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PEDIDO DE INDICAÇÃO Nº 79/2026
A Vereadora Adriana Rizzotto de Souza – PSD vem, respeitosamente, à presença da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vereadores, indicar:
A instalação de um “Banco Vermelho” nos arredores da Câmara Municipal, como símbolo permanente de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
Indica, ainda, que a instalação seja marcada por um ato público com convite à comunidade, a ser realizado no dia 22 de maio, data em que se completam três meses da fatalidade que vitimou a vereadora Roseli.
JUSTIFICATIVA
O “Banco Vermelho” é um movimento internacional de grande relevância social, surgido na Itália em 2016, que se expandiu pelo mundo como forma de sensibilizar a sociedade sobre a violência de gênero e o feminicídio.
A cor vermelha simboliza o sangue das mulheres vítimas de violência, enquanto o banco representa o vazio deixado por aquelas que tiveram suas vidas interrompidas. Trata-se de um espaço de memória, reflexão e alerta permanente à população.
No Brasil, a iniciativa foi reconhecida por meio da Lei nº 14.942/2024, que incentiva a instalação desses bancos em espaços públicos, acompanhados de mensagens de conscientização e canais de denúncia, como o Disque 180.
A proposta vai além da instalação de um símbolo. Propõe-se que este momento seja construído coletivamente, com a participação da comunidade, transformando o dia 22 de maio em um marco de reflexão e mobilização social.
Que este não seja apenas um ato de lembrança, mas de compromisso. Que o luto se transforme em consciência. Que a dor se transforme em movimento.
A perda da vereadora Roseli não pode ser apenas registrada na memória — precisa gerar transformação. Este gesto simbólico deve servir como impulso para que o município avance na criação de leis e no fortalecimento de políticas públicas efetivas de enfrentamento à violência contra a mulher, baseadas no respeito, na justiça e na proteção.
A instalação do Banco Vermelho, junto a este ato público, representa um posicionamento claro desta Casa Legislativa: o de que não haverá silêncio diante da violência, e de que o Poder Legislativo tem responsabilidade ativa na construção de uma sociedade mais segura para todas as mulheres.
Uma mulher que não recua transforma a realidade — e é nosso dever garantir que nenhuma mulher precise lutar sozinha.
Diante do exposto, contamos com a sensibilidade desta Casa para o acolhimento da presente indicação.
Nova Prata, 17 de abril de 2026.
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Adriana Rizzotto
Vereadora PSD
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