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sessao nº 1

Tipo Ordinária
Número / Ano 1
Date 2013-01-03
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Documents (1)

ata #

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ATA N.º 1565/13
Aos três dias do mês de janeiro de dois mil e treze, reuniu-se o Legislativo Municipal,
em Sessão Ordinária, presidida pela Vereadora Rosemari Almeida (PP) e secretariada
pelo Vereador Márcio Miguel Müller (PTB); presentes os demais Vereadores: Ari
Arnaldo Müller (PDT), Carlos Einar de Mello – Naná (PP), Dorivaldo da Silva –
Dorinho (PDT), Gustavo Zanatta (PP), Joacir Vanderlei Menezes da Silva (PMDB),
Marcos Roberto Gehlen (PT), Renato Antônio Kranz (PMDB) e Roberto Braatz (PDT).
Às dezenove horas, a Presidência abriu os trabalhos e solicitou ao Secretário que
procedesse a leitura do salmo bíblico e do Resumo da Ordem do Dia da Ata anterior
– 1562/12 – que foi devidamente aprovada; também foram aprovadas as Atas
1563/13 – Sessão Solene de Posse dos Vereadores, Prefeito e Vice-Prefeito – e
1564/13 – Sessão de Posse e Eleição da Mesa Diretora. Após, foi lido o Expediente e
dado seu destino. Na sequência, teve início a Hora dos Oradores. O primeiro a se
manifestar foi o Vereador Carlos E. de Mello, nos seguintes termos: Quero
agradecer aqueles que confiaram no meu trabalho e me trouxeram mais uma vez
para esta Casa. Agradecer o apoio que obtive de minhas irmãs durante todo esse
processo de eleição. Quero parabenizar os meus colegas que foram reconduzidos a
esta Casa, bem como desejar sucesso, que sejam bem-vindos, os novos Vereadores,
que iniciam seus trabalhos este ano. Dizer que sempre pautei meu trabalho como
Vereador pela seriedade no trato com as questões do nosso povo e que exercerei
mais este mandato buscando fazer o melhor para as pessoas que vivem nesta
cidade. Vereador Gustavo Zanatta: Hoje é minha primeira vez na Tribuna. Há
dois meses frequentando as sessões nas quintas-feiras, me imaginava falando
agora. Hoje à tarde, estive pensando: será minha primeira vez. O Vereador Naná
tem seis mandatos. Será que ele se lembra da primeira vez em que esteve aqui
neste lugar, falando, assim como todos os demais também? Acho que fica marcado.
Para mim vai ficar, com certeza, assim como o dia em que fui eleito. Se estamos
aqui foi graças às pessoas que votaram na gente. Acredito que vamos dar sequência
a um trabalho realizado da melhor maneira possível nos quatro anos anteriores. Se
somos representantes do povo – espero que façamos um trabalho que, acima de
tudo, independente do Partido no qual a gente está –, temos de erguer a bandeira
da comunidade. Só tenho a agradecer por estar presente aqui. Acredito que vai ser
um primeiro ano de muito aprendizado, mas com minha dedicação, trabalhando
juntamente com meu Assessor Parlamentar, Renan Boos, e com apoio de vocês,
tenho certeza de que vai ser um ano de muito aprendizado, mas também de muitos
resultados. Vereador Marcos Gehlen: Primeiro, gostaria de saudar de forma
muito especial a Presidenta, Vereadora Rosemari Almeida, que esteve ao meu lado
durante todo o ano de dois mil e doze, na qualidade de Vice-Presidente desta Casa.
Muitas vezes, tive que lhe transmitir a presidência para poder vir à Tribuna fazer
meus pronunciamentos. Hoje, com grande alegria, vendo-a sentada na cadeira de
Presidente. Na qualidade de Vereador, saúdo-a, assim como a toda Mesa Diretora.
Como líder do Partido dos Trabalhadores–PT, estou muito feliz por estar fazendo
história na nossa cidade, vez que sou o primeiro Vereador do PT de Montenegro a
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alcançar a reeleição, sobretudo com uma votação muito importante para nossa
caminhada de vida pública. Para mim, é o reconhecimento de um trabalho que foi
diuturno, sério, e que continuará desta mesma forma. A comunidade montenegrina
está de parabéns, por estar cada vez mais atenta às atividades dos poderes
públicos. Em dois mil e oito, tivemos uma renovação de cinquenta por cento no
Legislativo. Agora, em dois mil e doze, novamente renovação de quarenta por cento
nas cadeiras do Poder Legislativo. Um sinal de que a comunidade está atenta,
acompanhando o trabalho de seus representantes. Vejo com muito bons olhos a
eleição de todos os Vereadores, mas quero destacar o Vereador que me antecedeu
na Tribuna, Gustavo Zanatta, pela sua juventude. Isso, para mim e a cidade de
Montenegro, é um sinal de que a política pode ser exercida por jovens, por novos
talentos que estão chegando para fazer a diferença, para se somar aos esforços
daqueles que já estão protagonizando há muito tempo aqui, caso dos Vereadores
Naná, Braatz, Ari Müller e Joacir Menezes. Junto com aqueles que estão aqui há
muito tempo, vem a juventude para fazer um somatório, mostrar, deixar sua marca,
vem com um “gás” novo, uma visão diferenciada, que a juventude traz intrínseca
nas suas atitudes. Este será também um ano muito produtivo na Câmara. Penso que
a comunidade de Montenegro mais uma vez está muito bem servida com os seus
legisladores. Claro que não é uma tarefa muito fácil: um novo governo, novos
pensamentos. Estamos aqui para fiscalizar, para contribuir. De fato, esta oxigenação
de quarenta por cento traz também algumas marcas, com as quais teremos também
que nos adaptar aqui no Poder Legislativo. Mas o mais importante é que, sobretudo
onde se trabalha em colegiado, ninguém consegue fazer nada sozinho,
isoladamente. É preciso que possamos estabelecer muitas alianças positivas e
produtivas, para que o Legislativo possa cumprir com o seu papel, de legislar,
fiscalizar, estar ao lado do povo e, muitas vezes, de estar ao lado do Poder
Executivo também, assessorando, apontando caminhos, fazendo as críticas
construtivas e contribuindo para que possam ser executadas as melhorias que nosso
povo necessita e merece. Quero desejar a todos os nove colegas Vereadores
sucesso. Podem contar sempre com este Vereador, que estaremos lado a lado
batalhando em prol da nossa comunidade. Vereador Ari Müller: Minha alegria em
poder estar aqui mais uma vez. Agradeço aos montenegrinos, principalmente
àqueles que me deram seu voto de confiança pela terceira vez, outros pela primeira,
e por poder representar o nosso povo na Câmara de Vereadores. Agradecimento
especial a meus colegas produtores rurais. Sou produtor rural, mais uma vez fiz
quarenta por cento dos meus votos na zona rural, que detém, atualmente, quarenta
por cento dos votos de todo o Município, sendo que, desses, obtive quinze por
cento. Justifico meu voto na Sessão anterior, em que foi eleita a nova Mesa Diretora.
Conversei ontem com a Presidenta, Vereadora Rosemari, e lhe justifiquei minha
abstenção. Nunca me abstive em eleição de votação da Mesa Diretora, mas não
concordo com a maneira como ela ocorreu, porque foi quebrado acordo firmado há
quatro anos. Ideia do Vereador Braatz, e me surpreendeu que o Vereador
participasse agora dessa negociação. Ele não representa o Partido, eu e o Vereador
Dorivaldo não lhe demos procuração. Fiquei chateado com isso. A reunião foi
organizada na casa da Presidenta Rosemari. Até cheguei a pensar que o Partido
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Progressista–PP perdeu o norte, com a saída do Vereador Marcelo Cardona da
Câmara Municipal. Tínhamos um acordo e este foi quebrado. Quando fiquei sabendo
dessa reunião, pensei: não fui convidado, nem os Vereadores Dorivaldo e Marcos
Gehlen. Pelo que me consta, o Vereador Renato Kranz também não. Convidaram-me
para a outra chapa e disse que, infelizmente, não era isso que queria. Havíamos
marcado reunião da Executiva do Partido Democrático Trabalhista–PDT, para tratar
do assunto. O Vereador Braatz não podia comparecer, a reunião não saiu e a outra
saiu antes; mas a senhora é nossa Presidenta, lhe desejo sucesso e vamos tocar em
frente. A Mesa foi formada e me abstive do voto, mas a política é muito dinâmica. O
Vereador Joacir diz, às vezes, que não somos ovelhas clonadas. Como a política
muda! O Vereador Renato me disse que, na mesa onde sentam os Vereadores
Braatz, Tuco e o PP, ele não sentaria. Vereador, no fim o senhor participou da Mesa
Diretora e hoje senta ao lado do Vereador Tuco. Isso é política! Como às vezes
temos que engolir o que botou para fora e morder a língua. Isso passou, temos que
nos unir, trabalhar muito. Sabemos da nossa responsabilidade. Somos os dez
escolhidos e nossas responsabilidades com o povo são muito grandes, temos que
trabalhar. Um Poder independente, mas temos que pensar também no bem comum.
O voto é soberano, mas nossa Câmara tem que ser unida e transparente. Temos
muito a fazer. O nosso Partido assumiu o Poder Executivo, vendo que há muita coisa
a ser feita. Temos muitas promessas. Vereador Naná, sua Indicação, com certeza,
será atendida. Foi previsto em nosso plano de governo que em janeiro iríamos
contratar um Agrônomo e um Veterinário. Há necessidade de fazer contratação
emergencial, pois nossa safra de citros em pouco tempo estará iniciando e
precisamos de alguém que dê o Certificado Fitossanitário de Origem–CFO. Hoje, o
senhor bem sabe que temos muita nota fiscal da citricultura que não é extraída por
falta do CFO e precisamos também de um Veterinário, para atender nossos
produtores rurais. Com certeza será atendida, já está em nossos planos. Não
querendo desmerecer sua Indicação, é muito boa, é válida, o senhor que se
identifica também com o produtor rural. Esta semana disse brincando ao Vereador
Naná: produtor rural é aquele que tem terra ou arrenda, que planta e tem Talão do
Produtor e, de preferência, ainda seja filiado a sindicato. O Vereador Renato tem
Talão. O Vereador Márcio vem da bancada ruralista também, mas não sei se
conhece uma enxada, mas vamos formar nossa bancada. Em aparte, o Vereador
Carlos E. de Mello: O produtor rural não é somente esse; tem também o que reside
na cidade, tem chácara no interior e pessoas que nela trabalham. Comigo é
diferente. Não sou um grande produtor rural, mas resido no interior, onde nasci e já
estou no quinto mandato. Moro no interior e produzo mais ou menos, mas lá estou.
O orador retoma a palavra: Com certeza, o senhor é da bancada rural. Quero dar
boas vindas aos novos Vereadores, que se unam a nós para trabalharmos em prol
deste Município. Vereador Dorivaldo da Silva: Em primeiro lugar, agradecimento
especial a Deus. Em segundo, à minha esposa Marimeire, que assiste a esta Sessão;
à minha nora, Cris, filhos Cássio e Bruna, o genro Carlos, pessoas fundamentais na
minha caminhada política e também a meus netos Eduardo e Daniel, aqui presentes.
Gostaria de dizer o quanto eles foram importantes na minha caminhada. Chegava do
serviço à noite e fazia minha campanha. Sou grato a Deus, a eles e as setecentas e
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setenta e nove pessoas que mais uma vez confiaram o voto a mim. Estou muito
orgulhoso. Na eleição passada não tive êxito em me eleger. Não tive como uma
derrota, pois fiz oitocentos e onze votos e fiquei de fora; mas fiz algo bastante
impossível: voltar a esta Casa. Poucos Vereadores que saem conseguem voltar, até
pelo número existente. Tinha responsabilidade muito grande com estas pessoas que
me confiaram o voto mais uma vez. Com respeito à Mesa Diretora, já conversei com
a Senhora, Vereadora Rosemari. Jamais não lhe daria um voto. No saguão, no dia
da posse, disse para o Vereador Márcio, quando me perguntou, que votaria no
Joacir, estava tudo acertado. Só dei uma volta por ali e quando cheguei ao Plenário
era outra coisa. Foi por isso a minha abstenção, não porque tenha algo contra a
senhora. Desejo sucesso e é bom que saibas: não confies no dito atrás das paredes,
porque podemos falar uma coisa ali e aqui acontecer outra. Temos que ficar atentos,
trabalharmos junto, mas são meio difíceis as coisas. Também gostaria de fazer um
agradecimento especial a meu amigo, ex-colega Vereador e ex-Prefeito, Percival de
Oliveira, pelo trabalho prestado em oito anos a Montenegro, e ao Vice, Marcos
Griebeler. Seria muito fácil chegar aqui e fazer oposição, só falar das coisas erradas,
mas eles fizeram muitas coisas boas para nossa cidade. Tive o prazer de trabalhar
dois anos e dez meses na Diretoria de Habitação. Não é só pelo serviço que ele me
deu, é pelas coisas boas que ele fez pelo nosso Município também. Agradeço à
Administração que se afasta e parabenizo meu candidato à Prefeito, Paulo Azeredo,
que também é o do Vereador Braatz. Da mesma forma que os parabenizo, estou
descontente com algumas coisas na transição de governo com as quais não
concordo, mas “roupa suja se lava em casa”. Estou descontente com algumas
situações. O jeito é agora nos unirmos, trabalharmos juntos, independentes, como
falou o Vereador Ari. Aqui às vezes temos ideias trocadas, mas tenho um trabalho
humilde. Não sou um Vereador de grandes projetos; mas fiz muito trabalho de
“formiguinha”. Na Sessão de hoje apresentei Pedido de Informação sobre o
asfaltamento da Rua Campos Neto. Até sei que vai sair a Campos Neto. No meu
mandato anterior, levei a imprensa para fazer matéria ali, até anexei foto para o
Prefeito Paulo ver. Acho que está incluída nos onze projetos que o Percival deixou,
mas a Rua Campos Neto merecia estar asfaltada há muito tempo, pela quantidade
de empresas e escolas nela situadas. Certamente será agora, no início do ano, assim
como vai ser atendida minha Indicação para a área dos Trilhos, que antes pertencia
à Rede Ferroviária Federal e, atualmente, ao Município. A meu convite, o Prefeito
Percival e, se não me engano, o Vereador Naná, esteve visitando o calçamento feito
na área da antiga Rede Ferroviária, em Portão. Anexei foto do local na Indicação ao
Prefeito Paulo, sugerindo que é possível e daria uma melhoria digna ao pessoal dos
Trilhos. Espero que ele possa olhar com carinho essa Indicação. Sua promessa foi
ajudar aquele pessoal. Caso esse projeto venha para cá, que não seja apenas de um
Vereador. Poderíamos trabalhar unidos pelas melhorias nos Trilhos, pois eles
merecem. Seria pouca coisa, sabe-se que as ruas são estreitas. Não precisaria fazer
tudo, poderia ser de trecho em trecho. As escrituras dos terrenos estão saindo, sua
entrega começou por uma das pontas da área, algo que trará muitas melhorias para
aquelas pessoas. Agradeço o carinho dos funcionários em minha saída e agora na
volta. Nunca me afastei, passava por aqui de vez em quando. Podem contar com um
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amigo na Câmara. Não tenho mácula de ninguém. Nós dez eleitos temos que
trabalhar unidos em um só pensamento: o respaldo às pessoas que nos colocaram
aqui. Vereador Márcio Müller: Vou repetir meu primeiro discurso quando assumi
como Vereador nesta Casa, em quatro de janeiro de mil novecentos e oitenta e
nove: “Hoje é um dia muito especial para mim, pois neste momento começo uma
nova caminhada na vida. Depois de amanhã, sexta-feira, saio de uma escola, a
Unisinos, onde receberei meu diploma de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e
já estou assumindo outra, de responsabilidade muito maior, a escola da política, a
escola da vida pública, na qual existem dezessete alunos interessados em aprender
e dar a sua contribuição para o Município. Quero deixar registrado uma homenagem
‘in memoriam’ ao meu pai Romaldo Jacob Müller, sem o qual ficaria muito difícil a
realização desta conquista. Nesta Casa, nesta escola, a matéria principal a ser
apreciada serão as letras, as leis, mas o que contará mesmo para Montenegro será a
matemática, pois sem ela nada faremos por Montenegro, visto que é com ela que
aprenderemos a somar e multiplicar. Portanto, meus colegas, para que Montenegro
cresça, é necessário que trabalhemos unidos e multipliquemos esforços, sendo que
venham aqui com o intuito de somar e multiplicar, e peço que esqueçam as outras
operações matemáticas que não trazem o melhor para Montenegro, quais sejam a
subtração e a divisão. Somos privilegiados porque fomos eleitos para fazer a lei
maior do Município. Temos a responsabilidade de fazer a Lei Orgânica Municipal,
atendendo as necessidades locais, bem como promovendo a participação de todos
os segmentos da sociedade, para que ela se torne o mais democrática possível.
Temos, também, a responsabilidade de resgatar a imagem do político brasileiro,
hoje desgastada pela incompetência do governo José Sarney e por alguns políticos
que visam locupletarem-se à custa do erário público. Espero que as animosidades
entre as pessoas desapareçam e que o bom senso seja a linha de atuação de cada
um de nós. Porque é só somando e multiplicando esforços que nós faremos a
operação matemática que Montenegro mais precisa. É assim que faremos surgir a
Montenegro que todos nós queremos: a Montenegro do futuro, construída no
presente através de nossas próprias mãos.” Hoje a história se repete, vinte e quatro
anos após. Refaço o discurso e vejo nele um caminho a ser seguido: somar e
multiplicar. Fico orgulhoso ao ouvir o discurso do Vereador Zanatta, que um dia vai
ser lembrado, pois fica nos anais da Casa, e hoje estou relembrando o discurso que
fiz há vinte e quatro anos, que serve para o momento, para a ocasião. Recomeço a
caminhada deixada para trás há vinte e quatro anos, quando fui o primeiro Vereador
eleito pelo PT e o Vereador mais jovem do Município, com vinte e quatro anos. Fiz
cento e cinquenta e seis votos, cuja soma é igual a doze. Nesta eleição fiz
setecentos e trinta e dois, cuja soma também é igual a doze. Aproveito para
agradecer a todos aqueles que votaram em mim e acreditaram na minha pessoa
para retornar ao Legislativo. Como disse o Vereador Dorivaldo, que me antecedeu
na Tribuna: “Como é difícil retornar!”. Mas não é impossível, é só querer. Concorri
em outras quatro eleições: de mil novecentos e noventa e dois, dos anos dois mil,
dois mil e quatro e dois mil e oito. Respectivamente, fiz trezentos e catorze,
seiscentos e vinte e um, seiscentos e vinte e três, quatrocentos e setenta e oito e
setecentos e trinta e dois votos. Tive votos suficientes para me eleger nessas outras
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eleições, mas como o número de Vereadores era dez, acabei não me elegendo
porque o Partido não atingiu o coeficiente eleitoral. Por isso, caros Vereadores, nós
temos que ter a coragem de aumentar o número de Vereadores nesta Casa
Legislativa, para que os Partidos e o povo sejam mais representados. Cada Vereador
representa hoje em torno de seis mil e quinhentas pessoas. Isso tem que ser
mudado. Como é difícil concorrer com vocês que já fazem parte do Legislativo, como
o Vereador Naná, há muito tempo com mandato; o Vereador Tuco, que se reelegeu.
Agradeço, Tuco, tua hombridade de ter abrido mão para que este Vereador fosse
Presidente, muito embora sejas do PT e não tenha mágoa da minha pessoa, por ter
saído há muitos anos do PT. Escolhi o caminho que hoje considero errado, mas diz o
ditado: “Deus dá aquilo que é nosso, Deus não tira”. Vereador Renato: oito anos
Secretário do Município, nas pastas de Agricultura e de Educação e Cultura. Dizem
que foi um bom Secretário. Difícil concorrer contra ti. Vereadora Rosemari, a mais
votada. Roberto Braatz, que trabalhou comigo nesta Câmara há vinte e quatro anos,
também um bom Vereador. Vereador Dorinho: fico contente que te elegeste. Pelo
menos a Esperança, os Trilhos tem um representante. Quero também ter a honra
de, juntamente contigo, representar aquela região e, principalmente, os Trilhos,
onde minha sogra mora. Minha filha lá passa todos os dias pelos Trilhos, fica por lá
a maior parte do tempo, e hoje se encontra aquela buraqueira, lodo, buraco com
água dentro, os carros passando, molhando as pessoas. Há vinte e quatro anos ou
muito mais, desde que meu sogro mora no local, vindo de Santo Augusto, gente
trabalhadora. Muita gente fala mal dos Trilhos, da Esperança, mas lá só tem gente
humilde, trabalhadora, gente que merece respeito, merece muito mais da
Administração, que por muito tempo esperou, e até hoje estão esperando. Espero,
Vereador Dorinho, que contigo aqui na Câmara, comigo e com o Prefeito Paulo
Azeredo, de uma vez por todas, possa ser feita alguma coisa pelos Trilhos,
principalmente o calçamento, que estás indicando neste momento. Sou favorável ao
calçamento, inclusive ao rebaixamento em algumas áreas, que de tão levantadas a
água da chuva está escorrendo para dentro das casas. Tem que ser feita uma
melhoria para aqueles Trilhos. Sou teu parceiro, e se não fizerem nada, tem que
trancar os projetos do Executivo na Casa até eles fazerem alguma melhoria para os
Trilhos. O Vereador Ari, que me antecedeu, disse que eu não conheço enxada; mas
mesmo assim tem muita gente que se aposentou e não conhece enxada, ou nunca
trabalhou com enxada, nunca usou uma enxada, mas entrou na Justiça para
reconhecer o tempo de trabalho na lavoura. O reconhecimento do trabalho na
lavoura vem de quem vem da área rural. Eu me criei no interior, tenho satisfação
por ter me criado lá. Um dos motivos porque gosto dos Trilhos. Lá tem gente
humilde, que anda de chinelo de dedo, que vai à bodega tomar cachaça, cerveja,
assim como a gente fazia lá no interior, no Distrito de Costa da Serra, todo mundo
com humildade, sinceridade, olhava na cara um do outro, às vezes fazia uma fofoca
um do outro, como acontece, mas todo mundo estava numa boa. Por isso que fico
feliz e gosto muito daquele lugar. Em aparte, o Vereador Dorivaldo da Silva: Quero
também fazer parte do grupo dos agricultores, até porque nasci na localidade de
Serra Velha, onde tenho um pequeno pedaço de terra e sou plantador, tenho muita
coisa plantada. Então, também sou agricultor. O orador retoma a palavra:
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Exatamente, sabe o que é uma enxada. Abraço para o amigo Joacir, em muitas lutas
já estivemos juntos. Não foi desta vez que foste Presidente, mas gosto muito da tua
pessoa, a política é isto mesmo, é assim. Hoje não foi presidente, mas quiçá logo
adiante possas ser e possas ter meu apoio, porque não tenho nada contra Vossa
Excelência. Muito pelo contrário, te admiro como grande Vereador que és, também
um Vereador que ajuda bastante gente na Esperança e nos Trilhos, leva às vezes o
remédio, a solução para a saúde que a pessoa precisa. É muito importante essas
pessoas terem um Vereador que vá lá, batam na porta da casa. Ontem mesmo
estive nos Trilhos, caminhando, e, por isso, apresento, neste momento, um Pedido
de Providências, para que o Prefeito Paulo Azeredo venha arrumar o leito da Viação
Férrea. Inclusive, anexo fotos de onde estão os piores lugares que deverão ser
enfrentados de imediato pela Administração Municipal. Também faço uma Indicação,
porque fui testemunha de um acidente ocorrido na Rua Santos Dumont com a Rua
Capitão Cruz, em que um veículo vinha no sentido bairro-centro, da Rua Santos
Dumont, e uma moto bateu em sua lateral, resultando que duas pessoas foram
arremessadas bem longe. Felizmente não houve morte, mas é um local muito
perigoso. Esse acidente aconteceu justamente porque existe uma sinaleira simples
naquele local, e batia um pouco de sol na sinaleira. Fui até aquele local ver o que
estava acontecendo, se a sinaleira estava estragada, desligada, e realmente era
difícil ver o vermelho da sinaleira. Estou fazendo uma Indicação para que se
substituam todas as sinaleiras simples por sinaleiras de dupla sinalização vermelha.
É minha Indicação, acho que vai melhorar a situação do trânsito em Montenegro, vai
eliminar acidentes e inclusive mortes. Meu caro garoto Zanatta: um grande abraço e
um ótimo mandato para ti. Desejo todo sucesso, este Vereador que um dia esteve
aqui bem jovem, mais jovem que tu, mas hoje retorna com toda força. Vereador
Joacir Menezes: Por muitos anos vou continuar dizendo que aqui se discute
política. Todos aqui sabem minha posição e o momento em que aconteceu o que irei
falar. Falo olhando para as pessoas. Alguns vão enjoar de me ouvir dizer que a
política é uma nuvem passageira. É uma nuvem que não se entende, não é só aqui.
Vereador Zanatta, que por sua idade poderia ser chamado de meu filho, pelo pouco
que te conheço, sendo que tive o privilégio de trabalhar com teu pai na Tanac, você
aprende a conhecer as pessoas pelo tempo que tiver convívio com elas. Vi em ti o
seguimento, a semente do José Luís, teu pai: postura, firmeza, caráter, seriedade,
opinião. Tem que ter linha definida. Na política, não pode ser o que está
acontecendo hoje, o deputado José Genoíno e outros deputados. Antigamente,
dizíamos, como consideravam José Sarney, Antônio Carlos Magalhães e outros do
Partido do Movimento Democrático Brasileiro–PMDB, que os maus estavam lá, mas
em todos os Partidos têm maus políticos. Genoíno, cassado por fazer parte do
mensalão. Há vinte e quatro anos, conforme relembrou esta noite, o colega Márcio
falou que o político estava desgastado. Imagina hoje, se há vinte e quatro anos já
havia. Parabenizo o Vereador Gehlen. Pela primeira vez o PT reelege um Vereador,
por seu trabalho, sua postura. Parabenizo cada um que teve o sucesso de estar
aqui. Na política está inserida a criação. Não vou falar como alguns: que se criaram
no interior, que conhecem a roça. Nunca falei da minha história de infância, senão
daria para chorar. Fui engraxate em Ijuí, a vida me ensinou. Hoje, em qualquer casa
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que entre, que tiver as piores dificuldades, sei o que é ficar sem luz, sem água.
Minha mãe era costureira, meu pai pedreiro, eram separados. Graças a Deus, todos
nós tivemos um caminho. Meus irmãos venceram pela educação, trabalho,
honestidade e, na medida do possível, pelo capricho. Naquela época, era comum a
gente andar remendado. Minha mãe dizia: “Remendado sim, meu filho, mas limpo.”
Na vida política, nem tudo é “mar de rosas”. Aqui é um “baile de cobras”, temos que
“dançar de botas”. Não é bem assim, que “tudo é harmonia, vamos ser unidos e não
sei o quê”. Têm muitas vezes ações e mudanças estranhas. Cada um tem sua linha,
competência, trabalho. Por exemplo, o Professor Renato fez um ótimo trabalho.
Você, Vereador Dorivaldo, na Diretoria de Habitação. Na Administração do PMDB,
Marcos Griebeler também fez um ótimo trabalho, que marcou a história política de
Montenegro, a história de desenvolvimento da nossa cidade. Vereadora Rosemari,
quero lhe parabenizar, desejar sucesso no trabalho na Mesa Diretora deste ano. Não
foi desta vez que fui Presidente. Já fui Presidente desta Casa por dois mandatos em
dois momentos, que se fazia política também, que se costurava. O que não me
“desce” é quando alguém diz numa hora: “estou contigo”, chega daqui a pouco,
muda. O Vereador Ari já fez referência, mas isso é a política e muitas vezes a
comunidade não sabe, acha que tudo é “anjinho”, “santinho”. Não! Falando com
Paulo Pollet, que responde pelo PMDB, me parabenizou por ser Presidente da
Câmara. Disse a ele que não, a Presidenta é a Vereadora Rosemari, que é
competente. O Presidente do PP, Agenor Rigon, por exemplo, é meu amigo, quase
irmão. Tenho o maior respeito por ele, nunca misturamos política com amizade.
Hoje, me perguntou como que a Presidenta era a Vereadora Rosemari. Disse-lhe
que aqui há divergência no campo das ideias. Essa é a nuvem, é a política, dessa eu
entendo. Compreendo quem dizia, e que bom que houve esta mudança de postura:
“Não sento com o PP, não quero me misturar com o Vereador Braatz”. Não queria e
na reunião em sua casa, em que participei, e para a qual agradeço o convite,
discutimos sobre qual era o Partido. Quem me conhece sabe que é essa a minha
linha. Vereador Braatz cogitou de se compor uma Mesa pluripartidária, na qual eu
ficaria como Vice-Presidente. Já havia dito para os colegas há muito tempo: vou
colocar meu nome à disposição. E, diga-se de passagem: na legislatura anterior e na
atual, o que de certa forma é uma injustiça, a Presidenta ou o Presidente só tem
ônus, não tem mais um centavo de bônus. Caso seja feita uma verificação em todo
o país, dificilmente tem alguma Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa ou o
Congresso Nacional em que o Presidente não tem um diferencial em seu próprio
vencimento, como uma Verba de Representação, a que faz jus porque tem maior
compromisso, maior quantidade de eventos para participar. Mas nós mesmos, por
ideia do ex-vereador Marcelo Cardona, “cordeirinhos”, fomos todos atrás e
embarcamos neste “barco furado”. Presidenta: sei que quem vai responder para o
Tribunal de Contas este ano é a Senhora. O Vereador Márcio Müller já fez referência
ao que penso, ou seja, que nós pensamos diferentes. Acredito que os amigos do
Facebook, os quais é uma pena não estarem aqui juntos, mas seria bom, para
entenderem, qual é a representatividade, o número de Vereadores. Por se tratar de
um ano eleitoral, nós – vou me incluir – “trememos na base”, não aceitamos, não
concordamos em aumentar o número de Vereadores, a representatividade, mas é
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uma matéria que deverá ser rediscutida. Tenho certeza que a imprensa, pelo que
entendo de algumas manifestações que vi, também. Fazendo uma pesquisa com a
comunidade, acredito que isso poderá e deverá acontecer. Hoje o Prefeito é Paulo
Azeredo. Era um sonho e um desejo dele ser Prefeito. Está administrando sob um
toldo enquanto ocorrem mudanças no seu Gabinete. Hoje, o jornalista Márcio
Reinheimer estava no local, entrevistando e acompanhando a movimentação. O
próprio Chefe de Gabinete, Clóvis Domingues –“Cafundó”, estava envolvido
diretamente com o povo. É bom que haja esta alternância, porque, muitas vezes, o
que você fala é uma coisa, o que faz é outra. Estas pessoas hoje estão envolvidas e
de uma forma bem popular. Fui lá dar um abraço ao Prefeito, levar a preocupação
que tenho em relação a algumas mudanças que ele anunciou, como foi o caso da
retirada da rótula na esquina da Rua Buarque de Macedo com a Rua Simões Lopes
Netto, em frente ao Bar do Balaca. Tem que haver um redutor num dos lados. No
outro de cá, já existe porque senão vai dar a preferencial. Hoje o trânsito flui bem
em função da rótula, mas, no entendimento de ajudar a construir, é que fui trocar
uma ideia sobre esse assunto. Muito bem, deverão ser feitas algumas alterações
experimentais, para melhorar, o que é vontade de algumas pessoas, assim como do
Prefeito. Como já manifestei, quero ser parceiro da Administração, mas vamos ter
aqui muito tempo, muita discussão, muita caminhada, muita divergência de opinião.
Presidenta Rose: quero mais uma vez desejar que você tenha sucesso. Quero
parabenizar Sílvio Kaél, Janete Zirbes e o nosso Consultor Jurídico, Vinícius Kirsten,
que são funcionários competentes desta Casa. Fico preocupado, muitas vezes, em
ter alternância, e quem define se haverá muitas mudanças ou não é a Presidência.
Daqui a pouco, a vontade do meu amigo colega de Partido é retirar estas pessoas e
trocar por outras. Era, pelo menos. Pode ser que mude, na política é assim. Conheço
a Janete desde a época da Tanac, pela sua competência, dedicação, e tem sido aqui
conosco. Acho que seria uma injustiça, como às vezes ocorre quando se tira uma
pessoa para se colocar outra do partido, mas esta Casa não é um balcão de
negociação. O Vereador Ari, quando Presidente, fez a substituição do Consultor
Jurídico e saiu um rapaz que, no meu entender, também era competente, mas por
bem entrou outra pessoa, Vinícius Kirsten, também ótimo, competente. São
pareceres. Preocupo-me muitas vezes, mas sou parceiro, com a experiência que
tenho. Aqui é o local e o momento para divergências, e não somos ovelhas
clonadas, pensamos diferente, vamos agir diferente e temos linha definida. Não
posso ser uma coisa agora e daqui a pouco ser outra, se eu faço com os colegas
faço com o eleitor, faço com outras pessoas e faço também na minha casa. Gostaria
de frisar que a história de Montenegro mudou. Como o colega Vereador Márcio
Müller falou, há vinte e quatro anos, o Orçamento era um e o número de Vereadores
dezessete, hoje são dez. Portanto, tudo muda e a história mostra que está mudando
e vai mudar para melhor. Vereador Renato Kranz: É minha primeira oportunidade
de ocupar esta Tribuna como Vereador. Em primeiro lugar, quero agradecer a Deus
pela vida. Em segundo lugar, a oportunidade que Deus me deu de poder servir a
minha comunidade, ao povo do nosso Município. Uma opção pessoal, porque tive
outras oportunidades na vida, de estar em outros lugares, mas em mil novecentos e
oitenta e dois, após concluir minha formação superior, optei em voltar para esta
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cidade, onde nasci, estava a minha família e a partir daquele momento me dedicar
intensa e inteiramente à Educação, primeiro, na formação dos professores e das
professoras do nosso Município, como educador do “Colégio das Irmãs”, o Colégio
São José, durante vários anos. Muitas das nossas professoras, tanto da rede
municipal, como da estadual do nosso Município, foram alunas do professor Renato.
Também não posso deixar de agradecer à Paróquia São João Batista, ao conhecido e
admirado Padre Hugo Büttenbender, que aqui esteve por muitos anos, me acolheu,
me deu a oportunidade de trabalhar com jovens, com crianças, na formação
religiosa. Também tenho que agradecer à Escola Estadual Técnica São João Batista
e ao Colégio Estadula A.J. Renner, onde, como educador, por muitos anos trabalhei.
E não posso deixar de agradecer imensamente à comunidade do Bairro SENAI, que
me deu a oportunidade por quatro anos de ser o Diretor da Escola Estadual de
Ensino Fundamental Ivo Bühler – Centro Integrado de Educação Popular (CIEP). Lá,
como Diretor, implantei a Educação de Jovens e Adultos à noite, onde o Senhor,
Vereador Dorivaldo, teve a oportunidade de se formar. Também lá implantei o
Ensino Médio. Em mil novecentos e oitenta e nove, no meu último dia como Diretor,
tínhamos aprovado, no Conselho Estadual de Educação, o Ensino Médio. Também
não posso deixar de agradecer, Vereador Naná, à comunidade de Santos Reis e
arredores que me acolheram, em dois mil, como Vice-Diretor e Professor da Escola
Estadual de Ensino Fundamental Osvaldo Brochier, onde lá também implantamos a
Educação de Jovens e Adultos para aqueles produtores rurais, agricultores que não
tiveram a oportunidade de terminar o Ensino Fundamental na idade própria. O
Senhor, Vereador Naná, foi nosso aluno na EEEF Osvaldo Brochier, na Educação de
Jovens e Adultos. Não posso deixar de agradecer, e do fundo do meu coração, ao
Prefeito Percival de Oliveira e ao Vice-Prefeito, Paulo Pollet, quando, lá em primeiro
de janeiro de dois mil e cinco, assumi a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.
Sem críticas aos governos anteriores, mas, se naquele momento, o Prefeito Percival
tivesse fechado a Secretaria, o interior talvez não tivesse notado a sua falta, porque
muito pouco ou quase nada se fazia pelos agricultores. Lá, criamos programas, cujos
projetos de lei passaram pelo Legislativo, que transformaram a nossa agricultura a
partir daquele momento. O Vereador Naná esteve naquela Pasta e sabe do que
estou falando, o quanto foi importante naqueles dois anos e dois meses em que lá
estivemos trabalhando intensamente pela agricultura do nosso Município. Criamos a
base, a estrutura para que os governos pudessem dar continuidade. Em dois mil e
sete, convidado pelo Prefeito Percival e pelo seu Vice, Paulo Pollet, assumi a
Secretaria Municipal de Educação e Cultura–SMEC, mais um grande desafio, porque
tínhamos imensa dificuldade em realizar projetos, principalmente na questão da
inclusão para Portadores de Necessidades Especiais. Além disso, tínhamos imensa
dificuldade em ampliar o número de vagas na educação infantil. A cada dia
recebíamos dezenas de ordens judiciais, com crianças com direito à educação infantil
e não tínhamos onde colocar. Tínhamos que comprar vagas em instituições creches
particulares. Assumimos e lá transformamos, fizemos a opção política de que
deveríamos construir escolas de educação infantil. Em dois mil e sete, assinamos,
junto com o Governo Federal, o programa Todos pela Educação. A partir daquele
momento, o Governo Municipal instituiu um plano de ações articuladas, que fez com
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que o Município se articulasse com os Governos do Estado e Federal para implantar
políticas públicas na educação infantil. Se hoje temos no Bairro Estação a mais
bonita, talvez, e a maior escola de educação infantil, para a qual, na última Sessão
Ordinária do ano passado, foi aprovado o nome da Professora Emma Ramos de
Moraes como sua patrona, foi graças ao Plano de Ações Articuladas. Somente com o
esse Plano, junto ao Governo Federal, foi possível captar um milhão trezentos e
vinte e nove mil reais para concluir aquela bela instituição de educação infantil.
Mesmo que o Governo Percival não tenha conseguido concluí-la, com a instalação de
equipamentos, garantimos através desse Plano os equipamentos que, nos próximos
dias, deverão chegar do Ministério da Educação. Uma escola de educação infantil
completa será entregue ao Governo Paulo Azeredo. Agradeço aos ex-Vice-Prefeitos
Marcos Griebeler e Paulo Pollet, e ao ex-Prefeito Percival de Oliveira, que me
concederam a honra de continuar em dois mil e nove na SMEC, onde havíamos nos
comprometido com as comunidades de Costa da Serra e de Vendinha em implantar
a Educação de Jovens e Adultos, porque o Estado, na época da Governadora Yeda
Crusius, tinha terminado com a Educação de Jovens e Adultos na Escola Estadual de
Ensino Fundamental Adão Martini, na comunidade de Vendinha, como também na
EEEF Osvaldo Brochier. Novamente cumprimos aquilo que havíamos prometido para
nossas comunidades, e implantamos a Educação de Jovens e Adultos nessas duas
comunidades. E hoje, a pedido da Segunda Coordenadoria de Ensino do Governo do
Estado, extinguimos, no segundo semestre de dois mil e doze, a Educação de
Jovens e Adultos na Escola Municipal de Ensino Fundamental Etelvino de Araújo
Cruz, porque o Estado iria implantar na EEEF Adão Martini, o que não fez até hoje.
Vereador Tuco, essa é uma demanda que esta Casa deverá buscar, já nos meses de
janeiro e fevereiro, para que em março a comunidade daquela região seja atendida
novamente. Senão, peço ao Governo Municipal que o Município novamente acione a
EMEF Etelvino de Araújo Cruz, que tem autorização, para que se implante
novamente a Educação de Jovens e Adultos para aquela comunidade. Quero
agradecer àquelas pessoas que me ajudaram nesta missão, de modo muito especial
e afetivo à minha família: minha esposa, meus filhos, que se empenharam muito
para que pudesse estar aqui. Agradecer aos meus irmãos. Somos dez, só ali já dá
para ganhar a eleição; meus cunhados, minhas cunhadas, meus sobrinhos e meu
sobrinho Luís Fernando, que ajudaram, foram bater de casa em casa pedindo voto
para o professor Renato. Agradecer aos educadores da rede municipal, com os quais
durante quase seis anos trabalhamos juntos de forma democrática, de forma
participativa; aos nossos diretores das escolas municipais, que me deram a
oportunidade de trabalharmos juntos durante todo esse período de forma
participativa, democrática, mesmo que alguns digam que não. Quero agradecer aos
setecentos e quarenta eleitores que confiaram em mim, que me deram a
oportunidade de aqui fazer o debate político. Há pouco, eu e o Vereador Tuco
estávamos comentando: esta Casa é a casa da política, onde se faz política, mas
uma verdadeira política, transparente, aberta, essa que vamos fazer aqui, uma
política onde não existe o voto de cabresto, mas onde existe a liberdade, a
consciência livre das pessoas que receberam da sociedade montenegrina o mandato.
O mandato não é meu, o mandato é do Partido. Por isso preciso, agradeço a todos
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os companheiros do PMDB que nos ajudaram a nos eleger. Quero agradecer de
coração a Edgar Becker, Claudimir dos Santos, José Alfredo Schmitz, Ataulfo Escher,
Tânia Kuhn, Dorlina Barbosa, Romeu Krug, Jorge de Aguiar, Rosane Masotti e Elisa
Rodrigues. A esses peemedebistas tenho só a agradecer, porque não nos elegemos
sozinhos, nos elegemos porque tivemos uma nominata que nos ajudou e ajudou o
PMDB a colocar aqui dois Vereadores. Preocupei-me, na posse do Prefeito Paulo
Azeredo, quando deste púlpito sagrado rasgou um discurso. Fiquei preocupado e
pensando porque o Prefeito eleito rasgou um discurso. Vereador Ari, bancada do
PDT: hoje entendo porque o Prefeito eleito rasgou seu discurso, porque o PDT, o
Prefeito eleito, rasgou a maior bandeira do PDT, a bandeira do Brizola, que é a
Educação, ao entregar a um Partido sem expressão na nossa cidade, o Partido
Socialismo e Liberdade – PSOL, a Educação. Peço que os Vereadores do PDT
intercedam junto ao Prefeito e que a bandeira do PDT seja reerguida, a bandeira da
Educação. A bandeira da Educação é do PDT, ela não é do PSOL. Encerrada a Hora
dos Oradores, a Presidenta determinou que se prosseguisse a Sessão com a Ordem
do Dia, pedindo ao Secretário que fizesse a leitura da matéria a ser votada: 1.
Pedido de Informação n.º 01/13, do Vereador Dorivaldo da Silva: Há previsão para o
asfaltamento da Rua Campos Neto? Em discussão, o Vereador Renato Kranz: O
contrato para o asfaltamento da Rua Campos Neto está assinado e a empresa foi
contratada. É um recurso da Secretaria de Obras do Governo do Estado. O Vereador
Tuco e eu estivemos presentes na solenidade de assinatura no gabinete do Prefeito
anterior, Percival de Oliveira. A obra deveria ter tido início semana passada, mas, em
função da chuva, foi adiada para esta, não sei se começou hoje ou se amanhã. A
obra está garantida, bem como recurso, dinheiro do Governo do Estado com
contrapartida do Município. Vereador, o Senhor pode ficar tranquilo, o Governo
Percival garantiu essa obra, tem recurso em caixa e o contrato com a empresa
contratada está assinado. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove
votos. Terminada a Ordem do Dia, e não havendo Explicações Pessoais, a
Presidenta convidou os Vereadores para reunião da Comissão Geral de Pareceres, na
terça-feira, às oito horas e trinta minutos; e Sessão Ordinária, quinta-feira às
dezenove horas, encerrando a presente sessão às vinte horas e trinta minutos,
lavrando para constar esta ata. Sala de Sessões, 03 de janeiro de 2013....................
 Ver. Márcio Müller Ver.ª Rosemari Almeida
 1.º Secretário Presidenta
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