| Tipo | Extraordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 8 |
| Date | 1993-07-19 |
| native_id | 1399 |
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SERAFINA CÂMARA DE VEREADORES SESSÃO EXTRAORDINÁRIA ATA N5 08/1993 aprovado Sala :ORR^r//^! u ry ® r 0 a d o r 1 - 2 - 3 - Leg 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10- 11- 12- 13- 14- 15- 16- 17- 18- 19- 20- 21- 22- 23- 24- 25- 26- 27- 28- 29- 30- 31- 32- 33- 34- 35- 36- 37- 38- 39- 40- 41- 42- 43 ■■ 44 45 No dia dezenove de julho de mil, novecentos e noventa e tres, na Sa la das Sessões, na Avenida Arthur Oscar, 1509, a Gamara Municipal de Vereadores realizou a sua 8- Reunião Plenária Extraordinária da 8- islatura de Serafina Corrêa, a 34^ do Ferido Legislativo 1993/1996,por convocação do Sr. Prefeito Municipal, para deliberar sobre o VETO do Executivo aposto à Emenda do Legislativo ao Projeto de Lei n^ 39/93 e sobre o Projeto de Lei ne 36/93, que "AUTORIZA A ABERTURA DE CRÈdi to SUPLEMENTAR NO VALOR DE CR $ 800.000.000,00 E DÀ RECURSOS". For maram quorum legal os Vereadores Francisco Crema, Osmar Vallar, Fran cisco Mezzomo e Henri Perin, do PFL; José Menegizzi, Pedro Fozza e LÍdio Oldoni, pelo PMDB; Arnaldo Pacassa, íeo PPR, e Nestor Magon,pe Io PTB. Os tarabalhos foram abertos na forma regimental, com a invo cação da proteçãod e Deus, e secretariados pelo titular Ver. Arnaldo Pacassa. A Ordem do dia constou de : - Leitura da Ata n^ 07/93, da / Sessão extraordinária anteriro, tendo sido aprovada sem restrições.- Apreciação do VETO EXECUTIVO aposto a EMENDA introduzida pelo LEGIS LATIVO no Projeto de Lei n^ 39/93. -Inicialmente foi lida a Justifi cativa do VETO do Executivo. Posto em duscussão, o Ver. Crema falou que os lideres de Partidos haviam se reunido com o Senhor Prefeito// Municipal e tinham chegado a um acordo para acolher o VETO, mediante remsessa de outros projetos que estariam a contento de todos. Ver.Vai lar disse que com o dialogo se resolvem os problemas. Ver. Mezzomo / opinou que antes de um projeto ser encaminhado ao Legislativo hou - vesse reunião de líderes e que todos os Vereadores estejam a par da matéria. Ver. Perin expressou-se dizendo que quando ha matéria pole mica como o Veto, objeto da sessão, que o Assessor Jurídico da Gama ra se manifeste, comparecendo a Gamara para dar as explicações neces sarias. Ver. Fozza comunicou que o seu Pedido de Vistas, embora não muito bem recebido por setores da comunidade, foi muito bom para to dos os servidores municipais, pois, serão contemplados com projeto / mais apurado e interessante no aspecto salarial e de plano de carrei ra. Ver. Meneguzzi informou que esta sempre disposto ao diálogo com o Executivo. Defendeu o Pedido de Vistas pleo Ver. Fozza, fez referên cias ao Projeto Original emenda.do pelo Legislativo, cujo veto origi nou outros projetos bem mais justos e igualitários em percentuais de reajustes nos reenqua.dramentos. Disse que não foi um entravar aumentos mas, foi a conquista de S8.lários maiores, m.ais justos, garantida atra vés de acordo com o Sr. Prefeito. Manifestou-se, por fim, favorável ao Veto, mediante a remessa dos prjetos novos, conforme acordo. VER. Oldoni disse que a polemica toda gerado pelo Projeto-Emenda-Veto tem a, sua. origem desde o inici.® da. atual administração, em que não foi re posta. a perda salarial dos vencimentos dos servidores, com defasagem - superior a lOOiA No Proejto n^ 39/93, foi verificada discriminação de - certos padões, o que ocasionou a Emenda que, embora vetada, ensejou a - negociação entremos Poderes Executivo e Legislativo. Defendeu a aco- ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SERAFINA CORRÊA CÂMARA DE VEREADORES 46- Ihida do Veto em vista das novas propsotas mais interessantes anun47 -ciadas pelo líder do seu Partido. O Ver. Pacassa disse que partici48- pou como líder do PPR da reunião com o Executivo e que, na qual,pe49- ddiu que o Projeto de reajustes de 45% fosse encaminahdo logo, mas, 50- foi informado pelo Prefeito de que os médicos e os dentistas conti51- nuariam em greve, caso fosse mantido este percentual. Encarregou o 52- líder do PFL a contatar com os secretários municipais para agilizar 53- os novos projetos. Embora acatasse o Veto, defendeu que foi oportu 54- na e interessante a Emenda, em vista dos resultados alcançados. O Sr 55- Presidente manifestou-se dizendo que desde o iníciio do trâmite do 56- Proejto n^ 39/93, formou uma comissão paritária de Vereadores da si57- tuação e oposição, para contatar com o Sr. Prefeito, para que negoci 58- asse a substituição do Proejto por outro, propondo aumento igualita59- rio de 75% para os servidores municipais. Afirmou que sempre quis // 60- conciliar os salários dos servidores, pois, pelo Proejto n^ 39/93 os 61- reajustes eram apresentados com índices variando de 8%, 10%, 13%,15%, 62- 20% até 95%, prejudicando muitos servidores. O Poder Legislativo sem63- pre buscou a justiça, o equilibrio, propondo uma Emenda totalmente 64- constitucional. Segundo o Presidente, o Veto é irregular, e a Justi65- ficativa, obscura, que o objetivo do Legislativo não era tumultuar, 66- mas, buscar um percentual digno, pois, a perda salarial era superior 67- a 100%, que a Emenda foi necessária, tanto é verdade que se tornou o 68- instrumento do garnde trabalho da Gamara Municiapl junto ao Prefeito. 69- Sem a Emenda era muito difícil atingir o percentual conseguido do Po 70- der Executivo. Parabenizou os líderes de Partido por terem alcançado 71- um reajuste justo e digno, parabenizou também os servidores e o Po72- der Executivo. Iniciada a votação, o Veto do Executivo foi acolhido 73- por unanimidade. .- Projeto de Lei n^ 36/93: antes da apreciação do 74- projeto , foi lido o Ofício n^ 587/93, do Executivo, que comunicava 75- a supressão do Artig.o 3- do mesmo. Posto em discussão, manifestou-se 76- inicialmente, o Ver. Crema que exaltou os eventos do corrente mês. 77- O Ver. Vallar falou que era favorável ao projeto porque se relaciona 78- vacom a cultura. O Ver. Mezzomo opinou que GR$ 800.000.000,00 pare - 79- cem uma soma alta, mas, as despesas são muitas. O Ver. Perin disse 80- que o projeto vem ao encontro da realidade local, evocando o Art. 12 81- da Lei organica do Município. Ver. Fozza lembrou que a Secretaria de 82- Turismo ja gastou mais de dois bilhões de cruzeiros nos seis meses deste ano e recordou a crise da saúde e a greve dos médicos e dentistas 84- por falta de recursos. Demonstrou, comparativamente, que aquele va85- lor era suficiente pa.ra pagar 60 meses a um médico, isto é, cinco 86- anos; que daria para paga.r 450 horas de maquina/trator de destoque 87- para os agricultores, que eqüivale a 2000 sacos de milho; achou mui88- to dinheiro com pouco retorno. Manifestou-se contra a aprovação do 89- credito suplementar. O Ver. Meneguzzi )ííúcíou dizendo que nao era con 90- tra a cultura e nunca seria, porém, achava que era a maior incultura 91- querer investir tanto nela, quando no Município excitem problemas sé 92- rios de saúde, estradas, iluminaça.o, habitação e outros... Defendeu 93- que quando o povo é culto há desenvolviemnto, há crescimento. Achou ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SERAFINA CORRÊA CÂMARA DE VEREADORES 94- chou que o investimento no turismo vem numa hora inoportuna. Citou 95- que muitos se preocupai^que a cidade se destaque nacional e inter96- cionalmente e pergunta: Será que Serafina Corrêa não será destaque 97- também pela miséria, pela falta de saúde, pela falta de atendimen98- to ou falta de solução dos probelmas sociais? Lembrou os recursos 99- já aprovados e g3.stos e que o turismo já gastou mais de CR$ 2.000. 100-000.000,00, afirmando que a Secretaria da Saúde, da Agricultura e, 101-talvez em obras, não foram atingidos, por setor, elevado investimen 102-to. A contragosto, diante das circunstâncias, disse que apoiaria o 103-projeto e solicitou mais recursos para outras secretarias. O Ver.01- 104-doni expressou-se contra a maneira de investir no turismo, quando há 105- setores de produção, com retorno imediato, desprovidos de recursos, 106-citando a saúde, a educação, agricultura. Considerou o investimento no turismo muito alto. O Ver. Pacassa manifestou-se a favor da cultura, 108-mas, achou exagerados os custos. Defendeu que o evento é uma tradi109-ção de oito anos, e que deve continuar, e que espera, após esteas fes110-tas, o Governo Municipal dê maior atenção as outras secretarias. Com 111-a palavra o Sr. Presdiente informou que o Prefeito já páSou, por de li 2-creto, recursos a Secretaria de Turismo e que com dotação do orçamen113-to e mais suplemtações aproavdas, estavam sendo destinadas elevadas 114-somas para o setor. Dissertou sobre o retorno do turismo, era termos 115-de Serafina Corrêa, afirmando ser pequeno o movimento em hotéis,res116-taurantes e comercio em geral. Citou que o Executivo, em todas as ve 117-zes em que eram feitas solicitações para atendimento dos problemas de 118-saude, habitaçao, agricultura e outros, informava que a arrecadaçao 119-era baixa, que nao tinha deinheiro e que não tinha condições de aten120-der. Lembrou, inclusive, que Serafina Corrêa perdeu para Guaporé duas 121-importantes indústrias por falta de incentivos. Diz-se defensor da 122-cultura. Opinou que CR$ 800.000.000,00 parecem valor pequeno, mas, / muito significativo para o Município. Afirmou que era ma.is interessante 124-projetar as tej^soas economicamente do que projetar a cidade. Comuni125-cou que rese'rvas de hotel foram canceladas, acusando a Secretaria de 126-Turismo de omissa e de falta de interesse. Na réplica, o Ver.Perin 127-definiu que turismo e investimento, uma propaganda, com retorno a mé 128-dio e longo prazos. O Ver. Crema disse que é uma continuidade este 129-82 Festival. O Ver. Meneguzzi falou que se o evento está baseado na 130-cultura, não ha necesdiade de distribuir grandes e vàiosos prêmios , 131-mas, sim, o talento, pois, o talento não se compra; que não precisa 132-de grandes somas para mostrar talento. Quanto ao retorno, lembrou que 133-0 mesmo e possível a longo prazo e o investimento é a curto prazo.// 134-Concordaria se o investimento também fosse a curto prazo. Um investi 135-mento de dois bilhões deveria proporcionar grandes retornos, o que 136- nao esta ocorrendo. O Ver. Fozza lembrou que com o recurso da suple 137-mentação da.ria para atedner melhor os convênios celebrados para a re 138-alização de exames laboratoriais e de RX, que deixam a desejar muito. 139-0 Ver. Mezzomo informou que o Secretário de Turismo estava se preocu 140-pando em trazer turistas, e quanto ás industrias que estavam saindo 141-de Serafina Corrêa, especialmente a de plásticos, era por falSis, de / 'Çr - ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SERAFINA CORRÊA CÂMARA DE VEREADORES 142-energia eletrica, e a CREDEAL recebeu o apoio da Prefeitura,mas,foi 143-foi uma decisão da indústria se estabelecer em Guaporé e que aqui 144-iriam ser instaladas novas máquinas. O Presidente interveio dizendo 145-que não estava fazendo acusações, mas, recordou que Guapore conseguiu 146-auraentar a disponiblidade de energia elétrica e Serafina Corrêa, que 147-tem o Vice-Prefeito do mesmo partido do Prefeito de Guapore e do Go148-vernador do Estado, não obteve o mesmo êxito e, as industrias serafi 149-nenses estão saidno do Municipio. Disse lamentar a perda das indus - 150-trias das duas empresas. Quanto à tradição de 8 anos do evento, pediu 151-quantos estabeleciemtnos do ramo de hotelaria, restaurantes e comér152-cio em geral sobrevivem com o turismo em Serafina Corrêa. O Ver. Mez 153-zomo comunicou ao Plenário e ao Presidente que se encontrava presen154-te o Secretario de Turismo, Sr. Geraldo Piccin, que tomando assento 155-na tribuna da Gamara dissertou longamento sobre turismo, defendendo156-0 comoc\^eio de divulgação de cultura e como investimento, sendo cons 157-tatado pelo Presidente e pelos Vereaodores Menegiuzzi e Pacassa no 158-que se refere à soma dos investimetnos e em termos de ^rafina Corrêa, 159-Colocado em votação, o projeto foi aprovado poi^'h;naior;iár^b^oluta. En160-cerrada a Ordem do Dia, a sessão foi conclui^. :^gimental. 161-E, de que, para constar, foi determiajída a l/a)AÚatigu^a/dar^repente Ata, 162-Oj^ue vai assinada pelo Presidente e HAGOK cretario.