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norma nº 6838/2021

Tipo Lei Ordinária
Número / Ano 6838 / 2021
Date 2021-12-06
EmentaDenomina Rua Carlos Maroly Becker um logradouro público.
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 
PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO 
Gabinete do Prefeito 
“Montenegro Cidade das Artes” 
“Capital do Tanino e da Citricultura” 
 
LEI N.º 6.838, DE 06 DE DEZEMBRO DE 2021. 
Denomina Rua Carlos Maroly 
Becker um logradouro público. 
GUSTAVO ZANATTA, Prefeito Municipal, faço saber que a Câmara 
Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte 
LEI: 
Art. 1º A Rua E, localizada no Loteamento Porto Rico, no Porto dos 
Pereira, no Município de Montenegro/RS, passa a se denominar Rua Carlos 
Maroly Becker. 
Parágrafo único. Nas placas indicativas deverá constar, logo abaixo 
do nome, “Tio Marola”. 
Art. 2º É parte integrante desta Lei o anexo contendo o mapa de 
localização com as delimitações da rua, bem como o currículo do homenageado. 
Art. 3º A presente Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MONTENEGRO, em 06 
de dezembro de 2021. 
 
y refeito Municipal 
VLADE OS GONZAGA 
Secretário-Ger 
Lei de autoria do Vereador Talis Ferreira. 
“Doe Órgãos, Doe Sangue: Salve Vidas” 
Rua João Pessoa, 1363 - Cx. Postal, 59 - CEP 95780-000 - Montenegro/RS - Tel/Fax: (51) 3649-8200 
E-mail: gabinete(Q)montenegro.rs.gov.br
 
CARLOS MAROLY BECKER 
Carlos Maroly Becker nasceu no dia 27 de fevereiro de 1938, no município de Montenegro/RS, filho de Ewaldo Becker e Ide Gerhardt Becker, sendo o mais novo de uma família de oito irmãos, Thyelos Becker, Paulo Jacy Becker, Silvio Becker, Noeiy Becker Schu, Yolanda Verissimo da Silveira, Wilson Becker e Flávio Jaques Becker (todos in memoriam). 
Ainda criança desbravou as terras da cidade, conhecendo nossas águas, matas e o Morro São João, que considerava seu quintal. Iniciou seus estudos no Grupo Escolar 14 de Julho, atual escola Delfina Dias Ferraz. Já naquela época, começou a demonstrar sua paixão pelo futebol. Embora gremista, eram os jogos e times municipais que o fascinavam. 
Na juventude, suas habilidades no esporte tomaram maior proporção, se destacando como jogador de futebol e sendo membro de diversos times locais. Até que em 1981, após problemas de mobilidade, precisou largar a bola, mas nunca os gramados, trocando a competição pela arbitragem, e se tornando um dos mais icônicos juízes de futebol da região, onde ficou conhecido como “Tio Marola”. 
Em novembro de 1961, casou-se com Maria Helena Becker, com quem teve sete filhos: Sérgio, Silvania, Simara, Giovana, André, Luís Antônio (In Memoriam) e Maroly Jr. Carlos ainda teve oito netos: Júlia, Laura, Bruno, Maria Augusta, Rebeka, Natália, Gabriel e Milena e duas bisnetas: Leonora e Theodora. 
O bom humor, a alegria, o riso e o bem estar eram sua vocação, sabia servir e gostava de fazer feliz quem estivessem por perto. Foi hábil churrasqueiro, o que o aproximou do público no economato de clubes tradicionais como AABB, Sociedade São Pedro e Taninão, onde marcou gerações com suas mesas fartas e jeito inconfundível. Mesmo após a chegada da velhice, ainda mantinha o amor pelo churrasco e sempre que possível comparecia as churrascadas do seu clube do coração, o Esporte Clube Renner.
Trabaihou nas principais empresas da cidade, até que em 1965 
passou a servir a Brigada Militar, atuando no policiamento ostensivo e, depois, 
podendo realizar mais uma de suas paixões, como mecânico na oficina do BPM, 
onde atuou até 1981, quando se aposentou devido ao rompimento dos ligamentos do joelho que o tornou inapto ao serviço militar, tendo sido reformado em 18 de 
agosto daquele mesmo ano. A partir deste momento, pode dedicar-se 
integralmente à arbitragem nos campeonatos municipais, futebol de sete e de 
salão. 
Durante um ano, entre 1968 e 1969 ofereceu seus préstimos ao 
36ºBPM de Farroupilha, onde atuou no destacamento, mas a gestação de sua 
quarta filha o fez querer retornar à cidade a fim de garantir a sua presença no seu 
nascimento. 
Após sua aposentadoria, pode dedicar parte do seu tempo às atividades automobilisticas e mecânicas junto de seu irmão Flávio. O futebol, a arbitragem, a mecânica e a Brigada Militar o brindaram com uma infinidade de amigos. 
Em sua velhice, com limitações, aprendeu a administrar seus grandes interesses e passava seu tempo, enquanto podia, passeando de bicicleta, revendo os antigos amigos na beira do rio. Nunca se esqueceu de seus antigos companheiros e, sempre que possível, se fazia presente. 
Carlos faleceu em 23 de outubro de 2020 em decorrência de uma série de complicações médicas, deixando amigos e uma família saudosos. O grande número de pessoas que compareceram aos atos fúnebres, mesmo sem 
divulgação devido à pandemia, reflete o quanto Carlos era querido na comunidade e demonstra que a sua existência jamais será esquecida.

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