realidade das
condições operacionais local e da Concessionária;
▪ Normas técnicas relacionadas aos indicadores apresentados nesse
relatório;
▪ Associação Internacional da Água (IWA), atendendo à realidade da
Prestadora.
Os critérios adotados para o estabelecimento das metas aqui contempladas, foram: ▪ Ajustadas à realidade: Deve ser levado em consideração que as metas
definidas têm de ser estipuladas de modo a se tornarem alcançáveis pela
Concessionária. Para isso, é necessário o conhecimento da legislação em
vigor e das práticas verificadas no mercado;
▪ Otimistas, porém, realistas: As metas devem ser otimistas e
desafiadoras, porém devem também evitar uma eventual perda de
motivação por parte da Concessionária. Portanto, não se devem adotar
metas consideravelmente ambiciosas ou até inalcançáveis, mas sim
buscar-se atender às condicionantes que caracterizam o serviço prestado;
▪ Graduais: É razoável que se defina um período de amadurecimento dos
sistemas em questão. Desse modo, procura-se estabelecer metas graduais
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342
para os anos iniciais da concessão até que se alcance a maturidade do
sistema, ponto a partir do qual as metas passam a ser constantes;
▪ Informação confiável e disponível: É indispensável que haja
confiabilidade e disponibilidade da informação que servirá como base
para a definição das metas dos indicadores de desempenho;
▪ Benchmarking: As metas/valores de referência definidos a partir de
comparação com outras realidades têm como vantagem a robustez dos
resultados e eventual correção e adaptação daqueles ao ambiente
operacional da Concessão;
▪ Experiência: Abordagem alternativa na ausência de informação
confiável que possa servir de base ao estabelecimento das metas. Tratase de um método qualitativo que se baseia na experiência e conhecimento
de um especialista no assunto. Vale ressaltar que o caráter subjetivo e
enviesado de uma opinião, pode resultar num distanciamento da
realidade.
É importante ressaltar que a Concessionária deve emitir relatórios a partir do início da sua
atuação, realizando a mensuração dos indicadores aqui apresentados de forma a
compreender a universalização dos serviços de saneamento.
No que se refere ao esgoto, principalmente, o projeto inicia-se com níveis mais baixos de
cobertura até que se atinja a maturidade operacional e se tenha um nível de cobertura
constante até o final da vigência do contrato. Isso se reflete diretamente nas metas
estabelecidas para os indicadores de universalização de água e esgoto e, indiretamente,
em todos aqueles que tendem a apresentar progresso conforme investimentos são
realizados e a operação é ampliada.
Ressalta-se ainda que as metas a seguir apresentadas serão aferidas para a operação do
município como um todo. A Concessionária deverá manter controle permanente dos
indicadores, ainda que a emissão do relatório de controle venha a ser anual.
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9.1.3. Atribuição de responsabilidades
O processo de avaliação é composto por duas entidades e abrange a medição, o
acompanhamento e a aferição dos indicadores, conforme listado a seguir: ▪ Concessionária: Responsável por realizar as medições dos indicadores,
elaborar os relatórios de indicadores e fornecer as informações
necessárias à agência reguladora e fiscalizadora;
▪ Agência Reguladora e Fiscalizadora: Responsável pelo
acompanhamento do desempenho da Concessionária, devendo requerer
e receber informações adicionais da Concessionária sempre que
verificada a sua necessidade.
9.1.4. Indicadores operacionais
O saneamento básico é um direito social na Constituição Federal, ou seja, todo indivíduo
deve gozar plenamente do acesso à água tratada, abastecida de forma ininterrupta, da
coleta e tratamento dos efluentes sanitários e da gestão efetiva de resíduos. Estes serviços
ultrapassam os aspectos ambientais, tratando-se de fatores de saúde pública.
Sendo assim, os indicadores para avaliação do sistema de abastecimento de água e
serviços de esgotamento sanitário são instrumentos importantes para análise de
desempenho dos provedores deste serviço. Não obstante, dada a importância do
saneamento básico para a higidez humana, mensuram pontos cruciais de bem-estar social.
Os indicadores aqui dispostos estão de acordo com os Contratos de Concessão assinados
entre os municípios e a CORSAN. Importante ressaltar que a Agência Reguladora poderá
instituir outros indicadores de desempenho, desde que o Equilíbrio EconômicoFinanceiro seja mantido, ou que haja o devido reestabelecimento.
Além disso, a metodologia de cálculo dos indicadores de universalização segue os
seguintes critérios:
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▪ As metas de universalização, juntamente com seus respectivos índices, são
calculadas para a área de prestação dos serviços;
▪ As metas de universalização e seus índices não consideram: (i) imóveis
localizados em Áreas Irregulares e (ii) imóveis situados em áreas com densidade
inferior a 1 (uma) ligação para cada 20 (vinte) metros de rede;
▪ São consideradas economias factíveis as unidades consumidoras ou domicílios
que possuem redes públicas de abastecimento de água ou esgotamento sanitário
disponíveis para conexão;
▪ Para fins de comprovação do cumprimento das metas de universalização, serão
consideradas as soluções individuais de coleta e tratamento de esgoto sanitário
existentes na área de prestação dos serviços.
9.1.4.1. Nível de universalização dos serviços de água
Acompanha a cobertura dos serviços de abastecimento de água para cada município,
aplicando o NUA, seguindo a fórmula:
𝑁𝑈𝐴 =
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 Á𝑔𝑢𝑎
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais de água: número de economias residenciais que
possuem acesso aos serviços de abastecimento de água, na área da prestação dos
serviços, incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a
partir dos cadastros comercial e operacional da Concessionária;
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade
técnica para serem conectados à rede de abastecimento de água na Área de
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios
estimados pelo IBGE.
Este indicador é um importante parâmetro de avaliação, não somente por auxiliar a
Concessionária a compreender a abrangência de seu serviço, mas por estar
intrinsecamente relacionado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número
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6: Água Potável e Saneamento, apresentado abaixo na Figura 127 e, também, ao ODS
11: Cidades e Comunidades Sustentáveis, na Figura 128.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são parte de uma agenda mundial adotada
durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em 2015,
sendo composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidas até 2030.
Figura 127
– ODS 6.
Fonte: Organização das Nações Unidas (2017).
Figura 128
– ODS 11.
Fonte: Organização das Nações Unidas (2017).
O ODS 6 trata diretamente dos objetivos vinculados à Água Potável e Saneamento, cujo
objetivo número 6.1:
“Até 2030, se alcance o acesso universal e equitativo à água potável, segura e
acessível para todos. Desta forma, a análise criteriosa do IAA é capaz de
mensurar a evolução da PRESTADOR DE SERVIÇO em relação ao objetivo
proposto.” (Organização das Nações Unidas, 2017).
Já o ODS 11 trata diretamente dos objetivos vinculados à Cidades e Comunidades
Sustentáveis, cujo objetivo número 11.1:
“Até 2030, garantir o acesso de todos a abitação segura, adequada e a preço
acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas.” (Organização das
Nações Unidas, 2017).
Desta forma, a análise criteriosa do NUA é capaz de mensurar a evolução da cobertura
do serviço em relação ao objetivo proposto. A Concessionária deverá validar o índice de
cobertura inicial, com base num banco de dados atualizado.
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9.1.4.2. Nível de universalização dos serviços de esgotamento
sanitário
Acompanha a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário para cada município,
aplicando o NUE, seguindo a fórmula:
𝑁𝑈𝐸 =
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais esgoto: número de economias residenciais que possuem
acesso aos serviços de esgotamento sanitário na Área de Prestação dos Serviços,
incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a partir dos
cadastros comercial e operacional da Concessionária;
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade
técnica para serem conectados à rede de esgotamento sanitário na Área de
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios
estimados pelo IBGE e não deverá incluir domicílios em soleira baixa ou qualquer
outra impossibilidade técnica de conexão.
É imprescindível que a Concessionária compreenda claramente o nível de universalização
dos serviços de esgotamento sanitário, uma vez que essa meta é mencionada no próprio
serviço, além de estar presente no ODS 6: Água Potável e Saneamento, disposta no
objetivo 6.2:
“Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e igiene adequados e equitativos
para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para
as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de
vulnerabilidade.” (Organização das Nações Unidas, 2017).
O nível de serviço é definido a partir da Lei Federal nº 14.026/2020, com cobertura
mínima de 90% da população até o ano de 2033. Desta forma, faz-se necessário que os
esforços da Concessionária estejam alinhados com esta meta.
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10. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
No âmbito do monitoramento e avaliação do plano, é importante ressaltar que o plano foi
estruturado com base no panorama observado no momento de sua criação, fundamentado
no diagnóstico dos aspectos institucionais, organizacionais e técnicos relacionados aos
serviços de saneamento básico nos municípios. Os dados e indicadores levantados nessa
etapa constituem a espinha dorsal das propostas do plano e, portanto, precisam ser
monitorados e revisados de forma regular, com análises anuais.
A premissa central é que o plano de saneamento não é definitivo, mas sim um documento
estratégico que requer acompanhamento contínuo para ser ajustado às novas
circunstâncias que surgirem. O monitoramento frequente garante a flexibilidade
necessária para atualizar as ações e metas, assegurando que o plano se mantenha
adequado às mudanças contextuais e tecnológicas.
Além disso, de acordo com o art. 19, § 4º da Lei Federal n° 14.026/2020, os planos de
saneamento devem ser revisados em intervalos regulares, com um prazo máximo de 10
anos entre as revisões. Essa periodicidade é essencial para garantir que o plano permaneça
atual e alinhado às novas realidades, promovendo a evolução dos serviços de saneamento
e o cumprimento dos objetivos estabelecidos.
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SNIS. Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento. Série Histórica.
Disponível em: < http://app4.mdr.gov.br/serieHistorica/>.
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UNESCO. Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos
Recursos Hídricos 2020. Disponível em:
<https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000372985>. Acesso em: 22 jun. 2024.
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APÊNDICE I
– CADERNOS INDIVIDUAIS PARA OS MUNICÍPIOS COM
POPULAÇÃO INFERIOR A 20.000 HABITANTES
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APÊNDICE II
– CADERNOS INDIVIDUAIS PARA OS MUNICÍPIOS COM
POPULAÇÃO SUPERIOR A 20.000 HABITANTES
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APÊNDICE III
– LISTAGEM DAS LICENÇAS AMBIENTAIS E OUTORGAS
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1
Município de Montenegro
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2
COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO
CONSULTORIA MLAYDNER
– INTELIGÊNCIA EM SANEAMENTO
Coordenação Geral
Mariangela Correa Laydner
– Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho
Coordenação Adjunta
João Victor Malheiros Vidal da Vinha
– Engenheiro Ambiental
Nathália Miranda das Chagas
– Engenheira Ambiental
Matheus Correia Martinho da Silva
– Engenheiro Ambiental
Raísa Fagundes dos Santos
– Engenheira Hídrica
Equipe Técnica
Anna Clara Muniz Correia
– Estagiária de Engenharia Ambiental
Arnaldo Mailes Neto
– Engenheiro Ambiental
Louise Pinho Novaes
– Engenheira Ambiental
Thaís Texeira Rodrigues Lima
– Engenheira Ambiental
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3
LISTA DE FIGURAS
Figura 1
– Localização e delimitação do município. ................................................................. 11
Figura 2
– Classificação Climática (KOPPEN) dos municípios atendidos pela CORSAN. ......... 13
Figura 3
– Classificação de províncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN. ..... 15
Figura 4
– Unidades geomorfológicas da região dos municípios atendidos pela CORSAN. ....... 17
Figura 5
– Regiões Hidrográficas do Rio Grande do Sul. ............................................................. 19
Figura 6
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Guaíba. ............ 23
Figura 7
– Rios principais da Região Hidrográfica do Guaíba. ..................................................... 26
Figura 8
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Caí. .................................................................. 27
Figura 9
– Sistemas Aquíferos do Rio Grande do Sul. .................................................................. 29
Figura 10
– Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U) dos municípios atendidos pela
CORSAN. ...................................................................................................................................... 47
Figura 11
– Distribuição de biomas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN. ............ 49
Figura 12
– Tendencia da população total do município (1991-2022). ......................................... 51
Figura 13
– Escala do IDH. ......................................................................................................... 52
Figura 14
– Tendência histórica do IDHM no município. ............................................................ 53
Figura 15
– Distribuição das classes de cobertura e uso do solo ao longo dos municípios
atendidos pela CORSAN. .............................................................................................................. 60
Figura 16
– Taxas de crescimento acumuladas
– 2023/2022. ....................................................... 62
Figura 17
– Percentual de ocupação no município
– 2010. ........................................................... 63
Figura 18
– Fluxograma do SAA (1). ......................................................................................... 69
Figura 19
– Fluxograma do SAA (2). ......................................................................................... 70
Figura 20
– Pontos vulneráveis do SAA (1). .............................................................................. 72
Figura 21
– Pontos vulneráveis do SAA (2). .............................................................................. 73
Figura 22
– Área com maior demanda. ..................................................................................... 74
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4
LISTA DE QUADROS
Quadro 1
– Classificação climática do município. .................................................................... 12
Quadro 2
– Classificação das províncias estruturais do município. ....................................... 14
Quadro 3
– Unidades geomorfológicas do município. .............................................................. 16
Quadro 4
– Áreas das Regiões e Bacias Hidrográficas do Rio Grande Sul. ................................. 20
Quadro 5
– Região e Bacia Hidrográfica do município. ............................................................... 21
Quadro 6
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do Guaíba.
....................................................................................................................................................... 21
Quadro 7
– População urbana residente na Região Hidrográfica Guaíba. .................................... 24
Quadro 8
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Guaíba e principais usos. ......................... 24
Quadro 9
– Aquíferos do Estado do Rio Grande do Sul. ......................................................... 30
Quadro 10
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas nas
bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul. .................................................................................. 34
Quadro 11
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas por
sistema aquífero no Rio Grande do Sul. ........................................................................................ 35
Quadro 12
– Disponibilidade hídrica nas Bacias Hidrográficas do Estado do Rio Grande do Sul.
....................................................................................................................................................... 37
Quadro 13
– Demandas hídricas médias superficiais nas bacias hidrográficas do Estado. ........... 38
Quadro 14
– Balanço hídrico nas Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul. ........................... 40
Quadro 15
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ............................................................ 42
Quadro 16
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de Uso
da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ......................................... 42
Quadro 17
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no conjunto
de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ........................................................................... 43
Quadro 18
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no conjunto
de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ........................................................................... 43
Quadro 19
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ............................................................ 44
Quadro 20
– Índice de Segurança Hídrica Urbano do município. .......................................... 46
Quadro 21
– Biomas do município. ............................................................................................ 48
Quadro 22
– IDHM e seus componentes no município
– 2010. .................................................... 54
Quadro 23
– Evolução do índice de Gini do estado do Rio Grande do Sul
. ........................... 54
Quadro 24
– Tendência histórica do Índice de Gini no município. ........................................ 55
Quadro 25
– Média de internação por DRSAI em abril de 2024. ................................................. 57
Quadro 26
– Taxa de alfabetização do município
– 2022. ............................................................ 57
Quadro 27
– Classificação uso e cobertura do solo. ...................................................................... 58
Quadro 28
– Distribuição do uso e cobertura do solo do município. ............................................ 61
Quadro 29
– VAB dos setores do município
– 2021. .................................................................... 62
Quadro 30
– PIB municipal e per capita do município
– 2021. .................................................... 64
Quadro 31
– Reservatórios do SAA. .......................................................................................... 66
Quadro 32
– Tipos de rede e material. ....................................................................................... 67
Quadro 40
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de abastecimento de água. 84
Quadro 41
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de abastecimento de água.
....................................................................................................................................................... 85
Quadro 42
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de esgotamento sanitário. . 87
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5
Quadro 43
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de esgotamento sanitário.
....................................................................................................................................................... 88
Quadro 44
– Programa, projetos e ações de desenvolvimento institucional e setorial. ................. 89
Quadro 41
– Matriz de determinação da probabilidade. ......................................................... 93
Quadro 42
– Matriz de determinação do impacto/consequência. ........................................... 94
Quadro 43
– Matriz probabilidade x impacto para classificação do risco. ............................ 94
Quadro 44
– Classificação do risco. ........................................................................................... 95
Quadro 45
– Ações de Contingência e Emergência
– SAA. ..................................................... 97
Quadro 46
– Plano de ação para riscos definidos como alto do SAA. .................................. 101
Quadro 47
– Ações de Contingência e Emergência
– SES. .................................................... 101
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6
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO ..................................................................... 9
2. DIAGNÓSTICO GERAL VOLTADO PARA OS INTERESSES DO SANEAMENTO
10
2.1. Caracterização geral da área .......................................................................................... 10
2.2. Aspectos ambientais ........................................................................................................ 12
2.2.1. Clima ............................................................................................................................. 12
2.2.2. Geologia e geomorfologia ............................................................................................ 14
2.2.3. Hidrografia ................................................................................................................... 18
2.2.3.1. Regiões hidrográficas .............................................................................................. 18
2.2.3.1.1. Região Hidrográfica do Guaíba ............................................................................. 21
2.2.3.2. Disponibilidade, demanda e balanço hídrico ........................................................ 28
2.2.3.2.1. Recursos hídricos subterrâneos .............................................................................. 28
2.2.3.2.1.1. Disponibilidade hídrica ....................................................................................... 28
2.2.3.2.1.2. Demanda hídrica .................................................................................................. 32
2.2.3.2.2. Recursos hídricos superficiais ................................................................................ 37
2.2.3.2.2.1. Disponibilidade hídrica ....................................................................................... 37
2.2.3.2.2.2. Demanda hídrica .................................................................................................. 38
2.2.3.2.2.3. Balanço hídrico .................................................................................................... 39
2.2.3.2.2.4. Qualidade dos mananciais .................................................................................. 41
2.2.3.2.2.4.1. Região Hidrográfica do Guaíba ..................................................................... 42
2.2.3.3. Segurança hídrica .................................................................................................... 44
2.3. Aspectos bióticos .............................................................................................................. 48
2.4. Aspectos socioeconômicos ............................................................................................... 50
2.4.1. Aspectos sociais ............................................................................................................ 50
2.4.1.1. Demografia ............................................................................................................... 50
2.4.1.2. Índice de Desenvolvimento Humano ...................................................................... 51
2.4.1.3. Renda ........................................................................................................................ 54
2.4.1.4. Saúde ......................................................................................................................... 55
2.4.1.5. Educação ................................................................................................................... 57
2.4.1.6. Uso e ocupação do solo ............................................................................................ 57
2.4.2. Aspectos econômicos .................................................................................................... 61
2.4.2.1. Atividades e vocações econômicas .......................................................................... 61
2.4.2.2. Caracterização do mercado de trabalho ............................................................... 62
2.4.2.3. Panorama fiscal ........................................................................................................ 63
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7
3. DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA EXISTENTE ............................................. 65
3.1. Abastecimento de água .................................................................................................... 65
3.1.1. Captação superficial .................................................................................................... 66
3.1.2. Estação de tratamento de água ................................................................................... 66
3.1.3. Reservação .................................................................................................................... 66
3.1.4. Estações de bombeamento de água ............................................................................ 67
3.1.5. Rede de distribuição de água ...................................................................................... 67
3.1.6. Fluxograma esquemático do sistema ......................................................................... 68
3.1.7. Identificação dos pontos vulneráveis ......................................................................... 71
3.1.8. Identificação das áreas com maior demanda ............................................................ 74
3.2. Esgotamento sanitário ..................................................................................................... 74
4. OBJETIVOS E METAS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS .................. 75
4.1. Projeção populacional ..................................................................................................... 75
4.1.1. Método utilizado para projeções populacionais ....................................................... 76
4.1.2. Objetivos, metas e indicadores ................................................................................... 78
4.1.2.1. Metodologia do cálculo ............................................................................................ 79
4.1.2.2. Nível de universalização dos serviços de água ...................................................... 80
4.1.2.3. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário ......................... 81
5. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES ........................................................................... 82
5.1. Premissas e diretrizes ...................................................................................................... 82
5.2. Abastecimento de água .................................................................................................... 83
5.2.1. Programa, projetos e ações estruturais ..................................................................... 83
5.2.2. Programa, projetos e ações estruturantes ................................................................. 85
5.3. Esgotamento sanitário ..................................................................................................... 86
5.3.1. Programa, projetos e ações estruturais ..................................................................... 86
5.3.2. Programa, projetos e ações estruturantes ................................................................. 87
5.4. Programa de desenvolvimento institucional e setorial ................................................. 89
5.5. Fonte de Financiamento .................................................................................................. 90
6. AÇÕES DE EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS ..................................................... 91
6.1. Avaliação das vulnerabilidades do sistema de abastecimento de água e do sistema de
esgotamento sanitário .................................................................................................................. 92
6.2. Categorização dos riscos/vulnerabilidades .................................................................... 93
6.2.1. Definições dos critérios de vulnerabilidade ............................................................... 93
6.2.2. Definições dos critérios de gravidade ......................................................................... 94
6.3. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades ................................................... 95
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8
6.4. Plano de ações de emergências e contingências ............................................................ 96
6.5. Demais ações contingência e emergência ..................................................................... 105
6.6. Avaliação de alternativas de suprimento hídrico, inclusive com definição de
manancial de reserva para garantir o abastecimento em situações de falha ou insuficiência
da captação original ................................................................................................................... 105
6.7. Monitoramento e controle dos mananciais ................................................................. 106
6.8. Descrição do protocolo de comunicação com usuários de água potencialmente
impactados pelo desabastecimento/risco ambiental devido a panes ou manutenções
programadas e responsáveis pela comunicação ...................................................................... 107
6.9. Descrição dos procedimentos operacionais relacionados, abrangendo a localização
das ferramentas e dos equipamentos de manutenção, e rotas de acesso aos pontos críticos
108
6.10. Definição dos papéis e responsabilidades de operadores e demais funcionários
durante as situações de emergências ........................................................................................ 108
7. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DA
EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES ............................................................................. 111
7.1. Indicadores operacionais .............................................................................................. 112
7.1.1. Nível de universalização dos serviços de água ........................................................ 113
7.1.2. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário ........................... 114
8. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO .......................................................................... 116
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 117
ANEXO I
– PROJEÇÃO POPULACIONAL ......................................................................... 124
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9
1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO
Este documento integra o Plano Regional de Água e Esgoto (PRAE), complementandoo, de modo que não poderá ser utilizado de forma independente, direcionado aos 317
municípios atendidos pela Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN). O
objetivo central do PRAE é estabelecer diretrizes e ações estratégicas que promovam a
eficiência, a universalização e a sustentabilidade dos serviços de saneamento básico,
visando melhorar a qualidade de vida da população e preservar os recursos naturais
regionais.
O desenvolvimento do PRAE está em plena conformidade com a Lei Federal nº 11.445,
de 5 de janeiro de 2007, conhecida como a Lei Nacional de Saneamento Básico, que
estabelece os parâmetros de regulação e as obrigações para o setor em todo o território
nacional. Adicionalmente, este plano incorpora as diretrizes e atualizações introduzidas
pela Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho de 2020, que ampliou os critérios de prestação
dos serviços, definiu metas de universalização e reforçou os mecanismos de fiscalização.
A abordagem adotada pelo PRAE é ampla e integrada, abrangendo aspectos ambientais,
sociais e econômicos da área abrangida. Após o diagnóstico das infraestruturas existentes,
são definidos objetivos e metas para a universalização dos serviços de abastecimento de
água e esgotamento sanitário, que são complementados por programas, projetos e ações
essenciais para o alcance desses objetivos.
Além disso, o documento integra mecanismos de emergência e contingência, preparados
para oferecer respostas rápidas em situações imprevistas, como crises de escassez hídrica
ou falhas nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Para assegurar a efetividade das ações, o plano também estabelece critérios e
procedimentos específicos para monitorar e avaliar a eficiência e a eficácia das iniciativas
implementadas. A avaliação contínua dos indicadores de desempenho permite identificar
oportunidades de melhoria e realizar ajustes necessários, promovendo um ciclo de
aprimoramento que favorece tanto a gestão operacional quanto a qualidade do
atendimento oferecido aos municípios.
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10
2. DIAGNÓSTICO GERAL VOLTADO PARA OS INTERESSES DO
SANEAMENTO
Este capítulo apresenta um diagnóstico das condições atuais relacionadas ao saneamento
básico na área de estudo. O objetivo é fornecer uma visão clara das questões ambientais,
sociais e econômicas que influenciam os serviços de saneamento.
Este diagnóstico é fundamental para entender a situação atual e as necessidades
específicas da região, servindo como base para o planejamento de ações futuras. Ao
identificar os principais desafios e potencialidades, o capítulo busca proporcionar uma
base sólida para o desenvolvimento de estratégias eficazes e sustentáveis que visem a
universalização e a melhoria contínua dos serviços de saneamento.
2.1. Caracterização geral da área
O município de Montenegro, localizado no estado do Rio Grande do Sul, possui uma área
total de 425,023 km² e uma população total de 64.322 habitantes, segundo o IBGE de
2022. O crescimento populacional em relação ao censo de 2010 foi de cerca de 8,3%,
resultando em uma densidade demográfica de aproximadamente 151,34 habitantes por
km².
Na Figura 1, está sendo apresentada a delimitação e localização do município.
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Figura 1
– Localização e delimitação do município.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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12
2.2. Aspectos ambientais
Este capítulo aborda os aspectos ambientais que influenciam e são influenciados pelos
serviços de saneamento básico na área de estudo. A análise foca nas interações entre os
sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e o meio ambiente, destacando
a importância de equilibrar o desenvolvimento humano com a preservação dos recursos
naturais.
2.2.1. Clima
O levantamento de dados climáticos é fundamental para o planejamento e a
implementação de soluções adequadas em saneamento básico, considerando fatores como
temperaturas médias anuais e índices pluviométricos. Esses dados permitem a elaboração
de estratégias eficazes, especialmente em municípios que enfrentam desafios como secas
prolongadas ou chuvas intensas. A gestão eficiente dos recursos hídricos e a resiliência
da infraestrutura de saneamento são fortalecidas, garantindo a sustentabilidade e a
qualidade de vida.
O estado do Rio Grande do Sul está dividido entre as zonas climáticas Cfa e Cfb,
conforme a classificação de Köppen.
O tipo "Cfa" é caracterizado por chuvas ao longo de todos os meses do ano, com a
temperatura do mês mais quente superior a 22°C e a do mês mais frio superior a 3°C. Por
outro lado, o tipo "Cfb" também apresenta chuvas durante todo o ano, mas a temperatura
do mês mais quente é inferior a 22°C e a do mês mais frio é superior a 3°C.
A Figura 2 ilustra a classificação climática dos municípios dos municípios atendidos pela
CORSAN, enquanto o Quadro 1 foca especificamente no município em estudo.
Quadro 1
– Classificação climática do município.
Município Classificação climática
Montenegro Cfa
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 2
– Classificação Climática (KOPPEN) dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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2.2.2. Geologia e geomorfologia
A geologia envolve o estudo das características estruturais do solo e das rochas que
compõem o território. No contexto do plano regional de saneamento, a compreensão das
formações geológicas é essencial para garantir a adequação e a segurança das obras de
infraestrutura.
De acordo com dados do Banco de Dados e Informações Ambientais (IBGE, 2024), a
distribuição das províncias estruturais do estado do Rio Grande do Sul varia entre 5
(cinco) classificações, tendo 63,25% da área do estado localizada na província Paraná e
14,51% coberta pela província Mantiqueira, ainda se tem que 10,29% da área está contida
na Cobertura Cenozoica, e as demais áreas compreendem a província “Costeira e Margem
Continental” (5,62%) e o “Corpo D’água Continental” (6,32%).
A Figura 3, que apresenta a classificação das províncias estruturais dos municípios
operados pela CORSAN, ilustra as principais formações geológicas presentes na região.
O Quadro 2 apresenta as formações geológicas do município em estudo.
Quadro 2
– Classificação das províncias estruturais do município.
Município Formações geológicas Cobertura territorial
Montenegro
Paraná 87,67%
Cobertura Cenozoica 12,30%
Corpo d’Água Continental 0,03%
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 3
– Classificação de províncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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A geomorfologia, por sua vez, foca no estudo das formas do relevo e suas interações com
os processos erosivos, deposicionais e dinâmicas climáticas. Na classificação por
unidades geomorfológicas, no estado do Rio Grande do Sul predomina a unidade do
Planalto dos Campos Gerais (15,41%), seguido do Planalto das Missões (14,76%) e do
Planalto da Campanha (12,60%). A Figura 4 expõe as unidades geomorfológicas da área de operação da CORSAN, ilustra
a variedade de formações de relevo presentes na região, como planícies, colinas e
depressões, cada uma com implicações específicas para o planejamento urbano e
ambiental.
O Quadro 3 apresenta as unidades geomorfológicas do município em estudo.
Quadro 3
– Unidades geomorfológicas do município.
Município Unidades geomorfológicas Cobertura territorial
Montenegro
Corpo d’Água Continental 0,03%
Depressão do Rio Jacuí 56,33%
Patamares da Serra Geral 31,36%
Planície Lagunar Patos Mirim 6,15%
Planícies Alúvio-Coluvionares 6,12%
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 4
– Unidades geomorfológicas da região dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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2.2.3. Hidrografia
A hidrografia, estudo das águas presentes na superfície terrestre, desempenha um papel
crucial na gestão ambiental. O manejo sustentável das águas urbanas é fundamental, pois
busca aproximar a população dos recursos hídricos de forma a melhorar o convívio ao
redor desses corpos d'água.
2.2.3.1. Regiões hidrográficas
As Regiões Hidrográficas são divisões territoriais fundamentais para o gerenciamento dos
recursos hídricos, pois consideram as características físicas, econômicas, sociais e
ambientais de cada localidade, respeitando suas individualidades.
Segundo a Lei Estadual n°10.350/1994, o Estado do Rio Grande do Sul é dividido em 3
(três) Regiões Hidrográficas: Região Hidrográfica da Bacia do Rio Uruguai, Região
Hidrográfica da Bacia do Guaíba e a Região Hidrográfica do Litoral. Dentro dessas
regiões, estão inseridas as 25 Bacias Hidrográficas do estado.
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Figura 5
– Regiões Hidrográficas do Rio Grande do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Conforme apresentado na Figura 5, as Bacias Hidrográficas possuem códigos de
identificação. O Quadro 4 relaciona as respectivas bacias com seus códigos e suas áreas
correspondentes.
Quadro 4
– Áreas das Regiões e Bacias Hidrográficas do Rio Grande Sul.
Região Hidrográfica Bacia Hidrográfica Código Área (km²)
Guaíba
Gravataí G10 2.008,93
Sinos G20 3.680,04
Caí G30 4.957,74
Taquari - Antas G40 26.323,76
Alto Jacuí G50 13.037,20
Vacacaí
– Vacacaí Mirim G60 11.085,77
Baixo Jacuí G70 17.370,48
Lago Guaíba G80 2.459,91
Pardo G90 3.631,24
Total 9 bacias 84.555,07
Litoral
Tramandaí L10 2.745,73
Litoral Médio L20 6.472,10
Camaquã L30 21.517,58
Mirim -São Gonçalo L40 25.666,83
Mampituba L50 683,76
Total 5 bacias 57.085,98
Uruguai
Apuaê - Inhandava U10 14.510,51
Passo Fundo U20 4.847,25
Turvo - Santa Rosa-Santo
Cristo U30 10.824,02
Piratinim U40 7.647,26
Ibicuí U50 35.041,38
Quarai U60 6.658,78
Santa Maria U70 15.665,92
Negro U80 3.005,24
Ijuí U90 10.704,60
Várzea U100 9.508,42
Butuí-Icamaquã U110 8.025,76
Total 11 bacias 126.439,14
Fonte: Elaboração própria (2024); PERH-RS (2007).
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O município em estudo está situado na Região Hidrográfica e na Bacia Hidrográfica
apresentadas no Quadro 5.
Quadro 5
– Região e Bacia Hidrográfica do município.
Município Região Hidrográfica Bacia Hidrográfica
Montenegro Guaíba Caí
Fonte: Elaboração própria (2024).
A seguir, essas informações serão detalhadas.
2.2.3.1.1. Região Hidrográfica do Guaíba
A Região Hidrográfica do Guaíba está localizada na parte central do Rio Grande do Sul.
Com uma área de aproximadamente 84.555 km², abrange cerca de 30% da área do Estado
e contempla 232 municípios.
De acordo com o Plano Estadual de Saneamento (PLANESAN, 2021), a distribuição dos
municípios por bacia é realizada com base na maior parte de seu território estar localizada
em uma determinada bacia hidrográfica (SEMA, 2020). Assim, cada município é
associado a apenas uma bacia, mesmo que tenha partes de seu território em outras. Essa
distribuição pode ser observada na Figura 6.
No Quadro 6, são apresentados os municípios contemplados neste Plano que integram a
Região Hidrográfica do Guaíba.
Quadro 6
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do
Guaíba.
Bacia Hidrográfica Municípios
Gravataí Alvorada, Cachoeirinha, Glorinha, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha.
Sinos
Campo Bom, Canela, Canoas, Estância Velha, Esteio, Igrejinha, Nova Hartz,
Parobé, Portão, Riozinho, Rolante, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Taquara, Três
Coroas.
Caí
Barão, Capela de Santana, Dois Irmãos, Feliz, Gramado, Montenegro, Morro
Reuter, Nova Petrópolis, Nova Santa Rita, Salvador do Sul, Santa Maria do
Herval, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí.
Taquari - Antas Antônio Prado, Arroio do Meio, Arvorezinha, Barros Cassal, Bento
Gonçalves, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Cambará do Sul,
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Bacia Hidrográfica Municípios
Campestre da Serra, Carlos Barbosa, Casca, Ciríaco, Cotiporã, Cruzeiro do
Sul, David Canabarro, Encantado, Estrela, Fagundes Varela, Farroupilha,
Flores da Cunha, Fontoura Xavier, Garibaldi, General Câmara, Guaporé,
Ibiraiaras, Ilópolis, Ipê, Itapuca, Jaquirana, Lajeado, Marau, Marques de
Souza, Muitos Capões, Nova Araçá, Nova Bassano, Nova Bréscia, Nova Prata,
Nova Roma do Sul, Paraí, Paverama, Pinto Bandeira, Putinga, Roca Sales,
Santa Cruz do Sul, São Francisco de Paula, São Jorge, São José do Herval, São
Marcos, Serafina Corrêa, Taquari, Venâncio Aires, Veranópolis, Vila Flores.
Alto Jacuí
Alto Alegre, Arroio do Tigre, Campos Borges, Colorado, Cruz Alta,
Espumoso, Fortaleza dos Valos, Ibirubá, Júlio de Castilhos, Lagoão, Não-Me
-
Toque, Passo Fundo, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Selbach,
Sobradinho, Soledade, Tapera e Victor Graeff.
Vacacaí
– Vacacaí Mirim Dilermando de Aguiar, Formigueiro, Itaara, Restinga Seca, Santa Maria, Santa
Margarida do Sul, São Sepé, Silveira Martins e Vila Nova do Sul.
Baixo Jacuí
Agudo, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Caçapava do Sul,
Cachoeira do Sul, Charqueadas, Dona Francisca, Eldorado do Sul, Faxinal do
Soturno, Ivorá, Lagoa Bonita do Sul, Mariana Pimentel, Minas do Leão, Nova
Palma, Pantano Grande, Rio Pardo, São Jerônimo e Triunfo.
Lago Guaíba Barra do Ribeiro, Guaíba e Sertão Santana.
Pardo Candelária e Passa Sete.
Fonte: Elaboração própria (2024). PLENESAN (2021).
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Figura 6
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Guaíba.
Fonte: Elaboração própria (2024). PLENESAN (2021). Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul (2024).
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O Quadro 7, por sua vez, relaciona as populações desses mesmos municípios com as
respectivas Bacias, considerando as taxas de urbanização das Bacias apresentadas no
PLANESAN (2021).
Quadro 7
– População urbana residente na Região Hidrográfica Guaíba.
Bacia Hidrográfica População
Urbana População Total Taxa de
Urbanização
População Urbana na
Bacia Hidrográfica
Gravataí 608.751 639.243 97,2% 621.344
Sinos 989.275 1.033.622 96,2% 994.344
Caí 223.754 266.107 83,8% 222.998
Taquari - Antas 854.776 1.071.323 85,3% 913.839
Alto Jacuí 394.890 450.938 85,5% 385.552
Vacacaí–Vacacaí Mirim 295.059 331.190 90,2% 298.733
Baixo Jacuí 287.189 372.992 79% 294.664
Lago Guaíba 101.151 111.012 99,3% 110.235
Pardo 15.485 32.888 43,4% 14.273
Total 3.770.331 4.309.315 - 3.855.982
Fonte: Elaboração própria (2024). IBGE (2022). PLANESAN (2021).
Os principais cursos d’água da Região Hidrográfica do Guaíba, bem como os principais
usos da água estão apresentados no Quadro 8.
Quadro 8
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Guaíba e principais usos.
Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Gravataí
Rio Gravataí e os arroios Veadinho, Três
Figueiras, Feijó, Demétrio, Arroio da
Figueira e Arroio do Vigário. Abrange os
banhados do Chico Lomã, Grande e dos
Pachecos.
Abastecimento público, diluição de
esgotos domésticos e efluentes
industriais e irrigação de lavouras de
arroz
Sinos Rio Rolante, Rio da Ilha, Rio Paranhana e o
Rio dos Sinos.
Abastecimento público, uso industrial
e irrigação
Caí Rio Caí, Arroios Cará, Cadeia, Forromeco,
Mauá, Maratá e Piaí.
Irrigação, uso industrial e
abastecimento público
Taquari-Antas
Rio das Antas, Rio Tainhas, Rio Lageado
Grande, Rio Humatã, Rio Carreiro, Rio
Guaporé, Rio Forqueta, Rio Forquetinha e o
Rio Taquari.
Irrigação, abastecimento público,
agroindústria e dessedentação de
animais
Alto Jacuí Rios Jacuí, Jacuí-mirim, Jacuízinho, dos
Caixões e Soturno.
Irrigação, dessedentação animal e
consumo humano
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Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Vacacaí-Vacacaí Mirim
Arroio Igá, Acangupa e Arenal e os rios
Vacacaí, dos Corvos, São Sepé e Vacacaí
Mirim.
Irrigação, dessedentação deanimais e
abastecimento público
Baixo Jacuí
Arroios Irapuã, Capané, Botucacaí,
Capivari, do Conde, dos Ratos, dos
Cachorros, Ibacurú e o Rio Jacuí.
Irrigação, uso industrial e
abastecimento humano
Lago Guaíba
Arroio do Petim, Arroio Araçá, Arroio
Capivara, Arroio Douradinho e o Lago
Guaíba.
Abastecimento público e irrigação
Pardo Rio Pardinho, Rio Pequeno, Arroio Andréas,
Arroio Francisco Alves e o Rio Pardo. Irrigação
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2020).
No contexto do Sistema Estadual de Recursos Hídricos (SERH) do Rio Grande do Sul, a
Lei Estadual nº 10.350/1994 estabelece que os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs)
têm a função de propor ao órgão competente o enquadramento dos corpos d'água da bacia
hidrográfica em classes de uso e conservação.
A Figura 7 apresenta a hidrografia da Região do Guaíba. A Figura 8 apresenta a
delimitação da bacia hidrográfica e os principais rios.
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Figura 7
– Rios principais da Região Hidrográfica do Guaíba.
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Figura 8
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Caí.
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024).
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2.2.3.2. Disponibilidade, demanda e balanço hídrico
2.2.3.2.1. Recursos hídricos subterrâneos
2.2.3.2.1.1. Disponibilidade hídrica
A disponibilidade hídrica refere-se à quantidade e qualidade de água acessível em
determinado local para diversos usos.
Conforme o Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio
Grande do Sul (2021), a quantificação da disponibilidade hídrica subterrânea ainda
enfrenta desafios. Isso se deve ao fato de que os estudos sobre águas subterrâneas são
restritos à área acadêmica. Além disso, a outorga dos poços considera apenas o ensaio de
bombeamento individual de cada intervenção, sem uma abordagem abrangente que
contemple o aquífero em sua totalidade.
No Rio Grande do Sul são identificados 21 aquíferos, caracterizados no Quadro 9 e
apresentados na Figura 9.
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Figura 9
– Sistemas Aquíferos do Rio Grande do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024). CPRM (2005).
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Quadro 9
– Aquíferos do Estado do Rio Grande do Sul.
Aquífero Porcentagem de
área no RS Descrição
Sistema Aquífero
Serra Geral II - (sg2) 32,81%
O Sistema Aquífero Serra Geral I está localizado na parte oeste do
Estado, próximo aos limites das rochas vulcânicas com o rio Uruguai,
incluindo extensas áreas associadas aos derrames da Unidade
Hidroestratigráfica Serra Geral. Sua litologia é predominantemente
composta por riolitos, riodacitos e basaltos fraturados em menor
proporção. A capacidade específica geralmente é baixa, em torno de
0,5 m³/h/m, com exceções em áreas de fraturas que podem chegar a 2
m³/h/m. As salinidades são geralmente baixas, frequentemente
inferiores a 250 mg/l.
Sistema Aquífero
Serra Geral I
– (sg1) 21,09%
O Sistema Aquífero Serra Geral I está na parte centro-oeste do planalto
rio-grandense, abrangendo municípios como Soledade, Tupanciretã,
Santo Antônio das Missões, Santa Rosa, Tenente Portela, Nonoai,
Erechim e Passo Fundo. Sua litologia é basáltica, com formações
amigdalóides e fraturadas, cobertas por solo avermelhado espesso. A
capacidade específica varia de 1 a 4 m³/h/m, às vezes excedendo 4
m³/h/m, e as salinidades são geralmente inferiores a 220 mg/l.
Sistema Aquífero
Embasamento
Cristalino II
– (ec2)
8,35%
O Aquífero Embasamento Cristalino II abrange áreas nos limites do
embasamento cristalino, incluindo municípios como Bagé, Caçapava
do Sul, Encruzilhada do Sul e uma pequena parte de Porto Alegre. Sua
litologia é composta por rochas graníticas, gnáissicas, andesíticas,
xistos, filitos e calcários metamorfizados, frequentemente afetadas por
fraturas e falhas. As capacidades específicas são geralmente inferiores
a 0,5 m³/h/m, e as salinidades são menores que 300 mg/l.
Sistema Aquífero
Sanga do
Cabral/Pirambóia
–
(sp)
6,37%
O Aquífero Sanga do Cabral/Pirambóia aflora desde a fronteira com o
Uruguai até a região de Taquari. Sua litologia inclui camadas sílticoarenosas avermelhadas com matriz argilosa e arenitos finos a muito
finos, avermelhados, com cimento calcífero. As capacidades
específicas variam de 0,5 a 1,5 m³/h/m. A salinidade varia de 100 mg/l
em áreas aflorantes a mais de 300 mg/l em áreas confinadas. No centro
do Estado, são encontradas salinidades muito altas, de 3000 a 5000
mg/l.
Sistema Aquitardos
Permianos
– (ap) 4,79%
O Sistema Aquitardos Permianos está localizado em uma estreita faixa
na depressão periférica, circundando o embasamento cristalino do sul
ao leste do Estado, de Candiota a Taquara. Sua litologia inclui siltitos
argilosos, argilitos cinza-escuros, folhelhos pirobetuminosos e
pequenas camadas de margas e arenitos. As capacidades específicas
são geralmente inferiores a 0,1 m³/h/m. A água pode ser dura, com alta
concentração de sais de cálcio e magnésio.
Sistema Aquífero
Quaternário Costeiro
II
– (qc2)
4,70%
O Sistema Aquífero Quaternário Costeiro II ocorre nos sedimentos da
planície costeira, estendendo-se de Santa Vitória do Palmar até Torres.
Sua litologia é principalmente composta por sucessões de areias finas
inconsolidadas, esbranquiçadas, com intercalações de argila cinza e
camadas pelíticas cimentadas. As capacidades específicas variam de
0,5 a 1,5 m³/h/m. Os sólidos totais dissolvidos apresentam variação
entre 600 e 2000 mg/l.
Sistema Aquífero
Embasamento
Cristalino III
– (ec3)
4,51%
O Aquífero Embasamento Cristalino III está nas áreas elevadas do
escudo cristalino, com litologia de rochas graníticas, gnaisses, riolitos
e andesitos pouco alterados. Devido à ausência de fraturas, há baixa
disponibilidade para perfuração de poços.
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31
Aquífero Porcentagem de
área no RS Descrição
Sistema Aquífero
Quaternário Costeiro
I
– (qc1)
4,02%
O Sistema Aquífero Quaternário Costeiro I abrange todos os aquíferos
associados aos sedimentos da planície costeira do Estado, estendendose do Chuí até Torres. Sua litologia consiste em camadas
inconsolidadas de areia fina a média, esbranquiçada, intercaladas com
camadas síltico-arenosas e argilosas. As capacidades específicas são
geralmente altas, frequentemente ultrapassando 4 m³/h/m, e as
salinidades são inferiores a 400 mg/l, embora ocasionalmente possam
ocorrer águas cloretadas com maior salinidade.
Sistema Aquífero
Palermo/Rio Bonito -
(pr)
2,30%
O Aquífero Palermo/Rio Bonito circunda a região alta do
embasamento cristalino, de Candiota até Santo Antônio da Patrulha.
Sua litologia é composta por arenitos finos a médios, cinza
esbranquiçados, intercalados com camadas de siltito argiloso e
carbonosos cinza-escuros. As capacidades específicas são baixas,
inferiores a 0,5 m³/h/m, e a salinidade varia de 800 a 1500 mg/l.
Sistema Aquífero
Santa Maria
– (sm) 2,21%
O Aquífero Santa Maria aflora na região central do Estado, entre Mata
e Taquari. Sua litologia inclui arenitos grossos a conglomeráticos na
base, lamitos avermelhados, siltitos e arenitos finos a médios no topo.
As capacidades específicas variam de 0,5 a 1 m³/h/m em áreas
aflorantes e podem atingir 4 m³/h/m em áreas confinadas. A salinidade
varia de 50 a 500 mg/l, mas pode ultrapassar 2000 mg/l em áreas
confinadas, com teores de flúor acima do limite potável.
Sistema Aquicludes
Eo-Paleozóicos
–
(ep)
2,19%
Os Aquicludes Eo-Paleozóicos estão localizados no centro ao leste do
embasamento cristalino, entre Caçapava do Sul, Bagé, Lavras do Sul
e Vila Nova do Sul. Sua litologia é composta por arenitos finos a
médios, róseos e avermelhados, extremamente endurecidos por
cimentos ferruginosos, calcíticos e silicosos, o que resulta em baixa
porosidade e impermeabilização da rocha, impedindo vazões
significativas de água.
Sistema aquífero
Botucatu/Guara I
–
(bg1)
1,92%
O Aquífero Botucatu/Guará I aflora na fronteira oeste, entre Santana
do Livramento e Jaguari. Sua litologia é principalmente composta por
arenitos médios a finos, quartzosos, róseos e avermelhados, com
intercalações pélticas e cimento argiloso na unidade Guará. As
capacidades específicas variam de 1 a 3 m³/h/m nas áreas aflorantes,
com sólidos dissolvidos totais geralmente abaixo de 250 mg/l. Nas
áreas confinadas (Santana do Livramento, Alegrete, Uruguaiana,
Itaqui e São Borja), as capacidades específicas ultrapassam 4 m³/h/m,
podendo chegar até 10 m³/h/m, e os sólidos totais dissolvidos variam
de 250 a 400 mg/l.
Sistema Aquífero
Embasamento
Cristalino I
– (ec1)
1,30%
O Sistema Aquífero Embasamento Cristalino I está localizado na
região sul do Rio Grande do Sul, entre Jaguarão e Pinheiro Machado,
e também no nordeste do escudo sul-riograndense em Porto Alegre.
Caracteriza-se por granitos e basaltos muito fraturados na fronteira
com o Uruguai. As capacidades específicas são geralmente inferiores
a 0,5 m³/h/m, e a salinidade raramente excede 200 mg/l.
Sistema Aquífero
Botucatu/Pirambóia – (bp)
1,14%
O Sistema Aquífero Botucatu/Pirambóia abrange principalmente a
área entre Taquari e Santo Antônio da Patrulha, na Região
Metropolitana de Porto Alegre. Composto por arenitos médios e
endurecidos, sua litologia apresenta condições desfavoráveis para
armazenamento de água. Os arenitos finos são muito argilosos,
resultando em baixas capacidades específicas, cerca de 0,5 m³/h/m, e
salinidades inferiores a 250 mg/l.
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32
Aquífero Porcentagem de
área no RS Descrição
Sistema Aquífero
Basalto/Botucatu
–
(bb)
0,80%
O Sistema Aquífero Basalto/Botucatu está situado entre a fronteira
oeste e a região das missões, abrangendo morros de basalto sobre
arenitos da Unidade Hidroestratigráfica Botucatu. Essas áreas são
muito desfavoráveis para armazenamento de água subterrânea,
resultando em poços secos ou com vazões muito baixas.
Sistema Aquífero
Botucatu/Guará II
–
(bg2)
0,61%
O Sistema Aquífero Botucatu/Guará II está localizado na região oeste
do Estado, incluindo municípios como Manoel Viana, São Francisco
de Assis, Maçambará e Itaqui. Sua litologia é composta por arenitos
finos a médios, róseos a avermelhados, com intercalações sílticoarenosas. As capacidades específicas são geralmente baixas, inferiores
a 0,5 m³/h/m, e os sólidos dissolvidos totais raramente ultrapassam 150
mg/l.
Sistema Aquífero
Serra Geral III
–
(sg3)
0,28%
O Sistema Aquífero Serra Geral III está localizado nas partes elevadas
da unidade Serra Geral, na região Litorânea e em morros isolados de
basalto no noroeste do Estado. A litologia varia de ácida (riolitos e
riodacitos) a básica (basaltos). A perfuração de poços nessas áreas não
é recomendada.
Sistema Aquífero
Quaternário Barreira
Marinha
– (bm)
0,22%
O Sistema Aquífero Quaternário Barreira Marinha abrange uma faixa
estreita do nordeste, da Barra do Ribeiro ao oeste do Lago Guaíba até
Santo Antônio da Patrulha a leste. Composto por areias inconsolidadas
de granulometria fina a média, suas capacidades específicas são altas,
acima de 4 m³/h/m, e o teor salino é muito baixo, inferior a 50 mg/l.
Sistema Aquífero
Botucatu
– (bt) 0,20%
O Sistema Aquífero Botucatu está localizado principalmente na região
central do Estado, próximo às bordas escarpadas do planalto basáltico.
Composto por arenitos de granulometria média endurecidos por
cimento ferruginoso ou silicoso, essa litologia é ineficaz no
armazenamento de água, resultando em poços geralmente secos.
Sistema Aquífero
Quaternário
Indiferenciado
– (qi)
0,13%
O Sistema Aquífero Quaternário Indiferenciado está localizado na
calha do Rio Camaquã, entre Cristal e Amaral Ferrador. Sua litologia
é composta principalmente por areias grossas e cascalhos
inconsolidados, resultantes da erosão de rochas graníticas e eopaleozóicas. Possui alta capacidade específica, em média 4 m³/h/m, e
baixa salinidade, em torno de 150 mg/l.
Sistema Aquífero
Sedimentos
Deltaicos
– (sd)
0,04%
O Sistema Aquífero Sedimentos Deltaicos está localizado ao norte do
Lago Guaíba, entre Porto Alegre e Eldorado do Sul, incluindo partes
da planície de inundação. Composto por arenitos médios a grossos
inconsolidados e camadas argilosas, frequentemente com seixos de
basalto na base, possui capacidades específicas médias de 3 m³/h/m.
No entanto, a qualidade da água é baixa, com muitos sais dissolvidos
e altos teores de ferro.
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
2.2.3.2.1.2. Demanda hídrica
De acordo com o Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do
Rio Grande do Sul (2021), o estado possui 8.123 poços regularizados, com captação de
549.708 m³/dia.
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33
Segundo o levantamento realizado neste relatório de atualização, foram avaliadas as
demandas hídricas por Bacia Hidrográfica e pelos aquíferos existentes no Rio Grande do
Sul, abrangendo Autorizações Prévias, Outorgas e Dispensas de Outorgas autorizadas
pelo DRHS/SEMA, além dos cadastros de poços aguardando análise dos técnicos da
Divisão de Outorga. As demandas hídricas subterrâneas estão apresentadas nos Quadro
10 e Quadro 11.
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34
Quadro 10
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul.
Bacia hidrográfica
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos
Gravataí 2.926 59 3.817 63 9 23 1.137 51
Sinos 5.990 160 4.148 117 23 47 2.982 117
Caí 16.405 523 5.270 115 5 55 3.121 122
Taquari-Antas 86.377 1.548 28.722 410 27 21 45.089 261
Alto Jacuí 23.124 201 6.214 96 6 3 4.865 37
Vacacaí-Vacacaí
Mirim 3.296 161 1.315 36 1 25 5043 60
Baixo Jacuí 5.339 146 769 19 1 12 187 15
Lago Guaíba 19.700 25 2.736 32 2 2 1.310 10
Pardo 6.516 58 613 10 1 5 92 5
Tramandaí 22.342 66 866 69 8 6 147 18
Litoral Médio 2.719 22 1.804 32 13 13 286 18
Camaquã 2.844 50 334 6 2 2 101 8
Mirim-São Gonçalo 6.781 75 967 34 2 4 1.498 32
Mampituba 157 3 10 2 - - 11 1
Apuaê-lnhandava 21.982 834 5.155 144 7 4 2.518 53
Passo Fundo 17.598 320 2.820 46 7 4 1.264 18
Turvo-Santa RosaSanto Cristo 13.470 369 3.386 83 7 5 42.476 28
Piratinim 12.831 71 433 12 - - 43 1
Ibicuí 15.149 369 10.277 90 6 3 3650 21
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35
Bacia hidrográfica
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos
Quaraí 1.912 30 22 4 1 1 12 5
Santa Maria 3.548 50 559 15 1 1 120 12
Negro 1.698 13. 481 7 - - 652 6
Ijuí 12.027 253 3.151 96 2 1 12.408 40
Várzea 19.330 481 3.467 94 3 2 2.052 29
Butuí-lcamaqua 6.840 40 257 5 - - 18 3
Total 330.903 5.927 87.592 1.637 133 239 131.080 971
Fonte: SEMA (2022).
Quadro 11
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas por sistema aquífero no Rio Grande do Sul.
Sistema Aquífero
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos
Aquicludes Eo-Paleozóicos 40 6 11 1 - 1 - 2
Aquitardos permianos 1.275 265 2.343 54 12 50 1.245 81
Basalto / Botucatu 515 27 26 1 - - 254 4
Botucatu 728 18 76 4 - - 233 5
Botucatu / Guará I 5.829 54 1.041 14 - - 231 2
Botucatu / Pirambóia 7.335 160 3.870 112 14 54 2.732 118
Embasamento Cristalino I 267 24 1560 39 - - 284 17
Embasamento Cristalino II 3.275 78 815 26 1 2 530 23
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Sistema Aquífero
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos Vazão média
(m³/dia) N° de processos
Embasamento Cristalino
III 1.534 41 49 3 1 1 68 14
Palermo / Rio Bonito 3.794 44 1.474 13 - 10 481 4
Quaternário Barreira
Marinha 520 11 1.261 14 3 2 13 6
Quaternário Costeiro I 19.109 62 1.231 75 9 7 954 26
Quaternário Costeiro II 31.648 104 4.548 64 7 21 2.520 54
Quaternário Indiferenciado - - - - - - - -
Sanga do Cabral /
Pirambóia 5.878 152 3.905 14 1 25 145 12
Santa Maria 12.778 158 1.646 49 - 4 5.209 59
Serra Geral 107.000 2.072 21.564 470 24 15 64.125 173
Serra Geral II 127.999 2.633 41.856 677 56 39 51.899 368
Serra Geral III 243 5 - - - - - -
Total 329.766 5.914 87.276 1.630 127 231 130.924 968
Fonte: SEMA (2022).
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37
2.2.3.2.2. Recursos hídricos superficiais
2.2.3.2.2.1. Disponibilidade hídrica
A disponibilidade hídrica para fins de gestão de cursos hídricos superficiais deve ser
avaliada em função de vazões de referência.
Quadro 12
– Disponibilidade hídrica nas Bacias Hidrográficas do Estado do Rio Grande
do Sul.
Bacia
Hidrográfica Descrição Vazão de
referência (m³/s)
Vazão
outorgável (m³/s)
Gravataí Exutório do Rio Gravataí no Lago Guaíba 10,4 5,20
Sinos Exutório do Rio dos Sinos no Lago Guaíba 20 14,00
Caí Exutório do Rio Caí no Lago Guaíba 21,06 10,53
Taquari-Antas Exutório do Rio Taquari no Rio Jacuí 45,97 22,98
Alto Jacuí Soma dos Rios Jacuí e Jacuizinho 121,33 60,66
Vacacaí-Vacacaí
Mirim Soma dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim 29,03 14,52
Baixo Jacuí Exutório do Rio Jacuí no Lago Guaíba 424,13 254,48
Lago Guaíba Soma dos afluentes diretos ao Lago Guaíba,
incluindo Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí 487,48 292,53
Pardo Exutório do Rio Pardo no Rio Jacuí 8,59 4,29
Tramandaí Soma dos rios Maquiné e Três Forquilhas 7,4 3,70
Camaquã Soma do Rio Camaquã e Arroios Turuçu e
Velhaco 65,41 39,82
Mirim São
Gonçalo Soma dos Arroios Grande e Del Rei e Rio Piratini 15,48 7,74
Mampituba Exutório da UPG Forno-Jacaré no Rio
Mampituba 2,48 1,24
Apuaê-Inhandava
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios ApuaêInhandava (soma dos rios Dourado, do Silveira,
Socorro, Cerquinha, dos Touros, Santana,
Bernardo José, Inhandava e Apuaê)
45,61 22,81
Passo Fundo Soma da UPG Passo Fundo Baixo e UPG
Douradinho 26,58 13,29
Turvo-Santa RosaSanto Cristo
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios TurvoSanta Rosa-Santo Cristo (soma dos rios
Amandaú, Lajeado Grande, Santo Cristo, Santa
Rosa, Comandaí, Turbo e Buricá))
49,43 24,72
Piratinim Exutório do Rio Piratini no Rio Uruguai 16,98 8,49
Ibicuí Exutório do Rio Ibicuí no Rio Uruguai 138,32 96,83
Quaraí Soma dos arroios Sarandi II e Garupa e sangas
Sarandi e do Salso 8,72 4,36
Santa Maria Exutório do Rio Santa Maria no Rio Ibicuí 23,04 11,52
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Bacia
Hidrográfica Descrição Vazão de
referência (m³/s)
Vazão
outorgável (m³/s)
Negro Exutório do Rio Negro na fronteira BrasilUruguai 2,49 1,24
Ijuí Exutório do Rio Ijuí no Rio Uruguai 62,6 31,30
Várzea Soma dos rios Guarita e da Várzea 35,68 17,84
Butuí-Icamaquã Soma do Arroio Butuí e do Rio Icamaquã 27,86 13,93
Total 992,52 579,83
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
2.2.3.2.2.2. Demanda hídrica
As demandas hídricas superficiais referem-se à necessidade de água proveniente das
fontes de água superficial, como rios, lagos, e reservatórios, para diversos fins, como o
abastecimento público, a geração de energia hidrelétrica, a irrigação agrícola, a
navegação, a recreação, dentre outros.
A gestão eficaz das demandas hídricas superficiais é fundamental para garantir a
disponibilidade adequada da água e para mitigar potenciais impactos associados ao seu
uso intensivo. Os dados de demanda hídrica são importantes para a análise do balanço
hídrico.
Conforme a análise detalhada no Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos
no Estado do Rio Grande do Sul (2021), a demanda hídrica superficial total do estado é
estimada em 106,25 m³/s. Destacam-se como as bacias com maior demanda as Bacias
Hidrográficas Ibicuí, Baixo Jacuí e Piratinim. Por outro lado, as bacias com menor
demanda incluem as do Litoral Médio, Negro, Lago Guaíba e Mampituba. No Quadro
13 estão representadas as demandas hídricas em m³/s de cada Bacia Hidrográfica.
Quadro 13
– Demandas hídricas médias superficiais nas bacias hidrográficas do Estado.
Bacia Hidrográfica Vazão média (m³/s)
Gravataí 4,47
Sino 4,85
Caí 3,88
Taquari-Antas 5,16
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Bacia Hidrográfica Vazão média (m³/s)
Alta Jacuí 7,87
Vacacaí-Vacacai Mirim 0,75
Baixo Jacui 9,54
Lago Guaíba 0,19
Pardo 0,57
Tramandaí 0,98
Litoral Médio 3,06
Camaquã 5,28
Mirim São Gonçalo 4,47
Mampituba 0,30
Apuê-lnhandava 3,96
Passo Fundo 0,52
Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo 3,02
Piratinim 7,17
Ibicuí 23,55
Quaraí 0,85
Santa Maria 0,80
Negro 0,05
Ijuí 4,52
Várzea 4,05
Butuí-lcamaquã 6,40
Total 106,25
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
2.2.3.2.2.3. Balanço hídrico
Conforme apresentado no Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no
Estado do Rio Grande do Sul (2021), o balanço hídrico de referência para a gestão de
recursos hídricos superficiais no Estado do Rio Grande do Sul avalia a disponibilidade e
a demanda de água apresentadas anteriormente.
O objetivo é verificar se os usos registrados, considerados no balanço hídrico superficial,
refletem a realidade de estresse hídrico nas bacias hidrográficas especiais ou regiões de
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conflito. Além disso, busca-se identificar áreas do Estado com altas demandas hídricas
em comparação com as vazões outorgáveis.
O Quadro 14 apresenta o resultado do balanço hídrico realizado, considerando as
disponibilidades hídricas para os exultórios das unidades de análise apresentadas, bem
como as demandas hídricas.
Quadro 14
– Balanço hídrico nas Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul.
Bacia
Hidrográfica Descrição Demandas
hídricas (m³/s)
Comprometimento
da vazão outorgável
Gravataí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí (Exutório
do Rio Gravataí no Lago Guaíba) 4,47 86%
Sinos Total da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Exutório
do Rio dos Sinos no Lago Guaíba) 4,85 35%
Caí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Caí (Exutório do
Rio Caí no Lago Guaíba) 3,88 37%
TaquariAntas
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas
(Exutório do Rio Taquari no Rio Jacuí) 5,16 22%
Alto Jacuí Total da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (soma dos
Rios Jacuí e Jacuizinho) 7,86 13%
VacacaíVacacaí
Mirim
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Vacacaí
—
Vacacaí Mirim (soma dos rios Vacacaí e VacacaíMirim)
0,75 5%
Baixo Jacuí Total da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí (Exutório
do Rio Jacuí no Lago Guaíba) 23,72 9%
Lago Guaíba
Total da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba (soma dos
afluentes diretos ao Lago Guaíba, incluindo Gravataí,
Sinos, Caí e Jacuí)
37,1 13%
Pardo Total da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo (Exutório do
Rio Pardo no Rio Jacuí) 0,57 13%
Tramandaí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí (soma
dos rios Maquiné e Três Forquilhas) 0,01 0%
Camaquã Total da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã (soma do
Rio Camaquã e Arroio Turuçu e Velhaco) 4,26 11%
Mirim São
Gonçalo
Total da Bacia Hidrográfica da Lagoa Mirim e do Canal
São Gonçalo (soma dos Arroios Grande e Del Rei e Rio
Piratini)
3,25 42%
Mampituba Exutório da UPG Forno-Jacaré no Rio Mampituba 0,27 21%
Apuaêlnhandava
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Apuaê
—
Inhandava (soma dos rios Dourado, do Silveira,
Socorro, Cerquinha, dos Touros, Santana, Bernardo
José, Inhandava e Apuaê)
3,93 17%
Passo Fundo Total da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo (soma
da UPG Passo Fundo e UPG Douradinho) 0,52 4%
Turvo Santa
Rosa
—
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo
— Santa
Rosa
— Santo Cristo (soma dos rios Amandaú, Lajeado 3 12%
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Bacia
Hidrográfica Descrição Demandas
hídricas (m³/s)
Comprometimento
da vazão outorgável
Santa Rosa — Santo
Cristo
Grande, Santo Cristo, Santa Rosa, Comandai, Turbo e
Buricá))
Piratinim Total da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim (Exutório
do Rio Piratini no Rio Uruguai) 7,17 84%
Ibicuí Total da Bacia Hidrogrihca do Rio Ibicuí (Exutório do
Rio Ibicuí no Rio Uruguai) 18,66 19%
Quaraí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí (soma dos
arroios Sarandi II e Garupa e sangas Sarandi e do Salso) 0 0%
Santa Maria Total da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria
(Exutório do Rio Santa Maria no Rio Ibicuí) 0,8 7%
Negro
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Negro (Exutório do
Rio Negro na fronteira Brasil-Uruguai) 0,05 4%
Ijuí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí (Exutório do
Rio Ijuí no Rio Uruguai) 4,52 14%
Várzea Total da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea (soma
dos rios Guarita e da Várzea) 4,03 23%
Butuílcamaquã
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Butuí
– Icamaquã
(soma do Arroio Butuí e o Rio Icamaquã) 5,75 41%
Total 92,51 16%
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
2.2.3.2.2.4. Qualidade dos mananciais
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler/RS (FEPAM)
apresenta, em seu Relatório Técnico sobre a Qualidade da Água Superficial nas Regiões
Hidrográficas do RS, análises qualiquantitativas de amostras de água coletadas em 2022.
A coleta da água a ser analisada ocorre em 221 estações de monitoramento, pertencentes
à Rede de Monitoramento Básico do RS, com o objetivo de determinar as condições de
qualidade da água superficial nos locais de elevado interesse socioambiental.
Nesta avaliação, foram analisados os seguintes parâmetros: • Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5d, 20°C, mg/l de O2); • Escherichia coli (NMP/100mL); • Fósforo Total (mg/l de P); • Nitrogênio Amoniacal (mg/l de NHx);
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• Oxigênio dissolvido (mg/l de O2).
Os resultados foram classificados de acordo com os limites propostos pela resolução nº
357/2005 do CONAMA.
2.2.3.2.2.4.1. Região Hidrográfica do Guaíba
Foram obtidas 274 amostras da Região Hidrográfica do Rio Guaíba, nas quais foram
analisados os parâmetros mencionados anteriormente. A seguir é apresentado as classes
de enquadramento das amostras, bem como os valores de referência correspondentes aos
parâmetros avaliados.
O Quadro 15 exibe as distribuições dos valores quanto ao Oxigênio Dissolvido (OD) na
Região Hidrográfica do Guaíba
Quadro 15
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
224 Classe 1 >6
11 Classe 2 ≥5
12 Classe 3 ≥4
23 Classe 4 ≥2
4 Pior que Classe 4 <2
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
estão apresentados no Quadro 16. Vale ressaltar que, segundo a FEPAM, a DBO de 29
amostras não foi determinada devido a problemas analíticos.
Quadro 16
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de
Uso da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
219 Classe 1 ≤3
13 Classe 2 ≤5
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Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
8 Classe 3 ≤10
5 Pior que Classe 3 >10
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto à existência de Escherichia coli estão
apresentados no Quadro 17. Segundo a FEPAM, esta análise também apresentou
problemas analíticos em 17 amostras.
Quadro 17
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (NMP/100mL)
104 Classe 1 ≤160
64 Classe 2 ≤800
54 Classe 3 ≤3.200
35 Pior que Classe 3 > 3.200
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Fósforo Total estão
apresentados no Quadro 18. Segundo a FEPAM, 12 amostras não obtiveram resultados
por problemas analíticos.
Quadro 18
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l P)
157 Classe 1 ≤0,1
54 Classe 3 ≤0,15
70 Pior que Classe 3 > 0,15
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Nitrogênio Amonical estão
apresentados no Quadro 19. Vale destacar que, segundo a FEPAM, 40% das amostras
não obtiveram resultados por problemas analíticos.
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44
Quadro 19
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba.
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l N)
163 Classe 1 ≤3,7
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023).
2.2.3.3. Segurança hídrica
O conceito de segurança hídrica é recente, sendo introduzido em meados de 2000 pela
Global Water Partnership (GWP, 2000) e o World Water Council (WWC, 2000). A
segurança hídrica também já foi definida como a disponibilidade de água suficiente e de
qualidade a um preço acessível para atender às necessidades de curto e longo prazo,
protegendo a saúde e bem-estar das comunidades (WITTER, WHITEFORD, 1999).
Complementarmente, a definição da GWP (2000) acrescentou a importância da proteção
do meio ambiente para se ter a garantir do fornecimento de água.
Atualmente, a definição mais aceita é a do Programa para a Água da Organização das
Nações Unidas (UN-WATER, 2013) que define a segurança hídrica como a capacidade
de garantir o acesso sustentável a água de qualidade adequada para sustento, bem-estar e
desenvolvimento, proteger contra poluição e desastres hídricos, e preservar ecossistemas,
em um ambiente de paz e estabilidade política. A definição recente destaca o aspecto
geopolítico, refletindo preocupações com conflitos pelo acesso à água que causam
deslocamentos populacionais e conflitos intergovernamentais. Além disso, a segurança
hídrica deve ser ancorada em valores sociais e de justiça social, integrando a gestão
democrática e participativa dos recursos hídricos (SAITO, 2018).
No Brasil, em 2019, tivemos o lançamento pelo Ministério de Desenvolvimento Regional
(MDR) em conjunto com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), de
um importante instrumento para a gestão da segurança hídrica, o Plano Nacional de
Segurança Hídrica (PNSH).
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O PNSH visa envolver várias esferas do governo em esforços conjuntos, e o plano aborda
a segurança hídrica em quatro dimensões: humana, econômica, ecossistêmica e de
resiliência, combinadas no Índice de Segurança Hídrica (ISH).
De forma sucinta, as dimensões humanas e econômicas quantificam os déficits de
atendimento e os riscos, enquanto a ecossistêmica e de resiliência identificam as áreas
críticas e as vulneráveis. E enquanto a dimensão social avalia a disponibilidade de água
para abastecimento, a econômica foca nos setores agropecuário e industrial.
Ademais, a dimensão ecossistêmica usa indicadores de qualidade e quantidade de água,
e a de resiliência analisa os estoques de água em situações de seca.
O ISH representa graficamente as condições de segurança hídrica, ajudando a orientar
políticas públicas de infraestrutura e a gestão de recursos hídricos, e tendo sido calculado
para os anos de 2017 e 2035.
As mudanças entre os cenários de 2017 e 2035 consideraram duas variáveis: as
estimativas de demanda por água, conforme o Manual de Usos Consuntivos da Água no
Brasil, afetando o balanço hídrico e indicadores relacionados; e a estimativa da população
urbana, influenciando apenas a Dimensão Humana do Índice de Segurança Hídrica (ISH).
Com isso, a segurança hídrica é integrada a diversas políticas públicas, incluindo o
desenvolvimento regional, a defesa civil, a agricultura, a energia, os transportes e o meio
ambiente (FIGUEIREDO, 2020).
Assim, foi lançado em 2021, o “Atlas Águas: Segurança Hídrica do Abastecimento
Urbano” e que atualizou o Atlas de 2010 com conceitos do Plano Nacional de Segurança
Hídrica (PNSH). Este documento visou caracterizar e diagnosticar os mananciais e os
sistemas de abastecimento das sedes municipais brasileiras, e além de identificar as suas
vulnerabilidades. Ele utiliza o Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U), que avalia a
eficiência na produção e distribuição de água, combinando indicadores de vulnerabilidade
dos mananciais, sistemas produtores, cobertura da rede de distribuição e gerenciamento
de perdas.
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Com isso, a Figura 10 mostra a distribuição do ISH-U pelos municípios do operados pela
CORSAN, onde pode se observar que a grande maioria dos municípios possui o ISH-U
avaliado entre “Alto” e “Máximo”, o que indica que esses municípios possuem uma
combinação de uma maior disponibilidade hídrica natural junto a uma baixa pressão na
demanda pelo abastecimento de água.
O Quadro 20 foca especificamente no município em estudo.
Quadro 20
– Índice de Segurança Hídrica Urbano do município.
Município Índice de Segurança Hídrica Urbano
Montenegro Alta
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 10
– Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U) dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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48
2.3. Aspectos bióticos
O território brasileiro é composto por 6 (seis) biomas distintos: Amazônia, Caatinga,
Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa. Cada bioma possui diferentes tipos de
vegetação e fauna, e a conservação da vegetação é crucial para a manutenção dos hábitats,
serviços ambientais e recursos essenciais à vida humana. Além disso, a preservação dos
biomas depende de políticas públicas ambientais e de estratégias para a conservação, o
seu uso sustentável e a manutenção dos serviços ambientais que eles fornecem a
população.
O estado do Rio Grande do Sul abriga 2 (dois) desses biomas, a Mata Atlântica e o Pampa.
A Figura 11 mostra a distribuição dos biomas no estado, destacando que o bioma Pampa
está mais presente no sudeste e sudoeste, enquanto a Mata Atlântica é predominante no
nordeste e noroeste rio-grandense. Além disso, a região central e metropolitana do estado
possui ambos os biomas distribuídos.
O Quadro 21 foca especificamente no município em estudo.
Quadro 21
– Biomas do município.
Município Bioma Cobertura territorial
Montenegro
Mata Atlântica 45,1%
Pampa 54,9%
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 11
– Distribuição de biomas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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50
2.4. Aspectos socioeconômicos
2.4.1. Aspectos sociais
Nesta seção, serão analisados os principais aspectos sociais do município, fundamentais
para o entendimento das necessidades e peculiaridades locais que influenciam
diretamente a gestão dos serviços de saneamento. Entre os itens abordados, destacam-se
as características demográficas, que ajudam a compreender o crescimento populacional e
sua distribuição territorial, além dos indicadores socioeconômicos, como o Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal, renda, educação e saúde.
Esses fatores, quando analisados em conjunto, permitem uma visão abrangente das
condições de vida da população, auxiliando na identificação de áreas mais vulneráveis e
prioritárias para o investimento em infraestrutura e serviços de saneamento. Com isso,
busca-se criar uma base sólida para o planejamento de soluções que promovam a
universalização do saneamento de forma equitativa e sustentável.
2.4.1.1. Demografia
A análise demográfica de uma região é um dos pilares fundamentais para o planejamento
de políticas públicas, especialmente no campo do saneamento básico. Indicadores como
a densidade populacional, estrutura etária, taxas de natalidade e migração fornecem
subsídios importantes para a formulação de estratégias que visam atender às demandas
atuais e futuras da população. Esses dados possibilitam uma visão mais clara das
necessidades sociais e ajudam a definir prioridades de investimento em infraestrutura,
educação, saúde e, no caso deste estudo, saneamento.
No estado do Rio Grande do Sul, observam-se mudanças demográficas significativas nos
últimos anos. A redução da taxa de natalidade, acompanhada do aumento da expectativa
de vida, reflete a transição demográfica vivida pela região, resultando em uma população
gradualmente mais envelhecida. Esse cenário, por sua vez, impõe novos desafios ao
planejamento urbano e à prestação de serviços, incluindo o saneamento, à medida que a
demanda por infraestrutura de saúde e bem-estar aumenta.
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51
A migração, tanto interna quanto externa, também tem um impacto relevante na
distribuição e crescimento populacional, alterando as dinâmicas regionais e exigindo uma
adaptação constante das políticas públicas.
Nesse contexto, o Censo Demográfico do IBGE emerge como uma ferramenta essencial
para coletar dados atualizados e precisos sobre a população, oferecendo um retrato
detalhado das condições socioeconômicas do país, além de ser uma base indispensável
para o desenvolvimento de planos de saneamento eficientes.
Na Figura 12, é possível visualizar a tendencia da população total do município em
estudo entre 1991 e 2022, com base nos dados disponibilizados pelo Censo do IBGE.
Figura 12
– Tendencia da população total do município (1991-2022).
Fonte: Adaptado da Série Histórica do IBGE (2023).
2.4.1.2. Índice de Desenvolvimento Humano
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi criado em 1990 e passou a ser publicado
anualmente a partir de 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD), órgão da ONU. Esse índice é utilizado para avaliar o desenvolvimento humano
4
.0
54
.6 2
5
.415
64
.322
0
10
.000
20
.000
30
.000
40
.000
50
.000
60
.000
70
.000
1 1 2000 2010 2022
Montenegro (RS
)
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52
em diferentes países, bem como oferece uma visão abrangente das condições de vida,
saúde, educação e renda em áreas urbanas específicas.
O IDH varia em uma escala que vai de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, maior
o nível de desenvolvimento humano.
A escala de classificação do IDH divide-se em 5 (cinco) categorias, conforme mostrado
na Figura 13: muito alto, alto, médio, baixo e muito baixo. Essas categorias facilitam a
análise comparativa entre as nações, permitindo identificar desigualdades no
desenvolvimento humano em diferentes regiões do mundo.
Figura 13
– Escala do IDH
.
Fonte: Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul (2020).
As dimensões que compõem o IDH-M são as seguintes: ▪ Renda: Refere-se ao padrão de vida, medido pela Renda Nacional Bruta (RNB)
per capita, que indica o nível econômico médio de cada cidadão em um país;
▪ Saúde/Longevidade: Avalia a expectativa de vida ao nascer, representando o
acesso da população a condições de vida saudáveis e à longevidade;
▪ Educação: Reflete o acesso ao conhecimento, considerando dois indicadores
principais: a média de anos de escolaridade entre a população adulta e a
expectativa de anos de estudo para crianças em idade de iniciar a vida escolar.
Essas 3 (três) dimensões fornecem uma visão integrada do desenvolvimento humano,
indo além da simples análise econômica, ao incorporar aspectos relacionados à qualidade
de vida e às oportunidades de acesso a serviços básicos.
No contexto do Rio Grande do Sul, o IDH desempenha um papel crucial na avaliação do
progresso socioeconômico e na identificação de disparidades entre os municípios.
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De acordo com o PNUD, o IDH do Rio Grande do Sul em 2021 foi de 0,771, colocando
o estado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto. A dimensão que mais contribuiu
para esse valor foi a longevidade, com 0,797, seguida pela renda, com 0,767, e pela
educação, com 0,750.
O IDH também é utilizado como referência para avaliar o desenvolvimento em níveis
mais locais, como cidades, estados e regiões, por meio do Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM). O IDHM segue a mesma metodologia do IDH global,
adaptando-se às especificidades municipais e regionais,
A Figura 14 apresenta a tendência do IDHM no município em estudo, com dados
referentes aos anos de 1991, 2000 e 2010. Essa evolução permite analisar o progresso do
desenvolvimento humano na localidade ao longo dessas três décadas, destacando
possíveis melhorias ou retrocessos nas áreas de renda, saúde e educação, que compõem o
índice.
Figura 14
– Tendência histórica do IDHM no município.
Fonte: Adaptado de IBGE (2010).
0,543
0,668
0,755
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
DHM 1 1 DHM 2000 DHM 2010
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54
O Quadro 22 apresenta os dados referentes IDHM no ano de 2010, distribuídos entre os
seus 3 (três) componentes principais: renda, longevidade e educação. Esses indicadores
proporcionam uma análise detalhada do desenvolvimento humano no município,
permitindo identificar as áreas em que houve maior progresso e aquelas que ainda
demandam melhorias.
Quadro 22
– IDHM e seus componentes no município
– 2010.
Município IDHM 2010 IDHM Renda 2010 IDHM Longevidade 2010 IDHM Educação 2010
Montenegro 0,755 0,761 0,866 0,654
Fonte: Adaptado do IBGE (2023).
2.4.1.3. Renda
O Índice de Gini mede a concentração da distribuição de renda em uma população,
variando de 0 a 1. Um valor de zero indica igualdade absoluta, onde todos possuem a
mesma renda, enquanto um valor de um indica extrema desigualdade, onde uma única
pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o índice de Gini costuma comparar os 20% mais
pobres com os 20% mais ricos.
O Quadro 23 apresenta a evolução do Indice de Gini do rendimento domiciliar per capita,
a preços médios do ano para o Estado do Rio Grande do Sul. Observa-se uma redução de
2019 a 2023, indicando uma diminuição da desigualdade no estado.
Quadro 23
– Evolução do índice de Gini do estado do Rio Grande do Sul.
Estado 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023
Rio Grande do Sul 0,467 0,473 0,481 0,487 0,482 0,476 0,468 0,467 0,466
Fonte: Adaptado de IBGE (2024).
O Quadro 24 apresenta a tendência histórica do Índice de Gini no município em estudo,
com dados referentes aos anos de 1991, 2000 e 2010. Dessa forma, a análise desse
indicador permite acompanhar a evolução da distribuição de renda no município ao longo
dos anos.
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Quadro 24
– Tendência histórica do Índice de Gini no município.
Município 1991 2000 2010
Montenegro 0,5293 0,5648 0,5084
Fonte: IBGE/Censos Demográficos 1991, 2000 e 2010.
2.4.1.4. Saúde
Em 2023, o Ministério da Saúde registrou que o Rio Grande do Sul possui 153 municípios
sem prestação de atendimento médico privado. Nessas áreas, a população depende
exclusivamente dos serviços da rede pública de saúde. O estado, classificado como o
sétimo com o maior número de estabelecimentos hospitalares, contava, em dezembro de
2023, com 332 desses estabelecimentos distribuídos por 226 dos 497 municípios. Entre
esses hospitais, havia 21 especializados, 293 gerais e 18 de dia, conforme o Cadastro
Nacional de Estabelecimentos de Saúde do DATASUS.
O panorama epidemiológico relacionado ao saneamento básico revela uma forte ligação
entre as condições de saúde da população e a qualidade dos serviços de saneamento. Áreas
com acesso inadequado à água potável, sistemas sanitários deficientes e gestão
inadequada de resíduos enfrentam desafios significativos em termos de saúde pública,
incluindo doenças transmitidas pela água e infecções gastrointestinais.
A Lista Morb. CID-10, disponível no DATASUS, oferece um detalhamento abrangente
sobre a morbidade hospitalar no SUS, categorizada por local de internação. Esta base de
dados é essencial para a análise epidemiológica e para o planejamento de intervenções de
saúde pública, permitindo identificar padrões de doenças e sua distribuição geográfica.
Utilizando essa fonte, coletamos informações específicas sobre “Doenças relacionadas ao
saneamento (ambiental) inadequado (DRSA )”, listadas de acordo com SOUZA et al.
(2015) da seguinte forma: • Doenças de transmissão feco-oral: o Diarreias; o Febres entéricas; o Hepatite A;
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• Doenças transmitidas por inseto vetor: o Dengue; o Febre Amarela; o Leishmanioses; o Filariose linfática; o Malária; o Doença de Chagas; • Doenças transmitidas através do contato com a água: o Esquistossomose; o Leptospirose; • Doenças relacionadas com a higiene o Doenças dos olhos; o Doenças de pele; • Geohelmintos e teníases o Helmintíases; o Teníases.
Para o período de abril de 2024, foram registradas 1.936 internações no estado do Rio
Grande do Sul relacionadas a diferentes DRSAI
1
. Esse número abrange 176 municípios
do estado, dos quais 155 são atendidos pela CORSAN.
A média de internações do município em estudo está apresentada no Quadro 25.
1
Cólera, Shiguelose, Amebíase, Diarreia e gastroenterite origem infecc presumível, Outras doenças
infecciosas intestinais, Leptospirose icterohemorrágica, Outras formas de leptospirose, Leptospirose não
especificada, Tracoma, Febre amarela, Dengue [dengue clásssico], Outras hepatites virais, Malária por
Plasmodium falciparum, Malária por Plasmodium vivax, Malária por Plasmodium malariae, Outras formas
malária conf exames parasitológ, Malária não especificada, Leishmaniose visceral, Leishmaniose cutânea,
Leishmaniose cutâneo-mucosa, Leishmaniose não especificada, Esquistossomose, Equinococose,
Ancilostomíase, Outras helmintíases, Outras doenças infecciosas e parasitárias.
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Quadro 25
– Média de internação por DRSAI em abril de 2024.
Município População total (IBGE 2022) Internações Percentual de internações
Montenegro 64.322 4 0,006%
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e DATASUS (2024).
2.4.1.5. Educação
Conforme informações disponibilizadas pelo IBGE 2023, a taxa de escolarização de 6 a
14 anos no estado do Rio grande do Sul era de 99,5%, enquanto a taxa de analfabetismo
da população de 15 anos era de 2,7%.
Com base no censo do IBGE de 2022, foi possível identificar a média da taxa de
alfabetização do município em estudo, conforme demonstrado no Quadro 26.
Quadro 26
– Taxa de alfabetização do município
– 2022.
Município Taxa de alfabetização (%)
Montenegro 97,14
Fonte: Adaptado de IBGE (2022).
2.4.1.6. Uso e ocupação do solo
A definição do uso e ocupação do solo está diretamente ligada às regulamentações que
governam a densidade populacional, as atividades permitidas, os mecanismos de controle
das construções e a subdivisão do solo.
Esses componentes compõem o regime urbanístico, que visa garantir o desenvolvimento
urbano de forma equilibrada e sustentável. Dentro desse contexto, uma das categorias
essenciais é a classificação do território em zonas urbanas e rurais (VAZ, 2006).
De acordo com o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra conduzido pelo IBGE
(2020), no estado do Rio Grande do Sul, o solo apresenta 11 (onze) categorias distintas.
Segundo os dados, as classes predominantes nos municípios do estado são, em ordem de
extensão maior, a categoria de "Área Agrícola", seguida pela categoria de "Vegetação
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Campestre", e então pela categoria de "Mosaico de Ocupações em Área Florestal",
conforme ilustrado na Figura 15.
O Quadro 27 também oferece uma descrição detalhada das categorias de uso e cobertura
do solo.
Quadro 27
– Classificação uso e cobertura do solo.
Classificação Descrição
Área artificial
Áreas onde predominam superfícies antrópicas não-agrícolas. São aquelas
estruturadas por edificações e sistema viário, nas quais estão incluídas as
metrópoles, cidades, vilas, as aldeias indígenas e comunidades quilombolas, áreas
ocupadas por complexos industriais e comerciais e edificações que podem, em
alguns casos, estar situadas em áreas peri-urbanas. Também pertencem a essa classe
as áreas onde ocorrem a exploração ou extração de substâncias minerais, por meio
de lavra ou garimpo.
Área Agrícola
Área caracterizada por lavouras temporárias, semi-perenes e permanentes, irrigadas
ou não, sendo a terra utilizada para a produção de alimentos, fibras, combustíveis e
outras matérias-primas. Segue os parâmetros adotados nas pesquisas agrícolas do
IBGE e inclui todas as áreas cultivadas, inclusive as que estão em pousio ou
localizadas em terrenos alagáveis. Pode ser representada por zonas agrícolas
heterogêneas ou extensas áreas de plantations. Inclui os tanques de aquicultura.
Pastagem com Manejo
Áreas destinadas ao pastoreio do gado e outros animais, com vegetação herbácea
cultivada (braquiária, azevém, etc) ou vegetação campestre (natural), ambas
apresentando interferências antrópicas de alta intensidade. Estas interferências
podem incluir o plantio; a limpeza da terra (destocamento e despedramento);
eliminação de ervas daninhas de forma mecânica ou química (aplicação de
herbicidas); gradagem; calagem; adubação; entre outras que descaracterizem a
cobertura natural.
Mosaico de Ocupações
em Área Florestal
Área caracterizada por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura
associada ou não a remanescentes florestais, na qual não é possível uma
individualização de seus componentes. Inclui também áreas com perturbações
naturais e antrópicas, mecânicas ou não mecânicas, que dificultem a caracterização
da área.
Silvicultura
Área caracterizada por plantios florestais de espécies exóticas ou nativas como
monoculturas. Segue os parâmetros adotados nas pesquisas de extração vegetal e
silvicultura do IBGE.
Vegetação Florestal
Área ocupada por florestas. Consideram-se florestais as formações arbóreas com
porte superior a 5 metros de altura, incluindo-se aí as áreas de Floresta Ombrófila
Densa, de Floresta Ombrófila Aberta, de Floresta Estacional, além da Floresta
Ombrófila Mista. Inclui outras feições em razão de seu porte superior a 5 m de
altura, como a Savana Florestada, Campinarana Florestada, Savana-Estépica
Florestada, os Manguezais e os Buritizais, conforme o Manual Técnico de Uso da
Terra (IBGE, 2013).
Área Úmida
Área caracterizada por vegetação natural herbácea ou arbustiva (cobertura de 10%
ou mais), permanentemente ou periodicamente inundada por água doce ou salobra.
Inclui os terrenos de charcos, pântanos, campos úmidos, estuários, entre outros. O
período de inundação deve ser de no mínimo 2 meses por ano. Pode ocorrer
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Classificação Descrição
vegetação arbustiva ou arbórea, desde que estas ocupem área inferior a 10% do
total.
Vegetação Campestre
Área caracterizada por formações campestres. Entende-se como campestres as
diferentes categorias de vegetação fisionomicamente bem diversas da florestal, ou
seja, aquelas que se caracterizam por um estrato predominantemente arbustivo,
esparsamente distribuído sobre um estrato gramíneo-lenhoso. Incluem-se nessa
categoria as Savanas, Estepes, Savanas-Estépicas, Formações Pioneiras e Refúgios
Ecológicos. Encontram-se disseminadas por diferentes regiões fitogeográficas,
compreendendo diferentes tipologias primárias: estepes planaltinas, campos
rupestres das serras costeiras e campos hidroarenosos litorâneos (restinga),
conforme o Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE, 2013). Essas áreas podem
estar sujeitas a pastoreio e a outras interferências antrópicas de baixa intensidade
como as áreas de pastagens não manejadas do Rio Grande do Sul e do Pantanal.
Mosaico de Ocupações
em Área Campestre
Área caracterizada por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura
associada ou não a remanescentes campestres, na qual não é possível uma
individualização de seus componentes. Inclui também áreas com perturbações
naturais e antrópicas, mecânicas ou não mecânicas, que dificultem a caracterização
da área.
Corpo d'água Continental
Inclui todas as águas interiores, como rios, riachos, canais e outros corpos d’água
lineares. Também engloba corpos d’água naturalmente fechados (lagos naturais) e
reservatórios artificiais (represamentos artificiais de água construídos para
irrigação, controle de enchentes, fornecimento de água e geração de energia
elétrica). Não inclui os tanques de aquicultura.
Corpo d'água Costeiro Inclui as águas inseridas nas 12 milhas náuticas, conforme Lei nº 8.617, de 4 de
janeiro de 1993.
Área Descoberta
Esta categoria engloba locais sem vegetação, como os afloramentos rochosos,
penhascos, recifes e terrenos com processos de erosão ativos. Também inclui as
praias e dunas, litorâneas e interiores, e acúmulo de cascalho ao longo dos rios.
Fonte: IBGE (2020).
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Figura 15
– Distribuição das classes de cobertura e uso do solo ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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No que diz respeito ao município em estudo, o Quadro 28 apresenta uma análise
detalhada das categorias de uso e cobertura do solo em seu território.
Quadro 28
– Distribuição do uso e cobertura do solo do município.
Município Uso e cobertura do solo Cobertura territorial
Montenegro
Área Artificial 4,33%
Área Agrícola 0,72%
Pastagem com Manejo 2,30%
Mosaico de Ocupações em Área Florestal 85,56%
Silvicultura 3,36%
Vegetação Florestal 0,69%
Vegetação Campestre 0,01%
Mosaico de Ocupações em Área Campestre 3,03%
Fonte: Elaboração própria (2024).
2.4.2. Aspectos econômicos
A consideração dos aspectos econômicos é essencial para garantir que as propostas e
estratégias sejam viáveis e sustentáveis. A dimensão econômica influencia diretamente a
capacidade de implementação e a eficácia dos sistemas de saneamento, impactando a
qualidade de vida da população e a integridade ambiental.
2.4.2.1. Atividades e vocações econômicas
A análise da atividade e vocação econômica é crucial para entender o desenvolvimento
regional e orientar políticas públicas eficazes. Este tópico aborda a distribuição e a
concentração das principais atividades econômicas no Rio Grande do Sul, destacando os
setores de maior relevância para a economia estadual, como agropecuária, indústria e
serviços. Além disso, examina a vocação econômica dos municípios, evidenciando as
áreas de especialização e potencial de crescimento econômico.
De acordo com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Governo do Rio
Grande do Sul os 3 (três) principais setores econômicos responsáveis pela produção de
bens e serviço são: Agropecuária, Indústria e Serviços.
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Para o ano de 2023 o setor da agropecuária foi o que mais cresceu, seguido pelo setor de
serviços. A Figura 16 apresenta as taxas de crescimento acumuladas no ano do PIB, dos
impostos e do Valor Adicionado Bruto (VAB), total e por atividades, do Rio Grande do
Sul e do Brasil
— 2023/2022
Figura 16
– Taxas de crescimento acumuladas
– 2023/2022.
Fonte: SPGG-RS/DEE (2023).
O Quadro 29 apresenta o VAB para o município em estudo, abrangendo os setores de
Agropecuária, Indústria e Serviços, excluindo Administração, Defesa, Educação, Saúde
Públicas e Seguridade Social.
Quadro 29
– VAB dos setores do município
– 2021.
Município
VAB da Agropecuária,
a preços correntes
(R$ 1.000)
VAB da Indústria,
a preços correntes
(R$ 1.000)
VAB dos Serviços,
a preços correntes
(R$ 1.000)
Montenegro 130.558,42 2.376.130,74 1.700.793,34
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023).
2.4.2.2. Caracterização do mercado de trabalho
De acordo com dados do Atlas de Desenvolvimento Humano de 2010, a maioria da
população ocupada está no setor de serviços, seguido pelos setores de agropecuária e
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indústria de transformação. O Figura 17 ilustra o percentual da população ocupada do
município em estudo em cada setor para o ano de 2010.
Figura 17
– Percentual de ocupação no município
– 2010.
Fonte: Adaptado de Atlas de Desenvolvimento Humano (2010).
2.4.2.3. Panorama fiscal
Segundo a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do Rio Grande do
Sul, o PIB per capita do estado em 2023 foi de R$ 55.454, o que representa um aumento
de 10,5% em relação ao PIB per capita do Brasil.
O Departamento de Economia e Estatística (DEE) da SPGG elabora o relatório do PIB,
com uma defasagem de dois anos devido à disponibilidade de dados do IBGE. Em 2021,
o PIB do Rio Grande do Sul cresceu 9,3% após uma retração de 7,3% em 2020. O VAB
aumentou 9,5%, e os impostos, 7,7%. Esse foi o maior crescimento entre as 27 unidades
da Federação, impulsionado pela expansão da agropecuária (53,0%), da indústria (8,1%)
e dos serviços (4,4%). Em 2021, o PIB per capita do estado cresceu 8,9%, atingindo R$
50.693,51, 20% acima da média nacional, posicionando o Estado na sexta posição
nacionalmente.
10
,35
0,2
24
,11
1,01
7,
14
,17
40
, 4
05
10
15
20
25
30
35
40
45
Setor
agropecuário
Setor extrativo
mineral
nd stria de
transformação
Serviços
industriais de
utilidade p blica
Setor de
construção
Setor comércio Setor de serviços
Montenegro
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O PIB municipal e o per capita do município em estudo está sendo apresentado no
Quadro 30.
Quadro 30
– PIB municipal e per capita do município
– 2021.
Município PIB municipal a preços correntes
(R$ 1.000)
PIB per capita a preços correntes
(R$ 1,00)
Montenegro 5.752.330,07 86.949,68
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023).
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3. DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA EXISTENTE
De acordo com a Lei Federal nº 11.445/2007, o abastecimento de água potável e o
esgotamento sanitário constituem pilares fundamentais para garantir a saúde pública, o
bem-estar das comunidades e o desenvolvimento econômico e social. O abastecimento
de água potável envolve um conjunto de atividades, infraestruturas e instalações
necessárias para captar, tratar e distribuir água de qualidade à população, abrangendo
desde a captação até as ligações prediais e os instrumentos de medição.
No Brasil, os sistemas de abastecimento de água podem ser classificados como isolados,
quando atendem a um único manancial e localidades específicas, ou integrados, quando
abastecem simultaneamente múltiplos municípios utilizando um ou mais mananciais.
A eficiência desses sistemas é essencial para prevenir doenças de veiculação hídrica e
promover a melhoria da qualidade de vida, reduzindo desigualdades regionais. Da mesma
forma, o sistema de esgotamento sanitário desempenha um papel crucial na promoção da
saúde pública e na preservação ambiental, ao assegurar o afastamento, transporte,
tratamento e destinação final dos esgotos gerados pela população. A implementação
adequada contribui diretamente para a prevenção de doenças e a proteção dos recursos
naturais, mitigando os impactos negativos decorrentes do descarte inadequado de esgotos.
Neste contexto, este capítulo apresentará um diagnóstico da infraestrutura existente,
analisando o sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município.
3.1. Abastecimento de água
O sistema de abastecimento de água é composto por um sistema de captação superficial,
sistemas de bombeamento de água bruta e água tratada, duas estações de tratamento de
água, reservatórios de água tratada e redes de distribuição de água para população.
Atualmente, Montenegro abastece cerca de 25.123 economias.
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3.1.1. Captação superficial
O SAA de Montenegro é composto dois sistemas de captação de água bruta que aduzida
no Rio Caí através de bombeamento.
As captações ficam nas seguintes coordenadas: ▪ Captação 1: -29.697725; -51.459010; ▪ Captação 2: -29.669156; -51.428158.
3.1.2. Estação de tratamento de água
O sistema possui duas estações de tratamento de água, ambas convencionais, onde a água
recebe tratamento por tecnologia de ciclo completo, com as etapas de mistura rápida,
coagulação, floculação, sedimentação, filtração, desinfecção e fluoretação. Junto às ETAs
há o laboratório físico-químico e microbiológico onde são realizadas análises da água
bruta, do processo, tratada na saída da ETA e na rede de distribuição.
A ETA I está localizada na coordenada 29°41'24.88"S, 51°27'53.23"O e a ETA II na
coordenada 29°40'4.27"S, 51°26'2.83"O.
3.1.3. Reservação
O sistema de abastecimento de água possui sete reservatórios listados no quadro a seguir.
Quadro 31
– Reservatórios do SAA.
Reservatório Endereço Tipo Capacidade (m³)
R01 ETA II Enterrado 1000
R02 ETA II Elevado 250
R03 ETA I Enterrado 900
R04 ETA I Apoiado 1000
R05 ETA I Semi-enterrado 1000
R06 ETA I Apoiado 1000
R08 ETA I Enterrado 150
Fonte: Elaboração própria (2024).
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3.1.4. Estações de bombeamento de água
Além das duas estações de água bruta nas captações, existem outras estações de água
tratada. ▪ ETA-II - EBAT-02 recalca a água para a ETA I e EBAT-03 que recalca para a
rede da Zona Média;
▪ ETA
-I - EBAT-02 recalca a água para o reservatório da Zona Média e para a rede
da Zona Média e EBAT-03 recalca para o reservatório da Zona Alta e rede da
Zona Alta.
3.1.5. Rede de distribuição de água
A rede de distribuição tem, aproximadamente, 233 km de extensão.
Quadro 32
– Tipos de rede e material.
Material Diâmetro (mm) Extensão (m)
FC 100 1.220
FC 125 1.815
FC 150 3.380
FC 200 1.560
FC 250 3.705
FC 300 11
FC 400 1.235
FºFº 50 70
FºFº 75 170
FºFº 150 2.215
FºFº 200 2.370
FºFº 250 5.320
FºFº 300 800
FºFº 400 1.060
FºFº 500 27
FºFº 600 70
PVC 20 158
PVC 25 323
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Material Diâmetro (mm) Extensão (m)
PVC 32 4.175
PVC 40 1.880
PVC 50 149.490
PVC 60 500
PVC 75 16.680
PVC 100 9.830
PVC 110 1.350
PVC 150 4.600
PVC 250 1.430
PVC 300 380
PVC 400 10
PVC DEFOFO 150 4.720
PVC DEFOFO 200 5.250
PVC DEFOFO 250 6.110
PVC DEFOFO 300 1.365
Fonte: Elaboração própria (2024).
3.1.6. Fluxograma esquemático do sistema
Nas figuras a seguir, é possível verificar o fluxograma do SAA.
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69
Figura 18
– Fluxograma do SAA (1).
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 19
– Fluxograma do SAA (2).
Fonte: Centro Operacional Integrado (2024).
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3.1.7. Identificação dos pontos vulneráveis
Os pontos vulneráveis encontram-se descritos a seguir. ▪ Manancial superficial/subterrâneo; ▪ Ponto de captação de água bruta junto ao manancial; ▪ Estações de bombeamento de água bruta e água tratada (EBAB e EBAT); ▪ Estação de tratamento de água; ▪ Rede de distribuição de água – pontos críticos de abastecimento.
Os pontos encontram-se apresentados na figura a seguir.
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Figura 20
– Pontos vulneráveis do SAA (1).
Captações, ETAs e EBAs.
Fonte: Google Earth (2024).
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Figura 21
– Pontos vulneráveis do SAA (2).
Fonte: Google Earth (2024).
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3.1.8. Identificação das áreas com maior demanda
A área com maior demanda no município é a região central com 4.060 imóveis com 5.641
economias, indicada na figura abaixo.
Figura 22
– Área com maior demanda.
Fonte: Google Earth (2024).
3.2. Esgotamento sanitário
O município não possui um sistema de esgotamento sanitário operado pela CORSAN.
Atualmente, o esgotamento sanitário é realizado no município por meio de soluções
individuais nos domicílios.
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4. OBJETIVOS E METAS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS
A universalização dos serviços de saneamento básico é um compromisso fundamental
para promover a saúde pública, a dignidade humana e a sustentabilidade ambiental. No
contexto do Plano, estabelecer objetivos claros e metas mensuráveis é essencial para
orientar as ações e investimentos necessários à expansão e melhoria dos serviços de
abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Este capítulo apresenta os objetivos estratégicos e as metas específicas que nortearão as
políticas públicas e as iniciativas regionais de saneamento básico. Os objetivos definidos
visam atender às diretrizes nacionais de saneamento, garantindo a equidade no acesso aos
serviços e promovendo a eficiência operacional dos sistemas. As metas, por sua vez, são
delineadas com base em diagnósticos detalhados das condições atuais, considerando as
particularidades de cada município e as demandas da população.
Ao longo deste capítulo, serão apresentados os indicadores de desempenho e os prazos
para o alcance das metas, bem como as estratégias para superar os desafios e obstáculos
que possam surgir.
4.1. Projeção populacional
As projeções populacionais desempenham um papel fundamental no planejamento
abrangente de políticas públicas voltadas para o bem-estar social, desenvolvimento
econômico e, especificamente, para a execução eficaz de projetos de saneamento básico.
No contexto desses projetos, a projeção populacional emerge como uma ferramenta
indispensável, fornecendo insights cruciais para o dimensionamento adequado das
infraestruturas necessárias, além de servir como base para o cálculo das demandas futuras.
A confiabilidade dessas projeções é um elemento central em estudos dessa natureza. Para
alcançar esse nível de confiança, é imperativo realizar uma análise abrangente e
interdisciplinar dos cenários passado, presente e futuro da população em questão. Isso
não apenas demanda uma compreensão profunda das variáveis que interagem com a
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população ao longo do tempo, mas também exige uma perfeita adequação dos métodos
empregados no cálculo das projeções aos dados disponíveis.
A complexidade inerente à elaboração dessas projeções é evidente, especialmente devido
à necessidade de uma análise cuidadosa das variáveis que interagem com a população em
um determinado espaço geográfico ao longo do tempo projetado. Dado que as projeções
se relacionam com o futuro, é crucial considerar a incerteza, mesmo quando há
informações históricas detalhadas e confiáveis disponíveis sobre a população em estudo.
O levantamento dos dados essenciais para a realização deste estudo populacional foi
conduzido por meio das principais fontes de informações neste campo, com destaque para
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa abordagem assegura uma
base sólida e atualizada para a projeção, incorporando dados confiáveis que são essenciais
para a precisão e utilidade do planejamento futuro.
4.1.1. Método utilizado para projeções populacionais
O IBGE tem a responsabilidade de publicar, até 31 de agosto de cada ano, as estimativas
populacionais para estados e municípios. Essas estimativas são de extrema importância,
pois servem de base para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados e Distrito
Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mecanismos
fundamentais na política fiscal brasileira, que redistribuem receitas tributárias para
promover o equilíbrio socioeconômico entre as diferentes regiões do país
As estimativas populacionais são calculadas utilizando o método matemático AiBi, um
modelo que se baseia na análise de tendências de crescimento populacional de um
determinado município entre dois censos demográficos consecutivos. Este método
também leva em consideração a tendência de crescimento de uma área geográfica
hierarquicamente superior, como o estado ou a Unidade da Federação (UF) em que o
município está inserido. As UFs são projetadas pelo método das componentes
demográficas, que inclui variáveis como natalidade, mortalidade e migração.
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Segundo a nota metodológica n. 01 do IBGE, a população estimada de uma Unidade da
Federação em um dado momento
𝑡 representada como 𝑃(𝑡). Essa população é dividida
em
𝑛 áreas menores, geralmente municípios, onde a população de cada área
𝑖 no tempo
𝑡
é denotada por 𝑃𝑖(𝑡).
A soma das populações dessas áreas menores deve igualar a população total da Unidade
da Federação:
𝑃𝑖 (𝑡); 𝑖 = 1,2,3. . . 𝑛
𝑃
(
𝑡
) = ∑ 𝑃𝑖
(𝑡)
𝑛
𝑖=1
O método AiBi parte da hipótese de que a população de uma área menor
𝑖 em um tempo
𝑡 pode ser expressa como uma função linear da população da área maior (a Unidade da
Federação), ajustada por dois coeficientes: a
𝑖 e 𝑏𝑖. A equação para a população projetada
𝑃𝑖(𝑡) de uma área
𝑖 é dada por:
𝑃𝑖 (𝑡) = 𝑎𝑖 𝑃(𝑡) + 𝑏𝑖
Onde: ▪
a
𝑖 é o coeficiente de proporcionalidade do incremento da população da área menor
𝑖 em relação ao incremento da população da área maior;
▪
b
𝑖 é o coeficiente linear de correção, que ajusta as diferenças específicas de
crescimento entre as áreas menores e a área maior.
Os coeficientes a
𝑖 e b
𝑖 são determinados a partir de dados coletados entre os dois últimos
censos demográficos. Para definir esses coeficientes, o método utiliza as populações
registradas nos censos nos tempos t0 e t1. A partir da resolução de um sistema de equações
baseado nos valores populacionais dos censos, obtém-se:
𝑎𝑖 =
𝑃𝑖 (𝑡1) – 𝑃𝑖 (𝑡0)
𝑃 (𝑡1) – 𝑃 (𝑡0)
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𝑏𝑖 = 𝑃𝑖 (𝑡0) – 𝑎𝑖 𝑃 (𝑡0)
O princípio subjacente ao método AiBi é que as populações dos domínios menores, como
os municípios, constituem uma função linear da população do domínio maior, como o
estado ou a Unidade da Federação. No entanto, uma das desvantagens do método é a
possibilidade de gerar estimativas de população negativa para algumas áreas. Isso pode
ocorrer em regiões onde o coeficiente 𝑎𝑖 assume um valor extremamente baixo ou
negativo, indicando uma tendência de declínio populacional em relação ao crescimento
da área maior.
Para mitigar esse problema, alternativas metodológicas podem ser empregadas. Uma
solução proposta por Frias (1987) envolve a separação das áreas com taxas de crescimento
positivas e negativas, permitindo um ajuste mais preciso das estimativas. Outra
abordagem é o uso de correções manuais para evitar populações negativas, garantindo a
consistência e a plausibilidade das projeções.
4.1.2. Objetivos, metas e indicadores
O Plano visa criar um quadro coerente de ações e investimentos que, ao longo do tempo,
conduzam à universalização dos serviços de saneamento, melhorando a saúde e a
qualidade de vida da população e assegurando a sustentabilidade ambiental e econômica
das operações.
Desta forma foram definidos os seguintes objetivos específicos, para os sistemas de
abastecimento de água e esgotamento sanitário: ▪ Melhoria e expansão do abastecimento de água e esgotamento sanitário, a fim de
garantir a universalização ao acesso a água potável e cobertura do esgotamento
sanitário;
▪ Garantir o acesso de qualidade aos serviços de abastecimento de água.
Para atingir os objetivos estabelecidos, tem-se as seguintes metas:
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▪ Universalização: alcançar a meta de 99% de cobertura de água e 90% de cobertura
de esgoto, até 2033, conforme a Lei Federal nº 14.026/20, mantendo esta cobertura
até 2062.
Para garantir o acompanhamento eficaz das metas estabelecidas no Plano, é fundamental
a utilização de indicadores de desempenho. Esses indicadores proporcionarão uma
avaliação contínua e objetiva do progresso em direção aos objetivos definidos, permitindo
ajustes necessários ao longo do processo.
Por meio da medição sistemática da cobertura dos sistemas, será possível monitorar a
eficiência e a eficácia das ações implementadas. É relevante destacar que os indicadores
apresentados estão em conformidade com aqueles previstos nos contratos de concessão
de serviço público assinados por cada município.
A seguir, serão apresentados os principais indicadores a serem acompanhados.
4.1.2.1. Metodologia do cálculo
A metodologia de cálculo das metas de universalização dos serviços de abastecimento de
água e esgotamento sanitário é fundamental para garantir que os objetivos de cobertura e
eficiência sejam alcançados de maneira precisa e sustentável. Este item tem como
propósito detalhar os critérios e procedimentos utilizados para determinar as metas de
universalização, assegurando que todas as áreas de prestação dos serviços sejam
devidamente atendidas.
A abordagem considera as características específicas de cada região, incluindo a exclusão
de imóveis localizados em áreas irregulares ou com baixa densidade populacional, e leva
em conta tanto as economias factíveis quanto as soluções individuais de coleta e
tratamento de esgoto sanitário. Através desta metodologia, busca
-se promover a
transparência e a eficácia no planejamento e na execução das ações necessárias para a
universalização dos serviços de saneamento básico.
A metodologia leva em consideração, portanto, os seguintes tópicos:
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▪ Área de prestação dos serviços; ▪ A exclusão dos imóveis localizados em áreas irregulares e imóveis localizados em
áreas cuja densidade seja abaixo de 1 (uma) ligação para cada 20m (vinte metros)
de rede;
▪ Economias factíveis são as unidades consumidoras ou domicílios com
disponibilidade para serem conectados às redes públicas de abastecimento de água
e esgotamento sanitário.
▪ Soluções individuais de coleta e tratamento de esgoto sanitário existentes na área
de prestação dos serviços.
4.1.2.2. Nível de universalização dos serviços de água
Acompanha a cobertura dos serviços de abastecimento de água do município, aplicando
o NUA, seguindo a fórmula:
𝑁𝑈𝐴 =
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 Á𝑔𝑢𝑎
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais de água: número de economias residenciais que
possuem acesso aos serviços de abastecimento de água, na área da prestação dos
serviços, incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a
partir dos cadastros comercial e operacional da Concessionária;
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade
técnica para serem conectados à rede de abastecimento de água na Área de
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios
estimados pelo IBGE.
O instrumento de delegação dos serviços à Concessionária apresenta as metas
intermediária e de universalização de cobertura do serviço de esgotamento sanitário do
município, as quais são incorporadas automaticamente a este Plano.
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4.1.2.3. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário
Acompanha a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário para cada município,
aplicando o NUE, seguindo a fórmula:
𝑁𝑈𝐸 =
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais esgoto: número de economias residenciais que possuem
acesso aos serviços de esgotamento sanitário na Área de Prestação dos Serviços,
incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a partir dos
cadastros comercial e operacional da Concessionária;
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade
técnica para serem conectados à rede de esgotamento sanitário na Área de
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios
estimados pelo IBGE e não deverá incluir domicílios em soleira baixa ou qualquer
outra impossibilidade técnica de conexão.
O instrumento de delegação dos serviços à Concessionária apresenta as metas
intermediária e de universalização de cobertura do serviço de esgotamento sanitário do
município, as quais são incorporadas automaticamente a este Plano.
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82
5. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
Os programas, projetos e ações são essenciais para atingir as metas estabelecidas, que
devem ser compatíveis com os Planos Plurianuais e outros planos governamentais,
conforme a Lei Federal nº 14.026/2020. No entanto, a falta de instrumentos municipais
como o Plano Diretor e a ausência de detalhes sobre os componentes do saneamento
básico complicam o planejamento.
Apesar disso, o Plano Regional de Água e Esgoto representa um passo importante para a
universalização eficiente do saneamento básico regional. A integração dos diversos
instrumentos de planejamento e a identificação de fontes de financiamento são cruciais
para a sustentabilidade dessas proposições.
Para atingir as metas de cobertura, redução de perdas e qualidade nos serviços de
abastecimento de água e esgotamento sanitário, é necessário, portanto, um programa de
investimentos amplo e abrangente.
5.1. Premissas e diretrizes
A definição dos programas, projetos e ações perpassa pelo entendimento de cada
conceito. De acordo com Galvão Júnior et al. (2010), os programas referem-se ao esboço
geral de finalidade abrangente, determinando táticas e métodos de maneira estratégica,
sendo possível concretizar as metas e objetivos. Já os projetos são entendidos como
elementos de cada programa, podendo ser ou não ligados a outros programas, dentro de
um mesmo projeto. Por fim, as ações são específicas a cada projeto, tendo foco na
execução.
Os programas, projetos e ações aqui definidos, levaram em consideração o diagnóstico
do município, operado pela CORSAN. Para isso foram consideradas as demandas pelos
serviços de saneamento básico, bem como a dinâmica populacional, além de outros
fatores que poderiam dificultar a universalização dos serviços de abastecimento de água
e esgotamento sanitário.
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83
Neste sentido, para alcançar os objetivos e metas de universalização, são propostos
programas, projetos e ações.
As medidas a serem implementadas são divididas em estruturais e estruturantes e levam
em consideração a disponibilidade orçamentária, viabilidade técnica, bem como as
obrigações específicas constantes nos contratos de concessão.
Dessa forma, as medidas estruturais dizem respeito às intervenções no ambiente físico,
sendo fundamentais para assegurar a universalização dos serviços de abastecimento de
água e esgotamento sanitário. Por outro lado, as medidas estruturantes referem-se a
aspectos gerenciais, essenciais para o suporte e a eficácia na prestação desses serviços.
5.2. Abastecimento de água
5.2.1. Programa, projetos e ações estruturais
A garantia de um sistema eficiente de abastecimento de água é fundamental para a saúde
pública e o bem-estar da população. Para atingir esse objetivo, é necessário implementar
uma série de ações estratégicas e estruturais que assegurem a captação, tratamento,
armazenamento e distribuição da água de maneira eficaz e sustentável. Essas ações devem
ser planejadas e executadas de forma integrada, considerando a diversidade de contextos
regionais e a necessidade de preservar os recursos hídricos.
A implementação de tecnologias avançadas, a modernização da infraestrutura existente e
a gestão eficiente dos recursos são pilares essenciais para o sucesso dessas iniciativas.
O Quadro 33 apresenta a consolidação dos programas e ações para os sistemas de
abastecimento de água, oferecendo uma visão abrangente das diretrizes propostas. No
entanto, é fundamental ressaltar que cada município possui suas próprias necessidades,
sendo as ações ajustadas conforme suas metas contratuais e cronogramas operacionais,
de modo a assegurar o cumprimento dos objetivos e a implementação das melhorias
necessárias.
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Quadro 33
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de abastecimento de
água.
Programa Projetos Ações Responsável
Expansão e
Implantação
das
Infraestruturas
Implantação
dos Sistemas
de
Abastecimento
de Água
Implantação dos sistemas de captação de água.
Concessionária
Implantação dos sistemas de adução de água (bruta e/ou
tratada).
Implantação dos sistemas de bombeamento de água.
Implantação dos sistemas de tratamento de água.
Implantação dos sistemas de reservação de água.
Implantação dos sistemas de distribuição de água.
Implantação dos sistemas de tratamento de lodo.
Implantação dos sistemas de interconexão do abastecimento
com as unidades consumidoras (conexões, ramal de ligação
etc.).
Implantação dos parques de hidrômetros.
Expansão dos
Sistemas de
Abastecimento
de Água
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de captação de água.
Concessionária
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de adução de água
(bruta e/ou tratada).
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de bombeamento de
água.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento de
água.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de reservação de
água.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de distribuição de
água.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento de
lodo.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de interconexão do
abastecimento com as unidades consumidoras (conexões,
ramal de ligação etc.).
Implantação e/ou ampliação dos parques de hidrômetros.
Expansão e
Implantação
das
Infraestruturas
Melhorias
Operacionais
e Substituições
dos Sistemas
de
Abastecimento
de Água
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
captação de água.
Concessionária
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
adução de água (bruta e/ou tratada).
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
bombeamento de água.
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
tratamento de água.
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
reservação de água.
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
distribuição de água.
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Programa Projetos Ações Responsável
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
tratamento de lodo.
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
interconexão do abastecimento com as unidades consumidoras
(conexões, ramal de ligação etc.).
Execução de melhorias e/ou substituições dos parques de
hidrômetros.
Fonte: Elaboração própria (2024).
5.2.2. Programa, projetos e ações estruturantes
O programa estruturante para os sistemas de abastecimento de água tem como objetivo
garantir a eficiência, a segurança e a sustentabilidade no fornecimento de água potável,
promovendo ações que abrangem desde a organização técnica até o controle da qualidade
dos serviços prestados.
Para atingir esses objetivos, os programas estão divididos em cinco áreas principais,
conforme apresenta o Quadro 34.
Quadro 34
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de abastecimento
de água.
Programa Projeto Ação Responsável
Governança
Operacional e
Gestão de
Dados
Regularização,
Capacitação e
Monitorament
o
Regularização e monitoramento das licenças e outorgas para
que todas os sistemas de abastecimento de água estejam em
conformidade com as normas legais, assegurando a
continuidade e expansão dos serviços de forma regularizada.
Concessionári
a
Prover treinamento contínuo e atualização para os
profissionais envolvidos na operação e manutenção do sistema
de abastecimento, assegurando que estejam preparados para
lidar com desafios técnicos e operacionais.
Elaborar estudos técnicos que subsidiem a criação de projetos
para a modernização e ampliação da infraestrutura,
aumentando a eficiência do sistema de abastecimento.
Implementar um sistema de informações para monitorar a
eficiência do abastecimento de água, identificando possíveis
melhorias e otimizações no processo.
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Programa Projeto Ação Responsável
Integração e
Atualização de
Dados
Cadastrais e
Operacionais
Atualização contínua das informações cadastrais dos usuários
e redes de abastecimento e seus dispositivos especiais
(válvulas, ventosas, registros, hidrantes e conexões),
garantindo que essas informações sejam constantemente
atualizadas e acessíveis para a gestão operacional.
Concessionári
a
Gestão
Eficiente de
Recursos
Hídricos e
Energéticos
Eficiência
Operacional e
Controle de
Perdas
Identificar e combater as perdas de água nos sistemas, por
meio de tecnologia de detecção de vazamentos, controle de
fraudes e manutenção preventiva.
Concessionári
a
Resiliência
Hídrica
Identificar e combater as ligações irregulares em soluções
individuais de abastecimento (sem a devida outorga),
assegurando a garantia de uso dos recursos hídricos conforme
normas legais.
Prefeitura
Municipal e
Concessionári
a
Otimização
Energética
Implementar tecnologias e processos que aumentem a
eficiência energética nos sistemas de bombeamento,
tratamento e distribuição de água, com a modernização de
equipamentos e incorporação de fontes renováveis.
Concessionári
a
Segurança e
Monitorament
o da Água
Tratada
Controle da
Qualidade da
Água Tratada
Sistema de monitoramento para garantir o controle contínuo
da qualidade da água, de acordo com as exigências das
autoridades, para assegurar a conformidade com os padrões
estabelecidos.
Concessionári
a
Fonte: Elaboração própria (2024).
5.3. Esgotamento sanitário
5.3.1. Programa, projetos e ações estruturais
O desenvolvimento de um sistema eficiente de esgotamento sanitário é vital para
assegurar a saúde pública e a preservação ambiental. Para isso, é essencial implementar
ações coordenadas que abrangem desde a coleta dos esgotos até seu tratamento e
disposição final. A construção e a modernização da infraestrutura de esgotamento
sanitário são fundamentais para garantir que os resíduos sejam tratados adequadamente,
evitando a contaminação dos corpos d'água e do solo.
As ações devem incluir a instalação de redes de coleta eficientes, a construção de estações
de tratamento de modernas e a melhoria das conexões domiciliares.
O Quadro 35 consolida os programas e ações para os sistemas de esgotamento sanitário,
fornecendo uma visão abrangente das diretrizes propostas. No entanto, é importante
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destacar que cada município tem necessidades específicas, e as ações são alinhadas às
suas metas contratuais e cronogramas operacionais, a fim de garantir o cumprimento dos
objetivos e as melhorias adequadas.
Quadro 35
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de esgotamento
sanitário.
Programa Projetos Ações Responsável
Expansão e
Implantação
das
Infraestruturas
Implantação
dos Sistemas
de
Esgotamento
Sanitário
Implantação dos sistemas de interconexão da coleta de esgoto
com as unidades contribuidoras (ramais de ligação, conexões
etc.).
Implantação dos sistemas de coleta e transporte de esgoto. Concessionária
Implantação dos sistemas de tratamento de esgoto.
Implantação dos sistemas de tratamento do lodo.
Fiscalização para redução das ligações irregulares (lançamento
de esgoto pluvial nas redes de esgoto cloacal e vice-versa)
Prefeitura
Municipal e
Concessionária
Fiscalização da efetivação das ligações domiciliares de esgoto
cloacal ao SES
Prefeitura
Municipal
Expansão da
Capacidade
dos Sistemas
de
Esgotamento
Sanitário
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de interconexão da
coleta de esgoto com as unidades contribuidoras (ramais de
ligação, conexões etc.).
Concessionária
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de coleta e transporte
de esgoto.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento de
esgoto.
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento do lodo.
Renovação e
Modernização
das
Infraestruturas
Melhoria
Operacional
e
Substituições
dos Sistemas
de
Esgotamento
Sanitário
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
interconexão da coleta de esgoto com as unidades contribuidoras
(ramais de ligação, conexões etc.).
Concessionária
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de coleta
e transporte de esgoto.
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
tratamento de esgoto.
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de
tratamento do lodo.
Fonte: Elaboração própria (2024).
5.3.2. Programa, projetos e ações estruturantes
O programa tem como objetivo principal garantir a eficiência, legalidade e
sustentabilidade na operação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto. Por meio de
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projetos focados na regularização ambiental, capacitação técnica, ampliação da
infraestrutura e monitoramento da performance, o programa busca modernizar e expandir
o sistema, melhorando a qualidade dos serviços prestados.
Além disso, contempla ações para otimizar o uso de energia e integrar dados operacionais,
garantindo maior controle e eficiência na gestão dos recursos hídricos e do saneamento,
em conformidade com as normas ambientais vigentes. O Quadro 36 apresenta o
programa e seus respectivos projetos e ações.
Quadro 36
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de esgotamento
sanitário.
Programa Projetos Ações Responsável
Governança
Operacional e
Gestão de
Dados
Regularização,
Capacitação e
Monitoramento
Assegurar que o sistema de esgotamento sanitário esteja em
conformidade com as normas ambientais vigentes, por meio
do monitoramento contínuo e da renovação das licenças
necessárias, garantindo a operação legal e ambientalmente
adequada.
Concessionária
Promover treinamentos regulares para os colaboradores, com
foco em práticas inovadoras, operação eficiente do sistema de
esgotamento e conformidade com as regulamentações
ambientais.
Realizar estudos técnicos detalhados voltados à expansão e
melhorias do sistema de esgotamento sanitário, com foco em
aumentar a cobertura e melhorar a eficiência operacional e
ambiental.
Implementar um sistema de informações geográficas para
monitorar e avaliar a performance do sistema de esgotamento
sanitário em tempo real, permitindo a detecção de problemas
operacionais e a otimização da gestão dos serviços.
Integração e
Atualização de
Dados
Cadastrais e
Operacionais
Integrar e atualizar continuamente os dados cadastrais e
operacionais do sistema de esgotamento sanitário, garantindo
a eficiência na gestão de recursos e a tomada de decisões.
Concessionária
Gestão de
Conformidade
e Eficiência
Energética
Fiscalização e
Controle de
Ligações
Irregulares
Implementar medidas de fiscalização e combate a ligações
clandestinas no sistema de esgotamento sanitário, visando a
regularização de usuários e a redução de impactos negativos
na operação e no meio ambiente.
Prefeitura
Municipal e
Concessionária
Fiscalização e
Controle de
Adesão ao SES
Implementar medidas de fiscalização e acompanhamento da
efetivação da adesão dos usuários ao SES de modo a garantir
o devido encaminhamento dos efluentes ao tratamento.
Prefeitura
Municipal
Otimização
Energética
Implementar medidas de eficiência energética no sistema de
esgotamento sanitário, como a substituição de equipamentos
obsoletos por novas tecnologias de baixo consumo energético
Concessionária
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Programa Projetos Ações Responsável
e a automação de processos operacionais para reduzir o
consumo de energia nas unidades.
Segurança e
Monitoramento
da Efluente
Tratado
Controle da
Qualidade do
Efluente
Tratado
Implementar um sistema de monitoramento contínuo para
garantir que os efluentes tratados atendam aos padrões de
qualidade exigidos por regulamentações ambientais,
prevenindo a contaminação de corpos d'água e promovendo a
saúde pública.
Concessionária
Fonte: Elaboração própria (2024).
5.4. Programa de desenvolvimento institucional e setorial
A gestão eficaz de sistema de saneamento básico envolve coordenar o abastecimento de
água e esgotamento sanitário de forma integrada. Para isso, são adotadas ações que
considerem especificidades locais e promovam o uso sustentável dos recursos.
Educação ambiental e engajamento da comunidade são elementos-chave para sensibilizar
sobre a importância do saneamento adequado e incentivar práticas responsáveis. A
participação ativa dos cidadãos no processo decisório e na fiscalização das ações contribui
para melhorar continuamente os serviços e assegurar um ambiente saudável para todos.
As ações de gestão apresentam, portanto, caráter técnico e institucional, sendo voltadas
para melhorias dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O Quadro
37 apresenta os principais projetos e ações de gestão a curto, médio e longo prazo.
Quadro 37
– Programa, projetos e ações de desenvolvimento institucional e setorial.
Programa Projetos Ações Responsável
Programa
de Gestão
Institucional
e Setorial
Sistema de
Informações
sobre
Saneamento
Implantação de sistema regional de informações sobre saneamento
(eixo de água e esgoto) com cadastro georreferenciado.
Concessionária Manutenção e atualização do sistema regional de informações
sobre saneamento com cadastro georreferenciado.
Gestão
Interna e
Externa
Medidas de articulação e desenvolvimento operacional,
institucional, tecnológico e/ou de inovação, eficiência energética e
serviços especiais. Concessionária
e/ou Prefeitura Monitoramento e avaliação sistemática do Plano Regional de Água
e Esgoto - RS.
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Programa Projetos Ações Responsável
Comunicação,
Sensibilização
e Mobilização
Social
Desenvolvimento e manutenção de campanhas constantes de
conscientização e incentivo às práticas de uso racional da água e
consumo consciente, com ênfase em grandes unidades
consumidoras.
Concessionária
e/ou Prefeitura
Desenvolvimento e manutenção de campanhas de
conscientização/sensibilização dos usuários sobre a importância
das ligações domiciliares às redes coletoras de esgotamento
sanitário e redes de abastecimento de água, esclarecendo os
benefícios da regularização para o bem-estar social e ambiental.
Desenvolvimento e manutenção de campanhas de
conscientização/sensibilização dos usuários sobre a proteção dos
mananciais e temas ambientais relevantes para o SAA e o SES.
Fonte: Elaboração própria (2024).
5.5. Fonte de Financiamento
O Plano Regional abrange a prestação regionalizada dos serviços pela CORSAN, por
meio de contratos de programa e contratos de concessão que delegam à Companhia a
responsabilidade pela realização dos investimentos necessários para atingir os objetivos
definidos neste planejamento regional.
Logo, a fonte de financiamento é privada e atribuída à CORSAN, a quem compete custear
os investimentos com recursos próprios ou mediante captação de recursos de terceiros em
conformidade com as alternativas disponíveis no mercado de capitais e/ou financeiro,
incluindo o acesso a recursos federais nos moldes previstos no art. 50 da Lei Federal
11.445/2007.
Para tanto, os Municípios são responsáveis pela adoção das providências atribuídas
legalmente aos titulares dos serviços, especialmente aquelas exigidas pelo art. 50 da Lei
Federal 11.445/2007, para assegurar que não haja qualquer obstáculo ao eventual acesso
da Concessionária a recursos federais.
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6. AÇÕES DE EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
O plano de contingência e emergência estabelece um conjunto de ações planejadas e
implementadas a serem adotadas durante emergências que possam ocorrer e afetar o
sistema de abastecimento de água e/ou o sistema de esgotamento sanitário do município,
ocasionando interrupções no abastecimento de água e/ou extravasamento de esgoto com
contaminação de cursos d’agua ou áreas de proteção ambiental e riscos para a sa de
pública, segurança e meio ambiente.
Os objetivos principais do plano de contingência e emergência são identificar e definir os
eventos emergenciais e os riscos envolvidos nos sistemas de abastecimento de água e
coleta e tratamento de esgoto, e apresentar as ações preventivas e mitigadoras para conter
os efeitos danosos. A implementação das ações elencadas no plano visa majoritariamente: ▪ Restringir ao máximo os impactos dos riscos potenciais identificados; ▪ Antecipar que situações externas ao evento contribuam para o seu agravamento; ▪ Promover medidas básicas para restringir danos às áreas definidas; ▪ Proteger a integridade física da população e funcionários envolvidos; ▪ Evitar danos que excedam a capacidade dos afetados em conviver com o impacto.
A elaboração e estruturação do presente plano visam atendimento das resoluções
normativas das Agências Reguladoras do Rio Grande do Sul - AGERGS e AGESAN -
(Resolução AGERGS nº 37/2017, Resolução Agesan CSR Nº 013/2023). Desta forma,
são apresentadas um mapeamento das vulnerabilidades dos sistemas, a classificação dos
riscos, os procedimentos detalhados para mitigar danos em caso de emergência e os
responsáveis envolvidos nos processos. A abrangência da aplicação do plano de
contingência são as unidades operacionais dos sistemas descritos a seguir: ▪ Sistema de abastecimento de água abrangendo manancial, captação adutoras,
estação de tratamento, rede de distribuição e reservatórios;
▪ Sistema de esgotamento sanitário abrangendo redes coletoras, estações de
bombeamento de esgoto, estação de tratamento e corpo receptor.
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6.1. Avaliação das vulnerabilidades do sistema de abastecimento de água e do
sistema de esgotamento sanitário
A identificação das vulnerabilidades do sistema de água e de esgoto foi realizado
analisando as unidades consideradas essenciais para o funcionamento do sistema e
verificadas as hipóteses de situações emergenciais com potencial para causar impacto
negativo aos usuários e meio ambiente.
Na definição destas condições emergenciais considerou-se que estão fora da matriz de
riscos os eventos que não geram impacto direto de dano ambiental, aos consumidores,
que sejam de baixa complexidade e de solução rápida através da estrutura de manutenção
de cada sistema. Nesta situação elencamos as seguintes atividades ▪ Manancial – Pequenas alterações na capacidade de fornecimento de água para
captação e que não resulte em alteração de vazão e risco de situação de
emergência;
▪ Adutoras de água bruta e tratada
– Rompimentos reparados em intervalo de
tempo suficiente para não gerar problemas de desabastecimento (máximo 8
– 12
horas)
▪ Elevatórias de água bruta e tratada
– Paralisação de conjunto de bombeamento
onde é acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram
paralisação do funcionamento da elevatória;
▪ Rede de distribuição
– Reparos de rede nos tempos < 12 horas e que tenham
impacto setorial sem ser considerado um desabastecimento;
▪ Estação de tratamento de água
– Pane nos equipamentos bem como eventos de
vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da
ETA;
▪ Rede de coleta de esgoto
– Reparos de rede nos tempos < 12 horas;
▪ Elevatórias de esgoto bruto
– Paralisação de conjunto de bombeamento onde é
acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram
paralisação do funcionamento da elevatória e extravasamento para meio
ambiente;
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93
▪ Estação de tratamento de esgoto
– Pane nos equipamentos bem como eventos
de vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da
ETE e extravasamentos.
6.2. Categorização dos riscos/vulnerabilidades
6.2.1. Definições dos critérios de vulnerabilidade
A análise de riscos/vulnerabilidades permite a identificação, avaliação e gerenciamento
dos riscos que possam comprometer todo o sistema operacional. Para cada
risco/vulnerabilidade identificado, define-se: a probabilidade de ocorrência dos eventos,
os possíveis danos potenciais em caso de acontecimentos, possíveis ações preventivas e
contingências, bem como a identificação de responsáveis por ação.
Para a classificação das vulnerabilidades foi utilizada como referência a metodologia da
ABNT NBR ISO 14001/ 2015.
Para atribuição de pesos e pontuação das gravidades, após a identificação e classificação,
executou-se uma análise qualitativa e quantitativa. A análise qualitativa dos
riscos/vulnerabilidades foi realizada por meio da classificação escalar da probabilidade e
do impacto, conforme a graduação apresentada nos quadros a seguir.
Quadro 38
– Matriz de determinação da probabilidade.
Probabilidade Valor Descrição
Muito Baixa 1 Rara. Ocorre somente em circunstâncias excepcionais.
Baixa 2 Improvável. Pode ocorre em algum momento.
Média 3 Possível. Deve ocorrer em algum momento.
Alta 4 Provável. Vai ocorrer na maioria das circunstâncias.
Muito Alta 5 Quase certa. Ocorre em quase todas as circunstâncias.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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94
Quadro 39
– Matriz de determinação do impacto/consequência.
Impacto/Consequência Valor Geral
Muito Baixo 1 Consequências são tratadas com operações de rotina
Baixo 2 Consequências não ameaçam a eficácia e eficiência do processo
Médio 3 Consequências ameaçam levemente a eficácia e/ou eficiência do processo
Alto 4 Consequências ameaçam significativamente a eficácia e/ou eficiência do
processo
Muito Alto 5 Consequências ameaçam o fortemente o processo e a organização
Fonte: Elaboração própria (2024).
6.2.2. Definições dos critérios de gravidade
A definição dos critérios de gravidade foi realizada pela avaliação qualitativa do
risco/vulnerabilidade de acordo com sua probabilidade de ocorrência, bem como seu
impacto potencial de acordo com os dados apresentados nas matrizes apresentadas acima.
O quadro a seguir apresenta a Matriz Probabilidade x Impacto, instrumento responsável
pela definição da classificação do nível de risco/vulnerabilidade
Quadro 40
– Matriz probabilidade x impacto para classificação do risco.
Matriz de vulnerabilidade (P x 1) para a determinação dos patamares de graduação dos riscos (grau de
ameaça)
Impacto
Probabilidade 1 2 3 4 5
1 1 2 3 4 5
2 2 4 6 8 10
3 3 6 9 12 15
4 4 8 12 16 20
5 5 10 15 20 25
Classificação Código Pontuação
Não significativos (NS) Abaixo de 15
Significativos (S) Igual ou maior do que 15
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Cálculo do Risco:
R = P x I
▪ R: Risco; ▪ P: Probabilidade; ▪ I: Impacto.
O produto da probabilidade pelo impacto de cada risco deve se enquadrar em uma região
da matriz probabilidade x impacto conforme o quadro a seguir.
Caso o risco/vulnerabilidade se enquadre na região verde, seu nível de risco é entendido
como baixo, logo se admite a aceitação ou adoção de medidas preventivas. Se estiver na
região amarela, entende-se como médio e devem ser adotadas medidas de controle e
monitoramento e se estiver na região vermelha, entende-se como nível de
risco/vulnerabilidade alto e deverá ser realizado o plano de emergência e contingência.
Quadro 41
– Classificação do risco.
Classificação do risco
Risco baixo
Risco Tolerável: sem necessidade de plano de ação além dos procedimentos
já estabelecidos na companhia
Risco médio
Monitoramento e Gestão: o evento necessita acompanhamento e
comunicação constante com área operacional e de gestão.
Risco alto
Risco Significativo: Deverá ser elaborado Plano de Ação para
implementação do controle
Fonte: Elaboração própria (2024).
6.3. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades
Como critério de priorização e direcionamento das ações mitigadoras, as vulnerabilidades
são priorizadas conforme seu grau de risco, sempre do mais alto para o mais baixo. Nos
casos de riscos classificados como médio e alto, deve-se adotar obrigatoriamente as
medidas preventivas previstas.
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96
6.4. Plano de ações de emergências e contingências
De forma a evitar e/ou minimizar a ocorrência de eventos emergenciais indesejáveis e os
impactos ocasionados por estes, neste capítulo serão definidas ações e procedimentos
mitigadores necessários para uma rápida tomada de decisão, tendo por referência os
cenários acidentais elencados no sistema de água e de esgoto.
Nos quadros a seguir, está demonstrada a relação dos eventos relevantes do SAA e SES
que podem ocorrer (riscos/vulnerabilidades), as medidas de detecção dos eventos, tempo
de detecção, os efeitos das situações de emergência, as ações mitigatórias e de emergência
propostas para reduzir os riscos e os efeitos da emergência, a classificação dos riscos
identificados para cada situação e os potenciais afetados.
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Quadro 42
– Ações de Contingência e Emergência
– SAA.
Unidade
Operacional
Fontes de Risco
(Vulnerabilidade) Riscos Medida de
detecção
Tempo de
deteção (h:
min
Impactos (danos
associados)
Controle (medidas de
mitigação)
Risco
Pontos
P I
CAPTAÇÃO
SUPERFICIAL -01 (29°41’37”S,
51°27’34”W)
CAPTAÇÃO
SUPERFICIAL -02 (29°40’10”S,
51°25’43”W)
Contaminação da
água
Redução na capacidade
de tratamento /
Impossibilidade de
captação de água
Análises na ETA /
DEAL Variável Falta de água parcial
ou total
Utilização de barreiras / busca e
encerramento da fonte de
contaminação
1 3 3
Estiagem prolongada
Redução nas vazões do
manancial
Redução da
disponibilidade de água
bruta
Paralisação total ou
parcial da captação de
água bruta do
manancial
Medição manual de
nível Imediato Desabastecimento
Programar a utilização de
manancial alternativo se houver
condições técnicas e
disponibilidade, programar
caminhão pipa para
consumidores essenciais,
implantar rodízio abastecimento
2 5 10
Qualidade
inadequada do
manancial
Redução na capacidade
de tratamento /
Impossibilidade de
captação de água
Análises na ETA /
DEAL Variável Desabastecimento
Comunicar imediatamente a
coordenadoria de qualidade;
Verificar e adequar o plano de
ação às características da
ocorrência;
Ampliar a fiscalização para
determinar o agente causador;
Intensificar o monitoramento da
água bruta e tratada;
Implementar rodízio de
abastecimento, se necessário;
Deslocar frota de caminhões pipa
para fornecimento emergencial
de água potável.
3 3 9
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Unidade
Operacional
Fontes de Risco
(Vulnerabilidade) Riscos Medida de
detecção
Tempo de
deteção (h:
min
Impactos (danos
associados)
Controle (medidas de
mitigação)
Risco
Pontos
P I
Ocorrência de cheias
severas/ inundações
Inundação das unidades
operacionais
Paralisação total ou
parcial da captação de
água bruta do
manancial
Medição manual de
nível Imediato Desabastecimento
Comunicar imediatamente a
coordenadoria eletromecânica;
Reparar as instalações
danificadas com urgência;
Verificar e adequar o plano de
ação às características da
ocorrência.
Programar a utilização de
manancial alternativo se houver
condições técnicas e
disponibilidade,
Programar caminhão pipa para
consumidores essenciais,
implantar rodízio abastecimento
3 5 15
Falha eletromecânica Interrupção no
abastecimento
Telemetria e
observação na
vazão de chegada
na ETA
Variável Falta de água
generalizada
Acionamento imediato da
Coordenadoria Operacional
(manutenção), uso de caminhão
pipa para manter o
abastecimento de pontos críticos
caso necessário
3 4 12
Oscilação/interrupção
no fornecimento de
energia elétrica
Interrupção no
tratamento da água, até
que se restabeleça a
energia
Telemetria e
observação na
vazão de chegada
na ETA
Visualmente
Através do
monitoramento
Variável Falta de água
generalizada
Acionamento imediato da
Coordenadoria Operacional
(manutenção), uso de caminhão
pipa para manter o
abastecimento de pontos críticos,
caso necessário
Acionamento da concessionária
de energia elétrica, aviso a
população da falta de água, uso
de geradores se falta de energia
3 4 12
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99
Unidade
Operacional
Fontes de Risco
(Vulnerabilidade) Riscos Medida de
detecção
Tempo de
deteção (h:
min
Impactos (danos
associados)
Controle (medidas de
mitigação)
Risco
Pontos
P I
prolongada, uso de caminhões
pipa
Verificação e rearme dos
equipamentos, caso necessário,
substituição dos mesmos
EBAB-01
(29°41’37”S,
51°27’34”W)
EBAB-02
(29°40’10”S,
51°25’43”W)
Defeitos
eletromecânicos nos
equipamentos
Interrupção/redução do
tratamento da água
Telemetria e
observação na
vazão de chegada
na ETA
Visualmente
Através do
monitoramento
Variável Falta de água
generalizada
Acionamento imediato da
Coordenadoria Operacional
(manutenção), uso de caminhão
pipa para manter o
abastecimento de pontos críticos
caso
3 4 12
Vandalismo
Dano patrimonial
Parada no sistema de
tratamento por avarias
Vistoria no local,
reclamação de falta
de água.
Imediato
Falta de água,
equipamentos e
estruturas danificadas.
Registro de boletim de
ocorrência, acionamento da
Coordenadoria Operacional.
2 2 4
ETA
-I
(29°41'24.82"S,
51°27'53.36"O)
ETA
-II
(29°40'4.27"S,
51°26'2.83"O)
Oscilação/interrupção
no fornecimento de
energia elétrica
Desabastecimento da
região de Visualmente Imediato
Interrupção no
tratamento da água, até
que se restabeleça a
energia
Acionamento da concessionária
de energia elétrica, aviso a
população da falta de água, uso
de geradores se falta de energia
prolongada, uso de caminhões
pipa
3 4 12
Defeitos
eletromecânicos nos
equipamentos
Desabastecimento da
região
Através do
monitoramento
Imediato
Interrupção/redução do
tratamento da água
Verificação e rearme dos
equipamentos, caso necessário,
substituição dos mesmos
3 4 12
Vazamento de
produtos químicos
Desabastecimento da
região Visualmente
Interrupção/redução do
tratamento da água,
risco a saúde e/ou
causar danos
ambientais
Executar os planos emergenciais
específicos para cada produto e
corrigir a falha e restabelecer o
sistema e ou entrar em contato
com responsável técnico
1 4 4
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100
Unidade
Operacional
Fontes de Risco
(Vulnerabilidade) Riscos Medida de
detecção
Tempo de
deteção (h:
min
Impactos (danos
associados)
Controle (medidas de
mitigação)
Risco
Pontos
P I
EBAT-02
EBAT-03
Oscilação/interrupção
no fornecimento de
energia elétrica
Interrupção do
abastecimento de água
tratada
Através do sistema
supervisório e
visualmente
Imediato
Desabastecimento da
região de abrangência
desta EBAT
Comunicar a RGE 3 4 12
Defeitos
eletromecânicos nos
equipamentos
Interrupção do
abastecimento de água
tratada
Através do sistema
supervisório e
visualmente
Desabastecimento da
região de abrangência
desta EBAT
Acionar Coordenadoria
Eletromecânica 3 4 12
R01
R02
R03
R04
R05
R06
R08
Nível Baixo ou
extravasamento
Falta de água interna
Através do sistema
supervisório e
visualmente e/ou
por reclamação de
usuários
Desabastecimento da
região de abrangência
deste reservatório
Falta de água geral ou
setor
Equipe local deve verificar
motivo da falha, para possíveis
manobras de redes, e se for causa
eletromecânica, acionar
Coordenadoria Eletromecânica
3 5 15
Rede de
abastecimento e/ou
adutora
Rompimento Desabastecimento
parcial ou total
Através do sistema
supervisório e
visualmente e/ou
por reclamação de
usuários
Imediato Falta de água geral ou
setor
Acionamento da unidade de
saneamento para apoiar o
conserto do vazamento
3 4 12
Fonte: Elaboração própria (2024).
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101
Quadro 43
– Plano de ação para riscos definidos como alto do SAA.
Atividades Fontes de Risco (Vulnerabilidade) Riscos Plano de ação
Captações superficiais Ocorrência de cheias severas/
inundações
Inundação das unidades operacionais
Paralisação total ou parcial da captação de
água bruta do manancial
Comunicar imediatamente a coordenadoria eletromecânica;
Reparar as instalações danificadas com urgência;
Verificar e adequar o plano de ação às características da ocorrência;
Programar a utilização de manancial alternativo se houver condições
técnicas e disponibilidade,
Programar caminhão pipa para consumidores essenciais, implantar
rodízio abastecimento
Reservatórios Nível baixo Desabastecimento parcial ou total
Equipe local deve verificar motivo da falha, para possíveis manobras
de redes, e se for causa eletromecânica, acionar Coordenadoria
Eletromecânica
Fonte: Elaboração própria (2024).
Quadro 44
– Ações de Contingência e Emergência
– SES.
Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção
do risco (h:min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco
Potenciais
afetados
ELEVATÓRIA DE
ESGOTO BRUTO
Oscilação/interrupção
no fornecimento de
energia elétrica
Monitoramento
da Estação Variável
Interrupção do recalque do
esgoto causando
extravasamento de esgoto
Avaliação da necessidade de instalação
do sistema contingência elétrica (ex:
geradores) MÉDIO
Cursos
d´água, vias
públicas Acionamento dos caminhões hidrojato
para coleta do esgoto e envio para
estação de tratamento
Defeitos
eletromecânicos nos
equipamentos
Monitoramento
da Estação Variável
Interrupção do recalque do
esgoto causando
extravasamento de esgoto
Acionar Coordenadoria Eletromecânica
para substituição ou conserto do
equipamento
MÉDIO
Cursos
d´água, vias
públicas
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Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção
do risco (h:min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco
Potenciais
afetados
Acionamento dos caminhões hidrojato
para coleta do esgoto e envio para
estação de tratamento
Implantar manutenção preventiva para
redução de ocorrências de manutenção
Vandalismo
Vistoria no local,
sistema de
monitoramento
remoto
Variável
Paralisação prolongada do
bombeamento para reparos
dos danos do vandalismo de
extravasamento dos esgotos.
Registro de boletim de ocorrência,
acionamento das equipes
eletromecânicas para restabelecer a
operação
BAIXO
Cursos
d´água, vias
públicas
REDES
COLETORAS
Rompimento de rede
Visualmente e/ou
por reclamação
de usuários
Variável
Ocorrência de
extravasamento de esgoto
para a via pública até o
reparo da tubulação
Acionamento da equipe para realizar o
conserto do vazamento MÉDIO
Cursos
d´água, vias
públicas
Obstrução da rede
coletora de esgoto
Visualmente e/ou
por reclamação
de usuários
Variável
Ocorrência de
extravasamento de esgoto
para a via pública e/ou
ramais domiciliares até o
reparo da tubulação
Acionamento da equipe para executar
limpeza da tubulação MÉDIO
Cursos
d´água, vias
públicas
ESTAÇÃO
TRATAMENTO
DE ESGOTO
Ocorrência de falta
prolongada de energia
elétrica
Monitoramento
da Estação
Variável
Paralisação tratamento do
efluente, lançamento efluente
fora do padrão
Avaliação da necessidade de instalação
do sistema contingência elétrica (ex:
geradores)
MÉDIO Cursos
Defeitos d´água
eletromecânicos nos
equipamentos
Monitoramento
da Estação
Vandalismo Monitoramento
da Estação Variável
Paralisação do tratamento,
lançamento do efluente fora
do padrão
Registro de boletim de ocorrência,
acionamento das equipes
eletromecânicas para restabelecer a
operação
BAIXO Cursos
d´água
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Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção
do risco (h:min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco
Potenciais
afetados
Ocorrência de
vazamento de produtos
químicos paralisando a
operação
Visualmente,
Monitoramento
da Estação
Variável
Paralisação do tratamento,
lançamento do efluente fora
do padrão
Executar os planos emergenciais
específicos para cada produto e corrigir
a falha e restabelecer o sistema e ou
entrar em contato com responsável
técnico
BAIXO Cursos
d´água
Rompimento de
taludes
Visualmente,
monitoramento
da estação
Imediato Ocorrência de
extravasamento de esgoto
Reparo provisório do maciço
MÉDIO
Solo e
Cursos
d´água
Comunicar COP, o RT da ETE e área de
Meio Ambiente
Mitigação dos possíveis impactos
causados. Atuar para manter em dia o
Plano de manutenção de bacias
Extravasamento das
bacias de infiltração
Visualmente,
monitoramento
da estação
Imediato Ocorrência de
extravasamento de esgoto
Monitorar o volume extravasado
MÉDIO
Solo e
Cursos
d´água
Buscar alternativas emergenciais para
cessar extravasamento (disponibilizar
caminhões)
Comunicar COP, o RT da ETE e área de
Meio Ambiente
Identificar ligações irregulares de
pluviais na rede coletora
Manter a calibração do macro medidor
Proliferação de pragas
e vetores
Monitoramento
da Estação Variável Avaria dos sistemas
Realizar desinsetização
Eliminar frestas, buracos, na estrutura BAIXO Estação
Informar a área de Meio Ambiente
Entrada de pessoas não
autorizadas na área
Monitoramento
da Estação Variável Ocorrência de
extravasamento de esgoto
Acionar a Brigada Militar.
Realizar o Boletim de ocorrência na
Polícia Civil
BAIXO Estação
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Unidade
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de
detecção
Tempo previsto
para detecção
do risco (h:min)
Danos associados Medida de mitigação Classificação
do risco
Potenciais
afetados
Caso necessário reparar o cercamento
EMISSÁRIO DO
EFLUENTE
TRATADO
Rompimento de rede
Visualmente
Monitoramento
da Estação
Variável Ocorrência de
extravasamento de esgoto
Acionamento da equipe para realizar o
conserto do vazamento MÉDIO
Solo e
Cursos
d´água
Fonte: Elaboração própria (2024).
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105
6.5. Demais ações contingência e emergência
Além das ações já elencadas algumas ações específicas foram previstas para os sistemas
de captação e tratamento de água e para o caso de falta de energia elétrica.
Atualmente, Montenegro não conta com reservatório reserva, em caso de emergência é
necessário utilizar caminhão-pipa.
Para garantia da segurança das estações de tratamento de água e disponibilidade da água
tratada esse plano representa um instrumento preventivo útil ao planejamento do
abastecimento e visa a segurança do recurso, em quantidade e qualidade. A segurança
física das instalações é realizada através de sistema de monitoramento. A segurança da
qualidade e controle da água tratada é realizada através das análises na ETA e no
laboratório Central.
Como fonte alternativa de energia elétrica para as captações de água bruta e para as
estações de tratamento de água e estações elevatórias de água, em caso de falta de energia
elétrica, avalia-se no momento da ocorrência a instalação de geradores provisórios até a
retomada do fornecimento de energia.
6.6. Avaliação de alternativas de suprimento hídrico, inclusive com definição de
manancial de reserva para garantir o abastecimento em situações de falha
ou insuficiência da captação original
Conforme recomendação da agência reguladora, como alternativa de suprimento hídrico
está prevista a disponibilização de carros pipa a partir de 24 (vinte e quatro) horas de
interrupção, e, naquelas que excederem 72 (setenta e duas) horas, de frota com capacidade
para fornecer um volume por economia suficiente às necessidades básicas vitais de todos
os seus habitantes padrão.
Para qualquer evento de interrupção do abastecimento é previsto imediatamente de
suprimento hídrico alternativo (caminhão-pipa) para entidades prestadoras de serviços de
saúde com internação de pacientes ou custódias permanentes, instituições carcerárias,
creches e estabelecimentos de ensino, dentre outros que sejam utilizados para a prestação
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106
de serviços públicos essenciais ou que concentrem grande número de pessoas, enquanto
perdurar a interrupção.
A forma de abastecimento dos caminhões-pipa é através do carregamento nas cidades
vizinhas. Além da construção de novos poços de forma emergencial.
6.7. Monitoramento e controle dos mananciais
A CORSAN é o órgão responsável pelo monitoramento da disponibilidade hídrica. Em
caso de crise hídrica, no início do período de estiagem, é necessário realizar o
monitoramento dos reservatórios de abastecimento, visando assegurar os usos prioritários
dos recursos hídricos e alertar a população das medidas necessárias para redução do
consumo e até restrição de uso.
O monitoramento da qualidade da água distribuída é ocorre de acordo com procedimentos
correlatos da respectiva área. Em caso de detecção de anomalias na água distribuída são
tomadas as ações corretivas e contatado o responsável técnico para orientações e
definição das ações necessárias.
Algumas medidas de controle da poluição e de preservação dos mananciais desempenham
papel essencial na proteção dos recursos hídricos e na garantia de água potável para as
gerações futuras. Pode-se destacar as seguintes ações: ▪ Tratamento de efluentes: remoção de contaminantes antes de serem descarregados
nos corpos d'água;
▪ Fiscalização e regulamentação: aplicação de leis ambientais rigorosas e
regulamentos para controlar a descarga de poluentes nos mananciais, juntamente
com fiscalização eficiente para garantir o cumprimento das normas;
▪ Monitoramento da qualidade da água: monitoramento contínuo da qualidade da
água para identificar fontes de poluição e tomar medidas corretivas adequadas;
▪ Proteção de áreas de recarga: proteger as áreas de recarga de aquíferos e
mananciais evitando atividades que possam contaminar as águas subterrâneas;
▪ Controle de erosão e desmatamento: adoção de práticas de conservação do solo;
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▪ Educação ambiental: conscientização pública sobre a importância da conservação
dos recursos hídricos e da adoção de práticas sustentáveis de uso da água.
O planejamento e execução de atividades de proteção dos recursos hídricos do Estado são
de responsabilidade do Sistema de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul, conforme
determinado pela Lei Estadual nº 10.350/1994. Nesse contexto, a CORSAN participa de
todos os Comitês de Gerenciamento e Bacias Hidrográficas o Rio Grande do Sul.
Complementarmente, a CORSAN acompanha o monitoramento do nível dos mananciais
em seus pontos de captação e realiza o monitoramento qualitativo dos pontos de captação
de água de lançamento de efluentes conforme legislação vigente.
6.8. Descrição do protocolo de comunicação com usuários de água
potencialmente impactados pelo desabastecimento/risco ambiental devido a
panes ou manutenções programadas e responsáveis pela comunicação
A Unidade de Saneamento (US), ETA, Operações ou Eletromecânica identificarão o(s)
bairro(s) /setor (es) possivelmente afetado(s) por falta de abastecimento/risco ambiental,
quando da ocorrência de panes ou manutenções programadas. A Supervisora Operacional
é responsável pela abertura de protocolo na Concessionária ou alerta ao Centro de
Operações Integradas (COI). Posteriormente é aberto um protocolo no Sistema de
relacionamento com o cliente que em seguida dispara aviso ao usuário.
As informações serão repassadas ao Centro de Operações Integradas que disponibilizará
a informação para a equipe do Call Center (0800), aplicativo e site da Companhia
(www.corsan.com.br).
Em casos que possam acarretar eventos de grandes proporções, além dos procedimentos
acima citados, a situação será avaliada e a comunicação externa seguirá o procedimento
hierárquico da empresa, com a divulgação aos usuários através da Assessoria de Imprensa
Regional.
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6.9. Descrição dos procedimentos operacionais relacionados, abrangendo a
localização das ferramentas e dos equipamentos de manutenção, e rotas de
acesso aos pontos críticos
Os procedimentos operacionais e as ações que devem ser executadas pelas equipes da
Companhia encontram-se descritas genericamente a seguir. ▪ Para o caso de avarias nas estações de bombeamento é necessário acionar as
equipes eletromecânicas e se necessário o contrato especial de mergulhadores;
▪ Para o caso de substituição de motobombas e/ou bombas submersíveis queimadas
ou avariadas e resolver problemas de telemetria são acionadas as equipes de
manutenção eletromecânica;
▪ Para solução de problemas de vazamentos de rede são acionadas as equipes de
manutenção de rede lotadas na US ou regional.
Todas as equipes, tanto da eletromecânica como as de manutenção de redes, possuem kit
de equipamentos básicos necessários à execução das suas tarefas.
As ferramentas e equipamentos de manutenção estão no almoxarifado da US de
Montenegro.
Em caso de inundações das captações é possível acessar por barcos e existe apoio dos
bombeiros.
Para acesso a pontos críticos, (espaços confinados, trabalho em altura), as equipes são
preparadas e possuem cursos atualizados sobre as NR’s referentes.
6.10. Definição dos papéis e responsabilidades de operadores e demais
funcionários durante as situações de emergências
Os operadores e funcionários locais tem como responsabilidade comunicar o gestor da
US ou Supervisor de Operações que por sua vez aciona os responsáveis pela solução ou
mitigação da emergência, sendo eles: US, supervisor de operações, coordenadoria
operacional, coordenadoria de tratamento, EHS ou coordenadoria eletromecânica.
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De maneira geral as atribuições de cada setor estão descritas a seguir: ▪ Funcionários da ETA/ETE - Relatar as emergências ou anormalidades ao gestor
da COP, Operacional, US, químico responsável (de acordo com a natureza da
emergência); executar as ações cabíveis ao tratamento (ex: SAA- execução do
plano de emergência de cloro, fechamento de registros de produtos químicos,
válvulas etc.) de modo a conter a emergência; comunicação de emergências
identificadas pelo sistema supervisório fora do horário comercial. Acionamento
da concessionária em casos de queda de energia;
▪ Coordenador de qualidade / Químico responsável - Orientar o pessoal do
tratamento sobre como proceder nos casos de emergências; realizar as
comunicações cabíveis aos demais gestores; manter contato com a
Superintendência de tratamento e regional; acionar os serviços dentro dos
contratos existentes para remediação de emergências e realizar contato com a
FEPAM quando necessário;
▪ Gestor da COP/Operacional - Acionar as equipes de manutenção
eletromecânica e de rede; entrar em contato com o departamento de telemetria;
acionar o departamento de manutenção e contratos a disposição para resolver
situações de desabastecimento; monitorar o sistema e detectar possíveis
melhorias, providenciar materiais necessários para a execução das manutenções e
acompanhar os serviços até o restabelecimento;
▪ Equipes de manutenção eletromecânica - Responsável por restabelecer o
funcionamento dos equipamentos na estação de tratamento, estações de
bombeamento, reservatórios e restabelecer o funcionamento de válvulas, entre
outros equipamentos eletromecânicos que exijam ação emergencial;
▪ Equipes de manutenção de rede - Responsável por restabelecer o funcionamento
das adutoras e redes de distribuição.
Além das atribuições já elencadas o fluxo de informações e ações entre os setores estão
descritos a seguir. ▪ Falha eletromecânica: operador/funcionário → coordenadoria eletromecânica;
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▪ Oscilação/interrupção no fornecimento de energia elétrica: operador/funcionário
→ supervisor de operações/coordenadoria operacional;
▪ Vandalismo: operador/funcionário → US → polícia; ▪ Perda do sistema de telemetria: operador/funcionário → coordenadoria
eletromecânica;
▪ Vazamento de produtos químicos: operador/funcionário → coordenadoria de
tratamento;
▪ Nível baixo ou extravasamento: operador/funcionário → coordenadoria
operacional/ coordenadoria de tratamento;
▪ Rompimento de rede: operador/funcionário → US → coordenadoria operacional; ▪ Comprometimento do suprimento de insumos: operador/funcionário →
coordenadoria de tratamento;
▪ Contaminação de água tratada em redes e reservatórios: operador/funcionário →
coordenadoria de tratamento;
▪ Contaminação de mananciais: operador/funcionário → coordenadoria de
tratamento;
▪ Epidemias e surtos: operador/funcionário → coordenadoria de tratamento; ▪ ncêndios em unidades: operador/funcionário → bombeiros → EHS; ▪ Redução drástica de vazão de mananciais: operador/funcionário → coordenadoria
de tratamento;
▪ Rompimento de barragens: operador/funcionário → coordenadoria
operacional/EHS;
▪ Acidentes no transporte rodoviário de produtos químicos: operador/funcionário
→ coordenadoria de tratamento.
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7. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA
DA EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES
Segundo a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (1995), indicador se trata de
uma relação matemática que é capaz de medir, de forma numérica, atributos de um
determinado processo ou, ainda, seus resultados, permitindo que o Concessionária analise
o cumprimento de metas estabelecidas. Esses indicadores oferecem uma base numérica
que facilita a comparação entre os resultados reais e os objetivos previamente traçados,
viabilizando decisões informadas sobre ajustes e melhorias no serviço prestado.
O uso de indicadores está alinhado à legislação ambiental brasileira, que exige
monitoramento contínuo para promover avanços na qualidade de vida, saúde pública,
bem-estar social e condições ambientais. Com essa perspectiva, o Prestador deve
implementar procedimentos e técnicas de avaliação que contemplem metas de
desempenho, controle de recursos, e verificação do cumprimento das metas programadas.
Para isso, devem ser mobilizados recursos humanos, materiais tecnológicos e
administrativos, tanto para a execução quanto para o monitoramento e fiscalização das
atividades realizadas.
Em termos de responsabilidade, o Concessionária deve garantir a continuidade e
adequação do saneamento básico, abrangendo desde o acompanhamento das
manutenções até a gestão de tarifas, de modo a manter a sustentabilidade financeira do
sistema. Com a análise regular dos indicadores, especialmente de cobertura e índices de
perdas, busca-se alcançar uma maior eficiência nos sistemas de abastecimento de água e
esgotamento sanitário.
No mínimo, o processo de monitoramento deve incluir as etapas de: ▪ Planejamento: Definição das metas, análise dos dados, programação de coletas e
divulgação de diagnósticos;
▪ Coleta: Recebimento e controle dos dados, acompanhamento de cronogramas e
garantia da qualidade das informações;
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▪ Diagnóstico: Cálculo dos indicadores e produção de análises em formato textual
e gráfico, incluindo processamento dos dados coletados;
▪ Divulgação: Comunicação dos resultados e informações relevantes à sociedade.
Para indicadores que não atinjam os resultados esperados, deve-se implementar um plano
de ações corretivas, contendo justificativas para as não conformidades e detalhes das
etapas a serem seguidas para o aprimoramento. As ações corretivas, assim como todas as
ações de monitoramento, devem ser detalhadas conforme o objetivo, tipo de ação
(corretiva ou preventiva), prazo de execução, agente responsável e estimativa de custos.
A efetividade dessas ações depende do cumprimento dos objetivos no prazo e orçamento
estabelecidos. O processo de escolha dos indicadores, coleta de dados e análise de
resultados permite ao Prestador mensurar o impacto das ações realizadas ao longo do
tempo, garantindo uma abordagem sistemática e consistente.
A criação de um banco de dados acessível centraliza todas as informações relevantes,
facilitando a consulta e a transparência na prestação de contas. Esse banco serve não só
para análises atuais, mas também para planejamento de ações futuras, visando à
continuidade e aprimoramento dos serviços prestados em saneamento básico.
7.1. Indicadores operacionais
O saneamento básico é um direito social na Constituição Federal, ou seja, todo indivíduo
deve gozar plenamente do acesso à água tratada, abastecida de forma ininterrupta, da
coleta e tratamento dos efluentes sanitários e da gestão efetiva de resíduos. Estes serviços
ultrapassam os aspectos ambientais, tratando-se de fatores de saúde pública.
Sendo assim, os indicadores para avaliação do sistema de abastecimento de água e
serviços de esgotamento sanitário são instrumentos importantes para análise de
desempenho dos provedores deste serviço. Não obstante, dada a importância do
saneamento básico para a higidez humana, mensuram pontos cruciais de bem-estar social.
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Os indicadores aqui dispostos estão de acordo com os Contratos de Concessão assinados
entre os municípios e a CORSAN. Importante ressaltar que a Agência Reguladora poderá
instituir outros indicadores de desempenho, desde que o Equilíbrio EconômicoFinanceiro seja mantido, ou que haja o devido reestabelecimento.
Além disso, a metodologia de cálculo dos indicadores de universalização segue os
seguintes critérios: ▪ As metas de universalização, juntamente com seus respectivos índices, são
calculadas para a área de prestação dos serviços;
▪ As metas de universalização e seus índices não consideram: (i) imóveis
localizados em Áreas Irregulares e (ii) imóveis situados em áreas com densidade
inferior a 1 (uma) ligação para cada 20 (vinte) metros de rede;
▪ São consideradas economias factíveis as unidades consumidoras ou domicílios
que possuem condições para serem conectados às redes públicas de abastecimento
de água e esgotamento sanitário;
▪ Para fins de comprovação do cumprimento das metas de universalização, serão
consideradas as soluções individuais de coleta e tratamento de esgoto sanitário
existentes na área de prestação dos serviços.
7.1.1. Nível de universalização dos serviços de água
Acompanha a cobertura dos serviços de abastecimento de água, fornecido pelo
Concessionária para cada município, seguindo a fórmula:
𝑁𝑈𝐴 =
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 Á𝑔𝑢𝑎
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais de água: número de economias residenciais que
possuem acesso aos serviços de abastecimento de água, na área da prestação dos
serviços, incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a
partir dos cadastros comercial e operacional da Concessionária;
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▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade
técnica para serem conectados à rede de abastecimento de água na Área de
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios
estimados pelo IBGE.
Este indicador é um importante parâmetro de avaliação, não apenas por auxiliar o
Concessionária a compreender a abrangência de seu atendimento, mas também por estar
intrinsecamente relacionado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número
6
– Água Potável e Saneamento
– e ao ODS número 11
– Cidades e Comunidades
Sustentáveis.
Desta forma, a análise criteriosa do NUA é capaz de mensurar a evolução do atendimento
do serviço em relação ao objetivo proposto. O Concessionária deverá validar o índice de
atendimento inicial, com base num banco de dados atualizado.
7.1.2. Nível de universalização dos serviços de esgotamento
sanitário
Acompanha a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário para cada município,
aplicando o NUE. O Concessionária deverá validar o índice de atendimento inicial, com
base num banco de dados atualizado, seguindo a fórmula abaixo:
𝑁𝑈𝐸 =
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais esgoto: número de economias residenciais que possuem
acesso aos serviços de esgotamento sanitário na Área de Prestação dos Serviços,
incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a partir dos
cadastros comercial e operacional da Concessionária;
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade
técnica para serem conectados à rede de esgotamento sanitário na Área de
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Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios
estimados pelo IBGE e não deverá incluir domicílios em soleira baixa ou qualquer
outra impossibilidade técnica de conexão.
É fundamental que o Prestador compreenda o nível de universalização dos serviços de
esgotamento sanitário, já que essa meta é prevista no ODS 6.2
– Água Potável e
Saneamento
– e na Lei Federal nº 14.026/2020, que exige atendimento mínimo de 90%
da população até 2033. Dessa forma, os esforços do Prestador devem estar alinhados a
essa meta.
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8. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
No âmbito do monitoramento e avaliação do plano, é importante ressaltar que o plano foi
estruturado com base no panorama observado no momento de sua criação, fundamentado
no diagnóstico dos aspectos institucionais, organizacionais e técnicos relacionados aos
serviços de saneamento básico nos municípios. Os dados e indicadores levantados nessa
etapa constituem a espinha dorsal das propostas do plano e, portanto, precisam ser
monitorados e revisados de forma regular, com análises anuais.
A premissa central é que o plano de saneamento não é definitivo, mas sim um documento
estratégico que requer acompanhamento contínuo para ser ajustado às novas
circunstâncias que surgirem. O monitoramento frequente garante a flexibilidade
necessária para atualizar as ações e metas, assegurando que o plano se mantenha
adequado às mudanças contextuais e tecnológicas.
Além disso, de acordo com o art. 19, § 4º da Lei Federal n° 14.026/2020, os planos de
saneamento devem ser revisados em intervalos regulares, com um prazo máximo de 10
anos entre as revisões. Essa periodicidade é essencial para garantir que o plano permaneça
atual e alinhado às novas realidades, promovendo a evolução dos serviços de saneamento
e o cumprimento dos objetivos estabelecidos.
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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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out>. Acesso em: 26 jun. 2024.
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sistemas de gestão ambiental
– requisitos com orientação para uso. Rio de Janeiro:
ABNT, 2015. Disponível em: <https://www.ipen.br/biblioteca/slr/cel/N3127.pdf>.
Acesso em: junho de 2024.
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http://www.atlasbrasil.org.br/. Acesso em: junho de 2024.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução n° 357, de 17
de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes
ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de
lançamento de efluentes. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 18 mar. 2005.
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nº 6.050, de 24 de maio de 1974, que dispõe sobre a fluoretação da água em sistemas
públicos e abastecimento. Disponível em:
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d76872.htm>. Acesso em: 19
jul. 2024.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Base Cartográfica do
Estado do Rio Grande do Sul (2024). Disponível em:
<https://geoftp.ibge.gov.br/cartas_e_mapas/bases_cartograficas_continuas/bc100/rio_g
rande_do_sul/>. Acesso em: junho de 2024.
BRASIL. Lei Federal n°. 6.050, de 24 de maio de 1974. Dispõe sobre a fluoretação da
água em sistemas de abastecimento quando existir estação de tratamento. Disponível em:
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6050.htm>. Acesso em: 19 jul. 2024.
BRASIL. Lei n.º 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o
saneamento básico. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 8 jan. 2007.
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Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11445.htm>. Acesso em: junho de 2024
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básico e altera a Lei n.º 9.984, de 17 de julho de 2000, e outras disposições. Diário Oficial
da União: seção 1, Brasília, DF, 16 jul. 2020. Disponível em:
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n°. 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e
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n°. 430, de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de
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de Saneamento
– PLANESAN. Porto Alegre: SEMA, 2021. Disponível em:
https://admin.sema.rs.gov.br/upload/arquivos/202210/05140355-plano-estadual-desaneamento-consultapublica.pdf. Acesso em: junho de 2024.
SILVA, Maria José Ferreira da; BARROS, Vinícius Andrade. Indicadores de
sustentabilidade: Uma proposta para a bacia do rio Jucu, ES. Universidade Federal do
Espírito Santo, 2019.
UNESCO. Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos
Hídricos 2020. Disponível em:
<https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000372985>. Acesso em: 22 jun. 2024.
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ANEXO I
– PROJEÇÃO POPULACIONAL
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125
Período do
Plano
População
Total
Taxa de
Crescimento
(Pop. Total)
População
Urbana
Taxa de
Crescimento
(Pop. Urb.)
Urbanização População
Rural
Taxa de
Crescimento
(Pop. Rural)
1 2025 66.321 53.709 81% 12.612
2 2026 66.322 0,00% 53.508 -0,37% 81% 12.814 1,60%
3 2027 66.299 -0,03% 53.287 -0,41% 80% 13.012 1,55%
4 2028 66.252 -0,07% 53.049 -0,45% 80% 13.203 1,47%
5 2029 66.185 -0,10% 52.795 -0,48% 80% 13.390 1,42%
6 2030 66.096 -0,13% 52.526 -0,51% 79% 13.570 1,34%
7 2031 65.987 -0,16% 52.241 -0,54% 79% 13.746 1,30%
8 2032 65.856 -0,20% 51.941 -0,57% 79% 13.915 1,23%
9 2033 65.706 -0,23% 51.627 -0,60% 79% 14.079 1,18%
10 2034 65.535 -0,26% 51.299 -0,64% 78% 14.236 1,12%
11 2035 65.346 -0,29% 50.958 -0,66% 78% 14.388 1,07%
12 2036 65.138 -0,32% 50.604 -0,69% 78% 14.534 1,01%
13 2037 64.911 -0,35% 50.238 -0,72% 77% 14.673 0,96%
14 2038 64.666 -0,38% 49.860 -0,75% 77% 14.806 0,91%
15 2039 64.405 -0,40% 49.471 -0,78% 77% 14.934 0,86%
16 2040 64.126 -0,43% 49.071 -0,81% 77% 15.055 0,81%
17 2041 63.829 -0,46% 48.660 -0,84% 76% 15.169 0,76%
18 2042 63.517 -0,49% 48.239 -0,87% 76% 15.278 0,72%
19 2043 63.188 -0,52% 47.809 -0,89% 76% 15.379 0,66%
20 2044 62.844 -0,54% 47.369 -0,92% 75% 15.475 0,62%
21 2045 62.485 -0,57% 46.921 -0,95% 75% 15.564 0,58%
22 2046 62.113 -0,60% 46.466 -0,97% 75% 15.647 0,53%
23 2047 61.727 -0,62% 46.003 -1,00% 75% 15.724 0,49%
24 2048 61.328 -0,65% 45.533 -1,02% 74% 15.795 0,45%
25 2049 60.917 -0,67% 45.058 -1,04% 74% 15.859 0,41%
26 2050 60.495 -0,69% 44.577 -1,07% 74% 15.918 0,37%
27 2051 60.061 -0,72% 44.090 -1,09% 73% 15.971 0,33%
28 2052 59.615 -0,74% 43.598 -1,12% 73% 16.017 0,29%
29 2053 59.160 -0,76% 43.102 -1,14% 73% 16.058 0,26%
30 2054 58.693 -0,79% 42.600 -1,16% 73% 16.093 0,22%
31 2055 58.216 -0,81% 42.095 -1,19% 72% 16.121 0,17%
32 2056 57.730 -0,83% 41.586 -1,21% 72% 16.144 0,14%
33 2057 57.233 -0,86% 41.073 -1,23% 72% 16.160 0,10%
34 2058 56.728 -0,88% 40.557 -1,26% 71% 16.171 0,07%
35 2059 56.214 -0,91% 40.038 -1,28% 71% 16.176 0,03%
36 2060 55.693 -0,93% 39.517 -1,30% 71% 16.176 0,00%
37 2061 55.162 -0,95% 38.993 -1,33% 71% 16.169 -0,04%
38 2062 54.624 -0,98% 38.467 -1,35% 70% 16.157 -0,07%
39 2063 54.078 -1,00% 37.939 -1,37% 70% 16.139 -0,11%
40 2064 53.526 -1,02% 37.410 -1,39% 70% 16.116 -0,14%
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