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materia nº 38/2026

Tipo Projeto de Lei Ordinária do Executivo
Número / Ano 38 / 2026
Date 2026-05-25
EmentaDISPÕE SOBRE A REFORMULAÇÃO E EXECUÇÃO DO SERVIÇO DE ACOLHIMENTO EM FAMÍLIA ACOLHEDORA NO MUNICÍPIO DE SIDROLÂNDIA/MS, NO ÂMBITO DA PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL DE ALTA COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUAS), E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
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Autoria

Tramitação (latest 5)

DateStatusTurnoTexto
2026-05-25 Aguardando emissão de parecer da comissão
2026-05-25 Aguardando distribuição para as Comissões
2026-05-25 Leitura em Plenário
2026-05-25 Leitura em Plenário
2026-05-25 Análise Preliminar

Documents (1)

texto original #

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PREFEITURA MUNICIPAL DE SIDROLÂNDIA
R. São Paulo, N °964 - Centro, Sidrolândia - MS
MENSAGEM AO PROJETO DE LEI N.º 37/2026
REGIME DE URGÊNCIA ESPECIAL
Senhor Presidente,
Senhores Vereadores,
O presente Projeto de Lei tem por objetivo fortalecer o Serviço de 
Acolhimento em Família Acolhedora no Município de Sidrolândia, garantindo 
atendimento mais humanizado às crianças e adolescentes afastados 
temporariamente de suas famílias por determinação judicial.
A proposta prioriza o acolhimento em ambiente familiar, evitando a 
institucionalização e promovendo proteção, cuidado e desenvolvimento saudável. 
O texto estabelece critérios para seleção e acompanhamento das famílias 
acolhedoras, define as atribuições da equipe técnica e prevê auxílio financeiro 
indenizatório e incentivo fiscal mediante isenção de IPTU.
Ressalta-se, oportunamente, a impossibilidade de estimativa precisa do 
impacto financeiro da presente proposição, em razão da necessidade de 
observância ao sigilo previsto no Capítulo IX do Projeto, bem como da inviabilidade 
de previsão do número de famílias que serão futuramente cadastradas e 
contempladas pelo programa.
Diante da relevância da matéria, contamos com o apoio dos Nobres 
Vereadores para a aprovação e célere tramitação do presente Projeto de Lei, em 
regime de urgência especial.
Atenciosamente,
 Sidrolândia-MS, 19 de Maio de 2026.
RODRIGO BORGES BASSO
Prefeito Municipal
PREFEITURA MUNICIPAL DE SIDROLÂNDIA
R. São Paulo, N °964 - Centro, Sidrolândia - MS
PROJETO DE LEI N.º 37/2026
DISPÕE SOBRE A REFORMULAÇÃO E EXECUÇÃO DO SERVIÇO 
DE ACOLHIMENTO EM FAMÍLIA ACOLHEDORA NO MUNICÍPIO 
DE SIDROLÂNDIA/MS, NO ÂMBITO DA PROTEÇÃO SOCIAL 
ESPECIAL DE ALTA COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE 
ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUAS), E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
O Prefeito Municipal de Sidrolândia – Estado de Mato Grosso do Sul, faz saber que 
a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:
CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º - Fica instituído, no âmbito do Município, o Serviço de Acolhimento em 
Família Acolhedora, como parte integrante da política de atendimento à criança e 
ao adolescente de proteção social especial de alta complexidade, visando propiciar 
o acolhimento familiar de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar 
por determinação judicial em residências de famílias acolhedoras previamente 
cadastradas e habilitadas conforme a Resolução CNAS nº 109/2009, observando 
os seguintes princípios:
I - O direito à convivência familiar e comunitária preconizado pelo Estatuto da 
Criança e do Adolescente, evitando os prejuízos causados pela institucionalização;
II - O direito da criança e do adolescente à convivência em núcleo familiar em que 
sejam asseguradas condições dignas para o seu desenvolvimento;
III - O trabalho das relações intrafamiliares e os vínculos afetivos entre as crianças 
e adolescentes e seus familiares com o objetivo do retorno prioritário à sua família 
de origem.
Parágrafo único - Para os efeitos desta Lei, crianças e adolescentes em situação de 
privação temporária do convívio com a família de origem são aqueles que tenham 
seus direitos fundamentais ameaçados ou violados, em caso de abandono, 
negligência ou maus tratos, por parte dos pais ou responsáveis, e estejam 
afastados por meio de medida protetiva.
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R. São Paulo, N °964 - Centro, Sidrolândia - MS
Art. 2º- O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora terá os seguintes 
objetivos:
I - reconstruir vínculos familiares e comunitários;
II - oferecer apoio às famílias de origem, favorecendo a sua reestruturação para o 
retorno de seus filhos, sempre que possível;
III - contribuir para a superação da situação vivida pelas crianças e adolescentes 
com menor grau de sofrimento e perda, preparando-os para a reintegração familiar 
ou colocação em família substituta;
IV - garantir o direito à convivência familiar e comunitária;
V - contribuir para a prevenção do agravamento de situações de negligência, 
violência intrafamiliar e ruptura dos vínculos;
VI - oferecer apoio psicossocial às famílias acolhedoras para execução da função 
de acolhimento;
VII - desenvolver com os adolescentes condições para a independência e 
autocuidado.
§ 1º. O Serviço é destinado para a faixa etária de crianças e adolescentes de 0 a 18 
anos incompletos condicionado a disponibilidade de acolhimento das famílias 
acolhedoras cadastradas.
§ 2º. Cada Família Acolhedora atenderá até duas crianças ou adolescentes, com 
exceção dos grupos de irmãos.
CAPÍTULO II – DAS COMPETÊNCIAS E DA GESTÃO DO SERVIÇO
Art. 3º- Compete à autoridade judiciária determinar, em caráter excepcional e 
provisório, a medida de acolhimento familiar, com base em relatório técnico da 
rede de proteção e ouvido o Ministério Público.
Art. 4º- Após a determinação judicial, o encaminhamento da criança ou 
adolescente será realizado pelo Poder Judiciário ao Serviço de Acolhimento em 
Família Acolhedora, que indicará a família acolhedora cadastrada e disponível, 
mediante verificação da adequação pela equipe técnica responsável.
Art. 5º- A gestão do Serviço se fará por meio da Secretaria Municipal de Assistência 
Social, e sua execução ocorrerá através da equipe técnica do Serviço de Proteção 
Social Especial de Alta Complexidade, podendo contar com a parceria de órgãos e 
entidades públicas e privadas: 
I - Poder Judiciário;
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II - Ministério Público;
III - Conselho Tutelar;
IV - Conselho Municipal de Assistência Social;
V - Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente;
VI - Secretaria Municipal de Saúde Pública;
VII - Secretaria Municipal de Educação;
VIII - Abrigo Institucional;
IX – Secretaria Municipal de Esporte;
X - Fundação Municipal de Cultura;
XI - Coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres.
Art. 6º- Compete a equipe técnica do Serviço de Proteção Social Especial de Alta 
Complexidade, executores do Serviço de Acolhimento em Famílias Acolhedoras:
I - selecionar e capacitar as famílias ou indivíduos que serão habilitados como 
Família Acolhedora;
II - receber a criança ou o adolescente na sede do Serviço, após aplicação da 
medida de proteção pelos órgãos competentes, e prepará-los para 
encaminhamento à família acolhedora;
III - acompanhar o desenvolvimento da criança ou do adolescente junto à família 
acolhedora por meio de equipe interdisciplinar;
IV - acompanhar a família acolhedora selecionada, orientar a sua conduta perante 
a criança ou o adolescente, conforme determina o Estatuto da Criança e do 
Adolescente;
V - acompanhar e orientar a família de origem, visando a reintegração familiar;
VI - encaminhar as famílias para os atendimentos socioassistenciais necessários.
CAPÍTULO III – DO CADASTRAMENTO, SELEÇÃO E PREPARAÇÃO DAS 
FAMÍLIAS ACOLHEDORAS
Art. 7º- A inscrição das famílias interessadas em participar do Serviço de 
Acolhimento em Família Acolhedora será gratuita e permanente, realizada 
mediante abertura de Edital de Processo Seletivo e posterior preenchimento do 
Formulário de Cadastro do Serviço e apresentação dos seguintes documentos de 
todos os integrantes maiores de idade:
I – carteira de identidade (RG) e Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
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II – certidão de nascimento ou casamento;
III – comprovante de residência;
IV – certidão cível e criminal, que comprove idoneidade moral;
V – comprovante de rendimentos.
§ 1º O processo de seleção das Famílias Acolhedoras será acompanhado por equipe 
psicossocial do Serviço, que será responsável por cadastrar, selecionar, capacitar, 
assistir e acompanhar as famílias acolhedoras, antes, durante e após o 
acolhimento.
§ 2º O estudo psicossocial envolverá todos os membros da família e será realizado 
por meio de visitas domiciliares, entrevistas, contatos, orientação e observação das 
relações familiares, encontros em grupos com temas pertinentes.
§ 3º Após a elaboração do parecer psicossocial favorável à inclusão da família no 
Serviço, será assinado um Termo de Adesão.
§ 4º O número de vagas disponíveis no Serviço será definido em decreto 
regulamentador, podendo ser ajustado conforme a capacidade operacional do 
Município, observadas a disponibilidade orçamentária e a demanda do Serviço.
Art. 8º- São requisitos para que as famílias participem do Serviço de Acolhimento 
em Família Acolhedora:
I - residir no Município de Sidrolândia pelo período de no mínimo 02 (dois) anos, 
sendo vedada a mudança de domicílio, sem prévia comunicação à equipe técnica 
do Serviço;
II - possuir idade superior a 21 (vinte e um) anos, sem restrição de gênero ou 
estado civil, desde que comprovada a capacidade física e mental para o exercício 
da função, conforme atestado de saúde previsto no inciso V deste artigo, e parecer 
favorável da equipe técnica do serviço.
III - Pelo menos um dos integrantes da Família Acolhedora deve apresentar 
condições de auxiliar a criança ou adolescente em suas necessidades escolares e 
educativas.
IV - exercer atividade laborativa remunerada, pelo menos um dos integrantes da 
Família Acolhedora ou possuir outro meio de prover suas despesas;
V - apresentar atestado de saúde física e mental com data não superior a um mês, 
para todos os integrantes da família maiores de idade, após a seleção;
VI - não fazer uso abusivo de álcool, tabagismo ou substâncias psicoativas;
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VII - existir comum acordo entre todos os membros da família sobre a acolhida da 
criança ou do adolescente;
VIII – A residência da família deverá atender os seguintes requisitos: o tamanho do 
imóvel deverá ser compatível, com o número de pessoas residentes e com os que 
serão acolhidos, ou seja, deverá ter disponibilidade de, pelo menos um quarto, 
para uso exclusivo ao serviço de acolhimento; e deverá ter boas condições de 
habitabilidade;
IX - Os integrantes das Famílias Acolhedoras não poderão integrar o Cadastro 
Nacional de Adoção; 
Art. 9º- As famílias acolhedoras cadastradas receberão preparação e 
acompanhamento contínuo por meio de equipe técnica, sendo orientadas sobre os 
objetivos do serviço, a diferenciação com a adoção, recepção, manutenção e 
desligamento das crianças.
Art. 10- A preparação das famílias acolhedoras cadastradas será feita por meio de:
I - orientação direta às famílias nas visitas domiciliares e entrevistas;
II - participação nos encontros de estudo e troca de experiência com todas as 
famílias, com a abordagem do Estatuto da Criança e do Adolescente, questões 
sociais relativas à família de origem, relações intrafamiliares, papel da família 
acolhedora e outras questões pertinentes;
III - participação em cursos e eventos de capacitação;
IV - supervisão e visitas periódicas da equipe técnica do Serviço.
Parágrafo único - As famílias acolhedoras prestarão serviço sem vínculo 
empregatício com o Município.
CAPÍTULO IV – DO ACOLHIMENTO E DO DESLIGAMENTO
Art. 11- O período em que a criança ou adolescente permanecerá na família 
acolhedora será o mínimo necessário para o seu retorno à família de origem ou 
encaminhamento à família substituta, não devendo, em regra, ultrapassar o prazo 
máximo de 18 (dezoito) meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu 
superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária, 
conforme §1º do Art. 19 da Lei Federal nº 8.069, de 1990. 
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Art. 12 - Os profissionais da equipe técnica efetuarão o contato com as famílias 
acolhedoras, observadas as características e necessidades da criança ou 
adolescente e as preferências expressas pela família acolhedora no processo de 
inscrição.
Art. 13 - O encaminhamento da criança ou do adolescente ocorrerá mediante 
Termo de Guarda e Responsabilidade concedido à família acolhedora por 
determinação judicial.
Art. 14 - A família acolhedora será previamente informada com relação à previsão 
de tempo de acolhimento da criança ou do adolescente para o qual foi chamada a 
acolher.
Art. 15 - A família acolhedora tem responsabilidade familiar pela criança ou 
adolescente acolhido enquanto estiver sob a sua proteção, nos seguintes termos:
I - todos os direitos e responsabilidades legais reservados ao guardião, obrigando￾se à prestação de assistência material, moral e educacional à criança e ao 
adolescente, conferindo ao seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive 
aos pais nos termos do art. 33, do Estatuto da Criança e do Adolescente;
II - participar do processo de preparação, formação e acompanhamento, não 
podendo faltar a mais de três formações sem justificativa plausível;
III - prestar informações a respeito da criança e do adolescente acolhidos à equipe 
técnica do Serviço sempre que solicitado;
IV - contribuir para a preparação da criança e do adolescente para futura colocação 
em família substituta ou retorno à família de origem, com a devida orientação da 
equipe técnica do Serviço;
V - comunicar formalmente à equipe técnica do Serviço sua impossibilidade de 
continuidade do acolhimento, nos casos de inadaptação, responsabilizando-se 
pelos cuidados da criança ou do adolescente acolhido até que a autoridade 
judiciária determine novo encaminhamento;
VI - participar do processo de transferência gradativa para outra família 
acolhedora, com o devido acompanhamento da equipe técnica do Serviço;
VII - preservar a convivência entre irmãos, parentes e vínculos comunitários;
VIII - manter a criança ou o adolescente regularmente matriculado e frequentando 
assiduamente as unidades educacionais, desde a pré-escola até o ensino médio;
IX - não ausentar-se, em nenhuma hipótese, do município de Sidrolândia/MS com 
a criança ou o adolescente acolhido, sem prévia comunicação à equipe técnica do 
Serviço.
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Art. 16 - A família poderá ser desligada do Serviço:
I – por decisão judicial fundamentada;
II – em caso de perda de quaisquer dos requisitos previstos nos Arts. 7º e 8º desta 
Lei ou em descumprimento das obrigações de acompanhamento;
III – por solicitação da própria família, por escrito.
§ 1º O desligamento na hipótese do inciso II deste artigo será precedido de 
notificação escrita à família, com prazo mínimo de 5 (cinco) dias úteis para 
manifestação, assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo a 
decisão ser objeto de recurso administrativo dirigido à Secretaria Municipal de 
Assistência Social no prazo de 10 (dez) dias úteis contados da ciência da decisão.
§ 2º A solicitação de desligamento prevista no inciso III será imediatamente 
comunicada pela equipe técnica do Serviço à autoridade judiciária competente, 
que determinará as providências cabíveis, permanecendo a família responsável 
pelos cuidados da criança ou adolescente até a decisão judicial.
Art. 17- Em caso de desligamento deverão ser adotadas pela equipe técnica do 
Serviço as seguintes medidas:
I - acompanhamento psicossocial à família acolhedora após o desligamento da 
criança ou do adolescente;
II - orientação e supervisão do processo de visitas entre a família acolhedora e a 
família substituta, visando a manutenção do vínculo;
III - acompanhamento após a reintegração familiar visando a não reincidência do 
fato que provocou o afastamento.
CAPÍTULO V – DA EQUIPE TÉCNICA DO SERVIÇO
Art. 18- Deverá a equipe técnica do serviço para acompanhamento da família 
acolhedora e da criança e do adolescente, que será composta no mínimo por:
I – 01 (um) Coordenador; preferencialmente com formação em nível superior nas 
áreas de Serviço Social, Psicologia ou áreas afins às políticas socioassistenciais;
II - 01 (um) Assistente Social;
III - 01 (um) Psicólogo;
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IV – 01 (um) Motorista exclusivo para o serviço, destinado a apoiar a equipe técnica 
em todos os atendimentos e atividades do programa.
Parágrafo único - A equipe técnica do Serviço de Acolhimento em Família 
Acolhedora deverá participar de processos de capacitação e aperfeiçoamento 
profissional, no mínimo uma vez ao ano, promovidos pela Secretaria Municipal de 
Assistência Social ou em parceria com outras instituições públicas ou privadas, 
com vistas ao aprimoramento das práticas de gestão, acompanhamento e 
atendimento. 
CAPÍTULO VI – DO ACOMPANHAMENTO E DO ATENDIMENTO
Art. 19– O acompanhamento técnico às famílias acolhedoras, às crianças e 
adolescentes acolhidos e às famílias de origem será realizado de forma sistemática, 
participativa e interdisciplinar, compreendendo:
I – elaboração de registros e relatórios periódicos, assegurando o monitoramento 
do Plano Individual de Atendimento – PIA e subsidiando as decisões da autoridade 
judiciária. 
II – atendimentos psicossociais individuais e coletivos, de caráter contínuo, para 
apoio emocional, orientação e fortalecimento das relações familiares;
III – participação das famílias acolhedoras em encontros de preparação, 
capacitação e acompanhamento, promovendo troca de experiências e 
fortalecimento do papel protetivo;
IV – garantia de espaços de escuta individualizada para qualquer dos envolvidos 
— criança, adolescente, família acolhedora ou família de origem — sempre que 
necessário, ao longo de todo o processo de acolhimento;
V – articulação e encaminhamentos necessários junto à rede de saúde, educação, 
assistência social, cultura, esporte e demais políticas públicas, bem como 
providências jurídico-administrativas relacionadas ao caso;
VI – visitas domiciliares regulares, voltadas à escuta qualificada e à observação da 
dinâmica familiar, do cotidiano e da evolução da criança ou adolescente;
Art. 20- O acompanhamento à família de origem acontecerá nas seguintes formas:
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I - contato inicial com a família para esclarecimento sobre o acolhimento familiar 
e convite a participar do processo de adaptação da criança ou do adolescente na 
família acolhedora, quando possível;
II - acompanhamento da família por meio de entrevistas, visitas domiciliares 
periódicas e com grupos de pais;
III - preparação da família para o retorno da criança ou do adolescente.
Art. 21 - O acompanhamento das crianças e dos adolescentes acolhidos no Serviço 
de Família Acolhedora será realizado de forma sistemática e participativa, 
compreendendo, entre outras, as seguintes medidas específicas:
I – preparação da criança ou do adolescente antes e durante o acolhimento, 
garantindo informações claras, adequadas à sua idade e condição de 
desenvolvimento, sobre a medida protetiva;
II – realização de aproximação gradativa e supervisionada entre a criança ou o 
adolescente e a família acolhedora, favorecendo a adaptação e a construção de 
vínculos afetivos seguros;
III – oferta de escuta individual e qualificada da criança ou do adolescente, em 
ambiente protegido, assegurando o direito à participação em todas as fases do 
acolhimento;
IV – acompanhamento regular do desempenho escolar, da saúde física e mental e 
do acesso a serviços essenciais, em articulação com a rede intersetorial;
V – estímulo e viabilização, sempre que possível e indicado, do contato e do 
fortalecimento de vínculos com a família de origem ou extensa, em conformidade 
com o Plano Individual de Atendimento – PIA;
VI – preparação gradativa da criança ou do adolescente para o retorno à família de 
origem, colocação em família substituta ou outras formas de desligamento do 
serviço, com suporte emocional e social durante o processo.
Art. 22 - Para cada criança ou adolescente acolhido será elaborado, de forma 
imediata ao ingresso no Serviço, o Plano Individual de Atendimento (PIA), nos 
termos do §4º do art. 101 do ECA, com revisão periódica mínima a cada 3 (três) 
meses, devendo contemplar objetivos, metas, prazos e os encaminhamentos 
necessários à reintegração familiar ou ao encaminhamento para família 
substituta.
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CAPÍTULO VII – DA NATUREZA DO SERVIÇO E DO AUXÍLIO FINANCEIRO
Art. 23 - A família acolhedora prestará serviço de caráter voluntário, o qual não 
gerará, em nenhuma hipótese vínculo empregatício, funcional, professional ou 
previdenciário com o município ou com a entidade de execução do serviço.
Art. 24 - As famílias acolhedoras cadastradas no Serviço, independentemente de 
sua condição econômica, terão direito a auxilio pecuniário, na modalidade de 
bolsa-auxílio de natureza indenizatória e de ajuda de custo, observado o seguinte:
I – As famílias acolhedoras aptas a receber crianças ou adolescentes, mesmo que 
não estejam no momento com acolhidos, receberão 1 (um) salário mínimo mensal, 
a título de disponibilidade e manutenção da habilitação, condicionado ao 
cumprimento de todos os itens disposto no Art. 10º desta Lei.
II – Durante o período em que houver criança ou adolescente sob guarda, será 
acrescido 1 (um) salário mínimo mensal por cada acolhido, valor este que deverá 
ser integralmente revertido para as necessidades da criança ou adolescente;
III – Nos casos em que o acolhido for pessoa com deficiência (PCD), será acrescido 
meio salário mínimo ao valor do inciso II;
IV – Em casos de grupos de irmãos, a família poderá receber até 1 (um) salário 
mínimo por criança ou adolescente, limitado a 2 (dois) salários mínimos.
A partir do terceiro integrante do mesmo grupo de irmãos acolhidos, será 
concedido o valor de ½ (meio) salário mínimo por criança ou adolescente adicional, 
visando garantir a preservação dos vínculos fraternos e a manutenção do grupo 
na mesma unidade familiar, desde que haja condições adequadas para o 
acolhimento conjunto.
V – o pagamento do benefício será realizado mensalmente, observando-se:
a) para as famílias com criança ou adolescente sob guarda, o pagamento ocorrerá 
enquanto estiver vigente o Termo de Guarda e Responsabilidade;
b) para as famílias acolhedoras habilitadas que não estejam com acolhido ativo, o 
pagamento do valor de disponibilidade, previsto no inciso I, será realizado 
mediante comprovação de que permanecem atendendo aos requisitos 
estabelecidos no art. 10 desta Lei, conforme regulamentação do Poder Executivo;
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c) quando houver criança ou adolescente acolhido, a verificação da correta 
utilização dos recursos destinados ao seu cuidado será realizada por meio de 
relatórios periódicos elaborados pela equipe técnica do serviço, que deverão atestar 
o atendimento de suas necessidades e seu pleno bem-estar;
d) o Poder Executivo poderá estabelecer, por regulamento, formas simplificadas de 
controle, sendo vedada a exigência de prestação de contas excessivamente 
burocrática que descaracterize a natureza do serviço.
VI - Caso a família não se interesse pelo recebimento de quaisquer dos benefícios 
financeiros de que trata este artigo deverá assinar termo de renúncia.
§ 1º Quando a criança ou o adolescente acolhido for beneficiário do Benefício de 
Prestação Continuada – BPC ou de qualquer outro benefício previdenciário ou 
assistencial, a equipe técnica do Serviço poderá recomendar ao Juízo competente 
que seja determinada a constituição de conta poupança em nome do acolhido, com 
a destinação de parte do valor recebido, resguardadas as necessidades imediatas 
do mesmo e consideradas situações excepcionais devidamente justificadas.
§ 2º A interrupção do acolhimento familiar, pelo não cumprimento das 
determinações desta Lei, implica em suspensão do pagamento da bolsa auxílio.
§ 3º A família acolhedora que tenha recebido a bolsa-auxílio e não tenha cumprido 
as determinações desta Lei fica obrigada ao ressarcimento da importância recebida 
durante o período da irregularidade, assegurado o direito ao contraditório e à 
ampla defesa em procedimento administrativo específico, com prazo mínimo de 10 
(dez) dias úteis para manifestação e direito a recurso administrativo dirigido à 
Secretaria Municipal de Assistência Social no prazo de 10 (dez) dias úteis contados 
da ciência.
CAPÍTULO VIII – DOS INCENTIVOS E DAS DISPOSIÇÕES ORÇAMENTÁRIAS
Art. 25 - As famílias acolhedoras cadastradas e aptas ao acolhimento de crianças 
e adolescentes terão o direito de requerer a isenção do valor do IPTU referente ao 
seu imóvel. 
Parágrafo único - O benefício fiscal previsto neste artigo fica condicionado à 
demonstração do respectivo impacto orçamentário-financeiro e à adoção de 
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medidas compensatórias, nos termos do art. 14 da Lei Complementar nº 101/2000 
(Lei de Responsabilidade Fiscal), devendo ser regulamentado em legislação 
tributária específica, observadas as disposições da Lei Orgânica Municipal e do 
Código Tributário Municipal vigente.
Art. 26 - As despesas decorrentes da execução da presente Lei correrão por conta 
dos recursos próprios do Município – Fundo Municipal de Assistência Social 
(FMAS).
CAPÍTULO IX – DO SIGILO E DA PROTEÇÃO DE DADOS
Art. 27 - As informações relativas às crianças, adolescentes, famílias 
acolhedoras e famílias de origem atendidas pelo Serviço são de caráter 
sigiloso, sendo seu acesso restrito aos profissionais diretamente envolvidos 
no acompanhamento do caso e às autoridades competentes, nos termos da 
legislação vigente.
§ 1º O tratamento de dados pessoais no âmbito do Serviço de Acolhimento 
em Família Acolhedora observará, obrigatoriamente, as disposições da Lei 
Federal nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados 
Pessoais – LGPD), especialmente no que concerne ao tratamento de dados 
de crianças e adolescentes, conforme art. 14 daquele diploma legal.
§ 2º A Secretaria Municipal de Assistência Social adotará medidas técnicas 
e administrativas para proteger os dados pessoais tratados no âmbito do 
Serviço contra acessos não autorizados, destruição, perda, alteração, 
comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito.
§ 3º O compartilhamento de informações sobre os casos atendidos somente 
poderá ocorrer entre os órgãos diretamente envolvidos na rede de proteção 
— Poder Judiciário, Ministério Público, Conselho Tutelar e demais órgãos 
intersetoriais pertinentes —, mediante formalização adequada e 
observância das finalidades específicas do Serviço.
CAPÍTULO IX – DA REGULAMENTAÇÃO E DISPOSIÇÕES FINAIS
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Art. 28 - O Poder Executivo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência 
Social, regulamentará a presente Lei no prazo de 90 (noventa) dias contados da 
data de sua publicação, em articulação com o Conselho Municipal de Assistência 
Social (CMAS) e após consulta ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do 
Adolescente (CMDCA), no que couber.
Parágrafo único - A Secretaria Municipal de Assistência Social encaminhará ao 
Conselho Municipal de Assistência Social relatório anual de execução do Serviço 
de Acolhimento em Família Acolhedora, contendo dados de atendimento, situação 
das famílias cadastradas, movimentação financeira do Serviço e resultados 
alcançados, para fins de controle social e prestação de contas.
Art. 29 - Os acolhimentos em curso na data de publicação desta Lei continuam 
regidos pelos termos e instrumentos vigentes, devendo ser adequados às 
disposições desta Lei no prazo de 90 (noventa) dias, no que couber, sem prejuízo 
dos direitos das crianças, adolescentes e famílias já integrantes do Serviço.
Art. 30 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando a Lei 
Municipal nº 1.889/2017 e demais disposições em contrário.
 
 Gabinete do Prefeito Municipal, 19 de Maio de 2026.
RODRIGO BORGES BASSO
Prefeito Municipal

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