| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 10 |
| Date | 2013-03-07 |
| native_id | 35 |
status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 23
ATA N.º 1575/13 Aos sete dias do mês de março de dois mil e treze, reuniu-se o Legislativo Municipal, em Sessão Ordinária, presidida pela Vereadora Rosemari Almeida (PP) e secretariada pelo Vereador Márcio Miguel Müller (PTB); presentes os demais Vereadores: Ari Arnaldo Müller (PDT), Carlos Einar de Mello – Naná (PP), Dorivaldo da Silva – Dorinho (PDT), Gustavo Zanatta (PP), Joacir Vanderlei Menezes da Silva (PMDB), Marcos Roberto Gehlen – Tuco (PT), Renato Antônio Kranz (PMDB) e Roberto Braatz (PDT). Às dezenove horas e cinco minutos, a Presidência abriu os trabalhos e solicitou ao Secretário que procedesse a leitura do salmo bíblico e dos Resumos da Ordem do Dia das Atas anteriores: 1573/13-Sessão Extraordinária e 1574/13-Sessão Ordinária, que foram devidamente aprovadas. Após, foi lido o Expediente e dado seu destino. Em prosseguimento, teve início a Hora dos Oradores. O primeiro a se manifestar foi o Vereador Renato Kranz, nos seguintes termos: Sobre a reunião que solicitei referente ao videomonitoramento, com apoio dos Vereadores Gustavo e Márcio: não quero ser insistente, mas preciso retomar o assunto porque as colocações feitas nessa reunião que aconteceu segunda-feira pela manhã, com a presença do Executivo, na qual não tivemos a presença de técnicos mais especializados na área. Ficou difícil para entender os motivos pelos quais o Executivo cancelou o contrato com a empresa, que já havia sido licitada, para a instalação de treze câmeras de videomonitoramento para que Montenegro tivesse mais um equipamento de segurança na nossa cidade. Argumento usado pelo Executivo: o valor muito alto para treze câmeras de videomonitoramento. Está registrado em ata: o Executivo, com o mesmo valor de quatrocentos e trinta mil reais, quer instalar trinta e nove câmeras de videomonitoramento. Para comparar, tenho em mãos dois locais: um aqui próximo de nós, no Rio Grande do Sul, em que foram instaladas câmeras de videomonitoramento e outro no qual elas foram instaladas e inauguradas semana passada no município de Camaragibe, na Grande Recife. Vamos primeiro ao mais próximo de nós. Publicação do Governo do Estado, do dia dezenove de setembro de dois mil e onze: “O Secretário de Segurança Pública, Aírton Michels, participou nesta segunda-feira, representando o Governador Tarso Genro, da inauguração do sistema de videomonitoramento da BR 116, por parte da Polícia Federal, no trecho entre Porto Alegre e Novo Hamburgo. Ao todo, são vinte e quatro câmeras instaladas ao longo de trinta e seis quilômetros, que captam imagens durante as vinte e quatro horas do dia, monitoradas pela Central de Controle da Polícia Rodoviária Federal”. Valor investido: dois milhões de reais. O investimento inicialmente previsto era de onze milhões. Por que ficou em dois? Porque foi feita parceria com os municípios de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo e foi utilizada toda a estrutura da Trensurb nessa área, para baratear custos. Vinte e quatro câmeras! “Semana passada foi inaugurada no município de Camaragibe, na Grande Recife, uma central de videomonitoramento.” Segundo a reportagem, o espaço foi inaugurado na última quinta-feira, portanto, há uma semana. “Conta com vinte e duas câmeras com giro de trezentos e sessenta graus, de alta resolução. Os equipamentos serão fiscalizados pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes comando da Guarda Municipal, que funciona no mesmo local, em parceria com a Segunda e Terceira Companhia de Polícia Militar, que atuam na cidade. De início, a Central atenderá nove regiões. Custo total do projeto: um milhão e trezentos e vinte mil reais. A Central e o Comando da Guarda Municipal funcionam vinte e quatro horas, na Avenida Tiradentes”. São câmeras de alta resolução com giro de trezentos e sessenta graus. É o mesmo equipamento, a mesma qualidade do equipamento que estava licitado aqui na nossa cidade. Para termos mais conhecimento, está à disposição, no site da Prefeitura, a publicação do Pregão Presencial n.º 61, para confrontarmos os equipamentos. Volto a esta questão porque o Procurador-Geral do Município - os Senhores Vereadores estavam presentes na reunião - assumiu o compromisso aqui nesta Casa de que em oito meses serão instaladas trinta e nove câmeras com a mesma qualidade, por quatrocentos e trinta mil reais. Aqui temos, como exemplo, um município em que foram instaladas vinte e quatro câmeras, por um milhão e trezentos e vinte mil reais. Vamos aguardar! Esperamos sim que o Município de Montenegro consiga fazer este verdadeiro milagre, mas que sejam câmeras de qualidade e que não aconteça como em outros municípios, nos quais hoje estão obsoletas e não podem mais ser usadas. Também é importante dizer: a empresa que ganhou a licitação, e que o contrato foi cancelado, entrou em contato comigo. Ela não pôde estar presente na reunião, segunda-feira, porque um dos proprietários estava viajando. Assim que voltou a Bento Gonçalves, entrou em contato comigo e se colocou à disposição desta Casa para fazer todos os esclarecimentos necessários a respeito de como o Poder Executivo procedeu para o cancelamento desse contrato. Trato, rapidamente, sobre reunião ocorrida na Casa, requerida por mim e pelos Vereadores Rosemari e Márcio, sobre as obras de macrodrenagem do Arroio São Miguel. Foi menos frustrante que a reunião que tivemos sobre o videomonitoramento, mas também não alentadora. No momento em que você tem um contrato assinado, um objeto da licitação que vai dar origem ao contrato licitado, nós temos de cumpri-lo, em função de recursos federais. Preocupa-me, em primeiro lugar, a não execução do contrato da obra. Em segundo lugar, a alteração, as modificações e o que isso implica, no sentido de que será que não vai ser necessário fazer nova licitação? Por outro lado, o que nos pode dar certa tranquilidade é que o recurso foi garantido. Aqui na Tribuna foi dito que o Município estaria perdendo recursos porque foi dada uma licença ambiental irregular. Foi dito aqui na Câmara, terça-feira à tarde, pelo Procurador-Geral do Município, que graças às ações do governo anterior em dezembro, que deu início à obra. Em função da licença ambiental correta, legal, o Município garantiu os quatro milhões de reais, senão os teríamos perdido. Temos, sim, a esperança de que essa obra tão necessária, tão importante para a comunidade junto ao Arroio São Miguel, seja executada. A função do Vereador é fiscalizar, apontar soluções, indicar. Esta noite apresentei indicação que julgo extremamente importante para nossa comunidade: o governo federal, através do Ministério dos Esportes, disponibilizou ao Município um Centro de Iniciação Esportiva. Está lá, Montenegro está contemplado. Esse Centro está previsto na Portaria n.º 14/13, do Ministério, de dez de fevereiro de dois mil e treze. Existem três módulos. Indico ao Executivo que, “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 2 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes segundo prevê a Portaria, para o centro está prevista a construção de ginásio poliesportivo com arquibancada para cento e noventa e cinco pessoas e arena, de apoio à administração, vestiários, chuveiros, depósito, copa e enfermaria. Para construção do Módulo Um há necessidade de um terreno de, no mínimo, dois mil e quinhentos metros quadrados, e o valor a ser investido pelo governo federal é de dois milhões, quatrocentos e vinte e dois mil reais. No Módulo Dois, que é um pouquinho maior: um terreno de três mil e quinhentos metros quadrados, o valor investido é dois milhões, seiscentos e setenta e dois mil reais. E o Módulo Três, ainda mais amplo, num terreno de sete mil metros quadrados, o valor de três milhões, duzentos e sessenta e dois mil reais, com uma área aberta, vestiários, ginásio, academia completa de atletismo. Cabe ao Poder Executivo cadastrar o Município. Estou indicando as áreas: nos bairros Germano Henke e Aeroclube, no terreno junto à Escola Estadual de Ensino Fundamental Promorar; no Bairro Santa Rita, nos fundos da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Pedro Steigleder, o Município tem um terreno de seis mil metros quadrados; no Bairro Centenário/Rui Barbosa, junto ao terreno entre as Ruas João Vicente e Simões Lopes Netto; no Bairro Olaria, ao lado da Escola Municipal de Educação Infantil Adenillo Edgar Rübenich-Tio Riba; e no bairro Municipal, junto a um terreno ao lado do Lar do Menor. São obras do Programa de Aceleração do Crescimento–PAC 2, do governo federal. Estou indicando, para que o governo municipal possa realizar essas obras, e informando na indicação que o prazo de inscrição é até o dia cinco de abril deste ano. Estou alertando o governo municipal que existe isso, Montenegro está contemplado. Espero que o governo municipal inscreva o Município e ele receba essa obra tão importante, o Centro Esportivo. Vereador Rosemari Almeida: Falo sobre o evento do final de semana: o Rodeio, no Parque Centenário. Foi um grande evento. Fui anunciada para fazer uso da palavra na abertura oficial e assim o fiz, em nome deste Poder Legislativo, dos dez Vereadores. Como lá também foi colocado, esse Primeiro Rodeio Crioulo da Integração aconteceu graças à parceria desta Casa, que numa sessão extraordinária votou a verba, uma pequena verba, para algumas despesas do Rodeio. Reunimo-nos sem ganhar nada à parte do nosso salário, não se tem mais jeton em sessão extraordinária, e não se precisa disso, viemos aqui cumprir com o nosso dever e colaborar com o Poder Executivo. Grande Rodeio. E lá, Senhores Vereadores, especialmente Vereadores Naná e Gustavo, meus colegas de partido, naquele momento voltei um pouco no tempo. Quando cantamos o hino, quando olhava aqueles Centros de Tradições Gaúchas-CTGs todos colocados, em posição de sentido e respeito na hora dos hinos. Um momento cívico, num lugar abençoado, porque Montenegro é abençoado por ter um Parque como nós temos. Não conheço outro Município que tenha um Parque com aquela estrutura. Por isso voltei no tempo, para o ano de mil novecentos e oitenta e cinco. Eu já estava trabalhando na Secretaria-Geral da Prefeitura. Lembro-me de todas as tratativas do então Prefeito, Erny Carlos Heller, para ampliar o Parque Centenário. Para quem não sabe, o Parque não era do tamanho que está hoje. Através do Decreto n.º 1.456/85, de oito de julho de mil novecentos e oitenta e cinco, tornou de utilidade pública aqueles quatro hectares que hoje fazem parte do Parque. Toda aquela “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 3 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes parte de cima, onde foi construído o Rodeio, onde tem aquela mangueira, só foi possível porque, naquela época, um homem de visão não mediu esforços e adquiriu aquela área prevendo que se poderia ampliar e muito bem utilizar aquele Parque. Agora lá está uma belíssima estrutura que, com certeza, será muito utilizada. Muitos anos se passaram, mas lá está a estrutura. É assim que funciona. Não temos que só tecer elogios a este ou aquele governo, isso é uma caminhada. Quando o político quer fazer o seu trabalho sério ele já projeta para frente, não importa o nome, talvez poucos lembrem que o Senhor Erny fez aquilo, que hoje leva o nome do Parque Centenário Erny Carlos Heller, responsável pela grande ampliação. O importante é ter à disposição da comunidade para ser usado. E aí a sequência dos governos. Por isso que nessa noite faço um pedido de providências, que não é novidade, Secretário Municipal de Obras Públicas Ademir Fachini, mas o senhor já leve para o Prefeito. Falamos com o Prefeito anterior, Percival de Oliveira, há dois anos, logo depois de um evento Farroupilha lá no Parque, onde acontecem os acampamentos, também estava acampada naquela ocasião, e as pessoas comentaram da dificuldade, famílias acampam, e não tinha um chuveiro para ser utilizado. Têm pessoas que ficam vários dias acampadas. Não é tão difícil construir os banheiros com chuveiros. Hoje se coloca banheiro químico, que resolve a situação da parte funcional. Não tive meu pedido, que levei em nome da comunidade naquela época, atendido, e agora estou fazendo oficialmente para o Prefeito Paulo Azeredo, que já anunciou a utilização daquele Parque para outros eventos que estão surgindo agora em maio, e também haverá rodeios nesses eventos. Então, as pessoas estarão acampadas lá. Construir em alguns pontos banheiros dotados de chuveiros. Isso é simples, não gasta muito e temos que pensar no que o povo precisa. A exemplo do que temos hoje, equipamentos onde as pessoas fazem suas atividades físicas. A comunidade tem que ter oportunizado. São coisas mínimas, mas que o povo utiliza. Temos que pensar nas coisas básicas, solicitações, talvez, não tão grandiosas, mas que representam muito para as pessoas que fizeram o pedido. Amanhã, mulheres aqui presentes, o Dia Internacional da Mulher. Estamos vivendo também aqui na Casa, aprovamos a quinze dias projeto do Vereador Tuco, instituindo a Semana Municipal da Mulher Montenegrina. Temos hoje que lembrar que amanhã é o nosso dia, o Dia da Mulher. Procurei alguns poemas, fiz alguns rabiscos, e quando olhei o que a grande escritora Martha Medeiros escreveu, na Zero Hora de ontem, achei bem interessante, porque nós, com as conquistas que tivemos, os avanços que nós enquanto mulheres conseguimos, como consequência também ficamos com muitos conflitos. A Martha Medeiros colocou assim: “O que é ser Mulher. Sempre que chega essa época do ano, prometo a mim mesma: minhas próximas férias serão tiradas em março. Vou alugar uma choupana em Ushuaia e só volto quando pararem de falar no Dia da Mulher. Apenas para evitar a pergunta que tantos pedem que a gente responda: ‘O que é ser mulher?’ Basicamente, ser mulher é ter nascido com os cromossomos XX. Será que isso responde à questão? Responde, só que de modo desaforado. Espera-se que colaboremos: ‘Ser mulher é ser mãe, esposa, profissional...’. Alguém ainda aguenta essa churumela? Se é para refletir sobre o assunto, então sejamos francos: ninguém mais sabe direito o que é ser “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 4 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes mulher. Sofremos uma descaracterização. Necessária, porém aflitiva. Entramos no mercado de trabalho, passamos a ter liberdade sexual e deixamos para ter filhos mais tarde, se calhar. Somos presidentes, diretoras, empresárias, ministras. Sustentamos a casa. Escolhemos nossos carros. Viajamos a serviço. Saímos à noite com as amigas. Praticamos boxe. O que é ser mulher, nos perguntam. Pois, hoje, ser mulher é praticamente ser um homem. Nossa masculinização é um fato. Ok, nenhuma mulher desistirá de tudo o que conquistou. A independência é um ganho real para nós, para nossa família e para a sociedade. Saímos da sombra e passamos a existir de forma plena. E o mundo se tornou mais heterogêneo e democrático, mais dinâmico e produtivo, em suma: muito mais interessante. Mas não nos deram nada de mão beijada, ganhamos posições no grito, falando grosso. E agora está difícil reconhecer nossa própria voz. Alguém ainda conhece uma mulher reprimida, omissa, sem opinião, sem pulso? Foram extintas e deram lugar às eloquentes. Nada de errado, repito. Acumulamos uma energia bivolt e isso tem nos trazido inúmeros benefícios – deixamos de ser um simples acessório, nos integralizamos. Mas essa nova mulher ainda se permitirá um segundinho de ‘cuida de mim’? Se os homens estão se permitindo ser frágeis, por que não nos permitimos também, nós que temos os royalties dessa condição? É no amor que a mulher recupera sua feminilidade. É na relação a dois. Na autorização que dá a si mesma de se sentir cansada e de permitir que o outro tome decisões e a surpreenda. Um amor sem tanta racionalidade, sem demarcação de território, sem guerra pelo poder. É onde ainda podemos ressuscitar a mulher que fomos, sem prejuízo à mulher que somos.” Vereador Marcos Gehlen: Faço uma saudação especial e agradeço as presenças ilustres dos irmãos das Igrejas Assembleia de Deus e Assembleia de Deus Madureira, da Igreja Batista, da Igreja ARCA, da Igreja Quadrangular, e todos os fieis da Igreja Católica das Paróquias Sagrado Coração de Jesus e São João Batista. Saúdo, de forma especial, as valorosas mulheres, feministas, ativistas, lutadoras da causa, e a todos que se fazem presentes hoje a fim de acompanhar os trabalhos do Legislativo. Como a Vereadora Rosemari falou, amanhã é o Dia Internacional da Mulher, como se todos os dias não fossem o dia da mulher. Estamos vivendo a Semana da Mulher Montenegrina, maior homenagem que poderíamos prestar. Parabéns pelo seu dia. Dentro desse tema, na noite de hoje teremos uma das votações mais polêmicas dos últimos tempos. Trata-se de um projeto de lei que apresentamos, o qual proíbe a exposição, no território municipal, de cartazes, outdoors e sistemas correlatos de propaganda e marketing com exibição de imagens eróticas ou de nudez em casas noturnas e semelhantes. O assunto é tão contraditório, que até a Comissão Geral de Pareceres-CGP não conseguiu emitir um parecer e, por isso, o projeto vem, na íntegra, a Plenário. A seriedade e o contrassenso evidenciados nesse contexto da matéria é tanto, que o Consultor Jurídico desta Casa acabou se confundindo e manifestando dois pareceres, diferentes um do outro. O primeiro, de forma verbal, em uma reunião da CGP, pela constitucionalidade e aprovação do projeto. O segundo, uma semana depois, por escrito, oficial, alegando inconstitucionalidade e pela rejeição do mesmo. É muito estranho. Isso, quando o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA, no seu artigo setenta e oito diz: “As revistas e publicações “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 5 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes deverão ser comercializadas em embalagem lacrada, com a advertência de seu conteúdo. Parágrafo único, as editoras cuidarão para que as capas que contenham mensagens pornográficas ou obscenas sejam protegidas com embalagem opaca.” Já existe lei versando sobre o tema. As imagens que pretendíamos projetar são chocantes. São imagens que trouxemos ao debate na Casa e que chocaram, sobretudo as mulheres, que veem na exposição dos corpos femininos, expostos como produto, como mercadoria, a degradação da sua dignidade. E essas imagens que, por problemas técnicos até agora não conseguimos resolver, talvez não possamos projetar, se der tempo faremos isso, porque são imagens chocantes, mas que estão expostas pela cidade a fora. Infelizmente, meandros jurídicos ou argumentos bem elaborados quando não se quer votar uma matéria, ou se que aprovar uma matéria, eles são facilmente conseguidos, tanto para aprovação quanto para a rejeição de alguma matéria. Penso que o que está em jogo aqui é o mérito de dizer não à promiscuidade na comunidade montenegrina. Pensamento que vejo reforçado por todo este povo que se faz presente e que espera uma resposta imediata do Poder Legislativo e dos seus representantes. No passado, o Vereador Roberto, num ato de coragem, disse que cartazes, faixas e assemelhados pendurados nos postes emporcalhavam – esse foi o termo que o Vereador usou – a nossa cidade. Propôs uma lei que foi aprovada e hoje Montenegro é visualmente menos poluído por conta da audácia do Vereador Roberto à época em dizer que teria que se proibir essa questão das faixas penduradas em postes, etc. Agora, Vereador Roberto, o conteúdo exposto nesses outdoors e placas novamente vem emporcalhar a Cidade das Artes. Não é concebível que no ano de dois mil e treze, século vinte e um, ainda tratemos dessa questão de uma forma silente, abnegada. Nosso projeto, como dito na exposição de motivos, tem dois vieses: o primeiro, ele que dizer não à exposição de seres humanos como produtos, dizer não à banalização da venda de corpos e dizer sim à dignidade de todas as mulheres que não querem ser vistas como objetos, pois não o são; o segundo, diz respeito à formação dos indivíduos em desenvolvimento, as nossas crianças, que já estão confusas entre o que é certo e o que é errado. O que dizer, por exemplo, a uma criança de cinco ou seis anos ao passar por uma dessas imagens, que não conseguimos aqui a projeção, infelizmente, até nisso pode haver uma ação, que nós sabemos de onde vem. Mas os senhores conhecem essas imagens, pois elas estão expostas. Ali, na RS 287, onde é caminho das escolas A.J. Renner, Adolfo Schüler, Dr. Walter Belian, Lar do Menor, a Creche. No Centro da cidade também, na rótula com a Avenida Ernesto Popp tem mais uma. Observamos que todos esses outdoors não têm rosto, mostram apenas o produto que é vendido naquelas casas de prostituição. Não precisa rosto porque é um produto. Não podemos aceitar esse tipo de coisa dentro da nossa cidade. Todos sabemos que desde que o mundo é mundo existe a prostituição, o comércio sexual, mas daí achar que é normal expor isso de uma forma que, minimamente, é constrangedor ao passarmos por ali com nossas esposas, mães, avós, amigas e filhas. Não é mais aceitável na sociedade contemporânea que fala tanto em garantia de direitos, em igualdade de gênero, em liberdade. A liberdade de lá termina quando começa a minha aqui. E a minha “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 6 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes opção é por não estar assistindo a isso e tenho certeza que a opção de muitas pessoas também não. Senhores Vereadores, é muito mais sério do que parece, não é algo simples, banal, apenas da mente do Vereador após um ano e meio de discussão com o coletivo de mulheres, que debate sobre a violência à mulher, é muito mais sério. Porque logo ali na frente vamos estar tão banalizados que vai ser algo simples termos que recolher crianças e adolescentes das praças públicas praticando atos que hoje a gente nem gostaria de imaginar. Então, Vereadores, os senhores viram as imagens, receberam o projeto com as imagens. Em nome deste povo que está aqui, deste povo da Igreja que está aqui, deste povo que luta, por essas mulheres feministas que lutam por igualdade e dignidade, quero suplicar aos senhores que deem uma resposta adequada a essas pessoas que vieram esperando o resultado e, portanto, rejeitemos o pedido de Vista do Vereador Joacir que visa protelar em treze dias a votação e aprovemos esta matéria tão importante na construção de uma sociedade decente, justa e solidária. Vereador Ari Müller: Não usaria a Tribuna, mas tenho que fazer alguns esclarecimentos. Quanto às câmeras de videomonitoramento, falado pelo Vereador Renato. Para mim esse assunto já estava encerrado, mas vocês (plateia) precisam saber o que realmente acontece. São treze câmeras, quatrocentos e setenta e um mil reais. Foi licitado, assinado o contrato no final do governo passado. O que nós queremos? Mais câmeras pelo mesmo dinheiro. Se forem vinte já é um resultado positivo. O senhor sabe onde serão colocadas essas câmeras? Talvez a maioria de seus bairros não seja privilegiada. Se colocarmos trinta e oito, vinte e cinco câmeras a mais, quanto mais segurança dará isso? Vereador, nos dê um tempo, ao menos oito meses. O seu governo em oito anos não fez e o senhor está batendo nisso desde a primeira sessão. Estamos acertando problemas que o seu governo deixou. Se pudermos colocar trinta e oito câmeras, quantas pessoas e espaços a mais poderão ser beneficiados. O contrato assinado e licitado pode ser revisto, sim, isso foi dito aqui na terça-feira à tarde e o senhor não disse nada contrário. Foi colocado pelo Procurador do Município, pelo seu convidado Jackson Müller, e o senhor não disse nada contrário. Pode ser revisto, sim, pela economicidade. O mandante do Município tem que trabalhar em fazer o máximo com o dinheiro, que é do povo. É isso que esse governo está fazendo. Um exemplo, talvez tenham lido no jornal: um contrato feito para conserto de uma escola na Rua Nova, valor do contrato de vinte e quatro mil reais. O nosso Secretário Municipal de Obras Públicas, Ademir Fachini, pegou os pedreiros e engenheiro da Prefeitura, foi lá e fez num sábado e domingo. Quanto gastou? Um mil, novecentos e vinte reais. Vinte e dois mil reais de economia. Ainda querem criticar o nosso governo? Botaram tanto dinheiro fora nesses oito anos. Não fizeram as câmeras em oito anos. Nós temos apenas setenta dias. Nos dê um prazo de oito meses que nós vamos mostrar para o senhor como se faz. Não queria fazer esse desabafo, mas vocês (plateia) têm que saber o quê está acontecendo. Vamos parar com esse “ranso” político, e vamos aglutinar, ajudar a fazer. Em aparte, o Vereador Renato Kranz: As treze câmeras licitadas, os locais, foram indicados pela Brigada Militar. São os treze locais da cidade mais necessários e importantes. Todos os treze contemplados são das fugas e entradas da cidade. Todos sabemos que pelo fato de termos as Rodovias (RS) que cortam a “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 7 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes cidade e vão para o Vale do Caí, para a Serra, para Lajeado e Grande Porto Alegre, precisamos cerca-la com equipamento capaz de inibir e também de pegar aqueles ladrões que vêm de outras regiões. Nesta Casa, na terça-feira, não foi dito que o contrato do Arroio São Miguel seria rompido. O contrato com a empresa Toniolo Busnello, o Prefeito disse que será o mesmo contrato, mas com alteração no projeto. Em relação ao videomonitoramente, o contrato foi rompido. Não queremos apenas criticar, queremos apontar caminhos, o melhor para a nossa cidade. Ainda não nos convencemos, com relação às câmeras de videomonitoramento, de que, com o mesmo valor, colocar mais. O orador retoma a palavra: É verdade, esses locais foram apontados pela Brigada Militar. Nesses locais serão colocadas as câmeras. Mas se lá na vila, lá no bairro, acontece um crime e tem uma câmera ali perto, esclarecerá muito mais. Quanto mais câmeras, pelo mesmo valor, melhor! Se depois dos oito meses não colocarem, aí me rendo ao senhor. Quanto ao Arroio São Miguel, os problemas de enchentes serão resolvidos, sim, e bem mais barato. São quase quatro milhões e duzentos mil reais a fundo perdido. Fiquei sabendo aqui que a empresa pediu mais um aditamento, mais um valor de praticamente um milhão de reais para consertar esse projeto, alterações que têm que ser feitas. Quer dizer, o Executivo tem que desembolsar mais um milhão. Vamos rever esses contratos. Vamos fazer mais com o mesmo dinheiro. Quanto ao Parque Centenário, Vereadora Rose, a senhora citou que o ex-Prefeito Erny Carlos Heller comprou aquela área, isso é elogiável. O que é bom nós elogiamos. O que está errado, criticamos. Que bom que ele teve essa visão. Hoje temos ali um belíssimo parque de rodeio. É uma pena que em vinte anos teve que vir o Paulo Azeredo para fazer esse rodeio. Outros não tiveram essa iniciativa. Que se diga: O Vereador Braatz tem participação nisso também. Ele vai dizer que foi ele quem iniciou a reunião aqui, e é verdade. Uma bela festa lá, um Parque aproveitado onde antes era brejo e corria água de esgoto. Alguns ainda criticam, mas como diz o Vereador Joacir: “Não somos ovelhas clonadas, cada um pensa de uma maneira.” Méritos ao exPrefeito Erny, meu amigo, e ao que fez agora com praticamente nada de dinheiro e tudo doado. O que foi utilizado? Maquinário da Prefeitura para puxar aterro, horas de funcionários, mas os tradicionalistas se envolveram trabalhando de graça. Não sei se teve o custo de trinta mil reais. Moirões doados, toras de eucalipto doadas por tradicionalistas e outras pessoas, serradas, e muito trabalho de funcionários e de Cargos em Comissão-CCs. Quanto ao projeto a ser votado hoje, não discuto o mérito do projeto, Vereador Tuco. Tenho que justificar o meu voto na CGP, que votei contra. Foi apontando pelo nosso Consultor, homem sério, idôneo, a inconstitucionalidade desse projeto. Isso qualquer dono do empreendimento derruba a hora que quiser. Se temos um assessor jurídico na Câmara que nos orienta, eu, como vereador, não posso votar um projeto que é inconstitucional. Não vou votar um projeto que amanhã ou depois é derrubado. Nós corremos risco, ainda, de sermos processados por perdas e danos. Isso foi dito na reunião. Todos nós, os dez Vereadores, sabemos. Em aparte, o Vereador Marcos Gehlen: O senhor pode falar nove Vereadores, porque este décimo Vereador não tem esse entendimento. O orador retoma a palavra: Para mim fica difícil vir aqui e votar algo que sei não ter validade. O projeto do Vereador Braatz proibiu os cartazes em área “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 8 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes pública. Votei a favor. Mas esses cartazes são colocados em áreas privadas, dentro da propriedade do estabelecimento. Aí muda muito. Não é competência de vereador fazer isso. Não discuto o mérito. Porque aí temos que proibir o que acontece nas novelas. Eu dificilmente assisto novelas. Temos que proibir todas as propagandas de lingerie na rua. Temos que proibir as praias, onde as mulheres andam de tanguinha, fio dental. Não temos poder para isso. Não adianta eu vir aqui e fazer demagogia: vou votar contra e vai acabar. Ali adiante, eles derrubam. Conversei hoje com dois jurídicos, conhecedores da matéria, para me certificar mesmo, os dois me disseram: “Ari, é inconstitucional, vocês não têm o poder. Se votarem, correm o risco sério de serem processados, porque os donos desses estabelecimentos derrubam isso imediatamente e ainda metem um processo em cima de vocês.” Essa é a questão. Vereador Roberto Braatz: Desconfiemos sempre quando alguém nunca contesta. Quando alguém sempre concorda com tudo, tenho que desconfiar. Oposição faz bem, deixa-nos espertos, é bom para qualquer Executivo. Fui oposição firme, dura, mas sempre foi para o bem do Município. Podia errar, podia acertar. Sei que acertei muito. Oposição é saudável para qualquer sociedade, inclusive entidade, até mesmo na Igreja. É muito boa a oposição quando ela é construtiva. Quando tem um cunho de apontar erros, mas também soluções. Quanto às câmeras de vigilância, tenho o dever de colocar para as pessoas de que a Administração passada teve oito anos para fazer, implantar as câmeras de videomonitramento. Não fez. Mas mais do que não fazer, é que não veio aqui na Câmara aprender como fazer. Em dois mil e sete, numa noite de muito frio, veio uma comitiva da Prefeitura Municipal de São Leopoldo, a pedido da Câmara, por intermédio de um requerimento deste Vereador, onde trouxemos o Secretário e técnicos daquela Prefeitura para apresentar o modelo que estava sendo implantado de videomonitoramento em São Leopoldo. A Prefeitura foi convidada. Quantas pessoas o Prefeito indicou para virem aqui na reunião? Acham que o Prefeito esteve aqui? A Administração defendia já naquela época a implantação, mas não veio ninguém. Em aparte, o Vereador Renato Kranz: Na segunda-feira esteve aqui o Coronel Edar Borges, Comandante do Comando Regional de Policiamento Ostensivo-CRPO, que foi muito enfático e claro que a Brigada Militar, juntamente com a Associação dos Municípios do Vale do Rio CaíAMVARC, prefeitos do Vale do Caí com o Consórcio, haviam feito um projeto que contemplaria todos os municípios do Vale do Caí naquele momento, dois mil e seis, dois mil e sete e dois mil e oito. Esse projeto foi encaminhado a Brasília, junto ao Ministério da Justiça, ao então Ministro Tarso Genro, hoje Governador do Estado. Esse projeto ficou no Ministério durante um período muito grande e o Município de Montenegro não tinha razão por que fazer somente ele um projeto de viedomontoriamento se estava englobado dentro de todos os municípios. Não quero justificar, acho que o Município tem que estar presente. O orador retoma a palavra: Não procedem as colocações do Vereador Renato, porque naquela época da reunião não existia projeto nenhum. Não se fala nada em regionalização, em consórcio. O único consórcio que existia era da Saúde. Muito depois é que se veio falar. Ademais, demos um tempo sim, até para que acompanhemos e possamos comparar o que estava licitado, e o Prefeito atual não quer contratar, com o que “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 9 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes vai expor. Aí poderemos dizer se o que estava licitado pelo governo anterior é melhor do que está posto. Fora isso, estamos fazendo exercício de futurologia. Uma coisa é certa, hoje nós não temos por culpa do Executivo anterior que não quis aqui aprender na reunião com técnicos da Prefeitura de São Leopoldo. Outro assunto, diz respeito a um pedido de informação que faço hoje, relativamente ao retelhamento na praça de esportes do educandário José Pedro Steigleder. Em vinte e quatro de janeiro, posso estar equivocado, já havia apontado isso através de um pedido de providências. Falei com o Secretário Municipal de Educação e Cultura. O Prefeito disse, em uma reunião de Secretários: “Temos que fazer e iremos fazer!” Estamos no último mês do primeiro trimestre, as aulas já começaram. Estamos adentrando ao terceiro mês sendo igualzinho ao governo anterior, que teve sete ou oito meses para fazer e não fez. O governo atual está querendo se igualar ao governo anterior nesse quesito: falta de respeito total com o maior educandário municipal de Montenegro, onde tem a maior quantidade de alunos. Faço de novo essa colocação, porque é uma falta de respeito com os alunos e pais daquele colégio. O governo atual está falhando, e muito. Vinte e poucas telhas, e não colocar em quase dois meses e meio não tem justificativa. Tinha que ser prioridade. Se tiveram condições de fazer uma Festa do Peixe e um Rodeio, muito mais tinham para fazer aquilo que tem que ser feito como prioritário que é a colocação de telha lá na José Pedro Steigleder. Realmente, Vereador Ari, o senhor tem razão, o nascedouro, a semente lançada de o rodeio ser lá no Centenário foi aqui, na reunião com os tradicionalistas, a pedido deste Vereador. A ideia não foi minha, mas foi lançada aqui. O Prefeito anterior podia ter feito e não fez. Mérito ao atual que tomou a proposta para si, abraçou a ideia e fez. E mostrou para a população montenegrina e de fora aquele espaço maravilhoso que tínhamos lá e estava “morto”, num brejo. Alguns só dão mérito para uns, os outros não tem mérito nenhum. Então, nunca alguém, nem da Administração mesmo, falou que este Vereador teve a ideia de fazer reunião e aqui nasceu essa iniciativa de fazer lá o Rodeio. Não tem problema, o importante é ter acontecido. Não posso deixar de cumprimentar a Administração, os tradicionalistas, aqueles que se empenharam, mas tem uma pessoa aqui hoje que teve um papel importantíssimo, foi o braço direito do atual Prefeito: o Manoel Eliseu Selbach, mais conhecido como Zeu. Cheguei, na sexta-feira à noite, no Parque Centenário, e aquele homem estava lá, já curvando de cansado fisicamente de atender tudo, de lá para cá, correndo, preocupado, e aí a parte emocional, para que tudo desse certo. Toda hora tocando telefone para ele, a gente não conseguia conversar porque todo mundo estava ligando para ele. Era a área de segurança falando com ele, a logística falando com ele, tudo era ligando para ele. Eliseu, tiveste um papel fundamental! Meus parabéns! A Administração precisa muito de ti ainda, tens muito a dar para essa Administração. Montenegro deve muito a ti nesse quesito Rodeio de Montenegro. Meus cumprimentos, publicamente. Ontem, alguns integrantes da Comissão do Plano Diretor, Vereadores Gustavo, Joacir e este que vos fala, estiveram no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem-DAER, em Porto Alegre, tratando da preocupação de onde passará o possível traçado da RS 287, ou 240, que é essa que vem lá do Rincão do Cascalho, passando por dentro de “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 10 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Montenegro, mas que existe uma proposta do governo estadual de fazer uma variante, a partir da antiga Antarctica/AMBEV, e passar por trás ali entre as empresas Doux-Frangosul e CBC, enfim, por Faxinal. Isso é algo muito comentando hoje, mas não se sabe exatamente. Tentamos lá saber e acabamos ficando sem resposta. O que obtivemos de mais concreto, acho que isso foi importante, mostraram para todos nós. Se fala muito lá da Panorama, daquele problema lá que deu acidentes com mortes, quantas mortes aconteceram ali, na altura da Panorama com a RS 287-Rodovia Maurício Cardoso. Não estou inventando, nos mostraram, está lá, sabem o que o DAER, tecnicamente, definiu em dois mil e seis para aquele espaço? A implantação de lombada eletrônica. Tal qual existe lá na Promorar, onde nunca mais deu acidentes com morte; na Cinco de Maio, naquele trecho onde nunca mais deu mortes depois que implantaram a lombada eletrônica. Onde nunca mais deu morte aquele ponto onde está a lombada eletrônica ali na altura da rodoviária, pois, pasmem, a avaliação técnica do DAER era a implantação de uma lombada eletrônica. Quem não quis e quis sinaleira? O Prefeito anterior. Vejam quantas vidas foram ceifadas porque “eu” não quis a lombada eletrônica e quis a sinaleira. Vidas foram perdidas, famílias foram destruídas, porque não quis “me” subordinar a uma orientação técnica que apontava a implantação de lombada eletrônica. Volto nas Explicações Pessoais para outros assuntos. Vereador Márcio Müller: Já tivemos a Festa do Peixe que embelezou a beira do rio. Um ofício da Brigada chegou até minhas mãos, de que foram dezessete mil pessoas que passaram pela Festa do Peixe. Vejam a importância que foi a Festa do Peixe, simples, realizada com meia dúzia de recursos, mas muito importante para o nosso Município. Também quero falar sobre o Rodeio, que foi algo muito emocionante para mim, que nunca havia participado da abertura de um rodeio. Fui convidado diversas vezes, mas nunca fui. Desta vez fui porque a empolgação era muita, das pessoas que trabalhavam lá, se via que eles queriam fazer algo para mostrar para a comunidade que nesses sessenta dias de governo era possível fazer. Fui na quarta, quinta e sexta-feira de noite; no sábado durante o dia e no domingo de manhã para prestigiar a abertura. Fiquei muito feliz com o que vi, aqueles cavaleiros tradicionalistas, liderados pelo Prefeito Paulo Azeredo, que estava realmente emocionado. Fomos abençoados até com uma pequena chuva para apagar o pó. Parece que foi tudo programado. Endosso as palavras do Vereador Braatz, quando ele fala do Eliseu Selbach-Zeu, grande figura que ganhou uma oportunidade no governo e está se destacando pelo trabalho realizado. Acho que o Prefeito tem que seguir nessa linha, de colocar o Cargo em Comissão-CC lá e fazer o sujeito trabalhar. Não sei se é verdade que muitos CCs caíram porque foram convocados para trabalhar, fizeram corpo mole e acabaram sendo demitidos nesta semana. Mas tem que demitir, o sujeito que é CC está aí para trabalhar, tem que vestir a camiseta dos projetos do governo e trabalhar, suar a camiseta, porque tem outros na fila. Como o Ademir Fachini, num dia que cheguei lá e estava ele e mais alguns outros, com a furadeira na mão fazendo a arquibancada, parabéns. Pelo facebook, recebi e vi elogios ao espaço que antes era brejo, criadouro de cobras, de insetos e bichos peçonhentos. Elogios do pessoal dos Trilhos, dos fundos do Centenário, dizendo que nunca tinham visto algo igual, moram lá desde crianças e “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 11 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes nunca viram aquele espaço tão bonito como está. Quem sabe agora as crianças dos Trilhos, da proximidade, possam usar aquela cancha de areia para brincar, jogar futebol. É um espaço que pode ser aproveitado mais tarde para futebol de areia, já dei essa sugestão ao Prefeito: um campeonato de futebol de areia nos meses de novembro e dezembro como classificatória para o Bolamar. Pode ser feito um motocross nas proximidades, em vez de irmos para outros municípios, como, por exemplo, Maratá. O Prefeito Paulo disse-me que a intenção dele é comprar o Tio Manduca, se não for muito caro, porque ali pode ser feito um rodeio internacional. Ousado! Mas tem nosso apoio. É muito bonito ver os tradicionalistas engajados, é gente que trabalha, de fé, séria. E o tradicionalismo é muito importante para as nossas crianças cultivar honradez, tradições gaúchas e as coisas boas. Hoje temos aqui um contraponto. Um projeto do Vereador Marcos que quer retirar as imagens eróticas e de pessoas seminuas da cidade. Votei favorável, muito embora tenha um parecer contrário, de inconstitucionalidade. Digo-lhe que o Consultor desta Casa não tem dois pareceres. Ele examinou o projeto levemente, sem entrar em maiores detalhes, não aprofundou os conhecimentos, por isso disse que o projeto estava de acordo com a lei. Foi num momento que ele não devia ter falado, porque não tinha analisado profundamente. No momento que ele fez uma análise profunda do projeto, deu parecer pela inconstitucionalidade. Mas como o senhor disse, existem pareceres pela inconstitucionalidade, e contratar um advogado que talvez lhe faça um parecer pela constitucionalidade, não sei, mas possível talvez seja. Pelo debate que esse projeto trouxe a esta Casa, muito importante, dou-lhe parabéns. Trouxe um debate no jornal, aqui na Câmara e na plateia. É um debate necessário sobre como as pessoas vivem no dia a dia. Como vivemos na nossa comunidade. Liguem as TVs. Eu dificilmente olho TV por falta de tempo. Tem a novela, o Big Brother Brasil-BBB, mais tarde os filmes. As cenas de sexo e eróticas estão aí para quem quiser ver. As pessoas não cuidam: ligam a TV e deixam-na ligada. Tem a música “Ai se eu te pego”, sucesso mundial. A minha filha com dois anos e meio canta uma partezinha. Quanta música se ouve passando lá nos Trilhos, com aquelas caixinhas de som, dos mais diferentes tipos de músicas, todas eróticas, todas levando ao sexo. A internet. Qualquer página que se abra aparece uma mulher seminua, talvez nua. É controlado isso? Qual é o controle feito sobre a internet, a televisão, o rádio? Temos as drogas, que é uma desgraça na sociedade. Muito pior quase do que esse tipo de proibição que o senhor quer fazer. Hoje se está liberando o uso das drogas, quem é pego com uma pequena quantidade é levado à Delegacia e depois é solto. Vai ao fórum e responde a um Termo Circunstanciado de frequentar programas antidrogas e assim vai. Se não houvesse os consumidores de drogas não haveria os traficantes. São condutas das pessoas, e o senhor quer vedar uma conduta. Votei favorável, talvez eu permaneça favorável, não estou decidido ainda. Votei favorável na CGP porque quero apoiá-lo nesse projeto. Quem sabe os atingidos que “esperneiem” via judicial. Hoje não tem o casamento gay? O que os cartórios não aceitavam foi aprovado pela justiça. Entraram na justiça para que essa respondesse e ela respondeu afirmativamente. Quem sabe não seria hora de aprovar o projeto. Muita gente não vai aprovar por ser inconstitucional. Como advogado e legislador, “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 12 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes também não poderia aprovar, mas estou inclinado a lhe apoiar para ver o que vai dar na justiça. Falta dizer no seu projeto: “em via pública”. Isso é importante constar no seu projeto. Proibir de colocar cartazes de pessoas seminuas ou imagens eróticas dentro do seu terreno é inconstitucional. Agora, proibir na via pública, isso quero discussão. Vou votar a favor da Vista por causa disso, talvez o senhor faça uma retificação nesse projeto e aí irei votar, com certeza, a seu favor. Não vou votar porque a Igreja quer ou porque outros querem, mas porque causa debate, polêmica, e isso é importante na minha visão. Uma das funções do legislador é causar a polêmica, o pensamento. Provocar as pessoas a pensar sobre suas vidas, ações, atitudes, votos, a educação que dão para os filhos. Que educação quero para meus filhos? Tenho uma filha de trinta anos e uma de dois anos e meio, daqui a alguns anos quero fazer mais um. Que mundo é esse? Quando eduquei a minha filha que hoje tem trinta anos era mais fácil. Hoje é mais difícil. Talvez no futuro seja mais difícil ainda. Todas as pessoas hoje têm acesso à informação, ao rádio, televisão, amiguinhos. Então, vamos ter que criar uma criança isolada do mundo. Hoje se põe uma criança de zero ano já na creche, e começa o contato com as demais, e que educação tem as demais crianças? Estão junto com meu filho, minha filha, que tipo de pais temos do outro lado? É um projeto que realmente puxa o pensamento, por isso bato palmas para o senhor. Encerrada a Hora dos Oradores, a Presidenta determinou que se prosseguisse a Sessão com a Ordem do Dia, pedindo ao Secretário que fizesse a leitura da matéria a ser votada: 1. Pedido de Informação n.º 47/13, do Vereador Dorivaldo da Silva: Por que não está sendo liberado o subsídio do transporte escolar aos estudantes universitários residentes no Município, conforme a Lei n.º 4.698/2007? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 2. Pedido de Informação n.º 48/13, do Vereador Roberto Braatz: A Administração executará o retelhamento da cancha de esportes da EMEF José Pedro Steigleder? Se positivo, quando? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 3. Pedido de Informação n.º 49/13, do Vereador Dorivaldo da Silva: Existe previsão para colocação de sobras de asfalto nos buracos da rua Vereador João Vicente, trecho entre as ruas Irmã Emmy Laubert e Simões Lopes Neto? Se sim, em que prazo? Quanto à iluminação pública da rua, existe previsão para troca das lâmpadas queimadas? Caso afirmativo, para quando? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 4. Pedido de Informação n.º 50/13, da Vereadora Rosemari Almeida: Tendo em vista que os abrigos de proteção para os táxis encontram-se em péssimo estado de conservação, conforme relato dos próprios taxistas, pergunto: existe algum projeto de melhoria desses abrigos em andamento? Em discussão, a Vereadora Rosemari Almeida: No ano passado foram colocadas algumas paradas de ônibus novas, havia informação de que os pontos de táxis também seriam contemplados. Hoje temos pontos que não têm mais parada alguma e as que existem estão em péssimo estado. Então, queremos saber como está essa situação. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por nove votos. 5. Requerimento n.º 28/13, dos Vereadores Carlos E. de Mello e Rosemari Almeida: Agendamento de reunião para tratar do transporte escolar no Município. Em discussão, o Vereador Carlos E. de Mello: A comunidade é sabedora da “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 13 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes turbulência que tem acontecido devido ao início do ano letivo e também devido à manutenção das estradas do interior, que estão péssimas, e o transporte escolar está tendo dificuldade para transportar os alunos. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais-APAE também está com problemas, enfim, problemas em geral sobre Educação e esse é o motivo do requerimento, para conversar com o Executivo e ver qual o caminho. O Vereador Renato Kranz: Na tarde de ontem fui chamado pelo Ministério Público para dar explicações de como procedíamos com relação ao transporte escolar do ensino médio na área rural, e lá nós explicamos. Hoje ainda os alunos da área rural não têm o subsídio no ensino médio para as escolas da área urbana. A informação que tive do Promotor, ontem, de que daria prazo de até hoje ao governo municipal se organizar, ou entraria com uma ação civil pública. Nos próximos dias deveremos ter, de forma liminar, a solução dos problemas do transporte escolar do ensino médio. A questão do transporte da APAE é extremamente preocupante, hoje fui procurado por mães que não estão tendo transporte escolar. É realmente muito triste isso, crianças que não podem ir para a escola porque não estão tendo o transporte que tinham até trinta e um de dezembro. Vereadora Rosemari Almeida: Como já foi colocado pelos Vereadores que me antecederam, é preocupante. As queixas são muitas no transporte, não sei o que aconteceu. Os universitários não estão ganhando aquela participação, aquele incentivo do Município. Ensino médio já na Promotoria, sem falar nas crianças da APAE, alunos da APAE. Imaginem, depois de um período de férias, o quanto se prepara uma criança especial para voltar àquele local, ela ansiosa para ir, a família estruturada com a ida daquele filho para lá, o transtorno que causou, a decepção nessas crianças que não entenderam até agora o que está acontecendo. Por isso que nós estamos promovendo essa reunião, para tratar do transporte escolar em geral no Município para que, aqui nesta Casa, se ajude a encontrar o caminho. Estamos dispostos a auxiliar, no que for possível. Levado o Requerimento à votação, foi aprovado por nove votos. 6. Requerimento n.º 32/13, do Vereador Joacir Menezes: Requer Vista, por 13 dias, ao PL n.º 07/2013, do Ver. Marcos Gehlen, que proíbe a exposição, no território municipal, de cartazes, outdoors e marketing, com exibição de imagens eróticas ou de nudez em casas noturnas e semelhantes. Em discussão, o Vereador Joacir Menezes: Mérito não é igual à legalidade, mérito é vontade. Eu quero e gostaria que fosse, mas não posso. Não é vontade só minha, desse pedido de Vista, é também um pedido da maioria dos Vereadores, que fizéssemos esse pedido. Para que? Para mim seria fácil dizer não ou sim, só que nós Vereadores, os Pastores que estão aqui, enfim, todas as pessoas, somos também formadores de opinião. Nós, na qualidade de Vereadores, temos que ter, no mínimo, conhecimento de causa. O que pode e o que não pode. O Vereador Márcio fez algumas referências, que eu faria, a legalidade, a liberdade, gostaríamos que os programas de televisão fossem diferentes, fossem selecionados, fossem só educativos, aí tem “n” programas que estão lá na nossa casa, ligados. Eu quero, até em defesa do próprio projeto, para nós seria muito fácil: votamos a favor. E eu poderia dizer “em respeito à educação, à religião, às mulheres, voto a favor”, mas existem as possibilidades: votarmos a favor ou votarmos contra. Se votássemos a favor, iria lá para o Executivo sancionar “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 14 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes ou não, aceitar ou não. Tendo em vista o parecer, e baseado no parecer jurídico, a lei federal diz que não é incumbência da Câmara fazer lei desse tipo. Consultei dois Procuradores, o do Legislativo e o do Executivo, e temos dois colegas Vereadores, o Márcio e o Roberto, que são advogados também, tem conhecimento de causa, ninguém aqui é contra o projeto. O que precisa, como os Vereadores Renato e Márcio fizeram algumas colocações em relação à adequação do projeto, se ele for legal, muito bem. Pois bem, votamos, passou o projeto, o Prefeito não vai poder sancionar, porque o projeto é ilegal, é inconstitucional. A lei maior é a federal, não pode ser submetida a do Município. Não sanciona, vem para cá, temos a possibilidade de derrubar o veto ou acatar o veto. Digamos que votou, passou e virou lei. A lei diz que tem que ir lá retirar esses cartazes onde existem. Que papel vai fazer o secretário ou a fiscalização, que são funcionários de carreira? Vai lá e retira. No outro dia entram na justiça esses empresários e é obrigado a recolocar. Recoloca. Que papel que fizemos? De bobo. O Pastor e as pessoas que opinaram sobre isso. E quero fazer uma referência, tenho uma ligação muito forte com as pessoas de todas as Igrejas, e dizer que as Igrejas têm feito um trabalho maravilhoso, tirando prostitutas, viciados e presidiários desses lugares. Portanto, não vai ser através da lei que as pessoas vão buscar a Igreja, mas através do reconhecimento do caminho certo ou errado, esse é o caminho largo, que os Pastores sabem muito bem e nós também, da vida, o estreito que é difícil e é ali que tem que buscar Deus. Portanto, quero também que Deus nos ilumine, nós Vereadores, os jurídicos, aí solicito a Presidenta que se faça um pedido para a Delegações de Prefeituras Municipais-DPM e mais um parecer jurídico para que possamos tratar isso com seriedade, com responsabilidade, porque ninguém é contra o projeto. Vereador Marcos Gehlen: Tenho pleno conhecimento da matéria, inclusive até me assusta quando o Vereador Joacir, proponente do pedido de Vista, fala com tal propriedade. Como defensor da legalidade, deve saber que a própria Lei Orgânica do Município tem vários artigos inconstitucionais e mesmo assim nunca se manifestou nesse sentido, assim como diversas leis que existem no nosso Município são inconstitucionais e ninguém nunca arguiu inconstitucionalidade alguma. A minha intenção com este projeto, tanto quanto na Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI, que não obtive apoio algum, nenhuma assinatura nesta Casa, é ver o benefício acontecer. Esse é o meu objetivo e quem me conhece sabe muito bem disso. Isso tudo é discurso. Porque, por simetria, já poderiam ser retirados esses cartazes, por simetria ao ECA, artigo setenta e oito, que prevê isso, que esse tipo de conteúdo não pode ser usado de forma discriminada. E, mais uma, esse pedido de Vista, com todo respeito ao companheiro Joacir, apenas a ferramenta me parece inadequada, porque ele tem um objetivo muito claro que é postergar esta votação e quem sabe levá-la a estagnação e a gente não conseguir sucesso, mas vamos seguir lutando. Sou totalmente contrário ao pedido de Vista, peço apoio aos Vereadores para que nós derrubemos este pedido e votemos a favor, porque se nós colocarmos esse item na lei, dizendo que é em via pública, vou colocar uma cerca e vou colocar uma cena de sexo dentro da minha casa e ninguém vai poder tirar, isso é a verdade! E outra, a marca de um grande político é mudar paradigma, é ter a coragem e não ter medo de mudar. Se for “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 15 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes inconstitucional, o Prefeito que vete. O caso aqui é o mérito, parecer constitucional ou inconstitucional, isso falei antes, pode se obter a qualquer momento. Na segunda–feira, a senhora estava presente, Vereadora Rose, quando a Promotora Graziela Lorenzoni, aqui em uma reunião, disse que iria dar uma olhada nisso porque é questionável. Com relação a praias, TVs, Big Brother, músicas, etc., isso está lá longe e não posso tocar nisso. Mas na minha casa tem um filtro, na minha casa não se vê, eu aperto o botão, eu desligo, tiro a internet da tomada, lá quem dá as cartas sou eu. Aqui na rua nós podemos tocar, afinal de contas nós fomos eleitos pelo povo para fazer isso, para tocar. Então, respeito a pessoa do Vereador Joacir, tenho ele como amigo e ele sabe que o sou de fato. Mas penso que essa ferramenta é inadequada, até porque a dita inconstitucionalidade, a profissão de prostituta não tem regulamentação nacional, ou seja, se é irregular, como pode ser regular a propaganda que oferece o corpo? Isso é “balela”, isso é desconhecimento de causa. Eu conheço a matéria que estou versando e repudio esse pedido de Vista. Em Questão de Ordem, o Vereador Joacir Menezes: Peço a leitura do parecer jurídico, porque foi baseado nele e por sugestão da maioria dos colegas que fiz o pedido de Vista. Gostaria que o Secretário fizesse, pelo menos, a leitura da última folha, último parágrafo, do parecer jurídico. A Presidência determina ao Secretário que proceda à leitura, conforme solicitação do Vereador. Em discussão, Vereador Renato Kranz: Antes de entrar no tema, quero me posicionar, isso fiz já na CGP, e não tenho voto na CGP, mas participei e levantei a questão da simetria em relação ao artigo setenta e oito do ECA. Se a banca de revista, de jornais, a loja que dispõe fitas de videocassete tem que ter um espaço especial, onde a criança não pode chegar e dentro da nossa casa, quem liga a televisão, quem desliga a televisão, temos toda autonomia porque a casa é nossa. Na área pública quem tem que definir o que pode e o que não pode é a lei. Dentro da simetria da ideia de que lá na banca de revista é proibido estampar nudez de revista pornográfica, e eu como conselheiro tutelar que fui, primeiro conselho de Montenegro, adentrávamos nas bancas de revistas da cidade e exigíamos o cumprimento do artigo setenta e oito do ECA, proibíamos e, inclusive, fazíamos ações, encaminhamos ao Ministério Público, de proprietários de bancas que não cumpriam a legislação. Dentro da ideia de simetria, o projeto tem méritos, o projeto deve ser, sim, apreciado pela Casa, quando for para votação cada um vota como achar melhor, de acordo com a sua consciência. Chamo atenção de que parecer jurídico nunca é definitivo, não é ordem, ele é um parecer, uma recomendação. Diz na página dois, da Lei n.º 5.976/2004, Marília/SP, está em vigor até hoje, muito próxima da lei que estamos discutindo hoje; a Lei n.º 5.920/2001, São José dos Campos/SP, também na mesma linha; a Lei n.º 3.089/1998, de Erechim/RS; a Lei n.º 2.671, de Cachoeirinha/RS. Então, temos leis neste País, iguais ou semelhantes à lei que estamos discutindo aqui e que não foi arguida inconstitucionalidade, estão em vigor. Claro que o nosso Jurídico coloca a inconstitucionalidade de acordo com o artigo vinte e dois, inciso vinte e nove da Constituição Federal. Como legisladores, temos a responsabilidade, o compromisso, mas sou favorável ao projeto. Se temos no País leis iguais a essa e não foi arguida inconstitucionalidade, que alguém que seja ferido que vá arguir. Voto no princípio da simetria, não vejo, sob o ponto de “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 16 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes vista desse princípio, ilegalidade e inconstitucionalidade. Vereador Gustavo Zanatta: É difícil. Acredito que está todo mundo um pouco apreensivo com relação a tudo isso. Conversando com o Vereador Tuco, tenho uma filha, e tudo que a gente conversou e o que ele passou para mim faz sentido diretamente. A questão dessa parte pública de imagens. Tenho amigos que já passaram com os filhos lá e as crianças olharam as imagens e perguntaram: “Pai o que é isso, o que é aquilo?” Imagino o momento de passar lá, a minha filha estar um pouco maior e começar com as perguntas e ter esse pensamento precoce que a gente pode prevenir. Um momento que tenho certeza que nenhum pai consegue escapar dessas perguntas que os filhos vão vir a fazer. E essa questão da inconstitucionalidade versus Estatuto da Criança e do Adolescente é o que me faz ficar pensando: o que tomar? Porque é mérito para o Vereador Tuco, sinceramente, acho que o senhor está com a palavra certa com relação a isso e eu lhe apoio nessa questão. Mas a inconstitucionalidade é o que me deixa com “a pulga atrás da orelha”. Este pedido do Vereador Joacir, acho que vou apoiar porque, não desmerecendo suas palavras, até porque também tenho essa linha de pensamento, mas preciso entender um pouco mais isso, sentar e conversar com o senhor e com o Jurídico. Tenho certeza que esse assunto não acaba aqui. E que a gente possa ter mais informações para ter certeza e tomar uma medida mais exata. Estou com o senhor nesse pensamento, mas preciso entender mais. Vereador Roberto Braatz: Estou chateado com as palavras do Vereador Marcos, na medida em que, quando ele diz, em outras palavras, que não votar hoje, as pressões ou colocações que se fizeram em relação ao projeto, estaríamos “enrolando”. Não posso concordar com isso, quem me conhece sabe que sou um Vereador de posição, pode agradar e pode não agradar. Por exemplo, o Vereador Tuco votou a favor de verba para o Carnaval, quando muitas Igrejas condenam, mas eu votei contra e não condeno ninguém por isso, não fiquei dizendo que o pessoal está “enrolando”, acho que tem que ter esse cuidado também. Tem que se medir as palavras, tem que ter esse respeito, também. Segundo, o projeto entrou faz quinze dias. Um projeto dessa natureza, tradicionalmente, a tradição da Câmara de Vereadores de Montenegro quero dizer, pelo tempo que tenho de Casa, não se deve e não se vota em tão pouco tempo. Se matura o projeto, se debate o projeto, se discute a proposição, normalmente é isso! Não devemos atropelar, sobretudo quando, por parte do autor, se menciona, se ancora as decisões numa posição do Jurídico, por exemplo, que é o caso, na inconstitucionalidade. O que o bom senso determina? Que nós olhemos com mais acuidade, com mais cuidado, mais responsabilidade a proposição. Fico surpreso até com a votação hoje, porque um projeto dessa natureza demandaria mais tempo de convencimento, de debate, discussão, diálogo, de novo, “diálogo”, dialogar é conversar, não “bater boca”, um projeto dessa natureza pressupõe isso. A experiência me ensinou isso, posso estar errado, porque, por mais veteranos que sejamos, nós erramos também. O Vereador Marcos falou na questão do ECA. Ora! Se o ECA está sendo atingido, quem é a autoridade no Município hoje para ter esse cuidado? É o Ministério Público. Então, ele, nesse quesito, está sendo omisso e nós temos que chamar à responsabilidade o Ministério Público, sim! Ele não cobra do Executivo e do Legislativo?! Pois bem, nós temos que cobrar do Ministério Público a “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 17 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes omissão desse mesmo, porque ele é o guardião do ECA junto à Justiça. Primeiro caminho deveria ser concitar, forçar o Ministério Público a agir, provocar, convocar. Muito bem colocado pelo Vereador Márcio. Votar pela Vista, como o Vereador Marcos várias vezes já fez, e inclusive já apresentou, posso estar enganado, mas acho que sim. Pedido de Vista tem, às vezes, esse condão de amadurecer. É isso que se quer com o projeto e com o parecer, e aí não é “enrolação”! Isso é responsabilidade e eu sou responsável. Voto o pedido de Vista. Vereador Carlos E. de Mello: Este Vereador não faz parte da CGP, que se reúne todas as terças-feiras, de manhã. Quero parabenizar o Vereador Joacir por ter entrado com o pedido de Vista. Se o senhor não entrasse, eu entraria também, porque tenho dúvidas no projeto, para poder discutir melhor, aperfeiçoar. Este Vereador nunca se absteve em projeto nenhum, voto a favor ou contra, sempre tive posição. Por esse motivo voto favorável ao pedido de Vista, para podermos discutir melhor esse projeto que está em discussão hoje. Vereador Márcio Müller: Já justifiquei que vou votar favorável ao pedido de Vista, e endosso todas a palavras colocadas pelo meu colega, Vereador Braatz. Vê-se plenamente a indecisão de alguns colegas, principalmente do Vereador Zanatta, que nos colocou aqui a indecisão. Vereador, o pedido de Vista não é nenhum ardil usado pelo Vereador Joacir, com vistas a embaraçar o seu trabalho, pelo contrário, é justamente para ajudar a aprovar o seu trabalho, o seu projeto. Se votássemos hoje, o seu projeto seria rejeitado, pelo que vi. Então, o senhor tem mais tempo para trabalhar, e quem sabe ver o seu projeto aprovado. Pode o Vereador Zanatta votar favorável, pode este Vereador aqui continuar votando favorável e daqui a pouco a gente conseguir mais votos favoráveis. O projeto não vai sair de cena, porque o que está faltando é amadurecer, como disse o Vereador Roberto. Têm coisas que são assim, na vida da gente ocorre isso, um dia não dá, mais adiante dá, eu mesmo concorri a vereador diversas vezes, um dia eu cheguei lá. Amadureci, quem sabe, aprendi a fazer campanha. As coisas são assim, quem sabe Deus ilumine esse projeto, não funcionou o projetor hoje, então o dia não é do senhor hoje. Mas digo que o projeto não vai sair de pauta, vai continuar na Câmara, vai continuar circulando. Pergunto para as pessoas que andam na rua o que elas acham do projeto, muita gente falou contrária, muita gente disse que tinha outras coisas mais importantes para fazer. Mas isso é muito importante, então temos que amadurecê-lo. “Devagar nas pedras” que nós vamos chegar lá, não se preocupe, está bem encaminhado o seu projeto. Vereadora Rosemari Almeida: Enquanto mulher, não poderia deixar de me manifestar sobre esse assunto tão importante. Bem sabe o Vereador Tuco que, assim como eu aplaudi aqui da Tribuna quando o senhor propôs o projeto da Semana da Mulher aqui em Montenegro, assim eu vibrei com o projeto que o senhor apresentou. Fiquei também surpresa quando, na CGP, vimos o parecer, depois de uma análise detalhada, que esta é a função do nosso Jurídico. Aqui é a Casa das Leis, como é que aqui nós vamos ignorar um parecer. Quando se analisa um projeto nós temos dois momentos: primeiro, a legalidade, se ele é legal se vai para o mérito. Mérito, seu projeto é maravilhoso, Vereador Tuco! Também quero votar a favor, não voto hoje na Vista, mas votei na CGP. O senhor sabe, e os demais que estavam juntos, que quando tinha esse parecer contrário e o senhor “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 18 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes insistindo para que a CGP votasse, eu disse para o senhor: “Vereador, vamos aguardar um pouco mais, vamos ver o que podemos fazer”. E senhor disse: “Presidenta, está nas suas mãos, mas tem o parecer jurídico e eu gostaria que se votasse”. O senhor insistiu e não deu mais tempo para nada. Coloquei em votação, diante daquela manifestação do Jurídico tive que votar contrário, mas o senhor agradeça o pedido de Vista que veio hoje, porque nós vamos ter tempo, se ele for votado a favor, de lhe ajudar a acertar esse projeto, vamos reformular, vamos melhorar, torná-lo constitucional, tem caminho para isso! Vamos consultar a DPM, conforme foi sugerido, vamos esgotar todas as possibilidades, nós queremos, sim, esta lei vigorando aqui, queremos, ou será que alguém aqui em sã consciência não vai querer? Por quê? Se não houvesse esse pedido de Vista, o seu projeto, que é maravilhoso, corria o risco de ser rejeitado, e quem perderia seria a comunidade, não é essa a nossa função. Temos condições de formatar, talvez diferente, vamos ajudá-lo, vamos estudar, consultar a DPM, procurar outros caminhos. Não vamos permitir que se rejeite uma matéria tão importante. Foi uma pena que o senhor não me ouviu na CGP, que eu pedi para não votarmos. Ele estaria parado ali e nós com mais tempo. O senhor insistiu que viesse à votação hoje, nessas condições. Entenda, aceite o pedido de Vista, que poderemos, dessa forma, auxiliá-lo no estudo e melhorar a matéria. Já disse que não voto a Vista, mas, como mulher, como mãe, como futura avó, não poderia me calar. Dez para o seu projeto, vamos só achar o caminho certo. Levado o Requerimento à votação, foi aprovado por oito votos, com voto contrário do Vereador Marcos Gehlen. 7. Parecer da CGP n.º 009/13, favorável ao Projeto de Lei n.º 007/2013, do Executivo Municipal, que o autoriza a firmar convênio com a APAE para atender ao projeto “Oferecer os nossos serviços com qualidade”, visando o repasse de R$ 5.287,70. Levado o Parecer à votação, foi aprovado por nove votos. Terminada a Ordem do Dia, passou-se às Explicações Pessoais. Vereador Marcos Gehlen: Retorno à Tribuna de forma tranquila, como começamos, e ficamos, obviamente, consternados com algumas colocações inadequadas, de desconhecimento de causa ou coisas dessa natureza ou que não condiz com a verdade. Sou um Vereador do Partido dos Trabalhadores-PT, um Vereador combativo, aguerrido, que não tem medo de apanhar, dentro e fora d o Partido, o que é de praxe para mim, e talvez por esse combate é que retornamos a esta Casa como o terceiro vereador mais votado dessa eleição. Não vou mudar o meu modo de pensar, as minhas convicções, embora, aqui, tivemos algumas surpresas de Vereadores que são da Igreja e que não apoiaram, não tiveram como apoiar, não sei por quê. Algumas manifestações que me pareceram muito estranhas, diria até engraçadas, porque durante os primeiros quatro anos que estive aqui, ninguém levantou este debate, ninguém! Agora querem me ajudar, para que o meu projeto “meritório” seja analisado, quem sabe, aprovado. Mas sabem por que isso? Porque esses temas que são polêmicos, que tem que estufar o peito e ir para frente mesmo, é contraditório, é controverso, isso não faz parte da intervenção dos mandatos dos companheiros, salvo melhor juízo, porque durante os quatro anos que estive aqui não vi isso acontecer. Vi muitos debates importantes, o assistencialismo imperando aqui dentro desta Casa, mas esses “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 19 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes debates que mudam paradigmas não são travados. Eu os travarei, Vereador Roberto, com o seu apoio ou sem o seu apoio. E sempre lhe respeitei, o senhor não pode dizer que lhe desrespeitei, jamais. No campo das ideias eu vou debater sempre. É lamentável que, em dois mil e treze, século vinte e um, o Poder Legislativo da cidade não tenha a audácia de encarar um desafio desses e de dizer: “nós vamos aprovar mais uma das leis inconstitucionais aqui no nosso Município”, o que é questionável, já falei, acredite quem quiser, podem buscar nos compêndios, vão ver que é bem questionável, e deixar o bom senso prevalecer. Preferia eu, amigo Renato, que esse projeto tivesse sido rejeitado, porque daí ficariam muito claras as posições, dessa forma fica tudo no limbo novamente. Em aparte, o Vereador Renato Kranz: Estou tão convencido da importância desse projeto que não quero que seja rejeitado, por isso, Vereador, quero justificar meu voto favorável ao pedido de Vista, porque ainda acredito que a gente possa encontrar uma saída e aprovar esse projeto nas próximas sessões. O orador retoma a palavra: Mas, como proponente, tenho a opção de retirar o projeto porque, afinal de contas, foi dito aqui pelos colegas que isso é uma ação do Ministério Público e não do Legislador. Encarei essa luta sozinho, levantei sozinho contra o pedido de Vista do Vereador Joacir, meu amigo, pessoa que me é grata, só que a gente diverge, “não somos ovelhas clonadas”. Quem sabe a gente vai dar outro rumo para essa conversa, porque converter é preciso, converter é mudar de direção, de rumo, quem sabe a gente converte essa história e buscamos, então, aquele que aqui foi referendado como o canal correto, que é o Ministério Público. Só queria, por fim, ratificar o respeito que tenho por todos os colegas Vereadores, cada um com o seu peculiar jeito de trabalhar, preciso respeitar e respeito, mas preciso também expor os meus pensamentos, aquilo que me causa angústia. E amanhã, quem sabe, o que a mídia vai estar noticiando é que a Casa acabou não aprovando este projeto, o Márcio Reinheimer, que não está mais aqui, mas sabe muito bem o que aconteceu, o próprio Jalvi Machado que vive fazendo o contraponto, “pegando no pé” dos Vereadores, está nos assistindo pela JP TV, quem sabe?! Mais uma vez, como na ocasião da CPI, não tivemos apoio. Em aparte, o Vereador Gustavo Zanatta: Em relação a não aprovação, como na CPI, nós já conversamos a respeito disso, semana passada. Tenho certeza que a CPI, sendo reformulada da forma que conversamos, será aprovada. O orador retoma a palavra: Queria lhe dizer que, ao contrário do que o Vereador Márcio colocou, nós temos uma experiência bem importante no processo legislativo, na questão das campanhas e que, com todo respeito, no teu caso, nós já falamos e eu lhe disse o que acontece aqui nesta Casa, como acontece e como a gente precisa ter o posicionamento bem firme. Agradeço a atenção de todos e já deixo dito que não importa o que vai acontecer a partir de agora. Se eu tiver que remar sozinho nesta barca contra os nove, vou seguir na minha luta e o resultado nós vamos ver com o tempo. Vereador Dorivaldo da Silva: Estava bastante quieto porque estou com muita dor de cabeça, quase não posso me mexer, mas o Vereador Tuco fala muito em respeito. Quando ele citou que havia alguns de Igreja, eu sou de Igreja. Não me apresentei há dois meses para os senhores, mas estou há três anos numa Igreja na qual me batizei junto com minha esposa. Aprendi a respeitar muito os colegas. Parece-me “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 20 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes que o Vereador Tuco quer ser o “rei da cocada”. Sempre respeitei todos os colegas. Não faço parte da CGP, mas já tinha dado minha posição para o senhor. Respeito, em primeiro lugar, o nosso jurídico; e respeito também o pedido de voto do meu colega. Não uso a Tribuna para ofender nenhum de vocês, mas também não gosto que me ofendam. Fiquei quieto, na minha. Pertenço a uma Igreja, sigam Deus, que é maravilhoso, e não vou usar isso aqui para dizer “abobrinhas” e desrespeitar para meus colegas. Parabenizo o Vereador Braatz. Do teu projeto, o senhor citou que somos contrários, mas não dei minha opinião ainda. Quanto à CPI, já devia ter falado com o senhor há muito tempo. O senhor desrespeitou o Renato Kranz, o Márcio Müller e este Vereador, porque nós fazemos parte com quatro, somos quatro membros da Comissão, e o senhor foi para imprensa e disse: “Eu quero fazer uma CPI.” Esse foi o grande rolo, o senhor dizer “eu sou o autor”. Não que queríamos ser estrela, mas nós quatro também pertencemos. Tenho jornais guardados no meu carro, por enquanto não havia sido tocado nesse assunto, e também publicou que somos contra a CPI. Não sou contra a CPI, mas já existe um projeto na justiça com aquele pessoal e creio que nós Vereadores, juntamente com o Executivo, temos que tomar providências, mas para resolver os problemas das casas. A CPI vai levar muito mais tempo. Desculpe o desabafo. Vereador Roberto Braatz: O Vereador Tuco manifestou que nos quatro anos da Legislatura passada ninguém provocou este debate. Ninguém propôs, nem o próprio Vereador. Agora, em duas semanas, tem que apresentar e votar? Não, não é assim com um projeto desta natureza. Como ele mesmo disse, em quatro anos ninguém se preocupou, porque se tivesse se preocupado teria apresentado. Nem municiou! Ele citou que o ECA é descumprido. Pois ele não foi Conselheiro Tutelar durante quatro anos? Deveria primeiro, quem sabe, chamar o Conselho Tutelar para isso. Segundo: acionar o Ministério Público. Também não fez! Em Questão de Ordem, o Vereador Marcos Gehlen: Presidenta, ele não pode dizer inverdades na Tribuna. A Presidenta, Vereadora Rosemari Almeida: Vereador, para interpelar quem está na Tribuna, o senhor tem que pedir um aparte e não ficar respondendo do seu lugar. Por favor, mantenhamos a ordem e o Regimento Interno. O orador retoma a palavra: Isso está posto, e assim é realmente. Sabe que tenho um respeito profundo pelo senhor. Posso divergir de algumas de suas práticas, que são extremamente discutíveis. Agora, que o senhor é uma pessoa inteligente eu não tenho a menor dúvida e publicamente reconheço. Apresentei nesta noite uma indicação: quem mora em bairro que tem calçamento de rua com pedra irregular sabe, entende, perfeitamente, o que vou dizer. Junto ao cordão da calçada, sendo que a rua com calçamento em pedra irregular tem um caimento que vai do seu eixo para as laterais, se acumula umidade, terra, os veículos normalmente não andam por ali, mais é pelo eixo da rua. Com isso, o brejo cresce. Qual é a reclamação permanente das pessoas? “No meu bairro nunca passou um carro da Prefeitura para a limpeza.” Ou: “Faz quatro anos que não passa”. Ou, como me disse hoje o ex-Vereador Douglas Hallam: “Faz três anos que a Prefeitura não faz limpeza das ruas no meu bairro”. Se o Prefeito tomar o respeito de atender a indicação deste singelo Vereador, de asfaltar aproximadamente um metro e vinte de distância do cordão para o eixo da rua, de cada lado, a Prefeitura poderá ficar “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 21 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes anos sem ir naqueles bairros, naquelas ruas, para fazer este tipo de limpeza, a não ser alguma coisa pontual, que às vezes precisa. E mais: são milhares de reais que a Prefeitura gasta mensalmente com a limpeza da rua, estaremos poupando isso. Mais do que isso. Quem anda de moto sabe o que vou falar: é ruim de andar num calçamento com pedra irregular, não é verdade? E nossa cidade, em sua maior parte, é plana. A bicicleta é muito usada para locomoção de casa para o trabalho e vice-versa, de casa para as escolas e vice-versa. Para passear, se deslocar de um bairro para outro, as pessoas gostariam muito mais de fazê-lo se tivesse um pavimento melhor, mas isso nós não temos na maior parte das ruas de Montenegro. Se for atendido o pedido deste Vereador, ou seja, um metro, um metro e vinte de asfalto do cordão para o eixo da rua, nós vamos dar muito mais conforto, muito mais segurança para o ciclista, para o condutor de moto. Será um investimento, não um gasto da Prefeitura, que se paga em pouco tempo. Em aparte, o Vereador Renato Kranz: Importante o que foi dito. Os projetos do governo federal, do Ministério das Cidades, não permitem mais asfaltamento, unicamente, por causa da impermeabilização do solo. Todos os projetos, como é o caso da pavimentação das Ruas Getúlio Vargas, Selma Wallauer e Eng. Ernesto Zietlow, que estão na Caixa Econômica Federal e devem ser executados logo agora, todos têm uma previsão quanto a isso que o senhor está dizendo, de oitenta centímetros de asfalto do cordão para o leito da via. Isso já é uma exigência do Ministério, com relação aos recursos federais. Importante dizer que o governo anterior fez bastante isso, também. Em muitas ruas foi feito isso e nas ruas novas também. O orador retoma a palavra: No governo Ivan Zimmer também foi feito isso. Lembro que, por exemplo, no bairro da Timbaúva, onde moro, todas as ruas foram feitas. No bairro Municipal foi feito e em outros também. Faz dez anos que foi feito lá no bairro Timbaúva. Agora já está se deteriorando porque não foi um asfalto de qualidade, foi o chamado “resto de asfalto”. Dez anos! Imagine se fosse colocado o com uma qualidade melhor. Até para o morador que vai limpar, é uma autoestima para ele. Enxerguemos isso, porque vai estar sempre limpa a sua frente. Para ele limpar, varrer, é muito mais confortável, melhor, mas também para o ciclista porque nossa cidade depende muito ainda do deslocamento feito em bicicletas. Imaginem poder passar de bicicleta pelos bairros Germano Henke e Santa Rita, tudo com asfalto. As pessoas que moram no centro, certamente, vão querer passear pelas ruas desses bairros porque terão um conforto melhor, é melhor de andar, todos ganharam. Qual a parte negativa? Nenhuma, só positiva. Só espero que nosso Prefeito acolha essa indicação, que é singela. É um investimento, não é gasto, que se pagará em pouquíssimo tempo. Encerradas as Explicações Pessoais, a Presidenta convidou os Vereadores para reunião da Comissão Geral de Pareceres, na terça-feira, às oito horas e trinta minutos, e para Sessão Ordinária, na quinta-feira, às dezenove horas, encerrando a presente sessão às vinte e duas horas, lavrando para constar esta ata. Sala de Sessões, 07 de março de 2013............................................................................. Ver. Márcio Müller Ver.ª Rosemari Almeida “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 22 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes 1.º Secretário Presidenta “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 23