CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA ANDRADINA
“Prédio Antonio Francisco Ortega Batel”
ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL
Rua São José, nº. 664 Fone (67) 3441-0700 - CEP: 79750-901 - Nova Andradina – MS
site: http://www.novaandradina.ms.leg.br
AUTORIA: MESA DIRETORA
PROJETO DECRETO LEGISLATIVO Nº. 16 DE 28 DE NOVEMBRO DE 2025.
“Concede Título de Cidadão Honorário do
Município de Nova Andradina, Estado de Mato
Grosso do Sul, a senhora VERA LUCIA
MARTINEZ BATTISTETTI, e dá outras
providências”.
O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA ANDRADINA, ESTADO
DE MATO GROSSO DO SUL;
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu promulgo o seguinte Decreto
Legislativo:
Art. 1º. Fica concedido o Título de Cidadão Honorário do Município de Nova Andradina,
a Sra. VERA LUCIA MARTINEZ BATTISTETTI, por sua importante participação no
desenvolvimento e por todos os relevantes serviços prestados ao Município de Nova AndradinaMS.
Art. 2º. O referido Diploma será outorgado oportunamente, no dia e hora designados pela
Mesa Diretora, com a solenidade de estilo.
Art. 3º. Este Decreto Legislativo entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º. Revogam-se as disposições em contrário.
Nova Andradina, 28 de novembro de 2025.
FABIO ZANATA - MDB
Presidente da Câmara Municipal
GABRIELA CARNEIRO DELGADO - MDB
"Gabriela Delgado”
Vereadora e 1º. Secretária
LUCIANO LEAL DE SOUSA - PODEMOS
Vereador e 2º. Secretário
APROVADA LEITURA E ENCAMINHAMENTO AS
COMISSÕES DIA 02/12/2025
PROJETO DECRETO
LEGISLATIVO
Nº. 16/2025
Fl. 1/4
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MARCIA BATISTA LOBO GRIGOLO - PODEMOS
“Marcia Lobo”
Vereadora e 1ª. Vice-Presidente
ALESSANDRO MOREIRA CHAVES - PSDB
"Alemão da Semente"
Vereador 2º Vice-Presidente
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Histórico
Manoel Vicente dos Santos, filho de Vicente Antônio dos Santos e Sabina Josefa dos
Santos. Nascido de 29 de abril do ano de 1946 em Vasa Alegre, no Estado do Ceará. Seu Mané
Preto, como é popularmente conhecido tem uma história muito semelhante a milhares de
Nordestinos que migraram com suas famílias na procura de condições melhores de sobrevivência.
Manoel veio para Nova Andradina no ano de 1954, e o mesmo conta que da cidade de
Presidente Prudente até chegar nas terras da Empresa Moura Andrade demorou cerca de quatro a
cinco dias, devido não ter estradas e o meio de transportes mais fáceis eram as navegações
fluviais. O irmão havia pego uma fazenda para abrir, era a Fazenda Gato Preto, e sempre ouvia as
pessoas dizerem: “olha ali na Fazenda Baile vão abrir uma cidade. Vai chamar Nova Andradina,
em homenagem a Andradina – SP. Aí ficou, era um movimento grande, era dia e noite
trabalhando nessa fazenda, e a coisa evoluindo”.
Seu Manoel conta com exatidão a Geografia de Nova Andradina nos anos de 1950, expõe
a extensão da fazenda Baile, também da Gato Preto e coloca em pauta as outras fazendas que
rodeavam as terras da Empresa Moura Andrade, como fazenda Guarani, Merem e São Bento e
como foi se preparando a população para que tivesse nessa localidade o município de Nova
Andradina. Seu Manoel, conta que tinha muitos paraguaios, e que os historiadores costumam
dizer que essa situação é interessante, pois, os paraguaios também são confundidos normalmente
com indígenas que os gatos/empreiteiros buscavam desde Rio Brilhante até a fronteira com o país
vizinho para desbravar as fazendas que estavam sendo abertas.
É preciso ressaltar que Manoel Vicente dos Santos, é mesmo um dos pioneiros, daqueles
homens que trabalhou muito na projeção de Nova Andradina, conviveu com as diversas
dificuldades que a natureza e o tempo forneciam nos anos de 1950. Traz consigo uma frase muito
forte, “Eu não fui criado, eu me criei”, pois, a mãe faleceu quando era anda muito pequeno e o
pai acabou indo e deixando-o com os cuidados do irmão que estava desbravando a Fazenda Gato
Preto. “Eu amo Nova Andradina, eu me criei aqui né, até na faixa do meu caminhão tá escrito,
nova-andradinense”. Quando o pai e o irmão foram embora, Manoel ficou morando com um
senhor chamado Salvador, era uma olaria, e por volta de 1956, tinha por volta dos nove a dez
anos de idade veio para a cidade e seu primeiro emprego foi como servente de pedreiro na
capelinha da Igreja.
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Anos depois Antônio Joaquim de Moura Andrade lançou a ideia de definitivamente
fundar a cidade de Nova Andradina, e então na contratação de muitos trabalhadores, peões, como
eram chamados nos idos dos anos de 1950, que deveriam abrir a cidade com ruas e colocar o
mínimo de infraestrutura em funcionamento. Então, ainda menino foi trabalhar na empresa de
AJMA, era o ano de 1958, Manoel estava com 12 anos de idade. Aproveitando o momento, ainda
menino, foi morar na pensão do Senhor Olímpio, ali também passou a trabalhar na prefeitura da
cidade recém fundada: “não era a prefeitura, era do Moura Andrade, né. As máquinas abrindo as
coisas, o chefe da turma era o nascimento, tinha o Shirota, toda vida eu quis ser alguma coisa na
vida né. Mas, eu não tinha caneta, era difícil né, foi quando o Shirota me chamou para ajudar
medindo as ruas” diz, senhor Manoel.
De acordo seu Manoel, ficou desempregado por alguns momentos, pois Sr. Nascimento, o
encarregado de abrir as primeiras ruas avisou que agora seria uma cidade e que a empresa Moura
Andrade é que organizaria tudo. Conta então que o prefeito da cidade era o filho do senhor
Austrilio Capilé Castro, o Vearni Castro, que convidou um senhor de apelido Mané Barceiro para
trabalhar com o trator da prefeitura, que disse não poder trabalhar nesse serviço, mas que
arrumaria um rapaz para trabalhar. Então seu Manoel Vicente foi trabalhar com o trator, fazia de
tudo, de todos os tipos de serviços, “era coveiro, lixeiro e entregava IPTU nas ruas” e ressalta:
“nós eramos 04 funcionários, Yara Maria Domingos era primeira secretária, Aline Escobar, era
segunda secretária e Honório Ganji Fujibayashi, era da Câmara, e eu fazia esses três lados ai, era
o coveiro, lixeiro e entregava o IPTU”.
Manoel Vicente, conta que não sabia ler e tinha dificuldades, mas, que as meninas o
ajudaram tempos depois a aprender as primeiras letras, tinha por volta 13 a 15 anos de idade.
Depois, já aos 15 anos foi trabalhar com a família Fujii com caminhão de tora, era um serviço
pesado, mas, que foi as portas para que aos 18 anos de idade pudesse tirar sua habilitação e
iniciasse uma nova profissão, a de caminhoneiro, que já se vão 60 anos de profissão. No ano de
1972 casou-se com Maria de Araújo, tiveram os filhos Manoel Vicente dos Santos Júnior e a filha
Joice de Araújo, que sequencialmente deram-lhes os netos Leonardo e Letícia, e também Isadora,
Isabele, Isadora e Emanuele, cinco bênçãos em sua vida.
Hoje, aos 79 anos de idade, Manoel Vicente dos Santos, é um homem com saúde, que
viaja com seu caminhão, conheceu todo o Brasil, fez muitos amigos, é um ser humano respeitado,
construiu uma história marcante, está entre os primeiros funcionários da prefeitura de Nova
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Andradina, tem diversos acontecimentos e fatos na sua bela memória, do qual conta com alegria,
pois, participou de fatos relevantes para a formação social e estrutural de nossa cidade. O
caminhoneiro, que tem uma frase marcante, “Eu não fui criado, eu me criei”, traz para Nova
Andradina, o quanto foram difíceis os anos iniciais de abertura desta cidade, mas, que nos deixa
de ensino, outra frase marcante, “eu sempre quis ser alguém na vida, eu sempre quis melhorar”, e
isso aconteceu, construiu família, fez história, e sobretudo, continua nos ensinando o bem viver, a
dignidade de sentir-se um cidadão nova-andradinense, devido ter passado 70 anos de sua vida em
Nova Andradina.