| Tipo | Decreto Legislativo |
|---|---|
| Número / Ano | 302 / 2022 |
| Date | 2022-04-18 |
| Ementa | Concede o Título de "Cidadão Montenegrino Benemérito" ao Senhor Clovis Moacir Domingues - "Cafundó". |
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL VA DR CÂMARA DE VEREADORES DE MONTENEGRO o Re “Montenegro Cidade das Artes o fc Capital do Tanino e da Citricultura” Montenegro Rua Cel. Álvaro de Moraes, 1.515 — Montenegro/RS — CEP 92510-050 - Fone/Fax: (51) 3632-3303 E-mail: camaraQimontenegro.rs.leg.br — site: www.montenegro.rs.leg.br DECRETO LEGISLATIVO N.º 302, DE 18 DE ABRIL DE 2022. Concede o Título de Cidadão Montenegrino Benemérito ao Senhor Clovis Moacir Domingues — “Cafundó”. O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou, nos termos do artigo 15, inciso XXI, da Lei Orgânica do Município, e eu promulgo o seguinte DECRETO LEGISLATIVO: Art. 1º É concedido o Título de Cidadão Montenegrino Benemérito ao Senhor Clovis Moacir Domigues — “Cafundó”, pelos relevantes serviços prestados à comunidade Montenegrina. Parágrafo único. O anexo 1, contendo o currículo do homenageado, faz parte do presente Decreto Legislativo. Art. 2. º A outorga do título realizar-se-á em Sessão Solene agendada e programada entre a Casa Legislativa e o homenageado. Art. 3º O presente Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação. Câmara Municipal de Montenegro, 18 de abril de 2022. REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE: ; Data Supra. ] j Ver. TALIS FERREIRA, | Presidente. FELIPE D DA SILVA, Secretário Geral. Projeto de Decreto Legislativo de autoria do Vereador Paulo Azeredo. ALS “Dor ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 1 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL —- CÂMARA DE VEREADORES DE MONTENEGRO e e — “Montenegro Cidade das Artes o Capital do Tanino e da Citricultura” Montenegro Rua Cel. Álvaro de Moraes, 1.515 — Montenegro/RS — CEP 92510-050 - Fone/Fax: (51) 3632-3303 E-mail: camaraQmontenegro.rs.leg.br — site: www.montenegro.rs.leg.br CURRÍCULO O homenageado, Clóvis Moacir Domingues, é natural de Montenegro, nascido na localidade de “Cafundó”, hoje Santos Reis. Filho de Floriano Domingues e Isaura Flores Domingues, ambos naturais deste município. Além de Clóvis, o casal também teve o filho Cláudio Acir Domingues, hoje advogado em Novo Hamburgo. Clóvis é casado com Alba Delfim Domingues e eles são pais de Rita de Cássia Delfim Domingues, casada com o advogado Jonas Alcante Kórtez, pais de Amanda Domingues Kórtez e Lucas Domingues Kórtez, Clóvis estudou no antigo “primário” no Grupo Escolar Estevão Inácio, na localidade onde nasceu. Depois, foi intemo do Ginásio Jacob Renner, em Montenegro. Em seguida, se transferiu para o Ginásio São João Batista. Ele é técnico laticinista, também técnico em suinocultura, avicultura e agricultura, formado na antiga Estação Experimental de Montenegro, Ainda adolescente, em paralelo aos estudos, Clóvis trabalhava como garçom no então existente Café Central, onde hoje está edificado o prédio do Bradesco. No ano de 1966, com dezoito anos de idade, o nosso homenageado se alistou no Exército brasileiro para prestar o serviço militar. Neste período, inscreveu-se como voluntário para integrar as tropas da ONU, que à época, estava atuando na RAU — República Arabe Unida, integrada por Egito, Libano, Síria, Jordânia e outros países árabes. Em 1967, Clóvis foi incorporado à tropa dos chamados “Boinas Azuis”, que viajou para a cidade de Rafa, na Faixa de Gaza. O objetivo era guarnecer as fronteiras dos países citados e Israel. Era a UNEF — a Força de Emergência das Nações Unidas, que era a “Tropa de Paz” das Nações Unidas — a ONU. Neste período ocorreu a histórica “Guerra dos Seis Dias”, entre Israel e as forças da RAU. Clóvis Domingues estava lá! O “Batalhão de Suez”, como eram conhecidos os “Boinas Azuis”, à época, formado por voluntários gaúchos, à exceção dos oficiais, oriundos de várias partes do País, durante a guerra ficou literalmente sob dois fogos inimigos, e, considerado um verdadeiro milagre, teve apenas uma perda, com a morte de um cabo, e três feridos. A Força de Paz ficou instalada no teatro de guerra durante seis meses. O retorno à Pátria Mãe ocorreu no mês de junho daquele mesmo ano. Ao chegarem ao Brasil os bravos soldados desfilaram pelas ruas centrais de Porto Alegre, sob o aplauso de milhares de pessoas, que saudavam efusivamente os bravos heróis brasileiros. Depois, foram agraciados com a medalha do Mérito do Exército. Esta tropa foi a única, depois da FEB- Força Expedicionária Brasileira, e da aviação brasileira, com o esquadrão “Senta A Púa” — atuantes na Segunda Guerra Mundial, que se envolveu num “teatro” de guerra no século XX. De volta a Montenegro, Clóvis, já conhecido como “Cafundó”, devido ao nome da localidade onde nasceu, ganhou de presente do pai, seu Floriano, uma perua Kombi,/ para atuar como distribuidor autônomo de produtos lácteos e de frigoríficos. Era o ano d » 1968, ele começou a empreender como empresário. Em 1970, Clóvis tomou uma importante decisão: casar com sua namorada de múitos anos, a professora Alba Delfim. Após o matrimônio, Clóvis deu mais um passo “Dor ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 2 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 2] CÂMARA DE VEREADORES DE MONTENEGRO os . a mo 3 “Montenegro Cidade das Artes gesso Capital do Tanino e da Citricultura” Montenegro Rua Cel. Álvaro de Moraes, 1.515 — Montenegro/RS — CEP 92510-050 - Fone/Fax: (51) 3632-3303 emnemtr E-mail: camaraQomontenegro.rs.leg.br — site: www.montenegro.rs.leg.br importante no empreendedorismo empresarial: criou a “Aliança Gaúcha do Livro”, que durante muitos anos distribuiu cultura em meio aos estudantes gaúchos. Como empresário o nosso homenageado logrou êxito, diversificando os ramos de atuação. No setor da construção civil, Clóvis foi pioneiro ao implantar o primeiro prédio de salas comerciais em Montenegro, o conjunto Santa Rita, na esquina das ruas João Pessoa e Osvaldo Aranha, no ano de 1980. Em 1988, a ONU — Organização das Nações Unidas, resgatou a heroica atuação dos soldados brasileiros na Faixa de Gaza, condecorando-os com o prêmio Nobel da Paz, repassado pelo ganhador Pérez de Cuellar. Ainda no ramo empresarial, Clóvis adquiriu o Café Comercial, ponto mais tradicional no centro de Montenegro e investiu fortemente na construção de prédios comerciais. Embora a ONU tenha reconhecido todos aqueles bravos soldados como heróis, Clóvis prefere não ser reconhecido por este motivo, mas, por outro, também muito importante. Ele salvou uma vida quando de um grave acidente de trânsito na Rua João Pessoa, centro da cidade. Uma camionete Rural, começou a incendiar-se e o motorista, devido ao fato, perdeu o controle de direção e bateu violentamente contra um poste de iluminação pública. O fogo tomou conta do veículo. O condutor da camionete e seu filho menor estavam em meio às chamas, clamando por socorro. Era um quente domingo de verão e poucas pessoas estavam na rua. Clóvis se encontrava em vistoria no seu prédio, em frente ao ocorrido, e não pensou duas vezes: saiu em desabalada corrida e em meio às chamas, conseguiu, com muito esforço, retirar a criança e em seguida resgatou o motorista. A criança sobreviveu, mas seu pai, infelizmente, não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu. Mas, este resgate é tido por Clóvis como o seu verdadeiro ato de heroísmo. “No passado recente, o então vereador Altacir Martins propôs e foi efetivada uma sessão solene nesta Casa legislativa, em homenagem aos “Boinas Azuis” de Montenegro, além de Clóvis, João Carlos Menezes, Jarbas Barcelos, Jaime Wolff e Reneu Kerber. Este breve relato já justifica a homenagem feita pelo poder Legislativo de A enegro, concedendo a Clóvis Moacir Domingues, que tem outras tantas passagens ão SÓ na vida empresarial, como social e política de Montenegro, o título de “Cidadão negrino Benemérito”. Co E “DOE ÓRGÃOS, DoE SANGUE: SALVE VIDAS"