| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 12 |
| Date | 2013-03-21 |
| native_id | 37 |
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ATA N.º 1577/13 Aos vinte e um dias do mês de março de dois mil e treze, reuniu-se o Legislativo Municipal, em Sessão Ordinária, presidida pela Vereadora Rosemari Almeida (PP) e secretariada pelo Vereador Márcio Miguel Müller (PTB); presentes os demais Vereadores: Ari Arnaldo Müller (PDT), Carlos Einar de Mello – Naná (PP), Dorivaldo da Silva – Dorinho (PDT), Gustavo Zanatta (PP), Marcos Roberto Gehlen – Tuco (PT) e Roberto Braatz (PDT). Ausentes os Vereadores: Renato Antônio Kranz (PMDB), em licença saúde; e Joacir Vanderlei Menezes da Silva (PMDB), por estar participando do evento “Programa de Capacitação Intensiva de Início de Mandato – Módulo II”, promovido pelo CEAP, em Florianópolis/SC, de dezenove a vinte e dois de março. Às dezenove horas e cinco minutos, a Presidência abriu os trabalhos e solicitou ao Secretário que procedesse a leitura do salmo bíblico e do Resumo da Ordem do Dia da Ata anterior – 1576/13 – que foi devidamente aprovada. Após, foi lido o Expediente e dado seu destino. Em prosseguimento, teve início a Hora dos Oradores. O primeiro a se manifestar foi o Vereador Marcos Gehlen, nos seguintes termos: Muitas foram as ferramentas que nós usamos na noite de hoje, pedidos de providências, pedidos de informação, requerimento, e penso ser importante discorrer um pouco sobre algumas dessas ferramentas. Primeiro, com relação ao requerimento coletivo que fizemos, via Comissão de Cidadania e Direitos Humanos–CCDH, que se reuniu novamente na quarta-feira para tratar de um assunto pontual, que seria a “Câmara Mirim”. Começamos hoje, o Vereador Dorivaldo e eu, fomos até a Escola Estadual de Ensino Fundamental Adelaide Sá Brito, primeira escola que visitamos, enquanto Comissão, para convidar a Escola e deixar a documentação que diz respeito à “Câmara Mirim”. Aproveitamos essa oportunidade de reunião e conversamos a respeito de um tema que tem sido veiculado nas redes sociais, no Jornal Ibiá, no Jornal O Progresso, na mídia local que trata da locação de um imóvel nos fundos do Hospital Montenegro, para onde a Administração pretende levar diversos Setores da própria Administração. Avaliando um pouco a situação, nós entendemos que precisamos ter um pouco mais de subsídio para saber o que a Administração pretende fazer naquele prédio, quais são os Setores que a Administração pretende levar para lá. Rumores é o que mais existe, precisamos de uma posição formal, porque, se se desenvolve conforme os rumores, penso ser um pouco preocupante essa situação que pensa em levar para aquele local órgãos que são de proteção, que lidam com as vulnerabilidades sociais, diversos desses órgãos que seriam Centro de Referência de Assistência Social–CRAS, Centro de Referência Especializada de Assistência Social–CREAS, a questão da Casa da Mulher, do Conselho Tutelar, o Centro de Atenção Psicossocial–CAPS. Muitos órgãos que lidam com a vulnerabilidade social em um mesmo lugar, criando aí uma certa “bomba social”. É claro que precisamos da posição formal da Administração, não podemos nos basear em rumores, por isso conversamos na reunião da CCDH e entendemos, por bem, todos os Vereadores assinarem esse requerimento, que vai ser muito importante esse debate aqui na Casa, para que possamos contribuir para essa situação. Também estou fazendo uma indicação, que confesso, não havia visto, Vereador Carlos E. de Mello, que o Senhor já teria feito essa indicação, mas vem a somar, porque, ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes andando pela cidade, percebemos que naquele trecho, na Rua Santos Dumont esquina com a Rua Ramiro Barcelos, temos nitidamente, como em outras cidades grandes como Montenegro, uma situação que se o cidadão quiser acessar a Rua Ramiro Barcelos à esquerda, ele tem que ficar à esquerda, porque senão ele não consegue sair do meio da pista ou lá da direita para convergir à esquerda; se ele quer seguir reto na Rua Santos Dumont, que é mão única, ele fica no meio; e o cidadão que está na direita, atualmente ele tem que esperar no sinal para que o sinal abra, sendo que não existe nenhum fluxo contrário ali; ou seja, como em outras grandes cidades, ali poderia tranquilamente ser passagem livre para quem vai convergir à direita. Também já ouvi pessoas falando que seria interessante se fosse assim ali, que desafoga um pouco mais o trânsito que, por vezes, em momentos de pico, o congestionamento vai até a sinaleira da próxima rua, a Santos Dumont com a Rua Capitão Cruz. Estamos fazendo essa indicação no sentido de marcar aquele ponto, indicar com placas indicativas e talvez pinturas no asfalto. Em aparte, o Vereador Ari Müller: Essa questão de ser livre à direita já foi solicitada. Inclusive não sei por que não foi implantada, mas já foi decidida. O Orador retoma a palavra: Vai ser feito assim, Vereador? Que bom! Então estamos na mesma linha, pensando dessa forma para beneficiar o trânsito de Montenegro, que já está começando a ficar bastante conturbado. Também estamos fazendo um pedido de informação com relação a um acontecimento pontual, mas que nos remete a algo maior, que é a questão da casa da Dona Eva Silva de Lima, que tivemos uma atuação pontual ali, nosso Gabinete foi até o local diversas vezes, constatou a situação, a casa avariada pelo temporal do dia dois de fevereiro. O que intriga é que, quando do acontecido, inclusive o Senhor Prefeito esteve na casa da Dona Eva, claro que eu não fui testemunha ocular disso, mas a própria Dona Eva referenda que o Prefeito Paulo Azeredo esteve na casa e no Jornal Ibiá, na página oito, está posto, até no meu requerimento eu citei a página do Jornal, o dia da edição, que foi hoje. Ela cita que a Prefeitura, além de doar a lona para cobrir temporariamente o que sobrou, teria prometido o material para a reforma da área danificada pelo vento, “eles [Prefeitura] vieram aqui, auxiliaram na retirada dos móveis e objetos de dentro de casa. Naquele momento também afirmaram que a Prefeitura iria doar o material para a reforma”. Obviamente, temos claro que o Poder Público Municipal, somente em casos de calamidade, de extrema vulnerabilidade, pode estar disponibilizando isso, senão todos os cidadãos, a qualquer momento, poderiam estar solicitando esse tipo de material. Mas, o que nos preocupa ainda mais é quando a própria Secretaria Municipal de Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania–SMHAD diz que a Secretaria está sem estoque de materiais. Aí, quando nós, desta Tribuna, ou nas nossas discussões, fazemos os contrapontos que são necessários, muitas vezes somos incompreendidos. É lamentável isso! Porque quando nós temos que pontuar, pontuamos, quando temos que nos curvar, nos curvamos. Em Montenegro parece que tem dinheiro para tudo, menos para a compra de materiais. É lamentável! Por que está sem estoque? Aí o Pedido da Vereadora Rose vem ao encontro dessa pergunta. O que tinha ficado? Tinha uma Tabela de Registro de Preços, porque se o poder público tem isso, ele tem um período que ele pode executar a compra. Então, se havia isso, por que não comprou o material? Por que não tinha dinheiro? Mas qual é o “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 2 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes juízo de valores, porque para algumas coisas tem o dinheiro e para outra não?! Quais são as prioridades do Governo? Também, hoje, já vi que há melhorias, Vereador Ari, Líder de Governo, que já foi feita a limpeza da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Walter Belian, que estou fazendo o pedido de informação hoje, sobre o que o Executivo está pensando, se vai concluir, se não vai concluir, como está ou não está. Porque, até o início dessa semana, não havia sido feito essa limpeza, tirando os entulhos que tinham ficado por lá. Esse é papel nosso. Aí vou parafrasear o colega Vereador Braatz, é mais do que um direito, é um dever nosso questionar essas coisas. Usando apenas esse caso pontual como exemplo, mas sabemos que são muitos os casos que acontecem na cidade. Questiono também: existe uma previsão de tempo, por exemplo, quando acontece um caso semelhante a esse, uma intempérie e vitima um cidadão montenegrino, existe uma previsão? Em tanto tempo se consegue o material, se dá uma ajuda, pelo menos se organiza essa família de uma forma mais adequada? É o que estamos perguntando, porque o que não dá é simplesmente dizer que não tem, dizer que não tinha, que será feito no momento oportuno, mas não acontece porque, nesse caso, se passaram quarenta dias e nada foi feito. É nesse sentido que trazemos as nossas manifestações, fazendo o nosso papel de fiscalizar, de cobrar e de apontar caminhos. Vereador Ari Müller: É com grande alegria que hoje, nesta Casa Legislativa, homenageamos um colega ex-Vereador, dando o nome de um parque de rodeios desta cidade, junto ao Parque Erny Carlos Heller. Refiro-me ao projeto que diz: “Denomina Parque de Rodeios Marcírio de Souza Carpes o parque de rodeios localizado junto ao Parque Centenário Erny Carlos Heller”. Seu Marcírio, conforme consta no currículo que será lido logo após, foi um ex-Vereador desta Casa e tradicionalista. Lembro-me dele andando de lenço e bombacha, geralmente usava a pilcha. Grande incentivador do tradicionalismo na cidade, companheiro nosso do Partido Democrático Trabalhista–PDT. Na época que ele militava, não sei se o Vereador Braatz já militava na política, eu ainda não, mas deixou um legado para nós. Marcírio de Souza Carpes nasceu em Potreiro Grande, neste Município, no dia dezessete de setembro de mil novecentos e vinte e quatro. Era filho de Estevão Benigno Carpes e Almerinda Tomaz de Souza. Casou-se com Maria Fortes Carpes, natural de Cachoeira do Sul. O casal teve cinco filhos: Cláudio, Eduardo, Elenice, presente nesta data, Clarice e Rogério Fortes Carpes. Teve uma vida militar bastante ativa no Exército Brasileiro, chegando a ocupar cargo de Ordenança da Casa Militar do Presidente João Goulart nos anos de mil novecentos e sessenta três/sessenta e quatro. Fez parte da Escola de Paraquedistas, situada no Rio de Janeiro, título esse considerado como a “elite das Forças Armadas”. Em sua vida social, cultural e política teve dezenas de atividades, tais como fundador de Clubes de Sargentos, fundador de vários Centros de Tradições Gaúchas–CTGs aqui em nossa região e até fora do Estado. Foi Patrão do CTG Estância do Montenegro, em mil novecentos e sessenta e oito; foi Coordenador da décima quinta Região Tradicionalista-RT, à frente de quinze municípios da região, no período de mil novecentos e oitenta e cinco a mil novecentos e noventa. Teve atuação destacada na comunidade, com grande dedicação à educação, à cultura e às causas sociais; professor no Colégio São João Batista, fundador da União Universitária Montenegrina. Na política, destacou-se como vereador de mil “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 3 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes novecentos e sessenta a nove a mil novecentos e setenta e três, candidato a Prefeito em mil novecentos e oitenta e dois e um grande líder do PDT. Estudou na Faculdade de Ciências Humanas, no Rio de Janeiro, em mil novecentos e sessenta três. Fez cursos em diferentes áreas das Ciências Humanas e iniciou o Curso de Direito na Faculdade de Santa Cruz do Sul, posteriormente, na Unisinos, onde ficaram faltando doze cadeiras para concluir. Foi um pesquisador exímio de tudo que trazia alegria e realização pessoal, aprimorando ainda mais a sua maior qualidade: trabalhar pelo ser humano, ajudando-o, inspirando novos líderes, incentivando-os ao estudo e à formação de cidadãos preparados para bem servir à comunidade montenegrina. No tradicionalismo, área de enorme destaque em toda sua vida, colocou toda dedicação, mostrou a capacidade como empreendedor exigente, perfeccionista e incansável. Lutou e inspirou aqueles que estiveram ao seu lado a nunca desistirem de seus sonhos. Faleceu em quinze de julho de mil novecentos e noventa e cinco. Esse é o currículo do Senhor Marcírio. Acho que todos nós conhecemos. É um projeto deste Vereador, mas a pedido dos tradicionalistas de Montenegro. Senhor Pedro Angeli, Coordenador da décima quinta RT, solicitou, inclusive levou essa ideia aos demais tradicionalistas e somente uma pessoa não concordou, o restante todo concordou. Acho uma homenagem justa. E o Seu Marcírio, que Deus o tenha, fez muito por esta cidade. No tradicionalismo, criando vários CTG’ s. Na política, lutava. Na época da ditadura não se escondia, a combatia. Um verdadeiro político. Peço aos colegas o voto favorável a este projeto. Vereador Dorivaldo da Silva: Estive agora há pouco, antes de vir para a Câmara, com os Vereadores Ari e Roberto, reunido com o Prefeito. Tenho feito muitos pedidos, luta de muitos anos pelo nosso arroio São Miguel, de dentro da Vila Esperança. Tem um pequeno trecho que está deixando tanto os moradores quanto eu mesmo, porque moro bem pertinho, com muita dor de cabeça. Cada vez que chove vão na minha casa e acham que sou o culpado. É ruim. Venho há muito tempo lutando. Hoje temos todos os canos lá. Falei com o Prefeito agora há pouco, e estou muito feliz em fazer esse registro, porque ele se comprometeu em semana que vem começar a botar os canos, pois a única coisa que faltava era uma retroescavadeira, agora é só executar o trabalho. Estou muito feliz, vai terminar o sofrimento daquele pessoal do fundão da Vila Esperança. Ontem nem choveu forte, foi uma garoa e entupiu tudo. Fiz uma indicação, quando era Vereador, sobre a praça da Timbaúva. Estive quatro anos fora da Casa e o mato ficou lá. Em janeiro, quando assumi, fiz, e lembro que o Vereador Tuco disse que votava favorável, mas que não seria fácil. De fato, não está sendo fácil. Tenho recebido críticas no facebook. Quero deixar o meu descontentamento com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente–SMMA, com os Senhores Barreto e o Roberto que lá trabalham. O que tenho que dizer, não escondo. Falei com o Prefeito no dia de hoje, não é uma queixa, mas o que já gastei de telefone e gasolina indo falar com eles para, pelo menos, roçarem! Deixo esse registro, esse desabafo, e se não for crime, isso não é para me aparecer, mas meu Assessor e eu vamos lá, na segunda-feira, com duas foices. Estou com duas foices dentro do carro. Eu vou roçar aquilo lá. Não sei quando vou conseguir fazer a praça, mas se não iniciar amanhã a roçada, segunda-feira vou estar com meu Assessor roçando aquilo lá. Tenho uma amizade como de irmão com o Sandro, da Mecânica “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 4 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Dornelles, mas não consigo mais chegar lá e nem falar com a Simone do prédio em frente. Acham que eu os estou enrolando. Tenho vários pedidos. Não é demagogia, vou roçar por minha vontade. Sempre trabalhei no pesado. Vou ajudar a Prefeitura, o Município, caso não tenha gente na SMMA como estou recebendo nas respostas do Secretário e do Diretor. Todos sabem que minha esposa estava grávida. Não tenho nenhum Plano e, nos últimos dois meses, por minha esposa ser já de idade, uma gravidez de risco, usei muito o Hospital Montenegro-HM. Registro um agradecimento ao HM, aos médicos, às pessoas que oraram pela minha esposa, nasceu uma menina de quase cinco quilos. Minha esposa ainda está sofrendo porque a nenê estava sentada. Meus agradecimentos ao HM pelo atendimento, não só aos médicos, mas aos funcionários. Tive que deixar uma acompanhante durante três dias no HM com ela, e até janta eles dão para o acompanhante. É bom que se registre isso, porque, às vezes, só se sabe criticar os outros. Está sendo maravilhoso o trabalho no HM. Vi nascer, nesses três dias, vários nenês e um atendimento ótimo. Em nome da direção do HM e dos funcionários deixo meus agradecimentos. E a todos que torceram, porque deu tudo certo. Vereador Roberto Braatz: Assisti hoje pela manhã na Câmara a apresentação dos resultados do último quadrimestre de dois mil e doze, da Secretaria Municipal da Saúde–SMS, que incluiu gastos com exames e consultas. Isso me suscitou solicitar aos demais Vereadores presentes assinarem o requerimento que embasa o convite à direção do HM para vir a esta Casa, nos próximos dias. Tema do Requerimento: a carência na área de atendimento ginecológico no Hospital. O Município não consegue dar esse atendimento na parte ginecológica. Não temos problemas na Traumatologia, que está sendo atendida, mas na Ortopedia. Parece a mesma coisa, mas não é, está muito próximo. A Traumatologia é quando há quebra de um braço, fratura que precisa ser tratada, pois é traumática. A Ortopedia, por exemplo, é quando ocorre problema num ombro, joelho, braço ou mão e não há esse atendimento no Hospital, algo que o Estado tem de atender. Como atualmente o HM atende cem por cento pelo Sistema Único de Saúde–SUS, nós temos que concitá-lo a atender também, porque não são poucos, são muitos os casos. Penso que temos que trabalhar fortemente na questão da quimioterapia, da radioterapia. Só quem teve um caso na família pode mensurar o que vou dizer. É um problema para a pessoa quando ela passa por um tratamento de quimioterapia, de radioterapia, as consequências são grandes. A pessoa submetida à quimioterapia, por exemplo, fica nauseada, se sente mal logo após, ou dias depois. Hoje a Prefeitura faz um belo trabalho. Leva a pessoa para São Leopoldo ou para o Hospital Santa Rita para submetê-la ao serviço de quimioterapia e radioterapia. Vejam o tempo que leva isso. Elas têm que sair, muitas vezes, de madrugada ou cedo da manhã e só voltam à tarde, à noite. Quanto tempo ficam submetidas essas pessoas, que já estão com seu organismo frágil, com uma doença, e mais esta situação do tempo de deslocamento lá de Porto Alegre ou de São Leopoldo, quando podemos ter esse serviço fornecido aqui em Montenegro. Há engarrafamento diariamente na BR 116 na altura de Canoas, Porto Alegre, quando ocorre algum acidente. Sem acidentes já dá problema. Quando dá acidente para tudo e as pessoas estão dentro. Acho que temos que começar a trabalhar. O Hospital avançou bem, que bom, porque o Estado foi obrigado a botar dinheiro na “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 5 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Saúde. Não foi algo de bom grado. Ele foi obrigado, porque tem que aplicar doze por cento de seu orçamento em Saúde. O melhor seria fazer o quê? Um hospital novo, com tudo novo, ou conveniar com quem já presta o serviço? Claro que seria melhor. Não é nenhum favor, mas uma obrigação, e que bom que está atendendo aqui, o Hospital está melhorando, mas temos que avançar. Esses serviços de quimioterapia e de radioterapia são importantes para as pessoas. O que é necessário para a implantação desses novos serviços? Temos que ver não só Montenegro, mas a região toda que se beneficiaria com isso. Ao invés de desperdiçarmos tempo, equipamento, material e, sobretudo, o desgaste físico, emocional das pessoas levando para Porto Alegre ou outros lugares, podemos atender aqui na nossa cidade, ser uma referência nesse sentido também. Sobre o espaço público existente na junção da Avenida Júlio Renner com a Rua Doutor Bruno de Andrade, algo que o Senhor, Vereador Dorivaldo, já debateu, que eu também debati aqui várias vezes. Entra Prefeito, sai Prefeito e não se resolve aquela “encrenca”. Agora está num estado lastimável. No final da tarde de hoje, tive uma reunião com o senhor Prefeito, para tratar de alguns assuntos. Foi uma reunião rápida, de última hora. Tratamos três assuntos, que me chamaram a atenção. Um foi o que o Vereador Dorivaldo levantou, porque é inadmissível que aquilo se mantenha sujo. Tem que determinar a sua limpeza. Eu não vou lá limpar, não, porque isso é obrigação do Executivo fazer. Tem que fazer. As pessoas não conseguem mais andar na calçada ali, porque o brejo, literalmente, tomou conta. Um risco para o cidadão que anda ali porque é uma esquina extremamente movimentada. Mais: enseja que pessoas fiquem jogando tudo que é tipo de lixo: “se está sujo, vamos jogar lixo, é mais uma sujeira que boto ali, ninguém percebe”. Meliantes, bandidos, safados, desonestos se escondem ali para assaltar as pessoas. Mulheres, à noite, correm um risco tremendo de serem abordadas. O vagabundo sai do brejo e pode pegar uma mulher à noite. É um perigo iminente ali. É a entrada/saída de Montenegro. Quem vem descendo a Avenida Júlio Renner dá de cara com aquilo. Quantas audiências acontecem na Justiça do Trabalho? E passam por ali. Quantas audiências ocorrem no Fórum? E o pessoal que vem da grande Porto Alegre passa por ali. Quantos de nós passam por ali? Pessoas que vêm visitar Montenegro vão ao Hospital Unimed, passam por ali e veem aquele estado lastimável. Parece que não tem Prefeito em Montenegro! Se limpa o canteiro central e a metros dali não limpam o espaço público. Canteiro central também é espaço público. Vereador Dorivaldo: o senhor tem razão, também tenho. Tem que ser feito! E estamos certos em cobrar do Executivo, porque vamos a três meses da atual Administração. É uma ação inadiável, não podemos jogar esta conta na Administração anterior porque três meses é tempo suficiente para fazer a limpeza de um espaço por demais necessário de se fazer. Fui cobrar também do Senhor Prefeito o asfaltamento da Rua Bruno Andrade, no trecho que vai da rótula do Presídio ao Clube Grêmio Gaúcho. Precisa por demais ser repavimentado aquele espaço. O asfalto está se deteriorando. Só quem anda vê, quem não anda não consegue enxergar, aí fica dando pitacos, sugestões absurdas, como aplicar este dinheiro em outras coisas. Não, tem que ser feito ali o recapeamento, antes que se deteriore mais, porque o fluxo é enorme de carros e fissuras estão acontecendo naquele trecho. Ou seja, se não atacarmos, vamos piorar a situação do asfalto e “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 6 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes depois vai ficar um problemão. Fissuras estão acontecendo e vão acabar comprometendo a base do asfalto. Para quê deixar a este ponto? Ano passado, a Câmara de Vereadores aprovou recursos para ser feita esta repavimentação. Foi feita uma parte na Rua Apolinário de Moraes e na Rua Flores da Cunha. Quando chegou à Rua Bruno de Andrade, parou. Por que não pararam antes e fizeram a Rua Bruno de Andrade? Podiam ter feito. Não, parou e não deu continuidade. Jogaram uma “meleca” de asfalto, ali, para tapar o principal. Mas é uma das principais vias de ligação, tem um fluxo intenso. Não tem cabimento! Cobrei do Prefeito isso. Espero sim o atendimento dele. Em aparte, o Vereador Ari Müller: Sou a favor deste asfaltamento, mas tem que ser dito que foi iniciado na Rua Flores da Cunha e o Prefeito mandou parar, uma vez que ali já tem asfalto. A Rua Flores da Cunha não foi toda reasfaltada, o que estava previsto. Não foi reasfaltada nem a metade. Quando ele viu que estavam reasfaltando ali, mandou parar logo. O orador retoma a palavra: por fim, chamo a atenção sobre a Escola Esperança. Sendo da base do governo, não podemos silenciar sobre sua situação. Este motivo me levou a pedir este encontro com os Vereadores e o Prefeito porque temos que apontar para aquela população algo concreto. População que sofreu duramente, drasticamente quando a Escola foi interditada, e denunciei que as estruturas estavam escoradas com madeira. Professores, crianças, funcionários da Prefeitura debaixo daquela situação, era um problema. A comunidade sofreu violentamente, parecia que era um descaso aquilo. Pois agora tem este problema, novamente, com a Escola. Existe um projeto aprovado, o Prefeito quer alterar o projeto. Fomos cobrar uma solução imediata. Quer-se alterar, que apresente à comunidade a solução adequada que ele entenda. O que não pode é ficarmos protelando esta situação. É uma comunidade carente e precisa uma atenção, os olhos voltados com muito carinho dos Vereadores e do Executivo, com muita atenção, muita dedicação, muito zelo para com aquela comunidade. Em aparte, o Vereador Marcos Gehlen: o recurso do governo federal também está aprovado para o projeto da obra como ele está concebido. O orador retoma a palavra: o Prefeito assegurou que o recurso estará garantido até o final do ano, que teria tempo hábil para alterar o projeto, só que teria que ter a nova formatação do projeto aprovada pelo Fundeb. Tem que ser elaborado primeiro e submetido à comunidade, para ver se ela quer isto. Solicitei que seja debatida esta situação lá com a comunidade. Vereador Márcio Müller: Dou os parabéns ao Vereador Ari pela ideia de nomear aquela parte que foi limpa como Parque de Rodeios Marcírio de Souza Carpes. Feliz a ideia porque tive a honra de conhecer o ex-Vereador Marcírio, Coordenador da décima quinta RT. Na época que fui Vereador, ele esteve lá em casa diversas vezes me trovando para que eu fosse do PDT. Uma figura carismática, calma, muito parecida com o Coordenador atual, Pedro Angeli, uma serenidade, uma palavra mansa. Honrou-me muito o pedido para entrar no PDT naquela época, mas acabei não indo. Agora foi o inverso, quem foi na casa do Coordenador da décima quinta RT foi o Márcio Müller, que sempre esteve na política, desde aquela época. Não consegui trazê-lo para o Partido Trabalhista Brasileiro–PTB, ele acabou indo para o PDT, mas tudo bem, estamos praticamente no mesmo barco. Já estivemos no Partido da Social Democracia Brasileira–PSDB, militamos juntos, foi lá que o conheci. Fiquei muito feliz em conhecê-lo, uma grande pessoa, um grande amigo. “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 7 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes Parabéns ao Vereador Ari pelo projeto que vamos votar nesta noite. Já temos a estrada que vai para Potreiro Grande com o nome do ex-Vereador Marcírio, agora teremos mais um local com seu nome. Entrei com indicação sobre o sinal de celular. Parece-me que o Vereador Ari já debateu muito este assunto: o sinal de celular no interior, que é uma vergonha. Sinto-me envergonhado quando vou para Costa da Serra, Pesqueiro, Santos Reis, Serra Velha, em qualquer lugar do interior acaba o sinal do celular, em pleno século vinte e um. Nós, da Costa da Serra, por exemplo, fomos uma das primeiras localidades do interior que teve o DDD (Discagem Direta a Distância). Conseguimos por meio do curtume, que era uma empresa forte naquela época. O falecido Carloto, que era diretor ou presidente da Companhia Riograndense de Telecomunicações–CRT, colocou o telefone manivela e depois passou para DDD. Em Costa da Serra, conseguimos o asfalto antes de todo interior. Costa da Serra foi o primeiro interior que teve DDD, asfalto, escola de primeiro grau completo; mas parece que vai ser o último interior a receber o sinal de celular. Isso me deixa muito triste. Estou fazendo pedido de informação justamente para isso. Será que essas operadoras de celular pagam alguma coisa pela localização da antena no Morro? Se não pagam, acho que devem ser retiradas as antenas. Pelo que sei, todas as antenas de celular que são colocadas nas localidades particulares é pago um valor “x” por mês, e se não pagarem nada têm que ser retiradas, pelo menos enquanto não passarem o sinal para todo o interior do Município. Estão ganhando o morro, o local para colocar as antenas, vão atender o interior, pelo amor de Deus! Em aparte, o Vereador Ari Müller: No nosso primeiro mandato, de dois mil e cinco a dois mil e oito, fizemos um movimento, trouxemos o engenheiro da Vivo, tínhamos conseguido um local em Cosa da Serra, de graça, e foi garantido pelo engenheiro da Vivo que atingiria dez quilômetros em linha reta; mas tinha uma lei municipal que proibia qualquer instalação de antena celular, tendo em vista que a antena deveria ser a quinhentos metros de qualquer casa, de qualquer córrego, de onde tinha boi solto no campo. Quer dizer, inviabilizava. E até dois mil e quinze essas antenas deveriam ser retiradas do Município. Fizemos contato com o governo Percival de Oliveira, em dois mil e nove, e conseguimos alterar essa lei. Entrei com projeto de lei e tive apoio de todos os Vereadores. Dois municípios no Estado tinham essa lei: Montenegro e não lembro ao certo se Santa Rosa ou Carazinho, me parece que Santa Rosa, e conseguimos alterar essa lei. Fomos novamente e não tivemos apoio nenhum. Garanto que deste governo teremos apoio, vamos fazer de tudo e antes do final deste mandato essa antena será instalada. O orador retoma a palavra: Quero que o senhor se some a esses esforços. Pelo amor de Deus, não posso ir para o interior sem o celular pegando, nesta atualidade, neste momento da vida das pessoas. O colono quer fazer um negócio e não pega o celular; quer chamar uma ambulância, não pega o celular; quer marcar uma consulta na SMS, não pega o celular; quer ligar para saber alguma coisa diferente de um amigo ou parente, não pega o celular. Montenegro é uma cidade bem localizada, é a mãe de mais de vinte municípios. O interior tem que pegar celular. Vamos trabalhar nesse sentido neste mandato para que o interior, realmente, tenha celular até o final deste mandato do Prefeito Paulo Azeredo. Temos amanhã reunião, não sei quem marcou, com a Promotoria, às dez horas. Convido a todos os Vereadores para que se façam presentes. Vai ser “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 8 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes conversado com o Promotor sobre a situação do Loteamento Bela Vista. Com a conversa com o Promotor, já falei com alguns Vereadores, poderemos dar andamento à Comissão Parlamentar de Inquérito–CPI, do Vereador Tuco, ou sepultá-la. Por isso convido a todos os Vereadores, para decidirmos se a CPI deve mesmo ser realizada ou se vamos “chover no molhado”, descobrir coisas e fatos que já estão sendo ou foram investigados pela Promotoria. Em aparte, o Vereador Gustavo Zanatta: Quem fez o pedido fui eu, conversando com os colegas, quem teve a ideia foram os Vereadores Ari e Márcio, os senhores sugeriram nós levarmos para o Promotor. Acho que será interessante essa conversa amanhã, porque poderemos tomar um rumo em relação ao pedido de CPI. O orador retoma a palavra: Realmente, tínhamos ventilado essa ideia de irmos até a Promotoria, só que não tínhamos tomado a iniciativa ainda. Parabéns pela sua iniciativa. Estaremos lá, com certeza, para decidir se a CPI vai ou fica. Temos também nesta noite um pedido de Vista, da Vereadora Rosemari, ao projeto do Vereador Tuco. Voto favorável ao pedido de Vista porque a Vereadora Rosemari, até não sabia, fez uma consulta à Delegações de Prefeituras Municipais–DPM sobre a constitucionalidade do seu projeto. O ofício da Vereadora Presidenta é datado de 14.03.2013. Vou esperar vir a resposta para então decidir votar o seu projeto. Por fim, parabenizo o Vereador Dorinho pelo novo integrante da família. Seja muito feliz com essa criança, que ela te dê muitas alegrias e tenha bastante saúde. Vereador Carlos E. de Mello: Parabéns papai, meus parabéns, Vereador Dorinho, muita saúde aos seus filhos, aos seus netos. Falo também sobre as antenas, que o Vereador Márcio falou, que a Costa da Serra conseguiu asfalto, telefone DDD, quase tudo que precisaria naquela localidade, só faltando o posto de saúde. O Prefeito Ivan Zimmer que conseguiu o DDD e o asfalto. Na época em que o asfalto passou por Costa da Serra, a estrada Campo do Meio – Santos Reis talvez tivesse muito mais movimento do que lá, e ganhou o asfalto porque, lógico, “o filho tem que puxar o assado para a sua terra”. Em aparte, o Vereador Márcio Müller: Por isso é importante o trabalho do Vereador. Não é que quer dizer que eu tenha influído em alguma coisa, mas é importante que na época o Ubirajara Mattana era o prefeito e nós formamos uma comissão aqui na Câmara de Vereadores para asfaltamento da estrada que liga Montenegro a Brochier. Essa comissão foi feita lá no pavilhão de Costa da Serra. Depois de feita essa comissão, nós fomos lá ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem–DAER, tinha um projeto lá, o pessoal simpatizou com aquilo e começou. Por isso que muitas vezes é importante um vereador fazer um requerimento de reunião, tratar de um assunto ou outro, e daqui a pouco surge a vontade nas pessoas de fazerem aquilo. Acho que por isso que iniciou por lá. Com certeza a sua estrada tinha mais movimento, mas naquela época eu era Vereador, o senhor não era, tinha um representante e começou por lá. O orador retoma a palavra: Sem sombra de dúvida, tem fundamento, tanto é que Campo do Meio e Santos Reis já tem mil duzentos e cinquenta metros de asfalto, porque este Vereador provocou. Na época, o nosso prefeito não acreditava na Transcitrus, que foi liderada pelo Prefeito de Pareci Novo, Oregino Francisco, Prefeito Beto do Município de Maratá e demais prefeitos de Brochier, Poço das Antas e São José do Sul. Nosso prefeito não acreditou na Transcitrus. Depois que já estava iniciada, um dia, eu agendei uma “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 9 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes reunião no Gabinete do Prefeito, chamei os Prefeitos Beto e Oregino, aí que Montenegro entrou na carona. A partir disso, nós já temos hoje mil duzentos e cinquenta metros asfaltados, que deve continuar este ano se liberar mais recursos em Brasília. Vamos continuar asfaltando, daqui uns dias deve estar pronto. As antenas celulares em cima do Morro São João do Montenegro: posso afirmar aos senhores, tenho certeza disso, e vai vir a resposta ao pedido de informação que só tem uma que paga, porque nós levantamos isso uma vez, na Sala de Reuniões, quando veio um projeto para a Câmara. Ninguém pagava nada. Nossa Secretária Maria Cristina Moysés é testemunha disso também. Tem uma que paga, ninguém mais paga nada das antenas que estão em cima do Morro. Sou parceiro nessa caminhada, tenho certeza que todos querem. Entrei numa loja para fazer uma compra: “Tem telefone para contato?” Disse: “Tenho o telefone, mas não tem contato”. Domingo, estávamos no Sobrado e estava com telefone sem contato. A nossa região de Santos Reis está um pouquinho beneficiada, porque fomos beneficiados com antena do Maratá e aqui de São José do Sul, que nos ajudou, está melhor um pouquinho a situação, mas a outra região não tem nada. Sobre o asfalto, a empresa Pavilama fez muitas ruas a mais do que nós aprovamos e hoje essa empresa está cobrando um aditivo de mais de cem mil reais. Pedido de providências que fiz para fazer a limpeza do arroio em Vapor Velho: não é a primeira vez que faço, já fiz no mandato passado, acho que duas vezes durante o ano. Quem conhece a propriedade do Steffen, ali o arroio está mais alto do que a estrada. Fizemos a limpeza em dois mil e oito, quando estive na Secretaria sete meses e meio, com a retroescavadeira. Abrir a caixa do arroio porque a água não tem mais para onde correr. No mesmo trecho da estrada, nós pedimos para fazer um levante porque qualquer chuvinha que dá o transporte escolar não passa mais, ninguém passa. Talvez alguém vá dizer, como já me disseram, que não pode mexer na caixa do arroio. Atualmente, o nosso meio ambiente é municipalizado. Temos autonomia para isso, podemos fazer sim, está prejudicando a comunidade. Na época, lembro muito bem, estávamos trabalhando na estrada por lá e pedi a um operador para que abrisse a caixa do arroio. Depois do meio-dia, ele veio e disse: “Secretário, eu não vou fazer esse serviço, porque o meio ambiente vai nos questionar e eu não quero ser responsável por nada”. Disse: “Não tem problema, o senhor que sabe”. Chamei outro e em meio dia ele fez. Fazem em meio dia e resolvem o problema. Fácil de fazer, é só querer. Vereador Tuco, sobre a indicação na Rua Santos Dumont, nós fizemos também; que bom que vai ser feito. A rua em que mais passo é a Rua Buarque de Macedo. Diariamente eu passo por ali. Não tem uma placa que ali é quarenta, cinquenta ou sessenta quilômetros por hora e noventa por cento das ruas daqui não tem nada. Simplesmente um carro passa a cem quilômetros por hora: “Alô, senhor prefeito, tem que colocar um quebra-molas defronte ao número tal, os caras estão passando a cem quilômetros por hora”. Quebra-molas. E continua sem sinalização. Tem a placa indicativa, dizendo que ali tem um quebra-molas, mas não temos sinalização de trânsito. Nós levantamos esse assunto, o Vereador Braatz estava presente hoje de manhã quando a SMS fez a prestação de contas do último quadrimestre do ano passado. A maior demanda é a fisioterapia. O que o trânsito tem a ver com isso? Tem muito a ver porque cinquenta por cento dessa demanda está relacionada com acidentes de trânsito, ou “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 10 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes imprudências no trânsito. Isso não é só no nosso Município, é em nível estadual e federal, mas nós precisamos fazer a nossa parte. Não é possível continuar dessa maneira. Uma coisa simples de fazer. Alguém falou aqui antes: “Mas não dá para fazer”. Mas digam para mim por que não dá! Oitenta por cento daquilo que é dito que não dá para fazer no órgão público é porque falta boa vontade, interesse e mais agilidade. Mas nós acreditamos que deva melhorar a situação, pela vontade do nosso Prefeito Paulo Azeredo que sempre quis ser Prefeito de Montenegro. Não é possível continuar dando acidentes, fraturas, no centro da nossa cidade, das nossas ruas, dos nossos bairros. Fizemos um pedido de informação, a Vereadora Rosemari e eu, a respeito do transporte, um micro-ônibus que tem contratado na SMS. Queremos saber quanto é pago por mês e qual a quilometragem que faz por mês. É um valor bastante significativo, não veio a resposta ainda, mas com certeza é mais de vinte mil reais por mês, fazendo uma viagem por dia. Mais de mil reais para ir a Porto Alegre. Também fiz uma indicação para fazer um levante na estrada de Vapor Velho, numa extensão de duzentos metros aproximadamente, que também vem ao encontro desse mesmo arroio que não escoa a água. Qualquer pequena chuva que dá, interrompe o trânsito, inclusive o transporte escolar, as crianças não conseguem ir para a aula. Também recebemos do Deputado Estadual João Fischer, o “Fichinha”: “Deputado sugere suspensão de cobrança de pedágios em rodovias estaduais que não estão sendo atendidas, que estão em péssimo estado de conservação”. E isso em diversas rodovias, RS-239, RS-122, e entre elas a RS-240, que todos nós passamos, pagamos pedágio e não temos uma estrada em condições de trafegabilidade, principalmente do Rincão até aqui, são vinte quilômetros. Nós pagamos e os recursos vão para outras rodovias, para outras regiões e nós ficamos na saudade. Já disse muitas vezes, nós deveríamos tirar aqueles três guichês que tem, que nós pagamos, porque não estamos sendo beneficiados em nada. Vereadora Rosemari Almeida: Saudação muito especial a Elenice Fortes Carpes, filha do Senhor Marcírio de Souza Carpes, que nesta noite será homenageado. Tive a satisfação de conhecer teu pai. Lembro-me dele subindo as escadas da Prefeitura. Quando ele foi Vereador, eu ainda não estava na política, mas entrei poucos anos depois. Ele foi vereador de mil novecentos e sessenta e nove a mil novecentos e setenta e três. Em setenta e três, ele ingressa na Prefeitura. Inicio trazendo a palavra: respeito. Tenho dito em vários momentos que respeito é o que está faltando entre as pessoas. Em todas as idades. Respeito entre filhos com os pais, entre amigos, entre marido e mulher, entre mandatários no mesmo Município. Essa é a palavra chave. O Ofício n.º 168, em resposta a um pedido de informação. E sempre os pedidos de informação: ou eles não vêm completos ou desrespeitam e brincam. Nem é um pedido meu, é do Vereador Renato, que não está presente. Se ele estivesse, usaria a Tribuna, com certeza. Mas também o faço porque sou uma Servidora Pública Municipal aposentada. Elenice, tu és uma Professora Estadual, concursada. E se a tua Diretora afirma que naquela escola tem gente que não vem trabalhar, vocês questionarão quem, porque senão vocês todos estão na vala comum. O nosso Prefeito, Paulo Azeredo, por quem tenho o maior respeito, no Jornal Ibiá, de 08.02.2013, disse: “Em outra Administração, tinha gente que não ia trabalhar.” Isso é muito sério. O Vereador Renato fez um pedido de informação: “De qual Administração o Prefeito está se “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 11 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes referindo? Quais são os servidores que não compareciam ao trabalho? Em que período os mesmos deixaram de trabalhar?” Naquele dia o parabenizava, porque se ele não tivesse pedido eu quereria saber. Fui Secretária-Geral durante muitos anos, talvez se referiu a algum servidor vinculado ao meu setor, ou a mim mesma. O pior é a resposta que veio. O Prefeito tem que revisar o que está assinando de resposta. Não acredito que avaliou isto aqui: “Em resposta ao Pedido de Informação n.º 030/2013, de acordo com a Procuradoria do Município (PGM), o Prefeito tem livre arbítrio para expressar suas opiniões, o que não gera motivo para responder perguntas pessoais.” Não acredito que algum Vereador vá fazer uma pergunta pessoal da vida do Prefeito. Foi feito a ele como Prefeito. Quando se senta naquela cadeira, ou nessas aqui, temos um mandato. Não é emitir opinião. Ele não falou como cidadão Paulo Azeredo, e sim como Prefeito. Que falta de respeito essa resposta. Desconheço que algum vereador tenha entrado na vida pessoal de algum prefeito. Isso não existe. Agora, quando ele afirmou: “em outra Administração tinha gente que não ia trabalhar”, ele não emitiu opinião, isso foi afirmação. Gente, cuidado com as palavras. Palavras se jogam e não se recuperam mais. Vou conversar com o Prefeito porque isso é um desrespeito com os mais de mil e quinhentos funcionários públicos municipais, pois qualquer um deles pode ser essa pessoa ou essas pessoas. Lamento que o Prefeito não tenha revisado essa resposta. Aposentei-me na Prefeitura, com trinta e três anos de trabalho. Só lamento pelos colegas que hoje estão lá. Vereador Tuco, o senhor trouxe o assunto também: banco de materiais está sem estoque, o sofrimento da Senhora Eva Silva de Lima. Coincidentemente, foi lida a reposta. Há um mês esta Vereadora fez o pedido de informação, que é a ferramenta que temos, para saber quais os materiais que foram deixados no banco de materiais da Habitação: “Encaminhar a listagem completa dos materiais que existiam em primeiro de janeiro de dois mil e treze. Algum daqueles materiais já foi utilizado pela atual Administração? Em caso positivo, qual o destino dado aos mesmos? Foi ouvido o Conselho Municipal de Habitação–COMHAB para qualquer destinação dos materiais?” Banco de materiais da Habitação está disponível para os resultados das intempéries. Não é o cidadão chegar lá e pedir o material que ele quer. Existe a Assistência Social, que ouve o COMHAB e que coloca uma assistente social e uma engenheira na casa daquela pessoa para ver o que ela precisa. É feita uma análise criteriosa. Daí tem o banco de materiais para atender as necessidades, Vereador Dorinho, o senhor trabalhou lá e sabe disso. Só me responderam, um mês depois: “Encaminhamos, em anexo, a listagem atualizada do que há no banco de materiais. Lista de materiais, em 08.03.2013.” É pouquíssimo, não tem estoque. Quero saber qual o material que tinha em primeiro de janeiro. Ou não fizeram levantamento quando assumiram? Retornei com o pedido. Quero mais uma informação. Quero a listagem de primeiro de janeiro do que existia lá para comparar com o que tem hoje. E se algo foi utilizado, quero saber qual o destino dado, porque agora tem gente esperando e não tem material. Como diz aqui no Jornal, foi em dois de fevereiro o temporal, e, passados trinta e quatro dias, a moradora procurou a Prefeitura para se inteirar da doação prometida. Isso é criar expectativa na pessoa, que não tem onde morar. “Banco de materiais está sem estoque, conforme Maria Elis da Silva–Zazá, Diretora de Habitação, o morador deve estar cadastrado na Prefeitura, a partir disso entra “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 12 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes em uma fila de espera para receber o benefício. ‘Temos cerca de quatro mil pessoas em situação de dificuldade, igual ou pior dessa senhora. O grande problema é a falta de materiais’.” Vou aguardar a resposta e não vou parar por aqui. Ela deve vir em um mês, vão esgotar o prazo máximo, mas ela deve vir. Faço questão da listagem em primeiro de janeiro para fazer o comparativo. Em aparte, o Vereador Marcos Gehlen: A senhora iniciou dizendo que as palavras devem ser ditas com cuidado. A Senhora Zazá diz que tem quatro mil pessoas em situação igual ou pior à da Dona Eva. Então, temos quatro mil pessoas sem teto em Montenegro, porque essa cidadã está sem teto e morando de favor na casa de um vizinho. É preocupante. A oradora retoma a palavra: Vamos ver a reposta que vem, porque acredito que, quando assumiram a Habitação, devem ter feito um cadastro perfeito do que encontraram ali. A partir daquela listagem quero saber se alguma coisa foi usada, onde, e, posteriormente, até promover, se necessário, uma reunião com o COMHAB. Esse assunto está apenas começando. Encerrada a Hora dos Oradores, a Presidenta determinou que se prosseguisse a Sessão com a Ordem do Dia, pedindo ao Secretário que fizesse a leitura da matéria a ser votada: 1. Pedido de Informação n.º 52/13, do Vereador Marcos Gehlen: Existe cronograma de capina e limpeza dos bairros? Caso havendo, solicito cópia. Em discussão, o Vereador Marcos Gehlen: Esse é um tema que vimos trabalhando, até alguns Vereadores citaram em outros momentos, que procuramos seguir acompanhando o tão falado cronograma. Mas isso era algo que existia na Administração passada, a tentativa de um cronograma, que de fato nunca era conseguido se seguir. Queremos saber da nova Administração se há um cronograma e, se ele existe, que possa remeter para nós para que possamos acompanhar e fiscalizar, que é o nosso papel. Vereador Roberto Braatz: Um dos assuntos que debatemos hoje com o Prefeito foi a questão da colocação de um metro e vinte centímetros de asfalto do cordão da calçada para o eixo de cada lado da rua, exatamente para beneficiar os moradores, para beneficiar os entes públicos, para evitar que tenha que se fazer isso de forma recorrente todos os anos; e não vai fazer todos os meses, não passa mais que uma vez por ano no mesmo bairro, não consegue alcançar isso. A cidade cresceu, o brejo toma conta: limpou hoje, com esse tempo de chuva, em um mês o brejo toma conta de novo. Agora, se fizer isso que apontamos singelamente, começa por um bairro, vai melhorar imensamente a qualidade de vida das pessoas, as pessoas poderão transitar de bicicleta mais confortavelmente. As pessoas que moram ali poderão fazer sua limpeza melhor. É “tudo de bom”, como se diz na gíria. E aí não tem esse problema da medição do serviço que foi feito, que sempre é um “problemão” para a Prefeitura, é muito “rolo” que dá ali também. O Município só tem a ganhar; só quem não vai ganhar é aquele que executa o serviço, porque a empresa não vai mais precisar fazer. Mas é bom para Montenegro, para os munícipes, é bom para o erário público. E daí esse cronograma será desnecessário. Enquanto isso, é importante o seu pedido de informação. Esse foi um dos motes da reunião hoje com o Prefeito, concitá-lo a atender a Indicação n.º 046/2013 que fizemos no dia sete de março. Singelo o pedido, mas extremamente importante. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por sete votos. 2. Pedido de Informação n.º 53/13, da Vereadora Rosemari Almeida: Tendo em vista que não foi atendido o questionado no Pedido de Informação nº 033/13, reitera: quais “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 13 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes materiais foram deixados no banco de materiais da Secretaria Municipal de Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania pela Administração anterior? Favor encaminhar listagem completa dos materiais em 1º.01.13. Alguns daqueles materiais já foram utilizados pela atual Administração? Em caso positivo, qual o destino dado aos mesmos? Foi ouvido o Conselho Municipal de Habitação? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por sete votos. 3. Pedido de Informação n.º 54/13, do Vereador Roberto Braatz: Informar se o muro, em edificação, em um dos terrenos localizados na esquina formada pelas Ruas dos Ciprestes e Torbjorn Weibull está respeitando os limites da propriedade. Remeter mapa de localização do imóvel, contendo as medidas e confrontações. Qual a largura da rua? Remeter mapa de localização com as medidas. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por sete votos. 4. Pedido de Informação n.º 55/13, do Vereador Marcos Gehlen: A Administração Municipal se comprometeu formalmente com a Senhora Eva Silva de Lima em subsidiar a reconstrução da sua moradia avariada pelo temporal do dia 02.02.13? Qual o prazo estimado para aquisição de materiais para estoque? Existe um prazo definido para atender às necessidades dos cidadãos em casos semelhantes? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por sete votos. 5. Pedido de Informação n.º 56/13, do Vereador Márcio Müller: As empresas operadoras de telefonia móvel que operam no Município pagam aluguel pelo uso da área de suas respectivas antenas localizadas no Morro São João? Se afirmativo, qual o valor? Se negativo, qual o motivo da isenção e qual o contrato existente? Enviar cópia. Levado o Pedido à votação, foi aprovado por sete votos. 6. Pedido de Informação n.º 57/13, dos Vereadores Carlos E. de Mello e Rosemari Almeida: Sobre a contratação de micro-ônibus pela Prefeitura para transporte de pacientes para Porto Alegre: qual o valor mensal dessa contratação? Qual a quilometragem feita durante o mês com esse transporte? Levado o Pedido à votação, foi aprovado por sete votos. 7. Requerimento n.º 34/13, da Vereadora Rosemari Almeida: Agendamento de reunião para tratar da questão do trânsito próximo às escolas. Em discussão, o Vereador Marcos Gehlen: Muito importante o seu requerimento, inclusive reforçando reunião que protagonizamos nesta Casa para falar, na ocasião da volta às aulas, da questão do trânsito. De fato, observamos que não foi tomada uma iniciativa muito positiva nesse sentido, haja vista que todas as escolas, sobretudo no momento da largada das crianças, elas ficam bem confusas. Apoiamos sua iniciativa, mais uma vez nesta Casa uma reunião para tratar desse assunto. Vereadora Rosemari Almeida: Realmente tivemos uma tratativa anterior, um pouco mais abrangente, não era só sobre o trânsito, era volta às aulas, em que estava contemplado também esse assunto. Mas agora o pedido partiu do Colégio Sinodal Progresso, porque o fluxo de veículos aumentou bastante naquele local. Toda a grande Timbaúva que vem pelo centro, ela vai pela Rua Fernando Ferrari e quando chega exatamente onde está situado o Colégio, na confluência com a Rua Capitão Cruz, a via passa a ser de mão dupla. São carros em duas pistas, vans largando as crianças, tem que rever onde está a faixa de segurança, a autoescola na rua detrás. Então, são várias situações que temos que analisar e, a partir desse Colégio, verificarmos com a Prefeitura e com o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito outras situações em outras escolas também. Por isso peço aos senhores a aprovação desse requerimento e a “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 14 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes participação dos senhores nessa reunião. Levado o Requerimento à votação, foi aprovado por sete votos. 8. Requerimento n.º 40/13, da Vereadora Rosemari Almeida: Requer vista, por 13 dias, ao PL n.º 07/2013, do Ver. Marcos Gehlen, que proíbe a exposição, no território municipal, de cartazes, outdoors e marketing com exibição de imagens eróticas ou de nudez em casas noturnas e semelhantes. Em discussão, o Vereador Marcos Gehlen: Na discussão, quando da apresentação do projeto, me manifestei falando a respeito do pedido de vista do Vereador Joacir Menezes, que hoje não se encontra na Casa. De fato, como havia predito, o pedido de vista foi aprovado e nos treze dias nada foi proposto. Espero que desta vez haja uma proposição, porque todos sabemos do parecer jurídico da Casa, da discussão jurídica em torno desse projeto, que no meu ponto de vista é mais uma questão de mérito do que jurídica, que pode ser sanada de outra forma. Mas, apenas para manter o meu posicionamento, que não mudou desde a apresentação do projeto, anuncio que votarei contra o seu pedido de vista. Vereador Carlos E. de Mello: Voto favorável ao pedido de vista da Senhora Presidenta, até porque votamos favoráveis ao pedido de vista do Vereador Joacir, há catorze dias, sob o pretexto de querer ouvir um parecer da DPM. Foi votado o pedido de vista com essa sugestão do parecer da DPM. Como a Presidência nos informou que fez o pedido do parecer da DPM e ainda não teve resposta, muito correto e louvável o seu pedido de vista, Senhora Presidenta, para ter a resposta da DPM, respeitando assim o pedido de vista do Vereador Joacir. Vereador Roberto Braatz: Apesar de ter um meu voto definido com relação ao projeto, entendo, especialmente a motivação que levou à apresentação do pedido de vista. Temos que ter a sensibilidade de aprovar. Se o outro era importante, esse é mais ainda de votarmos pelo pedido de vista, na medida em que a DPM foi oficiada, fizemos uma consulta, e nós não temos a resposta. Já sei como vou votar, no entanto, tenho que me curvar à dúvida e, sobretudo, se o projeto é importante, e é, ele não é de uma urgência inarredável, que não se permita que se leve mais uns dias, até porque a Vereadora pode, se a resposta vier até quinta-feira que vem, colocar em votação, ela pode regimentalmente diminuir o prazo. Vereadora Rosemari Almeida: Há duas semanas, nós votamos o pedido de vista do Vereador Joacir e ele se manifestava que tinha dúvidas, sugerindo, naquela Sessão, uma consulta à DPM sobre esse assunto. Como o Vereador não está presente, nem seu colega de Partido, que também poderia ter feito outro pedido de vista, já que houve a consulta à DPM e não tem uma resposta, seria uma irresponsabilidade desta Presidência colocar em votação esse projeto se eu mesma assinei uma consulta à DPM. Então, entrei com pedido de vista e peço aos colegas Vereadores, inclusive o senhor, Vereador Tuco, está aqui o pedido para a DPM, que o senhor seja sensível e assim que vier a resposta nós possamos votar a matéria. Se estivesse o colega de bancada do Vereador Joacir, talvez o Partido do Movimento Democrático Brasileiro–PMDB fizesse isso. Eu, na qualidade de Presidenta, tendo assinado essa correspondência, me senti no dever e na obrigação de pedir vista porque ainda não chegou a resposta. Levado o Requerimento à votação, foi aprovado por seis votos, com voto contrário do Vereador Marcos Gehlen. 9. Parecer da CGP n.º 011/13, favorável ao Projeto de Lei Complementar n.º 08/2013, da Mesa Diretora, que cria mais um cargo de Assistente Legislativo e Administrativo, Padrão “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 15 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL CÂMARA MUNICIPAL DE MONTENEGRO Montenegro Cidade das Artes 07, no Quadro de Cargos de Provimento Efetivo, instituído pela LC n.º 3.615/01. Levado o Parecer à votação, foi aprovado por oito votos. 10. Parecer da CGP n.º 012/13, favorável ao Projeto de Lei n.º 09/2013, do Vereador Ari Müller, que denomina Parque de Rodeios Marcírio de Souza Carpes o parque de rodeios localizado junto ao Parque Centenário Erny Carlos Heller. Em discussão, o Vereador Roberto Braatz: Eu pouco tive contato com o ex-Vereador, o homenageado, Senhor Carpes. Mas me chamava atenção aquilo a que o Vereador Márcio se referiu no seu pronunciamento: uma maneira sempre muito cordial de conversar, de dialogar conosco, muito acessível e sensível. Também me chamou atenção uma decisão, quando havia a possibilidade de prorrogação de mandatos, em que, caso ele fosse contemplado, ele renunciaria. Ele não aceitava prorrogação de mandato. Ele poderia se beneficiar, mas já deixava de antemão que não aceitaria. Isso é caráter. Faz muito anos, não me lembro dos detalhes, mas me chamou atenção aquilo. Conversando com algumas pessoas do PTD, e com pessoas que nem fazem parte do Partido, elas dizem que o Senhor Carpes fazia os seus trabalhos de doutrinação, ia às casas, mostrava um filme, para as pessoas verem o tempo da ditadura, tempo do nosso Leonel Brizola, fazia todo um trabalho de doutrinação, de convencimento, e isso é tempo, dedicação. Olha a maneira como agia; não era comprando, oferecendo uma coisa, num tempo em que era difícil militar. Quero de uma forma muito veemente cumprimentar o Vereador Ari por essa iniciativa, que só pode merecer a unanimidade dos Vereadores, pela pessoa que o teu pai representou na política, sobretudo naquilo que é o objeto do projeto, que é na área do tradicionalismo. Víamos ele sempre pilchado, ele “vestia a camiseta”. Os meus mais efusivos e calorosos cumprimentos pela sua iniciativa. Levado o Parecer à votação, foi aprovado por sete votos. 11. Parecer da CGP n.º 013/13, favorável ao Projeto de Lei n.º 12/2013, do Executivo Municipal, que o autoriza a firmar convênio com a Sociedade Beneficente Espiritualista no valor de R$ 5.287,70 (aquisição de materiais permanentes). Levado o Parecer à votação, foi aprovado por sete votos. Terminada a Ordem do Dia, e não havendo Explicações Pessoais, a Presidenta convidou os Vereadores para reunião da Comissão Geral de Pareceres, na terça-feira, às oito horas e trinta minutos, e para Sessão Ordinária, na quarta-feira, às dezenove horas, antecipada em virtude do feriado da Semana Santa, com uso da Tribuna Livre pelo Senhor Airto Madalozzo, Vice-Presidente do Instituto Autismo e Vida, visando abordar a Lei n.º 12.764/12, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; encerrando a presente sessão às vinte e uma horas e dez minutos, lavrando para constar esta ata. Sala de Sessões, 21 de março de 2013..... Ver. Márcio Müller Ver.ª Rosemari Almeida 1.º Secretário Presidenta “DOE ÓRGÃOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS” 16