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materia nº 30/2026

Tipo Projeto de Lei (Executivo)
Número / Ano 30 / 2026
Date 2026-03-26
EmentaAprova e institui a adesão do município de Montenegro ao Plano Regional de Água e Esgoto do Sistema CORSAN.
native_id19974

Autoria

Tramitação (latest 4)

DateStatusTurnoTexto
2026-04-01 Aguardando retorno do Executivo — Expedido Ofício nº 108/2026/CM, solicitando que o Prefeito Municipal encaminhe a matéria para apreciação do Conselho Municipal de Saneamento Básico.
2026-03-27 Em tramitação — A anteceder a análise do presente Projeto de Lei, parecer entende necessário o encaminhamento do Plano Regional para o conhecimento e ciência, com a aprovação pela adesão ao Conselho Municipal de Saneamento Básico, o qual foi criado pela Lei Municipal nº 6.545/2018, posto que está em suas atribuições a análise de temas como o ora em análise, de acordo com o art. 11 da referida legislação.
2026-03-27 Aguardando emissão de Parecer Jurídico — Para parecer.
2026-03-26 Proposição inclusa no expediente — Proposição inclusa para leitura no Expediente da Sessão Ordinária do dia 26.03.2026.

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 486

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 
PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO 
Gabinete do Prefeito
“Montenegro Cidade das Artes, Capital do Tanino, da Citricultura Gaúcha e
Berço da Bergamota Montenegrina
”
“Doe Órgãos; Doe Sangue: Salve Vidas
”
Rua Ramiro Barcelos, 2993 
– Cx. Postal 59 
– CEP 92510-275 
– Montenegro/RS. Telefone: (51) 3649-
8200 E-mail: gabinete@montenegro.rs.gov.br 
PROJETO DE LEI N.º ___, DE 24 DE MARÇO DE 2026. 
Aprova e institui a adesão do 
município de Montenegro ao Plano 
Regional de Água e Esgoto do 
Sistema CORSAN. 
Art. 1º Fica aprovada e instituída a adesão do Município de 
Montenegro ao Plano Regional de água e Esgoto do Sistema Corsan, nos termos 
do anexo único desta lei. 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MONTENEGRO, em 
24 de março de 2026. 
GUSTAVO ZANATTA 
Prefeito Municipal 
Assinado por 1 pessoa: GUSTAVO ZANATTA
Para verificar a validade das assinaturas, acesse https://montenegro.1doc.com.br/verificacao/683E-9E0D-8CE2-769C e informe o código 683E-9E0D-8CE2-769C
Autenticação do documento no site https://citta.click/47F0024EB1596C60 utilizando a chave '47F0024EB1596C60'
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 
PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO 
Gabinete do Prefeito
“Montenegro Cidade das Artes, Capital do Tanino, da Citricultura Gaúcha e
Berço da Bergamota Montenegrina
”
“Doe Órgãos; Doe Sangue: Salve Vidas
”
Rua Ramiro Barcelos, 2993 
– Cx. Postal 59 
– CEP 92510-275 
– Montenegro/RS. Telefone: (51) 3649-
8200 E-mail: gabinete@montenegro.rs.gov.br 
Ofício n.º 43/2026-GP-AAL Montenegro, 24 de março de 2026. 
Assunto: Mensagem Justificativa do Projeto de Lei n.º ___/2026. 
Excelentíssima Senhora Presidente: 
O presente Projeto de Lei tem por finalidade aprovar e instituir a adesão 
do Município de Montenegro ao Plano Regional de Água e Esgoto do Sistema CORSAN, 
instrumento de planejamento que estabelece diretrizes, metas e investimentos 
necessários à universalização e qualificação dos serviços de abastecimento de água 
potável e esgotamento sanitário. 
A medida está alinhada às diretrizes do Lei nº 11.445/2007, atualizada 
pela Lei nº 14.026/2020, que instituiu o novo marco legal do saneamento básico no 
Brasil, reforçando a necessidade de planejamento regionalizado, metas de 
universalização e sustentabilidade econômico-financeira dos serviços. 
A adesão ao Plano Regional possibilita ao Município: 
 Integrar-se à política regional de saneamento, promovendo ganhos de escala e 
eficiência; 
 Assegurar planejamento técnico estruturado para ampliação e melhoria dos 
sistemas de água e esgoto; 
 Viabilizar acesso a recursos estaduais e federais destinados a investimentos no 
setor; 
 Garantir cumprimento das metas de universalização previstas na legislação 
federal; 
 Proporcionar maior segurança jurídica na prestação dos serviços. 
Além disso, o fortalecimento do sistema regionalizado contribui 
diretamente para a melhoria da saúde pública, preservação ambiental, valorização 
urbana e desenvolvimento econômico local. 
Trata-se, portanto, de medida estratégica e necessária para assegurar a 
continuidade, modernização e expansão dos serviços de saneamento básico no 
Município de Montenegro, promovendo qualidade de vida à população e 
desenvolvimento sustentável. 
Diante do exposto, submetemos o presente Projeto de Lei à apreciação 
dessa Egrégia Câmara Municipal. 
Atenciosamente, 
GUSTAVO ZANATTA 
Prefeito Municipal 
A Sua Excelência a Senhora 
Ana Paula Machado 
Câmara Municipal de Vereadores 
Montenegro/RS 
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1
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2
PLANO REGIONAL DE ÁGUA E ESGOTO DO SISTEMA CORSAN
1
COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO 
CONSULTORIA MLAYDNER 
– INTELIGÊNCIA EM SANEAMENTO 
Coordenação Geral 
Mariangela Correa Laydner 
– Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho 
Coordenação Adjunta 
Nathália Miranda das Chagas 
– Engenheira Ambiental 
João Victor Malheiros Vidal da Vinha 
– Engenheiro Ambiental 
Matheus Correia Martinho da Silva 
– Engenheiro Ambiental 
Raísa Fagundes dos Santos 
– Engenheira Hídrica 
Equipe Técnica 
Anna Clara Muniz Correia 
– Estagiária de Engenharia Ambiental 
Arnaldo Mailes Neto 
– Engenheiro Ambiental 
Louise Pinho Novaes 
– Engenheira Ambiental 
Thaís Texeira Rodrigues Lima 
– Engenheira Ambiental 
 1
 A propriedade intelectual deste Plano Regional pertence à CORSAN, envolvendo direitos exclusivos sobre a criação, 
sendo, portanto, protegida legalmente. Neste aspecto, o presente documento configura-se como uma obra 
intelectual que reflete o conhecimento técnico e as estratégias aplicadas para resolver questões relacionadas ao 
planejamento regional da prestação de serviços de água e esgotamento sanitário no Sistema CORSAN. A autoria do 
presente Plano pertence à Companhia, garantindo-lhe a titularidade sobre as ideias, diagnósticos, soluções 
propostas e metodologias empregadas. Fica assegurada a proteção dos direitos autorais e a proibição de 
reprodução, total ou parcial, não autorizada previa e expressamente pela CORSAN; exceto em caso de adesão pelo 
Município ao Plano Regional. 
Assinado por 1 pessoa: GUSTAVO ZANATTA
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3
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1 
– Estado do Rio Grande do Sul. ...................................................................................... 20
Figura 2 
– Municípios atendidos pela CORSAN. ......................................................................... 22
Figura 3 
– Classificação Climática (KOPPEN) dos municípios atendidos pela CORSAN. ......... 42
Figura 4 
– Temperaturas médias mensais para o estado do Rio Grande do Sul. ........................... 43
Figura 5 
– Isoietas de precipitações médias anuais ao longo dos municípios atendidos pela 
CORSAN. ...................................................................................................................................... 45
Figura 6 
– Média dos Dias de Chuva ao longo dos meses do ano para o estado do Rio Grande do 
Sul. ................................................................................................................................................. 46
Figura 7 
– Classificação de províncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN. ..... 48
Figura 8 
– Classificação de subprovíncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN.
 ....................................................................................................................................................... 50
Figura 9 
– Domínios morfoestruturais da região dos municípios atendidos pela CORSAN. ....... 52
Figura 10 
– Unidades geomorfológicas da região dos municípios atendidos pela CORSAN. ..... 54
Figura 11 
– Classificação pedológica (Ordens do SiBCS) ao longo dos municípios atendidos pela 
CORSAN. ...................................................................................................................................... 56
Figura 12 
– Classificação pedológica (Subordens do SiBCS) ao longo dos municípios atendidos 
pela CORSAN. .............................................................................................................................. 58
Figura 13 
– Regiões hidrográficas do Rio Grande do Sul. ............................................................ 60
Figura 14 
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Guaíba. .......... 63
Figura 15 
– Rios principais da Região Hidrográfica do Guaíba. ................................................... 67
Figura 16 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Gravataí. ........................ 68
Figura 17 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Taquari-Antas. ............... 69
Figura 18 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Sinos. ............................. 70
Figura 19 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Lago Guaíba. ................. 71
Figura 20 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Baixo Jacuí. ................... 72
Figura 21 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Alto Jacuí. ...................... 73
Figura 22 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Pardo.............................. 74
Figura 23 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Vacacaí-Vavacaí Mirim. ............................... 75
Figura 24 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Caí. ................................................................ 76
Figura 25 
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Litoral. ........... 78
Figura 26 
– Rios Principais da Região Hidrográfica do Litoral. ................................................... 81
Figura 27 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Camaquã. ....................... 82
Figura 28 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Tramandaí. ..................... 83
Figura 29 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Litoral Médio. ............................................... 84
Figura 30 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Mirim 
– São Gonçalo. ................................... 85
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4
Figura 31 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Mampituba. ................................................... 86
Figura 32 
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Uruguai. ......... 89
Figura 33 
– Rios Principais da Região Hidrográfica do Uruguai. ................................................. 92
Figura 34 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Ijuí. ................................ 93
Figura 35 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Santa Maria. .................. 94
Figura 36 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Passo Fundo................... 95
Figura 37 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Ibicuí.............................. 96
Figura 38 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Turvo-Santa Rosa-Santo 
Cristo. ............................................................................................................................................ 97
Figura 39 
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Apauê-Inhandava. ......... 98
Figura 40 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Piratinim. ...................................................... 99
Figura 41 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Quaraí. ........................................................ 100
Figura 42 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Negro. ......................................................... 101
Figura 43 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Várzea. ........................................................ 102
Figura 44 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Butuí/Icamaquã. .......................................... 103
Figura 45 
– Sistemas aquíferos do Rio Grande do Sul. ............................................................... 105
Figura 46 
– Estações de monitoramento do Estado do Rio Grande do Sul. ................................ 109
Figura 47 
– Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U) dos municípios atendidos pela 
CORSAN. .................................................................................................................................... 129
Figura 48 
– Níveis de vulnerabilidade dos mananciais dos municípios atendidos pela CORSAN.
 ..................................................................................................................................................... 131
Figura 49 
– Distribuição de biomas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN. .......... 134
Figura 50 
– Distribuição de regiões fitoecológicas ao longo dos municípios atendidos pela 
CORSAN. .................................................................................................................................... 136
Figura 51 
– Distribuição de cobertura vegetal e outras áreas predominantes ao longo dos 
municípios atendidos pela CORSAN. ......................................................................................... 138
Figura 52 
– Localização das UCs contidas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
 ..................................................................................................................................................... 140
Figura 53 
– Panorama Censo 2022 
– Rio Grande do Sul. ........................................................... 144
Figura 54 
– Distribuição da população dos municípios atendidos pela CORSAN por faixas de 
idade e sexo, referência 2022. ..................................................................................................... 150
Figura 55 
– Distribuição da população dos municípios atendidos pela CORSAN por gênero, 
referência 2022. ........................................................................................................................... 151
Figura 56 
– Escala do IDH. ......................................................................................................... 152
Figura 57 
– Média do IDHM de acordo com as faixas populacionais. ....................................... 153
Figura 58 
– Municípios com maiores percentuais de internação por DRSAI em abril de 2024. 159
Figura 59 
– Distribuição das classes de cobertura e uso do solo ao longo dos municípios 
atendidos pela CORSAN. ............................................................................................................ 163
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5
Figura 60 
– Taxas de crescimento acumuladas 
– 2023/2022. ..................................................... 165
Figura 61 
– Percentual de ocupação do Rio Grande do Sul 
– 2010 ............................................ 168
Figura 62 
– Percentual de ocupação nos municípios com mais de 75.000 habitantes 
– 2010. ... 170
Figura 63 
– Pessoas de 15 anos ou mais por classes de rendimento mensal 
– 2015. .................. 173
Figura 64 
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com menos de 5.000 habitantes 
–
2021. ............................................................................................................................................ 178
Figura 65 
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com 5.000 a 20.000 habitantes 
–
2021. ............................................................................................................................................ 178
Figura 66 
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios de 20.000 a 75.000 habitantes 
–
2021. ............................................................................................................................................ 179
Figura 67 
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com mais de 75.000 habitantes 
–
2021. ............................................................................................................................................ 179
Figura 68 
– Panorama geral da cobertura do sistema de abastecimento de água. ....................... 196
Figura 70 
– Croqui Sistema Integrado Alpestre 
– Planalto | RS. ................................................ 201
Figura 71 
– Vista aérea da ETA Alvorada. ................................................................................. 202
Figura 72 
– Croqui Sistema Integrado Alvorada 
– Viamão | RS. ............................................... 203
Figura 73 
– Vista superior da ETA Curumim. ............................................................................ 205
Figura 74 
– Croqui Sistema Integrado Arroio do Sal 
– Capão da Canoa 
– Terra de Areia RS... 205
Figura 75 
– ETA Cachoeirinha. ................................................................................................... 207
Figura 76 
– Croqui Sistema Integrado Cachoeirinha 
– Gravataí | RS. ........................................ 208
Figura 77 
– ETA Frederico. ......................................................................................................... 209
Figura 78 
– Croqui Sistema Integrado Caiçara 
– Frederico Westphalen | RS. ............................ 210
Figura 79 
– ETA Campo Bom. .................................................................................................... 211
Figura 80 
– Sistema Integrado Campo Bom - Estância Velha - Sapiranga - Portão | RS. .......... 213
Figura 81
– Croqui Sistema Integrado Canela 
– Gramado | RS. .................................................. 214
Figura 82 
– ETA Esteio. .............................................................................................................. 216
Figura 83 
– Croqui - Sistema Integrado Canoas 
– Esteio 
– Sapucaia do Sul | RS. ..................... 218
Figura 84 
– ETA 2 de Capão da Canoa. ...................................................................................... 219
Figura 85 
– Croqui - Sistema Integrado Capão da Canoa 
– Xangri-lá | RS. ............................... 220
Figura 86 
– ETA de Pedro Osório. .............................................................................................. 221
Figura 87 
– Croqui - Sistema Integrado Pedro Osório 
– Cerrito | RS. ........................................ 222
Figura 88 
– ETA Charqueadas. ................................................................................................... 223
Figura 89 
– Croqui - Sistema integrado Charqueadas 
– São Jerônimo | RS. .............................. 224
Figura 90 
– Croqui - Sistema Integrado Cidreira 
– Balneário Pinhal | RS. ................................. 225
Figura 91 
– Vista superior da ETA Dois Irmãos. ........................................................................ 226
Figura 92 
– Croqui Sistema Integrado Dois Irmãos 
– Morro Reuter | RS. ................................. 226
Figura 93 
– Croqui - Sistema Integrado Eldorado do Sul 
– Guaíba | RS. ................................... 228
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6
Figura 94 
– ETA - Sistema Integrado Gaurama 
– Viadutos | RS. ............................................... 229
Figura 95 
– Croqui - Sistema Integrado Gaurama 
– Viadutos | RS. ............................................ 230
Figura 96 
– ETA de Três Coroas. ................................................................................................ 231
Figura 97 
– Croqui - Sistema Integrado Igrejinha 
– Três Coroas | RS. ....................................... 232
Figura 98 
– Croqui - Sistema Integrado Imbé 
– Xangri-lá | RS. ................................................. 233
Figura 99 
– Croqui - Sistema Integrado Palmitinho 
– Vista Alegre 
– Taquaruçu do Sul 
–
Pinheirinho do Vale | RS. ............................................................................................................ 234
Figura 100 
– Vista superior 
– ETA de Parobé. ............................................................................ 235
Figura 101 
– Croqui - Sistema Integrado Parobé 
– Igrejinha | RS. ............................................. 237
Figura 102 
– Croqui - Sistema Integrado Salvador do Sul 
– São Pedro da Serra | RS. ............... 239
Figura 103 
– Croqui - Sistema Integrado São José do Ouro 
– Cacique Doble | RS. ................... 240
Figura 104 
– ETA de São Sebastião do Caí. ............................................................................... 241
Figura 105 
– Croqui - Sistema Integrado São Sebastião do Caí 
– Capela de Santana | RS. ....... 242
Figura 106 
– Croqui Sistema Integrado Tramandaí 
– Imbé I | RS. ............................................. 243
Figura 107 
– Vista superior ETA Veranópolis. ........................................................................... 244
Figura 108 
– Croqui - Sistema Integrado Veranópolis 
– Vila Flores | RS. ................................. 245
Figura 109 - Situação das Licenças Ambientais de Água ........................................................... 251
Figura 110 -Quantidade de licenças por tipo de instalação ......................................................... 252
Figura 111 
– Distribuição das outorgas pela situação da captação. ............................................ 254
Figura 112 
– Panorama geral da cobertura de esgoto. ................................................................. 257
Figura 113 
– Índice de cobertura total de esgoto referido aos municípios atendidos com água e de 
coleta por faixa populacional. ...................................................................................................... 258
Figura 114 
– Vista do SES Alvorada-Viamão. ............................................................................ 262
Figura 115 
– Unidades de Tratamento da ETE Alvorada-Viamão. ............................................ 263
Figura 116 
– Ponto de lançamento do emissário no SES Alvorada-Viamão. ............................. 264
Figura 117 
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Alvorada-Viamão. ............ 265
Figura 118 
– Espacialização da localização das EBEs no SES Esteio-Sapucaia do Sul. ............ 266
Figura 119 
– Espacialização da localização da ETE e do ponto de lançamento do emissário no 
SES Esteio-Sapucaia do Sul. ....................................................................................................... 268
Figura 120 
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Esteio-Sapucaia do Sul. .... 269
Figura 121 
– Fluxograma da ETE componente do SES Esteio-Sapucaia do Sul. ....................... 269
Figura 122 
– Vista da ETE Freeway. .......................................................................................... 272
Figura 123 
– Unidades de Tratamento da ETE Freeway. ............................................................ 273
Figura 124 
– Emissário no SES Freeway. ................................................................................... 274
Figura 125 
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Freeway. ........................... 275
Figura 126 
– Fluxograma da ETE componente do SES Freeway. .............................................. 275
Figura 127 - Situação das Licenças Ambientais de Esgoto ......................................................... 277
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7
Figura 128 
– ODS 6. .................................................................................................................... 345
Figura 129 
– ODS 11. .................................................................................................................. 345
 
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8
LISTA DE QUADROS 
Quadro 1 
– Quantidade de municípios por faixa populacional. .................................................... 23
Quadro 2 
– Municípios abrangidos pelo Plano Regional. ............................................................. 24
Quadro 3 
– Áreas das Regiões e Bacias Hidrográficas do Rio Grande Sul. ................................. 61
Quadro 4 
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do Guaíba.
 ....................................................................................................................................................... 64
Quadro 5 
– População urbana residente na Região Hidrográfica Guaíba. .................................... 65
Quadro 6 
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Guaíba e principais usos. ......................... 65
Quadro 7 
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica das Bacias 
Litorâneas. ..................................................................................................................................... 77
Quadro 8 
– População urbana residente na Região Hidrográfica do Litoral. ................................ 79
Quadro 9 
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Litoral e principais usos. .......................... 79
Quadro 10 
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do Uruguai.
 ....................................................................................................................................................... 87
Quadro 11 
– População urbana residente na Região Hidrográfica do Uruguai. ............................ 90
Quadro 12 
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Uruguai e principais usos....................... 90
Quadro 13 
– Aquíferos do Estado do Rio Grande do Sul. .......................................................... 106
Quadro 14 
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas nas 
bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul. ................................................................................ 111
Quadro 15 
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas por 
sistema aquífero no Rio Grande do Sul. ...................................................................................... 112
Quadro 16 
– Disponibilidade hídrica nas Bacias Hidrográficas do Estado do Rio Grande do Sul.
 ..................................................................................................................................................... 114
Quadro 17 
– Demandas hídricas médias superficiais nas bacias hidrográficas do Estado. ......... 116
Quadro 18 
– Balanço hídrico nas Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul. ......................... 117
Quadro 19 
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. .......................................................... 120
Quadro 20 
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de Uso 
da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ....................................... 120
Quadro 21 
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no conjunto 
de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ......................................................................... 121
Quadro 22 
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no conjunto 
de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ......................................................................... 121
Quadro 23 
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. .......................................................... 121
Quadro 24 
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. ........................................................... 122
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9
Quadro 25 
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de Uso 
da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. ....................................... 122
Quadro 26 
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no conjunto 
de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. .......................................................................... 123
Quadro 27 
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no conjunto 
de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. .......................................................................... 123
Quadro 28 
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. ........................................................... 124
Quadro 29 
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ......................................................... 124
Quadro 30 
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de Uso 
da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ..................................... 125
Quadro 31 
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no conjunto 
de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ........................................................................ 125
Quadro 32 
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no conjunto 
de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ........................................................................ 125
Quadro 33 
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. ......................................................... 126
Quadro 34 
– ISH-U dos municípios atendidos pela CORSAN. .................................................. 130
Quadro 35 
– Avaliação da vulnerabilidade do manancial dos municípios atendidos pela 
CORSAN. .................................................................................................................................... 132
Quadro 36 
– Unidades de Conservação inseridas nos municípios do bloco. .............................. 141
Quadro 37 
– Distribuição dos municípios atendidos pela CORSAN por diferentes faixas de 
densidade demográfica. ............................................................................................................... 145
Quadro 38 
– Distribuição dos municípios atendidos pela CORSAN por faixas da taxa de 
crescimento, referência 2022. ...................................................................................................... 146
Quadro 39 
– Distribuição dos domicílios atendidos pela CORSAN por tipo, referência 2022. . 146
Quadro 40 
– Distribuição dos domicílios dos municípios atendidos pela CORSAN pelo modo de 
canalização de água existente. ..................................................................................................... 147
Quadro 41 
– Distribuição dos domicílios dos municípios atendidos pela CORSAN pela principal 
forma de abastecimento de água existente. ................................................................................. 147
Quadro 42 
– Distribuição dos domicílios dos municípios atendidos pela CORSAN pela 
existência de ligação com a rede geral e a forma principal de abastecimento de água. .............. 148
Quadro 43 
– Distribuição dos domicílios dos municípios atendidos pela CORSAN pelo tipo de 
esgotamento existente. ................................................................................................................. 149
Quadro 44 
– Melhores IDHM dos municípios com menos de 5.000 habitantes 
– 2010. ............ 154
Quadro 45 
– Melhores IDHM dos municípios de 5.000 a 20.000 habitantes 
– 2010. ................ 154
Quadro 46 
– Melhores IDHM dos municípios de 20.000 a 75.000 habitantes 
– 2010. .............. 154
Quadro 47 
– Melhores IDHM dos municípios com mais 75.000 habitantes 
– 2010. ................. 155
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Quadro 48 
– Evolução do índice de Gini do estado do Rio Grande do Sul. ............................... 156
Quadro 49 
– Média do índice de Gini por faixa populacional - 2010. ........................................ 156
Quadro 50 
– Municípios com melhores Índices de Gini - 2010. ................................................. 157
Quadro 51 
– Internação por DRSAI em abril de 2024. ............................................................... 159
Quadro 52 
– Taxa de alfabetização por faixa populacional - 2022. ............................................ 160
Quadro 53 
– Classificação uso e cobertura do solo. .................................................................... 161
Quadro 54 
– Municípios com maior representatividade no setor agropecuário. ......................... 165
Quadro 55 
– Municípios com maior representatividade no setor industrial. ............................... 166
Quadro 56 
– Municípios com maior representatividade no setor de serviços. ............................ 167
Quadro 57 
– Ocupação por setor nos municípios com mais de 75.000 habitantes 
– 2010. ........ 171
Quadro 58 
– Taxa de atividade. ................................................................................................... 174
Quadro 59 
– Municípios com maior PIB 
– 2021. ........................................................................ 175
Quadro 60 
– Municípios com maior PIB per capita 
– 2021. ....................................................... 175
Quadro 61 
– Municípios com menor PIB per capita 
– 2021. ...................................................... 176
Quadro 62 
– Média do PIB per capita de acordo com a faixa populacional 
– 2021. .................. 176
Quadro 63 
– Relação das favelas e comunidades urbanas por município. .................................. 181
Quadro 64 
– Resumo dos estudos e projetos existentes aplicável à área de estudo. ................... 188
Quadro 65 
– Valores das ligações e economias ativas por faixa populacional. .......................... 194
Quadro 66 
– Volumes de água por faixa populacional................................................................ 197
Quadro 68 
– Extensão de rede de água conforme faixa populacional. ........................................ 197
Quadro 69 
– Municípios com maiores extensões de rede de água. ............................................. 198
Quadro 70 
– Características dos reservatórios do Sistema Integrado de Alvorada 
– Viamão. ... 202
Quadro 71 
– Adutoras de água bruta. .......................................................................................... 215
Quadro 72 
– Reservatórios - Sistema Integrado Veranópolis 
– Vila Flores | RS. ....................... 244
Quadro 73 
–Ligações e economias ativas de esgoto por faixa populacional. ............................. 255
Quadro 74 
– Volumes de esgoto por faixa populacional. ............................................................ 256
Quadro 75 
– Extensão de rede de esgoto conforme faixa populacional. ..................................... 259
Quadro 76 
– Municípios com maiores extensões de rede de esgoto. .......................................... 259
Quadro 77 
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento sanitário de 
Alvorada e Viamão ...................................................................................................................... 260
Quadro 78 
– Resumo de informações acerca das EBEs e EBET presentes no SES Alvorada￾Viamão. ........................................................................................................................................ 261
Quadro 79 
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do SES Alvorada-Viamão.
 ..................................................................................................................................................... 264
Quadro 80 
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento sanitário de 
Esteio e Sapucaia do Sul. ............................................................................................................. 265
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Quadro 81 
– Resumo de informações acerca das EBEs do Sistema de Esgotamento Sanitário 
Esteio-Sapucaia do Sul. ............................................................................................................... 266
Quadro 82 
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do Sistema de Esgotamento 
Sanitário Esteio-Sapucaia do Sul. ................................................................................................ 268
Quadro 83 
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento sanitário de 
Cachoerinha e Gravataí. .............................................................................................................. 270
Quadro 84 
– Resumo de informações acerca das EBEs e EBET presentes no SES Freeway. .... 271
Quadro 85 
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do Sistema de Esgotamento 
Sanitário Freeway. ....................................................................................................................... 273
Quadro 86 
– Histórico populacional. ........................................................................................... 280
Quadro 87 
– Menor Meta de cobertura de água por faixa populacional. .................................... 287
Quadro 88 
– Metas de cobertura de esgoto por faixa populacional. ........................................... 288
Quadro 89 
– Alternativas tecnológicas para o tratamento de água de soluções coletivas. .......... 295
Quadro 90 
– Exemplos de etapas de tratamento de água de soluções individuais de 
abastecimento de água. ................................................................................................................ 296
Quadro 91 
– Faixas de eficiências por tipo de tratamento. ......................................................... 303
Quadro 92 
– Exemplos de etapas de tratamento de esgoto de soluções coletivas de esgotamento 
sanitário. ...................................................................................................................................... 303
Quadro 93 
– Exemplos de etapas tratamento de esgoto de soluções individuais de esgotamento 
sanitário. ...................................................................................................................................... 304
Quadro 94 
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de abastecimento de água.
 ..................................................................................................................................................... 308
Quadro 95 
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de abastecimento de água.
 ..................................................................................................................................................... 309
Quadro 96 
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de esgotamento sanitário.
 ..................................................................................................................................................... 311
Quadro 97 
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de esgotamento sanitário.
 ..................................................................................................................................................... 312
Quadro 98 
– Programa, projetos e ações de desenvolvimento institucional e setorial. ............... 315
Quadro 99 
– Matriz de determinação da probabilidade. ............................................................. 320
Quadro 100 
– Matriz de determinação do impacto/consequência. .............................................. 320
Quadro 101 
– Matriz de risco- Classificação do risco. ................................................................ 320
Quadro 102 
– Classificação do risco. .......................................................................................... 322
Quadro 103 
– Ações de Contingência e Emergência 
– SAA. ..................................................... 324
Quadro 104 
– Ações de Contingência e Emergência 
– SES. ...................................................... 329
 
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12
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO......................................................................17
2. DIAGNÓSTICO GERAL VOLTADO PARA OS INTERESSES DO SANEAMENTO.........19
2.1. Caracterização geral da área ..........................................................................................19
2.2. Aspectos ambientais.......................................................................................................40
2.2.1. Clima ........................................................................................................................40
2.2.2. Geologia e geomorfologia ...........................................................................................46
2.2.3. Hidrografia................................................................................................................59
2.2.3.1. Regiões hidrográficas................................................................................................. 59
2.2.3.1.1. Região Hidrográfica do Guaíba ..............................................................................62
2.2.3.1.2. Região Hidrográfica do Litoral...............................................................................77
2.2.3.1.3. Região Hidrográfica do Uruguai.............................................................................87
2.2.3.2. Disponibilidade, demanda e balanço hídrico.............................................................. 104
2.2.3.2.1. Recursos hídricos subterrâneos............................................................................. 104
2.2.3.2.1.1. Disponibilidade hídrica..................................................................................... 104
2.2.3.2.1.2. Demanda hídrica.............................................................................................. 110
2.2.3.2.2. Recursos hídricos superficiais............................................................................... 114
2.2.3.2.2.1. Disponibilidade hídrica..................................................................................... 114
2.2.3.2.2.2. Demanda hídrica.............................................................................................. 115
2.2.3.2.2.3. Balanço hídrico ................................................................................................ 117
2.2.3.2.2.4. Qualidade dos mananciais ................................................................................ 119
2.2.3.2.2.4.1. Região Hidrográfica do Guaíba ........................................................................ 119
2.2.3.2.2.4.2. Região Hidrográfica do Litoral ......................................................................... 122
2.2.3.2.2.4.3. Região Hidrográfica do Uruguai ....................................................................... 124
2.2.3.3. Segurança hídrica .................................................................................................... 126
2.2.4. Aspectos bióticos...................................................................................................... 132
2.2.5. Unidades de conservação.......................................................................................... 139
2.3. Aspectos socioeconômicos............................................................................................. 142
2.3.1. Aspectos sociais........................................................................................................ 143
2.3.1.1. Demografia.............................................................................................................. 143
2.3.1.1.1. Distribuição dos domicílios................................................................................... 146
2.3.1.1.2. Distribuição por faixa etária e gênero.................................................................... 149
2.3.1.2. Índice de Desenvolvimento Humano ......................................................................... 151
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13
2.3.1.3. Renda...................................................................................................................... 155
2.3.1.4. Saúde ...................................................................................................................... 157
2.3.1.5. Educação................................................................................................................. 160
2.3.1.6. Uso e ocupação do solo ............................................................................................. 160
2.3.2. Aspectos econômicos ................................................................................................ 164
2.3.2.1. Atividades e vocações econômicas............................................................................. 164
2.3.2.2. Caracterização do mercado de trabalho .................................................................... 167
2.3.2.3. Distribuição de renda............................................................................................... 173
2.3.2.4. Panorama fiscal ....................................................................................................... 174
2.4. Favelas e comunidades urbanas (áreas de ocupação consolidada) .................................. 180
3. ESTUDOS E PROJETOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE ESGOTAMENTO 
SANITÁRIO EXISTENTES .................................................................................................... 187
4. DIAGNÓSTICO DAS INFRAESTRUTURAS EXISTENTES ........................................... 193
4.1. Abastecimento de água................................................................................................. 193
4.1.1. Indicadores dos sistemas de abastecimento de água ................................................... 194
4.1.2. Sistemas integrados de água ..................................................................................... 198
4.1.2.1. Sistema integrado de água Alpestre 
– Planalto .......................................................... 199
4.1.2.2. Sistema integrado de água Alvorada 
– Viamão.......................................................... 201
4.1.2.3. Sistema integrado de água Arroio do Sal 
– Capão da Canoa 
– Terra de Areia ............ 203
4.1.2.4. Sistema integrado de água Cachoeirinha 
– Gravataí.................................................. 206
4.1.2.5. Sistema integrado de água Caiçara 
– Frederico Westphalen ...................................... 208
4.1.2.6. Sistema integrado de água Campo Bom - Estância Velha - Sapiranga - Portão ........... 210
4.1.2.7. Sistema integrado de água Canela 
– Gramado........................................................... 213
4.1.2.8. Sistema integrado de água Canoas 
– Esteio 
– Sapucaia do Sul.................................... 214
4.1.2.9. Sistema integrado de água Capão da Canoa 
– Xangri-lá 
– Atlântida Sul .................... 218
4.1.2.10. Sistema integrado de água Cerrito 
– Pedro Osório................................................. 220
4.1.2.11. Sistema integrado de água Charqueadas 
– São Jerônimo....................................... 222
4.1.2.12. Sistema integrado de água Cidreira 
– Balneário Pinhal ......................................... 224
4.1.2.13. Sistema integrado de água Dois Irmãos 
– Morro Reuter ........................................ 225
4.1.2.14. Sistema integrado de água Eldorado do Sul 
– Guaíba ............................................ 227
4.1.2.15. Sistema integrado de água Gaurama 
– Viadutos.................................................... 228
4.1.2.16. Sistema Integrado Igrejinha 
– Três Coroas ........................................................... 230
4.1.2.17. Sistema integrado de água Imbé 
– Xangri-lá ......................................................... 232
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14
4.1.2.18. Sistema integrado de água Palmitinho 
– Vista Alegre 
– Taquaruçu do Sul 
–
Pinheirinho do Vale................................................................................................................. 233
4.1.2.19. Sistema integrado de água Parobé 
– Igrejinha....................................................... 234
4.1.2.20. Sistema integrado de água Salvador do Sul 
– São Pedro da Serra........................... 237
4.1.2.21. Sistema integrado de água São José do Ouro 
– Cacique Doble ............................... 239
4.1.2.22. Sistema integrado de água São Sebastião do Caí 
– Capela de Santana .................... 240
4.1.2.23. Sistema integrado de água Tramandaí 
– Imbé I..................................................... 242
4.1.2.24. Sistema integrado de água Veranópolis 
– Vila Flores............................................. 243
4.1.3. Qualidade da água ................................................................................................... 245
4.1.4. Licenças Ambientais ................................................................................................ 248
4.1.5. Outorgas.................................................................................................................. 252
4.2. Esgotamento sanitário.................................................................................................. 254
4.2.1. Indicadores dos sistemas de esgotamento sanitário .................................................... 255
4.2.2. Sistemas integrados de esgoto ................................................................................... 260
4.2.2.1. Sistema integrado de esgoto Alvorada 
– Viamão........................................................ 260
4.2.2.1.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto .............................................. 260
4.2.2.1.2. Estação de tratamento de esgoto ........................................................................... 261
4.2.2.1.3. Emissário e ponto de lançamento .......................................................................... 264
4.2.2.1.4. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário .................................................. 265
4.2.2.2. Sistema integrado de esgoto Esteio 
– Sapucaia do Sul ................................................ 265
4.2.2.2.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto .............................................. 265
4.2.2.2.2. Estação de tratamento de esgoto ........................................................................... 267
4.2.2.2.3. Emissário e ponto de lançamento .......................................................................... 267
4.2.2.2.4. Fluxogramas........................................................................................................ 268
4.2.2.2.4.1. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário............................................... 269
4.2.2.2.4.2. Fluxograma da estação de tratamento de esgoto ................................................ 269
4.2.2.3. Sistema integrado de esgoto Cachoerinha 
– Gravataí................................................. 270
4.2.2.3.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto .............................................. 271
4.2.2.3.2. Estação de tratamento de esgoto ........................................................................... 271
4.2.2.3.3. Emissário e ponto de lançamento .......................................................................... 273
4.2.2.3.4. Fluxogramas........................................................................................................ 274
4.2.2.3.4.1. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário............................................... 274
4.2.2.3.4.2. Fluxograma da estação de tratamento de esgoto ................................................ 275
4.2.3. Licenças Ambientais ................................................................................................ 276
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15
5. OBJETIVOS E METAS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS ......................... 279
5.1. Projeção populacional.................................................................................................. 279
5.1.1. Dados históricos....................................................................................................... 280
5.1.2. Método utilizado para projeções populacionais ......................................................... 281
5.1.3. Projeção das populações flutuantes........................................................................... 283
5.1.4. Projeções populacionais adotadas............................................................................. 284
5.2. Universalização dos serviços......................................................................................... 284
5.2.1. Objetivos, metas e indicadores.................................................................................. 284
5.2.1.1. Metodologia de cálculo ............................................................................................. 285
5.2.1.2. Nível de universalização dos serviços de água............................................................ 286
5.2.1.3. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário .................................. 287
6. SOLUÇÕES TÉCNICAS ................................................................................................. 289
6.1. Abastecimento de água................................................................................................. 290
6.2. Esgotamento sanitário.................................................................................................. 298
7. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES............................................................................ 306
7.1. Premissas e diretrizes................................................................................................... 306
7.2. Abastecimento de água................................................................................................. 307
7.2.1. Programa, projetos e ações estruturais...................................................................... 307
7.2.2. Programa, projetos e ações estruturantes.................................................................. 309
7.3. Esgotamento sanitário.................................................................................................. 310
7.3.1. Programa, projetos e ações estruturais...................................................................... 310
7.3.2. Programa, projetos e ações estruturantes.................................................................. 312
7.3.3. Sistema de Macroesgotamento do Litoral Norte ........................................................ 313
7.4. Programa de desenvolvimento institucional e setorial.................................................... 315
7.5. Fonte de Financiamento ............................................................................................... 316
8. AÇÕES DE EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS........................................................ 317
8.1. Avaliação das vulnerabilidades do sistema de abastecimento de água e do sistema de 
esgotamento sanitário .............................................................................................................. 318
8.2. Categorização dos riscos/vulnerabilidades .................................................................... 319
8.2.1. Definições dos critérios de vulnerabilidade................................................................ 319
8.2.1.1. Definições dos critérios de gravidade ........................................................................ 320
8.2.1.2. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades.................................................. 322
8.3. Plano de ações de emergências e contingências.............................................................. 322
8.4. Demais ações contingência e emergência ....................................................................... 332
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8.5. Avaliação de alternativas de suprimento hídrico, inclusive com definição de manancial de 
reserva para garantir o abastecimento em situações de falha ou insuficiência da captação original
332
8.6. Monitoramento e controle dos mananciais .................................................................... 333
8.7. Descrição do protocolo de comunicação com usuários de água potencialmente impactados 
pelo desabastecimento/risco ambiental devido a panes ou manutenções programadas e responsáveis 
pela comunicação .................................................................................................................... 333
8.8. Descrição dos procedimentos operacionais relacionados, abrangendo a localização das 
ferramentas e dos equipamentos de manutenção, e rotas de acesso aos pontos críticos................ 334
8.9. Definição dos papéis e responsabilidades de operadores e demais funcionários durante as 
situações de emergências.......................................................................................................... 334
9. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DA 
EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES ............................................................................... 336
9.1. Metodologia de desenvolvimento dos indicadores de prestação dos serviços ................... 338
9.1.1. Forma de aferição dos indicadores............................................................................ 339
9.1.1.1. Fonte para coleta de dados ....................................................................................... 340
9.1.2. Meta dos indicadores de desempenho........................................................................ 341
9.1.3. Atribuição de responsabilidades ............................................................................... 343
9.1.4. Indicadores operacionais.......................................................................................... 343
9.1.4.1. Nível de universalização dos serviços de água............................................................ 344
9.1.4.2. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário .................................. 346
10. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO ........................................................................ 347
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 348
APÊNDICE I 
– CADERNOS INDIVIDUAIS PARA OS MUNICÍPIOS COM POPULAÇÃO 
INFERIOR A 20.000 HABITANTES ....................................................................................... 355
APÊNDICE II 
– CADERNOS INDIVIDUAIS PARA OS MUNICÍPIOS COM POPULAÇÃO 
SUPERIOR A 20.000 HABITANTES....................................................................................... 356
APÊNDICE III 
– LISTAGEM DAS LICENÇAS AMBIENTAIS E OUTORGAS ...................... 357
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1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO 
O presente documento refere-se ao Plano Regional de Água e Esgoto (PRAE) do Sistema 
CORSAN ou Plano Regional, que abrange 317 municípios atendidos pela Companhia 
Riograndense de Saneamento (CORSAN). O objetivo deste plano é estabelecer diretrizes 
e ações direcionadas para assegurar a eficiência e sustentabilidade dos serviços de 
saneamento básico em toda essa ampla área de atuação. 
O Plano Regional foi elaborado em conformidade com a Lei Federal nº 11.445, de 5 de 
janeiro de 2007, conhecida como a Lei Nacional de Saneamento Básico, que estabeleceu 
a obrigatoriedade dos planos de saneamento básico, sendo complementada e 
regulamentada por diversos atos normativos ao longo do tempo. A atualização mais 
recente veio com a Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho de 2020, que introduziu 
mudanças relevantes nos parâmetros de prestação de serviços, definição de metas de 
universalização e outros aspectos importantes do setor. 
Nos artigos 14 e 17 da Lei Federal nº 11.445/2007, combinados com o artigo 25 do 
Decreto Federal nº 7.217/2020, há uma exigência de que o serviço regionalizado de 
saneamento básico seja estruturado por um plano específico para o conjunto de 
municípios operados pelo prestador, no caso, a CORSAN. Esse plano é fundamental para 
assegurar a fiscalização e regulação apropriadas dos serviços, além de promover uma 
gestão integrada e planejada. 
A Lei Federal nº 13.089/2015, em seu artigo 9º, inciso II e § 1º, dispõe sobre a necessidade 
de planos setoriais interfederativos para o desenvolvimento urbano nas regiões 
metropolitanas e aglomerações urbanas, reforçando a importância de uma coordenação 
entre os diferentes níveis de governo para o desenvolvimento urbano harmonioso e 
eficiente. 
O Plano Regional examina de maneira abrangente questões ambientais, sociais e 
econômicas na área de abrangência, além de analisar fatores políticos, institucionais e 
governamentais que influenciam o saneamento básico na região. O documento também 
inclui estudos e projetos existentes nas áreas de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário. 
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O plano detalha a situação atual dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário. A partir de um diagnóstico completo da área de estudo, o documento avança 
para um prognóstico, onde são estabelecidos objetivos e metas para a universalização dos 
serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, incluindo programas, projetos 
e ações essenciais para alcançar esses objetivos. 
As ações de emergência e contingência também são abordadas e detalhadas conforme a 
metodologia adotada. Mecanismos e procedimentos de avaliação contínua são propostos 
para medir a eficácia e eficiência das ações implementadas, assegurando o 
acompanhamento e ajustes conforme necessário. 
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2. DIAGNÓSTICO GERAL VOLTADO PARA OS INTERESSES DO 
SANEAMENTO 
Este capítulo apresenta um diagnóstico das condições atuais relacionadas ao saneamento 
básico na área de estudo. O objetivo é fornecer uma visão clara das questões ambientais, 
sociais e econômicas que influenciam os serviços de saneamento. 
Este diagnóstico é fundamental para entender a situação atual e as necessidades 
específicas da região, servindo como base para o planejamento de ações futuras. Ao 
identificar os principais desafios e potencialidades, o capítulo busca proporcionar uma 
base sólida para o desenvolvimento de estratégias eficazes e sustentáveis que visem a 
universalização e a melhoria contínua dos serviços de saneamento. 
2.1. Caracterização geral da área 
O Rio Grande do Sul (Figura 1), localizado na região sul do Brasil, é o estado mais 
meridional do país. Com uma área de aproximadamente 281.707 km², é o quarto estado 
mais populoso do Brasil, abrigando uma população diversificada e culturalmente rica. De 
acordo com estimativas recentes, o Rio Grande do Sul possui uma população de cerca de 
10,8 milhões de habitantes. A densidade demográfica, de 38,63 hab./km², é relativamente 
alta em comparação com outros estados do Brasil, refletindo um padrão de urbanização 
consolidado. 
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Figura 1 
– Estado do Rio Grande do Sul. 
Fonte: IBGE (2024). 
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Neste Plano Regional, o foco estará nos 317 municípios atendidos pela Companhia 
Riograndense de Saneamento (CORSAN) (Figura 2). Estes municípios representam uma 
área combinada de 205.903,76 km², equivalente a cerca de 73% da área total do estado. 
A população residente nessas localidades é de aproximadamente 7,3 milhões de 
habitantes, representando cerca de 67% da população total do Rio Grande do Sul. 
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Figura 2 
– Municípios atendidos pela CORSAN. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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O Quadro 1 compila os municípios abrangidos por este plano, classificados por faixa 
populacional. Além disso, o Quadro 2 também exibe a distribuição desses municípios 
por faixa de população, a população total fornecida pelo censo do IBGE em 2022 e a 
regional correspondente da CORSAN.
Quadro 1
– Quantidade de municípios por faixa populacional.
Faixa Populacional Quantidade de municípios
< 5.000 92
5.000 a 20.000 130
20.000 a 75.000 75
> 75.000 20
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Quadro 2 
– Municípios abrangidos pelo Plano Regional.
Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Alto Alegre 1.800 < 5.000 
Mariano Moro 1.858 < 5.000 
São José do Herval 1.902 < 5.000 
Ivorá 1.929 < 5.000 
Itapuca 1.937 < 5.000 
Unistalda 1.995 < 5.000 
Inhacorá 2.014 < 5.000 
Silveira Martins 2.028 < 5.000 
Pedras Altas 2.061 < 5.000 
Bom Progresso 2.096 < 5.000 
Lagoa Bonita do Sul 2.251 < 5.000 
Santo Expedito do Sul 2.349 < 5.000 
São José do Inhacorá 2.406 < 5.000 
Faxinalzinho 2.520 < 5.000 
Fagundes Varela 2.566 < 5.000 
Santa Margarida do Sul 2.596 < 5.000 
Vista Alegre 2.660 < 5.000 
Entre Rios do Sul 2.685 < 5.000 
Sede Nova 2.704 < 5.000 
Pinto Bandeira 2.723 < 5.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Derrubadas 2.751 < 5.000 
Victor Graeff 2.780 < 5.000 
Vista Gaúcha 2.783 < 5.000 
Dilermando de Aguiar 2.806 < 5.000 
Rio dos Índios 2.835 < 5.000 
Muitos Capões 2.879 < 5.000 
São Jorge 2.912 < 5.000 
Caseiros 3.000 < 5.000 
Nova Bréscia 3.044 < 5.000 
Erebango 3.054 < 5.000 
Dona Francisca 3.079 < 5.000 
Taquaruçu do Sul 3.119 < 5.000 
Barra do Guarita 3.161 < 5.000 
Esmeralda 3.195 < 5.000 
Itatiba do Sul 3.208 < 5.000 
Campestre da Serra 3.242 < 5.000 
Colorado 3.258 < 5.000 
São Valentim 3.264 < 5.000 
Braga 3.268 < 5.000 
Jacutinga 3.338 < 5.000 
Áurea 3.396 < 5.000 
Severiano de Almeida 3.406 < 5.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Nova Roma do Sul 3.466 < 5.000 
São Pedro da Serra 3.548 < 5.000 
Campos Borges 3.613 < 5.000 
Paim Filho 3.629 < 5.000 
Vila Flores 3.646 < 5.000 
Jaquirana 3.690 < 5.000 
Pejuçara 3.745 < 5.000 
Putinga 3.747 < 5.000 
Jaboticaba 3.779 < 5.000 
Cotiporã 3.846 < 5.000 
Vila Nova do Sul 3.863 < 5.000 
Água Santa 3.912 < 5.000 
Chiapetta 3.913 < 5.000 
Mariana Pimentel 3.916 < 5.000 
Marques de Souza 3.969 < 5.000 
Passa Sete 3.983 < 5.000 
Capivari do Sul 3.991 < 5.000 
Arambaré 4.112 < 5.000 
Ciríaco 4.149 < 5.000 
Ilópolis 4.157 < 5.000 
Aceguá 4.170 < 5.000 
São José dos Ausentes 4.172 < 5.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Maximiliano de Almeida 4.191 < 5.000 
Barra do Quaraí 4.241 < 5.000 
Marcelino Ramos 4.320 < 5.000 
David Canabarro 4.321 < 5.000 
Porto Lucena 4.360 < 5.000 
Maçambará 4.425 < 5.000 
Miraguaí 4.427 < 5.000 
São João da Urtiga 4.461 < 5.000 
Doutor Maurício Cardoso 4.470 < 5.000 
Riozinho 4.473 < 5.000 
Fortaleza dos Valos 4.477 < 5.000 
Ibiaçá 4.527 < 5.000 
Pinheirinho do Vale 4.540 < 5.000 
Chuvisca 4.597 < 5.000 
Cacique Doble 4.603 < 5.000 
Vicente Dutra 4.665 < 5.000 
Humaitá 4.681 < 5.000 
Mata 4.698 < 5.000 
Caibaté 4.704 < 5.000 
Viadutos 4.769 < 5.000 
Liberato Salzano 4.781 < 5.000 
Barracão 4.831 < 5.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Caiçara 4.836 < 5.000 
Nova Esperança do Sul 4.865 < 5.000 
Erval Grande 4.930 < 5.000 
Nova Araçá 4.954 < 5.000 
Campo Novo 4.975 < 5.000 
Rondinha 4.991 < 5.000 
Selbach 5.107 5.000 a 20.000 
São Nicolau 5.118 5.000 a 20.000 
Tiradentes do Sul 5.129 5.000 a 20.000 
Tavares 5.212 5.000 a 20.000 
Campinas do Sul 5.284 5.000 a 20.000 
Sentinela do Sul 5.306 5.000 a 20.000 
Amaral Ferrador 5.310 5.000 a 20.000 
Lagoão 5.341 5.000 a 20.000 
Ipê 5.399 5.000 a 20.000 
São Martinho 5.481 5.000 a 20.000 
Sertão 5.541 5.000 a 20.000 
Tucunduva 5.542 5.000 a 20.000 
Itaara 5.572 5.000 a 20.000 
Estação 5.582 5.000 a 20.000 
Nova Palma 5.586 5.000 a 20.000 
Gaurama 5.665 5.000 a 20.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Machadinho 5.735 5.000 a 20.000 
Cerrito 5.808 5.000 a 20.000 
Sertão Santana 5.863 5.000 a 20.000 
Campina das Missões 5.882 5.000 a 20.000 
Barão do Triunfo 5.889 5.000 a 20.000 
Bossoroca 5.890 5.000 a 20.000 
Morro Reuter 6.029 5.000 a 20.000 
Morro Redondo 6.046 5.000 a 20.000 
Alecrim 6.123 5.000 a 20.000 
Coronel Bicaco 6.144 5.000 a 20.000 
Herval 6.191 5.000 a 20.000 
Boqueirão do Leão 6.247 5.000 a 20.000 
Chuí 6.262 5.000 a 20.000 
Cândido Godói 6.294 5.000 a 20.000 
Santa Maria do Herval 6.340 5.000 a 20.000 
Cambará do Sul 6.361 5.000 a 20.000 
Condor 6.406 5.000 a 20.000 
Formigueiro 6.413 5.000 a 20.000 
Independência 6.427 5.000 a 20.000 
Barão 6.461 5.000 a 20.000 
Aratiba 6.483 5.000 a 20.000 
Rodeio Bonito 6.654 5.000 a 20.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Faxinal do Soturno 6.702 5.000 a 20.000 
Ajuricaba 6.720 5.000 a 20.000 
Ibiraiaras 6.776 5.000 a 20.000 
Erval Seco 6.787 5.000 a 20.000 
Manoel Viana 6.801 5.000 a 20.000 
São José do Ouro 6.834 5.000 a 20.000 
Salvador do Sul 6.879 5.000 a 20.000 
Boa Vista do Buricá 6.966 5.000 a 20.000 
Santana da Boa Vista 7.024 5.000 a 20.000 
São Miguel das Missões 7.056 5.000 a 20.000 
Alpestre 7.117 5.000 a 20.000 
Barão de Cotegipe 7.144 5.000 a 20.000 
Lavras do Sul 7.157 5.000 a 20.000 
Paraí 7.194 5.000 a 20.000 
Cristal 7.299 5.000 a 20.000 
Guarani das Missões 7.415 5.000 a 20.000 
Iraí 7.482 5.000 a 20.000 
Pedro Osório 7.484 5.000 a 20.000 
Minas do Leão 7.505 5.000 a 20.000 
Trindade do Sul 7.556 5.000 a 20.000 
General Câmara 7.612 5.000 a 20.000 
Ametista do Sul 7.650 5.000 a 20.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Glorinha 7.658 5.000 a 20.000 
Palmitinho 7.839 5.000 a 20.000 
Paverama 7.978 5.000 a 20.000 
São Vicente do Sul 8.097 5.000 a 20.000 
Santa Bárbara do Sul 8.122 5.000 a 20.000 
Tuparendi 8.363 5.000 a 20.000 
Catuípe 8.674 5.000 a 20.000 
Entre-Ijuís 9.158 5.000 a 20.000 
Cerro Grande do Sul 9.178 5.000 a 20.000 
Barros Cassal 9.296 5.000 a 20.000 
Casca 9.465 5.000 a 20.000 
Chapada 9.540 5.000 a 20.000 
Fontoura Xavier 9.550 5.000 a 20.000 
Nova Bassano 9.649 5.000 a 20.000 
Redentora 9.738 5.000 a 20.000 
Ronda Alta 9.777 5.000 a 20.000 
Porto Xavier 9.938 5.000 a 20.000 
Salto do Jacuí 10.203 5.000 a 20.000 
Pantano Grande 10.212 5.000 a 20.000 
Santo Antônio das Missões 10.300 5.000 a 20.000 
Arvorezinha 10.322 5.000 a 20.000 
Terra de Areia 10.334 5.000 a 20.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Constantina 10.385 5.000 a 20.000 
Planalto 10.406 5.000 a 20.000 
Roca Sales 10.418 5.000 a 20.000 
Jaguari 10.579 5.000 a 20.000 
Tapera 10.592 5.000 a 20.000 
Três Cachoeiras 10.962 5.000 a 20.000 
Arroio do Sal 11.057 5.000 a 20.000 
Cacequi 11.157 5.000 a 20.000 
Capela de Santana 11.159 5.000 a 20.000 
Bom Jesus 11.202 5.000 a 20.000 
Pinheiro Machado 11.214 5.000 a 20.000 
Cruzeiro do Sul 11.600 5.000 a 20.000 
Seberi 11.950 5.000 a 20.000 
Arroio do Tigre 12.058 5.000 a 20.000 
Mostardas 12.090 5.000 a 20.000 
Barra do Ribeiro 12.225 5.000 a 20.000 
Bom Retiro do Sul 12.294 5.000 a 20.000 
Palmares do Sul 12.844 5.000 a 20.000 
Crissiumal 12.886 5.000 a 20.000 
Antônio Prado 13.045 5.000 a 20.000 
Dom Feliciano 13.051 5.000 a 20.000 
Cerro Largo 13.705 5.000 a 20.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Nonoai 13.719 5.000 a 20.000 
Feliz 13.764 5.000 a 20.000 
Santo Augusto 13.902 5.000 a 20.000 
Sobradinho 14.226 5.000 a 20.000 
Tenente Portela 14.497 5.000 a 20.000 
Arroio dos Ratos 14.601 5.000 a 20.000 
Tapes 14.695 5.000 a 20.000 
Restinga Sêca 14.939 5.000 a 20.000 
Balneário Pinhal 14.955 5.000 a 20.000 
Espumoso 15.173 5.000 a 20.000 
Santo Cristo 15.320 5.000 a 20.000 
São Pedro do Sul 15.577 5.000 a 20.000 
Giruá 16.013 5.000 a 20.000 
Agudo 16.041 5.000 a 20.000 
Sananduva 16.399 5.000 a 20.000 
Xangri-Lá 16.463 5.000 a 20.000 
Getúlio Vargas 16.602 5.000 a 20.000 
Serafina Corrêa 16.961 5.000 a 20.000 
Cidreira 17.071 5.000 a 20.000 
Piratini 17.504 5.000 a 20.000 
Arroio Grande 17.558 5.000 a 20.000 
São Francisco De Assis 17.618 5.000 a 20.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Não-Me-Toque 17.898 5.000 a 20.000 
Júlio de Castilhos 18.226 5.000 a 20.000 
Horizontina 18.851 5.000 a 20.000 
Butiá 19.084 5.000 a 20.000 
Tupanciretã 20.005 20.000 a 75.000 
Nova Hartz 20.088 20.000 a 75.000 
São Jerônimo 21.028 20.000 a 75.000 
São Marcos 21.084 20.000 a 75.000 
São Sepé 21.219 20.000 a 75.000 
Rolante 21.253 20.000 a 75.000 
Ibirubá 21.583 20.000 a 75.000 
São Francisco De Paula 21.893 20.000 a 75.000 
Arroio do Meio 21.958 20.000 a 75.000 
Sarandi 22.851 20.000 a 75.000 
Encantado 22.962 20.000 a 75.000 
Nova Petrópolis 23.300 20.000 a 75.000 
Quaraí 23.500 20.000 a 75.000 
Encruzilhada do Sul 23.819 20.000 a 75.000 
Veranópolis 24.021 20.000 a 75.000 
Três Coroas 24.425 20.000 a 75.000 
São Sebastião do Caí 24.428 20.000 a 75.000 
Tapejara 24.557 20.000 a 75.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Três de Maio 24.916 20.000 a 75.000 
Taquari 25.198 20.000 a 75.000 
Guaporé 25.268 20.000 a 75.000 
Três Passos 25.436 20.000 a 75.000 
São José do Norte 25.443 20.000 a 75.000 
Nova Prata 25.692 20.000 a 75.000 
Capão do Leão 26.487 20.000 a 75.000 
Jaguarão 26.603 20.000 a 75.000 
Imbé 26.824 20.000 a 75.000 
Triunfo 27.498 20.000 a 75.000 
Lagoa Vermelha 27.659 20.000 a 75.000 
Candelária 28.906 20.000 a 75.000 
Nova Santa Rita 29.024 20.000 a 75.000 
Soledade 29.991 20.000 a 75.000 
Carlos Barbosa 30.420 20.000 a 75.000 
Dois Irmãos 30.709 20.000 a 75.000 
Flores da Cunha 30.892 20.000 a 75.000 
Santa Vitória do Palmar 30.983 20.000 a 75.000 
Estrela 32.183 20.000 a 75.000 
Caçapava do Sul 32.515 20.000 a 75.000 
Frederico Westphalen 32.627 20.000 a 75.000 
Igrejinha 32.808 20.000 a 75.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Palmeira das Missões 33.216 20.000 a 75.000 
Portão 34.071 20.000 a 75.000 
Garibaldi 34.335 20.000 a 75.000 
Rio Pardo 34.654 20.000 a 75.000 
São Luiz Gonzaga 34.752 20.000 a 75.000 
Charqueadas 35.012 20.000 a 75.000 
Itaqui 35.768 20.000 a 75.000 
Rosário do Sul 36.630 20.000 a 75.000 
Dom Pedrito 36.981 20.000 a 75.000 
Eldorado do Sul 39.559 20.000 a 75.000 
Gramado 40.134 20.000 a 75.000 
Torres 41.751 20.000 a 75.000 
São Lourenço do Sul 41.989 20.000 a 75.000 
Santo Antônio da Patrulha 42.947 20.000 a 75.000 
Panambi 43.515 20.000 a 75.000 
Marau 45.124 20.000 a 75.000 
Osório 47.396 20.000 a 75.000 
Estância Velha 47.924 20.000 a 75.000 
Santiago 48.938 20.000 a 75.000 
Canela 48.946 20.000 a 75.000 
Canguçu 49.680 20.000 a 75.000 
Parobé 52.058 20.000 a 75.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Taquara 53.242 20.000 a 75.000 
Tramandaí 54.387 20.000 a 75.000 
Cruz Alta 58.913 20.000 a 75.000 
São Borja 59.676 20.000 a 75.000 
Carazinho 61.804 20.000 a 75.000 
Camaquã 62.200 20.000 a 75.000 
Campo Bom 62.886 20.000 a 75.000 
Capão da Canoa 63.594 20.000 a 75.000 
Vacaria 64.197 20.000 a 75.000 
Montenegro 64.322 20.000 a 75.000 
Venâncio Aires 68.763 20.000 a 75.000 
Farroupilha 70.286 20.000 a 75.000 
Alegrete 72.409 20.000 a 75.000 
Sapiranga 75.648 > 75.000 
Esteio 76.137 > 75.000 
Santo Ângelo 76.917 > 75.000 
Santa Rosa 76.963 > 75.000 
Cachoeira do Sul 80.070 > 75.000 
Ijuí 84.780 > 75.000 
Guaíba 92.924 > 75.000 
Lajeado 93.646 > 75.000 
Erechim 105.705 > 75.000 
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Município População Total (IBGE 2022) Faixa Populacional 
Bento Gonçalves 123.151 > 75.000 
Sapucaia do Sul 132.107 > 75.000 
Santa Cruz do Sul 133.230 > 75.000 
Cachoeirinha 136.258 > 75.000 
Alvorada 187.315 > 75.000 
Rio Grande 191.900 > 75.000 
Passo Fundo 206.215 > 75.000 
Viamão 224.112 > 75.000 
Gravataí 265.074 > 75.000 
Santa Maria 271.735 > 75.000 
Canoas 347.657 > 75.000 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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O Rio Grande do Sul possui uma extensa malha rodoviária, ferroviária, aeroviária, 
marítima e hidroviária, que desempenha um papel fundamental na integração e no 
desenvolvimento econômico do estado. 
Entre as principais rodovias, destacam-se a BR-116, uma das mais importantes do Brasil, 
que atravessa o estado de norte a sul, ligando a capital, Porto Alegre, à cidade de Jaguarão, 
na fronteira com o Uruguai, sendo vital para o escoamento de produtos agrícolas e 
industriais. 
A BR-101, por sua vez, corre ao longo do litoral brasileiro, conectando o Rio Grande do 
Sul ao restante do país, facilitando o acesso às praias e aos principais portos. Já a BR￾290, é uma das principais vias de ligação entre Porto Alegre e o oeste do estado, 
terminando na fronteira com a Argentina. Por fim, a BR-386 liga Porto Alegre ao norte 
do estado, passando por importantes cidades como Canoas e Lajeado, sendo essencial 
para o transporte de mercadorias. 
A malha ferroviária do Rio Grande do Sul, é igualmente importante, especialmente no 
transporte de cargas como grãos, carvão e produtos industrializados. Entre as principais 
linhas ferroviárias, destacam-se a Linha Tronco Sul, que liga Porto Alegre a Uruguaiana, 
na fronteira com a Argentina, sendo crucial para o comércio internacional, e a Linha do 
Centro, que conecta Porto Alegre a Santa Maria e segue até a fronteira com o Uruguai, 
facilitando o transporte de produtos agrícolas. 
No que diz respeito aos acessos aeroviários, o estado conta com diversos aeroportos que 
facilitam a movimentação de passageiros e cargas. O Aeroporto Internacional Salgado 
Filho, em Porto Alegre, é o principal aeroporto do estado, oferecendo voos domésticos e 
internacionais. Além dele, o Aeroporto Regional de Caxias do Sul atende à Serra Gaúcha, 
importante polo industrial e turístico, enquanto o Aeroporto Regional de Pelotas serve a 
região sul do estado, com voos regulares para Porto Alegre e outras capitais.
Os portos do Rio Grande do Sul também são essenciais para o comércio exterior. O Porto 
de Rio Grande, localizado no município de Rio Grande, é um dos mais importantes do 
Brasil, sendo vital para a exportação de grãos, carnes, produtos petroquímicos e cargas 
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em contêineres. Complementando as operações do Porto de Rio Grande, o Porto de 
Pelotas facilita o transporte de produtos agrícolas e minerais. 
Por fim, o Rio Grande do Sul possui uma rede hidroviária significativa, aproveitando seus 
rios para o transporte de mercadorias. A Bacia do Jacuí é utilizada para o transporte de 
carvão, grãos e outros produtos, conectando-se ao Porto de Rio Grande através da Lagoa 
dos Patos. Além disso, o Rio Uruguai serve como via de transporte para cargas agrícolas 
e industriais, conectando-se a países vizinhos como Argentina e Uruguai. 
2.2. Aspectos ambientais 
Este capítulo examina os aspectos ambientais que impactam e são impactados pelos 
serviços de saneamento básico na área de estudo. A abordagem visa entender as 
interações entre os sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e o meio 
ambiente, considerando a importância da sustentabilidade e da preservação dos recursos 
naturais, destacando a necessidade de um equilíbrio entre o desenvolvimento humano e a 
preservação ecológica. 
2.2.1. Clima 
O levantamento de dados precisos sobre os regimes climáticos que afetam um 
determinado município é essencial para um planejamento eficaz e para a implementação 
de soluções adequadas para a área do saneamento básico. Além disso, o uso de 
informações detalhadas sobre as temperaturas médias anuais, os índices pluviométricos e 
outros fatores característicos da climatologia são cruciais para a elaboração de estratégias 
eficientes. 
Por exemplo, um município que enfrenta longos períodos de seca pode utilizar tais 
levantamentos para o planejamento de alternativas que garantam o abastecimento de água 
para a população durante tais períodos críticos. Ou também, um município que enfrenta 
uma intensa frequência pluviométrica anualmente necessita de um levantamento robusto 
de dados para o desenvolvimento de alternativas que garantam a eficiência do sistema de 
drenagem urbana e a minimização do impacto das inundações. 
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Desse modo, a gestão eficiente dos recursos hídricos e a resiliência da infraestrutura de 
saneamento são fortalecidas, assegurando a sustentabilidade e a qualidade de vida da 
comunidade. 
A classificação climática tem como objetivo caracterizar as zonas com aspectos 
climáticos e biogeográficos relativamente homogêneos em uma grande área ou região, e 
existem diversas metodologias específicas para se analisar a classificação climática de 
uma região, contudo, uma das mais reconhecidas mundialmente é a de Wilhelm Köppen 
(FRANCISCO, 2015). 
Segundo o Centro de Estudos da Metrópole (CEM, 2021), o estado do Rio Grande do Sul 
está situado entre duas zonas climáticas, a Cfa e a Cfb, de acordo com a classificação de 
Koppen. O clima do tipo Cfa é encontrado na região da Serra do Nordeste e nas áreas 
mais elevadas do Planalto e da Serra do Sudeste. Por outro lado, nas demais regiões, 
prevalece o clima do tipo Cfb (KUINCHTNER, BURIOL, 2016). 
O tipo "Cfa" é caracterizado por chuvas ao longo de todos os meses do ano, com a 
temperatura do mês mais quente superior a 22°C e a do mês mais frio superior a 3°C. Por 
outro lado, o tipo "Cfb" também apresenta chuvas durante todo o ano, mas a temperatura 
do mês mais quente é inferior a 22°C e a do mês mais frio é superior a 3°C. 
Em relação aos municípios do bloco, a grande maioria, correspondendo a 292 municípios, 
está contida majoritariamente na classificação Cfa, principalmente os municípios do 
sudoeste e do sudeste rio-grandense. Em contrapartida, os demais municípios do bloco, 
que correspondem 25 municípios, se classificam como do tipo Cfb e estão 
majoritariamente localizados no lado nordeste do estado, conforme apresentado na 
Figura 3. 
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Figura 3 
– Classificação Climática (KOPPEN) dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Complementarmente, a Figura 4 mostra as temperaturas médias mensais ao longo dos 
doze meses do ano para o estado do Rio Grande do Sul, e tendo como base os dados dos 
últimos 20 anos. Disto, é possível observar as baixas temperaturas que ocorrem no estado 
ao longo dos meses de maio até setembro, tendo temperaturas médias amenas nos demais 
meses do ano. 
Figura 4 
– Temperaturas médias mensais para o estado do Rio Grande do Sul.
Fonte: Dados Mundiais (2024). 
Na questão da precipitação no estado, o projeto Atlas Pluviométrico é uma iniciativa do 
programa “Levantamentos da Geodiversidade” do Serviço Geológico do Brasil 
(CPRM/SGB) que visa reunir, consolidar e organizar informações sobre chuvas coletadas 
pela Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). A partir dele, é possível obter as 
informações das Isoietas de Precipitações Médias Anuais (1977 a 2006), e na qual 
possibilitam o entendimento de como ocorrem as chuvas em determinada região de 
análise. 
Pela Figura 5 pode-se observar a distribuição dos municípios do bloco em relação as 
isoietas de precipitações médias anuais (mm), e conforme relatado anteriormente, se 
verifica que os municípios mais ao sul do estado se localizam entre as isoietas que variam 
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dos 1.300 mm até os 1.600 mm de chuva média anual, em contrapartida, os municípios 
do norte se localizam entre as isoietas que variam entre os 1.600 mm até os 1.900 mm de 
chuva média anual. Também se verifica que os municípios da região noroeste rio￾grandense se concentram entre as isoietas que representam o maior volume de chuvas 
dispostos ao longo do estado. 
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Figura 5 
– Isoietas de precipitações médias anuais ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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A Figura 6 apresenta o quantitativo da média dos dias de chuva ao longo dos dozes meses 
do ano para o estado do Rio Grande do Sul, com isso, é possível observar o grande 
quantitativo de dias de precipitação que ocorrem no estado e que se mostra quase estável 
ao longo de todas as quatro estações do ano. 
Figura 6 
– Média dos Dias de Chuva ao longo dos meses do ano para o estado do Rio 
Grande do Sul.
Fonte: Dados Mundiais (2024). 
2.2.2. Geologia e geomorfologia 
Na geologia, a divisão do terreno em províncias estruturais, subprovíncias estruturais e 
unidades geológicas permite compreender melhor a estrutura e a evolução da crosta 
terrestre. As províncias geológicas são vastas áreas que compartilham características 
geológicas semelhantes e uma história geológica comum, como grandes placas tectônicas. 
E dentro dessas províncias, as subprovíncias são subdivisões que apresentam variações 
mais detalhadas, como diferenças na composição das rochas e na deformação tectônica 
(FOSSEN, 2016). 
As unidades geológicas, por sua vez, são as menores subdivisões, representando corpos 
de rochas específicos e facilmente identificáveis, como formações rochosas individuais 
ou grupos de camadas sedimentares. E esta hierarquia de classificação facilita a 
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organização e o detalhamento das características geológicas de uma região (FOSSEN, 
2016). 
De acordo com dados do Banco de Dados e Informações Ambientais (IBGE, 2024), a 
distribuição das províncias estruturais do estado do Rio Grande do Sul varia entre 5 
(cinco) classificações, tendo 63,25% da área do estado localizada na província Paraná e 
14,51% coberta pela província Mantiqueira, ainda se tem que 10,29% da área está contida 
na Cobertura Cenozoica, e as demais áreas compreendem a província “Costeira e Margem 
Continental” (5,62%) e o “Corpo D’água Continental” (6,32%).
Em relação os municípios do bloco como um todo, observa-se que a grande maioria de 
sua área também está contida na província Paraná, conforme mostrado na Figura 7, 
seguida da província Mantiqueira e pela província Cobertura Cenozoica, distribuição 
semelhante à do estado do Rio Grande do Sul. 
A província Paraná é a segunda maior província vulcânica continental do mundo, 
abrangendo áreas do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. Ela é composta por rochas 
como basalto, andesito basáltico, dacito, riodacito, riolito e rochas piroclásticas locais. 
No período Cretáceo, a Bacia sedimentar do Paraná era um ambiente desértico com 
campos de dunas da Formação Botucatu, e o evento magmático cobriu grande parte deste 
deserto, formando o aquífero Guarani, um dos maiores aquíferos confinados do mundo 
(BAGGIO, 2015). 
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Figura 7 
– Classificação de províncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Ainda de acordo com o Banco de Dados e Informações Ambientais (IBGE, 2024a), o 
estado do Rio Grande do Sul tem seu território distribuído entre as subprovíncias 
estruturais de Serra Geral (48,27%), Paraná (14,97%), Cobertura Cenozoica 
Indiscriminada (10,29%), Pelotas (8,93%), Corpo D’água Continental (6,32%), 
Depósitos Sedimentares Cenozoicos Costeiros (5,62%) e por fim, São Gabriel-Camaquã 
5,58%). 
A Figura 8 mostra essa distribuição para os municípios do bloco, onde observa-se que a 
sua maioria está localizada na subprovíncia estruturante de Serra Geral. 
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Figura 8 
– Classificação de subprovíncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Na geomorfologia, a diferença entre as unidades geomorfológicas e os domínios 
morfoestruturais residem na escala e na homogeneidade das áreas analisadas, pois, uma 
unidade morfoestrutural é uma área menor e homogênea e sendo caracterizada por uma 
estrutura geológica e morfológica uniforme, como uma planície sedimentar ou uma 
cadeia de montanhas. Por outro lado, um domínio morfoestrutural é uma área mais 
extensa que abrange várias unidades morfoestruturais diferentes, mas que compartilham 
um contexto tectônico e evolutivo comum, como o domínio dos Andes ou o domínio do 
Escudo Brasileiro. 
Enquanto as unidades focam na homogeneidade interna, os domínios englobam diversas 
unidades inter-relacionadas dentro de um contexto geológico maior (FLORENZANO, 
2016). 
Na classificação da geomorfologia por domínios morfoestruturais, o estado do Rio 
Grande do Sul tem a predominância dos domínios de Bacias e Coberturas Sedimentares 
Fanerozóicas (64,88%), seguido dos Crátons Neoproterozóicos (14,80%), dos Depósitos 
Sedimentares Quaternários (14,03%) e do Corpo d'água continental (6,29%). 
A Figura 9 apresenta a distribuição dos domínios morfoestruturais em relação aos 
municípios do bloco, e que segue de forma semelhante a distribuição estadual, com a 
maioria dos municípios do bloco estando localizadas nas Bacias e Coberturas 
Sedimentares Fanerozóicas. 
O domínio das Bacias e Coberturas Sedimentares Fanerozóicas é caracterizado por 
planaltos e chapadas formados sobre rochas sedimentares que são horizontais ou sub￾horizontais. E essas rochas podem, por vezes, apresentar dobras e/ou falhas. Além disso, 
elas se originaram em diversos ambientes de sedimentação e estão localizadas tanto nas 
margens continentais quanto no interior do continente (IBGE, 2009). 
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Figura 9 
– Domínios morfoestruturais da região dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Na classificação por unidades geomorfológicas, o estado do Rio Grande se predomina a 
unidade do Planalto dos Campos Gerais (15,41%), seguido do Planalto das Missões 
(14,76%) e do Planalto da Campanha (12,60%). 
Além dessas, há ainda a presença de mais 7 unidades geomorfológicas no território do 
estado do Rio Grande do Sul. Na Figura 10 é possível observar a distribuição das 
unidades geomorfológicas em relação aos municípios do bloco, que se apresenta de forma 
semelhante à distribuição estadual, com a maioria situada no Planalto dos Campos Gerais 
e no Planalto das Missões. 
Sobre o Planalto de Campos Gerais, a oeste da unidade, o relevo é relativamente plano 
com superfícies de aplanamento em degradação, separadas por ressaltos e escarpas devido 
à dissecação diferencial. Nas áreas planas predominam solos profundos (argissolos 
vermelhos), enquanto nas áreas acidentadas há solos rasos (neossolos litólicos) e 
afloramentos rochosos (IBGE, 2024b). 
Em relação ao Planalto das Missões, o seu relevo é caracterizado por elevações 
arredondadas e pequenas, chamadas coxilhas, com vales que se aprofundam entre 20 e 30 
metros. E em áreas limitadas, ocorrem superfícies de aplainamento que mostram relevos 
residuais de um antigo planalto. Ademais, as colinas suaves apresentam sulcos, ravinas e 
voçorocas, com algumas já estabilizadas. E os movimentos de massa são comuns, 
especialmente nas áreas de arenitos finos e friáveis da Formação Tupanciretã. Ademais, 
os seus solos predominantes são profundos, com mais de 2 metros, e classificados como 
latossolos vermelhos (IBGE, 2024). 
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Figura 10
– Unidades geomorfológicas da região dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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O tipo de solo presente em uma determinada região está intimamente ligado ao relevo e 
ao substrato rochoso dessa área. Com o relevo influenciando a distribuição de água e a 
erosão, e moldando a formação do solo ao longo do tempo. Já o substrato rochoso 
determina a composição mineralógica do solo, fornecendo os nutrientes necessários para 
a vegetação local. Além disso, fatores como o clima e a atividade biológica também 
desempenham papéis cruciais na formação e evolução dos diferentes tipos de solo 
encontrados em cada região. 
Na classificação pedológica, a ordem é o nível mais amplo, agrupando solos com 
características fundamentais e processos de formação semelhantes, como os Latossolos 
em climas tropicais. Já a subordem é um nível mais específico dentro de uma ordem, 
distinguindo solos por variações adicionais, como drenagem e presença de horizontes 
diagnósticos específicos. Assim, enquanto a ordem categoriza grandes grupos de solos, a 
subordem refina essa classificação com detalhes mais precisos. 
Os dados do IBGE (2024c) revelam a classificação pedológica do estado do Rio Grande 
do Sul segundo as diferentes ordens do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos 
(SiBCS). A partir disso, verifica-se que o estado apresenta predominantemente solos do 
tipo Argissolo, cobrindo 19,88% de sua área, seguidos por Neossolos em 19,51%, além 
de Latossolos (16,75%) e Nitossolos (10,07%). 
Adicionalmente, a Figura 11 mostra a distribuição da classificação pedológica pelos 
municípios do bloco, destacando também a predominância de solos do tipo Argissolo. 
Os Argissolos são solos medianamente profundos a profundos, moderadamente drenados, 
com horizonte B textural de cores vermelhas a amarelas e textura argilosa, abaixo de um 
horizonte A ou E mais claro e arenoso ou de textura média, com baixos teores de matéria 
orgânica. Possuem também argila de baixa atividade e alta saturação por bases. Além 
disso, desenvolvem-se a partir de diversos materiais de origem em áreas de relevo que 
variam de plano a montanhoso (Cunha et al., 2021). 
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Figura 11
– Classificação pedológica (Ordens do SiBCS) ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Em relação as subordens do SiBCS, o estado do Rio Grande do Sul apresenta a 
predominância do Neosolo Litólico (17,97%), seguido do Latossolo Vermelho (16,16%), 
do Argissolo Vermelho-Armarelo (9,09%), do Argissolo Vermelho (8,92%) e Planossolo 
Háplico (7,54%). A Figura 12 ilustra a distribuição da classificação por subordens do 
SiBCS ao longo dos municípios do bloco. 
O Neossolo Litólico é um solo superficial que se forma diretamente sobre rochas expostas 
em áreas de topografia acidentada. E geralmente, sua profundidade é em torno de 50 cm 
e apresenta dois tipos principais de perfis: o A-R, com horizonte A sobre a rocha, ou, o 
A-C-R, com horizonte A sobre horizonte C pouco espesso sobre a rocha (DOS SANTOS 
et al., 2021). 
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Figura 12
– Classificação pedológica (Subordens do SiBCS) ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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2.2.3. Hidrografia 
A hidrografia, estudo das águas presentes na superfície terrestre, desempenha um papel 
crucial na gestão ambiental. O manejo sustentável das águas urbanas é fundamental, pois 
busca aproximar a população dos recursos hídricos de forma a melhorar o convívio ao 
redor desses corpos d'água. 
2.2.3.1. Regiões hidrográficas 
As Regiões Hidrográficas são divisões territoriais fundamentais para o gerenciamento dos 
recursos hídricos, pois consideram as características físicas, econômicas, sociais e 
ambientais de cada localidade, respeitando suas individualidades. 
Segundo a Lei Estadual n°10.350/1994, o Estado do Rio Grande do Sul é dividido em 3 
(três) Regiões Hidrográficas: Região Hidrográfica da Bacia do Rio Uruguai, Região 
Hidrográfica da Bacia do Guaíba e a Região Hidrográfica do Litoral. Dentro dessas 
regiões, estão inseridas as 25 Bacias Hidrográficas do estado. 
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Figura 13
– Regiões hidrográficas do Rio Grande do Sul. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Conforme apresentado na Figura 13, as Bacias Hidrográficas possuem códigos de 
identificação. O Quadro 3 relaciona as respectivas bacias com seus códigos e suas áreas 
correspondentes. 
Quadro 3 
– Áreas das Regiões e Bacias Hidrográficas do Rio Grande Sul. 
Região Hidrográfica Bacia Hidrográfica Código Área (km²)
Guaíba 
Gravataí G10 2.008,93 
Sinos G20 3.680,04 
Caí G30 4.957,74 
Taquari - Antas G40 26.323,76 
Alto Jacuí G50 13.037,20 
Vacacaí 
– Vacacaí Mirim G60 11.085,77 
Baixo Jacuí G70 17.370,48 
Lago Guaíba G80 2.459,91 
Pardo G90 3.631,24 
Total 9 bacias 84.555,07 
Litoral 
Tramandaí L10 2.745,73 
Litoral Médio L20 6.472,10 
Camaquã L30 21.517,58 
Mirim -São Gonçalo L40 25.666,83 
Mampituba L50 683,76 
Total 5 bacias 57.085,98 
Uruguai 
Apuaê - Inhandava U10 14.510,51 
Passo Fundo U20 4.847,25 
Turvo - Santa Rosa-Santo 
Cristo U30 10.824,02 
Piratinim U40 7.647,26 
Ibicuí U50 35.041,38 
Quarai U60 6.658,78 
Santa Maria U70 15.665,92 
Negro U80 3.005,24 
Ijuí U90 10.704,60 
Várzea U100 9.508,42 
Butuí-Icamaquã U110 8.025,76 
Total 11 bacias 126.439,14 
Fonte: Elaboração própria (2024); PERH-RS (2007). 
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2.2.3.1.1. Região Hidrográfica do Guaíba 
A Região Hidrográfica do Guaíba está localizada na parte central do Rio Grande do Sul. 
Com uma área de aproximadamente 84.555 km², abrange cerca de 30% da área do Estado 
e contempla 232 municípios. 
De acordo com o Plano Estadual de Saneamento (PLANESAN, 2021), a distribuição dos 
municípios por bacia é realizada com base na maior parte de seu território estar localizada 
em uma determinada bacia hidrográfica (SEMA, 2020). Assim, cada município é 
associado a apenas uma bacia, mesmo que tenha partes de seu território em outras. Essa 
distribuição pode ser observada na Figura 14. 
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Figura 14
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Guaíba. 
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021). Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul (2024). 
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No Quadro 4, são apresentados os municípios contemplados neste Plano que integram a 
Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quadro 4 
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do 
Guaíba. 
Bacia Hidrográfica Municípios
Gravataí Alvorada, Cachoeirinha, Glorinha, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha. 
Sinos 
Campo Bom, Canela, Canoas, Estância Velha, Esteio, Igrejinha, Nova Hartz, 
Parobé, Portão, Riozinho, Rolante, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Taquara, Três 
Coroas. 
Caí 
Barão, Capela de Santana, Dois Irmãos, Feliz, Gramado, Montenegro, Morro 
Reuter, Nova Petrópolis, Nova Santa Rita, Salvador do Sul, Santa Maria do 
Herval, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí. 
Taquari - Antas 
Antônio Prado, Arroio do Meio, Arvorezinha, Barros Cassal, Bento 
Gonçalves, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Cambará do Sul, 
Campestre da Serra, Carlos Barbosa, Casca, Ciríaco, Cotiporã, Cruzeiro do 
Sul, David Canabarro, Encantado, Estrela, Fagundes Varela, Farroupilha,
Flores da Cunha, Fontoura Xavier, Garibaldi, General Câmara, Guaporé, 
Ibiraiaras, Ilópolis, Ipê, Itapuca, Jaquirana, Lajeado, Marau, Marques de 
Souza, Muitos Capões, Nova Araçá, Nova Bassano, Nova Bréscia, Nova Prata, 
Nova Roma do Sul, Paraí, Paverama, Pinto Bandeira, Putinga, Roca Sales, 
Santa Cruz do Sul, São Francisco de Paula, São Jorge, São José do Herval, São 
Marcos, Serafina Corrêa, Taquari, Venâncio Aires, Veranópolis, Vila Flores. 
Alto Jacuí 
Alto Alegre, Arroio do Tigre, Campos Borges, Colorado, Cruz Alta, 
Espumoso, Fortaleza dos Valos, Ibirubá, Júlio de Castilhos, Lagoão, Não-Me
-
Toque, Passo Fundo, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Selbach, 
Sobradinho, Soledade, Tapera e Victor Graeff. 
Vacacaí 
– Vacacaí Mirim Dilermando de Aguiar, Formigueiro, Itaara, Restinga Seca, Santa Maria, Santa 
Margarida do Sul, São Sepé, Silveira Martins e Vila Nova do Sul. 
Baixo Jacuí 
Agudo, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Caçapava do Sul, 
Cachoeira do Sul, Charqueadas, Dona Francisca, Eldorado do Sul, Faxinal do 
Soturno, Ivorá, Lagoa Bonita do Sul, Mariana Pimentel, Minas do Leão, Nova 
Palma, Pantano Grande, Rio Pardo, São Jerônimo e Triunfo. 
Lago Guaíba Barra do Ribeiro, Guaíba e Sertão Santana. 
Pardo Candelária e Passa Sete. 
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021). 
O Quadro 5, por sua vez, relaciona as populações desses mesmos municípios com as 
respectivas Bacias, considerando as taxas de urbanização das Bacias apresentadas no 
PLANESAN (2021). 
 
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Quadro 5 
– População urbana residente na Região Hidrográfica Guaíba. 
Bacia Hidrográfica População 
Urbana População Total Taxa de 
Urbanização
População Urbana na 
Bacia Hidrográfica
Gravataí 608.751 639.243 97,2% 621.344 
Sinos 989.275 1.033.622 96,2% 994.344 
Caí 223.754 266.107 83,8% 222.998 
Taquari - Antas 854.776 1.071.323 85,3% 913.839 
Alto Jacuí 394.890 450.938 85,5% 385.552 
Vacacaí–Vacacaí Mirim 295.059 331.190 90,2% 298.733 
Baixo Jacuí 287.189 372.992 79% 294.664 
Lago Guaíba 101.151 111.012 99,3% 110.235 
Pardo 15.485 32.888 43,4% 14.273 
Total 3.770.331 4.309.315 - 3.855.982 
Fonte: Elaboração própria (2024). IBGE (2022). PLANESAN (2021). 
Os principais cursos d’água da Região Hidrográfica do Guaíba, bem como os principais 
usos da água estão apresentados no Quadro 6. 
Quadro 6 
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Guaíba e principais usos. 
Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Gravataí 
Rio Gravataí e os arroios Veadinho, Três 
Figueiras, Feijó, Demétrio, Arroio da 
Figueira e Arroio do Vigário. Abrange os 
banhados do Chico Lomã, Grande e dos 
Pachecos. 
Abastecimento público, diluição de 
esgotos domésticos e efluentes 
industriais e irrigação de lavouras de 
arroz 
Sinos Rio Rolante, Rio da Ilha, Rio Paranhana e o 
Rio dos Sinos. 
Abastecimento público, uso industrial 
e irrigação 
Caí Rio Caí, Arroios Cará, Cadeia, Forromeco, 
Mauá, Maratá e Piaí. 
Irrigação, uso industrial e 
abastecimento público 
Taquari-Antas 
Rio das Antas, Rio Tainhas, Rio Lageado 
Grande, Rio Humatã, Rio Carreiro, Rio 
Guaporé, Rio Forqueta, Rio Forquetinha e o 
Rio Taquari. 
Irrigação, abastecimento público, 
agroindústria e dessedentação de 
animais 
Alto Jacuí Rios Jacuí, Jacuí-mirim, Jacuízinho, dos 
Caixões e Soturno. 
Irrigação, dessedentação animal e 
consumo humano 
Vacacaí-Vacacaí Mirim 
Arroio Igá, Acangupa e Arenal e os rios 
Vacacaí, dos Corvos, São Sepé e Vacacaí 
Mirim. 
Irrigação, dessedentação deanimais e 
abastecimento público 
Baixo Jacuí 
Arroios Irapuã, Capané, Botucacaí, 
Capivari, do Conde, dos Ratos, dos 
Cachorros, Ibacurú e o Rio Jacuí. 
Irrigação, uso industrial e 
abastecimento humano 
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Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Lago Guaíba 
Arroio do Petim, Arroio Araçá, Arroio 
Capivara, Arroio Douradinho e o Lago 
Guaíba. 
Abastecimento público e irrigação 
Pardo Rio Pardinho, Rio Pequeno, Arroio Andréas, 
Arroio Francisco Alves e o Rio Pardo. Irrigação 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2020). 
No contexto do Sistema Estadual de Recursos Hídricos (SERH) do Rio Grande do Sul, a 
Lei Estadual nº 10.350/1994 estabelece que os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) 
têm a tem a função de gestão dos recursos hídricos na respectiva bacia, bem como propor 
ao órgão competente o enquadramento dos corpos d'água da bacia hidrográfica em classes 
de uso e conservação. 
A Figura 15 apresenta a hidrografia da Região do Guaíba, mostrando os rios principais. 
As figuras subsequentes exibem o enquadramento previsto na Resolução de 
Enquadramento do Conselho de Recursos Hídricos (CRH) para cada um desses rios. 
Vale destacar que algumas bacias hidrográficas ainda não possuem enquadramento 
aprovado, portanto, serão apresentados apenas sua delimitação e os principais cursos 
hídricos. 
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Figura 15
– Rios principais da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 16
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Gravataí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 17
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Taquari-Antas. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 18
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Sinos. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 19
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Lago Guaíba. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 20
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Baixo Jacuí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 21
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Alto Jacuí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024) 
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Figura 22
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Pardo. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 23
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Vacacaí-Vavacaí Mirim. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 24
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Caí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Nas áreas médias e baixas das bacias hidrográficas dos rios Gravataí, Sinos, Baixo Jacuí 
e na margem esquerda do Lago Guaíba, há uma alta concentração urbana e baixa 
qualidade da água, com pontos de captação essenciais para abastecimento 
O Lago Guaíba é uma importante fonte de água devido à sua alta capacidade de 
autodepuração, mas seu estuário é afetado por chuvas intensas, ventos do sul e marés, 
aumentando o risco de inundações na Região Metropolitana, o que requer ações 
preventivas. 
2.2.3.1.2. Região Hidrográfica do Litoral 
A Região Hidrográfica do Litoral está localizada na porção leste e sul do Rio Grande do 
Sul. Com uma área de aproximadamente 57.086 km², abrange cerca de 13% da área do 
Estado (SEMA, 2007). Esta região está distribuída sob o território de 55 municípios do 
Estado, dos quais os contemplados neste Plano Regional estão apresentados no Quadro 7 e na Figura 25. 
Quadro 7 
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica das 
Bacias Litorâneas. 
Bacia Hidrográfica Municípios
Tramandaí Arroio do Sal, Balneário Pinhal, Capão da Canoa, Cidreira, Imbé, Osório,
Terra de Areia, Tramandaí, Três Cachoeiras e Xangri-lá. 
Litoral Médio Capivari do Sul, Mostardas, Palmares do Sul, São José do Norte, Tavares e 
Viamão. 
Camaquã 
Amaral Ferrador, Arambaré, Camaquã, Canguçu, Cerro Grande do Sul, 
Chuvisca, Cristal, Dom Feliciano, Encruzilhada do Sul, Lavras do Sul, 
Pinheiro Machado, Santana da Boa Vista, São Lourenço do Sul, Sentinela 
do Sul e Tapes. 
Mirim 
– São Gonçalo 
Aceguá, Arroio Grande, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Herval, Jaguarão, 
Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Osório, Piratini, Rio Grande, Santa 
Vitória do Palmar. 
Mampituba Torres 
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021). 
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Figura 25
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Litoral. 
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021). Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul (2024). 
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No Quadro 8 é apresentada a população urbana residente nesta Região Hidrográfica, de 
acordo com as taxas de urbanização apresentadas no Plano Estadual de Saneamento. 
Quadro 8 
– População urbana residente na Região Hidrográfica do Litoral. 
Bacia Hidrográfica População 
Urbana População Total Taxa de 
Urbanização
População Urbana na 
Bacia Hidrográfica
Tramandaí 259.537 272.999 93,5% 255.254 
Litoral Médio 254.064 283.696 90,8% 257.596 
Camaquã 152.165 266.595 58,8% 156.758 
Mirim 
– São Gonçalo 310.813 349.055 90,2% 314.848 
Mampituba 40.166 41.751 90,6% 37.826 
Total 1.016.745 1.214.096 - 1.022.282 
Fonte: Elaboração própria (2024). IBGE (2022). PLANESAN (2021). 
Os principais cursos d’água da Região Hidrográfica do Litoral, bem como os principais 
usos da água estão apresentados no Quadro 9. 
Quadro 9 
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Litoral e principais usos. 
Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Tramandaí 
Lagoa da Cerquinha e, ao norte, pela Lagoa da 
Itapeva, sendo que da escarpa da Serra Geral 
nascem os principais tributários que são os rios 
Cardoso, Três Forquilhas e Maquiné. 
Irrigação e abastecimento público. 
Litoral Médio Esta bacia é caracterizada por diversas lagoas, 
algumas interligadas Principalmente irrigação 
Camaquã 
Rio Camaquã e os Arroios Sutil, da Sapata, 
Evaristo, dos Ladrões, Maria Santa, do Abrânio, 
Pantanoso, Boici e Torrinhas e rio Camaquã 
Irrigação e abastecimento público 
Mirim 
– São Gonçalo 
Arroios Pelotas, Passo das Pedras, Basílio, 
Chasqueiro, Grande, Juncal, Chuí, do Vime, 
Seival, Minuano, Lageado, Taquara, Candiota, 
Butiá, Telho, do Quilombo e os rios Piratini e 
Jaguarão, Canal São Gonçalo, que faz ligação 
entre a Lagoa Mirim e a Laguna dos Patos. 
Irrigação, abastecimento 
humano e dessedentação animal 
Mampituba Arroios Paraíso e Josafaz e os rios Pavão, 
Mengue e Mampituba. 
Irrigação do arroz, o turismo e a 
pesca 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2020). 
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Os principais rios da Região Hidrográfica do Litoral estão apresentados na Figura 26, 
tendo seus respectivos enquadramentos pela Resolução de Enquadramento do CRH 
apresentados nas figuras a seguir. 
Ressalta-se que algumas bacias hidrográficas ainda não possuem enquadramento 
aprovado, portanto, serão apresentados apenas sua delimitação e os principais cursos 
hídricos. 
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Figura 26
– Rios Principais da Região Hidrográfica do Litoral. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 27
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Camaquã. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 28
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Tramandaí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 29
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Litoral Médio. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 30
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Mirim 
– São Gonçalo. 
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Figura 31
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Mampituba. 
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Na RH do Litoral, os Aglomerados Urbanos do Norte e Sul apresentam alta densidade 
populacional, especialmente no verão, aumentando a demanda por saneamento. Além 
disso, a região possui lagoas interligadas que recebem afluentes das escarpas da serra, 
sendo essenciais para o abastecimento público. 
Na Bacia do Rio Tramandaí, essas lagoas são importantes mananciais, já nas Bacias do 
Camaquã, Lagoa Mirim e do Canal São Gonçalo, enfrentam conflitos entre o uso da água 
para irrigação de arroz e abastecimento público. As áreas urbanizadas nessas bacias 
também sofrem com inundações devido ao comportamento hidrológico da Lagoa dos 
Patos. 
2.2.3.1.3. Região Hidrográfica do Uruguai 
A Região Hidrográfica do Uruguai está localizada nas porções norte e oeste do Estado do 
RS. Ocupando uma área próxima de 127 mil km² (SEMA, 2007), representa cerca de 57% 
da área do Estado e contempla 210 municípios. 
O Quadro 10 apresenta as Bacias Hidrográficas desta Região, bem como os respectivos 
municípios abrangidos neste Plano Regional. 
Quadro 10 
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do 
Uruguai. 
Bacia Hidrográfica Municípios
Apuaê-Inhandava 
Água Santa, Aratiba, Áurea, Barracão, Bom Jesus, Cacique Doble, Caseiros, 
Erechim, Esmeralda, Gaurama, Getúlio Vargas, Ibiaçá, Lagoa Vermelha, 
Machadinho, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Maximiliano de Almeida, Paim 
Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro, 
São José dos Ausentes, Severiano de Almeida, Tapejara, Vacaria, Viadutos. 
Passo Fundo 
Barão de Cotegipe, Campinas do Sul, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval 
Grande, Estação, Faxinalzinho, Itatiba do Sul, Jacutinga, Nonoai, Rio dos 
Índios, Ronda Alta, São Valentim, Sertão. 
Turvo - Santa 
Rosa 
– Santo Cristo 
Alecrim, Boa Vista do Buricá, Bom Progresso, Braga, Campina das Missões, 
Campo Novo, Cândido Godói, Chiapetta, Coronel Bicaco, Crissiumal, 
Derrubadas, Doutor Maurício Cardoso, Giruá, Horizontina, Humaitá, 
Independência, Inhacorá, Miraguaí, Porto Lucena, Porto Xavier, Santa Rosa, 
Santo Augusto, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Martinho, Sede Nova, 
Tiradentes do Sul, Três de Maio, Três Passos, Tucunduva, Tuparendi. 
Piratinim Bossoroca, Santo Antônio das Missões, São Luiz Gonzaga, São Miguel das 
Missões e São Nicolau. 
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Bacia Hidrográfica Municípios
Ibicuí 
Alegrete, Cacequi, Itaqui, Jaguari, Manoel Viana, Mata, Nova Esperança do Sul, 
Santiago, São Francisco de Assis, São Pedro do Sul, São Vicente do Sul, 
Tupanciretã, Unistalda. 
Quarai Barra do Quaraí, Quaraí. 
Santa Maria Dom Pedrito, Rosário do Sul. 
Negro - 
Ijuí Ajuricaba, Caibaté, Catuípe, Cerro Largo, Condor, Entre-Ijuís, Guarani das 
Missões, Ijuí, Panambi, Pejuçara, Santo Ângelo. 
Várzea 
Alpestre, Ametista do Sul, Barra do Guarita, Caiçara, Carazinho, Chapada, 
Constantina, Erval Seco, Frederico Westphalen, Iraí, Jaboticaba, Liberato 
Salzano, Palmeira das Missões, Palmitinho, Pinheirinho do Vale, Planalto, 
Redentora, Rodeio Bonito, Rondinha, Sarandi, Seberi, Taquaruçu do Sul, 
Tenente Portela, Trindade do Sul, Vicente Dutra, Vista Alegre e Vista Gaúcha. 
Butuí 
–Icamaquã Maçambará e São Borja 
Fonte: Elaboração própria (2024). PERH-RS (2007). 
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Figura 32
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Uruguai. 
Fonte: Elaboração própria (2024). PLANESAN (2021); Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul (2024). 
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No Quadro 11 é apresentada a população urbana residente nesta Região Hidrográfica, de 
acordo com as taxas de urbanização apresentadas no Plano Estadual de Saneamento. Vale 
ressaltar que não há informações sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Negro, pois os 
municípios pertencentes a ela não são contemplados por este Plano Regional. 
Quadro 11 
– População urbana residente na Região Hidrográfica do Uruguai. 
Bacia Hidrográfica População 
Urbana População Total Taxa de 
Urbanização
População Urbana na 
Bacia Hidrográfica
Apuaê-Inhandava 284.668 351.657 81,4% 286.249 
Passo Fundo 46.534 72.881 68,7% 50.069 
Turvo 
– Santa Rosa 
– Santo 
Cristo 218.611 317.279 70% 222.095 
Piratinim 46.911 63.116 72% 45.444 
Ibicuí 214.081 258.507 85,4% 220.765 
Quarai 24.755 27.741 89,3% 24.773 
Santa Maria 65.742 73.611 89,1% 65.587 
Negro - - - - 
Ijuí 227.759 265.739 82,4% 218.969 
Várzea 231.788 341.757 70,6% 241.280 
Butuí 
–Icamaquã 54.577 64.101 83,6% 53.588 
Total 1.415.426 1.836.389 - 1.428.820 
Fonte: Elaboração própria (2024). IBGE (2022); PLANESAN (2021). 
Os principais cursos d’água da Região Hidrográfica do Uruguai, bem como os principais 
usos da água estão apresentados no Quadro 12. 
Quadro 12 
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Uruguai e principais usos. 
Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Apuaê e Inhandava Rios Apuaê, Inhandava, Cerquinha, 
Pelotas, Arroio Poatã e o Rio Uruguai. Abastecimento público. 
Passo Fundo Arroio Timbó e o Rio Passo Fundo Dessedentação animal, irrigação, uso 
industrial e abastecimento público. 
Rios Turvo, Santa Rosa e 
Santo Cristo 
Rios Turvo, Santa Rosa, Santo Cristo, 
Amandaú e Comandai. 
Dessedentação animal, abastecimento 
público e irrigação 
Piratinim Arroios Inhacapetum, Itu, Chuní, 
Ximbocú e o Rio Piratinim. 
Irrigação, dessedentação animal e 
abastecimento público. 
Ibicuí Rios Ibicuí, Itu, Ibirapuitã, Jaguari e um 
trecho do rio Uruguai. Principalmente irrigação. 
Quaraí Arroios Moirões, Sarandi, Quaraímirim, 
Garupa, Capivari e o Rio Quaraí. Principalmente irrigação. 
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Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Santa Maria 
Arroios Três Divisas, da Divisa, da Cruz e 
os rios Santa Maria, Cacequi e Upamaroti. 
O rio Santa desemboca no rio Ibicuí. 
Principalmente irrigação. 
Negro 
Arroios Piraí, Piraizinho, Balé e o Rio 
Negro. 
Irrigação, abastecimento público e 
dessedentação animal. 
Ijuí Rios Caxambu, Potiribu, Conceição, 
Ijuizinho e o Rio Ijuí. Irrigação e abastecimento público 
Rio da Várzea 
Arroios Sarandi, Goizinho e os rios da 
Várzea, Porã, Barraca, do Mel, Guarita e 
Ogaratim. 
Irrigação, a dessedentação animal e ao 
abastecimento público 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2020) 
Os principais rios da Região Hidrográfica do Uruguai estão apresentados na Figura 33, 
tendo seus respectivos enquadramentos pela Resolução de Enquadramento do CRH 
apresentados nas figuras a seguir. 
Ressalta-se que algumas bacias hidrográficas ainda não possuem enquadramento 
aprovado, portanto, serão apresentados apenas sua delimitação e os principais cursos 
hídricos. 
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Figura 33
– Rios Principais da Região Hidrográfica do Uruguai. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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 Figura 34
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Ijuí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 35
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Santa Maria. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024) 
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Figura 36
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Passo Fundo. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 37
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Ibicuí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 38
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 39
– Enquadramento dos rios principais na Bacia Hidrográfica Apauê-Inhandava. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 40
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Piratinim. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 41
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Quaraí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 42
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Negro. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 43
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Várzea. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 44
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Butuí/Icamaquã. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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A Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria deságua na bacia do Rio Ibicuí, que, junto com 
os rios Butuí-Icamaquã, deságua diretamente no Rio Uruguai. A bacia do Rio Negro se 
estende pela República do Uruguai até encontrar o Rio Uruguai, próximo ao estuário do 
Rio da Prata. As principais demandas de uso da água nessas áreas estão associadas à 
irrigação e à pecuária. 
2.2.3.2. Disponibilidade, demanda e balanço hídrico 
Neste capítulo serão abordadas as informações relacionadas aos recursos hídricos 
subterrâneos e superficiais do Rio Grande do Sul. Esse retrato é fundamental para 
compreender a situação atual e as características dos aquíferos e cursos d’água que 
sustentam o abastecimento de água em diferentes regiões. Ademais aborda a 
disponibilidade, a demanda e o balanço hídrico das Regiões Hidrográficas do Estado. 
2.2.3.2.1. Recursos hídricos subterrâneos 
2.2.3.2.1.1. Disponibilidade hídrica 
A disponibilidade hídrica refere-se à quantidade e qualidade de água acessível em 
determinado local para diversos usos. Este item apresenta um diagnóstico das 
disponibilidades hídricas subterrâneas das 25 bacias hidrográficas do Estado do Rio 
Grande do Sul. 
Conforme o Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio 
Grande do Sul (2021), a quantificação da disponibilidade hídrica subterrânea ainda 
enfrenta desafios. Isso se deve ao fato de que os estudos sobre águas subterrâneas são 
restritos à área acadêmica. Além disso, a outorga dos poços considera apenas o ensaio de 
bombeamento individual de cada intervenção, sem uma abordagem abrangente que 
contemple o aquífero em sua totalidade. 
No Rio Grande do Sul são identificados 21 aquíferos, caracterizados no Quadro 13 e 
apresentados na Figura 45.
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Figura 45
– Sistemas aquíferos do Rio Grande do Sul. 
Fonte: Elaboração própria (2024). CPRM (2005). 
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Quadro 13 
– Aquíferos do Estado do Rio Grande do Sul. 
Aquífero Porcentagem de 
área no RS Descrição
Sistema Aquífero 
Serra Geral II - (sg2) 32,81% 
O Sistema Aquífero Serra Geral I está localizado na parte oeste do 
Estado, próximo aos limites das rochas vulcânicas com o rio Uruguai, 
incluindo extensas áreas associadas aos derrames da Unidade 
Hidroestratigráfica Serra Geral. Sua litologia é predominantemente 
composta por riolitos, riodacitos e basaltos fraturados em menor 
proporção. A capacidade específica geralmente é baixa, em torno de
0,5 m³/h/m, com exceções em áreas de fraturas que podem chegar a 2 
m³/h/m. As salinidades são geralmente baixas, frequentemente 
inferiores a 250 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Serra Geral I 
– (sg1) 21,09% 
O Sistema Aquífero Serra Geral I está na parte centro-oeste do planalto 
rio-grandense, abrangendo municípios como Soledade, Tupanciretã, 
Santo Antônio das Missões, Santa Rosa, Tenente Portela, Nonoai, 
Erechim e Passo Fundo. Sua litologia é basáltica, com formações 
amigdalóides e fraturadas, cobertas por solo avermelhado espesso. A 
capacidade específica varia de 1 a 4 m³/h/m, às vezes excedendo 4 
m³/h/m, e as salinidades são geralmente inferiores a 220 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Embasamento 
Cristalino II 
– (ec2) 
8,35% 
O Aquífero Embasamento Cristalino II abrange áreas nos limites do 
embasamento cristalino, incluindo municípios como Bagé, Caçapava 
do Sul, Encruzilhada do Sul e uma pequena parte de Porto Alegre. Sua 
litologia é composta por rochas graníticas, gnáissicas, andesíticas, 
xistos, filitos e calcários metamorfizados, frequentemente afetadas por 
fraturas e falhas. As capacidades específicas são geralmente inferiores 
a 0,5 m³/h/m, e as salinidades são menores que 300 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Sanga do 
Cabral/Pirambóia 
–
(sp) 
6,37% 
O Aquífero Sanga do Cabral/Pirambóia aflora desde a fronteira com o 
Uruguai até a região de Taquari. Sua litologia inclui camadas síltico￾arenosas avermelhadas com matriz argilosa e arenitos finos a muito 
finos, avermelhados, com cimento calcífero. As capacidades 
específicas variam de 0,5 a 1,5 m³/h/m. A salinidade varia de 100 mg/l 
em áreas aflorantes a mais de 300 mg/l em áreas confinadas. No centro
do Estado, são encontradas salinidades muito altas, de 3000 a 5000 
mg/l. 
Sistema Aquitardos 
Permianos 
– (ap) 4,79% 
O Sistema Aquitardos Permianos está localizado em uma estreita faixa 
na depressão periférica, circundando o embasamento cristalino do sul 
ao leste do Estado, de Candiota a Taquara. Sua litologia inclui siltitos 
argilosos, argilitos cinza-escuros, folhelhos pirobetuminosos e 
pequenas camadas de margas e arenitos. As capacidades específicas 
são geralmente inferiores a 0,1 m³/h/m. A água pode ser dura, com alta 
concentração de sais de cálcio e magnésio. 
Sistema Aquífero 
Quaternário Costeiro 
II 
– (qc2) 
4,70% 
O Sistema Aquífero Quaternário Costeiro II ocorre nos sedimentos da 
planície costeira, estendendo-se de Santa Vitória do Palmar até Torres. 
Sua litologia é principalmente composta por sucessões de areias finas 
inconsolidadas, esbranquiçadas, com intercalações de argila cinza e 
camadas pelíticas cimentadas. As capacidades específicas variam de 
0,5 a 1,5 m³/h/m. Os sólidos totais dissolvidos apresentam variação 
entre 600 e 2000 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Embasamento 
Cristalino III 
– (ec3) 
4,51% 
O Aquífero Embasamento Cristalino III está nas áreas elevadas do 
escudo cristalino, com litologia de rochas graníticas, gnaisses, riolitos 
e andesitos pouco alterados. Devido à ausência de fraturas, há baixa
disponibilidade para perfuração de poços. 
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Aquífero Porcentagem de 
área no RS Descrição
Sistema Aquífero 
Quaternário Costeiro 
I 
– (qc1) 
4,02% 
O Sistema Aquífero Quaternário Costeiro I abrange todos os aquíferos 
associados aos sedimentos da planície costeira do Estado, estendendo￾se do Chuí até Torres. Sua litologia consiste em camadas 
inconsolidadas de areia fina a média, esbranquiçada, intercaladas com 
camadas síltico-arenosas e argilosas. As capacidades específicas são 
geralmente altas, frequentemente ultrapassando 4 m³/h/m, e as 
salinidades são inferiores a 400 mg/l, embora ocasionalmente possam 
ocorrer águas cloretadas com maior salinidade. 
Sistema Aquífero 
Palermo/Rio Bonito - 
(pr) 
2,30% 
O Aquífero Palermo/Rio Bonito circunda a região alta do 
embasamento cristalino, de Candiota até Santo Antônio da Patrulha. 
Sua litologia é composta por arenitos finos a médios, cinza 
esbranquiçados, intercalados com camadas de siltito argiloso e 
carbonosos cinza-escuros. As capacidades específicas são baixas, 
inferiores a 0,5 m³/h/m, e a salinidade varia de 800 a 1500 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Santa Maria 
– (sm) 2,21% 
O Aquífero Santa Maria aflora na região central do Estado, entre Mata 
e Taquari. Sua litologia inclui arenitos grossos a conglomeráticos na
base, lamitos avermelhados, siltitos e arenitos finos a médios no topo. 
As capacidades específicas variam de 0,5 a 1 m³/h/m em áreas 
aflorantes e podem atingir 4 m³/h/m em áreas confinadas. A salinidade 
varia de 50 a 500 mg/l, mas pode ultrapassar 2000 mg/l em áreas 
confinadas, com teores de flúor acima do limite potável. 
Sistema Aquicludes 
Eo-Paleozóicos 
–
(ep) 
2,19% 
Os Aquicludes Eo-Paleozóicos estão localizados no centro ao leste do 
embasamento cristalino, entre Caçapava do Sul, Bagé, Lavras do Sul 
e Vila Nova do Sul. Sua litologia é composta por arenitos finos a 
médios, róseos e avermelhados, extremamente endurecidos por 
cimentos ferruginosos, calcíticos e silicosos, o que resulta em baixa 
porosidade e impermeabilização da rocha, impedindo vazões 
significativas de água. 
Sistema aquífero 
Botucatu/Guara I 
–
(bg1) 
1,92% 
O Aquífero Botucatu/Guará I aflora na fronteira oeste, entre Santana 
do Livramento e Jaguari. Sua litologia é principalmente composta por 
arenitos médios a finos, quartzosos, róseos e avermelhados, com 
intercalações pélticas e cimento argiloso na unidade Guará. As 
capacidades específicas variam de 1 a 3 m³/h/m nas áreas aflorantes, 
com sólidos dissolvidos totais geralmente abaixo de 250 mg/l. Nas 
áreas confinadas (Santana do Livramento, Alegrete, Uruguaiana, 
Itaqui e São Borja), as capacidades específicas ultrapassam 4 m³/h/m, 
podendo chegar até 10 m³/h/m, e os sólidos totais dissolvidos variam 
de 250 a 400 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Embasamento 
Cristalino I 
– (ec1) 
1,30% 
O Sistema Aquífero Embasamento Cristalino I está localizado na 
região sul do Rio Grande do Sul, entre Jaguarão e Pinheiro Machado, 
e também no nordeste do escudo sul-riograndense em Porto Alegre. 
Caracteriza-se por granitos e basaltos muito fraturados na fronteira 
com o Uruguai. As capacidades específicas são geralmente inferiores 
a 0,5 m³/h/m, e a salinidade raramente excede 200 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Botucatu/Pirambóia – (bp) 
1,14% 
O Sistema Aquífero Botucatu/Pirambóia abrange principalmente a 
área entre Taquari e Santo Antônio da Patrulha, na Região 
Metropolitana de Porto Alegre. Composto por arenitos médios e 
endurecidos, sua litologia apresenta condições desfavoráveis para 
armazenamento de água. Os arenitos finos são muito argilosos, 
resultando em baixas capacidades específicas, cerca de 0,5 m³/h/m, e 
salinidades inferiores a 250 mg/l. 
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108
Aquífero Porcentagem de 
área no RS Descrição
Sistema Aquífero 
Basalto/Botucatu 
–
(bb) 
0,80% 
O Sistema Aquífero Basalto/Botucatu está situado entre a fronteira 
oeste e a região das missões, abrangendo morros de basalto sobre 
arenitos da Unidade Hidroestratigráfica Botucatu. Essas áreas são 
muito desfavoráveis para armazenamento de água subterrânea, 
resultando em poços secos ou com vazões muito baixas. 
Sistema Aquífero 
Botucatu/Guará II 
–
(bg2) 
0,61% 
O Sistema Aquífero Botucatu/Guará II está localizado na região oeste 
do Estado, incluindo municípios como Manoel Viana, São Francisco 
de Assis, Maçambará e Itaqui. Sua litologia é composta por arenitos 
finos a médios, róseos a avermelhados, com intercalações síltico￾arenosas. As capacidades específicas são geralmente baixas, inferiores 
a 0,5 m³/h/m, e os sólidos dissolvidos totais raramente ultrapassam 150 
mg/l. 
Sistema Aquífero 
Serra Geral III 
–
(sg3) 
0,28% 
O Sistema Aquífero Serra Geral III está localizado nas partes elevadas 
da unidade Serra Geral, na região Litorânea e em morros isolados de 
basalto no noroeste do Estado. A litologia varia de ácida (riolitos e 
riodacitos) a básica (basaltos). A perfuração de poços nessas áreas não 
é recomendada. 
Sistema Aquífero 
Quaternário Barreira 
Marinha 
– (bm) 
0,22% 
O Sistema Aquífero Quaternário Barreira Marinha abrange uma faixa 
estreita do Nordeste, da Barra do Ribeiro ao oeste do Lago Guaíba até 
Santo Antônio da Patrulha a leste. Composto por areias inconsolidadas 
de granulometria fina a média, suas capacidades específicas são altas, 
acima de 4 m³/h/m, e o teor salino é muito baixo, inferior a 50 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Botucatu 
– (bt) 0,20% 
O Sistema Aquífero Botucatu está localizado principalmente na região 
central do Estado, próximo às bordas escarpadas do planalto basáltico.
Composto por arenitos de granulometria média endurecidos por 
cimento ferruginoso ou silicoso, essa litologia é ineficaz no 
armazenamento de água, resultando em poços geralmente secos. 
Sistema Aquífero 
Quaternário 
Indiferenciado 
– (qi) 
0,13% 
O Sistema Aquífero Quaternário Indiferenciado está localizado na 
calha do Rio Camaquã, entre Cristal e Amaral Ferrador. Sua litologia 
é composta principalmente por areias grossas e cascalhos 
inconsolidados, resultantes da erosão de rochas graníticas e eo￾paleozóicas. Possui alta capacidade específica, em média 4 m³/h/m, e 
baixa salinidade, em torno de 150 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Sedimentos 
Deltaicos 
– (sd) 
0,04% 
O Sistema Aquífero Sedimentos Deltaicos está localizado ao norte do 
Lago Guaíba, entre Porto Alegre e Eldorado do Sul, incluindo partes 
da planície de inundação. Composto por arenitos médios a grossos
inconsolidados e camadas argilosas, frequentemente com seixos de 
basalto na base, possui capacidades específicas médias de 3 m³/h/m. 
No entanto, a qualidade da água é baixa, com muitos sais dissolvidos 
e altos teores de ferro. 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022).
No que diz respeito ao monitoramento das águas subterrâneas, a Companhia de Pesquisa 
de Recursos Minerais (CPRM) tem em atividade 46 poços da Rede Integrada de 
Monitoramento das Águas Subterrâneas (RIMAS), com o propósito de quantificar e 
registrar as variações dos níveis das águas. Essas estações de monitoramento estão 
ilustradas na Figura 46. 
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109
Figura 46
– Estações de monitoramento do Estado do Rio Grande do Sul. 
Fonte: Elaboração própria (2024). CPRM (2020). 
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110
2.2.3.2.1.2. Demanda hídrica 
De acordo com o Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do 
Rio Grande do Sul (2021), o estado possui 8.123 poços regularizados, com captação de 
549.708 m³/dia. 
Segundo o levantamento realizado neste relatório de atualização, foram avaliadas as 
demandas hídricas por Bacia Hidrográfica e pelos aquíferos existentes no Rio Grande do 
Sul, abrangendo Autorizações Prévias, Outorgas e Dispensas de Outorgas autorizadas 
pelo DRHS/SEMA, além dos cadastros de poços aguardando análise dos técnicos da 
Divisão de Outorga. As demandas hídricas subterrâneas estão apresentadas nos Quadro 
14 e Quadro 15. 
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Quadro 14 
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul. 
Bacia hidrográfica
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos 
Gravataí 2.926 59 3.817 63 9 23 1.137 51
Sinos 5.990 160 4.148 117 23 47 2.982 117
Caí 16.405 523 5.270 115 5 55 3.121 122
Taquari-Antas 86.377 1.548 28.722 410 27 21 45.089 261
Alto Jacuí 23.124 201 6.214 96 6 3 4.865 37
Vacacaí-Vacacaí 
Mirim 3.296 161 1.315 36 1 25 5043 60
Baixo Jacuí 5.339 146 769 19 1 12 187 15
Lago Guaíba 19.700 25 2.736 32 2 2 1.310 10
Pardo 6.516 58 613 10 1 5 92 5 
Tramandaí 22.342 66 866 69 8 6 147 18
Litoral Médio 2.719 22 1.804 32 13 13 286 18
Camaquã 2.844 50 334 6 2 2 101 8 
Mirim-São Gonçalo 6.781 75 967 34 2 4 1.498 32
Mampituba 157 3 10 2 - - 11 1 
Apuaê-lnhandava 21.982 834 5.155 144 7 4 2.518 53
Passo Fundo 17.598 320 2.820 46 7 4 1.264 18
Turvo-Santa Rosa￾Santo Cristo 13.470 369 3.386 83 7 5 42.476 28
Piratinim 12.831 71 433 12 - - 43 1 
Ibicuí 15.149 369 10.277 90 6 3 3650 21
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112
Bacia hidrográfica
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos 
Quaraí 1.912 30 22 4 1 1 12 5 
Santa Maria 3.548 50 559 15 1 1 120 12
Negro 1.698 13. 481 7 - - 652 6 
Ijuí 12.027 253 3.151 96 2 1 12.408 40
Várzea 19.330 481 3.467 94 3 2 2.052 29
Butuí-Icamaquã 6.840 40 257 5 - - 18 3 
Total 330.903 5.927 87.592 1.637 133 239 131.080 971
Fonte: SEMA (2022). 
Quadro 15 
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas por sistema aquífero no Rio Grande do Sul.
Sistema Aquífero
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos 
Aquicludes Eo-Paleozóicos 40 6 11 1 - 1 - 2 
Aquitardos permianos 1.275 265 2.343 54 12 50 1.245 81
Basalto / Botucatu 515 27 26 1 - - 254 4 
Botucatu 728 18 76 4 - - 233 5 
Botucatu / Guará I 5.829 54 1.041 14 - - 231 2 
Botucatu / Pirambóia 7.335 160 3.870 112 14 54 2.732 118
Embasamento Cristalino I 267 24 1560 39 - - 284 17
Embasamento Cristalino II 3.275 78 815 26 1 2 530 23
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Sistema Aquífero
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos 
Embasamento Cristalino 
III 1.534 41 49 3 1 1 68 14
Palermo / Rio Bonito 3.794 44 1.474 13 - 10 481 4 
Quaternário Barreira 
Marinha 520 11 1.261 14 3 2 13 6 
Quaternário Costeiro I 19.109 62 1.231 75 9 7 954 26
Quaternário Costeiro II 31.648 104 4.548 64 7 21 2.520 54
Quaternário Indiferenciado - - - - - - - - 
Sanga do Cabral / 
Pirambóia 5.878 152 3.905 14 1 25 145 12
Santa Maria 12.778 158 1.646 49 - 4 5.209 59
Serra Geral 107.000 2.072 21.564 470 24 15 64.125 173
Serra Geral II 127.999 2.633 41.856 677 56 39 51.899 368
Serra Geral III 243 5 - - - - - - 
Total 329.766 5.914 87.276 1.630 127 231 130.924 968
Fonte: SEMA (2022). 
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Diante dos dados disponibilizados (SEMA, 2022), a Bacia Hidrográfica do Rio Taquari￾Antas registra a maior demanda por água subterrânea, com as maiores vazões (86.377 
m³/dia). Além disso, destaca-se que os aquíferos mais explorados são Serra Geral I e II. 
2.2.3.2.2. Recursos hídricos superficiais 
2.2.3.2.2.1. Disponibilidade hídrica 
A disponibilidade hídrica para fins de gestão de cursos hídricos superficiais deve ser 
avaliada em função de vazões de referência. 
Quadro 16 
– Disponibilidade hídrica nas Bacias Hidrográficas do Estado do Rio Grande 
do Sul. 
Bacia 
Hidrográfica Descrição Vazão de 
referência (m³/s)
Vazão 
outorgável (m³/s)
Gravataí Exutório do Rio Gravataí no Lago Guaíba 10,4 5,20 
Sinos Exutório do Rio dos Sinos no Lago Guaíba 20 14,00 
Caí Exutório do Rio Caí no Lago Guaíba 21,06 10,53 
Taquari-Antas Exutório do Rio Taquari no Rio Jacuí 45,97 22,98 
Alto Jacuí Soma dos Rios Jacuí e Jacuizinho 121,33 60,66 
Vacacaí-Vacacaí 
Mirim Soma dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim 29,03 14,52 
Baixo Jacuí Exutório do Rio Jacuí no Lago Guaíba 424,13 254,48 
Lago Guaíba Soma dos afluentes diretos ao Lago Guaíba, 
incluindo Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí 487,48 292,53 
Pardo Exutório do Rio Pardo no Rio Jacuí 8,59 4,29 
Tramandaí Soma dos rios Maquiné e Três Forquilhas 7,4 3,70 
Camaquã Soma do Rio Camaquã e Arroios Turuçu e 
Velhaco 65,41 39,82 
Mirim São 
Gonçalo Soma dos Arroios Grande e Del Rei e Rio Piratini 15,48 7,74 
Mampituba Exutório da UPG Forno-Jacaré no Rio 
Mampituba 2,48 1,24 
Apuaê-Inhandava 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Apuaê￾Inhandava (soma dos rios Dourado, do Silveira, 
Socorro, Cerquinha, dos Touros, Santana, 
Bernardo José, Inhandava e Apuaê) 
45,61 22,81 
Passo Fundo Soma da UPG Passo Fundo Baixo e UPG 
Douradinho 26,58 13,29 
Turvo-Santa Rosa￾Santo Cristo 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo￾Santa Rosa-Santo Cristo (soma dos rios 
Amandaú, Lajeado Grande, Santo Cristo, Santa 
Rosa, Comandaí, Turbo e Buricá)) 
49,43 24,72 
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Bacia 
Hidrográfica Descrição Vazão de 
referência (m³/s)
Vazão 
outorgável (m³/s)
Piratinim Exutório do Rio Piratini no Rio Uruguai 16,98 8,49 
Ibicuí Exutório do Rio Ibicuí no Rio Uruguai 138,32 96,83 
Quaraí Soma dos arroios Sarandi II e Garupa e sangas 
Sarandi e do Salso 8,72 4,36 
Santa Maria Exutório do Rio Santa Maria no Rio Ibicuí 23,04 11,52 
Negro 
Exutório do Rio Negro na fronteira Brasil￾Uruguai 2,49 1,24 
Ijuí Exutório do Rio Ijuí no Rio Uruguai 62,6 31,30 
Várzea Soma dos rios Guarita e da Várzea 35,68 17,84 
Butuí-Icamaquã Soma do Arroio Butuí e do Rio Icamaquã 27,86 13,93 
Total 992,52 579,83 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022). 
De acordo com os dados apresentados, é possível observar que as bacias hidrográficas 
com maiores disponibilidades hídricas são as Bacias Lago Guaíba, Baixo Jacuí, Ibicuí e 
Alto Jacuí. 
2.2.3.2.2.2. Demanda hídrica 
As demandas hídricas superficiais referem-se à necessidade de água proveniente das 
fontes de água superficial, como rios, lagos, e reservatórios, para diversos fins, como o 
abastecimento público, a geração de energia hidrelétrica, a irrigação agrícola, a 
navegação, a recreação, dentre outros. 
A gestão eficaz das demandas hídricas superficiais é fundamental para garantir a 
disponibilidade adequada da água e para mitigar potenciais impactos associados ao seu 
uso intensivo. Os dados de demanda hídrica são importantes para a análise do balanço 
hídrico. 
Conforme a análise detalhada no Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos 
no Estado do Rio Grande do Sul (2021), a demanda hídrica superficial total do estado é 
estimada em 106,25 m³/s. Destacam-se como as bacias com maior demanda as Bacias 
Hidrográficas Ibicuí, Baixo Jacuí e Piratinim. Por outro lado, as bacias com menor 
demanda incluem as do Litoral Médio, Negro, Lago Guaíba e Mampituba. No Quadro 
17 estão representadas as demandas hídricas em m³/s de cada Bacia Hidrográfica. 
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Quadro 17 
– Demandas hídricas médias superficiais nas bacias hidrográficas do Estado. 
Bacia Hidrográfica Vazão média (m³/s)
Gravataí 4,47 
Sinos 4,85 
Caí 3,88 
Taquari-Antas 5,16 
Alta Jacuí 7,87 
Vacacaí-Vacacai Mirim 0,75 
Baixo Jacuí 9,54 
Lago Guaíba 0,19 
Pardo 0,57 
Tramandaí 0,98 
Litoral Médio 3,06 
Camaquã 5,28 
Mirim São Gonçalo 4,47 
Mampituba 0,30 
Apuê-lnhandava 3,96 
Passo Fundo 0,52 
Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo 3,02 
Piratinim 7,17 
Ibicuí 23,55 
Quaraí 0,85 
Santa Maria 0,80 
Negro 0,05 
Ijuí 4,52 
Várzea 4,05 
Butuí-lcamaquã 6,40 
Total 106,25 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022). 
Dentre os usos identificados, 79% das vazões registradas são relacionadas à irrigação. O 
uso da água para abastecimento público/consumo humano fica em segundo lugar, 
representando cerca de 13,4% das demandas do Estado. Já o uso industrial representa 
cerca de 3,6% do total dos recursos hídricos superficiais utilizados. O uso de 
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dessedentação animal é o que representa a menor parte das demandas, sendo 0,3% do 
total. Por fim, demais usos de água representam cerca de 3,6% das vazões. 
2.2.3.2.2.3. Balanço hídrico 
Conforme apresentado no Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no 
Estado do Rio Grande do Sul (2021), o balanço hídrico de referência para a gestão de 
recursos hídricos superficiais no Estado do Rio Grande do Sul avalia a disponibilidade e 
a demanda de água apresentadas anteriormente. 
O objetivo é verificar se os usos registrados, considerados no balanço hídrico superficial, 
refletem a realidade de estresse hídrico nas bacias hidrográficas especiais ou regiões de 
conflito. Além disso, busca-se identificar áreas do Estado com altas demandas hídricas 
em comparação com as vazões outorgáveis. 
O Quadro 18 apresenta o resultado do balanço hídrico realizado, considerando as 
disponibilidades hídricas para os exultórios das unidades de análise apresentadas, bem 
como as demandas hídricas. 
Quadro 18 
– Balanço hídrico nas Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul. 
Bacia 
Hidrográfica Descrição Demandas 
hídricas (m³/s)
Comprometimento 
da vazão outorgável
Gravataí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí 
(Exutório do Rio Gravataí no Lago Guaíba) 4,47 86% 
Sinos Total da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos 
(Exutório do Rio dos Sinos no Lago Guaíba) 4,85 35% 
Caí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Caí (Exutório do 
Rio Caí no Lago Guaíba) 3,88 37% 
Taquari￾Antas 
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas 
(Exutório do Rio Taquari no Rio Jacuí) 5,16 22% 
Alto Jacuí Total da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (soma dos 
Rios Jacuí e Jacuizinho) 7,86 13% 
Vacacaí￾Vacacaí 
Mirim 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Vacacaí 
—
Vacacaí Mirim (soma dos rios Vacacaí e Vacacaí￾Mirim) 
0,75 5%
Baixo Jacuí Total da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí (Exutório 
do Rio Jacuí no Lago Guaíba) 23,72 9%
Lago Guaíba 
Total da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba (soma 
dos afluentes diretos ao Lago Guaíba, incluindo 
Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí) 
37,1 13% 
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Bacia 
Hidrográfica Descrição Demandas 
hídricas (m³/s)
Comprometimento 
da vazão outorgável
Pardo Total da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo (Exutório 
do Rio Pardo no Rio Jacuí) 0,57 13% 
Tramandaí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí (soma 
dos rios Maquiné e Três Forquilhas) 0,01 0%
Camaquã Total da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã (soma 
do Rio Camaquã e Arroio Turuçu e Velhaco) 4,26 11% 
Mirim São 
Gonçalo 
Total da Bacia Hidrográfica da Lagoa Mirim e do 
Canal São Gonçalo (soma dos Arroios Grande e Del 
Rei e Rio Piratini) 
3,25 42% 
Mampituba Exutório da UPG Forno-Jacaré no Rio Mampituba 0,27 21% 
Apuaê￾lnhandava 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Apuaê 
—
Inhandava (soma dos rios Dourado, do Silveira, 
Socorro, Cerquinha, dos Touros, Santana, Bernardo 
José, Inhandava e Apuaê) 
3,93 17% 
Passo Fundo Total da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo 
(soma da UPG Passo Fundo e UPG Douradinho) 0,52 4%
Turvo Santa 
Rosa 
—
Santa Rosa — Santo 
Cristo 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo 
— Santa 
Rosa 
— Santo Cristo (soma dos rios Amandaú, 
Lajeado Grande, Santo Cristo, Santa Rosa, 
Comandai, Turbo e Buricá)) 
3 12% 
Piratinim Total da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim 
(Exutório do Rio Piratini no Rio Uruguai) 7,17 84% 
Ibicuí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí (Exutório 
do Rio Ibicuí no Rio Uruguai) 18,66 19% 
Quaraí 
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí (soma dos 
arroios Sarandi II e Garupa e sangas Sarandi e do 
Salso) 
0 0%
Santa Maria Total da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria 
(Exutório do Rio Santa Maria no Rio Ibicuí) 0,8 7%
Negro 
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Negro (Exutório 
do Rio Negro na fronteira Brasil-Uruguai) 0,05 4%
Ijuí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí (Exutório do 
Rio Ijuí no Rio Uruguai) 4,52 14% 
Várzea Total da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea (soma 
dos rios Guarita e da Várzea) 4,03 23% 
Butuí￾lcamaquã 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Butuí 
–
Icamaquã (soma do Arroio Butuí e o Rio Icamaquã) 5,75 41% 
Total 92,51 16%
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022). 
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119
2.2.3.2.2.4. Qualidade dos mananciais 
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler/RS (FEPAM) 
apresenta, em seu Relatório Técnico sobre a Qualidade da Água Superficial nas Regiões 
Hidrográficas do RS, análises qualiquantitativas de amostras de água coletadas em 2022. 
A coleta da água a ser analisada ocorre em 221 estações de monitoramento, pertencentes 
à Rede de Monitoramento Básico do RS, com o objetivo de determinar as condições de 
qualidade da água superficial nos locais de elevado interesse socioambiental. 
Nesta avaliação, foram analisados os seguintes parâmetros: • Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5d, 20°C, mg/l de O2); • Escherichia coli (NMP/100 ml); • Fósforo Total (mg/l de P); • Nitrogênio Amoniacal (mg/l de NHx); • Oxigênio dissolvido (mg/l de O2). 
Os resultados foram classificados de acordo com os limites propostos pela resolução nº 
357/2005 do CONAMA. 
2.2.3.2.2.4.1. Região Hidrográfica do Guaíba 
Foram obtidas 274 amostras da Região Hidrográfica do Rio Guaíba, nas quais foram 
analisados os parâmetros mencionados anteriormente. Os quadros a seguir apresentam as 
classes de enquadramento das amostras, bem como os valores de referência 
correspondentes aos parâmetros avaliados. 
O Quadro 19 expõe as distribuições dos valores quanto ao Oxigênio Dissolvido (OD) na 
Região Hidrográfica do Guaíba 
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120
Quadro 19 
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água 
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
224 Classe 1 >6
11 Classe 2 ≥5
12 Classe 3 ≥4
23 Classe 4 ≥2
4 Pior que Classe 4 <2
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) 
estão apresentados no Quadro 20. Vale ressaltar que, segundo a FEPAM, a DBO de 29 
amostras não foi determinada devido a problemas analíticos. 
Quadro 20 
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de 
Uso da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
219 Classe 1 ≤3
13 Classe 2 ≤5
8 Classe 3 ≤10
5 Pior que Classe 3 >10 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto à existência de Escherichia coli estão 
apresentados no Quadro 21. Segundo a FEPAM, esta análise também apresentou 
problemas analíticos em 17 amostras. 
 
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121
Quadro 21 
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (NMP/100ml)
104 Classe 1 ≤160
64 Classe 2 ≤800
54 Classe 3 ≤3.200
35 Pior que Classe 3 > 3.200 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Fósforo Total estão 
apresentados no Quadro 22. Segundo a FEPAM, 12 amostras não obtiveram resultados 
por problemas analíticos. 
Quadro 22 
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l P)
157 Classe 1 ≤0,1
54 Classe 3 ≤0,15
70 Pior que Classe 3 > 0,15 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Nitrogênio Amonical estão 
apresentados no Quadro 23. Vale destacar que, segundo a FEPAM, 40% das amostras 
não obtiveram resultados por problemas analíticos. 
Quadro 23 
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água 
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l N)
163 Classe 1 ≤3,7
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
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122
2.2.3.2.2.4.2. Região Hidrográfica do Litoral 
Foram obtidas 154 amostras da Região Hidrográfica do Litoral, sendo 131 de água doce, 
22 de água salobra e 1 de água salina, nas quais foram analisados os mesmos parâmetros 
mencionados anteriormente. Nos quadros a seguir são apresentadas as classes de 
enquadramento das amostras, bem como os valores de referência correspondentes aos 
parâmetros avaliados. 
No Quadro 24 estão apresentadas as informações obtidas das análises quanto ao OD. 
Vale ressaltar que, para esse parâmetro, 2 amostras não obtiveram resultados por 
problemas analíticos. 
Quadro 24 
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água 
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
142 Classe 1 >6
2 Classe 2 ≥5
4 Classe 3 ≥4
3 Classe 4 ≥2
1 Pior que Classe 4 <2
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) 
se referem somente às amostras de água doce, pelo fato da Resolução CONAMA nº 
357/2005 não contar com valores de classificação para águas salobras e salinas. 
Os dados obtidos estão apresentados no Quadro 25, considerando que 22 amostras eram 
de água salobra e 1 de água salina, não podendo ser classificadas. Além disso, segundo a 
FEPAM, a DBO de 1 amostra não foi determinada devido a problemas analíticos. 
Quadro 25 
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de 
Uso da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
127 Classe 1 ≤3
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123
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
3 Classe 2 ≤5
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto à existência de Escherichia coli estão 
apresentados no Quadro 26. Segundo a FEPAM, esta análise também apresentou 
problemas analíticos em 17 amostras. 
Quadro 26 
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (NMP/100ml)
74 Classe 1 ≤160
48 Classe 2 ≤800
11 Classe 3 ≤3.200
4 Pior que Classe 3 > 3.200 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Fósforo Total estão 
apresentados no Quadro 27. Segundo a FEPAM, 1 amostra não obteve resultados por 
problemas analíticos. 
Quadro 27 
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l P)
72 Classe 1 ≤0,1
23 Classe 3 ≤0,15
58 Pior que Classe 3 > 0,15 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Nitrogênio Amonical estão 
apresentados no Quadro 28. Vale destacar que, segundo a FEPAM, 53% das amostras não 
obtiveram resultados por problemas analíticos. 
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124
Quadro 28 
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água 
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Litoral. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l N)
73 Classe 1 ≤3,7
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
2.2.3.2.2.4.3. Região Hidrográfica do Uruguai 
Foram obtidas 183 amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. Nos quadros a seguir 
são apresentadas as classes de enquadramento das amostras, bem como os valores de 
referência correspondentes aos parâmetros avaliados. 
No Quadro 29 estão apresentadas as informações obtidas das análises quanto ao OD. 
Vale ressaltar que em 1 amostra não foram obtidos resultados por problemas analíticos. 
Quadro 29 
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água 
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
158 Classe 1 >6
7 Classe 2 ≥5
7 Classe 3 ≥4
10 Classe 4 ≥2
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023) 
Os valores encontrados nas análises quanto à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) 
estão apresentados no Quadro 30 . Vale ressaltar que a DBO de 10 amostras não foi 
determinada devido a problemas analíticos. 
 
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Quadro 30 
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de 
Uso da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
164 Classe 1 ≤3
6 Classe 2 ≤5
3 Classe 3 ≤10
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto à existência de Escherichia coli estão 
apresentados no Quadro 31. Segundo a FEPAM, esta análise também apresentou 
problemas analíticos em 16 amostras. 
Quadro 31 
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (NMP/100ml)
64 Classe 1 ≤160
59 Classe 2 ≤800
34 Classe 3 ≤3.200
10 Pior que Classe 3 > 3.200 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Fósforo Total estão 
apresentados no Quadro 32. Segundo a FEPAM, 15 amostras não obtiveram resultados 
por problemas analíticos. 
Quadro 32 
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l P)
122 Classe 1 ≤0,1
26 Classe 3 ≤0,15
21 Pior que Classe 3 > 0,15 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
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126
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Nitrogênio Amoniacal estão 
apresentados no Quadro 33. Vale destacar que, segundo a FEPAM, 66 amostras não 
obtiveram resultados por problemas analíticos. 
Quadro 33 
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água 
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Uruguai. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l N)
116 Classe 1 ≤3,7
1 Classe 3 ≤13,3
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023) 
2.2.3.3. Segurança hídrica 
O conceito de segurança hídrica é recente, sendo introduzido em meados de 2000 pela 
Global Water Partnership (GWP, 2000) e o World Water Council (WWC, 2000). A 
segurança hídrica também já foi definida como a disponibilidade de água suficiente e de 
qualidade a um preço acessível para atender às necessidades de curto e longo prazo, 
protegendo a saúde e bem-estar das comunidades (WITTER, WHITEFORD, 1999). 
Complementarmente, a definição da GWP (2000) acrescentou a importância da proteção 
do meio ambiente para se ter a garantir do fornecimento de água. 
Atualmente, a definição mais aceita é a do Programa para a Água da Organização das 
Nações Unidas (UN-WATER, 2013) que define a segurança hídrica como a capacidade 
de garantir o acesso sustentável a água de qualidade adequada para sustento, bem-estar e 
desenvolvimento, proteger contra poluição e desastres hídricos, e preservar ecossistemas, 
em um ambiente de paz e estabilidade política. A definição recente destaca o aspecto 
geopolítico, refletindo preocupações com conflitos pelo acesso à água que causam 
deslocamentos populacionais e conflitos intergovernamentais. Além disso, a segurança 
hídrica deve ser ancorada em valores sociais e de justiça social, integrando a gestão 
democrática e participativa dos recursos hídricos (SAITO, 2018). 
No Brasil, em 2019, tivemos o lançamento pelo Ministério de Desenvolvimento Regional 
(MDR) em conjunto com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), de 
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127
um importante instrumento para a gestão da segurança hídrica, o Plano Nacional de 
Segurança Hídrica (PNSH). 
O PNSH visa envolver várias esferas do governo em esforços conjuntos, e o plano aborda 
a segurança hídrica em quatro dimensões: humana, econômica, ecossistêmica e de 
resiliência, combinadas no Índice de Segurança Hídrica (ISH). 
De forma sucinta, as dimensões humanas e econômicas quantificam os déficits de 
atendimento e os riscos, enquanto a ecossistêmica e de resiliência identificam as áreas 
críticas e as vulneráveis. E enquanto a dimensão social avalia a disponibilidade de água 
para abastecimento, a econômica foca nos setores agropecuário e industrial. 
Ademais, a dimensão ecossistêmica usa indicadores de qualidade e quantidade de água, 
e a de resiliência analisa os estoques de água em situações de seca. 
O ISH representa graficamente as condições de segurança hídrica, ajudando a orientar 
políticas públicas de infraestrutura e a gestão de recursos hídricos, e tendo sido calculado 
para os anos de 2017 e 2035. 
As mudanças entre os cenários de 2017 e 2035 consideraram duas variáveis: as 
estimativas de demanda por água, conforme o Manual de Usos Consuntivos da Água no 
Brasil, afetando o balanço hídrico e indicadores relacionados; e a estimativa da população 
urbana, influenciando apenas a Dimensão Humana do Índice de Segurança Hídrica (ISH). 
Com isso, a segurança hídrica é integrada a diversas políticas públicas, incluindo o 
desenvolvimento regional, a defesa civil, a agricultura, a energia, os transportes e o meio 
ambiente (FIGUEIREDO, 2020). 
Assim, foi lançado em 2021, o “Atlas Águas: Segurança Hídrica do Abastecimento 
Urbano” e que atualizou o Atlas de 2010 com conceitos do Plano Nacional de Segurança 
Hídrica (PNSH). Este documento visou caracterizar e diagnosticar os mananciais e os 
sistemas de abastecimento das sedes municipais brasileiras, e além de identificar as suas 
vulnerabilidades. Ele utiliza o Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U), que avalia a 
eficiência na produção e distribuição de água, combinando indicadores de vulnerabilidade 
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128
dos mananciais, sistemas produtores, cobertura da rede de distribuição e gerenciamento 
de perdas. 
Com isso, a Figura 47 mostra a distribuição do ISH-U pelos municípios do bloco, onde 
pode se observar que a grande maioria dos municípios possui o ISH-U avaliado entre 
“Alto” e “Máximo”, o que indica que esses municípios possuem uma combinação de uma 
maior disponibilidade hídrica natural junto a uma baixa pressão na demanda pelo 
abastecimento de água. 
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Figura 47
– Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U) dos municípios atendidos pela CORSAN. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Pormenorizando os dados da Figura 47, percebe-se que cerca de 22,71% dos municípios 
possuem uma ISH-U Máxima, e que 45,11% têm uma ISH-U Alta, conforme observado 
no Quadro 34. Por outro lado, percebe-se que 27,13% dos municípios possuem uma ISH￾U Média e outros 4,73% possuem uma ISH-U Baixa, além disso, apenas 0,32% têm uma 
ISH-U Mínima. 
Os quinze municípios que se encontram na situação de ISH-U Baixa são: Alvorada, Bento 
Gonçalves, Cachoeirinha, Capela de Santana, Cerro Grande do Sul, Erechim, Gravataí, 
Mostardas, Nova Hartz, Palmares do Sul, Santa Maria, Santiago, Três Cachoeiras, 
Vacaria e Viamão. Ademais, o único avaliado com ISH-U Mínima foi o município de 
Pinto Bandeira. 
Quadro 34 
– ISH-U dos municípios atendidos pela CORSAN.
ISH-U Quantidade de municípios
Máxima 72
Alta 143
Média 86
Baixa 15
Mínima 1 
Fonte: ANA (2022) 
– Adaptado (2024). 
Em relação aos mananciais municipais de abastecimento de água, o documento citado 
anteriormente também realizou uma avaliação sobre os níveis de vulnerabilidade, como 
pode ser visto na Figura 48. Observa-se que a maioria dos municípios do bloco 
apresentam uma situação de “Manancial Não Vulnerável”, entretanto, uma outra grande 
quantidade significante de municípios apresenta uma situação de “Manancial com Baixa 
Vulnerabilidade”.
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Figura 48
– Níveis de vulnerabilidade dos mananciais dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Ao analisar os dados da Figura 48, observa-se que cerca de 58,36% dos municípios estão 
na situação de “Manancial Não Vulnerável”, enquanto 31,23% dos municípios se 
enquadram em “Manancial com Baixa Vulnerabilidade”.
Além disso, observa-se que 10,09% dos municípios se enquadram na categoria de 
“Manancial com Média Vulnerabilidade” e somente 0,32% se enquadra em “Manancial 
com Alta Vulnerabilidade”, como pode ser visto no Quadro 35. 
Os municípios enquadrados na categoria “Manancial de Média Vulnerabilidade” foram 
os seguintes: Alvorada, Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Caiçara, Canguçu, Capão do 
Leão, Cerro Grande do Sul, Chuvisca, Cristal, Derrubadas, Encruzilhada do Sul, Erechim, 
Farroupilha, Fontoura Xavier, Frederico Westphalen, Garibaldi, Glorinha, Gravataí, 
Lagoa Vermelha, Mariana Pimentel, Morro Redondo, Passo Fundo, Pinheiro Machado, 
Pinto Bandeira, Santa Maria, São Lourenço do Sul, São Marcos, São Sepé, Sentinela do 
Sul, Unistalda, Vacaria, Viamão. O único município enquadrado na categoria “Manancial 
com Alta Vulnerabilidade” foi o município de Santiago. 
Quadro 35 
– Avaliação da vulnerabilidade do manancial dos municípios atendidos pela 
CORSAN.
Vulnerabilidade do Manancial Municípios (quantidade)
Manancial com Alta Vulnerabilidade 1 
Manancial com Média Vulnerabilidade 32
Manancial com Baixa Vulnerabilidade 99
Manancial Não Vulnerável 185
Fonte: ANA (2022) 
– Adaptado (2024). 
2.2.4. Aspectos bióticos 
O território brasileiro é composto por 6 (seis) biomas distintos: Amazônia, Caatinga, 
Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa. Cada bioma possui diferentes tipos de 
vegetação e fauna, e a conservação da vegetação é crucial para a manutenção dos hábitats,
serviços ambientais e recursos essenciais à vida humana. Além disso, a preservação dos 
biomas depende de políticas públicas ambientais e de estratégias para a conservação, o 
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seu uso sustentável e a manutenção dos serviços ambientais que eles fornecem à 
população. 
O estado do Rio Grande do Sul abriga 2 (dois) desses biomas, a Mata Atlântica e o Pampa. 
A Figura 49 mostra a distribuição dos biomas no estado, destacando que o bioma Pampa 
está mais presente nos quadrantes sudeste e sudoeste, a Mata Atlântica é predominante 
no Nordeste, enquanto no noroeste rio-grandense temos uma distribuição entre os dois 
biomas. Além disso, a região central e metropolitana do estado possui ambos os biomas 
distribuídos. 
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Figura 49
– Distribuição de biomas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024)
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Em relação às características de vegetação, pode-se observar na Figura 50 a distribuição 
das regiões fitoecológicas nos municípios do bloco, com base nos dados do IBGE 
(2024d). 
Em nível estadual, os dados revelam que grande parte do estado é dominada por regiões 
de Estepe (46,43%), seguidas por áreas de Contato (Ecótono e Encrave), que representam 
zonas de transição ecológica entre diferentes tipos de vegetação e compreendem 15,98% 
do território. 
Também estão presentes áreas de Floresta Ombrófila Mista (8,88%), Floresta Estacional 
Decidual (11,11%), Floresta Pioneira (6,53%), Floresta Estacional Semidecidual 
(3,81%), Savana-Estépica (0,63%) e Floresta Ombrófila Densa (0,32%). O Corpo D’água 
continental representa 6,31% do território estadual. 
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Figura 50
– Distribuição de regiões fitoecológicas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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137
Em questão de cobertura vegetal e outras áreas de cobertura predominantes, os dados do 
IBGE (2024d) mostram que grande parte do estado é coberta pelas áreas de agropecuária 
(71,74%), agricultura (5,78%), e pecuária (pastagens) correspondendo à 3,15%, 
entretanto, o estado também possui a presença de vegetação secundária (5,66%) e de 
Estepes Gramíneo-Lenhosas (3,11%), com as áreas de Florestamento/Reflorestamento 
representando (1,75%) do território estadual. 
A Figura 51 permite observar essa distribuição ao longo dos municípios do bloco. 
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Figura 51
– Distribuição de cobertura vegetal e outras áreas predominantes ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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2.2.5. Unidades de conservação 
As Unidades de Conservação (UC) são protegidas por lei no Brasil e visam preservar a 
biodiversidade. Além disso, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), 
instituído pela Lei Federal nº 9.985/2000, classifica as UCs em dois grupos: as Unidades 
de Proteção Integral (PI) e as Unidades de Uso Sustentável (US). Sendo que a primeira 
categoria tem foco na pesquisa e na conservação da biodiversidade, enquanto a segunda 
categoria permite a exploração sustentável e as atividades educativas. 
O grupo das UCs de Uso Sustentável compreende as seguintes categorias: Área de 
Proteção Ambiental (APA); Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE); Floresta 
Nacional (FLONA); Reserva Extrativista (RESEX); Reserva de Fauna (REFAU), 
Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e Reserva Particular do Patrimônio 
Natural (RPPN). Por outro lado, o grupo das UCs de Proteção Integral compreende as 
seguintes categorias: Estação Ecológica (ESEC); Reserva Biológica (REBIO); Parque 
Nacional (PARNA); Monumento Natural (MoNa) e Refúgio de Vida Silvestre (REVIS). 
Complementarmente, o recente decreto estadual nº 57.672, de 13 de junho de 2024, criou 
e regulamentou no estado do Rio Grande do Sul as denominadas Reservas Particulares 
do Patrimônio Natural (RPPN). 
O zoneamento dentro das UCs determina os usos específicos de cada área, variando de 
áreas intangíveis a de uso múltiplo, e conforme definido em seu respectivo Plano de 
Manejo. E este plano também integra as UCs à vida econômica e social das comunidades 
vizinhas, promovendo a eficiência da implementação (BRITO, 2020; DA PAZ, DE 
FREITAS, DE SOUZA, 2006; HASSLER, 2005). Com base nos dados do CEM (2021), 
a Figura 52 mostra a localização das UCs existentes ao longo da área dos municípios do 
bloco. 
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140
Figura 52
– Localização das UCs contidas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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141
O Quadro 36 apresenta a descrição das Unidades de Conservação (UCs) listadas na 
Figura 52, fornecendo informações sobre o município onde cada UC está localizada 
(integral ou predominantemente), sua área total respectiva, e a esfera governamental 
responsável pela gestão da UC. Observa-se que na área dos municípios do bloco existem 
um total de 28 unidades de conservação, sendo duas municipais, 20 estaduais e 6 federais. 
Ao discriminar por grupos de UCs, identifica-se que 21 UCs são de Uso Sustentável (US) 
e 7 são de Proteção Integral (PI). Quanto às categorias, observa-se que há 5 Áreas de 
Proteção Ambiental (APAs), 1 Floresta Nacional (FLONA), 3 Parques Nacionais 
(PARNA), 11 Parques Estaduais (PARES), 1 Parque Natural Municipal, 3 Reservas 
Biológicas, 2 Refúgios da Vida Silvestre e 2 Estações Ecológicas. 
Verifica-se também que a maior UC de esfera federal da região analisada é a Área de 
Proteção Ambiental (APA) Ibirapuitã, com 3173,6 km², enquanto a menor é a Floresta 
Nacional (FLONA) São Francisco de Paula, com 16,05 km². Por outro lado, a maior UC 
estadual da região analisada é a APA Banhado Grande, com 1342,78 km², e a menor é o 
Parque Estadual (PARES) Papagaio-Charão, que possui 9,98 km². Em relação às UCs 
municipais, a região possui a APA Morro do Osório, com 56,24 km², e o PMN Saint￾Hilaires, que abrange 10 km² de área. 
Quadro 36 
– Unidades de Conservação inseridas nos municípios do bloco.
Categoria UC (nome) Esfera Governamental Área (km²) Município
Área de Proteção 
Ambiental 
APA Banhado Grande Estadual 1342,78 Santo Antônio da 
Patrulha 
APA Delta do Jacuí Estadual 64,6 Eldorado do Sul 
APA Ibirapuitã Federal 3173,6 Sant’Ana do 
Livramento 
APA Morro de Osório Municipal 56,24 Osório 
APA Rota do Sol Estadual 557,06 São Francisco de 
Paula 
Floresta Nacional FLONA São Francisco 
de Paula Federal 16,05 São Francisco de 
Paula 
Parque Estadual 
PARES Camaquã Estadual 101,46 São Lourenco do 
Sul 
PARES Delta do Jacuí Estadual 121,93 Porto Alegre 
PARES Espinilho Estadual 16,67 Barra do Quarai 
PARES Itapeva Estadual 10,21 Torres 
PARES Itapuã Estadual 63,3 Viamão 
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Categoria UC (nome) Esfera Governamental Área (km²) Município
PARES Papagaio￾Charão Estadual 9,98 Sarandi 
PARES Podocarpus Estadual 36,91 Encruzilhada do Sul 
PARES Quarta 
Colônia Estadual 21,53 Ibarama 
PARES Rio Canoas Estadual 14,66 Barracão 
PARES Tainhas Estadual 67,71 Jaquirana 
PARES Turvo Estadual 176,26 Derrubadas 
Parque Nacional 
PARNA Aparados da 
Serra Federal 132,51 Cambara do Sul 
PARNA Lagoa do 
Peixe Federal 348,32 Tavares 
PARNA Serra Geral Federal 175,13 Cambara do Sul 
Parque Natural 
Municipal PNM Saint-Hilaire Municipal 10 Viamão 
Reserva Biológica 
REBIO Mato Grande Estadual 50,52 Arroio Grande 
REBIO São Donato Estadual 44,36 Itaqui 
REBIO Serra Geral Estadual 49,68 Maquine 
Refúgio de Vida 
Silvestre 
REVIS Banhado do 
Maçarico Estadual 63,39 Rio Grande 
REVIS Banhado dos 
Pachecos Estadual 29,91 Viamão 
Estação Ecológica 
ESEC Aratinga Estadual 58,76 Itati 
ESEC Taim Federal 325,28 Santa Vitoria do 
Palmar 
Fonte: CEM (2021) 
– Adaptado. 
2.3. Aspectos socioeconômicos 
Este capítulo aborda os aspectos socioeconômicos que influenciam e são influenciados 
pelos serviços de saneamento básico na área de estudo. A análise visa compreender como 
as condições sociais e econômicas da população impactam a demanda e a qualidade dos 
serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. 
Inicialmente, será traçado um panorama demográfico da região, incluindo a distribuição 
da população, densidade demográfica e características socioeconômicas como renda, 
educação e condições de moradia. Em seguida, o capítulo examinará a relação entre o 
saneamento básico e indicadores de saúde pública. Por fim, este capítulo realizará uma 
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análise do panorama econômico da região, considerando indicadores como PIB, estrutura 
produtiva, níveis de emprego e renda da população. 
2.3.1. Aspectos sociais 
Nesta seção, serão analisados os principais aspectos sociais dos municípios, fundamentais 
para o entendimento das necessidades e peculiaridades locais que influenciam 
diretamente a gestão dos serviços de saneamento. Entre os itens abordados, destacam-se 
as características demográficas, que ajudam a compreender o crescimento populacional e 
sua distribuição territorial, além dos indicadores socioeconômicos, como o Índice de 
Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), renda, educação e saúde. 
Esses fatores, quando analisados em conjunto, permitem uma visão abrangente das 
condições de vida da população, auxiliando na identificação de áreas mais vulneráveis e 
prioritárias para o investimento em infraestrutura e serviços de saneamento. Com isso, 
busca-se criar uma base sólida para o planejamento de soluções que promovam a 
universalização do saneamento de forma equitativa e sustentável. 
2.3.1.1. Demografia 
A análise dos aspectos demográficos e sociais de uma localidade é essencial para o 
planejamento e desenvolvimento de políticas públicas eficazes. Existem diversos 
indicadores e índices para avaliar as características de uma região, como a densidade 
demográfica e a estrutura etária, entre outros. Assim, a integração de diferentes 
indicadores e índices, sejam demográficos e/ou sociais, é sempre fundamental para uma 
compreensão abrangente e eficaz do desenvolvimento de uma região. 
Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul tem experimentado mudanças demográficas 
significativas. A taxa de natalidade tem diminuído, acompanhando uma tendência 
nacional, resultando em um envelhecimento gradual da população. A expectativa de vida 
está entre as mais altas do Brasil, evidenciando avanços na saúde e qualidade de vida. No 
entanto, a migração interna e externa também desempenha um papel importante na 
dinâmica populacional, influenciando o crescimento e a distribuição da população. 
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144
O Censo Demográfico do IBGE é uma pesquisa fundamental para coletar dados 
abrangentes sobre a população brasileira, permitindo traçar um perfil socioeconômico do 
país, sendo a principal origem de informações populacionais em qualquer nível 
geográfico. 
Originalmente programado para 2020, o Censo foi adiado para 2022 devido à pandemia 
de Covid-19 e à falta de recursos governamentais. No entanto, os resultados do Censo de 
2022 revelaram discrepâncias com o que foi estimado em algumas localidades, conforme 
ilustrado na Figura 53, onde os municípios destacados em vermelho representam aqueles 
que registraram uma redução da população, enquanto os municípios destacados em azul 
indicam um crescimento populacional. 
Figura 53
– Panorama Censo 2022 
– Rio Grande do Sul. 
Fonte: G1 (2023). 
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O Quadro 37 apresenta a distribuição dos municípios e da população total de 2022, de 
acordo com diferentes faixas de densidade demográfica. Nota-se que mais da metade dos 
municípios pertence a uma única faixa, mas essa parcela representa apenas 26,2% da 
população total do bloco. Além disso, duas faixas de densidade juntas abrangem 12 
municípios, correspondendo a cerca de 20,7% da população do bloco. Em comparação, o 
IBGE indica que o estado do Rio Grande do Sul registrou uma densidade de 38,63 
hab./km². 
Quadro 37 
– Distribuição dos municípios atendidos pela CORSAN por diferentes faixas de 
densidade demográfica. 
Faixa de Densidade 
Demográfica (hab./km²) Municípios (un.) População em relação ao 
bloco (%)
População total (IBGE 
2022)
0 a 10 50 7,8% 571.824 
10 a 50 175 26,1% 1.911.171 
50 a 100 39 13,0% 948.223 
100 a 500 41 32,4% 2.373.568 
500 a 1.000 5 6,5% 479.064 
Acima de 1.000 7 14,2% 1.036.006 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
O Quadro 38 apresenta a distribuição dos municípios do bloco em diferentes faixas de 
taxas de crescimento referentes ao ano de 2022. Nota-se que 56% dos municípios estão 
em faixa de decrescimento. Entretanto, há uma parcela significativa de municípios em 
crescimento, cuja população total é 62% superior à dos municípios em decrescimento 
populacional, sugerindo uma tendência de equilíbrio populacional no bloco, com 
perspectivas de crescimento. 
Em comparação, o IBGE também indica que o estado do Rio Grande do Sul teve uma 
taxa de crescimento de 0,15%. 
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Quadro 38 
– Distribuição dos municípios atendidos pela CORSAN por faixas da taxa de 
crescimento, referência 2022. 
Taxa de crescimento (%) Municípios (un.)
2 População Total (IBGE 2022)
Menor que -1,5 162 2.440.402 
-1,5 a 0 16 297.484 
0 1 30.983 
0 a 1,5 16 465.012 
Maior que 1,5 121 4.083.252 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
2.3.1.1.1. Distribuição dos domicílios 
O Quadro 39 apresenta a distribuição dos municípios do bloco conforme o tipo de 
domicílio, em percentual, conforme o Censo do IBGE de 2022. 
Quadro 39 
– Distribuição dos domicílios atendidos pela CORSAN por tipo, referência 
2022. 
Tipo de domicílio Total (%)
Casa 85,91 
Casa de vila ou em condomínio 1,17 
Apartamento 12,82 
Habitação em casa de cômodos ou cortiço 0,07 
Habitação indígena sem paredes ou maloca 0,00 
Estrutura residencial permanente degradada ou inacabada 0,03 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Observa-se que a maioria dos domicílios nos municípios é composta por casas, enquanto 
uma proporção menor é composta por apartamentos. Isso indica que os municípios do 
bloco não têm uma alta densidade populacional em termos de verticalização dos 
domicílios. Em comparação, o Censo do IBGE também revela que no estado do Rio 2
 O município de Pinto Bandeira não dispõe de dados populacionais referentes a 2010, uma vez que foi 
oficializado como município apenas em 2013. Dessa forma, não foi possível incluir informações sobre o 
crescimento vegetativo. 
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Grande do Sul, cerca de 98,46% dos domicílios são compostos por casas ou apartamentos, 
um percentual ligeiramente inferior ao registrado nos domicílios do bloco. 
Em relação às formas e à disponibilidade de abastecimento de água nos domicílios, 
conforme pode ser observado no Quadro 40 e Quadro 41, quase todos os municípios do 
bloco possuem canalização de água até as habitações, com uma pequena quantidade não 
tendo água canalizada ou tendo apenas até o terreno. 
A grande maioria dos domicílios é atualmente abastecida pela rede geral de distribuição 
de água municipal; no entanto, cerca de 16,24% dos domicílios são abastecidos por outras 
fontes alternativas, como poços ou nascentes, entretanto devemos destacar que os dados 
apresentados pelo IBGE até o momento dizem respeito à totalidade do município (zonas 
urbanas e rurais). 
Quadro 40 
– Distribuição dos domicílios
3
 dos municípios atendidos pela CORSAN pelo 
modo de canalização de água existente. 
Modo de canalização de água Domicílios
4
 (un.) Domicílios (%)
Canalizada até dentro da casa, apartamento ou habitação 2.798.524 99,31 
Canalizada, mas apenas no terreno 11.956 0,42 
Sem água canalizada 7.563 0,27 
Total 2.818.043 100,00 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Quadro 41 
– Distribuição dos domicílios
5
 dos municípios atendidos pela CORSAN pela 
principal forma de abastecimento de água existente. 
Principal forma de abastecimento de água Domicílios
6
 (un.) Domicílios (%)
Rede geral de distribuição 2.360.504 83,76 
Poço profundo ou artesiano 319.721 11,35 
Poço raso, freático ou cacimba 63.781 2,26 
Fonte, nascente ou mina 62.679 2,22 
3 Os dados apresentados nos Quadros 40, 41, 42 e 43 contemplam a totalidade de domicílios dos municípios, 
incluindo aqueles fora da Área de Prestação dos Serviços da Corsan. 4
 Domicílios particulares permanentes ocupados. 
5 Os dados apresentados nos Quadros 40, 41, 42 e 43 contemplam a totalidade de domicílios dos municípios, 
incluindo aqueles fora da Área de Prestação dos Serviços da Corsan. 6
 Domicílios particulares permanentes ocupados. 
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Principal forma de abastecimento de água Domicílios
6
 (un.) Domicílios (%)
Carro-pipa 1.488 0,05 
Água da chuva armazenada 1.289 0,05 
Rios, açudes, córregos, lagos e igarapés 1.257 0,04 
Outra 7.324 0,26 
Total 2.818.043 100,00 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Complementarmente, o Quadro 42 indica que 4,78% dos domicílios possuem conexão 
com a rede geral de abastecimento de água, mas não a utilizam como fonte principal, o 
que é um indicativo relevante para o planejamento da adequação e investigação dos 
motivos pelos quais a rede não é a principal fonte de água. 
Em comparação, o Censo do IBGE também revela que no estado do Rio Grande do Sul 
cerca de 90,79% dos domicílios estão conectados à rede geral de abastecimento, sendo 
que 86,64% a utilizam como fonte principal e 4,15% não a utilizam como principal fonte 
de abastecimento de água, percentual que está apenas ligeiramente acima do contexto dos 
domicílios dos municípios do bloco. 
Quadro 42 
– Distribuição dos domicílios
7
 dos municípios atendidos pela CORSAN pela 
existência de ligação com a rede geral e a forma principal de abastecimento de água. 
Existência de ligação à rede geral de distribuição de água e principal 
forma de abastecimento de água Domicílios (un.) Domicílios (%)
Possui ligação à rede geral e a utiliza como forma principal 2.360.504 83,76% 
Possui ligação à rede geral, mas utiliza principalmente outra forma 134.625 4,78% 
Não possui ligação com a rede geral 322.914 11,46% 
Total 2.818.043 100,00% 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Na questão do esgotamento sanitário, conforme observado no Quadro 43, cerca de um 
terço dos domicílios possui esgotamento por rede geral ou pluvial, enquanto 
aproximadamente um quinto possui fossas sépticas (ou com filtro) conectadas à rede, e 
um pouco mais de um quinto utiliza fossas sépticas sem conexão à rede. Além disso, 7 Os dados apresentados nos Quadros 40, 41, 42 e 43 contemplam a totalidade de domicílios dos municípios, 
incluindo aqueles fora da Área de Prestação dos Serviços da Corsan.
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quase um quinto dos domicílios possui soluções consideradas inadequadas para o 
esgotamento sanitário, como fossas rudimentares ou esgotamento em cursos d'água e 
corpos hídricos. 
Essa situação é inferior aos índices observados no contexto nacional, regional e estadual. 
No Brasil, apenas 60,43% dos domicílios têm esgotamento via rede geral ou pluvial, 
enquanto na região Sul esse percentual é de 50,75%, e no estado do Rio Grande do Sul é 
de 44,27%. 
Por outro lado, 56,62% dos domicílios dos municípios do bloco estão de alguma forma 
conectados à rede de esgotamento, seja por ligação direta à rede geral, rede pluvial ou por 
meio de fossa conectada à rede. Essa situação é ligeiramente inferior aos índices estadual 
(63,48%), regional (63,73%) e nacional (64,69%). 
Quadro 43 
– Distribuição dos domicílios
8
 dos municípios atendidos pela CORSAN pelo 
tipo de esgotamento existente. 
Tipo de esgotamento sanitário
9Domicílios (un.) Domicílios (%)
Rede geral ou pluvial 1.003.991 35,63% 
Fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede 591.589 20,99% 
Fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede 722.543 25,64% 
Fossa rudimentar ou buraco 441.913 15,68% 
Vala 31.914 1,13% 
Rio, lago, córrego ou mar 18.580 0,66% 
Outra forma 5.970 0,21% 
Não tinham banheiro nem sanitário 1.543 0,05% 
Total 2.818.043 100,00% 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
2.3.1.1.2. Distribuição por faixa etária e gênero 
Na Figura 54, é apresentada a estrutura etária da população dos municípios do bloco, 
conforme o censo do IBGE de 2022. A análise revela que mais da metade da população 8 Os dados apresentados nos Quadros 40, 41, 42 e 43 contemplam a totalidade de domicílios dos municípios, 
incluindo aqueles fora da Área de Prestação dos Serviços da Corsan. 9
 Domicílios particulares permanentes ocupados. 
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150
está na faixa etária adulta, compreendendo as idades de 20 anos a 59 anos, o que 
representa 56,12% da população. 
Figura 54
– Distribuição da população dos municípios atendidos pela CORSAN por faixas 
de idade e sexo, referência 2022.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Na divisão por gênero, segundo o Censo do IBGE, observa-se que a maioria da população 
dos municípios do bloco é constituída por mulheres, conforme pode ser visualizado na 
Figura 55. 
213
.481 
231
.810 
217
.612 
230
.795 
255
.445 
260
.398 
261
.332 
271
.123 
267
.477 
230
.106 
228
.271 
230
.979 
208
.141 
167
.828 
122
.948 
76
.703 
43
.004 
19
.860 
6.868 
1.366 
199
205
.275 
220
.867 
208
.583 
222
.938 
251
.200 
263
.024 
269
.549 
280
.947 
278
.742 
242
.916 
245
.323 
254
.275 
232
.328 
192
.576 
149
.036 
101
.544 
65
.558 
37
.861 
16
.066 
3.997 
730 
0 a 4 anos
5 a 9 anos
10 a 14 anos
15 a 19 anos
20 a 24 anos
25 a 29 anos
30 a 34 anos
35 a 39 anos
40 a 44 anos
45 a 49 anos
50 a 54 anos
55 a 59 anos
60 a 64 anos
65 a 69 anos
70 a 74 anos
75 a 79 anos
80 a 84 anos
85 a 89 anos
90 a 94 anos
95 a 99 anos
100 anos ou mais
Mul eres Homens
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151
Figura 55
– Distribuição da população dos municípios atendidos pela CORSAN por 
gênero, referência 2022. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
2.3.1.2. Índice de Desenvolvimento Humano 
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi criado em 1990 e passou a ser publicado 
anualmente a partir de 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
(PNUD), órgão da ONU. Esse índice é utilizado para avaliar o desenvolvimento humano 
em diferentes países, bem como oferece uma visão abrangente das condições de vida, 
saúde, educação e renda em áreas urbanas específicas. 
O IDH varia em uma escala que vai de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, maior 
o nível de desenvolvimento humano. 
A escala de classificação do IDH divide-se em 5 (cinco) categorias, conforme mostrado 
na Figura 56: muito alto, alto, médio, baixo e muito baixo. Essas categorias facilitam a 
análise comparativa entre as nações, permitindo identificar desigualdades no 
desenvolvimento humano em diferentes regiões do mundo. 
 
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152
Figura 56
– Escala do IDH. 
Fonte: Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul (2020). 
As dimensões que compõem o IDH-M são as seguintes: ▪ Renda: Refere-se ao padrão de vida, medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) 
per capita, que indica o nível econômico médio de cada cidadão em um país; 
▪ Saúde/Longevidade: Avalia a expectativa de vida ao nascer, representando o 
acesso da população a condições de vida saudáveis e à longevidade; 
▪ Educação: Reflete o acesso ao conhecimento, considerando dois indicadores 
principais: a média de anos de escolaridade entre a população adulta e a 
expectativa de anos de estudo para crianças em idade de iniciar a vida escolar. 
Essas 3 (três) dimensões fornecem uma visão integrada do desenvolvimento humano, 
indo além da simples análise econômica, ao incorporar aspectos relacionados à qualidade 
de vida e às oportunidades de acesso a serviços básicos. 
No contexto do Rio Grande do Sul, o IDH desempenha um papel crucial na avaliação do 
progresso socioeconômico e na identificação de disparidades entre os municípios. 
De acordo com o PNUD, o IDH do Rio Grande do Sul em 2021 foi de 0,771, colocando 
o estado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto. A dimensão que mais contribuiu 
para esse valor foi a longevidade, com 0,797, seguida pela renda, com 0,767, e pela 
educação, com 0,750. 
O IDH também é utilizado como referência para avaliar o desenvolvimento em níveis 
mais locais, como cidades, estados e regiões, por meio do Índice de Desenvolvimento 
Humano Municipal (IDHM). O IDHM segue a mesma metodologia do IDH global, 
adaptando-se às especificidades municipais e regionais, 
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153
Segundo dados do IBGE, a média do IDHM evoluiu em todas as faixas populacionais 
entre 1991 e 2010, conforme demonstrado no Figura 57. Embora os maiores municípios 
tenham alcançado índices mais elevados, é perceptível que a disparidade entre as faixas 
populacionais diminuiu consideravelmente ao longo desse período. 
Figura 57
– Média do IDHM de acordo com as faixas populacionais. 
Fonte: Adaptado de IBGE (2010).
Todos os anos e faixas populacionais mostraram que a longevidade obteve os melhores 
resultados. Abaixo, o Quadro 44, Quadro 45, Quadro 46 e Quadro 47 exibem os 10 
(dez) municípios de cada faixa populacional com maior IDHM e a representatividade de 
cada componente para o ano de 2010. 
 
0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 0,800
 5.000
5.000 a 20
.000
20
.000 a 75
.000
 75
.000
 DHM 2010 DHM 2000 DHM 1991
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154
Quadro 44 
– Melhores IDHM dos municípios com menos de 5.000 habitantes 
– 2010.
Município IDHM 2010 IDHM Renda 
2010
IDHM 
Longevidade 2010
IDHM Educação 
2010
Nova Araçá 0,785 0,796 0,843 0,722 
Nova Bréscia 0,778 0,836 0,847 0,666 
Victor Graeff 0,777 0,774 0,840 0,722 
Capivari do Sul 0,766 0,805 0,836 0,668 
Rondinha 0,764 0,780 0,842 0,678 
Fagundes Varela 0,763 0,773 0,852 0,674 
David Canabarro 0,762 0,740 0,870 0,688 
Colorado 0,758 0,775 0,835 0,674 
Vista Gaúcha 0,757 0,774 0,839 0,669 
Fortaleza dos Valos 0,756 0,779 0,837 0,663 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
Quadro 45 
– Melhores IDHM dos municípios de 5.000 a 20.000 habitantes 
– 2010. 
Município IDHM 2010 IDHM Renda 
2010
IDHM 
Longevidade 2010
IDHM Educação 
2010
Casca 0,785 0,778 0,847 0,733 
Horizontina 0,783 0,782 0,858 0,716 
Selbach 0,777 0,785 0,841 0,710 
Paraí 0,773 0,787 0,866 0,679 
Aratiba 0,772 0,801 0,856 0,670 
Espumoso 0,765 0,747 0,884 0,677 
Não-Me-Toque 0,765 0,784 0,847 0,673 
Cerro Largo 0,764 0,752 0,849 0,698 
Boa Vista do Buricá 0,762 0,761 0,834 0,697 
Campinas do Sul 0,760 0,753 0,842 0,691 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
Quadro 46 
– Melhores IDHM dos municípios de 20.000 a 75.000 habitantes 
– 2010.
Município IDHM 2010 IDHM Renda 
2010
IDHM 
Longevidade 2010
IDHM Educação 
2010
Carlos Barbosa 0,796 0,835 0,835 0,724 
Garibaldi 0,786 0,825 0,856 0,688 
Nova Petrópolis 0,780 0,775 0,890 0,688 
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Município IDHM 2010 IDHM Renda 
2010
IDHM 
Longevidade 2010
IDHM Educação 
2010
Sarandi 0,777 0,776 0,858 0,705 
Farroupilha 0,777 0,783 0,861 0,696 
Marau 0,774 0,773 0,857 0,699 
Veranópolis 0,773 0,797 0,838 0,692 
Arroio do Meio 0,769 0,750 0,860 0,706 
São Marcos 0,768 0,775 0,855 0,683 
Três Passos 0,768 0,745 0,858 0,710 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
Quadro 47 
– Melhores IDHM dos municípios com mais 75.000 habitantes 
– 2010. 
Município IDHM 2010 IDHM Renda 
2010
IDHM 
Longevidade 2010
IDHM Educação 
2010
Santa Maria 0,784 0,795 0,848 0,715 
Ijuí 0,781 0,786 0,858 0,707 
Lajeado 0,778 0,796 0,840 0,704 
Bento Gonçalves 0,778 0,805 0,842 0,695 
Erechim 0,776 0,782 0,833 0,716 
Passo Fundo 0,776 0,787 0,849 0,699 
Santa Cruz do Sul 0,773 0,782 0,852 0,693 
Santo Ângelo 0,772 0,765 0,863 0,696 
Santa Rosa 0,769 0,752 0,871 0,693 
Cachoeirinha 0,757 0,749 0,857 0,675 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
2.3.1.3. Renda 
O Índice de Gini mede a concentração da distribuição de renda em uma população, 
variando de 0 a 1. Um valor de zero indica igualdade absoluta, onde todos possuem a 
mesma renda, enquanto um valor de um indica extrema desigualdade, onde uma única 
pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o índice de Gini costuma comparar os 20% mais 
pobres com os 20% mais ricos. 
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O Quadro 48 apresenta a evolução do Indice de Gini do rendimento domiciliar per capita, 
a preços médios do ano para o Estado do Rio Grande do Sul. Observa-se uma redução de 
2019 a 2023, indicando uma diminuição da desigualdade no estado.
Quadro 48 
– Evolução do índice de Gini do estado do Rio Grande do Sul. 
Estado 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023
Rio Grande do Sul 0,467 0,473 0,481 0,487 0,482 0,476 0,468 0,467 0,466 
Fonte: Adaptado de IBGE (2024). 
Ao avaliar os municípios por faixas populacionais, foi identificada a média do índice de 
Gini, conforme mostrado no Quadro 49. 
Quadro 49
– Média do índice de Gini por faixa populacional - 2010. 
Faixa Populacional Índice de Gini - 2010
< 5.000 0,472 
5.000 a 20.000 0,492 
20.000 a 75.000 0,486 
> 75.000 0,485 
Fonte: Adaptado de IBGE (2010). 
Os municípios com uma população de 5.000 a 20.000 habitantes apresentam o melhor 
resultado, enquanto aqueles com uma população inferior a 5.000 habitantes demonstram 
a maior desigualdade. Embora a média do Índice de Desenvolvimento Humano seja mais 
alta para os municípios que abrangem as maiores faixas populacionais, o indicador de 
desigualdade é inferior nos municípios menores. 
De acordo com o Censo de 2010, os municípios do Rio Grande do Sul, dentro da área de 
atuação da CORSAN, que apresentavam menor desigualdade eram: Santa Maria do 
Herval, Campestre da Serra, Vila Flores, Morro Reuter, Paverama, Fagundes Varela, 
Nova Hartz, Rolante, São José do Inhacorá e Arroio do Meio. 
O Quadro 50 apresenta os dez municípios com melhores resultados que fazem parte do 
bloco. 
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Quadro 50
– Municípios com melhores Índices de Gini - 2010.
Município Faixa Populacional Índice de Gini 2010
Herval 5.000 a 20.000 0,702 
Capivari do Sul < 5.000 0,692 
Miraguaí < 5.000 0,672 
Sertão Santana 5.000 a 20.000 0,644 
Fortaleza dos Valos < 5.000 0,640 
Redentora 5.000 a 20.000 0,627 
Minas do Leão 5.000 a 20.000 0,627 
Vista Gaúcha < 5.000 0,609 
Itaara 5.000 a 20.000 0,606 
Júlio de Castilhos 5.000 a 20.000 0,599 
Fonte: IBGE (2010). 
2.3.1.4. Saúde 
Em 2023, o Ministério da Saúde registrou que o Rio Grande do Sul possui 153 municípios 
sem prestação de atendimento médico privado. Nessas áreas, a população depende 
exclusivamente dos serviços da rede pública de saúde. O estado, classificado como o 
sétimo com o maior número de estabelecimentos hospitalares, contava, em dezembro de 
2023, com 332 desses estabelecimentos distribuídos por 226 dos 497 municípios. Entre 
esses hospitais, havia 21 especializados, 293 gerais e 18 de dia, conforme o Cadastro 
Nacional de Estabelecimentos de Saúde do DATASUS. 
O panorama epidemiológico relacionado ao saneamento básico revela uma forte ligação 
entre as condições de saúde da população e a qualidade dos serviços de saneamento. Áreas 
com acesso inadequado à água potável, sistemas sanitários deficientes e gestão 
inadequada de resíduos enfrentam desafios significativos em termos de saúde pública, 
incluindo doenças transmitidas pela água e infecções gastrointestinais. 
A Lista Morb. CID-10, disponível no DATASUS, oferece um detalhamento abrangente 
sobre a morbidade hospitalar no SUS, categorizada por local de internação. Esta base de 
dados é essencial para a análise epidemiológica e para o planejamento de intervenções de 
saúde pública, permitindo identificar padrões de doenças e sua distribuição geográfica. 
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Utilizando essa fonte, coletamos informações específicas sobre “Doenças relacionadas ao 
saneamento (ambiental) inadequado (DRSA )”, listadas de acordo com SOUZA et al. 
(2015) da seguinte forma: • Doenças de transmissão feco-oral: o Diarreias; o Febres entéricas; o Hepatite A; • Doenças transmitidas por inseto vetor: o Dengue; o Febre Amarela; o Leishmanioses; o Filariose linfática; o Malária; o Doença de Chagas; • Doenças transmitidas através do contato com a água: o Esquistossomose; o Leptospirose; • Doenças relacionadas com a higiene o Doenças dos olhos; o Doenças de pele; • Geohelmintos e teníases o Helmintíases; o Teníases. 
Para o período de abril de 2024, foram registradas 1.936 internações no estado do Rio 
Grande do Sul relacionadas a diferentes DRSAI10. Esse número abrange 176 municípios 
10 Cólera, Shiguelose, Amebíase, Diarreia e gastroenterite origem infecc presumível, Outras doenças 
infecciosas intestinais, Leptospirose icterohemorrágica, Outras formas de leptospirose, Leptospirose não 
especificada, Tracoma, Febre amarela, Dengue [dengue clásssico], Outras hepatites virais, Malária por 
Plasmodium falciparum, Malária por Plasmodium vivax, Malária por Plasmodium malariae, Outras formas 
malária conf exames parasitológ, Malária não especificada, Leishmaniose visceral, Leishmaniose cutânea, 
Leishmaniose cutâneo-mucosa, Leishmaniose não especificada, Esquistossomose, Equinococose, 
Ancilostomíase, Outras helmintíases, Outras doenças infecciosas e parasitárias. 
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159
do estado, dos quais 155 são atendidos pela CORSAN. A média de internações desses 
municípios por faixa populacional está apresentada no Quadro 51. 
Quadro 51
– Internação por DRSAI em abril de 2024.
Faixa Populacional População Total (IBGE 
2022) Internações Percentual de 
Internações
< 5.000 79.327 133 0,17% 
5.000 a 20.000 576.427 564 0,10% 
20.000 a 75.000 2.353.856 461 0,02% 
> 75.000 2.793.992 367 0,01% 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e DATASUS (2024). 
O Figura 58 registra os 20 (vinte) municípios com maiores percentuais de internações 
por doenças associadas ao saneamento. Nota-se que os piores resultados ocorrem nos 
municípios com as menores populações. Dessa maneira, é possível uma avaliação precisa 
da incidência e direcionar recursos e estratégias de prevenção e tratamento de forma 
eficiente. 
Figura 58
– Municípios com maiores percentuais de internação por DRSAI em abril de 
2024. 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e DATASUS (2024). 
0,00
%
0,10
%
0,20
%
0,30
%
0,40
%
0,50
%
0,60
%
0,70
%
0,80
%
0
5.000
10
.000
15
.000
20
.000
25
.000
30
.000
35
.000
Percentual de internação
População 
População otal ( BGE 2022
) Percentual de internações
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160
2.3.1.5. Educação 
Conforme informações disponibilizadas pelo IBGE 2023, a taxa de escolarização de 6 a 
14 anos no estado do Rio Grande do Sul era de 99,5%, enquanto a taxa de analfabetismo 
da população de 15 anos era de 2,7%. 
Com base no censo do IBGE de 2022, foi possível identificar a média da taxa de 
alfabetização dos municípios de acordo com as faixas populacionais, conforme 
demonstrado no Quadro 52. 
Quadro 52
– Taxa de alfabetização por faixa populacional - 2022.
Faixa Populacional Taxa de alfabetização (%)
< 5.000 95,10 
5.000 a 20.000 95,45 
20.000 a 75.000 96,83 
> 75.000 97,60 
Fonte: Adaptado de IBGE (2022). 
2.3.1.6. Uso e ocupação do solo 
A definição do uso e ocupação do solo está diretamente ligada às regulamentações que 
governam a densidade populacional, as atividades permitidas, os mecanismos de controle 
das construções e a subdivisão do solo. 
Esses componentes compõem o regime urbanístico, que visa garantir o desenvolvimento 
urbano de forma equilibrada e sustentável. Dentro desse contexto, uma das categorias 
essenciais é a classificação do território em zonas urbanas e rurais (VAZ, 2006). 
De acordo com o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra conduzido pelo IBGE 
(2020), no estado do Rio Grande do Sul, o solo apresenta 11 (onze) categorias distintas. 
Segundo os dados, as classes predominantes nos municípios do estado são, em ordem de 
extensão maior, a categoria de "Área Agrícola", seguida pela categoria de "Vegetação 
Campestre", e então pela categoria de "Mosaico de Ocupações em Área Florestal", 
conforme ilustrado na Figura 59. 
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O Quadro 53 também oferece uma descrição detalhada das categorias de uso e cobertura 
do solo. 
Quadro 53 
– Classificação uso e cobertura do solo. 
Classificação Descrição 
Área artificial 
Áreas onde predominam superfícies antrópicas não-agrícolas. São aquelas 
estruturadas por edificações e sistema viário, nas quais estão incluídas as 
metrópoles, cidades, vilas, as aldeias indígenas e comunidades quilombolas, áreas 
ocupadas por complexos industriais e comerciais e edificações que podem, em 
alguns casos, estar situadas em áreas peri-urbanas. Também pertencem a essa classe 
as áreas onde ocorrem a exploração ou extração de substâncias minerais, por meio 
de lavra ou garimpo. 
Área Agrícola 
Área caracterizada por lavouras temporárias, semi-perenes e permanentes, irrigadas 
ou não, sendo a terra utilizada para a produção de alimentos, fibras, combustíveis e 
outras matérias-primas. Segue os parâmetros adotados nas pesquisas agrícolas do
IBGE e inclui todas as áreas cultivadas, inclusive as que estão em pousio ou 
localizadas em terrenos alagáveis. Pode ser representada por zonas agrícolas 
heterogêneas ou extensas áreas de plantations. Inclui os tanques de aquicultura. 
Pastagem com Manejo 
Áreas destinadas ao pastoreio do gado e outros animais, com vegetação herbácea 
cultivada (braquiária, azevém, etc) ou vegetação campestre (natural), ambas 
apresentando interferências antrópicas de alta intensidade. Estas interferências 
podem incluir o plantio; a limpeza da terra (destocamento e despedramento); 
eliminação de ervas daninhas de forma mecânica ou química (aplicação de 
herbicidas); gradagem; calagem; adubação; entre outras que descaracterizem a 
cobertura natural. 
Mosaico de Ocupações 
em Área Florestal 
Área caracterizada por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura 
associada ou não a remanescentes florestais, na qual não é possível uma 
individualização de seus componentes. Inclui também áreas com perturbações 
naturais e antrópicas, mecânicas ou não mecânicas, que dificultem a caracterização 
da área. 
Silvicultura 
Área caracterizada por plantios florestais de espécies exóticas ou nativas como 
monoculturas. Segue os parâmetros adotados nas pesquisas de extração vegetal e 
silvicultura do IBGE. 
Vegetação Florestal 
Área ocupada por florestas. Consideram-se florestais as formações arbóreas com 
porte superior a 5 metros de altura, incluindo-se aí as áreas de Floresta Ombrófila 
Densa, de Floresta Ombrófila Aberta, de Floresta Estacional, além da Floresta 
Ombrófila Mista. Inclui outras feições em razão de seu porte superior a 5 m de 
altura, como a Savana Florestada, Campinarana Florestada, Savana-Estépica 
Florestada, os Manguezais e os Buritizais, conforme o Manual Técnico de Uso da 
Terra (IBGE, 2013). 
Área Úmida 
Área caracterizada por vegetação natural herbácea ou arbustiva (cobertura de 10% 
ou mais), permanentemente ou periodicamente inundada por água doce ou salobra. 
Inclui os terrenos de charcos, pântanos, campos úmidos, estuários, entre outros. O 
período de inundação deve ser de no mínimo 2 meses por ano. Pode ocorrer 
vegetação arbustiva ou arbórea, desde que estas ocupem área inferior a 10% do 
total. 
Vegetação Campestre 
Área caracterizada por formações campestres. Entende-se como campestres as 
diferentes categorias de vegetação fisionomicamente bem diversas da florestal, ou 
seja, aquelas que se caracterizam por um estrato predominantemente arbustivo, 
esparsamente distribuído sobre um estrato gramíneo-lenhoso. Incluem-se nessa 
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Classificação Descrição 
categoria as Savanas, Estepes, Savanas-Estépicas, Formações Pioneiras e Refúgios 
Ecológicos. Encontram-se disseminadas por diferentes regiões fitogeográficas, 
compreendendo diferentes tipologias primárias: estepes planaltinas, campos 
rupestres das serras costeiras e campos hidroarenosos litorâneos (restinga), 
conforme o Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE, 2013). Essas áreas podem 
estar sujeitas a pastoreio e a outras interferências antrópicas de baixa intensidade 
como as áreas de pastagens não manejadas do Rio Grande do Sul e do Pantanal. 
Mosaico de Ocupações 
em Área Campestre 
Área caracterizada por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura 
associada ou não a remanescentes campestres, na qual não é possível uma 
individualização de seus componentes. Inclui também áreas com perturbações 
naturais e antrópicas, mecânicas ou não mecânicas, que dificultem a caracterização 
da área. 
Corpo d'água Continental 
 nclui todas as águas interiores, como rios, riac os, canais e outros corpos d’água 
lineares. ambém engloba corpos d’água naturalmente fec ados (lagos naturais) e 
reservatórios artificiais (represamentos artificiais de água construídos para 
irrigação, controle de enchentes, fornecimento de água e geração de energia 
elétrica). Não inclui os tanques de aquicultura. 
Corpo d'água Costeiro 
Inclui as águas inseridas nas 12 milhas náuticas, conforme Lei nº 8.617, de 4 de 
janeiro de 1993. 
Área Descoberta 
Esta categoria engloba locais sem vegetação, como os afloramentos rochosos, 
penhascos, recifes e terrenos com processos de erosão ativos. Também inclui as 
praias e dunas, litorâneas e interiores, e acúmulo de cascalho ao longo dos rios. 
Fonte: IBGE (2022). 
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163
Figura 59
– Distribuição das classes de cobertura e uso do solo ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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164
2.3.2. Aspectos econômicos 
A consideração dos aspectos econômicos é essencial para garantir que as propostas e 
estratégias sejam viáveis e sustentáveis. A dimensão econômica influencia diretamente a 
capacidade de implementação e a eficácia dos sistemas de saneamento, impactando a 
qualidade de vida da população e a integridade ambiental. 
2.3.2.1. Atividades e vocações econômicas 
A análise da atividade e vocação econômica é crucial para entender o desenvolvimento 
regional e orientar políticas públicas eficazes. Este tópico aborda a distribuição e a 
concentração das principais atividades econômicas no Rio Grande do Sul, destacando os 
setores de maior relevância para a economia estadual, como agropecuária, indústria e 
serviços. Além disso, examina a vocação econômica dos municípios, evidenciando as 
áreas de especialização e potencial de crescimento econômico. 
De acordo com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Governo do Rio 
Grande do Sul os 3 (três) principais setores econômicos responsáveis pela produção de 
bens e serviço são: Agropecuária, Indústria e Serviços. 
Para o ano de 2023 o setor da agropecuária foi o que mais cresceu, seguido pelo setor de 
serviços. A Figura 60 apresenta as taxas de crescimento acumuladas no ano do PIB, dos 
impostos e do Valor Adicionado Bruto (VAB), total e por atividades, do Rio Grande do 
Sul e do Brasil 
— 2023/2022 
 
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165
Figura 60
– Taxas de crescimento acumuladas 
– 2023/2022.
Fonte: SPGG-RS/DEE (2023).
O município com o maior Valor Adicionado Bruto (VAB) da agropecuária no Rio Grande 
do Sul em 2021 foi Alegrete, com 1,51%. Em seguida, estão os municípios de 
Tupanciretã, Dom Pedrito, São Gabriel, Palmeira das Missões, Cachoeira do Sul, 
Uruguaiana, Itaqui, Vacaria e Santa Vitória do Palmar. Esses 10 (dez) municípios 
concentraram 13,1% do VAB da agropecuária do Estado em 2021. 
Além disso, 8 (oito) desses municípios são operados pela CORSAN, com a maioria 
apresentando faixa populacional entre 20.000 e 75.000 habitantes, conforme apresentado 
no Quadro 54. 
Quadro 54
– Municípios com maior representatividade no setor agropecuário.
Município Faixa Populacional VAB da agropecuária 
(R$ 1.000)
Participação % no VAB da 
agropecuária do RS
Alegrete 20.000 a 75.000 1.129.605 1,51 
Tupanciretã 20.000 a 75.000 1.096.641 1,46 
Dom Pedrito 20.000 a 75.000 1.052.204 1,40 
Palmeira das Missões 20.000 a 75.000 980.810 1,31 
Cachoeira do Sul > 75.000 972.404 1,30 
Itaqui 20.000 a 75.000 915.962 1,22 
Vacaria 20.000 a 75.000 882.934 1,18 
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Município Faixa Populacional VAB da agropecuária 
(R$ 1.000)
Participação % no VAB da 
agropecuária do RS
Santa Vitória do Palmar 20.000 a 75.000 822.390 1,10 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023). 
Caxias do Sul liderou o setor industrial em 2021 no Rio Grande do Sul, destacando-se na 
fabricação de veículos, reboques e carrocerias. Em seguida, aparecem Canoas com refino 
de petróleo, Triunfo com indústria química, Porto Alegre com construção civil, Rio 
Grande com indústria química e de alimentos, Gravataí com veículos, reboques e 
carrocerias, São Leopoldo com máquinas e equipamentos, Bento Gonçalves com 
indústria moveleira, Montenegro com máquinas e equipamentos, e Candiota com geração 
de energia. Esses municípios representaram 40,50% do total do VAB da indústria no 
estado em 2021. 
Dessa forma, 6 (seis) desses 10 (dez) municípios são atendidos pela CORSAN e possuem 
as maiores faixas populacionais, variando de 20.000 a 75.000 habitantes e acima de 
75.000, conforme apresentado no Quadro 55.
Quadro 55 
– Municípios com maior representatividade no setor industrial.
Município Faixa Populacional VAB da agropecuária (R$ 
1.000)
Participação % no VAB 
industrial do RS
Canoas > 75.000 8.390.681 6,93 
Triunfo 20.000 a 75.000 7.196.781 5,94 
Rio Grande > 75.000 4.237.227 3,50 
Gravataí > 75.000 3.311.020 2,73 
Bento Gonçalves > 75.000 2.456.585 2,03 
Montenegro 20.000 a 75.000 2.376.131 1,96 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023). 
Por fim, os 10 (dez) municípios com maior representatividade no setor de serviços em 
2021 foram Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria, 
Novo Hamburgo, Rio Grande, São Leopoldo e Gravataí. 
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Esses municípios representaram 44,90% do VAB dos serviços do Estado, com Porto 
Alegre sendo responsável por quase a metade desse percentual, indicando uma alta 
concentração dessa atividade econômica. 
De modo geral, administração pública e comércio foram as duas principais subatividades 
de serviços nesses municípios, com a subatividade de intermediação financeira sendo 
significativa em Porto Alegre. Dos 10 (dez) municípios, 5 (cinco) pertencem a CORSAN 
e possuem faixas populacionais acima de 75.000 habitantes. O Quadro 56 apresenta esses 
municípios. 
Quadro 56 
– Municípios com maior representatividade no setor de serviços.
Município Faixa Populacional VAB da agropecuária (R$ 
1.000)
Participação % no VAB 
serviços do RS
Canoas > 75.000 10.502.934 3,43 
Passo Fundo > 75.000 8.816.273 2,88 
Santa Maria > 75.000 6.977.958 2,28 
Rio Grande > 75.000 6.375.559 2,08 
Gravataí > 75.000 5.269.647 1,72 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023). 
2.3.2.2. Caracterização do mercado de trabalho 
De acordo com dados do Atlas de Desenvolvimento Humano de 2010, a maioria da 
população ocupada está no setor de serviços, seguido pelos setores de agropecuária e 
indústria de transformação. A Figura 61 ilustra o percentual da população ocupada em 
cada setor para o ano de 2010. 
 
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Figura 61
– Percentual de ocupação do Rio Grande do Sul 
– 2010 
Fonte: Adaptado de Atlas de Desenvolvimento Humano (2010). 
Para os 93 municípios com população abaixo de 5.000 habitantes, a ocupação por setor 
se comporta de maneira distinta. A média geral indica que o setor com maior 
representatividade é o de agropecuária (54,31%), seguido pelo setor de serviços (23,68%) 
e, por fim, o setor de comércio (6,9%). 
Na faixa populacional de 5.000 a 20.000 habitantes, o setor agropecuário lidera, com uma 
taxa média de ocupação de 38,25%, seguido pelo setor de serviços, com 29,30%, e pelo 
setor de comércio, com 10,57%. Já na faixa populacional de 20.000 a 75.000 habitantes, 
o setor de serviços responde pela maior parte das ocupações, com 36,34%. Nesse grupo, 
o setor agropecuário (15,22%) e a indústria de transformação (14,34%) também se 
destacam, enquanto o setor de comércio ocupa a quarta posição, com 14,11%. 
Para os 20 municípios com população superior a 75.000 habitantes, o setor de serviços é 
responsável por 46,13% das ocupações, seguido pela indústria de transformação, com 
18,07%, e pelo setor de comércio, com 17,83%. Nessa faixa, o setor agropecuário (4,26%) 
perde espaço para o setor de construção, que emprega 7,64% da população. 
15
,94
0,26
15
,59
0,89
6,62
14
,66
41
,37
05
10
15
20
25
30
35
40
45
Setor agropecuário Setor extrativo
mineral
 ndústria de
transformação
Serviços
industriais de
utilidade pública
Setor de
construção
Setor comércio Setor de serviços
Rio Grande do Sul
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A Figura 62 ilustra o percentual de ocupação de cada setor nos municípios com maior 
população, enquanto o Quadro 57 apresenta a estimativa da população de 2022 em cada 
setor, considerando que o percentual registrado no Atlas de Desenvolvimento Humano 
de 2010 se manteve. 
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Figura 62
– Percentual de ocupação nos municípios com mais de 75.000 habitantes 
– 2010. 
Fonte: Adaptado de Atlas de Desenvolvimento Humano (2010). 
0
10
20
30
40
50
60
70
Setor agropecuário Setor extrativo mineral ndústria de transformação Serviços industriais de utilidade pública Setor de construção Setor comércio Setor de serviços
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Quadro 57
– Ocupação por setor nos municípios com mais de 75.000 habitantes 
– 2010. 
Município População (IBGE 
2022) 
Setor agropecuário 
(hab.) 
Setor extrativo 
mineral (hab.) 
Indústria de 
transformação 
(hab.) 
Serviços 
industriais de 
utilidade pública 
(hab.) 
Setor de 
construção (hab.) 
Setor comércio 
(hab.) 
Setor de serviços 
(hab.) 
Sapiranga 75.648 1.717 53 37.635 567 4.297 10.160 17.929 
Esteio 76.137 373 411 17.253 731 5.299 13.674 35.899 
Santo Ângelo 76.917 8.046 23 7.999 1.200 5.930 15.322 36.828 
Santa Rosa 76.963 8.774 69 14.854 662 6.011 13.553 32.063 
Cachoeira do Sul 80.070 14.981 577 7.422 777 6.013 13.236 36.112 
Ijuí 84.726 10.980 153 8.828 796 6.278 15.801 39.398 
Guaíba 92.924 2.806 242 15.648 994 8.326 16.076 46.258 
Lajeado 93.646 4.177 112 19.656 993 7.155 19.684 40.165 
Erechim 105.705 6.818 0 27.134 1.004 8.414 17.452 42.779 
Bento Gonçalves 123.151 9.286 12 34.642 936 7.192 17.648 45.381 
Sapucaia do Sul 132.107 1.414 568 35.616 1.176 11.110 24.863 52.526 
Santa Cruz do Sul 133.230 17.267 80 25.913 1.039 8.447 20.278 56.023 
Cachoeirinha 136.258 491 150 27.933 1.512 10.396 30.522 62.352 
Alvorada 187.315 1.367 131 25.175 2.117 20.680 40.048 92.103 
Rio Grande 191.900 13.894 979 14.181 1.612 14.028 33.544 100.114 
Passo Fundo 206.224 6.847 351 25.386 1.856 15.879 40.770 102.431 
Viamão 224.116 9.077 179 16.921 2.241 21.425 38.369 124.967 
Gravataí 265.070 5.805 133 66.533 2.280 21.418 47.978 109.739 
Santa Maria 271.633 12.386 244 19.367 3.069 19.558 48.052 157.466 
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Município População (IBGE 
2022) 
Setor agropecuário 
(hab.) 
Setor extrativo 
mineral (hab.) 
Indústria de 
transformação 
(hab.) 
Serviços 
industriais de 
utilidade pública 
(hab.) 
Setor de 
construção (hab.) 
Setor comércio 
(hab.) 
Setor de serviços 
(hab.) 
Canoas 347.657 2.816 1.078 51.940 3.685 25.831 66.090 175.706 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e Atlas de Desenvolvimento Humano (2010). 
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173
2.3.2.3. Distribuição de renda 
A distribuição de renda é um indicador essencial para avaliar a equidade econômica de 
uma região. Este subitem examina a forma como a renda é distribuída entre os diferentes 
segmentos da população, destacando as disparidades e tendências observadas nos últimos 
anos. 
A PNAD de 2021 registrou que, no estado do Rio Grande do Sul, a renda per capita era 
de R$ 944,53, enquanto o rendimento médio da população ocupada era de R$ 1.467,19. 
Segundo dados do IBGE de 2015, a maioria dos trabalhadores formais do Rio Grande do 
Sul, com mais de 15 anos, recebia um salário médio mensal entre 1 e 2 salários-mínimos, 
como apresentado na Figura 63. A proporção de pessoas economicamente ativas em 
relação à população total era de 64,80%, enquanto 35,20% se enquadravam como não 
economicamente ativas. 
Figura 63
– Pessoas de 15 anos ou mais por classes de rendimento mensal 
– 2015. 
Fonte: IBGE (2022). 
Conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, entre 2000 e 2010, a taxa de 
atividade da população de 18 a 24 anos apresentou variações de acordo com o porte dos 
municípios. Observou-se um aumento da taxa nos municípios com população entre 5.000 
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174
e 75.000 habitantes, enquanto nas cidades com mais de 75.000 ou menos de 5.000 
habitantes, essa taxa reduziu. 
Por outro lado, a população de 25 a 29 anos registrou aumento em todas as faixas 
populacionais, como pode ser observado no Quadro 58. 
Quadro 58 
– Taxa de atividade.
Faixa Populacional
Taxa de atividade 
- 18 a 24 anos de 
idade 2000 (%)
Taxa de atividade 
- 18 a 24 anos de 
idade 2010 (%)
Taxa de atividade 
- 25 a 29 anos de 
idade 2000 (%)
Taxa de atividade 
- 25 a 29 anos de 
idade 2010 (%)
< 5.000 79,05 76,98 84,15 87,56 
5.000 a 20.000 75,96 78,35 81,27 84,41 
20.000 a 75.000 77,78 81,12 82,40 85,39 
> 75.000 79,08 77,73 81,56 85,39 
Fonte: Adaptado de Atlas de Desenvolvimento Humano (2010). 
2.3.2.4. Panorama fiscal 
Segundo a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do Rio Grande do 
Sul, o PIB per capita do estado em 2023 foi de R$ 55.454, o que representa um aumento 
de 10,5% em relação ao PIB per capita do Brasil. 
O Departamento de Economia e Estatística (DEE) da SPGG elabora o relatório do PIB, 
com uma defasagem de dois anos devido à disponibilidade de dados do IBGE. Em 2021, 
o PIB do Rio Grande do Sul cresceu 9,3% após uma retração de 7,3% em 2020. O VAB 
aumentou 9,5%, e os impostos, 7,7%. Esse foi o maior crescimento entre as 27 unidades 
da Federação, impulsionado pela expansão da agropecuária (53,0%), da indústria (8,1%) 
e dos serviços (4,4%). Em 2021, o PIB per capita do estado cresceu 8,9%, atingindo R$ 
50.693,51, 20% acima da média nacional, posicionando o Estado na sexta posição 
nacionalmente. 
O município com o maior PIB no Rio Grande do Sul em 2021 foi Porto Alegre, com um 
valor de R$ 81,56 bilhões. Os outros municípios que compõem os 10 maiores PIBs do 
estado são Caxias do Sul, Canoas, Rio Grande, Triunfo, Passo Fundo, São Leopoldo, 
Pelotas, Gravataí e Novo Hamburgo. Esses 10 municípios representaram 37,16% do PIB 
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total do estado em 2021. Cinco deles estão sob a área de concessão da CORSAN e 
apresentam as maiores faixas populacionais, conforme mostrado no Quadro 59. 
Quadro 59 
– Municípios com maior PIB 
– 2021.
Município Faixa Populacional PIB (R$ 1.000) Participação % no PIB 
do RS
Canoas > 75.000 21.995.362 3,78 
Rio Grande > 75.000 13.282.154 2,28 
Triunfo 20.000 a 75.000 12.982.386 2,23 
Passo Fundo > 75.000 12.552.833 2,16 
Gravataí > 75.000 10.261.618 1,77 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023). 
Quanto ao PIB per capita, o município com maior representatividade em 2021 foi Triunfo, 
devido às atividades do Polo Petroquímico, seguido por Muitos Capões (soja e milho), 
Candiota (geração de energia), Pinhal Grande (geração de energia), Capão Bonito do Sul
(soja), Pedras Altas (soja), Boa Vista do Cadeado (soja), Camargo (biocombustíveis), 
Eugênio de Castro (soja) e Capão do Cipó (soja). Três desses municípios pertencem a 
CORSAN, como pode ser observado no Quadro 60. 
Quadro 60 
– Municípios com maior PIB per capita 
– 2021.
Município Faixa Populacional PIB per capita (R$) Razão em relação ao 
PIB per capita do RS
Triunfo 20.000 a 75.000 430.465 8,49 
Muitos Capões < 5.000 352.413 6,95 
Pedras Altas < 5.000 200.305 3,95 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023). 
Em contrapartida, os municípios de Alvorada, Cerro Grande do Sul, Viamão, Barra do 
Guarita, Barão do Triunfo, Cerro Branco, Boqueirão do Leão, Caraá, Redentora e Morro 
Redondo apresentaram o menor PIB per capita do estado. Desses dez municípios, oito 
são atendidos pela CORSAN. A maioria está na faixa populacional com menos de 10.000 
habitantes, exceto Alvorada e Viamão, que têm mais de 100.000 habitantes, como pode 
ser observado no Quadro 61.
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Quadro 61 
– Municípios com menor PIB per capita 
– 2021.
Município Faixa Populacional PIB per capita (R$) Razão em relação ao 
PIB per capita do RS
Alvorada > 75.000 15.551 0,31 
Cerro Grande do Sul 5.000 a 20.000 16.153 0,32 
Viamão > 75.000 16.846 0,33 
Barra do Guarita < 5.000 17.395 0,34 
Barão do Triunfo 5.000 a 20.000 18.850 0,37 
Boqueirão do Leão 5.000 a 20.000 19.554 0,39 
Redentora 5.000 a 20.000 19.768 0,39 
Morro Redondo 5.000 a 20.000 20.040 0,40 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023). 
Apesar do exposto, a média do PIB per capita a preços correntes de 2021 indicou que, 
conforme demonstrado no Quadro 62, os municípios com menor faixa populacional 
tendem a apresentar valores médios mais elevados de PIB per capita. 
Quadro 62 
– Média do PIB per capita de acordo com a faixa populacional 
– 2021.
Faixa Populacional Média do Produto Interno Bruto per capita, a preços correntes (R$ 1,00)
< 5.000 46.348,870 
5.000 a 20.000 45.403,115 
20.000 a 75.000 45.230,980 
> 75.000 49.694,005 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
Ainda assim, apesar dessa média, é possível observar uma grande variação nos valores 
dentro das próprias faixas populacionais. Entre os municípios com menos de 5.000 
habitantes, o maior PIB per capita identificado foi em Muitos Capões, com R$ 
352.413,31, seguido por Pedras Altas, com R$ 200.305,43, uma diferença de mais de 150 
mil. 
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Conforme apresentado no Figura 64, os dez maiores PIBs per capita na faixa de menos 
de 5.000 habitantes superam R$ 100.000,00, enquanto os dez menores PIBs per capita 
nessa mesma faixa não chegam a R$ 30.000,00. 
 
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Figura 64
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com menos de 5.000 
habitantes 
– 2021. 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
Na faixa populacional de 5.000 a 20.000 habitantes, o município de Santa Bárbara do Sul 
destaca-se com o maior PIB per capita, atingindo R$ 171.000,57. Os dez municípios com 
maiores PIBs per capita nessa faixa apresentam valores superiores a R$ 80.000,00, 
enquanto os dez menores PIBs per capita variam entre R$ 15.000,00 e R$ 22.000,00, 
como ilustrado pelo Figura 65.
Figura 65
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com 5.000 a 20.000 
habitantes 
– 2021. 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
Um comportamento semelhante é observado na faixa populacional seguinte, onde o 
município com maior PIB per capita, Triunfo, que possui o maior PIB do estado, 
apresenta uma grande diferença em relação aos demais municípios dessa faixa. De modo 
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geral, os maiores PIBs per capita nessa faixa populacional superam R$ 70.000,00, 
enquanto os municípios com os menores PIBs per capita não ultrapassam R$ 35.000,00, 
conforme Figura 66. 
Figura 66
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios de 20.000 a 75.000 
habitantes 
– 2021. 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
Por fim, os municípios com mais de 75.000 habitantes têm seu PIB per capita apresentado 
no Figura 67. Observa-se uma grande diferença nos valores, com Guaíba, destacando-se 
com o maior PIB per capita, alcançando R$ 84.254,24, enquanto Alvorada apresenta o 
menor PIB per capita, de R$ 15.550,80, sendo o mais baixo entre todos os municípios sob 
a área de atuação da CORSAN. 
Figura 67
– Maiores e menores PIBs per capita dos municípios com mais de 75.000 
habitantes 
– 2021. 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
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Os dados destacam uma notável disparidade nos valores do PIB per capita entre os 
municípios do Rio Grande do Sul, independentemente de sua faixa populacional. Esta 
disparidade é especialmente evidente nos municípios menores, com variações 
consideráveis dentro da mesma faixa populacional. Nos municípios de maior porte, 
embora a disparidade seja menor, ainda é significativa. 
O DEE do Rio Grande do Sul registrou um aumento expressivo no PIB nominal em 2021, 
impulsionado principalmente pelo desempenho excepcional da agropecuária. Os 
municípios mais dependentes da agropecuária foram os que mais obtiveram ganhos de 
participação no PIB do RS, especialmente na menor faixa populacional, onde as 
atividades agrícolas são predominantes, resultando em valores mais elevados de PIB per 
capita. 
2.4. Favelas e comunidades urbanas (áreas de ocupação consolidada) 
As favelas e comunidades urbanas são áreas de ocupação consolidada, caracterizadas por 
uma combinação de fatores como a ocupação irregular do solo, a ausência de 
planejamento formal e a falta de infraestrutura básica, como redes de saneamento, 
abastecimento de água e serviços públicos essenciais. De acordo com o Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses assentamentos são tecnicamente 
definidos como "aglomerados subnormais", um termo que, por muito tempo, foi 
amplamente utilizado para descrever essas áreas. 
No entanto, com a atualização dos critérios adotada no Censo de 2022, o IBGE introduziu 
uma nova nomenclatura que visa tratar esses territórios de maneira mais sensível, 
evitando estigmatizações e promovendo uma visão mais inclusiva. Embora a 
terminologia tenha sido modernizada, os critérios técnicos para identificação dessas áreas 
permanecem consistentes, garantindo a continuidade da análise comparativa ao longo dos 
anos. 
Essa mudança reflete um esforço importante do IBGE para reconhecer as especificidades 
de cada território, valorizando a diversidade e a complexidade das condições de vida 
desses habitantes, sem desconsiderar os desafios estruturais que eles enfrentam. O 
objetivo é não apenas mapear a presença desses assentamentos, mas também contribuir 
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181
para a elaboração de políticas públicas que atendam de forma mais adequada às 
necessidades locais, promovendo o desenvolvimento sustentável e a integração dessas 
comunidades ao tecido urbano formal. 
No estado do Rio Grande do Sul, as favelas e comunidades urbanas se espalham por 
diversos municípios, com uma maior concentração nas áreas metropolitanas de Porto 
Alegre, Canoas e Pelotas, onde a pressão por moradia e os desafios de urbanização são 
mais intensos. 
O Censo de 2010 apontava que 23 municípios gaúchos abrigavam 223 favelas e 
comunidades urbanas, distribuídas em 437 setores censitários. Desses, 17 eram atendidos 
pela CORSAN, evidenciando a necessidade de ampliação dos serviços de infraestrutura 
nessas áreas. 
Em 2019, dados atualizados do IBGE indicaram uma expansão significativa, com o 
número de municípios com aglomerados subnormais subindo para 42, englobando 341 
aglomerados, distribuídos em 726 setores censitários (IBGE, 2024). 
O Quadro 63 apresenta a relação entre as favelas e comunidades urbanas e os respectivos 
municípios, conforme os dados do Censo de 2022, fornecendo uma visão clara da 
distribuição desses assentamentos no estado. 
Quadro 63 
– Relação das favelas e comunidades urbanas por município. 
Município Favelas e Comunidades Urbanas População 
Alegrete 
Olhos D'água 297
Rui Ramos 466
Dois Bairros 120
Alvorada 
Beira Mar 466
Rua Eduardo da Silva Peixoto 270
Rua Jerônimo de Ornelas 375
Rua São Manoel 3573 
Santa Clara 2350 
São Pedro 290
Umbu 2303 
Vila Maria Regina 237
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Município Favelas e Comunidades Urbanas População 
Jardim Algarve 1317 
Jardim Porto Alegre 174
Arroio do Sal 
Fundos Praia Azul 68
Vila Pic Nic 266
Bento Gonçalves 
Pomarosa 260
Travessa Bernardini 246
Dos Eucaliptos 1492 
Nossa Senhora da Saúde 214
Municipal 2894 
Menegotto 450
Progresso 310
Menegotto II 553
Cachoeira do Sul Beco dos Trilhos 283
Cachoeirinha 
Caí 807
Vila Anair A 5788 
Canarinho 2519 
Jardins do Bosque 349
Camaquã Getúlio Vargas 2226 
Campo Bom 
Philomena Gerhard 73
A Curva 158
Beco da Rua das Flores 157
Bicho de Pé 188
Cascatinha 117
Canela 
Escadaria 276
Adão Mirote 439
Edgar Haack 718
Canguçu 
Estrada da Pedreira 324
Vila Mesko 245
Canoas 
São João 854
Dique da Rua São Paulo 244
São José I 1618 
São José II 361
São José III 365
Loteamento Prata 2032 
Rua Araçá 491
São José IV 588
Vila dos Venezuelanos 277
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Município Favelas e Comunidades Urbanas População 
Barca 1003 
Capão da Canoa 
Arco-íris 1113 
Posto 5 2900 
Posto 6 1371 
Vale Verde 1997 
Fundos da Praia do Barco 785
Capão do Leão 
Vila Maria 224
Vila Nova 943
Parque Fragata 743
Carazinho 
Baixada da Princesa 789
Beco Berlim 188
Cuiabá 1084 
Ipiranga 429
Travessa Vitória 336
Cristal Vila Formosa 741
Eldorado do Sul 
Campo da Medianeira 576
Beco do Beto 550
Costaneira 1123 
Sol Nascente 217
Vila da Paz 742
Itaí 306
Botafogo 330
Alças Picada B 228
Erechim 
Florestinha 244
Presidente Vargas 198
Vila União 695
Estância Velha 
Cantão 218
Vila Perimetral 142
Esteio 
Vila Barreira 837
Vila Navegantes 770
Vila Pedreira 1053 
Farroupilha 
Área Verde Industrial 872
Campo / Trilhos 247
Desvio do Pedágio 260
Bairro América / Buraco Quente 180
Gravataí 
Itacolomi 337
Tom Jobim 4028 
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Município Favelas e Comunidades Urbanas População 
Parque dos Eucaliptos 242
Rincão da Madalena 4442 
Cruzeiro 397
Morada Gaúcha I 160
Sagrada Família 948
Santa Cruz I 637
Guaíba 
Chega Mais 566
Vila Breno Guimarães 287
Ipê 1342 
Nova Guaíba 2193 
Primavera 3501 
São Luís 275
Vila Bença 342
Vila dos Brigadianos 108
Vila Esperança 662
Área Verde Loteamento Industrial SF 339
Bom Fim 847
Bernardo Lopes 397
Cooperativa Vera Cruz 1023 
Loteamento do Bagunça 430
Mato Alto 776
Vila Aglae Kehl 517
Núcleo Bayer 213
Igrejinha Loteamento Rui Barbosa 215
Imbé Albatroz 1022 
Montenegro 
Trilhos 496
Morro Bela Vista 737
Trilhos - Rua Ricardo Carlos Lerch 156
Nova Hartz 
Rua da Pedreira 214
Carlos Kirsch 394
Osório Mariápolis 1354 
Palmares do Sul 
Área Verde 142
Quadra 19 123
Parobé 
Ocupação DAER 355
Ocupação Vila Sapo 154
Ocupação XV de Junho 415
Invasão da Colina 222
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185
Município Favelas e Comunidades Urbanas População 
Invasão Eliseu Bauer 150
Passo Fundo 
Beira dos Trilhos 547
Entre-Rios 289
Cruzeiro 272
Valinhos I 320
Vista Alegre 473
Zachia I e II 1093 
Beira Trilho 230
Bela Vista 578
Corralo 319
Portão 
Lixão 823
João Luiz de Moraes 526
Invasão Pinheiros 245
Rio Grande 
Getúlio Vargas 1268 
Mangueira 992
Santa Tereza 521
Henrique Pancada 678
Dom Bosquinho 721
Roberto Socoowiski 842
Santa Maria 
Babilônia 788
Urlândia 847
Vila Favarin 234
Vila Portelinha 312
Área da Associação dos Ferroviários 178
Canário 370
Resistência 152
Ocupação Eugênio Mussoi 351
Santa Rosa Comunidade Cascata 81
Santo Antônio da Patrulha 
Vila Rica 217
Vila Passo da Figueira 75
Vila Saibreira 150
Açores 56
Maurício Cardoso 96
São Borja Loteamento Itacherê 353
Sapiranga 
Vila Alemanha 142
Vila Corsan 205
Beco do Chuchu 377
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186
Município Favelas e Comunidades Urbanas População 
Vila Professor Langendock 199
Vila São Paulo 565
Aeroclube 198
Ocupação da Rua Senhor Diretas 165
Da Chácara 171
Loteamento Albino de Melo 224
Ocupação da Rua da Aviação 292
Sapucaia do Sul 
Vila Botafogo 348
Kapsberg 333
Ocupação Mariele 884
Tapes 
Vila dos Pescadores 171
Corredor da Pinvest 357
Taquara 
Invasão da Rua Ervino Bach 168
Invasão da Rua Chile 347
Invasão dos Trilhos 89
Invasão do Campo do Vila Nova 113
Invasão Morro da Cruz 270
Torres Tamburiki 137
Tramandaí 
Parque dos Presidentes 6368 
Rua Nove de Julho 109
Portelinha 1549 
Santa Fé 308
Três Coroas Vila Hulk 146
Viamão 
Parque São Cristóvão 1946 
Arroio Dorneles 207
Campos da Colina 890
Rua Zilda de Abreu 477
Vila Pingueli 873
Hidráulica 1945 
Euclides da Cunha 587
Barão de Cotegipe 168
Xangri-lá Figueirinha 841
Fonte: IBGE (2022).
Como pode ser observado no quadro apresentado anteriormente, ainda há um grande 
contingente populacional vivendo em favelas ou comunidades urbanas, muitas vezes sem 
acesso adequado a serviços básicos de saneamento. 
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187
3. ESTUDOS E PROJETOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE 
ESGOTAMENTO SANITÁRIO EXISTENTES 
A análise e levantamento dos estudos e projetos existentes são fundamentais para 
entender o estado atual e planejar o futuro dos sistemas de abastecimento de água e 
esgotamento sanitário. Esse processo permite identificar os avanços alcançados, os 
desafios persistentes e as oportunidades para melhorar e expandir os serviços. 
O setor de saneamento básico enfrenta diversos desafios, que incluem a necessidade de 
ampliar a cobertura dos serviços para áreas ainda não atendidas, melhorar a eficiência 
operacional, garantir a sustentabilidade financeira e responder às pressões ambientais e 
demográficas. Entre os principais desafios estão: ▪ Universalização dos Serviços: Ampliar a cobertura dos serviços de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário é um objetivo central. 
▪ Sustentabilidade Financeira: Assegurar que os serviços de saneamento sejam 
financeiramente sustentáveis é crucial. Isso envolve a definição de tarifas que 
equilibrem a acessibilidade para a população e a viabilidade econômica para os 
prestadores de serviço; 
▪ Gestão Integrada: A integração das políticas de saneamento com outras áreas, 
como saúde pública, urbanização e gestão de recursos hídricos, é essencial para 
abordar os desafios de forma holística e eficaz; 
▪ Inovação e Tecnologia: A adoção de novas tecnologias e práticas inovadoras 
pode melhorar significativamente a eficiência dos serviços de saneamento, reduzir 
custos e minimizar impactos ambientais. 
Para uma melhor compreensão dos estudos e projetos existentes, o Quadro 64 apresenta 
uma síntese desses documentos. 
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188
Quadro 64 
– Resumo dos estudos e projetos existentes aplicável à área de estudo. 
Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão 
responsável Legislação Área de 
atuação Objetivo Vigência
Federal Plano Nacional de Saneamento 
Básico - PLANSAB MDR 
Decreto n° 8.141, 
de 20/11/2013 Água/Esgoto Universalização dos serviços de saneamento básico 
através do estabelecimento de metas. 2013-2033 
Federal Plano Nacional de Recursos 
Hídricos - PNRH ANA Resolução n° 232, 
de 22/03/2022 Água/Esgoto 
Assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos 
usos da água e o efetivo exercício dos direitos de 
acesso à água. 
2022-2040 
Federal Programa de Modernização do 
Saneamento - PMSS MCID - Água/Esgoto 
Aprimorar a gestão dos serviços de abastecimento de 
água e de tratamento de esgoto, buscando garantir a 
universalização do acesso. 
2009 
Federal Atlas Esgotos: Despoluição de 
Bacias Hidrográficas ANA - Esgoto 
Propor ações em esgotamento sanitário, com foco no 
tratamento de esgotos, na proteção dos recursos 
hídricos, no seu uso sustentável para depuração de 
efluentes urbanos e na racionalização dos 
investimentos. 
2017 
Federal 
Programa Nacional de 
Vigilância da Qualidade da 
Água para Consumo Humano - 
VIGIAGUA 
Ministério da 
Saúde - Água 
Garantir à população o acesso à água em quantidade 
suficiente e qualidade compatível com o padrão de 
potabilidade. 
2005 
Federal 
Sistema de Informação de 
Vigilância da Qualidade da 
Água para Consumo Humano - 
SISAGUA 
Ministério da 
Saúde 
Portaria de 
Consolidação N° 
5/2017 
Água Auxiliar o gerenciamento de riscos à saúde associados 
à qualidade da água para consumo humano. 2000 
Federal Projeto Acertar MDR Portaria nº 719, de 
12/12/2018 Água/Esgoto 
Desenvolver metodologias de certificação de 
informações do Sistema Nacional de Informações 
sobre Saneamento (SNIS). 
2013 
Federal Programa Nacional de 
Saneamento Rural - PNSR FUNASA Portaria n° 3.174, 
de 02/12/2019 Água/Esgoto 
Articular e incrementar as ações que visem à 
universalização do acesso ao saneamento básico em 
áreas rurais e comunidades tradicionais. 
2019 
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189
Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão 
responsável Legislação Área de 
atuação Objetivo Vigência
Estadual Plano Plurianual 
– PPA SEPLAG e 
DEPLAN 
Lei nº 16.005, de 
20/10/2023 Água/Esgoto 
Estabelecer de forma regionalizada as diretrizes, 
objetivos e metas, quantificados física e 
financeiramente, dos programas da administração. 
2024-2027 
Estadual Plano Estadual da Saúde - PES 
Secretaria 
Estadual da 
Saúde 
Resolução CES/RS 
N° 12/2020 Água/Esgoto 
Orientar as políticas públicas no período, com base nas 
necessidades de saúde da população e nos 
determinantes e condicionantes do processo saúde￾doença. 
2020-2023 
Estadual Atlas socioeconômico do RS SEPLAG - Água/Esgoto 
Fornecer informações georreferenciadas e 
especializadas sobre a realidade socioeconômica do 
Estado. 
2022 
Estadual 
Monitoramento da Qualidade 
das Águas Superficiais do Rio 
Grande do Sul 
FEPAM - Água Contribuir para a gestão qualitativa da água, através de 
ações de planejamento e monitoramento. 2020 
Estadual Programa de Gerenciamento 
Costeiro FEPAM - Água/Esgoto 
Desenvolver ações e instrumentos para a gestão dos 
recursos naturais da zona costeira, de forma integrada 
e participativa. 
- 
Estadual Plano Estadual de Recursos 
Hídricos - PERH SEMA Resolução CRH nº 
141, de 21/03/2014 Água/Esgoto 
Elaborar um instrumento de planejamento estratégico 
do desenvolvimento socioambiental e econômico, 
contemplando o diagnóstico quanto a disponibilidade 
e as demandas por água. 
2014-2034 
Estadual 
Programa Estadual de Expansão 
da Agropecuária rrigada “Mais 
água Mais Renda”
SEAPDR Lei nº 14.997, de 
05/05/2017 Água Atender aos produtores rurais interessados em adquirir 
e licenciar sistemas de irrigação em suas propriedades. 2012-2021 
Estadual Relatório Anual sobre a 
Situação dos Recursos Hídricos SEMA Lei nº 10.350, de 
30/12/1994 Água/Esgoto Atualizar as informações sobre a situação dos recursos 
hídricos do Estado. 2022 
Estadual Plano Estadual de Saneamento 
do Rio Grande do Sul SEMA - Água/Esgoto 
Estabelecer diretrizes, estratégias e ações para que a 
Administração Pública Estadual se posicione em 
relação às demandas existentes no saneamento básico. 
2023-2027 
Estadual Programa Poço Legal SEMA 
Instrução Normativa 
SEMA nº 05, de 
4/05/2023 
Água Apoiar e incentivar os usuários de poços que estão 
irregulares a procederem ao pedido de outorga. 2023 
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190
Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão 
responsável Legislação Área de 
atuação Objetivo Vigência
Estadual 
Programa Estadual de 
Revitalização de Bacias 
Hidrográficas do Rio Grande do 
Sul 
SEMA - Água 
Estruturar ações direcionadas à segurança hídrica, 
visando a melhoria quali-quantitativa das águas de 
bacias hidrográficas, a melhoria dos ecossistemas 
aquáticos; e a redução dos riscos associados aos 
eventos climáticos extremos. 
2020-2023 
Regional Projeto Balneabilidade FEPAM - Água Monitorar a qualidade das águas das praias e 
balneários. 2023 
Regional Consórcio Público de 
Saneamento Básico - Pró-Sinos Pró-Sinos Decreto n.º 6.017, 
de 17/01/2007 Água/Esgoto 
Defender, fortalecer e desenvolver a capacidade 
administrativa, técnica e financeira dos serviços 
públicos de saneamento básico. 
2007 
Regional Plano de Bacia - Rio Gravataí - 
G010 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Gravataí. 
2012-2032 
Regional Plano de Bacia - Rio dos Sinos - 
G020 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio dos Sinos. 
2014-2034 
Regional Plano de Bacia - Rio Caí - G030 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Caí. 
2015-2035 
Regional Plano de Bacia - Rio Taquari￾Antas - G040 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Taquari. 
2012-2032 
Regional Plano de Bacia - Alto Jacuí - 
G050 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia Alto Jacuí. 
2012-2032 
Regional Plano de Bacia - Baixo Jacuí - 
G070 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia Baixo Jacuí. 
2015-2035 
Regional Plano de Bacia - Lago Guaíba - 
G080 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia Lago Guaíba. 
2016-2036 
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191
Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão 
responsável Legislação Área de 
atuação Objetivo Vigência
Regional Plano de Bacia - Rio Pardo - 
G090 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Pardo. 
2006-2026 
Regional Plano de Bacia - Rio Tramandaí 
- L010 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Tramandaí. 
2005-2025 
Regional Plano de Bacia - Rio Camaquã - 
L030 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Camaquã. 
2015-2035 
Regional Plano de Bacia - Rio 
Mampituba - L050 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Mampituba. 
2020 
Regional Plano de Bacia - Rios Apuaê 
–
Inhandava - U010 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia dos Rios Apuê-Inhandava. 
2019-2039 
Regional Plano de Bacia - Rio Passo 
Fundo - U020 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Passo Fundo. 
2012-2032 
Regional 
Plano de Bacia 
– Rios Turvo 
–
Santa Rosa 
– Santo Cristo￾U030 
SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia dos Rios Turvo 
– Santa Rosa e Santo Cristo. 
2012-2032 
Regional Plano de Bacia - Rio Ibicuí - 
U050 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Ibicuí. 
2012-2032 
Regional Plano de Bacia - Rio Quaraí - 
U060 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Quaraí. 
2017-2037 
Regional Plano de Bacia - Rio Santa 
Maria - U070 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Santa Maria. 
2016-2036 
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192
Esfera Estudos/Planos/Projetos Órgão 
responsável Legislação Área de 
atuação Objetivo Vigência
Regional Plano de Bacia - Rio Ijuí - U090 SEMA - Água/Esgoto 
Compreender as etapas do processo de planejamento 
que trata da demanda e da disponibilidade de água na 
Bacia do Rio Ijuí. 
2012-2032 
Municipal Planos Municipais de 
Saneamento Básico Prefeitura - Água/Esgoto 
Planejamento de metas (curto, médio e longo prazo) 
visando a melhoria e universalização dos serviços de 
saneamento básico. 
- 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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193
4. DIAGNÓSTICO DAS INFRAESTRUTURAS EXISTENTES 
Este capítulo apresenta uma análise detalhada dos Sistemas de Abastecimento de Água 
(SAA) e Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES) dos municípios que contemplam este 
Plano Regional, identificando os principais desafios e oportunidades. 
Conforme o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2022, o 
estado do Rio Grande do Sul possuía 485 municípios atendidos com serviços de 
abastecimento de água e 128 municípios atendidos com esgotamento sanitário. 
O principal prestador de serviços no estado é a CORSAN, sociedade por ações de capital 
aberto, que atende 317 municípios. 
A CORSAN atende 317 municípios com serviços de abastecimento de água, abrangendo 
um total de 6,2 milhões de economias, e é responsável pela prestação do serviço de 
esgotamento sanitário em 313 municípios, dos quais já atende efetivamente 66, 
abrangendo um total de 620 mil economias. Os serviços de esgotamento sanitário que não 
são de responsabilidade da CORSAN são administrados pelas Prefeituras Municipais. 
4.1. Abastecimento de água 
De acordo com a Lei Federal nº 11.445/2007, o abastecimento de água potável é definido 
como o conjunto de atividades, infraestruturas e instalações necessárias para fornecer 
água potável ao público, desde a captação até as ligações prediais e respectivos 
instrumentos de medição. 
No Brasil, os sistemas de abastecimento de água são classificados como isolados ou 
integrados. Sistemas isolados captam água de um único manancial e abastecem 
separadamente bairros, setores ou localidades de um mesmo município. Em contraste, 
sistemas integrados atendem a múltiplos municípios simultaneamente, utilizando um ou 
mais mananciais para a captação de água. 
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A eficiência e abrangência dos sistemas de abastecimento de água são fundamentais para 
garantir a saúde pública, prevenir doenças de veiculação hídrica e assegurar o 
desenvolvimento econômico e social. A disponibilização adequada de água tratada é vital 
para o bem-estar das comunidades, influenciando diretamente a qualidade de vida e 
contribuindo para a redução das desigualdades regionais. 
A seguir será apresentado o panorama geral dos sistemas de abastecimento de água dos 
municípios operados pela CORSAN. 
4.1.1. Indicadores dos sistemas de abastecimento de água 
Segundo informações fornecidas pela CORSAN, em maio de 2024, o serviço de 
abastecimento de água atendia 2.060.032 ligações ativas e 2.918.853 economias. O 
Quadro 65 apresenta a quantidade de ligações e economias, segmentadas por faixa 
populacional dos municípios atendidos pela CORSAN. 
Quadro 65 
– Valores das ligações e economias ativas por faixa populacional.
Faixa Populacional Ligações ativas Economias ativas Economias/Ligações 
< 5.000 78.226 92.107 1,18 
5.000 a 20.000 378.786 454.384 1,20 
20.000 a 75.000 807.961 1.114.038 1,38 
> 75.000 795.059 1.258.324 1,58 
Fonte: Diagnóstico Operacional CORSAN (2024). 
A relação economias/ligações apresentada acima sugere variações no tipo de ocupação 
urbana conforme o porte populacional. Em municípios com menos de 5.000 habitantes, a 
relação é de 1,18, indicando predominância de unidades habitacionais individuais. Nos 
municípios com população entre 5.000 e 20.000 habitantes, a relação sobe para 1,20, 
sugerindo a presença de pequenas áreas residenciais compartilhadas. 
Para municípios com população entre 20.000 e 75.000 habitantes, a relação aumenta para 
1,38, o que reflete uma maior concentração de ligações compartilhadas, característica de 
áreas com maior densidade populacional, como condomínios horizontais ou verticais. 
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195
Nos municípios com mais de 75.000 habitantes, a relação atinge 1,58, indicando uma 
predominância de grandes edifícios residenciais e comerciais. 
Nos 317 municípios estudados, a cobertura do sistema de abastecimento de água revela 
um panorama amplamente positivo, com cerca de 85% das localidades já universalizadas, 
assegurando que a grande maioria da população tem acesso regular a água potável de 
qualidade. No entanto, ainda há desafios a serem enfrentados, pois cerca de 3% dos 
municípios apresentam cobertura do SAA abaixo dos 50%, indicando a necessidade 
urgente de investimentos e ações direcionadas para expandir a infraestrutura e alcançar a 
universalização nesses locais. 
Conforme levantamento de informações a CORSAN atende apenas 65 mil ligações em 
áreas rurais, resultando na ausência de dados detalhados sobre as áreas rurais no SNIS. 
A Figura 68 apresenta o panorama geral dos municípios operados pela CORSAN.
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Figura 68
– Panorama geral da cobertura do sistema de abastecimento de água. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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De acordo com os dados do SNIS de 2022, a maior parte do abastecimento de água nos 
municípios atendidos pela CORSAN foi realizada por meio de Estações de Tratamento 
de Água (ETAs), totalizando um volume de 502.703 mil m³/ano, enquanto a água tratada 
por simples desinfecção atingiu 88.943 mil m³/ano. No total, a Companhia produziu 
591.025 mil m³ de água por ano. 
O Quadro 66 apresenta a distribuição dos volumes de água produzida de acordo com a 
faixa populacional dos municípios atendidos pela CORSAN, com destaque para o volume 
produzido por economia. Esse indicador demonstra que, em municípios com menos de 
5.000 habitantes, o volume médio produzido por economia é de 0,13 mil m³/ano. À 
medida que a população aumenta, esse valor também cresce, chegando a 0,24 mil m³/ano 
em municípios com mais de 75.000 habitantes. 
Quadro 66 
– Volumes de água por faixa populacional. 
Faixa 
Populacional 
Produzido 
(1.000 
m³/ano) 
Tratado em 
ETA(s) 
(1.000 
m³/ano) 
Tratada por 
simples 
desinfecção 
(1.000 
m³/ano) 
Tratada 
importado 
(1.000 
m³/ano) 
Tratada 
exportado 
(1.000 
m³/ano) 
Volume 
produzido/
Economia 
(1.000 
m³/ano) 
< 5.000 11.921 1.944 9.977 1.211 103 0,13 
5.000 a 20.000 64.191 29.165 35.017 5.783 1.817 0,14 
20.000 a 75.000 211.226 169.892 41.334 19.799 24.475 0,19 
> 75.000 303.687 301.071 2.615 47.390 46.183 0,24 
Fonte: Adaptado do SNIS (2022). 
Ainda segundo o SNIS 2023, CORSAN contabilizava em 2022 uma extensão total de 
29.835 km de rede de distribuição de água nos municípios sob sua responsabilidade, 
resultando em um índice de 14,5 metros de rede por ligação. A maior parte dessa rede 
está presente em municípios da faixa populacional intermediária, de 20.000 a 75.000 
habitantes, conforme destacado no Quadro 67. 
Quadro 67
– Extensão de rede de água conforme faixa populacional.
Faixa Populacional Extensão de rede de água (km) Extensão da rede de água por ligação (m/lig.) 
< 5.000 1.705,18 18,9 
5.000 a 20.000 6.275,58 15,0 
20.000 a 75.000 11.954,17 14,0 
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Faixa Populacional Extensão de rede de água (km) Extensão da rede de água por ligação (m/lig.) 
> 75.000 9.900,08 11,2 
Fonte: Adaptado do SNIS (2022). 
Observa-se que à medida que a população dos municípios aumenta, há uma diminuição 
gradual na extensão de rede por ligação. Nos municípios com menos de 5.000 habitantes, 
a extensão da rede é de 18,9 metros por ligação, enquanto nos municípios com mais de 
75.000 habitantes, esse índice cai para 11,2 metros por ligação. Essa redução pode ser 
explicada pela maior concentração de unidades consumidoras em áreas urbanas 
densamente povoadas, o que demanda menos infraestrutura de rede por unidade 
habitacional. 
O Quadro 68, por sua vez, detalha os dez municípios com as maiores extensões de rede 
de abastecimento de água. 
Quadro 68 
– Municípios com maiores extensões de rede de água.
Município Faixa populacional Extensão da rede (km)
Canoas > 75.000 1.092,89 
Passo Fundo > 75.000 799,91 
Santa Maria > 75.000 757,85 
Gravataí > 75.000 706,02 
Alvorada > 75.000 600,95 
Santa Cruz do Sul > 75.000 599,01 
Guaíba > 75.000 591,14 
Rio Grande > 75.000 548,58 
Viamão > 75.000 517,68 
Santo Ângelo > 75.000 461,11 
Fonte: Adaptado do SNIS (2022). 
4.1.2. Sistemas integrados de água 
Os municípios do estado do Rio Grande do Sul possuem sistemas variados, que podem 
ser isolados ou integrados. Os sistemas integrados de água atendidos pela CORSAN serão 
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apresentados a seguir, conforme dados disponibilizados pela própria Companhia e pelo 
Atlas de Água da ANA. 
4.1.2.1. Sistema integrado de água Alpestre 
– Planalto 
O Sistema Integrado que abastece os municípios de Alpestre e Planalto utiliza água do 
manancial superficial Rio do Mel, situado na Bacia Hidrográfica de Várzea. Segundo o 
Relatório de Identificação de Obra (RIO) da ANA, o sistema está projetado para atender 
até 9.135 habitantes até o ano de 2035. 
A captação do Rio do Mel opera com uma vazão mínima de 50 l/s, dos quais 34 l/s são 
efetivamente utilizados. Desta vazão, aproximadamente 7,78 l/s são destinados ao 
município de Alpestre. A água captada no Rio do Mel é bombeada para a ETA por meio 
de uma estação elevatória de água bruta (EEAB) com regime 2+2, que utiliza bombas de 
potências de 350 cv e 100 cv para bombear 34 l/s e 28 l/s, respectivamente. 
O sistema é composto, ainda, por duas ETAs convencionais. A primeira trata 21 l/s com 
operação de 21 horas por dia. Segundo diagnóstico da CORSAN, a perda média anual de 
água nesta estação é de 8,5%. A ETA possui um floculador hidráulico, duas unidades de 
decantação acelerada e dois filtros de dupla camada. Os decantadores recebem água de 
descarga duas vezes por mês, uma operação que demora cerca de uma hora e requer 350 
m³/mês. Para a lavagem dos filtros, é necessário um volume médio de 3.625 m³/mês uma 
vez por mês, com duração de 7 minutos. 
A segunda ETA, denominada como ETA-Compacta pela CORSAN, trata 13 l/s também 
operando 21 horas diárias. Nesta estação, a perda média é de 12%, sendo composta por 
dois floculadores hidráulicos, duas unidades de floco decantador (manta de lodo) e quatro 
filtros de camada dupla. Os decantadores recebem água de descarga uma vez por dia, uma 
operação que demora cerca de um minuto e requer 300 m³/mês. A limpeza dos filtros 
requer um volume médio mensal de 3625 m³/mês, com uma operação que ocorre uma vez 
por dia com duração de 10 minutos. 
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Além disso, nas estações existem dois reservatórios: um de 40 m³ e outro de 450 m³, 
ambos semienterrados e feitos de concreto, responsáveis pela distribuição de água entre 
os municípios. A Figura 69 ilustra o sistema integrado Alpestre 
– Planalto. 
 
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Figura 69
– Croqui Sistema Integrado Alpestre 
– Planalto | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.2. Sistema integrado de água Alvorada 
– Viamão 
O Sistema Integrado Alvorada-Viamão fornece água integralmente para Alvorada e uma 
parte significativa de Viamão, complementando os cinco sistemas isolados de 
abastecimento do último município. A captação é feita superficialmente no Rio Gravataí, 
situado na bacia hidrográfica do Lago Guaíba, podendo receber transposição do Arroio 
das Garças durante períodos de estiagem. Segundo o RIO, estima-se que até 2035 esse 
sistema seja capaz de atender a uma população de 453.080 habitantes. 
A captação direta possui uma vazão outorgada para captação de 1.600 l/s, sendo que a 
vazão efetivamente utilizada varia entre 880 l/s e 1.550 l/s. A água captada é recalcada 
através de uma EEAB operando em regime 4+1, que recalca 1.500 l/s para a ETA 
utilizando bombas da marca Worthington com capacidade de 750 cv. 
A água é transportada por três adutoras paralelas de 600 mm de diâmetro nominal ao 
longo de 3,5 km, desde a EEAB até a ETA Alvorada, localizada na Rua Barbosa Neto, 
541 no município de Alvorada. Esta estação tem capacidade nominal de 1.600 l/s, porém, 
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trata atualmente 1.492 l/s, operando de forma contínua 24 horas por dia. A CORSAN 
identificou uma perda média anual de 7,8% da produção. 
A ETA está equipada com um gradeamento para pré-tratamento e uma calha Parshall na 
entrada, onde é realizada a medição da vazão e adição de coagulante. Em seguida, a água 
passa por três floculadores hidráulicos, seis unidades de decantação divididas entre 
convencional e acelerada, e 10 filtros simples. A Figura 70 apresenta a vista da ETA 
Alvorada. 
Figura 70
– Vista aérea da ETA Alvorada.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024). 
No terreno da ETA existem cinco reservatórios que somam um total de 16.500 m³, com 
suas características detalhadas no Quadro 69. Além desses cinco reservatórios, o sistema 
integrado apresenta outros reservatórios que distribuem água entre Alvorada e Viamão, 
com volumes variados, totalizando mais de 30.000 m³. A Figura 71 apresenta o croqui 
elaborado pela ANA em 2021. 
Quadro 69
– Características dos reservatórios do Sistema Integrado de Alvorada 
– Viamão. 
Nome Tipo Forma Material Volume (m³)
R-01A Semienterrado Cilíndrico Concreto 3000 
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Nome Tipo Forma Material Volume (m³)
R-01B Semienterrado Cilíndrico Concreto 3000 
Rent-22 Enterrado Retangular Concreto 5000 
R-02 Elevado Taça Concreto 500
Rap-22 Enterrado Retangular Concreto 5000 
Fonte: Diagnóstico CORSAN (2023). 
Figura 71
– Croqui Sistema Integrado Alvorada 
– Viamão | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.3. Sistema integrado de água Arroio do Sal 
– Capão da Canoa 
–
Terra de Areia 
O sistema integrado fornece água para os municípios de Arroio do Sal, Capão da Canoa 
e Terra de areia a partir do manancial superficial Rio Cornélios em que a vazão de 
captação de 160 l/s. 
O sistema dispõe de uma estação elevatória de água bruta, com capacidade média de 
bombeamento de 160 l/s. A água é transportada através de uma adutora de água bruta 
com comprimento de 4.530 metros e diâmetro nominal de 300 mm até a Estação de 
Tratamento de Água (ETA) Curumim, localizada na Av. Rua Edgar Schneider, 3011, 
como pode ser observado na Figura 72.
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Figura 72
– Vista superior da ETA Curumim. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024).
No âmbito da ETA, está presente reservatório com capacidade de 1.000 m³ e uma Estação 
Elevatória de Água Tratada (EEAT) equipada com quatro bombas, com capacidade de 
recalque de até 320 l/s. Posteriormente, a água é direcionada a um reservatório com 
capacidade de 1.750 m³, de onde a água tratada é distribuída para os três municípios 
integrantes do sistema. O croqui do referido sistema está apresentado na Figura 73.
Figura 73
– Croqui Sistema Integrado Arroio do Sal 
– Capão da Canoa 
– Terra de Areia 
RS. 
Fonte: ANA (2019). 
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4.1.2.4. Sistema integrado de água Cachoeirinha 
– Gravataí 
O Sistema Integrado abastece as cidades de Cachoeirinha e Gravataí com água 
proveniente de dois mananciais superficiais: o Arroio das Garças que abastece a ETA 
Cachoeirinha e o Rio Gravataí que abastece a ETA Gravataí, ambos localizados na bacia 
hidrográfica do Lago do Guaíba. 
Este sistema projeta atender 416.416 habitantes até 2035. A captação ocorre a partir de 
dois pontos de tomada direta em Arroio das Garças. O primeiro ponto possui uma vazão 
de outorga de 1.350 l/s e utiliza 1.150 l/s, enquanto o segundo ponto tem uma vazão de 
outorga de 2.900 l/s, mas utiliza 1.300 l/s. 
Para a água chegar à ETA de Cachoeirinha, ela é transportada através de dois sistemas 
distintos. O primeiro bombeia do Arroio das Garças, por duas bombas de 500 cv até uma 
estação intermediária com duas bombas de 400 cv, que transporta até a ETA um máximo 
de 450 l/s. O segundo sistema bombeia através da captação da ETA Rio Branco onde 
existem 3 bombas de 750 cv e duas de 350 cv, com operação variada, sempre com duas 
bombas em conjunto. Esta estação transporta até 600 litros de água bruta por segundo do 
Arroio das Garças até uma lagoa artificial junto ao Rio Gravataí em Cachoeirinha. A 
partir da lagoa, até 700 l/s de água é bombeado para a ETA por duas bombas de 350 cv. 
Em continuidade, a água é direcionada à ETA Cachoeirinha, situada na Rua Papa João 
XXIII, 558, que possui uma capacidade nominal de 1.050 l/s e atualmente trata uma vazão 
de 850 l/s em operação contínua de 24 horas. Nesse processo, a CORSAN identificou 
uma perda média anual de 6,17%. 
Na entrada da ETA, há um gradeamento seguido por calha Parshall onde recebe cal 
hidratada e sulfato de alumínio como coagulante. Em seguida, a água passa por três 
floculadores hidráulicos, quatro decantadores convencionais de fluxo ascendente com 
placas, que são limpos uma vez por mês, e dez filtros de camada dupla, que são lavados 
por gravidade uma vez por dia em um processo com duração de 6 minutos. A Figura 74
apresenta a ETA Cachoeirinha, destacando os decantadores da estação. 
 
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Figura 74
– ETA Cachoeirinha.
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024). 
Nas proximidades da ETA, há dois reservatórios cilíndricos de concreto armado com 
capacidade de 1.500 m³ cada, destinados à distribuição da água tratada, e um reservatório 
de 270 m³ que serve como poço de sucção. Além disso, os municípios de Cachoeirinha e 
Gravataí compartilham uma estação elevatória de água tratada (EEAT), equipada com 
três bombas em operação e uma reserva, cada uma com potência de 400 cv e 1.750 rpm 
de rotação, sendo o conjunto capaz de recalcar até 710 l/s. Essa EEAT direciona a água 
para quatro reservatórios que, juntos, somam um volume de 11.250 m³, atendendo ambos 
os municípios. A Figura 75 apresenta o sistema integrado. 
 
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Figura 75
– Croqui Sistema Integrado Cachoeirinha 
– Gravataí | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.5. Sistema integrado de água Caiçara 
– Frederico Westphalen 
O sistema que abastece os municípios de Caiçara e Frederico Westphalen utiliza o Rio 
Pardo como manancial de captação, situado na bacia hidrográfica do Rio da Várzea, com 
uma adução de 100 l/s. Em situações emergenciais, esse manancial recebe a transposição 
do Rio Fortaleza, com vazão mínima de 130 l/s. 
Para direcionar a água bruta à E A, o sistema possui três EEAB’s. A primeira conta com 
uma bomba em operação de 500 cv, capaz de recalcar uma vazão de 100 l/s. A segunda 
possui um conjunto de duas bombas em operação de 50 cv, que transportam 130 l/s, e 
uma bomba de reserva de 60 cv. Por fim, a terceira estação tem uma bomba em operação 
de 500 cv, transportando 118 l/s, além de duas bombas de reserva, uma de 500 cv e outra 
de 60 cv, que podem recalcar 118 l/s e 100 l/s, respectivamente. 
Do Rio Fortaleza ao Rio Pardo há uma adutora de água bruta (AAB) de 7,20 km com 
diâmetro de 400 mm. Já do Rio Pardo a ETA, o diagnóstico realizado em 2023 registra 
uma AAB de 9,10 km com diâmetro variando entre 300 e 250 mm. 
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A ETA Frederico, localizada na Av. São Paulo, 1184, Bairro Itapagé, FW/RS, de 
tratamento convencional, tem uma capacidade projetada de 80 l/s, mas sua real 
capacidade de tratamento é de 130 l/s. Atualmente, a estação opera 22 horas por dia, 
tratando uma vazão de 117 l/s, com uma perda média anual de 3%. Ao entrar na ETA, a 
água passa por uma calha Parshall, onde a vazão é medida e o coagulante é adicionado. 
Em seguida, a água é direcionada para a etapa de floculação, que conta com dois 
floculadores hidráulicos, e depois para dois decantadores convencionais e três filtros. 
Os decantadores recebem água de descarga uma vez a cada dois meses consumindo 500 
m³/mês em uma operação que demora 2 horas. Os filtros, por sua vez, são limpos uma 
vez por dia por gravidade, utilizando um volume de 7200 m³/mês em um processo que 
dura 10 minutos. A Figura 76 apresenta a ETA de Frederico Westphalen. 
Figura 76
– ETA Frederico. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2023). 
O sistema possui duas elevatórias de água tratada instaladas junto à ETA, chamadas 
EEAT 1 e EEAT 2. A EEAT 1 tem duas bombas, uma de operação e uma de reserva, 
ambas com potência de 30 cv e capazes de recalcar uma vazão de 70 l/s. A EEAT 2 
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também possui uma bomba de operação e uma de reserva, cada uma com potência de 15 
cv e vazão de 14 l/s. Somente a EEAT 2 transfere água para o município de Caiçara. 
Na área da ETA, existem quatro reservatórios de concreto: um reservatório de 1.000 m³, 
um de 250 m³, um de 50 m³ destinados à distribuição de água, e um reservatório de 500 
m³ utilizado como câmara de contato. A Figura 77 ilustra o sistema integrado de Caiçara 
e Frederico Westphalen. 
Figura 77
– Croqui Sistema Integrado Caiçara 
– Frederico Westphalen | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.6. Sistema integrado de água Campo Bom - Estância Velha - 
Sapiranga - Portão 
O Sistema Integrado fornece água para os municípios de Campo Bom, Estância Velha, 
Sapiranga e Portão, utilizando águas do manancial superficial Rio dos Sinos, situado na 
bacia hidrográfica do Sinos, onde a vazão de outorga é de 1.000 l/s. Esse sistema está 
projetado para atender 248.635 habitantes até 2035. 
Para transportar a água bruta do Rio dos Sinos à ETA Campo Bom, o sistema possui uma 
EEAB equipada com duas bombas de 750 cv que transportam 450 l/s. A água é conduzida 
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por duas adutoras de água bruta, com extensão de 980 metros e diâmetro nominal 
variando entre 700 mm e 400 mm. 
A ETA, situada na Rua Percy J. Mello, 800, possui uma capacidade nominal de 1.000 l/s, 
tratando atualmente uma vazão de 550 l/s, operando aproximadamente 21 horas por dia. 
A estação utiliza uma calha Parshall para medir a vazão de entrada e adicionar o 
coagulante de cal hidratada e sulfato de alumínio. Após passar por essa estrutura, a água 
é direcionada para dois floculadores do tipo chicanas, cinco decantadores convencionais 
e quinze filtros de camada simples. 
Para a limpeza, os decantadores recebem água de descarga duas vezes ao mês, 
consumindo um volume médio de 5.000 m³. Já os filtros são lavados uma vez por dia, 
resultando em um volume médio de 38.179 m³ ao final do mês. A Figura 78 apresenta a 
vista superior da estação 
Figura 78
– ETA Campo Bom. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024). 
Os municípios compartilham ainda quatro reservatórios de concreto, localizados nos 
arredores da ETA, totalizando 5.950 m³ de capacidade. Esses reservatórios têm a 
finalidade de distribuir a água tratada e servir como câmara de contato. A Figura 79
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apresenta o croqui do sistema integrado de Campo Bom, Estância Velha, Sapiranga e 
Portão.
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Figura 79
– Sistema Integrado Campo Bom - Estância Velha - Sapiranga - Portão | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.7. Sistema integrado de água Canela 
– Gramado 
O sistema integrado abastece os municípios de Canela e Gramado com água proveniente 
do manancial superficial Rio Santa Cruz, situado na bacia hidrográfica do Rio Caí. 
Estima-se que o sistema atenda 81.574 habitantes até 2035. 
A captação no Rio Santa Cruz possui uma vazão de outorga de 6.000 l/s, mas atualmente 
a EEAB captura 310 l/s, divididos entre a ETA I Canela e a ETA II Canela. A adutora 
que transporta a água bruta até a ETA I tem extensão de 8 km e diâmetro de 300 mm, 
enquanto a adutora que segue para a ETA II estende-se por 10 km com diâmetro nominal 
de 400 mm. 
A ETA I, localizada na Rua João Simplício, 760 
– Bairro Sete de Setembro, possui 
capacidade de tratamento de 95 l/s, abastecendo Canela conforme o Plano Municipal de 
Saneamento Básico (PMSB). Já a ETA II, situada na Alameda Julio Travinick 
– Bairro 
São Rafael, tem regime de tratamento de tratamento de 215 l/s, fornecendo água tratada 
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para o município de Gramado. O PMSB destaca que a ETA II tem capacidade nominal 
para atender também a cidade de Canela. 
Ambas as ETAs estão equipadas com calha Parshall na entrada da estação para medição 
de vazão e adição dos coagulantes cal hidratada e sulfato de alumínio. Posteriormente, a 
água passa pelos floculadores hidráulicos, decantadores (que podem ser tanques de fluxo 
ascendente com placas ou flotodecantação) e filtros de camada dupla. 
A CORSAN implementou um Sistema de Monitoramento via software por telemetria, 
que possibilita o acompanhamento em tempo real da situação dos reservatórios, falhas de 
equipamentos e outros controles. O sistema integrado possui 3 reservatórios na ETA I, 
que acumulam um volume de 1.850 m³, e 2 reservatórios na ETA II, com volume total de 
1750 m³. A Figura 80 ilustra o sistema integrado que abastece Canela e Gramado. 
Figura 80
– Croqui Sistema Integrado Canela 
– Gramado | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.8. Sistema integrado de água Canoas 
– Esteio 
– Sapucaia do Sul 
O Sistema Integrado que abastece as cidades de Canoas, Esteio e Sapucaia do Sul capta 
água do Rio dos Sinos, também conhecido como Canal da Petrobrás, localizado na bacia 
hidrográfica do Sinos. Esse sistema integrado está projetado para atender 
aproximadamente 567.837 habitantes até 2035. 
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A vazão de outorga para o manancial é de 1.100 litros por segundo, com uma vazão 
mínima de captação de 600 l/s. Existem dois pontos de captação: um deles possui uma 
EEAB (EAB 
– 08A) com três bombas instaladas e operando, recalcando 380 l/s, com 
potências variando entre 90 e 75 cv. O outro ponto possui duas estações elevatórias: a 
primeira, denominada EAB-S, transporta a água do manancial para a EAB-08 por meio 
de uma bomba de 40 cv; a EAB-08 possui quatro bombas de 50 cv em operação, cada 
uma capaz de transportar 170 l/s. Essas estações elevatórias conduzem a água bruta 
através de três adutoras de água bruta, cujas características estão expressas no Quadro 
70. 
Quadro 70 
– Adutoras de água bruta. 
Adutora de Água Bruta Diâmetro (mm) Extensão (m) Material
AAB-EC/ES 
300 0,4 FFD
250 10,3 FFD
300 144,1 FFD
1.000 563,4 FFD
1.000 
– Gravidade 135,2 FFD
AAB-E08A/ETA 
300 0,4 FFD
250 8,8 FFD
500 1.125,6 FFD
AAB-ES/E08 
400 10,4 FFD
400 10,4 FFD
400 10,4 FFD
400 10,4 FFD
Fonte: Diagnóstico CORSAN (2023). 
Conforme o diagnóstico realizado em 2016 pela Keyassociados, a automação da EEAB￾08A é realizada por telemetria, com acionamento e desligamento individual de cada 
bomba, porém sem ajuste de vazão ou pressão. A leitura de vazão da água bruta é feita 
por um macro medidor instalado na adutora que chega à ETA, no entanto, não é possível 
monitorar a pressão de trabalho das bombas em operação. Já a EEAB-08 não utiliza 
telemetria, não possui leitura por macro medidor e não realiza medição de pressão na rede 
de adução. 
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A ETA Esteio, situada na Rua Carmem Miranda, 510, é do tipo convencional e tem 
capacidade nominal projetada de 1.100 l/s, contudo atualmente a vazão tratada é de 860 
l/s. A estação opera cerca 24h por dia e registrou no ano de 2023 uma perda média anual 
de 3,05%. 
A ETA está equipada com gradeamento para pré-tratamento, e a água é conduzida para 
uma calha Parshall que, conforme o diagnóstico realizado pela CORSAN em 2023, está 
subdimensionada (funciona como um salto hidráulico). Nesta calha, a água recebe 
agentes coagulantes, cal hidratada e sulfato de alumínio. 
Posteriormente, a água passa por dois floculadores hidráulicos e dois decantadores de 
fluxo ascendente com placas. Em seguida, a água é distribuída para sete filtros, sendo um 
deles com carvão ativado e os outros seis filtros simples. Estes decantadores recebem 
água de descarga uma vez por semana, enquanto os filtros são lavados uma vez ao dia 
para evitar colmatação. A Figura 81 apresenta a vista superior da estação 
Figura 81
– ETA Esteio. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024). 
No terreno da ETA, existem três reservatórios de concreto com volumes de 3.000 m³, 500 
m³ e 250 m³. Além disso, os municípios de Canoas e Esteio compartilham uma estação 
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elevatória de água tratada com regime 1+1. As bombas dessa estação possuem potência 
nominal de 400 e 550 cv, recalcando 205 l/s cada. A Figura 82 apresenta o sistema.
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Figura 82
– Croqui - Sistema Integrado Canoas 
– Esteio 
– Sapucaia do Sul | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.9. Sistema integrado de água Capão da Canoa 
– Xangri-lá 
–
Atlântida Sul 
O sistema integrado é responsável pelo abastecimento dos municípios de Capão da Canoa 
e Xangri-lá, e Atlântida Sul, distrito urbano pertencente a Osório, utilizando águas da 
Lagoa dos Quadros. A captação é realizada por tomada direta, com uma vazão outorgada 
de 650 l/s e uma vazão efetivamente utilizada de 456 l/s. 
Próximo à captação, há uma estação de bombeamento que encaminha a água bruta à ETA 
2 de Capão da Canoa. Esta estação conta com três conjuntos motobomba submersos que 
trabalham em paralelo, cada um com potência de 100 cv. A água bruta é transportada por 
uma adutora de ferro fundido com diâmetro nominal de 900 mm com extensão de 594 
metros. 
 
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Figura 83
– ETA 2 de Capão da Canoa. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024). 
A ETA 2 de Capão da Canoa realiza tratamento convencional, tratando atualmente cerca 
de 440 l/s, embora a estação tenha capacidade nominal de projeto de 660 l/s. Conforme 
diagnóstico da CORSAN realizado em 2023, a ETA opera cerca 9 horas por dia e 
apresentou uma perda média anual de 15,35%. 
Na entrada, a água bruta recebe cloro para pré-oxidação, passando em seguida para a 
calha Parshall, que é utilizada tanto para medição quanto para a adição de coagulante 
sulfato de alumínio. A água segue então para cinco floculadores hidráulicos com chicanas 
de fluxo vertical, cinco decantadores convencionais e doze filtros de camada dupla. Para 
limpeza das infraestruturas, o decantador recebe água de descarga uma vez por mês, 
requerendo um volume médio de 3200 m³/mês, enquanto os filtros são lavados por 
gravidade com água proveniente de um reservatório elevado de 250 m³. 
A água utilizada nessas operações é reutilizada: a água dos filtros é direcionada para a 
captação, enquanto a dos decantadores é encaminhada para a centrífuga, utilizada como 
adensador mecânico de lodo. 
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A Figura 84 apresenta o croqui do sistema integrado de Capão de Canoas e Xangri-lá. 
Figura 84
– Croqui - Sistema Integrado Capão da Canoa 
– Xangri-lá | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.10. Sistema integrado de água Cerrito 
– Pedro Osório 
Esse sistema integrado abastece os municípios de Cerrito e Pedro Osório a partir do 
manancial superficial Arroio Basílio, localizado na bacia hidrográfica de Mirim São 
Gonçalo. 
A captação por tomada direta, sem barragem, possui uma vazão de outorga de 50 l/s, 
sendo a vazão utilizada de 45 l/s. Para direcionar essa água à ETA, o sistema possui uma 
EEAB de regime 1+1 com ambas as bombas do modelo WEG e potência de cv, 
bombeando 45 l/s por uma adutora de 920 metros, sendo 320 m com DN 300 e 600 m 
com DN 150. 
A ETA Pedro Osório, localizada na Rua Gilberto Cunha, nº 2850, Bairro Brasília, possui 
uma capacidade nominal projetada de 52,2 l/s, mas atualmente a vazão de tratamento é 
de 41,9 l/s, medida pelo macromedidor de vazão. Com uma operação de 12 horas por dia, 
a CORSAN registrou em 2023 uma perda anual de 15,04%. A Figura 85 apresenta a vista 
superior da unidade.
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Figura 85
– ETA de Pedro Osório. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2023). 
Ao chegar na ETA, a água passa por um pré-tratamento que inclui gradeamento e pré￾oxidação com adição de cloro gás. Em seguida, a água é encaminhada à calha Parshall, 
onde é adicionado o coagulante sulfato de alumínio. A água continua para dois 
floculadores hidráulicos, dois decantadores convencionais e quatro filtros de camada 
simples. Os decantadores recebem água de descarga uma vez por mês, consumindo um 
volume médio de 317 m³/mês, enquanto os filtros são lavados 15 vezes por mês, 
requerendo 67 m³/mês. 
Os municípios de Pedro Osório e Cerrito ainda compartilham um reservatório 
semienterrado de 450 m³ e uma EEAT com duas bombas instaladas (1+1) do modelo 
WEG, cada uma com potência nominal de 30 cv, que recalcam 30 l/s. A Figura 86
apresenta o croqui do sistema. 
 
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Figura 86
– Croqui - Sistema Integrado Pedro Osório 
– Cerrito | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.11. Sistema integrado de água Charqueadas 
– São Jerônimo 
O sistema integrado Charqueadas 
– São Jerônimo abastece integralmente os dois 
municípios a partir do manancial Rio Jacuí, situado na Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí. 
Esse sistema está projetado para atender 65.041 habitantes até 2035. 
A água bruta é captada do Rio Jacuí com uma vazão de 260,20 l/s e recalcada até a ETA 
por uma adutora de água bruta de ferro fundido com 800 m de extensão e diâmetro 
nominal de 400 mm, com auxílio de duas EEAB. A primeira estação possui duas bombas 
do modelo Higra instaladas, sendo uma de reserva, com potência de 170 cv, capazes de 
recalcar até 380 l/s cada. A segunda unidade de bombeio possui três bombas (2+1) do 
modelo General Electric com potência nominal de 40 cv. Cada bomba consegue recalcar 
uma vazão de 130 l/s, e quando duas estão em operação, bombeiam uma vazão de 380 
l/s. 
A ETA Charqueadas, situada na Rua Sete de Setembro, n° 102, atende ambos os 
municípios e tem capacidade nominal de 257 l/s, tratando atualmente 239 l/s com cerca 
de 14 horas e meia de operação diária. Conforme diagnóstico da CORSAN, no ano de 
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2023, a estação apresentou uma média de perda anual de 2,28%. A Figura 87 apresenta 
a ETA Charqueadas. 
Figura 87
– ETA Charqueadas. 
Fonte: PMSB de Charqueadas/RS 
– Versão base (2020). 
A água bruta entra na estação pela calha Parshall, onde a vazão é medida e são 
adicionados cal hidratado e sulfato de alumínio. Em seguida, a água é direcionada para 
dois floculadores hidráulicos e dois decantadores convencionais de fluxo ascendente, que 
recebem água de descarga para limpeza três vezes por ano. Por fim, a água é direcionada 
a três filtros de camada simples, que são lavados uma vez por dia, consumindo um volume 
estimado de 7.605 m³/mês. 
No terreno da ETA, há um reservatório enterrado de concreto armado, com um volume 
nominal de 1.120 m³, cujo nível é controlado por telemetria. Após o tratamento, o sistema 
se divide em duas linhas: uma abastecendo Charqueadas e outra direcionando a água 
tratada para o município de São Jerônimo. A Figura 88 apresenta o sistema integrado 
Charqueadas 
– São Jerônimo. 
 
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Figura 88
– Croqui - Sistema integrado Charqueadas 
– São Jerônimo | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.12. Sistema integrado de água Cidreira 
– Balneário Pinhal 
Este sistema é abastecido pelo manancial superficial Lagoa da Fortaleza, localizado na 
bacia hidrográfica do Rio Tramandaí. A captação neste manancial tem uma vazão de 
outorga de 330 l/s, com uma vazão efetivamente utilizada de 170 l/s. 
A água bruta é recalcada por uma EEAB (2+2), equipada com uma bomba de 175 cv e 
três de 150 cv. Quando operando com duas bombas, o sistema recalca uma vazão de 200 
l/s através de uma adutora de 8,76 km de extensão e diâmetro de 300 mm, que transporta 
a água bruta até a ETA. 
O sistema integrado possui duas ETAs convencionais, situadas na Rua Silveira Martins 
678, com capacidade nominal de 300 l/s. Estas ETAs tratam uma vazão de 144 l/s na 
baixa temporada e 270 l/s na alta temporada, operando cerca de 20 horas por dia. As 
vazões são apuradas por medidor pitométrico e pela calha Parshall, onde também são 
adicionados os coagulantes antes de a água ser direcionada para os quatro floculadores 
hidráulicos. Em seguida, a água passa por quatro decantadores e segue para oito filtros de 
camada simples. 
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Como apresentado na Figura 89 os municípios não compartilham reservatórios, sendo o 
sistema dividido em duas linhas de abastecimento para atender cada município 
separadamente. 
Figura 89
– Croqui - Sistema Integrado Cidreira 
– Balneário Pinhal | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.13. Sistema integrado de água Dois Irmãos 
– Morro Reuter 
O sistema de Dois Irmãos e Morro Reuter é abastecido pelo manancial superficial Arroio 
Feitosa e por um conjunto de poços subterrâneos, que correspondem a 75% e 25% do 
abastecimento dos municípios, respectivamente. 
O sistema é abastecido por um manancial subterrâneo com vazão de 6,9 l/s e pelo Arroio 
Feitosa. No manancial superficial, há uma Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB) 
com capacidade de bombeamento de até 47 l/s, utilizando uma adutora com 1.334 metros 
de extensão e diâmetro nominal de 300 mm. 
A água dos dois mananciais converge para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Dois 
Irmãos, localizada na Rua Dr. Ricardo Sprinz, 51, conforme ilustrado na Figura 90. A 
unidade realiza tratamento convencional da água, com capacidade de tratamento de até 
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55 l/s. Após o tratamento, a água é distribuída entre os municípios de Dois Irmãos e Morro 
Reuter, conforme mostrado na Figura 91.
Figura 90
– Vista superior da ETA Dois Irmãos. 
Fonte Adaptado do Google Earth (2023). 
Figura 91
– Croqui Sistema Integrado Dois Irmãos 
– Morro Reuter | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
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4.1.2.14. Sistema integrado de água Eldorado do Sul 
– Guaíba 
O sistema integrado Eldorado do Sul - Guaíba abastece a integralmente os dois 
municípios a partir do manancial Lago Guaíba, situado na bacia hidrográfica de mesmo 
nome. Estima-se que o sistema integrado consiga abranger 153.823 habitantes em 2035. 
A captação de água ocorre em dois pontos diferentes no Guaíba. Inicialmente, uma 
tubulação a 100 metros da orla direciona a água para uma câmara de sucção, de onde é 
aduzida para as ETAs pelas estações elevatórias, visando captar água de melhor 
qualidade. A segunda captação é composta por uma bomba submersa no fundo do lago. 
Atualmente a captação ocorre com uma vazão mínima de 300 l/s, alcançando até 510 l/s. 
O sistema inclui duas EEAB operando em regime 1+1, uma com potência de200bcv, e 
outra com motores de 450 cv e 425 cv. A água é aduzida por uma AAB de 1,10 km de 
extensão e diâmetro nominal de 500 mm até a estação de tratamento ETA-003 e outra de 
830 m de extensão e diâmetro nominal de 300 mm até a ETA-001. 
A ETA 1 (ETA Velha) tem capacidade nominal de tratamento de 120 l/s, mas atualmente 
trata uma vazão de 140 l/s. Já a ETA 3 (ETA Nova) tem a capacidade nominal de 250 l/s, 
mas trata 350 l/s. Ambas as ETAs operam acima de suas capacidades nominais. 
A ETA 01 é utilizada atualmente como produção complementar da ETA 03. Essa estação 
opera aproximadamente 21 horas por dia e registrou uma perda média anual de 4% em 
2023. A unidade conta com um gradeamento como pré-tratamento e uma calha Parshall 
na entrada da ETA, onde é adicionado o coagulante. 
Em continuidade, a água se direciona a um floculador hidráulico que separa a água em 
dois módulos. O primeiro módulo possui um decantador circular e dois conjuntos de 
filtros de fluxo descendente. O segundo módulo é composto por um decantador de placa 
inclinada e um conjunto de sete filtros de fluxo descendente. Em ambos os módulos, a 
cloração ocorre entre os processos de decantação e filtração. 
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A ETA 03, por sua vez, é a principal fonte de fornecimento de água para o sistema 
integrado Eldorado do Sul - Guaíba. Essa estação opera cerca de 24 horas por dia e, 
conforme dados da CORSAN, registrou em 2023 uma perda média anual de 4,9%. 
A água bruta entra na estação por meio da calha Parshall, onde é realizado a medição da 
vazão e adicionado o coagulante. Em seguida, a água passa para dois módulos iguais de 
floculadores hidráulicos e decantação convencional de fluxo horizontal. Por fim, a água 
é direcionada a três filtros de duas camadas. 
Após o tratamento, a água é direcionada para cada município que compõe o sistema 
integrado. A Figura 92 apresenta o croqui do sistema elaborado ela ANA em 2019. 
Figura 92
– Croqui - Sistema Integrado Eldorado do Sul 
– Guaíba | RS. 
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.15. Sistema integrado de água Gaurama 
– Viadutos 
Este sistema integrado abastece os municípios de Gaurama e Viadutos, com captação 
instalada no Rio Suzano, localizado na bacia hidrográfica dos Rios Apuaê Inhandava. 
A captação é realizada com uma vazão de 28 l/s e conta com uma barragem de nível. 
Próximo à captação, está instalada a EEAB, equipada com duas bombas, uma reserva, 
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com potências de 350 cv e 250 cv, bombeando 32 l/s através de uma adutora de ferro 
fundido que se estende por 4,85 km e possui 200 mm de diâmetro. 
A ETA, situada na Rua Luiz Comarela, n° 120, opera com uma vazão de 28 l/s, embora 
tenha capacidade para tratar até 45 l/s. A estação opera cerca de 13,5 horas por dia e 
apresentou uma perda média anual de 3%. A Figura 93 apresenta a vista superior da 
unidade. 
Figura 93
– ETA - Sistema Integrado Gaurama 
– Viadutos | RS. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2023). 
A entrada da água bruta na estação de tratamento ocorre pela calha Parshall, onde é 
adicionado o coagulante sulfato de alumínio. Em seguida, a água passa por um floculador 
hidráulico e segue para um decantador convencional, que é seguido por dois filtros de 
camada simples. Os decantadores recebem água de descarga uma vez por mês, 
consumindo um volume médio de 550 m³/mês. Os filtros são lavados 10 vezes por mês, 
consumindo 750 m³/mês. 
O sistema integrado conta ainda com dois reservatórios instalados no terreno da ETA. 
Ambos são de concreto, sendo um enterrado e outro elevado, acumulando 750 m³ e 150 
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230
m³ respectivamente. Após a reservação, a água tratada é dividida entre Gaurama e 
Viaduto, conforme Figura 94. 
Figura 94
– Croqui - Sistema Integrado Gaurama 
– Viadutos | RS. 
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.16. Sistema Integrado Igrejinha 
– Três Coroas 
A água utilizada para o abastecimento do sistema integrado é proveniente do manancial 
superficial Rio Paranhana, situado na bacia hidrográfica do Rio Sinos. A vazão de outorga 
do manancial é de 250 l/s, sendo captados 85 l/s para atender o sistema. 
A água é recalcada do Rio Paranhana para a ETA com o auxílio de uma EEAB que opera 
em regime (1+2), possuindo duas bombas com 60 cv de potência nominal, capazes de 
recalcar 45 l/s, e uma de 125 cv, bombeando 93 l/s. A água é direcionada para a ETA de 
Três Coroas por meio de duas adutoras paralelas de 940 m cada, uma com diâmetro de 
250 mm e outra de 400 mm. 
A ETA de Três Coroas, ilustrada na Figura 95, está localizada na Rua Carlos Robinson, 
1101, e possui uma capacidade de tratamento projetada de 90 l/s. Atualmente a ETA trata 
uma vazão de 85 l/s, sendo 67 l/s destinados a Três Coroas e 17,84 l/s encaminhados a 
Igrejinha, em uma operação de aproximadamente 22 horas por dia.
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231
Figura 95
– ETA de Três Coroas. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024). 
A estação possui uma calha Parshall na entrada, onde é adicionado os coagulantes cal 
hidratada e sulfato de alumínio. Em seguida, a água passa por um floculador hidráulico 
que direciona a água para dois tanques de decantação de fluxo ascendente, que distribui 
a água em dez filtros de camada simples. A limpeza dos decantadores ocorre uma vez por 
mês, requerendo um volume médio de 152 m³/mês. Já para lavagem dos filtros ocorre 
uma vez por dia, demandando um volume de 7.788 m³/mês. 
Existem dois reservatórios instalados nas proximidades da ETA que tem como objetivo 
distribuir água para Três Coroas e Igrejinha. Os reservatórios são circulares de concreto 
semienterrado, sendo um de 500 m³ e outro de 1000 m³. A figura mostra o croqui do 
sistema. 
 
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232
Figura 96
– Croqui - Sistema Integrado Igrejinha 
– Três Coroas | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.17. Sistema integrado de água Imbé 
– Xangri-lá
O sistema integrado tem como fonte o manancial superficial Rincão da Cadeia, 
pertencente a bacia hidrográfica do Rio Tramandaí. 
O manancial utilizado para o abastecimento possui uma vazão de outorga de 500 l/s, 
porém, a vazão efetivamente utilizada é de 150 l/s. Para recalcar a água bruta, o sistema
conta com uma EEAB em regime 2+2, operando sempre um conjunto composto por uma 
bomba de 75 cv e outra de 250 cv. A água é direcionada a ETA por meio de uma adutora 
de 19 km com DN variando entre 450 e 300 mm. 
A ETA Imbé trata uma vazão de 150 l/s, medida na calha Parshall, onde também é 
adicionado o coagulante. Em seguida, a água passa por dois floculadores hidráulicos, dois 
decantadores e três filtros. No pátio da ETA, há ainda dois reservatórios que acumulam 
1.500 m³ de água tratada. A Figura 97 apresenta o croqui do Sistema Integrado Imbé 
–
Xangri-lá | RS. 
 
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233
Figura 97
– Croqui - Sistema Integrado Imbé 
– Xangri-lá | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.18. Sistema integrado de água Palmitinho 
– Vista Alegre 
–
Taquaruçu do Sul 
– Pinheirinho do Vale 
O sistema integrado que abastece os municípios é alimentado pelo manancial superficial 
Rio Guarita Nova, pertencente à bacia hidrográfica do Rio da Várzea. O manancial 
utilizado no sistema tem uma vazão de outorga de 25 l/s, sendo a vazão efetivamente 
utilizada de 23 l/s. O sistema possui uma EEAB com duas bombas instaladas, sendo uma 
de reserva, ambas com potência nominal de 75 cv, capazes de recalcar 25 l/s através de 
uma adutora de água bruta de 1,5 km de extensão e 150 mm de diâmetro. 
A ETA do sistema, localizada na Rua Tranquilo Piaia, tem capacidade nominal projetada 
de 20 l/s, mas a vazão atualmente tratada é de 26 l/s. A unidade opera em média 22 horas 
por dia, registrando uma perda média anual de 7% da produção. A figura apresenta a vista 
superior da estação. 
O tratamento da água se inicia com a adição do coagulante no ressalto hidráulico. Em 
continuidade, a água segue para um floculador hidráulico e um decantador convencional, 
que distribui a água para quatro filtros de camada simples. O decantador é limpo uma vez 
por mês, consumindo um volume médio de 178 m³/mês, enquanto os filtros são lavados 
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234
diariamente, requerendo um volume de 4.454 m³/mês de água. O efluente gerado no 
processo de tratamento é recirculado. 
Os municípios ainda compartilham dois reservatórios localizados no terreno da ETA. 
Ambos os reservatórios são cilíndricos e construídos em concreto armado, acumulando 
30 m³ e 200 m³. Após o tratamento, a água é distribuída para os municípios, conforme 
mostrado na Figura 98. 
Figura 98
– Croqui - Sistema Integrado Palmitinho 
– Vista Alegre 
– Taquaruçu do Sul 
–
Pinheirinho do Vale | RS. 
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.19. Sistema integrado de água Parobé 
– Igrejinha 
A captação de água bruta para o sistema integrado ocorre em Parobé, no manancial 
superficial Paranhana, situado na bacia hidrográfica do Sinos. 
A vazão de captação é de 127 l/s, sem a necessidade de barragem. Próxima à captação,
há uma EEAB operando em regime 1+2, com duas bombas de 75 cv de potência nominal, 
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235
capazes de recalcar 170 l/s, e uma terceira bomba de 60 cv, bombeando 6 l/s. Uma adutora 
de 773 metros com DN 400 mm liga a elevatória à ETA de Parobé. 
A estação de tratamento opera com uma capacidade nominal projetada de 150 l/s, em 
média, 15 horas por dia. A unidade está localizada na Rua Liberato, conforme ilustrado 
na Figura 99. 
Figura 99
– Vista superior 
– ETA de Parobé. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2024). 
A estação de tratamento realiza a pré-oxidação da água com adição de cloro como pré￾tratamento, direcionando-a para a calha Parshall, onde a vazão de entrada é medida e o 
coagulante é adicionado. Em seguida, a água é encaminhada para dois floculadores 
hidráulicos e dois decantadores convencionais de fluxo horizontal, estes que recebem 
água de descarga uma vez por mês. Por fim, a água é distribuída para quatro filtros de 
camada dupla, que são lavados diariamente. 
A estação possui leitos de secagem que recebem o lodo gerado durante a operação, 
removendo a água antes de o lodo ser encaminhado para a compostagem. A água utilizada 
na descarga dos decantadores e lavagem dos filtros é direcionada tanto para os leitos de 
secagem quanto para o manancial. 
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O sistema integrado possui dois reservatórios apoiados no parque da ETA, sendo um com 
volume nominal de 1.050 m³ e outro de 200 m³. A Figura 100 apresenta o croqui do 
Sistema Integrado Parobé 
– Igrejinha | RS.
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237
Figura 100 
– Croqui - Sistema Integrado Parobé 
– Igrejinha | RS. 
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.20. Sistema integrado de água Salvador do Sul 
– São Pedro da 
Serra 
O sistema abastece integralmente os municípios de Salvador do Sul e São Pedro da Serra 
a partir do manancial Arroio Pimenta, localizado na bacia hidrográfica Taquari-Antas. 
A água bruta é captada com uma vazão de 20,6 l/s e transportada por gravidade através 
de uma adutora de 2,20 km de comprimento e 200 mm de diâmetro nominal até a ETA. 
A ETA de Salvador do Sul, por sua vez, está projetada para tratar 32 l/s, operando 
atualmente com uma vazão de 22,5 l/s, conforme medição do macromedidor da estação. 
A água bruta entra na ETA pela calha Parshall, onde é adicionado o coagulante. Em 
seguida, a água passa por três floculadores hidráulicos, três decantadores convencionais 
e três filtros de camada dupla. Além disso, os municípios compartilham dois reservatórios 
que acumulam 150 m³. O croqui do sistema é apresentado na Figura 101. 
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Figura 101 
– Croqui - Sistema Integrado Salvador do Sul 
– São Pedro da Serra | RS. 
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.21. Sistema integrado de água São José do Ouro 
– Cacique Doble 
O sistema realiza a captação nos limites territoriais de São José do Ouro, a partir do 
manancial superficial Rio Carazinho, pertencente à bacia hidrográfica de Apuaê 
Inhandava. 
O manancial possui uma vazão de outorga de 30 l/s, porém atualmente é captada uma 
vazão de 22 l/s, que é bombeada em direção à ETA por uma EEAB em regime 1+1. As 
bombas instaladas na elevatória possuem características iguais, com potência de 100 cv 
do modelo WEG. A água é então transportada por uma adutora de água bruta com 950 
metros de extensão e diâmetro nominal de 150 mm. 
A ETA convencional do sistema é projetada para tratar 40 l/s, operando atualmente com 
22 l/s durante aproximadamente 14 horas por dia, apresentando uma perda média anual 
de 4,5% da produção. A água bruta entra na estação pela calha Parshall, onde é realizada 
a medição da vazão e adicionado o coagulante. Em seguida, a água passa por dois 
floculadores hidráulicos e dois decantadores convencionais que encaminham a água para 
um filtro simples. 
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A limpeza dos decantadores ocorre uma vez por mês, consumindo 312 m³/mês, enquanto 
os filtros são lavados uma vez por dia, demandando 1.500 m³/mês. Tanto o lodo quanto 
o efluente gerados na operação retornam para o Rio Carazinho. 
O sistema integrado ainda possui dois reservatórios próximos à ETA, cada um com 
capacidade de armazenamento de 150 m³, que distribuem a água para os municípios de 
São José do Ouro e Cacique Doble. Ambos os reservatórios são cilíndricos e construídos 
em concreto. A Figura 102 apresenta o croqui do sistema integrado. 
Figura 102 
– Croqui - Sistema Integrado São José do Ouro 
– Cacique Doble | RS. 
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.22. Sistema integrado de água São Sebastião do Caí 
– Capela de 
Santana 
De acordo com a CORSAN, o município de São Sebastião do Caí exportou, de janeiro a 
março de 2024, um volume de 60.058 m³ para Capela de Santana. O sistema é abastecido 
pelo manancial superficial Rio Caí, localizado na bacia hidrográfica de mesmo nome. 
A captação de água bruta no manancial acontece com uma vazão de 63 l/s que é 
direcionada para a ETA de São Sebastião do Caí. A estação de tratamento, situada na Rua 
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241
Madre Regina Prontmann, possui uma capacidade nominal de 7.000 l/s e opera 
atualmente com 64 l/s durante 16 horas por dia. A Figura 103 apresenta a vista superior 
e entrada da unidade. 
Figura 103 
– ETA de São Sebastião do Caí. 
 
Fonte: Adaptado do Google Street e Google Earth (2023). 
Na ETA, a água bruta passa por um gradeamento e por um macromedidor de vazão antes 
de seguir para a calha Parshall, onde é adicionado o coagulante, aproveitando o ressalto 
hidráulico. Em seguida, a água passa por um floculador hidráulico e um decantador 
convencional, que distribui a água entre dois filtros de dupla camada. 
Os municípios ainda compartilham quatro reservatórios instalados no território de São 
Sebastião do Caí. Três desses reservatórios são construídos em concreto, com 
capacidades de 500 m³, 100 m³, e 50 m³, enquanto o quarto reservatório é metálico, com 
capacidade de 100 m³. A Figura 104 apresenta o croqui do sistema integrado. 
 
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Figura 104 
– Croqui - Sistema Integrado São Sebastião do Caí 
– Capela de Santana | RS. 
Fonte: ANA (2019).
4.1.2.23. Sistema integrado de água Tramandaí 
– Imbé I 
Conforme os dados de 2023 da CORSAN, esse sistema recebe água proveniente da Lagoa 
Emboaba, pertencente à bacia hidrográfica do Rio Tramandaí, com uma vazão outorgada 
de 600 l/s, sendo atualmente captados 180 l/s. 
Próximo à captação, há uma EEAB operando em regime 2+1, com três bombas de 70 cv 
cada. Os conjuntos de bombas combinados são capazes de bombear água para a ETA com 
uma vazão de 272 a 276 l/s através de uma adutora de 1,10 km de extensão e 500 mm de 
diâmetro. 
A ETA de Tramandaí opera com uma vazão de 272 l/s por aproximadamente 22 horas 
diárias. A estação realiza a pré-oxidação e encaminha a água para a calha Parshall, onde 
é adicionado o coagulante. A estação possui dois floculadores hidráulicos, dois 
decantadores e quatro filtros simples. 
A água tratada é direcionada para dois reservatórios localizados na ETA que acumulam 
2.150 m³. A Figura 105 apresenta o croqui elaborado pela ANA em 2019. 
 
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Figura 105 
– Croqui Sistema Integrado Tramandaí 
– Imbé I | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.2.24. Sistema integrado de água Veranópolis 
– Vila Flores 
O sistema integrado que abastece Veranópolis e Vila Flores tem a água proveniente de 
Arroio Retiro, pertencente a bacia hidrográfica Taquari-Antas, em que é captado uma 
vazão de 87 l/s. 
A água é transportada a ETA Veranópolis por 4,5 km de adutora com variações de 
diâmetro nominal entre 150 mm, 200 mm e 350 mm, sendo recalcada com auxílio de duas 
EEABs A ETA, situada na Rua Fiorelo Henrique Chiaradia, 570, opera com uma vazão 
de 87 L/s e sua vista superior é apresentada na Figura 106. 
 
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Figura 106 
– Vista superior ETA Veranópolis. 
Fonte: Adaptado do Google Earth (2023). 
Há cinco reservatórios no terreno da ETA, responsáveis pela distribuição de água para os 
municípios de Veranópolis e Vila Flores. Todos os reservatórios são construídos em 
concreto e possuem uma capacidade total de 1.800 m³. Além disso, existem três 
reservatórios intermediários com capacidade de armazenamento de 330 m³. O Quadro 
71 apresenta os dados de cada reservatório, enquanto a Figura 107 ilustra o croqui do 
sistema. 
Quadro 71 
– Reservatórios - Sistema Integrado Veranópolis 
– Vila Flores | RS. 
Nome Tipo Volume (m³)
R-1 Semienterrado 1.100 
R-2 Semienterrado 300
R-3 Enterrado 200
R-4 Elevado 150
R-5 Elevado 50
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Nome Tipo Volume (m³)
R-6 Apoiado 200
R-7 Semienterrado 100
R-8 Elevado 30
Fonte: Diagnóstico CORSAN (2023). 
Figura 107 
– Croqui - Sistema Integrado Veranópolis 
– Vila Flores | RS. 
Fonte: ANA (2019). 
4.1.3. Qualidade da água 
A qualidade da água é fundamental para a saúde pública, o desenvolvimento sustentável 
e o bem-estar das comunidades. Garantir que a água atenda aos padrões exigidos para o 
consumo humano é um compromisso indispensável para minimizar riscos à saúde e 
promover segurança hídrica. No Brasil, o monitoramento contínuo e a vigilância da água 
desempenham papel estratégico nesse processo, sendo regulamentados por normas 
federais e estaduais que norteiam as ações de controle. Este item aborda a qualidade da 
água, segundo as normas vigentes 
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A regulamentação da qualidade da água no Brasil é regida principalmente pela Portaria 
GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde. Essa portaria estabelece os padrões de 
potabilidade e os procedimentos para controle e vigilância da água destinada ao consumo 
humano. O objetivo é garantir que a água fornecida seja segura para consumo, protegendo 
a saúde pública e atendendo às necessidades básicas da população. Entre os critérios 
definidos estão os limites para uma ampla gama de parâmetros: • Químicos: incluem metais como alumínio, ferro, manganês e nitrato, que, em 
concentrações elevadas, podem representar riscos à saúde, como intoxicações e 
danos neurológicos. Esses parâmetros também afetam a durabilidade das 
infraestruturas de abastecimento, podendo provocar corrosão e obstruções. 
• Físicos: abrangem turbidez, cor, temperatura e odor, que influenciam a percepção 
sensorial da água e a aceitação pelos consumidores. Além disso, parâmetros como 
turbidez impactam diretamente a eficácia da desinfecção, enquanto o odor pode 
sinalizar presença de compostos orgânicos ou falhas no sistema de tratamento. 
• Microbiológicos: indicadores como coliformes totais e Escherichia coli são 
fundamentais para detectar contaminação por esgoto ou resíduos orgânicos, 
representando um alerta crítico para a prevenção de doenças de veiculação hídrica, 
como febre tifóide, hepatites e diarreias. 
• Trihalometanos (THMs): compostos orgânicos formados durante a desinfecção, 
cujo monitoramento é indispensável para evitar riscos tóxicos e carcinogênicos 
associados à sua presença em níveis elevados. Essa abordagem sistemática 
garante a confiabilidade do abastecimento, permitindo a detecção precoce de 
inconformidades e a implementação de melhorias nos processos, contribuindo 
para a proteção da saúde da população e a preservação dos recursos hídricos.
Além disso, a Portaria SES nº 276/2021, do Estado do Rio Grande do Sul, complementa 
as diretrizes federais ao detalhar as competências locais, prazos e procedimentos para 
registro de dados no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para 
Consumo Humano (Sisagua). Essa regulamentação garante uma coleta de informações 
sistemática e transparente, permitindo uma supervisão embasada e eficaz. 
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O monitoramento da qualidade da água envolve uma abordagem integrada, realizada 
tanto pelos operadores dos sistemas de abastecimento quanto por laboratórios 
terceirizados devidamente acreditados. Essa combinação assegura que as análises sejam 
completas e imparciais, cobrindo uma ampla gama de parâmetros exigidos pelas normas. 
As análises são conduzidas periodicamente, de acordo com um cronograma definido pelas 
legislações vigentes, e incluem diferentes etapas do sistema de abastecimento, como a 
água bruta captada, a água tratada na saída das ETAs e a água distribuída à população. 
Essa vigilância constante permite identificar variações nos padrões de qualidade e aplicar 
ajustes quando necessário, garantindo a conformidade com os requisitos legais. 
De acordo com dados do Sisagua, as análises ocorreram, no período de janeiro a julho de 
2023, em 156 municípios que integram o Plano Regional do Rio Grande do Sul, 
abrangendo 150 poços e 152 Estações de Tratamento de Água (ETAs), e seguiram as 
diretrizes estabelecidas por essas regulamentações, reforçando a importância de uma 
abordagem padronizada e rigorosa. 
Os principais parâmetros avaliados durante as análises refletem aspectos essenciais para 
a segurança e a potabilidade da água. Destacam-se: • Turbidez: Um indicador físico que avalia a presença de partículas em suspensão. 
Valores fora do padrão podem interferir na desinfecção e na aceitação pelos 
consumidores. 
• Metais: Como ferro, manganês e alumínio, que podem alterar a estética da água 
(cor, sabor e odor) e, em concentrações elevadas, trazer riscos à saúde. 
• Odor: Um parâmetro físico que pode indicar a presença de compostos orgânicos, 
processos de decomposição ou condições inadequadas no sistema de 
abastecimento. O odor é um aspecto sensorial que afeta diretamente a 
aceitabilidade da água pelos consumidores e pode sinalizar a necessidade de 
intervenções no tratamento. 
• Trihalometanos (THMs): Subprodutos da reação entre cloro e matéria orgânica 
durante o processo de desinfecção. O monitoramento desses compostos é 
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fundamental devido aos possíveis efeitos adversos à saúde quando presentes em 
níveis elevados. 
• Coliformes totais e Escherichia coli: Indicadores microbiológicos utilizados 
para verificar a presença de contaminação fecal, essencial para prevenir doenças 
de veiculação hídrica. 
A qualidade da água é dinâmica e pode ser influenciada por fatores naturais, como 
mudanças nas condições climáticas e ambientais, e por atividades humanas, como o uso 
do solo e a urbanização. Por isso, a vigilância contínua desempenha um papel crucial na 
identificação de potenciais riscos e na implementação de ações corretivas de forma ágil. 
Além disso, o monitoramento também é fundamental para garantir a sustentabilidade do 
sistema de abastecimento, prevenindo problemas que possam comprometer a qualidade 
do recurso ou sobrecarregar as infraestruturas. A integração entre operadores, laboratórios 
terceirizados e órgãos de vigilância é essencial para manter padrões elevados de 
segurança e potabilidade. 
4.1.4. Licenças Ambientais 
A licença ambiental é um instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente, que tem 
como objetivo assegurar o uso sustentável e o equilíbrio ecológico dos recursos hídricos, 
especialmente em empreendimentos ou atividades que possam impactar sua qualidade ou 
disponibilidade. A licença é emitida pelo órgão ambiental competente, com base em 
análises técnicas que verificam a viabilidade ambiental do projeto proposto. 
O processo de licenciamento ambiental no Brasil segue etapas bem definidas. 
Inicialmente, o empreendedor protocola o requerimento no órgão ambiental, 
apresentando os documentos necessários e os estudos técnicos. 
A partir dessa solicitação, o órgão avalia a viabilidade ambiental do empreendimento e, 
se aprovado, emite a licença ambiental. Além disso, o órgão realiza o monitoramento e a 
fiscalização do empreendimento para assegurar o cumprimento das condicionantes 
estabelecidas. 
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249
No estado do Rio Grande do Sul, o licenciamento ambiental é coordenado pela FEPAM 
(Fundação Estadual de Proteção Ambiental) e pelos municípios habilitados pelo Sistema 
Estadual de Proteção Ambiental (SIAP-RS). A FEPAM é responsável pelo licenciamento 
de empreendimentos de sistemas de esgotamento sanitário de impacto ambiental local, 
regional ou estadual, enquanto os municípios podem licenciar atividades de sistemas de 
esgotamento sanitário de oriundos de loteamentos e desmembramentos cujo porte 
originário é de competência municipal, conforme a Resolução CONSEMA 372/2018 e 
suas atualizações e de acordo com as diretrizes da Lei Complementar nº 140/2011. Essa 
lei estabelece as competências dos entes federativos no que diz respeito ao licenciamento 
ambiental, garantindo a descentralização e a cooperação entre União, Estados e 
Municípios. 
No que tange aos parâmetros de qualidade da água, a Resolução CONAMA nº 357/2005 
regulamenta o enquadramento dos corpos d’água em classes, considerando seus usos 
preponderantes, além de definir os limites para o lançamento de efluentes. Essa norma é 
fundamental para assegurar que a qualidade das águas seja compatível com o uso 
sustentável e com a preservação dos ecossistemas aquáticos. 
Além disso, o licenciamento ambiental, incluindo eventuais isenções ou hipóteses de não 
incidência, é regulamentado pela Resolução CONAMA nº 237/1997, que estabelece as 
regras gerais do processo de licenciamento, e pela Lei Complementar nº 140/2011, que 
define competências e orienta sobre situações de dispensa de licenciamento. No Rio 
Grande do Sul, o Decreto Estadual nº 53.202/2016 detalha os procedimentos específicos 
do licenciamento ambiental no estado, abrangendo prazos, categorias de 
empreendimentos e critérios técnicos, bem como a Resolução CONSEMA 372/2018, que 
alterada posteriormente pela Resolução CONSEMA 505/2023 estabelece, por exemplo 
que SAA de até 3.000 m³/dia são isentos de licenciamento. 
A implantação e operação de um sistema de abastecimento de água requerem 
obrigatoriamente o licenciamento ambiental, que é um instrumento essencial para garantir 
que o empreendimento esteja em conformidade com os requisitos legais e mitigue 
possíveis impactos ao meio ambiente. Esse processo assegura a sustentabilidade 
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250
ambiental e a segurança hídrica, sendo indispensável para atividades que envolvem 
captação, tratamento, distribuição e descarte de resíduos. 
Os sistemas de abastecimento de água operados pela Companhia Riograndense de 
Saneamento (CORSAN) estão sujeitos a diferentes tipos de licenças ambientais, 
considerando a diversidade e a complexidade das instalações. As principais licenças 
aplicáveis incluem: • Licença de Instalação (LI): Autoriza a execução das obras e instalações, 
incluindo estações de tratamento de água (ETA), reservatórios e sistemas 
associados. 
• Licença de Instalação de Regularização (LIAR): Específica para regularizar 
obras e instalações já existentes que ainda não possuem licença ambiental válida. 
• Licença de Instalação e Operação de Regularização (LIOR): Permite a 
regularização combinada da instalação e da operação de empreendimentos ou 
atividades. 
• Licença de Operação (LO): Autoriza a operação regular do sistema após a 
conclusão das obras, comprovando que foram atendidas as condicionantes das 
licenças anteriores. 
• Licença de Operação de Regularização (LOR): Aplicável para regularizar a 
operação de empreendimentos que já estão em funcionamento sem licença. 
• Dispensa de Licenciamento Ambiental (DLAE): Para instalações de baixo 
impacto ambiental que não necessitam de licenciamento formal, mas devem 
seguir normas específicas. 
• Licença Prévia de Instalação e Ampliação (LPIA): Necessária para novos 
empreendimentos ou ampliações, avaliando a viabilidade ambiental e 
estabelecendo diretrizes para a instalação. 
• Licença de Uso (LU): Relacionada à utilização de recursos naturais, como 
captação de água ou uso de áreas específicas. 
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251
A Figura 108 apresenta um gráfico detalhado com o status geral dos processos de 
licenciamento atualmente em andamento e vigentes, demonstrando a distribuição dos 
diferentes estágios das licenças. 
Figura 108 - Situação das Licenças Ambientais de Água 
Fonte: CORSAN (2024) 
– Adaptado. 
Essas licenças abrangem um total de 265 instalações operadas pela CORSAN, incluindo 
estações de tratamento de água (ETAs), reservatórios, sistemas de manejo de resíduos e 
soluções de bioengenharia. A descrição detalhada das licenças mencionadas encontra-se
no Apêndice III, que consolida as informações técnicas e regulamentares que regem o 
processo de licenciamento ambiental no contexto dessas operações. A Figura 109
apresenta o gráfico sobre a quantidade de licenças por tipo de instalação. 
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Figura 109 -Quantidade de licenças por tipo de instalação 
Fonte: CORSAN (2024) 
– Adaptado. 
A regulamentação das licenças segue dispositivos como a Resolução CONAMA nº 
237/1997, além de normas estaduais e municipais, evidenciando o compromisso da 
CORSAN com a conformidade legal e a preservação ambiental. Este esforço contribui 
significativamente para a gestão sustentável dos recursos hídricos e para a garantia da 
segurança ambiental em suas operações. 
4.1.5. Outorgas 
A outorga de direito de uso de recursos hídricos é um instrumento legal fundamental para 
regular o uso da água, garantindo que sua captação, utilização ou lançamento sejam 
realizados de forma sustentável e em conformidade com a legislação. Esse instrumento é 
indispensável para atividades que possam alterar o regime, a qualidade ou a quantidade 
de recursos hídricos, como abastecimento público, irrigação, geração de energia, entre 
outros. Por meio da outorga, os órgãos gestores asseguram a distribuição equitativa da 
água, a preservação dos corpos hídricos e a resolução de potenciais conflitos de uso. 
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No estado do Rio Grande do Sul, a responsabilidade pela emissão das outorgas é 
compartilhada entre dois órgãos gestores, dependendo da jurisdição do corpo hídrico: • Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS): O DRHS, 
vinculado à Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul 
(SEMA), é responsável pela gestão das águas de domínio estadual. Suas 
atribuições incluem a emissão de outorgas para o uso de recursos hídricos dentro 
dos limites do estado, o monitoramento da qualidade e da quantidade das águas, 
a gestão de conflitos de uso e a implementação da política estadual de recursos 
hídricos. Além disso, o DRHS coordena os comitês de bacia hidrográfica em nível 
estadual, promovendo a participação social na tomada de decisões sobre a gestão 
das águas. 
• Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA): órgão vinculado ao 
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, é a entidade responsável pela 
gestão das águas de domínio da União. Além de administrar rios e corpos hídricos 
interestaduais e transfronteiriços, a ANA regula e fiscaliza o uso dos recursos 
hídricos sob sua competência, emitindo outorgas e estabelecendo critérios para a 
preservação e o uso racional da água. A agência também promove a articulação 
entre os estados e os municípios para a gestão integrada e descentralizada dos 
recursos hídricos, apoia a implementação de políticas públicas relacionadas ao 
saneamento e ao abastecimento, e contribui para a formulação de diretrizes e ações 
de âmbito nacional. 
O processo de obtenção da outorga segue etapas regulamentadas. O requerente deve 
protocolar junto ao órgão competente a solicitação acompanhada de documentos técnicos 
e administrativos, como projetos detalhados, dados sobre a vazão requerida e estudos 
ambientais. O órgão analisa o pedido considerando a disponibilidade hídrica, os usos 
preexistentes e as diretrizes técnicas e legais. Uma vez aprovado, o direito de uso é 
formalizado por meio da emissão da outorga, que pode ter validade limitada e estar sujeita 
a renovações ou revisões periódicas. 
O marco regulatório que orienta a emissão de outorgas no Brasil é a Lei nº 9.433/1997, 
que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos. No Rio Grande do Sul, a Lei 
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Estadual nº 10.350/1994 regulamenta a gestão estadual dos recursos hídricos, 
complementada por resoluções específicas que detalham os procedimentos. 
No caso da Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), a empresa possui 
atualmente 1.417 outorgas emitidas, que contemplam captações de água destinadas ao 
abastecimento público em diversas regiões do estado. Importante destacar que estas 
outorgas são referentes a captação subterrânea. Essas outorgas estão detalhadas no 
Apêndice III, que consolida as informações relativas à gestão e regularização do uso da 
água pela companhia, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade e o 
cumprimento das normas ambientais. 
Como pode ser observado na Figura 110, das 1.416 outorgas emitidas, 63% das captações 
estão em operação, e 37% encontram-se em reserva ou inoperante. 
Figura 110 
– Distribuição das outorgas pela situação da captação. 
Fonte: CORSAN (2024) 
– Adaptado (2024). 
4.2. Esgotamento sanitário 
O Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) representa um conjunto de infraestruturas 
essenciais destinadas ao afastamento, transporte, tratamento e destinação final dos 
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esgotos gerados pelas atividades cotidianas da população. De fundamental importância 
sanitária e ambiental, a implementação adequada do SES desempenha um papel crucial 
na prevenção de doenças de veiculação hídrica, contribuindo diretamente para a melhoria 
da expectativa e qualidade de vida das comunidades. 
Além de promover a saúde pública, o SES também desempenha um papel decisivo na 
preservação ambiental ao mitigar os impactos negativos associados ao descarte 
inadequado de esgotos. Neste contexto, este capítulo abordará os principais aspectos 
relacionados aos atuais Sistemas de Esgotamento Sanitário dos municípios que compõem 
o Plano Regional do Rio Grande do Sul. 
Dos 317 municípios atendidos pela CORSAN, a Companhia é responsável pela prestação 
do serviço de esgotamento sanitário em 313 deles. 
Os municípios que não possuem prestação do serviço de esgotamento sanitário por parte 
da CORSAN, são: Campina das Missões, Minas do Leão, Piratini e Sentinela do Sul. 
4.2.1. Indicadores dos sistemas de esgotamento sanitário 
Segundo o SNIS de 2022, o serviço de esgotamento sanitário da CORSAN abrangia 
295.722 ligações totais, das quais 92,38% estavam ativas. No que diz respeito às 
economias ativas, o total era de 545.139, sendo 483.062 destas economias de caráter 
residencial. O Quadro 72 apresenta o valor total e a média de ligações e economias de 
acordo com as faixas populacionais. 
Quadro 72 
–Ligações e economias ativas de esgoto por faixa populacional.
Faixa Populacional n° de municípios atendidos pelo 
serviço de esgotamento 
Ligações de esgoto 
ativas 
Economias de esgoto 
ativas 
< 5.000 3 624 704
5.000 a 20.000 10 9.355 11.785 
20.000 a 75.000 27 45.318 111.818 
> 75.000 19 217.877 420.832 
Fonte: Adaptado do SNIS (2022). 
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Em 2022, a Companhia coletou 49.860 mil metros cúbicos de esgoto no ano e tratou 
50.860 mil metros cúbicos no mesmo período. 
O volume de esgoto tratado pode variar em relação ao coletado devido a diversos fatores, 
como infiltração de água, influxo de água da chuva, recirculação do efluente tratado e 
discrepâncias nos métodos de medição. Além disso, é possível que o volume tratado seja 
inferior ao coletado devido a perdas durante o transporte e a ineficiências no sistema de 
tratamento. 
Esses fatores, aliados ao fato de que os dados do SNIS são autodeclarados e podem conter 
erros, resultam em variações nos volumes. O Quadro 73 apresenta os volumes referente 
ao serviço de esgotamento em relação a faixa populacional. 
Quadro 73 
– Volumes de esgoto por faixa populacional.
Faixa 
Populacional 
n° de 
municípios 
atendidos 
pelo serviço 
de 
esgotamento 
Volume 
total de 
esgoto 
coletado 
(1000 
m³/ano) 
Volume 
total de 
esgoto 
tratado 
(1000 
m³/ano) 
Volume 
total de 
esgoto 
tratado e 
coletado 
(1000 
m³/ano) 
Média de 
volume 
esgoto 
coletado 
(1000 
m³/ano) 
Média de 
volume 
esgoto 
tratado 
(1000 
m³/ano) 
< 5.000 3 51 197 249 17 66
5.000 a 20.000 10 1.323 1.256 2.579 132 126
20.000 a 75.000 27 8.841 12.041 20.882 327 446
> 75.000 19 39.644 37.366 77.009 2.087 1.967 
Fonte: Adaptado do SNIS (2022). 
Em relação aos municípios atendidos pelo serviço de esgotamento sanitário da CORSAN, 
o índice de cobertura do sistema de esgotamento sanitário foi de 20,74% (data-base dez 
2022). Neste mesmo período 18,9% das ligações existentes com cobertura do SES não 
efetivaram a sua ligação às redes, mantendo-se afastados da solução ambientalmente 
correta e disponível. De modo geral, esse cenário reflete uma dificuldade na 
universalização do serviço de esgotamento sanitário, contrariando os princípios de acesso 
equitativo aos serviços públicos essenciais estabelecidos pela legislação vigente. 
A Figura 111 apresenta o panorama geral dos municípios operados pela CORSAN.
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Figura 111 
– Panorama geral da cobertura de esgoto. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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A Figura 112 mostra a distribuição dos índices de cobertura e coleta em quartis, 
realçando a média e as exceções conforme as faixas populacionais. 
Figura 112 
– Índice de cobertura total de esgoto referido aos municípios atendidos com 
água e de coleta por faixa populacional. 
Fonte: Adaptado do SNIS (2022). 
À medida que a faixa populacional aumenta, os índices de cobertura e coleta também 
crescem, o que sugere uma maior cobertura e eficiência do sistema de esgotamento 
sanitário. No entanto, é importante notar que os municípios com menor faixa populacional 
apresentam menor variabilidade desses índices. Isso indica que, embora enfrentem 
desafios adicionais devido à falta de escala econômica e capacidade técnica para 
implementar e manter sistemas eficientes, conseguem apresentar menos disparidades nos 
serviços prestados entre si. 
Em relação a rede de afastamento, de acordo com o SNIS de 2022, a extensão total nos 
municípios sob responsabilidade da CORSAN era de 5.107 km, representando uma 
extensão de rede por ligação de 18,71 (m/lig.), o Quadro 74 apresenta o total de extensão 
de rede coletora por faixa populacional.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Quadro 74 
– Extensão de rede de esgoto conforme faixa populacional. 
Faixa Populacional Extensão de rede de esgoto (km) Extensão da rede de esgoto por ligação (m/lig.) 
< 5.000 13,35 21,39 
5.000 a 20.000 159,63 17,06 
20.000 a 75.000 872,92 19,26 
> 75.000 4.060,94 18,64 
Fonte: Adaptado do SNIS (2022). 
Os municípios com as maiores extensões de rede são aqueles que abrangem as maiores 
faixas populacionais, como apresentado no Quadro 75.
Quadro 75 
– Municípios com maiores extensões de rede de esgoto. 
Município Faixa populacional Extensão da rede (km)
Gravataí > 75.000 611,06 
Canoas > 75.000 500,54 
Cachoeirinha > 75.000 407,77 
Viamão > 75.000 347,42 
Passo Fundo > 75.000 332,94 
Santa Maria > 75.000 304,03 
Alvorada > 75.000 255,93 
Esteio > 75.000 214,57 
Guaíba > 75.000 204,40 
Rio Grande > 75.000 199,02 
Fonte: Adaptado do SNIS (2022).
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4.2.2. Sistemas integrados de esgoto 
A seguir, serão apresentados os sistemas integrados de esgotamento sanitário operados 
pela Ambiental Metrosul. Ressalta-se que, além desses sistemas integrados, os 
municípios listados abaixo também contam com sistemas isolados. 
4.2.2.1. Sistema integrado de esgoto Alvorada 
– Viamão 
Os municípios de Alvorada e Viamão possuem um sistema integrado de esgotamento 
sanitário, que será detalhado a seguir e o município de Viamão possui 3 (três) sistemas 
isolados, conforme apresentados no Quadro 76. 
Quadro 76 
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento 
sanitário de Alvorada e Viamão
Unidade Tipo de sistema 
Coordenadas 
Município 
Vazão 
licenciada 
(l/s) Latitude Longitude 
ETE Alvorada Sistema Integrado -29,98162692
-
51,06874075
Alvorada 310
ETE Buena Vista 
Sistema Isolado 
-30,070759 -51,055668 
Viamão 
11,5 
ETE São Tomé - - - 
ETE Veneza -30,07308900 -51,09119000 0,77 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.1.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto 
O Quadro 77 apresenta um resumo de informações acerca das estações de bombeamento 
de esgoto, A rede coletora e as EBEs de esgoto bruto do SES Alvorada-Viamão são 
operadas pela Ambiental Metrosul. 
 
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261
Quadro 77 
– Resumo de informações acerca das EBEs e EBET presentes no SES 
Alvorada-Viamão.
Unidade 
Coordenadas 
Município 
Latitude Longitude 
EBE Alameda (AF-01.1) -30,0268524751667 -51,0857903823333 Alvorada 
EBE Americana (AF-01) -29,9891514996667 -51,0881301478333 Alvorada 
EBE Final (dentro da área da ETE) -29,97886111 -51,06831389 Alvorada 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.1.2. Estação de tratamento de esgoto 
A ETE compreende os seguintes componentes (nem todos implantados): ▪ 1 unidade de tratamento preliminar, com medição de vazão, gradeamento e 
desarenador; 
▪ 2 reatores biológicos por batelada - SBR; ▪ 1 lagoa de amortecimento de vazão; ▪ Sistema de coagulação e floculação; ▪ Decantação assistida e desinfecção; ▪ Tanque de recebimento de lixiviado; ▪ Tratamento de lodo; ▪ 1 emissário de esgoto tratado, desde a ETE até o ponto de lançamento no corpo 
hídrico receptor, por gravidade; 
▪ Bacia de contenção para produtos químicos; ▪ Centrífuga; ▪ 1 laboratório simplificado. 
As figuras a seguir, ilustram as informações supracitadas. 
 
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262
Figura 113 
– Vista do SES Alvorada-Viamão. 
Fonte: Google Earth (2024). 
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263
Figura 114 
– Unidades de Tratamento da ETE Alvorada-Viamão.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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264
4.2.2.1.3. Emissário e ponto de lançamento 
O emissário de efluente tratado segue, por gravidade, em tubulação de PVC parcialmente 
enterrada, desde a saída da ETE até o ponto de lançamento no corpo hídrico receptor. 
O Quadro 78 apresenta um resumo de informações acerca do ponto de lançamento do 
efluente tratado do SES Alvorada-Viamão. 
Quadro 78 
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do SES Alvorada￾Viamão. 
Unidade 
Coordenadas Corpo d’água 
receptor Município Vazão (l/s) 
Latitude Longitude 
Ponto de Lançamento -29.972139° -51.068460° Rio Gravataí Alvorada 207
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Figura 115 
– Ponto de lançamento do emissário no SES Alvorada-Viamão. 
Fonte: Acervo próprio (2024). 
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4.2.2.1.4. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário 
A Figura 116 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento do Sistema de 
Esgotamento Sanitário Alvorada-Viamão. 
Figura 116 
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Alvorada-Viamão. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.2. Sistema integrado de esgoto Esteio 
– Sapucaia do Sul 
Os municípios de Esteio e Sapucaia do Sul possuem um sistema integrado de esgotamento 
sanitário, que será detalhado a seguir e o município de Sapucaia do Sul possui 2 (dois) 
sistemas isolados, conforme apresentados no Quadro 79. 
Quadro 79 
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento 
sanitário de Esteio e Sapucaia do Sul.
Unidade Tipo de sistema 
Coordenadas 
Município 
Vazão 
licenciada 
(l/s) Latitude Longitude 
ETE Esteio Sistema Integrado -29,84047 -51,182163 Esteio 250
ETE Cohab 
Sistema Isolado 
-29.810581° -51.164957° Sapucaia do 
Sul 
22,7 
ETE Primavera -29.808.181 -51.184.192 2,0 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.2.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto 
O Quadro 80 apresenta um resumo de informações acerca das Estações de Bombeamento 
de Esgoto (EBEs) que compõem o SES Esteio-Sapucaia do Sul. As unidades EBE 7, EBE 
7.1 e EBE 1 encontram-se em funcionamento no sistema, já a EBE 1.1, EBE 2 e EBE 3 
estão em implantação. 
 
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Quadro 80 
– Resumo de informações acerca das EBEs do Sistema de Esgotamento 
Sanitário Esteio-Sapucaia do Sul.
Unidade 
Coordenadas 
Município Vazão (l/s) 
Latitude Longitude 
EBE 7 -29,84799 -51,184014 Esteio 34
EBE 7.1 -29,844263 -51,181296 Esteio 15
EBE 1 -29,857756 -51,177429 Esteio 50
EBE 1.1 -29,863519 -51,137872 Esteio Em implantação 
EBE 2 -29,851808 -51,178195 Esteio Em implantação 
EBE 3 -29,81979 -51,144598 Sapucaia Em implantação 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
A Figura 117 ilustra a espacialização destas elevatórias no sistema. 
Figura 117 
– Espacialização da localização das EBEs no SES Esteio-Sapucaia do Sul. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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4.2.2.2.2. Estação de tratamento de esgoto 
A ETE Esteio-Sapucaia do Sul compreende os seguintes componentes: ▪ 1 (uma) unidade de tratamento preliminar, comum para os 3 (três) reatores, com 
medição de vazão, e 2 (dois) conjuntos de gradeamento e desarenador (um em 
operação e outro reserva); 
▪ reatores de lodos ativados por batelada, SBR 1/2/3, com sopradores de ar; ▪ 1 (uma) lagoa de amortecimento de vazão; ▪ 2 (dois) decantadores terciários, cada um com 2 (dois) floculadores; ▪ 1 (um) tanque de contato e desinfecção por hipoclorito; ▪ 1 (uma) unidade de preparação e dosagem de produtos químicos (sulfato de 
alumínio e hipoclorito de sódio); 
▪ 1 (uma) lagoa de lodo e de recebimento de lixiviado; ▪ 1 (um) adensador de lodo; ▪ 1 (uma) centrifuga para desidratação do lodo da ETA, do lodo biológico dos SBRs 
e lodo químico do tratamento terciário; 
▪ 1 (um) laboratório simplificado. 
4.2.2.2.3. Emissário e ponto de lançamento 
O emissário de efluente tradado segue desde a saída da ETE Esteio-Sapucaia (câmara de 
contato/desinfecção), paralelo à Rodovia do Parque (BR-448) no sentido norte-sul, até o 
ponto de lançamento no Rio dos Sinos. 
O Quadro 81 apresenta um resumo de informações acerca do ponto de lançamento do 
efluente tratado do SES Esteio-Sapucaia do Sul. 
 
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268
Quadro 81 
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do Sistema de 
Esgotamento Sanitário Esteio-Sapucaia do Sul.
Unidade 
Coordenadas Corpo d’água 
receptor Município Vazão (l/s) 
Latitude Longitude 
Ponto de Lançamento -29,84150580 -51,19455350 Rio dos Sinos Esteio 400 l/s 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
A Figura 118 ilustra a posição do emissário desde a ETE até o Rio dos Sinos. 
Figura 118 
– Espacialização da localização da ETE e do ponto de lançamento do emissário 
no SES Esteio-Sapucaia do Sul.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.2.4. Fluxogramas 
Este item apresenta um fluxograma representativo do sistema de esgotamento sanitário 
Esteio-Sapucaia do Sul e um esquema ilustrativo da ETE. 
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4.2.2.2.4.1. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário 
A Figura 119 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento do Sistema de 
Esgotamento Sanitário Esteio-Sapucaia do Sul. 
Figura 119 
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Esteio-Sapucaia do Sul. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.2.4.2. Fluxograma da estação de tratamento de esgoto 
A Figura 120 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento da Estação de 
Tratamento de Esgotos, um dos componentes do Sistema de Esgotamento Sanitário 
Esteio-Sapucaia do Sul. 
Figura 120 
– Fluxograma da ETE componente do SES Esteio-Sapucaia do Sul. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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270
4.2.2.3. Sistema integrado de esgoto Cachoerinha 
– Gravataí 
Os municípios de Cachoerinha e Gravataí possuem um sistema integrado de esgotamento 
sanitário, que será detalhado a seguir. Além disso, os municípios possuem sistemas 
isolados, conforme apresentados no Quadro 82. 
Quadro 82 
– Resumo de informações acerca das ETEs dos sistemas de esgotamento 
sanitário de Cachoerinha e Gravataí.
Município Tipo de 
sistema Unidade Processo de tratamento 
Q 
licenciada 
(l/s) 
Q atual 
(l/s) 
Cachoeirinha Sistema 
Integrado ETE Freeway 
Lagoa anaeróbia, 
facultativa, maturação 
(sistema australiano) 
377,2 198,3 
Cachoeirinha 
Sistema 
Isolado 
ETE Granja Esperança Lagoa aerada 57,9 20,71 
Cachoeirinha ETE FF Mal. Rondon Fossa séptica e filtro 0,2 0,16 
Cachoeirinha ETE FF Santa Cruz Fossa séptica e filtro 0,2 0,16 
Cachoeirinha ETE FF Taquareiras Fossa séptica e filtro 0,2 0,16 
Cachoeirinha ETE FF Irlanda Fossa séptica e filtro 0,2 0,16 
Gravataí ETE Parque dos Anjos 
Lagoa anaeróbia, 
facultativa, maturação 
(sistema australiano) 
51 37,58 
Gravataí ETE Breno Garcia UASB e tanque de aeração 35,4 5,71 
Gravataí ETE Moradas do Vale II Lagoa aerada 23,1 22
Gravataí ETE Parque dos Eucaliptos Lagoa aerada 2,3 1,08 
Gravataí ETE FF Passo do Carvalho Fossa séptica e filtro 0,2 0,1 
Gravataí ETE FF Resid. Marechal 
Rondon Fossa séptica e filtro 0,2 0,16 
Gravataí ETE FF Getúlio Vargas Fossa séptica e filtro 0,2 0,15 
Gravataí ETE FF Xará Fossa séptica e filtro 0,2 0,17 
Gravataí ETE FF Princesa Isabel Fossa séptica e filtro 0,2 0,09 
Gravataí ETE FF Dom Pedro Fossa séptica e filtro 0,2 0,14 
Gravataí ETE FF Lotem. Princesa Fossa séptica e filtro 0,2 0,19 
Gravataí ETE FF Res. Esporte e Vida Fossa séptica e filtro 0,2 0,17 
Gravataí ETE FF Reserva da Aldeia Fossa séptica e filtro 0,2 0,16 
Gravataí ETE FF Res. Planalto Fossa séptica e filtro 0,2 0,17 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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4.2.2.3.1. Rede coletora e estações de bombeamento de esgoto 
O Quadro 83 apresenta um resumo de informações acerca das estações de bombeamento 
de esgoto. A rede coletora e as EBEs de esgoto bruto do SES Freeway são operadas pela 
Ambiental Metrosul. 
Quadro 83 
– Resumo de informações acerca das EBEs e EBET presentes no SES Freeway. 
Unidade 
Coordenadas 
Município 
Latitude Longitude 
EBE 1 - 29.963718 -51.105145 Cachoeirinha 
EBE 2 -29.953711 -51.070047 Cachoeirinha 
EBE 2.2 -29.92011389 -51.05059444 Gravataí 
EBE 2.3 -29.92405833 -51.05385833 Gravataí 
EBE 3 Tarumã -29.946864 -51.033053 Gravataí 
EBE Firenze -29.92173600 -51.10205700 Cachoeirinha 
EBE Morada do Bosque -29.90037500 -51.09000800 Cachoeirinha 
EBE Jardim dos Estados -29.88596200 -51.08472300 Cachoeirinha 
EBE Gardenville -29.91363600 -51.02744200 Gravataí 
EBE San Pietro -29.90403600 -51.09337500 Cachoeirinha 
EBE Parque da Matriz -29.954844 -51.076988 Cachoeirinha 
EBE Alphaville -29.911197 -51.018412 Gravataí 
EBE Alphaville II / Havan -29.909361 -51.025672 Gravataí 
EBE Campo Belo (antiga EBE 02 do 
loteamento Bolognesi) -29.871201 -51.114734 Cachoeirinha 
EBE Central Park -29.91395000 -51.09665000 Cachoeirinha 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.3.2. Estação de tratamento de esgoto 
A ETE compreende os seguintes componentes (nem todos implantados): ▪ 1 unidade de tratamento preliminar, comum para os 2 conjuntos de lagoas, com 
gradeamento e desarenador; 
O medidor de vazão, do tipo calha Parshall, está instalado na chegada da EBE 1 e 
da EBE 2, que alimentam a ETE. A totalização da vazão é feita no laboratório da 
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272
ETE. A ETE conta com dispositivo para dosagem de produto neutralizador de 
odores na chegada do esgoto bruto. Esta dosagem também é realizada em algumas 
estações elevatórias pertencentes ao SES. 
▪ 2 conjuntos de lagoas em paralelo (cada qual com uma lagoa anaeróbia, uma lagoa 
facultativa e duas lagoas de maturação); 
▪ 1 emissário de esgoto tratado, desde a ETE até o ponto de lançamento no corpo 
hídrico receptor, por gravidade; 
▪ 1 unidade de preparação e dosagem de produtos químicos (neutralizante de odor 
e sulfato de alumínio); 
▪ Tabuleiros de secagem para algas e vegetais removidos da lagoa (sobre o terreno 
gramado); 
▪ 1 laboratório simplificado. 
A figuras a seguir, ilustram as informações supracitadas. 
Figura 121 
– Vista da ETE Freeway.
Fonte: Google Earth (2024). 
 
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273
Figura 122 
– Unidades de Tratamento da ETE Freeway.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.3.3. Emissário e ponto de lançamento 
O emissário de efluente tratado segue, por gravidade, em um canal construído, desde a 
saída da ETE até o ponto de lançamento no corpo hídrico receptor. 
O Quadro 84 apresenta um resumo de informações acerca do ponto de lançamento do 
efluente tratado do SES Freeway. 
Quadro 84 
– Resumo de informações acerca do ponto de lançamento do Sistema de 
Esgotamento Sanitário Freeway. 
Unidade 
Coordenadas Corpo d’água 
receptor Município Vazão (l/s) 
Latitude Longitude 
Ponto de Lançamento -29,965900 -51,079300 Rio Gravataí Cachoeirinha 377,2 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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274
Figura 123 
– Emissário no SES Freeway. 
Fonte: Acervo próprio (2024). 
4.2.2.3.4. Fluxogramas 
Este item apresenta dois fluxogramas representativos do Sistema de Esgotamento 
Sanitário Freeway. O primeiro deles refere-se à totalidade do SES, e o segundo ilustra um 
componente em específico do sistema: a estação de tratamento de esgotos. 
4.2.2.3.4.1. Fluxograma do sistema de esgotamento sanitário 
A Figura 124 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento do Sistema de 
Esgotamento Sanitário Freeway. 
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275
Figura 124 
– Fluxograma representativo dos componentes do SES Freeway.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
4.2.2.3.4.2. Fluxograma da estação de tratamento de esgoto 
A Figura 125 apresenta de forma resumida e ilustrativa o funcionamento da Estação de 
Tratamento de Esgotos, um dos componentes do Sistema de Esgotamento Sanitário 
Freeway. 
Figura 125 
– Fluxograma da ETE componente do SES Freeway.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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4.2.3. Licenças Ambientais 
O licenciamento ambiental para sistemas de esgotamento sanitário (SES) é um 
instrumento legal indispensável para regular as atividades relacionadas à coleta, 
tratamento e disposição final de esgoto doméstico ou industrial. Esse processo busca 
garantir que a implantação, operação e ampliação desses sistemas sejam realizadas de 
forma sustentável, minimizando os impactos ao meio ambiente e à saúde pública, em 
conformidade com a legislação ambiental. Os SES incluem redes coletoras, estações de 
tratamento de esgoto (ETE), emissários e dispositivos de lançamento de efluentes. 
O processo de licenciamento ambiental é estruturado em etapas, com diferentes tipos de 
licenças emitidas conforme o porte e a complexidade do empreendimento. As principais 
licenças incluem: • Licença Prévia (LP): Emitida na fase de planejamento, avalia a viabilidade 
ambiental do projeto e estabelece diretrizes para as etapas subsequentes. 
• Licença Prévia e de Instalação (LPI): Combina a análise de viabilidade com a 
autorização para início das obras. 
• Licença Prévia de Instalação e Ampliação (LPIA): Aplicada para novos 
empreendimentos ou ampliações que envolvam mudanças significativas. 
• Licença Prévia de Instalação e Ampliação de Uso (LPIAu): Direcionada a 
projetos que, além da ampliação, alteram significativamente o uso do recurso. 
• Licença de Instalação (LI): Autoriza a execução das obras e a implementação 
da infraestrutura necessária. 
• Licença de Operação (LO): Permite a operação do sistema, desde que sejam 
cumpridas todas as condicionantes das licenças anteriores. 
• Licença de Operação de Regularização (LOR): Regulariza atividades que já 
estejam em operação sem licença válida. 
• Licença Ambiental Única (AUA): Simplifica o processo, consolidando todas as 
fases em um único documento, aplicável a empreendimentos de menor impacto 
ambiental. 
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• Licença Prévia de Ampliação (LPA): Específica para análises preliminares de 
projetos de ampliação de SES. 
A Figura 126 apresenta um gráfico detalhado com o status geral dos processos de 
licenciamento atualmente em andamento e vigentes, demonstrando a distribuição dos 
diferentes estágios das licenças. 
Figura 126 - Situação das Licenças Ambientais de Esgoto 
Fonte: CORSAN (2024) 
– Adaptado. 
No estado do Rio Grande do Sul, o órgão responsável pelo licenciamento ambiental de 
sistemas de esgotamento sanitário é a Fundação Estadual de Proteção Ambiental 
(FEPAM), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA). A FEPAM 
tem competência para analisar, conceder e fiscalizar licenças ambientais de 
empreendimentos que tenham impacto regional ou estadual. Em casos de impacto 
exclusivamente local, a responsabilidade pode ser transferida para municípios 
habilitados, conforme estabelecido pela Lei Complementar nº 140/2011. 
A regulamentação do processo de licenciamento ambiental está prevista na Resolução 
CONAMA nº 237/1997, que define os tipos de licença, prazos e competências, enquanto 
os parâmetros de qualidade ambiental e critérios para lançamento de efluentes são 
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estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 430/2011, complementada pela Resolução 
CONAMA nº 357/2005. 
No contexto do estado, foram emitidas 237 licenças ambientais para sistemas de 
esgotamento sanitário (SES) operados pela Companhia Riograndense de Saneamento 
(CORSAN). Essas licenças abrangem todas as etapas de viabilidade, instalação e 
operação, incluindo regularização, ampliação e uso dos sistemas. A obtenção e 
manutenção dessas licenças demonstram o compromisso da CORSAN com a gestão 
sustentável dos efluentes, a preservação dos recursos hídricos e a promoção da qualidade 
ambiental e da saúde pública em sua área de atuação. 
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5. OBJETIVOS E METAS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS 
A universalização dos serviços de saneamento básico é um compromisso fundamental 
para promover a saúde pública, a dignidade humana e a sustentabilidade ambiental. No 
contexto do Plano Regional do Rio Grande do Sul, estabelecer objetivos claros e metas 
mensuráveis é essencial para orientar as ações e investimentos necessários à expansão e 
melhoria dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. 
Este capítulo apresenta os objetivos estratégicos e as metas específicas que nortearão as 
políticas públicas e as iniciativas regionais de saneamento básico. Os objetivos definidos 
visam atender às diretrizes nacionais de saneamento, garantindo a equidade no acesso aos 
serviços e promovendo a eficiência operacional dos sistemas. As metas, por sua vez, são 
delineadas com base em diagnósticos detalhados das condições atuais, considerando as 
particularidades de cada município e as demandas da população. 
Ao longo deste capítulo, serão apresentados os indicadores de desempenho e os prazos 
para o alcance das metas, bem como as estratégias para superar os desafios e obstáculos 
que possam surgir. 
5.1. Projeção populacional 
As projeções populacionais desempenham um papel fundamental no planejamento 
abrangente de políticas públicas voltadas para o bem-estar social, desenvolvimento 
econômico e, especificamente, para a execução eficaz de projetos de saneamento básico. 
No contexto desses projetos, a projeção populacional emerge como uma ferramenta 
indispensável, fornecendo insights cruciais para o dimensionamento adequado das 
infraestruturas necessárias, além de servir como base para o cálculo das demandas futuras. 
A confiabilidade dessas projeções é um elemento central em estudos dessa natureza. Para 
alcançar esse nível de confiança, é imperativo realizar uma análise abrangente e 
interdisciplinar dos cenários passado, presente e futuro da população em questão. Isso 
não apenas demanda uma compreensão profunda das variáveis que interagem com a 
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população ao longo do tempo, mas também exige uma perfeita adequação dos métodos 
empregados no cálculo das projeções aos dados disponíveis. 
A complexidade inerente à elaboração dessas projeções é evidente, especialmente devido 
à necessidade de uma análise cuidadosa das variáveis que interagem com a população em 
um determinado espaço geográfico ao longo do tempo projetado. Dado que as projeções 
se relacionam com o futuro, é crucial considerar a incerteza, mesmo quando há 
informações históricas detalhadas e confiáveis disponíveis sobre a população em estudo. 
O levantamento dos dados essenciais para a realização deste estudo populacional foi 
conduzido por meio das principais fontes de informações neste campo, com destaque para 
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa abordagem assegura uma 
base sólida e atualizada para a projeção, incorporando dados confiáveis que são essenciais 
para a precisão e utilidade do planejamento futuro. 
5.1.1. Dados históricos 
A análise do crescimento populacional dos municípios constituintes do Plano Regional 
foi conduzida com base nos dados demográficos dos anos de 2010 e 2022. A abordagem 
adotada consistiu em projetar a tendência de crescimento a partir da análise histórica, 
ajustando uma curva que melhor se alinha aos pontos de dados disponíveis. 
O Quadro 85 apresenta o histórico populacional do Rio Grande do Sul e dos municípios 
constituintes do Plano Regional de acordo com os últimos Censos. 
Quadro 85 
– Histórico populacional. 
Abrangência Estado do Rio 
Grande do Sul 
Taxa de Crescimento 
do Estado 
População total do 
Plano Regional 
Taxa de Crescimento 
dos municípios 
atendidos pela 
CORSAN 
1970 6.664.841 - 4.932.474 
- 
1980 7.773.849 16,6% 5.550.166 12,5% 
1991 9.138.670 17,6% 6.295.504 13,4% 
2000 10.187.842 11,5% 6.761.019 7,4% 
2010 10.693.929 5,0% 7.067.862 4,5% 
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Abrangência Estado do Rio 
Grande do Sul 
Taxa de Crescimento 
do Estado 
População total do 
Plano Regional 
Taxa de Crescimento 
dos municípios 
atendidos pela 
CORSAN 
2022 10.882.965 1,8% 7.319.856 3,6% 
Fonte: Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) 
– Tabela 202 (2024). 
Ao observar o Quadro 85, é evidente que a taxa de crescimento populacional dos 
municípios que compõem o Plano Regional seguiu a tendência do estado do Rio Grande 
do Sul. 
A análise detalhada dessas tendências são cruciais para orientar políticas públicas, 
investimentos e iniciativas de desenvolvimento, contribuindo assim para um crescimento 
sustentável e bem administrado dos municípios. 
5.1.2. Método utilizado para projeções populacionais 
O BGE tem a responsabilidade de publicar, até 31 de agosto de cada ano, as estimativas 
populacionais para estados e municípios. Essas estimativas são de extrema importância, 
pois servem de base para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados e Distrito 
Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mecanismos 
fundamentais na política fiscal brasileira, que redistribuem receitas tributárias para 
promover o equilíbrio socioeconômico entre as diferentes regiões do país
As estimativas populacionais são calculadas utilizando o método matemático AiBi, um 
modelo que se baseia na análise de tendências de crescimento populacional de um 
determinado município entre dois períodos de tempo distintos consecutivos. Este método 
também leva em consideração a tendência de crescimento de uma área geográfica 
 ierarquicamente superior, como o estado ou a Unidade da Federação (UF) em que o 
município está inserido. As UFs são projetadas pelo método das componentes 
demográficas, que inclui variáveis como natalidade, mortalidade e migração.
Segundo a nota metodológica n. 01 do BGE, a população estimada de uma Unidade da 
Federação em um dado momento 
𝑡 representada como 𝑃(𝑡). Essa população é dividida 
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em 
𝑛 áreas menores, geralmente municípios, onde a população de cada área 
𝑖 no tempo 
𝑡
é denotada por 𝑃𝑖(𝑡)
.
A soma das populações dessas áreas menores deve igualar a população total da Unidade 
da Federação:
𝑃𝑖 (𝑡); 𝑖 = 1,2,3. . . 𝑛 
𝑃 
(
𝑡
) = ∑ 𝑃𝑖
 (𝑡)
𝑛
𝑖=1
O método AiBi parte da hipótese de que a população de uma área menor
𝑖 em um tempo 
𝑡 pode ser expressa como uma função linear da população da área maior (a Unidade da 
Federação), ajustada por dois coeficientes: a
𝑖 e 𝑏𝑖. A equação para a população projetada 
𝑃𝑖(𝑡) de uma área 
𝑖 é dada por: 
𝑃𝑖 (𝑡) = 𝑎𝑖 𝑃(𝑡) + 𝑏𝑖
Onde: ▪
a
𝑖 é o coeficiente de proporcionalidade do incremento da população da área menor 
𝑖 em relação ao incremento da população da área maior;
▪
b
𝑖 é o coeficiente linear de correção, que ajusta as diferenças específicas de 
crescimento entre as áreas menores e a área maior.
Os coeficientes a
𝑖 e b
𝑖 foram determinados a partir de dados coletados entre os dois 
últimos censos demográficos. Para definir esses coeficientes, o método utiliza as 
populações registradas nos censos nos tempos t0 e t1. A partir da resolução de um sistema 
de equações baseado nos valores populacionais dos censos, obtém-se:
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𝑎𝑖 = 
𝑃𝑖 (𝑡1) – 𝑃𝑖 (𝑡0)
𝑃 (𝑡1) – 𝑃 (𝑡0) 
𝑏𝑖 = 𝑃𝑖 (𝑡0) – 𝑎𝑖 𝑃 (𝑡0)
O princípio subjacente ao método AiBi é que as populações dos domínios menores, como 
os municípios, constituem uma função linear da população do domínio maior, como o 
estado ou a Unidade da Federação. No entanto, uma das desvantagens do método é a 
possibilidade de gerar estimativas de população negativa para algumas áreas. sso pode 
ocorrer em regiões onde o coeficiente 𝑎𝑖 assume um valor extremamente baixo ou 
negativo, indicando uma tendência de declínio populacional em relação ao crescimento 
da área maior.
Para mitigar esse problema, alternativas metodológicas podem ser empregadas. Uma 
solução proposta por Frias (1987) envolve a separação das áreas com taxas de crescimento 
positivas e negativas, permitindo um ajuste mais preciso das estimativas. Outra 
abordagem é o uso de correções manuais para evitar populações negativas, garantindo a 
consistência e a plausibilidade das projeções.
5.1.3. Projeção das populações flutuantes 
No contexto do estado do Rio Grande do Sul, é possível identificar um conjunto de 
municípios, especialmente aqueles situados na região litorânea, que sofre com uma 
grande flutuação da população, sazonalmente.
Durante os meses de verão, e mais especificamente as semanas de festas de final de ano 
e do Carnaval, á a ocupação dos imóveis vagos ou construídos para este fim específico, 
de turismo de veraneio.
É importante que as estruturas dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento 
sanitário suportem as vazões das populações sazonais.
Outros municípios, como a Região da Serra também são impactados por sazonalidades, 
em proporções diferentes.
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Além da própria dificuldade de elaboração de uma projeção populacional, a projeção da 
população flutuante passa por um outro conjunto de variáveis do mercado turístico, do 
clima, renda, etc.
Desta forma, utilizando a informação de domicílios de ocupação ocasional e a taxa de 
 abitantes por domicílio do município (informações estas obtidas nos dados divulgados 
no Censo 2022 publicado pelo BGE), com esta taxa ajustada conforme o acréscimo 
populacional, calculamos a projeção da população flutuante.
5.1.4. Projeções populacionais adotadas 
Após a aplicação da metodologia supracitada, foram definidas as projeções populacionais 
totais, urbana e rural, apresentadas no ANEXO I 
– PROJEÇÃO POPULACIONAL. 
5.2. Universalização dos serviços 
Neste item serão apresentados os objetivos, metas e indicadores para a universalização 
dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, para os 317 municípios 
atendidos pela CORSAN. 
5.2.1. Objetivos, metas e indicadores 
O Plano Regional do Rio Grande do Sul visa criar um quadro coerente de ações e 
investimentos que, ao longo do tempo, conduzam à universalização dos serviços de 
saneamento, melhorando a saúde e a qualidade de vida da população e assegurando a 
sustentabilidade ambiental e econômica das operações. 
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Desta forma foram definidos os seguintes objetivos específicos, para os sistemas de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário: ▪ Melhorias e expansão dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário, a fim de garantir a universalização ao acesso a água potável e cobertura 
do esgotamento sanitário, nos 317 municípios que compõem este plano; 
▪ Garantir o acesso de qualidade aos serviços de abastecimento de água. 
Para atingir os objetivos estabelecidos, tem-se as seguintes metas: ▪ Universalização: alcançar a meta de 99% de cobertura de água e 90% de cobertura 
de esgoto, até 2033, conforme a Lei Federal nº 14.026/2020, mantendo esta 
cobertura até 2062. 
Para garantir o acompanhamento eficaz das metas estabelecidas no Plano Regional do 
Rio Grande do Sul, é fundamental a utilização de indicadores de desempenho. Esses 
indicadores proporcionarão uma avaliação contínua e objetiva do progresso em direção 
aos objetivos definidos, permitindo ajustes necessários ao longo do processo. 
Por meio da medição sistemática da cobertura dos sistemas, será possível monitorar a 
eficiência e a eficácia das ações implementadas. É relevante destacar que os indicadores 
apresentados estão em conformidade com aqueles previstos nos contratos de concessão 
de serviço público assinados por cada município. 
A seguir, serão apresentados os principais indicadores a serem acompanhados. 
5.2.1.1. Metodologia de cálculo 
A metodologia de cálculo das metas de universalização dos serviços de abastecimento de 
água e esgotamento sanitário é fundamental para garantir que os objetivos de cobertura e 
eficiência sejam alcançados de maneira precisa e sustentável. Este item tem como 
propósito detal ar os critérios e procedimentos utilizados para determinar as metas de 
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universalização, assegurando que todas as áreas de prestação dos serviços sejam 
devidamente atendidas. 
A abordagem considera as características específicas de cada região, incluindo a exclusão 
de imóveis localizados em áreas irregulares ou com baixa densidade populacional, e leva 
em conta tanto as economias factíveis quanto as soluções individuais de coleta e 
tratamento de esgoto sanitário. Através desta metodologia, busca
-se promover a 
transparência e a eficácia no planejamento e na execução das ações necessárias para a 
universalização dos serviços de saneamento básico.
A metodologia leva em consideração, portanto, os seguintes tópicos: ▪ Área de prestação dos serviços; ▪ A exclusão dos imóveis localizados em áreas irregulares e imóveis localizados em 
áreas cuja densidade seja abaixo de 1 (uma) ligação para cada 20m (vinte metros) 
de rede; 
▪ Economias factíveis são as unidades consumidoras ou domicílios com 
disponibilidade para serem conectados às redes públicas de abastecimento de água 
e esgotamento sanitário. 
▪ Soluções individuais de coleta e tratamento de esgoto sanitário existentes na área 
de prestação dos serviços. 
5.2.1.2. Nível de universalização dos serviços de água 
Acompanha a cobertura dos serviços de abastecimento de água para cada município, 
aplicando o NUA, seguindo a fórmula: 
𝑁𝑈𝐴 = 
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 Á𝑔𝑢𝑎
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais de água: número de economias residenciais que 
possuem acesso aos serviços de abastecimento de água, na área da prestação dos 
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serviços, incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a 
partir dos cadastros comercial e operacional da Concessionária; 
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade 
técnica para serem conectados à rede de abastecimento de água na Área de 
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios 
estimados pelo IBGE. 
Quadro 86 
– Menor Meta de cobertura de água por faixa populacional.
Faixa populacional 2030 2033 
< 5.000 ≥ 81% 99% 
5.000 a 20.000 ≥ 60% 99% 
20.000 a 75.000 ≥ 66% 99% 
> 75.000 99% 99% 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
5.2.1.3. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário 
Acompanha a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário para cada município, 
aplicando o NUE, seguindo a fórmula: 
𝑁𝑈𝐸 = 
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais esgoto: número de economias residenciais que possuem 
acesso aos serviços de esgotamento sanitário na Área de Prestação dos Serviços, 
incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a partir dos 
cadastros comercial e operacional da Concessionária; 
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade 
técnica para serem conectados à rede de esgotamento sanitário na Área de 
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Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios 
estimados pelo IBGE e não deverá incluir domicílios em soleira baixa ou qualquer 
outra impossibilidade técnica de conexão. 
Quadro 87 
– Metas de cobertura de esgoto por faixa populacional. 
Faixa populacional 2030 2033 
< 5.000 ≥ 35% 90% 
5.000 a 20.000 ≥ 35% 90% 
20.000 a 75.000 ≥ 35% 90% 
> 75.000 ≥ 45% 90% 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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6. SOLUÇÕES TÉCNICAS 
No processo de planejamento e desenvolvimento das soluções técnicas para a área de 
saneamento ocorre a influência de variados aspectos técnicos, como por exemplo, aqueles 
relacionados as características populacionais de um município, e que ditam a escolha das 
alternativas de soluções técnicas em saneamento por variadas temáticas, como em gestão 
e em infraestrutura. E além dos aspectos técnicos, a elaboração das soluções técnicas 
também sofrem influência por outras condicionantes, sejam culturais, socioeconômicas, 
ambientais e demográficas etc. 
Em relação a adequação ao contexto cultural, tem-se que é adequado o respeito ao 
princípio da aceitabilidade, pelo reconhecimento das especificidades das comunidades e 
do local em que estão inseridas. Por outro lado, os aspectos socioeconômicos devem 
considerar a acessibilidade financeira, garantindo que os custos sejam compatíveis com a 
capacidade de pagamento da população. 
Os aspectos ambientais, como a disponibilidade de recursos hídricos, o relevo, a 
profundidade do lençol freático, os tipos de solo, a vegetação e o clima, também 
influenciam o processo de elaboração de soluções técnicas. Além disso, as condicionantes 
demográficas, como a escala e a densidade populacional, influenciam as escolhas por 
alternativas que sejam coletivizadas ou individuais. 
O processo do planejamento até a implantação das soluções técnicas de saneamento 
envolve diversas decisões que possuem múltiplas implicações, sejam elas econômicas, 
sociais, políticas, operacionais, financeiras e ambientais, no qual fazem com que 
dificilmente exista apenas uma alternativa para solucionar um determinado problema. 
Com isso, a solução ideal será ditada pela alternativa mais adequada à realidade local, e 
que será também influenciada por questões econômicas, pela segurança e pela inovação. 
Por fim, especificamente sobre os municípios em estudo, é importante salientar que as 
obrigações específicas constantes nos contratos de concessão preponderam diante das 
diretrizes do Plano Regional. 
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6.1. Abastecimento de água 
Em relação ao abastecimento de água, as condicionantes ambientais que influenciam as 
decisões sobre soluções técnicas de abastecimento de água incluem, por exemplo, as 
disponibilidades e as características dos recursos hídricos, e as condições geográficas. 
A disponibilidade de água deve ser analisada quanto à sua qualidade e quantidade, pois, 
os padrões físicos, químicos e biológicos presentes na água bruta determinam a técnica 
de tratamento a ser empregada e, consequentemente, o custo de implantação e operação 
(FUNASA, 2021). 
As águas provenientes de mananciais superficiais possuem mais facilidade na sua 
captação e frequentemente têm sua massa de água renovada. Contudo, elas apresentam 
maiores variações quantitativas e qualitativas ao longo do ano, devido à suscetibilidade a 
variações de precipitação, uso do solo e poluição de origem diversas, como industrial, 
agropecuária ou urbana. E essas variações exigem controles rigorosos nos sistemas de 
tratamento, que podem não atender aos padrões de potabilidade após eventos específicos. 
Durante períodos de estiagem, a vazão de um curso d'água pode diminuir drasticamente, 
exigindo mais recursos para ampliação do sistema de adução ou melhoria do tratamento 
devido à degradação da qualidade da água. Assim, tem-se que os mananciais superficiais 
apresentam maiores riscos e demandam um rigor maior em seu controle. 
Como solução técnica, e em havendo necessidade de forma a garantir a disponibilidade 
de água necessária para o sistema deverão ser propostas construções de barragens, 
estratégia fundamental para garantir a segurança hídrica em grandes sistemas de 
abastecimento público. Diante do risco de estiagens prolongadas, essas estruturas 
permitem o armazenamento de água, criando reservas para suprir demandas no momento 
de escassez, além de conseguir regular vazão dos cursos d’água e evitar intermitência no 
fornecimento, garantindo fluxo contínuo de água para tratamento e distribuição 
Em contrapartida, os mananciais subterrâneos geralmente apresentam menor variação na 
quantidade de água disponível ao longo do ano, tendo exceção nas situações em que 
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ocorre uma explotação inadequada (e que supera a taxa de recarga do aquífero), podendo 
resultar em rebaixamento do nível da água, acomodações, sismos ou até no afundamento 
do terreno. 
Além disso, a qualidade da água desses mananciais é influenciada por múltiplos fatores, 
como a composição da água que infiltra no solo, a dissolução das rochas atravessadas e 
pelo tempo de permanência no aquífero. E embora sejam protegidas por ocorrerem no 
subsolo, essas águas não estão isentas de poluição e contaminação, e sua recuperação 
ambiental é mais lenta em comparação com as águas superficiais devido à menor troca 
de massa. 
Em relação ao tratamento de água, as soluções de tratamento de água devem estar 
alinhadas com a Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, que trata dos 
procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu 
padrão de potabilidade, e com a Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005, 
que estabelece a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para seu 
enquadramento. Além disso, a tecnologia de tratamento a ser implementada depende do 
tipo de manancial de água bruta escolhido e da qualidade da sua água (CONAMA, 2005, 
MS, 2021). 
No processo de desinfecção, exigido para toda água fornecida coletivamente, as águas de 
mananciais superficiais devem passar por filtração. E nas soluções coletivas também se 
adota as etapas de fluoretação e a correção de pH antes da sua distribuição no sistema de 
abastecimento de água. 
Conforme citado anteriormente, diversas condições afetam o planejamento, elaboração e 
a escolha das alternativas mais adequadas a cada realidade. Por exemplo, a condições 
geográficas afetam diretamente os custos de implantação e as despesas de operação e 
manutenção. 
As condicionantes demográficas também influenciam a escolha da tecnologia a ser 
utilizada, já que as soluções coletivas são indicadas para áreas com alta densidade 
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292
populacional, enquanto as soluções individuais são destinadas a localidades com baixa 
densidade populacional ou em domicílios com maior dispersão geográfica. 
Em regiões com alta densidade populacional são necessários materiais mais robustos para 
operar as altas vazões e estudos detalhados para evitar variações de pressões na rede. E 
geralmente, mananciais subterrâneos não conseguem suprir a demanda de áreas 
populosas, exigindo a captação de múltiplos mananciais, no que pode existir um sistema 
que combine diferentes captações, sejam subterrâneas e superficiais. 
E quando possível, o aproveitamento de sistemas já utilizados pode facilitar a 
manutenção, operação e proporcionar uma economia financeira. 
Os sistemas de abastecimento de água podem ser classificados, de acordo com as 
instalações e o ente responsável, em três distintas categorias, conforme a resolução do 
Ministério da Saúde (MS, 2021): ▪ Sistema de Abastecimento de Água para Consumo Humano (SAA): Consiste 
em instalações que incluem obras civis, materiais e equipamentos, desde a 
captação até as ligações prediais, para produzir e fornecer água potável por meio 
de uma rede de distribuição. Com a responsabilidade pelo SAA sendo municipal 
e podendo ser prestado diretamente pelo ente governamental ou concedido a outra 
empresa pública ou privada; 
▪ Solução Alternativa Coletiva de Abastecimento de Água para Consumo 
Humano (SAC): Consiste em modalidades coletivas diferentes do sistema 
tradicional, caracterizadas pela ausência de rede de distribuição; 
▪ Solução Alternativa Individual de Abastecimento de Água para Consumo 
Humano (SAI): Destinada ao atendimento de residências unifamiliares, com 
captação de água de mananciais superficiais, subterrâneos ou precipitações (MS, 
2021). 
Dentre as tecnologias existentes para o tratamento da água de abastecimento, existem 
diversos processos e operações responsáveis por tornar a água bruta adequada ao 
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293
consumo humano. E estes processos se dividem em duas etapas principais: a clarificação 
e a desinfecção. ▪ Clarificação: Esta etapa envolve a remoção de sólidos em suspensão, coloidais 
ou dissolvidos, e pode ser aplicada de duas diferentes formas: • Sem coagulação química: utiliza-se principalmente a filtração lenta, 
frequentemente precedida por unidades de pré-tratamento, como pré￾filtro de pedregulho e filtros dinâmicos. 
• Com coagulação química: utiliza-se principalmente a filtração direta 
e o tratamento convencional, que incluem etapas de mistura rápida, 
floculação, decantação ou flotação, e filtração. 
▪ Desinfecção: Esta etapa consiste na inativação de micro-organismos patogênicos 
através de processos físicos (calor, luz ultravioleta ou gama etc.) ou químicos 
(cloro, cal, ozônio etc.). Além disso, a Portaria GM/MS nº 888/2021 exige que 
todos os sistemas coletivos de abastecimento tenham processos de desinfecção ou 
adição de desinfetantes para manter níveis residuais mínimos. 
Complementarmente, a água de mananciais superficiais deve passar por filtração 
antes da distribuição, e a fluoretação também é obrigatória para todos os SAA, 
conforme a Lei Federal nº 6.050/1974 e o Decreto Federal nº 76.872/1975 
(BRASIL, 1974, 1975); 
▪ Correção de pH: Esta etapa é necessária para evitar a incrustação de sólidos (em 
meio básico) ou corrosão (em meio ácido) nas tubulações, minimizando a 
necessidade de manutenção. 
O tratamento convencional, é predominantemente utilizado quando a água bruta provém 
de mananciais superficiais ou mistos, em soluções coletivas. Já a desinfecção simples é 
comumente utilizada nos mananciais subterrâneos, e em soluções individuais. A 
desinfecção simples pode ser realizada com cloro, fervura ou desinfecção solar 
(FUNASA, 2021). 
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294
Além disso, quando a água provém de aquíferos livres, recomenda-se a filtração lenta 
domiciliar antes da desinfecção. E em casos de água com alta salinidade, a dessalinização 
deve preceder a desinfecção. 
Para definir a rota tecnológica mais adequada, utiliza-se o Quadro 88, que considera o 
tipo de manancial, a presença de elementos químicos relevantes, e a área disponível para 
implantação. 
Além disso, a escolha da solução deve levar em conta aspectos técnicos, locacionais, 
modulares e materiais. Paralelamente, é fundamental avaliar os fatores ambientais, 
econômicos e a eficiência do processo, com o objetivo de reduzir os custos operacionais 
(OPEX) ao longo da vida útil do sistema. 
O Quadro 89 apresenta algumas alternativas de tratamento de água para soluções 
individuais de abastecimento.
O planejamento para garantir o cumprimento das metas propostas neste Plano deverá 
considerar as técnicas disponíveis e ser o mais adequado ambiental, técnica e 
economicamente, atendendo os requisitos legais existentes, focando, portanto, na 
manutenção e implantação de sistemas coletivos, eventualmente atendendo de forma 
integrada mais de um município e eventualmente eliminando, através de processos de 
tamponamento, os sistemas alternativos sejam aqueles coletivos ou os individuais, em 
especial aqueles que não possuírem outorga do órgão competente, de forma garantir a 
qualidade da água abastecida. Também deverá garantir a segurança hídrica, seja através 
da ampliação dos pontos de captação seja através de reservações de água bruta, barragens.
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Quadro 88 
– Alternativas tecnológicas para o tratamento de água de soluções coletivas.
Manancial (tipo) Há alguma interferência de algum elemento 
químico relevante? Tipos de Tratamentos 
Subterrâneo (poço) 
Sim 
FQ + Filtração Direta 
Filtração em margem + FQ + Filtração Direta 
Não 
Filtração Direta (módulos de concreto) 
Filtração Direta (módulos pré-fabricados) 
Filtração Direta (módulos compactos) 
Somente desinfecção (exclusão da ETA) 
Superficial (curso d'água) 
Sim 
FQ + Ciclo Completo (módulos de concreto) 
Ciclo Completo (módulos de concreto) 
Ciclo Completo (módulos compactos) 
Ciclo Completo (módulos pré-fabricados) 
FQ + Ciclo Completo (módulos compactos) 
FQ + Flotação + Filtração 
FQ + Ciclo Completo (módulos pré-fabricados) 
Não 
Filtração Direta (módulos de concreto) 
Filtração Direta (módulos pré-fabricados) 
Ciclo Completo (módulos de concreto) 
FQ + Ciclo Completo (módulos de concreto) 
Ciclo Completo (módulos pré-fabricados) 
Superficial (reservatório) Sim 
Ciclo Completo (módulos de concreto) 
FQ + Ciclo Completo (módulos de concreto) 
FQ + Ciclo Completo (módulos compactos) 
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296
Manancial (tipo) Há alguma interferência de algum elemento 
químico relevante? Tipos de Tratamentos 
FQ + Flotação + Filtração 
Ciclo Completo (módulos pré-fabricados) 
FQ + Ciclo Completo (módulos pré-fabricados) 
Não 
Filtração Direta (módulos de concreto) 
Filtração Direta (módulos pré-fabricados) 
Ciclo Completo (módulos de concreto) 
FQ + Ciclo Completo (módulos de concreto) 
Ciclo Completo (módulos pré-fabricados) 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Quadro 89 
– Exemplos de etapas de tratamento de água de soluções individuais de abastecimento de água. 
Manancial (tipo) Água (tipo) Tratamento Inicial 1ª Etapa 2ª Etapa
Manancial Superficial
Doce 
Filtração em margem Desinfecção - 
Filtração lenta domiciliar Desinfecção - 
Convencional por batelada11 Filtração lenta domiciliar Desinfecção 
Salobra Pré-tratamento Dessalinização solar Desinfecção 
Subterrâneo (Aquífero Confinado)
Doce Desinfecção - - 
Salobra Pré-tratamento Dessalinização solar Desinfecção 
Subterrâneo (Aquífero Livre) Doce 
Filtração lenta domiciliar Desinfecção - 
Desinfecção - - 
11 Tratamento convencional é composto de coagulação - floculação - decantação (ou flotação) 
– filtração.
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Manancial (tipo) Água (tipo) Tratamento Inicial 1ª Etapa 2ª Etapa
Salobra Pré-tratamento Dessalinização solar Desinfecção 
Água Pluvial Doce Filtração lenta domiciliar Desinfecção - 
Fonte: PNSR (2019) 
– Adaptado (2024).
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6.2. Esgotamento sanitário 
As soluções técnicas de esgotamento sanitário desempenham um papel crucial na 
promoção da saúde pública e na proteção do meio ambiente. Além disso, a eficácia dessas 
soluções depende da capacidade de coletar, transportar e tratar o esgoto de maneira 
eficiente, assegurando a disposição final adequada. A adequação da disposição final pode 
se dar pelo lançamento controlado do esgoto devidamente tratado no meio ambiente ou a 
produção de água de reuso, sendo ambos objetivos fundamentais para a sustentabilidade 
ambiental. 
As soluções técnicas de esgotamento sanitário podem ser classificadas como coletivas ou 
individuais, com cada uma com suas vantagens e desvantagens. 
As soluções coletivas são geralmente preferidas em áreas urbanas densamente povoadas, 
envolvendo a coleta do esgoto de uma comunidade com o respectivo transporte para uma 
estação central de tratamento. Além disso, uma das principais vantagens das soluções 
coletivas é a economia de escala, o que torna o tratamento do esgoto mais eficiente em 
termos de custo e operação. No entanto, essas soluções exigem infraestrutura extensiva e 
um planejamento urbano robusto para garantir que todas as áreas sejam atendidas 
adequadamente. Dentro das soluções coletivas, tem-se duas subcategorias: ▪ Sistema Separador Absoluto: Esse tipo de sistema é onde o esgoto sanitário e as 
águas pluviais são coletados e transportados separadamente cada um em uma rede 
coletora independente e projetada para as características específicas do líquido 
(esgoto sanitário ou esgoto pluvial) a ser transportado; 
▪ Sistema Unitário: Esse tipo de sistema também é conhecido como combinado ou 
misto, caracterizado quando o esgoto sanitário e as águas pluviais são coletados e 
transportados pela mesma rede. Neste caso, a tubulação deve ser projetada para 
atender a demandas diferentes em dias com e sem chuva, sempre contabilizando 
o somatório de características dos dois tipos de esgoto. 
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299
Em contrapartida, as soluções individuais são mais comuns em áreas rurais e de baixa 
densidade demográfica, onde a implantação de redes coletoras seria economicamente 
desvantajosa. 
Essas soluções tratam o esgoto no local de geração, o que pode ser mais adequado para 
regiões com habitações dispersas. Além disso, em áreas rurais, o compartilhamento de 
uma solução individual entre várias unidades habitacionais pode ser uma opção viável 
para reduzir os custos e os esforços de manutenção. No entanto, a eficácia dos sistemas 
individuais depende da responsabilidade individual pela operação e manutenção, o que 
pode variar significativamente. 
A escolha entre sistemas coletivos e individuais é fortemente influenciada pelo porte 
populacional e a densidade demográfica da área em questão, pois uma maior densidade 
populacional leva a um alto volume de esgoto a ser tratado, havendo, portanto, a 
necessidade de soluções coletivas devido à necessidade de alta eficiência dos processos. 
Em contrapartida, em áreas com baixa densidade demográfica, a capacidade de 
autodepuração do ambiente, favorece a escolha por soluções individuais. No entanto, a 
presença de uma comunidade rural próxima a um centro urbano pode justificar a 
utilização de um sistema coletivo, onde se aproveitaria a infraestrutura já existente. 
As condicionantes ambientais são cruciais na escolha das tecnologias de tratamento de 
esgoto. Para sistemas coletivos que lançam efluentes em corpos d'água, é imperativo 
seguir as regulamentações estabelecidas pelas Resoluções CONAMA nº 357/2005 e nº 
430/2011, além do arcabouço legal disposto pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente 
(CONSEMA/RS), como a Resolução CONSEMA nº 355/2017, que estabelece critérios a 
serem observados para definição do ponto de lançamento do efluente de uma estação de 
tratamento de esgoto. 
Neste caso, o estudo do ponto de lançamento mais adequado pode levar a necessidade de 
busca de um corpo receptor fora do limite territorial de um município indicando a 
possibilidade de trabalho em um Sistema Integrado de Esgoto, situação em que dois ou 
mais municípios possuem um único sistema de coleta de esgoto que se conecta em algum 
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300
ponto e o esgoto é levado para uma única estação de tratamento de esgoto que estará 
localizada em um dos municípios do conjunto. 
Além disso, essas normas garantem que a qualidade da água dos corpos receptores não 
seja significantemente comprometida, mantendo a capacidade de autodepuração e 
protegendo a saúde ambiental. 
Em relação às soluções individuais, a decisão sobre as tecnologias a serem adotadas deve 
considerar a disponibilidade hídrica para veiculação das excretas e as características do 
solo, como permeabilidade e profundidade do lençol freático. Além disso, as tecnologias 
que envolvem a infiltração de efluentes no solo devem garantir uma distância mínima de 
1,5 metro entre o ponto de infiltração e o nível d'água do lençol freático para prevenir a 
contaminação da água subterrânea, situações que podem trazer uma inviabilidade técnica 
para esta opção. 
A escolha entre as alternativas de soluções técnicas de esgotamento sanitário que sejam 
do tipo coletivo ou individual é complexa e deve ser baseada em uma análise detalhada 
das condições demográficas e ambientais locais. Assim como, a decisão deve considerar 
não apenas o custo de implantação, mas também a gestão, manutenção e impacto 
ambiental. Além disso, uma abordagem equilibrada e bem-informada é essencial para 
garantir a eficácia e a sustentabilidade das soluções de esgotamento sanitário, 
promovendo a saúde pública e a proteção ambiental de maneira integrada. 
Motivos pelos quais, este Plano Regional estabelece como premissa a ser adotada nos 
estudos de concepção e nos projetos executivos a utilização prioritária de Sistemas 
Coletivos, com a utilização de Sistema Separador Absoluto e, em havendo necessidade, 
os Sistemas Integrados de Esgoto, cotejando o planejamento por bacias hidrográficas, de 
modo a apresentar a melhor alternativa técnica e ambiental para o esgotamento. 
Como soluções provisórias e excepcionais, poderão ser utilizadas as demais soluções, 
Sistemas Individuais e Sistemas Coletivos com utilização de redes por Sistema Unitário, 
a critério da Concessionária, em determinadas condições a serem analisadas 
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301
especificadamente nos estudos de concepção do sistema de esgotamento sanitário do 
município. 
Em relação ao tratamento do esgoto coletado, há diversos processos que podem ser 
utilizados e que variam em níveis de eficiência na remoção de poluentes. Não há um 
processo universalmente aplicável, sendo necessário equilibrar critérios técnicos, 
econômicos, sociais e ambientais para escolher o método mais adequado. 
Para a implementação e operação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) 
sustentáveis, é fundamental realizar uma integração ao contexto socioeconômico local, 
minimizar o uso de energia e de insumos externos, reduzir ou eliminar a produção de 
rejeitos, e recuperar subprodutos do processo de tratamento, como lodo e biogás. 
Os subprodutos sólidos (lodo) e gasosos (biogás) gerados no tratamento de esgoto têm 
elevado potencial de aproveitamento, mas geralmente são destinados a aterros sanitários 
ou incineração, na qual são práticas não ideais, do ponto de vista ambiental. Ademais, a 
reutilização de água não potável de ETEs, especialmente em situações de escassez 
hídrica, pode complementar a matriz hídrica para atividades que não requerem água 
potável. Contudo, as práticas de aproveitamento energético do biogás e o uso benéfico do 
lodo ainda são incomuns e desarticuladas no contexto brasileiro (NUVOLARI, 2021). 
A gestão das soluções coletivas para esgotamento sanitário deve considerar aspectos de 
operação e manutenção da infraestrutura e suas interfaces com os usuários, além da 
necessidade de sistemas de informação consolidados. 
Em contrapartida, nas soluções individuais, além de tanques sépticos, podem ser adotadas 
também outras tecnologias como tanques de evapotranspiração, wetlands, fossas 
absorventes e círculos de bananeira, dependendo da disponibilidade hídrica e da 
profundidade do lençol freático (PAVAN, BAKR, 2015; CARNEIRO, 2018). 
O biogás, rico em metano (CH4), possui alto poder calorífico e pode ser utilizado para 
geração de energia elétrica ou térmica, contribuindo para a diversificação da matriz 
energética brasileira e agregando benefícios financeiros, ambientais e sociais. Ademais, 
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a recuperação energética e a destruição do metano presente no biogás são incentivadas 
como parte de planos de redução das emissões de gases de efeito estufa (HERZOG, 
FREITAS, WIEDMAN, 2022; IPCC, 2014). 
O lodo é um subproduto orgânico rico em nutrientes como nitrogênio e fósforo, e pode 
ser utilizado em solos agrícolas ou na recuperação de áreas degradadas, conforme 
definido pela Resolução CONAMA nº 498, de 19 de agosto de 2020. Esta prática alinha￾se aos princípios de reutilização e reaproveitamento de resíduos, promovendo uma 
destinação ambientalmente adequada (CONAMA, 2020). 
A seleção de tecnologias apropriadas e a integração ao contexto socioeconômico local 
são cruciais para o sucesso dos sistemas de tratamento e aproveitamento de esgoto. A 
participação ativa da população, e, o apoio técnico e regulador do poder público são 
fundamentais para a implementação e operação eficaz dessas soluções técnicas de 
esgotamento sanitário (PAVAN, BAKR, 2005). 
Em resumo, o Quadro 90 apresenta as faixas de eficiência para diferentes tipos de 
tratamento, onde cada etapa deve atender às eficiências recomendadas pela literatura 
técnica, visando alcançar os mínimos exigidos pela legislação vigente (Resolução 
CONSEMA nº 355/2017). Os parâmetros incluem a remoção de matéria carbonácea, 
coliformes termotolerantes e nutrientes (nitrogênio e fósforo). Para isso, é essencial 
estimar a vazão e determinar a eficiência de tratamento necessária. 
Paralelamente, o Quadro 91 destaca as rotas tecnológicas para o tratamento de esgoto 
em soluções coletivas. Já o Quadro 92 apresenta alternativas de tratamento para soluções 
individuais de esgotamento sanitário 
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Quadro 90 
– Faixas de eficiências por tipo de tratamento. 
Características típicas 
Tipos de tratamento 
Lagoas Lodos ativados Filtros Biológicos UASB Fossa- filtro MBBR IFAS Lodos ativados granulares 
Eficiências na 
remoção (%) 
DBO5 70
-90 85
-98 80
-93 60
-80 50
-70 85
-98 85
-98 90
-98
N 30
-50 15
-40 30
-40 10
-25 10
-25 25
-40 25
-40 30
-40
P 20
-60 10
-45 30
-45 10
-20 10
-20 25
-45 25
-45 30
-45
Coliformes 60
-99 60
-90 60
-90 60
-90 60
-90 60
-90 60
-90 60
-90
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Quadro 91 
– Exemplos de etapas de tratamento de esgoto de soluções coletivas de esgotamento sanitário. 
Tratamento Preliminar 
(TPR) 
Tratamento Primário 
(TP) Tratamento Secundário (SC) Tratamento Terciário (TT) Polimento Desinfecção Reuso 
Gradeamento manual + Calha 
Parshall + Desarenador 
Físico-Químico + 
Decantador primário Lodos ativados convencional Físico- Químico Wetlands (zona de 
raízes) Ultravioleta Ultrafiltração 
Gradeamento mecanizado + 
Calha Parshall + Desarenador 
Físico-Químico + 
Flotador 
Lodos ativados aeração 
prolongada 
Físico- Químico + Decantador 
Terciário Vala de infiltração Peróxido Microfiltração 
Gradeamento mecanizado + 
Desarenador + Calha Parshall UASB Filtro Aerado Submerso Físico- Químico + Flotador Filtro de pedra Hipoclorito de sódio MBR 
EBE Preliminar + Calha 
Parshall Tanque séptico Filtro Biológico Percolador Filtro Biológico Percolador Lagoa de polimento Ácido Peracético 
Gradeamento mecanizado + 
Desarenador Lagoa anaeróbia MBBR MBR Ozônio 
Biodisco IFAS Lagoas de Maturação 
MBR 
MBBR 2 estágios 
MBBR/IFAS 
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Tratamento Preliminar 
(TPR) 
Tratamento Primário 
(TP) Tratamento Secundário (SC) Tratamento Terciário (TT) Polimento Desinfecção Reuso 
Lagoa facultativa 
Lagoa Aerada Facultativa 
Lagoa Aerada Mistura 
Completa 
Lodos ativados por batelada 
Lodos ativados de alta taxa 
Lodos ativados granular 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Quadro 92 
– Exemplos de etapas tratamento de esgoto de soluções individuais de esgotamento sanitário. 
Situação Compartimento 1ª Etapa 2ª Etapa 3ª Etapa 4ª Etapa
Sem Disponibilidade Hídrica
Lençol Profundo 
Excretas Fossa Seca - - 
Águas Cinzas 
Círculo de Bananeira - - 
Wetland Fertirrigação Subsuperficial 
ou Corpo d'água 
- 
- 
Lençol Raso 
Excretas Fossa Seca12 Higienização13 Uso Agrícola 
ou Aterramento 
Águas Cinzas 
Círculo de Bananeira - - 
Wetland Fertirrigação Subsuperficial 
ou Corpo d'água 
- 
- 
Com Disponibilidade Hídrica Lençol Profundo Águas Fecais Tanque séptico 
Unidade de Gerenciamento de Lodo - 
Vala de Infiltração - 
12 Opções impermeabilizadas: fossa de fermentação, fossa de compostagem Cynamon, fossa geminada, ou similares. 
13 Recomenda-se a caleação ou compostagem como técnica de higienização do lodo.
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305
Situação Compartimento 1ª Etapa 2ª Etapa 3ª Etapa 4ª Etapa
Sumidouro - 
Wetland 
Fertirrigação Subsuperficial 
ou Corpo d'água Filtro Anaeróbio 
Filtro de Areia 
Fossa Absorvente - - 
Águas Cinzas 
Círculo de Bananeira - - 
Wetland Fertirrigação Subsuperficial 
ou Corpo d'água 
- 
- 
Lençol Raso 
Águas Fecais 
Tanque de Evapotranspiração - - 
Tanque Séptico 
Unidade de Gerenciamento de Lodo - 
Wetland 
Filtro Anaeróbio Corpo d'água 
Filtro de Areia 
Águas Cinzas 
Círculo de Bananeira - - 
Wetland Fertirrigação Subsuperficial 
ou Corpo d'água 
- 
- 
Fonte: PNSR (2019) 
– Adaptado (2024). 
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306
7. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES 
Os programas, projetos e ações são essenciais para atingir as metas estabelecidas, que 
devem ser compatíveis com os Planos Plurianuais e outros planos governamentais, 
conforme a Lei Federal nº 14.026/2020. No entanto, a falta de instrumentos municipais 
como o Plano Diretor e a ausência de detalhes sobre os componentes do saneamento 
básico complicam o planejamento. 
Apesar disso, o Plano Regional representa um passo importante para a universalização 
eficiente do saneamento básico regional. A integração dos diversos instrumentos de 
planejamento e a identificação de fontes de financiamento são cruciais para a 
sustentabilidade dessas proposições. A participação da população, através de controle 
social, também é fundamental para o processo de planejamento e ação. 
Para atingir as metas de cobertura, redução de perdas e qualidade nos serviços de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário, é necessário, portanto, um programa de 
investimentos amplo e abrangente. Desta forma, os programas, projetos e ações são 
organizados conforme sua implementação em curto, médio e longo prazo, e divididos por 
componentes do saneamento básico. 
7.1. Premissas e diretrizes 
A definição dos programas, projetos e ações perpassa pelo entendimento de cada 
conceito. De acordo com Galvão Júnior et al. (2010), os programas referem-se ao esboço 
geral de finalidade abrangente, determinando táticas e métodos de maneira estratégica, 
sendo possível concretizar as metas e objetivos. Já os projetos são entendidos como 
elementos de cada programa, podendo ser ou não ligados a outros programas, dentro de 
um mesmo projeto. Por fim, as ações são específicas a cada projeto, tendo foco na 
execução. 
Os programas, projetos e ações aqui definidos, levaram em consideração o diagnóstico 
de todos os 317 municípios operados pela CORSAN. Para isso foram consideradas as 
demandas pelos serviços de saneamento básico, bem como a dinâmica populacional, além 
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307
de outros fatores que poderiam dificultar a universalização dos serviços de abastecimento 
de água e esgotamento sanitário. 
Neste sentido, para alcançar os objetivos e metas de universalização, são propostos 
programas, projetos e ações. 
As medidas a serem implementadas são divididas em estruturais e estruturantes e levam 
em consideração a disponibilidade orçamentária, viabilidade técnica, bem como as 
obrigações específicas constantes nos contratos de concessão. 
Dessa forma, as medidas estruturais dizem respeito às intervenções no ambiente físico, 
sendo fundamentais para assegurar a universalização dos serviços de abastecimento de 
água e esgotamento sanitário. Por outro lado, as medidas estruturantes referem-se a 
aspectos gerenciais, essenciais para o suporte e a eficácia na prestação desses serviços. 
7.2. Abastecimento de água 
7.2.1. Programa, projetos e ações estruturais 
A garantia de um sistema eficiente de abastecimento de água é fundamental para a saúde 
pública e o bem-estar da população. Para atingir esse objetivo, é necessário implementar 
uma série de ações estratégicas e estruturais que assegurem a captação, tratamento, 
armazenamento e distribuição da água de maneira eficaz e sustentável. Essas ações devem 
ser planejadas e executadas de forma integrada, considerando a diversidade de contextos 
regionais e a necessidade de preservar os recursos hídricos. 
A implementação de tecnologias avançadas, a modernização da infraestrutura existente e 
a gestão eficiente dos recursos são pilares essenciais para o sucesso dessas iniciativas. 
O Quadro 94 apresenta a consolidação dos programas e ações para os sistemas de 
abastecimento de água, oferecendo uma visão abrangente das diretrizes propostas. No 
entanto, é fundamental ressaltar que cada município possui suas próprias necessidades, 
sendo as ações ajustadas conforme suas metas contratuais e cronogramas operacionais, 
de modo a assegurar o cumprimento dos objetivos e a implementação das melhorias 
necessárias. 
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Quadro 93 
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de abastecimento de 
água.
Programa Projetos Ações Responsável 
Expansão e 
Implantação 
das 
Infraestruturas 
Implantação 
dos Sistemas de 
Abastecimento 
de Água 
Implantação dos sistemas de captação de água. 
Concessionária 
Implantação dos sistemas de adução de água (bruta 
e/ou tratada). 
Implantação dos sistemas de bombeamento de água. 
Implantação dos sistemas de tratamento de água. 
Implantação dos sistemas de reservação de água. 
Implantação dos sistemas de distribuição de água. 
Implantação dos sistemas de tratamento de lodo. 
Implantação dos sistemas de interconexão do 
abastecimento com as unidades consumidoras 
(conexões, ramal de ligação etc.). 
Implantação dos parques de hidrômetros. 
Expansão dos 
Sistemas de 
Abastecimento 
de Água 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de captação 
de água. 
Concessionária 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de adução 
de água (bruta e/ou tratada). 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de 
bombeamento de água. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de 
tratamento de água. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de 
reservação de água. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de 
distribuição de água. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de 
tratamento de lodo. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de 
interconexão do abastecimento com as unidades 
consumidoras (conexões, ramal de ligação etc.). 
Implantação e/ou ampliação dos parques de 
hidrômetros. 
Expansão e 
Implantação 
das 
Infraestruturas 
Melhorias 
Operacionais e 
Substituições 
dos Sistemas de 
Abastecimento 
de Água 
Execução de melhorias e/ou substituições dos 
sistemas de captação de água. 
Concessionária 
Execução de melhorias e/ou substituições dos 
sistemas de adução de água (bruta e/ou tratada). 
Execução de melhorias e/ou substituições dos 
sistemas de bombeamento de água. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos 
sistemas de tratamento de água. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos 
sistemas de reservação de água. 
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Programa Projetos Ações Responsável 
Execução de melhorias e/ou substituições dos 
sistemas de distribuição de água. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos 
sistemas de tratamento de lodo. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos 
sistemas de interconexão do abastecimento com as 
unidades consumidoras (conexões, ramal de ligação 
etc.). 
Execução de melhorias e/ou substituições dos parques 
de hidrômetros. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
7.2.2. Programa, projetos e ações estruturantes 
O programa estruturante para os sistemas de abastecimento de água tem como objetivo 
garantir a eficiência, a segurança e a sustentabilidade no fornecimento de água potável, 
promovendo ações que abrangem desde a organização técnica até o controle da qualidade 
dos serviços prestados. 
Para atingir esses objetivos, os programas estão divididos em cinco áreas principais, 
conforme apresenta o Quadro 95. 
Quadro 94 
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de abastecimento 
de água. 
Programa Projeto Ação Responsável 
Governança 
Operacional e 
Gestão de 
Dados 
Regularização, 
Capacitação e 
Monitoramento 
Regularização e monitoramento das licenças e outorgas para 
que todas os sistemas de abastecimento de água estejam em 
conformidade com as normas legais, assegurando a 
continuidade e expansão dos serviços de forma regularizada 
Concessionária 
Prover treinamento contínuo e atualização para os 
profissionais envolvidos na operação e manutenção do 
sistema de abastecimento, assegurando que estejam 
preparados para lidar com desafios técnicos e operacionais. 
Elaborar estudos técnicos que subsidiem a criação de projetos 
para a modernização e ampliação da infraestrutura, 
aumentando a eficiência do sistema de abastecimento. 
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Programa Projeto Ação Responsável 
Implementar um sistema de informações para monitorar a 
eficiência do abastecimento de água, identificando possíveis 
melhorias e otimizações no processo. 
Integração e 
Atualização de 
Dados 
Cadastrais e 
Operacionais 
Atualização contínua das informações cadastrais dos 
usuários e redes de abastecimento e seus dispositivos 
especiais (válvulas, ventosas, registros, hidrantes e 
conexões), garantindo que essas informações sejam 
constantemente atualizadas e acessíveis para a gestão 
operacional. 
Concessionária 
Gestão 
Eficiente de 
Recursos 
Hídricos e 
Energéticos 
Eficiência 
Operacional e 
Controle de 
Perdas 
Identificar e combater as perdas de água nos sistemas, por 
meio de tecnologia de detecção de vazamentos, controle de 
fraudes e manutenção preventiva. 
Concessionária 
Resiliência 
Hídrica 
Identificar e combater as ligações irregulares em soluções 
individuais de abastecimento (sem a devida outorga), 
assegurando a garantia de uso dos recursos hídricos conforme 
normas legais. 
Prefeitura 
Municipal e 
Concessionária 
Otimização 
Energética 
Implementar tecnologias e processos que aumentem a 
eficiência energética nos sistemas de bombeamento, 
tratamento e distribuição de água, com a modernização de 
equipamentos e incorporação de fontes renováveis. 
Concessionária 
Segurança e 
Monitoramento 
da Água 
Tratada 
Controle da 
Qualidade da 
Água Tratada 
Sistema de monitoramento para garantir o controle contínuo 
da qualidade da água, de acordo com as exigências das 
autoridades, para assegurar a conformidade com os padrões 
estabelecidos. 
Concessionária 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
7.3. Esgotamento sanitário 
7.3.1. Programa, projetos e ações estruturais 
O desenvolvimento de um sistema eficiente de esgotamento sanitário é vital para 
assegurar a saúde pública e a preservação ambiental. Para isso, é essencial implementar 
ações coordenadas que abrangem desde a coleta dos esgotos até seu tratamento e 
disposição final. A construção e a modernização da infraestrutura de esgotamento 
sanitário são fundamentais para garantir que os resíduos sejam tratados adequadamente, 
evitando a contaminação dos corpos d'água e do solo. 
As ações devem incluir, de maneira preferencial e prioritária, a instalação de redes de 
coleta do tipo separador absoluto eficientes, a construção de estações de tratamento de 
esgoto modernas e a melhoria das conexões domiciliares e em casos excepcionais e de 
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311
maneira provisória poderão dispor das outras alternativas apresentadas nas Soluções 
Técnicas deste Plano Regional, tais como sistema misto ou sistemas individuais. 
O Erro! Fonte de referência não encontrada. consolida os programas e ações para os s
istemas de esgotamento sanitário, fornecendo uma visão abrangente das diretrizes 
propostas. No entanto, é importante destacar que cada município tem necessidades 
específicas, e as ações são alinhadas às suas metas contratuais e cronogramas 
operacionais, a fim de garantir o cumprimento dos objetivos e as melhorias adequadas. 
Quadro 95 
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de esgotamento 
sanitário.
Programa Projetos Ações Responsável 
Expansão e 
Implantação 
das 
Infraestruturas 
Implantação 
dos Sistemas 
de 
Esgotamento 
Sanitário 
Implantação dos sistemas de interconexão da coleta de esgoto 
com as unidades contribuidoras (ramais de ligação, conexões 
etc.). 
Implantação dos sistemas de coleta e transporte de esgoto. Concessionária 
Implantação dos sistemas de tratamento de esgoto. 
Implantação dos sistemas de tratamento do lodo. 
Fiscalização para redução das ligações irregulares (lançamento 
de esgoto pluvial nas redes de esgoto cloacal e vice-versa) 
Prefeitura 
Municipal e 
Concessionária 
Fiscalização da efetivação das ligações domiciliares de esgoto 
cloacal ao SES 
Prefeitura 
Municipal 
Expansão da 
Capacidade 
dos Sistemas 
de 
Esgotamento 
Sanitário 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de interconexão da 
coleta de esgoto com as unidades contribuidoras (ramais de 
ligação, conexões etc.). 
Concessionária 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de coleta e transporte 
de esgoto. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento de 
esgoto. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento do lodo. 
Renovação e 
Modernização 
das 
Infraestruturas 
Melhoria 
Operacional 
e 
Substituições 
dos Sistemas 
de 
Esgotamento 
Sanitário 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
interconexão da coleta de esgoto com as unidades contribuidoras 
(ramais de ligação, conexões etc.). 
Concessionária 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de coleta 
e transporte de esgoto. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
tratamento de esgoto. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
tratamento do lodo. 
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Fonte: Elaboração própria (2024). 
7.3.2. Programa, projetos e ações estruturantes 
O programa tem como objetivo principal garantir a eficiência, legalidade e 
sustentabilidade na operação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto. Por meio de 
projetos focados na regularização ambiental, capacitação técnica, ampliação da 
infraestrutura e monitoramento da performance, o programa busca modernizar e expandir 
o sistema, melhorando a qualidade dos serviços prestados. 
Além disso, contempla ações para otimizar o uso de energia e integrar dados operacionais, 
garantindo maior controle e eficiência na gestão dos recursos hídricos e do saneamento, 
em conformidade com as normas ambientais vigentes. O Erro! Fonte de referência não e
ncontrada. apresenta o programa e seus respectivos projetos e ações. 
Quadro 96 
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de esgotamento 
sanitário.
Programa Projetos Ações Responsável 
Governança 
Operacional e 
Gestão de 
Dados 
Regularização, 
Capacitação e 
Monitoramento 
Assegurar que o sistema de esgotamento sanitário esteja em 
conformidade com as normas ambientais vigentes, por meio 
do monitoramento contínuo e da renovação das licenças 
necessárias, garantindo a operação legal e ambientalmente 
adequada. 
Concessionária 
Promover treinamentos regulares para os colaboradores, com 
foco em práticas inovadoras, operação eficiente do sistema de 
esgotamento e conformidade com as regulamentações 
ambientais. 
Realizar estudos técnicos detalhados voltados à expansão e 
melhorias do sistema de esgotamento sanitário, com foco em 
aumentar a cobertura e melhorar a eficiência operacional e 
ambiental. 
Implementar um sistema de informações geográficas para 
monitorar e avaliar a performance do sistema de esgotamento 
sanitário em tempo real, permitindo a detecção de problemas 
operacionais e a otimização da gestão dos serviços. 
Integração e 
Atualização de 
Dados 
Integrar e atualizar continuamente os dados cadastrais e 
operacionais do sistema de esgotamento sanitário, garantindo 
a eficiência na gestão de recursos e a tomada de decisões. 
Concessionária 
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Programa Projetos Ações Responsável 
Cadastrais e 
Operacionais 
Gestão de 
Conformidade 
e Eficiência 
Energética 
Fiscalização e 
Controle de 
Ligações 
Irregulares 
Implementar medidas de fiscalização e combate a ligações 
clandestinas no sistema de esgotamento sanitário, visando a 
regularização de usuários e a redução de impactos negativos 
na operação e no meio ambiente. 
Prefeitura 
Municipal e 
Concessionária 
Fiscalização e 
Controle de 
Adesão ao SES 
Implementar medidas de fiscalização e acompanhamento da 
efetivação da adesão dos usuários ao SES de modo a garantir 
o devido encaminhamento dos efluentes ao tratamento. 
Prefeitura 
Municipal 
Otimização 
Energética 
Implementar medidas de eficiência energética no sistema de 
esgotamento sanitário, como a substituição de equipamentos 
obsoletos por novas tecnologias de baixo consumo energético 
e a automação de processos operacionais para reduzir o 
consumo de energia nas unidades. 
Concessionária 
Segurança e 
Monitoramento 
da Efluente 
Tratado 
Controle da 
Qualidade do 
Efluente 
Tratado 
Implementar um sistema de monitoramento contínuo para 
garantir que os efluentes tratados atendam aos padrões de 
qualidade exigidos por regulamentações ambientais, 
prevenindo a contaminação de corpos d'água e promovendo a 
saúde pública. 
Concessionária 
Fonte: Elaboração própria (2024).
7.3.3. Sistema de Macroesgotamento do Litoral Norte 
Considerando as características geográficas e hidrológicas do Litoral Norte, bem como 
contexto ambiental e de ocupação urbana, o macroesgotamento deste foi concebido de 
formar a atender os seus municípios de forma regionalizada, e não individualizada. Tal 
concepção se adequa à realidade atual, bem como fica completamente aderente ao 
potencial de crescimento da região como um todo e das especificidades de cada 
município, e traz impactos positivos compartilhados em cada etapa de implantação e/ou 
ampliação dos Sistemas de Esgotamento Sanitário em cada localidade. 
A concepção do macroesgotamento sanitário do Litoral Norte definiu assim a necessidade 
de 4 pontos de lançamento dos efluentes tratados, conforme figura a seguir: 
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Os quatro pontos de lançamento estão nomeados abaixo, com suas respectivas 
localizações e abrangências: 
1. Lançamento no Rio Mampituba, localizado no Município de Torres, que 
atenderá Torres, Arroio do Sal e Arroio Teixeira (parte de Capão da Canoa); 
2. Lançamento no Ponto 3 (Rio Tramandaí), localizado no Município de Osório, 
que atenderá parte de Capão da Canoa, Xangri-lá e Atlântida Sul/Mariápolis 
(Osório); 
3. Lançamento no Ponto 4 (Rio Tramandaí), localizado no Município de Imbé, 
que atenderá Imbé e parte de Tramandaí; 
Imb
é
Xangri-l
á
Arroio do Sal 
Torres 
Cap
ão da 
Canoa 
Terra de 
Os
ório 
Tramanda
í
Cidreira 
Balne
ário Pinhal 
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4. Lançamento no Rio Palmares, localizado no Município de Palmares do Sul, 
que atenderá Cidreira, Balneário Pinhal, Quintão (Palmares do Sul) e parte de 
Tramandaí. 
Complementar à definição de tais 4 pontos de lançamentos, o macroesgotamento do 
Litoral Norte contará ainda com a construção de estações de tratamento de esgoto, 
transformando o esgoto bruto em efluente tratado de altíssimo padrão de qualidade, 
viabilizando assim o lançamento nos 4 pontos.
7.4. Programa de desenvolvimento institucional e setorial 
A gestão eficaz de sistema de saneamento básico envolve coordenar o abastecimento de 
água e esgotamento sanitário de forma integrada. Para isso, são adotadas ações que 
considerem especificidades locais e promovam o uso sustentável dos recursos. 
Educação ambiental e engajamento da comunidade são elementos-chave para sensibilizar 
sobre a importância do saneamento adequado e incentivar práticas responsáveis. A 
participação ativa dos cidadãos no processo decisório e na fiscalização das ações contribui 
para melhorar continuamente os serviços e assegurar um ambiente saudável para todos. 
As ações de gestão apresentam, portanto, caráter técnico e institucional, sendo voltadas 
para melhorias dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O Quadro 
98 apresenta os principais projetos e ações de gestão a curto, médio e longo prazo.
Quadro 97 
– Programa, projetos e ações de desenvolvimento institucional e setorial.
Programa Projetos Ações Responsável 
Programa 
de Gestão 
Institucional 
e Setorial 
Sistema de 
Informações 
sobre 
Saneamento 
Implantação de sistema regional de informações sobre saneamento 
(eixo de água e esgoto) com cadastro georreferenciado. 
Concessionária Manutenção e atualização do sistema regional de informações 
sobre saneamento com cadastro georreferenciado. 
Gestão 
Interna e 
Externa 
Medidas de articulação e desenvolvimento operacional, 
institucional, tecnológico e/ou de inovação, eficiência energética e 
serviços especiais. 
Concessionária 
e/ou Prefeitura 
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Programa Projetos Ações Responsável 
Monitoramento e avaliação sistemática do Plano Regional de Água 
e Esgoto - RS. 
Comunicação, 
Sensibilização 
e Mobilização 
Social 
Desenvolvimento e manutenção de campanhas constantes de 
conscientização e incentivo às práticas de uso racional da água e 
consumo consciente, com ênfase em grandes unidades 
consumidoras. 
Concessionária 
e/ou Prefeitura 
Desenvolvimento e manutenção de campanhas de 
conscientização/sensibilização dos usuários sobre a importância 
das ligações domiciliares às redes coletoras de esgotamento 
sanitário e redes de abastecimento de água, esclarecendo os 
benefícios da regularização para o bem-estar social e ambiental. 
Desenvolvimento e manutenção de campanhas de 
conscientização/sensibilização dos usuários sobre a proteção dos 
mananciais e temas ambientais relevantes para o SAA e o SES. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
7.5. Fonte de Financiamento 
O Plano Regional abrange a prestação regionalizada dos serviços pela CORSAN, por 
meio de contratos de programa e contratos de concessão que delegam à Companhia a 
responsabilidade pela realização dos investimentos necessários para atingir os objetivos 
definidos neste planejamento regional. 
Logo, a fonte de financiamento é privada e atribuída à CORSAN, a quem compete custear 
os investimentos com recursos próprios ou mediante captação de recursos de terceiros em 
conformidade com as alternativas disponíveis no mercado de capitais e/ou financeiro, 
incluindo o acesso a recursos federais nos moldes previstos no art. 50 da Lei Federal 
11.445/2007.
Para tanto, os Municípios são responsáveis pela adoção das providências atribuídas 
legalmente aos titulares dos serviços, especialmente aquelas exigidas pelo art. 50 da Lei 
Federal 11.445/2007, para assegurar que não haja qualquer obstáculo ao eventual acesso 
da Concessionária a recursos federais.
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8. AÇÕES DE EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS 
O plano de contingência e emergência estabelece um conjunto de ações planejadas e 
implementadas a serem adotadas durante emergências que possam ocorrer e afetar o 
sistema de abastecimento de água e/ou o sistema de esgotamento sanitário do município, 
ocasionando interrupções no abastecimento de água e/ou extravasamento de esgoto com 
contaminação de cursos d’agua ou áreas de proteção ambiental e riscos para a saúde 
pública, segurança e meio ambiente. 
Os objetivos principais do plano de contingência e emergência são identificar e definir os 
eventos emergenciais e os riscos envolvidos nos sistemas de abastecimento de água e 
coleta e tratamento de esgoto, e apresentar as ações preventivas e mitigadoras para conter 
os efeitos danosos. A implementação das ações elencadas no plano visa majoritariamente: ▪ Reduzir ou minimizar ao máximo os impactos dos riscos potenciais identificados; ▪ Antecipar que situações externas ao evento contribuam para o seu agravamento; ▪ Promover medidas básicas para reduzir ou minimizar danos às áreas definidas; ▪ Proteger a integridade física da população e funcionários envolvidos; ▪ Evitar danos que excedam a capacidade dos afetados em conviver com o impacto. 
A abrangência da aplicação do plano de contingência são as unidades operacionais dos 
sistemas descritos a seguir: ▪ Sistema de abastecimento de água abrangendo manancial, captação adutoras, 
estação de tratamento, rede de distribuição e reservatórios; 
▪ Sistema de esgotamento sanitário abrangendo redes coletoras, estações de 
bombeamento de esgoto, estação de tratamento e corpo receptor. 
A elaboração e estruturação deste plano têm como objetivo atender às resoluções 
normativas das Agências Reguladoras do Rio Grande do Sul 
– AGERGS e AGESAN 
(Resolução AGERGS nº 37/2017, Resolução AGESAN CSR nº 013/2023). Nesse 
sentido, são apresentados o mapeamento das vulnerabilidades dos sistemas, a 
classificação dos riscos, os procedimentos detalhados para mitigação de danos em 
situações emergenciais e a designação dos responsáveis pelos processos. 
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318
É importante destacar que as ações de emergência e contingência aqui descritas fornecem 
uma diretriz geral e abrangente para a gestão de riscos. No entanto, cada município possui 
seu próprio plano de emergência e contingência, elaborado de forma individualizada para 
refletir a realidade local e as especificidades da operação de seus sistemas de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário. Esses planos garantem que as ações sejam 
adequadas às características e necessidades específicas de cada localidade, assegurando 
uma resposta eficaz diante de eventos emergenciais. 
8.1. Avaliação das vulnerabilidades do sistema de abastecimento de água 
e do sistema de esgotamento sanitário 
A identificação das vulnerabilidades do sistema de água e de esgoto foi realizado 
analisando as unidades consideradas essenciais para o funcionamento do sistema e 
verificadas as hipóteses de situações emergenciais com potencial para causar impacto 
negativo aos usuários e meio ambiente. 
Na definição destas condições emergenciais considerou-se que estão fora da matriz de 
riscos os eventos que não geram impacto direto de dano ambiental, aos consumidores, 
que sejam de baixa complexidade e de solução rápida através da estrutura de manutenção 
de cada sistema. Nesta situação elencamos as seguintes atividades ▪ Manancial – Pequenas alterações na capacidade de fornecimento de água para 
captação e que não resulte em alteração de vazão e risco de situação de 
emergência; 
▪ Adutoras de água bruta e tratada
– Rompimentos reparados em intervalo de 
tempo suficiente para não gerar problemas de desabastecimento (máximo 8 
– 12 
horas) 
▪ Elevatórias de água bruta e tratada
– Paralisação de conjunto de bombeamento 
onde é acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram 
paralisação do funcionamento da elevatória; 
▪ Rede de distribuição
– Reparos de rede nos tempos < 12 horas e que tenham 
impacto setorial sem ser considerado um desabastecimento; 
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319
▪ Estação de tratamento de água
– Pane nos equipamentos bem como eventos de 
vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da 
ETA; 
▪ Rede de coleta de esgoto
– Reparos de rede nos tempos < 12 horas; 
▪ Elevatórias de esgoto bruto
– Paralisação de conjunto de bombeamento onde é 
acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram 
paralisação do funcionamento da elevatória e extravasamento para meio 
ambiente; 
▪ Estação de tratamento de esgoto
– Pane nos equipamentos bem como eventos 
de vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da 
ETE e extravasamentos. 
8.2. Categorização dos riscos/vulnerabilidades 
8.2.1. Definições dos critérios de vulnerabilidade 
A análise de riscos/vulnerabilidades permite a identificação, avaliação e gerenciamento 
dos riscos que possam comprometer todo o sistema operacional. Para cada 
risco/vulnerabilidade identificado, define-se: a probabilidade de ocorrência dos eventos, 
os possíveis danos potenciais em caso de acontecimentos, possíveis ações preventivas e 
contingências, bem como a identificação de responsáveis por ação.
Para a classificação das vulnerabilidades foi utilizada como referência a metodologia da 
ABNT NBR ISO 14001/ 2015. 
Para atribuição de pesos e pontuação das gravidades, após a identificação e classificação, 
executou-se uma análise qualitativa e quantitativa. A análise qualitativa dos 
riscos/vulnerabilidades foi realizada por meio da classificação escalar da probabilidade e 
do impacto, conforme a graduação apresentada no Quadro 98 e Quadro 99. 
 
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320
Quadro 98 
– Matriz de determinação da probabilidade. 
Probabilidade Valor Descrição 
Muito Baixa 1 Rara. Ocorre somente em circunstâncias excepcionais. 
Baixa 2 Improvável. Pode ocorre em algum momento. 
Média 3 Possível. Deve ocorrer em algum momento. 
Alta 4 Provável. Vai ocorrer na maioria das circunstâncias. 
Muito Alta 5 Quase certa. Ocorre em quase todas as circunstâncias. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Quadro 99 
– Matriz de determinação do impacto/consequência. 
Impacto/Consequência Valor Geral 
Muito Baixo 1 Consequências são tratadas com operações de rotina 
Baixo 2 Consequências não ameaçam a eficácia e eficiência do processo 
Médio 3 Consequências ameaçam levemente a eficácia e/ou eficiência do processo 
Alto 4 
Consequências ameaçam significativamente a eficácia e/ou eficiência do 
processo 
Muito Alto 5 Consequências ameaçam o fortemente o processo e a organização 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
8.2.1.1. Definições dos critérios de gravidade 
A definição dos critérios de gravidade foi realizada pela avaliação qualitativa do 
risco/vulnerabilidade de acordo com sua probabilidade de ocorrência, bem como seu 
impacto potencial de acordo com os dados apresentados nas matrizes apresentadas acima. 
O Quadro 100 apresenta a Matriz Probabilidade x Impacto, instrumento responsável pela 
definição da classificação do nível de risco/vulnerabilidade. 
Quadro 100 
– Matriz de risco- Classificação do risco. 
Matriz de vulnerabilidade (P x 1) para a determinação dos patamares de graduação dos riscos (grau de 
ameaça) 
Probabilidade 
Impacto 
1 2 3 4 5 
1 1 2 3 4 5 
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Matriz de vulnerabilidade (P x 1) para a determinação dos patamares de graduação dos riscos (grau de 
ameaça) 
Probabilidade 
Impacto 
1 2 3 4 5 
2 2 4 6 8 10
3 3 6 9 12 15
4 4 8 12 16 20
5 5 10 15 20 25
Classificação Código Pontuação 
Não significativos (NS) Abaixo de 15 
Significativos (S) Igual ou maior do que 15 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Cálculo do Risco: 
R = P x I 
▪ R: Risco; ▪ P: Probabilidade; ▪ I: Impacto. 
O produto da probabilidade pelo impacto de cada risco deve se enquadrar em uma região 
da matriz probabilidade x impacto conforme o quadro a seguir. 
Caso o risco/vulnerabilidade se enquadre na região verde, seu nível de risco é entendido 
como baixo, logo se admite a aceitação ou adoção de medidas preventivas. Se estiver na 
região amarela, entende-se como médio e devem ser adotadas medidas de controle e 
monitoramento e se estiver na região vermelha, entende-se como nível de 
risco/vulnerabilidade alto e deverá ser realizado o plano de emergência e contingência. 
 
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Quadro 101 
– Classificação do risco. 
Classificação do risco 
Risco baixo 
Risco Tolerável: sem necessidade de plano de ação além dos procedimentos 
já estabelecidos na companhia 
Risco médio 
Monitoramento e Gestão: o evento necessita acompanhamento e 
comunicação constante com área operacional e de gestão. 
Risco alto 
Risco Significativo: Deverá ser elaborado Plano de Ação para 
implementação do controle 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Caso o risco/vulnerabilidade se enquadre na região verde, seu nível de risco é entendido 
como baixo, logo se admite a aceitação ou adoção de medidas preventivas. Se estiver na 
região amarela, entende-se como médio e devem ser adotadas medidas de controle e 
monitoramento e se estiver na região vermelha, entende-se como nível de 
risco/vulnerabilidade alto e deverá ser realizado o plano de emergência e contingência. 
8.2.1.2. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades 
Como critério de priorização e direcionamento das ações mitigadoras, as vulnerabilidades 
são priorizadas conforme seu grau de risco, sempre do mais alto para o mais baixo. Nos 
casos de riscos classificados como médio e alto, deve-se adotar obrigatoriamente as 
medidas preventivas previstas. 
8.3. Plano de ações de emergências e contingências 
De forma a evitar e/ou minimizar a ocorrência de eventos emergenciais indesejáveis e os 
impactos ocasionados por estes, neste capítulo serão definidas ações e procedimentos 
mitigadores necessários para uma rápida tomada de decisão, tendo por referência os 
cenários acidentais elencados no sistema de água. 
No Quadro 102 e Quadro 103, é apresentada a relação dos eventos relevantes que podem 
ocorrer nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário 
(riscos/vulnerabilidades), incluindo as medidas de detecção, o tempo de resposta, os 
efeitos das situações de emergência, as ações mitigatórias e de emergência propostas para 
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323
reduzir os riscos e seus impactos, a classificação dos riscos identificados para cada 
situação e os potenciais afetados.
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Quadro 102 
– Ações de Contingência e Emergência 
– SAA. 
Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção do 
risco (h: min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco Potenciais afetados 
MANANCIAL 
SUBTERRÂNEO￾POÇOS 
Diminuição da vazão 
do poço 
Boletim 
Operacional Imediato 
Redução de água bruta 
para atender a 
demanda dos 
consumos gerando 
desabastecimento 
PARCIAL do SAA 
Comunicar o gestor da COP 
MÉDIO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Operar com o outro poço 
Realizar pesquisa de vazamento 
Combater as ligações clandestinas 
quando identificadas 
Falta de energia 
elétrica Visual Imediato 
Redução de água bruta 
para atender a 
demanda dos 
consumos gerando 
desabastecimento 
PARCIAL do SAA 
Comunicar o gestor da COP 
Comunicar o gestor da US 
MÉDIO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Acionar Concessionária de energia 
elétrica 
Se a previsão for maior que 24 horas 
para retorno, será acionado o contrato 
de caminhão pipa para as áreas 
essenciais 
Instalação do sistema contingência 
elétrica (ex: geradores) 
Estiagem prolongada 
provocando redução da 
capacidade de recarga 
do aquífero para 
exploração dos poços 
Avaliação 
visual e régua 
telemétrica 
Imediato 
Redução de água bruta 
para atender a 
demanda dos 
consumos gerando 
desabastecimento 
PARCIAL do SAA 
Executar novas perfurações de poços 
para restabelecer a produção original 
MÉDIO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Programar o fornecimento de água por 
meio de carros-pipa para consumidores 
especiais 
Implantar sistema de rodízio de 
abastecimento para reduzir os efeitos 
do desabastecimento 
Vandalismo 
Vistoria no 
local, 
reclamação de 
falta de água 
Variável 
Falta de água, 
equipamentos e 
estruturas danificadas 
Registro de boletim de ocorrência, 
acionamento das equipes 
eletromecânicas para restabelecer a 
operação 
BAIXO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
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325
Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção do 
risco (h: min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco Potenciais afetados 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
CAPTAÇÃO 
SUPERFCIAL 
Estiagem prolongada 
na Bacia do Rio 
reduzindo as vazões do 
manancial 
Medição 
manual de 
nível 
Imediato 
Redução da 
disponibilidade de 
água bruta, Paralisação 
total ou parcial da 
captação de água bruta 
do manancial causando 
desabastecimento do 
SAA 
Programar a utilização de manancial 
alternativo se houver condições 
técnicas e disponibilidade 
MÉDIO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Programar o fornecimento de água por 
meio de carros-pipa para consumidores 
essenciais 
Implantar sistema de rodízio de 
abastecimento para reduzir os efeitos 
do desabastecimento 
Vandalismo 
Vistoria no 
local, 
reclamação de 
falta de água 
Variável 
Falta de água, 
equipamentos e 
estruturas danificadas 
Registro de boletim de ocorrência, 
acionamento das equipes 
eletromecânicas para restabelecer a 
operação 
BAIXO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Ocorrência de cheias 
severas com Inundação 
das unidades 
operacionais 
Avaliação 
visual e régua 
telemétrica 
Imediato 
Paralisação total ou 
parcial da captação de 
água bruta do 
manancial causando 
desabastecimento do 
SAA 
Programar a utilização de manancial 
alternativo se houver condições 
técnicas e disponibilidade, programar 
um sistema alternativo de captação 
(GMB flutuante) 
MÉDIO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Programar o fornecimento de água por 
meio de carros-pipa para consumidores 
essenciais 
Implantar sistema de rodízio de 
abastecimento para reduzir os efeitos 
do desabastecimento 
Despejos de produtos 
contaminantes 
Monitoramento 
laboratorial Variável Paralisação total ou 
parcial da captação de 
Adequação do processo de tratamento 
se houver condições técnicas MÉDIO Residências, 
comércios, 
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Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção do 
risco (h: min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco Potenciais afetados 
voluntariamente ou por 
acidente 
(análises da 
água) 
água bruta do 
manancial causando 
desabastecimento do 
SAA 
Monitoramento e avaliação da 
concentração dos contaminantes para 
restabelecer a captação 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Programar o fornecimento de água por 
meio de carros-pipa para consumidores 
especiais 
Implantar sistema de rodízio de 
abastecimento para reduzir os efeitos 
do desabastecimento 
Ocorrência de 
proliferação de algas 
no manancial 
Monitoramento 
laboratorial 
(análises da 
água) 
Variável 
Redução da capacidade 
de tratamento causando 
desabastecimento 
parcial do SAA 
Adequar o processo de tratamento para 
remoção dos efeitos da proliferação de 
algas 
MÉDIO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Redução de vazão de operação para 
ajustar com a capacidade de tratamento 
afetada por ocorrência de algas no 
manancial 
EBAB 
Oscilação/interrupção 
no fornecimento de 
energia elétrica 
Visual Variável Falta de água parcial 
ou generalizada 
Avaliação da necessidade de instalação 
do sistema contingência elétrica (ex: 
geradores) 
MÉDIO Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Acionar a concessionária de energia 
elétrica 
Acionamento imediato da 
Coordenadoria Operacional 
(manutenção) uso de caminhão pipa 
para manter o abastecimento de pontos 
críticos caso necessário 
Falha eletromecânica Monitoramento 
da estação Variável Falta de água parcial 
ou generalizada 
Conserto / substituição dos 
equipamentos 
Acionamento imediato da MÉDIO 
Coordenadoria Operacional 
(manutenção) uso de 
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Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção do 
risco (h: min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco Potenciais afetados 
Redução da vazão no 
grupo motor bomba 
Boletim de 
controle 
caminhão pipa para manter o 
abastecimento de pontos críticos caso 
necessário 
ESTAÇÃO DE 
TRATAMENTO 
DE ÁGUA 
Vandalismo 
Vistoria no 
local, 
reclamação de 
falta de água 
Variável 
Falta de água, 
equipamentos e 
estruturas danificadas 
Registro de boletim de ocorrência, 
acionamento das equipes 
eletromecânicas para restabelecer a 
operação 
BAIXO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Falha nas unidades de 
tratamento e/ou 
sistemas de dosagem 
Visual e 
controle 
analítico 
laboratorial 
Variável 
Desabastecimento da 
região 
Comunica o gestor da COP 
BAIXO 
Acionamento equipe manutenção para 
análise 
Verificação das condições dos sistemas 
e adequação do processo 
Vazamento de 
produtos químicos 
Visual e 
controle 
analítico 
laboratorial 
Interrupção/redução do 
tratamento da água, 
risco a saúde e/ou 
causar danos 
ambientais 
Executar os planos emergenciais 
específicos para cada produto e corrigir 
a falha e restabelecer o sistema e ou 
entrar em contato com responsável 
técnico 
BAIXO 
Falta de pessoal 
qualificado para 
manutenção; Falta de 
disponibilidade de 
pessoal; Falta de peças 
de laboratório; Falta de 
contrato de 
manutenção vigente 
Visual e 
controle 
analítico 
Variável 
Não atendimento aos 
requisitos legais 
aplicáveis 
Atuar na verificação de equipe de 
manutenção preventiva 
eletromecânica; No Plano de 
Manutenção Preventiva, Verificar 
escala de sobreaviso, Solicitar de 
unidades próximas materiais 
necessários até reestabelecimento 
BAIXO 
EBAT Falha eletromecânica Monitoramento 
da estação Variável Desabastecimento da 
região 
Conserto/ substituição dos 
equipamentos 
MÉDIO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
Acionamento imediato da 
Coordenadoria Operacional 
(manutenção) uso de caminhão pipa 
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Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção do 
risco (h: min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco Potenciais afetados 
para manter o abastecimento de pontos 
críticos caso necessário 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Falta de energia 
elétrica Visual Imediato Desabastecimento da 
região 
Acionamento imediato da 
Coordenadoria Operacional 
(manutenção) uso de caminhão pipa 
para manter o abastecimento de pontos 
críticos caso necessário 
Abrir chamado na Concessionária 
Se a previsão for maior que 24 horas 
para retorno, será acionado o contrato 
de caminhão pipa para as áreas 
essenciais 
Instalação do sistema contingência 
elétrica (ex: geradores) 
RESERVATÓRIOS 
Falha reservatório Controle 
Operacional Variável Desabastecimento da 
região 
Comunicar o gestor da COP 
BAIXO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
de saúde, instituições 
carcerárias 
Verificar problema e acionamento 
manual, realizar substituição 
programada da boia elétrica e/ou 
limpeza das chaves de fim de curso da 
válvula se necessário 
Falha na telemetria no 
reservatório 
Controle 
Operacional Variável Desabastecimento da 
região 
Comunicar o gestor da COP 
Acionar o GMB manualmente 
Verificar problema e consertar boia se 
for o caso 
REDE DE 
ABASTECIMENTO 
E/OU ADUTORA 
Baixa pressão Controle 
Operacional Variável Desabastecimento da 
região 
Comunicar o gestor da US 
BAIXO 
Residências, 
comércios, 
indústrias, 
instituições de 
ensino, instituições 
Identificar a área atingida, localizar a 
causa do problema e executar conserto 
se necessário 
Variável Comunicar o gestor da US 
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329
Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção do 
risco (h: min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco Potenciais afetados 
Rompimento de 
adutora 
Controle 
Operacional 
Falta de água geral ou 
setorizada 
Executar o serviço de conserto com 
acionamento de contratos de apoio se 
necessário 
de saúde, instituições 
carcerárias. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Quadro 103 
– Ações de Contingência e Emergência 
– SES. 
Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção 
do risco (h:min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco 
Potenciais 
afetados 
ELEVATÓRIA DE 
ESGOTO BRUTO 
Oscilação/interrupção 
no fornecimento de 
energia elétrica 
Monitoramento 
da Estação Variável 
Interrupção do recalque do 
esgoto causando 
extravasamento de esgoto 
Avaliação da necessidade de instalação 
do sistema contingência elétrica (ex: 
geradores) MÉDIO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas Acionamento dos caminhões hidrojato 
para coleta do esgoto e envio para 
estação de tratamento 
Defeitos 
eletromecânicos nos 
equipamentos 
Monitoramento 
da Estação Variável 
Interrupção do recalque do 
esgoto causando 
extravasamento de esgoto 
Acionar Coordenadoria 
Eletromecânica para substituição ou 
conserto do equipamento 
MÉDIO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas 
Acionamento dos caminhões hidrojato 
para coleta do esgoto e envio para 
estação de tratamento 
Implantar manutenção preventiva para 
redução de ocorrências de manutenção 
Vandalismo 
Vistoria no local, 
sistema de 
monitoramento 
remoto 
Variável 
Paralisação prolongada do 
bombeamento para reparos 
dos danos do vandalismo de 
extravasamento dos esgotos. 
Registro de boletim de ocorrência, 
acionamento das equipes 
eletromecânicas para restabelecer a 
operação 
BAIXO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas 
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330
Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção 
do risco (h:min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco 
Potenciais 
afetados 
REDES 
COLETORAS 
Rompimento de rede 
Visualmente e/ou 
por reclamação 
de usuários 
Variável 
Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
para a via pública até o 
reparo da tubulação 
Acionamento da equipe para realizar o 
conserto do vazamento MÉDIO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas 
Obstrução da rede 
coletora de esgoto 
Visualmente e/ou 
por reclamação 
de usuários 
Variável 
Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
para a via pública e/ou 
ramais domiciliares até o 
reparo da tubulação 
Acionamento da equipe para executar 
limpeza da tubulação MÉDIO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas 
ESTAÇÃO 
TRATAMENTO 
DE ESGOTO 
Ocorrência de falta 
prolongada de energia 
elétrica 
Monitoramento 
da Estação 
Variável 
Paralisação tratamento do 
efluente, lançamento efluente 
fora do padrão 
Avaliação da necessidade de instalação 
do sistema contingência elétrica (ex: 
geradores) 
MÉDIO Cursos 
Defeitos d´água 
eletromecânicos nos 
equipamentos 
Monitoramento 
da Estação 
Vandalismo Monitoramento 
da Estação Variável 
Paralisação do tratamento, 
lançamento do efluente fora 
do padrão 
Registro de boletim de ocorrência, 
acionamento das equipes 
eletromecânicas para restabelecer a 
operação 
BAIXO Cursos 
d´água 
Ocorrência de 
vazamento de produtos 
químicos paralisando a 
operação 
Visualmente, 
Monitoramento 
da Estação 
Variável 
Paralisação do tratamento, 
lançamento do efluente fora 
do padrão 
Executar os planos emergenciais 
específicos para cada produto e corrigir 
a falha e restabelecer o sistema e ou 
entrar em contato com responsável 
técnico 
BAIXO Cursos 
d´água 
Rompimento de 
taludes 
Visualmente, 
monitoramento 
da estação 
Imediato Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
Reparo provisório do maciço 
MÉDIO 
Solo e 
Cursos 
d´água 
Comunicar COP, o RT da ETE e área 
de Meio Ambiente 
Mitigação dos possíveis impactos 
causados. Atuar para manter em dia o 
Plano de manutenção de bacias 
Imediato Monitorar o volume extravasado MÉDIO 
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331
Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção 
do risco (h:min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco 
Potenciais 
afetados 
Extravasamento das 
bacias de infiltração 
Visualmente, 
monitoramento 
da estação 
Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
Buscar alternativas emergenciais para 
cessar extravasamento (disponibilizar 
caminhões) 
Solo e 
Cursos 
d´água 
Comunicar COP, o RT da ETE e área 
de Meio Ambiente 
Identificar ligações irregulares de 
pluviais na rede coletora 
Manter a calibração do macro medidor 
Proliferação de pragas 
e vetores 
Monitoramento 
da Estação Variável Avaria dos sistemas 
Realizar desinsetização 
Eliminar frestas, buracos, na estrutura BAIXO Estação 
Informar a área de Meio Ambiente 
Entrada de pessoas não 
autorizadas na área 
Monitoramento 
da Estação Variável Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
Acionar a Brigada Militar. 
Realizar o Boletim de ocorrência na 
Polícia Civil BAIXO Estação 
Caso necessário reparar o cercamento 
EMISSÁRIO DO 
EFLUENTE 
TRATADO 
Rompimento de rede 
Visualmente 
Monitoramento 
da Estação 
Variável Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
Acionamento da equipe para realizar o 
conserto do vazamento MÉDIO 
Solo e 
Cursos 
d´água 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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332
8.4. Demais ações contingência e emergência 
Além das ações elencadas acima, algumas ações específicas foram previstas para os 
sistemas de captação e tratamento de água e para o caso de falta de energia elétrica. 
Para redundância das captações de água bruta o município conta com dois sistemas e é 
avaliada a possibilidade de captação no mesmo manancial, apenas estendendo a captação. 
Para garantia da segurança das estações de tratamento de água e disponibilidade da água 
tratada esse plano representa um instrumento preventivo útil ao planejamento do 
abastecimento e visa a segurança do recurso, em quantidade e qualidade. A segurança 
física das instalações é realizada através de sistema de monitoramento. A segurança da 
qualidade e controle da água tratada é realizada através das análises na ETA e no 
laboratório Central. 
Como fonte alternativa de energia elétrica para as captações de água bruta e para as 
estações de tratamento de água e estações elevatórias de água, em caso de falta de energia 
elétrica, avalia-se no momento da ocorrência a instalação de geradores provisórios até a 
retomada do fornecimento de energia. 
8.5. Avaliação de alternativas de suprimento hídrico, inclusive com 
definição de manancial de reserva para garantir o abastecimento em 
situações de falha ou insuficiência da captação original 
Conforme recomendação da agência reguladora, como alternativa de suprimento hídrico 
está prevista a disponibilização de carros pipa a partir de 24 (vinte e quatro) horas de 
interrupção, e, naquelas que excederem 72 (setenta e duas) horas, de frota com capacidade 
para fornecer um volume por economia suficiente às necessidades básicas vitais de todos 
os seus habitantes padrão. 
Para qualquer evento de interrupção do abastecimento é previsto imediatamente de 
suprimento hídrico alternativo (caminhão-pipa) para entidades prestadoras de serviços de 
saúde com internação de pacientes ou custódias permanentes, instituições carcerárias, 
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333
creches e estabelecimentos de ensino, dentre outros que sejam utilizados para a prestação 
de serviços públicos essenciais ou que concentrem grande número de pessoas, enquanto 
perdurar a interrupção. 
8.6. Monitoramento e controle dos mananciais 
O planejamento e execução de atividades de proteção dos recursos hídricos do Estado são 
de responsabilidade do Sistema de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul, conforme 
determinado pela Lei Estadual nº 10.350/1994. Nesse contexto, a CORSAN participa de 
todos os Comitês de Gerenciamento e Bacias Hidrográficas o Rio Grande do Sul. 
Complementarmente, a CORSAN monitora o nível dos mananciais em seus pontos de 
captação e realiza o monitoramento qualitativo dos pontos de captação de água de 
lançamento de efluentes conforme legislação vigente. 
8.7. Descrição do protocolo de comunicação com usuários de água 
potencialmente impactados pelo desabastecimento/risco ambiental devido a 
panes ou manutenções programadas e responsáveis pela comunicação 
A Unidade de Saneamento (US), ETA, Operações ou Eletromecânica identificarão o(s) 
bairro(s) /setor (es) possivelmente afetado(s) por falta de abastecimento/risco ambiental, 
quando da ocorrência de panes ou manutenções programadas. A Supervisora Operacional 
é responsável pela abertura de protocolo na Concessionária ou alerta ao Centro de 
Operações Integradas (COI). Posteriormente é aberto um protocolo no Sistema de 
relacionamento com o cliente que em seguida dispara aviso ao usuário. 
As informações serão repassadas ao Centro de Operações Integradas que disponibilizará 
a informação para a equipe do Call Center (0800), aplicativo e site da Companhia 
(www.corsan.com.br). 
Em casos que possam acarretar eventos de grandes proporções, além dos procedimentos 
acima citados, a situação será avaliada e a comunicação externa seguirá o procedimento 
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334
hierárquico da empresa, com a divulgação aos usuários através da Assessoria de Imprensa 
Regional. 
8.8. Descrição dos procedimentos operacionais relacionados, abrangendo 
a localização das ferramentas e dos equipamentos de manutenção, e rotas de 
acesso aos pontos críticos 
A partir da identificação do procedimento relacionado ao evento crítico é disparada a 
ordem de serviço para a equipe, seja da COP ou da US. Assim como os serviços, as rotas 
dependem da natureza do evento. 
O controle das ações de contingência e emergência que irão solucionar as situações de 
eventos é realizado através de ordens de serviço. O recebimento das emergências pelos 
usurários a partir do 0800, aplicativo, solicitação presencial ou pela equipe de campo. 
8.9. Definição dos papéis e responsabilidades de operadores e demais 
funcionários durante as situações de emergências 
Os operadores e funcionários locais tem como responsabilidade comunicar o gestor da 
US ou Supervisor de Operações que por sua vez aciona os responsáveis pela solução ou 
mitigação da emergência, sendo eles: US, supervisor de operações, coordenadoria 
operacional, coordenadoria de tratamento, EHS ou coordenadoria eletromecânica. 
Cada setor é responsável por situações específicas descritas a seguir: ▪ Fal a eletromecânica: operador/funcionário → coordenadoria eletromecânica; ▪ Oscilação/interrupção no fornecimento de energia elétrica: operador/funcionário 
→ supervisor de operações/coordenadoria operacional;
▪ Vandalismo: operador/funcionário → US → polícia; ▪ Perda do sistema de telemetria: operador/funcionário → coordenadoria 
eletromecânica; 
▪ Vazamento de produtos químicos: operador/funcionário → coordenadoria de 
tratamento; 
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335
▪ Nível baixo ou extravasamento: operador/funcionário → coordenadoria 
operacional/ coordenadoria de tratamento; 
▪ Rompimento de rede: operador/funcionário → US → coordenadoria operacional; ▪ Comprometimento do suprimento de insumos: operador/funcionário → 
coordenadoria de tratamento; 
▪ Contaminação de água tratada em redes e reservatórios: operador/funcionário → 
coordenadoria de tratamento. 
▪ Contaminação de mananciais: operador/funcionário → coordenadoria de 
tratamento 
▪ Epidemias e surtos: operador/funcionário → coordenadoria de tratamento; ▪ ncêndios em unidades: operador/funcionário → bombeiros → EHS; ▪ Redução drástica de vazão de mananciais: operador/funcionário → coordenadoria 
de tratamento; 
▪ Rompimento de barragens/taludes: operador/funcionário → coordenadoria 
operacional/EHS; 
▪ Acidentes no transporte rodoviário de produtos químicos: operador/funcionário 
→ coordenadoria de tratamento.
 
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336
9. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA 
DA EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES 
Segundo a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (1995), um indicador se trata 
de uma relação matemática que é capaz de medir, de forma numérica, atributos de um 
determinado processo ou, ainda, seus resultados. A principal finalidade de um indicador 
é comparar a medida obtida com as metas numéricas pré-estabelecidas. 
Desta forma, é imprescindível definir quais os mecanismos e procedimentos permitirão 
compreender as futuras ações a serem tomadas pela Concessionária no que concerne o 
saneamento básico. Em referência à legislação ambiental brasileira, o termo “indicador” 
está atrelado a uma implementação, planejamento e avaliação de ações que culminem em 
uma melhoria da qualidade de vida, bem-estar social, saúde pública e condições 
ambientais. Ou seja, serve como uma avaliação de desempenho em um determinado setor, 
levando em consideração os seus processos. 
Os mecanismos e procedimentos para avaliação sistemática da efetividade das ações 
programadas englobam diversas atividades, das quais pode-se elencar um conjunto de 
técnicas que visem acompanhar e aferir os objetivos e metas pré-estabelecidas, os 
indicadores, os recursos humanos, os materiais tecnológicos e administrativos necessários 
para a plena execução, a avaliação, fiscalização e monitoramento, os recursos para a 
divulgação e acesso à informação e a adoção de diretrizes para o processo de refinamento. 
A Concessionária deve-se responsabilizar pela prestação, de forma adequada e contínua, 
dos serviços de saneamento básico. Outrossim, também é incumbido da fiscalização e 
acompanhamento das manutenções efetuadas em componentes dos sistemas, a fim de 
evitar a descontinuidade da operação. Além disso, deve viabilizar o empreendimento em 
relação aos serviços prestados, ou seja, buscar tarifas médias adequadas e despesas de 
operação compatíveis com a sustentabilidade dos sistemas. 
Por conseguinte, de maneira a garantir a efetividade da prestação dos serviços, a 
Concessionária deve verificar e acompanhar os avanços na eficiência dos sistemas de 
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337
abastecimento de água e esgotamento sanitário a partir da análise criteriosa dos 
indicadores de cobertura dos serviços e índice de perdas. 
Sendo assim, deve englobar, no mínimo 
– mas não apenas: 
a) Planejamento: Abrange o estabelecimento de metas e adequação dos 
recursos, a análise da evolução dos indicadores, do conjunto de dados, 
do programa de coleta e das análises a produzir e as características de 
publicação e divulgação do diagnóstico; 
b) Coleta: Inclui a coleta e recebimento de dados, controle do cronograma, 
prestação de esclarecimento e o controle e busca da qualidade das 
informações; 
c) Diagnóstico: Refere-se ao cálculo dos indicadores, elaboração das 
análises, produção textual e gráfica e processamento dos dados; 
d) Divulgação: Distribuição das informações para a sociedade. 
Ressalta-se que as metas não alcançadas devem, no passo do diagnóstico, ser objeto de 
um plano de ações corretivas, com justificativas acerca da sua não conformidade. 
Desta forma, as ações propostas, corretivas ou não, devem se embasar por: 
a) Objetivo: Estabelece a definição plena da motivação, ação a ser tomada 
e os resultados esperados; 
b) Tipo: A natureza da ação, se é corretiva ou não; 
c) Prazo: Período necessário para a sua execução; 
d) Agente: Área responsável pela execução da ação; 
e) Custos: Estimativa dos custos para a execução da ação. 
A efetividade de uma ação refere-se, principalmente, se os objetivos e as metas foram 
alcançados no prazo, metodologia e orçamento previsto. Assim sendo, apenas após o 
proposto procedimento, desde a escolha dos indicadores, coleta de dados e mensuração 
dos resultados torna-se possível mensurar a efetividade. 
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338
Evidencia-se, portanto, que a análise temporal do resultado dos indicadores é primordial 
no entendimento da efetividade das ações. Isto posto, pode-se concluir que é esperado 
que os planos de ações concebidos pela Concessionária, quando aplicados em sua 
integridade, apresentarão resultados positivos 
– sejam no sentido de correção, mitigação 
ou manutenção. A longo prazo, torna-se possível definir o quão efetiva essas ações foram. 
Com esse propósito, é essencial a criação de um banco de dados, onde todas as 
informações supracitadas estarão dispostas com fácil acesso e entendimento. 
Desta forma, o presente capítulo tem como propósito a apresentação dos mecanismos, 
procedimentos e indicadores para avaliações sistemáticas sobre a eficiência, eficácia, 
efetividade e dos impactos das ações programadas pelo Plano Regional. 
9.1. Metodologia de desenvolvimento dos indicadores de prestação dos 
serviços 
Lemos (2009) afirma haver um consenso de que todo monitoramento e avaliação 
baseiam-se em indicadores que auxiliam nas tomadas de decisão, permitindo um melhor 
desempenho, a formulação de um orçamento mais racional e uma prestação de contas 
mais clara e objetiva. 
Costa e Castanhar (2003, p. 987) indicam que: 
“O grande desafio para a disseminação da prática da avaliação de projetos no 
setor público é, sem dúvida, encontrar formas práticas de mensurar o 
desempenho e fornecer ao responsável pela gestão dos programas sociais, bem 
como para os demais atores envolvidos, informações úteis para a avaliação 
sobre os efeitos de tais programas, necessidade de correções, ou mesmo da 
inviabilidade do programa.”
O termo “ ndicador” vem da palavra latina “indicare” que significa anunciar, apontar ou 
indicar (VON SCHIRNDING, 1998 apud ARIS, 2015). Dentre os usos dos indicadores, 
pode-se destacar: ▪ Assinalar problemáticas; ▪ Identificar tendências; 
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339
▪ Priorizar; ▪ Formular e implantar políticas; ▪ Avaliar avanços. 
Dessa forma, para garantir o atendimento dos padrões de qualidade exigidos na prestação 
dos serviços, relacionados à implantação, ampliação, operação e manutenção dos 
sistemas, bem como determinados pela legislação vigente, foram estabelecidos 
indicadores de desempenho associados à disponibilidade e qualidade dos serviços 
prestados, sendo estes indicadores associados a um sistema de mensuração de 
desempenho. 
A utilização de indicadores de desempenho é imprescindível para que se avalie a 
qualidade dos serviços de saneamento, uma vez que assim se exige constante 
monitoramento, permitindo o aprimoramento e o acompanhamento da execução de metas 
definidas em contratos de concessão, identificação e disseminação das melhores práticas. 
O uso de indicadores é relevante ainda como mecanismo de incentivo ao aperfeiçoamento 
e a racionalização das atividades de fiscalização, facilitando a geração de diagnósticos 
anuais que fiquem à disposição do Poder Concedente e de instituições fiscalizadoras, 
podendo servir, inclusive, como base para a formulação de políticas públicas do setor. 
9.1.1. Forma de aferição dos indicadores 
Uma das dificuldades que podem surgir em um sistema de mensuração de desempenho 
por meio de indicadores é a forma de aferi-los. As variáveis que compõem a fórmula do 
indicador nem sempre são facilmente obtidas e, quando o são, deve-se atentar para a 
leitura correta dos parâmetros medidos visando retratar a realidade operacional de um 
sistema. 
Um outro aspecto importante é a periodicidade de mensuração, a qual deve ser 
estabelecida em função das características peculiares de cada indicador. Por fim, é 
fundamental que sejam definidas as responsabilidades das partes envolvidas no processo, 
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340
de modo a deixar claro suas respectivas funções e assim evitar futuros impasses que 
possam vir a comprometer a aferição dos indicadores. 
9.1.1.1. Fonte para coleta de dados 
Os dados para cálculo dos indicadores podem ser obtidos de maneira interna ou externa. 
Os dados são ditos internos quando gerados e controlados diretamente pela 
Concessionária, como o número de amostras em conformidade com os padrões vigentes, 
por exemplo. Já os externos são aqueles que devem ser obtidos junto a terceiros, como no 
caso do número de domicílios residenciais na Área de Prestação dos Serviços que é 
estimado com dados do IBGE. 
Para a obtenção dos dados internos recorre-se a: ▪ Verificações via inspeção em campo; ▪ Registros da Concessionária; ▪ Cadastro comercial da Concessionária; ▪ Relatórios operacionais; ▪ Análises físico-químicas, bacteriológica, microbiológica em laboratório 
e em campo; 
▪ Registro das auditorias ambientais realizadas; e ▪ Registro das reclamações pelo Sistema de Call Center. 
Já os dados externos serão obtidos a partir de consulta a fontes externas, como: ▪ Agência Nacional de Águas (ANA); ▪ Agências estaduais de meio-ambiente; ▪ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
– Censo 
demográfico ou Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD); 
▪ Prefeituras Municipais; ▪ Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS); ▪ Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). 
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341
9.1.2. Meta dos indicadores de desempenho 
O resultado de um indicador por si só não tem qualquer significado, devendo sempre ser 
comparado com algum valor de referência ou meta. A definição de metas deve estar 
atrelada tanto às boas práticas observadas no mercado de saneamento como também 
devem estar em conformidade com os valores considerados como alcançáveis pelo Órgão 
Regulador, além de estarem alinhadas às condições contratuais consideradas no projeto. 
As fontes consultadas para a definição dos valores de referência e metas foram: ▪ Legislação em vigor; ▪ Histórico dos indicadores do SNIS; ▪ Boas práticas nacionais e internacionais ajustadas à realidade das 
condições operacionais local e da Concessionária; 
▪ Normas técnicas relacionadas aos indicadores apresentados nesse 
relatório; 
▪ Associação Internacional da Água (IWA), atendendo à realidade da 
Prestadora. 
Os critérios adotados para o estabelecimento das metas aqui contempladas, foram: ▪ Ajustadas à realidade: Deve ser levado em consideração que as metas 
definidas têm de ser estipuladas de modo a se tornarem alcançáveis pela 
Concessionária. Para isso, é necessário o conhecimento da legislação em 
vigor e das práticas verificadas no mercado; 
▪ Otimistas, porém, realistas: As metas devem ser otimistas e 
desafiadoras, porém devem também evitar uma eventual perda de 
motivação por parte da Concessionária. Portanto, não se devem adotar 
metas consideravelmente ambiciosas ou até inalcançáveis, mas sim 
buscar-se atender às condicionantes que caracterizam o serviço prestado; 
▪ Graduais: É razoável que se defina um período de amadurecimento dos 
sistemas em questão. Desse modo, procura-se estabelecer metas graduais 
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para os anos iniciais da concessão até que se alcance a maturidade do 
sistema, ponto a partir do qual as metas passam a ser constantes; 
▪ Informação confiável e disponível: É indispensável que haja 
confiabilidade e disponibilidade da informação que servirá como base 
para a definição das metas dos indicadores de desempenho; 
▪ Benchmarking: As metas/valores de referência definidos a partir de 
comparação com outras realidades têm como vantagem a robustez dos 
resultados e eventual correção e adaptação daqueles ao ambiente 
operacional da Concessão; 
▪ Experiência: Abordagem alternativa na ausência de informação 
confiável que possa servir de base ao estabelecimento das metas. Trata￾se de um método qualitativo que se baseia na experiência e conhecimento 
de um especialista no assunto. Vale ressaltar que o caráter subjetivo e 
enviesado de uma opinião, pode resultar num distanciamento da 
realidade. 
É importante ressaltar que a Concessionária deve emitir relatórios a partir do início da sua 
atuação, realizando a mensuração dos indicadores aqui apresentados de forma a 
compreender a universalização dos serviços de saneamento. 
No que se refere ao esgoto, principalmente, o projeto inicia-se com níveis mais baixos de 
cobertura até que se atinja a maturidade operacional e se tenha um nível de cobertura 
constante até o final da vigência do contrato. Isso se reflete diretamente nas metas 
estabelecidas para os indicadores de universalização de água e esgoto e, indiretamente, 
em todos aqueles que tendem a apresentar progresso conforme investimentos são 
realizados e a operação é ampliada. 
Ressalta-se ainda que as metas a seguir apresentadas serão aferidas para a operação do 
município como um todo. A Concessionária deverá manter controle permanente dos 
indicadores, ainda que a emissão do relatório de controle venha a ser anual. 
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9.1.3. Atribuição de responsabilidades 
O processo de avaliação é composto por duas entidades e abrange a medição, o 
acompanhamento e a aferição dos indicadores, conforme listado a seguir: ▪ Concessionária: Responsável por realizar as medições dos indicadores, 
elaborar os relatórios de indicadores e fornecer as informações 
necessárias à agência reguladora e fiscalizadora;
▪ Agência Reguladora e Fiscalizadora: Responsável pelo 
acompanhamento do desempenho da Concessionária, devendo requerer 
e receber informações adicionais da Concessionária sempre que 
verificada a sua necessidade.
9.1.4. Indicadores operacionais 
O saneamento básico é um direito social na Constituição Federal, ou seja, todo indivíduo 
deve gozar plenamente do acesso à água tratada, abastecida de forma ininterrupta, da 
coleta e tratamento dos efluentes sanitários e da gestão efetiva de resíduos. Estes serviços 
ultrapassam os aspectos ambientais, tratando-se de fatores de saúde pública. 
Sendo assim, os indicadores para avaliação do sistema de abastecimento de água e 
serviços de esgotamento sanitário são instrumentos importantes para análise de 
desempenho dos provedores deste serviço. Não obstante, dada a importância do 
saneamento básico para a higidez humana, mensuram pontos cruciais de bem-estar social. 
Os indicadores aqui dispostos estão de acordo com os Contratos de Concessão assinados 
entre os municípios e a CORSAN. Importante ressaltar que a Agência Reguladora poderá 
instituir outros indicadores de desempenho, desde que o Equilíbrio Econômico￾Financeiro seja mantido, ou que haja o devido reestabelecimento. 
Além disso, a metodologia de cálculo dos indicadores de universalização segue os 
seguintes critérios: 
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▪ As metas de universalização, juntamente com seus respectivos índices, são 
calculadas para a área de prestação dos serviços; 
▪ As metas de universalização e seus índices não consideram: (i) imóveis 
localizados em Áreas Irregulares e (ii) imóveis situados em áreas com densidade 
inferior a 1 (uma) ligação para cada 20 (vinte) metros de rede; 
▪ São consideradas economias factíveis as unidades consumidoras ou domicílios 
que possuem redes públicas de abastecimento de água ou esgotamento sanitário 
disponíveis para conexão; 
▪ Para fins de comprovação do cumprimento das metas de universalização, serão 
consideradas as soluções individuais de coleta e tratamento de esgoto sanitário 
existentes na área de prestação dos serviços. 
9.1.4.1. Nível de universalização dos serviços de água 
Acompanha a cobertura dos serviços de abastecimento de água para cada município, 
aplicando o NUA, seguindo a fórmula: 
𝑁𝑈𝐴 = 
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 Á𝑔𝑢𝑎
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais de água: número de economias residenciais que 
possuem acesso aos serviços de abastecimento de água, na área da prestação dos 
serviços, incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a 
partir dos cadastros comercial e operacional da Concessionária; 
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade 
técnica para serem conectados à rede de abastecimento de água na Área de 
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios 
estimados pelo IBGE. 
Este indicador é um importante parâmetro de avaliação, não somente por auxiliar a 
Concessionária a compreender a abrangência de seu serviço, mas por estar 
intrinsecamente relacionado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 
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6: Água Potável e Saneamento, apresentado abaixo na Figura 127 e, também, ao ODS 
11: Cidades e Comunidades Sustentáveis, na Figura 128. 
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são parte de uma agenda mundial adotada 
durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em 2015, 
sendo composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidas até 2030. 
Figura 127 
– ODS 6. 
Fonte: Organização das Nações Unidas (2017).
Figura 128 
– ODS 11. 
Fonte: Organização das Nações Unidas (2017).
O ODS 6 trata diretamente dos objetivos vinculados à Água Potável e Saneamento, cujo 
objetivo número 6.1: 
“Até 2030, se alcance o acesso universal e equitativo à água potável, segura e 
acessível para todos. Desta forma, a análise criteriosa do IAA é capaz de 
mensurar a evolução da PRESTADOR DE SERVIÇO em relação ao objetivo 
proposto.” (Organização das Nações Unidas, 2017). 
Já o ODS 11 trata diretamente dos objetivos vinculados à Cidades e Comunidades 
Sustentáveis, cujo objetivo número 11.1: 
“Até 2030, garantir o acesso de todos a abitação segura, adequada e a preço
acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas.” (Organização das 
Nações Unidas, 2017). 
Desta forma, a análise criteriosa do NUA é capaz de mensurar a evolução da cobertura 
do serviço em relação ao objetivo proposto. A Concessionária deverá validar o índice de 
cobertura inicial, com base num banco de dados atualizado. 
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9.1.4.2. Nível de universalização dos serviços de esgotamento 
sanitário 
Acompanha a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário para cada município, 
aplicando o NUE, seguindo a fórmula: 
𝑁𝑈𝐸 = 
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais esgoto: número de economias residenciais que possuem 
acesso aos serviços de esgotamento sanitário na Área de Prestação dos Serviços, 
incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a partir dos 
cadastros comercial e operacional da Concessionária; 
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade 
técnica para serem conectados à rede de esgotamento sanitário na Área de 
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios 
estimados pelo IBGE e não deverá incluir domicílios em soleira baixa ou qualquer 
outra impossibilidade técnica de conexão. 
É imprescindível que a Concessionária compreenda claramente o nível de universalização 
dos serviços de esgotamento sanitário, uma vez que essa meta é mencionada no próprio 
serviço, além de estar presente no ODS 6: Água Potável e Saneamento, disposta no 
objetivo 6.2: 
“Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e igiene adequados e equitativos 
para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para 
as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de 
vulnerabilidade.” (Organização das Nações Unidas, 2017). 
O nível de serviço é definido a partir da Lei Federal nº 14.026/2020, com cobertura 
mínima de 90% da população até o ano de 2033. Desta forma, faz-se necessário que os 
esforços da Concessionária estejam alinhados com esta meta. 
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10. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO 
No âmbito do monitoramento e avaliação do plano, é importante ressaltar que o plano foi 
estruturado com base no panorama observado no momento de sua criação, fundamentado 
no diagnóstico dos aspectos institucionais, organizacionais e técnicos relacionados aos 
serviços de saneamento básico nos municípios. Os dados e indicadores levantados nessa 
etapa constituem a espinha dorsal das propostas do plano e, portanto, precisam ser 
monitorados e revisados de forma regular, com análises anuais. 
A premissa central é que o plano de saneamento não é definitivo, mas sim um documento 
estratégico que requer acompanhamento contínuo para ser ajustado às novas 
circunstâncias que surgirem. O monitoramento frequente garante a flexibilidade 
necessária para atualizar as ações e metas, assegurando que o plano se mantenha 
adequado às mudanças contextuais e tecnológicas. 
Além disso, de acordo com o art. 19, § 4º da Lei Federal n° 14.026/2020, os planos de 
saneamento devem ser revisados em intervalos regulares, com um prazo máximo de 10 
anos entre as revisões. Essa periodicidade é essencial para garantir que o plano permaneça 
atual e alinhado às novas realidades, promovendo a evolução dos serviços de saneamento 
e o cumprimento dos objetivos estabelecidos. 
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11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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2021 - Índice de Segurança Hídrica Urbano, 2022. Disponível em: 
<https://dadosabertos.ana.gov.br/datasets/897b12b3081c49678a1b2161c372b70c_0/abo
ut>. Acesso em: 26 jun. 2024. 
ANA, 2020. Relatório de Identificação de Obra - RIO. Sistema integrado - sistema 
adutor de Alvorada 
– Viamão. Disponível em: 
<https://portal1.snirh.gov.br/arquivos/RIO_TDR_SNIRH/RS-RM-SAA￾004.pdf>.Acesso em: junho de 2024. 
ANA, 2020. Relatório de Identificação de Obra - RIO. Sistema integrado - sistema 
adutor de Campo Bom - Estância Velha - Sapiranga 
– portão. Disponível em: 
<https://portal1.snirh.gov.br/arquivos/RIO_TDR_SNIRH/RS-RM-CPT-015.pdf>. 
Acesso em: junho de 2024. 
ANA, 2020. Relatório de Identificação de Obra - RIO. Sistema Integrado - Sistema 
Adutor de Alpestre - Planalto. Disponível em: 
<https://portal1.snirh.gov.br/arquivos/RIO_TDR_SNIRH/RS-NE-AAB-092.pdf>. 
Acesso em: junho de 2024. 
ANA, 2020. Relatório de Identificação de Obra - RIO. Sistema Integrado - Sistema 
Adutor de Canela 
– Gramado. Disponível em: 
<https://portal1.snirh.gov.br/arquivos/RIO_TDR_SNIRH/RS-NE-SAA-027.pdf>. 
Acesso em: junho de 2024. 
ANA, 2020. Relatório de Identificação de Obra - RIO. Sistema Integrado - Sistema 
Adutor de Canoas - Esteio - Sapucaia do Sul. Disponível em: 
<https://portal1.snirh.gov.br/arquivos/RIO_TDR_SNIRH/RS-RM
-ETA-003.pdf>. 
Acesso em: julho de 2024. 
ANA, 2020. Relatório de Identificação de Obra - RIO. Sistema Integrado - Sistema 
Adutor de Charqueadas 
– São Jerônimo. Disponível em: 
<https://portal1.snirh.gov.br/arquivos/RIO_TDR_SNIRH/RS-RM
-ETA-003.pdf>. 
Acesso em: julho de 2024. 
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349
ANA, 2020. Relatório de Identificação de Obra - RIO. Sistema Integrado - Sistema 
Adutor de Eldorado do Sul 
– Guaíba. Disponível em: 
<https://portal1.snirh.gov.br/arquivos/RIO_TDR_SNIRH/RS-RM
-AAT-018.pdf>. 
Acesso em: julho de 2024. 
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução n° 357, de 
17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes 
ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de 
lançamento de efluentes. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 18 mar. 2005. 
BRASIL. Decreto Federal n°. 76.872, de 22 de dezembro de 1975. Regulamenta a Lei 
nº 6.050, de 24 de maio de 1974, que dispõe sobre a fluoretação da água em sistemas 
públicos e abastecimento. Disponível em: 
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d76872.htm>. Acesso em: 19 
jul. 2024. 
BRASIL. Lei Federal n°. 6.050, de 24 de maio de 1974. Dispõe sobre a fluoretação da 
água em sistemas de abastecimento quando existir estação de tratamento. Disponível em: 
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6050.htm>. Acesso em: 19 jul. 2024. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Rio Grande do Sul é um dos quatro estados com mais 
municípios dependentes do SUS. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt￾br/assuntos/noticias-para-os-estados/rio-grande-do-sul/2023/marco/rio-grande-do-sul-e￾um-dos-quatro-estados-com-mais-municipios-dependentes-do-sus>. Acesso em: junho 
de 2024. 
BRITO, Maria Cecília Wey. Unidades de conservação: intenções e resultados. 
Annablume, 2000. 
CARNEIRO, Mariko de Almeida et al. Sistemas individuais alternativos de 
tratamento de esgoto sanitário, 2018. 
CENTRO DE ESTUDOS DA METRÓPOLE (CEM). Unidades de Conservação 
Ambiental do Brasil, 2021. Disponível em: <https://centrodametropole.fflch.usp.br/pt￾br/file/18443/download?token=v2kiijBr>. Acesso em: 25 jun. 2024. 
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CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA 
n°. 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e 
diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e 
padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Disponível em: 
<https://www.icmbio.gov.br/cepsul/images/stories/legislacao/Resolucao/2005/res_cona
ma_357_2005_classificacao_corpos_agua_rtfcda_altrd_res_393_2007_397_2008_410_
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CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA 
n°. 430, de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de 
efluentes, complementa e altera a Resolução nº 357, de 17 de março de 2005, do Conselho 
Nacional do Meio Ambiente-CONAMA. Disponível em: 
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CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA 
n°. 498, de 19 de agosto de 2020. Define critérios e procedimentos para produção e 
aplicação de biossólido em solos, e dá outras providências. Disponível em: 
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Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em: 
<https://bdiaweb.ibge.gov.br/#/consulta/geomorfologia>. Acesso em: 19 jun. 2024. 
IBGE. Banco de Dados de Informações Ambientais (BDiA): Pedologia, 2024. Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em: 
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OMS. Diretrizes da Organização Mundial da Saúde para a Qualidade da Água 
Potável, 2018. Disponível em: 
<https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/272386/9789241549950-
eng.pdf?ua=1>. Acesso em: 19 jul. 2024. 
OMS. Protocolo de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano, 2017. 
Disponível em: <https://www.paho.org/pt/topicos/agua-consumo-humano>. Acesso em: 
19 jul. 2024. 
PANISSET, Marco Alberto. Unidades de conservação e o desenvolvimento 
sustentável: conceitos, métodos e experiências. 2. ed. Brasília: MMA, 2018. 296 p. 
RIO GRANDE DO SUL. Lei n°. 10.350, de 30 de dezembro de 1994. Institui o Sistema 
Estadual de Recursos Hídricos, regulamentando o artigo 171 da Constituição do 
Estado do Rio Grande do Sul. Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Porto 
Alegre, Rio Grande do Sul. Disponível em: 
<https://www.al.rs.gov.br/filerepository/replegis/arquivos/10.350.pdf>. Acesso em: 2 
out. 2024. 
RIO GRANDE DO SUL. Plano Estadual de Saneamento do Rio Grande do Sul. Porto 
Alegre: Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 2021. 
SILVA, Maria José Ferreira da; BARROS, Vinícius Andrade. Indicadores de 
sustentabilidade: Uma proposta para a bacia do rio Jucu, ES. Universidade Federal 
do Espírito Santo, 2019. 
SNIS. Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento. Série Histórica. 
Disponível em: < http://app4.mdr.gov.br/serieHistorica/>.
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354
UNESCO. Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos 
Recursos Hídricos 2020. Disponível em: 
<https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000372985>. Acesso em: 22 jun. 2024. 
 
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APÊNDICE I 
– CADERNOS INDIVIDUAIS PARA OS MUNICÍPIOS COM 
POPULAÇÃO INFERIOR A 20.000 HABITANTES
 
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356
APÊNDICE II
– CADERNOS INDIVIDUAIS PARA OS MUNICÍPIOS COM 
POPULAÇÃO SUPERIOR A 20.000 HABITANTES 
 
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APÊNDICE III
– LISTAGEM DAS LICENÇAS AMBIENTAIS E OUTORGAS 
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358
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1 
Município de Montenegro
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2 
COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO 
CONSULTORIA MLAYDNER 
– INTELIGÊNCIA EM SANEAMENTO 
Coordenação Geral 
Mariangela Correa Laydner 
– Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho 
Coordenação Adjunta 
João Victor Malheiros Vidal da Vinha 
– Engenheiro Ambiental 
Nathália Miranda das Chagas 
– Engenheira Ambiental 
Matheus Correia Martinho da Silva 
– Engenheiro Ambiental 
Raísa Fagundes dos Santos 
– Engenheira Hídrica 
Equipe Técnica 
Anna Clara Muniz Correia 
– Estagiária de Engenharia Ambiental 
Arnaldo Mailes Neto 
– Engenheiro Ambiental 
Louise Pinho Novaes 
– Engenheira Ambiental 
Thaís Texeira Rodrigues Lima 
– Engenheira Ambiental 
 
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3 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1 
– Localização e delimitação do município. ................................................................. 11
Figura 2 
– Classificação Climática (KOPPEN) dos municípios atendidos pela CORSAN. ......... 13
Figura 3 
– Classificação de províncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN. ..... 15
Figura 4 
– Unidades geomorfológicas da região dos municípios atendidos pela CORSAN. ....... 17
Figura 5 
– Regiões Hidrográficas do Rio Grande do Sul. ............................................................. 19
Figura 6 
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Guaíba. ............ 23
Figura 7 
– Rios principais da Região Hidrográfica do Guaíba. ..................................................... 26
Figura 8 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Caí. .................................................................. 27
Figura 9 
– Sistemas Aquíferos do Rio Grande do Sul. .................................................................. 29
Figura 10 
– Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U) dos municípios atendidos pela 
CORSAN. ...................................................................................................................................... 47
Figura 11 
– Distribuição de biomas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN. ............ 49
Figura 12 
– Tendencia da população total do município (1991-2022). ......................................... 51
Figura 13 
– Escala do IDH. ......................................................................................................... 52
Figura 14 
– Tendência histórica do IDHM no município. ............................................................ 53
Figura 15 
– Distribuição das classes de cobertura e uso do solo ao longo dos municípios 
atendidos pela CORSAN. .............................................................................................................. 60
Figura 16 
– Taxas de crescimento acumuladas 
– 2023/2022. ....................................................... 62
Figura 17 
– Percentual de ocupação no município 
– 2010. ........................................................... 63
Figura 18 
– Fluxograma do SAA (1). ......................................................................................... 69
Figura 19 
– Fluxograma do SAA (2). ......................................................................................... 70
Figura 20 
– Pontos vulneráveis do SAA (1). .............................................................................. 72
Figura 21 
– Pontos vulneráveis do SAA (2). .............................................................................. 73
Figura 22 
– Área com maior demanda. ..................................................................................... 74
 
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4 
LISTA DE QUADROS 
Quadro 1 
– Classificação climática do município. .................................................................... 12
Quadro 2 
– Classificação das províncias estruturais do município. ....................................... 14
Quadro 3 
– Unidades geomorfológicas do município. .............................................................. 16
Quadro 4 
– Áreas das Regiões e Bacias Hidrográficas do Rio Grande Sul. ................................. 20
Quadro 5 
– Região e Bacia Hidrográfica do município. ............................................................... 21
Quadro 6 
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do Guaíba.
 ....................................................................................................................................................... 21
Quadro 7 
– População urbana residente na Região Hidrográfica Guaíba. .................................... 24
Quadro 8 
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Guaíba e principais usos. ......................... 24
Quadro 9 
– Aquíferos do Estado do Rio Grande do Sul. ......................................................... 30
Quadro 10 
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas nas 
bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul. .................................................................................. 34
Quadro 11 
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas por 
sistema aquífero no Rio Grande do Sul. ........................................................................................ 35
Quadro 12 
– Disponibilidade hídrica nas Bacias Hidrográficas do Estado do Rio Grande do Sul.
 ....................................................................................................................................................... 37
Quadro 13 
– Demandas hídricas médias superficiais nas bacias hidrográficas do Estado. ........... 38
Quadro 14 
– Balanço hídrico nas Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul. ........................... 40
Quadro 15 
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ............................................................ 42
Quadro 16 
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de Uso 
da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ......................................... 42
Quadro 17 
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no conjunto 
de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ........................................................................... 43
Quadro 18 
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no conjunto 
de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ........................................................................... 43
Quadro 19 
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. ............................................................ 44
Quadro 20 
– Índice de Segurança Hídrica Urbano do município. .......................................... 46
Quadro 21 
– Biomas do município. ............................................................................................ 48
Quadro 22 
– IDHM e seus componentes no município 
– 2010. .................................................... 54
Quadro 23 
– Evolução do índice de Gini do estado do Rio Grande do Sul
. ........................... 54
Quadro 24 
– Tendência histórica do Índice de Gini no município. ........................................ 55
Quadro 25
– Média de internação por DRSAI em abril de 2024. ................................................. 57
Quadro 26
– Taxa de alfabetização do município 
– 2022. ............................................................ 57
Quadro 27 
– Classificação uso e cobertura do solo. ...................................................................... 58
Quadro 28 
– Distribuição do uso e cobertura do solo do município. ............................................ 61
Quadro 29
– VAB dos setores do município 
– 2021. .................................................................... 62
Quadro 30 
– PIB municipal e per capita do município 
– 2021. .................................................... 64
Quadro 31 
– Reservatórios do SAA. .......................................................................................... 66
Quadro 32 
– Tipos de rede e material. ....................................................................................... 67
Quadro 40 
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de abastecimento de água. 84
Quadro 41 
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de abastecimento de água.
 ....................................................................................................................................................... 85
Quadro 42 
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de esgotamento sanitário. . 87
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5 
Quadro 43 
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de esgotamento sanitário.
 ....................................................................................................................................................... 88
Quadro 44 
– Programa, projetos e ações de desenvolvimento institucional e setorial. ................. 89
Quadro 41 
– Matriz de determinação da probabilidade. ......................................................... 93
Quadro 42 
– Matriz de determinação do impacto/consequência. ........................................... 94
Quadro 43 
– Matriz probabilidade x impacto para classificação do risco. ............................ 94
Quadro 44 
– Classificação do risco. ........................................................................................... 95
Quadro 45 
– Ações de Contingência e Emergência 
– SAA. ..................................................... 97
Quadro 46 
– Plano de ação para riscos definidos como alto do SAA. .................................. 101
Quadro 47 
– Ações de Contingência e Emergência 
– SES. .................................................... 101
 
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6 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO ..................................................................... 9
2. DIAGNÓSTICO GERAL VOLTADO PARA OS INTERESSES DO SANEAMENTO
 10
2.1. Caracterização geral da área .......................................................................................... 10
2.2. Aspectos ambientais ........................................................................................................ 12
2.2.1. Clima ............................................................................................................................. 12
2.2.2. Geologia e geomorfologia ............................................................................................ 14
2.2.3. Hidrografia ................................................................................................................... 18
2.2.3.1. Regiões hidrográficas .............................................................................................. 18
2.2.3.1.1. Região Hidrográfica do Guaíba ............................................................................. 21
2.2.3.2. Disponibilidade, demanda e balanço hídrico ........................................................ 28
2.2.3.2.1. Recursos hídricos subterrâneos .............................................................................. 28
2.2.3.2.1.1. Disponibilidade hídrica ....................................................................................... 28
2.2.3.2.1.2. Demanda hídrica .................................................................................................. 32
2.2.3.2.2. Recursos hídricos superficiais ................................................................................ 37
2.2.3.2.2.1. Disponibilidade hídrica ....................................................................................... 37
2.2.3.2.2.2. Demanda hídrica .................................................................................................. 38
2.2.3.2.2.3. Balanço hídrico .................................................................................................... 39
2.2.3.2.2.4. Qualidade dos mananciais .................................................................................. 41
2.2.3.2.2.4.1. Região Hidrográfica do Guaíba ..................................................................... 42
2.2.3.3. Segurança hídrica .................................................................................................... 44
2.3. Aspectos bióticos .............................................................................................................. 48
2.4. Aspectos socioeconômicos ............................................................................................... 50
2.4.1. Aspectos sociais ............................................................................................................ 50
2.4.1.1. Demografia ............................................................................................................... 50
2.4.1.2. Índice de Desenvolvimento Humano ...................................................................... 51
2.4.1.3. Renda ........................................................................................................................ 54
2.4.1.4. Saúde ......................................................................................................................... 55
2.4.1.5. Educação ................................................................................................................... 57
2.4.1.6. Uso e ocupação do solo ............................................................................................ 57
2.4.2. Aspectos econômicos .................................................................................................... 61
2.4.2.1. Atividades e vocações econômicas .......................................................................... 61
2.4.2.2. Caracterização do mercado de trabalho ............................................................... 62
2.4.2.3. Panorama fiscal ........................................................................................................ 63
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7 
3. DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA EXISTENTE ............................................. 65
3.1. Abastecimento de água .................................................................................................... 65
3.1.1. Captação superficial .................................................................................................... 66
3.1.2. Estação de tratamento de água ................................................................................... 66
3.1.3. Reservação .................................................................................................................... 66
3.1.4. Estações de bombeamento de água ............................................................................ 67
3.1.5. Rede de distribuição de água ...................................................................................... 67
3.1.6. Fluxograma esquemático do sistema ......................................................................... 68
3.1.7. Identificação dos pontos vulneráveis ......................................................................... 71
3.1.8. Identificação das áreas com maior demanda ............................................................ 74
3.2. Esgotamento sanitário ..................................................................................................... 74
4. OBJETIVOS E METAS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS .................. 75
4.1. Projeção populacional ..................................................................................................... 75
4.1.1. Método utilizado para projeções populacionais ....................................................... 76
4.1.2. Objetivos, metas e indicadores ................................................................................... 78
4.1.2.1. Metodologia do cálculo ............................................................................................ 79
4.1.2.2. Nível de universalização dos serviços de água ...................................................... 80
4.1.2.3. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário ......................... 81
5. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES ........................................................................... 82
5.1. Premissas e diretrizes ...................................................................................................... 82
5.2. Abastecimento de água .................................................................................................... 83
5.2.1. Programa, projetos e ações estruturais ..................................................................... 83
5.2.2. Programa, projetos e ações estruturantes ................................................................. 85
5.3. Esgotamento sanitário ..................................................................................................... 86
5.3.1. Programa, projetos e ações estruturais ..................................................................... 86
5.3.2. Programa, projetos e ações estruturantes ................................................................. 87
5.4. Programa de desenvolvimento institucional e setorial ................................................. 89
5.5. Fonte de Financiamento .................................................................................................. 90
6. AÇÕES DE EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS ..................................................... 91
6.1. Avaliação das vulnerabilidades do sistema de abastecimento de água e do sistema de 
esgotamento sanitário .................................................................................................................. 92
6.2. Categorização dos riscos/vulnerabilidades .................................................................... 93
6.2.1. Definições dos critérios de vulnerabilidade ............................................................... 93
6.2.2. Definições dos critérios de gravidade ......................................................................... 94
6.3. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades ................................................... 95
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8 
6.4. Plano de ações de emergências e contingências ............................................................ 96
6.5. Demais ações contingência e emergência ..................................................................... 105
6.6. Avaliação de alternativas de suprimento hídrico, inclusive com definição de 
manancial de reserva para garantir o abastecimento em situações de falha ou insuficiência 
da captação original ................................................................................................................... 105
6.7. Monitoramento e controle dos mananciais ................................................................. 106
6.8. Descrição do protocolo de comunicação com usuários de água potencialmente 
impactados pelo desabastecimento/risco ambiental devido a panes ou manutenções 
programadas e responsáveis pela comunicação ...................................................................... 107
6.9. Descrição dos procedimentos operacionais relacionados, abrangendo a localização 
das ferramentas e dos equipamentos de manutenção, e rotas de acesso aos pontos críticos
 108
6.10. Definição dos papéis e responsabilidades de operadores e demais funcionários 
durante as situações de emergências ........................................................................................ 108
7. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DA 
EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES ............................................................................. 111
7.1. Indicadores operacionais .............................................................................................. 112
7.1.1. Nível de universalização dos serviços de água ........................................................ 113
7.1.2. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário ........................... 114
8. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO .......................................................................... 116
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 117
ANEXO I 
– PROJEÇÃO POPULACIONAL ......................................................................... 124
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9 
1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO 
Este documento integra o Plano Regional de Água e Esgoto (PRAE), complementando￾o, de modo que não poderá ser utilizado de forma independente, direcionado aos 317 
municípios atendidos pela Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN). O 
objetivo central do PRAE é estabelecer diretrizes e ações estratégicas que promovam a 
eficiência, a universalização e a sustentabilidade dos serviços de saneamento básico, 
visando melhorar a qualidade de vida da população e preservar os recursos naturais 
regionais. 
O desenvolvimento do PRAE está em plena conformidade com a Lei Federal nº 11.445, 
de 5 de janeiro de 2007, conhecida como a Lei Nacional de Saneamento Básico, que 
estabelece os parâmetros de regulação e as obrigações para o setor em todo o território 
nacional. Adicionalmente, este plano incorpora as diretrizes e atualizações introduzidas 
pela Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho de 2020, que ampliou os critérios de prestação 
dos serviços, definiu metas de universalização e reforçou os mecanismos de fiscalização. 
A abordagem adotada pelo PRAE é ampla e integrada, abrangendo aspectos ambientais, 
sociais e econômicos da área abrangida. Após o diagnóstico das infraestruturas existentes, 
são definidos objetivos e metas para a universalização dos serviços de abastecimento de 
água e esgotamento sanitário, que são complementados por programas, projetos e ações 
essenciais para o alcance desses objetivos. 
Além disso, o documento integra mecanismos de emergência e contingência, preparados 
para oferecer respostas rápidas em situações imprevistas, como crises de escassez hídrica 
ou falhas nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. 
Para assegurar a efetividade das ações, o plano também estabelece critérios e 
procedimentos específicos para monitorar e avaliar a eficiência e a eficácia das iniciativas 
implementadas. A avaliação contínua dos indicadores de desempenho permite identificar 
oportunidades de melhoria e realizar ajustes necessários, promovendo um ciclo de 
aprimoramento que favorece tanto a gestão operacional quanto a qualidade do 
atendimento oferecido aos municípios. 
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10
2. DIAGNÓSTICO GERAL VOLTADO PARA OS INTERESSES DO 
SANEAMENTO 
Este capítulo apresenta um diagnóstico das condições atuais relacionadas ao saneamento 
básico na área de estudo. O objetivo é fornecer uma visão clara das questões ambientais, 
sociais e econômicas que influenciam os serviços de saneamento. 
Este diagnóstico é fundamental para entender a situação atual e as necessidades 
específicas da região, servindo como base para o planejamento de ações futuras. Ao 
identificar os principais desafios e potencialidades, o capítulo busca proporcionar uma 
base sólida para o desenvolvimento de estratégias eficazes e sustentáveis que visem a 
universalização e a melhoria contínua dos serviços de saneamento. 
2.1. Caracterização geral da área 
O município de Montenegro, localizado no estado do Rio Grande do Sul, possui uma área 
total de 425,023 km² e uma população total de 64.322 habitantes, segundo o IBGE de 
2022. O crescimento populacional em relação ao censo de 2010 foi de cerca de 8,3%, 
resultando em uma densidade demográfica de aproximadamente 151,34 habitantes por 
km². 
Na Figura 1, está sendo apresentada a delimitação e localização do município. 
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Figura 1 
– Localização e delimitação do município. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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2.2. Aspectos ambientais 
Este capítulo aborda os aspectos ambientais que influenciam e são influenciados pelos 
serviços de saneamento básico na área de estudo. A análise foca nas interações entre os 
sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e o meio ambiente, destacando 
a importância de equilibrar o desenvolvimento humano com a preservação dos recursos 
naturais. 
2.2.1. Clima 
O levantamento de dados climáticos é fundamental para o planejamento e a 
implementação de soluções adequadas em saneamento básico, considerando fatores como 
temperaturas médias anuais e índices pluviométricos. Esses dados permitem a elaboração 
de estratégias eficazes, especialmente em municípios que enfrentam desafios como secas 
prolongadas ou chuvas intensas. A gestão eficiente dos recursos hídricos e a resiliência 
da infraestrutura de saneamento são fortalecidas, garantindo a sustentabilidade e a 
qualidade de vida. 
O estado do Rio Grande do Sul está dividido entre as zonas climáticas Cfa e Cfb, 
conforme a classificação de Köppen. 
O tipo "Cfa" é caracterizado por chuvas ao longo de todos os meses do ano, com a 
temperatura do mês mais quente superior a 22°C e a do mês mais frio superior a 3°C. Por 
outro lado, o tipo "Cfb" também apresenta chuvas durante todo o ano, mas a temperatura 
do mês mais quente é inferior a 22°C e a do mês mais frio é superior a 3°C. 
A Figura 2 ilustra a classificação climática dos municípios dos municípios atendidos pela 
CORSAN, enquanto o Quadro 1 foca especificamente no município em estudo. 
Quadro 1 
– Classificação climática do município. 
Município Classificação climática 
Montenegro Cfa
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 2 
– Classificação Climática (KOPPEN) dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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2.2.2. Geologia e geomorfologia 
A geologia envolve o estudo das características estruturais do solo e das rochas que 
compõem o território. No contexto do plano regional de saneamento, a compreensão das 
formações geológicas é essencial para garantir a adequação e a segurança das obras de 
infraestrutura. 
De acordo com dados do Banco de Dados e Informações Ambientais (IBGE, 2024), a 
distribuição das províncias estruturais do estado do Rio Grande do Sul varia entre 5 
(cinco) classificações, tendo 63,25% da área do estado localizada na província Paraná e 
14,51% coberta pela província Mantiqueira, ainda se tem que 10,29% da área está contida 
na Cobertura Cenozoica, e as demais áreas compreendem a província “Costeira e Margem 
Continental” (5,62%) e o “Corpo D’água Continental” (6,32%).
A Figura 3, que apresenta a classificação das províncias estruturais dos municípios 
operados pela CORSAN, ilustra as principais formações geológicas presentes na região. 
O Quadro 2 apresenta as formações geológicas do município em estudo. 
Quadro 2 
– Classificação das províncias estruturais do município. 
Município Formações geológicas Cobertura territorial 
Montenegro 
Paraná 87,67% 
Cobertura Cenozoica 12,30% 
Corpo d’Água Continental 0,03% 
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 3 
– Classificação de províncias estruturais dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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A geomorfologia, por sua vez, foca no estudo das formas do relevo e suas interações com 
os processos erosivos, deposicionais e dinâmicas climáticas. Na classificação por 
unidades geomorfológicas, no estado do Rio Grande do Sul predomina a unidade do 
Planalto dos Campos Gerais (15,41%), seguido do Planalto das Missões (14,76%) e do 
Planalto da Campanha (12,60%). A Figura 4 expõe as unidades geomorfológicas da área de operação da CORSAN, ilustra 
a variedade de formações de relevo presentes na região, como planícies, colinas e 
depressões, cada uma com implicações específicas para o planejamento urbano e 
ambiental. 
O Quadro 3 apresenta as unidades geomorfológicas do município em estudo. 
Quadro 3 
– Unidades geomorfológicas do município. 
Município Unidades geomorfológicas Cobertura territorial 
Montenegro 
Corpo d’Água Continental 0,03% 
Depressão do Rio Jacuí 56,33% 
Patamares da Serra Geral 31,36% 
Planície Lagunar Patos Mirim 6,15% 
Planícies Alúvio-Coluvionares 6,12% 
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 4 
– Unidades geomorfológicas da região dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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2.2.3. Hidrografia 
A hidrografia, estudo das águas presentes na superfície terrestre, desempenha um papel 
crucial na gestão ambiental. O manejo sustentável das águas urbanas é fundamental, pois 
busca aproximar a população dos recursos hídricos de forma a melhorar o convívio ao 
redor desses corpos d'água. 
2.2.3.1. Regiões hidrográficas 
As Regiões Hidrográficas são divisões territoriais fundamentais para o gerenciamento dos 
recursos hídricos, pois consideram as características físicas, econômicas, sociais e 
ambientais de cada localidade, respeitando suas individualidades. 
Segundo a Lei Estadual n°10.350/1994, o Estado do Rio Grande do Sul é dividido em 3 
(três) Regiões Hidrográficas: Região Hidrográfica da Bacia do Rio Uruguai, Região 
Hidrográfica da Bacia do Guaíba e a Região Hidrográfica do Litoral. Dentro dessas 
regiões, estão inseridas as 25 Bacias Hidrográficas do estado. 
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Figura 5 
– Regiões Hidrográficas do Rio Grande do Sul. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Conforme apresentado na Figura 5, as Bacias Hidrográficas possuem códigos de 
identificação. O Quadro 4 relaciona as respectivas bacias com seus códigos e suas áreas 
correspondentes. 
Quadro 4 
– Áreas das Regiões e Bacias Hidrográficas do Rio Grande Sul. 
Região Hidrográfica Bacia Hidrográfica Código Área (km²)
Guaíba 
Gravataí G10 2.008,93 
Sinos G20 3.680,04 
Caí G30 4.957,74 
Taquari - Antas G40 26.323,76 
Alto Jacuí G50 13.037,20 
Vacacaí 
– Vacacaí Mirim G60 11.085,77 
Baixo Jacuí G70 17.370,48 
Lago Guaíba G80 2.459,91 
Pardo G90 3.631,24 
Total 9 bacias 84.555,07 
Litoral 
Tramandaí L10 2.745,73 
Litoral Médio L20 6.472,10 
Camaquã L30 21.517,58 
Mirim -São Gonçalo L40 25.666,83 
Mampituba L50 683,76 
Total 5 bacias 57.085,98 
Uruguai 
Apuaê - Inhandava U10 14.510,51 
Passo Fundo U20 4.847,25 
Turvo - Santa Rosa-Santo 
Cristo U30 10.824,02 
Piratinim U40 7.647,26 
Ibicuí U50 35.041,38 
Quarai U60 6.658,78 
Santa Maria U70 15.665,92 
Negro U80 3.005,24 
Ijuí U90 10.704,60 
Várzea U100 9.508,42 
Butuí-Icamaquã U110 8.025,76 
Total 11 bacias 126.439,14 
Fonte: Elaboração própria (2024); PERH-RS (2007). 
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O município em estudo está situado na Região Hidrográfica e na Bacia Hidrográfica 
apresentadas no Quadro 5.
Quadro 5 
– Região e Bacia Hidrográfica do município.
Município Região Hidrográfica Bacia Hidrográfica
Montenegro Guaíba Caí 
Fonte: Elaboração própria (2024).
A seguir, essas informações serão detalhadas. 
2.2.3.1.1. Região Hidrográfica do Guaíba 
A Região Hidrográfica do Guaíba está localizada na parte central do Rio Grande do Sul. 
Com uma área de aproximadamente 84.555 km², abrange cerca de 30% da área do Estado 
e contempla 232 municípios. 
De acordo com o Plano Estadual de Saneamento (PLANESAN, 2021), a distribuição dos 
municípios por bacia é realizada com base na maior parte de seu território estar localizada 
em uma determinada bacia hidrográfica (SEMA, 2020). Assim, cada município é 
associado a apenas uma bacia, mesmo que tenha partes de seu território em outras. Essa 
distribuição pode ser observada na Figura 6.
No Quadro 6, são apresentados os municípios contemplados neste Plano que integram a 
Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quadro 6 
– Relação dos municípios por Bacia Hidrográfica na Região Hidrográfica do 
Guaíba. 
Bacia Hidrográfica Municípios
Gravataí Alvorada, Cachoeirinha, Glorinha, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha. 
Sinos 
Campo Bom, Canela, Canoas, Estância Velha, Esteio, Igrejinha, Nova Hartz, 
Parobé, Portão, Riozinho, Rolante, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Taquara, Três 
Coroas. 
Caí 
Barão, Capela de Santana, Dois Irmãos, Feliz, Gramado, Montenegro, Morro 
Reuter, Nova Petrópolis, Nova Santa Rita, Salvador do Sul, Santa Maria do 
Herval, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí. 
Taquari - Antas Antônio Prado, Arroio do Meio, Arvorezinha, Barros Cassal, Bento 
Gonçalves, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Cambará do Sul, 
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Bacia Hidrográfica Municípios
Campestre da Serra, Carlos Barbosa, Casca, Ciríaco, Cotiporã, Cruzeiro do 
Sul, David Canabarro, Encantado, Estrela, Fagundes Varela, Farroupilha, 
Flores da Cunha, Fontoura Xavier, Garibaldi, General Câmara, Guaporé, 
Ibiraiaras, Ilópolis, Ipê, Itapuca, Jaquirana, Lajeado, Marau, Marques de 
Souza, Muitos Capões, Nova Araçá, Nova Bassano, Nova Bréscia, Nova Prata, 
Nova Roma do Sul, Paraí, Paverama, Pinto Bandeira, Putinga, Roca Sales, 
Santa Cruz do Sul, São Francisco de Paula, São Jorge, São José do Herval, São 
Marcos, Serafina Corrêa, Taquari, Venâncio Aires, Veranópolis, Vila Flores. 
Alto Jacuí 
Alto Alegre, Arroio do Tigre, Campos Borges, Colorado, Cruz Alta, 
Espumoso, Fortaleza dos Valos, Ibirubá, Júlio de Castilhos, Lagoão, Não-Me
-
Toque, Passo Fundo, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Selbach, 
Sobradinho, Soledade, Tapera e Victor Graeff. 
Vacacaí 
– Vacacaí Mirim Dilermando de Aguiar, Formigueiro, Itaara, Restinga Seca, Santa Maria, Santa 
Margarida do Sul, São Sepé, Silveira Martins e Vila Nova do Sul. 
Baixo Jacuí 
Agudo, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Caçapava do Sul, 
Cachoeira do Sul, Charqueadas, Dona Francisca, Eldorado do Sul, Faxinal do 
Soturno, Ivorá, Lagoa Bonita do Sul, Mariana Pimentel, Minas do Leão, Nova 
Palma, Pantano Grande, Rio Pardo, São Jerônimo e Triunfo. 
Lago Guaíba Barra do Ribeiro, Guaíba e Sertão Santana. 
Pardo Candelária e Passa Sete. 
Fonte: Elaboração própria (2024). PLENESAN (2021). 
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Figura 6 
– Municípios do Plano Regional inseridos na Região Hidrográfica do Guaíba. 
Fonte: Elaboração própria (2024). PLENESAN (2021). Base Cartográfica do Estado do Rio Grande do Sul (2024). 
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O Quadro 7, por sua vez, relaciona as populações desses mesmos municípios com as 
respectivas Bacias, considerando as taxas de urbanização das Bacias apresentadas no 
PLANESAN (2021). 
Quadro 7 
– População urbana residente na Região Hidrográfica Guaíba. 
Bacia Hidrográfica População 
Urbana População Total Taxa de 
Urbanização
População Urbana na 
Bacia Hidrográfica
Gravataí 608.751 639.243 97,2% 621.344 
Sinos 989.275 1.033.622 96,2% 994.344 
Caí 223.754 266.107 83,8% 222.998 
Taquari - Antas 854.776 1.071.323 85,3% 913.839 
Alto Jacuí 394.890 450.938 85,5% 385.552 
Vacacaí–Vacacaí Mirim 295.059 331.190 90,2% 298.733 
Baixo Jacuí 287.189 372.992 79% 294.664 
Lago Guaíba 101.151 111.012 99,3% 110.235 
Pardo 15.485 32.888 43,4% 14.273 
Total 3.770.331 4.309.315 - 3.855.982 
Fonte: Elaboração própria (2024). IBGE (2022). PLANESAN (2021). 
Os principais cursos d’água da Região Hidrográfica do Guaíba, bem como os principais 
usos da água estão apresentados no Quadro 8. 
Quadro 8 
– Cursos d'água da Região Hidrográfica do Guaíba e principais usos. 
Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Gravataí 
Rio Gravataí e os arroios Veadinho, Três 
Figueiras, Feijó, Demétrio, Arroio da 
Figueira e Arroio do Vigário. Abrange os 
banhados do Chico Lomã, Grande e dos 
Pachecos. 
Abastecimento público, diluição de 
esgotos domésticos e efluentes 
industriais e irrigação de lavouras de 
arroz 
Sinos Rio Rolante, Rio da Ilha, Rio Paranhana e o 
Rio dos Sinos. 
Abastecimento público, uso industrial 
e irrigação 
Caí Rio Caí, Arroios Cará, Cadeia, Forromeco, 
Mauá, Maratá e Piaí. 
Irrigação, uso industrial e 
abastecimento público 
Taquari-Antas 
Rio das Antas, Rio Tainhas, Rio Lageado 
Grande, Rio Humatã, Rio Carreiro, Rio 
Guaporé, Rio Forqueta, Rio Forquetinha e o 
Rio Taquari. 
Irrigação, abastecimento público, 
agroindústria e dessedentação de 
animais 
Alto Jacuí Rios Jacuí, Jacuí-mirim, Jacuízinho, dos 
Caixões e Soturno. 
Irrigação, dessedentação animal e 
consumo humano 
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Bacia Hidrográfica Cursos D’água Principais Usos da Água
Vacacaí-Vacacaí Mirim 
Arroio Igá, Acangupa e Arenal e os rios 
Vacacaí, dos Corvos, São Sepé e Vacacaí 
Mirim. 
Irrigação, dessedentação deanimais e 
abastecimento público 
Baixo Jacuí 
Arroios Irapuã, Capané, Botucacaí, 
Capivari, do Conde, dos Ratos, dos 
Cachorros, Ibacurú e o Rio Jacuí. 
Irrigação, uso industrial e 
abastecimento humano 
Lago Guaíba 
Arroio do Petim, Arroio Araçá, Arroio 
Capivara, Arroio Douradinho e o Lago 
Guaíba. 
Abastecimento público e irrigação 
Pardo Rio Pardinho, Rio Pequeno, Arroio Andréas, 
Arroio Francisco Alves e o Rio Pardo. Irrigação 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2020). 
No contexto do Sistema Estadual de Recursos Hídricos (SERH) do Rio Grande do Sul, a 
Lei Estadual nº 10.350/1994 estabelece que os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) 
têm a função de propor ao órgão competente o enquadramento dos corpos d'água da bacia 
hidrográfica em classes de uso e conservação. 
A Figura 7 apresenta a hidrografia da Região do Guaíba. A Figura 8 apresenta a 
delimitação da bacia hidrográfica e os principais rios. 
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Figura 7 
– Rios principais da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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Figura 8 
– Rios principais na Bacia Hidrográfica Caí. 
Fonte: Elaboração própria (2024). Base Cartográfica do Rio Grande do Sul (2024). 
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2.2.3.2. Disponibilidade, demanda e balanço hídrico 
2.2.3.2.1. Recursos hídricos subterrâneos 
2.2.3.2.1.1. Disponibilidade hídrica 
A disponibilidade hídrica refere-se à quantidade e qualidade de água acessível em 
determinado local para diversos usos. 
Conforme o Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio 
Grande do Sul (2021), a quantificação da disponibilidade hídrica subterrânea ainda 
enfrenta desafios. Isso se deve ao fato de que os estudos sobre águas subterrâneas são 
restritos à área acadêmica. Além disso, a outorga dos poços considera apenas o ensaio de 
bombeamento individual de cada intervenção, sem uma abordagem abrangente que 
contemple o aquífero em sua totalidade. 
No Rio Grande do Sul são identificados 21 aquíferos, caracterizados no Quadro 9 e 
apresentados na Figura 9.
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Figura 9 
– Sistemas Aquíferos do Rio Grande do Sul. 
Fonte: Elaboração própria (2024). CPRM (2005). 
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30
Quadro 9 
– Aquíferos do Estado do Rio Grande do Sul. 
Aquífero Porcentagem de 
área no RS Descrição
Sistema Aquífero 
Serra Geral II - (sg2) 32,81% 
O Sistema Aquífero Serra Geral I está localizado na parte oeste do 
Estado, próximo aos limites das rochas vulcânicas com o rio Uruguai, 
incluindo extensas áreas associadas aos derrames da Unidade 
Hidroestratigráfica Serra Geral. Sua litologia é predominantemente 
composta por riolitos, riodacitos e basaltos fraturados em menor 
proporção. A capacidade específica geralmente é baixa, em torno de
0,5 m³/h/m, com exceções em áreas de fraturas que podem chegar a 2 
m³/h/m. As salinidades são geralmente baixas, frequentemente 
inferiores a 250 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Serra Geral I 
– (sg1) 21,09% 
O Sistema Aquífero Serra Geral I está na parte centro-oeste do planalto 
rio-grandense, abrangendo municípios como Soledade, Tupanciretã, 
Santo Antônio das Missões, Santa Rosa, Tenente Portela, Nonoai, 
Erechim e Passo Fundo. Sua litologia é basáltica, com formações 
amigdalóides e fraturadas, cobertas por solo avermelhado espesso. A 
capacidade específica varia de 1 a 4 m³/h/m, às vezes excedendo 4 
m³/h/m, e as salinidades são geralmente inferiores a 220 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Embasamento 
Cristalino II 
– (ec2) 
8,35% 
O Aquífero Embasamento Cristalino II abrange áreas nos limites do 
embasamento cristalino, incluindo municípios como Bagé, Caçapava 
do Sul, Encruzilhada do Sul e uma pequena parte de Porto Alegre. Sua 
litologia é composta por rochas graníticas, gnáissicas, andesíticas, 
xistos, filitos e calcários metamorfizados, frequentemente afetadas por 
fraturas e falhas. As capacidades específicas são geralmente inferiores 
a 0,5 m³/h/m, e as salinidades são menores que 300 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Sanga do 
Cabral/Pirambóia 
–
(sp) 
6,37% 
O Aquífero Sanga do Cabral/Pirambóia aflora desde a fronteira com o 
Uruguai até a região de Taquari. Sua litologia inclui camadas síltico￾arenosas avermelhadas com matriz argilosa e arenitos finos a muito 
finos, avermelhados, com cimento calcífero. As capacidades 
específicas variam de 0,5 a 1,5 m³/h/m. A salinidade varia de 100 mg/l 
em áreas aflorantes a mais de 300 mg/l em áreas confinadas. No centro
do Estado, são encontradas salinidades muito altas, de 3000 a 5000 
mg/l. 
Sistema Aquitardos 
Permianos 
– (ap) 4,79% 
O Sistema Aquitardos Permianos está localizado em uma estreita faixa 
na depressão periférica, circundando o embasamento cristalino do sul 
ao leste do Estado, de Candiota a Taquara. Sua litologia inclui siltitos 
argilosos, argilitos cinza-escuros, folhelhos pirobetuminosos e 
pequenas camadas de margas e arenitos. As capacidades específicas 
são geralmente inferiores a 0,1 m³/h/m. A água pode ser dura, com alta 
concentração de sais de cálcio e magnésio. 
Sistema Aquífero 
Quaternário Costeiro 
II 
– (qc2) 
4,70% 
O Sistema Aquífero Quaternário Costeiro II ocorre nos sedimentos da 
planície costeira, estendendo-se de Santa Vitória do Palmar até Torres. 
Sua litologia é principalmente composta por sucessões de areias finas 
inconsolidadas, esbranquiçadas, com intercalações de argila cinza e 
camadas pelíticas cimentadas. As capacidades específicas variam de 
0,5 a 1,5 m³/h/m. Os sólidos totais dissolvidos apresentam variação 
entre 600 e 2000 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Embasamento 
Cristalino III 
– (ec3) 
4,51% 
O Aquífero Embasamento Cristalino III está nas áreas elevadas do 
escudo cristalino, com litologia de rochas graníticas, gnaisses, riolitos 
e andesitos pouco alterados. Devido à ausência de fraturas, há baixa
disponibilidade para perfuração de poços. 
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31
Aquífero Porcentagem de 
área no RS Descrição
Sistema Aquífero 
Quaternário Costeiro 
I 
– (qc1) 
4,02% 
O Sistema Aquífero Quaternário Costeiro I abrange todos os aquíferos 
associados aos sedimentos da planície costeira do Estado, estendendo￾se do Chuí até Torres. Sua litologia consiste em camadas 
inconsolidadas de areia fina a média, esbranquiçada, intercaladas com 
camadas síltico-arenosas e argilosas. As capacidades específicas são 
geralmente altas, frequentemente ultrapassando 4 m³/h/m, e as 
salinidades são inferiores a 400 mg/l, embora ocasionalmente possam 
ocorrer águas cloretadas com maior salinidade. 
Sistema Aquífero 
Palermo/Rio Bonito - 
(pr) 
2,30% 
O Aquífero Palermo/Rio Bonito circunda a região alta do 
embasamento cristalino, de Candiota até Santo Antônio da Patrulha. 
Sua litologia é composta por arenitos finos a médios, cinza 
esbranquiçados, intercalados com camadas de siltito argiloso e 
carbonosos cinza-escuros. As capacidades específicas são baixas, 
inferiores a 0,5 m³/h/m, e a salinidade varia de 800 a 1500 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Santa Maria 
– (sm) 2,21% 
O Aquífero Santa Maria aflora na região central do Estado, entre Mata 
e Taquari. Sua litologia inclui arenitos grossos a conglomeráticos na
base, lamitos avermelhados, siltitos e arenitos finos a médios no topo. 
As capacidades específicas variam de 0,5 a 1 m³/h/m em áreas 
aflorantes e podem atingir 4 m³/h/m em áreas confinadas. A salinidade 
varia de 50 a 500 mg/l, mas pode ultrapassar 2000 mg/l em áreas 
confinadas, com teores de flúor acima do limite potável. 
Sistema Aquicludes 
Eo-Paleozóicos 
–
(ep) 
2,19% 
Os Aquicludes Eo-Paleozóicos estão localizados no centro ao leste do 
embasamento cristalino, entre Caçapava do Sul, Bagé, Lavras do Sul 
e Vila Nova do Sul. Sua litologia é composta por arenitos finos a 
médios, róseos e avermelhados, extremamente endurecidos por 
cimentos ferruginosos, calcíticos e silicosos, o que resulta em baixa 
porosidade e impermeabilização da rocha, impedindo vazões 
significativas de água. 
Sistema aquífero 
Botucatu/Guara I 
–
(bg1) 
1,92% 
O Aquífero Botucatu/Guará I aflora na fronteira oeste, entre Santana 
do Livramento e Jaguari. Sua litologia é principalmente composta por 
arenitos médios a finos, quartzosos, róseos e avermelhados, com 
intercalações pélticas e cimento argiloso na unidade Guará. As 
capacidades específicas variam de 1 a 3 m³/h/m nas áreas aflorantes, 
com sólidos dissolvidos totais geralmente abaixo de 250 mg/l. Nas 
áreas confinadas (Santana do Livramento, Alegrete, Uruguaiana, 
Itaqui e São Borja), as capacidades específicas ultrapassam 4 m³/h/m, 
podendo chegar até 10 m³/h/m, e os sólidos totais dissolvidos variam 
de 250 a 400 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Embasamento 
Cristalino I 
– (ec1) 
1,30% 
O Sistema Aquífero Embasamento Cristalino I está localizado na 
região sul do Rio Grande do Sul, entre Jaguarão e Pinheiro Machado, 
e também no nordeste do escudo sul-riograndense em Porto Alegre. 
Caracteriza-se por granitos e basaltos muito fraturados na fronteira 
com o Uruguai. As capacidades específicas são geralmente inferiores 
a 0,5 m³/h/m, e a salinidade raramente excede 200 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Botucatu/Pirambóia – (bp) 
1,14% 
O Sistema Aquífero Botucatu/Pirambóia abrange principalmente a 
área entre Taquari e Santo Antônio da Patrulha, na Região 
Metropolitana de Porto Alegre. Composto por arenitos médios e 
endurecidos, sua litologia apresenta condições desfavoráveis para 
armazenamento de água. Os arenitos finos são muito argilosos, 
resultando em baixas capacidades específicas, cerca de 0,5 m³/h/m, e 
salinidades inferiores a 250 mg/l. 
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Aquífero Porcentagem de 
área no RS Descrição
Sistema Aquífero 
Basalto/Botucatu 
–
(bb) 
0,80% 
O Sistema Aquífero Basalto/Botucatu está situado entre a fronteira 
oeste e a região das missões, abrangendo morros de basalto sobre 
arenitos da Unidade Hidroestratigráfica Botucatu. Essas áreas são 
muito desfavoráveis para armazenamento de água subterrânea, 
resultando em poços secos ou com vazões muito baixas. 
Sistema Aquífero 
Botucatu/Guará II 
–
(bg2) 
0,61% 
O Sistema Aquífero Botucatu/Guará II está localizado na região oeste 
do Estado, incluindo municípios como Manoel Viana, São Francisco 
de Assis, Maçambará e Itaqui. Sua litologia é composta por arenitos 
finos a médios, róseos a avermelhados, com intercalações síltico￾arenosas. As capacidades específicas são geralmente baixas, inferiores 
a 0,5 m³/h/m, e os sólidos dissolvidos totais raramente ultrapassam 150 
mg/l. 
Sistema Aquífero 
Serra Geral III 
–
(sg3) 
0,28% 
O Sistema Aquífero Serra Geral III está localizado nas partes elevadas 
da unidade Serra Geral, na região Litorânea e em morros isolados de 
basalto no noroeste do Estado. A litologia varia de ácida (riolitos e 
riodacitos) a básica (basaltos). A perfuração de poços nessas áreas não 
é recomendada. 
Sistema Aquífero 
Quaternário Barreira 
Marinha 
– (bm) 
0,22% 
O Sistema Aquífero Quaternário Barreira Marinha abrange uma faixa 
estreita do nordeste, da Barra do Ribeiro ao oeste do Lago Guaíba até 
Santo Antônio da Patrulha a leste. Composto por areias inconsolidadas 
de granulometria fina a média, suas capacidades específicas são altas, 
acima de 4 m³/h/m, e o teor salino é muito baixo, inferior a 50 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Botucatu 
– (bt) 0,20% 
O Sistema Aquífero Botucatu está localizado principalmente na região 
central do Estado, próximo às bordas escarpadas do planalto basáltico.
Composto por arenitos de granulometria média endurecidos por 
cimento ferruginoso ou silicoso, essa litologia é ineficaz no 
armazenamento de água, resultando em poços geralmente secos. 
Sistema Aquífero 
Quaternário 
Indiferenciado 
– (qi) 
0,13% 
O Sistema Aquífero Quaternário Indiferenciado está localizado na 
calha do Rio Camaquã, entre Cristal e Amaral Ferrador. Sua litologia 
é composta principalmente por areias grossas e cascalhos 
inconsolidados, resultantes da erosão de rochas graníticas e eo￾paleozóicas. Possui alta capacidade específica, em média 4 m³/h/m, e 
baixa salinidade, em torno de 150 mg/l. 
Sistema Aquífero 
Sedimentos 
Deltaicos 
– (sd) 
0,04% 
O Sistema Aquífero Sedimentos Deltaicos está localizado ao norte do 
Lago Guaíba, entre Porto Alegre e Eldorado do Sul, incluindo partes 
da planície de inundação. Composto por arenitos médios a grossos
inconsolidados e camadas argilosas, frequentemente com seixos de 
basalto na base, possui capacidades específicas médias de 3 m³/h/m. 
No entanto, a qualidade da água é baixa, com muitos sais dissolvidos 
e altos teores de ferro. 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022). 
2.2.3.2.1.2. Demanda hídrica 
De acordo com o Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do 
Rio Grande do Sul (2021), o estado possui 8.123 poços regularizados, com captação de 
549.708 m³/dia. 
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33
Segundo o levantamento realizado neste relatório de atualização, foram avaliadas as 
demandas hídricas por Bacia Hidrográfica e pelos aquíferos existentes no Rio Grande do 
Sul, abrangendo Autorizações Prévias, Outorgas e Dispensas de Outorgas autorizadas 
pelo DRHS/SEMA, além dos cadastros de poços aguardando análise dos técnicos da 
Divisão de Outorga. As demandas hídricas subterrâneas estão apresentadas nos Quadro 
10 e Quadro 11. 
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Quadro 10 
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul. 
Bacia hidrográfica
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos 
Gravataí 2.926 59 3.817 63 9 23 1.137 51
Sinos 5.990 160 4.148 117 23 47 2.982 117
Caí 16.405 523 5.270 115 5 55 3.121 122
Taquari-Antas 86.377 1.548 28.722 410 27 21 45.089 261
Alto Jacuí 23.124 201 6.214 96 6 3 4.865 37
Vacacaí-Vacacaí 
Mirim 3.296 161 1.315 36 1 25 5043 60
Baixo Jacuí 5.339 146 769 19 1 12 187 15
Lago Guaíba 19.700 25 2.736 32 2 2 1.310 10
Pardo 6.516 58 613 10 1 5 92 5 
Tramandaí 22.342 66 866 69 8 6 147 18
Litoral Médio 2.719 22 1.804 32 13 13 286 18
Camaquã 2.844 50 334 6 2 2 101 8 
Mirim-São Gonçalo 6.781 75 967 34 2 4 1.498 32
Mampituba 157 3 10 2 - - 11 1 
Apuaê-lnhandava 21.982 834 5.155 144 7 4 2.518 53
Passo Fundo 17.598 320 2.820 46 7 4 1.264 18
Turvo-Santa Rosa￾Santo Cristo 13.470 369 3.386 83 7 5 42.476 28
Piratinim 12.831 71 433 12 - - 43 1 
Ibicuí 15.149 369 10.277 90 6 3 3650 21
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Bacia hidrográfica
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos 
Quaraí 1.912 30 22 4 1 1 12 5 
Santa Maria 3.548 50 559 15 1 1 120 12
Negro 1.698 13. 481 7 - - 652 6 
Ijuí 12.027 253 3.151 96 2 1 12.408 40
Várzea 19.330 481 3.467 94 3 2 2.052 29
Butuí-lcamaqua 6.840 40 257 5 - - 18 3 
Total 330.903 5.927 87.592 1.637 133 239 131.080 971
Fonte: SEMA (2022). 
Quadro 11 
– Demandas hídricas médias (em m³/dia) e nº de processos de águas subterrâneas por sistema aquífero no Rio Grande do Sul.
Sistema Aquífero
Autorizações prévias concedidas Outorgas concedidas Dispensas de outorgas concedidas Cadastros aguardando análise
Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos 
Aquicludes Eo-Paleozóicos 40 6 11 1 - 1 - 2 
Aquitardos permianos 1.275 265 2.343 54 12 50 1.245 81
Basalto / Botucatu 515 27 26 1 - - 254 4 
Botucatu 728 18 76 4 - - 233 5 
Botucatu / Guará I 5.829 54 1.041 14 - - 231 2 
Botucatu / Pirambóia 7.335 160 3.870 112 14 54 2.732 118
Embasamento Cristalino I 267 24 1560 39 - - 284 17
Embasamento Cristalino II 3.275 78 815 26 1 2 530 23
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Sistema Aquífero
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Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos Vazão média 
(m³/dia) N° de processos 
Embasamento Cristalino 
III 1.534 41 49 3 1 1 68 14
Palermo / Rio Bonito 3.794 44 1.474 13 - 10 481 4 
Quaternário Barreira 
Marinha 520 11 1.261 14 3 2 13 6 
Quaternário Costeiro I 19.109 62 1.231 75 9 7 954 26
Quaternário Costeiro II 31.648 104 4.548 64 7 21 2.520 54
Quaternário Indiferenciado - - - - - - - - 
Sanga do Cabral / 
Pirambóia 5.878 152 3.905 14 1 25 145 12
Santa Maria 12.778 158 1.646 49 - 4 5.209 59
Serra Geral 107.000 2.072 21.564 470 24 15 64.125 173
Serra Geral II 127.999 2.633 41.856 677 56 39 51.899 368
Serra Geral III 243 5 - - - - - - 
Total 329.766 5.914 87.276 1.630 127 231 130.924 968
Fonte: SEMA (2022). 
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2.2.3.2.2. Recursos hídricos superficiais 
2.2.3.2.2.1. Disponibilidade hídrica 
A disponibilidade hídrica para fins de gestão de cursos hídricos superficiais deve ser 
avaliada em função de vazões de referência. 
Quadro 12 
– Disponibilidade hídrica nas Bacias Hidrográficas do Estado do Rio Grande 
do Sul. 
Bacia 
Hidrográfica Descrição Vazão de 
referência (m³/s)
Vazão 
outorgável (m³/s)
Gravataí Exutório do Rio Gravataí no Lago Guaíba 10,4 5,20 
Sinos Exutório do Rio dos Sinos no Lago Guaíba 20 14,00 
Caí Exutório do Rio Caí no Lago Guaíba 21,06 10,53 
Taquari-Antas Exutório do Rio Taquari no Rio Jacuí 45,97 22,98 
Alto Jacuí Soma dos Rios Jacuí e Jacuizinho 121,33 60,66 
Vacacaí-Vacacaí 
Mirim Soma dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim 29,03 14,52 
Baixo Jacuí Exutório do Rio Jacuí no Lago Guaíba 424,13 254,48 
Lago Guaíba Soma dos afluentes diretos ao Lago Guaíba, 
incluindo Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí 487,48 292,53 
Pardo Exutório do Rio Pardo no Rio Jacuí 8,59 4,29 
Tramandaí Soma dos rios Maquiné e Três Forquilhas 7,4 3,70 
Camaquã Soma do Rio Camaquã e Arroios Turuçu e 
Velhaco 65,41 39,82 
Mirim São 
Gonçalo Soma dos Arroios Grande e Del Rei e Rio Piratini 15,48 7,74 
Mampituba Exutório da UPG Forno-Jacaré no Rio 
Mampituba 2,48 1,24 
Apuaê-Inhandava 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Apuaê￾Inhandava (soma dos rios Dourado, do Silveira, 
Socorro, Cerquinha, dos Touros, Santana, 
Bernardo José, Inhandava e Apuaê) 
45,61 22,81 
Passo Fundo Soma da UPG Passo Fundo Baixo e UPG 
Douradinho 26,58 13,29 
Turvo-Santa Rosa￾Santo Cristo 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo￾Santa Rosa-Santo Cristo (soma dos rios 
Amandaú, Lajeado Grande, Santo Cristo, Santa 
Rosa, Comandaí, Turbo e Buricá)) 
49,43 24,72 
Piratinim Exutório do Rio Piratini no Rio Uruguai 16,98 8,49 
Ibicuí Exutório do Rio Ibicuí no Rio Uruguai 138,32 96,83 
Quaraí Soma dos arroios Sarandi II e Garupa e sangas 
Sarandi e do Salso 8,72 4,36 
Santa Maria Exutório do Rio Santa Maria no Rio Ibicuí 23,04 11,52 
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Bacia 
Hidrográfica Descrição Vazão de 
referência (m³/s)
Vazão 
outorgável (m³/s)
Negro Exutório do Rio Negro na fronteira Brasil￾Uruguai 2,49 1,24 
Ijuí Exutório do Rio Ijuí no Rio Uruguai 62,6 31,30 
Várzea Soma dos rios Guarita e da Várzea 35,68 17,84 
Butuí-Icamaquã Soma do Arroio Butuí e do Rio Icamaquã 27,86 13,93 
Total 992,52 579,83 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022). 
2.2.3.2.2.2. Demanda hídrica 
As demandas hídricas superficiais referem-se à necessidade de água proveniente das 
fontes de água superficial, como rios, lagos, e reservatórios, para diversos fins, como o 
abastecimento público, a geração de energia hidrelétrica, a irrigação agrícola, a 
navegação, a recreação, dentre outros. 
A gestão eficaz das demandas hídricas superficiais é fundamental para garantir a 
disponibilidade adequada da água e para mitigar potenciais impactos associados ao seu 
uso intensivo. Os dados de demanda hídrica são importantes para a análise do balanço 
hídrico. 
Conforme a análise detalhada no Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos 
no Estado do Rio Grande do Sul (2021), a demanda hídrica superficial total do estado é 
estimada em 106,25 m³/s. Destacam-se como as bacias com maior demanda as Bacias 
Hidrográficas Ibicuí, Baixo Jacuí e Piratinim. Por outro lado, as bacias com menor 
demanda incluem as do Litoral Médio, Negro, Lago Guaíba e Mampituba. No Quadro 
13 estão representadas as demandas hídricas em m³/s de cada Bacia Hidrográfica. 
Quadro 13 
– Demandas hídricas médias superficiais nas bacias hidrográficas do Estado. 
Bacia Hidrográfica Vazão média (m³/s)
Gravataí 4,47 
Sino 4,85 
Caí 3,88 
Taquari-Antas 5,16 
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Bacia Hidrográfica Vazão média (m³/s)
Alta Jacuí 7,87 
Vacacaí-Vacacai Mirim 0,75 
Baixo Jacui 9,54 
Lago Guaíba 0,19 
Pardo 0,57 
Tramandaí 0,98 
Litoral Médio 3,06 
Camaquã 5,28 
Mirim São Gonçalo 4,47 
Mampituba 0,30 
Apuê-lnhandava 3,96 
Passo Fundo 0,52 
Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo 3,02 
Piratinim 7,17 
Ibicuí 23,55 
Quaraí 0,85 
Santa Maria 0,80 
Negro 0,05 
Ijuí 4,52 
Várzea 4,05 
Butuí-lcamaquã 6,40 
Total 106,25 
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022). 
2.2.3.2.2.3. Balanço hídrico 
Conforme apresentado no Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no 
Estado do Rio Grande do Sul (2021), o balanço hídrico de referência para a gestão de 
recursos hídricos superficiais no Estado do Rio Grande do Sul avalia a disponibilidade e 
a demanda de água apresentadas anteriormente. 
O objetivo é verificar se os usos registrados, considerados no balanço hídrico superficial, 
refletem a realidade de estresse hídrico nas bacias hidrográficas especiais ou regiões de 
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conflito. Além disso, busca-se identificar áreas do Estado com altas demandas hídricas 
em comparação com as vazões outorgáveis. 
O Quadro 14 apresenta o resultado do balanço hídrico realizado, considerando as 
disponibilidades hídricas para os exultórios das unidades de análise apresentadas, bem 
como as demandas hídricas. 
Quadro 14 
– Balanço hídrico nas Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul. 
Bacia 
Hidrográfica Descrição Demandas 
hídricas (m³/s)
Comprometimento 
da vazão outorgável
Gravataí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí (Exutório 
do Rio Gravataí no Lago Guaíba) 4,47 86% 
Sinos Total da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Exutório 
do Rio dos Sinos no Lago Guaíba) 4,85 35% 
Caí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Caí (Exutório do 
Rio Caí no Lago Guaíba) 3,88 37% 
Taquari￾Antas 
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas 
(Exutório do Rio Taquari no Rio Jacuí) 5,16 22% 
Alto Jacuí Total da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (soma dos 
Rios Jacuí e Jacuizinho) 7,86 13% 
Vacacaí￾Vacacaí 
Mirim 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Vacacaí 
—
Vacacaí Mirim (soma dos rios Vacacaí e Vacacaí￾Mirim) 
0,75 5%
Baixo Jacuí Total da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí (Exutório 
do Rio Jacuí no Lago Guaíba) 23,72 9%
Lago Guaíba 
Total da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba (soma dos 
afluentes diretos ao Lago Guaíba, incluindo Gravataí, 
Sinos, Caí e Jacuí) 
37,1 13% 
Pardo Total da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo (Exutório do 
Rio Pardo no Rio Jacuí) 0,57 13% 
Tramandaí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí (soma 
dos rios Maquiné e Três Forquilhas) 0,01 0%
Camaquã Total da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã (soma do 
Rio Camaquã e Arroio Turuçu e Velhaco) 4,26 11% 
Mirim São 
Gonçalo 
Total da Bacia Hidrográfica da Lagoa Mirim e do Canal 
São Gonçalo (soma dos Arroios Grande e Del Rei e Rio 
Piratini) 
3,25 42% 
Mampituba Exutório da UPG Forno-Jacaré no Rio Mampituba 0,27 21% 
Apuaê￾lnhandava 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Apuaê 
—
Inhandava (soma dos rios Dourado, do Silveira, 
Socorro, Cerquinha, dos Touros, Santana, Bernardo 
José, Inhandava e Apuaê) 
3,93 17% 
Passo Fundo Total da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo (soma 
da UPG Passo Fundo e UPG Douradinho) 0,52 4%
Turvo Santa 
Rosa 
—
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo 
— Santa 
Rosa 
— Santo Cristo (soma dos rios Amandaú, Lajeado 3 12% 
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Bacia 
Hidrográfica Descrição Demandas 
hídricas (m³/s)
Comprometimento 
da vazão outorgável
Santa Rosa — Santo 
Cristo 
Grande, Santo Cristo, Santa Rosa, Comandai, Turbo e 
Buricá)) 
Piratinim Total da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim (Exutório 
do Rio Piratini no Rio Uruguai) 7,17 84% 
Ibicuí Total da Bacia Hidrogrihca do Rio Ibicuí (Exutório do 
Rio Ibicuí no Rio Uruguai) 18,66 19% 
Quaraí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí (soma dos 
arroios Sarandi II e Garupa e sangas Sarandi e do Salso) 0 0%
Santa Maria Total da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria 
(Exutório do Rio Santa Maria no Rio Ibicuí) 0,8 7%
Negro 
Total da Bacia Hidrográfica do Rio Negro (Exutório do 
Rio Negro na fronteira Brasil-Uruguai) 0,05 4%
Ijuí Total da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí (Exutório do 
Rio Ijuí no Rio Uruguai) 4,52 14% 
Várzea Total da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea (soma 
dos rios Guarita e da Várzea) 4,03 23% 
Butuí￾lcamaquã 
Total da Bacia Hidrográfica dos Rios Butuí 
– Icamaquã 
(soma do Arroio Butuí e o Rio Icamaquã) 5,75 41% 
Total 92,51 16%
Fonte: Elaboração própria (2024). SEMA (2022). 
2.2.3.2.2.4. Qualidade dos mananciais 
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler/RS (FEPAM) 
apresenta, em seu Relatório Técnico sobre a Qualidade da Água Superficial nas Regiões 
Hidrográficas do RS, análises qualiquantitativas de amostras de água coletadas em 2022. 
A coleta da água a ser analisada ocorre em 221 estações de monitoramento, pertencentes 
à Rede de Monitoramento Básico do RS, com o objetivo de determinar as condições de 
qualidade da água superficial nos locais de elevado interesse socioambiental. 
Nesta avaliação, foram analisados os seguintes parâmetros: • Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5d, 20°C, mg/l de O2); • Escherichia coli (NMP/100mL); • Fósforo Total (mg/l de P); • Nitrogênio Amoniacal (mg/l de NHx); 
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• Oxigênio dissolvido (mg/l de O2). 
Os resultados foram classificados de acordo com os limites propostos pela resolução nº 
357/2005 do CONAMA. 
2.2.3.2.2.4.1. Região Hidrográfica do Guaíba 
Foram obtidas 274 amostras da Região Hidrográfica do Rio Guaíba, nas quais foram 
analisados os parâmetros mencionados anteriormente. A seguir é apresentado as classes 
de enquadramento das amostras, bem como os valores de referência correspondentes aos 
parâmetros avaliados. 
O Quadro 15 exibe as distribuições dos valores quanto ao Oxigênio Dissolvido (OD) na 
Região Hidrográfica do Guaíba 
Quadro 15 
– Distribuição dos valores de Oxigênio Dissolvido por Classe de Uso da Água 
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
224 Classe 1 >6
11 Classe 2 ≥5
12 Classe 3 ≥4
23 Classe 4 ≥2
4 Pior que Classe 4 <2
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) 
estão apresentados no Quadro 16. Vale ressaltar que, segundo a FEPAM, a DBO de 29 
amostras não foi determinada devido a problemas analíticos. 
Quadro 16 
– Distribuição dos valores de Demanda Bioquímica de Oxigênio por Classe de 
Uso da Água no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
219 Classe 1 ≤3
13 Classe 2 ≤5
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Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l)
8 Classe 3 ≤10
5 Pior que Classe 3 >10 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto à existência de Escherichia coli estão 
apresentados no Quadro 17. Segundo a FEPAM, esta análise também apresentou 
problemas analíticos em 17 amostras. 
Quadro 17 
– Distribuição dos valores de Escherichia coli por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (NMP/100mL)
104 Classe 1 ≤160
64 Classe 2 ≤800
54 Classe 3 ≤3.200
35 Pior que Classe 3 > 3.200 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Fósforo Total estão 
apresentados no Quadro 18. Segundo a FEPAM, 12 amostras não obtiveram resultados 
por problemas analíticos. 
Quadro 18 
– Distribuição dos valores de Fósforo Total por Classe de Uso da Água no 
conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l P) 
157 Classe 1 ≤0,1
54 Classe 3 ≤0,15
70 Pior que Classe 3 > 0,15 
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
Os valores encontrados nas análises quanto aos valores de Nitrogênio Amonical estão 
apresentados no Quadro 19. Vale destacar que, segundo a FEPAM, 40% das amostras 
não obtiveram resultados por problemas analíticos. 
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Quadro 19 
– Distribuição dos valores de Nitrogênio Amoniacal por Classe de Uso da Água 
no conjunto de amostras da Região Hidrográfica do Guaíba. 
Quantidade de Amostras Enquadramento Valor (mg/l N)
163 Classe 1 ≤3,7
Fonte: Elaboração própria (2024). FEPAM (2023). 
2.2.3.3. Segurança hídrica 
O conceito de segurança hídrica é recente, sendo introduzido em meados de 2000 pela 
Global Water Partnership (GWP, 2000) e o World Water Council (WWC, 2000). A 
segurança hídrica também já foi definida como a disponibilidade de água suficiente e de 
qualidade a um preço acessível para atender às necessidades de curto e longo prazo, 
protegendo a saúde e bem-estar das comunidades (WITTER, WHITEFORD, 1999). 
Complementarmente, a definição da GWP (2000) acrescentou a importância da proteção 
do meio ambiente para se ter a garantir do fornecimento de água. 
Atualmente, a definição mais aceita é a do Programa para a Água da Organização das 
Nações Unidas (UN-WATER, 2013) que define a segurança hídrica como a capacidade 
de garantir o acesso sustentável a água de qualidade adequada para sustento, bem-estar e 
desenvolvimento, proteger contra poluição e desastres hídricos, e preservar ecossistemas, 
em um ambiente de paz e estabilidade política. A definição recente destaca o aspecto 
geopolítico, refletindo preocupações com conflitos pelo acesso à água que causam 
deslocamentos populacionais e conflitos intergovernamentais. Além disso, a segurança 
hídrica deve ser ancorada em valores sociais e de justiça social, integrando a gestão 
democrática e participativa dos recursos hídricos (SAITO, 2018). 
No Brasil, em 2019, tivemos o lançamento pelo Ministério de Desenvolvimento Regional 
(MDR) em conjunto com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), de 
um importante instrumento para a gestão da segurança hídrica, o Plano Nacional de 
Segurança Hídrica (PNSH). 
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45
O PNSH visa envolver várias esferas do governo em esforços conjuntos, e o plano aborda 
a segurança hídrica em quatro dimensões: humana, econômica, ecossistêmica e de 
resiliência, combinadas no Índice de Segurança Hídrica (ISH). 
De forma sucinta, as dimensões humanas e econômicas quantificam os déficits de 
atendimento e os riscos, enquanto a ecossistêmica e de resiliência identificam as áreas 
críticas e as vulneráveis. E enquanto a dimensão social avalia a disponibilidade de água 
para abastecimento, a econômica foca nos setores agropecuário e industrial. 
Ademais, a dimensão ecossistêmica usa indicadores de qualidade e quantidade de água, 
e a de resiliência analisa os estoques de água em situações de seca. 
O ISH representa graficamente as condições de segurança hídrica, ajudando a orientar 
políticas públicas de infraestrutura e a gestão de recursos hídricos, e tendo sido calculado 
para os anos de 2017 e 2035. 
As mudanças entre os cenários de 2017 e 2035 consideraram duas variáveis: as 
estimativas de demanda por água, conforme o Manual de Usos Consuntivos da Água no 
Brasil, afetando o balanço hídrico e indicadores relacionados; e a estimativa da população 
urbana, influenciando apenas a Dimensão Humana do Índice de Segurança Hídrica (ISH). 
Com isso, a segurança hídrica é integrada a diversas políticas públicas, incluindo o 
desenvolvimento regional, a defesa civil, a agricultura, a energia, os transportes e o meio 
ambiente (FIGUEIREDO, 2020). 
Assim, foi lançado em 2021, o “Atlas Águas: Segurança Hídrica do Abastecimento 
Urbano” e que atualizou o Atlas de 2010 com conceitos do Plano Nacional de Segurança 
Hídrica (PNSH). Este documento visou caracterizar e diagnosticar os mananciais e os 
sistemas de abastecimento das sedes municipais brasileiras, e além de identificar as suas 
vulnerabilidades. Ele utiliza o Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U), que avalia a 
eficiência na produção e distribuição de água, combinando indicadores de vulnerabilidade 
dos mananciais, sistemas produtores, cobertura da rede de distribuição e gerenciamento 
de perdas. 
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Com isso, a Figura 10 mostra a distribuição do ISH-U pelos municípios do operados pela 
CORSAN, onde pode se observar que a grande maioria dos municípios possui o ISH-U 
avaliado entre “Alto” e “Máximo”, o que indica que esses municípios possuem uma 
combinação de uma maior disponibilidade hídrica natural junto a uma baixa pressão na 
demanda pelo abastecimento de água. 
O Quadro 20 foca especificamente no município em estudo. 
Quadro 20 
– Índice de Segurança Hídrica Urbano do município. 
Município Índice de Segurança Hídrica Urbano 
Montenegro Alta 
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 10
– Índice de Segurança Hídrica Urbano (ISH-U) dos municípios atendidos pela CORSAN. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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2.3. Aspectos bióticos 
O território brasileiro é composto por 6 (seis) biomas distintos: Amazônia, Caatinga, 
Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa. Cada bioma possui diferentes tipos de 
vegetação e fauna, e a conservação da vegetação é crucial para a manutenção dos hábitats,
serviços ambientais e recursos essenciais à vida humana. Além disso, a preservação dos 
biomas depende de políticas públicas ambientais e de estratégias para a conservação, o 
seu uso sustentável e a manutenção dos serviços ambientais que eles fornecem a 
população. 
O estado do Rio Grande do Sul abriga 2 (dois) desses biomas, a Mata Atlântica e o Pampa. 
A Figura 11 mostra a distribuição dos biomas no estado, destacando que o bioma Pampa 
está mais presente no sudeste e sudoeste, enquanto a Mata Atlântica é predominante no 
nordeste e noroeste rio-grandense. Além disso, a região central e metropolitana do estado 
possui ambos os biomas distribuídos. 
O Quadro 21 foca especificamente no município em estudo. 
Quadro 21 
– Biomas do município. 
Município Bioma Cobertura territorial 
Montenegro 
Mata Atlântica 45,1% 
Pampa 54,9% 
Fonte: Elaboração própria (2024).
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Figura 11
– Distribuição de biomas ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024).
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50
2.4. Aspectos socioeconômicos 
2.4.1. Aspectos sociais 
Nesta seção, serão analisados os principais aspectos sociais do município, fundamentais 
para o entendimento das necessidades e peculiaridades locais que influenciam 
diretamente a gestão dos serviços de saneamento. Entre os itens abordados, destacam-se 
as características demográficas, que ajudam a compreender o crescimento populacional e 
sua distribuição territorial, além dos indicadores socioeconômicos, como o Índice de 
Desenvolvimento Humano Municipal, renda, educação e saúde. 
Esses fatores, quando analisados em conjunto, permitem uma visão abrangente das 
condições de vida da população, auxiliando na identificação de áreas mais vulneráveis e 
prioritárias para o investimento em infraestrutura e serviços de saneamento. Com isso, 
busca-se criar uma base sólida para o planejamento de soluções que promovam a 
universalização do saneamento de forma equitativa e sustentável. 
2.4.1.1. Demografia 
A análise demográfica de uma região é um dos pilares fundamentais para o planejamento 
de políticas públicas, especialmente no campo do saneamento básico. Indicadores como 
a densidade populacional, estrutura etária, taxas de natalidade e migração fornecem 
subsídios importantes para a formulação de estratégias que visam atender às demandas 
atuais e futuras da população. Esses dados possibilitam uma visão mais clara das 
necessidades sociais e ajudam a definir prioridades de investimento em infraestrutura, 
educação, saúde e, no caso deste estudo, saneamento. 
No estado do Rio Grande do Sul, observam-se mudanças demográficas significativas nos 
últimos anos. A redução da taxa de natalidade, acompanhada do aumento da expectativa 
de vida, reflete a transição demográfica vivida pela região, resultando em uma população 
gradualmente mais envelhecida. Esse cenário, por sua vez, impõe novos desafios ao 
planejamento urbano e à prestação de serviços, incluindo o saneamento, à medida que a 
demanda por infraestrutura de saúde e bem-estar aumenta. 
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A migração, tanto interna quanto externa, também tem um impacto relevante na 
distribuição e crescimento populacional, alterando as dinâmicas regionais e exigindo uma 
adaptação constante das políticas públicas. 
Nesse contexto, o Censo Demográfico do IBGE emerge como uma ferramenta essencial 
para coletar dados atualizados e precisos sobre a população, oferecendo um retrato 
detalhado das condições socioeconômicas do país, além de ser uma base indispensável 
para o desenvolvimento de planos de saneamento eficientes. 
Na Figura 12, é possível visualizar a tendencia da população total do município em 
estudo entre 1991 e 2022, com base nos dados disponibilizados pelo Censo do IBGE. 
Figura 12
– Tendencia da população total do município (1991-2022). 
Fonte: Adaptado da Série Histórica do IBGE (2023).
2.4.1.2. Índice de Desenvolvimento Humano 
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi criado em 1990 e passou a ser publicado 
anualmente a partir de 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
(PNUD), órgão da ONU. Esse índice é utilizado para avaliar o desenvolvimento humano 
4 
.0 
54
.6 2
5 
.415
64
.322
0
10
.000
20
.000
30
.000
40
.000
50
.000
60
.000
70
.000
1 1 2000 2010 2022
Montenegro (RS
)
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em diferentes países, bem como oferece uma visão abrangente das condições de vida, 
saúde, educação e renda em áreas urbanas específicas. 
O IDH varia em uma escala que vai de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, maior 
o nível de desenvolvimento humano. 
A escala de classificação do IDH divide-se em 5 (cinco) categorias, conforme mostrado 
na Figura 13: muito alto, alto, médio, baixo e muito baixo. Essas categorias facilitam a 
análise comparativa entre as nações, permitindo identificar desigualdades no 
desenvolvimento humano em diferentes regiões do mundo. 
Figura 13
– Escala do IDH
.
Fonte: Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul (2020). 
As dimensões que compõem o IDH-M são as seguintes: ▪ Renda: Refere-se ao padrão de vida, medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) 
per capita, que indica o nível econômico médio de cada cidadão em um país; 
▪ Saúde/Longevidade: Avalia a expectativa de vida ao nascer, representando o 
acesso da população a condições de vida saudáveis e à longevidade; 
▪ Educação: Reflete o acesso ao conhecimento, considerando dois indicadores 
principais: a média de anos de escolaridade entre a população adulta e a 
expectativa de anos de estudo para crianças em idade de iniciar a vida escolar. 
Essas 3 (três) dimensões fornecem uma visão integrada do desenvolvimento humano, 
indo além da simples análise econômica, ao incorporar aspectos relacionados à qualidade 
de vida e às oportunidades de acesso a serviços básicos. 
No contexto do Rio Grande do Sul, o IDH desempenha um papel crucial na avaliação do 
progresso socioeconômico e na identificação de disparidades entre os municípios. 
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De acordo com o PNUD, o IDH do Rio Grande do Sul em 2021 foi de 0,771, colocando 
o estado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto. A dimensão que mais contribuiu 
para esse valor foi a longevidade, com 0,797, seguida pela renda, com 0,767, e pela 
educação, com 0,750. 
O IDH também é utilizado como referência para avaliar o desenvolvimento em níveis 
mais locais, como cidades, estados e regiões, por meio do Índice de Desenvolvimento 
Humano Municipal (IDHM). O IDHM segue a mesma metodologia do IDH global, 
adaptando-se às especificidades municipais e regionais, 
A Figura 14 apresenta a tendência do IDHM no município em estudo, com dados 
referentes aos anos de 1991, 2000 e 2010. Essa evolução permite analisar o progresso do 
desenvolvimento humano na localidade ao longo dessas três décadas, destacando 
possíveis melhorias ou retrocessos nas áreas de renda, saúde e educação, que compõem o 
índice. 
Figura 14
– Tendência histórica do IDHM no município. 
Fonte: Adaptado de IBGE (2010).
0,543
0,668
0,755
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
 DHM 1 1 DHM 2000 DHM 2010
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O Quadro 22 apresenta os dados referentes IDHM no ano de 2010, distribuídos entre os 
seus 3 (três) componentes principais: renda, longevidade e educação. Esses indicadores 
proporcionam uma análise detalhada do desenvolvimento humano no município, 
permitindo identificar as áreas em que houve maior progresso e aquelas que ainda 
demandam melhorias. 
Quadro 22 
– IDHM e seus componentes no município 
– 2010. 
Município IDHM 2010 IDHM Renda 2010 IDHM Longevidade 2010 IDHM Educação 2010
Montenegro 0,755 0,761 0,866 0,654 
Fonte: Adaptado do IBGE (2023). 
2.4.1.3. Renda 
O Índice de Gini mede a concentração da distribuição de renda em uma população, 
variando de 0 a 1. Um valor de zero indica igualdade absoluta, onde todos possuem a 
mesma renda, enquanto um valor de um indica extrema desigualdade, onde uma única 
pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o índice de Gini costuma comparar os 20% mais 
pobres com os 20% mais ricos. 
O Quadro 23 apresenta a evolução do Indice de Gini do rendimento domiciliar per capita, 
a preços médios do ano para o Estado do Rio Grande do Sul. Observa-se uma redução de 
2019 a 2023, indicando uma diminuição da desigualdade no estado. 
Quadro 23 
– Evolução do índice de Gini do estado do Rio Grande do Sul. 
Estado 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023
Rio Grande do Sul 0,467 0,473 0,481 0,487 0,482 0,476 0,468 0,467 0,466 
Fonte: Adaptado de IBGE (2024). 
O Quadro 24 apresenta a tendência histórica do Índice de Gini no município em estudo, 
com dados referentes aos anos de 1991, 2000 e 2010. Dessa forma, a análise desse 
indicador permite acompanhar a evolução da distribuição de renda no município ao longo 
dos anos. 
 
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Quadro 24 
– Tendência histórica do Índice de Gini no município. 
Município 1991 2000 2010 
Montenegro 0,5293 0,5648 0,5084 
Fonte: IBGE/Censos Demográficos 1991, 2000 e 2010. 
2.4.1.4. Saúde 
Em 2023, o Ministério da Saúde registrou que o Rio Grande do Sul possui 153 municípios 
sem prestação de atendimento médico privado. Nessas áreas, a população depende 
exclusivamente dos serviços da rede pública de saúde. O estado, classificado como o 
sétimo com o maior número de estabelecimentos hospitalares, contava, em dezembro de 
2023, com 332 desses estabelecimentos distribuídos por 226 dos 497 municípios. Entre 
esses hospitais, havia 21 especializados, 293 gerais e 18 de dia, conforme o Cadastro 
Nacional de Estabelecimentos de Saúde do DATASUS. 
O panorama epidemiológico relacionado ao saneamento básico revela uma forte ligação 
entre as condições de saúde da população e a qualidade dos serviços de saneamento. Áreas 
com acesso inadequado à água potável, sistemas sanitários deficientes e gestão 
inadequada de resíduos enfrentam desafios significativos em termos de saúde pública, 
incluindo doenças transmitidas pela água e infecções gastrointestinais. 
A Lista Morb. CID-10, disponível no DATASUS, oferece um detalhamento abrangente 
sobre a morbidade hospitalar no SUS, categorizada por local de internação. Esta base de 
dados é essencial para a análise epidemiológica e para o planejamento de intervenções de 
saúde pública, permitindo identificar padrões de doenças e sua distribuição geográfica. 
Utilizando essa fonte, coletamos informações específicas sobre “Doenças relacionadas ao 
saneamento (ambiental) inadequado (DRSA )”, listadas de acordo com SOUZA et al.
(2015) da seguinte forma: • Doenças de transmissão feco-oral: o Diarreias; o Febres entéricas; o Hepatite A; 
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• Doenças transmitidas por inseto vetor: o Dengue; o Febre Amarela; o Leishmanioses; o Filariose linfática; o Malária; o Doença de Chagas; • Doenças transmitidas através do contato com a água: o Esquistossomose; o Leptospirose; • Doenças relacionadas com a higiene o Doenças dos olhos; o Doenças de pele; • Geohelmintos e teníases o Helmintíases; o Teníases. 
Para o período de abril de 2024, foram registradas 1.936 internações no estado do Rio 
Grande do Sul relacionadas a diferentes DRSAI
1
. Esse número abrange 176 municípios 
do estado, dos quais 155 são atendidos pela CORSAN. 
A média de internações do município em estudo está apresentada no Quadro 25. 
 1
 Cólera, Shiguelose, Amebíase, Diarreia e gastroenterite origem infecc presumível, Outras doenças
infecciosas intestinais, Leptospirose icterohemorrágica, Outras formas de leptospirose, Leptospirose não 
especificada, Tracoma, Febre amarela, Dengue [dengue clásssico], Outras hepatites virais, Malária por 
Plasmodium falciparum, Malária por Plasmodium vivax, Malária por Plasmodium malariae, Outras formas 
malária conf exames parasitológ, Malária não especificada, Leishmaniose visceral, Leishmaniose cutânea, 
Leishmaniose cutâneo-mucosa, Leishmaniose não especificada, Esquistossomose, Equinococose, 
Ancilostomíase, Outras helmintíases, Outras doenças infecciosas e parasitárias. 
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Quadro 25
– Média de internação por DRSAI em abril de 2024.
Município População total (IBGE 2022) Internações Percentual de internações
Montenegro 64.322 4 0,006% 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e DATASUS (2024). 
2.4.1.5. Educação 
Conforme informações disponibilizadas pelo IBGE 2023, a taxa de escolarização de 6 a 
14 anos no estado do Rio grande do Sul era de 99,5%, enquanto a taxa de analfabetismo 
da população de 15 anos era de 2,7%. 
Com base no censo do IBGE de 2022, foi possível identificar a média da taxa de 
alfabetização do município em estudo, conforme demonstrado no Quadro 26. 
Quadro 26
– Taxa de alfabetização do município 
– 2022. 
Município Taxa de alfabetização (%)
Montenegro 97,14 
Fonte: Adaptado de IBGE (2022). 
2.4.1.6. Uso e ocupação do solo 
A definição do uso e ocupação do solo está diretamente ligada às regulamentações que 
governam a densidade populacional, as atividades permitidas, os mecanismos de controle 
das construções e a subdivisão do solo. 
Esses componentes compõem o regime urbanístico, que visa garantir o desenvolvimento 
urbano de forma equilibrada e sustentável. Dentro desse contexto, uma das categorias 
essenciais é a classificação do território em zonas urbanas e rurais (VAZ, 2006). 
De acordo com o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra conduzido pelo IBGE 
(2020), no estado do Rio Grande do Sul, o solo apresenta 11 (onze) categorias distintas. 
Segundo os dados, as classes predominantes nos municípios do estado são, em ordem de 
extensão maior, a categoria de "Área Agrícola", seguida pela categoria de "Vegetação 
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Campestre", e então pela categoria de "Mosaico de Ocupações em Área Florestal", 
conforme ilustrado na Figura 15. 
O Quadro 27 também oferece uma descrição detalhada das categorias de uso e cobertura 
do solo. 
Quadro 27 
– Classificação uso e cobertura do solo. 
Classificação Descrição 
Área artificial 
Áreas onde predominam superfícies antrópicas não-agrícolas. São aquelas 
estruturadas por edificações e sistema viário, nas quais estão incluídas as 
metrópoles, cidades, vilas, as aldeias indígenas e comunidades quilombolas, áreas 
ocupadas por complexos industriais e comerciais e edificações que podem, em 
alguns casos, estar situadas em áreas peri-urbanas. Também pertencem a essa classe 
as áreas onde ocorrem a exploração ou extração de substâncias minerais, por meio 
de lavra ou garimpo. 
Área Agrícola 
Área caracterizada por lavouras temporárias, semi-perenes e permanentes, irrigadas 
ou não, sendo a terra utilizada para a produção de alimentos, fibras, combustíveis e 
outras matérias-primas. Segue os parâmetros adotados nas pesquisas agrícolas do
IBGE e inclui todas as áreas cultivadas, inclusive as que estão em pousio ou 
localizadas em terrenos alagáveis. Pode ser representada por zonas agrícolas
heterogêneas ou extensas áreas de plantations. Inclui os tanques de aquicultura. 
Pastagem com Manejo 
Áreas destinadas ao pastoreio do gado e outros animais, com vegetação herbácea 
cultivada (braquiária, azevém, etc) ou vegetação campestre (natural), ambas 
apresentando interferências antrópicas de alta intensidade. Estas interferências 
podem incluir o plantio; a limpeza da terra (destocamento e despedramento); 
eliminação de ervas daninhas de forma mecânica ou química (aplicação de 
herbicidas); gradagem; calagem; adubação; entre outras que descaracterizem a 
cobertura natural. 
Mosaico de Ocupações 
em Área Florestal 
Área caracterizada por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura 
associada ou não a remanescentes florestais, na qual não é possível uma 
individualização de seus componentes. Inclui também áreas com perturbações 
naturais e antrópicas, mecânicas ou não mecânicas, que dificultem a caracterização 
da área. 
Silvicultura 
Área caracterizada por plantios florestais de espécies exóticas ou nativas como 
monoculturas. Segue os parâmetros adotados nas pesquisas de extração vegetal e 
silvicultura do IBGE. 
Vegetação Florestal 
Área ocupada por florestas. Consideram-se florestais as formações arbóreas com 
porte superior a 5 metros de altura, incluindo-se aí as áreas de Floresta Ombrófila 
Densa, de Floresta Ombrófila Aberta, de Floresta Estacional, além da Floresta 
Ombrófila Mista. Inclui outras feições em razão de seu porte superior a 5 m de 
altura, como a Savana Florestada, Campinarana Florestada, Savana-Estépica 
Florestada, os Manguezais e os Buritizais, conforme o Manual Técnico de Uso da 
Terra (IBGE, 2013). 
Área Úmida 
Área caracterizada por vegetação natural herbácea ou arbustiva (cobertura de 10% 
ou mais), permanentemente ou periodicamente inundada por água doce ou salobra. 
Inclui os terrenos de charcos, pântanos, campos úmidos, estuários, entre outros. O 
período de inundação deve ser de no mínimo 2 meses por ano. Pode ocorrer 
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Classificação Descrição 
vegetação arbustiva ou arbórea, desde que estas ocupem área inferior a 10% do 
total. 
Vegetação Campestre 
Área caracterizada por formações campestres. Entende-se como campestres as 
diferentes categorias de vegetação fisionomicamente bem diversas da florestal, ou 
seja, aquelas que se caracterizam por um estrato predominantemente arbustivo, 
esparsamente distribuído sobre um estrato gramíneo-lenhoso. Incluem-se nessa 
categoria as Savanas, Estepes, Savanas-Estépicas, Formações Pioneiras e Refúgios 
Ecológicos. Encontram-se disseminadas por diferentes regiões fitogeográficas, 
compreendendo diferentes tipologias primárias: estepes planaltinas, campos 
rupestres das serras costeiras e campos hidroarenosos litorâneos (restinga), 
conforme o Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE, 2013). Essas áreas podem 
estar sujeitas a pastoreio e a outras interferências antrópicas de baixa intensidade 
como as áreas de pastagens não manejadas do Rio Grande do Sul e do Pantanal. 
Mosaico de Ocupações 
em Área Campestre 
Área caracterizada por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura 
associada ou não a remanescentes campestres, na qual não é possível uma 
individualização de seus componentes. Inclui também áreas com perturbações 
naturais e antrópicas, mecânicas ou não mecânicas, que dificultem a caracterização 
da área. 
Corpo d'água Continental 
Inclui todas as águas interiores, como rios, riachos, canais e outros corpos d’água 
lineares. Também engloba corpos d’água naturalmente fechados (lagos naturais) e 
reservatórios artificiais (represamentos artificiais de água construídos para 
irrigação, controle de enchentes, fornecimento de água e geração de energia 
elétrica). Não inclui os tanques de aquicultura. 
Corpo d'água Costeiro Inclui as águas inseridas nas 12 milhas náuticas, conforme Lei nº 8.617, de 4 de 
janeiro de 1993. 
Área Descoberta 
Esta categoria engloba locais sem vegetação, como os afloramentos rochosos, 
penhascos, recifes e terrenos com processos de erosão ativos. Também inclui as 
praias e dunas, litorâneas e interiores, e acúmulo de cascalho ao longo dos rios. 
Fonte: IBGE (2020). 
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Figura 15
– Distribuição das classes de cobertura e uso do solo ao longo dos municípios atendidos pela CORSAN.
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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No que diz respeito ao município em estudo, o Quadro 28 apresenta uma análise 
detalhada das categorias de uso e cobertura do solo em seu território. 
Quadro 28 
– Distribuição do uso e cobertura do solo do município. 
Município Uso e cobertura do solo Cobertura territorial 
Montenegro 
Área Artificial 4,33% 
Área Agrícola 0,72% 
Pastagem com Manejo 2,30% 
Mosaico de Ocupações em Área Florestal 85,56% 
Silvicultura 3,36% 
Vegetação Florestal 0,69% 
Vegetação Campestre 0,01% 
Mosaico de Ocupações em Área Campestre 3,03% 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
2.4.2. Aspectos econômicos 
A consideração dos aspectos econômicos é essencial para garantir que as propostas e 
estratégias sejam viáveis e sustentáveis. A dimensão econômica influencia diretamente a 
capacidade de implementação e a eficácia dos sistemas de saneamento, impactando a 
qualidade de vida da população e a integridade ambiental. 
2.4.2.1. Atividades e vocações econômicas 
A análise da atividade e vocação econômica é crucial para entender o desenvolvimento 
regional e orientar políticas públicas eficazes. Este tópico aborda a distribuição e a 
concentração das principais atividades econômicas no Rio Grande do Sul, destacando os 
setores de maior relevância para a economia estadual, como agropecuária, indústria e 
serviços. Além disso, examina a vocação econômica dos municípios, evidenciando as 
áreas de especialização e potencial de crescimento econômico. 
De acordo com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Governo do Rio 
Grande do Sul os 3 (três) principais setores econômicos responsáveis pela produção de 
bens e serviço são: Agropecuária, Indústria e Serviços. 
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Para o ano de 2023 o setor da agropecuária foi o que mais cresceu, seguido pelo setor de 
serviços. A Figura 16 apresenta as taxas de crescimento acumuladas no ano do PIB, dos 
impostos e do Valor Adicionado Bruto (VAB), total e por atividades, do Rio Grande do 
Sul e do Brasil 
— 2023/2022 
Figura 16
– Taxas de crescimento acumuladas 
– 2023/2022.
Fonte: SPGG-RS/DEE (2023).
O Quadro 29 apresenta o VAB para o município em estudo, abrangendo os setores de 
Agropecuária, Indústria e Serviços, excluindo Administração, Defesa, Educação, Saúde 
Públicas e Seguridade Social. 
Quadro 29
– VAB dos setores do município 
– 2021. 
Município 
VAB da Agropecuária, 
a preços correntes 
(R$ 1.000) 
VAB da Indústria, 
a preços correntes 
(R$ 1.000) 
VAB dos Serviços, 
a preços correntes 
(R$ 1.000) 
Montenegro 130.558,42 2.376.130,74 1.700.793,34 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023). 
2.4.2.2. Caracterização do mercado de trabalho 
De acordo com dados do Atlas de Desenvolvimento Humano de 2010, a maioria da 
população ocupada está no setor de serviços, seguido pelos setores de agropecuária e 
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indústria de transformação. O Figura 17 ilustra o percentual da população ocupada do 
município em estudo em cada setor para o ano de 2010. 
Figura 17
– Percentual de ocupação no município 
– 2010. 
Fonte: Adaptado de Atlas de Desenvolvimento Humano (2010). 
2.4.2.3. Panorama fiscal 
Segundo a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do Rio Grande do 
Sul, o PIB per capita do estado em 2023 foi de R$ 55.454, o que representa um aumento 
de 10,5% em relação ao PIB per capita do Brasil. 
O Departamento de Economia e Estatística (DEE) da SPGG elabora o relatório do PIB, 
com uma defasagem de dois anos devido à disponibilidade de dados do IBGE. Em 2021, 
o PIB do Rio Grande do Sul cresceu 9,3% após uma retração de 7,3% em 2020. O VAB 
aumentou 9,5%, e os impostos, 7,7%. Esse foi o maior crescimento entre as 27 unidades 
da Federação, impulsionado pela expansão da agropecuária (53,0%), da indústria (8,1%) 
e dos serviços (4,4%). Em 2021, o PIB per capita do estado cresceu 8,9%, atingindo R$ 
50.693,51, 20% acima da média nacional, posicionando o Estado na sexta posição 
nacionalmente. 
10
,35
0,2 
24
,11
1,01
7, 
14
,17
40
, 4
05
10
15
20
25
30
35
40
45
Setor
agropecuário
Setor extrativo
mineral
 nd stria de
transformação
Serviços
industriais de
utilidade p blica
Setor de
construção
Setor comércio Setor de serviços
Montenegro
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O PIB municipal e o per capita do município em estudo está sendo apresentado no
Quadro 30. 
Quadro 30 
– PIB municipal e per capita do município 
– 2021.
Município PIB municipal a preços correntes
(R$ 1.000) 
PIB per capita a preços correntes
(R$ 1,00)
Montenegro 5.752.330,07 86.949,68 
Fonte: Adaptado de IBGE (2023) e SPGG-RS/DEE (2023). 
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3. DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA EXISTENTE 
De acordo com a Lei Federal nº 11.445/2007, o abastecimento de água potável e o 
esgotamento sanitário constituem pilares fundamentais para garantir a saúde pública, o 
bem-estar das comunidades e o desenvolvimento econômico e social. O abastecimento 
de água potável envolve um conjunto de atividades, infraestruturas e instalações 
necessárias para captar, tratar e distribuir água de qualidade à população, abrangendo 
desde a captação até as ligações prediais e os instrumentos de medição. 
No Brasil, os sistemas de abastecimento de água podem ser classificados como isolados, 
quando atendem a um único manancial e localidades específicas, ou integrados, quando 
abastecem simultaneamente múltiplos municípios utilizando um ou mais mananciais. 
A eficiência desses sistemas é essencial para prevenir doenças de veiculação hídrica e 
promover a melhoria da qualidade de vida, reduzindo desigualdades regionais. Da mesma 
forma, o sistema de esgotamento sanitário desempenha um papel crucial na promoção da 
saúde pública e na preservação ambiental, ao assegurar o afastamento, transporte, 
tratamento e destinação final dos esgotos gerados pela população. A implementação 
adequada contribui diretamente para a prevenção de doenças e a proteção dos recursos 
naturais, mitigando os impactos negativos decorrentes do descarte inadequado de esgotos. 
Neste contexto, este capítulo apresentará um diagnóstico da infraestrutura existente, 
analisando o sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município. 
3.1. Abastecimento de água 
O sistema de abastecimento de água é composto por um sistema de captação superficial, 
sistemas de bombeamento de água bruta e água tratada, duas estações de tratamento de 
água, reservatórios de água tratada e redes de distribuição de água para população. 
Atualmente, Montenegro abastece cerca de 25.123 economias. 
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3.1.1. Captação superficial 
O SAA de Montenegro é composto dois sistemas de captação de água bruta que aduzida 
no Rio Caí através de bombeamento. 
As captações ficam nas seguintes coordenadas: ▪ Captação 1: -29.697725; -51.459010; ▪ Captação 2: -29.669156; -51.428158. 
3.1.2. Estação de tratamento de água 
O sistema possui duas estações de tratamento de água, ambas convencionais, onde a água 
recebe tratamento por tecnologia de ciclo completo, com as etapas de mistura rápida, 
coagulação, floculação, sedimentação, filtração, desinfecção e fluoretação. Junto às ETAs 
há o laboratório físico-químico e microbiológico onde são realizadas análises da água 
bruta, do processo, tratada na saída da ETA e na rede de distribuição. 
A ETA I está localizada na coordenada 29°41'24.88"S, 51°27'53.23"O e a ETA II na 
coordenada 29°40'4.27"S, 51°26'2.83"O. 
3.1.3. Reservação 
O sistema de abastecimento de água possui sete reservatórios listados no quadro a seguir. 
Quadro 31 
– Reservatórios do SAA.
Reservatório Endereço Tipo Capacidade (m³) 
R01 ETA II Enterrado 1000 
R02 ETA II Elevado 250
R03 ETA I Enterrado 900
R04 ETA I Apoiado 1000 
R05 ETA I Semi-enterrado 1000 
R06 ETA I Apoiado 1000 
R08 ETA I Enterrado 150
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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3.1.4. Estações de bombeamento de água 
Além das duas estações de água bruta nas captações, existem outras estações de água 
tratada. ▪ ETA-II - EBAT-02 recalca a água para a ETA I e EBAT-03 que recalca para a 
rede da Zona Média; 
▪ ETA
-I - EBAT-02 recalca a água para o reservatório da Zona Média e para a rede 
da Zona Média e EBAT-03 recalca para o reservatório da Zona Alta e rede da 
Zona Alta. 
3.1.5. Rede de distribuição de água 
A rede de distribuição tem, aproximadamente, 233 km de extensão. 
Quadro 32 
– Tipos de rede e material.
Material Diâmetro (mm) Extensão (m) 
FC 100 1.220 
FC 125 1.815 
FC 150 3.380 
FC 200 1.560 
FC 250 3.705 
FC 300 11
FC 400 1.235 
FºFº 50 70
FºFº 75 170
FºFº 150 2.215 
FºFº 200 2.370 
FºFº 250 5.320 
FºFº 300 800
FºFº 400 1.060 
FºFº 500 27
FºFº 600 70
PVC 20 158
PVC 25 323
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Material Diâmetro (mm) Extensão (m) 
PVC 32 4.175 
PVC 40 1.880 
PVC 50 149.490 
PVC 60 500
PVC 75 16.680 
PVC 100 9.830 
PVC 110 1.350 
PVC 150 4.600 
PVC 250 1.430 
PVC 300 380
PVC 400 10
PVC DEFOFO 150 4.720 
PVC DEFOFO 200 5.250 
PVC DEFOFO 250 6.110 
PVC DEFOFO 300 1.365 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
3.1.6. Fluxograma esquemático do sistema 
Nas figuras a seguir, é possível verificar o fluxograma do SAA. 
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Figura 18
– Fluxograma do SAA (1).
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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Figura 19
– Fluxograma do SAA (2).
Fonte: Centro Operacional Integrado (2024). 
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3.1.7. Identificação dos pontos vulneráveis 
Os pontos vulneráveis encontram-se descritos a seguir. ▪ Manancial superficial/subterrâneo; ▪ Ponto de captação de água bruta junto ao manancial; ▪ Estações de bombeamento de água bruta e água tratada (EBAB e EBAT); ▪ Estação de tratamento de água; ▪ Rede de distribuição de água – pontos críticos de abastecimento. 
Os pontos encontram-se apresentados na figura a seguir. 
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Figura 20
– Pontos vulneráveis do SAA (1).
Captações, ETAs e EBAs. 
Fonte: Google Earth (2024). 
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Figura 21
– Pontos vulneráveis do SAA (2).
Fonte: Google Earth (2024). 
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3.1.8. Identificação das áreas com maior demanda 
A área com maior demanda no município é a região central com 4.060 imóveis com 5.641 
economias, indicada na figura abaixo. 
Figura 22
– Área com maior demanda. 
Fonte: Google Earth (2024). 
3.2. Esgotamento sanitário 
O município não possui um sistema de esgotamento sanitário operado pela CORSAN. 
Atualmente, o esgotamento sanitário é realizado no município por meio de soluções 
individuais nos domicílios. 
 
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4. OBJETIVOS E METAS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS 
A universalização dos serviços de saneamento básico é um compromisso fundamental 
para promover a saúde pública, a dignidade humana e a sustentabilidade ambiental. No 
contexto do Plano, estabelecer objetivos claros e metas mensuráveis é essencial para 
orientar as ações e investimentos necessários à expansão e melhoria dos serviços de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário. 
Este capítulo apresenta os objetivos estratégicos e as metas específicas que nortearão as 
políticas públicas e as iniciativas regionais de saneamento básico. Os objetivos definidos 
visam atender às diretrizes nacionais de saneamento, garantindo a equidade no acesso aos 
serviços e promovendo a eficiência operacional dos sistemas. As metas, por sua vez, são 
delineadas com base em diagnósticos detalhados das condições atuais, considerando as 
particularidades de cada município e as demandas da população. 
Ao longo deste capítulo, serão apresentados os indicadores de desempenho e os prazos 
para o alcance das metas, bem como as estratégias para superar os desafios e obstáculos 
que possam surgir. 
4.1. Projeção populacional 
As projeções populacionais desempenham um papel fundamental no planejamento 
abrangente de políticas públicas voltadas para o bem-estar social, desenvolvimento 
econômico e, especificamente, para a execução eficaz de projetos de saneamento básico. 
No contexto desses projetos, a projeção populacional emerge como uma ferramenta 
indispensável, fornecendo insights cruciais para o dimensionamento adequado das 
infraestruturas necessárias, além de servir como base para o cálculo das demandas futuras. 
A confiabilidade dessas projeções é um elemento central em estudos dessa natureza. Para 
alcançar esse nível de confiança, é imperativo realizar uma análise abrangente e 
interdisciplinar dos cenários passado, presente e futuro da população em questão. Isso 
não apenas demanda uma compreensão profunda das variáveis que interagem com a 
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população ao longo do tempo, mas também exige uma perfeita adequação dos métodos 
empregados no cálculo das projeções aos dados disponíveis. 
A complexidade inerente à elaboração dessas projeções é evidente, especialmente devido 
à necessidade de uma análise cuidadosa das variáveis que interagem com a população em 
um determinado espaço geográfico ao longo do tempo projetado. Dado que as projeções 
se relacionam com o futuro, é crucial considerar a incerteza, mesmo quando há 
informações históricas detalhadas e confiáveis disponíveis sobre a população em estudo. 
O levantamento dos dados essenciais para a realização deste estudo populacional foi 
conduzido por meio das principais fontes de informações neste campo, com destaque para 
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa abordagem assegura uma 
base sólida e atualizada para a projeção, incorporando dados confiáveis que são essenciais 
para a precisão e utilidade do planejamento futuro. 
4.1.1. Método utilizado para projeções populacionais 
O IBGE tem a responsabilidade de publicar, até 31 de agosto de cada ano, as estimativas 
populacionais para estados e municípios. Essas estimativas são de extrema importância, 
pois servem de base para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados e Distrito 
Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mecanismos 
fundamentais na política fiscal brasileira, que redistribuem receitas tributárias para 
promover o equilíbrio socioeconômico entre as diferentes regiões do país 
As estimativas populacionais são calculadas utilizando o método matemático AiBi, um 
modelo que se baseia na análise de tendências de crescimento populacional de um 
determinado município entre dois censos demográficos consecutivos. Este método 
também leva em consideração a tendência de crescimento de uma área geográfica 
hierarquicamente superior, como o estado ou a Unidade da Federação (UF) em que o 
município está inserido. As UFs são projetadas pelo método das componentes 
demográficas, que inclui variáveis como natalidade, mortalidade e migração. 
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Segundo a nota metodológica n. 01 do IBGE, a população estimada de uma Unidade da 
Federação em um dado momento 
𝑡 representada como 𝑃(𝑡). Essa população é dividida 
em 
𝑛 áreas menores, geralmente municípios, onde a população de cada área 
𝑖 no tempo 
𝑡
é denotada por 𝑃𝑖(𝑡). 
A soma das populações dessas áreas menores deve igualar a população total da Unidade 
da Federação: 
𝑃𝑖 (𝑡); 𝑖 = 1,2,3. . . 𝑛 
𝑃 
(
𝑡
) = ∑ 𝑃𝑖
 (𝑡)
𝑛
𝑖=1
O método AiBi parte da hipótese de que a população de uma área menor
𝑖 em um tempo 
𝑡 pode ser expressa como uma função linear da população da área maior (a Unidade da 
Federação), ajustada por dois coeficientes: a
𝑖 e 𝑏𝑖. A equação para a população projetada 
𝑃𝑖(𝑡) de uma área 
𝑖 é dada por: 
𝑃𝑖 (𝑡) = 𝑎𝑖 𝑃(𝑡) + 𝑏𝑖
Onde: ▪
a
𝑖 é o coeficiente de proporcionalidade do incremento da população da área menor 
𝑖 em relação ao incremento da população da área maior; 
▪
b
𝑖 é o coeficiente linear de correção, que ajusta as diferenças específicas de 
crescimento entre as áreas menores e a área maior. 
Os coeficientes a
𝑖 e b
𝑖 são determinados a partir de dados coletados entre os dois últimos 
censos demográficos. Para definir esses coeficientes, o método utiliza as populações 
registradas nos censos nos tempos t0 e t1. A partir da resolução de um sistema de equações 
baseado nos valores populacionais dos censos, obtém-se: 
𝑎𝑖 = 
𝑃𝑖 (𝑡1) – 𝑃𝑖 (𝑡0)
𝑃 (𝑡1) – 𝑃 (𝑡0) 
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𝑏𝑖 = 𝑃𝑖 (𝑡0) – 𝑎𝑖 𝑃 (𝑡0)
O princípio subjacente ao método AiBi é que as populações dos domínios menores, como 
os municípios, constituem uma função linear da população do domínio maior, como o 
estado ou a Unidade da Federação. No entanto, uma das desvantagens do método é a 
possibilidade de gerar estimativas de população negativa para algumas áreas. Isso pode 
ocorrer em regiões onde o coeficiente 𝑎𝑖 assume um valor extremamente baixo ou 
negativo, indicando uma tendência de declínio populacional em relação ao crescimento 
da área maior. 
Para mitigar esse problema, alternativas metodológicas podem ser empregadas. Uma 
solução proposta por Frias (1987) envolve a separação das áreas com taxas de crescimento 
positivas e negativas, permitindo um ajuste mais preciso das estimativas. Outra 
abordagem é o uso de correções manuais para evitar populações negativas, garantindo a 
consistência e a plausibilidade das projeções. 
4.1.2. Objetivos, metas e indicadores 
O Plano visa criar um quadro coerente de ações e investimentos que, ao longo do tempo, 
conduzam à universalização dos serviços de saneamento, melhorando a saúde e a 
qualidade de vida da população e assegurando a sustentabilidade ambiental e econômica 
das operações. 
Desta forma foram definidos os seguintes objetivos específicos, para os sistemas de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário: ▪ Melhoria e expansão do abastecimento de água e esgotamento sanitário, a fim de 
garantir a universalização ao acesso a água potável e cobertura do esgotamento 
sanitário; 
▪ Garantir o acesso de qualidade aos serviços de abastecimento de água. 
Para atingir os objetivos estabelecidos, tem-se as seguintes metas: 
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▪ Universalização: alcançar a meta de 99% de cobertura de água e 90% de cobertura 
de esgoto, até 2033, conforme a Lei Federal nº 14.026/20, mantendo esta cobertura 
até 2062. 
Para garantir o acompanhamento eficaz das metas estabelecidas no Plano, é fundamental 
a utilização de indicadores de desempenho. Esses indicadores proporcionarão uma 
avaliação contínua e objetiva do progresso em direção aos objetivos definidos, permitindo 
ajustes necessários ao longo do processo. 
Por meio da medição sistemática da cobertura dos sistemas, será possível monitorar a 
eficiência e a eficácia das ações implementadas. É relevante destacar que os indicadores 
apresentados estão em conformidade com aqueles previstos nos contratos de concessão 
de serviço público assinados por cada município. 
A seguir, serão apresentados os principais indicadores a serem acompanhados. 
4.1.2.1. Metodologia do cálculo 
A metodologia de cálculo das metas de universalização dos serviços de abastecimento de 
água e esgotamento sanitário é fundamental para garantir que os objetivos de cobertura e 
eficiência sejam alcançados de maneira precisa e sustentável. Este item tem como 
propósito detalhar os critérios e procedimentos utilizados para determinar as metas de 
universalização, assegurando que todas as áreas de prestação dos serviços sejam 
devidamente atendidas. 
A abordagem considera as características específicas de cada região, incluindo a exclusão 
de imóveis localizados em áreas irregulares ou com baixa densidade populacional, e leva 
em conta tanto as economias factíveis quanto as soluções individuais de coleta e 
tratamento de esgoto sanitário. Através desta metodologia, busca
-se promover a 
transparência e a eficácia no planejamento e na execução das ações necessárias para a 
universalização dos serviços de saneamento básico.
A metodologia leva em consideração, portanto, os seguintes tópicos: 
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▪ Área de prestação dos serviços; ▪ A exclusão dos imóveis localizados em áreas irregulares e imóveis localizados em 
áreas cuja densidade seja abaixo de 1 (uma) ligação para cada 20m (vinte metros) 
de rede; 
▪ Economias factíveis são as unidades consumidoras ou domicílios com 
disponibilidade para serem conectados às redes públicas de abastecimento de água 
e esgotamento sanitário. 
▪ Soluções individuais de coleta e tratamento de esgoto sanitário existentes na área 
de prestação dos serviços. 
4.1.2.2. Nível de universalização dos serviços de água 
Acompanha a cobertura dos serviços de abastecimento de água do município, aplicando 
o NUA, seguindo a fórmula: 
𝑁𝑈𝐴 = 
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 Á𝑔𝑢𝑎
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais de água: número de economias residenciais que 
possuem acesso aos serviços de abastecimento de água, na área da prestação dos 
serviços, incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a 
partir dos cadastros comercial e operacional da Concessionária; 
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade 
técnica para serem conectados à rede de abastecimento de água na Área de 
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios 
estimados pelo IBGE.
O instrumento de delegação dos serviços à Concessionária apresenta as metas 
intermediária e de universalização de cobertura do serviço de esgotamento sanitário do 
município, as quais são incorporadas automaticamente a este Plano. 
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4.1.2.3. Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário 
Acompanha a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário para cada município, 
aplicando o NUE, seguindo a fórmula: 
𝑁𝑈𝐸 = 
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais esgoto: número de economias residenciais que possuem 
acesso aos serviços de esgotamento sanitário na Área de Prestação dos Serviços, 
incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a partir dos 
cadastros comercial e operacional da Concessionária; 
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade 
técnica para serem conectados à rede de esgotamento sanitário na Área de 
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios 
estimados pelo IBGE e não deverá incluir domicílios em soleira baixa ou qualquer 
outra impossibilidade técnica de conexão. 
O instrumento de delegação dos serviços à Concessionária apresenta as metas 
intermediária e de universalização de cobertura do serviço de esgotamento sanitário do 
município, as quais são incorporadas automaticamente a este Plano. 
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5. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES 
Os programas, projetos e ações são essenciais para atingir as metas estabelecidas, que 
devem ser compatíveis com os Planos Plurianuais e outros planos governamentais, 
conforme a Lei Federal nº 14.026/2020. No entanto, a falta de instrumentos municipais 
como o Plano Diretor e a ausência de detalhes sobre os componentes do saneamento 
básico complicam o planejamento. 
Apesar disso, o Plano Regional de Água e Esgoto representa um passo importante para a 
universalização eficiente do saneamento básico regional. A integração dos diversos 
instrumentos de planejamento e a identificação de fontes de financiamento são cruciais 
para a sustentabilidade dessas proposições. 
Para atingir as metas de cobertura, redução de perdas e qualidade nos serviços de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário, é necessário, portanto, um programa de 
investimentos amplo e abrangente. 
5.1. Premissas e diretrizes 
A definição dos programas, projetos e ações perpassa pelo entendimento de cada 
conceito. De acordo com Galvão Júnior et al. (2010), os programas referem-se ao esboço 
geral de finalidade abrangente, determinando táticas e métodos de maneira estratégica, 
sendo possível concretizar as metas e objetivos. Já os projetos são entendidos como 
elementos de cada programa, podendo ser ou não ligados a outros programas, dentro de 
um mesmo projeto. Por fim, as ações são específicas a cada projeto, tendo foco na 
execução. 
Os programas, projetos e ações aqui definidos, levaram em consideração o diagnóstico 
do município, operado pela CORSAN. Para isso foram consideradas as demandas pelos 
serviços de saneamento básico, bem como a dinâmica populacional, além de outros 
fatores que poderiam dificultar a universalização dos serviços de abastecimento de água 
e esgotamento sanitário. 
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Neste sentido, para alcançar os objetivos e metas de universalização, são propostos 
programas, projetos e ações. 
As medidas a serem implementadas são divididas em estruturais e estruturantes e levam 
em consideração a disponibilidade orçamentária, viabilidade técnica, bem como as 
obrigações específicas constantes nos contratos de concessão. 
Dessa forma, as medidas estruturais dizem respeito às intervenções no ambiente físico, 
sendo fundamentais para assegurar a universalização dos serviços de abastecimento de 
água e esgotamento sanitário. Por outro lado, as medidas estruturantes referem-se a 
aspectos gerenciais, essenciais para o suporte e a eficácia na prestação desses serviços. 
5.2. Abastecimento de água 
5.2.1. Programa, projetos e ações estruturais 
A garantia de um sistema eficiente de abastecimento de água é fundamental para a saúde 
pública e o bem-estar da população. Para atingir esse objetivo, é necessário implementar 
uma série de ações estratégicas e estruturais que assegurem a captação, tratamento, 
armazenamento e distribuição da água de maneira eficaz e sustentável. Essas ações devem 
ser planejadas e executadas de forma integrada, considerando a diversidade de contextos 
regionais e a necessidade de preservar os recursos hídricos. 
A implementação de tecnologias avançadas, a modernização da infraestrutura existente e 
a gestão eficiente dos recursos são pilares essenciais para o sucesso dessas iniciativas. 
O Quadro 33 apresenta a consolidação dos programas e ações para os sistemas de 
abastecimento de água, oferecendo uma visão abrangente das diretrizes propostas. No 
entanto, é fundamental ressaltar que cada município possui suas próprias necessidades, 
sendo as ações ajustadas conforme suas metas contratuais e cronogramas operacionais, 
de modo a assegurar o cumprimento dos objetivos e a implementação das melhorias 
necessárias. 
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Quadro 33 
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de abastecimento de 
água.
Programa Projetos Ações Responsável 
Expansão e 
Implantação 
das 
Infraestruturas 
Implantação 
dos Sistemas 
de 
Abastecimento 
de Água 
Implantação dos sistemas de captação de água. 
Concessionária 
Implantação dos sistemas de adução de água (bruta e/ou 
tratada). 
Implantação dos sistemas de bombeamento de água. 
Implantação dos sistemas de tratamento de água. 
Implantação dos sistemas de reservação de água. 
Implantação dos sistemas de distribuição de água. 
Implantação dos sistemas de tratamento de lodo. 
Implantação dos sistemas de interconexão do abastecimento 
com as unidades consumidoras (conexões, ramal de ligação 
etc.). 
Implantação dos parques de hidrômetros. 
Expansão dos 
Sistemas de 
Abastecimento 
de Água 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de captação de água. 
Concessionária 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de adução de água 
(bruta e/ou tratada). 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de bombeamento de 
água. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento de 
água. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de reservação de 
água. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de distribuição de 
água. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento de 
lodo. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de interconexão do 
abastecimento com as unidades consumidoras (conexões, 
ramal de ligação etc.). 
Implantação e/ou ampliação dos parques de hidrômetros. 
Expansão e 
Implantação 
das 
Infraestruturas 
Melhorias 
Operacionais 
e Substituições 
dos Sistemas 
de 
Abastecimento 
de Água 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
captação de água. 
Concessionária 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
adução de água (bruta e/ou tratada). 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
bombeamento de água. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
tratamento de água. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
reservação de água. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
distribuição de água. 
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Programa Projetos Ações Responsável 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
tratamento de lodo. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
interconexão do abastecimento com as unidades consumidoras 
(conexões, ramal de ligação etc.). 
Execução de melhorias e/ou substituições dos parques de 
hidrômetros. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
5.2.2. Programa, projetos e ações estruturantes 
O programa estruturante para os sistemas de abastecimento de água tem como objetivo 
garantir a eficiência, a segurança e a sustentabilidade no fornecimento de água potável, 
promovendo ações que abrangem desde a organização técnica até o controle da qualidade 
dos serviços prestados. 
Para atingir esses objetivos, os programas estão divididos em cinco áreas principais, 
conforme apresenta o Quadro 34. 
Quadro 34 
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de abastecimento 
de água. 
Programa Projeto Ação Responsável 
Governança 
Operacional e 
Gestão de 
Dados 
Regularização, 
Capacitação e 
Monitorament
o 
Regularização e monitoramento das licenças e outorgas para 
que todas os sistemas de abastecimento de água estejam em 
conformidade com as normas legais, assegurando a 
continuidade e expansão dos serviços de forma regularizada. 
Concessionári
a 
Prover treinamento contínuo e atualização para os 
profissionais envolvidos na operação e manutenção do sistema 
de abastecimento, assegurando que estejam preparados para 
lidar com desafios técnicos e operacionais. 
Elaborar estudos técnicos que subsidiem a criação de projetos 
para a modernização e ampliação da infraestrutura, 
aumentando a eficiência do sistema de abastecimento. 
Implementar um sistema de informações para monitorar a 
eficiência do abastecimento de água, identificando possíveis 
melhorias e otimizações no processo. 
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Programa Projeto Ação Responsável 
Integração e 
Atualização de 
Dados 
Cadastrais e 
Operacionais 
Atualização contínua das informações cadastrais dos usuários 
e redes de abastecimento e seus dispositivos especiais 
(válvulas, ventosas, registros, hidrantes e conexões), 
garantindo que essas informações sejam constantemente 
atualizadas e acessíveis para a gestão operacional. 
Concessionári
a 
Gestão 
Eficiente de 
Recursos 
Hídricos e 
Energéticos 
Eficiência 
Operacional e 
Controle de 
Perdas 
Identificar e combater as perdas de água nos sistemas, por 
meio de tecnologia de detecção de vazamentos, controle de 
fraudes e manutenção preventiva. 
Concessionári
a 
Resiliência 
Hídrica 
Identificar e combater as ligações irregulares em soluções 
individuais de abastecimento (sem a devida outorga), 
assegurando a garantia de uso dos recursos hídricos conforme 
normas legais. 
Prefeitura 
Municipal e 
Concessionári
a 
Otimização 
Energética 
Implementar tecnologias e processos que aumentem a 
eficiência energética nos sistemas de bombeamento, 
tratamento e distribuição de água, com a modernização de 
equipamentos e incorporação de fontes renováveis. 
Concessionári
a 
Segurança e 
Monitorament
o da Água 
Tratada 
Controle da 
Qualidade da 
Água Tratada 
Sistema de monitoramento para garantir o controle contínuo 
da qualidade da água, de acordo com as exigências das 
autoridades, para assegurar a conformidade com os padrões 
estabelecidos. 
Concessionári
a 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
5.3. Esgotamento sanitário 
5.3.1. Programa, projetos e ações estruturais 
O desenvolvimento de um sistema eficiente de esgotamento sanitário é vital para 
assegurar a saúde pública e a preservação ambiental. Para isso, é essencial implementar 
ações coordenadas que abrangem desde a coleta dos esgotos até seu tratamento e 
disposição final. A construção e a modernização da infraestrutura de esgotamento 
sanitário são fundamentais para garantir que os resíduos sejam tratados adequadamente, 
evitando a contaminação dos corpos d'água e do solo. 
As ações devem incluir a instalação de redes de coleta eficientes, a construção de estações 
de tratamento de modernas e a melhoria das conexões domiciliares. 
O Quadro 35 consolida os programas e ações para os sistemas de esgotamento sanitário, 
fornecendo uma visão abrangente das diretrizes propostas. No entanto, é importante 
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destacar que cada município tem necessidades específicas, e as ações são alinhadas às 
suas metas contratuais e cronogramas operacionais, a fim de garantir o cumprimento dos 
objetivos e as melhorias adequadas. 
Quadro 35 
– Programa, projetos e ações estruturais para os sistemas de esgotamento 
sanitário.
Programa Projetos Ações Responsável 
Expansão e 
Implantação 
das 
Infraestruturas 
Implantação 
dos Sistemas 
de 
Esgotamento 
Sanitário 
Implantação dos sistemas de interconexão da coleta de esgoto 
com as unidades contribuidoras (ramais de ligação, conexões 
etc.). 
Implantação dos sistemas de coleta e transporte de esgoto. Concessionária 
Implantação dos sistemas de tratamento de esgoto. 
Implantação dos sistemas de tratamento do lodo. 
Fiscalização para redução das ligações irregulares (lançamento 
de esgoto pluvial nas redes de esgoto cloacal e vice-versa) 
Prefeitura 
Municipal e 
Concessionária 
Fiscalização da efetivação das ligações domiciliares de esgoto 
cloacal ao SES 
Prefeitura 
Municipal 
Expansão da 
Capacidade 
dos Sistemas 
de 
Esgotamento 
Sanitário 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de interconexão da 
coleta de esgoto com as unidades contribuidoras (ramais de 
ligação, conexões etc.). 
Concessionária 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de coleta e transporte 
de esgoto. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento de 
esgoto. 
Implantação e/ou ampliação dos sistemas de tratamento do lodo. 
Renovação e 
Modernização 
das 
Infraestruturas 
Melhoria 
Operacional 
e 
Substituições 
dos Sistemas 
de 
Esgotamento 
Sanitário 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
interconexão da coleta de esgoto com as unidades contribuidoras 
(ramais de ligação, conexões etc.). 
Concessionária 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de coleta 
e transporte de esgoto. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
tratamento de esgoto. 
Execução de melhorias e/ou substituições dos sistemas de 
tratamento do lodo. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
5.3.2. Programa, projetos e ações estruturantes 
O programa tem como objetivo principal garantir a eficiência, legalidade e 
sustentabilidade na operação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto. Por meio de 
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projetos focados na regularização ambiental, capacitação técnica, ampliação da 
infraestrutura e monitoramento da performance, o programa busca modernizar e expandir 
o sistema, melhorando a qualidade dos serviços prestados. 
Além disso, contempla ações para otimizar o uso de energia e integrar dados operacionais, 
garantindo maior controle e eficiência na gestão dos recursos hídricos e do saneamento, 
em conformidade com as normas ambientais vigentes. O Quadro 36 apresenta o 
programa e seus respectivos projetos e ações. 
Quadro 36 
– Programa, projetos e ações estruturantes para os sistemas de esgotamento 
sanitário.
Programa Projetos Ações Responsável 
Governança 
Operacional e 
Gestão de 
Dados 
Regularização, 
Capacitação e 
Monitoramento 
Assegurar que o sistema de esgotamento sanitário esteja em 
conformidade com as normas ambientais vigentes, por meio 
do monitoramento contínuo e da renovação das licenças 
necessárias, garantindo a operação legal e ambientalmente 
adequada. 
Concessionária 
Promover treinamentos regulares para os colaboradores, com 
foco em práticas inovadoras, operação eficiente do sistema de 
esgotamento e conformidade com as regulamentações 
ambientais. 
Realizar estudos técnicos detalhados voltados à expansão e 
melhorias do sistema de esgotamento sanitário, com foco em 
aumentar a cobertura e melhorar a eficiência operacional e 
ambiental. 
Implementar um sistema de informações geográficas para 
monitorar e avaliar a performance do sistema de esgotamento 
sanitário em tempo real, permitindo a detecção de problemas 
operacionais e a otimização da gestão dos serviços. 
Integração e 
Atualização de 
Dados 
Cadastrais e 
Operacionais 
Integrar e atualizar continuamente os dados cadastrais e 
operacionais do sistema de esgotamento sanitário, garantindo 
a eficiência na gestão de recursos e a tomada de decisões. 
Concessionária 
Gestão de 
Conformidade 
e Eficiência 
Energética 
Fiscalização e 
Controle de 
Ligações 
Irregulares 
Implementar medidas de fiscalização e combate a ligações 
clandestinas no sistema de esgotamento sanitário, visando a 
regularização de usuários e a redução de impactos negativos 
na operação e no meio ambiente. 
Prefeitura 
Municipal e 
Concessionária 
Fiscalização e 
Controle de 
Adesão ao SES 
Implementar medidas de fiscalização e acompanhamento da 
efetivação da adesão dos usuários ao SES de modo a garantir 
o devido encaminhamento dos efluentes ao tratamento. 
Prefeitura 
Municipal 
Otimização 
Energética 
Implementar medidas de eficiência energética no sistema de 
esgotamento sanitário, como a substituição de equipamentos 
obsoletos por novas tecnologias de baixo consumo energético 
Concessionária 
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Programa Projetos Ações Responsável 
e a automação de processos operacionais para reduzir o 
consumo de energia nas unidades. 
Segurança e 
Monitoramento 
da Efluente 
Tratado 
Controle da 
Qualidade do 
Efluente 
Tratado 
Implementar um sistema de monitoramento contínuo para 
garantir que os efluentes tratados atendam aos padrões de 
qualidade exigidos por regulamentações ambientais, 
prevenindo a contaminação de corpos d'água e promovendo a 
saúde pública. 
Concessionária 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
5.4. Programa de desenvolvimento institucional e setorial 
A gestão eficaz de sistema de saneamento básico envolve coordenar o abastecimento de 
água e esgotamento sanitário de forma integrada. Para isso, são adotadas ações que 
considerem especificidades locais e promovam o uso sustentável dos recursos. 
Educação ambiental e engajamento da comunidade são elementos-chave para sensibilizar 
sobre a importância do saneamento adequado e incentivar práticas responsáveis. A 
participação ativa dos cidadãos no processo decisório e na fiscalização das ações contribui 
para melhorar continuamente os serviços e assegurar um ambiente saudável para todos. 
As ações de gestão apresentam, portanto, caráter técnico e institucional, sendo voltadas 
para melhorias dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O Quadro 
37 apresenta os principais projetos e ações de gestão a curto, médio e longo prazo. 
Quadro 37 
– Programa, projetos e ações de desenvolvimento institucional e setorial.
Programa Projetos Ações Responsável 
Programa 
de Gestão 
Institucional 
e Setorial 
Sistema de 
Informações 
sobre 
Saneamento 
Implantação de sistema regional de informações sobre saneamento 
(eixo de água e esgoto) com cadastro georreferenciado. 
Concessionária Manutenção e atualização do sistema regional de informações 
sobre saneamento com cadastro georreferenciado. 
Gestão 
Interna e 
Externa 
Medidas de articulação e desenvolvimento operacional, 
institucional, tecnológico e/ou de inovação, eficiência energética e 
serviços especiais. Concessionária 
e/ou Prefeitura Monitoramento e avaliação sistemática do Plano Regional de Água 
e Esgoto - RS. 
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Programa Projetos Ações Responsável 
Comunicação, 
Sensibilização 
e Mobilização 
Social 
Desenvolvimento e manutenção de campanhas constantes de 
conscientização e incentivo às práticas de uso racional da água e 
consumo consciente, com ênfase em grandes unidades 
consumidoras. 
Concessionária 
e/ou Prefeitura 
Desenvolvimento e manutenção de campanhas de 
conscientização/sensibilização dos usuários sobre a importância 
das ligações domiciliares às redes coletoras de esgotamento 
sanitário e redes de abastecimento de água, esclarecendo os 
benefícios da regularização para o bem-estar social e ambiental. 
Desenvolvimento e manutenção de campanhas de 
conscientização/sensibilização dos usuários sobre a proteção dos 
mananciais e temas ambientais relevantes para o SAA e o SES. 
Fonte: Elaboração própria (2024).
5.5. Fonte de Financiamento 
O Plano Regional abrange a prestação regionalizada dos serviços pela CORSAN, por 
meio de contratos de programa e contratos de concessão que delegam à Companhia a 
responsabilidade pela realização dos investimentos necessários para atingir os objetivos 
definidos neste planejamento regional. 
Logo, a fonte de financiamento é privada e atribuída à CORSAN, a quem compete custear 
os investimentos com recursos próprios ou mediante captação de recursos de terceiros em 
conformidade com as alternativas disponíveis no mercado de capitais e/ou financeiro, 
incluindo o acesso a recursos federais nos moldes previstos no art. 50 da Lei Federal 
11.445/2007. 
Para tanto, os Municípios são responsáveis pela adoção das providências atribuídas 
legalmente aos titulares dos serviços, especialmente aquelas exigidas pelo art. 50 da Lei 
Federal 11.445/2007, para assegurar que não haja qualquer obstáculo ao eventual acesso 
da Concessionária a recursos federais. 
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6. AÇÕES DE EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS 
O plano de contingência e emergência estabelece um conjunto de ações planejadas e 
implementadas a serem adotadas durante emergências que possam ocorrer e afetar o 
sistema de abastecimento de água e/ou o sistema de esgotamento sanitário do município, 
ocasionando interrupções no abastecimento de água e/ou extravasamento de esgoto com 
contaminação de cursos d’agua ou áreas de proteção ambiental e riscos para a sa de 
pública, segurança e meio ambiente. 
Os objetivos principais do plano de contingência e emergência são identificar e definir os 
eventos emergenciais e os riscos envolvidos nos sistemas de abastecimento de água e 
coleta e tratamento de esgoto, e apresentar as ações preventivas e mitigadoras para conter 
os efeitos danosos. A implementação das ações elencadas no plano visa majoritariamente: ▪ Restringir ao máximo os impactos dos riscos potenciais identificados; ▪ Antecipar que situações externas ao evento contribuam para o seu agravamento; ▪ Promover medidas básicas para restringir danos às áreas definidas; ▪ Proteger a integridade física da população e funcionários envolvidos; ▪ Evitar danos que excedam a capacidade dos afetados em conviver com o impacto. 
A elaboração e estruturação do presente plano visam atendimento das resoluções 
normativas das Agências Reguladoras do Rio Grande do Sul - AGERGS e AGESAN - 
(Resolução AGERGS nº 37/2017, Resolução Agesan CSR Nº 013/2023). Desta forma, 
são apresentadas um mapeamento das vulnerabilidades dos sistemas, a classificação dos 
riscos, os procedimentos detalhados para mitigar danos em caso de emergência e os 
responsáveis envolvidos nos processos. A abrangência da aplicação do plano de 
contingência são as unidades operacionais dos sistemas descritos a seguir: ▪ Sistema de abastecimento de água abrangendo manancial, captação adutoras, 
estação de tratamento, rede de distribuição e reservatórios; 
▪ Sistema de esgotamento sanitário abrangendo redes coletoras, estações de 
bombeamento de esgoto, estação de tratamento e corpo receptor. 
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6.1. Avaliação das vulnerabilidades do sistema de abastecimento de água e do 
sistema de esgotamento sanitário 
A identificação das vulnerabilidades do sistema de água e de esgoto foi realizado 
analisando as unidades consideradas essenciais para o funcionamento do sistema e 
verificadas as hipóteses de situações emergenciais com potencial para causar impacto 
negativo aos usuários e meio ambiente. 
Na definição destas condições emergenciais considerou-se que estão fora da matriz de 
riscos os eventos que não geram impacto direto de dano ambiental, aos consumidores, 
que sejam de baixa complexidade e de solução rápida através da estrutura de manutenção 
de cada sistema. Nesta situação elencamos as seguintes atividades ▪ Manancial – Pequenas alterações na capacidade de fornecimento de água para 
captação e que não resulte em alteração de vazão e risco de situação de 
emergência; 
▪ Adutoras de água bruta e tratada
– Rompimentos reparados em intervalo de 
tempo suficiente para não gerar problemas de desabastecimento (máximo 8 
– 12 
horas) 
▪ Elevatórias de água bruta e tratada
– Paralisação de conjunto de bombeamento 
onde é acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram 
paralisação do funcionamento da elevatória; 
▪ Rede de distribuição
– Reparos de rede nos tempos < 12 horas e que tenham 
impacto setorial sem ser considerado um desabastecimento; 
▪ Estação de tratamento de água
– Pane nos equipamentos bem como eventos de 
vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da 
ETA; 
▪ Rede de coleta de esgoto
– Reparos de rede nos tempos < 12 horas; 
▪ Elevatórias de esgoto bruto
– Paralisação de conjunto de bombeamento onde é 
acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram 
paralisação do funcionamento da elevatória e extravasamento para meio 
ambiente; 
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▪ Estação de tratamento de esgoto
– Pane nos equipamentos bem como eventos 
de vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da 
ETE e extravasamentos. 
6.2. Categorização dos riscos/vulnerabilidades 
6.2.1. Definições dos critérios de vulnerabilidade 
A análise de riscos/vulnerabilidades permite a identificação, avaliação e gerenciamento 
dos riscos que possam comprometer todo o sistema operacional. Para cada 
risco/vulnerabilidade identificado, define-se: a probabilidade de ocorrência dos eventos, 
os possíveis danos potenciais em caso de acontecimentos, possíveis ações preventivas e 
contingências, bem como a identificação de responsáveis por ação.
Para a classificação das vulnerabilidades foi utilizada como referência a metodologia da 
ABNT NBR ISO 14001/ 2015. 
Para atribuição de pesos e pontuação das gravidades, após a identificação e classificação, 
executou-se uma análise qualitativa e quantitativa. A análise qualitativa dos 
riscos/vulnerabilidades foi realizada por meio da classificação escalar da probabilidade e 
do impacto, conforme a graduação apresentada nos quadros a seguir. 
Quadro 38 
– Matriz de determinação da probabilidade. 
Probabilidade Valor Descrição 
Muito Baixa 1 Rara. Ocorre somente em circunstâncias excepcionais. 
Baixa 2 Improvável. Pode ocorre em algum momento. 
Média 3 Possível. Deve ocorrer em algum momento. 
Alta 4 Provável. Vai ocorrer na maioria das circunstâncias. 
Muito Alta 5 Quase certa. Ocorre em quase todas as circunstâncias. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
 
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94
Quadro 39 
– Matriz de determinação do impacto/consequência. 
Impacto/Consequência Valor Geral 
Muito Baixo 1 Consequências são tratadas com operações de rotina 
Baixo 2 Consequências não ameaçam a eficácia e eficiência do processo 
Médio 3 Consequências ameaçam levemente a eficácia e/ou eficiência do processo 
Alto 4 Consequências ameaçam significativamente a eficácia e/ou eficiência do 
processo 
Muito Alto 5 Consequências ameaçam o fortemente o processo e a organização 
Fonte: Elaboração própria (2024).
6.2.2. Definições dos critérios de gravidade 
A definição dos critérios de gravidade foi realizada pela avaliação qualitativa do 
risco/vulnerabilidade de acordo com sua probabilidade de ocorrência, bem como seu 
impacto potencial de acordo com os dados apresentados nas matrizes apresentadas acima. 
O quadro a seguir apresenta a Matriz Probabilidade x Impacto, instrumento responsável 
pela definição da classificação do nível de risco/vulnerabilidade 
Quadro 40 
– Matriz probabilidade x impacto para classificação do risco. 
Matriz de vulnerabilidade (P x 1) para a determinação dos patamares de graduação dos riscos (grau de 
ameaça) 
Impacto 
Probabilidade 1 2 3 4 5 
1 1 2 3 4 5 
2 2 4 6 8 10
3 3 6 9 12 15
4 4 8 12 16 20
5 5 10 15 20 25
Classificação Código Pontuação 
Não significativos (NS) Abaixo de 15 
Significativos (S) Igual ou maior do que 15 
Fonte: Elaboração própria (2024).
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95
Cálculo do Risco: 
R = P x I 
▪ R: Risco; ▪ P: Probabilidade; ▪ I: Impacto. 
O produto da probabilidade pelo impacto de cada risco deve se enquadrar em uma região 
da matriz probabilidade x impacto conforme o quadro a seguir. 
Caso o risco/vulnerabilidade se enquadre na região verde, seu nível de risco é entendido 
como baixo, logo se admite a aceitação ou adoção de medidas preventivas. Se estiver na 
região amarela, entende-se como médio e devem ser adotadas medidas de controle e 
monitoramento e se estiver na região vermelha, entende-se como nível de 
risco/vulnerabilidade alto e deverá ser realizado o plano de emergência e contingência. 
Quadro 41 
– Classificação do risco. 
Classificação do risco
Risco baixo 
Risco Tolerável: sem necessidade de plano de ação além dos procedimentos 
já estabelecidos na companhia 
Risco médio 
Monitoramento e Gestão: o evento necessita acompanhamento e 
comunicação constante com área operacional e de gestão. 
Risco alto 
Risco Significativo: Deverá ser elaborado Plano de Ação para 
implementação do controle 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
6.3. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades 
Como critério de priorização e direcionamento das ações mitigadoras, as vulnerabilidades 
são priorizadas conforme seu grau de risco, sempre do mais alto para o mais baixo. Nos 
casos de riscos classificados como médio e alto, deve-se adotar obrigatoriamente as 
medidas preventivas previstas. 
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96
6.4. Plano de ações de emergências e contingências 
De forma a evitar e/ou minimizar a ocorrência de eventos emergenciais indesejáveis e os 
impactos ocasionados por estes, neste capítulo serão definidas ações e procedimentos 
mitigadores necessários para uma rápida tomada de decisão, tendo por referência os 
cenários acidentais elencados no sistema de água e de esgoto. 
Nos quadros a seguir, está demonstrada a relação dos eventos relevantes do SAA e SES 
que podem ocorrer (riscos/vulnerabilidades), as medidas de detecção dos eventos, tempo 
de detecção, os efeitos das situações de emergência, as ações mitigatórias e de emergência 
propostas para reduzir os riscos e os efeitos da emergência, a classificação dos riscos 
identificados para cada situação e os potenciais afetados. 
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Quadro 42 
– Ações de Contingência e Emergência 
– SAA. 
Unidade 
Operacional 
Fontes de Risco 
(Vulnerabilidade) Riscos Medida de 
detecção 
Tempo de 
deteção (h: 
min 
Impactos (danos 
associados) 
Controle (medidas de 
mitigação) 
Risco 
Pontos 
P I 
CAPTAÇÃO 
SUPERFICIAL -01 (29°41’37”S, 
51°27’34”W)
CAPTAÇÃO 
SUPERFICIAL -02 (29°40’10”S, 
51°25’43”W)
Contaminação da 
água 
Redução na capacidade 
de tratamento / 
Impossibilidade de 
captação de água 
Análises na ETA / 
DEAL Variável Falta de água parcial 
ou total 
Utilização de barreiras / busca e 
encerramento da fonte de 
contaminação 
1 3 3 
Estiagem prolongada 
Redução nas vazões do 
manancial 
Redução da 
disponibilidade de água 
bruta 
Paralisação total ou 
parcial da captação de 
água bruta do 
manancial 
Medição manual de 
nível Imediato Desabastecimento 
Programar a utilização de 
manancial alternativo se houver 
condições técnicas e 
disponibilidade, programar 
caminhão pipa para 
consumidores essenciais, 
implantar rodízio abastecimento 
2 5 10
Qualidade 
inadequada do 
manancial 
Redução na capacidade 
de tratamento / 
Impossibilidade de 
captação de água 
Análises na ETA / 
DEAL Variável Desabastecimento 
Comunicar imediatamente a 
coordenadoria de qualidade; 
Verificar e adequar o plano de 
ação às características da 
ocorrência; 
Ampliar a fiscalização para 
determinar o agente causador; 
Intensificar o monitoramento da 
água bruta e tratada; 
Implementar rodízio de 
abastecimento, se necessário; 
Deslocar frota de caminhões pipa 
para fornecimento emergencial 
de água potável. 
3 3 9 
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Unidade 
Operacional 
Fontes de Risco 
(Vulnerabilidade) Riscos Medida de 
detecção 
Tempo de 
deteção (h: 
min 
Impactos (danos 
associados) 
Controle (medidas de 
mitigação) 
Risco 
Pontos 
P I 
Ocorrência de cheias 
severas/ inundações 
Inundação das unidades 
operacionais 
Paralisação total ou 
parcial da captação de 
água bruta do 
manancial 
Medição manual de 
nível Imediato Desabastecimento 
Comunicar imediatamente a 
coordenadoria eletromecânica; 
Reparar as instalações 
danificadas com urgência; 
Verificar e adequar o plano de 
ação às características da 
ocorrência. 
Programar a utilização de 
manancial alternativo se houver 
condições técnicas e 
disponibilidade, 
Programar caminhão pipa para 
consumidores essenciais, 
implantar rodízio abastecimento 
3 5 15
Falha eletromecânica Interrupção no 
abastecimento 
Telemetria e 
observação na 
vazão de chegada 
na ETA 
Variável Falta de água 
generalizada 
Acionamento imediato da 
Coordenadoria Operacional 
(manutenção), uso de caminhão 
pipa para manter o 
abastecimento de pontos críticos 
caso necessário 
3 4 12
Oscilação/interrupção 
no fornecimento de 
energia elétrica 
Interrupção no 
tratamento da água, até 
que se restabeleça a 
energia 
Telemetria e 
observação na 
vazão de chegada 
na ETA 
Visualmente 
Através do 
monitoramento 
Variável Falta de água 
generalizada 
Acionamento imediato da 
Coordenadoria Operacional 
(manutenção), uso de caminhão 
pipa para manter o 
abastecimento de pontos críticos, 
caso necessário 
Acionamento da concessionária 
de energia elétrica, aviso a 
população da falta de água, uso 
de geradores se falta de energia 
3 4 12
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Unidade 
Operacional 
Fontes de Risco 
(Vulnerabilidade) Riscos Medida de 
detecção 
Tempo de 
deteção (h: 
min 
Impactos (danos 
associados) 
Controle (medidas de 
mitigação) 
Risco 
Pontos 
P I 
prolongada, uso de caminhões 
pipa 
Verificação e rearme dos 
equipamentos, caso necessário, 
substituição dos mesmos 
EBAB-01 
(29°41’37”S, 
51°27’34”W)
EBAB-02 
(29°40’10”S, 
51°25’43”W)
Defeitos 
eletromecânicos nos 
equipamentos 
Interrupção/redução do 
tratamento da água 
Telemetria e 
observação na 
vazão de chegada 
na ETA 
Visualmente 
Através do 
monitoramento 
Variável Falta de água 
generalizada 
Acionamento imediato da 
Coordenadoria Operacional 
(manutenção), uso de caminhão 
pipa para manter o 
abastecimento de pontos críticos 
caso 
3 4 12
Vandalismo 
Dano patrimonial 
Parada no sistema de 
tratamento por avarias 
Vistoria no local, 
reclamação de falta 
de água. 
Imediato 
Falta de água, 
equipamentos e 
estruturas danificadas. 
Registro de boletim de 
ocorrência, acionamento da 
Coordenadoria Operacional. 
2 2 4 
ETA
-I 
(29°41'24.82"S, 
51°27'53.36"O) 
ETA
-II 
(29°40'4.27"S, 
51°26'2.83"O) 
Oscilação/interrupção 
no fornecimento de 
energia elétrica 
Desabastecimento da 
região de Visualmente Imediato 
Interrupção no 
tratamento da água, até 
que se restabeleça a 
energia 
Acionamento da concessionária 
de energia elétrica, aviso a 
população da falta de água, uso 
de geradores se falta de energia 
prolongada, uso de caminhões 
pipa 
3 4 12
Defeitos 
eletromecânicos nos 
equipamentos 
Desabastecimento da 
região 
Através do 
monitoramento 
Imediato 
Interrupção/redução do 
tratamento da água 
Verificação e rearme dos 
equipamentos, caso necessário, 
substituição dos mesmos 
3 4 12
Vazamento de 
produtos químicos 
Desabastecimento da 
região Visualmente 
Interrupção/redução do 
tratamento da água, 
risco a saúde e/ou 
causar danos 
ambientais 
Executar os planos emergenciais 
específicos para cada produto e 
corrigir a falha e restabelecer o 
sistema e ou entrar em contato 
com responsável técnico 
1 4 4 
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Unidade 
Operacional 
Fontes de Risco 
(Vulnerabilidade) Riscos Medida de 
detecção 
Tempo de 
deteção (h: 
min 
Impactos (danos 
associados) 
Controle (medidas de 
mitigação) 
Risco 
Pontos 
P I 
EBAT-02 
EBAT-03
Oscilação/interrupção 
no fornecimento de 
energia elétrica 
Interrupção do 
abastecimento de água 
tratada 
Através do sistema 
supervisório e 
visualmente 
Imediato 
Desabastecimento da 
região de abrangência 
desta EBAT 
Comunicar a RGE 3 4 12
Defeitos 
eletromecânicos nos 
equipamentos 
Interrupção do 
abastecimento de água 
tratada 
Através do sistema 
supervisório e 
visualmente 
Desabastecimento da 
região de abrangência 
desta EBAT 
Acionar Coordenadoria 
Eletromecânica 3 4 12
R01 
R02 
R03 
R04 
R05 
R06 
R08 
Nível Baixo ou 
extravasamento 
Falta de água interna 
Através do sistema 
supervisório e 
visualmente e/ou 
por reclamação de 
usuários 
Desabastecimento da 
região de abrangência 
deste reservatório 
Falta de água geral ou 
setor 
Equipe local deve verificar 
motivo da falha, para possíveis 
manobras de redes, e se for causa 
eletromecânica, acionar 
Coordenadoria Eletromecânica 
3 5 15
Rede de 
abastecimento e/ou 
adutora 
Rompimento Desabastecimento 
parcial ou total 
Através do sistema 
supervisório e 
visualmente e/ou 
por reclamação de 
usuários 
Imediato Falta de água geral ou 
setor 
Acionamento da unidade de 
saneamento para apoiar o 
conserto do vazamento 
3 4 12
Fonte: Elaboração própria (2024). 
 
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101
Quadro 43 
– Plano de ação para riscos definidos como alto do SAA. 
Atividades Fontes de Risco (Vulnerabilidade) Riscos Plano de ação 
Captações superficiais Ocorrência de cheias severas/ 
inundações 
Inundação das unidades operacionais 
Paralisação total ou parcial da captação de 
água bruta do manancial 
Comunicar imediatamente a coordenadoria eletromecânica; 
Reparar as instalações danificadas com urgência; 
Verificar e adequar o plano de ação às características da ocorrência; 
Programar a utilização de manancial alternativo se houver condições 
técnicas e disponibilidade, 
Programar caminhão pipa para consumidores essenciais, implantar 
rodízio abastecimento 
Reservatórios Nível baixo Desabastecimento parcial ou total 
Equipe local deve verificar motivo da falha, para possíveis manobras 
de redes, e se for causa eletromecânica, acionar Coordenadoria 
Eletromecânica 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Quadro 44 
– Ações de Contingência e Emergência 
– SES. 
Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção 
do risco (h:min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco 
Potenciais 
afetados 
ELEVATÓRIA DE 
ESGOTO BRUTO 
Oscilação/interrupção 
no fornecimento de 
energia elétrica 
Monitoramento 
da Estação Variável 
Interrupção do recalque do 
esgoto causando 
extravasamento de esgoto 
Avaliação da necessidade de instalação 
do sistema contingência elétrica (ex: 
geradores) MÉDIO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas Acionamento dos caminhões hidrojato 
para coleta do esgoto e envio para 
estação de tratamento 
Defeitos 
eletromecânicos nos 
equipamentos 
Monitoramento 
da Estação Variável 
Interrupção do recalque do 
esgoto causando 
extravasamento de esgoto 
Acionar Coordenadoria Eletromecânica 
para substituição ou conserto do 
equipamento 
MÉDIO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas 
Assinado por 1 pessoa: GUSTAVO ZANATTA
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Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção 
do risco (h:min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco 
Potenciais 
afetados 
Acionamento dos caminhões hidrojato 
para coleta do esgoto e envio para 
estação de tratamento 
Implantar manutenção preventiva para 
redução de ocorrências de manutenção 
Vandalismo 
Vistoria no local, 
sistema de 
monitoramento 
remoto 
Variável 
Paralisação prolongada do 
bombeamento para reparos 
dos danos do vandalismo de 
extravasamento dos esgotos. 
Registro de boletim de ocorrência, 
acionamento das equipes 
eletromecânicas para restabelecer a 
operação 
BAIXO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas 
REDES 
COLETORAS 
Rompimento de rede 
Visualmente e/ou 
por reclamação 
de usuários 
Variável 
Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
para a via pública até o 
reparo da tubulação 
Acionamento da equipe para realizar o 
conserto do vazamento MÉDIO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas 
Obstrução da rede 
coletora de esgoto 
Visualmente e/ou 
por reclamação 
de usuários 
Variável 
Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
para a via pública e/ou 
ramais domiciliares até o 
reparo da tubulação 
Acionamento da equipe para executar 
limpeza da tubulação MÉDIO 
Cursos 
d´água, vias 
públicas 
ESTAÇÃO 
TRATAMENTO 
DE ESGOTO 
Ocorrência de falta 
prolongada de energia 
elétrica 
Monitoramento 
da Estação 
Variável 
Paralisação tratamento do 
efluente, lançamento efluente 
fora do padrão 
Avaliação da necessidade de instalação 
do sistema contingência elétrica (ex: 
geradores) 
MÉDIO Cursos 
Defeitos d´água 
eletromecânicos nos 
equipamentos 
Monitoramento 
da Estação 
Vandalismo Monitoramento 
da Estação Variável 
Paralisação do tratamento, 
lançamento do efluente fora 
do padrão 
Registro de boletim de ocorrência, 
acionamento das equipes 
eletromecânicas para restabelecer a 
operação 
BAIXO Cursos 
d´água 
Assinado por 1 pessoa: GUSTAVO ZANATTA
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103
Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção 
do risco (h:min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco 
Potenciais 
afetados 
Ocorrência de 
vazamento de produtos 
químicos paralisando a 
operação 
Visualmente, 
Monitoramento 
da Estação 
Variável 
Paralisação do tratamento, 
lançamento do efluente fora 
do padrão 
Executar os planos emergenciais 
específicos para cada produto e corrigir 
a falha e restabelecer o sistema e ou 
entrar em contato com responsável 
técnico 
BAIXO Cursos 
d´água 
Rompimento de 
taludes 
Visualmente, 
monitoramento 
da estação 
Imediato Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
Reparo provisório do maciço 
MÉDIO 
Solo e 
Cursos 
d´água 
Comunicar COP, o RT da ETE e área de 
Meio Ambiente 
Mitigação dos possíveis impactos 
causados. Atuar para manter em dia o 
Plano de manutenção de bacias 
Extravasamento das 
bacias de infiltração 
Visualmente, 
monitoramento 
da estação 
Imediato Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
Monitorar o volume extravasado 
MÉDIO 
Solo e 
Cursos 
d´água 
Buscar alternativas emergenciais para 
cessar extravasamento (disponibilizar 
caminhões) 
Comunicar COP, o RT da ETE e área de 
Meio Ambiente 
Identificar ligações irregulares de 
pluviais na rede coletora 
Manter a calibração do macro medidor 
Proliferação de pragas 
e vetores 
Monitoramento 
da Estação Variável Avaria dos sistemas 
Realizar desinsetização 
Eliminar frestas, buracos, na estrutura BAIXO Estação 
Informar a área de Meio Ambiente 
Entrada de pessoas não 
autorizadas na área 
Monitoramento 
da Estação Variável Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
Acionar a Brigada Militar. 
Realizar o Boletim de ocorrência na 
Polícia Civil 
BAIXO Estação 
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Unidade 
Operacional Risco/vulnerabilidade Medida de 
detecção 
Tempo previsto 
para detecção 
do risco (h:min) 
Danos associados Medida de mitigação Classificação 
do risco 
Potenciais 
afetados 
Caso necessário reparar o cercamento 
EMISSÁRIO DO 
EFLUENTE 
TRATADO 
Rompimento de rede 
Visualmente 
Monitoramento 
da Estação 
Variável Ocorrência de 
extravasamento de esgoto 
Acionamento da equipe para realizar o 
conserto do vazamento MÉDIO 
Solo e 
Cursos 
d´água 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
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105
6.5. Demais ações contingência e emergência 
Além das ações já elencadas algumas ações específicas foram previstas para os sistemas 
de captação e tratamento de água e para o caso de falta de energia elétrica. 
Atualmente, Montenegro não conta com reservatório reserva, em caso de emergência é 
necessário utilizar caminhão-pipa. 
Para garantia da segurança das estações de tratamento de água e disponibilidade da água 
tratada esse plano representa um instrumento preventivo útil ao planejamento do 
abastecimento e visa a segurança do recurso, em quantidade e qualidade. A segurança 
física das instalações é realizada através de sistema de monitoramento. A segurança da 
qualidade e controle da água tratada é realizada através das análises na ETA e no 
laboratório Central. 
Como fonte alternativa de energia elétrica para as captações de água bruta e para as 
estações de tratamento de água e estações elevatórias de água, em caso de falta de energia 
elétrica, avalia-se no momento da ocorrência a instalação de geradores provisórios até a 
retomada do fornecimento de energia. 
6.6. Avaliação de alternativas de suprimento hídrico, inclusive com definição de 
manancial de reserva para garantir o abastecimento em situações de falha 
ou insuficiência da captação original 
Conforme recomendação da agência reguladora, como alternativa de suprimento hídrico 
está prevista a disponibilização de carros pipa a partir de 24 (vinte e quatro) horas de 
interrupção, e, naquelas que excederem 72 (setenta e duas) horas, de frota com capacidade 
para fornecer um volume por economia suficiente às necessidades básicas vitais de todos 
os seus habitantes padrão. 
Para qualquer evento de interrupção do abastecimento é previsto imediatamente de 
suprimento hídrico alternativo (caminhão-pipa) para entidades prestadoras de serviços de 
saúde com internação de pacientes ou custódias permanentes, instituições carcerárias, 
creches e estabelecimentos de ensino, dentre outros que sejam utilizados para a prestação 
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de serviços públicos essenciais ou que concentrem grande número de pessoas, enquanto 
perdurar a interrupção. 
A forma de abastecimento dos caminhões-pipa é através do carregamento nas cidades 
vizinhas. Além da construção de novos poços de forma emergencial. 
6.7. Monitoramento e controle dos mananciais 
A CORSAN é o órgão responsável pelo monitoramento da disponibilidade hídrica. Em 
caso de crise hídrica, no início do período de estiagem, é necessário realizar o 
monitoramento dos reservatórios de abastecimento, visando assegurar os usos prioritários 
dos recursos hídricos e alertar a população das medidas necessárias para redução do 
consumo e até restrição de uso. 
O monitoramento da qualidade da água distribuída é ocorre de acordo com procedimentos 
correlatos da respectiva área. Em caso de detecção de anomalias na água distribuída são 
tomadas as ações corretivas e contatado o responsável técnico para orientações e 
definição das ações necessárias. 
Algumas medidas de controle da poluição e de preservação dos mananciais desempenham 
papel essencial na proteção dos recursos hídricos e na garantia de água potável para as 
gerações futuras. Pode-se destacar as seguintes ações: ▪ Tratamento de efluentes: remoção de contaminantes antes de serem descarregados 
nos corpos d'água; 
▪ Fiscalização e regulamentação: aplicação de leis ambientais rigorosas e 
regulamentos para controlar a descarga de poluentes nos mananciais, juntamente 
com fiscalização eficiente para garantir o cumprimento das normas; 
▪ Monitoramento da qualidade da água: monitoramento contínuo da qualidade da 
água para identificar fontes de poluição e tomar medidas corretivas adequadas; 
▪ Proteção de áreas de recarga: proteger as áreas de recarga de aquíferos e 
mananciais evitando atividades que possam contaminar as águas subterrâneas; 
▪ Controle de erosão e desmatamento: adoção de práticas de conservação do solo; 
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▪ Educação ambiental: conscientização pública sobre a importância da conservação 
dos recursos hídricos e da adoção de práticas sustentáveis de uso da água. 
O planejamento e execução de atividades de proteção dos recursos hídricos do Estado são 
de responsabilidade do Sistema de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul, conforme 
determinado pela Lei Estadual nº 10.350/1994. Nesse contexto, a CORSAN participa de 
todos os Comitês de Gerenciamento e Bacias Hidrográficas o Rio Grande do Sul. 
Complementarmente, a CORSAN acompanha o monitoramento do nível dos mananciais 
em seus pontos de captação e realiza o monitoramento qualitativo dos pontos de captação 
de água de lançamento de efluentes conforme legislação vigente. 
6.8. Descrição do protocolo de comunicação com usuários de água 
potencialmente impactados pelo desabastecimento/risco ambiental devido a 
panes ou manutenções programadas e responsáveis pela comunicação 
A Unidade de Saneamento (US), ETA, Operações ou Eletromecânica identificarão o(s) 
bairro(s) /setor (es) possivelmente afetado(s) por falta de abastecimento/risco ambiental, 
quando da ocorrência de panes ou manutenções programadas. A Supervisora Operacional 
é responsável pela abertura de protocolo na Concessionária ou alerta ao Centro de 
Operações Integradas (COI). Posteriormente é aberto um protocolo no Sistema de 
relacionamento com o cliente que em seguida dispara aviso ao usuário. 
As informações serão repassadas ao Centro de Operações Integradas que disponibilizará 
a informação para a equipe do Call Center (0800), aplicativo e site da Companhia 
(www.corsan.com.br). 
Em casos que possam acarretar eventos de grandes proporções, além dos procedimentos 
acima citados, a situação será avaliada e a comunicação externa seguirá o procedimento 
hierárquico da empresa, com a divulgação aos usuários através da Assessoria de Imprensa 
Regional. 
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6.9. Descrição dos procedimentos operacionais relacionados, abrangendo a 
localização das ferramentas e dos equipamentos de manutenção, e rotas de 
acesso aos pontos críticos 
Os procedimentos operacionais e as ações que devem ser executadas pelas equipes da 
Companhia encontram-se descritas genericamente a seguir. ▪ Para o caso de avarias nas estações de bombeamento é necessário acionar as 
equipes eletromecânicas e se necessário o contrato especial de mergulhadores; 
▪ Para o caso de substituição de motobombas e/ou bombas submersíveis queimadas 
ou avariadas e resolver problemas de telemetria são acionadas as equipes de 
manutenção eletromecânica; 
▪ Para solução de problemas de vazamentos de rede são acionadas as equipes de 
manutenção de rede lotadas na US ou regional. 
Todas as equipes, tanto da eletromecânica como as de manutenção de redes, possuem kit 
de equipamentos básicos necessários à execução das suas tarefas. 
As ferramentas e equipamentos de manutenção estão no almoxarifado da US de 
Montenegro. 
Em caso de inundações das captações é possível acessar por barcos e existe apoio dos 
bombeiros. 
Para acesso a pontos críticos, (espaços confinados, trabalho em altura), as equipes são 
preparadas e possuem cursos atualizados sobre as NR’s referentes.
6.10. Definição dos papéis e responsabilidades de operadores e demais 
funcionários durante as situações de emergências 
Os operadores e funcionários locais tem como responsabilidade comunicar o gestor da 
US ou Supervisor de Operações que por sua vez aciona os responsáveis pela solução ou 
mitigação da emergência, sendo eles: US, supervisor de operações, coordenadoria 
operacional, coordenadoria de tratamento, EHS ou coordenadoria eletromecânica. 
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De maneira geral as atribuições de cada setor estão descritas a seguir: ▪ Funcionários da ETA/ETE - Relatar as emergências ou anormalidades ao gestor 
da COP, Operacional, US, químico responsável (de acordo com a natureza da 
emergência); executar as ações cabíveis ao tratamento (ex: SAA- execução do 
plano de emergência de cloro, fechamento de registros de produtos químicos, 
válvulas etc.) de modo a conter a emergência; comunicação de emergências 
identificadas pelo sistema supervisório fora do horário comercial. Acionamento 
da concessionária em casos de queda de energia; 
▪ Coordenador de qualidade / Químico responsável - Orientar o pessoal do 
tratamento sobre como proceder nos casos de emergências; realizar as 
comunicações cabíveis aos demais gestores; manter contato com a 
Superintendência de tratamento e regional; acionar os serviços dentro dos 
contratos existentes para remediação de emergências e realizar contato com a 
FEPAM quando necessário; 
▪ Gestor da COP/Operacional - Acionar as equipes de manutenção 
eletromecânica e de rede; entrar em contato com o departamento de telemetria; 
acionar o departamento de manutenção e contratos a disposição para resolver 
situações de desabastecimento; monitorar o sistema e detectar possíveis 
melhorias, providenciar materiais necessários para a execução das manutenções e 
acompanhar os serviços até o restabelecimento; 
▪ Equipes de manutenção eletromecânica - Responsável por restabelecer o 
funcionamento dos equipamentos na estação de tratamento, estações de 
bombeamento, reservatórios e restabelecer o funcionamento de válvulas, entre 
outros equipamentos eletromecânicos que exijam ação emergencial; 
▪ Equipes de manutenção de rede - Responsável por restabelecer o funcionamento 
das adutoras e redes de distribuição. 
Além das atribuições já elencadas o fluxo de informações e ações entre os setores estão 
descritos a seguir. ▪ Falha eletromecânica: operador/funcionário → coordenadoria eletromecânica;
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▪ Oscilação/interrupção no fornecimento de energia elétrica: operador/funcionário 
→ supervisor de operações/coordenadoria operacional;
▪ Vandalismo: operador/funcionário → US → polícia; ▪ Perda do sistema de telemetria: operador/funcionário → coordenadoria 
eletromecânica; 
▪ Vazamento de produtos químicos: operador/funcionário → coordenadoria de 
tratamento; 
▪ Nível baixo ou extravasamento: operador/funcionário → coordenadoria 
operacional/ coordenadoria de tratamento; 
▪ Rompimento de rede: operador/funcionário → US → coordenadoria operacional; ▪ Comprometimento do suprimento de insumos: operador/funcionário → 
coordenadoria de tratamento; 
▪ Contaminação de água tratada em redes e reservatórios: operador/funcionário → 
coordenadoria de tratamento; 
▪ Contaminação de mananciais: operador/funcionário → coordenadoria de 
tratamento; 
▪ Epidemias e surtos: operador/funcionário → coordenadoria de tratamento; ▪ ncêndios em unidades: operador/funcionário → bombeiros → EHS; ▪ Redução drástica de vazão de mananciais: operador/funcionário → coordenadoria 
de tratamento; 
▪ Rompimento de barragens: operador/funcionário → coordenadoria 
operacional/EHS; 
▪ Acidentes no transporte rodoviário de produtos químicos: operador/funcionário 
→ coordenadoria de tratamento.
 
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7. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA 
DA EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DAS AÇÕES 
Segundo a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (1995), indicador se trata de 
uma relação matemática que é capaz de medir, de forma numérica, atributos de um 
determinado processo ou, ainda, seus resultados, permitindo que o Concessionária analise 
o cumprimento de metas estabelecidas. Esses indicadores oferecem uma base numérica 
que facilita a comparação entre os resultados reais e os objetivos previamente traçados, 
viabilizando decisões informadas sobre ajustes e melhorias no serviço prestado. 
O uso de indicadores está alinhado à legislação ambiental brasileira, que exige 
monitoramento contínuo para promover avanços na qualidade de vida, saúde pública, 
bem-estar social e condições ambientais. Com essa perspectiva, o Prestador deve 
implementar procedimentos e técnicas de avaliação que contemplem metas de 
desempenho, controle de recursos, e verificação do cumprimento das metas programadas. 
Para isso, devem ser mobilizados recursos humanos, materiais tecnológicos e 
administrativos, tanto para a execução quanto para o monitoramento e fiscalização das 
atividades realizadas. 
Em termos de responsabilidade, o Concessionária deve garantir a continuidade e 
adequação do saneamento básico, abrangendo desde o acompanhamento das 
manutenções até a gestão de tarifas, de modo a manter a sustentabilidade financeira do 
sistema. Com a análise regular dos indicadores, especialmente de cobertura e índices de 
perdas, busca-se alcançar uma maior eficiência nos sistemas de abastecimento de água e 
esgotamento sanitário. 
 No mínimo, o processo de monitoramento deve incluir as etapas de: ▪ Planejamento: Definição das metas, análise dos dados, programação de coletas e 
divulgação de diagnósticos; 
▪ Coleta: Recebimento e controle dos dados, acompanhamento de cronogramas e 
garantia da qualidade das informações; 
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▪ Diagnóstico: Cálculo dos indicadores e produção de análises em formato textual 
e gráfico, incluindo processamento dos dados coletados; 
▪ Divulgação: Comunicação dos resultados e informações relevantes à sociedade. 
Para indicadores que não atinjam os resultados esperados, deve-se implementar um plano 
de ações corretivas, contendo justificativas para as não conformidades e detalhes das 
etapas a serem seguidas para o aprimoramento. As ações corretivas, assim como todas as 
ações de monitoramento, devem ser detalhadas conforme o objetivo, tipo de ação 
(corretiva ou preventiva), prazo de execução, agente responsável e estimativa de custos. 
A efetividade dessas ações depende do cumprimento dos objetivos no prazo e orçamento 
estabelecidos. O processo de escolha dos indicadores, coleta de dados e análise de 
resultados permite ao Prestador mensurar o impacto das ações realizadas ao longo do 
tempo, garantindo uma abordagem sistemática e consistente. 
A criação de um banco de dados acessível centraliza todas as informações relevantes, 
facilitando a consulta e a transparência na prestação de contas. Esse banco serve não só 
para análises atuais, mas também para planejamento de ações futuras, visando à 
continuidade e aprimoramento dos serviços prestados em saneamento básico. 
7.1. Indicadores operacionais 
O saneamento básico é um direito social na Constituição Federal, ou seja, todo indivíduo 
deve gozar plenamente do acesso à água tratada, abastecida de forma ininterrupta, da 
coleta e tratamento dos efluentes sanitários e da gestão efetiva de resíduos. Estes serviços 
ultrapassam os aspectos ambientais, tratando-se de fatores de saúde pública. 
Sendo assim, os indicadores para avaliação do sistema de abastecimento de água e 
serviços de esgotamento sanitário são instrumentos importantes para análise de 
desempenho dos provedores deste serviço. Não obstante, dada a importância do 
saneamento básico para a higidez humana, mensuram pontos cruciais de bem-estar social. 
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Os indicadores aqui dispostos estão de acordo com os Contratos de Concessão assinados 
entre os municípios e a CORSAN. Importante ressaltar que a Agência Reguladora poderá 
instituir outros indicadores de desempenho, desde que o Equilíbrio Econômico￾Financeiro seja mantido, ou que haja o devido reestabelecimento. 
Além disso, a metodologia de cálculo dos indicadores de universalização segue os 
seguintes critérios: ▪ As metas de universalização, juntamente com seus respectivos índices, são 
calculadas para a área de prestação dos serviços; 
▪ As metas de universalização e seus índices não consideram: (i) imóveis 
localizados em Áreas Irregulares e (ii) imóveis situados em áreas com densidade 
inferior a 1 (uma) ligação para cada 20 (vinte) metros de rede; 
▪ São consideradas economias factíveis as unidades consumidoras ou domicílios 
que possuem condições para serem conectados às redes públicas de abastecimento 
de água e esgotamento sanitário; 
▪ Para fins de comprovação do cumprimento das metas de universalização, serão 
consideradas as soluções individuais de coleta e tratamento de esgoto sanitário 
existentes na área de prestação dos serviços. 
7.1.1. Nível de universalização dos serviços de água 
Acompanha a cobertura dos serviços de abastecimento de água, fornecido pelo 
Concessionária para cada município, seguindo a fórmula: 
𝑁𝑈𝐴 = 
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 Á𝑔𝑢𝑎
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais de água: número de economias residenciais que 
possuem acesso aos serviços de abastecimento de água, na área da prestação dos 
serviços, incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a 
partir dos cadastros comercial e operacional da Concessionária; 
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▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade 
técnica para serem conectados à rede de abastecimento de água na Área de 
Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios 
estimados pelo IBGE.
Este indicador é um importante parâmetro de avaliação, não apenas por auxiliar o 
Concessionária a compreender a abrangência de seu atendimento, mas também por estar 
intrinsecamente relacionado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 
6 
– Água Potável e Saneamento 
– e ao ODS número 11 
– Cidades e Comunidades 
Sustentáveis. 
Desta forma, a análise criteriosa do NUA é capaz de mensurar a evolução do atendimento 
do serviço em relação ao objetivo proposto. O Concessionária deverá validar o índice de 
atendimento inicial, com base num banco de dados atualizado. 
 
7.1.2. Nível de universalização dos serviços de esgotamento 
sanitário 
Acompanha a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário para cada município, 
aplicando o NUE. O Concessionária deverá validar o índice de atendimento inicial, com 
base num banco de dados atualizado, seguindo a fórmula abaixo: 
𝑁𝑈𝐸 = 
𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜
𝐷𝑜𝑚𝑖𝑐í𝑙𝑖𝑜𝑠 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑥 100
Onde, ▪ Economias residenciais esgoto: número de economias residenciais que possuem 
acesso aos serviços de esgotamento sanitário na Área de Prestação dos Serviços, 
incluindo economias residenciais ativas, inativas e factíveis, obtidas a partir dos 
cadastros comercial e operacional da Concessionária; 
▪ Domicílios residenciais: número total de domicílios residenciais com viabilidade 
técnica para serem conectados à rede de esgotamento sanitário na Área de 
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Prestação dos Serviços. Deverá ser calculado com base no número de domicílios 
estimados pelo IBGE e não deverá incluir domicílios em soleira baixa ou qualquer 
outra impossibilidade técnica de conexão. 
 
É fundamental que o Prestador compreenda o nível de universalização dos serviços de 
esgotamento sanitário, já que essa meta é prevista no ODS 6.2 
– Água Potável e 
Saneamento 
– e na Lei Federal nº 14.026/2020, que exige atendimento mínimo de 90% 
da população até 2033. Dessa forma, os esforços do Prestador devem estar alinhados a 
essa meta.
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8. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO 
No âmbito do monitoramento e avaliação do plano, é importante ressaltar que o plano foi 
estruturado com base no panorama observado no momento de sua criação, fundamentado 
no diagnóstico dos aspectos institucionais, organizacionais e técnicos relacionados aos 
serviços de saneamento básico nos municípios. Os dados e indicadores levantados nessa 
etapa constituem a espinha dorsal das propostas do plano e, portanto, precisam ser 
monitorados e revisados de forma regular, com análises anuais. 
A premissa central é que o plano de saneamento não é definitivo, mas sim um documento 
estratégico que requer acompanhamento contínuo para ser ajustado às novas 
circunstâncias que surgirem. O monitoramento frequente garante a flexibilidade 
necessária para atualizar as ações e metas, assegurando que o plano se mantenha 
adequado às mudanças contextuais e tecnológicas. 
Além disso, de acordo com o art. 19, § 4º da Lei Federal n° 14.026/2020, os planos de 
saneamento devem ser revisados em intervalos regulares, com um prazo máximo de 10 
anos entre as revisões. Essa periodicidade é essencial para garantir que o plano permaneça 
atual e alinhado às novas realidades, promovendo a evolução dos serviços de saneamento 
e o cumprimento dos objetivos estabelecidos. 
 
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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO (ANA). Atlas Água 
2021 - Índice de Segurança Hídrica Urbano, 2022. Disponível em: 
<https://dadosabertos.ana.gov.br/datasets/897b12b3081c49678a1b2161c372b70c_0/ab
out>. Acesso em: 26 jun. 2024. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001:2015: 
sistemas de gestão ambiental 
– requisitos com orientação para uso. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2015. Disponível em: <https://www.ipen.br/biblioteca/slr/cel/N3127.pdf>. 
Acesso em: junho de 2024. 
BRASIL. Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil. 2010. Disponível em: 
http://www.atlasbrasil.org.br/. Acesso em: junho de 2024. 
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução n° 357, de 17 
de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes 
ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de 
lançamento de efluentes. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 18 mar. 2005. 
BRASIL. Decreto Federal n°. 76.872, de 22 de dezembro de 1975. Regulamenta a Lei 
nº 6.050, de 24 de maio de 1974, que dispõe sobre a fluoretação da água em sistemas 
públicos e abastecimento. Disponível em: 
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d76872.htm>. Acesso em: 19 
jul. 2024. 
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Base Cartográfica do 
Estado do Rio Grande do Sul (2024). Disponível em: 
<https://geoftp.ibge.gov.br/cartas_e_mapas/bases_cartograficas_continuas/bc100/rio_g
rande_do_sul/>. Acesso em: junho de 2024. 
BRASIL. Lei Federal n°. 6.050, de 24 de maio de 1974. Dispõe sobre a fluoretação da 
água em sistemas de abastecimento quando existir estação de tratamento. Disponível em: 
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6050.htm>. Acesso em: 19 jul. 2024. 
BRASIL. Lei n.º 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o 
saneamento básico. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 8 jan. 2007. 
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Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11445.htm>. Acesso em: junho de 2024 
BRASIL. Lei n.º 14.026, de 15 de julho de 2020. Atualiza o marco legal do saneamento 
básico e altera a Lei n.º 9.984, de 17 de julho de 2000, e outras disposições. Diário Oficial 
da União: seção 1, Brasília, DF, 16 jul. 2020. Disponível em: 
<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14026.htm>. Acesso 
em: junho de 2024 
BRASIL. Ministério da Saúde. Rio Grande do Sul é um dos quatro estados com mais 
municípios dependentes do SUS. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt￾br/assuntos/noticias-para-os-estados/rio-grande-do-sul/2023/marco/rio-grande-do-sul￾e-um-dos-quatro-estados-com-mais-municipios-dependentes-do-sus>. Acesso em: 
junho de 2024. 
BRITO, Maria Cecília Wey. Unidades de conservação: intenções e resultados. 
Annablume, 2000. 
CARNEIRO, Mariko de Almeida et al. Sistemas individuais alternativos de tratamento 
de esgoto sanitário, 2018. 
CENTRO DE ESTUDOS DA METRÓPOLE (CEM). Unidades de Conservação 
Ambiental do Brasil, 2021. Disponível em: <https://centrodametropole.fflch.usp.br/pt￾br/file/18443/download?token=v2kiijBr>. Acesso em: 25 jun. 2024. 
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA 
n°. 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e 
diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e 
padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Disponível em: 
<https://www.icmbio.gov.br/cepsul/images/stories/legislacao/Resolucao/2005/res_cona
ma_357_2005_classificacao_corpos_agua_rtfcda_altrd_res_393_2007_397_2008_410
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CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA 
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IBGE. Banco de Dados de Informações Ambientais (BDiA): Pedologia, 2024. Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em: 
<https://bdiaweb.ibge.gov.br/#/consulta/geomorfologia>. Acesso em: 19 jun. 2024. 
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Acesso em: junho de 2024 
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do Rio Grande do Sul. Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Rio 
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<https://www.al.rs.gov.br/filerepository/replegis/arquivos/10.350.pdf>. Acesso em: 2 
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RIO GRANDE DO SUL. Plano Estadual de Saneamento do Rio Grande do Sul. Porto 
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RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. 
Departamento de Economia e Estatística. Nota técnica DEE n.º 90: resultados do PIB 
trimestral do Rio Grande do Sul 
– 4.º trimestre de 2023. Porto Alegre: SPGG-RS/DEE, 
2023. Disponível em: <https://www.estado.rs.gov.br/upload/arquivos/nt-dee-90-
resultados-do-pib-trimestral-do-rio-grande-do-sul-4-trimestre-de-2023-2.pdf>. Acesso 
em: junho de 2024. 
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura. Página inicial. 
Disponível em: https://www.sema.rs.gov.br/inicial. Acesso em: junho de 2024 
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura. Plano Estadual 
de Saneamento 
– PLANESAN. Porto Alegre: SEMA, 2021. Disponível em: 
https://admin.sema.rs.gov.br/upload/arquivos/202210/05140355-plano-estadual-de￾saneamento-consultapublica.pdf. Acesso em: junho de 2024. 
SILVA, Maria José Ferreira da; BARROS, Vinícius Andrade. Indicadores de 
sustentabilidade: Uma proposta para a bacia do rio Jucu, ES. Universidade Federal do 
Espírito Santo, 2019. 
UNESCO. Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos 
Hídricos 2020. Disponível em: 
<https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000372985>. Acesso em: 22 jun. 2024. 
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ANEXO I 
– PROJEÇÃO POPULACIONAL 
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Período do 
Plano 
População 
Total 
Taxa de 
Crescimento 
(Pop. Total) 
População 
Urbana 
Taxa de 
Crescimento 
(Pop. Urb.) 
Urbanização População 
Rural 
Taxa de 
Crescimento 
(Pop. Rural) 
1 2025 66.321 53.709 81% 12.612 
2 2026 66.322 0,00% 53.508 -0,37% 81% 12.814 1,60% 
3 2027 66.299 -0,03% 53.287 -0,41% 80% 13.012 1,55% 
4 2028 66.252 -0,07% 53.049 -0,45% 80% 13.203 1,47% 
5 2029 66.185 -0,10% 52.795 -0,48% 80% 13.390 1,42% 
6 2030 66.096 -0,13% 52.526 -0,51% 79% 13.570 1,34% 
7 2031 65.987 -0,16% 52.241 -0,54% 79% 13.746 1,30% 
8 2032 65.856 -0,20% 51.941 -0,57% 79% 13.915 1,23% 
9 2033 65.706 -0,23% 51.627 -0,60% 79% 14.079 1,18% 
10 2034 65.535 -0,26% 51.299 -0,64% 78% 14.236 1,12% 
11 2035 65.346 -0,29% 50.958 -0,66% 78% 14.388 1,07% 
12 2036 65.138 -0,32% 50.604 -0,69% 78% 14.534 1,01% 
13 2037 64.911 -0,35% 50.238 -0,72% 77% 14.673 0,96% 
14 2038 64.666 -0,38% 49.860 -0,75% 77% 14.806 0,91% 
15 2039 64.405 -0,40% 49.471 -0,78% 77% 14.934 0,86% 
16 2040 64.126 -0,43% 49.071 -0,81% 77% 15.055 0,81% 
17 2041 63.829 -0,46% 48.660 -0,84% 76% 15.169 0,76% 
18 2042 63.517 -0,49% 48.239 -0,87% 76% 15.278 0,72% 
19 2043 63.188 -0,52% 47.809 -0,89% 76% 15.379 0,66% 
20 2044 62.844 -0,54% 47.369 -0,92% 75% 15.475 0,62% 
21 2045 62.485 -0,57% 46.921 -0,95% 75% 15.564 0,58% 
22 2046 62.113 -0,60% 46.466 -0,97% 75% 15.647 0,53% 
23 2047 61.727 -0,62% 46.003 -1,00% 75% 15.724 0,49% 
24 2048 61.328 -0,65% 45.533 -1,02% 74% 15.795 0,45% 
25 2049 60.917 -0,67% 45.058 -1,04% 74% 15.859 0,41% 
26 2050 60.495 -0,69% 44.577 -1,07% 74% 15.918 0,37% 
27 2051 60.061 -0,72% 44.090 -1,09% 73% 15.971 0,33% 
28 2052 59.615 -0,74% 43.598 -1,12% 73% 16.017 0,29% 
29 2053 59.160 -0,76% 43.102 -1,14% 73% 16.058 0,26% 
30 2054 58.693 -0,79% 42.600 -1,16% 73% 16.093 0,22% 
31 2055 58.216 -0,81% 42.095 -1,19% 72% 16.121 0,17% 
32 2056 57.730 -0,83% 41.586 -1,21% 72% 16.144 0,14% 
33 2057 57.233 -0,86% 41.073 -1,23% 72% 16.160 0,10% 
34 2058 56.728 -0,88% 40.557 -1,26% 71% 16.171 0,07% 
35 2059 56.214 -0,91% 40.038 -1,28% 71% 16.176 0,03% 
36 2060 55.693 -0,93% 39.517 -1,30% 71% 16.176 0,00% 
37 2061 55.162 -0,95% 38.993 -1,33% 71% 16.169 -0,04% 
38 2062 54.624 -0,98% 38.467 -1,35% 70% 16.157 -0,07% 
39 2063 54.078 -1,00% 37.939 -1,37% 70% 16.139 -0,11% 
40 2064 53.526 -1,02% 37.410 -1,39% 70% 16.116 -0,14% 
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ASSINATURAS
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