| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 8 |
| Date | 2013-02-21 |
| native_id | 32 |
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ATA N.º 1572/13 Aos vinte e um dias do mês de fevereiro de dois mil e treze, reuniu-se o Legislativo Municipal, em Sessão Ordinária, presidida pela Vereadora Rosemari Almeida (PP) e secretariada pelo Vereador Márcio Miguel Müller (PTB); presentes os demais Vereadores: Ari Arnaldo Müller (PDT), Carlos Einar de Mello – Naná (PP), Dorivaldo da Silva – Dorinho (PDT), Gustavo Zanatta (PP), Joacir Vanderlei Menezes da Silva (PMDB), Marcos Roberto Gehlen – Tuco (PT), Renato Antônio Kranz (PMDB) e Roberto Braatz (PDT). Às dezenove horas e dez minutos, a Presidência abriu os trabalhos e solicitou ao Secretário que procedesse a leitura do salmo bíblico e do Resumo da Ordem do Dia da Ata anterior – 1571/13 – que foi devidamente aprovada. Após, foi lido o Expediente e dado seu destino. Em prosseguimento, teve início a Hora dos Oradores. O primeiro a se manifestar foi o Vereador Ari Müller, nos seguintes termos: Semana passada, comentamos a respeito do saldo que ficou, e prometo a vocês que hoje é a última vez que uso a Tribuna para isso aí, que já está se tornando uma coisa chata. Quero provar a verdade e, se alguém duvidar de mim, peço que nos reunamos na Sala de Reuniões a hora que vocês puderem e traremos o atual Secretário Municipal da Fazenda, bem como o do governo anterior, para provar que estou falando a verdade. Foi dito aqui que ficaram vinte e cinco milhões de reais em caixa. Talvez até tenha ficado, mas tinha mais dívidas do que dinheiro para pagar. Tenho um levantamento da Secretaria Municipal da Fazenda–SMF em que tinha a disponibilidade, recurso livre, de um milhão quinhentos e noventa e nove mil, quatrocentos e noventa e três reais e oitenta e quatro centavos; do Manutenção e Desenvolvimento do Ensino–MDE, novecentos e doze mil, trezentos e treze reais e vinte e sete centavos; Ações e Serviços Públicos em Saúde–ASPS, oitocentos e noventa e nove mil, setecentos e sessenta reais e cinquenta e seis centavos; totalizando três milhões quatrocentos e onze mil, quinhentos e sessenta e sete reais e sessenta e dois centavos. Isso aí é o que tinha para pagar, a falta de disponibilidade. O que contaram como aquilo que tinha de verba: a venda da folha de pagamento, um milhão e seiscentos e dezesseis mil reais; perdas que alegaram ter, que não conseguiram arrecadar, quatrocentos e noventa e quatro mil reais; recursos da saúde, que não recurso livre, cento e noventa e oito mil; da parte da saúde, totalizou quinhentos e vinte mil reais; o Fundo Especial de Desenvolvimento Rural–FUNDER, duzentos e quarenta mil reais, mais o Fundo Municipal da Agricultura, setenta e cinco mil reais; o fundo da Companhia Riograndese de Saneamento–CORSAN, cinquenta e dois mil reais. Esse fechamento foi feito pela equipe econômica do governo anterior, que parte dela ficou. O Júlio Hoffmeister ficou, a Ilse Joner está lá, provavelmente vai ficar com a Função Gratificada–FG. Contando o dinheiro da folha, faltaram quatrocentos e onze mil reais. Mas, segundo o Secretário Municipal da Fazenda, ele duvida que o Tribunal de Contas do Estado–TCE aceite o uso desse recurso, carimbado, para pagar qualquer conta. Ontem, ele me disse: “Vereador Ari, se os Vereadores quiserem saber a verdade, vou lá, explico e levo o Secretário Júlio do governo anterior junto”. Digo: “Mas o Vereador Renato me disse que no pedido de informação sobraram vinte e cinco milhões?” Até pode ter tido ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes esse dinheiro em caixa, mas tinha muito mais dívidas do que isso para pagar. Foi anulado o empenho de duzentos e sessenta e seis mil reais daquela matéria-prima que foi comprada e que seria colocada na estrada que liga Passo da Amora à Vendinha. Hoje temos esse material estocado e não sabem nem onde usá-lo. Foi estornado, como também os cem mil reais da ECOCITRUS. Lei aprovada, para repasse em dezembro, não houve empenho e não foi pago. Isso dá mais trezentos e sessenta e seis mil reais, além do que está aqui. Se alguém tem alguma dúvida, quer saber a verdade mesmo, e prometo não falar mais na Tribuna a respeito disso aí, vamos convidar o Secretário e esclarecer isso. Para não dizer, “não, porque o meu governo deixou tanto dinheiro”. Essa justificativa aqui feita, em que sobraram dois milhões e vinte e seis mil reais, porque o dinheiro da folha não entrou. O que aconteceu com o dinheiro da folha? Referente à renúncia de receita que foi falado. Foi feita a licitação, a Caixa Econômica Federal–CEF ganhou. O contrato deveria ser assinado em cinco dias e a CEF queria o consentimento do futuro prefeito para repassar o dinheiro. O futuro prefeito perguntou onde é que esse dinheiro seria aplicado, pois foi vendida para os quatro anos. Não foi dada resposta e seis dias depois o Executivo entrou na justiça contra a CEF. A CEF se negou a assinar. Isso inviabilizou todos os convênios em andamento, o que tem dinheiro para receber da CEF. Se eu brigo contigo, Vereador Zanatta, a nossa relação de amizade acabou. Quem esteve no governo sabe muito melhor do que nós, que qualquer município precisa da CEF e do Banco do Brasil, pois a maioria do dinheiro vem via CEF. Para terminar com essa briga, o Prefeito foi procurado e a CEF, através de seu Superintendente e do Gerente Regional, caso se retirasse essa questão da justiça, se comprometeram a fazer a mesma proposta de um milhão seiscentos e dezesseis mil reais para a venda da folha numa nova licitação, porque eles querem ser parceiros do Município. E se houver renúncia de receita o Prefeito tem que ser responsabilizado, como o prefeito que passou, a equipe tem que ser responsabilizada por isso também, porque o TCE não vai aceitar isso. Ainda foram muito generosos, que pegaram a equipe da SMF do ano passado para fazer essa explicação. Podiam ter simplesmente ignorado e ter chutado tudo para cima: “Não, vamos tentar para não causar um problema no Município maior ainda”. Não precisavam ter feito, foram muito generosos. Vereadora Rosemari, há pouco comentei que a senhora está cobrando o plano de carreira, como eu também cobrei. Nós cobramos em oito anos, no governo que a senhora apoiou, e não foi feito nada. O que mais me assusta, quando fiquei sabendo hoje de manhã, nessa proposta da FEEVALE que foi feita para revisão do plano de carreira, foi informado que o Município gastaria trinta e nove por cento da receita corrente líquida com a folha. Em dois mil e oito, quarenta e três vírgula treze por cento; são quatro por cento acima. Dois mil e nove, quarenta e cinco vírgula quarenta e oito. Dois mil e dez, quarenta e cinco vírgula catorze. Dois mil e onze, quarenta e dois vírgula quarenta e quatro. Dois mil e doze, quarenta e seis vírgula dezessete. Essa proposta tem que ser reanalisada. São sete por cento de diferença. Isso é muito. Se não analisar novamente essa proposta, vai dar que nem deu naquele aumento do nível um e do nível dez, que depois o prefeito disse que foi induzido ao erro, não tinha dinheiro para pagar quando viram. Hoje de manhã, fomos até ao “lixão”, “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 2 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes antigo transbordo. Hoje não existe mais “lixão” lá, onde tem um galpão construído de aproximadamente setecentos e cinquenta metros quadrados, bem construído, um bom padrão. Vereadores Dorinho, Braatz, Márcio e Tuco estavam presentes também. Fiquei sabendo que o Município paga vinte e dois mil reais por mês de aluguel para a empresa ECOTRAT por um cantinho de nada lá em Catupi só para depositar o lixo daqui e carregá-lo depois num caminhão, num contêiner, para mandar para Minas do Leão. Isso é caso de polícia. Das revisões de contratos que foram feitas até agora em obras, que não vão ser renovados, nesses dois meses já foram economizados mais de um milhão de reais. Se o dinheiro saísse do bolso de vocês, Vereadores, vocês gastariam esse dinheiro à moda “gandaia”, atirar para cima? Quem atira dinheiro para cima é o Sílvio Santos, “quem quer dinheiro?”. Aqui está algo parecido. Isso são coisas pequenas, tem coisas muito maiores. Vocês vão ficar apavorados quando ficarem sabendo a verdade do que está sendo feito levantamento lá. Tem coisa muito pior do que isso. O povo vai ficar sabendo também do desperdício de dinheiro que tinha. Quanto à Biblioteca Municipal, fui até o Parque Centenário hoje de manhã. Realmente existem quatro mesas estragadas, mas duvido muito que tenha sido da chuva. Até porque uma funcionária me disse que chovia muito mais dentro da Biblioteca. A senhora, Vereadora Rosemari, disse que teve que andar de guarda-chuva lá dentro. Será que chovia só em cima da sua cabeça? Não, chovia em cima da cabeça de todo mundo. Realmente o local é apertado, os corredores são estreitos, deveriam ser maiores. Mas só o aluguel de um mês que está sendo poupado lá, paga muito mais do que essas mesas estragadas. Tem material debaixo de uma lona e está bem encaixotado, tudo direitinho. Convido todos que quiserem olhar, amanhã de manhã podemos ir lá. No lugar onde tem o rombo naquele pavilhão, onde foram gastos cento e setenta mil reais para fazer, e já estourou o telhado de novo, uma obra que não faz nem dois anos que foi iniciada, ali não chovia para baixo, choveu na outra parte. Vereador Roberto Braatz: Inicio minha fala ainda na esteira da última Sessão, quando da votação da verba para o Carnaval e fui o único voto contrário. Raramente leio o jornal Zero Hora, não tenho assinatura. Mas sábado estava em Ibirubá e fui dar uma lida rápida no jornal, página doze, em que está escrito: “O Carnaval de Passo Fundo não receberá mais dinheiro público. O Prefeito Luciano Azevedo (PPS) já comunicou a decisão às entidades carnavalescas, com o argumento de que querem investir os recursos que eram repassados há mais de vinte anos para o evento em áreas prioritárias, como saúde e educação”. Acho que não estava tão errado quando tomei essa decisão. Passo Fundo tem orçamento muitas vezes maior do que o de Montenegro. Hoje pela manhã estivemos no antigo “lixão” da Prefeitura. O Vereador Dorinho, na terça-feira passada, levantou o assunto do lixo, da situação do Bairro Estação e comentamos o assunto. Conversa vai, conversa vem, e ele disse: “Quem sabe a gente dá uma chegada ao antigo lixão?”; eu digo, “que bom, que parceria que estamos tendo aqui”. Comunicamos aos Vereadores que estavam presentes, quem queria ir lá dar uma olhada. Naquele momento, já ligamos para o Secretário Municipal de Meio Ambiente, e estivemos lá hoje. Alguns dados são importantes de colocarmos. Uma área global de dezoito hectares e meio, sendo que cinco deles não podem ser utilizados, porque eram “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 3 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes antigas valas do “lixão”, de quase duas décadas. Ali é um passivo ambiental, conforme relatado por um dos técnicos da Prefeitura, uma área que é monitorada a cada três meses para saber se o chorume e outras situações estão agredindo o solo freático. Então, temos quinze hectares disponíveis. Claro que uma parte tem vegetação nativa, houve o plantio de algumas árvores nativas, dentro de um acordo com o Ministério Público–MP, numa ação movida contra a Administração Municipal de Montenegro. Mas, enfim, restam muitos mais hectares e um galpão de quase oitocentos metros quadrados, que está abandonado. Nós, alguns Vereadores pelo menos, estamos indo contrariamente à instalação do galpão de reciclagem no Bairro Estação. Alguns Vereadores não concordam com a aplicação daqueles recursos para construção de um novo galpão no Bairro Estação, quando tem um galpão de oitocentos metros quadrados parado, que está lá em estado de abandono. Não podemos concordar com essa situação. Primeiro temos que viabilizar aquele espaço. Nesse sentido, queremos dar o apoio à Administração; ao mesmo tempo cobrar dela todas as análises e decisões necessárias e legais para implantar de forma definitiva, ou a reciclagem daquele espaço. Até foi dito pelo Vereador Márcio, uma das melhores construções que ele já viu de natureza pública. Realmente, a aparência é muito boa. Temos que caminhar para essa situação. Esse dinheiro, que hoje está previsto para a implantação de um galpão de reciclagem no Bairro Estação, não podemos aceitar. Já sugerimos aos dois Secretários presentes, representando a administração, João Antônio Moreira, da Secretaria Municipal de Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania–SMHAD, e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente–SMMA, José Carlos Barreto, dissemos: “Olha, se os recursos existem, e existem conforme foi apontado pelo Vereador Gehlen, então que eles sejam realocados para fazer as complementações, as aquisições das esteiras necessárias para fazer a triagem, e ali implantar, porque não há recurso”. Bom, recurso vimos que tem. Confesso que não fui me socorrer na Lei de Diretrizes Orçamentárias–LDO; estou me amparando nas colocações feitas na oportunidade pelo Vereador Gehlen. Se isso for verdade, e deve ser, basta realocar, ainda mais que são recursos próprios, não são recursos federais ou estaduais, que deveriam então ser aplicados naquele espaço. Mais razão ainda, com mais tranquilidade e liberdade para fazer a transferência ou a realocação dos recursos. O que é imperioso é a Administração, naquelas Secretarias, tomar isso como prioridade. E logo após a implementação, ou quando estiver sendo liberado, fazer um trabalho muito enfático, envolvendo as entidades, a imprensa, fazer um trabalho via mídia, de uma coletiva seletiva, conclamando as pessoas, as empresas, os trabalhadores, para fazerem a devida separação do lixo. Com certeza, Vereador Ari, poderemos economizar muito dinheiro com isso. O lixo que, historicamente, é uma fonte de escândalos nas prefeituras pelo Brasil afora, em todos os estados; aqui poderemos estar apresentando aquilo que é a solução. Só indo lá, naquele espaço, para percebermos que a Administração passada teve oito anos para executar o serviço e não foi feito. Teve problemas ambientais aqui e ali, mas se tivesse tomado isso como bandeira firme, de luta, teria implementado. Se outros municípios conseguem isso, por que Montenegro não pode fazer? Não há explicação razoável para isso. Nossa visita foi muito valiosa. Acertamos isto verbalmente, que em um “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 4 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes mês queremos retomar a discussão com o Executivo para ver o que já avançou nessa seara. Dia vinte e um de março, temos que manter o contato, até para ficarmos “em cima” da atual Administração, estar cobrando para ajudar a acelerar o processo, para que no âmbito interno tenha o apoio do Prefeito para que tome isso como uma das bandeiras prioritárias da sua Administração. A atual Administração tem que dizer: “Nós viemos para ser diferentes”. Líderes da bancada do Partido Democrático Trabalhista–PDT, o governo tem que dizer que veio para ser diferente do anterior. Para ser diferente do anterior, não pode ser para pior, tem que ser para melhor. E nada melhor e mais apropriado do que nessa área ambiental, essa área do lixo, que é um foco permanente de debates, de apreensões, em que a justiça é chamada para atender demandas, normalmente do MP, e, eventualmente, de pessoas e de entidades. Esse é um momento muito rico, em que a Câmara pode propiciar debates permanentes, cristalinos, para que saibamos, bem como a população, o que está acontecendo, assim como para avançarmos no sentido de apresentarmos soluções e cobrar resoluções. Vereador Márcio Müller: Estive no Carnaval, muito bom o Carnaval de Montenegro, valeu a pena cada centavo que foi colocado nele. São pessoas humildes, trabalhadoras, a maioria tem poucos recursos e a única alegria que tem durante o ano é o Carnaval, organizá-lo, buscar suas raízes africanas, mostrar para o povo de Montenegro o que está sendo feito, o que eu, uma pessoa humilde, posso fazer, posso apresentar para a minha comunidade. E isso é o Carnaval. As pessoas estão lá, felizes da vida, dançando, se apresentando perante a comunidade na principal rua de Montenegro. Isso é muito importante, a alegria do pobre em poder desfilar. Cinquenta mil reais em cento e cinquenta milhões é tão pouco para dez mil pessoas irem assistir. Achei muito bonito, bati palmas. Pode ser aperfeiçoado muito mais, é só ajudarmos o pessoal. Podem eles caminhar com pernas próprias? Podem, sem nenhum centavo do Município, mas temos que nos colocar à disposição. Coloquei inclusive meu gabinete para que fossem ajudados em qualquer dificuldade que ocorresse, até mesmo durante a prestação de contas que vai ser feita agora. Parabéns aos carnavalescos pela grande apresentação que fizeram na Rua Ramiro Barcelos. Quanto ao galpão do antigo “lixão”. Estivemos lá, ideia do Vereador Dorinho, e foi falado do Plano Diretor, problema do lixo no Bairro Estação, problema das casas, Comissão Parlamentar de Inquérito– CPI no Bairro Estação. Houve a concordância de todos visitarem o antigo “lixão”. Chegando lá, vimos aquele pavilhão abandonado e sou um dos Vereadores que concordam que a Associação de Catadores use aquele pavilhão de setecentos e cinquenta metros quadrados, que está desativado, colocado dinheiro fora, que o lixo de Montenegro seja recolhido e colocado lá para os catadores, economizando esses vinte e dois mil reais por mês. Concordo que seja reavaliado o recolhimento do lixo em Montenegro, daqui a pouco seja feito mais barato. Tem muitas formas de economizar. Vereador da bancada do PDT, estou admirando o teu Prefeito nesse ponto de economia, isso é muito importante para o Município. Logo após, o Vereador Tuco e eu nos dirigimos para a Penitenciária Modulada de Pesqueiro. Chegando lá, vimos as condições da Penitenciária, onde há um módulo novo. Montenegro foi contrário ao módulo novo, mas ele está lá para abrigar mais de “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 5 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes seiscentos presos. São cerca de oitocentos presos e virão mais cerca de seiscentos presos, é só terminar com a interdição da justiça, que está pronto o novo módulo. O que nos causou preocupação é que desde dois mil e nove existe um convênio, programa saúde do preso, que, dessa data até trinta e um de dezembro de dois mil e doze, foram feitos dois mil e quatrocentos atendimentos, grande parte pelo médico Sérgio Tessuto, em torno de seiscentos atendimentos com enfermeiro, e mais outros exames que foram feitos lá dentro. Estava expirado o prazo de convênio e nossa preocupação ficou muito grande, juntamente com o pessoal da Modulada, porque, uma vez expirado esse convênio, todos os presos devem ser trazidos para a Secretaria Municipal de Saúde–SMS e ao Hospital Montenegro para consultarem. E como disse o Diretor da Penitenciária, esses presos geralmente ficam doentes à noite, porque é melhor sair à noite, no escuro, com chance de fuga, de alguém interceptar o carro que vai trazer para cá, ou uma fuga mesmo no hospital ou na SMS. Além disso, vão acabar tirando o lugar dos nossos munícipes, do nosso contribuinte, do nosso povo. Como diz o jornal, tem três horas de atraso no atendimento do Hospital Montenegro. O preso vai chegar e terá que ser atendido imediatamente, sob pena de colocar em risco as pessoa que estão lá. Dois mil e quatrocentos atendimentos, divididos por quatro anos, são seiscentos atendimentos com médico por ano; divididos por doze, são em torno de cinquenta atendimentos por mês; divididos por vinte dias úteis, são em torno de dois presos por dia que virão para Montenegro para consultar com médico, fora atendimento com enfermeiro e exames. Em aparte, o Vereador Roberto Braatz: Expira quando o Convênio? O orador retoma a palavra: Pelo que me disseram, expirou dia trinta e um de dezembro de dois mil e doze, sem prorrogação. Preocupados com a situação, o Vereador Tuco e eu fizemos um pedido de informação, pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos–CCDH, para verificar a situação desse convênio. Almoçava no Clube do Comércio e estava lá o Procurador-Geral do Município, João Elias Bragatto, e o indaguei se esse convênio seria ou não renovado. Ele me disse que seria, que o Prefeito Paulo Azeredo já tinha autorizado a renovação do convênio para o atendimento dos presos da Penitenciária. Por isso, esperamos que seja mesmo verdade e que esse convênio seja renovado, sob pena dos nossos contribuintes chegarem ao Hospital e serem atendidos muito depois do preso; ou cheguem à SMS para pegar uma ficha para atendimento e não ter mais, porque foi destinado a alguém que está lá recluso. Tudo a favor do atendimento ao preso, mas se pudermos fazer essa separação, evitarmos que um carro saia da Modulada, venha para cá e traga insegurança para a nossa comunidade, meus parabéns ao Prefeito se ele renovar o convênio. Agradecer que, após quarenta dias, houve o patrolamento dos Trilhos, serviço muito bem realizado pelo Secretário, colocada uma brita fina. Diz que há uma patrola apenas. Esse é um negócio que tem que ser investigado. Vereador Braatz, já iniciou a investigação das patrolas chinesas? Quero parabenizar a Administração pelo primeiro Festival do Peixe, das Artes e do Artesanato, na beira do rio, que nunca esteve tão limpa e tão bonita. Por isso que é importante fazer uma festa. O Carnaval é uma festa. Quanto treinamento existe para chegar o dia de apresentação? Movimentam-se as pessoas, faz com que elas limpem os locais, as pessoas se vestem bonitas para desfilar, como o nosso rio “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 6 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes está belo para receber o Festival. Espero que a Administração tenha sucesso no Festival, vamos prestigiá-lo. O pavilhão de reciclagem deve funcionar em Potreiro Grande, onde sempre funcionou, e bem, só que não teve amparo em todas as administrações. Temos que colocar esteira, prensa, ônibus para levar e trazer esse pessoal, dar alimentação, dar condições de trabalho. Isso aí no futuro será barato, estaremos formando gente de qualidade, cidadãos, estaremos economizando no lixo e trazendo um grande resultado para a natureza. Em aparte, o Vereador Roberto Braatz: Ainda em relação aos próprios cavalos, corroborado pelos técnicos da Prefeitura, que os dejetos dos animais são causadores de enfermidades. Está se colocando em risco a saúde pública dos moradores do Bairro Estação. Mais razão ainda para ficarmos extremamente preocupados com esta questão de querer colocar o galpão de reciclagem e incentivar o encaminhamento de lixo através de cavalos, de carroças, para o Bairro Estação. Na legislatura passada nos debatíamos contrariamente. Nada melhor do que o tempo para mostrar que é um equívoco fazer o galpão de reciclagem no Bairro Estação. O orador retoma a palavra: Espero que o Executivo prossiga nessa nossa empreitada de fazer funcionar novamente o pavilhão de reciclagem em Potreiro Grande. Realmente é uma questão de saúde pública, no Bairro Estação não tem condições de continuar como está, crianças junto com o lixo. O Poder Executivo tem que tomar uma atitude muito forte com relação à habitação que existe lá, melhorar as casas, melhorar as ruas principalmente, fazer a creche funcionar para as crianças não irem junto ao “lixão”, quando estiver funcionando. As crianças ficam na creche, a pessoa pode ir descansada trabalhar e, de noite, volta e pega a criança na creche, de banho tomado, alimentada. Isso é uma vida digna. Em aparte, o Vereador Roberto Braatz: Foi interessante a preocupação de transportar os catadores, uma vez reorganizado, para o transbordo. Vereador Renato Kranz: Nesta noite entramos com alguns pedidos de informação e em três deles estamos novamente solicitando ao Executivo, porque não fomos atendidos. A Lei Orgânica é muito clara com relação a quando o Executivo não atende aos pedidos de informação. Um dos pedidos que não tivemos uma resposta satisfatória é com relação aos meios de comunicação, a imprensa que faz a divulgação dos atos oficiais. Questionamos quais eram os veículos de comunicação, nos foi respondido que são: Companhia Riograndense de Artes Gráficas-Corag, que é um órgão do Estado; Grupo Sinos, de Novo Hamburgo; e o Jornal Ibiá, de Montenegro. Já vínhamos, por costume, quando ainda no Executivo, acompanhando diariamente os atos oficiais do governo. Isso é dever de todo cidadão, saber onde está sendo gasto o dinheiro, o que o Poder Executivo está fazendo, assim como o Legislativo, porque isso está previsto na Constituição: dar publicidade aos atos do governo. Estranhamos no início do ano: ou o governo estava paralisado ou estava divulgando em outros meios de comunicação não local. Por isso fizemos o pedido de informação, como cidadãos montenegrinos nós temos o direito de saber, e como Vereadores muito mais do que o direito, temos o dever de saber. Encontramos, por exemplo, no Jornal do Comércio, no dia dez de janeiro de dois mil e treze, uma publicação da Prefeitura Municipal “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 7 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes de Montenegro, de súmulas de contratos e convênios, umas oito, no mínimo; e súmulas de termos aditivos e rescisões de contratos, três. Procuramos em outros meios de comunicação: Zero Hora, Correio do Povo, e encontramos no Jornal do Comércio. A resposta dada pelo Executivo foi de que os meios de comunicação onde o Executivo publica seus atos são Corag, Grupo Sinos e Jornal Ibiá. Jornal do Comércio não consta. Essa informação não foi passada para a Casa. Isso não é somente ao Vereador Renato e sim para a Casa, para os Vereadores. Ou esta informação não está completa, ou isso foi escondido. Diante disso, também perguntamos: houve uma nova licitação? Não. O governo atual está usando a mesma licitação do governo anterior de 2010, onde constam os três veículos de comunicação: Corag, Grupo Sinos e Jornal Ibiá. Pergunto: como o governo vai pagar o Jornal do Comércio, se tem três empresas jornalísticas contratadas para fazer os atos de divulgação? Contrato emergencial? Não pode porque tem um em vigor. O argumento: “precisamos um veículo de comunicação estadual” não vale por que tem o Grupo Sinos e a Corag. Então, perguntamos como o governo vai pagar essa conta, queremos ver o empenho, fundamentado em que, essa é uma despesa não autorizada legalmente. Além disso, entramos com o pedido do videomonitoramento novamente, porque não foi atendido, e esta Casa vai fazer uma reunião para buscar mais esclarecimentos a respeito disso. Reiteramos o pedido de informação com relação às obras que foram paralisadas no início desse governo, não que o governo não tenha o direito de paralisar ou rever custos, mas queremos saber quais as obras que foram paralisadas e quais os novos técnicos, que são os fiscais. Essa pergunta não nos foi respondida, por quê? Se tinha um técnico numa obra que estava em andamento até trinta e um de dezembro, e esse técnico foi exonerado por força de lei, por seu contrato, no dia dois de janeiro tem que ter um aditivo, com o novo técnico, dizendo quem é que vai continuar a fiscalização da obra. Nesta Casa, e o Vereador Braatz inclusive foi um dos grandes lutadores pela fiscalização das obras públicas e continua sendo, temos que ser, sim, fiscais das obras públicas. Ninguém de nós vai colocar dinheiro nosso numa casa, num prédio, onde nós queremos morar e que não tenhamos um fiscal, um técnico, um engenheiro nos ajudando na obra, então, muito mais o Poder Público tem que ter um fiscal desde o dia dois de janeiro. Queremos saber, queremos cópias dos aditivos, quem são esses técnicos e quando foi assinado o aditivo. Há possibilidade de que, num determinado período, não tinha técnico responsável, aí existe a lei da responsabilidade, e alguém vai ser responsabilizado se não tinha. Também gostaríamos de apresentar a resposta ao Pedido de Informação n.º 05/2013, dada pelo ofício 074/2013, do Gabinete do Prefeito, dia oito de fevereiro. Nós questionamos, juntamente com o Vereador Márcio, os valores em caixa no dia trinta e um de dezembro de dois mil e doze, cinco itens, e obtivemos resposta, assinada pelo Prefeito Paulo Azeredo. Total dos valores financeiros, dinheiro do Fundo de Aposentadoria dos Funcionários Públicos-FAP: cento e vinte e oito “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 8 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes milhões, oitocentos e setenta e nove mil, duzentos e setenta e dois reais e quarenta e nove centavos. Recursos livres, em trinta e um de dezembro de dois mil e doze: quatro milhões, quinhentos e oitenta e sete mil, trezentos e noventa e quatro reais e quatro centavos. Recursos vinculados, sem os Fundos: cinco milhões, vinte e três mil e trinta e nove reais e vinte e cinco centavos. Também perguntamos os Fundos, Manutenção e Desenvolvimento de Ensino-MDE, que não é um Fundo, mas é na área da educação: cento e cinquenta mil, trezentos e cinquenta e sete reais e cinquenta e três centavos. Fundo de Reaparelhamento dos Bombeiros, importante: trezentos e noventa e sete mil, seiscentos e cinquenta reais e setenta e nove centavos. Fundo da Criança e do Adolescente: trezentos e oitenta e seis mil, seiscentos e oito reais e oitenta e cinco centavos. Fundo da Assistência Social: duzentos e quarenta mil, quinhentos e sessenta e quatro reais e noventa e um centavos. Fundo do Idoso: oitenta e três mil e um reais e cinquenta e nove centavos. Fundo da Avicultura: oitenta e um mil, quinhentos e trinta e cinco mil reais e quarenta e seis centavos. Fundo do Meio Ambiente: cinquenta e nove mil, oitocentos e oitenta e cinco reais e vinte e três centavos. Fundo do Desenvolvimento Rural: duzentos e quarenta e sete mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e sessenta e dois centavos. Fundo de Trânsito: cento e seis mil e cinquenta e um reais e setenta e oito centavos. Fundo de Gestão Compartilhada, esse é o fundo criado com a CORSAN recentemente: cinquenta e três mil, duzentos e sessenta e três reais e cinquenta centavos. Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação-Fundeb: seiscentos e trinta e sete mil, novecentos e oitenta e sete reais e vinte e seis centavos. Total do recurso livre com o vinculado: nove milhões, seiscentos e dez mil, quatrocentos e trinta e três reais; e dos fundos: setecentos e oitenta e oito mil; total, dez milhões, trezentos e noventa e oito mil. Fica o contraponto a aquilo que foi apresentado. Em aparte, o Vereador Ari Müller: O senhor concorda em trazermos o Secretário para cá, para dar explicação? Para não ficar no “pingue-pongue”? O orador, Renato Kranz: Com a absoluta certeza. Ainda em aparte, o Vereador Ari Müller: Presidenta, seria possível vermos isso no dia da CGP? O Orador retoma a palavra: Fazemos um requerimento. Nós temos isso aqui, assinado pelo Prefeito Paulo Azeredo, e as contas não estão fechando. Sobre a situação da Escola Esperança, uma obra extremamente necessária, uma obra licitada e que a licitação está na fase final, falta apenas o Prefeito homologar, gostaríamos de dizer que esta obra tem um recurso do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação-FNDE, um recurso de cento e cinquenta mil reais, que eu, como Secretário, solicitei ao Deputado Eliseu Padilha-PMDB o valor para essa obra. E nós conseguimos esse valor, está na conta da Prefeitura, está liberado e o Município vai entrar com cento e dez mil reais, e que esta obra inicie o mais rápido possível. Parece que o Prefeito não está concordando com o tamanho da sala, segundo informação obtida através do Jornal, vamos também debater isso. Por fim, gostaria de convidar a todos “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 9 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes para uma reunião amanhã, às oito horas e trinta minutos, nesta Casa, para reunião onde vamos discutir e trabalhar a questão da Educação de Jovens e Adultos-EJA, na região da Rua Nova, Vendinha, Porto Garibaldi. Aquela região precisa do atendimento da EJA, que o Estado se recusou, não vai fazer na Escola Adão Martini, da Vendinha, e nós, nosso Município, temos que assumir. Convido para fazer esse debate, é muito importante a presença de todos para unirmos forças e fazer com que o Executivo se sensibilize e continue com a EJA. Vereador Marcos Gehlen: Seria muito importante para a qualificação das intervenções políticas, no que tange à gestão pública, a presença mais efetiva da nossa comunidade, porque lá fora muito se jogam as palavras ao vento e muitas vezes elas não condizem com a totalidade da verdade. Triste, porque ao final de um dia extremamente trabalhoso temos algumas respostas negativas, que nos deixam frustrados. Hoje, pela manhã, foi um sentimento muito diferente que tivemos lá na Penitenciária Modulada de Pesqueiro, ao ver de que forma esta questão está sendo tratada. Nós que trabalhamos sobretudo na área das ciências humanas, muitas vezes somos apontados de defensores de bandidos ou outros títulos. O que nós vimos hoje pela manhã, o Vereador Márcio e eu, foi configurado por ele como desumano, e desumano para toda comunidade, porque quero crer que a Administração dará continuidade ao programa de saúde prisional no nosso Município, que somou grandemente para o trabalho dos profissionais que trabalham lá. Sem falar daquilo que foi mencionado pelo Vereador Márcio, a questão de estarmos protegendo a nossa comunidade, os nossos cidadãos, que pagam seus impostos, que estão sob o regime de liberdade, no que tange ao atendimento lá na SMS e também no Hospital Montenegro. Lembrando o trágico desfecho do Agente Penitenciário Jair Fiorin, que hoje nomina a Penitenciária Modulada de Pesqueiro, que, num desses incidentes em que houve a tentativa de libertação de um dos detentos, veio a vitimá-lo. Também diagnosticamos a falta de efetivo naquele local. Num ambiente em que precisariam cerca de cinquenta agentes, temos dez. Por sorte, o local está interditado. Vimos também o novo módulo que tem capacidade para abrigar mais mil detentos, um espaço de três por dois, com nove detentos, presos por vinte horas diárias, num ambiente que tem um eco muito grande. É uma legítima faculdade do crime. Em aparte, o Vereador Márcio Müller: Hoje existem quatro módulos que abrigam oitocentos presos e um só vai abrigar mais oitocentos. Vocês vejam como o espaço está reduzido lá dentro. São nove presos numa sala fechada, vão ficar vinte e duas horas ali dentro. Então, não existe ressocialização neste país; existe depositar as pessoas, trancafiálas, um depósito humano. O orador retoma a palavra: Não estamos preocupados apenas com a comunidade carcerária, que tem também os seus direitos garantidos constitucionalmente, mas de forma prioritária com a comunidade que sofrerá por conta do término desse programa. Fizemos um pedido de informação com relação a isso e aguardamos a resposta. Espero que sim, Vereador Ari, líder do governo, que o Prefeito possa renovar esse contrato para o bem de toda a nossa comunidade. Com muita estranheza acabei participando de um encontro lá na antiga estação de transbordo do Município, capitaneada pela bancada do PDT. “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 10 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Estranheza porque um dias antes protagonizamos uma reunião nesta Casa para tratar exatamente de um tema que não é de hoje que estamos tratando, um tema recorrente, a questão da coleta e reciclagem do lixo, dos galpões de reciclagem. É um tema que vimos trabalhando há muito tempo e que é tema, no nosso Município, de longa data, porque sabemos, inclusive, que algumas pessoas acabaram enriquecendo por conta do lixo em Montenegro, sempre há uma polêmica muito grande com essa questão do lixo. Para essa reunião, Senhora Presidenta, a senhora que presidiu essa reunião, estavam convidados o Secretário Municipal de Meio Ambiente, o Secretário Municipal de Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania, entre outros atores. Para essa reunião oficial, requerida, aprovada em plenário, os representantes do Executivo não compareceram. Apenas esse é o motivo da estranheza, que hoje de manhã os Secretários estavam lá nesta reunião informal, capitaneada pelos vereadores do PDT, e aqui, para uma reunião formal da Casa, eles não puderam comparecer. Que bom que houve esse encontro lá, in loco, para tratar parcialmente dessa temática. Também faço um pedido de informação, já havia feito, apenas referendei, consta da ata da reunião que nós tivemos, que a reunião aconteceu, que já havia feito esse pedido de informação, para saber o que o Município está pensando. Pela complexidade do tema, não me sinto capacitado a dizer que este ou aquele é o local adequado para a colocação de um galpão de reciclagem, que é um trabalho ainda discriminado, mas que gera emprego e renda para uma grande parcela da população brasileira e que está cada vez mais sendo reconhecido como algo extremamente importante para a sociedade, beirando a “periferização” histórica das nossas comunidades. A comunidade excludente, a comunidade vista sob um prisma positivista, que exclui aquilo que não quero ver e joga para a periferia. O nosso pedido de informação e a reunião eram nesse sentido. O pedido de informação era o seguinte: “Com relação às Leis 5.517/11 e 5.264/12, que versam sobre inclusão no Orçamento do Município para construção e ampliação de galpões de reciclagem...”. Porque essas Leis incluem ações na LDO, no Plano Plurianual–PPA, manifestando o desejo da Administração em colocar um galpão de reciclagem, que também é desejo de parte da comunidade do Bairro Estação, e quarenta e quatro mil reais lá na antiga estação de transbordo. Não estou aqui fazendo juízo de valor, dizendo que deve ser feito assim ou assado. Mas estou questionando qual é o projeto do Município, o que está pensando, se vai implementar ou não os referidos galpões, em que fase se encontram esses projetos e principalmente “...qual as situações das famílias que atuavam na antiga estação de transbordo? As mesmas seguem recebendo auxílio do Município?”, porque acabaram recebendo a esmola de uma cesta básica e hoje não sabemos como está isso. Infelizmente, foi dito hoje de manhã pelo Secretário Municipal de Habitação que a Cooperativa de Reciclagem existe, mas é só reativar. Na verdade, o Município nunca teve uma Cooperativa de Reciclagem, o que existe é uma Associação de Recicladores, de forma muito tímida, composta por treze pessoas, que nós já fizemos esse levantamento. No que tange aos galpões de reciclagem, que bom que as iniciativas estão acontecendo e que os resultados virão, creio que logo em seguida, provocados pelos diversos Vereadores que estão trabalhando nessa temática. Alegra-me ver a preocupação dos Vereadores, o “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 11 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Vereador Braatz se mostrou preocupado com a comunidade do Bairro Estação, também o Vereador Márcio se mostra muito preocupado com essa comunidade. Anunciamos na semana passada que estamos com o requerimento pronto da CPI para averiguar a questão de todo aquele Loteamento. Durante essa semana, circulei por alguns gabinetes, falei com alguns Vereadores. Havia um referendar, um aceno, dos integrantes da CCDH em assinar conosco esse requerimento para instaurarmos a CPI. Todos os quesitos estão postos nesse requerimento, justificativa, histórico, o foco definido. Quero pedir o apoio dos Vereadores para que possamos instaurar essa CPI e averiguar de uma vez por todas tudo o que aconteceu e o que pode ser feito para que possamos dar um pouco mais de dignidade para aquela comunidade. Tenho certeza que os Vereadores não serão insensíveis nesse intento, haja vista que a Comissão, formada por um integrante de cada bancada já teria acenado. Estamos dispostos ao trabalho, como sempre, precisando apenas do apoio dos Vereadores. No passado, infelizmente, não conseguimos esse apoio, quero crer que dessa vez nós conseguiremos para o bem daquela comunidade do Bairro Estação, Loteamento Bela Vista. Encerrada a Hora dos Oradores, a Presidenta determinou que se prosseguisse a Sessão com a Ordem do Dia, pedindo ao Secretário que fizesse a leitura da matéria a ser votada: 1. Pedido de Informação n.º 34/13, do Vereador Carlos E. de Mello: O Conselho de Desporto do Município será reativado para dar andamento aos projetos de 2012? Quantos projetos foram inscritos no Fundo Municipal de Desenvolvimento do Esporte-FUMDESP para o exercício de 2013? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 2. Pedido de Informação n.º 35/13, do Vereador Marcos Gehlen: Com relação às Leis 5.517/11 e 5.264/12, que versam sobre inclusão, no Orçamento do Município, da construção e ampliação de galpões de reciclagem, o Município tem projeto para implementação dos referidos galpões? Existe previsão para tais construções e ampliações? Em que fase se encontram os projetos? Qual a situação das famílias que atuavam na antiga estação de transbordo? Seguem recebendo auxílio do Município? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 3. Pedido de Informação n.º 36/13, da Vereadora Rosemari Almeida: Tendo em vista que o teatro Roberto Atayde Cardona teve sua reforma noticiada e iniciada no ano passado, desde o seu início ocorreu alguma paralisação dos trabalhos? Em caso positivo, por quê? Em que período? Em que fase está a obra de reforma? Existe previsão para sua conclusão? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 4. Pedido de Informação n.º 37/13, da Vereadora Rosemari Almeida: Foi feita alguma vistoria prévia para decisão da transferência da Biblioteca para o antigo restaurante do Parque Centenário? Em que data? Quem considerou que aquele era o local apropriado para colocar à disposição da comunidade quarenta mil livros? Existe plano de prevenção de incêndio para o local? O Corpo de Bombeiros autorizou o funcionamento daquele espaço público? Tem parecer da fiscalização do Município? Em discussão, a Vereadora Rosemari Almeida: Por uma questão cultural e de educação, ainda não me conformei em ter sido colocada a Biblioteca Pública Municipal naquele local. Apesar de terem dito que o problema é só os corredores estreitos, é bem mais do que isso. Quero uma confirmação, uma resposta sobre a “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 12 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes segurança daquele local. Tenho certeza que este assunto não termina por aqui. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 5. Pedido de Informação n.º 38/13, do Vereador Renato Kranz: Sobre o 1.º Festival do Peixe, das Artes e do Artesanato de Montenegro: qual o valor disponibilizado pelo Município para esse evento? Qual a base legal encontrada para custear tais despesas? O evento faz parte do Calendário Oficial de Eventos do Município? Fornecer cópia dos documentos que autorizam a despesa e a nota de empenho. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 6. Pedido de Informação n.º 39/13, do Vereador Renato Kranz: O Jornal do Comércio, não estando entre os veículos de comunicação onde estão sendo publicados os atos oficiais do governo, tal como consta no Ofício 92/2013-GP, em resposta ao Pedido de Informação n.º 06/2013, como o Executivo Municipal efetuou o pagamento dessa despesa? Solicita cópia da nota de empenho e da nota de quitação da despesa. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 7. Pedido de Informação n.º 40/13, do Vereador Renato Kranz: Reitera Pedido de Informação n.º 02/2013: existe laudo técnico onde atesta que o sistema de videomonitoramento pode ser feito por valor menor, com a mesma qualidade e tecnologia? Se existe, qual a empresa que o forneceu e onde a mesma já realizou serviço semelhante? A Brigada Militar foi consultada sobre o laudo técnico? Qual a justificativa para a empresa que forneceu o laudo, no qual o Prefeito se amparou para afirmar que os valores contratados com a empresa Soluções Sistemas de Segurança Ltda. são muito altos, não ter participado do certame licitatório? Solicito cópia do laudo (se existe). Em discussão, o Vereador Renato Kranz: O governo municipal não nos deu a informação solicitada no pedido anterior, por isso reiteramos. Se não existe laudo, o governo tem que ser claro e dizer: “Olha, não existe laudo, não quero esse videomonitoramento.” Que diga o porquê, mas não que é muito caro ou isso e aquilo. Precisamos que o governo seja muito claro e isso não conseguimos perceber. Daí fica sempre a dúvida, dentro da sociedade, de que pode ter havido o superfaturamento ou algo semelhante, e nós temos o dever de esclarecer à comunidade e o direito de saber, realmente, o que o governo quer. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 8. Pedido de Informação n.º 41/13, do Vereador Renato Kranz: Tendo em vista que o Executivo Municipal, através do Ofício n.º 94/2013-GP, não respondeu o Pedido de Informação n.º 08/2013, solicitamos informar quais as obras em andamento em que os técnicos responsáveis pela fiscalização foram exonerados em 31.12.12. Fornecer cópia dos aditivos contratuais onde consta o nome dos novos fiscais em cada uma delas. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 9. Pedido de Informação n.º 42/13, dos Vereadores Marcos Gehlen e Márcio Müller: Conforme informações, o convênio de saúde prisional, a partir de janeiro/2013, teve sua validade expirada. A Administração já encaminhou o processo de contratação dos profissionais envolvidos para continuidade do programa? Em caso positivo, em que fase se encontra tal processo? Em caso negativo, qual a motivação para a não continuidade do programa? Existe outro projeto do Executivo para suprir essa demanda? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 10. Pedido de Informação n.º 43/13, dos Vereadores “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 13 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Carlos E. de Mello e Gustavo Zanatta: Sobre o rodeio de Montenegro: qual entidade será a promotora do evento? Quais são os gastos que estão ocorrendo com o evento e como vai ser efetuado o pagamento dessas despesas? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. Encerrada a Ordem do Dia, e não havendo Explicações Pessoais, a Presidenta convidou os Vereadores para reunião da Comissão Geral de Pareceres, na terça-feira, às oito horas e trinta minutos; para audiência pública do Executivo de apresentação do RGF referente ao 3.º quadrimestre/2012, na quinta-feira, às dez horas; e para Sessão Ordinária, na quinta-feira, às dezenove horas. Declarou encerrada a presente sessão às vinte e uma horas e cinco minutos, convidando aos Vereadores para reunirem-se, na sequência, na Sala de Reuniões, visando tratar de assunto de interesse do Poder Legislativo, lavrando para constar esta ata. Sala de Sessões, 21 de fevereiro de 2013.................................................................................................................. Ver. Márcio Müller Ver.ª Rosemari Almeida 1.º Secretário Presidenta “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 14