CÂMARA MUNICIPAL DE
ALTA FLORESTA
PODER LEGISLATIVO
CÂMARA MUNICIPAL DE ALTA FLORESTA
Aprovado em discussão e votação
na
MOÇÃO N. 027/2026
Autoria: Vereador Nilson Pereira da Silva.
Senhor Presidente,
Senhores Vereadores:
esa • retora rival
Assunto: CONGRATULAÇÕES com a pioneira Dona
Zola, pela relevante contribuição prestada ao
comercio local deste município e a Instituição
Religiosa Congregação Cristã no Brasil.
Apresentamos à Mesa Diretora, ouvido o Soberano Plenário, MOÇÃO DE
CONGRATULAÇÕES com a pioneira Dona Zola, pela relevante contribuição prestada ao
comercio local deste município e a Instituição Religiosa Congregação Cristã no Brasil.
Nasci em Londrina, no Paraná. Desde jovem, sempre fui trabalhadora. Antes
de me casar, trabalhei por seis anos em uma loja de roupas em Maringá, a Casa Jaraguá.
Ainda solteira, já demonstrava iniciativa: separava cortes de pano da loja e, nos fins de
semana, ia até os sítios de a região vender. Muitas vezes trocava por frango, queijo e leite, e
depois vendia esses produtos para gerar renda.
Casei-me no dia 18 de setembro de 1964, em Maringá. Meu esposo foi criado
no estado de São Paulo. Após o casamento, fomos morar em Cianorte, pois que.ríamos
prosperar e não tínhamos casa própria — a casa que ele possuía era ocupada pelos pais dele.
Em Cianorte, eu queria continuar trabalhando, mas meu esposo não permitia.
Mesmo assim, ele tinha o desejo de crescer na vida. Como era eletricista, decidiu que
abriríamos uma fábrica de sorvetes, e eu passei a ajudá-lo. No início, enfrentei muitas
dificuldades, pois o maquinário era caro e a estrutura ainda era muito simples — o motor nem
funcionava direito e a energia era limitada.
Ainda assim, abrimos a fábrica e nos tornamos a segunda da cidade. Nesse
período, engravidei do nosso primeiro filho. Para ajudar nas despesas, eu produzia sorvetes
simples e vendia na porta das escolas, conseguindo pagar contas básicas como energia e
aluguel.
Passamos por momentos difíceis. Em uma ocasião, após um sepultamento em
Maringá, fomos até Londrina visitar minha família. Meu avô nos aconselhou a não desistir e a
continuar cuidando do que estávamos construindo, pois Deus ainda tinha mais para nós.
Decidimos voltar e persistir.
Com muito esforço, em dois anos e meio conseguimos quitar todo o
maquinário da sorveteira. Nesse período, nasceu nosso filho Walter, em Cruzeiro do Oeste.
Infelizmente, também enfrentamos uma grande dor: nosso primeiro filho
adoeceu repentinamente e faleceu com cerca de seis meses de idade, trazendo um momento de
profundo sofrimento para nossa família.
ÍIJ camaraaltafloresta
M contato altafloresta.mtle • .br
(66)3521-5030
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Av: Colonizador Ariosto da Riva,
Q Ne 2349, Centro, Alta Floresta - M
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Responsável
Com o tempo, meu esposo começou a enfrentar problemas de saúde mental.
Diante disso, decidimos vender a sorveteira e compramos nosso primeiro sítio, em Casa
Branca. Foi ali que nasceu mais um filho e também nossa filha Sinóquia, uma grande bênção
em nossas vidas.
Mesmo em meio às dificuldades, comecei a ler a Bíblia cerca de oito anos após
o casamento, fortalecendo minha fé ao longo dos anos. Meu esposo tinha um temperamento
difícil, mas sempre procurei agir com paciência, respeito e sabedoria, ensinando aos meus
filhos valores de dignidade, trabalho e caráter. Com o passar do tempo, tivemos nossos filhos:
Vander, Walter, Silvam e Sinóquia.
Depois, veio uma grande crise no Paraná, o que nos levou a mudar para São
Bernardo do Campo, onde minha irmã trabalhava com confecções. Moramos lá por cerca de
um ano e meio, período em que conseguimos vender nosso sítio.
Meu esposo sempre teve o desejo de vir para o Mato Grosso. Ele dizia que só
viríamos depois que nossas mães partissem. Com o tempo, minha mãe faleceu ao 51 anos,
vítima de um infarto, e dois anos depois minha sogra, que já estava doente com câncer,
também faleceu. Então, ele veio conhecer o Mato Grosso, gostou da região e comprou uma
terra em Monte Verde. Assim, nos mudamos com toda a família.
Chegamos à região em 1982. A viagem foi longa e difícil: saímos no domingo
de madrugada e chegamos apenas na sexta-feira pela manhã. Não havia asfalto; de Cuiabá até
ali era tudo estrada de chão, com travessia de balsa e muitos desafios pelo caminho.
Ao chegarmos, fomos morar em uma casa alugada, simples, com poucos
cômodos e energia apenas à noite. Mesmo cansados, começamos imediatamente a trabalhar.
Organizamos a casa, preparamos comida e demos início à nova vida.
No segundo dia, comecei a fazer pão para vender. Com a ajuda de uma
vizinha, aprendi a fazer fermento caseiro e iniciei a produção. Acordava de madrugada para
assar os pães, que logo passaram a fazer sucesso. Vendia tudo ainda pela manhã, e em pouco
tempo as pessoas já vinham comprar diretamente em casa.
Além disso, comecei a fazer serviços de costura, como barras e troca de zíper,
trabalhando enquanto o pão assava. Com o tempo, ampliei a produção, fazendo rOscas e
outros produtos, aumentando a renda da família.
Depois, voltei a trabalhar com roupas. Meu esposo ia até São Paulo comprar
mercadorias, seguindo orientações que eu dava, e as vendas cresciam rapidamente. Passei a
vender por encomenda e também abrimos uma pequena lojinha, que minha filha ajudava a
cuidar.
Com muito esforço, conseguimos comprar um terreno. Construímos nossa casa
e seguimos trabalhando intensamente. Ao mesmo tempo, investimos na roça: abrimos área,
construímos um rancho e começamos a plantar. Chegamos a nos mudar para o sítio, onde
vivemos do trabalho na terra por cerca de seis anos. Foi um período de muito esforço, mas
também de união familiar.
Infelizmente, após 28 anos de casamento, meu esposo adoeceu com hepatite e
faleceu, já faz 34 anos desde a sua partida.
(1) camaraaltafloresta (66)3521-5030 Av: Colonizador Ariosto da Riva,
N2 2349, Centro, Alta Floresta - M
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Aprovado em 4 discussão e votação
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Na época, eu ainda não frequentava a igreja, pois ele não permitia. lilesmo
após sua morte, levei um tempo para começar a participar, embora já tivesse uma base de fé
por ler a Bíblia há muitos anos.
Hoje, aos 83 anos, contínuo ativa. Ainda vendo algumas pecinhas e procuro
não ficar parada, pois acredito que a atividade faz bem para a saúde. Apesar de uma recente
queda no meu estado físico, sigo firme, com fé em Deus, valorizando a vida e tudo o que
construí ao longo dessa caminhada marcada por trabalho, perseverança e confiança em Deus.
Ante o exposto, e atendidas às formalidades regimentais, o Vereador que a esta
subscreve REQUER, que fique constando da Ata da Sessão Ordinária de 30 de abril do ano
em curso, está MOÇÃO DE CONGRATULAÇÕES, enviando-se cópia d pre ente à
homenageada.
Plenário Vereador Arnaldo Corcino da Rocha
Alta Floresta - MT, 28 de abril de 2026.
a:ho Trindade
reador
2° SECRETÁRIO
Vereador
Nimlias Pereira Teixeira de CarialW
Francisco A
Vereador. PREMENTE
Vereador. - jrn
Vereador
camaraaltafloresta
CE) contat0x)altafloresta.mt.leg.br
(66)3521-5030
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Av: Colonizador Ariosto da Riva,
(-.) N2 2349, Centro, Alta Floresta - M