| Tipo | Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 2858 / 1992 |
| Date | 1992-10-19 |
| Ementa | Denomina a Pinacoteca Pública Municipal criada pela Lei nº 2.621, de 19-12-89 (ÉNIO PINALLI). |
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Denomina a Pinacoteca Pûblica Municipal criada pela Lei
no 2.621, de 1*-12-89.
Dr. UBIRAJARA RESENDE MATTANA. Prefeito Municipal de ,
Montenegro. ) Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono l
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Art.1Q-FicadenominadoPINACOTECA PUBLICA MUNICIPAL l
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LlI NQ 2.858 - DE 19 DE OUTUBRO DE 1992.
Denomina a Pinacoteca Pûblica Municipal criada pela Lei
no 2.621, de 1*-12-89.
Dr. UBIRAJARA RESENDE MATTANA. Prefeito Municipal de ,
Montenegro. ) Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono l
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Art.1Q-FicadenominadoPINACOTECA PUBLICA MUNICIPAL l
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rNlo PINALLI o 6rg:o vinculado a secretaria Municipal de Educaçâo
i ltura, eriado pela Lei no 2.621, de IQ de dezembro de 1989. I
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LEI N9 2.858 - DE 19 DE OUTUBRO DE 1992.
Denomina a Pinacoteca Pfiblica Municipal criada pela Lei
n9 2.621, de 19-12-89.
Dr. UBIRAJARA RESENDE MATTANA, Prefeito Municipal de
Montenegro.
Fago saber que a Camara Municipal aprovou e eu sanciono
a seguinte
L E I:
Art. 19 - Fica denominado PINACOTECA PfiBLICA MUNICIPAL
ENIO PINALLI o 6rg§o vinoulado a Secretaria Municipal de Educagéo
e Cultura, criado pela Lei n9 2.621, de 19 de dezembro de 1989.
Art. 29 — Revogadas as disposigoes em contrério, a pre—
sente Lei entraré em vigor na data de sua publicagao.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MONTENEGRO, 19 de outubro de 1992.
REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE:
Data supra.
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CLAUDETE MARIA BACKES DA SILVA,
Secretaria—Geral.
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.1 : 1 I CURRICULO RESUMIDO
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ENIO PINALLI nasceu em Montenegro , Rio Grande do Sul, em
l
1929.
Dos cursos que fez com Angelo Guido, Aldo Locatelli -
Porto Alegre, e Presciliano Silva - Salvador - Bahia, tomou seu
pr6prio rumo.
EXPOSICDES INDIVIDUAIS:
1960 - Casa das Molduras - Porto Alegre
1961 - Clube Riograndense - Montenegro
1964. - Clube Comercial - Alegrete .
Nxe
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' 1966 -xuClube Riograndense - Montenegro
1967 - 'Galeria Itâ - S5o Paulo - Individual
1968 - Galeria Carraro - Porto Alegre * ,
. 1968 - Associaczo Comercial - Montenegro .
1971 - sala Jûlio Rambo - Unisinos - sâo .Leopôldo .: .
1981 - Galeria do Beco - Porto Alegre , . ,
. 1982 - Banrisul - Torres ,
I . , . , .
1984 - Edelweiss Galeria de Arte - Porto Alegre
1985 - Galeria Contemporânea - Novo Hamburgo
TRABALHOS PARA:
Sala de Arte - Porto Alegre
, Agência de Arte - Porto Alegre
Cambona Galeria de Arte - Porto Alegre
Roberto Hadad - Leilöes - Rio de Janeiro
PRZMIOS E HOMENAGENS:
1967 - Medalha de ouro - Lajeado-Rs (Grande Salâo Regional) 7
1968 - Mençâo Honrosa - Lajeado (Aquisiçâo)
îf (7 1974 - DestaquedoAnoemArtes-Montenegro j
' 1981 - Destaque do Mês do Museu de Arte do RS - Porto Alegre r. j
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ENIO PINALLI nasceu em Montenegro , Rio Grande do Sul, em
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1929.
Dos cursos que fez com Angelo Guido, Aldo Locatelli -
Porto Alegre, e Presciliano Silva - Salvador - Bahia, tomou seu
pr6prio rumo.
EXPOSICDES INDIVIDUAIS:
1960 - Casa das Molduras - Porto Alegre
1961 - Clube Riograndense - Montenegro
1964. - Clube Comercial - Alegrete .
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1971 - sala Jûlio Rambo - Unisinos - sâo .Leopôldo .: .
1981 - Galeria do Beco - Porto Alegre , . ,
. 1982 - Banrisul - Torres ,
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1984 - Edelweiss Galeria de Arte - Porto Alegre
1985 - Galeria Contemporânea - Novo Hamburgo
TRABALHOS PARA:
Sala de Arte - Porto Alegre
, Agência de Arte - Porto Alegre
Cambona Galeria de Arte - Porto Alegre
Roberto Hadad - Leilöes - Rio de Janeiro
PRZMIOS E HOMENAGENS:
1967 - Medalha de ouro - Lajeado-Rs (Grande Salâo Regional) 7
1968 - Mençâo Honrosa - Lajeado (Aquisiçâo)
îf (7 1974 - DestaquedoAnoemArtes-Montenegro j
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CURRICULO RESUMIDO
ENIO PINALLI nasceu em Montenegro, Rio Grande do Sul, em
1929.
D05 cursos que fez COm Angelo Guido, Aldo Locatelli -
Porto Alegre, e Presciliano Silva — Salvador - Bahia, tomou seu
proprio rumo.
EXPOSICOES INDIVIDUAIS:
1960 - Casa das Molduras — Porto Alegre
1961 - Clube Riograndense — Montenegro
1964‘ - _C1ube Comercial — Alegrete
1966 §&.Clube Riograndense — Montenegro
1967 -‘ Galeria Ité ~ 550 Paulo — Individual
1968 - Galeria Carraro - Porto Alegre
1968 —- Associacao Comercial - Montenegro
1971 — Sala Julio Rambo — Unisinos — Sao LeopOldo;
1981 — Galeria do Beco — Porto Alegre ‘ 1982 — Banrisul - Torres _ , 1984 - Edelweiss Galeria de Arte — Porto Alegre
1985 — Galeria Contemporanea — Novo Hamburgo
TRABALHOS PARA:
Sala de Arte - Porto Alegre
Agéncia de Arte - Porto Alegre
Cambona Galeria de Arte — Porto Alegre
Roberto Hadad — Leiloes - Rio de Janeiro
PREMIOS E HOMENAGENS:
1967 — Medalha de ouro - Lajeado—RS (Grande Saléo Regional)
1968 - Menqéo Honrosa - Lajeado (Aquisicéo)
1974 — Destaque do Ano em Artes — Montenegro‘
1981 - Destaque do Més do Museu de Arte do RS - Porto Alegre r MARGS 7
Atualmente pinta com exclusividade para a Galeria Expressao e 2rte Nobre — Porto Alegre. ,
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''A pintura de ENIO PINALLI ê forte: personalista, e atrai à primeira vista o espectador. suas paisagens, marinhas e
naturezas mortas têm a força e a suavidade bem combinadas, suas
cores sâo dosadas e suas gradacöes de 1uz e sombra sâo pr6prias
de um experimentado artista, que soube se nutrir com a convivên-
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cia dp grandes mestres com os quais estudou e pintou.
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Com Presciliano Silva fez estâgio de um ano, na .Bahia,
com Angelo Guido fez estudos durante dois anos de Estilos Artïsticos, e com Aldo Locatelli,'seu fraternal amigo:.!teve >um 7,.1ong6'.'. :' :
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dillogo, de aproximadamente 4 anos, que 'possibilitou 'produtivo
intercâmbio de vivências artfsticas.
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ficativos, como a Medalha de Ouro (primeiro lugar entre 147 concorrentes) no Grande Salzo Regional de Lajeado - Rio Grande do
Su1: pr3mios de Menç8es Honrosas e de Aquisiçöes, estando o seu
' nome firmemente consolidado no meio artlstico sulino.
Estamos certos de que pelo seu estilo vigoroso e versâtil, que tanto o tem credenciado diante da crftica, vai ser muito
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apreciado em Santa Catarina / , especialmente em Florianôpolis, onde (
/ despertam tamb/m grandes nomes das nossas artes, e foi berço do j'
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naturezas mortas têm a força e a suavidade bem combinadas, suas
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Su1: pr3mios de Menç8es Honrosas e de Aquisiçöes, estando o seu
' nome firmemente consolidado no meio artlstico sulino.
Estamos certos de que pelo seu estilo vigoroso e versâtil, que tanto o tem credenciado diante da crftica, vai ser muito
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cores 550 dosadas e suas gradagoes de luz e sombra 550 préprias
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correntes) no Grande Saléo Regional de Lajeado - Rio Grande do
Sul: prémios de MencBes Honrosas e de Aquisigoes, estando o seu
nome firmemente consolidado no meio artistico sulino.
Estamos certos de que pelo seu estilo vigoroso e versatil, que tanto o tem credenciado diante da critica, vai ser muito
apreciado em Santa Catarina, especialmente em Florianépolis, onde
despertam também grandes nomes das nossas artes, e foi berco do
grande Victor Meireiles."
Rio de Janeiro, 26 de julho de 1987
NAGIB FRANCISCO
Historiador de Arte
Critico de arte , Escritor e colecionador T 9
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Da primeira vez que ouvi falar de Enio Pinalli, registrei apenas o nome, o qual, diga-se de passagem, nâo ficou como . . ' .
tzm eco inûtil em minha memôria. ' ' ' '
G
Foi Nathaniel Guimarâes quem me afirmou: - MRenato, tu
tens que conhecer a pintura de Pinalli, e1e Q fenomenal e estâ
escondido.''
- Passados 3 anos de afirmativa de Nata, conheço ' Pinalli
, . , j em seNu ''esconderijog'envolto a uma grande produçëo. Estranhei o '?
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volumev,qpois o trabalho do artista deveria ser; no mfnimo; conhe- ''
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cido em Porto Alegre. Pretensâo a minha porque j:aj .obr.a ..de.'jr.Eni,o
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saïa toda para fora do Estado ganhando outras fronteira.s.lt,'o) J! , ; :i. 1I
A qualidade da obra nâo me;surpreenderarlpois1esperavi, )' t
. E. '5?''t'3'.'l.'''j:',.:141t'F'. j'll'1I'' j'li 'q'5..2... '' apenas, o homem assombrou-me. u estava'X'frenteii1!de1tuma!'6peSSOa :
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' . ; I t . I j., . .5 .; I,7. ,
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COm todas as Suas dûvidas, Suas amarguras me Sendo Confessadas. A
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razâo do ''esconder-se'' ficou,clara:thomem ,de(r:princ<piost;muito ' j . ' . , h..... . . 2. . ( j .:( jjy fortes e rlgidos, tinha se incompatibilizado com Ios'! manjjany.osfj ' ,.
daartedoEstadoerecolhera-seaseuuniverso.Percebide ime- j
diato, que aquele pintor era de um outro tempo. Nâo se vergava a
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modismos, nâo era de ser mandado por imposiçâo alguma.
Mas, habituado a artistas de carâter fraco, resolvi lançar um desafio para Pinalli: - ''Enio, pinta uma queimada... mas
eu quero uma miniatura, quero ver a tua mata enfumaçadam''
A resposta surgiu râpida: - ''O Rosa, tu n3o v3s que a
minha pintura é toda de verdes; olha esse matagal af, rapaz. '' t
Pinalli n5o sentiu medo de meu desafio porque o maior )
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e1ejâtinhavencido:quandoabraçouseuoffcio sem ceder, sem j
acorrentar-se à moda, e sim ao que sua consciência determinava. 1 , . . j
Estamos, pois, diante de um grande homem e nâo . m eno s (l
pintor. E h û : ) Uma pessoa honesta pàra consigo e com o seu offcio. Pina- j'
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1li @ um pintor de qualquer tempo. '' :: '
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,PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO
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"ENIO PINALLIEEE '
Da primeira vez que ouvi falar de Enio Pinalli, registrei apenas o nome, o qual, diga— se de passagem, nao ficou como
um eco inutil em minha meméria.
Foi Nathaniel Guimaraes quem me afirmou: — "Renato, tu
tens que conhecer a pintura de Pinalli, ele é fenomenal e esté
escondido."
Passados 3 anos de afirmativa de Nata, conheco 1Pinalli 1‘ 1 em sag "esconderijo" envolto a uma grande produgéo. Estrahhei o
volumemwpois o trabalho do artista deveria ser} no‘minimo}1cbnhe4
cido em Porto Alegre. Pretensao a minha porqueyja : obra tdé EEnio
| ‘ 1 saia toda para fora do Estado ganhando outras fronteiras.f 1
j1‘ 11 11 A qualidade da obra nao me surpreendera, p015} esperava, 1 - 11 1- 1‘- ‘- [I11 apenas, o homem assombrou-me. Eu estava a _frent
com todas as suas duvidas, suas amarguras- me sendo confessadas. A
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fortes e rigidos, tinha se incompatibilizado com 1osEE"mandantes"
da arte do Estado e recolhera—se a seu universo. Percebi de Eime—
diato, que aquele pintor era de um outro tempo. Nao se vergava a modismos, nao era de ser mandado por imposicao alguma.
Mas, habituado a artistas de carater fraco, resolVi lan—
car um desafio para Pinalli: — "Enio, pinta uma queimada... mas
eu quero uma miniatura, quero ver a tua mata enfumagada."
A resposta surgiu rapida: — "O Rosa, tu n50 vés que a
minha pintura é toda de verdes; olha esse matagal ai, rapaz."
Pinalli n50 sentiu medo do men desafio porque o maior
éle jé tinha vencido, quando abragou seu oficio sem ceder, sem
acorrentar-se a moda, e sim ao que sua consciéncia determinava.
Estamos, pois, diante de um grande homem. eiinaoi menos
pintor. Uma pessoa honésta para consigo e com o séu oficio. Pinalli é um pintor de qualquer tempo." E' ' EE 1
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