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Camara Municipal do Rio Grande
PROCESSO N°.J |
Estado do Rio Grande do Sul
Camara Municipal do Rio Grande Jj) / oL /2004
ATA N° PROJETO DE LEI 1^5 Ofo]04-
EXPEDIENTE / / 2004
ACETTOEM / / 2004
APROVADO EM / /2004
RiaEIIAlX) EM / 72004
ARQUIVAIX) EM / /
COPIADO
DO
ORIGINAL
Que seja denominado u DECIO
VIGNOLI DAS NEVES”, um posto medico no
Municipio de Rio Grande.
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Art. 1° - Fica denominado de Decio Vignoli das Neves, um posto medico no Mlinicipio
de Rio Grande
Art. 2° - Esta lei entrara em vigor na data de sua publica^ao.
Sala das Sessoes,19 Janeiro de 2004.
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Cadeira n° 13 - Academia Rio-Grandina de Letras
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DECIO VIGNOLI DAS NEVES (24/02/1910 - 13/01/1992)
Poeta. Historiador (genealogista e biografista).
Jornalista. Escritor Sdcio do Centro Rio-Grandense
de Estudos Histdncos (Rio Grande), do Centro de
Pesquisas Literdnas - CEPEL (Porto Alegre),
Sdcio-correspondente da Academia Rio-Grandense
de Letras (Porto Alegre) e Membro Titular da
Academia Rio-Grandina de Letras (Cadeira n° 14).
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no Rio Grande - RS, em 04/10/1988) — primeiro Bispo da Diocese do Rio Grande; e os
despojos do Monsenhor Eurico de Mello Magalhaes (nascido em Ipueiras - CE, em
29/11/1894 e falecido no Rio Grande em 1957).
A presenga do Monsenhor Eurico, na foto dos Neves, so comprova a
assertiva de muitos desses, de que o cura de Sao Pedro por 29 anos, nao so era amigo da
familia como era tido e tratado “como filho”, pelos patriarcas Marcelino e Alipia!
Decio Neves nutriu imenso orgulho por seus ancestrais. Em sua mais
importante obra em prosa, deixou patenteado esse orgulho, nas “orelhas” dos tomos I e
III, onde discorre sobre seus pais e sobre os desses. Marcelino e Eulalia, seus avos
paternos, descenderam de tradicionais farmlias do distrito rio-grandino do Povo Novo: “Os
Pereira das Neves, os Brum do Amaral e os Mendes da Silva” — conta. Os avos
maternos, Jose Vignoli, “...da linhagem de musicologos” da italiana Florenga, foi casado
com a rio-grandina Faustina Fernandes de Lima, “... de ilustres troncos sul-riograndenses”, ligada ao Marechal Jose Antonio Correia da Camara, 2° Visconde de
Pelotas, urn dos bravos comandantes que arrasou com a tirania de Francisco Solano
Lopes, no Paraguai, e que no dia imediato £ Proclamagao da Republica — 16 de
novembro de 1889 — viria a assumir o cargo de 1° Presidente Republicano no Rio Grande
do Sul.”
Decio Vignoli das Neves consorciou-se em 1933, aos 23 anos, com Dona
Dalva Dutra Neves — a quern carinhosamente tratava por Zizi. Tiveram quatro filhos:
Diana, Denise, Diogenes e Demostenes. De novo a letra “D” na inicial, seguindo o
exemplo dos genitores Cel. Marcelino e Romilda, e talvez, em homenagem ao “D” de
Dalva _ sua amada esposa, com ele na foto abaixo.
Esse consorcio durou aproximadamente seis anos. Dona Dalva faleceu “... £
epoca da enchente de 1939”, no dizer dos familiares. Em 16 de Janeiro de 1943, Decio
Neves convolou novas nupcias com a Sra. Maria Cruz Neves — que vive e reside na
cidade do Rio Grande, com voz alta, forte, memoria instigante, inteligencia vivaz... do alto
dos seus 88 anos de idade! Desse consorcio nasceram tres filhos: Rubens Cruz Neves,
Romilda Neves Oliveira e Decio Luiz Cruz Neves. Todos vivos
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Na foto abaixo, Decio V. das Neves, com o uniforme do Tiro de Guerra, em
1929. Os Tiros de Guerra foram criados no Rio Grande, em 7 de setembro de 1902, pelo
rio-grandino Cel. Antdnio Carlos Lopes, biografado por D6cio no III tomo de seu “Vultos do
Rio Grande”. D6cio serviu no (Tiro de Guerra) n° 1. Na epoca ele contava 19 anos.
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Decio V. das Neves comegou seus estudos cursando o “Primario” (como diziase a 6poca!) no hoje quase centenario (28/02/1914) Colegio Bibiano de Almeida, na
cidade do Rio Grande. O curso Secundario fez na Escola Particular do renomado papareia
Cipriano Porto Alegre, muito apropriadamente denominada “Colegio do Amor ao Estudo",
tambem no Rio Grande. Na biografia de seu antigo e querido docente, no II tomo do seu
“Vultos do Rio Grande”, Decio, na pagina 102, elogia o “... imenso valor da sabedoria e
cultura...” do “excelso Mestre”, que foi poeta, filologo, latinista, e professor tambem no
colegio referenda, o “Lemos Junior”. Cipriano de Almeida Porto Alegre (1857 - 1929), a
proposito, e Patrono da Cadeira n° 14 da Academia Rio-Grandina de Letras, para a qual
seu discipulo, Decio V. das Neves, tambem foi guindado e escolheu para ocupar como
titular ate a morte ( mas nao a imortalidade das suas obras) a cadeira que homenageou o
% antigo mestre.
For mais que se procurasse, ainda nao foi possivel encontrar, para
documentalmente comprovar, mas tcio so ilustrativamente, a vida estudantil de Decio
Neves no primeiro desses estabelecimentos de ensino. 0 “Amor ao Estudo”, criado entre a
antepenultima e a penultima decadas do seculo XIX, ha muito nao mais existe. E principio
de incendio ocorrido ha alguns anos na 18a Coordenadoria Regional de Educagao, vem,
em parte, dificultando a pesquisa.
Decio V. das Neves repetidamente indicou que “antes dos vinte anos”
ingressou no service publico municipal, como amanuense da subprefeitura do 5° Distrito
do Rio Grande, na Vila da Quinta. Diz, tambem, que por essa epoca, principiou a escrever
crdnicas e comentarios para a imprensa rio-grandina e rio-grandense, do que nos
ocuparemos mais adiante.
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Nasceu na Vila da Quinta, 5° Distrito do municipio do Rio Grande. Foi o sexto
de uma prole de onze, do casal Cel. Marcelino Pereira das Neves e Romilda Vignoli das
Neves. Todos os onze filhos do Cel. Marcelino (vo Celo) com Dona Romilda (vo Zica) tern
no nome inicial a letra “D”: Dinor^, Daura, Diva, D6bora (todos falecidos antes de
completarem seis meses de vida), DirmSo (que faleceu no dia em que D6cio nascia),
Dalva, Dinarte, Dinah, Dirceu e Dulce. De todos, vive apenas a Sra. Dulce Neves
Figueiredo, com 88 anos, residente e domiciliada no Rio Grande.
O Cel. Marcelino — pai de Decio e dos dez outros irmaos— viuvou e convolou
novas nupcias, com a Sra. Alipia Mendes da Silva Neves, que era sua prima-irma. Dessa
uniSo n§o nasceram filhos.
Na foto acima, ao centre, o casal Marcelino e Alipia, ja avangados em anos,
com os filhos, filhas, genros, noras... tirada no Belendengue, onde a familia passou a
residir quando da segunda nupcias. Decio e o sexto (da esquerda para a direita). na fila de
tras. Na fila do meio, em igual posigao, sua segunda esposa, Dona Maria Cruz Neves. E,
na mesma fila de Decio, ao centre, o Monsenhor Eurico de Mello Magalhaes, um dos mais
benquistos curas da Igreja Matriz de Sao Pedro — hoje Catedral — por longos 29 anos.
Essa Igreja, construida no seculo XVIII, e a mais antiga do Estado, a primeira construida
em alvenaria, e sede da primeira paroquia rio-grandense, a epoca compreendendo
territorialmente quase todo o Rio Grande do Sul de hoje, mais os terrenos da Cisplatina
ate o Rio da Prata! Nela repousam os despojos do rio-grandino Rafael Pinto Bandeira
(16/12/1740 a 09/04/1795) — a maior espada continentina do seculo XVIII; do TenenteGeneral Sebastiao Xavier Veiga Cabral da Camara (nascido em Santa Maria do Santello -
Portugal, em 1742 e falecido no Rio Grande - RS. em 1801) — o primeiro Govemador riograndense; de Dorn Frederico Didonet (nascido em Ivoti - RS, em 27/12/1910 e falecido
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Tambem de si uniformemente disse qu© “Mais tarde, mediant© concurs©,
passou a fazer parte do funcionalismo estadual...” Isto foi no Institute Rio-Grandense do
Arroz Quanto mais tarde, nao indicou, salvo que “antes dos vinte anos” trabalhava na subprefeitura, como amanuense.
0 I.R.G.A., atendendo a solicitagSo de Vladimir Neves Mirapalheta — neto de
D6cio, da prole de Denise, do primeiro casamento do historiador — solicitado respondeu
que, Decio Vignoli das Neves foi servidor no penodo de “05/07/1963 a 03/07/1975 no
I.R.G.A. Rio Grande e relotado, no de Pelotas, de 10/01/1974 a 04/07/1975”. Ora, em
1963, D§cio contava com 53 anos. E n§o consta ter exercido outra fungao estadual antes.
EnUto por que seu primeiro Tftulo Eleitoral (n° 4.796, da ent§o 26® Zona Eleitoral do Rio
Grande), que 6 de 24 de margo de 1933, quando contava com 23 anos indica, a profissao,
“funcionfirio estadual”? Nao teria havido urn erro? Ou o “mais tarde”... sao 30 anos?
Abaixo, o certamente primeiro Tftulo Eleitoral de D6cio (com a possivelmente
errada indicagio profissional)*© a Declaragao do I.R.G.A. datada de 9 de setembro.
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Pelo que se depreende das muitas fotos que ilustram os albums familiares, os
Neves — antes de Decio, com ele e depois dele — uniram e reuniram muitos amigos e
admiradores. Nas fotos que documentam “meetings” politicos, na epoca em que Decio era
Subprefeito, isso ganha realce. Na logo abaixo, por ocasiao de uma inauguragao na Vila
da Quinta, ve-se entre outros, Dario lanes Martins, Altamir de Lacerda Nascimento,
Lindalvo C. Monteiro, Carlos da Silva Santos, Oswaldo Miller Barlem...
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Nesta outra, na mesma localidade e em razao da mesma fungao que exercia,
o Subprefeito, Decio Vignoli das Neves, discursa, pedindo energia eletrica para a
Quinta” _ testemunha sua genita Denise.
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Em 23 de setembro de 1960, por Decreto do entao Prefeito Eng. Horacio
Ubatuba de Faria, Decio foi nomeado para exercer o cargo, em comiss§o, de Subprefeito
do 5° Distrito - Quinta.
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Decio exerceu esta fungao ate 1963 (16 de setembro de 1963) quando foi,
igualmente por Decreto, exonerado, a pedido, a partir de 1° de setembro. O Decreto
retroage, como de constata abaixo.
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I.R.G.A., onde ingressara por concurso e obtivera nesse o quarto lugar — como se le em
documento deste Institute (Portaria n° 825, de 14/10/1969, firmada por seu entao
Presidente Ubirajara de J. Pereira), abaixo.
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Pela leitura da docximenta^ao disponibilizada pelo I.R.G.A. constata-se que na
epoca de sua nomeagao, Decio Vignoli das Neves ja tinha outro Titulo Eleitoral, sob o n°
25.153 e nSo mais na extinta 26a, mas na atual 37a Zona Eleitoral, sempre no Rio Grande.
Residindo e trabalhando — dirigindo politicamente tambem — o distrito riograndino onde nasceu, cximo tambem grande parte dos seus ancestrais, Decio criop,
expandiu e fortaleceu raizes. E natural que, passados tao so 11 anos de seu obito, nao
poucos dele se recordem na Vila da Quinta e no Rio Grande todo, como o fiiho do local,
amigo, companheiro... escritor...!
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E, datada de 24 de setembro (um dia apos o Decreto de Exonerate), com
efeito retroativo ao dia 1° do mesmo mes e ano) atraves de Portaria (n° 113, de
24/09/1963) o Prefeito Horacio Ubatuba de Faria louva e agradece pelo zelo, dedicagao e
interesse do exonerado.
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Foram praticamente tres anos nessa fungao, mas Decio a ela mesma se
refere. Parece ter mais orgulho da que exerceu como amanuense nessa mesma
Subprefeitura, onde aos 50 anos exerceu a fungao mais elevada! Ja a razao pela qual
D§cio pediu para ser exonerado e mass clara: desde julho era servidor estadual, no
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A Vila da Quinta, entre os seus orgulhos, perfila sua Sociedade, Instrugao e
Recreio. E nao sem razao. E uma sempre atuante, centenaria sociedade, fundada aos
08/01/19031 Entre os anos 50 e 60, Decio Vignoli das Neves nela desempenhou
relevantes fungdes e a tradigSo oral na vila da conta de que esse foi, particularmente,
periodo dificil na S.I.R.Q., vencido tamb6m e talvez, principalmente, pela tenacidade de
D6cio.
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A comprovagao do trabalho do poeta, jornalista e escritor, academico das RioGrandina e Rio-Grandense de Letras, membro dos Centres de Pesquisa Historica e
Pesquisa Literdiria... nessa centenaria sociedade, § dada pelo documento abaixo, firmado
pelo seu atual Presidente, o quintense, vereador, Luiz Carlos da Graga.
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Vimos alrav^s destc. d'cclaiai paia os devidos fins, que
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Na pagina 232 do II tomo de seu irrepetido “Vultos do Rio Grande”, Decio V.
das Neves diz que “quando residia na Quinta”, foi correspondente do Jornal Rio Grande,
para o qual semanalmente enviava cronicas, sob o titulo “Comentarios da Quinta”,
assinando-as como Deceven. Diz tambem, que foi colaborador dos periodicos rio-
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grandinos A Lucta, Gazeta da Tarde e Cruzeiro do Sul (“orgao da familia catolica riograndina”); dos pelotenses, Diario Popular e Gazeta Pelotense; e dos porto-alegrenses
Correio do Povo e Diario de Notfcias. Nesses indicava a autoria como D.N. ou como CIDO
SEVENE, ou DICED ou ainda, DECEVEN.
“Poeta na mocidade” — de si Decio Neves diz em diversas publicagoes— o
que e facilmente comprovado e comprovavel.
De sua poesia, outro poeta, Carlos Martins da Silva — ex-presidente da
Academia Rio-Grandina de Letras— disse: “Decio Neves 6 um esteta da palavra. Em sua
poesia transparece o mago em busca da beleza da linguagem, por sinal, muitas e muitas
vezes nos dias de hoje... (...) Seus versos causam profunda impressao e seu lirismo nos
transmite a Poesia em toda a sua beleza, em todo o encanto de seu manto de fantasia.”
Se grande foi — e nao ha diivida quanto a isso — sua produ^ao literaria
enquanto poeta; menor nao foi — antes pelo contrario — sua produ^ao enquanto
prosador. E comprova-se isso.
“Poeta na mocidade, abandonou o Parnaso para dedicar-se a estudos
histdricos, notadamente a genealogia e a biografia, o que vem fazendo ha mais de trinta
anos” escreveu de si na pagina 232 do II tomo do “Vultos do Rio Grande”. E esta obra foi
publicada em 1987. Pois bem, sobre a paixao literaria dos primeiros anos, diz na mesma
pagina da supracitada obra: “dos muitos versos que fez, dando para publicar mais de dois
volumes, publicou apenas uma terga parte, por se haverem extraviado dois cademos de
originais.”
“Sxtases — versos idilico-romanticos, feitos quando da primeira mocidade”,
publicado em 1977 e bem o que diz ser. Na Biblioteca Rio-Grandense encontram-se
exemplares. Em “Extases”, D6cio — que ainda nSo tivera obra publicada e que,
sabidamente, ja nessa epoca se dedicava a genealogia e a biografia — faz extensa
dedicatoria: a Abeillard Barreto; “in memorian”, a sua primeira esposa, Dalva; ao seu
mestre, Professor Cipriano Porto Alegre; a Alfredo Ferreira Rodrigues; Frederico Carlos de ju
Andrade; Antonio Gomes de Freitas; Oswaldo Miller Barlem; e Didio Campos Duha. \
Abeillard, Cipriano, Alfredo, Frederico, Antonio, Oswaldo e Didio voltaram a merecer
homenagens de Decio que os biografou na sua maior obra, publicada em 1981. “Dedico
outrossim este livro a minha segunda esposa, Maria Cruz Neves e todos meus filhos” —
escreveu tambem.
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“Extases” tem ao todo 37 poesias, algumas das quais o autor republicaria na
coletanea logo abaixo comentada.
Com obras de novos e antigos nomes ligados a cultura papareia, uma
coletanea organizada por Rudy Meireles (Rudenir Meireles Cunha) nominada ‘Giribanda
— Antologia Poetica Rio-Grandina”, no seu tomo II (Porto Alegre — Dubus, 1983) das
paginas 27 a 36, encontram-se oito poesias de Decio V. das Neves, tres delas dedicadas
a Zizi, como carinhosamente tratava sua primeira esposa, Dona Dalva. Na ultima dessas
poesias — “Estrela D’alva", diz no primeiro verso:
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“Amo-te Estrela D 'aha, sedutora,
Atraente,formosa, sem rival,
Encantada, perfeita, divinal
Qual nobre ente, qualreal SENHORA! ”
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Noutra, “Madrigar, tambem a Zizi, diz:
“Tu essutil, vaporosa
Que afragrdncia tens de rosa
Muitopiira, imaculada;
Que es tao meiga, lao geniil,
Em MN6s” — poema de amor, conjugado em tres tempos, no Passado diz:
“amei-te”; no Presente diz: “amo-te”; e no Futuro diz: “amar-te-ei”. E mais:
“Jamais, 6 noiva amada,
Morrerd este amor, esia paixao
Sempitema, fogosa e bem guardada,
Com avareza, no men coraqdo; ”
Decio V. das Neves, recorde-se, convolou nupcias com a senhora Dalva Dutra
Neves (Zizi) em 1933, consorcio que so durou seis anos, em razao do falecimento (“de
parto") de sua primeira amada. Logo, podem-se atribuir essas poesias a sua Zizi porque
escritas nesse penodo.
“Na Liga” e o titulo de outro seu trabalho em prosa. E dedicado “ao prezado
irmSo Dirceu”, e nele contraria (e diz o porque) a Guilherme de Almeida. Assim, “ipsis
litteris”:
“Disse Guilherme de Almeida,
Num soneto primoroso
Que “no amor o maior gozo
E, puramente, beijar;
Que a vontade do beijo
Existe tao so se amando...
E que somente beijando
E que se aprende a Amar!’’
Eu, embora ndo impor/e
Meujuizo em desprimor
Ao poeta, com calor
Divirjo da opiniao...
E este, mui simplesmente,
O meu modo de pensar;
—Enecessdrio abragar
Para se sentirpaixao!
0 beijo. Mas que e o beijo?
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—Um gozo que traz consigo
Algo estranho de inimigo,
Trago de coisaferina...
Ao passo que o abrago,
Um longo abrago de amantes...
Haverd quern tais instantes
Completamente defina?
O beijo... o beijo e tdofalso
Como essespassarinhos
Que poem em alheios ninhos
Com toda a desfagatez!
E, o abrago? — O, o abrago
E ele tdo encantado,
Que embriaga o namorado
Tal como o vinho Cherez!
Eis aqui porque discordo
Dopoetapaulistano,
Que demonstra serprofano
Na conjugagdo do AMOR!
E sendo emborapoeta,
Inspirado e lisonjeiro,
Parece ser man parceiro
Epior desbravador...
E vos, amantes estdveis,
Vos no assunto entendidos,
Vos, de vaidades despidos,
Dizei se eu tenho razdo;
Dizei qual e dos dois gestos
Que conduz para os arcafios
Do AMOR... dizei, e osprofanos
Vencidos, se curvardo! ”
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Mas, a obra que imortaliza Decio Neves e mesmo o seu "Vultos do Rio
Grande”, em tres tomos. 0 primeiro langado em 1980 (Livraria Pallotti - Santa Maria-RS),
com 22 biografias; o segundo langado em 1987(impresso na Grafica da Universidade de
Caxias do Sul) foi comemorativo ao 250° Aniversario do munidpio de Rio Grande), com 76
biografias; o terceiro langado em 1989, com 133. Ao todo em mais de 921 paginas, 231
biografias, calcadas e documentadas em impressionante pesquisa. Duas das mais
importantes, pelo numero e peso do material pesquisado e documentado, estao no I tomo.
S§o as dos papareias Joaquim Marques Lisboa (o Almirante Tamandare — Patrono da
Marinha do Brasil) e Rafael Pinto Bandeira (historica e inquestionadamente tratado como
“a maior espada continentina do seculo XVHT). As pesquisas sobre esses dois notaveis,
serviram para clarear e/ou elucidar controversas hipoteses de nao menos importantes
historiadores, acerca das suas naturalidades.
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f/t.
Se impressionam, em Decio V. das Neves, as biografias desses dois riograndinos e rio-grandenses famosos, mais ainda, quando femes e apreciamos na obra, a
informagao do proprio autor, de que com o restante do material disponivel poderia
publicar... mais dois livros sobre ambos! Onde, como e com quern estara esse material,
essa preciosidade? Os Ministries (da EducagSo, da Cultura e da Marinha) e as
respectivas secretarias — estadual e municipal — dos dois primeiros, mais do que poder...
deveriam! E Rio Grande — que nao conhece adequadamente esses dois herois — por sua
Municipalidade, por sua Universidade e por sua Academia de Letras, deve esforgo para
obter e, finalmente, resgatar essa histdria desconhecida, esse labor nao reconhecido a
seu outro filho, Ddcio Vignoli das Nieves!
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0 Bacharel Professor Gilberto Marcos Centeno Cardoso, no prefacio do I tomo
de “Vultos do Rio Grande”, registrou: “Muito se tern reclamado sobre a precariedade da
nossa memdria nacional. Poucos a cultivam e ela vai se degradando com a inflexfvel
rrlancha do tempo. Os acontecimentos marcantes do passado, fundamento da
nacionalidade, perdem projegao histdrica e os atos humanos, dignos de registro,
justificam as palavras que Shakespeare colocou na boca de Marco Antonio, quando esse
dlscursava nos funerais de Cesar, sublevando a plebe contra Brutus e Cassio: uO mal que
fazem os homens perdura depois deles! Frequentemente, o bem que fizeram e sepultado
com os prdprios ossos.” (...) Decio Neves reune na sua obra uma pleiade de rio-grandinos
ilustres, cuja vida herdica remonta aos primdrdios da colonizapao lusa, ainda no tempo da
Capitania d’EI Rei (...) Vislumbramos urn raro merito na obra de Decio Neves.”
E Ddcio, depois desse prefacio do I tomo de “Vultos do Rio Grande”, pelo
ilustre e ilustrado Bacharel e professor de Histdria, ex-professor e diretor da Faculdade de
Direito “Clovis Bevilaqua” (incorporada d Fundagao Universidade Federal do Rio Grande)
vdrias vezes presidente e em diversas outras fungdes, atuante, operoso e diligente
dirigente da Biblioteca Rio-Grandense) ainda escreveu mais dois tomos, com 209
brilhantes pesquisas bibliograficas!
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“In fine”, em 1992, so saber do falecimento do querido confrade da A.R.L.
escrevemos e publicamos no Jomal Agora (artigo transcrito abaixo, na Integra) intitulado
“Precisa-se, com urgencia, de quern retome a obra de Decio Neves”, onde iniciamos
dizendo: “Sem muita certeza sobre ser uma tarefa humana ou divina, ainda assim,
anuncio: precisa-se com urgencia, de quern retome a obra de Decio Neves, pesquisando e
publicando — mesmo sabendo que com extrema dificuldade — algo como seu “Vultos do
Rio Grande”.
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Predsa-se, com urgenda,
de quern retome
a obra de
Dddo Neves
911 Bortdm Martins
• advogado, professor,
membro da Academia de Letras
Scm muita certcza sobre scr uma tarcfa Humana ou
divina, ainda assim, anuncio: precLsa-se, com turgenria,
dc qucm rctomc
a obra de I>6cio Neves, pesquisando
e
publicando
- mesmo saberido que com extrema diHculdade - algo como o seu «VuJtos do Rio Grande*.
Decio Neves nos deixou, fisicamcnie.
Scnli sua morte. Senli nao sabe-la, aqui no meu
refugio da «Casa da Florzinha*, no balneario rio-grandino c da Zona Snl.
Decio era
o mais assfduo
- mesmo sendo
o mais idoso - dos confrades da nossa Academia de I^ras. E o
mais assiduo, tambem, na tribuna de exposi^ao de
obras literarias. Mensalmente brindava-ntis com suas
disscrta^ocs ineditas sobre poetas brasilciros, enfo'
cando dados biograficos
e produ^ao literaria, que lia
dcclamando, empolgado.
Era
o nosso decano.
E membro de varias outras academias.
Foi cm cima dc publica^dcs dc cxccrtos do seu
-Vultos* que inicici, com antcccdcncia,
a preparar
a
festa (que n3o houve!) pelos 250 anos do Kio Grande.
E
ft-lo
- como diria aquele ex-Presidente
- mencionando
a fonie,
e nao como
o atual fez, plagiando MerquiorlE
assim, ainda sem nome, iniciei
a campanha pels «no-
(grandinidade», que
”Decio aplaudiu-a lambem no ano
passado, quando pretenderam diminuir
o Rio Grande,
o que clc lambem xepudiou (nao fora elc urn Neves!)
Como Didio Duhi, que falcceu, ou como Olavo
Albuquerque, que vive, Decio nunca foi bem visro,
muilo menus festejado, pelo historicismo oficial. Era,
como os outrus dois, urn historiador ernpfrico. Cientifico ou nao, produziu para sua tetra como nenhum
outro, ate hoje.
For isso... sem muita certeza sobre scr uma rarefa
Humana ou divina, ainda assim, repito
o anuncio: PRHOSA-SE, COM urgEncia, de quem retome A OBRA DE DECIO NEVES!
Obrigado, amigo velho
e vellio amigo, pela riograndinidadc dc tua obra.
Desculpa-me, amigo velho
e vclHo amigo* se ncm
sempre comprecndemos
c aceitamos as j^cqucnas coisas
que, nem sempre boas, servem tambCm dc envdlucro
para as pnmfcias que, cstas sirn, ao final
c
o que serve
e
o que resta!
~E pedc, amigo velho
e velho amigo, ao Paizao com
qucm tu estas, que nos iluminc
e inspire, na Academia,
a bem escolher quem ocupara, mortalmente,
a cadeira
da tua imortaltdade!
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CAMARA MUNICIPAL DO RIO GRANDE 1!
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it Designo para exercer a furnpao de Relator (a) da materia o (a) Vereador
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Deliberou a Comissao de ( ) enviar, ( ) nao enviar ao Consultor Juridico.
de 200 ht
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PARECER JURIDICO N°
4 ( ) Em anoxo *
( ) 0 presente projeto atende as normas Constitucionais, Juridicas, Regimentais e
adequado a Tecnica Legislativa
Grande, deRio de 200
Consultor li Juridico
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DESPACHO
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ft Na condi^ao de Relator (a): •*
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( ) Acolho o parecerjuridico por seus fundamentos.
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( ) Deixo de acolher o parecer juridico pelas razoes em separado.
:
( X) 0 presente projeto atende as normas Constitucionais, Juridicas, Regimentais e
e adequado a Tecnica Legislativa.
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i£p de 200. V
Relator(a)
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4
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Rua General Vitorino, 441 - CEP 96200-310 - Fone (53) 231-1711 - Fax (53) 231-1786 - Rio Grande - RS
e-mail: cmrg(fl)vetorialnet.com.br site: www.camara.riogrande.rs.gov.br
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DOE ORGAOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS! if
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A mais antiga do Estado
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
CAMARA MUNICIPAL DO RIO GRANDE
COMISSAO DE CONSTITUICAO E JUSTICA
PARECER PROCESSO.
Esta Comissao, apos apreciar o Projeto, constante do Processo acima enumerado,
declara iiao haver impedimento a sua tramiia$ao.
9 INCONSTITUCIONAL
[ I A RIDICO
| ] ANTIREGIMENTAt-^^
[ 1
INADEQEADO A TECNICA LEGISLATIVA
Este e o parecer desta Comissao.
Sala das Comissoes, if de de/ 2j
President
V ce-Presidente
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Membro
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Membro
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Preciso-se, com urgencio,
de quern retome a obra de
Ddcio Neves
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membro da Aeodemia de Letras
Scm muita certeza sobre scr uma rarcfa Humana ou
divina, ainda assim, anuncio: precisa-se, com urgencia,
de quern retome a obra de l>6cio Neves, pesquisando e
publicaodo - mesnio sabendo que com extrema diflculdade - algo como o seu «Vultos do Rio Grande*.
Decio Neves nos deixou, fisicamcme.
Semi sua morte. Semi nao sabe^la, aqui no meu
refugio da «Casa da Florzinha*, no balneario rio-grandino e da Zona Sal.
LJecio era o mais assiduo - niesmo sendo o mais ido-
- dos confrades da nosu Academia de Letras. E o
mais assiduo. tambem, na tribuna de exposi^ao de
obras literarias. Mensalmentc brindava'm>s com suas
disscrta^dcs incditas sobre poctas brasilciros, cnfo'
cando dados biograficos e produfao literaria, que lia
dcclamando, empolgado.
Era o nosso decano. E membro de vartas outras academias.
Foi cm cima dc publica^ocs dc exccrtos do scu
«Vrultos* quo inicici, com antccedcncia, a preparar a
fcsta (que n3o houvc!) pelos 250 anos do Kio Grande. E
fi-lo - como diria aquele ex-Fresidente - mencionando
a fonie, e nao como o atual fez, plagiando Merquior'.H
assim, ainda sent nome, iniciei a campanha pela «rio-
(grandinidade», quc'Ddcio aplaudiu*a tamb€m no ann
passado, quando pretcndcram diminuir o Rio Grande,
o que c!c tambem xepudiou (nao fora dc urn Neves!)
Como Dldio Duhi, que falcceu, ou como Olavo
Albuquerque, que vive, Decio nunca foi bem visro,
muito menus Icstejado, pelo historicismo olicial. Era,
como os outros dois, um historiador emplrico. Ciendfico ou nao, produziu para sua terra como nenhum
outro, ate hoje.
For isso,.. sem muita certeza sobre scr uma rarefa
Humana ou divina, ainda assim, repito o anuncio: PREOSA-SE, COM URG£NCIA, DE QUEM RE'EOME
A OBRA DE DECIO NEVES!
Obrigado, amigo velho e velHo amigo, pda riograndinidadc dc tua obra.
Desculpa-mc, amigo velho e velho amigo, sc nern
sempre comprecndemos e accitamos as i>cqucnas coisas
que, nem sempre boas, servem tnmbC’m dc cnvolucro
para as primlcias que, cstas sirn, ao final e o que serve c
o que icsta!
~E pedcj amigo velho e velho amigo, ao Paizao com
quern tu estas, que nos ilumine e inspire, na Academia,
a bem escolher quern ocupara, mortalmente, a cadeira
da tua imortabdade!
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Em 5 de maio do ano fluente, a convite do Secretario Extraordinario da
Prefeitura Municipal, Bacharel Gilberto Machado Pinho, como jornalista e, no ato,
representando tambem a Academia Rio-Grandina de Letras, discursamos em solenidade
no distrito rio-grandino do Povo Novo. Inaugurava, a Municipalidade, Sala de Leitura na
sede distrital, homenageando a ilustre e ilustrado rio-grandino, nascido naquele distrito:
Alfredo Ferreira Rodrigues. Este, tambem escritor, historiador... e o autor do Almanaque
Liter^rio e Estatfstico do Rio Grande do Sul e teve sua elogtevel e elogiada vida e obra
tratados e contados pelo conterraneo Decio Vignoli das Neves no seu “Vultos do Rio
Grande”.
Na coluna semanal, que ha 21 anos mantemos no Jornal Agora, sob o titulo
“Tira-gosto”, comentamos a solenidade no Povo Novo (antiquissimo, sim, mas que foi o
mais novo povo apos o que fundou o Rio Grande, bergo do Rio Grande do Sul!) e
indicamos, tambem no jornal e, posteriormente, sustentamos em reuniao da Academia
Rio-Grandina de Letras (Ata n° 232—sessao realizada em 6/setembro/2003), que o
municfpio do Rio Grande, maxime a sua porgao que vive no 5° Distrito (Vila da Quinta),
deve homenagem a quern, como ninguem ate hoje, revelou tanto e tantos qualificados
brasileiros, naturais de seu amado Rio Grande. Nao satisfeito totalmente com o endosso
ttk uh£nime dos confrades £ sugestao da homenagem, prontificamo-nos a reunir dados e
sniciar, ainda que deselustradamente, a resgatar a memoria de quern tanto e de tantos, at§
mesmo “apontou”, “apresentou”, aos rio-grandinos e rio-grandenses! E o que estamos aqui
concluindo. Uma tentativa, modesta ainda, objetivando contribuir para que a obra, o bem
que Decio fez, nao seja nunca “sepultado com os proprios ossos”, para usar a figura de
Shakespeare, na boca de Marco Antonio — lembrada pelo Bel. Prof. Gilberto M. C.
Cardoso!
0 0 0 0
%
V
I
i F/4-23 :
'• -•
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:
CUNHA, Rudenir Meireles, Gihbanda.Antologia Podtica, Dubus, Porto Alegre, 1983, II
tomo.
MARTINS, Gil Barlem, Artigo - Jornal Agora - “Precisa-se com urgincia, de quern retome
a obra de Ddcio Neves”, 1992.
NEVES, Decio Vignoli, "Extases - Versos idilico-romanticos, feitos quando da primeira
mocidade”, 1977.
NEVES, Decio Vignoli, Vultos do Rio Grande - da Cidade e do Municipio, I Tomo, Livraria
- Editora Pallotti, Santa Maria - RS, 1980.
N.EVES, Decio Vignoli, Vultos do Rio Grande, n Tomo, Grafica da Universidade de Caxias
do Sul, RS, 1987.
NEVES, Decio Vignoli, Vultos do Rio Grande, niTomo, 1989.
%
OUTROS:
ATA N0 232 DA ACADEMIA RIO-GRANDINA DE LETRAS, Setembro de 2003.
DECLARAQAO N° 145/2003 DO IRGA (Instituto Rio-Grandense de Arroz).
DECRETO DA PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO GRANDE, 23/09/1960.
DECRETO DA PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO GRANDE, 16/09/1963
OFlCIO N° 052/2003 DA SOCIEDADE DE INSTRUQAO E RECREIO, Vila da Quinta, Rio
Grande.
PORTARIA N° 113 DA PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO GRANDE.
PORTARIA N° 825 DO IRGA (Instituto Rio-Grandense de Arroz).
%
0-1
8.
i:
I
Estado do Rio Grande do Sul
CAMARA MUNICIPAL DO RIO GRANDE
PROJETO DE LEI
DENOMINA DE DECIO VIGNOLI DAS
NEVES UM POSTO MEDICO NO
MUNICIPIO DO RIO GRANDE.
Art. 1°- Fica denominado de Decio Vignoli das Neves, um
posto medico no Munidpio do Rio Grande.
#
Art.2°- Esta Lei entra em vigor na data de sua publica9ao.
I CAMARA MV
DO RKXQRS
1CIPAL i
i
-
Rua General Vitorino, 441 - CEP 96200-310 - Fone (53) 231-1711 - Fax (53) 231-1786 - Rio Grande - RS
e-mail: cmrg@vetorialnet.com.br site: www.camara.riogrande.rs.gov.br
DOE ORGAOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS!
CAMARA MUNICIPAL DO RIO GRANDE
Of. n. °369/2004
Proc. n°l 14/04
Rio Grande, 06de abril de 2004.
Senhor Prefeito,
Apraz-nos cumprimenta-lo oportunidade que
encaminliamos a Vossa Excelencia, Projeto de Lei ein anexo, aprovado em
sessao plenaria realizada no dia de hoje, para sua devida aprova9ao.
Sendo o que tinhamos para o momento,
aproveitamos o ensejo para renovar os protestos de elevada estima e distinta
considerate.
Ver, OaudioDiaz
PresidwQe^
»■ •
ANEXO: Denomina de Decio Vignoli das Neves um Posto Medico
Municipio do Rio Grande.
no
Exmo. Sr.
Fabio de Oliveira Branco
Prefeito Municipal
Nesta
Rua General Vitorino, 441 - CEP 96200-310 - Fone (53) 231-1711 - Fax (53) 231-1786 - Rio Grande - RS
e-mail: cmrg(fl>vetorialnet.com.br site: www.camara.riogrande.rs.gov.br
DOE ORGAOS, DOE SANGUE: SALVE VIDAS!