| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 36 |
| Date | 2012-10-11 |
| native_id | 12 |
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ATA N.º 1550/12 Aos onze dias do mês de outubro de dois mil e doze, reuniu-se o Legislativo Municipal, em Sessão Ordinária, presidida pelo Vereador Marcos Roberto Gehlen - Tuco (PT) e secretariada pelo Vereador Joacir Vanderlei Menezes da Silva (PMDB). Presentes os demais Vereadores: Ari Arnaldo Müller (PDT), Carlos Einar de Mello - Naná (PP), Iria Therezinha Camargo Nessy (PPS), José Alfredo Schmitz (PMDB), Laureno Aloísio Renner (PSB), Roberto Braatz (PDT) e Rosemari Almeida (PP); ausente o Vereador Marcelo Cardona (PP), em licença saúde. Às dezenove horas, o Presidente declarou abertos os trabalhos, solicitando ao Secretário que procedesse a leitura do salmo bíblico. As Atas 1548/12 – Sessão Ordinária – e 1549/12 – Sessão Solene alusiva aos sessenta anos do Banco do Banco em Montenegro – foram devidamente aprovadas. Após, foi lido o Expediente e dado seu destino. Na sequência, teve início a Hora dos Oradores. O primeiro a se manifestar foi o Vereador Carlos E. de Mello, nos seguintes termos: Semana passada, na Tribuna, disse o mesmo que falei há quatro anos: talvez nem todos nós fôssemos reeleitos. O número onze mil seiscentos e quinze tem história. É o sexto pleito em que concorro com esse número. Fiquei como suplente na eleição de mil novecentos e noventa e dois, agora estou entrando no meu quinto mandato. Vereador Braatz, entrarás para o sexto, estou encostando no senhor, mas não sei se vou conseguir alcançá-lo, é meio difícil. Fiz uma campanha com muita seriedade, muito respeito aos colegas candidatos, independente de Partido, não falando de ninguém, fazendo apenas nosso trabalho. Tive pressões de alguns candidatos que diziam: “Não adianta votar no Vereador Naná, ele nunca fez nada”. Alguma coisa acho que fiz, porque retornei novamente à Câmara, para o quinto mandato consecutivo. Quero agradecer a todas as comunidades da cidade e do interior, todos os cantinhos do Município, que eu conheço. Só não fiz votos em uma urna. Muitos eleitores me diziam: “Não precisa me dar nada, sei teu número de cor, é o onze mil seiscentos e quinze”. Tenho dito que escolhi o onze porque é o dia do meu aniversário, por isso escolhi o Partido com o número onze e não tenho trocado, não por falta por convite. Lembro-me muito bem de uma frase do saudoso Leonel de Moura Brizola: “O problema da política são os interesses”. Por isso que mantenho meu trabalho num seguimento, respeitando a todos. Muitas vezes é muito difícil para mim, desde quando assumi meu primeiro mandato em mil novecentos e noventa e três, como suplente do Vereador Marcelo Cardona. No ano de mil novecentos e noventa e cinco, foram oito meses, também no lugar do Vereador Marcelo. Botei na minha cabeça que nunca iria me abster em nenhum projeto e nunca me abstive. Voto a favor ou contra, muitas vezes com muita dificuldade, mas sempre me posicionei. Por esse trabalho sério, honesto que sempre fiz, os eleitores me conduziram novamente para mais quatro anos para defender os interesses da nossa comunidade, do nosso povo de Montenegro, que tanto merece. Vereador Ari Müller: Agradeço aos novecentos e treze amigos que depositaram confiança em mim mais uma vez, me reelegendo para mais quatro anos. Agradeço também as manifestações que recebi, durante esse trabalho, de muitas pessoas que se identificaram para mim e que não conheço pessoalmente. Prometo para os próximos quatro anos muito trabalho, pois Vereador só pode prometer trabalho e dedicação. Cumprimento nosso Presidente da ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Câmara, que está de aniversário. Vereadora Iria Camargo: Cumprimento os Vereadores e a Vereadora reeleitos. O povo é soberano. Numa eleição democrática, a voz do povo é a voz de Deus. As urnas não fogem da regra. Enquanto diziam que setenta por cento da Câmara não voltaria, discutia que voltaria sim e apontava até os que voltariam, por entender que todos os Vereadores fizeram sua parte, cada um trabalhando a sua maneira. Sinto-me feliz de poder trabalhar nesta Casa, numa irmandade, onde encontramos amigos, colegas, homens e mulheres bravos, que lutaram para fazer o melhor pela nossa cidade. Concorri à Prefeita, fiz quase mil e seiscentos votos. Agradeço de coração a votação que tive, porque lutei com poucos recursos, meus recursos, sem ninguém mais ter doado nada; mas fiz uma campanha íntegra, alegre, disciplinada, não julgando ninguém. Nossa campanha foi uma caminhada saudável, com os recursos que tive, sendo que optei por trabalhar pela ética, pela moral e pelo respeito à democracia. Não retalhei ninguém nos debates, nas aproximações, fui amiga de todos. Muitos me perguntavam se era verdade que estava trabalhando para o candidato Marcelo Cardona, se estava desistindo de minha candidatura. Respondia que não estava trabalhando para ele e não estava desistindo da minha candidatura. Como me perguntavam isso com relação aos candidatos Heitor Lermen e Paulo Azeredo. Respondia que não, que estava trabalhando pela minha candidatura. Disse também que respeitava todos os meus oponentes políticos, porque entendo que meu respeito termina onde começa o do meu próximo. Então, se queremos ser respeitados, teremos que dar o respeito. E assim foi a nossa caminhada: humilde, simples, junto com o professor André Venâncio e os que concorreram a Vereador. Fizemos um trabalho tranquilo, olhando no olhinho das pessoas, dizendo que o que queríamos era uma Montenegro como todos nós queremos. Posso dizer que o Paulo Azeredo foi um guerreiro. Muitas vezes passei pelos supermercados da cidade e o encontrei sozinho, caminhando com o microfone na mão, dirigindo um automóvel, fazendo a sua campanha. Uma vez, parei meu automóvel e brinquei com ele: “Isto aí, corajoso!”. E ele seguiu sua caminhada dessa forma, muitas vezes não tendo panfleteiro para acompanhá-lo, mas ele não desistiu. Foi para a rua pedir o voto de confiança para a população. Como é importante conhecermos pessoas corajosas. Acho que todos os candidatos foram bem corajosos. O povo, sendo soberano, elegeu o deputado Paulo Azeredo para Prefeito desta cidade. Acredito piamente que ele vá desempenhar seu trabalho. Sabemos que é difícil e árduo administrar uma cidade, mas acredito no potencial do Deputado e que ele irá fazer o melhor pela nossa cidade. A luta do Paulo não foi para derrotar ninguém, foi para ganhar a eleição. Parabenizo o Deputado Paulo Azeredo, nosso Prefeito, que assume em primeiro de janeiro de dois mil e treze. Tudo o que queremos é que nos quatro anos vindouros possamos entender que a social democracia vá chegar a Montenegro. Muito se aprendeu com Leonel de Moura Brizola. Que realmente esta cartilha possa ser bem lida, estudada e aplicada, pois Brizola deixou um legado político fantástico. O Partido Democrático Trabalhista – PDT de Leonel de Moura Brizola, o qual fui uma das fundadoras. Meu marido foi o Primeiro Secretário ad hoc desse Partido em Montenegro. Aprendemos a amá-lo, mas com o decorrer do tempo partimos para outras caminhadas políticas, outras siglas partidárias, mas entendo que, em seu desempenho como Prefeito, o Deputado Paulo Azeredo irá fazer a parte social, o que consta realmente no Estatuto do PDT: o socialismo e a democracia. Tenho certeza e convicção de que, pela vontade dele ser Prefeito, irá provar realmente seu “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 2 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes programa de governo, exposto no Jornal Ibiá, que tenho uma cópia e que irei acompanhar. Parabéns ao Paulo Azeredo e a vocês do PDT. Amanhã estarei na carreata, fui convidada, e estarei também festejando esta festa democrática. Parabéns a você, Vereadora Rosemari, única mulher eleita, afirmando a garra da mulher montenegrina. Sejas feliz no teu mandato e que possas continuar em outras caminhadas, pleiteando talvez daqui a quatro anos outra galgada na tua vida, devido a teu brilhante trabalho. Parabéns ao nosso Presidente, por conduzir esta Casa maravilhosamente bem. Vereador José Alfredo Schmitz: Venho à Tribuna agradecer às pessoas que acreditaram no meu trabalho. Embora não tenha sido aprovado pela comunidade, muitas pessoas acreditaram no que fiz. Tudo que fiz e que estarei fazendo até o final do ano foi feito com dedicação, respeito e me dedicando ao máximo à comunidade. O povo entendeu dessa forma, temos que aceitar. Irei continuar trabalhando pela comunidade, já atuo em meios de comunicação a vida toda, eu que moro em Montenegro há trinta e um anos. Sempre trabalhando com projetos que visam justamente construir coisas positivas com a comunidade. O pleito tem dessas questões, temos que aceitar e nos prepararmos. Quando se coloca o nome à disposição, tem que saber que poderemos ser vencedores ou perdedores. A comunidade que escolhe, avalia, diz o que cada um representou e como entendeu o seu mandato, o seu projeto. Temos que aceitar o andamento dessa decisão. Estive muito preparado para todos os momentos. Desejo ao Prefeito eleito Paulo Azeredo muito sucesso no seu mandato. Desejo muito sucesso a todos os Vereadores que irão dar continuidade a seu trabalho ano que vem, e que possam aqui materializar todos os projetos de sua vida, de sua proposta de trabalho. Vivemos este ano um pleito eleitoral muito conturbado, sendo que não gostei do que vi, mas foi dessa forma. Espero que no futuro possamos construir campanhas eleitorais que mostrem mais o que cada candidato, cada pretendente ao cargo de Prefeito, de Vereador, possa realizar, para que a comunidade possa compreender melhor. Em maio, quando nesta Tribuna fiz o discurso na Sessão alusiva ao aniversário do Município, falei que o partido que tínhamos de valorizar, o partido pelo qual tínhamos que trabalhar, era o partido de Montenegro, e deixar as questiúnculas políticas, as ranzinzas que se acumulam ao longo do tempo, de lado. Desejo ao Prefeito eleito Paulo Azeredo que pense um pouco nisso e que possa colocar em prática uma política para o povo de Montenegro, porque qualquer divergência política vem em prejuízo à comunidade, que não gosta dessas questões. Vamos mostrar então o trabalho, e estamos sempre dispostos a contribuir para que o nosso Município possa crescer e se desenvolver. Desejo muito sucesso e que se olhe muito para a comunidade, porque esta carece de muitas coisas; se conseguirmos construir, avançar um pouquinho, será realmente muito importante. Encerrada a Hora dos Oradores, o Presidente determinou que se prosseguisse a Sessão com a Ordem do Dia, pedindo ao Secretário que fizesse a leitura da matéria a ser votada: 1. Pedido de Informação n.º 087/12, do Vereador Marcos Gehlen: Ciente da existência de uma Comissão Corregedora, a qual fiscaliza a atuação do Conselho Tutelar, bem como o andamento do órgão, pergunto: quais são as entidades e quem são seus representantes nessa Comissão? Favor anexar cópia da solicitação de desincompatibilização da Conselheira Joseana Paz para candidatura a VicePrefeita. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por oito votos. 2. Parecer da Comissão Geral de Pareceres n.º 122/12, favorável ao Projeto de Lei n.º 104/2012, do “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 3 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Executivo Municipal, que o autoriza a repassar recursos ao Grupo Tarca de Arte Nativa no valor de R$ 218.685,45, mediante Termo para cobertura de déficit da 4ª Expomonte. Em discussão, a Vereadora Rosemari Almeida: No dia dezesseis de agosto, recebemos esse projeto de lei envolvendo o Grupo Tarca. Dia vinte de agosto, tivemos o primeiro Parecer Jurídico, no qual foram formulados alguns questionamentos para que o Poder Executivo pudesse esclarecê-los. No dia vinte e sete de agosto, diante de uma resposta insatisfatória do Executivo, um novo Parecer Jurídico foi gerado, datado de três de setembro, o último que temos sobre o projeto. Após esse Parecer, no dia vinte e seis de setembro, foi enviado a esta Casa o Ofício 756/2012-GP, contendo sete laudas de esclarecimentos referentes ao projeto em questão, com explicações totalmente contraditórias àquelas emitidas na primeira resposta do Executivo; até agora não se consegue vislumbrar, em algumas situações, se a correta era a primeira ou a segunda resposta. Em momento algum, nesta Casa, se pensou em prejudicar o Grupo Tarca ou que não ocorresse o pagamento daquelas empresas que trabalharam na Expomonte. Em questão de Ordem, a Vereadora solicitou que fosse lido trecho da Ata da reunião da Comissão Geral de Pareceres – CGP 34/2012, referente à discussão do projeto de lei 104/2012. O Presidente solicitou ao Secretário que fizesse a leitura do mesmo. Após a leitura, a oradora retomou a palavra. Ressalto o que foi dito pelo Senhor Presidente: “Se o Legislativo não aprovar o projeto, o Executivo poderá fazer os pagamentos por ressarcimento, mas antes tem que haver um posicionamento da Câmara”. A minha intenção, depois dos esclarecimentos do dia vinte e seis de setembro, era fazer um Pedido de Vistas ao projeto hoje; mas não podemos atrasar mais esta votação, porque essas pessoas têm que ser ressarcidas. Só que ficou bem claro que “perguntado ao Consultor Jurídico se havia nova manifestação após os últimos esclarecimentos encaminhados pelo Executivo, este respondeu que reiterava integralmente os termos do Parecer data de três de setembro”. Portanto, Parecer contrário. Nós não temos como votar favoravelmente esse projeto da forma como ele está. Mas sabemos que haverá ressarcimento e queremos que isso ocorra sim, que o Executivo tome providências quanto àquilo que fez na Expomonte. Ressalto também que dentro desse projeto houve uma grave infração à Portaria Interministerial n.º 507/2011, que foi totalmente descumprida, e não podemos arcar com esse desrespeito à Portaria quando ela fala da contratação de empresas privadas sem fins lucrativos. Diante de tudo isso, de um projeto que não está correto, de um Parecer que mantém a posição contrária ao projeto, onde temos a garantia de ressarcimento, que o Executivo proceda como procedeu naquele aluguel de lonas da outra Expomonte, em que houve o ressarcimento, porque nós não temos condições de aprovar o projeto como ele está. Vereador Joacir Menezes: “Nós” podemos ou não podemos, é uma questão de mérito, Vereadora Rosemari. A senhoria poderia dizer “eu não posso”, “eu não devo”, “eu não quero”. A senhora não pode dizer “nós não podemos”. Eu não estou incluído nesse seu “nós”. Continuo com minha posição, pois não podemos prejudicar as pessoas que prestaram o serviço. A comunidade que foi beneficiada curtiu a festa de uma forma brilhante, mesmo com os percalços que ocorreram, com a intempérie, etc. Voto favorável a esse projeto, mais em benefício da própria comunidade e das pessoas que prestaram o serviço. Vereador Laureno Renner: Ficamos numa “sinuca de bico”. Infelizmente é dessa forma que, muitas vezes, o Executivo nos coloca. Todos os anos se repete a mesma coisa. Na “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 4 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes realidade, não foi o Grupo Tarca que organizou a festa; quem organizou a festa foi a Administração, e ela termina encontrando alguém para assumir o ônus. Foi bem colocado pelo Parecer Jurídico que a Administração só quis se ver livre de licitar o serviço. E aí termina alugando uma entidade que não sabia tudo o que acontecia, porque me lembro muito bem quando eles vieram aqui para uma reunião e o Vereador Ari alertou: “Vocês sabem o que estão assumindo?”. Eles não sabiam o que estavam assumindo. Mas sabemos que isso vem acontecendo há bastante tempo. Nós, enquanto Vereadores, não podemos concordar que as coisas continuem assim. Não estamos negando o pagamento. Se eles têm como ressarcir, que eles façam isso, ao invés de usar os Vereadores, inclusive jogando as entidades e as pessoas que têm por receber, que depende dos Vereadores aprovarem ou não. É muito triste quando um Executivo age dessa forma. Mas é isso que temos assistido em Montenegro. Não posso aprovar um projeto nessa situação. Vereador Carlos E. de Mello: Sempre votei a favor ou contra os projetos. Quando o Executivo diz que se a Câmara rejeitar, paga por ressarcimento, acho até que já deveria ter pagado os seus credores, porque a Câmara aprova ou rejeita, de qualquer maneira o Executivo irá pagar, com a aprovação ou com a rejeição. Nesse caso, mudo meu voto da CGP e voto hoje contrário ao projeto. Vereador José A. Schmitz: Acredito que esse assunto foi bastante debatido na Casa desde a aprovação da Lei que autorizou o Município a fazer o convênio. Por unanimidade, os Vereadores aprovaram o convênio que previa, caso houvesse prejuízo, que o Município assumiria e repassaria para o Grupo Tarca. Está se discutindo agora uma questão de valores, se deu prejuízo ou não, mas isso já está provado há muito tempo. Tudo que se está falando são questões meramente políticas. Aprovamos que o Município pudesse fazer o convênio e o nosso Consultor deu Parecer favorável a fazer o convênio. Ele foi executado, se houvesse lucro, ele iria para uma conta para realização do próximo evento; se houvesse prejuízo, o Município repassaria. Houve esse prejuízo e o Município está pedindo uma autorização do Legislativo para repassar os recursos para cobrir o déficit. A votação foi protelada para que todos os Vereadores pudessem avaliar o relatório de gastos da festa. Para realizar esse pagamento o Executivo precisa de autorização legislativa. Não vejo nenhum problema, porque todos os Vereadores aprovaram o convênio e que se houvesse prejuízo, o Município repassaria o recurso. Vereador Marcos Gehlen: Não retiro uma palavra do que disse na CGP, na qual a Vereadora Rosemari não estava presente. Não foi o Poder Executivo que se manifestou dizendo que pagaria de qualquer forma por ressarcimento; todos que conhecem o trâmite sabem que nesse caso é possível fazer o pagamento por ressarcimento, como foi feito da última vez. Todos sabem que a Prefeitura sempre tem dificuldades com a prestação de contas, mas que ao fim e ao cabo acaba acontecendo. A questão da próxima Administração, de certa forma é também uma provocação para que isso não venha a acontecer novamente, porque ora estamos de um lado, ora de outro, ou seja, criticar do lado de cá é bom; quando estamos do lado de lá precisamos demonstrar que nossa crítica tem razão de ser e que nós faremos diferente. Na qualidade de Presidente, me senti na responsabilidade de colocar esse projeto em votação. Inclusive porque, conversando com outros colegas, eles também manifestaram que muitas das pessoas que prestaram serviço durante a Expomonte estão a ponto de terem o seu estabelecimento fechado por conta do pagamento dessa prestação de serviço. Precisamos colocar nosso voto em ação, “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 5 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes aprovando ou rejeitando esse projeto, para que o trâmite lá no Executivo possa ocorrer de forma um pouco mais acelerada e que não viemos a ser coniventes com o prejuízo de alguns prestadores de serviço que têm a necessidade desse recebimento. Levado o Parecer à votação, foi rejeitado por cinco votos, sendo favoráveis os Vereadores Iria Camargo, Joacir Menezes, José A. Schmitz e Marcos Gehlen. 3. Parecer da Comissão Geral de Pareceres n.º 123/12, favorável ao Projeto de Lei n.º 117/2012, do Executivo Municipal, que ratifica convênio com a METROPLAN, inclui ação na LDO 2012 e o autoriza a abrir crédito especial no valor de R$ 974.692,12 (pavimentação asfáltica da Rua Campos Neto). Levado o Parecer à votação, foi aprovado por nove votos. 4. Parecer da Comissão Geral de Pareceres n.º 124/12, favorável ao Projeto de Resolução n.º 13/2012, do Vereador Laureno Renner, que altera redação § 2º do art. 2º da Resolução n.º 181/2010, que institui premiação aos projetos vencedores em cada categoria da Exposição de Trabalhos Técnicos – EXPOTEC, coordenada pela Escola Estadual Técnica São João Batista. Levado o Parecer à votação, foi aprovado por oito votos. 5. Parecer da Comissão Geral de Pareceres n.º 125/12, favorável ao Projeto de Lei n.º 118/2012, do Executivo Municipal, que inclui ação na LDO 2012 e o autoriza a abrir crédito especial no valor de R$ 223.260,00 (equipamentos e material permanente – SMHAD). Levado o Parecer à votação, foi aprovado por nove votos. Terminada a Ordem do Dia, passou-se às Explicações Pessoais. Vereador Marcos Gehlen: Queremos agradecer a todas as pessoas que confiaram no nosso trabalho e referendaram a nossa permanência na Casa. Estamos muito emocionados, recebendo parabéns tanto pela votação, que foi muito importante para a nossa jornada política, que está num crescendo e que irá muito longe ainda, como pelo nosso aniversário. Ficamos muito felizes, porque este é o sentimento que deve permear a vida do ser humano: a felicidade. As questões menores, devemos deixar num segundo plano, questões que muitas vezes deixam a vida do ser humano mais feia. Fico contente de estar encontrando essa felicidade plena no meu trabalho, na minha família, no ambiente em que vivo. Vemos tantas pessoas infelizes na sua profissão, nos seus relacionamentos, e isso é uma doença da sociedade contemporânea. Então, quando conseguimos estar felizes em meio aos amigos com aquilo que estamos vivendo, é muito interessante, porque não sabemos o que será do dia de amanhã. O Vereador Schmitz usou o termo “perdedores”, palavra que não é do seu vocabulário e que, portanto, me permito corrigi-lo. Nesse processo não há perdedores; saem todos sempre vencedores: estar à disposição de uma comunidade, pedindo o voto mesmo, embora paire sobre nós o estigma de quem não faz nada, de quem ganha muito dinheiro, de quem tem um discurso demagógico, por conta do cenário político que por vezes está muito distante da gente. Por tudo isso, todos saem desse pleito vencedores, não há perdedores nesse pleito. Quem se dispõe a participar de uma eleição e faz dez votos, como foi o último colocado dessa eleição, temos que respeitar as dez pessoas que votaram naquele ser como, quem sabe, um ente de transformação da sociedade. Quero parabenizar a todos aqueles que permanecem com a sua intervenção neste espaço de política, porque os espaços políticos são múltiplos. Há pouco estava no Conselho Tutelar, hoje estou aqui. A comunidade me trouxe para mais quatro anos, mas quem sabe poderia estar atuando em outra área. Quero parabenizar a coligação “Aliança com o Povo”, que teve o seu êxito em cinquenta e seis votos de diferença. Isso estabelece um novo paradigma para “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 6 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Montenegro, porque vencer uma eleição por essa diferença também não é para qualquer um, nem para qualquer cidade. Uma eleição acirrada, dura, e que venceu a vontade popular, por cinquenta e seis votos, mas venceu. Tivemos um pleito, que foi a questão do plebiscito que levaria o Centro Administrativo para a “grande Timbaúva”, e que até agora não foi respeitada a vontade popular que decidiu que ele fosse para lá. O que falei na CGP, trago de volta: espero que a próxima Administração cumpra aquilo que não foi ela que fez, mas que ficou nítido que é a vontade popular. Por último, fazer a análise com relação à eleição de apenas uma mulher para o Poder Legislativo Municipal, já que as mulheres estão dominando todos os mercados com muita competência. Num pleito eleitoral com várias candidatas interessantes, volta a Vereadora Rosemari como a mais votada dessa eleição. Meus parabéns a senhora, mas gostaria de ver mais mulheres nesta Casa. Mesmo não tendo mais mulheres, estarei ao seu lado para o que for importante para a nossa comunidade. Tenho certeza que dentro desta Casa foi muito respeitosa essa eleição entre os Vereadores. Recebi, durante essa caminhada, algumas pessoas dizendo que iriam votar no vereador fulano ou sicrano, e eu sempre referendei da seguinte forma: “É um bom candidato, que bom que o senhor já decidiu o seu voto, isso é um sinal de responsabilidade com o seu voto”. Diferente do que ouvi de outras pessoas, inclusive ao meu respeito, mas essa parte feia não precisamos ver. Em aparte, o Vereador Carlos E. de Mello: Sou testemunha do que o senhor está dizendo. Em lugares em que nos cruzamos, pessoas que disseram que iriam votar em mim, o senhor disse que estariam votando bem, e da mesma forma fiz com o senhor. Com certeza o senhor não ouviu nada de mim, de agressão, ou de algo diferente com relação ao pleito. É muito gratificante para nós uma eleição com respeito e dedicação. O orador retoma a palavra: Destacar um ponto importante que foi a questão dos materiais diante das seções eleitorais. Vi com pesar muito material, muito lixo nas ruas, mas não vi nenhum panfleto do Senhor, Vereador Braatz, como tenho certeza que o senhor não viu nenhum panfleto meu. Aos meus amigos e militantes deixei a orientação para que não fizessem isso e por onde andei não vi nenhum dos meus materiais, como não vi do senhor também. É um avanço. Encerradas as Explicações Pessoais, o Presidente convidou os Vereadores para reunião da Comissão Geral de Pareceres, na terça-feira, às oito horas e trinta minutos, encerrando a presente sessão às vinte horas e dez minutos, da qual é lavrada esta ata. Sala de Sessões, 11 de outubro de 2012.............................................. Ver. Joacir Menezes Ver. Marcos Gehlen -“Tuco” 1.º Secretário Presidente “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 7