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sessao nº 36

Tipo Ordinária
Número / Ano 36
Date 1996-11-25
native_id1565

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ESTADO DO KIO GRANDE DO SUL
: CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES
SERAFINA CORRÊA - RS.
SESSÃO ORDINÁRIA
ATA N^ 40/96
Às dezenove horas e trinta minutos do dia vinte e cincolde novembro
de mil, novecentos e noventa e seis, em sua sede, na Av. Arthur Os
car, 1509, a Gamara Municipal realizou a sua 162^ Reunião Plenária
Ordinária da 8- legislatura de Serafina Corrêa, a 196^ do período*
legislativo de 1993/1996.- Abertos na forma regimental, os traba
lhos foram presididos pelo Ver. José FelicinboMeneguzzi e secreta
riados pelo Ver. Lidio Francisco Oldoni.- Formaram quorum legal os
Vereadores Francisco Silvio Crema, Osmar Vallar e Francsico Bernar
do Mezzomo, da bancada do PFL; José Felicinta Meneguzzi, Pedro José
Fozza, Lidio Francisco Oldoni e Henri Perin, da bancada do PMDB;Ar
naldo Luiz Pacassa, do PPB e Nestor Magon. do PTB. - ATA: Foi apro
vada a Ata n^ 39/96, da sessão ordinária do dia 18.11.96, com inser
çao do Ver. Magon: "salario dos vereadores atuais é resultado da 7
proposta vencedora do Ver. Erni Zatti e o salário dos funcionários
é resultado Decreto Legislativo do Sr. Presidente Arnaldo Pacassa,
equiparando o reajuste dado ao prefeito e a CC". - GRANDE EXPEDIEN
TE:- O Ver. Magon ocupou a tribuna para dissertar sobre contas de
obras fantasmas do prefeito Sérgio Antonio Massolini em seu 12 man
dato, laimentando a não-cooperação dos vereadores da situação para
instalar uma CPI.Falou das dificuldades financeiras do Municipio,/
as quais, por irresponsabildiade do prefeito que se preocupa em gas
tar e não pagar, de maneira descontrolada. Falou dos aumentos con
cedidos aos Vereadores e funcionários, eximindo-se de qualquer res
ponsabilidade. Afirmou que as informações divulgadas pelo prefeito
nas rádios locais são mentirosas e de ma-fé. Defendeu que os valo
res pagos a servidores e prefeito foram aprovados pelos vereadores
da atual situação. Comparou os gastos do Gabinete do prefeito com
os da câmara, onde se constata que o Prefeito, sozinho, gasta mui
to mais que o Poder Legislativo todo. Quanto aos repasses ã Gamara,
o Prefeito também mentiu, porque, apesar de acordo feito não cumpre
o que foi acordado. Convidou Prefeito e Secretários Municipais a
explicarem, na Gamara Municipal, os gastos elevados e,também, para
desmentir as afirmações dos Vereadores se foram equivocadas. Pediu
aos Vereadores do PFL e PPB trazerem na Gamara os valores exatos /
das contas do Prefeito Gheller e da atual administração, sem menti
ras e sem generalizações. Denunciou as incoerências do atual prefei
to, que costuma afirmar uma coisa e, na verdade, pratica outra. Re
cordou o desprezo e a discórdia semeada pelo grupo da atual admi -
nistraçao, inoculando veneno e odio na comundiade, que é ordeira e
trabalhadora. Afirmou ser sua meta a divulgação da verdade, embora
lhe tenha custado muito caro. Afirmou que não compactua com este /
grupo que lameou a cidade e Municipio, criando, inclusive, falsos
testemunhos para denegrir os adversários políticos. Fez referências
a um jornal clandestino, falso, mentiroso e caluniador, mandado im

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CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES
SERAFINA CORRÊA - RS.
45 - primir e circular pelo grupo do atual prefeito, tentando macular
46 - a honra e a dignidade de muitas distintas famílias serafinenses.
47 - Recordou o trabalho maquiavélico do Prefeito e seus sequazes, com
48 - o intuito de desmoralizar a Gamara Municipal, pretendendo justifi￾49 - car os seus fracassos administartivos e incompetências. Enumerou
50 - as numerosas obras realizadas pelo Governo Gheller e comparou com
51 - do atual prefeito, que se preocupa com midia e empreguismo. Disse
52 - não entender onde foram consumidos tantos recursos sem contraparti
53 - da de obras, e não entender a tentativa inócua do Prefeito querer
54 - explicar os fatos com mentiras. Acusou o trabalho negativo do Pre
55 - feito defendendo a não-continuidade das obras iniciadas pelo Pre -
56 - feito Gheller, como as escolas l^ de Maio e João Corso e o emperra
57 - mento de outras obras de saneamento básico e habitação. Afirmou não
58 - compactuar com os atos do Prefeito e por isto não se cala. Recordou
59 - a sua intervenção para que fossem implantados loteametitos populares,
60 - mas, sérgio Antônio Massolini impediu. Lembrou o invejável parque
61 - de máquinas rodoviárias e outros veiculos deixados pelo Prefeito /
62 - Gheller e hoje está tudo sucateado; que a divida deixada pelo Pre
63 - feito Massolini eqüivale a tres prédios da Prefeitura e Gheller ga
64 - gou. Denunciou que a estória do telessexo foi manobra do Prefeito
65 - e sua secretaria que, ao pedir a divulgação, na TV Caxias, solici￾66 - tou encarecidamente que nao fosse arrolada na denuncia. Mencionou
67 - a lei do nepotismo, apresentada pelo Ver. Geraldo Arnaldo Peccin e
68 - aprovada pelos Vereadores do PFL, que era maioria.- O Presidente da
69 - Casa ocupou o espaço para manifestar-se sobre pronunciamentos de Pau￾70 - Io e sérgio Masolini, comparando-os a lobos revestidos de cordeiros,
71 - os quais, vorazes, ludribiam a povo de Serafina Corrêa. Fez referên
72 - cias aos assuntos atoordados pelos Massolini com o intuito de desmo￾73 - ralizar o Poder Legislativo e a sua pessoa. Afirmou que jamais se
74 - calará para compactuar com os tais lobos feitos cordeiros, pois, o
75 - povo quer e merece a verdade. Afirmou que a Gamara Municipal nunca
76 - pediu ao Prefeito e a seus assessores, explicações a respeito do e
77 - dificio que o Prefeito está cosntruindo e, no entanto, o Prefeito
78 - Massolini, em programa radiofônico do Município, vai, em cadeia de
79 rádios locais, confessar que fez financiamento. Afirmou que isto e /
80 - preocupante e indagou se nesta obra, também, não haverá algo em ha
81 - ver com o Povo de Serafina Corrêa. Por que comehtou as obras do
82 - prédio dele, particular, por que deu explicações se ninguém o ques
83 - tionou , se a Gamara Municipal não o interpelou? Falou de uma por￾84 - ção de serviços públicos e de entidades, de convênios sustados por
85 - falta de recursos, dand,o como exemplo o transporte esco￾86 - lar, mas, os automóveis do Prefeito e secretários e servidores con
87 - tinuam circulando a toda hora. Para estes há combustível e há recur
88 - sos. Questionou a postura do Prefeito que não tem diálogo com nenhum
89 - preside e da atual legislatura, e Pediu: "Que tipo de Prefeito é
90 - este, se não se relaciona com nenhum dos presidentes da Gamara?. Fa￾91 - lou do acordo dos repaisses à Gamara não cumprida pelo Prefeito Mas￾92 - spolini e denunciou que a Prefeitura Municipal deixou de repassar
93 - a Gamara R$ 120.693,91, que representam, no total, cinco meses de
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SERAFINA CORRÊA - RS.
94 - atraso. Denunciou que o gabinete do Prefeito tem custos superiores
95 - a todas as despesas da Gamara Municipal. Justificou os gastos da /
96 - câmara, particularmente em equipamentos e móveis necessários para
97 - o bom desempenho, tudo dentro do orçamento previsto. Quem falhou
98 - foi o Prefeito Massolini. Comparou as diárias recebidas pelo Pre￾99 - feito e secretários (R$ 90,00), com as percebidas pelos Vereadores
100- (R$ 38,00). Reafirmou que a divida da Prefeitura está em R$ 1.993.
101- 000,00, elevadíssima. Informou que a Prefeitura, além do pessoal
102- da Folhíide Pagamento, paga a empresas prestadoras de serviços, cujos
103- servidores não constam no quadro da Prefeitura. - O Ver. Ilezzomo /
104- manifestou-se para contestar as afirmaçeos dos oradores que o ante
105- cederam. Falou que as remunerações e reajustes de servidores é re￾106- sultado de todos os Vereadores, atribuindo a verba de representação
107- do presidente da Gamara à autoria de Vereadores da atual administra
108- ção e que, nesta legislatura se gasta mais. Comunicou,, também,que
109- na Gamara se trata de assuntos completamente estranhos/às atribuiçõs
110- do Poder Legislativo, como acusações, ataques pessoais, denúncias i
111- nocuas e ofensas pessoais. Disse, também, que, se o Prefeito errar
112- será responsabilizado pelo Tribunal de Contas. O Sr. Presidente de￾113- fendeu que estava agindo em nome da Verdade, que estava em primeiro
114- lugar e acima de tudo e qualquer interesse e que a denuncia da re￾115- alidade caótica da Prefeitura não é ofensa, pois, o Povo deve conhe
116- cer a Verdade e, daí, a necessidade de restabelecer a Verdade ao pu
117- blico. Disse estranhar o Prefeito não explicar onde gastou tanto 7
118- dinheiro e negar a vinda dos seus secretários à Gamara Municipal pa
119- ra prestarem esclarecimentos. O Ver. Magon respondeu ãs afirmações
120- do Ver. Mezzomo, contestando as afirmações rela,tivas aos aumentos//
121- concedidos aos Vereadores e ao Prefeito.-O Presidente propos e o //
122- Plenário ratificou a convocação do Secretário de Finanças, Sr. Rogel
123- lio Carlos Fedrigo para, às 20h30min do dia dois de dezembro de 1996,
124- comparecer na Gamara Municipal, a fim de que, perante os senhores /
125- edis, prestar esclarecimentos, com documentação comprobatória,sobre
126- todos os empenhos do exercício de 1996, e total dívida com os forne
127- cedores do Município de Serafina Corrêa. O Senhor Presidente afir -
128- mou que e irresponsabilidade administrativa do Prefeito ter perdido
129- credito no comercio e perante a opinião pública.-O Ver. Mezzomo re￾130- tomou a palavra para lembrar que a remuneração do Prefeito e Verea￾131- dores para a legislatura de 97/2000, foi aprovada por todos os Vere
132- adores. ORDEM DO DIA- Projeto de Lei n^ 47/96: pendente de parecer
133- da Comissão.-Projeto de Lei n^ 59/96: com vistas do Ver. Oldoni.-//
134- Projeto de Lei n^ 60/96: "AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A DOAR IMÓVEIS
135- E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS",. Submetido á discussão e^ votação, foi /
136- rejeiatdo por maioria absoluta, com voto vencido do Ver. Mezzomo.//
137- Projeto de Lei n^ 62/96: com vistas da Comissão de Constituição e /
138- Justiça-Obras e Serviços Urbanos- Habitação. -Projeto de Lei N^ 63/
139- 96: com vistas do Ver. Oldoni. - Projeto de Lei N^ 64/96: com vistas
140- do Ver. Magon.- Projeto de Lei n^ 65/96: com vistas do Ver. Fozza.-
141- Projeto de Lei n^ 66/96: com vistas do Ver. Oldoni ////////////////
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CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES
SERAFINA CORRÊA - RS.
142- Projeto de Lei 67/96: ESTIMA A RECEITA E FIXA A DESPESA DO MUNI￾143- NICÍPIO DE SERAFINA CORRÊA, PARA O EXERCÍCIO DE 1997. O Sr. Presiden
144- te, alegando que o prazo para apreciaçao finda em 30.11.96, convo￾145- cou, com o apoio dos demais Vereadores, uma reunião extraordinária,
146- no dia 29/11/96, em horário a combinar, para deliberar sobre a pro￾147- posição.- PAUTA: Foi anunciado o protocolo dos seguintes projetos//
148- de Lei: N^ 68/96: AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A LOCAR IMÓVEIS PARA /
149- CEDÊ-LOS A INDÚSTRIAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. - N^ 69/96- ALTERA
150- DISPOSITIVOS DA LEI MUNCIPAL N^ 1122/91-C6dIGO TRIBUTÁRIO-E DÁ OU -
151- TRAS PROVIDÊNCIAS. - N^ 70/96: ABRE CRÉDITO SUPLEMENTAR NO VALOR DE
152- R$ 11.000,00 E DÁ RECURSOS".-EXPLICAÇÕES PESSOAIS: O Ver. Perin pe￾153- diu que seja melhorado o atendimento dos usuários do Camping e Bal￾154- neário Carreiro, onde existem distúrbiso e excessivo barulho, afugen
155- TANDO OS VERANISTAS. - O Ver. Magon fez referências ao pronunciamen
156- to do Sr. Prefeito, nas rádios locais, sábado, dia 23.11.96, preve
157- nindo que dAQUI DOIS ANOS NÂO CHAMEM DE INCOMPETENTE o Prefeito e￾158- leito, pretendendo fazer entendei que ele nao esta culpado da situa
159- ção financeira caótica, onde, na verdade, Serafina Corrêa não pode
160- ser comparado com muitos municípios, pois, possui boa receita, e que
161- a situação é fruto de mau gerenciamento publico. Pediu que o Prefei
162- to dê férias a quem tem direito, no mês de dezemrbo, uma vez não ha
163- serviço e, assim, cooperaria para menimizar o rombo financeiro.Pe￾164- diu, também, que o atual Prefeito exponha as máquinas adquiridas em
165- seu mandato e as existentes anteriormente, para que o povo possa a￾166:4 veriguar a verdadeira evolução do progresso e desenvolvimento de Se
167- rafina Corrêa.- A sessão foi encerrada an forma regimental. E, de/7
168- que, para constar, eu, Antenor Fincatto, Secretario/a^^amara, la￾169- vrei a presente Ata que assino junt"àmente com o da Casa.
170- SERAFINA CORRÊA, 26 DE NOVEMBRO DE 1996.
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