CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA ANDRADINA
“Prédio Antonio Francisco Ortega Batel”
ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL
Rua São José, nº. 664 Fone (67) 3441-0700 CEP: 79750-901 - Nova Andradina – MS
Site: http://www.novaandradina.ms.leg.br Email: legislativo@novaandradina.ms.leg.br Email: gabi.delgado@novaandradina.ms.leg.br
AUTORIA: VEREADORA GABRIELA CARNEIRO DELGADO - MDB
PROJETO DE LEI ORDINÁRIA Nº. 51, de 24 de novembro de 2025.
“Dispõe sobre a denominação da Rua S, localizada no
Bairro Paris, Município de Nova Andradina, Estado de
Mato Grosso do Sul que passa a ter a seguinte
denominação “Rua CASSIMIRO ARAÚJO DOS
SANTO, e dá outras providências."
PREFEITO MUNICIPAL de Nova Andradina, Estado de Mato Grosso do Sul, no uso
de suas atribuições que são conferidas por lei;
Faz saber que a Câmara Municipal aprovou e o Poder Executivo sanciona a seguinte
Lei:
Art. 1º. A Rua S, Localizada no Bairro Paris no Município de Nova Andradina Estado
de Mato Grosso do Sul, passará a denominar-se Rua CASSIMIRO ARAÚJO DOS SANTOS.
Art. 2º. A denominação mencionada no Art. 1º desta Lei refere-se à HOMENAGEM
PÓSTUMA que o Município de Nova Andradina presta ao Sr. CASSIMIRO ARAÚJO DOS
SANTOS pelos relevantes serviços prestados ao Município de Nova Andradina, Estado de
Mato Grosso do Sul”.
Art. 3º. A presente Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
Nova Andradina-MS, 24 de novembro de 2025.
GABRIELA CARNEIRO DELGADO
“Gabriela Delgado
1ª. Secretária
APROVADO DIA LEITURA E
ENCAMINHAMENTO
AS COMISSÕES DIA –
02/12/2025
PROJETO DE LEI
ORDINÁRIA
Nº. 51/2025
Fl. 1/3
CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA ANDRADINA
“Antonio Francisco Ortega Batel”
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Projeto de Lei Ordinária Nº. 51/2025
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Justificativa
Cassimiro Araújo dos Santos, é nascido aos 04 de março do ano de 1933 na cidade de
Itaberaba – Bahia. Filho de Etelvino Carlos dos Santos e Antônia Araújo dos Santos, uma
família de vários irmãos, e Cassimiro o segundo filho. Logo criança, aos sete anos de idade
recebia tarefas de capinagem na roça onde os pais tinhas sitio. Aprendeu o ofício dos trabalhos
rurais com o pai, e aos 17 anos de idade passou a realizar uma trajetória muito comum aos
jovens nordestinos.
No ano de 1950, saiu da Bahia, e com um pouco de dinheiro e espirito de aventura
migrou para o Estado de São Paulo, chegou como tantos outros nordestinos, andou léguas a pé,
ao pisar em terras de Minas Gerais, pegou um trem até desembarcar na capital Paulista. O
espirito aventureiro o levou a pedir emprego nas lavouras, de melancia, de algodão, o ouro
branco daquele período, e claro, lavouras de café, onde foi passando por diversas terras, cidades
em formação e localidades, participando de desmatamentos de sítios, plantios, e colheita do
produto que era uma das riquezas produzidas nas lavouras paulistas.
Cassimiro Araújo dos Santos, foi um daqueles nordestinos porreta, capaz de enfrentar as
dificuldades familiares, do mundo social e econômico, mas sempre com determinação
procurava viver o que a vida lhe propunha. Conheceu o interior paulista durante oito anos de
processo migratório, e no ano de 1957 teve rápida passagem pelo estado do Paraná, onde ouviu
o anuncio de que havia trabalho no Paraguai, e como grande aventureiro, por lá esteve no ano de
1958, quando fez sua primeira carteira de registro geral, na fronteira brasileira com o país
vizinho, era o Território Federal de Ponta Porã, criado por decreto do Governo de Getúlio
Vargas com o propósito de proteger as fronteiras do Brasil
Ao final do ano de 1958, retornou para a região de sul de Mato Grosso e foi residir nas
terras de Jan Antonin Bata, trabalhando nas empreitas de desmatamento de terras, organizou
uma condição financeira para visitar os pais no início do ano de 1960, afinal passaram-se dez
anos sem ver os familiares, era um migrante aventureiro nato, sempre disposto e determinado ao
trabalho. Ressalta-se que como muitos nordestinos enfrentou os perigos incessantes dos
processos colonizadores de cidades e desbravamento de terras, um desses acontecimentos, junto
com o irmão Valdemar, recebeu o salário no final da tarde e saíram fugidos na madrugas, eram
CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA ANDRADINA
“Antonio Francisco Ortega Batel”
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terras de grileiros, que costumavam matar os peões para não ficarem o acerto dos dias
trabalhados.
Então no ano de 1960, voltou a Bahia para ver os pais, e precisou ir até a cidade de
Seabra-BA, para pagar o valor de terras comprada pelo pai a um senhor chamado Raimundo
Nonato dos Santos, lá ficou enamorado de uma menina de 15 para 16 anos, Maria Lina Santos,
em 15 dias, conheceu, namorou, noivou e casou com a garota, tinha ele naquele momento 27
anos de idade. Logo trouxe a menina para o Estado de Mato Grosso, e foram morar no ainda
distrito de Batayporã, e por lá permaneceram até o ano de 1962, quando compraram 01 alqueire
de terras da Empresa Moura Andrade S/A. Cassimiro foi casado com Maria, que passou a ter o
nome de Maria Araújo dos Santos, tiveram onze filhos no total, os quatro primeiros Deus os
tirou, a taxa de mortalidade infantil era grade naquele tempo, então tiveram outros sete filhos,
Claudivan Araújo do Santos, Ivan Claudio, Maria Aparecida, Jocelita, Claudemir, Claudenice e
Claudinei.
Cassimiro trabalhou em tantos serviços, na construção da rodovia Manoel da Costa
Lima, na construção da ponte sobre o Rio Ivinhema, foi um período muito difícil, levantava as
três da manhã e chegava em casa as dez da noite. Montou carvoaria, trabalhou na coca-cola
como vigilante, além de que, no mandato do prefeito Alcides Menezes de Faria, prestava
serviços carregando areia para as obras da prefeitura de carroça.
Era um apaixonado por futebol, santista, não perdia um jogo no estádio Andradão,
principalmente da Sociedade Esportiva Nova Andradina – SENA. Era um homem de
temperamento forte, muito honesto, que fez sua história enquanto pioneiro e entre os primeiros
moradores de Nova Andradina. Gostava muito da cidade que morou por 52 anos, dizia que a
água de Nova Andradina, era boa, quem bebia, permanecia. Assim, Cassimiro fez sua vida,
família e história, e no dia 27 de agosto de2014, Deus o levou para a eternidade. A história de
Cassimiro, é semelhante a história de tantos outros nordestinos que construíram as cidades
brasileiras, desbravaram o Brasil e permitiram o Brasil ser mais belo e mais bonito, porque para
todo bom nordestino, o Brasil é dos Brasileiros.