Câmara Municipal de Água Boa
Estado de Mato Grosso
COMPROVANTE DE PROTOCOLO - SAPL
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INDICAÇÃO lo X MOÇAO
MOÇÃO DE RECONHECIMENTO Nº 011/2016
AUTORIA: Vereador Gilnei Macari/PMDB - Em Coautoria com os
Vereadores: Adelar Fusinato/DEM; Edegar José de Oliveira/PMDB: Erik
Rodrigo Jesus da Silva/PSB; Eva da Silva Pereira Dias/PSDB: Fernando
Augusto Lowe/PDT; Jonathan Silveira Roberto/PR: José Ari
Zandoná/DEM,; José Eugênio de Paiva/PSB; Luís César de Lara Pinto
Filho/PR e Mauri Alberto Moresco/PDT.
Os Vereadores que esta subscreve, vem na forma regimental em
vigor, ouvindo o soberano Plenário, solicitar à Mesa Diretora da Câmara
Municipal, o encaminhamento dessa Moção de Reconhecimento ao Senhor
Lauro Feldmann, histórico em anexo a esta.
JUSTIFICATIVA
Aprovado por Unanimidade
ORAL Em Sessão de
Plenário “José Nogueira Paniago”, 02 de Maio de 2016.
PROTOCOLO DA SESSÃO
Rua 09, nº 485 - Centro - Tel.: (66) 3468-1143 - Fax: (66) 3468-2292 - Cep 78635-000 - Água Boa - MT
Site: www.camaraaguaboa.mt.gov.br - e-mail: camaraab()camaraaguaboa.mt.gov.br
CNPJ: 00.964.924/0001-08
Câmara Municipal de Água Boa
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Vereadores Coautores
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Escola Municipal |º de Abril
Chegando a Água Boa. em julho de 1975, os agricultores depararam-se
com uma dura realidade, a escola que estava prevista no Projeto de
Colonização “Água Boa E”, sequer tinha seu terreno desmatado. Crianças e jovens
em idade escolar ficaram sem aulas naquele semestre, E vendo iniciar-se um novo
ano, sem que tivesse sido construída escola, alguns pais inquietaram-se com à
situação e reuniram-se na casa do Sr. Pedro Ross e outra vez no posto de gasolina
do Sr José Elmo Kuhn (só no posto havia motor estacionário p/ gerar energia
elétrica e fazer reunião a noite). Decidiram desmatar, isto é, abriram uma clareira
no terreno reservado para escola na rua 07 e no mês de março de 1976. Fizeram
um mutirão entre pais e futuros alunos para construir a escola. Cauda um trazia suas
ferramentas, seu conhecimento c juntos construiram uma sala de aula. Enquanto
uns desmatavam com lrator. outros preparavam o terreno manualmente.
Participaram do mutirão de construção. entre outros, os senhores Frederico Timesto
Carlos Muller, Ari Loga Gunsch, Antonio Grôhs, Herculano Lorenzon, Ivan
Seibel. Balduino Góellcr, Alcides Peters. Celso e Antoninho Stafen. Nicleto
Sbrussi. Walter Scherer « os filhos destas famílias.
O professor Lauro Feldmann, que viera de Ivoti- RS, fora convidado a vir à
Água Boa. pelo NAC (projeto da IECLB sobre Novas Áreas de Colonização).
através do pastor Artênio Spellmeyer. que convidara um grupo de cinco afunos de
teologia para trabalhar na área educacional dos projetos de colonização. Viriam três
alunos para o projeto Canarana e dois para o projeto Água Boa. porém os demais
alunos desistiram e somente Lauro Feldmann viajou para MT. Chegando cm Barra
do Garças em 16/03/76, veio de avião"VACA” (Viação Aérea Canarana). Havia
uma linha com vôo semanal de Tenente Portela (RS) à Barra do Garças MT. O
Professor Lauro chegou em Barra do Garças € dois dias após aportava cm Água
Boa. cheio de entusiasmo para dar aulas. Deparou-se com a dura realidade de não
ter escola, haviam apenas iniciado o desmatamento do local. Ao invés de trabalhar
com giz e caneta o professor utilizou machado. facão. pregos c martelo para
construir junto com país e alunos uma escola. A sala de aula de aproximadamente
8x8m, tinha apenas as paredes com madeiras usadas, cedidas pela
Coopereol (Cooperativa de Colonização, que não estava mais atuando). Não havia
energia elétrica, nem recursos para fazer piso. telhado ou poço para água. Os
alunos traziam água de casa para beber c para hmpeza os pais buscavam de trator
no córrego. Não havia sanitários. apenas uma latrina feita de tábuas. no fundo do
lote. Os demais lotes e quadras ao redor, permaneceram sem desmate por muito
tempo. Neste período de construção o professor Lauro Feldmam foi a Barra do
Garças para organizar a documentação junto a Secretaria de Educação do
Município. Na época Água Boa não era reconhecida sequer como vila. por esse
motivo foi inscrita no endereço da fazenda do Sr José Elmo e Gencei Bartz Kuhn.
Após o encaminhamento da documentação inicial. a Secretaria Municipal de
Educação de Barra do Garças autorizou o funcionamento da escola, sendo que a
mesma precisava de um nome. Como marco histórico de luta. os pais decidiram
por 1º de Abril. data do primeiro dia de aula. A construção parcial (pois não havia
telhado) toi concluída no dia 31 de março.
Lauro, após uma viagem de dois dias a Barra do Garças por ser estrada de
terra e temporada de chuvas. trouxera materiais didáticos: Diários de classe. giz.
apagador. fichas individuais, boletins, alguns cadernos c lápis. Não havia
distribuição gratuita de livros. Não havia carteiras e cadeiras para os alunos. Eles
improvisaram bancos com tijolos e tábuas e apoiavam os cadernos no colo para
escrever. Por não haver telhado ainda, a aula começava as 06h30min h até
10h30min h c à tarde das 14h00min às 18h00min.
E assim, na manhã de 1º de Abril de 1976 iniciaram as aulas na “Escola
Municipal de 1º grau 1º de Abril — do município de Barra do Garças”.
No primeiro semestre deste ano todas as disciplinas c sérics foram
ministradas pelo professor Lauro Feldmann. em sistema multiseriado. Após uma
quinzena de aulas o Sr. Antonio Lindenmayr fabricou uma carteira em madeira
rústica. para três alunos sentarem juntos. À idéia interessou aos outros pais que se
preocupavam com a estrutura funcional da escola, assim. formou-se o CPM-
Circulo de Pais e Mestres. Lem-se arquivo de um comunicado feito aos pais no dia
13 de maio de 1976 com informações sobre decisões do CPM, reunido no dia 12
de maio de 1976. o qual deliberou que: Cada pai de aluno pagasse a importância de
CR$ 400,00 (quatrocentos cruzeiros) até dia 20 de maio para cobrir as despesas e
dívidas feitas para a construção da escola e das carteiras para os alunos. Decidiram
também por fazer uma comemoração para o dia das mães. com apresentações
artísticas e lanche. Cada aluno trouxe um prato de doce ou salgado. Delibcraram
ainda, que seria realizada uma festa junina, no dia 24 dc junho de 1976. sem fins
lucrativos. Cada familia trouxe um alimento típico para confraternização.
Já no segundo semestre a prefeitura de Barra do Garças contratou a Srtº.
Mara Sbrussi. para lecionar na turma de | ” série, ficando no período matutino as
turmas de 2º. 3º e 4º séries com o professor Lauro. Em reunião o CPM decidiu
formar uma comissão de pais e ir até à prefeitura municipal de Barra do Garças e
aos responsáveis pelo projeto fundiário. exigirem a construção da escola prevista
no projeto. Ouviram a promessa da colonizadora, a construção de um prédio em
alvenaria com 0d salas de aula, 1 secretaria. 1 sala de professores e 1 cozinha. A
comissão ficou radiante com a promessa da colonizadora e sequer foi à Prefeitura
Municipal.
Alguns dias após o retorno da comissão à Água Boa, foram informados
via rádio amador, que a colonizadora estaria iniciando a construção da escola,
porém não aquela que haviam prometido. e sim a construção de um prédio pré-
fabricado feito em madeira de pinho. O CPM nãa aceitou devido à madeira não scr
resistente às nossas condições climáticas e aos cupins. A colonizadora “31 de
Março”. construiu essa escola “pré-fabricada” na vila Scrra Dourada, vizinha à á
Água Boa.
No início do ano de 19770 CPM fez campanha para matricular alunos que
estavam sem aulas. o Sr. Antonio Grôhs e Frederico Emesto Carlos Muller
visitaram fazenda por fazenda e trouxeram a lista de 25 alunos para cursar a 5
série. |! dezenove alunos cursaram a quinta-sétie.
A escola iniciou o ano de 1977 com setenta (70) alunos matriculados de
1a 5.º séries € os professores não tinham aonde dar aulas. A sala era dividida com
parede móvel de “Eucatex”. Essa divisória era retirada aos domingos, quando a
escola servia de igreja, e sempre que a comunidade precisasse de espaço para
reuniões. (às vezes, não ficava bem encaixada à divisória caia durante a aula). Não
havia funcionários para fazer a limpeza. os alunos. organizados em grupos.
lavavam o piso gue era de tábuas. varriam e capinavam o pétio.
Por não haver espaço para as aulas os professores recorreram a um galpão
abandonado da “Conagro”. o que dificultou o trabalho, uma vez que o galpão era
longe. E neste galpão improvisaram-se salas de aula, no qual funcionaram diversas
turmas. até a inauguração das seis primeiras salas do prédio atual, Outra
dificuldade foi à merenda escolar, na época, recebiam-se as caixas de mantimentos.
É foi remetido para a escola came seca e lurinha de mandioca. Sendo que a carne
estava velha e tinha cheiro forte, os pais não aceitaram e tudo foi devolvido para a
secretaria de Barra do Garças. Junto, também foi à informação sobre os hábitos
alimentares dos alunos. que vindos da Região Sul não tinham o hábito de comer
carne seca (charque) com farinha de mandioca.
A Igreja Evangélica de Conlissão Luterana no Brasil ([ECLB) sabendo da
necessidade educacional desta comunidade enviou para Água Boa o professor
Valdir Neuhaus. (sua remuncração cra feita pela igreja | uterana e pela Prefeitura),
para integrar-se ao trabalho iniciado pelo professor Lauro Feldmann como ação
social da igreja.
A prefeitura de Barra do Garças contratou os demais professores: º série
Nelita Dalabrida; 2º séric Ilonia Marmet; 3º e 4º série Silene Peters e para trabalhar
dc forma multisseriada. Além das disciplinas comuns da época, eram ministradas
aulas de Práticas do Lar, com a Professora Ivone Didonclt.
A escola também preparou seu 1º desfile para o “Dia da Independência”.
Os alunos trajando seus uniformes: Os meninos de calça marrom e camisa salmão
e as meninas de saia marrom e blusa saln:ão, marcharam e cantaram o Hino
Nacional, hasteando a bandeira.
Em 1978 a escola iniciou uma turma de 6º série com lreze alunos. Também
fora organizada a 3º festa junina e as comemorações cívicas com momentos de
confratemização entre as famílias.
No dia 25 de junho de 1978 faleecu Antonio Gróhs e a comunidade escolar
demonstrou sua solidariedade à familia.
Em 1979 começou-se à construção do prédio em alvenaria, numa área de
oitocentos e trinta e dois metros quadrados. c o processo de transição de escola
municipal para cscola estadual.
Ao iniciar a tramitação da cscola municipal para a rede de escolas estaduais
a comunidade escolar sentiu a necessidade de mudar o nome da escola. se reuniram
para votação. Us professores sugeriram o nome de Petrônio Portela. que fora
ministro da educação e havia falecido naquele ano. Os pais c demais moradores
presentes na reunião, destacando-se os agricultores: Sr. Adelir Ucbel, Sr. Ângelo
Zandoná, Sr. Armelindo Stein, Sr. José Elmo Kuhn. sugeriram o nome do pioneiro
Antônio Grôhs para expressar gratidão c homenagem a quem de forma simples e
peculiar tanto havia feito para que a escola existisse e funcionasse bem. Reulizaram
uma votação e houve significativa expressão de apoio ao nome “ANTONIO
GRÓHS”.
Em junho de 1980 concluiram à construção de seis salas de aula, uma
cozinha (que posteriormente seria demolida), banheiros feminino e masculino.
uma sala para secretaria/direção/sala dos professores. A área construida era de 832
metros quadrados (conforme planta de 15/02/77). Também fora construído a
quadra de esporte, muro e a calçada em trente. Em 1980. 738 alunos freguentavam
a escola que atendia do pré-escolar a 8º série. O diretor era o Sr. Inácio Marmet. A
secretária Sr” Silene Peters Freitas. Coordenadora Fátima Marlise Maroni Rosa
Lopes. Os primeiros professores da Escola Antonio Grôhs foram: Clair Klein,
Honia Marmet, Eva Lourdes Wagner: Mirian lara Scherer: Valdir Neuhaus: Maria
Aparecida M de Assis; Lori Baldus; Lourdes Batista: Eloir Piccinini: Jacinta
Genovei: Rosmary Rocha M Fernandes: Ivete Borges: Nilva Peripolli; Paulo
Morais Fernandes: Daniel Dário de Mello: Ulemar Liitcke, Rubi Baldus; Ivone
Didonet e Ana Cleuza 7. dos Santos;
Alguns funcionários da administração c apoio continuam a serviço na
escola. no ano de 2008, são clas: Honia Lorenzon, Lira Otila Galle, Maria José da
Silva Brito, Terezinha de Fátima Meneguini, Seny Terezinha Hilgert.
No dia 09 de junho de 1980 com a presença do Governador do estado Sr.
Frederico C. $. Campos, do Administrador do Município. Sr Pedro Roos,
professores, pais, alunos e funcionários iniciaram as aulas no novo prédio e novo
sistema educacional. A Escola Municipal 1º de Abril deixa de existir. Todos os
alunos continuam os estudos como alunos da rede estadual. Os professores e
funcionários assinam contrato com o governo do estada. Este período de
transição vai até |4 de janeiro de 1981, quando é publicado em diário oficial o
reconhecimento da Escola estadual de 1º e 2º graus Antonio Gróhs. O Sr Pedro
Roos muito se empenhou para que a documentação fosse concluída