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norma nº 6924/2022

Tipo Lei Ordinária
Número / Ano 6924 / 2022
Date 2022-06-23
EmentaDenomina Estrada “Alfredo Nonnemacher” um logradouro público.
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 
PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO 
Gabinete do Prefeito 
“Montenegro Cidade das Artes” 
“Capital do Tanino e da Citricultura” 
 
LEI N.º 6.924, DE 23 DE JUNHO DE 2022. 
Denomina Estrada Alfredo 
Nonnemacher um logradouro público. 
GUSTAVO ZANATTA, Prefeito Municipal, faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte 
LEI: 
Art. 1º A Estrada conhecida atualmente como Estrada Geral do Vapor Velho, que parte da Estrada Geral de Santos Reis, tendo seu início em frente à Igreja Evangélica, até encontrar a Estrada Eri Carlos Kranz, passa a denominar-se Estrada Alfredo Nonnemacher. 
Parágrafo único. Na placa indicativa deverá constar, logo abaixo do nome, “agricultor”. 
Art. 2º É parte integrante da presente Lei o anexo |, contendo mapa com as delimitações da via e a biografia do homenageado. 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MONTENEGRO, em 23 de junho de 2022. dá REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE: A Data Supra. ? 
 
 
pd Prefeitô Municipal OS GONZAGA / 
Lei de autoria da Vereadora Ana Paula Machado. 
“Doe Órgãos, Doe Sangue: Salve Vidas” 
Rua João Pessoa, 1363 - Cx. Postal, 59 - CEP 95780-000 - Montenegro/RS - Tel/Fax: (51) 3649-8200 
E-mail: gabineteGQ)montenegro.rs.gov.br
BIOGRAFIA 
Nicolau Alfredo Nonnemacher, Alfredo Nonnemacher, como gostava de ser chamado, nasceu em Santos Reis, antigo Cafundó, no dia 23 de setembro de 1910. Quinto filho de João Jacob Nonnemacher e Isabella Dapper Nonnemacher. Estudou até a 5º série do antigo primário. Quando ainda jovem, foi trabalhar em Porto Alegre, na antiga casa Bromberg, onde morou em uma pensão. Nesta época desenvolveu o gosto pela música, adquirindo um violino, que ainda está em posse da família, dedicando-se ao estudo do mesmo. Mais tarde, mudou-se para Santa Rosa, onde morou com seu primo, João Dapper, e trabalhou em sua loja de Secos e Molhados. Nesta ocasião, conheceu Helena Celestini, com a qual casou em 1º de junho de 1939 e, então, tiveram seus dois primeiros filhos, Hugo Nonnemacher e Maria Clotilde Nonnemacher. 
Poucos anos depois, com o falecimento de seu pai, voltou a morar em Cafundó para cuidar de sua mãe e duas irmãs. Começou aí uma vida diferente e muito difícil para ambos. Tornaram-se agricultores plantando e vendendo citros, criaram um tambo de leite, fornecendo o mesmo a vários fregueses, principalmente ferroviários, uma vez que o leite era transportado pela Viação Férrea. A luta era diária... Mas neste periodo nascia a terceira filha, Lurdes Nonnemacher. 
Alfredo sempre cuidou da terra e, em certa ocasião, pessoas ligadas à agricultura em Montenegro, visitaram sua propriedade, usando como exemplo seu sistema de plantio para evitar a erosão da terra. 
Muito religioso, dedicou-se ao serviço da Igreja Católica, cuidando da Capela de Santos Reis, hospedando padres e tornando-se Ministro da Eucaristia por muitos anos. Sempre ligado à música, fez parte de uma bandinha, com um grupo de amigos, que animavam as festas das igrejas locais. Deu aulas de violino em casa, regeu o coro da Sociedade Aurora e também da igreja, tocando harmônio, instrumento da Capeia. 
Eis que, em 1970, lideranças de Montenegro o convidaram para ser presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, permanecendo na presidência até 1984, sendo reeleito quatro vezes. Mudou sua vida novamente, porém, desta vez, um pouco mais leve. 
No Sindicato, proporcionou às associadas: curso de corte, costura é crochê em várias localidades, proporcionar auxílio dentário a todos e trabalhou pela aposentadoria de muitos agricultores, sempre pensando no bem da comunidade. Outro fato relevante durante seu mandato foi a aquisição de uma sede propícia para receber, reunir e orientar seus sindicalistas. Localizada ra Rua João Pessoa, sendo vendida, muitos anos depois, e transferida para um novo endereço. Mantinha, com a Estação Montenegrina de Rádio, um programa diário, exclusivo aos agricultores, saudando-os e dando notícias do sindicato. Impossibilitado por questões de saúde, afastou-se de seu cargo, vindo a falecer alguns anos depois, em 06 de junho de 1995, deixando um legado de honestidade, integridade, justiça e amor ao próximo, como é lembrado por muitos.
 
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