| Tipo | Extraordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 1 |
| Date | 1993-02-18 |
| native_id | 1373 |
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SERAFINA CORRÊA CÂMARA DE VEREADORES ATA DE SESSÃO EXTRAORDINÁRIA NÚMERO 001/93 ■^-Às dezenove horas e trinta minutos do dia dezoito de fevereiro de mil novecentos e noventa e três, na Sala das Sessões da Gamara Municipal de Serafina Corrêa, RS, na Av. 25 de Julho, 202, por convocação do Po </~'ãer Executivo, realizou-se uma Sessão Extraordinária, com a presença í-dos seguintes Vereadores: da bancada do PFL: Francisco Crema, Osmar / ^'-Vallar, Francisco mezzomo e Henri Perin; da bancada do PMDB: José Me- ^-neguzzi, Lidio Oldoni e Pedro Fozza; do PDS, o Ver. Arnaldo Pacassa,e ^-do PTB, o Ver. Nestor Magon. Verificada a presença de cem por cento / ?-dos componentes da Casa, garantindo o quorum legal, o Sr. Presidente -abriu os trabalhos, invocando a proteção de Deus. Lembrou que a sessão //-era extraordinária e a 1^ do exercício, e que não havia ata de reunião ^í^extraordinaria para por em apreciação. Comunicou que seria discutido e /^.posto em votação somente a matéria encaminhada pelo Executivo, para / /^baqueia sessão, isto é, os Projetos de Lei nSs 07/93 e 08/93. Inicial- ^^-mente foi lido o projeto de Lei n^ 08/93, que "Autoriza o Poder Execu /^-tivo aumentar em 70% os vencimentos/salários dos Professores, Servido -res. Secretários e Cargos em Comissão e Gratificados do Município", a //-contar de 1^ de fevereiro de 1993. Antes de pôr a matéria em discussão, /^-o Sr. Presidente mandou o Secretário ler o artigo 37 da lei Orgânica '^''-do Municipio que diz que"Os Vereadores sao invioláveis no exercicio do •^-mandato e na circunscrição do Municipio, por suas opiniões, palavras e \:?^^votos", e, também, o artigo 182 do regimento Interno da Gamara e seus i/j-paragrafos, que tratam do Poder de Polícia da Gamara e disciplina a perj^ma.nenc±a de expectadores nas sessões da'Gamara. Voltando ao projeto de iJü-Lei N5 08/93, o mesmo foi posto em discussão, examinado individualmen- <^-te pelos edis da oposição que consideraram o indice de reajuste muito *2^baixo, muito aquém da inflação ocorrida e que, com a retirada do abono ci/L concedi do no mes anterior, os padoes inferiores percebiam,praticamente, •^3-0 mesmo valor. O Vereador Meneguzzi demonstrou, comnarativamente, o que ■um servidor percebeu em outubro/92 e o que esta percebendo hoje, pondo -em. evidência alta defasagem, de uns 80%. Os Vereadores da situação reconheceram que o indice proposto de 70% e baixo, mas, defenderam o Exe- .^-cutivo, dizendo que era o que o municipio podia conceder. Posto em vota .3/.ção, o projeto foi aprovado por unanimidade, em vista que o Poder Legis sj^íí-lativo nao tem competência de alterar o indice oferecido para o reajuste. .yC^Prosseguiu a reunião com a leitura do of. n^ 212/93, do Executivo, coríZ-rigindo percentuais orçamentários referentes a Secretaria da Saúde e da j'/'.Agricultura, informados erroneamente a Gamara.A seguir, foi submetido a ,^5-discussão o Projeto de Lei n^ 07/93 que"Autoriza Transferencia de Recur- ^-sos Orçamentários". Lido o texto, o Sr. Presidente pôs em discussão a '//-matéria, advertindo de que, como no projeto anterior, os vereadores dis ^tí-punham do tempo desejado, nas, nao haveria réplica. A discussão do proje í^^^-to começoWpelo Vereador Francisco Crema que leu trechos de pronunciamen- '^'^"tos políticos, feitos nos programas gratuitos de rádios feitos pelos en- ^-tão candidatos Pedro Fozza, Lidio Oldoni e Nestor Magon, em favor da agri -cultura e os desafiou a cumprirem as suas promessas políticas, aprovando 'AO projeto do Executivo. O Ver. Vallar achou oportuno o projeto. O Verer ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SERAFINA CORRÊA CÂMARA DE VEREADORES yZ-dor Mezzomo entre índices do início da outra legislatura e da atual, y^-destinados às secretarias da Agricultura e da Saúde. Perin, digo Ver. ^^-Perin, disse que defendia sua classe e que queria corrigir o erro que àl/-cometeu como Vereador ao aprovar o orçamento. Passou a usar a palavra ôi^'0 Vereador Pedro Fozza que disse ter orgulho de pertencer a classe dos •53-agricultores e achava que nenhum Vereador precisava dizer-lhe o que / dVLdevia ou não devia fazer na Gamara. Elogiou o trabalho desenvolvido pe- ^3-lo Se cretaio da Agricultura do Município, com boas intenções e que, de ;^-.momento, o Executivo tinha os recursos de que precisava, existentes no orçamento aprovado pela bancada majoritária do PFL e PDT. No seu enten-d ,^~der, os secretários estão bem intencionados,mas está usando de ma-fe e Executivo que não esta repassando os dinheiro às secretarias. Falou á?-que em reá^ção aos agricultores sempre os defendeu, pois, nunca os ex6/lplorou, usou má. fé, com eles, nem usoLl" tablita" . , com que o Vereador ^"Cí. Mezzomo, sem aparte e autorização do Presidente, interferiu na manifes- ^J-tação do Ver. Fozza, dizendo que estava se desviando do assunto e que ^"^-o Ver. Fozâa teria desviado uma carga de soja de um produtor rural. O ^^-Presidente pediu ordem e disse que não cabia a intervenção do Ver. Mez- ^-zomo, uma vez que o ver. Fozza só informou que ele não usou tablita e ninguém acusou, e pediu ao Ver. Fozza que continuasse sua manifestaO edil retomou a palavra dizendo que sempre defendia o agricultor ^f-com preços justos, com política agricola, e que o Executivo devia aplicar no setor os recursos, pois existem no orçamento. Opinou que primei- _ro sejam aplicados os meios previstos no orçamento e, depois, se neces- ^^_sario e a Gamara achar justo e oportuno, poderá transferir recur- £?^sos. A seguir pronunciou-se o vereador Oldoni, que informou ter conheci- ■7^.. mentopo Plano da Secretaria da Agricultura, achou-o bom, mas, lembrou -que n'a campanha polpitica defendeu a necessidade do trabalho de plane- ^ -jamento ser produto de todas as entidades envolvidas com o setor primá- /^p-,rio e que o plano do Executivo não apresentava prioridades em curto / -prazo. Goncordava cpom o projeto desde que fosse necessário e fruto de -um trabalho de todos os órgãos e entidades do setor agropecuário. Por ^outro lado, não conhecia nenhum p[aÇno da Secretaria da saúde. O Verea- ^-dor Meneguzzi disse que defendia a agricultura, de onde veio e defenderia o projeto se tivesse vindo na hora oportuna, eis que está sendo encaminhado apos 46 dias de adminsitraçao. Desafiou o Executivo a apresentar projetos, mostrando onde gastou os recursos previstos no orça - fô -mento, sejam a curto, médio ou longo prazo». . . oue apresentasse as des- -pesas efetuadas com a Saúde, mostrando que esgotou o orçamento de quse O-cinco bilhões destinados ao setor. Se já tinha gastos os 6.105.500,00 (f<^ -destinados à agricultura. Para melhor entendimento dos presentes, disse -que esta quantia representava 7.890 suínos de 100 quilos. Nesta altura 'do pronunciamento do ver. Meneguzzi, o Sr. Juarez de Gastro, que se en- -centrava junto a porta de acesso à sala da Gamara disse em voz alta"so5"^-negador". O Ver. Meneguzzi olhou para o Presdietne da Mesa e fez sinal _que fossem tomadas providências. O Sr. presidetne foi até a porta para 3v^-pedir cooperação e silêncio, entretanto, assim que chegou à porta, foi -pego de surpresa e agredido por elementos ali postos para fazer pressões ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SERAFINA CORRÊA CÂMARA DE VEREADORES provocações, havendo grande barulho, deslocamento da parede divisóda câmara com o corredor, tendo, inclusive, caido umas peças das íf^^paredes. Neste instante, a Brigada Militar que foi convocada anteci- •5^ ^padamente, se fez presente ao ato de agressão, dominou a violência e /<?<?-retirou do ambiente os agressores. Restabelecida a ordem, o Sr. Pres- 'Sidente mandou prosseguir a manifestação do Vereador Meneguzzi, que / -reafirmou ser favorável à transferencia de recursos somente apos esgo -^^5 -tados os recursos orçamentários previstos e apos a Gamara estiver es- -truturada, equipada e com autonomia. Afirmou que a Mesa Diretora é resAoé) -ponsável e que saberia onde aplicar o dinheiro e não seria por pressões •àoC .e da maneira que foi apresentado o projeto que tomaria atitudes em nome ~áo mandato que exerce. O Ver. Pacassa recordou o Projeto de Resolução Joé' -que está tramitando na Gamara. Dfisse que não era à base de pressão, con- -vocando povo, que se encontravam as soluções necessárias dos problemas. -Também disse que não era do seu feitio fazer coisas por fazer ou porque yVV -agrada a esta ou à^quela pessoa, falou que o orçamento foi aprovado peVereadores, entre eles três da atual legislatura. Lembrou os valo - dáò -TQB da Secretaria sa Saúde e mais o Fundo Especial da saúde, que repre- -sentam significativa importâncias. Dise que nuné-fliria negar-se a transjL/3 -ferir recursos que sobrasse da Cãmara, após satisfeitas as neoessidades -desta. Por fim, fez uso da palavra, na discussão do projeto, o Sr. pre- -sidente da Gasa, Ver. Nestor Magon.Relembrou parte do pronunciamento / -feito na campanha eleitoral, trazido à memória e cobrado pelo Vereador -Francisco Grema que dizia que "há pessoas, cujo espírito público é uma dd£> -máscara, sempre pronta a ser usada em épocaí^e campanha eleitoral." Afir- -mou que continuava levando consigo esta forma e esta conduta politica... que havia em nosso meio pessoas cujo espírito público continua uma mas- ^cara, sempre pronta a ser usada, de maneira inescrepulosa para se autobeneficiar. Dissertou sobre o projeto de lei do orçamento/93, o qual/ -tramitou durante muito tempo na Gamara, inclusive com a participação -do prefeito eleito e de então, com liberdade de reduzir valores que// -julgasse corretos e oportunos. Falou que as secretarias estão contem- .^^íf-pladas com quantias significativas. Disse que no memento certo, opor-r tunamente, a Gamara poderá repassar recursos e lembrou que até o momenidO -to, o Executivo não gastou 1% de cada secretaria que quer suplementar JSi -com a transferencia pretendida...que nada, ou melhor quase nada, foi/ á3"-^-realizado nestes setores e pretende acusar a Gâmara, de forma estrondo- -sa, na posição de ignorância, dizendo que o Executivo precisa de obras qíi^ecisa para as obras dirigidas à saúde e à agricultura, entretanto, Jdt) -nada fizeram. Falou das promessas feitas na campanha eleitoral e até -agora nada cumpriram.. Os Vereadores da situação não gosf:taram da lemj/^/--brança e da cobrança do presidente da Gasa, a começar do lider, começa- -ram a falar em voz alta, interrompendo diversas vezes a manifestação -do presdiente, de maneira desordenada. Os populares convocados pelo Exe- -/^d?-u±ivo e pela situação manifestaram-se ruidosamente. O Presidente pediu -mais uma vez aos lider e vice a respeitarem o regimento, no que não foi - atendido. Diante do insistente desacato do LÍder Ver. Grema e Vice-Li- -/'/ú-der Osmar Valalr, impedindo o seu pronunciamento, contribuindo para o "/-tumulto da Gasa, no uso de suas atribuições, o Sr. Presdiente cassouy ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SERAFINA CORRÊA CÂMARA DE VEREADORES a palvra e disse que lhes aplicaraia as penalidades previstas no Regimento, O Projeto foi posto em votação .Posicionaram-se contra o projeto os Vereadores Arnaldo Pacassa, José Meneguzzi, Lidio Oldoni, JY(f^ Pedro Fozza. Votaram a favor os Vereadores Francisco Crema, Osmar y^^_Vallar e Francisco Mezzomo. O Vereador Henri perin,absteve de votar, _/^^^ensejando a rejeição do projeto. Na ocasiao foi marcada uma^es'sãbh/ ordinária para o dia 24.02.93, em substituição ã do dia 2^.02^ 93, feira de Carnaval. O Sr. Presidente encerrou a séssão ,^'hvocanáop/p )- yy^^teção de Deus. Nada mais havendo para constar, eu--A^h.ldo LudJ^^ ssa, _yyz4lVereador Secretario da Mesa, lavrei a present,d'^ta/'^^e vai/hs^inada yy^ápor mim e pèáo Presiente da Mesa. SALA DAS S^ESBÕE^ DAi CÂMÀRA/MUNIClyy:&_PAL de serafina^iorrêa, 19 de fevereiro de VEREAD2R^,,A^í®®0<rLülZ PACASS, tario da cãmara OR /M siden