br-locleg corpus explorer

← Rio Grande (RS)

materia nº 51/2004

Tipo Projeto de Lei de Vereador
Número / Ano 51 / 2004
Date 2004-06-02
EmentaVEREADOR ARLINDO SCHMIDT DENOMINA A NIZZA ALVES GONÇALVES UMA VIA PUBLICA DO MUNICIPIO
native_id31806

Autoria

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2025-03-21 Proposição aprovada ARQUIVADO NA PASTA DIVERSOS 2004. LEI N°5965/2004, APROVADO NA ATA 7537

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 14

Estado do Rio Grande do Sul
PREFEITURA MUNICIPAL DO Ri'O GRANDE
Kioc
PATRIM6NI0
;i« \m
DO
> GABINETE DO PREFEITO
RIO GRANDE DO SUL
E
LEI N° 5.965, DE 19 DE JULHO DE 2004
t
dA a DENOMINAgAO DE NILZA ALVES
GONSALVES A UMA VIA PUBLICA DO
MUNICfPIO.
i
O PREFEITO MUNICIPAL DO RIO GRANDE, usando das
atribui^oes que Ihe confere a Lei Organica, em seu Art. 51, Inciso III,
I Faz saber que a Camara Municipal aprovou e ele sanciona a
^jcguinlc Lei:
Art. 1° - Fica denominada de Nilza Alves Gonsalves uma via
publica do Municfpio.
. #
Art. 2° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publica^ao.
Gabinete do Prefeito, 19 de julho de 2004.
(
I
\
l
FA BIO DE O
PrefeftV} Municipal
IRA BRANCO i
1/
i
: SMF/SMCP/ULT/UCU/PJ/CMRG/1 ublicacao/Familia cc
I
>
;■ - * •
- j
Estado do Rio Grande do Sul
CAMARA MUNICIPAL DO RIO GRANDE
Of. n. ° 728/04 Rio Grande, 28 de junho de 2004.
Proc. n° 875/04
Senhor Prefeito,
Apraz-nos cumprimenta-lo oportunidade que
encatninhamos a Vossa Excelencia, Projeto de Lei em anexo, aprovado em
sessao plenaria realizada no dia de hoje, para sua devida aprecia9ao.
Sendo o que tinhamos para o momento,
aproveitamos o ensejo para renovar os protestos de elevada estima e disiinta
considerate.
Ver. Claudio CTDia:
PresidenteG
ANEXO: Da a denominate de Nilza Alves Gonsalves a uma via publica do
municipio.
#
Exmo. Sr.
Fabio de Oliveira Branco
Prefeito Municipal
Nesta
Rua General Vitorino, 441 - CEP 96200-310 - Fone (53) 231-1711 - Fax (53) 231-1786 - Rio Grande - RS 
e-mail: cmrg@vetorialnet.com.br site: www.camara.riogrande.rs.gov.br
DOE ORGAOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS!
*^rT
Estado do Rio Grande do Sul
CAMARA MUNICIPAL DO RIO GRANDE
PROJETO DE LEI
DA A DENOMINACAO DE NILZA ALVES
GONCALVES A UMA VIA PUBLICA DO
MUNICIPIO.
#
Art. 1°- Fica denominada de Nilza Alves Gonsalves uma
via publica do municipio.
Art. 2°- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicagao.
CAMARA MUNICIPAL
DO RIO GRANDE
V 1 S T O
PRESiDENTE
0
Rua General Vitorino, 441 - CEP 96200-310 - Fone (53) 231-1711 - Fax (53) 231-1786 - Rio Grande - RS 
e-mail: cmrgto'Vetorialnet.com.br site: www.camara.riogrande.rs.gov.br
DOE 6rgAOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS!
(C6) oz.
\
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
CAMARA MUNICIPAL DO RIO GRANDE
PROJETO DE LEI - PLV /2004
PROTOCOLADO SOB N° 9vK_/2004 ATA
EXPEDIENTE / /2004
ACEITOEM / J2(m
APROVADO EM / /2004 EM 0^/ 1X0 / U/V
REJEITADO EM / /2004
ARQUIVO
EMENTA:
Exmo. Sr. Presidente
O vereador abaixo assinado requer apos ouvida a casa, seja
encaminhado as comissoes tecnicas o seguinte projeto de Lei
“Denomina a Nilza Alves Gonsalves
uma via publica do Municipio”
Art° 1° - Fica denominado de NILZA ALVES GONSALVES
uma via publica do Municipio.
Art° 2° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicaijao.
Vereador ARLINDO SCHIMIDT
Bancada do PP
VISTO
Presidente
Css
VP
/o NC
CN
P￾7j C ’•-O o Q O
s.
<
-^j
O v>
Z
o
Coo
zt>
rS}
o
rj
<< y:
\ I \
Rh n
“ INILZA ALVES GONSALVES”
Lima historia que vale a pena ser conlada (Dados biogralicos)
Nascimento: 28 dc outubro de 1913
l.ocalidade : Cidade de Rio Grande, Estado do Rio Grande do Sul.
Filha legitima de Pedro Alves de prollssao inarceneiro e de Consei^slo dos
Santos Alves, domestica. Priniogenita de unia prole seguida de niais cinco
irmaos, teve cm sen proprio lar a oporlimidade de vivcnciar precocemente o que a
f'aria uma pessoa diferente para melhor, no reslante de sua vida.
Teve sua escolaride primaria realizada em uma escola, denominada Juvenal
Miller. Ingressou no mcrcado de trabalho como balconista de uma livraria sita
a rua Mai. Floriano ( )
A leitura de classicos brasileiros teve como consequecia fornecer-lhe a
oporlimidade de, como tipografa, ingressar no Jornal O TEMPO, matutino da
epoca com uma circulate voltada para a cullura e lazer da Sociedade Riogradina
da epoca.
Em 24 de setembro de 1930, contraiu matrimonio com o Sr. Joao Gonialvesj
portuario, e deste matrimonio nasceram os seguintes (ilhos: Neuza, Joicej
Manoel, Jaylor, Joyle, Joy Reis, Ney e Neiva.
Em 1935, quando comemoravamos o Centenario da Revoluvao FarroiipilhaJ
transferiu sua residencia para uma localidade denominada, na epoca, de Vila
Verde, nas imedia^oes do Porto Novo, entao local dc trabalho de sen esposo.
Nesta localidade, ate pcla proximidadc do Porto Maiitimo, funcionava a Cia
Swift do Brasil, empresa voltada para a exporta^ao de alimenlos e que por isso
atraia para o municipio urn forte contigentc de mao de obra desqualificada. Pela
mesma razao,e tambem por analogia de propositos, a Cia Brasileira de Petroled
Ipiranga S/A, empresa que hoje orgulha nao so a Cidade de Rio Grande, mas
tambem o Pais, ali iniciava sens primeiros processos operacionais.
O cenario estava pronto. As luzes se ascendiam. Camaras nao existiam na epoca,
mas alguem tinha de come^ar a a9§o; e sem esperar que o problcma se agravasse
Dona INilza, como era respeitosamente chamada, comeyou sen apostolado de
Professora Leiga, sem predio, mas com dedica^ao e muito boa vontade, junto a
sens (Ilhos, no proprio lar. La pelos idos de 1937/38, come^ou a toinar corpo a
realiza^ao de uni sonho, sem duvida, muito ambicioso: criar a Escola Particular
Almirante Tamandare. Na concep^ao de escola, ja naquela epoca, Da Nilza
com sua habilidade, dedica^ao e acima de tudo compelencia, nao sc limitava a
ensinar apenas o que se esperava de uma escola de alfabetiza^ao, mas tambem,
entre outros conteudos: costura, bordado, arte culinaria e pintura em tecido e ate
rudimentos de horta de fundo de quintal, era por ela incluido, dependendo e
logico, da idade, sexo e interesse do aluno. Era uma improvisa^ao com tantas
possibilidade de sucesso que muito bem foi denominado por sua filha mais velha
como uma pessoa predcstinada, escolhida on missionada, se assim o queiram.
Na propria residencia, e nos horarios em que as lides domesticas assim o
permitiam. Dona NILZA come^ou sua caminhada na educa^ao, sem curriculo a
ser perseguido, na propria sala de sua casa modesta e com um numero reduzido
de alunos (as), come^ou a realizar sen ambicioso desejo: ajudar nosso Pai com
os parcos recursos auferidos, e nao abandonar sua missao de mae e dona de casa.
r/4 K
l\ Nesta epoca moravamos ein uma pequena casa dc madeira pcrtenccnle aos
empregados subaltemos do Poilo de Rio Grande. For consequencia da atividade
desenvolvida por nossa niae, prometeram- nos a ocupatao iiitura, da proxima
Casa Preta que fosse dcsocupada. Finahnentc, antes que grande enchente de 40
assolasse nossa regiao, fomos de nuida para a inetadc oeste da
Casa Preta IN°20.
Enibora, fosse apenas a nictade do predio, era nuiilo inaior que a antiga
residencia. A leitaria aumentou de tainanho a horta passou a chamar-se chacara e
ate a chacara proxima a Gare (Sen Jango Casabow) foi desocupada. Agora com
espa90 disponivel, aumentou a capacidade de matricula, e veio a necessidade de
oficializar a cscola.
Nao demorou muito os moradores vizinhos sairam, e a Casa Preta em sua
totalidade ticou a disposi^ao da nossa familia. Pram oito pe^as enormes na parte
alta da casa, cerca de duzentos metros quadrados, de uma constru^ao muito forte
e com uma dislribui^ao muito proxima do que inamae mais queria: duas salas de
aula com 30 m quadrados cada uma, interligadas e com ilumina^ao direta. Com a
inlluencia de autoridades ollciais do Porto e sen prestigio pessoal, classes, mesas
e cadeiras disponiveis cm outras escolas da cidade, foram carreadas para a Escola
Particular Almirante Tamandare, agora com nome em uma placa na frente do
predio. Como foi anterionnente elucidado, a predestinacao da mestra nao tinha
fronteiras e cis que ela agora, volta sen potencial tambem para os pais de alunos
que por sentirem a necessidade de acompanhar, on mesmo entender o progress^
educacional de sens filhos, manifestavam vontade e/ou necessidade de aprender
um pouco mais. Desta vez, surge a primeira escola de alfabetiza^ao de adultos da
VILA VERDE.
Hoje, quando vemos e ouvimos falar em MOBRAL, por certo muitas pessoas
desinformadas, desconhecem que ja naqueles idos tempos de 1942-43 na
gratuidade inicialmente, e posteriormentc com professores cedidos pelo Governo
do Estado, c por solicita^ao do Iminente Francisco de Paula Cardoso,
administrador do Porto na epoca, passou a funcionar no predio do unico Grupo
Escolar Ernesto Pedroso existente em nosso lugarejo, O Suplctivo Noturno.
Aumentava de uma forma descontrolada a VILA VERDE, mas na verdade, ja era
sem duvida, a turgecencia da atual Vila Santa 'I’ereza, em funvao de uma
Capela que foi construida pela Irmandade do Carmo a qual deu o nome com tal
magnitude, que a antiga Vila Verde por ela foi absorvida. A corrida por emprego
e a senda de progresso era tao volumosa que ja a Vila Santa fereza tornava-se
pequena. E eis que, sem as minimas condifoes de estrutura e planejamento
urbano, avoluma-se uma area muito maior que as duas primeiras e que na epoca
era pejorativamente chamada de Vila dos Cedros, hoje, 0 atual Bairro Getiilio
Vargas. Como e do conhecimento publico, e isso nao muda em tempo e lugar,
quanto menor o nivel cultural, maior e a incidencia de criaiifas e caes, e la nao se
fez exce^ao a regra. Dona Nilza foi convidada por um grupo de Bondosas
Senhoras do Centro Espirita uDeus Amor c Caridade para ocupar com
atividades educacionais, no periodo do dia em que o predio ficava na ociosidade,
e mais uma escola foi fundada e administrada pela dona Nilza. Ela possuia un a
capacidade admnistrariva tao grande que pela manha era dirctora e prolessora e it
•w>
« *
\^\0
'Si,
. J
O<>' fc> ^5^
^ 4?
PODER JUDICIARIO
Registro Civil das Pessoas Natuiais
21 Zona
Sergio Machado Pinto
OfiCial designado
( omarca do Rio Grande
certidAo de obitu
CERTIFICO que no livro - C 49 as fls i65v sob o n c 37067 consta o assento de
obito de NILZA ALVES GONS ALVES, falecido(a) ern dots (02) de Dezembro de
mil noveeentos setenta e dois (1972 ) em Hospital Santa Casa, local as 1045 boras
do sexo feminino, profissao professora aposentada. cor mixta, natural dcste Estado
domiciliado(a)nestacidadc,e residente nesta cidade . com 59anos dc idade,estado
civil casada . filho(a) de Pedn> Alves e Maria da Conceicao dos Santos Alves
Local de matrimonio: nesta cidade
Nome do conjuge: Joao Gonsalves
Foi declarante: Nenza Goncalvcs Silva - filha
O atestado de obito foi finmado peio doutor Gustavo Penna que deu como causa da
morte insuficiencia cardiaca
Local do sepultamento: nesta cidade
OBSF.RVAQOF.S: Deixa filhos: o declarante com 41 anos. Joice 40 anos. Manoel
39 anos, Jaylor 38 anos. Joyle 34 anos. Jov 32 anos. Neiva 27 anos. Dcixa bens
#
r
/ Roq^o Civil 21 Zona Rio Gramio '
r G Sergio Machr.do Pinto
\j£!q<Z3 ^e:rs f&J
^^vere.ro. S5T '
O Refendo e verdade e dou fe
Rio Grande. 0A de Jnnho de 2004
U
( )betaI
fLH.M
A mais antiga do Estado
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
CAMARA MUNICIPAL DO RIO GRANDE
COMISSAO DE CONSTITUICAO e JUSTI^A
PARECER PROCESSO.
Esta Comissao, apos apreciar o Projeto, constante do Processo acima enumerado,
declara nao haver impedimento a sua tramitapao.
INCONSTITUCIONAL I\1
| 1 \antijuridico
I I AIvTIREGIMENTAL
I I
INADEQLADO A TECNICA LEGISLATIVA
Este e o parecer desta Comissao.
Sala das Comissoes, 0 de ^
Vice-Presidents
Secretario
Membro
Membro
f^ • Cb
miia cscola c a larde mantinha sua cscola particular cm pleno andamento. Ainda
recordo de cenas, as quais so com o amadurecimento e conhecimento, lioje posso
compreender e aceitar: era ver minha mac deseuvolvendo com aquelas crian^as
nao muito asseadas, fazendo e ensinando a fazcr, 1109605 de higiene e limpeza
pessoal, como se fosse em um de sens fiilhos, antes de come9ar as tarefas
escolares. Ela percebia, que a cultura da familia, jamais permitiria ver um lllho de
volta para casa com o argumento de falta de higiene e limpeza. O importante era
aprender, participar do processo evolutivo atraves da educa9ao, (ainda hoje, e o
unico caminlio). Outro fato gratificante que recordo saudosamente, era a
disciplina e o civismo por ela desenvolvido com sens alunos. Sem que fosse na
epoca, detennina9§o superior, era entoado o I lino Nacional, liasteada a Bandeira
Nacional e apos a formatura, ingressavam na sala de aula. Como os jovens
gostavam e respeitavam aqueles palriolicos inomentos. Eles nao so conlieciam,
mas tambem cantavam o Hino Riograndensc, Hino da Bandeira e por ser o
Patrono um llustre Marinheiro, o Hino da Marinha do Brasil (Cisne Branco).
Nao era 11111 comportamento imposto. A aceita9ao era normal porque ela sempre
achava o que destacar e premiar nos melhores eomportamentos: os mais
esfoi9ados, aquele (a) que mellior limpou a sala de aula, on o que trouxe llores
para adornar o ambiente escolar, aquele que canton, 011 marchou com mais
galhardia. E neste clima salutar de grande familia em ascenssao, foi fundado o
Cremio Esportivo Brasil de futebol mirin em nosso Bairro, onde so jogavam
jovens que frequentavam almima escola da comunidade. Eram ideias simples que
postas em pratica davam resultados positives. O sen Mario da Correaria Rios,
pai de dois (alunos) atletas, era treinador da equipe. Ao longo de tao gratificante
e saudavel caminhada de quase ties decadas, eis que 0011169011 a chegar a
preseii9a de Dona Nilza,criaii9as cujos pais liaviam sido sens (suas) alunos (as) e
ela nos surpreendeu mais uma vez, ciente de que os tempos mudaram e antes de
ser atropelada pelo proprio progresso, que ela apregoava, em 1952 ingressa.
agora como aluna, do Curso Ginasial Noturno do Colegio Estadual Lemos
Junior e confundindo-se ao meio de uma juventude que a aceitou muito bem, no
ano de 1956 (Jubileu de Ouro) do Colegio Estadual Lemos Junior, ela colava
grau ao lado de mais trinta e cinco jovens riograndinos. Apos a conclusao deste
curso, vislumbrou a possibilidade de separar de sua residencia a atividade
profissional, e neste mesmo ano, ocupando uma area disponivel, ainda, bem em
frente nossa casa come90ii a construir com recursos proprios, e mao de obra
cedida pelo Govemo do Estado, um predio misto em madeira e alvenaria, onde
foi reinaugurado a Escola Particular Almirante Tamandare, agora com fmalidade
determinada: biblioteca aberta ao publico, pateo para recrea9ao, e ate endere9o:
Rua dos Guaranis, n° 120 (Vila Santa Teresa). Hoje Carlos Vignoli. Em 1962 ,
agora com dedica9ao exclusiva, a Escola que ela havia gestado, e com dignidade
mantida ao longo de quase 25 anos de auto realiza9ao, sem abandonar on
negligenciar as tarefas conelatas de mae, esposa, sogra e avo. Cincoentenaria,
sentiu prccoceniente o primeiro sinal de sua saude abalada, e, em uma reuniao
notunia com
cardiovascular, que felizmente foi superado, por ter sido tratado em tempo habil.
Por prescri9ao medica foi temporariamente afastada para tratamento de saude.
pais de alunos, experimcntou o sen primeiro acidcnte
fAb o%
4
Pda proximidade de sua residencia e a forte identidade entre ela e a Escola
tomava-se impossivel mante-la alheia aos problemas do dia a dia da atividade
escolar, e tambem por nao aceitar que sua escola fosse administrada de forma
diferente, sofreu tanto e a tal ponto que concordou com o encerramento das
atividades materiais da sua obra. Porem o exemplo por ela deixado, ficou para
todos nos como urn desafio a ser imitado e/ou perseguido por todas as pessoas,
ou enlidades que voltam sens objetivos para a cduca^ao: O professor e tambem
um idealista, que consegue habilmente fazer os demais acreditarem, que o future
nao reserva lugar algum, para aqueles que nao se preparam para o amanha. Apos
este duro desenlace da professora com o magisterio, foi como separar “o joio do
trigo”: nunca mais foi a mesma. Teuton outras atividades e ainda com a saude
abalada, criou coelhos com o fim de fomecer laparos para o laboratorio “Leivas
Leite” na vizinha Cidade de Pelotas. Doou-se muito, ajudando a realizar,
tambem, o sonlio de nosso saudoso Pai, e foi a sen lado, cm uma pequena
propriedade rural numa localidade denominada Povo Novo, distrito de Rio
Grande que, como se estivesse resgatando o tempo em que dividiu-se na
multiplicidade de tarefas, deixou de faze-lo. Em detrimento a isto, viveu sens
ultimos dias em uma bucolica melancolia, criando galinhas, planlando verduras,
cereais isentos de agrotoxicos, cuja atividade nao tinha outra Ilnalidade, senao
servir aos filhos e netos. Sua derradeira obra a qual ficou materializada sua
vontade de servir, foi o POMAR na propriedade, com mas largas e distancias
compativeis entre as arvores frutiferas com a Ilnalidade de usar este espa^o para
plantios sazonais e tambem permitir, na epoca de colheita, o facil desempenho de
veiculos de maior porte. Conviver com uma pessoa com a visao de future como
nos tivemos, foi um privilegio que poucos possuiram. Em 02 de dezembro de
1972 , apos uma enfermidade que a desgastou por mais de um ano de
sofrimento, veio a falecer. Bern antes surpreendeu os medicos que a assistiam,
com o sincere desejo de doar sens orgaos, para fins de pesquisa, junto a
Faculdade de Medicina de Rio Grande, para que outras pessoas, acometidas
do mesmo mal que a vitimou, nao viessem a sofrer o que ela estava sofrendo.
Diante de tal personalidade so nos resta concluir que a mesma nao viveu apenas
para si, o tempo que o Criador, aqui Ihe concedeu , mas dedicou-o quase que
inteiramente ao servi^o de sens semelhantes. E eu, por ser uma das pessoas que
testemunhou o desenrrolar de fatos como os aqui foram descritos, embora
sabendo de minhas limita^oes, omissoes e lapsos de memoria, por uma questao
de justKja, tomei a decisao de escrever. O que foi possivel lembrar dessa heroina
andnima, para tanto socom-me do auxilio de mens innaos, amigos e ex alunos
para que nao se perpetue mais uma das tantas omissoes proprias de uma
sociedade de consumo, de memoria limitada, ao meio da qual. Into para ser
excessao desejando passar para a posteridade, exemplo de pessoas simples
porem idealistas que nao se afastaram de comprometimentos, para os quais foram
missionados. Queremos crcr, que as loas e os aplausos que esta vida terrena Ihe
(Icon a dever, sao insignificantes, diante da grandeza e magnitude que,sem
duvida, ela hojc desfruta em estagios superiores... Assim Seja!
O presente trabalho ainda nao esta concluido. Nao lemos sequer ideia de quais
os caminhos que o mesmo ira percorrer. Agradeccria contudo, as colaboratjoes
S-lo. Icra elc caridosas, quo dc amigos c lamiliarcs, possam vn para cmu|iiccc
nossa parlc, o mclhor acolimento.
Jlilza Sillies (RonfnlDes
PROFESSORA
Vila Vorde Casa Preta n. 2Q
i
urtANDE DO SUL
C a in a r a JV111 n i c i
LCdIAUU uo III l-----
p a I (I c (r r a v a l a i
Jr/ 14
/
Hun Joji« Cosin do Modoiios, 17 1" Andar func: (051) /ini) 19(54 — Tax: 400-3934
JO /i)(> I’KOJl-TO l)l- I, HI N °
S u b s 11 L u i (1 e n o m i n a 9 a o cl e r u a i n t e -
granLe do d esmem b r amen t o de j)ro￾p ri e d a d e d o G r u p o Sul e M u1 L i c o m.
t
EDIR PEDRO DE OLIVEIRA, P r c f e i L o M u n i c i p a J de
Gravalal .
FAfO SABER, cm cumprimenlo do di.sposto no arlij￾go 58, inciso IV, da Lei Organ ica do Municlpio, ((lie a Ca^
mar a Municipal, aprovou e eu s.inciono e promulgo a seguin^
L e
AjEI :
t
n :
j] Art. 10 A run Boa veil Lura Lou re 1190 da l,,onoren
m
que inicia no pro l on gamon to da rua Adolfo Lnacio I’arcn￾1 os , nos termos da Lei n g 970/95,
rua NILZA GONgALVES.
p a s s a a d e 11 o m i 11 a r-r> e
Esta Jei ontrara cm vigor 11 a dal a do
revogadas as disposivoes cm c on L r.a 1 i o .
Art. 2Q
sua pu b1ic a9 ao,
las Reunions, 04 d e j u I li ode I 990 .
'WrfKsS
PVA 04
I oi'.C I I .CO.'.
CAMARA MUNICIPAL DE GRAVATAf
u /?f
LS rADO DO mo GIIANDL DO SUL /
PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATAl //7 1 '
'I
\
LEI N° 1.050, DE 06 DE AGOSTO DE 1996.
Substitui dcnominavao dc rua inlcgranlc
do dcsmcmbramcnto dc propriedade do
Grupo Sul c Mullicom.
O PREFEITO MUNICIPAL DE GRAVATAl.
FA^O SABER, cm cumprimcnlo ao artigo 58, inciso IV da Lei
Organica do Municipio, que a Camara Municipal aprovou c cu sanciono c
pi omulgo a seguinte
LEI.
Art. 1°. A rua BoaveiUura Lourem;o da bonscca, (,|uc inicia no
prolonganiento da rua Adolfo Inacio Barcclos, nos lermos da Lei n° 970/95, passa
a denominiu-se rua NlLZA GONCALVES.
Art. 2° . Esta Lei entrara cm vigor na data de sua publica^ao
revogadas as disposi(;6es em contrario.
Gabinete do Prefeito Municipal de Gravatai, 06 de agosto de
1996.
Edir/Ppcfro de Oliveira,
Prefeito Municipal
REGIS I RE-SE E PUBLIQUE-SE:
Ami 1 ton Jose de Oliveira,
Secrelario do Governo Municipal.

open original →