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materia nº 441/2025

Tipo Resposta às Proposições, Oficio
Número / Ano 441 / 2025
Date 2025-11-27
EmentaResposta ao Requerimento nº 057/2025
native_id2746

Autoria

Documents (1)

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status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 225

MUNICÍPIO DE ALTO ARAGUAIA - MT
AV. CARLOS HUGUENEY, 572 - CENTRO, CEP. 78.780-000, TEL/FAX. (66) 3481 – 1165 e-mail: gabinete@altoaraguaia.mt.gov.br
Alto Araguaia - MT, 27 de novembro de 2025.
OFÍCIO N.º 441/2025 
 
Ao Ilmo. Sr. 
Régis Oliveira
Vereador
Alto Araguaia – MT
Ref. Requerimento nº 057/2025
Senhor Vereador,
Cumprimentando-o cordialmente, encaminho abaixo as respostas ao requerimento 
epigrafado.
1. Qual o motivo da ausência de uma geladeira para armazenamento de vacinas e 
medicamentos no PSF do Parque do Cerrado?
A este respeito cumpre pontuar que as atividades são realizadas em uma edificação
provisória, alugada enquanto aguarda pela construção da UBS própria. 
A atual locação apresenta vários problemas no tocante à queda de energia, ocorrência 
que já causou a perda de três refrigeradores apenas no ano de 2025, causando a perda das vacinas lá 
armazenadas, motivo pelo qual adotou-se a nova estratégia justamente para garantir a segurança, e 
qualidade dos imunobiológicos administrados naquela unidade. 
2. Existe previsão para aquisição e instalação de uma geladeira adequada para esse 
fim? 
Sim, o município está em fase de aquisição de geladeiras de vacinastambém conhecidas 
como câmaras frias científicas, as quais possuem mecanismos que evitam a perda dos imunobiológicos 
em caso de queda de energia.
3 Caso positivo, qual o prazo estimado para a entrega e funcionamento do 
equipamento?
MUNICÍPIO DE ALTO ARAGUAIA - MT
AV. CARLOS HUGUENEY, 572 - CENTRO, CEP. 78.780-000, TEL/FAX. (66) 3481 – 1165 e-mail: gabinete@altoaraguaia.mt.gov.br
Na atual fase da contratação, não há como prever um prazo para a entrega do 
equipamento.
4. Enquanto a geladeira não é disponibilizada, quais medidas estão sendo adotadas 
para garantir a conservação adequada das vacinas e medicamentos utilizados no posto?
A esse respeito, cumpre esclarecer que a conservação e o armazenamento de 
imunobiológicos no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são rigorosamente 
regulamentados pelo Ministério da Saúde (MS), por meio do Manual de Rede de Frio e suas Notas 
Técnicas.
Nesse diapasão, ressalto que que este município por meio da Coordenação de Atenção 
Primária, segue estritamente as diretrizes técnicas do Ministério da Saúde para o acondicionamento e 
monitoramento da temperatura, garantindo a eficácia e a qualidade de todos os imunobiológicos.
Pontue-se que a Rede de Frio do PNI, da qual este Município faz parte, prevê a utilização 
de diferentes tipos de equipamentos, dentre os quais incluem-se caixas térmicas sejam elas de 
poliuretano ou poliestireno, observando as diretrizes contidas no manual. 
Desta forma, em que pese não caiba ao município manifestar-se acerca das justificativas 
de requerimento, devendo limitar-se a responder o que é solicitado, cumpre aqui pontuar que ao 
contrário do que consta na justificativa não existe qualquer hipótese de risco à eficácia e qualidade das 
vacinas.
Isto porque a utilização dos equipamentos em conformidade com o Manual de Rede de 
Frio, sob rigoroso monitoramento e equipe treinada, não apresenta risco à eficácia e à qualidade das 
vacinas, sendo plenamente aceita pelos órgãos reguladores federais. Nesse sentido, ressalto que 
apenas são administradas vacinas dentro de padrões que garantam sua qualidade e eficácia.
Por fim, encaminho em anexo o Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de 
Imunizações, onde constam todos os protocolos adotados.
Atenciosamente, 
JACSON MARLON NIEDERMEIER
Prefeito Municipal
MANUAL DE
REDE DE FRIO DO 
PROGRAMA NACIONAL
DE IMUNIZAÇÕES
MINISTÉRIO DA SAÚDE
6ª edição Brasília DF 2025
MANUAL DE
REDE DE FRIO DO 
PROGRAMA NACIONAL
DE IMUNIZAÇÕES
MINISTÉRIO DA SAÚDE
6ª edição Brasília DF 2025
Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente
Departamento do Programa Nacional de Imunizações
2025 Ministério da Saúde.
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial– 
Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, 
desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: 
bvsms.saude.gov.br.
6ª edição – 2025 – versão eletrônica 
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente
Departamento do Programa Nacional de Imunizações
Coordenação-Geral de Gestão de Insumos e Rede de Frio
SRTVN 701, via W5 Norte, Edifício PO 700, 6º andar
CEP: 70723-040 – Brasília/DF
Site: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio
E-mail: cggi@saude.gov.br
Ministro de Estado da Saúde:
Alexandre Rocha Santos Padilha
Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente:
Mariângela Batista Galvão Simão 
Edição-geral: 
Eder Gatti – DPNI/SVSA
Geraldo da Silva Ferreira – CGPO/SVSA
Thayssa Neiva da Fonseca Victer – CGGI/DPNI/SVSA
Elaboração:
Glenda Macedo Mota – CGGI/DPNI/SVSA
João Gabriel Castelo Branco Alves – CGGI/DPNI/SVSA
Josineia Leite de Oliveira – CGGI/DPNI/SVSA
Karla Calvette Costa – CGGI/DPNI/SVSA
Leilane Lacerda Anunciação – CGGI/DPNI/SVSA
Osvaldo Telmo Melgares Lobo – CGPO/SVSA
Sacha Ramalho Machado de Araújo – CGGI/DPNI/SVSA
Organização:
Eder Gatti – DPNI/SVSA
Geraldo da Silva Ferreira – CGPO/SVSA
Thayssa Neiva da Fonseca Victer – CGGI/DPNI/SVSA
Sheila Nara Borges da Silva – CGGI/DPNI/SVSA
Editoria técnico-científica:
Cristiane Pereira Barros – GAB/Daevs/SVSA
Giovanna Ledo da Silva – CGEVSA/Daevs/SVSA
Tatiane Fernandes Portal de Lima Alves da Silva – CGEVSA/Daevs/SVSA
Vanessa Cristina Fragoso de Lima – GAB/Daevs/SVSA
Diagramação:
Fred Lobo – CGEVSA/Daevs/SVSA
Revisão: 
Tatiane Souza – CGEVSA/Daevs/SVSA
Normalização: 
Daniel Pereira Rosa – Editora MS/CGDI
Ficha Catalográfica
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento do Programa Nacional de Imunizações.
Manual da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância
em Saúde, Departamento do Programa Nacional de Imunizações. – 6. ed. – Brasília – DF: Ministério da Saúde, 2025.
221 p.: il.
Modo de acesso: World Wide Web: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_rede_frio_pni_6ed.pdf
ISBN 978-65-5993-918-3
1. Programa Nacional de Imunizações. 2. Imunização. 3. Boas Práticas Armazenamento e Distribuição I. Título.
CDU 616.47(81)
Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2025/0473
Título para indexação:
Manual of cold chain management of Brazilian Immunization Program 
Figura 1 Instâncias da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 20
Figura 2 Tipos de embalagens dos imunobiológicos 27
Figura 3 Monitor de frasco de vacina (MFV) indicando que o frasco de vacina ainda
pode ser utilizado, já que a cor do quadrado central é mais clara que a do
círculo externo 32
Figura 4 Infográfico sobre a interpretação da mudança de cor do Monitor de Frasco
de Vacina (MFV) para a tomada de decisão 33
Figura 5 Transmissão de calor por condução 35
Figura 6 Transmissão de calor por radiação 36
Figura 7 Transferência de calor por convecção forçada por meio do condicionador de ar 36
Figura 8 Convecção forçada no interior de uma câmara fria 37
Figura 9 Ciclo de compressão de vapor 38
Figura 10 Sistema de refrigeração por absorção 39
Figura 11 Instrumento de medição e aplicações 56
Figura 12 Termômetro de momento, máxima e mínima digital com cabo extensor 58
Figura 13 Exemplo de datalogger 59
Figura 14 Registrador eletrônico do equipamento de armazenamento 60
Figura 15 Indicadores de congelamento 61
Figura 16 Câmara científica refrigerada 61
Figura 17 Câmara científica refrigerada fotovoltaica 62
Figura 18 Freezer científico 63
Figura 19 Ultrafreezer 64
Figura 20 Câmara fria refrigerada 68
Figura 21 Caixa de poliestireno 74
Figura 22 Caixas de poliuretano 75
Figura 23 Caixa térmica comercial 75
Figura 24 Placa VIP+PCM 78
Figura 25 Bobinas de gel ou água 78
Figura 26 Gelo artificial espuma 79
Figura 27 Ambientação de bobinas reutilizáveis 80
Figura 28 Organização de caixa térmica com berço 83
Lista de figuras
Figura 29 Cadeia de Frio do Programa Nacional de Imunizações 86
Figura 30 EPI para atividades em câmaras frias refrigeradas e congeladas 100
Figura 31 Para calcular a quantidade de doses necessárias 111
Figura 32 Quantitativo a ser solicitado (coluna G) 112
Figura 33 Dimensões da embalagem 113
Figura 34 Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde 124
Figura 35 Fluxograma: fases de manejo RSS 128
Figura 36 Projeto de referência da CRF de Porte I 143
Figura 37 Projeto de referência da CRF de Porte II 144
Figura 38 Projeto de referência da CRF de Porte III 145
Figura 39 Projeto de referência da CRF de Porte IV 146
Figura 40 Projeto de referência da CRF de Porte V 147
Figura 41 Organização físico-funcional da Rede de Frio 151
Figura 42 Fluxo entre os ambientes da atribuição-fim 153
Figura 43 Afastamento mínimo na área externa da câmara fria 154
Figura 44 Leiaute esquemático do almoxarifado para insumos 157
Figura 45 Leiaute da Sala de Imunização 181
Figura 46 Leiaute da Sala de Vacina 183
Figura 47 Leiaute da Unidade Móvel de Vacina 185
Quadro 1 Indicadores de qualidade e gerenciamento de riscos da qualidade 48
Quadro 2 Componentes essenciais da proposição de processos formativos
na Rede de Frio
103
Quadro 3 Exemplo para cálculo de necessidade de vacinas 111
Quadro 4 Parâmetros e dados utilizados na elaboração dos projetos de referência 141
Quadro 5 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte I 148
Quadro 6 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte II 148
Quadro 7 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte III 149
Quadro 8 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte IV 149
Quadro 9 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte V 150
Quadro 10 Ambientes da atribuição-fim: armazenagem e distribuição 152
Quadro 11 Ambientes da atribuição-meio: apoio logístico e unidade funcional:
infraestrutura predial
158
Quadro 12 Ambientes da atribuição-meio: apoio logístico e unidade funcional:
limpeza e zeladoria
159
Quadro 13 Ambientes da atribuição-meio: apoio logístico e unidade funcional:
conforto e higiene
160
Quadro 14 Ambientes da atribuição-meio: apoio logístico e unidade funcional:
central de administração de materiais e equipamentos
161
Quadro 15 Ambientes da atribuição-meio: apoio técnico e unidade funcional:
nutrição e dietética
161
Quadro 16 Ambientes atribuição-meio: ensino e pesquisa 162
Quadro 17 Ambientes da atribuição-meio: apoio administrativo 162
Quadro 18 Porte I 163
Quadro 19 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial 164
Quadro 20 Atribuição-meio: apoio logístico. Limpeza e zeladoria 164
Quadro 21 Atribuição-meio: apoio logístico. Conforto e higiene 165
Quadro 22 Atribuição-meio: apoio logístico. Central de administração de materiais
e equipamentos
165
Quadro 23 Atribuição-meio: apoio técnico. Dietética e nutrição 165
Quadro 24 Atribuição-meio: ensino e pesquisa 165
Quadro 25 Atribuição-meio: apoio administrativo. Serviços administrativo 166
Quadro 26 Porte II 166
Lista de quadros
Quadro 27 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial 167
Quadro 28 Atribuição-meio: limpeza e zeladoria 167
Quadro 29 Atribuição-meio: conforto e higiene 167
Quadro 30 Atribuição-meio: central de administração de materiais e equipamentos 168
Quadro 31 Atribuição-meio: apoio técnico 168
Quadro 32 Atribuição-meio: ensino e pesquisa 168
Quadro 33 Atribuição-meio: apoio administrativo 168
Quadro 34 Porte III 169
Quadro 35 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial 170
Quadro 36 Atribuição-meio: limpeza e zeladoria 170
Quadro 37 Atribuição-meio: conforto e higiene 171
Quadro 38 Atribuição-meio: central de administração de materiais e equipamentos 171
Quadro 39 Atribuição-meio: apoio técnico 171
Quadro 40 Atribuição-meio: ensino e pesquisa 172
Quadro 41 Atribuição-meio: apoio administrativo 172
Quadro 42 Porte IV 172
Quadro 43 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial 173
Quadro 44 Atribuição-meio: limpeza e zeladoria 173
Quadro 45 Atribuição-meio: conforto e higiene 174
Quadro 46 Atribuição-meio: central de administração de materiais e equipamentos 174
Quadro 47 Atribuição-meio: apoio técnico 175
Quadro 48 Atribuição-meio: ensino e pesquisa 175
Quadro 49 Atribuição-meio: apoio administrativo 175
Quadro 50 Porte V 176
Quadro 51 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial 177
Quadro 52 Atribuição-meio: limpeza e zeladoria 177
Quadro 53 Atribuição-meio: conforto e higiene 178
Quadro 54 Atribuição-meio: central de administração de materiais e equipamentos 178
Quadro 55 Atribuição-meio: apoio técnico 179
Quadro 56 Atribuição-meio: ensino e pesquisa 179
Quadro 57 Atribuição-meio: apoio administrativo 179
Lista de siglas e abreviaturas
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas 
Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
APS Atenção Primária à Saúde 
Avaq Atividades de Vacinação de Alta Qualidade 
Avaq-R Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração
ART Anotação de Responsabilidade Técnica
BPL Boas Práticas de Laboratório
BIM Building Information Modeling
CAT Comunicação de Acidente de Trabalho 
Cerest Centros de Referência em Saúde do Trabalhador 
CGcre Coordenação-Geral de Acreditação 
CGGI Coordenação-Geral de Gestão de Insumos e Rede de Frio 
Ciie Centros Intermediários de Imunobiológicos Especiais
Cnes Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
Conama Conselho Nacional do Meio Ambiente
CRF Central de Rede de Frio 
Crie Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais 
Dart Doenças e Agravos Relacionados ao Trabalho 
DCB Denominação Comum Brasileira 
Dlog Departamento de Logística em Saúde 
DML Depósito de Material de Limpeza
DPNI Departamento do Programa Nacional de Imunizações 
EAS Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
EPC Equipamentos de Proteção Coletiva 
EPIs Equipamentos de Proteção Individual 
EPS Educação Permanente em Saúde 
Esavi Evento Supostamente Atribuível à Vacinação ou Imunização 
FNS Fundo Nacional de Saúde 
GRSS Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
INCQS Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde 
Inmetro Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia 
ISST Inspeção Sanitária em Saúde do Trabalhador 
LDRT Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho 
MC Manutenção Corretiva 
MFV Monitor de Frascos de Vacina 
MP Manutenção Preventiva 
MPd Manutenção Preditiva 
MS Ministério da Saúde 
NBR Normas Brasileiras 
NR Normas Regulamentares 
OMS Organização Mundial da Saúde 
OAC Organismos de Avaliação da Conformidade 
OBM Ontologia Brasileira de Medicamentos
Opas Organização Pan-Americana da Saúde 
PcD Pessoa com Deficiência 
PGRSS Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
PNI Programa Nacional de Imunizações 
PNSTT Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora 
POP Procedimento Operacional Padrão 
PVPS Primeiro que Vence, Primeiro que Sai 
RDC Resolução da Diretoria Colegiada
Renem Relação Nacional de Equipamentos e Materiais Permanentes 
RIE Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais
RNDS Rede Nacional de Dados em Saúde 
RSS Resíduos de Serviços de Saúde
RRT Registro de Responsabilidade Técnica
SBIm Sociedade Brasileira de Imunizações
SE Secretaria-Executiva 
SES Secretarias Estaduais de Saúde 
Sesai Secretaria Especial de Saúde Indígena
Sies Sistema de Informação de Insumos Estratégicos 
Sinan Sistema de Informação de Agravos de Notificação 
SI Sala de Imunização 
SMS Secretaria Municipal de Saúde 
SGQ Sistema de Gestão da Qualidade 
STT Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora 
SUS Sistema Único de Saúde 
SV Sala de Vacinação 
SV/SI Salas de Vacinação e Imunização 
SVSA Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente 
UMV Unidade Móvel de Vacinação 
UF unidade federativa 
UV ultravioleta 
VIM Vocabulário Internacional de Metrologia
Visat Vigilância em Saúde do Trabalhador
Prefácio 14
Apresentação 15
1 Introdução 17
Seção A – Rede de Frio 18
2 Estrutura da Rede de Frio 19
2.1 Rede de Frio de Imunobiológicos 19
2.2 Cadeia de Frio de Imunobiológicos 19
2.3 Instâncias da Rede de Frio de Imunobiológicos 19
2.3.1 Instância nacional 20
2.3.2 Instância estadual 21
2.3.3 Instância municipal 21
3 Estabelecimentos de saúde que compõem a Rede de Frio 22
3.1 Central de Rede de Frio – CRF 22
3.2 Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais – RIE 23
3.3 Sala de Vacinação e Sala de Imunização 23
3.4 Unidade Móvel de Vacinação 24
4 Os imunobiológicos e a Rede de Frio 25
4.1 Tipos, características e nomenclatura dos imunobiológicos armazenados
e transportados na Rede de Frio do PNI 26
4.2 Tipos de embalagens dos imunobiológicos 27
4.3 Variáveis determinantes no armazenamento dos imunobiológicos 28
4.4 Sensibilidade dos imunobiológicos às variações de temperatura e as excursões
de temperatura 29
4.4.1 Orientações sobre o uso e interpretação da mudança de cor do Monitor
de Frascos de Vacina – MFV 31
5 Termos e conceitos aplicáveis à Rede de Frio 34
5.1 Conceito de refrigeração 34
5.2 Transmissão de calor 34
5.2.1 Condução 35
5.2.2 Radiação 35
5.2.3 Convecção 36
Sumário
5.3 Refrigeração por compressão de vapor 38
5.4 Refrigeração por absorção 39
6 Manutenção 41
6.1 Manutenção Preditiva 41
6.2 Manutenção Preventiva 41
6.3 Manutenção Corretiva 42
6.4 Programa de manutenção 42
7 Qualidade na Cadeia de Frio 44
7.1 Sistema de Gestão da Qualidade 46
7.2 Indicadores de qualidade e gerenciamento de riscos da qualidade na Cadeia de Frio 47
7.3 Validação e qualificação 50
7.4 Confiabilidade metrológica e seu impacto na conservação dos imunobiológicos 51
8 Equipamentos aplicáveis à Cadeia de Frio 53
8.1 Cadastro de equipamentos na Anvisa 54
8.2 Equipamentos financiados pelo Fundo Nacional de Saúde – FNS 55
8.3 Equipamentos pré-qualificados pela Organização Mundial da Saúde – OMS 55
8.4 Instrumentos para monitoramento e controle de temperatura 56
8.4.1 Termômetro de momento, máxima e mínima digital com cabo extensor 57
8.4.2 Termorregistradores 58
8.4.3 Dataloggers 58
8.4.4 Registrador eletrônico do equipamento de armazenamento 59
8.4.5 Indicador de congelamento 60
8.5 Câmara científica refrigerada 61
8.5.1 Câmara científica refrigerada fotovoltaica 62
8.6 Freezer científico 62
8.6.1 Orientação para organização das bobinas reutilizáveis no freezer científico 63
8.7 Ultrafreezer – ULT 64
8.7.1 Orientações para especificação dos equipamentos 64
8.7.2 Cuidados e orientações 65
8.8 Câmaras frias refrigeradas e congeladas 68
8.9 Recomendações para o bom uso das câmaras frias refrigeradas 68
8.10 Orientações para seleção do equipamento 69
8.11 Estabilizador 70
8.12 Equipamento de geração emergencial de energia elétrica 70
8.13 Utilização de energias de fontes alternativas renováveis 70
8.14 Sistema de Aquecimento, Ventilação, Ar-condicionado e Refrigeração – Avac-R 71
8.15 Orientações para recebimento do equipamento 71
8.16 Orientações para instalação dos equipamentos 72
8.17 Orientação para manutenção dos equipamentos 73
9 Insumos acessórios aplicáveis à Cadeia de Frio 74
9.1 Tipos de caixa térmica 74
9.1.1 Poliestireno expandido – isopor 74
9.1.2 Caixas de poliuretano 74
9.1.3 Caixa térmica comercial para o transporte de vacinas com ultrabaixa 
temperatura UN1845 – gelo seco 75
9.1.4 Cuidados no manejo das caixas térmicas 76
9.2 Tipos de bobina reutilizáveis 77
9.2.1 Placa VIP+PCM 77
9.2.2 Bobinas de gel ou água 78
9.2.3 Bobina de gelo artificial espuma 79
9.2.4 Cuidados com as bobinas reutilizáveis 79
9.2.5 Ambientação das bobinas reutilizáveis 80
9.3 Organização das caixas térmicas para uso diário 81
9.4 Organização das caixas térmicas para transporte 81
9.5 Organização das caixas térmicas com berço para transporte 82
9.6 Validação térmica de caixas para o transporte 83
10 Transporte de imunobiológicos 85
10.1 Transporte: do laboratório produtor para instância nacional 87
10.2 Transporte: instância nacional para estadual 87
10.3 Transporte de CRF estadual para regional/municipal 88
10.4 Transporte: CRF regional estadual e central municipal para sala de vacinação,
sala de imunização e/ou RIE 89
10.5 Transporte de vacina em áreas de difícil acesso 90
10.5.1 Cuidados com os insumos e caixas térmicas durante as caminhadas
e ações de imunização extramuro 91
10.5.2 Orientações para o transporte e manuseio 91
10.6 Transporte e cuidados com a Unidade Móvel de Vacinação – UMV 92
10.6.1 Início das atividades nas UMV 93
10.6.2 Encerramento das atividades 94
10.6.3 Limpeza da Unidade Móvel de Vacinação 95
10.6.4 Limpeza e cuidados com a câmara científica refrigerada 96
10.6.5 Inspeção e manutenção preventiva 96
10.6.6 Limpeza externa do veículo 96
11 Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora na Rede de Frio 97
11.1 Equipamento de Proteção Individual – EPI 99
12 Educação Permanente em Saúde e Rede de Frio 101
12.1 Temas e componentes essenciais para o desenvolvimento de ações de EPS 102
13 Gerenciamento da Rede de Frio 105
13.1 Boas práticas de armazenamento e conservação 105
13.2 Perda de imunobiológico 107
13.3 Cálculo de perdas dos imunobiológicos 109
13.4 Identificação da necessidade de vacinas 110
13.5 Inventário de equipamentos utilizados na Cadeia de Frio 112
13.6 Cálculo de armazenamento necessário 113
13.7 Procedimento Operacional Padrão – POP 116
13.8 Plano de Contingência para a Cadeia de Frio em Imunobiológicos 118
13.9 Gestão de pessoas 120
14 Gerenciamento de resíduos 122
14.1 Resíduos de Serviços de Saúde – RSS 122
14.2 Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde 123
14.3 Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde 124
14.4 Manejo dos resíduos 125
14.5 Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde em aldeias indígenas 129
14.6 Tipos de resíduos na Cadeia de Frio 130
15 Sistemas de informação e a Rede de Frio 131
15.1 Sies e importância na Rede de Frio 131
15.2 Orientações para seleção do motivo de movimento de saída no Sies 132
Seção B – Orientações técnicas para o planejamento e a implementação 
dos projetos da Rede de Frio 136
16 Contextualização 137
17 Elaboração de projetos para estabelecimentos de saúde que compõem 
a Rede de Frio 138
17.1 Terminologia 139
17.2 O projeto 140
17.3 Obras financiadas pela União 141
17.4 Dimensionamento da Central de Rede de Frio – CRF 141
17.4.1 Classificação dos Portes 143
17.4.2 Programação físico-funcional da CRF 147
17.5 Organização físico-funcional 151
17.5.1 Atribuição-fim: armazenagem e distribuição 151
17.6 Lista de ambientes mínimos da CRF: Portes I, II, III, IV e V 163
17.6.1 Relação ambiente/equipamento/material permanente 180
17.7 Dimensionamento da Sala de Imunização – SI 180
17.7.1 Organização da SI 180
17.8 Dimensionamento da Sala de Vacinação – SV 182
17.8.1 Organização da SV 182
17.9 Dimensionamento da Unidade Móvel de Vacinação – UMV 184
Referências 186
Glossário 200
Anexos 204
Anexo A – Mapa de Registro para Monitoramento de Temperatura Diário –
Câmara Refrigerada 205
Anexo B – Mapa de Registro para Monitoramento de Temperatura Diário –
Freezer Científico 206
Anexo C – Mapa de Registro para Monitoramento de Temperatura Diário – Ultrafreezer 207
Anexo D – Mapa de Registro para Monitoramento de Temperatura de Caixa Térmica
de Uso Diário 208
Anexo E – Mapa Ilustrativo 209
Anexo F – Modelo de Protocolo para Qualificação de Caixa Térmica 210
Anexo G – Modelo de Protocolo de Validação de Transporte 212
Anexo H – Modelo de Relatório do Resultado de Validação de Transporte 214
Anexo I – Modelo de Checklist para Unidade Móvel de Vacinação 216
Anexo J – Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde 217
Anexo K – Identificação dos Grupos dos Resíduos de Serviços de Saúde 219
Equipe técnica 220
14
Prefácio
É com satisfação que apresentamos a 6ª edição do Manual de Rede de Frio do Programa 
Nacional de Imunizações. Este Manual traz algumas atualizações e adequações, entre as quais:
a) Redefinição das instâncias da Rede de Frio. 
b) Orientações sobre a interpretação da mudança de cor do Monitor de Frascos de Vacina 
 (MFV) e seu uso.
c) Inclusão do tema Saúde dos(as) Trabalhadores(as) na Rede de Frio.
d) Atualização dos processos de trabalho.
e) Redefinição dos Portes das Centrais de Rede de Frio (CRFs).
f) Inclusão do tema Unidade Móvel de Vacinação (UMV). 
g) Atualização do tema gerenciamento de resíduos e inclusão do tema relacionado a áreas 
 indígenas.
h) Importância da utilização dos sistemas de informação na Rede de Frio.
i) Educação Permanente em Saúde para profissionais de saúde na Rede de Frio
 para imunização. 
Este Manual se tornou mais abrangente com a inclusão de novos temas e atualização
dos anteriores.
É importante destacar a relevância da presente edição para atualização dos conhecimentos, 
com objetivo de atender às necessidades da Rede de Frio de Imunobiológicos, em conformidade 
as novas legislações e boas práticas de gestão desses produtos.
Além disso, é fundamental ressaltar que, embora este Manual se proponha a ser uma 
orientação técnica geral para todas as unidades da Rede de Frio, ele também é de interesse de 
toda a sociedade, pois atende às necessidades de municípios, dos estados e do Distrito Federal 
sobre os investimentos públicos que são destinados à esta finalidade dentro do Sistema Único 
de Saúde (SUS).
Finalmente, recomenda-se que este documento seja revisado periodicamente, a cada 
dois anos.
15
Apresentação
Ao longo dos anos no Programa Nacional de Imunizações (PNI), ocorreram mudanças 
significativas na Rede de Frio de Imunobiológicos, acompanhados pelos avanços tecnológicos 
e a produção de diversas publicações voltadas a orientações e normatização de seus processos. 
Essas publicações refletem a complexidade e capilaridade da cadeia de suprimentos, que está 
em constante atualização e expansão.
Esta nova edição do Manual da Rede de Frio é resultado de um trabalho colaborativo entre 
as diversas esferas de gestão e instâncias que compõem a Rede de Frio do Programa Nacional 
de Imunizações do Brasil. Este documento oferece aos gestores as orientações e indica os 
recursos essenciais para a implementação de uma estrutura de excelência, pautada em 
padrões de qualidade nas infraestruturas técnicas e físicas para o manejo dos imunobiológicos 
(armazenamento e distribuição). As recomendações aqui contidas contemplam as melhores 
práticas e diretrizes voltadas para as esferas de gestão do SUS.
O objetivo é estabelecer um referencial teórico e operacional que promova a padronização 
dos procedimentos, essencial para garantir a qualidade e a segurança dos imunobiológicos 
disponibilizados pelo PNI à população brasileira, em conformidade com a legislação vigente. 
Isso abrange todo o processo, desde o laboratório produtor até a oferta do produto à população, 
seja nas Salas de Vacinação e Imunização (SV/SI), na Rede de Imunobiológicos para Pessoas 
com Situações Especiais (RIE) ou em ações de vacinação extramuros.
O conteúdo está fundamentado nas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa), nas orientações técnicas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização 
Pan-Americana da Saúde (Opas).
Paralelamente à ampliação da quantidade de portes das Centrais de Armazenamento
de Imunobiológicos, de três para cinco tipos, foram desenvolvidos os respectivos Projetos 
de Referência disponibilizados no endereço eletrônico do Fundo Nacional de Saúde (FNS). 
A introdução do conteúdo, seguindo a estrutura do Manual, propõe ao usuário uma reflexão 
sobre o universo que viabiliza a administração dos imunobiológicos em ambiente seguro
e de qualidade. Dessa forma, promove-se condições igualitárias de segurança e qualidade 
para os usuários, dentro de num processo contínuo de gerenciamento e mitigação de riscos 
associados à vacinação.
16 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
A finalidade da atualização deste Manual é apresentar parâmetros e conceitos atualizados 
sobre a Rede e a Cadeia de Frio, disponibilizando um documento que sirva de referência para 
fortalecer o PNI, o SUS e a cultura de vacinação do País. Isso se dá por meio de estruturas 
integradas às três esferas de gestão, que incorporem tecnologias sustentáveis e eficientes para 
o gerenciamento da Rede de Frio. Ademais, seguem-se diretrizes técnicas para o planejamento 
das estruturas físicas e a elaboração de Projetos de Referência para Centrais de Armazenamento 
de Imunobiológicos, Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, bem como para 
Salas de Vacinação e Imunização, em conformidade com a legislação pertinente.
Neste Manual para a Rede de Frio de Imunobiológicos, a Secretaria de Vigilância em Saúde 
e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, reafirma seu compromisso com a qualidade 
das respostas aos desafios impostos ao controle, à eliminação ou à erradicação das doenças 
imunopreveníveis no Brasil.
As orientações aqui contidas servem como referência para consulta cotidiana, bem como 
para subsidiar processos de Educação Permanente em Saúde (EPS), planejamento e avaliação 
nas diferentes esferas do SUS.
Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente
Ministério da Saúde
17
1 Introdução
O SUS é constituído por um conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos e 
instituições públicas federal, estadual e municipal. Sua organização é descentralizada, com 
direção única em cada esfera de governo, e conta com a participação em caráter complementar 
de serviços privados, sob a coordenação do poder público (Brasil, 1990). 
Um dos objetivos do SUS é a atenção à saúde das pessoas por meio da integração das ações 
assistenciais e preventivas. Com uma lógica descentralizada, o SUS garante a universalidade, 
integralidade e equidade no acesso à saúde, respeitando as peculiaridades geográficas
e populacionais de cada território (Brasil, 1990). Nesse contexto, a Vigilância em Saúde e 
Ambiente desempenha um papel crucial na proteção e promoção da saúde, sendo um processo 
contínuo e organizado que envolve coleta, análise e disseminação de informações sobre 
eventos relacionados à saúde (Brasil, 2024a).
Desde sua criação, em 1973, o PNI é uma das políticas públicas mais eficazes e capilarizadas 
do Brasil, sendo reconhecido mundialmente por seus resultados. O PNI é responsável por 
definir e executar a política de vacinação no País, desde os calendários nacionais de vacinação, 
a incorporação de novas tecnologias, o provimento e a distribuição de imunobiológicos 
nas mais de 38 mil salas de vacinação e imunização, incluindo áreas de difícil acesso. Este 
Programa tem sido fundamental para a erradicação de doenças, como a varíola, e a eliminação 
de outras, como poliomielite, a rubéola e o sarampo, além de contribuir para a redução 
significativa de doenças como tétano e coqueluche (Brasil, 2023a).
A Cadeia de Frio de Imunização, parte essencial do PNI, garante que as vacinas sejam 
entregues em condições adequadas de temperatura, segurança e eficácia a todos os pontos
de vacinação. Com a criação do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI)
e da Coordenação-Geral de Gestão de Insumos e Rede de Frio (CGGI), em 2023, o fortalecimento 
dessa estrutura na perspectiva técnica e física se tornou ainda mais prioritário. O objetivo 
é assegurar a expansão do programa, permitindo a proteção de um número crescente de 
pessoas contra doenças imunopreveníveis, com produtos qualificados e eficazes, nos locais 
estratégicos e de difícil acesso (Brasil 2023a; 2023b).
Este manual visa orientar gestores e profissionais de saúde sobre os processos e as práticas 
relacionados à Rede de Frio do PNI, oferecendo diretrizes que asseguram a qualidade no 
armazenamento, o transporte e a distribuição dos imunobiológicos. A implementação eficiente 
dessa rede é essencial para o sucesso contínuo do PNI, garantindo que as vacinas cheguem 
à população de forma segura e eficaz, em consonância com as normativas vigentes e boas 
práticas estabelecidas.
18 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Seção A
Rede de Frio
19
2 Estrutura da Rede de Frio
O PNI possui o objetivo de promover a garantia da qualidade dos imunobiológicos 
adquiridos e ofertados à população, dessa maneira, institui e coordena a Rede de Frio de 
Imunobiológicos constituída por infraestrutura física e técnica-administrativa, equipamentos 
de refrigeração, processos e procedimentos de trabalho, que viabilizam os processos
da cadeia fria, embasada por legislações e regulamentações que fundamentam os padrões 
de qualidade necessários (Brasil, 2025a).
Além disso, uma Rede de Frio bem organizada contribui para a conformidade com 
regulamentações ambientais, sanitárias e de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (STT), 
melhorando a eficiência operacional e fortalecendo a confiança dos profissionais de saúde 
e da população, facilitando resposta rápida a emergências, eficiência nas ações de rotina
e garantindo que as campanhas de imunização sejam bem-sucedidas (Brasil, 2024b).
2.1 Rede de Frio de Imunobiológicos
Trata-se de um sistema constituído por uma estrutura física e técnico-administrativa, 
orientado pelas diretrizes do PNI por meio de processos normativos, planejamento, avaliação, 
financiamento, provimento e distribuição de imunobiológicos, bem como do controle de 
qualidade. Essas ações abrangem as três esferas de gestão do SUS e suas respectivas instâncias, 
com o objetivo de garantir a manutenção, a expansão e o funcionamento adequado da Cadeia 
de Frio (Brasil, 2024b; 2025a).
2.2 Cadeia de Frio de Imunobiológicos
O processo logístico da Rede de Frio, voltado à conservação dos imunobiológicos, abrange 
a infraestrutura e as atividades relacionadas à produção, à armazenagem, à conservação, ao 
manuseio, à distribuição e ao transporte dos produtos termolábeis (sensíveis à temperatura) 
desde os laboratórios produtores até o cidadão. Esse processo deve ocorrer de forma oportuna 
e eficiente, garantindo a preservação das características originais dos imunobiológicos 
(Brasil, 2025a).
2.3 Instâncias da Rede de Frio de Imunobiológicos
A estrutura da Rede de Frio organiza-se em diferentes instâncias, conforme a esfera 
de gestão, estabelecendo fluxos específicos para a Cadeia de Frio. Compõem o sistema
as seguintes instâncias (Figura 1) (Brasil, 2025a).
20 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Figura 1 Instâncias da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações
Instância nacional
Gerenciada pelo
Ministério da Saúde
Instância estadual
Gerenciada pelas coordenações
de imunizações das Secretarias 
Estaduais de Saúde e do Distrito Federal
Instância municipal
Gerenciada pelas coordenações
de imunizações das Secretarias 
Municipais de Saúde
Central nacional Central estadual Central municipal
Regionais estaduais Regional municipal
Crie Crie
Ciie
Sala de 
vacinação
e imunização
Ciie
Sala de 
vacinação
e imunização
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
2.3.1 Instância nacional
A instância nacional sob responsabilidade técnico-administrativa, infraestrutura 
física e logística do Ministério da Saúde (MS), incumbido da coordenação estratégica,
do planejamento logístico e da gestão da infraestrutura física e operacional da Rede de Frio 
em âmbito nacional (Brasil, 2025a).
Os imunobiológicos adquiridos pelo DPNI são todos armazenados no Centro de Rede 
de Frio (CRF) nacional, e todos os lotes recebidos são submetidos ao controle de qualidade 
do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), laboratório oficial da 
Anvisa e do Ministério da Saúde. O INCQS atua de forma abrangente, incluindo as análises 
laboratoriais, e em áreas de ensino, pesquisa e tecnologia de laboratório relacionadas ao 
controle da qualidade de insumos, produtos, ambientes e serviços sujeitos à ação da vigilância 
sanitária, para posterior distribuição às instâncias estaduais. O instituto realiza o controle de 
qualidade dos imunobiológicos por meio da análise de todos os lotes dos imunizantes, sejam 
eles nacionais ou importados, distribuídos nas redes públicas e privadas.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 21
2.3.2 Instância estadual
A instância estadual, sob responsabilidade técnico-administrativa, bem como
da infraestrutura física e logística das coordenações de imunizações e/ou das coordenações
da Rede de Frio vinculadas às Secretarias Estaduais de Saúde (SES) e do Distrito Federal 
(Brasil, 2025a), está organizada em 27 centrais estaduais da Rede de Frio para armazenamento 
e distribuição de imunobiológicos. Essas centrais, em sua maioria, estão localizadas nas 
capitais das unidades federativas. Adicionalmente, a depender da estrutura organizacional 
de cada estado, podem existir Centrais Regionais da Rede de Frio, unidades da Rede de 
Imunobiológicos Especiais (RIE), além de salas de vacinação e imunização.
A instância estadual é responsável por planejar a necessidade de imunobiológicos,
de acordo com sua infraestrutura, equipamentos disponíveis e a manutenção adequada
da Cadeia de Frio. Esse planejamento deve ser considerando todos os imunobiológicos do PNI: 
vacinas, soros e imunoglobulinas, além das estratégias de vacinação, e estar em conformidade 
com o Calendário Nacional de Vacinação e a situação epidemiológica vigente, com o objetivo 
de assegurar um abastecimento eficiente. Para tanto, são consideradas a demanda específica 
da unidade federativa, a capacidade de armazenamento da Central de Rede de Frio Estadual 
e a logística de distribuição para as centrais vinculadas.
2.3.3 Instância municipal
A instância municipal está sob responsabilidade técnico-administrativa, bem como 
a infraestrutura física e logística, da coordenação de imunização vinculada à respectiva 
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) (Brasil, 2025a).
Suas atribuições incluem o planejamento integrado e o armazenamento dos 
imunobiológicos recebidos da instância estadual. Para isso, deve dispor de uma Central 
de Rede de Frio Municipal e, conforme a necessidade de capilaridade, poderá contar com 
Centrais de Rede de Frio regionais e municipais. Essa estrutura visa garantir o abastecimento 
eficiente das salas de vacinação e imunização, a RIE, bem como o suporte às ações de vacinação 
extramuros, de acordo com a organização e estrutura do município.
Assim, como nas demais esferas de gestão, a depender do tamanho da população, da 
situação epidemiológica, das particularidades logísticas locais e do volume de imunobiológicos, 
a gestão municipal deverá planejar a construção, ampliação ou reforma das CRF, conforme 
os portes definidos na Seção B deste Manual. 
22
3 Estabelecimentos de saúde 
 que compõem a Rede de Frio
Os estabelecimentos de saúde que integram a Rede de Frio são estruturas cruciais 
para assegurar o armazenamento e a conservação adequados de imunobiológicos. Eles se 
classificam como Central de Abastecimento ou estabelecimentos que realizam serviço de 
imunização. Há obrigatoriedade do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) 
para esses estabelecimentos e é definida pela Portaria n.º 1.883, de 4 de novembro de 2018, 
e suas atualizações (Brasil, 2018).
3.1 Central de Rede de Frio – CRF
A CRF consiste em um estabelecimento de saúde em sua respectiva instância, composto 
por estrutura física, equipamentos, profissionais, metodologia e processos adequados para o 
funcionamento da Cadeia de Frio. Atua nos âmbitos nacional, estadual, distrital e municipal, 
conforme as seguintes definições (Brasil, 2025a):
• Central de Rede de Frio Nacional: unidade integrante da Rede de Frio responsável pelo 
armazenamento e pela distribuição em âmbito nacional, situada, estrategicamente, 
próximo ao aeroporto para facilitar as operações logísticas de recebimento e envio às 
Centrais de Rede de Frio Estaduais e ao Distrito Federal.
• Central de Rede de Frio Estadual: unidade integrante da Rede de Frio, localizada nos 
estados e no Distrito Federal, predominantemente situada nas capitais, responsável 
pelo atendimento às CRFs Regionais Estaduais ou diretamente as CRFs Municipais,
a depender da conformação estrutural da Rede de Frio em âmbito estadual.
• Central de Rede de Frio Regional de Gestão Estadual: unidade complementar
à CRF Estadual, situada em município estratégico para atender a um agrupamento de 
municípios, instituída e delimitada pela direção estadual em articulação com as direções 
municipais correspondentes. 
• Central de Rede de Frio Municipal: unidade integrante da Rede de Frio, localizada 
no âmbito do município, responsável por suprir as necessidades locais, atendendo 
diretamente as Centrais Regionais Municipais, os Centros de Referência de 
Imunobiológicos Especiais (Crie), os Centros Intermediários de Imunobiológicos 
Especiais (Ciie) e Salas de Vacinação e Imunização, conforme estrutura da Rede
de Frio em âmbito municipal.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 23
• Central de Rede de Frio Regional de Gestão Municipal: unidade integrante da Rede de 
Frio, complementar à CRF Municipal, situada em regiões de saúde ou distritos sanitários 
considerados estratégicos. Tem como função atender a um agrupamento de Salas
de Vacinação e Imunização, sendo instituída e delimitada pela gestão municipal, com 
o objetivo de fortalecer a Cadeia de Frio municipal.
3.2 Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais – RIE
A recente Portaria GM/MS n.º 6.623, de 14 de fevereiro de 2025 (Brasil, 2025b), instituiu a 
Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE). Essa portaria representa 
um marco importante, pois amplia e aprimora o acesso a imunobiológicos para pessoas com 
condições clínicas específicas, fortalecendo os princípios da universalidade e equidade do SUS. 
A composição da RIE inclui os Crie, os Ciie, bem como as salas de vacinas, centros de 
vacinação e clínicas de saúde do SUS. Essas unidades estão integradas aos diferentes níveis 
de atenção à saúde, incluindo a atenção primária, os serviços de urgência e emergência e 
a atenção especializada. Dessa maneira, o acesso ao imunobiológico indicado para pessoas 
com situações especiais se dá em forma de rede, e não apenas de um local físico específico, 
favorecendo o acesso oportuno e a continuidade da atenção às pessoas com situações especiais 
de saúde (Brasil, 2025b).
3.3 Sala de Vacinação e Sala de Imunização
 A Sala de Vacinação (SV) e a Sala de Imunização (SI) representam a etapa final da Rede de 
Frio, sendo responsável pelo armazenamento e pela realização de procedimentos de vacinação 
e imunização na rotina dos serviços que protegem o indivíduo em todos os ciclos de vida, 
desde o nascimento (Brasil, 2018).
De acordo com suas atribuições, as salas de vacinação estão localizadas em unidades/
serviços da Rede de Atenção Primária à Saúde (Raps), ambulatórios de especialidades, centros 
de imunização, maternidades, prontos atendimentos, entre outros, dependendo da estratégia 
de vacinação adotada por cada instância.  
As salas de imunização estão situadas em estabelecimentos de saúde de média e alta 
complexidade, e, além da aplicação de vacinas, também podem realizar a aplicação de 
imunoglobulinas e soros.  
SAIBA MAIS! 
Para saber mais, leia a Portaria n.º 6.623, de 14 de fevereiro de 2025, 
que institui diretrizes gerais para funcionamento dos RIE, define as 
competências da SVSA, dos estados, do Distrito Federal, da RIE, da 
Crie e dá outras providências. Disponível em: https://www.in.gov.
br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-6.623-de-14-de-fevereiro￾de-2025-613440909.
24 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Estratégias de vacinação extramuros é a oferta de serviços de vacinação fora das 
instalações da sala de vacinação, utilizando ações como postos fixos, móvel, semimóvel, casa 
a casa, entre outras. As necessidades e frequência de execução de atividades extramuros e/ou 
situações emergenciais são aspectos a serem considerados para seleção e dimensionamento 
dos equipamentos e insumos (Brasil, 2024b).
3.4 Unidade Móvel de Vacinação
A Unidade Móvel de Vacinação (UMV) é um veículo automotor adaptado de acordo com a 
legislação de trânsito, transformado em uma sala de vacinação móvel, totalmente equipada, 
que permite uma vacinação itinerante, efetiva e segura (Brasil, 2025a).
Expandir as estratégias de vacinação ao ambiente extramuros são efetivas, contribuindo 
significativamente para a ampliação do acesso da população aos imunobiológicos. Essa 
abordagem auxilia na superação de diversos desafios relacionados às ações de vacinação, tais 
como: horário restrito de funcionamento das salas de vacinação, dificuldades de deslocamento 
em áreas rurais, limitações enfrentadas por cuidadores ou responsáveis com crianças em 
diferentes faixas etárias, bem como obstáculos de ordem financeira para o transporte até os 
pontos de vacinação (Zhang et al., 2023; Brasil, 2025b). 
A estratégia de vacinação utilizando como ferramenta a UMV tem como objetivo ampliar 
o acesso da população à vacinação, permitindo, inclusive, ações de vacinação no período 
noturno, em eventos ou locais de grande circulação de pessoas, além do atendimento em 
empresas, creches, escolas, faculdades, instituições de longa permanência, entre outros. 
Dessa forma, contribui para a ampliação das coberturas vacinais e para a efetividade das 
ações de vacinação, uma vez que a ferramenta pode ser itinerante e ajustada conforme o 
cenário epidemiológico e as necessidades locais (Zhang et al., 2023; Kulle; Schumacher; 
Bieberstein, 2024).
Além disso, as UMV desempenham um papel crucial na gestão de estoques dos 
imunobiológicos, facilitando a redistribuição de vacinas próximas ao vencimento, assegurando 
seu uso antes da expiração e prevenindo desperdícios. Elas também contribuem para o 
equilíbrio dos estoques entre diferentes regiões, possibilitando um controle mais eficiente 
da reposição de doses (Zhang et al., 2023).
25
4 Os imunobiológicos e a Rede 
 de Frio
Os imunobiológicos são produtos termolábeis (sensíveis ao calor e ao frio), fotossensíveis 
(sensíveis à luz) e compreendem vacinas, soros, imunoglobulinas e anticorpos monoclonais, 
capazes de proteger, reduzir a severidade ou combater doenças específicas e agravos, por 
meio de imunidade ativa ou passiva (Anvisa, 2017a, Brasil 2024a).
As vacinas são medicamentos imunobiológicos compostos por microrganismos inteiros, 
atenuados e/ou inativados, partículas ou subunidades antigênicas, capazes de estimular 
o sistema imunológico e, assim, proporcionar proteção ao reduzir a gravidade da doença. 
Elas podem conter uma ou mais substâncias antigênicas que, quando administradas, são 
capazes de induzir imunidade específica ativa. Já os diluentes, por sua vez, são específicos 
para a reconstituição e/ou diluição de cada vacina. As vacinas são tecnologias essenciais no 
controle epidemiológico de doenças (Brasil, 2021a).
A imunidade ativa obtida após a vacinação resulta em proteção desenvolvida pelo próprio 
sistema imunológico. Esse processo ocorre quando o sistema imunológico é estimulado por 
um antígeno, levando à produção de imunidade mediada por anticorpos e por células, com 
duração de muitos anos, frequentemente por toda a vida (Organização Mundial da Saúde, 
1996; Anvisa, 2010; Brasil, 2021a). 
Os soros hiperimunes (heterólogos) são imunoglobulinas heterólogas obtidas a partir de 
plasma de animais hiperimunizados. As imunoglobulinas de origem humana (homólogas) 
são obtidas de plasma humano doado, contendo altos níveis do anticorpo de interesse 
(Organização Mundial da Saúde, 1996; Anvisa, 2010). 
Os imunobiológicos são produtos termolábeis, com especificação de temperatura máxima 
de conservação igual ou inferior a 8°C. Vale ressaltar que cada imunobiológico possui uma 
temperatura de conservação específica, informada na bula do produto (Anvisa, 2020a).
A depender da plataforma tecnológica de produção, tipo de microrganismo e composição 
final do produto, algumas vacinas, como BCG, sarampo e rubéola, podem perder potência quando 
expostas à luz ultravioleta (UV). Por esse motivo, alguns fabricantes fornecem essas vacinas em 
frascos de vidro escuro (cor âmbar). É recomendável proteger todos os recipientes primários de 
vacinas da exposição à luz solar e de fontes de luz artificial emissoras de UV, tais como tubos 
fluorescentes e lâmpadas fluorescentes compactas. Essa proteção é especialmente importante no 
final da cadeia de abastecimento, quando os imunobiológicos são retirados das suas embalagens 
secundárias, garantindo sua eficácia até o momento da administração (CDC, 2021).
26 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
A potência de uma vacina é determinada pela relação entre a resposta imunológica 
induzida e a dose administrada. A eficácia da vacina, por sua vez, é definida pela redução do 
risco de doença atribuível à vacinação em condições ideais (Anvisa, 2010; CDC, 2021).
4.1 Tipos, características e nomenclatura dos imunobiológicos 
armazenados e transportados na Rede de Frio do PNI
Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações disponibiliza ao SUS mais de
45 imunobiológicos, entre vacinas, soros, imunoglobulinas e anticorpos monoclonais. A lista 
de imunobiológicos é dinâmica à medida que novas tecnologias são desenvolvidas e aprovadas 
pela Anvisa, além de sua incorporação no PNI ao longo do tempo (Brasil, 2024c, 2025c). 
As terminologias dos imunobiológicos possibilitam a identificação do produto para o 
registro nos sistemas de informação das doses administradas. No Brasil, a denominação dos 
fármacos ou princípios ativos genéricos atribuída aos insumos farmacêuticos pela Farmacopeia 
Brasileira é determinada pela Denominação Comum Brasileira (DCB) (Anvisa, 2023).
A padronização e sistematização das informações relativas à identificação de medicamentos 
em âmbito nacional são regulamentadas pela Ontologia Brasileira de Medicamentos (OBM), 
conforme disposto na Portaria GM/MS n.º 6.093, de 16 de dezembro de 2024 (Brasil, 2024d).
A OBM adota a DCB como referência oficial para a identificação de medicamentos, constituindo 
requisito mínimo para a interoperabilidade e integração com a Rede Nacional de Dados em 
Saúde (RNDS) (Anvisa, 2023).
Dessa forma, as terminologias utilizadas devem ser uniformizadas em todos os sistemas 
de informação em saúde, assegurando a rastreabilidade, o uso correto e seguro dos 
imunobiológicos, bem como sua identificação conforme a DCB, incluindo o nome genérico, 
nome comum e respectivas siglas (Anvisa, 2023, Brasil 2024d).
SAIBA MAIS!
Para saber mais sobre a lista completa e atualizada dos imunobiológicos 
disponíveis no SUS, acesse o link:
https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 27
4.2 Tipos de embalagens dos imunobiológicos
As embalagens utilizadas para acondicionamento dos imunobiológicos são definidas 
como primárias, secundárias e terciárias (Figura 2). Em alguns casos, os fabricantes podem 
utilizar também embalagens externas adicionais para acondicionamento e transporte de 
grandes volumes (Anvisa, 2020a). 
Figura 2 Tipos de embalagens dos imunobiológicos
VACINA
Primária
Secundária
Terciária
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2017).
As embalagens são definidas da seguinte forma:
• Embalagem: invólucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, removível 
ou não, destinado a cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter os medicamentos.
SAIBA MAIS!
Para saber mais sobre os imunobiológicos ofertados pelo SUS, acompanhe
as publicações no endereço eletrônico:
https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/distribuicao-de￾imunobiologicos.
Acesse também o painel de monitoramento de distribuição de vacinas:
https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_
DISTRIBUICAO_VACINA/SEIDIGI_DEMAS_DISTRIBUICAO_VACINA.html.
28 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Embalagem primária: embalagem que mantém contato direto com o imunobiológico. 
Tem o objetivo de proteger, preservar e conter o produto, como frasco, frasco-ampola, 
ampola, seringa e seringa preenchida. 
• Embalagem secundária: embalagem externa do produto, que está em contato com 
a embalagem primária ou envoltório intermediário, podendo conter uma ou mais 
embalagens primárias.
• Embalagem terciária: embalagem ou caixa que contém uma série de caixas secundárias 
ou caixas agrupadas, geralmente constituída em papelão ondulado.
Destaca-se a importância da resistência atribuída à embalagem terciária, cuja função é 
assegurar a preservação da qualidade dos produtos durante o transporte. Essa embalagem 
deve oferecer proteção adequada às embalagens secundárias, evitando a exposição à umidade 
proveniente das bobinas reutilizáveis utilizadas no transporte dos imunobiológicos (Anvisa, 
2020a).Adicionalmente, é fundamental o conhecimento acerca dos diferentes tipos e formas de 
embalagens de proteção dos imunobiológicos no contexto das atividades da Rede de Frio, uma 
vez que esses elementos impactam diretamente as etapas logísticas, bem como o planejamento 
do dimensionamento para armazenamento, distribuição e transporte desses produtos.
As embalagens exercem papel essencial na preservação da integridade dos imunobiológicos, 
prevenindo danos físicos, como fissuras, e influenciam na quantidade de bobinas reutilizáveis 
necessárias à manutenção da temperatura adequada durante o transporte. No conjunto das 
operações da Rede de Frio, a escolha e o uso adequado das embalagens constituem fatores 
determinantes tanto para a proteção quanto para a conservação e quantificação dos produtos 
(Anvisa, 2020a).
4.3 Variáveis determinantes no armazenamento dos imunobiológicos
A adequada conservação dos imunobiológicos nas diferentes instâncias da Rede de Frio deve 
considerar o tempo de armazenamento e a temperatura como variáveis cruciais para assegurar 
operações seguras na Cadeia de Frio, bem como manter a qualidade durante a validade dos 
imunobiológicos. De acordo com as orientações da OMS, adotadas pelo PNI, a inter-relação 
dessas variáveis leva em conta os processos da Cadeia de Frio, o volume armazenado e as 
atribuições específicas de cada instância da Rede (Organização Mundial da Saúde, 2014; 
Organização Pan-Americana da Saúde, 2023; Organização Mundial da Saúde, 2025a).
É importante ressaltar que o período de armazenamento indicado para cada 
estabelecimento da Rede de Frio deve ser utilizado como referência, sendo imprescindível o 
mapeamento e a consideração criteriosa das particularidades de cada unidade (Brasil, 2025d). 
O planejamento das atividades de armazenamento e distribuição deve ser conduzido por 
meio de uma análise multifatorial, contemplando aspectos como a demanda, as perdas técnicas 
e físicas, os tipos de imunobiológicos, a capacidade de armazenamento, a periodicidade 
de reposição de estoque, as condições de temperatura requeridas, a infraestrutura física 
disponível e as atividades desenvolvidas pela Rede de Frio em cada instância (Brasil, 2025d).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 29
O tempo de armazenamento dos imunobiológicos nos diferentes estabelecimentos da 
Rede de Frio deve ser realizado de forma prospectiva e mudanças podem ocorrer em função 
da disponibilidade desses produtos, bem como de situações relacionadas à produção e ao 
controle de qualidade, por exemplo, o recebimento de vacinas com prazo curto de validade 
da instância superior. 
4.4 Sensibilidade dos imunobiológicos às variações de temperatura 
e as excursões de temperatura
A sensibilidade de produtos biológicos, como os imunobiológicos, refere-se à 
susceptibilidade desses produtos a variações ambientais ou físicas que podem comprometer 
sua estabilidade, qualidade, segurança ou eficácia. Essa sensibilidade está diretamente 
relacionada à natureza biológica dos componentes ativos, como vírus atenuados, fragmentos 
bacterianos ou RNA, que são instáveis frente a fatores como temperatura, luz, agitação ou 
tempo (Organização Pan-Americana da Saúde, 2025a).
As características conferidas pelo laboratório produtor aos imunobiológicos são verificadas 
e passam pelo controle da qualidade exclusivo do INCQS, conforme Resolução da Diretoria 
Colegiada (RDC) n.º 944, de 28 de novembro de 2024 (Anvisa, 2024a).
No contexto da conservação de imunobiológicos, define-se excursão de temperatura como 
qualquer variação fora do intervalo recomendado pelo fabricante, mantida por determinado 
período, capaz de comprometer a qualidade, eficácia e segurança do produto. As variações de 
temperatura referem-se às mudanças na temperatura em que o imunobiológico é exposto 
(Anvisa, 2024a). A alteração da temperatura de armazenamento fora do recomendado pode 
comprometer a potência imunogênica do imunobiológico, bem como as características 
verificadas e certificadas pelo laboratório produtor em determinadas condições de 
conservação: temperatura, prazo de validade, umidade, luz e outras (Organização Mundial 
da Saúde, 2025a).
A avaliação da estabilidade dos imunobiológicos envolve a realização de estudos sob 
diferentes condições: armazenamento prolongado, de estresse térmico, de exposição 
acelerada e de ciclagem térmica – com o objetivo de determinar o tempo máximo em que 
esses produtos podem permanecer fora das condições ideais sem risco significativo à sua 
qualidade (Anvisa, 2024a).
ATENÇÃO!
Os imunobiológicos exigem condições específicas de armazenamento, manuseio e transporte.
Siga sempre as recomendações dos fabricantes e as diretrizes do Ministério da Saúde para 
garantir a eficácia do produto.
30 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Dada a importância crítica da temperatura para o adequado armazenamento dos 
imunobiológicos, todos os profissionais em todas as esferas da rede devem monitorar e 
alertar sobre falhas recorrentes no manuseio e acondicionamento, que podem comprometer 
a potência dos imunobiológicos, especialmente nas etapas de armazenamento e distribuição 
(Brasil, 2021a).
Entre as principais deficiências identificadas, inclusive em países desenvolvidos, 
destacam-se: exposição a altas temperaturas durante o armazenamento ou transporte; 
congelamento acidental de vacinas adsorvidas; uso de equipamentos de refrigeração sem 
controle efetivo de temperatura; falhas na leitura e no registro das temperaturas; além 
do armazenamento inadequado de vacinas junto a medicamentos, alimentos, bebidas ou 
materiais biológicos (Organização Mundial da Saúde, 2014). 
Quando houver comprovação de que a vacina foi submetida a temperaturas fora da 
faixa recomendada pelo fabricante, conforme especificado em bula, a OMS orienta que os 
gestores dos programas nacionais de imunizações de cada país adotem protocolos específicos 
para avaliação da estabilidade, com especial atenção às exposições a altas temperaturas 
e a congelamento (Organização Mundial da Saúde, 2014; Organização Pan-Americana da 
Saúde, 2023a). 
O Ministério da Saúde, em parceria com o INCQS, disponibiliza orientações técnicas destinadas 
aos estados e ao Distrito Federal, para análises e notificações da ocorrência de excursões de 
temperatura, ocorridas no transporte ou nas demais situações eventuais (Brasil, 2025d).
A análise e a notificação das excursões de temperatura devem ser realizadas conforme 
as diretrizes estabelecidas na Nota Técnica n.º 351/2025-CGGI/DPNI/SVSA/MS E NT-PB/
INCQS/FIOCRUZ, observando futuras atualizações. As ocorrências de excursão de temperatura 
devem ser notificadas pelas instâncias locais às Coordenações Estaduais de Imunização, 
utilizando o formulário oficial disponibilizado pelo Ministério da Saúde (Brasil, 2025d).
Em situações não previstas pelas normativas vigentes, as instâncias de gestão dos estados 
devem comunicar a ocorrência à Coordenação-Geral de Gestão de Insumos e Rede de Frio 
(CGGI), do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), da SVSA/MS, 
encaminhando a documentação necessária para avaliação, utilizando as ferramentas oficiais 
recomendadas (Brasil, 2025d).
SAIBA MAIS!
Para acessar os formulários de notificação da ocorrência de desvio de 
qualidade, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, acesse o link:
https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/formularios-e￾sistemas-de-registro.
A avaliação dessas ocorrências deve seguir as orientações técnicas mais atualizadas.
Nos casos em que a instância estadual não tenha condições de realizar a avaliação, a ocorrência 
deverá ser encaminhada à CGGI, utilizando o formulário específico para essa finalidade 
(Brasil, 2025d).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 31
É importante ressaltar que os períodos de exposição a excursões de temperatura são 
cumulativos. Dessa forma, o tempo máximo permitido para essas exposições é limitado. 
Assim, imunobiológicos que tenham passado por excursão, mas que foram avaliados e 
liberados para uso, devem receber prioridade na distribuição e utilização (Brasil, 2025d).
Em casos de excursão de temperatura na rede privada, os serviços de vacinação e os 
distribuidores de imunobiológicos devem encaminhar a ocorrência para avaliação do 
laboratório produtor e/ou do detentor do registro do produto na Anvisa. Cada estabelecimento 
deve manter registros completos do histórico de excursões de temperatura e possuir 
Procedimento Operacional Padrão (POP) específico, contendo o fluxo de notificação e os 
contatos atualizados dos responsáveis técnicos de cada laboratório (Brasil, 2025e).
Enquanto aguardam a análise, os imunobiológicos envolvidos devem ser segregados, 
identificados de forma clara e mantidos sob a temperatura de conservação recomendada, 
até a decisão final de liberação ou o descarte do produto (Brasil, 2025d).
Se forem identificadas queixas técnicas relacionadas aos imunobiológicos ou aos produtos 
para saúde (seringas, agulhas, entre outros), como ausência de registro, suspeita de falsificação, 
alterações físicas, defeitos de embalagem ou presença de contaminantes, a ocorrência deve 
ser registrada no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa) ou conforme as 
orientações vigentes das Coordenações Estaduais e do Distrito Federal (Brasil, 2025d).
A notificação adequada dessas ocorrências é fundamental para subsidiar as ações de 
proteção e promoção à saúde promovidas pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde (Brasil, 
2025d).
4.4.1 Orientações sobre o uso e interpretação da mudança de cor do Monitor de 
Frascos de Vacina – MFV
O Monitor de Frasco de Vacina (MFV) é uma etiqueta sensível à temperatura fixada 
diretamente no frasco, na seringa preenchida, na ampola ou em outras apresentações de 
vacinas. Essa etiqueta muda de cor gradualmente, conforme a vacina é exposta ao calor 
acumulado, permitindo que os profissionais de saúde identifiquem se houve exposição além 
do limite seguro de temperatura, situação em que a vacina não deve ser utilizada (Organização 
Pan-Americana da Saúde, 2023b). 
SAIBA MAIS!
Para acessar o formulário Notivisa, acesse o endereço eletrônico:
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e- monitoramento/
notificacoes.
32 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
O centro do MFV contém um substrato químico que altera sua cor em resposta à exposição 
prolongada a altas temperaturas. A interpretação é simples:
• Se a cor do quadrado central for mais clara que a do círculo externo, a vacina ainda 
pode ser utilizada (Figura 3).
• Se a cor do quadrado for igual ou mais escura que a do círculo externo, a vacina deve 
ser descartada, pois foi comprometida pela exposição ao calor. 
Sempre que uma alteração crítica no MFV for identificada, o fato deve ser comunicado 
imediatamente ao responsável pela avaliação de ocorrências ou ao responsável técnico da 
Central da Rede de Frio, para que sejam adotadas as medidas previstas nos Procedimentos 
Operacionais Padrão (POP) locais (Organização Pan-Americana da Saúde, 2023b). 
Figura 3 Monitor de frasco de vacina (MFV) indicando que o frasco de vacina ainda pode 
ser utilizado, já que a cor do quadrado central é mais clara que a do círculo externo
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde (2025).
ATENÇÃO!
Ocorrendo excursão de temperatura, independente da mudança de cor do MFV, a instância de 
referência deve ser comunicada.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 33
Figura 4 Infográfico sobre a interpretação da mudança de cor do Monitor de Frasco de 
Vacina (MFV) para a tomada de decisão
Monitor de Frasco de Vacina (MFV)
Exposiçãocumulativaaocalor ao longodotempo
Informeo seusupervisor
Acor do quadrado interior do MFVcomeça 
comum tommais claroque ocírculo exterior
econtinua aescurecer como tempoe/ou
coma exposiçãoaocalor.
Oquadrado é
mais claroque o
círculoexterior
Oquadradoé
mais escuro
queo círculo
exterior
Acor do
quadrado é
igualà cor
do círculo
exterior
Uma vezque avacinaatinjaouexceda oponto
de eliminação, a cordoquadradointeriorserá 
da mesmacor ou mais escura queo círculo
exterior.
UTILIZE NÃO UTILIZE
r PONTO DE DESCARTE
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde (2025).
34
5 Termos e conceitos aplicáveis
 à Rede de Frio
Este tópico faz uma breve descrição a alguns conceitos importantes, aplicáveis aos 
sistemas de refrigeração, com o objetivo de facilitar o entendimento acerca do sistema
e dos equipamentos que serão abordados nos próximos tópicos deste manual.
5.1 Conceito de refrigeração
A refrigeração é o processo de remoção de calor para reduzir e manter a temperatura
de um ambiente ou produto abaixo da temperatura ambiente (Teixeira; Pallu, 2024).
O funcionamento do sistema de refrigeração baseia-se nos princípios de calor e trabalho, 
utilizando um fluido refrigerante. Esse fluido circula em um circuito fechado e retira calor 
do ambiente ao se vaporizar em baixa pressão. Ele entra no evaporador como uma mistura 
de líquido e vapor, absorvendo a energia térmica do ambiente refrigerado e, durante 
esse processo, transforma-se completamente em vapor. Esse vapor, então, segue para o 
compressor, onde é comprimido e bombeado, tornando-se um vapor superaquecido que se 
desloca até o condensador. No condensador, o fluido libera a energia extraída dos alimentos 
e a energia gerada pelo trabalho de compressão, transferindo esse calor para o ambiente 
externo. Durante esse processo, o fluido passa de vapor superaquecido para o estado líquido 
(condensa). Por fim, ele entra em um dispositivo de expansão, onde sua pressão é reduzida, 
permitindo seu retorno ao evaporador para iniciar novamente o ciclo (Teixeira; Pallu, 2024).
5.2 Transmissão de calor
A transferência de energia entre dois sistemas com temperaturas diferentes é chamada 
de transferência de calor.
De acordo com as leis da termodinâmica, que estudam a transmissão de calor, esse 
processo ocorre espontaneamente do corpo mais quente para o corpo mais frio. A direção 
do fluxo é definida pela segunda lei da termodinâmica, indicando que o calor se desloca 
naturalmente para o corpo de menor temperatura ou menor energia térmica.
A primeira lei da termodinâmica, conhecida como Princípio da Conservação da Energia 
ou Princípio de Joule, estabelece que as diferentes formas de energia podem ser convertidas 
entre si e dissipadas na forma de calor. A transferência de calor acontece por três processos: 
condução, radiação e convecção (Moura, 2007; Kreith; Bohn; Manglik, 2015). 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 35
5.2.1 Condução
A condução é o processo pelo qual há transmissão de calor entre as partículas de um 
mesmo corpo ou entre as partículas de dois ou mais corpos distintos em contato físico direto. 
Os átomos do corpo vibram, aumentando gradativamente sua velocidade à medida do 
aumento da intensidade de calor; em consequência os átomos e elétrons livres colidem 
com seus vizinhos até que o aumento no movimento seja transmitido a todos os átomos, 
e o corpo com temperatura mais alta transmita calor ao corpo de temperatura mais baixa.
A condução de calor ocorre por meio de colisões atômicas e eletrônicas (Moura, 2007; Kreith; 
Bohn; Manglik, 2015).
A capacidade de transmissão do calor está diretamente relacionada às ligações na estrutura 
atômica ou molecular do material (Figura 5). Assim, quanto mais fracamente ligados os 
elétrons de um corpo, mais livres estarão para transportar energia por meio de colisões, 
por essa razão, os metais são excelentes condutores de calor e de eletricidade. Por outro 
lado, materiais como poliestireno expandido (isopor), poliuretano e lã de vidro são isolantes 
térmicos, logo, são materiais fortemente ligados, maus condutores (Moura, 2007; Boabaid 
Neto, 2010; Kreith; Bohn; Manglik, 2015). 
Figura 5 Transmissão de calor por condução
 
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS, 2025.
5.2.2 Radiação
No caso da transmissão de calor por radiação, o princípio da troca de calor é o mesmo, do 
corpo mais quente, com mais energia, para o corpo mais frio. Contudo, não há necessidade de 
contato direto entre os corpos, pode ocorrer no vácuo e em meios materiais e, a depender da 
cor do corpo, transmitirá melhor o calor ou não (Figura 6). A cor escura é um bom absorvente 
e emite bem o calor. Já a cor clara é boa refletora, má absorvente e má emissora de calor 
(Moura, 2007; Boabaid Neto, 2010; Kreith; Bohn; Manglik, 2015). 
36 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Figura 6 Transmissão de calor por radiação
As superfícies
claras refletem
As superfícies
escuras absorvem
Luz
 
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS, 2025.
5.2.3 Convecção
A convecção é o processo de transporte de energia pela ação combinada da condução de 
calor, do armazenamento de energia e do movimento de mistura. A convecção é importante 
principalmente como mecanismo de transferência de energia entre uma superfície sólida e 
um líquido ou gás (Boabaid Neto, 2010; Kreith; Bohn; Manglik, 2015). 
Neste caso, a transmissão de calor acontece de um local para outro, mediante correntes 
existentes nos meios fluidos (líquidos e gases). É o processo mais utilizado na refrigeração 
em espaço fechado e pode ser natural (livre) e forçado (Figura 7) (Boabaid Neto, 2010; Kreith; 
Bohn; Manglik, 2015). 
Figura 7 Transferência de calor por convecção forçada por meio do condicionador de ar
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 37
À medida que as moléculas acumulam energia (calor), elas movimentam-se para outras 
posições nos ambientes com menor temperatura, transmitindo o calor para outras partículas 
(Boabaid Neto, 2010).
Assim, considerada a movimentação livre devido à diferença de temperatura, diz-se que 
se trata de uma convecção livre ou natural. Nos casos em que a mistura é causada por algum 
agente externo, bomba ou ventiladores, por exemplo, é dita convecção forçada (Boabaid 
Neto, 2010). 
Na câmara fria a convecção é forçada (Figura 8), o evaporador que tem um ventilador é 
chamado de forçador, que “força” o ar frio para toda a câmara. O ar quente é empurrado pela 
massa de ar frio e retorna ao forçador completando o ciclo (Boabaid Neto, 2010).
Figura 8 Convecção forçada no interior de uma câmara fria
 
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
38 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
5.3 Refrigeração por compressão de vapor
A refrigeração por compressão de vapor é um ciclo termodinâmico amplamente utilizado 
em sistemas de refrigeração e ar-condicionado. É constituído por quatro principais 
componentes: fluido refrigerante, evaporador, compressor e condensador. Utiliza-se da 
compressão e da expansão do fluido refrigerante em um ciclo fechado como meio para retirada 
de energia térmica de um corpo ou ambiente (Teixeira; Pallu, 2004).
Os componentes deste ciclo têm funções específicas, o condensador integra o ciclo com 
a função de transformar o gás quente – que é descarregado do compressor de alta pressão – 
em líquido, rejeitando o calor contido no fluido refrigerante para uma fonte de resfriamento. 
A válvula de expansão controla, de forma precisa, a quantidade de refrigerante que penetra 
no evaporador, local onde o fluido refrigerante sofrerá a mudança de estado, da fase líquida 
para a gasosa, também denominado de serpentina de resfriamento (Martinelli Junior, 2009).
O ciclo teórico (Figura 9) é marcado por quatro etapas, sendo que a primeira ocorre no 
compressor. O fluido refrigerante entra no compressor sob pressão do evaporador, sendo 
comprimido até atingir a pressão de condensação, estado no qual o fluido estará superaquecido 
com temperatura superior à temperatura de condensação. Na segunda etapa, ocorre o processo 
de rejeição de calor do fluido refrigerante para o meio ambiente, desde a temperatura de 
saída do compressor até a de condensação, rejeitando, posteriormente, a temperatura 
de condensação até que todo o vapor se transforme em líquido saturado na pressão de 
condensação. A terceira etapa ocorre na válvula de expansão, é irreversível, acontece desde 
a pressão de condensação e líquido saturado até atingir a pressão do evaporador. E, na quarta e 
última etapa, ocorre o processo de transferência de calor à pressão e à temperatura constantes, 
desde o vapor úmido até atingir o estado de vapor saturado seco (Martinelli Junior, 2009). 
Figura 9 Ciclo de compressão de vapor
alta pressão
baixa pressão
condensador
evaporador
compressor
válvula de 
expansão
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2017).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 39
5.4 Refrigeração por absorção
Assim como no ciclo de refrigeração por compressão, o evaporador, o condensador
e o dispositivo de expansão são partes do ciclo de refrigeração por absorção. No entanto,
a compressão é substituída por outra forma de elevação de pressão proveniente do evaporador 
com destino ao condensador (Teixeira; Pallu, 2004; Martinelli Junior, 2009).
O sistema por absorção é baseado em combinações de substâncias que possuem 
características não usuais, absorvem-se entre si sem que haja interação química entre elas. 
A absorção acontece com rejeição de calor, e a separação com absorção de calor. Existem vários 
pares de refrigerantes e absorventes, sendo os mais usados: amônia versus água (Figura 10) 
e água versus brometo de lítio (Teixeira; Pallu, 2004; Martinelli Junior, 2009).
Figura 10 Sistema de refrigeração por absorção
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
40 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
No evaporador, há vapor de refrigerante à baixa pressão, que é absorvido por uma 
solução concentrada no absorvedor. Caso a temperatura dessa solução se eleve, a absorção 
de vapor pode cessar; para evitar isso, resfria-se o absorvedor por água ou ar. A bomba eleva 
a pressão da solução concentrada e faz com que entre no gerador, onde a refrigerante volta 
ao estado de vapor, com temperatura e pressão elevadas, devido à adição de calor. A solução 
líquida retorna ao absorvedor por meio da válvula redutora de pressão. No condensador, 
o vapor é condensado por meio de água fria. No evaporador, o fluido refrigerante absorve 
calor e evapora-se (Teixeira; Pallu, 2004; Martinelli Junior, 2009). 
41
6 Manutenção
A manutenção consiste em um conjunto de atividades técnicas e administrativas voltadas 
a garantir a disponibilidade e a confiabilidade de equipamentos e sistemas, de acordo com 
condições operacionais específicas (ABNT, 2012).
A confiabilidade dos equipamentos é um objetivo constante na área da saúde, visando 
promover a segurança operacional, a qualidade dos produtos, a preservação do meio ambiente 
e a otimização de recursos. Dessa forma, uma gestão de manutenção bem estruturada e 
custo-efetiva é essencial para alcançar esses resultados (ABNT, 2015).
Existem diversas denominações atribuídas à atuação da manutenção, sejam elas: 
Manutenção Preditiva (MPd), Manutenção Preventiva (MP) e Manutenção Corretiva (MC) 
(Xavier, 2000).
6.1 Manutenção Preditiva
É toda intervenção programada e subordinada a um evento resultante do monitoramento 
de parâmetros preestabelecidos, ou seja, por meio de um conjunto de atividades sistemáticas, 
promove-se a verificação e/ou medição de variáveis ou parâmetros que indiquem perda no 
desempenho esperado dos equipamentos, visando, dessa forma, definir a necessidade ou 
não de intervenção (Xavier, 2000; Branco Filho, 2006).
Esse tipo de manutenção é realizado pelo operador durante a rotina de trabalho. 
Os requisitos e a periodicidade devem seguir as orientações especificadas no manual do 
equipamento e estar detalhados em um POP específico, atualizado periodicamente e acessível 
aos profissionais em suas atividades diárias (Xavier, 2000). 
6.2 Manutenção Preventiva
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define MP como “manutenção efetuada 
em intervalos predeterminados, ou de acordo com critérios prescritos, destinada a reduzir 
a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item” (ABNT, 2012), em 
outras palavras, a MP visa minimizar potenciais falhas e interrupções nos equipamentos por 
meio de intervenções técnicas periódicas, que incluem ajustes de parâmetros de operação
e substituição de peças com desgaste natural. Essa manutenção abrange diferentes níveis
de ação, desde inspeções diárias até intervenções semestrais ou anuais.
42 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
A manutenção preventiva deve sempre ser realizada por pessoal capacitado, 
preferencialmente por serviços autorizados e com o uso de peças originais (Anvisa, 2020a).
Deve seguir as orientações do manual do fabricante quanto aos requisitos e periodicidade.
6.3 Manutenção Corretiva
Segundo a ABNT, Manutenção Corretiva “é manutenção efetuada após a ocorrência de 
uma pane destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida”, 
ou seja, é toda intervenção efetuada após falha, visando ao restabelecimento das condições 
normais de operação de equipamentos e sistemas (ABNT, 2012).
A corretiva é o tipo de manutenção que o equipamento está sujeito, ainda que se tenha 
atendido em rigor a realização das manutenções preditivas e preventivas. Essa manutenção 
deve ser realizada por serviço especializado e, portanto, devem constar nos contratos de 
serviço, quando adequado (Branco Filho, 2006).
É fundamental realizar serviços de manutenção e reparos de forma oportuna. Quando 
executados corretamente, esses serviços aumentam a disponibilidade dos equipamentos, 
reduzindo o número de defeitos e falhas de funcionamento. Essencialmente para câmaras
de armazenamento e geradores de energia elétrica de emergência, que garantem as condições 
de segurança necessárias para o armazenamento de imunobiológicos, evitando sua exposição a 
temperaturas fora da faixa recomendada pelo programa (Organização Mundial da Saúde, 2025a).
A exposição de imunobiológicos a variações de temperatura devido à quebra ou falha dos 
equipamentos é evitável e indesejável e, por isso, deve ser rigorosamente controlada, pois 
resulta em perdas físicas. Essas perdas podem ser minimizadas por meio da implementação 
de planos de gerenciamento de manutenção eficazes (Organização Mundial da Saúde, 2025a).
6.4 Programa de manutenção
Elaborar e implementar um programa ou plano de manutenção é a forma mais apropriada 
e robusta que a central de Rede de Frio poderá utilizar para justificar, junto ao mais alto nível 
de gestão, a necessidade da contratação dos serviços especializados (ABNT, 2012). 
Fatores relevantes para a elaboração do programa de manutenção incluem:
• Preservação da eficácia: os imunobiológicos devem ser armazenados em condições 
específicas de temperatura e umidade para garantir sua eficácia. A manutenção ajuda 
a garantir que os equipamentos, como câmaras refrigeradas e freezers, operem 
corretamente.
• Evitar perdas financeiras: a perda de imunobiológicos devido a falhas de equipamentos 
pode resultar em custos significativos. Um plano de manutenção eficaz reduz o risco de 
falhas inesperadas, protegendo o investimento em vacinas e evitando perdas financeiras.
• Segurança do paciente: um plano de manutenção ajuda a garantir que os imunobiológicos 
sejam armazenados em condições seguras e adequadas, protegendo a saúde dos pacientes 
e fortalecendo a saúde pública.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 43
Assim, o primeiro passo consiste em mapear os registros existentes:
• número de perdas físicas por falha/quebra do equipamento;
• quantidade e qualidade de ações emergenciais destinadas a preservar os imunobiológicos 
em decorrência de quebra /falha do equipamento;
• quantidade de horas de indisponibilidade do equipamento quebra/falha; 
• circulação de produtos armazenados.
O programa ou plano de manutenção é uma ferramenta fundamental que permite a 
gestores e operadores evitarem surpresas indesejadas. Um plano bem estruturado assegura 
que os equipamentos permaneçam em excelentes condições de operação, aumentando sua 
disponibilidade e, consequentemente, melhorando a eficiência operacional. Além disso, esse 
plano identifica os tipos de manutenção necessários em períodos específicos, garantindo a 
saúde e a qualidade dos equipamentos e ativos (ABNT, 2012).
A elaboração de um programa ou plano de manutenção para equipamentos de 
armazenamento de imunobiológicos resulta em:
• Conformidade com Normas Regulamentares (NR): a manutenção adequada dos 
equipamentos de armazenamento é prevista na RDC n.º 430, de 8 de outubro de 
2020, que estabelece as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte 
de Medicamentos. Essa prática é frequentemente exigida por regulamentações 
governamentais e normas de agências de saúde, bem como assegura que o serviço de 
saúde esteja em conformidade com essas diretrizes, prevenindo penalidades e garantindo 
a segurança e a qualidade dos produtos armazenados (Anvisa, 2020a).
• Aumento da disponibilidade dos equipamentos: possibilita que os equipamentos 
estejam sempre prontos para uso, evitando interrupções no armazenamento e na 
distribuição dos imunobiológicos.
• Monitoramento contínuo das condições: inclui a instalação de sistemas de 
monitoramento para garantir que as condições de armazenamento estejam sempre 
dentro dos limites adequados. Isso permite a detecção imediata de qualquer anomalia.
• Treinamento e capacitação: proporciona diretrizes claras para o treinamento de 
pessoal. Isso garante que os operadores estejam capacitados para realizar manutenções 
adequadas e saibam como reagir a situações críticas.
• Melhoria na gestão de recursos: facilita um gerenciamento mais eficiente dos recursos 
necessários para a manutenção dos equipamentos, incluindo peças de reposição e mão 
de obra, resultando na otimização dos custos operacionais.
• Documentação e registro: proporciona documentação das atividades realizadas, 
permitindo rastreabilidade e auditoria, o que é fundamental para garantir a transparência 
e a responsabilidade.
44
7 Qualidade na Cadeia de Frio
Considerando que a Cadeia de Frio integra os serviços de saúde do SUS, deve seguir os 
princípios fundamentais de qualidade na oferta dos imunobiológicos à população. Segundo 
a OMS (2025a), os serviços de saúde de qualidade em todo o mundo devem ser: 
• Eficazes: prestando cuidados de saúde baseados nas evidências a todos aqueles que 
necessitam.
• Seguros: evitando prejudicar as pessoas a quem os cuidados se destinam e garantindo 
que os imunobiológicos, diluentes e insumos necessários à vacinação sejam fornecidos 
à população entre as suas especificações de qualidade.
• Centrados nas pessoas: prestando cuidados que respondam às preferências, necessidades 
e valores dos indivíduos.
• Oportunos: reduzindo os tempos de espera e, por vezes, demoras prejudiciais, tanto 
para os que recebem como para os que prestam os cuidados.
• Equitativos: prestando cuidados que não variem de qualidade em virtude de idade, sexo, 
gênero, raça, etnia, localização geográfica, religião, estatuto socioeconômico, questões 
linguísticas ou filiação política.
• Integrados: prestando cuidados que sejam coordenados em todos os níveis e por todos 
os prestadores, disponibilizando toda a gama de serviços de saúde ao longo da vida.
• Eficientes: maximizando o benefício de recursos disponíveis e evitando o desperdício.
A Cadeia de Frio possui processos que demandam cuidados, uma vez que impacta 
diretamente na segurança e na qualidade dos produtos destinados às ações de vacinação e 
imunização, com foco nas pessoas, pois os imunobiológicos possuem alta sensibilidade às 
alterações de temperatura de conservação e outros fatores que impactam a sua estabilidade 
(Organização Mundial da Saúde, 2025a). 
Nesse sentido, ressalta-se a importância da implementação dos programas da qualidade 
e biossegurança compatíveis ao funcionamento desta rede e segurança aos pacientes
e profissionais da Cadeia de Frio (Organização Mundial da Saúde, 2025a).
Cabe às diferentes instâncias identificar e reconhecer a relevância da implementação
e do estabelecimento de normas técnico-administrativas adequadas aos parâmetros locais, 
visando ao correto desempenho das atividades na sua área de competência, considerados, 
entre outros, o planejamento e a gestão logística, com vistas a promover a qualidade e a 
segurança no armazenamento, no manuseio e na distribuição dos imunobiológicos e insumos 
necessários à vacinação (Organização Mundial da Saúde, 2025a). 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 45
O planejamento e a gestão logística têm por finalidade otimizar a utilização da capacidade 
instalada, compatibilizando-a com a demanda existente e potencial, respeitando os 
cronogramas de execução e a distribuição estabelecidos pelas instâncias. Paralelamente, 
a rede não se deve abster do desenvolvimento de pesquisas e estudos ligados a essa área 
de atuação, já que serão estratégicos para o desenvolvimento tecnológico e a constante 
ampliação e aprimoramento do processo e para a garantia da excelência da Rede de Frio no 
Brasil (Organização Mundial da Saúde, 2025a). 
Para garantir que imunobiológicos mantenham suas propriedades e eficácia é fundamental 
seguir rigorosos padrões de qualidade, que são orientados por boas práticas e regulamentados 
por normas específicas. O cumprimento das normas da Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (Anvisa) é obrigatório no Brasil e visa proteger a saúde pública, garantindo a 
integridade dos produtos. São elas:
• RDC n.º 658, de 30 de março de 2022 (Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos):
esta resolução estabelece que a fabricação de medicamentos deve seguir rigorosos 
padrões de qualidade, incluindo o controle preciso de temperatura e umidade durante 
o processo produtivo. Para produtos que requerem refrigeração, a norma exige a 
validação e o monitoramento contínuo das condições de armazenamento, garantindo 
que o produto saia da fábrica com sua integridade preservada.
• RDC n.º 430, de 8 de outubro de 2020 (Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem
e Transporte de Medicamentos): essa é a norma mais diretamente aplicável à Rede 
de Frio. Ela define os requisitos para a manutenção da cadeia de temperatura durante 
a logística. Isso inclui a validação de equipamentos de transporte (como veículos 
refrigerados), o monitoramento constante da temperatura durante o percurso e 
a validação dos locais de armazenagem. A norma também exige que haja planos de 
contingência em caso de falhas na refrigeração, como a quebra de um equipamento, 
para evitar a perda dos produtos.
• RDC n.º 197, de 26 de dezembro de 2017 (Requisitos Mínimos para Serviços de 
Vacinação Humana): o foco desta resolução é o ponto final da Rede de Frio: os serviços 
de vacinação. Ela exige que clínicas e postos de saúde mantenham as vacinas em 
equipamentos refrigerados (geladeiras e câmaras de conservação) com temperatura 
controlada e monitorada, geralmente entre 2°C e 8°C. A norma também estabelece a 
necessidade de registros de temperatura diários, alarmes para desvios de temperatura 
e a capacitação dos profissionais para lidar com a manipulação e o armazenamento 
correto das vacinas.
• RDC n.º 63, de 25 de novembro de 2011 (Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento 
para Serviços de Saúde): embora mais abrangente, esta RDC complementa as outras ao 
exigir que os serviços de saúde, de forma geral, mantenham o controle e a conservação 
adequados de todos os insumos e medicamentos utilizados, incluindo aqueles que 
necessitam de refrigeração. Ela reforça a necessidade de infraestrutura adequada 
e de profissionais treinados para garantir a segurança e a eficácia dos tratamentos 
oferecidos à população.
46 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
A combinação dessas normas assegura a rastreabilidade e a qualidade dos produtos da 
Rede de Frio em todas as fases, desde a fabricação até o momento em que são utilizados pelo 
paciente. O descumprimento dessas regras pode levar à perda de eficácia dos produtos e, 
consequentemente, representar um risco à saúde pública.
7.1 Sistema de Gestão da Qualidade
O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) deve abranger todos os aspectos que impactam a 
qualidade dos imunobiológicos e insumos ou serviços prestados, mapeando esses processos 
e administrados por meio de Procedimentos Operacionais Padrão com registros adequados. 
A responsabilidade pelo SGQ é compartilhada por todos os membros da unidade, e quaisquer 
desvios dos requisitos devem ser tratados como não conformidades (Damaceno, 2009; ABNT, 
2015; Effective [...], 2016; Anvisa, 2017b). 
A gestão e o controle de documentos de qualidade devem apresentar diretrizes para criação, 
revisão, aprovação, distribuição, treinamento, codificação, armazenamento e descarte de 
documentos, tanto físicos quanto eletrônicos, garantindo que os Procedimentos Operacionais 
Padrão estejam atualizados, acessíveis e claros para os funcionários. Esses documentos e 
registros devem ser armazenados com segurança contra alterações não autorizadas e danos, 
sendo mantidos por, no mínimo, cinco anos após tornarem-se obsoletos (Anvisa, 2020a).
A área responsável pelo SGQ nas instâncias e nos estabelecimentos da Rede e Cadeia 
de Frio deve ter autonomia hierárquica e contar com os recursos necessários para cumprir 
suas funções. É essencial que o compromisso com a saúde e segurança esteja firmado entre 
todos os envolvidos, promovendo a uniformidade em toda a Cadeia de Frio por meio de 
padrões, rotinas de acompanhamento e resultados consistentes (Damaceno, 2009; ABNT, 
2015; Effective [...], 2016). Em relação aos procedimentos e protocolos de registro de qualidade 
no contexto tecnológico, alguns aspectos específicos devem ser abordados para garantir a 
padronização adequada e, ainda, as ações voltadas ao processo de análise crítica, auditorias 
e estabelecimento de procedimentos (ABNT, 2015). 
Nesse contexto, alguns assuntos deverão ser explorados para padronização:
• Assegurar a implementação e manutenção do sistema da qualidade.
• Coordenar a gestão documental.
• Elaborar, revisar e aprovar formalmente os Procedimentos Operacionais Padrão.
• Adotar e manter um programa de autoinspeções.
• Implementar e manter programas de treinamentos frequentes.
• Receber e investigar reclamações.
• Gerenciar produtos devolvidos.
• Implementar um sistema de controle e gestão de mudanças.
• Verificar e assegurar requisitos legais de licença sanitária, autorização de funcionamento 
e Cnes nas atividades relacionadas à Cadeia de Frio de imunobiológicos.
• Gerenciar a qualificação e calibração de equipamentos e instrumentos.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 47
• Registrar, investigar e adotar ações corretivas e preventivas para as não conformidades 
identificadas.
• Gerenciar resíduos.
• Assegurar a integridade e rastreabilidade dos imunobiológicos.
• Implementar um programa de controle de pragas com agentes seguros, regulamentados 
pelos órgãos competentes e sem risco de contaminação dos produtos armazenados.
7.2 Indicadores de qualidade e gerenciamento de riscos da qualidade 
na Cadeia de Frio
Indicadores de qualidade e gerenciamento de riscos da qualidade são ferramentas que 
ajudam a controlar e monitorar a qualidade de produtos e serviços, bem como a identificar 
e mitigar riscos (Brasil 2025e; 2025f).
O gerenciamento de riscos da qualidade é um processo sistemático para a avaliação,
o controle, a comunicação e a análise dos riscos. A integração entre governança e liderança 
garante que a manutenção da Cadeia de Frio seja uma prioridade estratégica, com recursos 
e responsabilidades bem definidas em todos as instâncias da Rede de Frio. A interação com 
as partes interessadas (fabricantes, transportadoras, profissionais de saúde, pacientes) 
é fundamental para identificar e mitigar riscos em conjunto. Ao considerar os contextos 
interno (infraestrutura, equipamentos, treinamento) e externo (condições climáticas, 
regulamentações), bem como os fatores humanos (adesão a protocolos, comunicação eficaz), 
o gerenciamento de riscos auxilia na elaboração de estratégias para garantir a integridade 
dos imunobiológicos e na tomada de decisões fundamentadas sobre procedimentos e 
investimentos, contribuindo para a melhoria contínua do sistema de gestão da Cadeia de 
Frio (Anvisa, 2017b; ABNT, 2018; Brasil 2025e). 
Indicadores de qualidade na Cadeia de Frio são métricas específicas utilizadas para monitorar 
e garantir a integridade e a eficácia do armazenamento e transporte de produtos sensíveis à 
temperatura, como vacinas e outros imunobiológicos (ABNT, 2018). Esses indicadores ajudam 
a assegurar que as condições de temperatura e umidade sejam mantidas dentro dos limites 
estabelecidos, minimizando o risco de deterioração dos produtos (Brasil, 2022a).
O uso de indicadores promove um processo de autoavaliação institucional e fortalece
a capacidade dos gestores de compreender a real situação das atividades desenvolvidas. 
Abrange desde a implementação de um sistema de qualidade até o monitoramento dos 
processos de trabalho e a gestão de riscos. As informações obtidas por meio dos indicadores 
orientam a tomada de decisões, viabilizando a realização de atividades mais eficientes, 
eficazes e efetivas (ABNT, 2018; Mopan, 2024).
48 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 1 Indicadores de qualidade e gerenciamento de riscos da qualidade
Tipo de ação Indicadores
Solicitação de 
imunobiológicos
Quantidade e tipo de imunobiológicos solicitados
Quantidade e tipo de imunobiológicos recebidos
Número de entregas recebidas por ano (todos os tipos de pedidos,
sejam extrarrotina, rotina entre outros.)
Número de solicitações atendidas segundo o tipo de pedido
Número de entregas recebidas dentro do prazo
Percentual de entregas recebidas fracionadas/parciais
Aquisição e 
manutenção de 
equipamentos 
Periodicidade de atualização de inventário de equipamentos
Periodicidade de atualização do controle de patrimônio e componentes
Periodicidade e quantidade de aquisição de novas tecnologias
Percentual de execução do plano de manutenção para serviços de qualificação
e calibração dos equipamentos
Percentual de execução do plano de manutenção para serviços e qualificação
e validação térmica dos equipamentos
Periodicidade e quantidade de aquisição e funcionamento de equipamentos
de Backup de energia
Percentual de execução do plano de manutenção para serviços de manutenções 
preventivas e corretivas
Condições de 
armazenamento
Periodicidade de verificação de equipamentos
Periodicidade de verificação do espaçamento e da organização
Processos
de trabalho
Percentual de procedimentos padronizados
Percentual de execução do planejamento e monitoramento de manutenção 
preditiva, preventiva e corretiva
Número de capacitações e treinamento de pessoal realizadas: operadores
e responsáveis por manutenção
Número de relatórios elaborados sobre produtividade e levantamento
de indicadores de desempenho
Número de relatórios com feedback e melhoria contínua
Número de relatórios com validação dos processos
Percentual de ambientes com sinalização visível e adequada
(saídas de emergência, extintores, equipamentos de segurança)
Percentual de profissionais treinados em procedimentos de emergência 
(incêndio, evacuação, primeiros socorros)
Existência de plano de contingência atualizado
Percentual de equipamentos de segurança (extintores, alarmes, sinalizadores) 
com manutenção em dia
Percentual de produtos armazenados de acordo com as especificações
de temperatura e umidade
continua
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 49
Tipo de ação Indicadores
Percentual de equipamentos de armazenamento (refrigeradores, 
congeladores) funcionando de acordo com as especificações
Percentual de Procedimentos Operacionais Padrão documentados e seguidos
Percentual de veículos que atendem aos requisitos de temperatura e segurança 
para transporte de imunobiológicos
Percentual de veículos com isolamento térmico adequado para garantir
o transporte seguro dos imunobiológicos
Percentual de motoristas treinados sobre os procedimentos de transporte 
seguro de imunobiológicos
Percentual de veículos com sistemas de alarme para desvio de temperatura 
durante o transporte
Número de relatórios de produtividade e de avaliação de desempenhos gerados
Número de feedback aplicados aos profissionais de saúde
Número de processos validados
Condições
de transporte
Número de inventários sobre tipo de veículo
Número de avaliações de isolamento térmico adequado
Número de mapeamentos térmicos de rota
Levantamento dos sistemas de rastreamento e localização
Distribuição de 
imunobiológicos
Percentual de demanda atendida
Percentual de entregas dentro do prazo
Número de entregas realizadas ano (todos os tipos de pedidos:
extraordinário, rotina...)
Percentual de entregas monitorados por meio de sistemas qualificados ao ano
Percentual de entregas fracionadas
Monitoramento
de temperatura
Número de avaliações de monitoramento contínuo
Número de avaliações de conformidade da faixa de temperatura recomendada
Número de relatórios de monitoramento
Controle
de umidade
Levantamento das faixas de umidade
Levantamento de desumidificadores
Desvio de 
qualidade
Número de avaliações dos tipos de queixas técnicas
Número de avaliações dos tipos de excursão
Número de avaliações sobre tempo fora da temperatura recomendada
Perdas Número de doses perdidas semestralmente
Percentual por tipo de perda
Levantamento semestral por tipo de perdas
Segurança Número de câmeras de monitoramento
Número de relatórios de controle de acesso
Existência do sistema contra incêndio
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS 92025). 
conclusão
50 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Os indicadores de qualidade são ferramentas essenciais para auxiliar gestores e equipes 
técnicas no monitoramento e na avaliação do desempenho em diversas áreas. Eles possibilitam 
a identificação de oportunidades de melhoria, a alocação eficiente de recursos e a garantia 
de conformidade com os padrões e normas estabelecidas (Mopan, 2024; Organização Pan￾Americana da Saúde, 2023c).
Cada organização deve desenvolver seus próprios indicadores e definir a periodicidade das 
análises, de acordo com a natureza dos processos envolvidos. Enquanto alguns indicadores 
podem ser monitorados diariamente, outros exigem uma análise mensal, trimestral, semestral 
ou anual. A escolha da frequência de acompanhamento depende da dinâmica do processo 
e dos objetivos específicos de cada análise (Mopan, 2024; Organização Pan-Americana da 
Saúde, 2023c).
7.3 Validação e qualificação
A RDC n.º 430, de 8 de outubro de 2020, dispõe sobre as Boas Práticas de Distribuição, 
Armazenagem e de Transporte de Medicamentos, e define Qualificação como o conjunto 
de ações realizadas para verificar e documentar que instalações, sistemas e equipamentos 
estão adequadamente instalados, operam corretamente e atingem os resultados esperados, 
e Qualificação térmica como a verificação documentada de que o equipamento ou área de 
temperatura controlada mantém homogeneidade térmica em seu interior (Anvisa, 2020a).
Com o rápido avanço tecnológico, têm surgido novas técnicas e novos produtos com o objetivo 
de melhoria, inclusive nas atividades relacionadas ao armazenamento dos imunobiológicos 
sob refrigeração (FNS, 2025). 
No contexto deste Manual, são explorados: a necessidade de uniformização da temperatura 
em todos os compartimentos dos equipamentos da Cadeia de Frio, os recursos para controle 
e monitoramento, os registros de temperatura em intervalos de tempo definido e os
alarmes audiovisuais.
No que se refere ao controle da implantação do sistema da qualidade na Cadeia de Frio, 
é importante manter o foco na “garantia da qualidade” de forma a promover: a qualidade, 
eficácia e segurança dos imunobiológicos e outros insumos; a investigação e o tratamento 
dos desvios e não conformidades; e o controle e a validação dos processos. Portanto, os 
equipamentos e sistemas informatizados devem ser qualificados e validados antes do uso 
ou após mudanças significativas (Anvisa, 2020a, FNS, 2025).
A validação de processos é o mecanismo por meio do qual se assegura que um sistema 
é capaz de atender a todas as especificações, de forma constante e consistente, efetiva e 
reprodutível, caso o processo tenha sido operado dentro dos limites estabelecidos (Anvisa, 
2020a, FNS, 2025).
ATENÇÃO!
Cada estabelecimento deve adaptar e gerenciar esses indicadores, conforme as atividades
e as necessidades locais.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 51
Validação é um processo documentado capaz de comprovar que um procedimento, 
processo, equipamento, material, atividade ou sistema produz, de forma consistente
e reprodutível, os resultados esperados. O termo também se aplica a processos, métodos e 
sistemas cujas condições operacionais podem ser controladas em ambientes reais (Damaceno, 
2009; ABNT, 2015). 
A qualificação abrange um conjunto de ações destinadas a verificar e documentar que 
instalações, sistemas e equipamentos estão devidamente instalados, operam corretamente 
e geram os resultados esperados (Damaceno, 2009; ABNT, 2015).
Para os imunobiológicos, as temperaturas de armazenamento e transporte são cruciais 
para preservar a qualidade do produto ao longo de sua vida útil. Embora as condições de 
armazenamento sejam geralmente estáveis, o ambiente de distribuição pode apresentar 
grandes variações, especialmente quando um imunobiológico é transportado entre diferentes 
zonas climáticas. Além disso, as flutuações de temperatura podem ser significativas 
dependendo da época do ano (Damaceno, 2009; ABNT, 2015).
Na prática, deve-se mapear procedimentos internos que promovam a identificação 
de todas as etapas do processo; a verificação por repetição de cada uma destas etapas;
e a formalização da documentação comprobatória para proceder à validação dos processos 
(Damaceno, 2009; ABNT, 2015;). 
No caso dos equipamentos, observado que a qualificação se refere a uma etapa da 
validação, são descritos três tipos de qualificação: Qualificação de Instalação (QI), Qualificação 
de Operação (QO) e Qualificação de Desempenho (QD) (ABNT, 2015; Anvisa, 2020a).
7.4 Confiabilidade metrológica e seu impacto na conservação
dos imunobiológicos
A confiabilidade metrológica de que trata este Manual tem por finalidade, entre outros, 
trazer ao contexto da Cadeia de Frio conceitos importantes relacionados à metrologia (Sereno; 
Sheremetieff, 2007).
A metrologia é a ciência das medições e suas aplicações, abrangendo todos os seus aspectos 
teóricos e práticos, segundo o Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM) (Inmetro, 2008).
No Brasil, a Coordenação-Geral de Acreditação (CGCRE), do Instituto Nacional de Metrologia, 
Qualidade e Tecnologia (Inmetro), é responsável por planejar, dirigir, orientar, coordenar 
e executar as atividades de acreditação de organismos de avaliação da conformidade (OAC) 
(Inmetro, 2024).
52 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
O Inmetro atualizou, em 2022, o documento que orienta para calibração de câmaras 
térmicas sem carga, DOQ-CGCRE-028, direcionado aos laboratórios acreditados para 
calibração de câmaras térmicas (Inmetro, 2022).
O laboratório deve selecionar a instrumentação adequada que garanta a rastreabilidade, 
pois esta influencia diretamente sua melhor capacidade de medição. Toda a instrumentação 
utilizada necessita estar calibrada na faixa de temperatura de medição. A escolha do sensor/
transdutor de temperatura é determinada pela faixa de medição da câmara e pela incerteza de 
medição especificada. Todos os padrões utilizados possuem rastreabilidade, sendo parte de uma 
cadeia de comparações metrológicas (Organização Mundial da Saúde, 2021; Inmetro, 2022).
Outro ponto relevante aplicável à Cadeia de Frio é o procedimento de medição de 
temperatura que envolve um conjunto de operações, descritas em documentos padronizados. 
O atributo qualitativamente distinguido e quantitativamente determinado é a grandeza da 
temperatura, sendo expressa em graus Kelvin (K) ou Celsius (°C) (Colman, 2011).
SAIBA MAIS! 
A Coordenação-Geral de Acreditação (CGCRE) publicou, em abril de 2024, 
o Manual da Qualidade da CGCRE, que estabelece diretrizes e políticas no 
âmbito de sua atuação. O documento está disponível em: https://www.gov.
br/inmetro/pt-br/assuntos/acreditacao/cgcre/Manual_Cgcre_Rev_28.pdf.
Além de exercer a atividade de organismo de acreditação, a CGCRE também 
atua como autoridade brasileira de monitoramento da conformidade aos 
Princípios das Boas Práticas de Laboratório (BPL) (Inmetro, 2024).
Para consultar os laboratórios acreditados pela CGCRE para a calibração 
de equipamentos, acesse: https://www.gov.br/inmetro/pt-br/assuntos/
acreditacao-reconhecimento-bpl/organismos-acreditados.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicou, em 2020, 
o Guia para Calibração de Câmaras Térmicas e Climáticas, direcionado aos 
laboratórios credenciados para esse fim. A publicação está disponível em:
http://urlib.net/8JMKD3MGP3W34R/434GC52.
53
8 Equipamentos aplicáveis
 à Cadeia de Frio
Com a expansão da oferta de imunobiológicos, é necessário investimento na rede e 
infraestrutura da Cadeia de Frio. A capacidade de monitorar o desempenho dos equipamentos, 
adquirir os apropriados e mantê-los adequadamente é fundamental para garantir a segurança 
dos imunobiológicos e investimentos relacionados. Isso pode ser significativamente 
aprimorado por meio da calibração, qualificação térmica e validação, utilizando dados que são 
rotineiramente gerados por equipamentos da Cadeia de Frio e dispositivos de monitoramento 
de temperatura. Esta sessão explora as principais considerações para aquisição e implantação 
de equipamentos registrados na Anvisa e equipamentos pré-qualificados pela OMS 
(Organização Mundial da Saúde, 2021).
A Cadeia de Frio envolve requisitos como equipamentos, pessoas e processos. 
Sua preservação é característica fundamental no armazenamento e transporte dos 
imunobiológicos, sendo assim, qualquer falha nesses requisitos pode resultar em perda 
potencial do produto manuseado nesta cadeia: o imunobiológico. Nesse sentido, cada 
componente dela deve ser cuidadosamente mantido (Organização Mundial da Saúde, 2021). 
A utilização dos equipamentos apropriados, a elaboração de um programa de manutenção 
e o planejamento compatível referente à aferição da capacidade da câmara de armazenamento, 
de acordo com a necessidade de armazenamento, são condições fundamentais desse processo. 
Assim, o uso de equipamentos que não atendem aos critérios de qualidade e segurança para o 
armazenamento desses produtos implicará no aumento significativo de perdas (Organização 
Mundial da Saúde, 2021). 
No entanto, a disponibilidade do equipamento apropriado por si só não garantirá a 
qualidade do seu desempenho. É necessário o atendimento às orientações técnicas previstas 
no manual do fabricante para promover a garantia do desempenho do equipamento e sua 
vida útil (Organização Mundial da Saúde, 2021; Anvisa, 2024a).
Todos os equipamentos devem ser adquiridos mantendo critérios de seleção recomendados 
neste Manual, devendo ser submetidos periodicamente aos procedimentos de manutenção 
e calibração. Na medida do possível, orienta-se a aquisição de mais de um equipamento 
para o mesmo fim, para minimizar perdas no caso de falha no funcionamento de um deles.
A orientação deve observar primeiramente as condições específicas de cada central 
(Organização Mundial da Saúde, 2021; Anvisa, 2024a).
54 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
8.1 Cadastro de equipamentos na Anvisa
O cadastro de dispositivos médicos, realizado pelo órgão competente do Ministério da 
Saúde, constitui um processo simplificado de registro pela Vigilância Sanitária. Esse registro, 
realizado pela Anvisa, tem por objetivo comprovar o direito de fabricar e importar produtos. 
O processo inclui uma avaliação da documentação prevista na RDC n.º 751, de 15 de setembro 
de 2022 (Anvisa, 2022b).
Os equipamentos inseridos na categoria de dispositivos médicos não invasivos devem ser 
enquadrados de acordo com o risco intensivo que representam para a saúde do consumidor, 
paciente, operador ou terceiros envolvidos (Anvisa, 2022b).
Assim, a identificação sanitária do equipamento, correspondente à identificação e 
classificação dele, prevê a aplicação das regras de enquadramento, segundo as quais as 
classes de risco variam em ordem crescente, de I, II, III e IV. O enquadramento é considerado 
um processo dinâmico, uma vez que pode sofrer alterações em função de seus progressos 
tecnológicos e/ou informações decorrentes de eventos adversos ocorridos durante o uso ou 
aplicação. A vigilância destes riscos, decorrentes da utilização dos equipamentos, atribui-se 
à denominação de “tecnovigilância” (Anvisa, 2022b).
No que se refere aos equipamentos de refrigeração utilizados na Cadeia de Frio, considerada 
sua finalidade prevista para o armazenamento de líquidos destinados à administração 
ou à introdução no corpo humano, foram classificados segundo Regra 2 Anexo A da RDC
n.° 751/2022 (Anvisa, 2022b). A notificação de registro, processo simplificado, aplica-se aos 
equipamentos classificados como: Classe I – Baixo Risco e Classe II – Médio Risco. Contudo, 
alguns equipamentos, apesar de enquadrados nas classes I e II, são registrados. Esse foi
o caso das câmaras para armazenamento de imunobiológicos, segundo RDC n.° 40, de 26 de 
agosto de 2015 (Anvisa, 2015a).
É relevante fazer referência às disposições previstas na RDC n.° 549, de 30 de agosto de 
2021, sobre a certificação compulsória dos equipamentos sob regime de Vigilância Sanitária 
(Anvisa, 2021).
Adicionalmente, deve-se destacar a exigência do certificado de conformidade, ao qual 
o produto é submetido a ensaio de conformidade em laboratório credenciado pelo Instituto 
Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), autarquia vinculada ao Ministério 
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ou a relatório de testes para determinados 
equipamentos eletromédicos, relacionados pela Instrução Normativa da Anvisa n.º 283, de
7 de março de 2024, no intuito de reforçar a importância desse procedimento (Anvisa, 2024b). 
ATENÇÃO!
Os cadastros dos dispositivos médicos possuem uma validade não maior que dez anos podendo 
ser revalidada por igual período. O seu registro ou cadastro são regulamentados por resoluções 
específicas, de acordo com a natureza do produto.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 55
8.2 Equipamentos financiados pelo Fundo Nacional de Saúde – FNS
O Fundo Nacional de Saúde (FNS) realiza transferências de recursos para estados, Distrito 
Federal e municípios, viabilizando a execução descentralizada de ações e serviços de saúde, 
bem como investimentos nas redes de atenção à saúde do SUS. 
A aplicação desses recursos é orientada pelas políticas e programas das secretarias 
finalísticas. A lista oficial do Ministério da Saúde, que define os equipamentos e materiais 
permanentes financiáveis para o PNI, pode ser consultada na Relação Nacional de 
Equipamentos e Materiais Permanentes Financiáveis para o SUS (Renem) (FNS, 2025).
8.3 Equipamentos pré-qualificados pela Organização Mundial
da Saúde – OMS
A OMS realiza processo de pré-qualificação de produtos, incluindo imunobiológicos, 
medicamentos e equipamentos para a saúde, para indicar e assegurar qualidade, segurança 
e eficácia para utilização em programas de saúde na perspectiva de Desempenho, Qualidade 
e Segurança (PQS). O catálogo detalhado de todos os produtos avaliados segue os padrões 
de qualidade, segurança do departamento de imunização, vacinas e produtos biológicos da 
OMS – Genebra (Organização Mundial da Saúde, 2021).
Os equipamentos que fazem parte desse catálogo são os recomendados para a compra 
por agências da Organização das Nações Unidas (ONU). Os produtos estão divididos em 
categorias, com fichas técnicas detalhadas. O Ministério da Saúde recomenda a utilização de 
equipamentos pré-qualificados pela OMS para as situações em que o produto não necessite 
de regularização pela Anvisa, por exemplo, caixas térmicas de alta qualidade. 
SAIBA MAIS! 
Para saber como acessar a lista de equipamentos e materiais financiáveis 
para cada ambiente de acordo com a atividade, acesse o link: https://www.
gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio.
SAIBA MAIS! 
Para saber como identificar se o equipamento se encontra regularizado 
pela Anvisa, acesse o link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/
rede-de-frio.
56 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
8.4 Instrumentos para monitoramento e controle de temperatura
Há uma diversidade de tipos e modelos no mercado com diferentes princípios de 
funcionamento utilizados para medir quantitativamente a temperatura e monitorar as 
variações dessa grandeza nos ambientes de armazenamento dos imunobiológicos, nos 
equipamentos de refrigeração e nas caixas térmicas. O tipo de dispositivo de monitoramento 
de temperatura mudará com o tempo, conforme novas tecnologias se tornem disponíveis 
(Organização Mundial da Saúde, 2021).
Esses instrumentos são aplicados a toda Cadeia de Frio, no monitoramento e controle da 
temperatura, incluindo-se sistemas de monitoramento e alarmes. Nesse sentido, o Ministério 
da Saúde considera as orientações da OMS e recomenda a aplicação desses recursos, conforme 
descritos na Figura 11. 
Figura 11 Instrumento de medição e aplicações
INSTRUMENTOS
DE MEDIÇÃO CÂMARA FRIA CÂMARA
REFRIGERADA
CAIXA PARA
TRANSPORTE CAIXA DE USUÁRIO
Termômetro de 
momento máximo e 
mínimo digital, com 
cabo extensor
- - -
Datalogger
Registrador 
eletrônico frigorífico -
Indicador de 
congelameto -
Fonte: Brasil (2017).
SAIBA MAIS! 
Para saber como acessar a lista de equipamentos pré-qualificados pela OMS, 
acesse o link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 57
Os dataloggers devem ser utilizados para monitorar a temperatura tanto nas câmaras 
térmicas de transporte quanto no interior das câmaras de armazenamento de imunobiológicos, 
atuando como complemento ao registrador do próprio equipamento. Em situações de falta de 
energia elétrica ou falha do sistema, o datalogger permite identificar quando houve exposição 
a temperaturas inadequadas e por quanto tempo os imunobiológicos permaneceram fora da 
faixa recomendada (Organização Mundial da Saúde, 2020; 2021). 
É essencial que os dataloggers estejam presentes em todas as caixas térmicas durante 
o transporte dos imunobiológicos, mesmo naquelas com qualificação térmica, pois o 
monitoramento contínuo é o que garante a rastreabilidade e a qualidade dos produtos 
transportados (Organização Mundial da Saúde, 2020).
8.4.1 Termômetro de momento, máxima e mínima digital com cabo extensor
É um equipamento eletrônico de precisão com visor de cristal líquido (Figura 12). 
Possui dois sensores: um na unidade, ou seja, no corpo do termômetro “IN” que registra 
a temperatura do local onde está instalado o termômetro e outro na extremidade do cabo 
extensor “OUT”, que registra a temperatura em que está posicionado o sensor encapsulado. 
Este instrumento é indicado para monitorar a temperatura interna das caixas térmicas 
de uso diário. Ele registra a temperatura atual (momento), a mais alta (máxima) e a mais 
baixa (mínima) atingidas desde a sua última reinicialização.
Encontram-se disponíveis no mercado modelos com dispositivo de alarme, requisito 
desejável, uma vez que são acionados, alertando sobre a ocorrência de variação de temperatura, 
quando ultrapassados os limites configurados programáveis: limite mínimo de 3°C e limite 
máximo de 7°C. Antes de cada uso, o termômetro deve ser “zerado” ou reinicializado. Para 
isso, pressione o botão de restaurar (geralmente marcado como “RESET” ou “CLEAR”).
O sensor externo (no caso de modelos com cabo) deve ser posicionado na parte central 
da caixa térmica, entre os imunobiológicos. Ele nunca deve ficar em contato direto com as 
bobinas de gelo reciclável.
ATENÇÃO!
O equipamento de monitoramento de temperatura deve possuir certificado de calibração, 
e os registros gerados devem ser arquivados por, no mínimo, dois anos a partir da data de 
sua geração (anexos A, B, C e D). Além disso, todos os instrumentos de medição utilizados 
devem passar por calibração periódica, a fim de garantir a precisão e a confiabilidade das 
medições. A frequência da calibração depende do uso e do tipo de equipamento, podendo 
variar de alguns meses a um ano. (Sereno; Sheremetieff, 2007; Anvisa, 2020a; Organização 
Mundial da Saúde, 2020).
58 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Realizar leituras, preferencialmente, a cada hora e registrar em mapa de controle diário 
(Anexo D), as três temperaturas: a de momento, a máxima e a mínima, e realizar reset após 
cada leitura.
Figura 12 Termômetro de momento, máxima e mínima digital com cabo extensor
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS, 2025.
8.4.2 Termorregistradores
Termorregistradores são instrumentos que registram e monitoram continuamente 
a temperatura. Entre os diversos tipos destacam-se: dataloggers, registrador eletrônico 
frigorífico e indicador de congelamento (Organização Mundial da Saúde, 2020; 2021).
8.4.3 Dataloggers
São pequenos registradores de temperatura que podem ser simplificados para leitura 
manual, dispondo de sinalizadores visuais que alertarão o usuário quanto às temperaturas 
fora da faixa definida, ou acompanhados de softwares que ajustam a frequência de leitura e 
calculam a média entre a mínima e a máxima, bem como o tempo em que a temperatura foi 
mantida (Figura 13) (Organização Mundial da Saúde, 2020; 2021).
Os dataloggers devem ser utilizados para monitorar a temperatura nas térmicas de 
transporte, ações de vacinação extramuros e estoque de imunobiológicos. Ele é um dispositivo 
eletrônico que registra a temperatura em intervalos de tempo pré-programados, oferecendo 
um histórico detalhado e preciso das condições térmicas. 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 59
A programação deve ser realizada antes de ser utilizado, o datalogger deve ser programado 
via software específico instalado em um computador. Na programação, devem ser definidos 
os seguintes parâmetros: 
• Intervalo de registro: a cada 10 minutos.
• Limites de alarme: definir os valores mínimo (3°C) e máximo (7°C) de temperatura. 
• Assim como o termômetro de máxima e mínima, o datalogger deve ser colocado na parte 
central da caixa térmica, entre as vacinas, e nunca em contato direto com as bobinas 
de gelo.
O dispositivo deve ser ativado para iniciar os registros no momento do acondicionamento 
dos imunobiológicos, durante o transporte ou a atividade, o datalogger registrará 
continuamente a temperatura. 
Ao final do percurso ou ação de vacinação, o dispositivo deve ser conectado a um 
computador ou tablete para que os dados sejam baixados.
Figura 13 Exemplo de datalogger
 
Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2025.
8.4.4 Registrador eletrônico do equipamento de armazenamento
Os registradores de temperatura integrados aos equipamentos com visor digital permitem 
visualizar as temperaturas mínima e máxima atingidas. Além disso, contam com dispositivos 
para ajuste de alarmes, possibilitando a configuração de limites máximos e mínimos de 
temperatura (Figura 14) (Organização Mundial da Saúde, 2020).Para garantir a eficácia dos 
registradores dos equipamentos é essencial calibrá-los periodicamente e configurar alarmes 
conforme os limites recomendados. O monitoramento deve ser feito com frequência, com 
registro e arquivamento adequado das leituras (o detalhamento necessário para o registro 
encontra-se nos anexos A, B e C). A frequência da calibração depende do uso e do tipo de 
60 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
equipamento, podendo variar de alguns meses a um ano. A manutenção preventiva deve ser 
realizada conforme as orientações do fabricante. Além disso, é fundamental que a equipe 
esteja capacitada para operar o equipamento, interpretar os dados e agir diante de eventuais 
desvios de temperatura (Organização Mundial da Saúde, 2020; 2021). 
Figura 14 Registrador eletrônico do equipamento de armazenamento
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
8.4.5 Indicador de congelamento
Indicadores de congelamento são dispositivos utilizados para monitorar a temperatura 
de vacinas durante o armazenamento e transporte. Esses equipamentos monitoram 
continuamente a temperatura e alertam se as vacinas foram expostas a temperaturas de 
congelamento inferior a -0,5°C (Figura 15). A configuração dos parâmetros de alarmes 
é definitiva, não sendo possíveis alterações posteriores. Alguns modelos de indicadores 
podem apresentar cores diferentes e sensores de dados para rastrear a temperatura ao longo 
do tempo. Os indicadores de congelamento devem seguir os procedimentos descritos nas 
diretrizes para fabricantes de dispositivos de monitoramento de temperatura, especificação 
do indicador de congelamento químico (PQS E006) da OMS. Para obter informações mais 
detalhadas sobre os indicadores específicos, consulte o catálogo PQS da OMS (Organização 
Mundial da Saúde, 2020; 2021).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 61
Figura 15 Indicadores de congelamento
Fonte: PQS/OMS (2025).
8.5 Câmara científica refrigerada
As câmaras científicas refrigeradas para conservação de imunobiológicos são equipamentos 
projetados para armazenar em temperaturas positivas, entre 2°C e 8°C. Possibilitam 
homogeneidade da temperatura no interior da câmara, com circulação de ar forçada para garantir 
a distribuição uniforme de temperatura no interior do equipamento e sistema de isolamento 
de alta densidade. Também possuem sistema de monitoramento da temperatura, ajustável 
por termostato eletrônico, e sistema de alarme o qual é acionado sempre que há variações na 
temperatura de controle. O ajuste de alarme de temperatura deve ser programado entre 3°C e 7°C 
para garantir uma margem de segurança contra flutuações de temperatura, prevenindo excursão 
de temperatura e assegurando uma operação confiável e segura (Figura 16) (Organização 
Mundial da Saúde, 2021; Gavi, 2023).
Figura 16 Câmara científica refrigerada 
Fonte: PQS/OMS (2025).
62 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
8.5.1 Câmara científica refrigerada fotovoltaica
A câmara científica refrigerada fotovoltaica possui sistema de refrigeração por compressão. 
Geralmente, seu compressor é de corrente contínua de 12 volts ou 24 volts, absorve luz solar 
por painéis de células fotovoltaicas de cristais de silício e a transforma em energia elétrica 
armazenada em baterias. Essas baterias, quando submetidas a uma boa manutenção, têm 
vida útil ampliada (Figura 17) (Organização Mundial da Saúde, 2021; Gavi, 2023). 
A tomada de decisão para seleção desse tipo de equipamento deve considerar o custo-
-benefício. É, preferencialmente, recomendado para localidade que não disponha de energia 
elétrica convencional, remota e de difícil acesso (Organização Mundial da Saúde, 2021; Gavi, 2023).
Figura 17 Câmara científica refrigerada fotovoltaica
Fonte: PQS/OMS (2025).
8.6 Freezer científico
O freezer científico é o equipamento indicado para a conservação de imunobiológicos e o 
armazenamento de bobinas reutilizáveis. Esses equipamentos são projetados para manter a 
temperatura entre -30°C a -15°C, garantindo uma temperatura homogênea em seu interior. 
A circulação de ar forçada assegura a distribuição uniforme da temperatura dentro do 
equipamento, enquanto um sistema de isolamento de alta densidade, inclusive a porta, 
contribui para a manutenção térmica (Organização Mundial da Saúde, 2021; Gavi, 2023).
ATENÇÃO!
A câmara refrigerada portátil é indicada para o transporte dos imunobiológicos e ações
de vacinação extramuros.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 63
O sistema de monitoramento conta com um termostato eletrônico ajustável e um alarme 
que é acionado sempre que ocorrem variações na temperatura de controle ou quando os 
limites programados de alta e baixa temperatura são ultrapassados. A temperatura do freezer
deve ser monitorada e registrada regularmente para verificar seu funcionamento adequado 
e garantir o congelamento correto das bobinas (Figura 18).
Figura 18 Freezer científico
Fonte: PQS/OMS (2025).
8.6.1 Orientação para organização das bobinas reutilizáveis no freezer científico
• Verificar no manual do usuário a capacidade útil máxima do equipamento, entre outras 
informações relacionadas, antes de iniciar o armazenamento.
• Dispor as bobinas empilhando-as horizontalmente nas prateleiras do freezer científico.
• Repetir este procedimento até completar a carga 80% recomendada por prateleira, ou 
conforme orientações de peso nas prateleiras orientadas pelo do fabricante.
• Após o congelamento destas, não será necessário deslocá-las para a parte central do 
freezer, uma vez que os equipamentos possuem distribuição uniforme de temperatura 
no seu interior.
• Elaborar “Mapa Ilustrativo” (Anexo E), indicando a posição e data de armazenamento 
das bobinas por prateleira.
• Manter o “Mapa Ilustrativo” em local de fácil acesso.
• Identificar o equipamento de maneira visível.
64 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
8.7 Ultrafreezer – ULT
Os ultrafreezers são equipamentos especificamente projetados para manter os 
imunobiológicos em temperaturas extremamente baixas, entre -90°C e -60°C, garantindo 
a máxima estabilidade e preservação dos produtos (Figura19) (Organização Mundial da Saúde, 
2021; Gavi, 2023).
Figura 19 Ultrafreezer
Fonte: PQS/OMS (2025).
8.7.1 Orientações para especificação dos equipamentos
O conhecimento e a compreensão sobre as câmaras científicas refrigeradas, freezers
científicos e ultrafreezers, incluindo seu funcionamento, componentes e metrologia, são 
fundamentais para a seleção do equipamento mais adequado e seguro ao armazenamento 
dos produtos. A seguir, estão descritas as especificações mínimas necessárias (Organização 
Mundial da Saúde, 2021):
• Dimensionar a quantidade e a capacidade em litros do equipamento em função da 
demanda de armazenamento. O dimensionamento é calculado com base na embalagem 
de armazenamento, ver seção “Planejamento”.
• Compatibilizar o equipamento (dimensões e configuração: vertical ou horizontal) com 
o espaço disponível.
• Câmaras científicas refrigeradas elétrica ou solar devem operar na faixa de temperatura 
entre 2ºC e 8ºC.
• Freezer científico e câmara fria congelada devem operar na faixa de -30ºC a -15°C.
• Ultrafreezer operar deve na faixa de -90°C a -60°C.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 65
• Possuir sistema de ventilação por circulação de ar forçado e temperatura uniformemente 
distribuída em todos os compartimentos (livre de Clorofluorcarbonetos – CFC).
• Possuir registrador eletrônico para monitoramento contínuo de temperatura de forma 
a facilitar a rastreabilidade das informações relativas à grandeza e suas variações em 
intervalos de tempo determinados.
• Dispor de controlador de alta e baixa temperatura com indicador visual e alarme 
audiovisual, com bateria.
• Câmaras científicas refrigeradas elétrica ou solar, porta sólida ou de vidro.
• Freezer porta sólida com isolamento térmico de alta densidade.
• Ultrafreezer porta sólida com isolamento térmico de alta densidade.
• Possuir porta com chaveamento.
• Dispor de porta com vedação de borracha e fechamento magnético.
• Dispor de alarme sonoro e/ou visual para indicação de porta aberta.
• Dispor de entrada para conexão com computador (exemplo: USB) para transferência 
dos registros e armazenamento, se couber.
• Especificar tensão de alimentação do equipamento, compatível com a tensão local.
• Considerar necessidades de instalação elétrica e rede, exigidas pelo fabricante para 
instalação do equipamento.
Os equipamentos para armazenagem de imunobiológicos devem possuir, além da fonte 
primária de energia elétrica, uma fonte alternativa capaz de efetuar o suprimento imediato 
de energia, no caso de falhas da fonte primária (Anvisa, 2020a).
8.7.2 Cuidados e orientações
Atualmente, dadas a evolução tecnológica, as novas oportunidades de mercado, as 
necessidades de qualificação e a otimização dos processos da Cadeia de Frio, há diversos 
equipamentos específicos e que são recomendados para armazenar imunobiológicos 
(Gavi, 2023).
ATENÇÃO!
As portas de vidro apresentam menor eficiência térmica, o que faz com que, na ausência 
de energia elétrica, a temperatura interna se eleve mais rapidamente. Por esse motivo, é 
essencial que o plano de contingência esteja alinhado com toda a equipe. As portas sólidas, 
apesar de oferecerem melhor isolamento térmico, podem demandar mais tempo para localizar 
os imunobiológicos, prolongando a abertura da porta e permitindo a entrada de ar quente, 
o que causa flutuações bruscas de temperatura. Para minimizar esse risco, é fundamental 
manter a organização interna da câmara e garantir que o mapa ilustrativo de localização dos 
imunobiológicos esteja sempre atualizado e visível.
66 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Esses equipamentos devem conter procedimentos de fácil acesso e compreensão, 
que demonstrem a organização interna dos imunobiológicos. Tal medida visa prevenir 
trocas inadvertidas, a utilização de itens com o prazo de validade vencido, entre outras 
inconformidades. Recomenda-se a utilização de mapa ilustrativo (Anexo E) e a sinalização 
de “Uso Exclusivo” (Brasil, 2024b).
Nas SV e SI, as câmaras de armazenamento devem ser de uso exclusivo para o 
armazenamento de imunobiológicos, conforme determina a RDC n.º 197, de 26, de dezembro 
de 2017, que dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de 
vacinação humana, e os freezers devem ser utilizados exclusivamente para armazenamento 
de bobinas reutilizáveis que serão organizadas nas caixas térmicas durante o transporte, as 
rotinas diárias, a estratégia de vacinação e as atividades extramuros (Anvisa, 2017a). 
A câmara científica refrigerada e o freezer científico devem estar regularizados na Anvisa, 
conforme descrição deste Manual – item “cadastro de equipamentos” na Anvisa – ou pré-
-qualificado pela OMS; é recomendado que o fabricante do equipamento possua assistência 
credenciada em todo território nacional.
Os refrigeradores de uso doméstico não possuem espessura adequada para realizar
o isolamento térmico correto. Isso possibilita que ocorra a troca de calor com o ambiente 
externo, comprometendo a estabilidade da temperatura interna. Por esse motivo, caso 
algum desses equipamentos não adequados sejam identificados no armazenamento de 
imunobiológicos, a sua substituição por equipamentos apropriados para a Rede de Frio deve 
ser realizada imediatamente. Essa medida é fundamental para garantir a segurança térmica 
dos imunobiológicos e está alinhada ao monitoramento contínuo da gestão de riscos da Rede 
de Frio (Anvisa, 2017a).
As principais orientações para uso e manejo de câmaras refrigeradas, ultrafreezers
e freezers científicos são:
• Posicionar câmaras, freezers e ultrafreezers em locais resguardados da incidência direta 
da luz solar.
• Instalar o equipamento em um ambiente bem ventilado, com espaço de no mínimo
15 cm para assegurar uma circulação de ar adequada ao redor, evitando obstruções na 
cobertura do compartimento do motor.
• Certificar-se, a cada abertura da porta, de que o fechamento foi realizado adequadamente, 
pois um fechamento inadequado pode comprometer a estabilidade térmica interna, 
essencial para a conservação dos imunobiológicos.
ATENÇÃO!
É proibida a utilização de refrigeradores de uso doméstico e frigobares para o armazena￾mento e a conservação de imunobiológicos. De acordo com a RDC n.º 197, o equipamento
de refrigeração para sua guarda e conservação deve estar regularizado perante a Anvisa
(Anvisa, 2017a).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 67
• Identificar o equipamento de maneira visível.
• Verificar no manual do usuário a capacidade útil máxima do equipamento, entre outras 
informações relacionadas, antes de iniciar o armazenamento dos imunobiológicos.
• Organizar os imunobiológicos nos compartimentos internos, sem a necessidade de 
diferenciar a distribuição dos produtos por tipo ou compartimento, uma vez que as 
câmaras refrigeradas possuem distribuição uniforme de temperatura no seu interior.
• Elaborar “Mapa Ilustrativo” (Anexo E) e identificar o equipamento, indicando os tipos 
de imunobiológicos armazenados por compartimento com: nome, lote, laboratório 
produtor, validade, quantidade e fluxo de entrada/saída.
• Manter o “Mapa Ilustrativo” em local de fácil acesso.
• Aplicar o sistema “Primeiro a Vencer, Primeiro a Sair (PVPS)”, seguir as Boas Práticas 
de Armazenamento, organizar os imunobiológicos com prazo de validade mais curto 
na frente do compartimento, facilitando o acesso e otimizando a utilização.
• Checar a temperatura e registrar diariamente no Mapa de Registro de Monitoramento 
de Temperatura Diário Câmara Refrigerada, no mínimo duas vezes ao dia, no início e 
ao final da jornada de trabalho, conforme anexos A, B, C e D.
• Estabelecer rotina diária para verificação do perfeito funcionamento dos equipamentos 
de refrigeração (fechamento da porta, funcionamento dos alarmes, alimentação elétrica, 
entre outros), ao final do expediente.
• Limpar mensalmente, ou conforme o uso, as superfícies internas das câmaras, segundo 
orientação do fabricante.
• Realizar o remanejamento dos produtos armazenados antes do procedimento.
• Realizar a limpeza no início da semana, quando o estoque estiver reduzido. Isso permite 
que você monitore o pleno funcionamento do equipamento de refrigeração ao longo 
dos dias.
• Não realizar a limpeza do equipamento na véspera de feriado prolongado ou ao final da 
jornada de trabalho para garantir que o processo de limpeza não ofereça riscos à Cadeia 
de Frio, pois o equipamento precisa de um tempo para que a temperatura interna volte 
a se estabilizar dentro da faixa segura.
• Realizar a manutenção periódica, preditiva e preventiva, é fundamental para garantir 
os requisitos de segurança, desempenho e funcionalidade do equipamento, ampliando 
sua vida útil e assegurando a conservação dos imunobiológicos.
• Calibrar periodicamente e/ou mediante intervenção no equipamento, por laboratório 
credenciado à Rede Brasileira de Calibração (RBC) – Inmetro.
68 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
8.8 Câmaras frias refrigeradas e congeladas
As câmaras destinam-se ao armazenamento e à conservação de grandes volumes de 
imunobiológicos, em temperaturas positivas (2°C a 8°C) ou negativas (-35°C a -15°C); sua 
construção compreende o fornecimento, a montagem e a instalação de todos os elementos, 
os componentes, as regulagens e os testes de funcionamento (Figura 20). O projeto dessas 
câmaras é complexo e deve prever diversos requisitos de segurança, de maneira a conferir 
as instalações, a manutenção da temperatura e umidade recomendadas pelo fabricante, 
a uniformidade da grandeza no espaço interno dela, promovendo maior segurança na 
conservação dos imunobiológicos (Organização Mundial da Saúde, 2021; Gavi, 2023; 
Parameter, 2025).
Figura 20 Câmara fria refrigerada
Fonte: Parameter (2023).
8.9 Recomendações para o bom uso das câmaras frias refrigeradas 
• Programar a faixa de temperatura para operação do equipamento entre 4°C e 6°C, com 
média de 5°C.
• Realizar a leitura diariamente, minimamente três vezes ao dia, incluindo finais
de semana e feriados, e no início da jornada de trabalho, no começo da tarde e ao final 
do dia, com o equipamento disponível e anotar em formulário próprio.
• Monitorar a temperatura com registrador eletrônico (datalogger) em paralelo
ao registrador do equipamento, ininterruptamente, 24 horas, com ajuste de registro 
de temperatura a cada 1 hora. Caso ocorra alguma falha no equipamento, o registrador 
apontará a temperatura de armazenamento. 
• Usar equipamento de proteção individual sempre ao acessar a estrutura.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 69
• Abrir a câmara fria somente após fechar a antecâmara.
• Manter a porta fechada.
• Verificar, diariamente, se a vedação da porta da câmara está em boas condições e se
a trava de segurança está em perfeito funcionamento.
• Testar os alarmes ao final da jornada de trabalho.
• Fazer backup dos registros mensalmente e analisar os relatórios dos equipamentos
de monitoramento de temperatura automatizado. 
• Realizar a certificação da calibração do equipamento de medição e controle conforme 
recomendação do fabricante.
• Emitir certificado de qualificação térmica do equipamento anualmente.
• Certificar-se, ao final do dia de trabalho, de que a luz interna foi apagada, todas
as pessoas saíram e a porta da câmara foi fechada corretamente.
• Realizar preferencialmente a cada mês, ou no mínimo a cada seis meses, na época de 
menor movimento de imunobiológicos ou antes da reposição de estoque, a limpeza 
interna da câmara (teto, paredes, prateleiras e piso) com água e sabão neutro, seguido 
de secagem.
• Organizar as câmaras utilizando o sistema Primeiro que Vence, Primeiro que Sai (PVPS) 
(Austrália, 2019).
• Remover, sempre que possível, as estruturas desmontáveis do piso para fora da câmara 
ou proceder à limpeza por blocos e etapas, lavando, enxaguando, secando e recolocando. 
Limpar as luminárias com pano seco.
8.10 Orientações para seleção do equipamento 
• Definir material construtivo do equipamento, estrutura externa e câmara interna.
• Dimensionar capacidade útil em litros do equipamento em função da demanda local.
• Definir painel de comando e funções do equipamento.
• Definir dimensões aproximadas do equipamento (altura x largura x comprimento).
• Sistema de fechamento da porta, determinar condições de segurança.
• Definir princípio de funcionamento, acionamento e desligamento e botões de funções.
• Definir necessidade de indicadores luminosos e sonoros.
• Estabelecer faixa de temperatura e pressão de operação.
• Estabelecer necessidade de programas de trabalho pré-configurados, incluindo ciclos 
de secagem.
• Estabelecer exigências de alarmes mínimos e mensagens de erro.
• Definir necessidade de acessórios que deverão acompanhar o equipamento e as 
respectivas especificações.
70 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Identificar capacidade dos registros dos ciclos, do armazenamento e de transferência 
para rede.
• Especificar tensão de alimentação do equipamento, compatível com a tensão local.
• Considerar necessidades de instalação elétrica, hidráulica e de rede, exigidas pelo 
fabricante para instalação do equipamento (Cook; O’neill; Routh, 2025).
8.11 Estabilizador
O estabilizador é um equipamento com a função estabilizar e regular a tensão alternada 
da rede elétrica que alimenta outros equipamentos e não possui fonte própria de energia 
(Gavi, 2023).
A equipe responsável pela gestão das unidades de Rede de Frio deve mapear e identificar 
o nível de oscilações da rede elétrica de abastecimento. Dessa maneira, considerando as 
oscilações, recomenda-se a utilização dos estabilizadores de tensão para filtrá-las e proteger 
os equipamentos de curto-circuito, surtos de tensão (descarga elétrica), sub/sobretensão 
da rede elétrica. Para isso, orienta-se que sejam consultados profissionais habilitados para 
realizar o dimensionamento do equipamento (Gavi, 2023).
8.12 Equipamento de geração emergencial de energia elétrica
É um componente fundamental do sistema elétrico, garantindo o suprimento emergencial 
de energia e viabilizando a continuidade do funcionamento dos equipamentos (Gavi, 2023).
O projeto, a execução e a manutenção devem ser realizados por profissionais habilitados 
junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), atendendo à legislação vigente 
e principalmente levando em consideração as fontes alternativas renováveis (Brasil, 1966).
Para a seleção de equipamentos de geração emergencial de energia elétrica, recomenda-se 
avaliar os seguintes requisitos mínimos:
• Número de equipamentos que serão atendidos pelo equipamento de geração.
• Corrente de partida e de execução de cada parte da Cadeia de Frio a ser alimentada.
8.13 Utilização de energias de fontes alternativas renováveis 
Considerar a utilização de equipamentos de geração, captação e fornecimento de energia 
de fontes alternativas renováveis, de forma híbrida (uso da rede de distribuição local mais 
energia renovável) ou independente (uso único da energia renovável), deve ser realizada em 
função do melhor suprimento da demanda energética e condições ambientais locais. Esses 
equipamentos devem garantir o funcionamento integral das CRF (Gavi, 2023).
A escolha por fontes renováveis de energia minimiza o elevado impacto ambiental e o 
consumo energético associados aos equipamentos de cadeia fria. Além disso, a combinação 
de soluções e fontes de energia contribuem para a eficiência e o desenvolvimento da Rede 
de forma sustentável. 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 71
8.14 Sistema de Aquecimento, Ventilação, Ar-condicionado
e Refrigeração – Avac-R
É um sistema de soluções em climatização e controle da umidade em ambientes que 
necessitam controle de temperatura e umidade do ar. Fundamental para armazenamento
e funcionamento dos equipamentos (Gavi, 2023). 
As salas de vacinação e imunização devem conter medidas de controle da temperatura, 
da velocidade do ar e da umidade para proporcionar conforto térmico, observando a faixa 
de temperatura do ar entre 18°C e 25°C, com ajuste recomendado 22°C e a faixa de umidade 
relativa do ar entre 40% e 80% (Brasil, 2022b; 2022c; ABNT, 2002). 
Nas CRF que utilizam um ambiente integrado para recebimento, inspeção, distribuição, 
armazenagem e controle, a temperatura deve ser mantida entre 15°C e 25°C, com ajuste 
recomendado de 18°C, e a faixa de umidade relativa do ar entre 40% e 80% (Brasil, 2022b; 
2022c; ABNT, 2002). Manter a temperatura ambiente controlada prolonga a vida útil
de equipamentos de armazenamento (câmaras refrigeradas e freezers) e gera economia
de energia. Isso ocorre porque o superaquecimento força os equipamentos a trabalhar mais 
e com menor eficiência, além de acelerar a deterioração e falha de componentes, elevando 
os custos de reparo e tempo de inatividade (Gavi, 2023).
Para a manutenção da temperatura recomendada, devem ser implementados projetos 
adequados de climatização dos ambientes de trabalho que permitam distribuição homogênea 
das temperaturas e fluxos de ar, utilizando, se necessário, controles locais e/ou setorizados 
da temperatura, velocidade e direção dos fluxos (Gavi, 2023).
8.15 Orientações para recebimento do equipamento
• Confirmação da adequação física e instalações elétricas e de rede, entre outras exigidas 
pelo fabricante, para o recebimento e a instalação do equipamento, respectivamente.
• Verificar a existência de qualquer dano na embalagem do produto. Havendo qualquer 
suspeita de dano, fotografar e anexar em relatório a ser emitido ao fornecedor.
• Retirar da embalagem apenas no momento da instalação, na presença das partes 
interessadas: supervisor da área, equipe de engenharia e/ou manutenção da instituição 
e assistência técnica autorizada (especificar previamente a exigência no Termo
de Referência).
• Confirmar a tensão de alimentação das tomadas no ambiente onde será instalado
o equipamento, evitando danificação.
• Identificar a documentação que acompanha o equipamento, o checklist do fabricante 
com as partes e os requisitos para verificação no momento da abertura da embalagem, 
certificando-se que atende plenamente ao definido.
• Verificar no manual todas as funcionalidades disponíveis do equipamento e exigir 
orientação durante o treinamento.
72 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Verificar o número de série do equipamento e registrar em formulário padrão de cadastro 
e controle de inventário da instituição.
• Solicitar ao departamento responsável o registro do patrimônio (Organização Pan-
-Americana da Saúde, 2006. Gavi, 2023).
8.16 Orientações para instalação dos equipamentos
• Realizar instalação do equipamento em local adequado conforme definido no manual do 
usuário do fabricante, de forma a facilitar alimentação e conexões (elétricas, hidráulicas 
e de rede).
• Preservar uma área livre aproximada de 15 cm em torno da câmara/freezer (laterais, 
parte superior e posterior) ou conforme definido no manual do usuário do fabricante, 
de forma a facilitar a ventilação.
• Garantir tomada exclusiva para conexão, com aterramento, localizada a uma distância 
mínima do piso de 1,30 m (NBR5410/1997 – Instalações elétricas de baixa tensão).
• Manter em ambiente climatizado e evitar a incidência de luz solar direta ou qualquer 
outra fonte de calor.
• Manter as câmaras/freezer preferencialmente sobre rodízios, para facilitar limpeza, 
movimentação e evitar oxidação.
• Realizar ciclo de teste de limpeza interna da câmara antes de iniciar os procedimentos 
de ajuste, conforme orientações do fabricante.
• Realizar ajuste das funções e alarmes, conforme orientações do Manual do Usuário
do equipamento.
• Verificar a capacidade útil máxima de trabalho no Manual do Usuário do fabricante.
• Proceder aos ajustes dos alarmes disponíveis.
• Proceder ao ajuste da temperatura de set point 5°C da câmara refrigerada sem carga, 
até a estabilização dela.
• Proceder ao ajuste da temperatura de set point -25°C do freezer científico sem carga, 
até a estabilização dele.
• Verificar e registrar a temperatura em intervalos de duas horas por sete dias antes de 
proceder o armazenamento dos imunobiológicos, no caso de equipamentos novos ou 
submetidos à manutenção.
• Armazenar os imunobiológicos somente após comprovação da estabilidade da 
temperatura de set point, após intervalo mínimo de sete dias (item anterior).
• Ajustar o alarme visual e sonoro do equipamento, mínimo de 3°C e máximo de 7°C, para 
possibilitar a adoção de condutas apropriadas.
• Ajustar o alarme visual e sonoro do freezer científico para imunobiológico, mínimo 
de -17°C e máximo de -13°C, para possibilitar a adoção de condutas apropriadas 
(Organização Pan-Americana da Saúde, 2006. Gavi, 2023).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 73
8.17 Orientação para manutenção dos equipamentos
• Elaborar programa de manutenção periódica, gerar relatório de procedimentos e itens 
revisados, data e identificação do responsável e manter em local de fácil acesso.
• Estabelecer rotina diária para verificação do perfeito funcionamento dos equipamentos 
(funcionamento dos alarmes, mensagens, alimentação elétrica, hidráulica e de rede
de internet, realização dos ciclos, entre outros), ao final do expediente.
• Limpar mensalmente, ou conforme o uso, as superfícies internas das câmaras, segundo 
orientação do fabricante.
• Estabelecer rotina de verificação por indicador físico, químico e biológico, para
as autoclaves, conforme orientações do fabricante.
• Calibrar periodicamente e/ou mediante intervenção no equipamento, por laboratório 
credenciado à RBC/Inmetro (Austrália, 2019; Gavi, 2023).
74
9 Insumos acessórios 
 aplicáveis à Cadeia de Frio
Na Cadeia de Frio são utilizados insumos, como as bobinas reutilizáveis e as caixas 
térmicas, para o desenvolvimento de atividades extramuros, atividades de rotina nas Salas 
de Vacinação e Imunização e para distribuição dos imunobiológicos nas diversas instâncias 
(Organização Mundial da Saúde, 2021; Gavi, 2023).
9.1 Tipos de caixa térmica
9.1.1 Poliestireno expandido – isopor
Caixas de poliestireno expandido, com espessura de mínima de 50 mm, são comumente 
utilizadas para o transporte de imunobiológicos na Cadeia de Frio, seja pelos laboratórios 
produtores, pelas empresas de logística de distribuição; instâncias nacional, estadual, regional 
e municipal; e da Central de Rede de Frio local para os serviços de saúde que operacionalizarão 
a imunização, pelo seu custo-benefício (Figura 21) (Brasil, 2024b). 
Figura 21 Caixa de poliestireno
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
9.1.2 Caixas de poliuretano
As caixas de poliuretano são amplamente indicadas para o transporte nas demais 
instâncias, considerando a durabilidade, a facilidade de higienização e a maior resistência 
(Figura 22) (Organização Mundial da Saúde, 2021; Brasil, 2024b). 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 75
Figura 22 Caixas de poliuretano
Fonte: PQS/OMS (2025).
9.1.3 Caixa térmica comercial para o transporte de vacinas com ultrabaixa 
temperatura UN1845 – gelo seco
São embalagens reutilizáveis projetadas para o transporte ou armazenamento de produtos 
que exijam temperaturas extremas de conservação, entre -90°C a -60°C. Essas embalagens 
devem ser rotuladas para o transporte de mercadorias perigosas que indica uso de gelo seco, 
identificadas com a marcação “UN1845” (Organização Mundial da Saúde, 2017; Organização 
Mundial da Saúde; Unicef, 2022).
O código UN1845 identifica o Dióxido de Carbono Sólido (gelo seco) no sistema de 
classificação de mercadorias perigosas da ONU. Esse código é usado para indicar o gelo seco 
em embalagens e transportes, alertando para os cuidados necessários com esse material, 
que sublima diretamente do estado sólido para o gasoso, podendo causar riscos de asfixia 
em espaços fechados ou aumentar a pressão interna em recipientes vedados (Figura 23) 
(Anac 2021).
Figura 23 Caixa térmica comercial
 
Fonte: Shield Company (2025) e CGGI/DPNI/SVSA (2025).
76 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Algumas embalagens podem possuir registrador de dados de temperatura integrado e 
sistema de suporte de frascos. Se não houver nenhum, esses itens devem ser adquiridos 
separadamente e fornecidos em caixa térmica durante o transporte. Por se tratar de um 
transporte crítico, o monitoramento da temperatura deve ser contínuo ao longo de todo o 
trajeto (Organização Mundial da Saúde; Unicef, 2022).
Ainda que a vida fria da embalagem, na faixa de temperatura de -90° a -60°C, seja 
qualificada e validada por até 96 horas, ela pode ser estendida com a reposição do gelo seco 
(Organização Mundial da Saúde; Unicef, 2022).
9.1.4 Cuidados no manejo das caixas térmicas
A segurança no armazenamento e transporte é essencial para preservar a eficácia 
dos imunobiológicos. A exposição a condições inadequadas, como calor, luz solar ou 
congelamento, pode comprometer de forma irreversível e cumulativa a qualidade desses 
insumos, com o impacto variando de acordo com a sensibilidade de cada imunobiológico ao 
calor ou ao frio. Para garantir essa proteção, devem-se utilizar caixas térmicas registradas 
e/ou regulamentadas como produtos de interesse à saúde na Anvisa ou qualificadas pela OMS 
(Austrália, 2019; Organização Mundial da Saúde, 2020).
O equipamento destinado ao armazenamento e transporte de imunobiológicos, desde o 
laboratório até a administração, deve ser selecionado com base nas condições e na duração 
do deslocamento. Para transportes que excedam 8 horas ou que ocorram em condições 
extremas, como temperaturas abaixo de 0°C ou acima de 40°C, é essencial utilizar caixas 
térmicas projetadas especificamente para armazenamento de vacinas, em conformidade com 
as diretrizes da OMS (Austrália, 2019; Organização Mundial da Saúde, 2020; 2021):
• As caixas devem ter espessura mínima de 30 mm, idealmente 80 mm, com isolamento de 
fibra de vidro. As caixas maiores, normalmente usadas para o estoque de vacinas, devem 
garantir uma vida fria mínima de 120 horas, enquanto as menores, destinadas ao uso 
diário, devem proporcionar uma vida fria de cerca de 50 horas em temperaturas de até 43°C,
sem aberturas.
• Ao avaliar o peso e a durabilidade da caixa, é importante considerar o meio de transporte 
e a maneira como será manuseada. A durabilidade deve ser priorizada quando a caixa 
for transportada por veículos em estradas irregulares, onde a resistência a quedas
é fundamental. Em contrapartida, o peso assume maior importância quando as caixas 
são transportadas manualmente.
• Para caixas térmicas utilizadas em campanhas de vacinação, fora do ambiente controlado, 
recomenda-se que a tampa seja fixada por dobradiças, garantindo uma vedação eficaz
quando fechada.
• A influência severa da temperatura ambiente no transporte dos imunobiológicos, de forma 
que se faça o uso apropriado de material isolante para embalagem, tipo e temperatura 
da bobina utilizada na organização das caixas. Apesar de, tanto as regiões mais frias 
quanto as mais quentes, serem submetidas à avaliação dos mesmos requisitos durante 
a organização das caixas, nas regiões com temperaturas mais baixas pode-se levar 
intervalos de tempos mais prolongados para atingir a temperatura ideal ao transporte.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 77
• Realizar a qualificação e o mapeamento térmico para conhecer o tempo de vida fria
das caixas. A qualificação deve avaliar o desempenho da caixa em condições simuladas 
de transporte, enquanto o mapeamento identificará pontos críticos de temperatura no 
ambiente específico.  
• Antes de acondicionar os imunobiológicos na caixa térmica, verificar se existem 
rachaduras e/ou furos.
• Lavar com água e sabão neutro e secar cuidadosamente as caixas após o uso, mantendo-as 
abertas até que estejam completamente secas.
• Guardá-las abertas e em local ventilado.
• Para garantir a qualidade e a segurança das vacinas, é crucial que o transporte seja 
realizado em condições de higiene adequadas. As caixas devem ser limpas e desinfetadas 
regularmente, e qualquer embalagem danificada deve ser descartada.
9.2 Tipos de bobina reutilizáveis
A bobinas reutilizáveis são elementos refrigerantes usados para reduzir e manter a 
temperatura em embalagens e caixas térmicas e para o transporte de produtos sensíveis 
ao calor, como os imunobiológicos. Eles incluem materiais como gelo seco, bolsas de gel 
e placas Vacum Insulated Panel (VIP) + Phase Change Material/Material de mudança de 
fase (PCM), projetados para absorver o calor e conservar a temperatura desejada por um 
período prolongado. Esses elementos são essenciais para assegurar que produtos sensíveis 
permaneçam dentro das faixas de temperatura recomendadas, evitando degradações que 
podem comprometer a eficácia ou a qualidade dos produtos (Austrália, 2019; Organização 
Mundial da Saúde, 2020; 2021; Organização Mundial da Saúde; Unicef, 2022).
9.2.1 Placa VIP+PCM 
 São bobinas reutilizáveis recomendadas para manutenção da cadeia fria durante longos 
períodos de transporte. Possuem tecnologia com painel isolado a vácuo VIP associada à 
estabilidade do PCM (Figura 24), que armazena energia térmica por mais tempo, mantendo 
a temperatura estável mesmo em caso de frio ou calor extremos (Organização Mundial da 
Saúde; Unicef, 2022). 
A tecnologia “PCM” garante a capacidade hibernação térmica, possibilitando jornadas 
de transporte extensas sem necessidade de reposição das bobinas. Esses dispositivos exigem 
tempo de maturação no congelador durante um período mínimo 24 horas, a depender da 
orientação do fabricante. 
ATENÇÃO!
Em nenhuma hipótese utilizar caixas danificadas, sujas ou com paredes de espessura fina, já que 
estas não terão a resistência suficiente às atividades e não manterão a temperatura adequada.
78 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Figura 24 Placa VIP+PCM
Fonte: Shield Company (2025).
9.2.2 Bobinas de gel ou água
São recipientes constituídos de material plástico (geralmente polietileno), contendo gel 
à base de celulose vegetal em concentração não tóxica e água (bobina reutilizável de gel) ou 
apenas água (bobina reutilizável de água) (Figura 25) (Austrália, 2019; Organização Mundial 
da Saúde, 2020; 2021).
As bobinas preenchidas por água apresentam mais chance de esvaziamento do conteúdo 
interno quando de tampa rosqueada. São recomendadas para o transporte em localidades 
de difícil acesso, pois diminuem o peso do material (Austrália, 2019; Organização Mundial 
da Saúde, 2020; 2021).
Esse tipo de bobina necessita de tempo de maturação no congelador durante um período 
mínimo entre 48 horas e 72 horas, a depender do fabricante. 
Figura 25 Bobinas de gel ou água
Fonte: Grupo Polar (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 79
9.2.3 Bobina de gelo artificial espuma
A bobina de gelo artificial espuma possui propriedades exclusivas que garantem a 
estabilidade na manutenção térmica de produtos termolábeis, podendo conter tecnologia 
PCM ou não (Figura 26). Esse tipo de produto necessita de tempo de maturação no congelador 
durante um período entre 36 e 96 horas a depender do tipo de produto.
É indicado para o transporte de produtos que requerem tempo e temperaturas controlados, 
principalmente para a faixa de 2°C a 8°C, pois apresentam melhor estabilidade térmica e 
tempo de degelo mais lento, o que repercute no aumento significativo no tempo de transporte.
Figura 26 Gelo artificial espuma
 
Fonte: Grupo Polar (2025).
9.2.4 Cuidados com as bobinas reutilizáveis
As bobinas disponíveis no mercado possuem diferentes designs, dimensões e capacidades 
(litro) e devem ser selecionadas conforme necessidades específicas, por exemplo, tamanho da 
caixa térmica, estratégia de vacinação a ser implementada, características climáticas locais, 
entre outras. A seguir, serão apresentadas as orientações relativas às bobinas (Austrália, 
2019; Organização Mundial da Saúde, 2020; 2021; Brasil, 2024b):
• Identificar o tamanho adequado das bobinas para caixa térmica na qual será utilizada.
• Manter bobinas higienizadas. 
• Guardar as bobinas em local ventilado.
• Caso o material plástico seja danificado deixando vazar seu conteúdo, no total ou em 
parte, a bobina deverá ser descartada.
• Nunca usar água com sal ou outra substância para completar o volume das bobinas. 
Quando se adiciona sal à água, baixa-se o ponto de congelamento podendo submeter 
os imunobiológicos, em armazenamento, à temperatura negativa.
• Ao serem retiradas das caixas térmicas, as bobinas deverão ser lavadas, enxugadas
e congeladas.
80 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Todas as instâncias de armazenamento e distribuição de imunobiológicos deverão 
possuir bobinas congeladas em quantidade necessária às suas atividades, incluindo 
Plano de Contingência.
• Verificar periodicamente o prazo de validade das bobinas à base de celulose vegetal.
• Certificar-se da integridade do objeto, uma vez que quaisquer violações poderiam 
representar a contaminação do produto. Caso isso ocorra, desprezar imediatamente.
9.2.5 Ambientação das bobinas reutilizáveis
A ambientação antecede o acondicionamento de imunobiológicos em caixas térmicas, cuja 
temperatura de conservação está fixada na faixa entre 2°C e 8°C, para o transporte ou uso 
nas atividades de vacinação (Figura 35). Destacam-se as orientações de manejo das bobinas 
(Austrália, 2019; Organização Mundial da Saúde, 2020; 2021; Brasil, 2024b):
• Manter as bobinas em congelador durante um período mínimo recomendado pelo 
fabricante.
• Estabelecer a quantidade adequada de bobinas conforme o tamanho da caixa e a 
quantidade de imunobiológico a ser transportado.
• Retirar as bobinas do freezer. 
• Colocar as bobinas sobre a superfície até desaparecer a névoa. Simultaneamente, 
monitorar a temperatura de uma unidade com termômetro de cabo extensor até chegar 
à temperatura de 0°C (Figura 27).
• Após o desaparecimento da “névoa” e a confirmação da temperatura, por meio do 
termômetro de cabo extensor, secar e acondicioná-las nas caixas térmicas.
Figura 27 Ambientação de bobinas reutilizáveis
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 81
9.3 Organização das caixas térmicas para uso diário
• Na SV e SI, recomenda-se o uso de caixa térmica de poliuretano com capacidade mínima 
de 12 litros.
• Selecionar a caixa adequada para quantidade de vacinas necessárias.
• Definir quantidade de bobinas conforme tamanho da caixa térmica.
• Colocar as bobinas reutilizáveis ambientadas (0°C), no fundo, nas laterais das partes 
internas da caixa e entre as vacinas e a tampa, conforme validação térmica da caixa.
• Utilizar barreiras (plástico bolha, papelão, berço) entre as vacinas e as bobinas.
• Posicionar o sensor do termômetro no centro da caixa, monitorando a temperatura até 
atingir o mínimo de 1°C.
• Acomodar os imunobiológicos no centro da caixa em recipiente para melhor organização 
e identificação.
• Imprescindível a utilização de barreira física e o monitoramento contínuo da temperatura.
• Trocar as bobinas reutilizáveis sempre que necessário, ou quando a temperatura máxima 
atingir 7°C.
• Manter a caixa térmica fora do alcance da luz solar direta e distante de fontes de calor.
• Ao final do trabalho, retornar com os imunizantes (avaliar o prazo de validade do frasco 
aberto, e as condições físicas dos frascos fechados) para o refrigerador, atentando aos 
descartes adequados, conforme recomendações deste Manual e RDC n.º 222/2018.
• Lavar as bobinas com água, enxugar e colocá-las para congelamento.
• Lavar e secar cuidadosamente as caixas, mantendo-as abertas até que estejam 
completamente secas, guardando-as abertas e em local ventilado.
9.4 Organização das caixas térmicas para transporte 
• Selecionar a caixa adequada para quantidade de vacinas necessárias.
• Definir quantidade de bobinas conforme tamanho da caixa térmica.
• Colocar as bobinas reutilizáveis ambientadas (0°C) e secas no fundo, nas laterais nas 
partes internas da caixa e entre as vacinas e a tampa, conforme validação térmica da caixa.
• Utilizar barreiras (plástico bolha, papelão, berço) entre as vacinas e as bobinas.
• Mensurar a temperatura interna da caixa por meio de termômetro de cabo extensor, 
antes de colocar as vacinas em seu interior.
ATENÇÃO!
Ao transportar imunobiológicos dentro da unidade de saúde, use a caixa térmica específica
e exclusiva para essa finalidade. Isso é essencial para evitar contaminação cruzada e manter
a temperatura correta, garantindo a eficácia das vacinas.
82 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Posicionar o sensor do termômetro no centro da caixa térmica, monitorando
a temperatura até atingir o mínimo de 1°C para se certificar da adequada climatização 
no interior da caixa.
• Organizar os imunobiológicos no interior da caixa de maneira segura para que não 
fiquem soltos e, eventualmente, desloquem-se sofrendo impactos mecânicos durante 
o transporte.
• Retirar o termômetro utilizado para a montagem da caixa e posicionar o registrador 
de temperatura (datalogger) no centro da carga organizada, garantindo a medição de 
temperatura precisa dos imunobiológicos, para monitoramento da temperatura ao 
longo do transporte.
• Dispor as bobinas reutilizáveis cobrindo os imunobiológicos.
• Lacrar as caixas com fita adesiva sem deixar fresta.
• Identificar as caixas externamente como “Produto Termolábil”, indicando temperatura 
adequada de conservação.
• Certificar que a temperatura dentro da caixa esteja estabilizada de acordo com
a recomendação.
• Verificar e registrar a temperatura de saída.
• Registrar a temperatura na folha de expedição.
• Monitorar a temperatura durante todo o percurso de transporte (Brasil, 2024b).
9.5 Organização das caixas térmicas com berço para transporte 
A necessidade da utilização da caixa com berço surgiu na CRF Nacional, a partir do 
interesse de agilizar o processo logístico de organização das caixas e manter a estabilidade 
da temperatura em um maior intervalo de tempo, ampliando o prazo de percurso. O modelo 
teve como referência as caixas recebidas em remessas internacionais, incentivando a 
CRF Nacional realizar testes e pesquisas para adequar o tipo às características específicas
da demanda de distribuição da instância nacional.
Esse modelo de caixa térmica somente poderá ser utilizado pelas demais instâncias 
mediante a realização do processo de validação com testes pré-aprovados pelas próprias 
centrais, relativos à organização interna da caixa, ao tipo, à quantidade e temperatura de 
bobinas reutilizáveis, ao tipo de transporte, ao tempo e à distância a ser percorrida em função 
das necessidades locais.
As orientações para organização desse modelo de caixa seguem o processo de qualificação 
térmica validado por laboratório de metrologia credenciado com especificidades da CRF 
nacional (Figura 28):
• Posicionar o berço (barreira térmica) no interior da caixa térmica de 130 litros.
• Posicionar elementos refrigerantes congelados e ambientados à temperatura de até 
-10°C nas laterais e acima da tampa do berço.
• Organizar os imunobiológicos no interior do berço, posicionando o datalogger no centro.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 83
• Colocar plástico bolha nos espaços vazios, quando a capacidade da caixa térmica não 
for totalmente ocupada, objetivando diminuir a quantidade de ar no seu interior e 
assegurar que o ambiente térmico da caixa permaneça por mais tempo na temperatura 
recomendada, além de evitar a quebra de frascos.
• Cobrir a tampa do berço na parte superior interna da caixa.
• Dispor as bobinas reutilizáveis sobre a tampa do berço.
• Lacrar as caixas com fita adesiva e identificá-las externamente como “Produto 
Termolábil: temperatura adequada de conservação”.
• Monitorar a temperatura durante o transporte.
Figura 28 Organização de caixa térmica com berço
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
9.6 Validação térmica de caixas para o transporte
Diversas variáveis devem ser consideradas durante o acondicionamento dos 
imunobiológicos para transporte, incluindo temperatura ambiente, distância e tempo 
em trânsito, via e condições de transporte e o quantitativo total de imunobiológicos a ser 
transportado (Anvisa, 2020a).
Nesse sentido, orienta-se a todas as instâncias de Rede de Frio que transportam esses 
insumos a validação dos processos que serão adotados para o transporte dos imunobiológicos, 
testando e qualificando o método de embalagem para promover a garantia da conservação 
do imunobiológico na faixa de temperatura adequada, a depender do produto e da instância 
(2°C a 8°C, ou -25°C a -15°C). Para qualificação térmica da caixa (Anexo F) e validação do 
transporte (anexos G e H), observar os seguintes requisitos (Anvisa, 2015b; 2017a; 2020a). 
• Isolamento da caixa térmica e definições acerca do monitoramento contínuo ao longo 
do percurso.
• Identificação da quantidade e tipo de bobina reutilizável adequada.
• Garantia de que os insumos estejam acondicionados adequadamente de forma a manter 
a integridade deles e evitar possíveis impactos que venham ocasionar fissuras.
84 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Utilização do número de bobinas suficientes para manter a temperatura de conservação.
• Padronização da organização das caixas térmicas, conforme orientado neste Manual, 
com tipos de bobinas adequadas.
• Considerar temperatura ambiente, tempo, volume da caixa e de insumos a transportar.
O usuário deverá, criteriosamente, avaliar algumas características mínimas das caixas 
térmicas que deverão ser garantidas pelo fabricante para o isolamento, tais como manutenção 
e resistência adequada para as atividades a que se destinam.
85
10Transporte de imunobiológicos
O transporte de imunobiológicos na Rede de Frio do PNI requer cuidados específicos para 
a manutenção da qualidade, atualmente é realizado por diferentes vias: aérea, terrestre ou 
aquática, a depender da origem/destino, volume a ser transportado e facilidade da via em 
relação aos locais (Anvisa, 2015b; 2017a; 2020a; Organização Mundial da Saúde, 2020).
Conforme descrito no Guia para a Qualificação de Transporte de Produtos Biológicos da 
Anvisa, “medicamentos biológicos são constituídos por moléculas proteicas altamente 
complexas, cuja atividade biológica é dependente da sua integridade estrutural. Tanto a 
instabilidade química quanto a física podem contribuir para uma perda de atividade”. Ou 
seja, qualquer problema na Cadeia de Frio pode afetar a estabilidade do produto e resultar 
na sua perda de efetividade dos imunobiológicos ofertados pelo PNI (Anvisa, 2015b; 2017a).
Para reduzir os riscos de variações de temperatura durante o transporte, é fundamental 
adotar a qualificação dos sistemas de transporte da Cadeia de Frio. O objetivo dessa qualificação 
é demonstrar a robustez dos sistemas utilizados, reduzindo as excursões de temperatura que 
podem ocorrer ao longo do transporte. O modelo de qualificação térmica da caixa (Anexo F) 
e validação do transporte (anexos G e H) (Anvisa, 2015b; 2017a; 2020a; 2020b).
Além de possuir o sistema de transporte adequadamente qualificado, de acordo com as 
características de estabilidade do produto, todo transporte de um produto biológico precisa 
ser monitorado continuamente. Nesse sentido, dada a relevância da temperatura para 
conservação de suas características ideais, o controle da temperatura dos imunobiológicos é 
fator fundamental, da mesma forma o equipamento utilizado, o acondicionamento, a logística 
e o monitoramento ao longo do percurso (Anvisa, 2017a). 
Em relação ao transporte, deve-se fazer o mapeamento térmico das rotas definidas, 
modais escolhidos, considerando os desafios de transporte para o estabelecimento das 
melhores soluções passivas ou ativas, com posterior qualificação, que garantam a manutenção 
das especificações de qualidade dos imunobiológicos (Anvisa, 2017a).
Outro fator que deve ser levado em consideração nos trajetos percorridos é o choque 
mecânico ou os impactos durante o transporte, principalmente no transporte rodoviário 
(Anvisa, 2017a; Organização Mundial da Saúde, 2020).
Os choques mecânicos ou impactos podem causar microfissuras, expondo o produto 
transportado a vazamentos, ou mesmo a perda completa. Ao ocorrer microfissuras na 
embalagem primária, o imunobiológico está sujeito à contaminação microbiológica. Muitas 
vezes, quando não percebidas essas anomalias nas embalagens, esses produtos podem ser 
86 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
inadvertidamente disponibilizados ao uso, colocando em risco a saúde do usuário. Assim, 
orienta-se atenção e rigor na organização das caixas para o transporte, bem como na 
capacitação dos profissionais envolvidos nas suas diversas etapas (Anvisa, 2017a; Organização 
Mundial da Saúde, 2020). 
Havendo quaisquer ocorrências ao longo do percurso, sejam elas relacionadas às condições 
ideais de preservação ou à integridade do produto transportado, estas deverão ser registradas 
e comunicadas à instância estadual, utilizando-se as ferramentas oficiais padronizadas pelo 
Ministério da Saúde (Anvisa, 2017a; Organização Mundial da Saúde, 2020).
A ocorrência deverá, obrigatoriamente, ser analisada e avaliada, garantindo a rastreabilidade 
do produto que poderá ocasionar potencial perda física (Capítulo Gerenciamento Rede de Frio), 
impactando no planejamento nacional dos imunobiológicos ofertados pelo PNI e contribuindo 
para definição e validação dos processos de transporte (Figura 29).
Figura 29 – Cadeia de Frio do Programa Nacional de Imunizações
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Sala de vacinação
Veículo refrigerado
ou climatizado
Veículo refrigerado
ou climatizado
Centrais municipais
de Rede de Frio
Centrais estaduais e
regionais de Rede de Frio
Transporte
refrigerado
Transporte
aéreo
Laboratórios nacionais
e internacionais
Instituto Nacional de 
Controle de Qualidade
em Saúde
INCQS
Aquisição dos
Imunobiológicos
no SUS e PNI
SUS
Órgãos regulatórios de 
certificação e registro 
dos imunobiológicos
Anvisa
OMS
É o processo logístico incluindo as atividades de armazenagem, conservação, manuseio, 
distribuição e transporte de forma oportuna e eficiente, assegurando a preservação das 
características originais dos imunobiológicos desde a fabricação até sua aplicação
Frascos/ampolas
dos Imunobiológicos
Central nacional
de Rede de Frio
Lotes aprovados
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 87
10.1 Transporte: do laboratório produtor para instância nacional
O PNI oferta na Rede Nacional produtos de procedência nacional e/ou internacional.
O transporte dos imunobiológicos produzidos em outros países é feito exclusivamente por 
via aérea até o terminal alfandegário, de onde são transferidos para a CRF nacional, instância 
nacional, por via terrestre, em veículo refrigerado.
Já os transportes realizados a partir de laboratórios nacionais, em sua grande parte, 
acontecem por via terrestre. Nessa cadeia de transporte, a temperatura é monitorada 
utilizando dispositivos eletrônicos, geralmente dataloggers, os quais permitem a verificação 
das temperaturas registradas durante todo transporte.
Todos os produtos recebidos são acondicionados em temperatura adequada, de acordo 
com as orientações dos fabricantes (-90ºC a -60ºC, -35°C a -15°C, e entre 2°C e 8°C) no 
maior prazo de validade possível (Anvisa, 2020a).
No ato do transporte, devem ser registradas as temperaturas do veículo de transporte e 
da carga. Na chegada do produto à instância nacional, é realizada a avaliação das remessas 
por meio de guia de entrada e dados de recebimento de insumos, considerando a conferência 
dos produtos, a análise dos registros de temperatura de momento e de percurso, do veículo 
de carga e da documentação da carga, responsável pelo transporte entre outros itens de 
qualificação do recebimento (Anvisa, 2017a; 2020a; Organização Mundial da Saúde, 2020).
10.2 Transporte: instância nacional para estadual 
O transporte realizado a partir da instância nacional (CRF nacional) para as estaduais 
podem ocorrer por via aérea ou terrestre. Considerando a sensibilidade térmica dos 
imunobiológicos, o clima tropical e a extensão territorial do País, são utilizadas caixas 
térmicas específicas para o transporte nessa instância, nos diversos percursos e/ou com 
sucessivas escalas/conexões.
O tempo médio de entrega da CRF nacional às centrais estaduais dependerá da região, do 
respectivo acesso e da disponibilidade da malha aérea. Nesse sentido, a CRF nacional busca 
constantemente atualizar-se das diversidades relativas aos percursos de destinação das cargas 
de imunobiológicos (origem-destino), de forma que prevenções necessárias à manutenção das 
temperaturas ideais de conservação sejam garantidas, utilizando-se os recursos mais apropriados 
a cada situação específica, podem ocorrer eventuais necessidades de trocas periódicas das bobinas 
reutilizáveis. A observação dos procedimentos necessários auxilia, inclusive, na validação dos 
processos de transporte para as diversas unidades federadas (Anvisa, 2020a).
Os imunobiológicos transportados são separados por tipo, de acordo com a temperatura de 
conservação, devendo dispor de monitoramento de temperatura em todas as embalagens ao 
longo do percurso. No ato do recebimento de insumos, devem ser fornecidos os registros de 
monitoramento de temperatura do transporte para a análise. Caso seja identificada excursão 
de temperatura no ato do recebimento, a CRF estadual deve comunicar imediatamente a 
instância nacional.
Independentemente da via utilizada para o transporte dos imunobiológicos, este é 
acompanhado por formulários padronizados pelo Ministério da Saúde para possibilitar
o controle do processo de movimentação de estoque da carga entre as instâncias.
88 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Entre os registros utilizados no transporte dos imunobiológicos do PNI, destaca-se o 
registro no fornecimento, que deve conter a descrição detalhada da carga. Esse registro inclui 
informações essenciais, como o nome do produto, o fabricante, a quantidade em frascos e 
doses, a data de validade, a apresentação, o lote, além do valor unitário e total de cada produto.
No que se refere ao detalhamento de carga, os dados da carga são informações importantes, 
por caixa (número, conteúdo, lote, quantidade e validade), objetivando facilitar a conferência 
e um eventual rastreamento de volumes. Devem constar dados sobre temperatura do 
imunobiológico no momento da saída, data e hora da embalagem, número de volumes, 
quantidade das bobinas utilizadas e assinatura do responsável.
Para registro das informações relativas ao recebimento, é importante reunir informações 
concernentes: data e hora de chegada, número da nota de fornecimento, quantidade de volumes, 
temperatura no momento da chegada, observação e assinatura do responsável pela Rede de Frio 
estadual. Após conferência física, essas informações deverão ser obrigatoriamente comunicadas 
à CRF nacional no prazo máximo de 48 horas. Sendo necessário dar entrada da nota no Sies.
Na origem, no ato de liberação das caixas contendo imunobiológicos para o transporte, 
é selecionada uma amostra aleatória que será submetida à verificação da temperatura do 
momento. O dado coletado é registrado com as informações referentes à identificação unívoca 
das caixas, devidamente lacradas com fita adesiva com a logomarca do Programa para o 
transporte. A identificação da caixa deve conter: destino, número da caixa e identificação do 
conteúdo (imunobiológico/diluente).
Todas essas informações devem acompanhar os imunobiológicos, evitando trocas 
inadvertidas na identificação ou no registro das informações, falhas no monitoramento das 
temperaturas ideais de conservação ou mesmo o comprometimento das características de 
origem dos imunobiológicos e consequente utilização desses insumos com risco agregado à 
sua potência imunogênica.
Os procedimentos de recebimento e liberação devem estar descritos em POP, atualizados 
periodicamente e acessíveis aos profissionais que atuam no processo (Anvisa, 2020a).
10.3 Transporte de CRF estadual para regional/municipal
O transporte é realizado, essencialmente, por via terrestre, em veículo refrigerado.
Em circunstâncias especiais, também se utiliza a via aquática ou aérea. Os imunobiológicos 
são, igualmente, acondicionados em caixas térmicas e separados em função de suas respectivas 
temperaturas ideais de conservação.
Os imunobiológicos armazenados à temperatura negativa poderão ser acondicionados 
para transporte em caixas independentes qualificadas termicamente.
Os imunobiológicos chegam ao destino em temperaturas controladas entre 2°C a 8°C e não 
deverão ser recongelados. No recebimento pela CRF regional/municipal, os imunobiológicos 
que foram acondicionados e transportados à temperatura negativa e chegaram ao destino 
nessa mesma temperatura (-35°C a -15°C) poderão assim ser conservados.
Os imunobiológicos armazenados à temperatura positiva (2°C a 8°C) são agrupados para 
acondicionamento em caixas térmicas qualificadas.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 89
O transporte dos imunobiológicos deve ser realizado com o acompanhamento de um 
profissional capacitado pelo programa de imunizações da CRF fornecedora ou da solicitante, 
que detenha informações acerca das características dos produtos transportados, de seu 
respectivo acondicionamento, das temperaturas ideais de conservação, dos procedimentos 
de monitoramento, controle e registro de temperatura, bem como da notificação de 
intercorrências e plano de contingência.
Os veículos de transporte devem possuir obrigatoriamente características que ofereçam 
segurança aos imunobiológicos e insumos de vacinação, conforme estabelecidas na RDC
n.º 430/2020 e suas atualizações (Anvisa, 2020a).
Quando o transporte for realizado por via fluvial, dependendo do percurso, recomenda-se 
que o barco esteja equipado com fonte de energia (gerador) para manter o equipamento de 
refrigeração com bobinas reutilizáveis congeladas, favorecendo a substituição destas, quando 
necessário, e assegurando a manutenção da temperatura de conservação recomendada.
O monitoramento deverá acontecer durante todo o trajeto (Anvisa, 2020a).
Para registro das informações relativas ao recebimento, é importante reunir informações 
concernentes: data e hora de chegada, número da nota de fornecimento, quantidade de 
volumes, temperatura no momento da chegada, observação e assinatura do responsável pela 
Rede de Frio estadual. Após conferência física, essas informações deverão ser obrigatoriamente 
comunicadas à CRF estadual no prazo máximo de 48 horas, sendo necessário dar entrada da 
nota no Sies.
10.4 Transporte: CRF regional estadual e central municipal para 
sala de vacinação, sala de imunização e/ou RIE
O transporte dos imunobiológicos entre as unidades de Rede de Frio, CRF regional estadual 
ou central municipal para sala de imunização, sala de vacinação e RIE, é realizado conforme 
capacidade física e técnica para armazenamento. São utilizadas caixas térmicas qualificadas 
visando assegurar a temperatura de conservação dos imunobiológicos, sendo necessário o 
monitoramento contínuo da temperatura no interior das caixas durante todo o processo de 
transporte da carga.
A caixa é transportada lacrada e identificada conforme manifesto de carga padronizado. 
O transporte da carga deve ser realizado com o acompanhamento de profissional capacitado 
pelo programa de imunizações da CRF fornecedora ou da solicitante, que detenha informações 
acerca das características dos produtos transportados, de seu respectivo acondicionamento, 
das temperaturas ideais de conservação, dos procedimentos de monitoramento, controle e 
registro de temperatura, bem como da notificação de intercorrências e plano de contingência. 
Essas são medidas fundamentais para rastreabilidade e promoção da garantia da qualidade 
dos produtos.
ATENÇÃO!
Todas as variáveis inerentes ao transporte das cargas devem ser conhecidas, analisadas e 
avaliadas continuamente para otimização da atividade e validação dos processos.
90 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Para registro das informações relativas ao recebimento, é importante reunir informações 
concernentes: data e hora de chegada, número da nota de fornecimento, quantidade de 
volumes, temperatura no momento da chegada, observação e assinatura do responsável pela 
Rede de Frio estadual. Após conferência física, essas informações deverão ser obrigatoriamente 
comunicadas à CRF Regional Estadual e/ou Central Municipal no prazo máximo de 48 horas. 
Sendo necessário dar entrada da nota no Sies.
10.5 Transporte de vacina em áreas de difícil acesso
O planejamento das ações de vacinação em área de difícil acesso é essencial para que seja 
alcançado o objetivo proposto de forma efetiva. O microplanejamento para as Atividades 
de Vacinação de Alta Qualidade (Avaq) é a ferramenta mais adequada disponível hoje, 
pois possibilita o reconhecimento da realidade local, a caracterização da população-alvo 
para traçar estratégias de acordo com a realidade territorial e assim execução das ações 
de vacinação intra e extramuros mais eficazes. O Manual de Normas e Procedimentos para 
Vacinação do PNI descreve detalhadamente o planejamento adequado para ações de vacinação 
em áreas de difícil acesso (Brasil, 2024b).
Para o transporte de imunobiológicos em áreas de difícil acesso, devem-se utilizar caixas 
térmicas registradas/regulamentadas pela Anvisa e/ou pela OMS, pois são ideais para o 
transporte dos imunobiológicos para as ações de vacinação. Essas caixas são capazes de 
manter a temperatura ideal das vacinas por até 120 horas, possui tampa com fixação por 
dobradiças, garantindo vedação eficaz quando fechada, proporcionando maior segurança para 
a equipe de saúde, dependendo da forma de manuseio (Organização Mundial da Saúde, 2021).
As caixas térmicas qualificadas para transporte de vacinas devem ser relativamente leves, 
porque geralmente são transportadas por um único profissional de saúde, seja em trechos 
que requerem longas caminhadas ou outros meios alternativos disponíveis de locomoção 
(pequenas embarcações, helicópteros, entre outros) para chegar às comunidades e aldeias 
indígenas (Anvisa, 2017a; Organização Mundial da Saúde, 2020).
As localidades remotas e de difícil acesso são um desafio para manter a vida fria das 
vacinas, porém, com caixas térmicas de qualidade e estratégias, é possível vacinar com 
qualidade sem quebra da cadeia fria (Anvisa, 2017a).
As caixas devem ser montadas e monitoradas conforme as orientações contidas na 
qualificação, além de serem submetidas a validações térmicas para certificar o seu desempenho 
e tempo de vida fria, de acordo com a realidade local (Anvisa, 2017a).
SAIBA MAIS! 
Para saber mais sobre o microplanejamento para as Avaq, acesse o link: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/avaq.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 91
Recomenda-se a utilização de termômetros datalogger, uma vez que sua tecnologia 
possibilita a verificação da temperatura através de rede bluetooth por um aplicativo de celular, 
assim o profissional pode verificar a temperatura sem abrir a caixa, além da emissão de um 
alerta sonoro quando houver saída do padrão. Verificar as condições da bateria ou pilha se estão 
aptas para uso ou se é necessário realizar a substituição (Organização Mundial da Saúde, 2020).
A utilização de mapa de controle de temperatura nas ações extramuros, mesmo que as 
caixas contenham datalogger, é recomendada. Antes das ações nas áreas de difícil acesso,
é importante realizar a preparação das equipes em Rede de Frio para a equipe que realizará 
a missão no território (Brasil, 2024b).
10.5.1 Cuidados com os insumos e caixas térmicas durante as caminhadas e ações 
de imunização extramuro
A conservação adequada dos imunobiológicos durante o transporte em caminhadas
e ações de imunização é fundamental para garantir sua eficácia e segurança. A exposição 
a temperaturas inadequadas, umidade e impactos pode comprometer a qualidade das 
vacinas e insumos. Para minimizar esses riscos, é essencial adotar medidas que assegurem o 
acondicionamento correto, a proteção contra agentes externos e a manutenção da integridade 
térmica das caixas. A seguir, serão apresentadas recomendações para o transporte seguro
e o manuseio adequado das caixas térmicas e seus conteúdos (Brasil, 2024b). 
10.5.2 Orientações para o transporte e manuseio
• Antes de sair para a ação, certifique-se de que as caixas térmicas estão bem fechadas e 
travadas para evitar vazamentos e perdas de temperatura.
• O transporte das caixas térmicas deve ser cuidadosamente planejado, considerando 
volumes de até 20 litros de vacinas. Escolha o método mais adequado para garantir a 
segurança durante o deslocamento. O transporte deve ser resistente o suficiente para 
suportar o peso e proporcionar estabilidade.
• Fixação das caixas: amarre as caixas com segurança e verifique se estão bem presas 
para evitar quedas ou impactos durante o trajeto.
• Durante pausas nas caminhadas, evite colocar as caixas térmicas diretamente no solo. 
Utilize preferencialmente um material impermeável e resistente para protegê-las.
• Se não houver proteção disponível, escolha um local limpo, seco, longe de insetos, 
formigas e sempre à sombra.
• Proteção contra calor e radiação solar: as caixas térmicas devem ser mantidas afastadas 
de fontes de calor, como motores e combustíveis, e protegidas com mantas térmicas 
apropriadas.
• Em deslocamentos por barco sem cobertura, proteja as caixas utilizando mantas térmicas 
e mantenha-as longe de fontes naturais de calor, motores e combustíveis.
• Manutenção da temperatura interna: ao ambientar as bobinas de gelo no território, 
limpe a tampa da caixa com álcool 70% ou água e sabão antes de dispor as bobinas
para ambientação.
• Após a ambientação, seque as bobinas com um pano seco e limpo antes de colocá-las 
na caixa de vacinas.
92 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Não utilize as caixas térmicas como assento, pois isso pode danificá-las e comprometer 
sua funcionalidade.
• Em áreas indígenas, artefatos tradicionais podem ser utilizados para transporte. O cesto 
Jamanxim, por exemplo, é uma alternativa resistente, geralmente feita de palha ou cipó, 
e pode ser carregado nas costas. Nesse caso, recomenda-se acondicionar a caixa térmica 
dentro do cesto e posicioná-lo de forma segura em uma árvore ou tronco, garantindo 
que a integridade das vacinas seja preservada ao longo do trajeto.
• Monitorar a temperatura da caixa térmica utilizada na rotina e nas ações extramuros, 
registrando os valores a cada hora nos mapas de controle. 
• Preparar uma caixa térmica com bobinas de gelo reciclável, caso seja necessário 
substituí-las. 
• Arquivar os mapas de registros de temperatura por, no mínimo, dois anos após seu 
preenchimento. 
• Notificar os Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (Esavi), 
incluindo eventuais erros de imunização (Austrália, 2019; Zhang et al., 2023; Brasil, 
2021a; 2024b, Anvisa 2015b).
10.6 Transporte e cuidados com a Unidade Móvel de Vacinação – UMV
A UMV é uma estratégia para ampliar o acesso à imunização em diferentes territórios, 
especialmente em áreas de difícil acesso ou com baixa cobertura vacinal. No entanto, por 
se tratar de um ambiente itinerante, alguns cuidados específicos devem ser adotados para 
garantir a segurança da equipe de saúde, a integridade dos imunobiológicos e a qualidade 
do serviço prestado. O planejamento adequado deve considerar não apenas a logística do 
transporte e armazenamento das vacinas, mas também o suporte necessário para a equipe, 
incluindo infraestrutura mínima para alimentação e higiene. A estrutura interna da UMV 
pode ser verificada no tópico 16. “Dimensionamento da Unidade Móvel de Vacinação (UMV)”.
A seguir, são apresentadas diretrizes para o transporte e os cuidados com a UMV, visando 
otimizar sua operação e garantir um fluxo de trabalho seguro e eficiente (Austrália, 2019; 
Zhang et al., 2023; Brasil, 2025a, Anvisa 2015a).
• Deve-se escolher um local plano e, sempre que possível, à sombra, garantindo conforto 
para a equipe e segurança para as vacinas e os equipamentos.
• É fundamental mapear previamente pontos de apoio nos arredores, como sanitários 
e locais para alimentação, uma vez que o consumo de alimentos dentro da UMV não
é permitido.
• A equipe de vacinadores deve estar capacitada em boas práticas de imunização
e manipulação de imunobiológicos, garantindo um atendimento seguro e eficiente.
• Durante a vacinação, é essencial considerar as particularidades do público-alvo, 
respeitando suas necessidades específicas para promover maior adesão e conforto.
• Antes de iniciar as atividades, a equipe deve seguir os procedimentos operacionais 
recomendados neste Manual e em documentos complementares do Ministério da Saúde, 
assegurando que todas as condições para um atendimento seguro estejam contempladas.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 93
10.6.1 Início das atividades nas UMV
Ao início do expediente, a equipe deve adotar os seguintes procedimentos para garantir 
a organização da UMV, a segurança dos imunobiológicos e a manutenção dos equipamentos. 
A saber:
• Desligar a UMV da tomada externa e guardar o cabo de energia sob o “assento sobre o 
armário baú”.
• Ligar o inversor para manter o funcionamento dos equipamentos, tomadas e lâmpadas. 
• Higienizar as mãos adequadamente antes de iniciar as atividades. 
• Verificar a limpeza e organização do ambiente interno da UMV. 
• Realizar a leitura e o registro das temperaturas atual, máxima e mínima do equipamento 
de refrigeração no mapa de controle. 
• Assegurar que a temperatura da câmara científica refrigerada permaneça na faixa 
recomendada de 2°C a 8°C. 
• Revisar o cronograma de vacinação do dia, incluindo locais, imunobiológicos a serem 
ofertados e público-alvo a ser atendido. 
• Verificar os materiais e equipamentos utilizando o checklist (Anexo I) para garantir 
que todos os itens necessários estejam disponíveis e em condições adequadas. Caso 
identifique irregularidades, reportá-las ao responsável. 
• Montar a caixa de descarte de perfurocortantes e fixá-la em local adequado dentro da 
UMV. Se necessário, manter uma caixa desmontada de reserva. 
• Preparar a caixa térmica com termômetro de uso diário para armazenar os 
imunobiológicos previstos para o expediente, observando seu prazo de validade. 
• Monitorar a temperatura da caixa térmica utilizada na rotina e nas ações extramuros, 
registrando os valores a cada hora nos mapas de controle. 
• Preparar uma caixa térmica com bobinas de gelo reciclável, caso seja necessário 
substituí-las. 
• Arquivar os mapas de registros de temperatura por, no mínimo, dois anos após seu 
preenchimento. 
• Notificar os Esavi, incluindo eventuais erros de imunização (Austrália, 2019; Zhang
et al., 2023; Brasil, 2025a).
 SAIBA MAIS! 
Além dessas recomendações, é imprescindível seguir as orientações 
descritas no Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação –
2ª edição revisada, 2024, por meio do link: https://www.gov.br/saude/pt￾br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2024/manual￾de-normas-e-procedimentos-para-vacinacao.pdf/view.
94 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
10.6.2 Encerramento das atividades
Ao final do expediente, a equipe deve adotar os seguintes procedimentos para garantir a 
continuidade dos processos de trabalho de forma qualificada. A saber:
• Descartar os frascos de vacinas multidose que ultrapassaram o prazo de validade após a 
abertura, bem como os frascos com rótulos danificados que impeçam sua identificação 
e os frascos monodose vazios, seguindo as orientações de biossegurança. 
• Verificar e registrar a temperatura do equipamento de refrigeração no mapa de 
controle diário. 
• Retirar as vacinas e os diluentes da caixa térmica de uso diário, retornando para a câmara 
científica refrigerada apenas os que ainda estiverem dentro do prazo de validade. Em 
seguida, aguardar 30 minutos e reiniciar o termômetro para nova leitura da temperatura. 
• Caso a temperatura da câmara científica refrigerada esteja fora da faixa recomendada 
(2°C a 8°C) após o reset, aguardar o retorno da temperatura adequada e reiniciar o 
termômetro novamente para garantir o controle correto. 
• Consolidar o número de frascos utilizados (abertos) e aqueles que sofreram perda física 
(fechados) no formulário padronizado (físico ou informatizado), a fim de subsidiar 
a avaliação do consumo e das perdas de imunobiológicos, bem como a solicitação
de reposição. 
• Monitorar e registrar as atividades de vacinação. 
• Carimbar e assinar os documentos utilizados. 
• Conferir, datar, assinar e entregar os boletins diários ao responsável pela vacinação. 
• Lavar as bobinas reutilizáveis, secá-las e devolvê-las à Rede de Frio para congelamento. 
• Lavar e secar cuidadosamente as caixas térmicas, mantendo-as abertas até a secagem 
completa. 
• Armazenar as caixas térmicas abertas em local ventilado. 
• Desligar a televisão, se houver. 
• Verificar o estoque de materiais e providenciar reposição, se necessário. 
• Limpar e organizar a UMV, retirando pertences pessoais, a caixa de perfurocortante
e o lixo. 
• Documentar eventuais incidentes ou ocorrências no registro diário, conforme os 
procedimentos estabelecidos. 
• Conduzir a UMV para um local seguro e monitorado. 
• Conectar a UMV à tomada externa e certificar-se do funcionamento do equipamento 
de refrigeração. 
• Conferir o fechamento de portas e janelas, trancar a unidade e ativar o alarme (Brasil, 
2025, Zhang et al., 2023; Austrália, 2019).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 95
10.6.3 Limpeza da Unidade Móvel de Vacinação
A limpeza da UMV deve seguir um protocolo rigoroso para garantir um ambiente seguro, 
organizado e livre de contaminações. As atividades de higienização são divididas em limpeza 
diária e limpeza terminal, cada uma com seus respectivos procedimentos (Austrália, 2019; 
Zhang et al., 2023; Brasil, 2025a). É uma ação compartilhada entre os profissionais de saúde 
(técnicos, auxiliares de enfermagem ou enfermeiros, entre outros) designados à UMV e os 
profissionais de serviços gerais que cuidam na limpeza geral.
Limpeza diária
A limpeza diária deve ser realizada uma vez ao dia, antes do início ou após o término do 
turno de trabalho, incluindo os seguintes procedimentos (Austrália, 2019; Zhang et al., 2023; 
Brasil, 2025a):
• Organizar e higienizar bancadas, bancos e demais superfícies.
• Utilizar um pano umedecido com solução desinfetante para limpeza das superfícies, 
seguido de um pano seco para finalizar.
• Recolher e descartar os resíduos provenientes das ações de vacinação conforme o Plano 
de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).
• Utilizar vestuário adequado, como uniforme ou roupas confortáveis e calçado fechado.
• Executar a limpeza conforme as orientações do fabricante do veículo e em conformidade 
com as normas de biossegurança, garantindo eficácia e organização.
Limpeza terminal
A limpeza terminal deve ser realizada a cada 15 dias, abrangendo uma higienização mais 
profunda das superfícies e equipamentos:
• Limpar todas as superfícies horizontais e verticais, internas e externas, incluindo 
equipamentos e mobiliário.
• Lavar os cestos de lixo com solução desinfetante.
• Iniciar a limpeza pelo teto, utilizando um rodo envolvido em pano seco.
• Higienizar e secar luminárias.
• Limpar os vidros com pano umedecido em solução desinfetante e finalizar com pano 
seco. Para áreas externas, realizar a lavagem e o enxágue adequados.
• Higienizar as paredes de cima para baixo, utilizando um pano umedecido com solução 
desinfetante e finalizando com pano seco.
• Lavar pia e torneira com água e sabão, enxaguar e aplicar solução desinfetante com 
pano umedecido.
• Realizar a limpeza do chão com esfregão ou rodo envolvido em pano umedecido com 
solução desinfetante, finalizando com pano seco.
• Lavar as escadas com água e sabão.
• Garantir que os profissionais envolvidos no processo sejam devidamente capacitados e 
atualizados periodicamente quanto às práticas de limpeza e biossegurança.
96 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para a atividade.
• Estabelecer um cronograma fixo de limpeza, especificando periodicidade, data, dia da 
semana e horário para execução das atividades.
10.6.4 Limpeza e cuidados com a câmara científica refrigerada 
A correta manutenção da higienização da câmara científica refrigerada é essencial para 
garantir a integridade dos imunobiológicos armazenados. As atividades devem ser realizadas 
por profissionais de saúde devidamente capacitados, conforme as diretrizes estabelecidas 
descritas neste Manual e as recomendações do fabricante do equipamento.
10.6.5 Inspeção e manutenção preventiva
• Verificar o funcionamento do equipamento de refrigeração, incluindo o fechamento 
adequado da porta, operação dos alarmes, e alimentação elétrica.
• Realizar inspeções no sistema de suspensão e suportes internos para identificar possíveis 
danos que possam comprometer o funcionamento durante o transporte.
• Executar manutenção preventiva conforme as recomendações do fabricante para 
assegurar o desempenho adequado do equipamento.
• Manter um registro detalhado de todas as atividades de limpeza e manutenção realizadas.
10.6.6 Limpeza externa do veículo
Para preservar a integridade do veículo e sua identificação visual, a limpeza externa deve 
seguir os seguintes procedimentos:
• Frequência: realizar a limpeza externa semanalmente.
• Produtos recomendados: utilizar somente sabão neutro dissolvido em água, garantindo 
uma limpeza eficaz sem comprometer ou remover o revestimento da plotagem.
97
11 Saúde do Trabalhador e da 
 Trabalhadora na Rede de Frio
Os ambientes e processos de trabalho da Rede de Frio, por suas peculiaridades, demandam 
de gestores, empregadores e trabalhadores de todas as atividades a estrita observação de 
ações que visam eliminar, ou na sua impossibilidade, mitigar riscos à saúde e integridade 
de trabalhadores (Brasil, 2012, CNS 2018). 
Os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e demais arranjos de vigilância 
em saúde devem ser envolvidos de forma sistemática na implementação das estruturas da 
Rede de Frio, dos serviços de logística às salas de vacinação. Os Cerest são matriciadores das 
ações de Saúde do Trabalhador na Rede de Atenção à Saúde no território ao qual está vinculado, 
atuando para promover ações de prevenção, intervenção e monitoramento de eventos de 
interesse para a Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat), que vão de incidentes até as 
Doenças e Agravos Relacionados ao Trabalho (Dart), a exemplo de acidente com exposição 
à material biológico (Brasil, 2006). 
As ações de Visat devem, portanto, ser adotadas considerando como premissa o princípio 
da precaução, conforme a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora 
(PNSTT), antecipando-se à ocorrência das Dart, para isso, devem ser desenvolvidas ações que 
incidam sobre esses ambientes e processos de trabalho do ponto de vista do reconhecimento 
dos perigos, riscos e cargas reais de trabalho (Brasil, 2006). Dessa maneira, é possível, além 
de garantir desde o cumprimento de normas e legislações aplicadas às atividades, a promoção 
de novas intervenções e formas de organização do trabalho e do ambiente, de modo que se 
consiga garantir a promoção da saúde (Lamattina; Morais, 2024).
O mapeamento de riscos peculiares aos ambientes e processos de trabalho na Rede de 
Frio, ainda que minucioso, abarcando riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e 
psicossociais e o de acidentes, não encerram a necessidade do monitoramento sistemático 
do trabalho real, pois a dinâmica do trabalho pode variar rapidamente por fatores alheios 
às prescrições e práticas de gestores, empregadores e dos próprios trabalhadores (Brasil, 
2005; 2006).
As equipes de Visat, sobretudo aquelas que compõem os Cerest, são qualificadas para 
realizar Inspeção Sanitária em Saúde do Trabalhador (ISST), que permite a observação e a 
análise das formas e das condições em que o trabalho se realiza, oferecendo os elementos 
necessários para a identificação dos riscos à saúde dos trabalhadores e a proposição de 
medidas de prevenção e controle necessárias ou complementares às já existentes, do ponto 
de vista sanitário (Brasil, 2024e).
98 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Ponto preponderante é a necessidade de gestores, empregadores e trabalhadores da Rede 
de Frio estarem sensibilizados da necessidade de estabelecimento de fluxo de notificação 
no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) para todos os casos de Dart, 
para além da obrigação trabalhista de preenchimento da Comunicação de Acidente de 
Trabalho (CAT). As notificações qualificadas e completas de todos os campos das Fichas de 
Notificação de Dart no Sinan garantem que o SUS possa compreender o panorama de saúde 
dos trabalhadores da Rede de Frio, o que garante o conhecimento fidedigno sobre o perfil de 
morbimortalidade e o melhor direcionamento na construção de políticas públicas de saúde 
que alcancem os trabalhadores que compõem a Rede (Brasil, 2023d; 2024e).
Qualquer acidente no ambiente de trabalho na Rede de Frio de imunobiológicos, incluindo 
acidentes com a vacina BCG, devem ser notificados e exige cuidados específicos para garantir a 
segurança dos profissionais. Os procedimentos de limpeza e os cuidados necessários devem estar 
detalhados em um POP acessível e claro para todos os profissionais capacitados (Brasil, 2024f).
Considerando a hierarquia para controle de riscos à saúde de trabalhadores, orienta-se 
que a Rede de Frio concorra sempre para a priorização de adoção de medidas de eliminação 
ou substituição de equipamentos ou situações geradoras de risco, por exemplo: a troca de 
carros de carga manuais por carros elétricos dentro das câmaras, visando prevenir as quedas 
por escorregamento e o esmagamento por derrubada de caixas sobre o trabalhador (Brasil, 
2012; 2017a; 2017b).
A depender do local e da estrutura, medidas de substituição ou eliminação de equipamentos 
e situações de risco não serão possíveis, nesse caso, Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
deverão ser implantados, a exemplo de câmeras de monitoramento e de botão de pânico e 
saída de emergência de câmaras frias refrigeradas e congeladas que possam ser acionadas 
do lado de dentro e de fora (Brasil, 2012; 2017b).
SAIBA MAIS! 
Para saber mais sobre as orientações em casos acidente ou incidente com 
a vacina BCG, acesse o Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação 
2º Edição Revisada.pdf em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de￾conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2024/manual-de-normas-e￾procedimentos-para-vacinacao.pdf/view.
SAIBA MAIS! 
Para saber mais sobre a promoção da saúde e na prevenção de agravos 
relacionados às condições de trabalho, acesse o link: https://www.gov.br/
saude/pt-br/composicao/svsa/saude-do-trabalhador.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 99
Medidas de engenharia e administrativas também devem ser adotadas se os EPC não 
garantirem segurança necessária ao trabalhador, nesse sentido, a escala de equipes para 
determinadas atividades pode ser necessária, sobretudo considerando que a exposição ao 
frio, a depender da temperatura, deve ser precedida da garantia ao trabalhador de tempo 
desprendido para reconforto e recuperação térmica, o que demanda maior dimensionamento 
de equipe (Brasil, 2012; 2017a).
Para atividades cujo riscos sejam persistentes ou por hora insuperáveis, deve ser 
garantido aos trabalhadores a dispensação, o treinamento para o uso, a higienização,
a guarda e substituição de EPIs – a exemplo de japonas, calças térmicas, botas térmicas e 
antiderrapantes, luvas, bala-clavas, óculos de proteção e capacetes – para acesso às câmaras 
frias refrigeradas e congeladas (Brasil, 2025f).
A Rede de Frio também envolve, para além dos trabalhadores que operam na logística 
interna de insumos e produtos de interesse para a saúde, aqueles que lidam com o transporte, 
o armazenamento nos territórios e até mesmo a aplicação e o uso dos produtos com as quais
a Rede de Frio lida, a exemplo dos profissionais de saúde que trabalham em salas de vacinação 
e imunização. A estes trabalhadores deve ser aplicada a mesma lógica de garantia de segurança 
para preservação da saúde e integridade deles (Brasil, 2025f; 2025g).
É importante frisar que as ações de Visat não substituem e nem eximem que gestores 
e empregadores cumpram todo o arcabouço legal de segurança do trabalho aplicadas 
às atividades sob sua responsabilidade, a exemplo das Resoluções da Anvisa, Normas 
Regulamentadoras (NR), Normas Brasileiras (NBR), Leis Trabalhistas e normas internas.
É importante, ainda, a observação e o cumprimento de normas técnicas internacionais 
aplicadas ao contexto do trabalho a que o Brasil possa ser signatário, quando aplicáveis 
(Brasil, 2025g).
11.1 Equipamento de Proteção Individual – EPI
As atividades executadas no âmbito da Cadeia de Frio de imunobiológicos podem 
apresentar um risco potencial à saúde do trabalhador. Nesse sentido, a legislação trabalhista 
vigente determina o uso de EPIs, conforme estabelece a Portaria do Ministério do Trabalho 
e Emprego n.° 57, de 16 de janeiro de 2025. Aprova a Norma Regulamentadora – NR 06 – 
Equipamento de Proteção Individual – EPI (Brasil, 2025h).
Segundo essa norma, considera-se EPI: “todo dispositivo ou produto, de uso individual 
utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança 
e a saúde no trabalho”. Na Rede de Frio são aplicáveis (Figura 30) (Brasil, 2025h):
• Calça em lona de nylon, forrada internamente com manta isotérmica e tecido de nylon 
impermeável, tamanho de acordo com a necessidade e preferencialmente de cor escura.
• Japona longa 7/8 com capuz em lona de nylon, manta isotérmica em tecido de nylon 
impermeável, preferencialmente cor escura, comprimento abaixo do joelho, com pele 
acrílica interna, integral com japona, pestana acrílica/poliéster, ajuste facial com cordão 
de nylon com bolsos externos, fechamento duplo com velcro e botão de pressão com 
cinto ajustável, manga longa dupla, punhos em acrílico/poliéster, tamanho (de acordo 
com a necessidade).
100 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Meias em malha de algodão, não alérgica, até o joelho, preferencialmente cor escura.
• Bota para câmara fria, cano alto, forrada com lã, solado em PVC e tamanho conforme 
a necessidade.
• Touca balaclava (touca ninja de lã), preferencialmente cor escura com abertura na 
região dos olhos.
• Capacete de segurança para proteção contra impacto sobre o crânio.
• Luvas com proteção térmica, que permita o manuseio de pequenos objetos.
Figura 30 EPI para atividades em câmaras frias refrigeradas e congeladas
Fonte: VTClog (2025).
ATENÇÃO!
Os EPIs possuem validade e necessidades de manutenção conforme orientação do fabricante.
101
12 Educação Permanente
 em Saúde e Rede de Frio
A Educação Permanente em Saúde (EPS) consiste em um conjunto de práticas 
transformadoras fundamentadas na problematização da realidade do trabalho e do cotidiano 
dos serviços de saúde. As ações da EPS devem fazer parte de uma estratégia ampliada, 
interprofissional e interdisciplinar, concebida por meio da estruturação de espaços coletivos 
de troca de experiências, saberes e reflexões, bem como da construção de alternativas para 
a superação de problemas reais (Brasil, 2017c).
No âmbito da Rede de Frio, a EPS é fundamental para estabelecer um processo contínuo 
de atualização dos profissionais de saúde sobre questões relativas às atividades de 
armazenamento, transporte e administração de vacinas, a fim de garantir a qualidade e a 
segurança nos serviços de imunização, bem como a manutenção da confiabilidade do serviço 
(Brasil, 2024b).
O ambiente de trabalho nos serviços de imunização e distribuição de vacinas, especialmente 
nas unidades da Rede de Frio, oferece uma rica oportunidade para o aprendizado contínuo. 
A prática cotidiana, que envolve desde a recepção e o armazenamento correto das vacinas 
até o monitoramento da temperatura e a administração de imunobiológicos, configura-se 
como um cenário ideal para a aplicação de princípios educativos que promovam a qualificação 
constante (Brasil, 2024b).
Para aproveitar ao máximo essas oportunidades, líderes e gestores devem criar um 
ambiente que incentive a troca de experiências, a análise de situações e o compartilhamento 
de boas práticas. Assim, todos os profissionais da Rede de Frio podem desenvolver 
suas habilidades e garantir um serviço de imunização cada vez mais seguro e eficiente
(Brasil, 2024b).
A operacionalização dessas ações deve estar alinhada às diretrizes da Política Nacional
de Educação Permanente em Saúde (Pneps), instituída pela Portaria n.º 1.996, de 20 de agosto 
de 2007, e posteriormente consolidada na Portaria de Consolidação n.º 2, de 3 de outubro 
de 2017, anexo XL (Brasil, 2017c). Para que sua implementação seja efetiva, é fundamental 
considerar as especificidades regionais, a superação das desigualdades territoriais, as 
demandas de formação e desenvolvimento para o trabalho em saúde, bem como a capacidade 
instalada das instituições na oferta de ações formais de educação em saúde (Brasil, 2017c).
102 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Para o desenvolvimento de processos formativos na rotina das instâncias da Rede de 
Frio, recomenda-se a adoção das seguintes estratégias de ensino-aprendizagem, de forma 
periódica e conforme as necessidades dos serviços (Brasil, 2017c):
• Discussões de casos: organizar reuniões para discutir situações desafiadoras e buscar 
soluções de forma colaborativa.
• Simulações: realizar simulações de situações emergenciais, como falhas de energia ou 
quebra de equipamentos, para treinar a equipe.
• Cursos e treinamentos: ofertar processos formativos sobre temas como o armazenamento 
de vacinas, o monitoramento de temperatura e a administração de imunobiológicos.
• Rodas de conversa: promover encontros regulares para a troca de experiências e 
discussão sobre temas pertinentes à atuação na Rede de Frio.
12.1 Temas e componentes essenciais para o desenvolvimento de 
ações de EPS
As educações permanentes dos profissionais da saúde devem abranger aspectos essenciais, 
desde os princípios da Rede de Frio, incluindo a compreensão dos equipamentos utilizados, 
até o controle rigoroso de temperatura, armazenamento e transporte adequado das vacinas. 
Os profissionais devem estar preparados para monitorar as condições de armazenamento, 
identificar falhas e implementar ações corretivas rapidamente (Brasil, 2017c).
Além disso, a gestão de estoques, o recebimento e a distribuição de vacinas, bem como a 
rastreabilidade das movimentações são componentes críticos para garantir a eficiência do 
processo e evitar perdas. Em situações de emergência, como falhas de energia ou flutuações de 
temperatura, é fundamental que as equipes estejam preparadas com planos de contingência 
bem definidos (Gavi, 2023).
O desenvolvimento de processos formativos também inclui a gestão de perdas e descarte 
adequado de vacinas, sempre seguindo as normas de biossegurança, além de planejar a 
previsão de demanda para atender às necessidades emergenciais, como surtos ou campanhas 
de vacinação em massa (Gavi, 2023).
No Quadro 2, estão descritos os principais temas e componentes essenciais para a formação 
de profissionais envolvidos na gestão da Rede de Frio, um elemento fundamental para o 
sucesso das campanhas de imunização.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 103
Quadro 2 Componentes essenciais da proposição de processos formativos na Rede de Frio
Componente Descrição Objetivo/prática educacional
Princípios da Rede 
de Frio
Conceitos básicos sobre a 
Rede de Frio, sua função na 
imunização e impacto da 
temperatura nas vacinas.
Ensinar sobre a importância da Rede de Frio 
e os componentes utilizados (ex.: câmaras 
frias, refrigeradores, termômetros).
Armazenamento 
e Manuseio de 
Vacinas
Condições ideais de 
armazenamento e manuseio 
das vacinas, evitando 
exposição a temperaturas 
inadequadas.
Instrução sobre temperaturas ideais 
(geralmente 2°C a 8°C), rotatividade de 
estoque e práticas corretas de manuseio
e transporte.
Monitoramento 
e Controle de 
Temperatura
Uso adequado de 
termômetros e dispositivos 
de monitoramento de 
temperatura.
Instrução sobre o monitoramento rigoroso 
da temperatura, calibração
de equipamentos e ações corretivas
em caso de falhas.
Boas Práticas
de Transporte
de Vacinas
Preparação e condições
de transporte para garantir
a manutenção da Cadeia
de Frio.
Treinar sobre como embalar, transportar 
e garantir que a temperatura seja mantida 
durante o transporte de vacinas.
Resposta a 
Emergências
Capacitação para gestão
de falhas de equipamentos
e situações imprevistas.
Desenvolvimento de planos de contingência 
e treinamento para responder rapidamente 
a emergências, como falhas de energia ou 
variações de temperatura.
Gestão de Estoque Controle e monitoramento 
adequado do estoque
de vacinas.
Ensinar sobre ferramentas de controle
de estoque, prevenção de excessos e faltas, 
além de realizar inventários periódicos
e ajustes de acordo com a demanda.
Recebimento
e Distribuição
de Vacinas
Procedimentos para
recepção e distribuição 
adequada das vacinas.
Preparar os profissionais para verificar 
condições de transporte, validade
e armazenamento adequado, além
de otimizar a distribuição para unidades
de saúde.
Registro e 
Rastreabilidade
Importância do registro
de todas as movimentações
de vacinas.
Ensinar sobre documentação e 
rastreabilidade, garantindo o cumprimento 
das normas sanitárias e a identificação de 
lotes em caso de problemas de qualidade.
Gestão de Perdas
e Descartes
Identificação e descarte 
adequado de vacinas que 
apresentam problemas 
(validade, falhas de 
temperatura).
Instrução sobre como identificar perdas, 
descarte adequado seguindo normas de 
biossegurança e controle rigoroso dos 
resíduos gerados.
Planejamento e 
Previsão de Estoque
Previsão da demanda com 
base em campanhas e 
características populacionais.
Desenvolver habilidades para o 
planejamento adequado do estoque, 
utilizando dados históricos, e avaliar 
a capacidade de armazenamento e 
equipamentos necessários.
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA (2025).
104 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Na Seção II, são orientados os requisitos mínimos para a operação do serviço, incluindo 
a capacitação periódica dos trabalhadores da rede, conforme detalhado a seguir (Anvisa, 
2017a, Brasil 2023c):
• Responsável técnico: o estabelecimento que oferece serviços de vacinação deve contar 
com um responsável técnico e um substituto designado, para garantir o cumprimento 
dos requisitos legais.
• Habilitação legal: durante todo o período de operação do serviço de vacinação, deve haver 
um profissional legalmente habilitado presente, para realizar as atividades de vacinação.
• Formação contínua: os profissionais envolvidos na vacinação devem ser submetidos a 
capacitação periódica, abordando os seguintes temas: 
• Conceitos básicos de vacinação;
• Conservação, armazenamento e transporte de vacinas;
• Preparo e administração segura de vacinas;
• Gerenciamento de resíduos;
• Registros e documentação relacionados à vacinação;
• Investigação e notificação de eventos adversos e erros de vacinação;
• Calendário Nacional de Vacinação (SUS);
• Higienização das mãos;
• Condutas em intercorrências relacionadas à vacinação (Plano de contingência).
ATENÇÃO!
As instâncias da Rede de Frio devem observar, para fins de registro dessas ações, o Capítulo II 
da RDC n.º 197/2017, que trata dos requisitos para o funcionamento dos serviços de vacinação.
105
13 Gerenciamento da Rede de Frio
A cadeia de suprimentos do PNI envolve um planejamento abrangente, que inclui os 
imunobiológicos disponíveis, a manutenção da Cadeia de Frio, informações sobre a produção 
dos imunobiológicos, políticas públicas, recursos financeiros, distribuição e monitoramento. 
Também são considerados aspectos essenciais os recursos humanos, a sustentabilidade e 
o descarte adequado dos materiais utilizados no processo de vacinação, a fim de assegurar 
que as metas estabelecidas sejam alcançadas (Brasil, 2024b).
O gerenciamento eficaz da Rede de Frio garante a qualidade dos produtos ofertados, 
envolve infraestrutura e manutenção adequada, planejamento estratégico de insumos, análise 
de riscos, processos de trabalho padronizados, gerenciamento correto dos resíduos, o que 
resulta em redução de custos e evita desperdícios (Organização Mundial da Saúde, 2017). 
As diretrizes descritas nesse tópico servem de subsídio para desenvolvimento
e estabelecimento de orientações, visando à qualidade do serviço, da organização e
da padronização, previstas no item Sistema da Qualidade que elucida o processo na Rede
de Frio (Organização Mundial da Saúde, 2017).
13.1 Boas práticas de armazenamento e conservação
As boas práticas de armazenamento e conservação são um conjunto de diretrizes essenciais 
para garantir a qualidade e a segurança dos imunobiológicos e demais medicamentos. 
Essas práticas envolvem o controle rigoroso das condições de armazenagem, assegurando 
a manutenção da eficácia e estabilidade dos produtos ao longo de sua vida útil. Além disso, 
contribuem para a integridade do sistema de armazenamento, prevenindo a entrada de 
medicamentos falsificados, reprovados, ilegalmente importados, roubados, avariados ou 
adulterados (Anvisa, 2020a).
Nesse sentido, a RDC n.º 430/2020 apresenta atualizações sobre as boas práticas de 
distribuição, armazenagem e transporte de medicamentos. As diretrizes disponíveis nessa 
resolução visam garantir a segurança e a eficácia dos imunobiológicos manuseados nos 
diversos estabelecimentos de saúde que compõem a Rede de Frio, bem como verificar
os requisitos mínimos necessários à padronização e ao cumprimento das boas práticas
de armazenamento desses insumos, em consonância com os avanços tecnológicos disponíveis 
no mercado (Anvisa, 2020a).
106 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
O cumprimento dos padrões estabelecidos para a manutenção da Cadeia de Frio, desde o 
instante do recebimento até a adequada armazenagem, distribuição e transporte, orienta a 
redução dos riscos inerentes ao manuseio dos imunobiológicos e seus insumos (Organização 
Mundial da Saúde, 2017; Anvisa, 2020a).
Os procedimentos escritos e compreendidos, assim como o estabelecimento de rotinas 
padronizadas, são as principais ferramentas dessa prática. O planejamento é um processo 
estratégico para a identificação e avaliação dos cenários internos e externos às centrais, 
que podem, de alguma forma, impactar na “atribuição-fim”, ou seja, no recebimento, na 
armazenagem e na expedição dos insumos em condições ideais de conservação (Brasil, 2025a).
O planejamento assertivo deve considerar:
• Ambientes separados e identificados para recebimento e expedição, projetados de forma 
a garantir os fluxos, evitando não conformidades decorrentes de processos equivocados, 
bem como garantir a proteção dos imunobiológicos e seus insumos mediante preservação 
das condições climáticas.
• Ambiente para quarentena, segregado, isolado e identificado, de forma a impedir a 
utilização de imunobiológicos e seus insumos manuseados ou expostos às condições 
que possam configurar risco à garantia da potência imunogênica dos itens.
• Ambiente de armazenamento com capacidade suficiente ao estoque ordenado
de imunobiológicos e insumos, com identificação visual, organizada e mantida dentro 
de condições compatíveis de temperatura, umidade e ventilação, seguindo orientações 
relativas ao empilhamento máximo das caixas e outras condições adequadas, conforme 
orientações do fabricante. A organização e o acondicionamento das embalagens devem 
prever espaços livres, permitindo circulação de ar de maneira homogênea.
• Responsável técnico deve ser identificado e descrito nos documentos de gestão, de 
forma a facilitar o conhecimento de todas as pessoas, internas ou externas à organização.
• Informações claramente descritas e alcançáveis a todos relativa aos laboratórios 
produtores dos imunobiológicos e insumos recebidos. 
• Informações acessíveis a todos os interessados da organização referentes aos contatos 
das empresas responsáveis pela calibração e manutenção dos equipamentos.
• Identificação de todos os equipamentos da CRF com informações relativas à manutenção 
e calibração deles.
• Definição da política de educação, capacitação e treinamento sobre as atividades 
desenvolvidas.
• Definição dos protocolos de recebimento, distribuição, monitoramento de temperatura, 
gerenciamento de estoque e verificação do prazo de validade dos insumos armazenados.
• Procedimentos de inspeção na entrada do produto à unidade, para avaliação da 
quantidade, preservação das características originais, evidências que demonstrem
a Cadeia de Frio, integridade da embalagem, condições de preservação e riscos potenciais.
• Utilizar e manter as normas de segurança aplicáveis em caso de acidente.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 107
• Procedimento padronizado para realização de auditorias periódicas com verificação, 
por amostragem, dos produtos manuseados e armazenados.
• Validação dos processos adotados internamente e/ou para o transporte dos insumos.
• Plano de contingência e procedimento de emergência a serem adotados nas 
intercorrências ocasionadas aos equipamentos por falhas no fornecimento de energia 
elétrica, desastres naturais ou outras emergências que possam submeter os produtos 
a condições de riscos e eventuais perdas.
• Todos os planos e procedimentos escritos da organização deverão ser revisados 
periodicamente e atualizados, no mínimo, anualmente, com vistas a garantir a 
efetividade das informações disponibilizadas, bem como as ações a serem adotadas 
em todas as situações.
Os aspectos que se referem aos requisitos de estoque e suas respectivas movimentações para 
potencialização das Boas Práticas de Armazenamento ora mencionadas, orienta-se a aplicação 
da metodologia PVPS. Essa metodologia auxilia no gerenciamento dos imunobiológicos 
e demais insumos, garantindo que os materiais com vencimento mais próximo sejam os 
primeiros a serem expedidos ou utilizados na rotina. Dessa forma, evita-se que a validade 
do insumo seja excedida sem uso, prevenindo perdas (Organização Mundial da Saúde, 2017).
13.2 Perda de imunobiológico
As perdas de vacinas acarretam um impacto negativo significativo na saúde pública, 
resultando em prejuízo de recursos financeiros investidos na compra e distribuição de 
imunizantes, além de comprometer a capacidade de proteger a população contra doenças 
preveníveis. No entanto, essas perdas podem ser evitadas, especialmente aquelas ligadas 
decorrentes de falhas na Cadeia de Frio, no gerenciamento de estoque e práticas de imunização 
(Brasil, 2025g).
A seguir, destacam-se alguns conceitos essenciais para compreender as perdas de 
imunobiológicos:
Perdas físicas: àquelas que ocorrem quando o imunobiológico ainda não teve sua 
embalagem primária aberta, frasco fechado. Decorrem de inadequada armazenagem, 
acondicionamento, conservação, manipulação e transporte, por exemplo, quebra ou fissura de 
frasco, vencimento de validade, excursão de temperatura por falha do equipamento, problemas 
de rotulagem, procedimento inadequado etc. Este tipo de perda, por sua característica, é mais 
controlável e mais fácil para reduzir ou eliminar (Brasil, 2025g).
SAIBA MAIS! 
Para saber mais sobre as boas práticas de armazenamento e conservação 
recomendadas pela Anvisa, leia a RDC n.º 430/2020, disponível em: https://
www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-de-diretoria-colegiada-rdc-n￾430-de-8-de-outubro-de-2020-282070593.
108 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Perdas técnicas: acontecem após a abertura da embalagem primária, abertura do frasco 
para administração da vacina. Pela característica da perda técnica e atividade desenvolvida 
nas instâncias locais, as perdas técnicas são, senão exclusivas, essencialmente das Salas 
de Vacinação e Imunização e Ries; elas ocorrem, em grande parte, devido ao curto prazo de 
validade após abertura do frasco. O controle desse tipo de perda, em relação à perda física, 
é considerado mais complexo, inclusive em função da diversidade da Rede de Frio nacional 
(Brasil, 2025g).
Alguns fatores que podem evitar as perdas de imunobiológicos são:
• Dimensionamento adequado da solicitação em quantidade adequada de imunobiológicos 
em relação a necessidade real.
• Possuir capacidade suficiente para armazenamento. 
• Realizar o controle e os registros de estoque. 
• Receber imunobiológicos com tempo adequado para distribuição as suas instancias. 
• Adotar a metodologia PVPS. 
• Qualificar a Gestão da Cadeia de Frio. 
• Possuir equipamentos adequados e qualificados termicamente.
• Possuir fonte de energia alternativa para os equipamentos de conservação.
• Elaborar e executar plano de calibração e manutenção dos equipamentos.
• Elaborar e executar plano de contingência para todos os riscos relacionados à Cadeia de 
Frio (ausência de energia elétrica, falha no equipamento de conservação e transporte 
e entre outros). 
• Acondicionar, de forma adequada, os imunobiológicos nos equipamentos de 
armazenamento.
• Monitorar, de forma contínua, a temperatura. 
• Transportar vacinas por meios qualificados.
• Quantificar as doses por frasco, (frascos multidoses apresentam perda maior). 
• Utilizar seringas e agulhas com baixo volume morto.
• Evitar a exposição de frascos a contaminantes externos (frascos abertos submersos
em água, frascos com agulha acoplada). 
• Conscientizar a população para evitar recusa dos imunobiológicos no momento
da administração.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 109
13.3 Cálculo de perdas dos imunobiológicos
O cálculo total de perda de imunobiológicos identifica quantas doses foram perdidas 
ao longo de um período determinado, considerando o fluxo de movimentação no estoque 
(Organização Mundial da Saúde, 2023; Unicef 2024).
O inventário do estoque é a contagem das doses existentes, a conferência do lote e 
validade, as condições das embalagens e deve ser realizado no último dia de cada mês, a fim 
de determinar o período específico, a segregação dos frascos fechados das vacinas que estão 
vencendo naquele mês e manter atualizado sistema de informação padronizado (Organização 
Mundial da Saúde, 2023).
Para calcular as perdas de imunobiológicos mensalmente, utilize a seguinte fórmula:
Total 
de 
Perdas
Estoque 
inicial
Estoque 
recebido
Doses 
utilizadas
Estoque = [ + - ] - atual
Descrição dos elementos contidos na fórmula de cálculo:
• Estoque anterior: é o número de doses que estavam disponíveis no estoque no mês 
anterior.
• Doses recebidas: é quantidade de doses recebidas durante o mês atual.
• Doses utilizadas: é o total de doses que foram distribuídas, remanejadas e/ou aplicadas 
durante o mês atual.
• Estoque atual: é o número de doses existentes no final do mês atual.
Como funciona a fórmula?
Primeiro, você soma o estoque anterior com as doses recebidas no mês. Depois, subtrai 
as doses utilizadas, ou seja, o que foi consumido ou distribuído.
O que sobra é comparado com o estoque atual, e a diferença entre esses valores será o total 
de perdas. Ou seja, o quanto foi perdido devido a falhas no armazenamento no transporte, 
na manipulação ou em outros fatores.
Exemplo: se você tinha 100 doses no estoque anterior, recebeu 200 doses, utilizou
250 doses, e restam 30 no estoque atual:
Total de perda = (100 + 200 - 250) - 30 
Total de perda = 50 - 30 
Total de perda = 20 doses perdidas.
Esse cálculo ajuda a identificar quantas vacinas foram inutilizadas ou perdidas por motivos 
como problemas de armazenamento, vencimento, entre outros fatores . Toda perda deve ser 
registrada no Sies ou nos sistemas que permitam a integração com os sistemas de informação 
do Ministério da Saúde.
110 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
O monitoramento das perdas é essencial para reduzir o desperdício e otimizar recursos 
financeiros da Cadeia de Frio, aprimorando o planejamento ajustando a demanda de vacinas com 
base nas reais necessidades. Dessa forma, o monitoramento garante a eficiência dos programas 
de vacinação e o uso sustentável dos insumos (Organização Mundial da Saúde, 2023).
13.4 Identificação da necessidade de vacinas 
O processo de microplanejamento apresenta o planejamento de necessidades de vacinas 
de forma ascendente, partindo das unidades de vacinação, até o nível nacional no DPNI. Nas 
unidades que realizam a vacinação, são operacionalizadas as estratégias e ações de vacinação 
para alcançar a população de forma eficiente. O planejamento da necessidade de vacinas e 
insumos deve ser realizado com o objetivo de atingir as metas estabelecidas, garantindo que 
as Avaq alcancem, no mínimo, as metas preconizadas no PNI (Brasil, 2025e; Organização 
Mundial da Saúde, 2025).
Para estimar a demanda por vacinas e materiais, é necessário levar em conta o Calendário 
Nacional de Vacinação e os aspectos epidemiológicos, geográficos, demográficos e 
socioculturais da população residente e da população flutuante. Além disso, é fundamental 
considerar a capacidade de armazenamento disponível na unidade (Brasil, 2025e; 2024b; 
2024e; Organização Pan-Americana da Saúde, 2025).
O Caderno de Microplanejamento auxilia na identificação da população-alvo para 
a vacinação. O Formulário 8 permite calcular a meta mensal (com edição), enquanto o 
Formulário 8.1 explica como definir a meta diária (também editável). Ambos os formulários 
são ferramentas valiosas para o trabalho diário nos serviços de imunização (Brasil, 2025e; 
Organização Pan-Americana da Saúde, 2025).
Após estabelecer a população-alvo a ser vacinada, calcula-se a quantidade de 
imunobiológicos necessários, com base no esquema básico de vacinação, nas estimativas das 
populações-alvo e nas necessidades específicas para situações excepcionais. No Formulário 
n.º 9, pode-se calcular a necessidade de imunobiológicos e insumos que deve gerar uma 
estimativa que assegure o atendimento da população-alvo mensal, evitando desperdícios 
((Brasil, 2025e; Organização Pan-Americana da Saúde, 2025).
Além disso, é fundamental considerar todos os insumos necessários para a ação, com 
base na quantidade de imunobiológicos e da população a ser vacinada (Brasil, 2025e; 2024b).
Com a finalidade de subsidiar o cálculo, apresenta-se, no Quadro 3, um exemplo a ser 
adotado como referência.
SAIBA MAIS! 
Saiba mais e conheça os formulários disponíveis no Caderno de 
Microplanejamento das ações de Avaq, acesse o link: https://www.gov.br/
saude/pt-br/vacinacao/avaq/publicacoes.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 111
Quadro 3 Exemplo para cálculo de necessidade de vacinas
Coluna A Coluna B Coluna C Coluna D Coluna E Coluna F Coluna G
Vacina Número
de doses
por frasco
Meta
mensal
Média 
de perda 
mensal
Quantidade 
de doses 
necessárias
Saldo 
disponível
Total a 
solicitar
Meningo ACWY 1 100 0 100 50 50
VIP 10 155 15 170 90 80
BCG 20 82 58 140 20 120
Febre a amarela 10 356 84 440 350 90
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
A seguir, conheça as categorias presentes em cada coluna e verifique as orientações antes 
de preenchê-las:
• Coluna A: tipo de vacina que está sendo calculada.
• Coluna B: indicar o número de doses que cada frasco da vacina contém. 
• Coluna C: inserir a meta mensal (consumo médio mensal ou cota mensal ou população-
-alvo) identificada nos formulários 8 e ou 8.1, referente ao número de pessoas que 
devem ser vacinadas nas atividades de rotina para aquele mês.
• Coluna D: preencher com a média mensal de perdas de vacinas, conforme cálculo 
indicado no Manual da Rede de Frio. Esse valor corresponde à quantidade média de 
doses perdidas por mês, considerando diferentes fatores.
• Coluna E: calcular o total de doses necessárias, somando os seguintes itens: meta mensal 
(coluna C) e perdas mensais (coluna D).
• Coluna F: consultar no Sistema de Informação de Insumos Estratégicos (Sies) o saldo 
em estoque de vacinas e registrar a quantidade disponível.
• Coluna G: calcular a quantidade de doses a ser solicitada, subtraindo o total de doses 
necessárias (coluna E) do saldo disponível (coluna F).
Figura 31 Para calcular a quantidade de doses necessárias
Coluna C Coluna D
Coluna E
(Quantidade
de doses
necessárias)
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
112 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Figura 32 Quantitativo a ser solicitado (coluna G)
Coluna E Coluna F
Coluna G
(Total a ser
solicitado)
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
O Quadro 3 permite que o gestor visualize, de forma clara e objetiva, as necessidades de 
vacinas, levando em consideração o consumo, as perdas e o estoque disponível, para planejar 
adequadamente o pedido de reposição (Brasil, 2025c). 
13.5 Inventário de equipamentos utilizados na Cadeia de Frio
A realização do inventário de equipamentos é essencial para avaliar a capacidade de 
armazenamento e assegurar o desempenho necessário, garantindo a eficiência e segurança 
no processo de vacinação. Alguns dos principais motivos para sua necessidade são (Brasil, 
2025e; Organização Pan-Americana da Saúde, 2025):
• Controle e manutenção preventiva: o inventário permite que todos os equipamentos 
sejam registrados e monitorados, possibilitando a identificação de quais precisam de 
manutenção ou substituição, evitando falhas no funcionamento, especialmente em 
equipamentos críticos, como os da Cadeia de Frio.
• Planejamento de recursos: ter um inventário atualizado facilita o planejamento de 
novos investimentos e a alocação de recursos. Saber exatamente quais equipamentos 
estão disponíveis e em que condições eles se encontram ajuda a otimizar o uso dos 
recursos financeiros.
• Garantia da qualidade dos serviços: manter um inventário completo assegura que os 
equipamentos necessários para a vacinação – como câmaras científicas refrigeradas, 
câmaras frias, e outros – estejam em boas condições de uso, garantindo a integridade 
das vacinas e a qualidade do serviço prestado à população.
• Cumprimento de normas e auditorias: o inventário é essencial para atender a exigências 
legais e normativas, sendo uma ferramenta fundamental em auditorias e avaliações 
externas, além de ser um requisito para garantir a rastreabilidade e segurança dos 
insumos utilizados.
• Identificação de gargalos e deficiências: realizar o inventário permite identificar a falta 
ou o excesso de equipamentos em determinadas regiões, auxiliando na redistribuição e 
no suporte para locais com maiores necessidades, melhorando a eficiência operacional.
O inventário de equipamentos é uma prática indispensável para a boa gestão, garantindo a 
continuidade e qualidade dos serviços de vacinação, além de otimizar os recursos e assegurar 
a proteção da saúde (Brasil, 2025e; Organização Pan-Americana da Saúde, 2025). 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 113
 13.6 Cálculo de armazenamento necessário
O volume de armazenamento necessário modifica conforme o tipo de vacina, o número 
de doses por frasco e as dimensões da embalagem primária e da embalagem secundária. Por 
isso, é essencial conhecer as dimensões das embalagens para determinar adequadamente a 
necessidade de espaço de armazenamento (Unicef, 2018).
Para determinar o espaço de armazenamento, é necessário conhecer o volume por dose. 
Esse volume deve considerar as características da embalagem primária (frasco, ampola, 
seringa pré-preenchida) e secundária (caixas, bandejas). Geralmente, esse valor é fornecido 
pelo fabricante e pode estar em mililitros (mL) ou centímetros cúbicos (cm³). Para calcular 
o volume por dose, deve-se utilizar a seguinte fórmula (Unicef, 2018):
= Volume 
por dose
Dimensões da embalagem
(Comprimento X Largura X Altura)
Número de doses contidas na caixa
Essas medidas garantem um acondicionamento adequado, otimizando o espaço de 
armazenamento e facilitando a organização logística (Figura 33).
Figura 33 Dimensões da embalagem
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Exemplo:
Uma embalagem secundária da vacina contra influenza, contendo dez doses, possui as 
seguintes dimensões: comprimento 13 cm, largura 10 cm e altura 5 cm.
1º passo: calcular o volume total da embalagem.
Volume total = Comprimento × Largura × Altura
Volume total = 13 cm × 10 cm × 5 cm = 650 cm³
114 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
2º passo: calcular o volume por dose.
Volume por dose = Volume total / Número de doses
Volume por dose = 650 cm³ / 10 doses = 65 cm³/dose
Resposta: o volume ocupado por cada dose da vacina, considerando o espaço da embalagem 
secundária, é de 65 cm³.
Conhecendo o volume por dose é possível calcular o volume total de armazenamento 
necessário para o período de fornecimento, para isso, deve-se considerar a seguinte fórmula:
Volume total de 
armazenamento
Número de doses 
necessárias
Volume = por dose x
• Número de doses necessárias: representa a quantidade total de doses que serão 
armazenadas para atender à demanda durante o período de fornecimento. Esse número 
pode ser determinado com base na população-alvo e no esquema vacinal (por exemplo, 
número de doses por pessoa).
• Volume por dose: indica o espaço físico que cada dose ocupa no armazenamento.
Como funciona a fórmula?
• A multiplicação desses dois elementos permite calcular o espaço total necessário para 
armazenar todas as doses dentro do período de fornecimento.
• Esse cálculo é essencial para garantir que haja capacidade suficiente na Rede de Frio ou 
nos locais de armazenamento de imunobiológicos.
Exemplo:
Uma CRF necessitada de 11 mil doses da vacina contra influenza para atender a grade 
mensal de rotina, sabe-se que o volume por dose é de 65 cm³.
1º passo: calcular o volume total de armazenamento necessário:
Volume total de armazenamento = Número de doses necessárias X Volume por dose
Volume total de armazenamento = 11.000 doses X 65 cm³
Volume total de armazenamento = 715.000 cm³
2° passo: para converter esse valor para litros, divide-se 715.000 cm³ por 1.000 (1 L = 
1.000 cm³), resultando em 715 litros de volume de armazenamento necessário para a vacina.
Resposta: o volume necessário para armazenar 11.000 doses de vacina é igual a 715.000 
cm³ ou 715 litros de volume.
O volume total de vacinas a armazenar durante o período de fornecimento representa o 
espaço necessário para armazenar todas as vacinas dentro do período planejado. Esse valor 
é obtido a partir da multiplicação do número total de doses pelo volume ocupado por dose 
(calculado anteriormente). O volume pode ser expresso em litros (L) ou centímetros cúbicos 
(cm³), dependendo do sistema utilizado (Unicef, 2018).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 115
A capacidade útil de armazenamento do equipamento selecionado corresponde ao volume 
efetivo disponível dentro da câmara fria, câmara refrigerada ou freezer científico para 
armazenar as vacinas. Esse valor pode ser diferente da capacidade total do equipamento, pois 
é necessário considerar prateleiras, organização das caixas e circulação do ar para manter a 
temperatura adequada. É geralmente fornecido pelo fabricante do equipamento e expresso 
em litros (L) (Unicef, 2018).
Para calcular o número de câmaras frias, refrigeradas ou congeladas para armazenar o 
volume necessário, levando em consideração a capacidade de armazenamento de cada tipo de 
equipamento de conservação e a quantidade de envios programados para cada nível, deve-se 
considerar a seguinte fórmula (Unicef, 2018):
Número de 
câmaras
Volume total de 
armazenamento
Capacidade útil de armazenamento = ÷ do equipamento selecionado
Como funciona a fórmula?
A divisão entre o volume total de armazenamento e a capacidade útil de cada equipamento 
indica quantas unidades serão necessárias para armazenar todas as vacinas.
Se o resultado não for um número inteiro, deve-se considerar o arredondamento para 
cima, pois não é possível utilizar frações de câmaras frias.
ATENÇÃO!
Em câmaras frias, refrigeradas ou congeladas, aproximadamente 50% do volume bruto 
(capacidade total) é utilizado como capacidade útil para armazenamento de vacinas. Os outros 
50% são ocupados pelos sistemas de refrigeração, prateleiras e espaço livre necessário para 
circulação de ar. Nas câmaras científicas refrigeradas e freezers científicos, esse espaço 
adicional é ocupado por gavetas, cestos ou prateleiras, e é fundamental manter áreas livres 
para a circulação adequada de ar dentro do equipamento (Unicef, 2018).
Exemplo: se uma câmara científica refrigerada com capacidade útil de 127 litros for 
selecionada para armazenar 715 litros de vacinas durante o período de abastecimento, 
divide-se 715 litros por 127 litros. O resultado indica que serão necessárias seis câmaras 
refrigeradas com capacidade de 127 litros cada.
Os gestores deverão determinar até que ponto é viável para o armazém adquirir e instalar 
câmaras de armazenamento adicionais.
SAIBA MAIS! 
Para saber mais, acesse o catálogo das vacinas distribuídas pela OMS, que 
apresenta as dimensões das embalagens, por meio do seguinte link: https://
apps.who.int/immunization_standards/vaccine_quality/pqs_catalogue/.
116 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
13.7 Procedimento Operacional Padrão – POP
Orienta-se a padronização dos processos por meio da elaboração de Procedimentos 
Operacionais Padrão (POPs), com o objetivo de estabelecer diretrizes claras e uniformizadas 
para a execução das atividades, promovendo a qualidade e a segurança logística em todos 
os estabelecimentos de saúde que compõem a Rede de Frio (Anvisa, 2020a; Brasil 2024b).
Recomenda-se a elaboração de POPs dos seguintes temas:
• Recebimento, verificação, triagem e armazenamento de imunobiológicos nas Centrais 
de Rede de Frio e salas de vacinação. 
• Preparo (organização e classificação dos imunobiológicos – PVPS nos equipamentos 
de refrigeração) e distribuição de imunobiológicos. 
• Planejamento e pedido periódico de imunobiológicos. 
• Separação e conferência dos imunobiológicos para distribuição às Centrais de Rede de 
Frio ou Salas de Vacina. Validação das caixas térmicas para as atividades de vacinação 
e transporte de imunobiológicos.
• Monitoramento e registro de temperatura das caixas térmicas no transporte
de imunobiológicos.
• Remanejamento de imunobiológicos. 
• Controle de acesso às áreas. 
• Monitoramento e registro de temperatura dos equipamentos de refrigeração que 
armazenam os imunobiológicos.
• Utilização de EPIs e EPCs. 
• Rotina de registro e controle de temperatura e/ou umidade no almoxarifado, nas salas 
de distribuição, de recepção e de inspeção e sala de armazenagem e controle. 
• Plano de contingência de todos os equipamentos de refrigeração da Cadeia de Frio, nos 
casos de falta de energia elétrica ou situações que possam promover risco potencial.
• Plano de contingência de transporte dos imunobiológicos, nos casos de acidentes, 
avarias ou outras intercorrências com o veículo, o condutor, e/ou os imunobiológicos 
transportados durante o percurso.
• Estabelecimento de uma rotina de cursos e treinamentos dos trabalhadores dos serviços. 
• Higienização – sanitização e desinfecção das áreas e dos veículos para o transporte
de carga. 
• Limpeza e desinfecção dos equipamentos de refrigeração.
• Limpeza e desinfecção dos insumos (caixas térmicas e bobinas de gelo reutilizáveis) 
utilizados nas atividades de vacinação e transporte dos imunobiológicos.
• Treinamento nos sistemas de informação. 
• Logística reversa dos insumos e imunobiológicos.
• Descarte de Resíduos de Serviços de Saúde.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 117
O POP deve contemplar, no mínimo, as seguintes informações:
Cabeçalho
• Logomarca da instituição.
• Título do procedimento. 
• Data de emissão do POP. 
• Data de revisão: realizada, no mínimo, a cada 12 meses. 
• Número de páginas do POP. 
• Edição: número de revisões já feitas.
• Identificação do responsável técnico.
Conteúdo geral
• Introdução: descrever a importância do procedimento para as atividades desempenhadas.
• Objetivo: descrever o que se pretende padronizar com o uso do POP. 
• Âmbito de aplicação: qual setor desenvolve as orientações previstas no POP. 
• Responsabilidades: atribuições dos funcionários que executarão o POP. 
• Documentos de referência: materiais utilizados para descrição do POP. 
• Recursos necessários: materiais, planilhas e etiquetas utilizadas durante o processo.
• Procedimento: descreve detalhadamente de forma numerada todas as etapas e 
procedimentos para a execução da atividade proposta. 
• Manutenção: relativa aos equipamentos relacionados à execução do processo. 
• Roteiro para soluções de problemas: descreve problemas potenciais que podem acontecer 
durante a realização da atividade, qual a causa e a possível conduta a ser adotada.
Observações
• Ao final da primeira página de cada POP deverá conter os nomes dos responsáveis 
técnicos pela elaboração, revisão e aprovação.
• Orienta-se a aplicação das recomendações mínimas na elaboração dos POPs das 
instâncias da Rede de Frio, podendo ser adequados em função das atividades e realidades 
locais e específicas. 
• Redigir o material em linguagem de fácil compreensão e clareza para viabilizar a 
aplicação efetiva dos procedimentos.
• Validação dos procedimentos especificados no POP.
Os Procedimentos Operacionais Padrão, bem como os registros manuais ou eletrônicos, 
devem ser mantidos por no mínimo cinco anos após sua obsolescência (Anvisa, 2020a).
118 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
13.8 Plano de Contingência para a Cadeia de Frio em Imunobiológicos
Em todos os pontos da Cadeia de Frio de todas as instâncias (nacional, estadual e 
municipal), as vacinas podem ser colocadas em risco por vários motivos. Sendo assim, é de 
suma importância a elaboração de planos de contingência visando garantir a manutenção da 
qualidade e integridade dos imunobiológicos durante qualquer intercorrência na central de 
armazenamento, no transporte, na sala de imunização e nas ações de vacinação extramuros, 
evitando assim a perda dos imunobiológicos. (Anvisa, 2020a; Brasil 2024b). 
Sendo assim, a RDC n.º 430/2020, a qual dispõe sobre as Boas Práticas de Distribuição, 
Armazenagem e de Transporte de Medicamentos, em seu art. 80, estabelece que: “Devem 
ser elaborados planos de contingência para proteger os medicamentos termolábeis em caso 
de falha de energia elétrica ou dos equipamentos de armazenamento”. Esse trecho reforça 
a necessidade e a importância da elaboração dos planos de contingência (Anvisa, 2020a).
Para a construção dos planos de contingência, o primeiro passo é a identificação dos 
riscos, descrevendo todos os possíveis fatores que podem afetar a Cadeia de Frio, como 
falhas de energia, problemas nos equipamentos de refrigeração, desastres naturais, furto, 
incêndio e problemas logísticos (atrasos no transporte, acidentes), entre outros (Mopan, 
2024; Brasil, 2024g).
Após a identificação dos riscos, é necessário avaliar o impacto de cada um e definir 
estratégias para a sua mitigação. Isso pode incluir a implementação de geradores de backup, 
sistemas de monitoramento de temperatura, procedimentos de manutenção preventiva 
e corretiva, circuito interno de monitoramento, entre outras medidas (Mopan, 2024;
Brasil, 2024g).
Por fim, deve-se estabelecer o Plano de Ação ou POP, com a definição das ações específicas 
a serem tomadas em caso de incidentes. Isso deve incluir procedimentos para transferência 
de produtos para locais seguros, comunicação com as partes interessadas e restauração dos 
serviços (Organização Pan-Americana da Saúde, 2023c; Brasil, 2024g).
Assim, para evitar a perda dos imunobiológicos, é essencial dispor de recursos estratégicos 
que orientem medidas de prevenção e controle do risco associado à ocorrência de todos os 
tipos de evento (Organização Pan-Americana da Saúde, 2023c; Brasil, 2024g). Nesse sentido, 
orienta-se:
• Havendo interrupção no fornecimento de energia elétrica, manter o equipamento 
fechado e monitorar rigorosamente a temperatura interna. Caso o visor esteja desligado, 
monitorar pelo datalogger de backup externo.
• Avisar imediatamente ao responsável técnico pela unidade. Caso este esteja ausente ou 
se a ocorrência for durante finais de semana, feriados ou no período noturno, contatá-lo 
por telefone.
• Para o atendimento das emergências, é importante ter o contato de mais de uma pessoa 
da unidade ou dispor de equipes de plantão para atendimento imediato.
• Nos casos de interrupção no fornecimento de energia (não programado), entrar em 
contato com a concessionária de energia e verificar a previsão de retorno.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 119
• Informar à concessionaria local de energia sobre a instalação de unidade com 
infraestrutura de armazenamento de imunobiológicos, destacando a necessidade de 
fornecimento ininterrupto de energia elétrica.
• Deve-se ter o contato de forma facilitada da concessionária local de energia elétrica e 
estabelecer parceria, a fim de ter informação prévia sobre as interrupções programadas 
no fornecimento, bem como prioridade no atendimento do chamado das interrupções 
não programadas.
• Em casos de falha nos equipamentos ou no gerador, entrar em contato com a empresa 
de manutenção dos equipamentos e verificar a possibilidade de solução imediata.
• Ter à disposição os contatos da empresa de manutenção dos equipamentos e do gerador. 
A empresa deve disponibilizar equipe para atendimento emergencial 24 horas.
• Se a energia não for restabelecida ou se a temperatura do equipamento se aproximar 
de +7°C, proceder imediatamente à transferência dos imunobiológicos para outro 
equipamento com temperatura recomendada (câmara científica refrigerada) ou caixa 
térmica, monitorando sempre a temperatura.
• Para a transferência dos imunobiológicos para caixas térmicas, a unidade deverá dispor 
de bobinas reutilizáveis congeladas em quantidade suficiente para serem usadas no 
acondicionamento dos imunobiológicos em caixas térmicas. O dimensionamento da 
quantidade de bobinas reutilizáveis e caixas térmicas deve ser de acordo com o mês de 
maior armazenamento do imunobiológicos no serviço. 
• Caso necessário, os imunobiológicos poderão ser transferidos para a unidade 
mais próxima ou para a Central de Rede de Frio. Nesse caso, relacionar todos os 
imunobiológicos e os número de frascos com respectivos lotes para transporte de 
imunobiológicos. Importante acondicionar de maneira que evite choques mecânicos 
(não deixar as vacinas soltas dentro da caixa) e monitorar a temperatura durante todo 
o transporte.
• O local que receberá os imunobiológicos deve estar ciente de sua função como backup 
da unidade e, no momento do recebimento, deve conferir a temperatura de chegada, 
acondicioná-los separadamente de seu estoque e certificar de que estão corretamente 
identificados.
Outros cuidados adicionais
• Identificar o quadro de distribuição de energia e, na chave específica do circuito da Rede 
de Frio e/ou sala de imunização, colocar aviso em destaque “NÃO DESLIGAR”. 
• Em situações de emergência, a unidade deve comunicar a ocorrência à instância superior 
imediata para as providências cabíveis.
• Conhecer as vulnerabilidades da região onde está instalada a unidade, garantindo que 
as orientações escritas estejam disponíveis para equipe frente a quaisquer riscos de 
desastres naturais. 
120 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Recomenda-se o treinamento dos agentes responsáveis pela vigilância e segurança 
das Centrais de Rede de Frio e/ou sala de imunização para a identificação adequada de 
problemas que possam comprometer a qualidade dos imunobiológicos, comunicando 
imediatamente ao técnico responsável, principalmente durante os finais de semana
e feriados. 
• Orienta-se a elaboração do Plano de Contingência específico para situações de transporte 
prevendo condições de acidentes, incidentes ou outras intercorrências com o veículo, 
com o condutor ou com o imunobiológico transportado durante o percurso.
• É fundamental que a equipe responsável por todos os pontos da Cadeia de Frio de todas 
as instâncias seja treinada regularmente e que o plano de contingência seja testado 
periodicamente. Isso garante que todos saibam como agir em caso de emergência 
e que o plano seja eficaz. Além disso, o plano de contingência deve ser revisado e 
atualizado periodicamente para garantir que continue relevante e eficaz. Mudanças na 
infraestrutura, nos equipamentos, novos riscos identificados e lições aprendidas em 
testes e incidentes reais devem ser incorporadas ao plano.
Um plano de contingência bem elaborado é vital para a manutenção da integridade 
dos imunobiológicos armazenados na Rede de Frio. Por meio da identificação de riscos, 
do desenvolvimento de estratégias de mitigação e de treinamento contínuo, é possível 
minimizar os impactos de incidentes e garantir a continuidade dos serviços (Anvisa, 2020b;
Brasil, 2024f). 
 13.9 Gestão de pessoas
Os estabelecimentos de saúde que compõem a Rede de Frio exercem as atividades de 
armazenamento, manuseio, distribuição e transporte dos imunobiológicos são de grande 
importância e complexidade, exigindo o comprometimento da equipe e a presença do 
profissional responsável técnico, devidamente registrado no respectivo conselho profissional 
e com qualificação profissional em Rede de Frio de Imunobiológicos (Anvisa, 2017a; 2020a; 
Brasil, 2024b; 2025a). 
Essas atividades envolvem um conjunto de procedimentos técnicos e administrativos 
essenciais para assegurar a qualidade dos imunobiológicos e insumos, a segurança na 
administração e o alcance da resposta imunobiológica desejada. Para isso, é fundamental 
assegurar condições adequadas de recebimento, estocagem em equipamentos qualificados, 
manuseio, gestão eficaz de estoque e transporte, respeitando as características térmicas de 
cada imunobiológico (Anvisa, 2017a; 2020a; Brasil, 2024b; 2025a). 
Para a adequada organização das atividades dentro da Rede de Frio, é imprescindível a 
definição clara das atribuições e responsabilidades profissionais, com designação formal, 
descrição detalhada e compreensão por toda a equipe envolvida (Anvisa, 2017a; 2020a; Brasil, 
2024b; 2025a).
Toda a equipe deve ser treinada nos procedimentos da Rede de Frio, incluindo as Boas 
Práticas de Armazenamento, Distribuição e Transporte, de modo a compreender o contexto 
em que está inserida e garantir a qualidade das atividades desenvolvidas. Além disso, o 
planejamento orçamentário anual deve prever e assegurar recursos suficientes para viabilizar 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 121
as capacitações necessárias. Da mesma forma, a equipe disponível deve ser dimensionada 
de forma compatível com a demanda, garantindo o bom andamento das atividades (Anvisa, 
2017a; 2020a; Brasil, 2024b; 2025a).
Orienta-se também que todas os estabelecimentos disponham de instrumentos adequados 
para viabilização, tais como: o plano anual de capacitação, com ações voltadas à habilitação 
de seus servidores para o exercício dos cargos, o relatório de execução do plano anual de 
capacitação e o sistema de gestão por competência.
Para o desenvolvimento das atividades relacionadas à Rede de Frio, recomenda-se a 
composição de uma equipe multidisciplinar, contando com profissionais de diferentes áreas 
para garantir a eficiência e a segurança dos processos. Exemplos desses profissionais incluem 
administradores, analistas logísticos, médicos, farmacêuticos, enfermeiros, engenheiros, 
auxiliares e técnicos de enfermagem, além de profissionais de apoio administrativo e logístico. 
Também são fundamentais técnicos em eletrotécnica, elétrica, eletrônica ou mecânica, 
motoristas e auxiliares de serviços gerais, cujas funções contribuem para a operacionalização 
adequada da Rede de Frio (Anvisa, 2017a; 2020a; Brasil, 2024b; 2025a).
 
ATENÇÃO!
Todos os profissionais atuantes na Rede de Frio devem possuir capacitação adequada para
as atividades que desempenham.
A formação e o aperfeiçoamento dos profissionais responsáveis pela operacionalização das 
unidades que compõem o sistema logístico de armazenamento e distribuição de imunobioló￾gicos são competências das diversas instâncias de gestão da Rede de Frio. Cabe aos gestores 
viabilizarem a formação de multiplicadores, garantindo a disseminação do conhecimento 
entre as equipes (Anvisa, 2017a; 2020a; Brasil, 2024b; 2025a). 
A contratação dos profissionais necessários para a execução dessas atividades é responsabi￾lidade das secretarias estaduais e/ou municipais de saúde, sendo fundamental assegurar
a composição da equipe mínima recomendada (Brasil, 2018; 2025a). 
122
14 Gerenciamento de resíduos
Em toda a Rede de Frio, diversos tipos de resíduos são gerados. O manejo, a segregação, a coleta, 
o tratamento, o transporte e a destinação final desses resíduos merecem especial atenção, tanto 
em face dos riscos sanitários envolvidos quanto às normas legais vigentes no País.
A RDC n.° 222, de março de 2018, regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos 
Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) e estabelece diretrizes adicionais (Anvisa 2018), enquanto 
a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) n° 358, de 29 de abril de 
2005, trata do tratamento e da disposição final dos resíduos gerados nos serviços de saúde 
(Conama, 2012).
14.1 Resíduos de Serviços de Saúde – RSS
O Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (GRSS) é entendido como o conjunto 
de ações de gestão planejadas, implantadas e implementadas, com bases técnico-científicas, 
normativas e legais, objetivando minimizar a produção de resíduos gerados e proporcionar 
um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores,
à preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente (Anvisa, 2018). 
Nesse caso, são os serviços de saúde os responsáveis pelo correto gerenciamento de todos 
os RSS por eles gerados, desde o momento de sua produção até a destinação final adequada. 
Para efeito da resolução RDC n.º 222/2018, definem-se como geradores de RSS todos os 
serviços cujas atividades estejam relacionadas com a atenção à saúde humana ou animal, 
inclusive os serviços de assistência domiciliar; laboratórios analíticos de produtos para 
saúde; serviços de medicina legal; drogarias e farmácias, inclusive as de manipulação; 
estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; 
distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, unidades móveis de atendimento 
à saúde; serviços de acupuntura; entre outros afins (Anvisa, 2018).
SAIBA MAIS! 
Para saber mais sobre as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de 
Serviços de Saúde, consulte a RDC n.º 222/2018, disponível em: https://
bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2018/rdc0222_28_03_2018.pdf.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 123
14.2 Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
Segundo a RDC n.° 222/2018, em seu artigo 5º: todo serviço gerador deve dispor
de um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), observando as 
regulamentações federais, estaduais, municipais ou do Distrito Federal (Anvisa, 2018).
O PGRSS é um documento integrante do processo de licenciamento ambiental, elaborado 
com base nos princípios para reduzir a geração de resíduos. Deve ser compatível com a 
legislação vigente, adequado à realidade local, dentro de critérios técnicos, potencializando 
a capacidade dos recursos disponíveis quanto ao manejo. 
As obrigações do Gerador de Resíduos de Serviços de Saúde no PGRSS estão descritas
no Capítulo II, nos artigos 4° ao 10° da RDC n.º 222/2018.
Alguns pontos que devem estar presentes na construção do PGRSS são:
• Estimar a quantidade dos RSS gerados por grupos.
• Descrever os procedimentos relacionados ao gerenciamento dos RSS quanto à geração, 
à segregação, ao acondicionamento, à identificação, à coleta, ao armazenamento, ao 
transporte, ao tratamento e à disposição final ambientalmente adequada.
• Estar em conformidade com as ações de proteção à saúde pública, do trabalhador e
do meio ambiente.
• Estar em conformidade com a regulamentação sanitária e ambiental, bem como com 
as normas de coleta e transporte dos serviços locais de limpeza urbana.
• Quando aplicável, contemplar os procedimentos locais definidos pelo processo
de logística reversa para os diversos RSS.
• Estar em conformidade com as rotinas e os processos de higienização e limpeza vigentes 
no serviço gerador de RSS.
• Descrever as ações a serem adotadas em emergência e acidentes decorrentes do 
gerenciamento dos RSS.
• Descrever as medidas preventivas e corretivas de controle integrado de vetores e pragas 
urbanas, incluindo a tecnologia utilizada e a periodicidade de sua implantação.
• Descrever os programas de capacitação desenvolvidos e implantados pelo serviço gerador 
abrangendo todas as unidades geradoras de RSS e o setor de limpeza e conservação.
• Apresentar documento comprobatório da capacitação e do treinamento dos funcionários 
envolvidos na prestação de serviço de limpeza e conservação que atuem no serviço, 
próprios ou terceiros, de todas as unidades geradoras.
• Apresentar cópia do contrato de prestação de serviços e da licença ambiental das 
empresas prestadoras de serviços para a destinação dos RSS.
• Apresentar documento comprobatório de operação de venda ou de doação dos RSS 
destinados à recuperação, à reciclagem, à compostagem e à logística reversa (Anvisa, 2018).
124 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
14.3 Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde
Os RSS estão classificados no Anexo B da RDC n.º 222/2018, e tem sua identificação 
exemplificada pelo Anexo J e Anexo K, ambos seguem também ao fim deste Manual na sua 
parte de Anexos (Anvisa, 2018). Cada serviço deve fazer uma estimativa de geração de RSS 
por grupos (Figura 34). 
GRUPO A: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas 
características, podem apresentar risco de infecção. 
GRUPO B: resíduos contendo produtos químicos que apresentam periculosidade à saúde 
pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, 
corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade, 
mutagenicidade e quantidade. 
GRUPO C: qualquer material que contenha radionuclídeo em quantidade superior aos 
níveis de dispensa especificados em norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear 
(Cnen) e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. 
GRUPO D: resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde 
ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. 
GRUPO E: materiais perfurocortantes ou escarificantes (Anvisa, 2018).
Figura 34 Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Nota: A Resolução RDC n.° 222/2018 (Anvisa) não se aplica a fontes radioativas seladas, que devem seguir as determinações da Comissão 
Nacional de Energia Nuclear (Cnen).
Resíduo
Infectante
Resíduo
Químico
Resíduo
Radioativo
Resíduo
Comum
Resíduo
Perfuro￾cortante
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 125
14.4 Manejo dos resíduos
O manejo do RSS compreende uma ação de gerenciar os resíduos em seus aspectos intra 
e extra-estabelecimento, desde a geração até a disposição final, incluindo as seguintes fases 
(Figura 35):
Segregação – consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, 
de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o estado físico e os riscos 
envolvidos. Um bom gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde deve ter como princípio 
a segregação na fonte, o que resulta na redução do volume de resíduos com potencial de risco 
e na incidência de acidentes ocupacionais. As principais vantagens de fazer uma segregação 
de resíduos correto são: redução de riscos para a saúde e o ambiente, diminuição de gastos 
e aumento da eficiência na reciclagem.
Acondicionamento – consiste no ato de embalar os resíduos segregados em sacos ou 
recipientes que evitem vazamentos e, quando couber, resistentes às ações de punctura, ruptura 
e tombamento, e que sejam adequados, física e quimicamente, ao conteúdo acondicionado. 
A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária 
de cada tipo de resíduo. Devem ser respeitados os limites de peso de cada saco, assim como 
o limite de dois terços de sua capacidade, garantindo-se sua integridade e seu fechamento.
O resíduo classificado como de risco biológico (resíduos infectantes) deve ser 
acondicionado em saco plástico branco leitoso, de acordo com ABNT NBR 919195 e suas 
respectivas atualizações, e identificado conforme ABNT NBR 750096 e suas atualizações. 
Os materiais perfurocortantes devem ser descartados em recipientes identificados, rígidos, 
providos com tampa, resistentes à punctura, à ruptura e ao vazamento.
Identificação – consiste no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos 
resíduos contidos nos sacos ou recipientes, fornecendo informações ao correto manejo deles. 
Os sacos de acondicionamento, os recipientes de coleta, o transporte interno e externo e os 
locais de armazenamento devem ser identificados em local de fácil visualização, de forma 
indelével, utilizando-se símbolos, cores e frases, atendendo aos parâmetros referenciados 
nas normas da ABNT NBR 7500 e ABNT NBR 10004 e suas respectivas atualizações, além de 
outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e ao risco específico de cada grupo 
de resíduos. A identificação dos sacos para acondicionamento deve estar impressa, sendo 
vedado o uso de adesivo (ABNT, 2004; 2022).
Coleta e transporte interno – consiste no translado dos resíduos dos pontos de geração 
até o local destinado ao armazenamento temporário ou ao armazenamento externo com a 
finalidade de apresentação para a coleta. A coleta e o transporte devem atender ao roteiro 
previamente definido e devem ser feitos em horários que não coincidam com períodos de 
visita, maior fluxo de pessoas ou atividades. A coleta interna de RSS deve ser planejada com 
base no tipo de RSS, no volume gerado, nos roteiros (itinerários), no dimensionamento dos 
abrigos, na regularidade, na frequência de horários de coleta externa. Deve ser dimensionada 
considerando o número de funcionários disponíveis, número de carros de coletas, EPIs e 
demais ferramentas e utensílios necessários. O transporte interno dos recipientes deve ser 
realizado sem esforço excessivo ou risco de acidente para o funcionário. Os trabalhadores 
que lidarão com os resíduos devem obrigatoriamente usar EPIs. O EPI usado é de acordo com 
126 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
o risco a que estiver exposto, ou seja, depende do resíduo a ser manejado. Os principais EPIs 
utilizados no manejo dos RSS: gorro ou touca para proteção dos cabelos; óculos de proteção 
incolor, de plástico resistente, com armação em plástico flexível, com proteção lateral; luvas 
de látex de cano longo; bota de cano longo, impermeável, resistente e solado antiderrapante; 
avental impermeável; e máscara.
Ressalte-se que o funcionário também deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e 
depois de retirá-las. Os equipamentos para transporte interno (carros de coleta) devem ser 
constituídos de material rígido, lavável, impermeável e providos de tampa articulada ao 
próprio corpo do equipamento, cantos e bordas arredondados, rodas revestidas de material 
que reduza o ruído. Os recipientes com mais de 400 litros de capacidade devem possuir válvula 
de dreno no fundo. O uso de recipientes desprovidos de rodas requer que sejam respeitados 
os limites de carga permitidos para o transporte pelos trabalhadores, conforme normas 
reguladoras do Ministério do Trabalho (Conama, 2012a).
Recomendações específicas para a operação de coleta e transporte interno: 
• Os carros de coleta devem ter, preferencialmente, pneus de borracha e estar devidamente 
identificados com símbolos de risco. 
• Estabelecer turnos, horários e frequência de coleta. 
• Sinalizar o itinerário da coleta de forma apropriada. 
• Não utilizar transporte por meio de dutos ou tubos de queda. 
• Diferenciar as coletas, isto é, executá-las em horários diferentes segundo o tipo
de resíduo. 
• Coletar resíduos recicláveis de forma separada. 
• Fazer a manutenção preventiva dos carros para a coleta interna e higienizá-los ao final 
de cada coleta.
Armazenamento temporário (sala de resíduos) – consiste na guarda temporária dos 
recipientes contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração. 
Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. 
É obrigatória a conservação dos resíduos em recipientes de acondicionamento. Estes podem 
ser dispensados se a distância justificar. No caso da adoção do armazenamento temporário, 
as diretrizes mínimas de um ambiente são:
• É obrigatória a conservação dos resíduos em recipientes de acondicionamento dentro 
de coletores com a tampa fechada.
• Ser provido de pisos e paredes revestidos de material resistente, lavável, impermeável 
e resistentes ao tráfego dos recipientes coletores.
• Deve ter ponto de iluminação artificial e área para armazenamento de no mínimo dois 
recipientes coletores, para o posterior traslado até a área de armazenamento externo.
• No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de RSS de dentro 
dos recipientes ali posicionados.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 127
Tratamento – consiste na aplicação de método, técnica ou processo que modifique 
as características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de 
contaminação, de acidentes ocupacionais ou de danos ao meio ambiente. Qualquer tecnologia 
de tratamento deve ocorrer em condições técnicas de forma a garantir segurança, evitar 
prejuízos à saúde e ao meio ambiente e atender aos padrões estabelecidos pelos órgãos 
de controle ambiental. A definição técnica pelo tipo de tratamento adequado passa pelo 
conhecimento da tipologia do resíduo, suas características e níveis de periculosidade 
especificados em normativas. 
Os estabelecimentos de saúde podem terceirizar os serviços referentes ao manejo de 
resíduos. Porém, conforme a legislação vigente, isso não isenta a responsabilidade do gerador 
em todas as etapas do processo (segregação, tratamento, transporte, disposição final). 
Os contratos devem garantir o cumprimento da legislação pelas empresas terceirizadas, 
resguardando o serviço gerador em caso de irregularidades, e corresponsabilizando estes 
prestadores de serviços em caso de danos consequentes a realização desses serviços. 
Armazenamento externo (abrigo de resíduos) – consiste no acondicionamento dos 
resíduos em abrigo, em recipientes coletores adequados, em ambiente exclusivo e com acesso 
facilitado para os veículos coletores, para o aguardo da realização da etapa de coleta externa. 
O abrigo de resíduos deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados, 
com capacidade de armazenamento compatível com a periodicidade de coleta do sistema 
de limpeza urbana local. Deve ser construído em ambiente distinto, possuindo, no mínimo, 
um ambiente separado para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do grupo 
A juntamente com o grupo E, e um ambiente para o grupo D. O local desse armazenamento 
externo de RSS deve apresentar as seguintes características: 
• Acessibilidade: o ambiente deve estar localizado e construído de forma a permitir acesso 
facilitado para os recipientes de transporte e para os veículos coletores. 
• Exclusividade: o ambiente deve ser utilizado somente para o armazenamento de resíduos. 
• Segurança: o ambiente deve reunir condições físicas estruturais adequadas, impedindo 
a ação do sol, chuva, ventos etc., e que pessoas não autorizadas ou animais tenham 
acesso ao local. 
• Higiene e saneamento: deve haver local para higienização dos carrinhos e coletores de 
resíduos, e recomenda-se a higienização da área depois de cada coleta. 
• O ambiente deve contar com boa iluminação artificial e ventilação, além de ter pisos 
e paredes revestidos com materiais resistentes aos processos de higienização, como 
azulejos, porcelanatos ou tinta epóxi, por exemplo.
Coleta e transporte externos – consistem na remoção dos RSS do abrigo de resíduos até 
a unidade de tratamento ou disposição final, utilizando-se técnica que garanta a preservação 
das condições de acondicionamento e a integridade dos trabalhadores, da população e do 
meio ambiente, devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana, 
assim como da Resolução do Conama n.° 358, de 29 de abril de 2005 (Brasil, 2005). A coleta e 
o transporte externo dos Resíduos de Serviços de Saúde devem ser realizados de acordo com 
as normas vigentes como a NBR 12.810 e NBR 14.652 da ABNT (ABNT, 2003; 2006).
128 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Disposição Final – consiste na disposição de resíduos no solo previamente preparado para 
recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento 
ambiental de acordo com a Resolução do Conama n.° 237, de 19 de dezembro de 1997. 
Tratamento dos resíduos resultantes de atividades de vacinação (Figura 35) (Conama, 2012b).
Figura 35 Fluxograma: fases de manejo RSS
Destino final
Central Rede de Frio
Sala de Imunização
PGRSS
A Infectante
B Químico
C Radiativo
D Equiparado a domiciliar
E Pérfuro cortante
Resíduo gerado
Segregação
Acondicionamento
Armazenamento
Coleta
A Saco branco leitoso
B Frasco de origem
C Recipiente blindado (Cnen)
D Resíduo comum 
 (reciclagem)
E Recipiente rígido 
 resistente a punctura, 
 ruptura e vazamento
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2017).
Nota: A Resolução n.º RDC n.° 222/2018 (Anvisa) não se aplica a fontes radioativas seladas, que devem seguir as determinações da Comissão 
Nacional de Energia Nuclear (Cnen).
Procedimentos a serem adotados diante de acidentes relacionados a RSS
Todos os procedimentos devem ser realizados de forma a não permitir o rompimento dos 
recipientes. Mas no caso de acidente ou derramamento, devem ser realizados imediatamente 
os procedimentos operacionais compatíveis com a periculosidade ou risco, como a seguir: 
• Isolamento da área.
• Contenção do derrame. 
• Recolhimento do resíduo. 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 129
• Limpeza da área atingida. 
• Desinfecção e/ou neutralização. 
• Notificação da chefia da unidade.
14.5 Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
em aldeias indígenas
A RDC n.º 222/2018 também se aplica aos serviços de saúde coordenados pela Secretaria 
de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. Contudo, a Nota Técnica n.º 6/2024/SEI/
Grecs/GGTES/DIRE3/Anvisa, que visa orientar sobre GRSS em aldeias indígenas, apresenta 
procedimentos essenciais para o manejo adequado dos resíduos, levando em consideração as 
particularidades e as necessidades das aldeias indígenas, garantindo que as práticas sejam 
adaptadas à realidade local (Anvisa, 2018; 2024c).
O gerenciamento de resíduos sólidos em áreas indígenas representa um desafio 
significativo, principalmente em termos logísticos. Assim, é fundamental avaliar métodos 
construtivos alternativos e o uso de materiais locais para atender aos critérios de segurança 
e à redução de riscos (Brasil, 2024c).
Por exemplo, no transporte externo dos RSS, os recipientes podem ser transportados nos 
veículos da Sesai, sendo colocados no porta-malas para evitar o contato com os ocupantes. 
Para o transporte interno, os equipamentos devem ser feitos de material rígido, lavável e 
impermeável, com tampa articulada ao corpo do equipamento e cantos e bordas arredondados, 
como no caso das bombonas. Além disso, os recipientes com capacidade superior a 400 litros 
devem possuir válvula de dreno no fundo. O uso de recipientes sem rodas exige que sejam 
observados os limites de carga permitidos para o transporte pelos trabalhadores, conforme 
as normas reguladoras do Ministério do Trabalho (Brasil, 2024c).
Para o transporte em modais fluviais ou aéreos, deve-se colocar o(s) recipiente(s) em locais 
destinados a bagagens dos respectivos veículos de transporte, sempre evitando o contato 
com os ocupantes destes. Respeitando-se as condições de armazenamento e transporte, não 
há a necessidade de se fazer uma higienização específica ou mais profunda, uma lavagem de 
rotina no veículo utilizado é o suficiente (Brasil, 2024c).
Não existe qualquer restrição em termos da frequência de coletas, devendo esta ser 
definida pelo serviço gerador, de acordo com o volume de resíduos gerados na rotina e as 
condições logísticas de armazenamento, transporte e destinação final ambientalmente 
adequada dos resíduos (Brasil, 2024c).
Em locais onde se utiliza o transporte aéreo e a pista de pouso fica distante da Unidade 
Básica de Saúde Indígena (UBSI) e não há veículo motorizado disponível, o deslocamento 
dos recipientes de acondicionamento dos resíduos pode ser feito por meio de carros 
plataforma, indicado para transportes de cargas em geral, respeitando os limites de carga 
da pessoa humana com o objetivo de garantir o bem-estar e a segurança dos trabalhadores
(Brasil, 2024c).
130 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Para o armazenamento externo em áreas de difícil acesso onde a logística de transporte 
de materiais convencionais não é viável, é permitida a construção de abrigos de resíduos 
com materiais alternativos e/ou locais como madeira e palha em conjunto com técnicas que 
promovam maior durabilidade das instalações e que também seja possível realizar processos 
de higienização (Brasil, 2024c). 
 14.6 Tipos de resíduos na Cadeia de Frio
Os Resíduos de Serviços de Saúde não são os únicos tipos de resíduos que são gerados 
dentro da Cadeia de Frio. Alguns outros tipos de resíduos também são gerados e necessitam 
de cuidados especiais.
Os RSS, classificados no Grupo A1, apresentados no Anexo I deste Manual, são aqueles 
resultantes da administração de imunobiológicos que contêm na formulação resíduos com 
microrganismos vivos atenuados, incluindo frascos de imunobiológicos com expiração do 
prazo de validade, frascos vazios com restos do produto ou conteúdo inutilizado. Estes devem 
ser submetidos a tratamento antes da disposição final. 
Os resíduos do Grupo E, os perfurocortantes, necessitam ser acondicionados em 
recipientes resistentes, que atendam aos parâmetros referenciados na NBR ABNT: 13853 que 
estejam devidamente identificados com a inscrição perfurocortante, e devem ser submetidos 
a tratamento antes da disposição final (ABNT, 2013a).
Os resíduos provenientes de campanhas e de vacinação extramuros ou intensificações, 
quando não puderem ser submetidos ao tratamento nos locais de geração, devem ser 
recolhidos e devolvidos às Secretarias de Saúde competentes, em recipientes rígidos, 
resistentes a punctura, ruptura, vazamento, com tampa e devidamente identificados, de 
forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento (Brasil, 2024b).
Quanto a outros resíduos gerados a partir de atividades da Rede de Frio, como as caixas 
de poliuretano e/ou poliestireno expandido (isopor), as bobinas reutilizáveis, os papéis e 
derivados são classificados segundo o Grupo D e destinados à reciclagem.
O descarte de pilhas, baterias, acumuladores de carga e lâmpadas fluorescentes deve ser 
feito de acordo com as normas ambientais vigentes.
Quando se tratar de substância atóxica, o conteúdo interno das bobinas reutilizáveis 
preenchidas com gel pode ser descartado na rede de esgoto local, antes do acondicionamento 
para a reciclagem.
Com base na Resolução Conama n.° 275, de 25 de abril de 2001, o acondicionamento para 
reciclagem deve estar de acordo com as orientações dos serviços locais de limpeza urbana. 
São utilizados sacos impermeáveis, contidos em recipientes, mantidos em abrigos de guarda 
devidamente identificados, usando código de cores, suas correspondentes nomeações e 
símbolos do tipo de material reciclável (Conama, 2001).
131
15 Sistemas de informação
 e a Rede de Frio
Todas as atividades logísticas devem ser integradas por um sistema de informação, para 
controlar estoques e gerenciar os fluxos de solicitação e atendimento. A disponibilidade 
de informações em tempo real é um fator crucial nas operações logísticas de organizações 
públicas e privadas.
15.1 Sies e importância na Rede de Frio
O Sies é a atual ferramenta de gestão logística da Rede de Frio de Imunobiológicos e insumos, 
disponibilizado para todas as instâncias da rede. A ferramenta tem acesso on-line e visa aprimorar 
o processo logístico dos insumos estratégicos de todos os programas da SVSA/MS, por meio de 
uma gestão única, para todas as instâncias de governo (São Paulo, 2020).
Outras ferramentas e/ou outros e/ou novos sistemas podem ser utilizados para
as atividades referidas anteriormente, contudo, seguindo as premissas e capacidades
de interoperabilidade e migração de dados em acordo com as regras de negócio e modelos de 
informação que forem estabelecidas pelo Ministério da Saúde em qualquer tempo.
Além dos sistemas informatizados, também é recomendado que os gestores estaduais 
e municipais monitorem a atualização de suas unidades de Rede de Frio com o Cnes ativo e 
com as atividades correspondentes em acordo com as orientações e normativas do Ministério 
da Saúde.
Aqui estão algumas razões pelas quais sua utilização é importante:
• Monitoramento preciso de estoque: o Sies permite um acompanhamento detalhado dos 
níveis de estoque de insumos essenciais, como vacinas e medicamentos, nas centrais 
e pontos da Rede de Frio.
• Gestão de validade e qualidade: por meio do Sies é possível registrar as datas de 
validade dos insumos armazenados. Isso ajuda na identificação e na priorização do uso 
dos produtos próximos da expiração, evitando perdas e garantindo que apenas itens
de qualidade adequada sejam distribuídos.
• Planejamento de distribuição: com base nos dados coletados e analisados pelo Sies,
é possível realizar um planejamento mais eficiente da distribuição de insumos, levando 
em consideração fatores como demanda, capacidade de armazenamento e logística
de transporte.
132 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Tomada de decisões embasada em dados: o Sies fornece informações em tempo real 
sobre o consumo de insumos, as necessidades de reposição e outras métricas relevantes. 
Esses dados embasam as decisões estratégicas relacionadas à gestão da cadeia de 
suprimentos, permitindo uma alocação mais precisa de recursos e uma resposta ágil a 
emergências e demandas imprevistas.
• Rastreabilidade e segurança: por intermédio do Sies é possível rastrear cada lote de 
insumos e imunobiológicos desde sua origem até sua distribuição final, garantindo
a segurança e a qualidade dos produtos ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
• Importância do registro de perdas de imunobiológicos no Sies: é crucial para garantir 
a eficiência e a transparência na gestão de vacinas nos estados e nos municípios. 
Esse registro permite monitorar o uso adequado dos imunobiológicos, identificar
e corrigir problemas na cadeia de distribuição e armazenamento, além de assegurar 
a disponibilidade contínua desses insumos essenciais para a saúde pública em acordo 
com as orientações na Nota Técnica n.º 77/2025-CGGI/DPNI/SVSA/MS e suas futuras 
atualizações (Brasil, 2025g).
O Ministério da Saúde reitera seu compromisso de oferecer todo o suporte necessário 
para o desenvolvimento de processos formativos com os estados na utilização recomendada 
do Sies e/ou futuros sistemas para esta finalidade. Reconhece-se, ainda, a sua importância 
para o gerenciamento eficiente dos estoques de vacinas e insumos.
15.2 Orientações para seleção do motivo de movimento de saída no Sies
A seleção correta do motivo de movimento de saída no Sies é essencial para garantir a 
rastreabilidade e o gerenciamento adequado dos imunobiológicos e insumos durante todo 
o processo de movimentação no sistema. As orientações para a escolha do motivo visam 
padronizar e assegurar que todas as transferências, destinações e operações relacionadas 
aos imunobiológicos sejam registradas de forma clara e precisa, facilitando o controle
de estoque, a transparência nas operações e a conformidade com as normas sanitárias (Brasil, 
2025g). São eles:
• Danos na embalagem: a saída ocorre quando há avarias ou danos físicos na embalagem, 
que podem comprometer a integridade dos imunobiológicos e o controle de temperatura, 
colocando em risco a eficácia do produto. 
• Distribuição a setores consumidores: refere-se à movimentação de insumos para setores 
ou unidades que utilizam esses produtos para atendimento direto ao paciente, como 
salas de vacina, sala de imunização e RIE. Essa saída é necessária para o abastecimento 
regular dos setores consumidores. 
• Perda por falha no equipamento: falhas em equipamentos de armazenamento como 
câmaras fria, câmaras científicas refrigeradas, freezer e ultrafreezer podem prejudicar 
a conservação em temperaturas específicas, levando à necessidade de descarte para 
evitar o uso de produtos que possam estar comprometidos.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 133
• Perda por falha no transporte: problemas durante o transporte, como rompimento da 
Cadeia de Frio ou acidentes, podem resultar na exposição dos produtos a temperaturas 
inadequadas ou à contaminação e comprometer a estabilidade dos imunobiológicos, 
resultando em perdas. 
• Perda por falta de energia: a ausência de energia elétrica pode afetar o funcionamento 
dos equipamentos de armazenamento, especialmente em situações em que não há 
suporte de geradores, comprometendo a temperatura adequada para a conservação e 
causando perdas dos produtos. 
• Perda por orientação regulatória: normas regulatórias ou instruções dos órgãos de 
vigilância podem exigir o descarte de certos insumos, seja por questões de qualidade, 
segurança ou mudanças nas diretrizes de uso. Como exemplo, a mudança de cepas no 
caso da vacina influenza ou covid-19.
• Perda por outros motivos: refere-se a perdas não categorizadas nas demais descrições, 
como situações extraordinárias ou imprevistos que levem ao descarte dos produtos, com 
a devida documentação e justificativa. Por exemplo, desastres naturais. 
• Perda por procedimento inadequado: produtos descartados devido ao não cumprimento 
de procedimentos padrão, que pode incluir manipulação incorreta, erros na conservação 
ou desvio de protocolos que afetam a integridade dos insumos. 
• Perda por quebra de frascos: acidentes ou manuseio inadequado que resultem em 
frascos quebrados levam à perda dos imunobiológicos, tornando-os inutilizáveis. 
• Perda por validade vencida: produtos que atingem a data de vencimento não podem 
ser administrados, e a saída é necessária para evitar o uso de insumos que não atendam 
mais às exigências de segurança e eficácia. 
• Perda por validade após descongelamento: produtos que atingem a data de vencimento 
após descongelamento, conforme recomendado pelo fabricante.
• Perda por recusa de aplicação: ocorre quando um paciente ou responsável recusa
a administração de uma vacina ou imunobiológico já preparadas para aplicação devido 
a diversos fatores, com isso, torna-se inutilizável, gerando perda. Esse registro permite 
controle e análise do desperdício, orientando ações de conscientização para reduzir 
recusas futuras.
• Saída autorizada pelo Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies): refere-se 
à liberação de produtos com autorização específica da CGGI/DPNI, geralmente para fins 
de controle, distribuição ou situações emergenciais.
• Saída de produtos para pesquisas: produtos destinados a pesquisas científicas ou 
estudos clínicos para aprimoramento de vacinas e imunobiológicos. Exige autorização 
e registro adequados. 
• Saída para consumo administrativo: utilização de produtos em atividades 
administrativas, seja para treinamento, controle de estoque ou para finalidades internas 
administrativas. 
134 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Saída para controle de qualidade: produtos removidos para inspeções e testes 
laboratoriais, garantindo que as condições de qualidade atendam aos padrões 
regulatórios e de segurança do usuário. 
• Saída para reprocessamento: produtos que necessitam de reprocessamento antes de 
serem liberados para uso, devido a alguma inconformidade temporária ou necessidade 
de ajuste. 
• Saída por ação judicial: produtos envolvidos em processos judiciais ou que precisam 
ser liberados, retidos ou recolhidos, conforme decisão judicial. 
• Saída por apreensão: retirada de produtos retidos por autoridades regulatórias, muitas 
vezes por problemas de conformidade ou suspeita de falsificação. 
• Saída por bens de revenda: produtos que são vendidos a outras instituições, respeitando 
critérios específicos de autorização e controle de venda de imunobiológicos.
• Saída por consumo: produtos retirados do estoque para serem utilizados nos fins a que 
se destinam, como aplicação em pacientes ou em estratégias de vacinação. 
• Saída por danificado ou conserto: equipamentos danificados que necessitam de conserto 
ou reparo, ou que serão descartados se irreparáveis.
• Saída por devolução: devolução de produtos ao fornecedor ou entre setores, seja 
por gestão de estoque, remanejamento, prazo de validade próximo do vencimento, 
inconformidade, ou qualquer questão relacionada ao controle de qualidade. 
• Saída por diferencial de transferência: ajustes necessários devido a diferenças entre 
estoques transferidos, com registro de divergências para controle interno. 
• Saída por doação: produtos retirados do estoque para doação a instituições ou programas 
que necessitam de imunobiológicos para atendimento populacional. 
• Saída por empréstimo: produtos cedidos temporariamente para suprir necessidades 
emergenciais de outras unidades ou instituições, com registro para controle. 
• Saída por formulário de ocorrência interna: registro formal de produtos retirados 
devido a situações internas específicas, como avarias ou necessidades urgentes. 
• Saída por inservibilidade: equipamentos que se tornaram inutilizáveis devido à 
obsolescência ou à falta de peças de reposição e que, por isso, devem ser removidos 
para descarte.
• Saída por perda: produtos removidos devido à perda causada por diversos fatores, como 
quebra de embalagem, validade expirada ou erro no manuseio. 
• Saída por remanejamento de setores de armazenagem da mesma UF: movimentação 
de produtos entre setores de armazenagem na mesma UF, geralmente na distribuição 
entre as CRFs ou por necessidade de reorganização ou otimização do espaço.
• Saída por remanejamento de setores de armazenagem de outra UF: movimentação 
de produtos entre setores de armazenagem de outa UF, geralmente por necessidade de 
remanejamentos.
• Saída por reprovação de controle de qualidade: produtos retirados por não atenderem 
aos critérios de qualidade após inspeção ou controle, evitando o uso inadequado. 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 135
• Saída por termo de divergência: retirada para ajuste ou substituição devido a 
divergências identificadas entre o produto recebido e o pedido original. 
• Saída por troca: produtos trocados devido a inconformidades ou ajustes em pedidos, 
geralmente com acordo prévio entre os setores ou fornecedores envolvidos. 
• Saída por transferência para outro programa: movimentação de produtos para uso em 
outros programas, em atendimento às demandas específicas de cada programa de saúde. 
• Sem nota: saída de produtos que, por algum motivo, não possuem nota fiscal ou 
documento associado, exigindo justificativa e registro interno detalhado para controle.
136 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Seção B
Orientações técnicas
para o planejamento
e a implementação dos
projetos da Rede de Frio
137
16 Contextualização
Esta seção traz diretrizes técnicas para elaboração e desenvolvimento dos projetos
e da execução das obras das edificações destinadas ao armazenamento dos imunobiológicos 
e demais insumos do PNI, visando à constante necessidade de otimização dos recursos 
financeiros para promover a equidade no desenvolvimento das ações em saúde.
As orientações ora apresentadas sugerem que haja sempre discussão prévia e 
multidisciplinar dos projetos, focados na segurança e na promoção da qualidade dos processos 
de conservação dos imunobiológicos administrados à população, bem como na longevidade 
dos investimentos e nas boas práticas da arquitetura e engenharia, reduzindo a possibilidade 
de perdas potenciais durante a execução.
O valor financeiro do produto armazenado é, no mínimo, dez vezes maior que o valor 
financeiro investido na construção, isto no período de dez anos. A despeito das considerações 
de ordem financeira, o aspecto mais importante envolvido na matéria é garantir a manutenção 
da estrutura para conservação dos imunobiológicos. Assim, fica caracterizada a importância 
do desenvolvimento e aprovação dos projetos, definidos pela Lei n.º 14.133, de 1º de abril de 
2021 (Brasil, 2021b), baseado nas orientações técnicas descritas no presente Manual.
Esta seção do Manual proporciona aos gestores e aos técnicos uma ferramenta ágil de 
referência para o apoio à definição e ao desenvolvimento de cada uma das etapas de elaboração 
dos projetos, e a execução da construção, reforma e ampliação da estrutura física das Unidades 
da Rede de Frio para atender a demanda da região.
Todas as orientações a seguir estão embasadas no Regulamento Técnico para planejamento, 
programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais 
de Saúde (EAS) regulados pela Anvisa, por meio da RDC n.° 50, de 21 de fevereiro de 2002,
e suas atualizações (Anvisa, 2002a; 2002b; 2003; 2011a, ABNT, 2024).
Finalmente, a Portaria GM/MS n.º 6.940, de 19 de maio de 2025, que altera a Portaria de 
Consolidação GM/MS n.º 6, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre os procedimentos 
e critérios técnicos destinados à construção, ampliação e reforma da Rede de Frio no âmbito 
do SUS, que estabelece critérios para o repasse de recursos financeiros de investimento 
relacionados à construção, ampliação e reforma pelo Ministério da Saúde, destinados ao 
fomento e ao aprimoramento das condições de funcionamento da Rede de Frio no âmbito dos 
estados, do Distrito Federal e dos municípios (Brasil, 2025a). Auxiliará os gestores a pleitear 
a habilitação ao recebimento dos recursos financeiros de que trata a Rede de Frios, desde a 
submissão das propostas nos sistemas indicados ao tipo de investimento até a finalização 
da apresentação da proposta.
138
17 Elaboração de projetos para 
 estabelecimentos de saúde 
 que compõem a Rede de Frio
Todos os projetos de CRF, SI e SV deverão ser elaborados em conformidade com as 
disposições apresentadas neste Manual. Devem prever necessidades relacionadas ao perfil 
epidemiológico e à demanda local, observando as legislações vigentes nos seus respectivos 
âmbitos de execução (Brasil, 2025a).
Desde o início do processo, é fundamental que haja um entendimento claro entre a 
equipe projetista (arquitetos/engenheiros), o responsável pela coordenação e/ou elaboração 
dos projetos e o gestor técnico. Todas as questões referentes aos projetos devem ser 
exaustivamente discutidas na busca de soluções técnicas e racionais adequadas.
Para a elaboração do projeto, desde o planejamento, a equipe envolvida deve considerar 
as diretrizes estabelecidas pelo Decreto n.° 10.306, de 2 de abril de 2020, que estabelece 
a utilização do Building Information Modeling (BIM), ou Modelagem da Informação da 
Construção, na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia (Brasil, 2020c). 
Também devem ser observados os princípios da RDC n.º 50/Anvisa, de 21 de fevereiro de 
2002, e suas atualizações, que regulamentam tecnicamente o planejamento, a programação 
e a avaliação de projetos físicos dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) (Anvisa, 
2002a; 2002b; 2003; 2011b), e a Portaria GM/MS n.º 6.940, de 19 de maio de 2025, que altera 
a Portaria de Consolidação GM/MS n.º 6, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre os 
procedimentos e critérios técnicos destinados à construção, ampliação e reforma da Rede 
de Frio no âmbito do SUS, que estabelece critérios para o repasse de recursos financeiros 
de investimento relacionados à construção, ampliação e reforma pelo Ministério da Saúde. 
Além disso, os requisitos fundamentais para a execução dos projetos das áreas físicas das 
unidades descritas neste Manual devem ser considerados, juntamente com os itens a seguir:
• Priorizar terrenos que demandem menores custos na implantação das CRF, SI e SV.
• Implantar edificação de acordo com a lei de ordenamento e uso do solo local.
• Analisar e avaliar elenco de vulnerabilidades em situação de desastre e efeitos na 
edificação a ser projetada, de forma a promover o fortalecimento das estruturas em 
relação às suas capacidades de preparação e de mitigação de desastres, convergindo 
com o World Conference on Disaster Risk, 14 – 18 March 2015, Sendai, Miyagi, Japan, Sendai 
Framework for Disaster Risk reduction 2015-2030.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 139
• Optar por localizações que permitam fácil acesso dos veículos destinados ao transporte 
de imunobiológicos e demais materiais e equipamentos.
• Prever área física com ambientes destinados às “atividades-fim” e às “atividades-meio”.
• Gerenciar os resíduos gerados na unidade, de forma a organizá-los no acondicionamento, 
no transporte e na destinação final.
• Prever acesso restrito de pessoas, isolado do fluxo de carga, garantindo o controle de 
entrada e saída das pessoas e a preservação dos imunobiológicos.
• Projetar ambientes arejados e/ou climatizados em função da necessidade local.
• Proteger os ambientes destinados ao recebimento, à preparação e à distribuição dos 
imunobiológicos da incidência direta de luz solar e prever climatização.
• Observar dimensões mínimas para garantir área de circulação suficientes à movimentação 
das cargas, dos equipamentos e das pessoas.
• No momento de elaborar o projeto, é fundamental informar à concessionária local 
de energia sobre a instalação de unidade com infraestrutura de armazenamento de 
imunobiológicos que demandam prioridade quanto ao fornecimento de energia elétrica 
de forma ininterrupta às instalações da CRF, SI e SV.
• Prever sistema de emergência para fornecimento de energia elétrica que atenda 
integralmente a CRF, SI e SV, no caso de falta do fornecimento ou oscilação de
corrente elétrica.
• Considerar a concessionária local como fornecedora principal de energia elétrica, 
prevendo alternativas de fornecimento para atendimento da CRF, SI e SV.
17.1 Terminologia
Para aplicação deste Manual, são adotadas as seguintes definições, com base no Decreto 
n.° 7.983, de 8 de abril de 2013, Decreto n.° 11.997, de 16 de abril 2024, e na RDC n.º 50/2002, 
e suas respectivas atualizações (Anvisa, 2002a; 2002b; 2003; 2011a, Brasil 2013a; 2024h): 
• Projeto de Referência: são os Projetos Arquitetônicos e Complementares relativos 
às obras e aos serviços de arquitetura e engenharia que sejam reproduzidos e que 
possuam nível de precisão suficientes para assegurar que os projetos e os detalhamentos 
subsequentes sejam executados apenas com as adequações necessárias às especificidades 
locais de sua implantação.
 SAIBA MAIS! 
Para a elaboração dos projetos, é necessário consultar os Projetos de 
Referência, que são documentos técnicos que podem ser reproduzidos 
com as devidas adequações às especificidades locais de sua implantação. 
Disponíveis em: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio.
140 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• Programa de necessidades: conjunto de informações técnicas e condições necessárias 
ao desenvolvimento das atividades dos usuários da edificação que, adequadamente 
consideradas, definem e originam a proposição para o empreendimento a ser realizado. 
Deve conter a listagem de todos os ambientes e serviços de engenharia necessários ao 
desenvolvimento dessas atividades.
• Estudo preliminar: estudo efetuado para assegurar a viabilidade técnica a partir dos 
dados levantados no Programa de Necessidades, bem como de eventuais condicionantes 
não identificadas inicialmente. Deve considerar os aspectos legais, técnicos, econômicos 
e ambientais da implantação/adequação da CRF, Crie e SI.
• Projeto básico: conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para 
caracterizar os serviços de engenharia e as obras, elaborado com base no Estudo 
Preliminar, em escala adequada que assegure a viabilidade técnica para definição e 
quantificação dos materiais, equipamentos e serviços relativos ao empreendimento.
• Projeto executivo: conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para 
realização do empreendimento, contendo de forma clara, precisa e completa todas as 
informações e os detalhes construtivos para a perfeita execução dos serviços relativos 
à obra.
• Obra: conjunto de serviços de engenharia destinados à construção, reforma e ampliação.
• Construção: realizar a construção de uma nova edificação desvinculada funcionalmente 
ou fisicamente de algum estabelecimento já existente.
• Reforma: alteração ou modificação em ambientes internos sem acréscimo de área, 
podendo incluir as vedações e/ou as instalações existentes.
• Ampliação: acréscimo de área a uma edificação existente, ou mesmo construção de uma 
nova para ser agregada funcionalmente (fisicamente ou não) a algum estabelecimento 
já existente.
17.2 O projeto
Os projetos para a construção, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto
de edificações serão desenvolvidos em etapas consecutivas, tomando como base o Projeto 
de Referência da CRF, Crie, SI e SV, Programa de Necessidades e respectivas características 
necessárias ao desenvolvimento das atividades previstas na edificação.
Ao desenvolver os projetos citados anteriormente, a partir dos Projetos de Referência, 
deve-se atender o preconizado no BIM. O(s) autor(es) dos projetos deverão ser identificados 
em todas as peças gráficas dos respectivos projetos, mencionando o registro do Crea/CAU, 
identificando em carimbo o número da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)/
Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) correspondente, registrada na jurisdição onde 
for elaborado o projeto (Brasil, 2020a).
Para início da execução da obra, deverá ser apresentada a ART/RRT de responsabilidade 
técnica de cada etapa, serviço e de fiscalização.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 141
 17.3 Obras financiadas pela União
Em caso de disponibilidade de financiamento pela União, o Ministério da Saúde atualiza 
periodicamente a Cartilha de Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde, disponível no 
sítio do FNS, com informações relativas ao passo a passo do acesso aos diferentes tipos de 
recursos: de Programa/Ação e de Emenda Parlamentar, de forma a permitir ação coordenada 
das diferentes esferas de governo, a qualificação do gasto com a saúde, a ampliação da 
cobertura e a garantia da sustentação pública para investimentos estratégicos (FNS, 2025).
As orientações da cartilha, do Manual de Rede de Frio e da portaria de normatização 
associadas à legislação em vigor deverão ser consideradas e esgotadas pelas partes 
responsáveis pela elaboração das propostas de projeto de investimento (FNS, 2025).
A qualidade das informações relacionadas nas propostas e a conformidade com as políticas 
de incentivo vigentes do Ministério da Saúde são subsídios técnicos mínimos necessários à 
equipe do DPNI no prosseguimento das análises e habilitação da proposta (FNS, 2025).
As propostas de projeto de investimento deverão ser submetidas à análise por meio
do sistema oficial do Ministério da Saúde, com as documentações exigidas pelos sistemas 
e portarias. A submissão acontecerá, oportunamente, quando da publicação das portarias
de convocação (FNS, 2025).
17.4 Dimensionamento da Central de Rede de Frio – CRF
Com objetivo de dimensionar a capacidade de armazenamento da CRF, levando em 
consideração as metodologias de cálculo apresentadas de forma detalhada na Seção A, foram 
considerados para a elaboração do Projeto de Referência os seguintes parâmetros e dados 
(Quadro 4):
Quadro 4 Parâmetros e dados utilizados na elaboração dos projetos de referência
PARÂMETROS DADOS
População Censo IBGE
Demanda de armazenagem • Levantamento da necessidade de armazenamento 
considerando a distribuição. 
• Cálculo de necessidade recomendado pela
Opas/OMS.
Estoque estratégico • 50% da necessidade mensal de armazenamento.
Vacinação • Incorporação de novas vacinas nos próximos 10 
anos no PNI.
• Ampliação de calendários.
• Estratégias de imunizações.
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
142 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Os parâmetros e dados utilizados para os projetos de referência devem também ser levados 
em consideração no dimensionamento de novos projetos, a saber (Brasil, 2025a):
• População: o número de habitantes para a classificação do Porte a ser considerado 
deve ser o Censo populacional mais atualizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE). O porte da unidade de CRF deve ser definido em função do tamanho 
da população a ser atendida na área geográfica de atuação, conforme os parâmetros
a seguir:
a. Porte I: população até 20.000 habitantes;
b. Porte II: população entre 20.001 habitantes até 50.000 habitantes;
c. Porte III: população entre 50.001 habitantes até 300.000 habitantes;
d. Porte IV: população entre 300.001 habitantes até 600.000 habitantes;
e. Porte V: população acima de 600.000 habitantes.
• Demanda de armazenagem: o cálculo do dimensionamento deve ter por base o 
levantamento da necessidade de armazenamento, considerando o mês de maior 
demanda de armazenagem de imunobiológicos registrada nos últimos dez anos. Na 
presente edição, foi considerado também o cálculo da necessidade de armazenamento 
recomendado pela OMS.
• Estoque estratégico: deverá ser considerada 50% da necessidade mensal de 
armazenamento para cálculo do estoque estratégico.
• Vacinação: deverá ser considerada para o dimensionamento da capacidade
de armazenamento a Ampliação do Calendário Nacional de Vacinação e Estratégias de 
Vacinação e a incorporação de novas vacinas nos próximos dez anos no PNI. 
Também foram consideradas vulnerabilidades referentes às Mudanças Climáticas, que 
estão intrinsecamente ligadas à saúde pública, e o entendimento dessas relações é crucial 
para a formulação de políticas de saúde e estratégias de adaptação. 
Pelo atual cenário de intensificação de eventos climáticos extremos e as mudanças 
climáticas, fica evidente a necessidade de levar em consideração os fatores ambientais
na Cadeia de Frio.
Os parâmetros já mencionados são afetados diretamente, seja no aumento da demanda 
de armazenagem de imunobiológicos por conta de uma determinada doença, nas estratégias 
de imunização ou na incorporação de novas vacinas necessárias para proteção do cidadão 
em novos contextos epidemiológicos.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 143
17.4.1 Classificação dos Portes
A seguir, apresenta-se a classificação dos Portes de I a V, o resultado de parâmetros e os 
dados referentes à população e à capacidade de armazenamento:
a) Porte I: com capacidade de armazenagem mínima de 52,50 m³ e área total construída 
mínima de 169,50 m². Conforme a Figura 36:
Figura 36 Projeto de referência da CRF de Porte I
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
144 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
b) Porte II: com capacidade de armazenagem mínima de 91,00 m³ e área total construída 
mínima de 231,10 m², conforme a Figura 37.
Figura 37 Projeto de referência da CRF de Porte II
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 145
c) Porte III: com capacidade de armazenagem mínima de 264,50 m³ e área total construída 
mínima de 750,51 m². Conforme a Figura 38.
Figura 38 Projeto de referência da CRF de Porte III
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
146 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
d) Porte IV: com capacidade de armazenagem mínima de 397,30 m³ e área total construída 
mínima de 1.139,44 m², conforme a Figura 39.
Figura 39 Projeto de referência da CRF de Porte IV
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 147
e) Porte V: com capacidade de armazenagem mínima de 563,30 m³ e área total construída 
mínima de 1.321,00 m², conforme a Figura 40.
Figura 40 Projeto de referência da CRF de Porte V
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
 17.4.2 Programação físico-funcional da CRF
A RDC n.° 50/2002 e suas respectivas atualizações foi considerada como base para 
elaboração da programação físico-funcional da CRF, e esta, adequada às ações e metas 
definidas pelo PNI, orientará a elaboração do programa físico-funcional do estabelecimento 
de acordo com suas necessidades locais (Anvisa, 2002a; 2002b; 2003; 2011a).
148 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Na CRF, desenvolvem-se atividades que implicam em um conjunto de procedimentos 
técnicos e administrativos rigorosos, que tem como objetivo assegurar a qualidade dos 
imunobiológicos e insumos, motivo pelo qual deve existir uma equipe capacitada nesses 
procedimentos.
Nos quadros a seguir informa-se a quantidade mínima de usuários, categorizados em 
funcionários e visitantes, da CRF relacionada a cada porte, a saber:
Quadro 5 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte I
USUÁRIOS
Funcionários Visitantes Quantidade
Responsável técnico – diretor 1 pessoa
Administrativo – 01 1 pessoa
Administrativo – 02 1 pessoa
Técnico – 01 1 pessoa
Técnico – 02 1 pessoa
Limpeza 1 pessoa
Segurança 1 pessoa
Visitante – 01 1 pessoa
Total de usuários 8 pessoas
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 6 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte II
USUÁRIOS
Funcionários Visitantes Quantidade
Responsável técnico – diretor 1 pessoa
Substituto 1 pessoa
Administrativo – 01 1 pessoa
Administrativo – 02 1 pessoa
Administrativo – 03 1 pessoa
Técnico – 01 1 pessoa
Técnico – 02 1 pessoa
Técnico – 03 1 pessoa
Limpeza 1 pessoa
Segurança 1 pessoa
Visitante – 01 1 pessoa
Visitante – 02 1 pessoa
Total de usuários 12 pessoas
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 149
Quadro 7 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte III
USUÁRIOS
Funcionários Visitantes Quantidade
Diretor-Geral 1 pessoa
Substituto 1 pessoa
Responsável técnico 1 pessoa
Administrativo – 01 1 pessoa
Administrativo – 02 1 pessoa
Administrativo – 03 1 pessoa
Administrativo – 04 1 pessoa
Técnico – 01 1 pessoa
Técnico – 02 1 pessoa
Técnico – 03 1 pessoa
Técnico – 04 1 pessoa
Técnico – 05 1 pessoa
Limpeza 1 pessoa
Segurança 1 pessoa
Visitante – 01 1 pessoa
Visitante – 02 1 pessoa
Visitante – 03 1 pessoa
Total de usuários 17 pessoas
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 8 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte IV
USUÁRIOS
Funcionários Visitantes Quantidade
Diretor-geral 1 pessoa
Diretor administrativo 1 pessoa
Substituto 1 pessoa
Responsável técnico 1 pessoa
Administrativo – 01 1 pessoa
Administrativo – 02 1 pessoa
Administrativo – 03 1 pessoa
Administrativo – 04 1 pessoa
Administrativo – 05 1 pessoa
Técnico – 01 1 pessoa
Técnico – 02 1 pessoa
Técnico – 03 1 pessoa
Técnico – 04 1 pessoa
Técnico – 05 1 pessoa
continua
150 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
USUÁRIOS
Funcionários Visitantes Quantidade
Técnico – 06 1 pessoa
Técnico – 07 1 pessoa
Limpeza – 01 1 pessoa
Limpeza – 02 1 pessoa
Segurança – 01 1 pessoa
Segurança – 02 1 pessoa
Visitante – 01 a 20 20 pessoas
Total de usuários 40 pessoas
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 9 Quantidade mínima de usuários para CRF de Porte V
USUÁRIOS
Funcionários Visitantes Quantidade
Diretor-geral 1 pessoa
Diretor administrativo 1 pessoa
Substituto 1 pessoa
Responsável técnico 1 pessoa
Administrativo – 01 1 pessoa
Administrativo – 02 1 pessoa
Administrativo – 03 1 pessoa
Administrativo – 04 1 pessoa
Administrativo – 05 1 pessoa
Administrativo – 06 1 pessoa
Técnico – 01 1 pessoa
Técnico – 02 1 pessoa
Técnico – 03 1 pessoa
Técnico – 04 1 pessoa
Técnico – 05 1 pessoa
Técnico – 06 1 pessoa
Técnico – 07 1 pessoa
Técnico – 08 1 pessoa
Técnico – 09 1 pessoa
Técnico – 10 1 pessoa
Limpeza – 01 1 pessoa
Limpeza – 02 1 pessoa
Segurança – 01 1 pessoa
Segurança – 02 1 pessoa
Visitante – 01 a 30 30 pessoas
Total de usuários 54 pessoas
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
conclusão
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 151
17.5 Organização físico-funcional
Seguindo a lógica metodológica adotada pela RDC n.º 50/2002 e suas respectivas 
atualizações, são listadas as atribuições desenvolvidas na CRF, representadas na Figura 48, 
que desdobram em atividades e subatividades (Anvisa, 2002a; 2002b; 2003; 2011a).
A armazenagem e distribuição corresponde à atribuição-fim, isto é, constitui função 
diretamente ligada aos objetivos a que se destinam à CRF, que é o armazenamento e a 
distribuição de imunobiológicos e que não é objeto de classificação dessa resolução, tendo 
sido desenvolvida para atender à necessidade físico-funcional da CRF. E as atribuições 
que circundam a atribuição-fim são atribuições-meio, necessárias ao desenvolvimento da 
atribuição-fim e de si próprias (Figura 41).
Figura 41 Organização físico-funcional da Rede de Frio
Apoio administrativo
Armazenagem
e distribuição
Apoio técnico
Ensino e pesquisa Apoio logístico
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2017).
17.5.1 Atribuição-fim: armazenagem e distribuição
A CRF tem como “atribuição-fim” a armazenagem e distribuição que organiza atividades de 
armazenamento logístico, inspeção, conservação, manuseio e distribuição de imunobiológicos 
e insumos.
É constituída por quatro ambientes:
I – Recebimento, inspeção e distribuição.
II – Armazenagem/controle.
III – Almoxarifado.
IV – Doca para carga e descarga.
Com a finalidade de preservar o ambiente e as condições ideais de armazenamento e trabalho, 
esses ambientes devem ser dotados de controle de temperatura e umidade (Quadro 10).
152 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 10 Ambientes da atribuição-fim: armazenagem e distribuição
ATRIBUIÇÃO-FIM: ARMAZENAGEM E DISTRIBUIÇÃO
Unidade funcional: armazenagem e distribuição
Ambientes 
relacionados
• Doca para carga e descarga
• Recebimento, inspeção e distribuição
• Armazenagem e controle
• Almoxarifado imunobiológicos/Insumos
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
O dimensionamento de uma CRF deve, obrigatoriamente, prever a referida atribuição, 
observando necessidades e peculiaridades locais.
Recebimento, inspeção e distribuição 
• Ambiente destinado ao recebimento, à inspeção e à distribuição das caixas de 
imunobiológicos e insumos, deve atender as seguintes especificações:
• Nos Portes I e II, manter o ambiente climatizado entre 15ºC e 25ºC e a umidade conforme 
as especificações dos fabricantes.
• No Porte III, manter o ambiente de inspeção, que está localizado na antecâmara, com 
temperatura entre 2ºC e 8ºC e a umidade conforme as especificações dos fabricantes.
• Nos Portes IV e V, manter o ambiente refrigerado na temperatura entre 2ºC e 8ºC
e a umidade conforme as especificações dos fabricantes.
A logística interna é composta por um sistema para registro de entrada e expedição
do material na CRF.
A área de recebimento e inspeção deve estar localizada de forma a controlar e restringir 
o acesso que deve ser direto a partir da doca, garantindo, portanto, efetivo registro de 
movimentação da carga e preservação das áreas internas e cargas armazenadas. O ambiente 
deve ser dimensionado para inspeção do material e transferência ao destino. Além disso,
o ambiente deve possuir:
• Bancada com superfície em aço inoxidável para preparo e distribuição de imunobiológicos, 
com largura de 0,80 m, dupla altura (0,90 m e 0,60 m) e comprimento variável de acordo 
com o tamanho da sala.
• Lavatório ou bancada em aço inox com cuba para higienização das mãos.
• Estantes metálicas não corrosivas para a guarda de diluentes.
• Freezers científicos: a quantidade e o dimensionamento dos equipamentos serão 
definidos com base no volume de estocagem e da rotatividade dos produtos.
• Câmara científica refrigerada: a quantidade e o dimensionamento dos equipamentos 
serão definidos com base no volume de estocagem e da rotatividade dos produtos.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 153
Figura 42 Fluxo entre os ambientes da atribuição-fim
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
A organização dos fluxos deve considerar os aspectos demonstrados na Figura 42 relativos 
à atribuição-fim de uma central de Rede de Frio. A imagem representa o fluxo conceitual de 
entrada e saída dos imunobiológicos e insumos, que passa pelo recebimento, pela inspeção 
e pela distribuição.
Armazenagem e controle 
Ambiente composto por câmaras frias refrigeradas, câmaras frias congeladas, com ou 
sem antecâmara, câmaras científicas refrigerada, ultrafreezers e freezer científico, com 
ambiente de temperatura e umidade controladas.
Esse ambiente deverá ser dimensionado em função do volume necessário de 
armazenamento dos imunobiológicos, considerando a demanda.
As câmaras frias devem:
• Em função da necessidade de armazenamento, serem divididas em módulos e, neste 
caso, é imperativo que os sistemas de climatização e de energia sejam independentes 
para cada módulo.
• Possuir antecâmara com controle de temperatura e de umidade.
• Respeitar afastamento mínimo de 1,50 m em duas faces, sendo uma lateral e outra na 
parte posterior, criando uma circulação técnica no perímetro externo a câmara (Figura 43).
154 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
• O afastamento entre a face superior externa da cobertura da câmara fria até a face 
inferior da estrutura de ancoragem da cobertura, deve ter no mínimo 1,80 m.
Figura 43 Afastamento mínimo na área externa da câmara fria
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
O conjunto de equipamentos necessários à climatização serão independentes, a fim de 
garantir as condições térmicas contínuas da câmara e antecâmara.
O interior da câmara deve ser organizado com estantes para a disposição dos 
imunobiológicos, estas deverão ser tecnicamente e totalmente adequadas à sua finalidade. 
As estantes também devem contar com proteção para não danificar as paredes internas da 
câmara e possíveis impactos.
É de fundamental importância considerar a existência de sistema de drenagem para 
limpeza e manutenção da câmara.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 155
O ambiente onde será inserida a câmara deve ser construído com materiais que possuam 
características construtivas e de acabamentos resistentes às condições térmicas impostas 
pelas câmaras (temperaturas refrigeradas e congeladas).
A fim de preservar a segurança dos imunobiológicos e a temperatura para conservação 
dos produtos termolábeis, a área de armazenagem e controle deverá contar com sistema 
alternativo de geração e abastecimento de energia.
Docas para carga e descarga
Ambiente destinado às atividades de carga e descarga dos veículos responsáveis pelo 
transporte de imunobiológicos e insumos, mantendo-se climatizado em uma temperatura de 
15ºC a 25ºC. Na possibilidade da existência de duas ou mais docas, garantir condições de docas 
refrigeradas (2ºC a 8ºC) para imunobiológicos e climatizadas (15ºC a 25ºC) para insumos. 
A doca deve ser coberta e contar com instalações elétricas adequadas, em conformidade 
com as normas vigentes, para alimentação dos equipamentos de refrigeração do veículo 
transportador refrigerado, durante o manuseio da carga.
Deverá possuir plataforma para descarregamento/carregamento, provida de niveladora 
de doca (dock leveler, preferencialmente embutida) manual ou hidráulica, nos Portes III, IV 
e V, área para a troca de paleteira, empilhadeira ou outro equipamento e, em caso de duas 
ou mais plataformas, que exista um intervalo entre ambas de 1,5 m a 3,0 m.
A altura do piso acabado da doca será definida de acordo com a demanda de cada CRF, 
variando de 0,54 m a 1,20 m em relação ao piso externo de acesso do veículo, conforme o porte.
Conterá área demarcada externa para estacionamento, correspondente ao tamanho do 
veículo de carga/descarga utilizado (8,00 m a 15,00 m de comprimento e largura de 3,10 m, 
além de área adequada para manobra, acesso e saída.
O projeto da doca deverá utilizar-se de porta seccional (uma ou mais, conforme os 
fluxos da CRF), com sistema vedante interna/externamente, a fim de reduzir as trocas de 
temperatura entre os ambientes (interno/externo), evitar a entrada de insetos ou sujeiras, 
enquanto houver a transferência de mercadorias entre a CRF e o veículo transportador.
A doca deve ter vão mínimo que garanta o acoplamento do maior veículo de carga/descarga.
Recomenda-se que a área da doca esteja distante de ambientes com trocas constantes 
de calor.
Os fluxos de entrada/saída de carga devem ser exclusivos e reservados, realizados por 
meio da doca para carga/descarga de materiais, evitando possíveis fluxos cruzados de pessoal 
e potenciais riscos ao material movimentado e às pessoas.
Quando da entrada da carga, o material recebido deverá ser inspecionado e registrado 
(inspeção e recebimento), sendo que os imunobiológicos são direcionados à distribuição e 
posterior guarda, enquanto os insumos, direcionados ao almoxarifado.
156 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Almoxarifado
Ambiente destinado ao armazenamento, à guarda, ao manuseio e à conservação de 
insumos e aos materiais necessários à implementação dos processos. Manter o ambiente 
climatizado na temperatura entre 15ºC e 25ºC, da mesma forma a iluminação e a umidade 
devem ser controladas.
Com objetivo de se calcular a capacidade do almoxarifado, deverá se considerar duas 
vezes a capacidade de armazenamento do ambiente denominado: armazenagem e controle. 
Além das áreas de armazenamento, deve-se considerar a área de circulação e uma 
área destinada à guarda dos equipamentos de transporte de materiais (paleteira manual, 
empilhadeira etc.). Da mesma maneira, deve-se considerar um ambiente destinado à 
higienização de insumos, e este deve estar localizado próximo ao almoxarifado (Figura 44). 
O ambiente de armazenamento deve apresentar pisos com superfícies lisas (monolíticas) 
sem desprendimento de pó, para facilitar a limpeza, evitando contaminações, bem como 
devem existir proteções para não permitir a entrada de roedores, aves, insetos ou qualquer 
outro animal.
Os insumos, que podem ser empilhados, devem ser organizados em estantes ou pallets. 
O cuidado no empilhamento dos insumos é fundamental para evitar acidentes de trabalho 
e/ou desabamentos. A informação sobre o limite máximo de empilhamento permitido deve 
ser sempre respeitada e pode ser obtida no lado externo das embalagens. Essa informação é 
fornecida pelo próprio fabricante. 
Insumos deverão ser direcionados ao almoxarifado, por acesso direto e controlado (Figura 44).
Na elaboração do projeto, considerar almoxarifados para insumos e material administrativo.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 157
Figura 44 Leiaute esquemático do almoxarifado para insumos
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Atribuições-meio: apoio logístico
Esta atribuição, que visa ao atendimento do estabelecimento em funções de suporte 
operacional e de execução das atividades-fim, é composta pelas unidades funcionais que 
organizam os ambientes das CRF:
• Infraestrutura predial.
• Limpeza e zeladoria.
• Conforto e higiene.
• Central de administração de materiais e equipamentos.
 a) Unidade funcional: infraestrutura predial
A infraestrutura predial refere-se a um conjunto de sistemas e equipamentos essenciais 
para o funcionamento das CRF, conforme Quadro 11.
158 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 11 Ambientes da atribuição-meio: apoio logístico e unidade funcional: 
infraestrutura predial
ATRIBUIÇÃO-MEIO: APOIO LOGÍSTICO
Unidade funcional: infraestrutura predial
Ambientes relacionados: • Ambiente para equipamento de geração emergencial de energia elétrica.
• Utilização de energias de fontes alternativas renováveis.
• Área técnica para instalação dos equipamentos externos do Sistema de 
Aquecimento, Ventilação, Ar-condicionado e Refrigeração (Avac-R).
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Ambiente para equipamento de geração emergencial de energia elétrica 
Ambiente destinado à localização do(s) equipamento(s) de geração emergencial de energia 
elétrica; deve situar-se no exterior da edificação, com acesso restrito à equipe responsável 
pela manutenção. As dimensões dessas áreas são definidas em função do modelo e das 
características técnicas do(s) equipamento(s) projetados para suprir as necessidades da 
CRF, atendendo às necessidades e especificações técnicas do fabricante.
Esses equipamentos devem garantir o funcionamento integral das CRF em situações 
de oscilações ou mesmo na interrupção do fornecimento de energia elétrica por parte 
da concessionária local. Os equipamentos devem ser acionados para testes, conforme 
especificações técnicas do fabricante.
Utilização de energias de fontes alternativas renováveis
Considerar a utilização de equipamentos de geração, captação e fornecimento de energia 
de fontes alternativas renováveis, de forma híbrida (uso da rede de distribuição local mais 
energia renovável) ou independente (uso único da energia renovável), as mesmas que 
devem ser escolhidas em função do melhor suprimento da demanda energética e condições 
ambientais locais. Esses equipamentos devem garantir o funcionamento integral das CRF.
Devem estar localizados em áreas definidas em função do modelo e das características 
técnicas dos equipamentos projetados para suprir as necessidades da CRF, conforme 
especificações técnicas do fabricante. 
Área técnica para instalação dos equipamentos externos do Sistema de Aquecimento, 
Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração – Avac-R
Área destinada à instalação dos equipamentos do sistema de climatização, refrigeração 
e congelamento. Recomenda-se que estejam localizados externamente, próximos à câmara. 
A área precisa ser ventilada, protegida e de fácil acesso para a manutenção.
b) Unidade funcional: limpeza e zeladoria
A unidade de limpeza e zeladoria referem-se a um conjunto de atividades para realização 
da manutenção das condições adequadas das estruturas físicas da Rede de Frio (Quadro 12). 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 159
Quadro 12 Ambientes da atribuição-meio: apoio logístico e unidade funcional:
limpeza e zeladoria
ATRIBUIÇÃO-MEIO: APOIO LOGÍSTICO
Unidade funcional: limpeza e zeladoria
Ambientes relacionados: • Depósito de Material de Limpeza (DML) com tanque.
• Ambiente destinado à higienização de insumos.
• Armazenamento temporário de resíduos.
• Abrigo de recipientes de resíduos biológicos e comuns.
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Depósito de Material de Limpeza – DML
Ambiente destinado à guarda de equipamentos e materiais que garantam condições 
de limpeza e higiene do edifício. Deve contar com tanque para lavagem de materiais e 
equipamentos, bem como de armário para guarda de materiais e utensílios para limpeza.
Ambiente destinado à higienização de insumos
Deve estar localizado próximo ao almoxarifado e contar com: 
• Bancada com superfície em aço inox, cuba profunda e torneira alta e articulável, para 
higienização de insumos de menor tamanho, tais como bobinas reutilizáveis.
• Espaço com instalações hidráulicas adequadas que propiciem condições para higienização 
de insumos de maior tamanho, tais como caixas térmicas.
Sala de armazenagem temporário de resíduos
Ambiente destinado à separação e ao depósito intermediário dos resíduos gerados até
a sua destinação para o abrigo de recipientes de resíduos atendendo à legislação pertinente, 
entre elas a norma NBR 12809 (ABNT, 2013b).
Para geradores de resíduos em menores quantidades, é facultativa a existência da sala de 
resíduos temporários, encaminhado diretamente ao abrigo para resíduo (armazenamento 
externo) ou à coleta externa.
Todo abrigo de resíduo deve ser higienizado após a coleta. No caso de derramamento 
de resíduos de risco biológico no interior do abrigo, deve ser feita, de imediato, limpeza 
e desinfecção simultânea. Em caso de acidente, deve-se notificar imediatamente
a administração do CRF.
Abrigo externo de resíduos para coleta
Ambiente destinado ao acondicionamento até seu transporte e sua destinação final, 
atendendo a legislação pertinente, entre elas a norma NBR 12809/2013 (ABNT, 2013b).
Deverá contar no mínimo três boxes com condições adequadas de acondicionamento de 
Resíduo Biológico, Resíduo Comum e Resíduo Reciclável. Os resíduos devem estar devidamente 
identificados, acondicionados e separados. 
160 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Todo abrigo de resíduo deve ser higienizado após a coleta externa. No caso de derramamento 
de resíduos de risco biológico no interior do abrigo para resíduo, deve ser feita, de imediato, 
limpeza e desinfecção simultânea. Em caso de acidente de grandes proporções, a empresa e/
ou administração responsável pela execução da coleta externa deve notificar imediatamente 
os órgãos municipais e estaduais de controle ambiental e de saúde pública.
Abrigo externo com capacidade reduzida para resíduos
O estabelecimento gerador cuja produção semanal não excede 700 L e a produção diária 
não excede 150 L. É considerado pequeno gerador e pode optar pela instalação de um abrigo 
reduzido com as características apresentadas na legislação pertinente, entre elas a norma 
NBR 12809 (ABNT, 2013b).
Todo abrigo de resíduo deve ser higienizado após a coleta. No caso de derramamento 
de resíduos de risco biológico no interior do abrigo, deve ser feita, de imediato, limpeza 
e desinfecção simultânea. Em caso de acidente de grandes proporções, a empresa e/ou 
administração responsável pela execução da coleta deve notificar imediatamente aos órgãos 
municipais e estaduais de controle ambiental e de saúde pública.
c) Unidade funcional: conforto e higiene
Refere-se aos ambientes para atividades de conforto e higiene dos usuários (Quadro 13).
Quadro 13 Ambientes da atribuição-meio: apoio logístico e unidade funcional: conforto 
e higiene
ATRIBUIÇÃO-MEIO: APOIO LOGÍSTICO
Unidade funcional: conforto e higiene
Ambientes relacionados: • Recepção e espera.
• Sala de estar para funcionários.
• Sanitário.
• Vestiário.
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Recepção espera
Ambiente destinado ao acesso, controle de pessoal (interno/externo) e atendimento
ao público.
Sala de estar para funcionários
Local destinado aos funcionários enquanto aguardam as demandas ou retomada/entrada 
em expediente.
Sanitário da recepção com acessibilidade (Pessoa com Deficiência – PcD)
Ambiente com acessibilidade destinado ao uso público e aos funcionários. Atendendo ao 
disposto na norma ABNT NBR 9050:2020 e suas atualizações.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 161
Vestiário para funcionários
Ambiente para uso dos funcionários (masculino e feminino), com espaço para a troca de 
roupa, armário para a guarda de pertences, vaso sanitário, lavatório e chuveiro, conforme 
previsto na RDC n.º 50/2002 e suas atualizações, ABNT NBR 9050:2020 e suas atualizações 
e a NR-32/2005 do Ministério do Trabalho e suas atualizações.
d) Unidade funcional: central de administração de materiais e equipamentos
São conjuntos de ambientes para exercício das atividades de armazenamento de 
equipamentos e materiais (Quadro 14).
Quadro 14 Ambientes da atribuição-meio: apoio logístico e unidade funcional: central de 
administração de materiais e equipamentos
Atribuição-meio: apoio logístico
Unidade funcional: central de administração de materiais e equipamentos
Ambientes relacionados: • Almoxarifado de equipamentos / materiais administrativos.
• Ambiente técnico para instalação de servidores.
 Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Almoxarifado de equipamentos/materiais administrativos
Ambiente destinado à armazenagem dos materiais e equipamentos administrativos por 
categoria e tipo.
Ambiente técnico para instalação de servidores 
Ambiente climatizado destinado a equipamentos que são utilizados para a conexão de 
dispositivos como: servidores, PCs e impressoras, cuja escala dependerá do tamanho do porte.
Atribuições-meio: apoio técnico
Conforme previsto na RDC n.º 50/2002 e suas atualizações, esta atribuição é composta, 
entre outras, pela unidade funcional: nutrição e dietética. Desta unidade funcional é aplicável 
a CRF apenas os ambientes: copa e refeitório (Quadro 15).
Quadro 15 Ambientes da atribuição-meio: apoio técnico e unidade funcional: nutrição
e dietética
Atribuição-meio: apoio técnico
Unidade funcional: nutrição e dietética
Ambientes relacionados: • Copa.
• Refeitório.
 Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
162 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Copa
Ambiente destinado à armazenagem e ao consumo de alimentos prontos e bebidas.
Refeitório
Ambiente destinado às refeições dos funcionários. Deve atender à quantidade
de pessoas alocadas na CRF, estar integrado à copa e ser devidamente equipado, mobiliado 
e provido de instalações elétricas, hidráulicas e demais infraestruturas necessárias para sua
plena utilização.
Atribuições-meio: ensino e pesquisa
Conforme previsto na RDC n.º 50/2002 e suas atualizações, esta atribuição inclui a unidade 
funcional ensino e pesquisa. No contexto da CRF, são aplicáveis apenas os ambientes sala 
de aula e auditório, que devem ser planejados de acordo com as necessidades da unidade 
(Quadro 16).
Quadro 16 Ambientes atribuição-meio: ensino e pesquisa
Atribuição-meio: ensino e pesquisa
Unidade funcional: ensino e pesquisa
Ambientes relacionados: • Sala de aula/treinamento.
• Auditório.
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Sala de aula/treinamento
Ambiente destinado ao ensino, à capacitação e ao treinamento, devidamente equipado, 
mobiliado e com infraestrutura para o funcionamento, existente nos Portes III, IV e V.
Auditório
Local destinado à realização de eventos, palestras, seminários, capacitações e 
treinamentos, com capacidade variável, acessível conforme orientações da ABNT NBR 
9050/2020e suas atualizações, devidamente equipado, mobiliado e com infraestrutura para 
funcionamento, existente nos Portes IV e V.
Atribuições-meio: Apoio administrativo
Conforme previsto na RDC n.º 50/2002 e suas atualizações, esta atribuição é composta, 
entre outras, pela unidade funcional serviços administrativos (Quadro 17).
Quadro 17 Ambientes da atribuição-meio: apoio administrativo
Atribuição-meio: apoio administrativo
Unidade funcional: serviços administrativos
Ambientes relacionados: • Sala de direção.
• Sala de reunião.
• Sala Administrativa.
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 163
Sala de direção
Ambiente destinado às atividades de coordenação e direção da CRF, devidamente equipado, 
mobiliado e com infraestrutura para adequada para funcionamento, existente nos Portes 
III, IV e V.
Nos Portes I e II, essa função é desempenhada na sala administrativa.
Sala administrativa
Ambiente destinado à realização dos serviços administrativos e de apoio técnico 
especializado da CRF, devidamente equipada, mobiliada e com infraestrutura para 
funcionamento.
Sala de reuniões
Ambiente destinado à promoção de reuniões técnicas e/ou administrativas, possibilitando 
a utilização multiuso (videoconferências, ações de educação em saúde, capacitação etc.), 
devidamente equipada, mobiliada e com infraestrutura para funcionamento.
17.6 Lista de ambientes mínimos da CRF: Portes I, II, III, IV e V
Os quadros a seguir relacionam os ambientes e suas recomendações de projeto (dimensão e 
instalações). Os ambientes devem ser selecionados de acordo com o Programa de Necessidades 
(atividades/frequência) da CRF, observando a obrigatoriedade de ambientes que garantam
a execução das atividades relacionadas à atribuição-fim: armazenagem e distribuição.
Quadro 18 Porte I
ATRIBUIÇÃO-FIM: armazenagem e distribuição
Refere-se à organização, ao armazenamento, à conservação e à distribuição de imunobiológicos
e insumos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²/m³*
Recebimento, inspeção e distribuição + 
armazenagem e controle**
Climatizado
15ºC a 25ºC
6,00 m² / 21,00 m³
+
9,00 m² / 31,50 m³
=
15 m² / 52,50 m³
Almoxarifado de insumos Climatizado
15ºC a 25ºC
18,00 m² / 63,00 m³
Doca para carga e descarga Climatizado 
+15ºC a 25ºC
7,20 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
* O Porte I adota um pé direito até o forro igual a 3,50 metros para fins do presente Manual. 
** O Porte I é composto por um ambiente único para recebimento, inspeção e distribuição e armazenagem e controle de imunobiológicos para 
fins do presente Manual, destacando a capacidade de armazenamento. 
164 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 19 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio logístico
a) Unidade funcional – infraestrutura predial
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente para equipamento de geração 
de energia elétrica alternativa/gerador
Conforme a 
necessidade
7,00 m²
Área técnica para instalação dos 
equipamentos externos do Sistema
de Aquecimento, Ventilação,
Ar-condicionado e Refrigeração 
(Avac-R)
Conforme a 
necessidade
A depender da demanda e do 
modelo do sistema
Ambiente para instalação do quadro 
elétrico e inversor de energia 
fotovoltaica
Conforme a 
necessidade
1,50 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 20 Atribuição-meio: apoio logístico. Limpeza e zeladoria
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio logístico
b) Unidade funcional – limpeza e zeladoria
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Depósito de Material de Limpeza (DML)
com tanque 
Conforme a 
necessidade
2,25 m²
Ambiente destinado à higienização
de insumos
Conforme a 
necessidade
1,00 m²
Abrigos externos com capacidade reduzida 
para resíduos comuns
Conforme a 
necessidade
1,50 m²
Abrigos externos com capacidade reduzida 
para resíduos de saúde
Conforme a 
necessidade
1,50 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 165
Quadro 21 Atribuição-meio: apoio logístico. Conforto e higiene
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio logístico
c) Unidade funcional – conforto e higiene
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente de recepção e espera Conforme a 
necessidade
8,00 m²
Sanitário da recepção (acessível a PMR) Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Sanitários administração feminino Conforme a 
necessidade
5,20 m²
Sanitários administração masculino Conforme a 
necessidade
5,20 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 22 Atribuição-meio: apoio logístico. Central de administração de materiais
e equipamentos
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio logístico
d) Unidade funcional – Central de administração de materiais e equipamentos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Almoxarifado de equipamentos/materiais 
administrativos
Conforme a 
necessidade
2,50 m²
Ambiente climatizado para instalação de 
servidores
Conforme a 
necessidade
1,80 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 23 Atribuição-meio: apoio técnico. Dietética e nutrição
ATRIBUIÇÃO-MEIO: Apoio Técnico
Dietética e nutrição
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Copa/Refeitório Conforme a 
necessidade
7,80 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 24 Atribuição-meio: ensino e pesquisa
ATRIBUIÇÃO-MEIO: ensino e pesquisa
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Sala de aula/Treinamento/Pesquisa Conforme a 
necessidade
11,40 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (20250.
166 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 25 Atribuição-meio: apoio administrativo. Serviços administrativo
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio administrativo
Serviços administrativos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente do Responsável Técnico mais 
Apoio Administrativo
Conforme a 
necessidade
22,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Área total construída mínima de 169,50 m²
Quadro 26 Porte II
ATRIBUIÇÃO-FIM
Refere-se à organização, ao armazenamento, à conservação e à distribuição de imunobiológicos e 
insumos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²/m³ *
Recebimento, inspeção e distribuição + 
armazenagem e controle**
Climatizado
15ºC a 25ºC
6,00 m² /21,00 m³
+
20,00 m² /70,00 m³
=
26 m² / 91,00 m³
Almoxarifado de Insumos Climatizado
15ºC a 25ºC
40,00 m² /140,00 m³
Doca para carga e descarga Climatizado
15ºC a 25ºC
7,20 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
* O Porte II adota um pé direito até o forro igual a 3,50 metros para fins do presente Manual. 
** O Porte II é composto por um ambiente único para recebimento, inspeção e distribuição e armazenagem e controle de imunobiológicos para 
fins do presente Manual, destacando a capacidade de armazenamento.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 167
Quadro 27 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio logístico
a) Unidade funcional – infraestrutura predial
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente para equipamento de geração 
de energia elétrica alternativa/gerador
Conforme a 
necessidade
7,00 m²
Área técnica para instalação dos 
equipamentos externos do Sistema
de Aquecimento, Ventilação,
Ar-condicionado e Refrigeração (Avac-R)
Conforme a 
necessidade
A depender da demanda e modelo 
do sistema
Ambiente para instalação do quadro 
elétrico e inversor de energia fotovoltaica
Conforme a 
necessidade
1,50 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 28 Atribuição-meio: limpeza e zeladoria
ATRIBUIÇÃO-MEIO
b) Unidade funcional – limpeza e zeladoria
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Depósito de Material de Limpeza (DML) 
com tanque 
Conforme a 
necessidade
2,25 m²
Ambiente destinado à higienização
de insumos
Conforme a 
necessidade
1,00 m²
Abrigos externos com capacidade 
reduzida para resíduos comuns
Conforme a 
necessidade
1,50 m²
Abrigos externos com capacidade 
reduzida para resíduos de saúde
Conforme a 
necessidade
1,50 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 29 Atribuição-meio: conforto e higiene
ATRIBUIÇÃO-MEIO
c) Unidade funcional – conforto e higiene
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente de recepção e espera Conforme a 
necessidade
8,00 m²
Sanitário da recepção (acessível a PMR) Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Sanitários administração feminino Conforme a 
necessidade
5,20 m²
Sanitários administração masculino Conforme a 
necessidade
5,20 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
168 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 30 Atribuição-meio: central de administração de materiais e equipamentos
ATRIBUIÇÃO-MEIO
d) Unidade funcional – central de administração de materiais e equipamentos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Almoxarifado de equipamentos/materiais 
administrativos
Conforme a 
necessidade
2,50 m²
Ambiente climatizado para instalação de 
servidores
Conforme a 
necessidade
1,80 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 31 Atribuição-meio: apoio técnico
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio técnico
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Copa/Refeitório Conforme a 
necessidade
13,50 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 32 Atribuição-meio: ensino e pesquisa
ATRIBUIÇÃO-MEIO: ensino e pesquisa
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Sala de aula/Treinamento/Pesquisa Conforme a 
necessidade
11,40 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 33 Atribuição-meio: apoio administrativo
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio administrativo
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente do responsável técnico mais 
apoio administrativo
Conforme a 
necessidade
33,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Área total construída mínima de 231,10 m²
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 169
Quadro 34 Porte III
ATRIBUIÇÃO-FIM: armazenagem e distribuição
Refere-se à organização, ao armazenamento, à conservação e à distribuição de imunobiológicos
e insumos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²/m³*
Recebimento e distribuição Climatizado
15ºC a 25ºC
44,10 m²
Gestão de estoque Climatizado
15ºC a 25ºC
14,00 m²
Antecâmara** Refrigerado
2ºC a 8ºC
15,00 m²/67,50 m³
Armazenagem e controle
(câmara fria refrigerada)
Refrigerado
2ºC a 8 ºC
38,00 m²/171,00 m³
Armazenagem e controle
(câmara fria congelada)
Congelado
-35°C a -15ºC
15,00 m²/67,50 m³
Armazenagem e controle***
(ultrafreezer)
Ultracongelado
-90°C a -60ºC
26,00 m³
Almoxarifado de Insumos Climatizado
15ºC a 25ºC
125,50 m²/564,75 m³
Doca para carga e descarga Climatizado
15ºC a 25ºC
42,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
*O Porte III adota um pé direito até o forro igual a 4,50 metros para fins do presente Manual.
**O ambiente da antecâmara é o local indicado para inspeção dos imunobiológicos pois está em temperatura adequada.
***Dentro do ambiente armazenagem e controle (ultrafreezer), foram considerados equipamentos destinados à armazenagem de vacinas 
ultracongeladas que eventualmente poderão existir a depender do laboratório produtor.
Observação: capacidade total de armazenagem de imunobiológicos = 264,5 m³,
conforme destacado.
170 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 35 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio logístico
a) Unidade funcional – infraestrutura predial
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente para equipamento de geração 
de energia elétrica alternativa/gerador
Conforme a 
necessidade
9,00 m²
Área técnica para instalação dos 
equipamentos externos do Sistema de 
Aquecimento, Ventilação, Ar-
-condicionado e Refrigeração (Avac-R)
Conforme a 
necessidade
A depender da demanda e modelo
do sistema
Ambiente para instalação do quadro 
elétrico e inversor de energia 
fotovoltaica
Conforme a 
necessidade
5,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 36 Atribuição-meio: limpeza e zeladoria
ATRIBUIÇÃO-MEIO
b) Unidade funcional: limpeza e zeladoria
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Depósito de Material de Limpeza (DML) 
com tanque – (2x)
Conforme a 
necessidade
2,40 m²
Ambiente destinado à higienização
de insumos
Conforme a 
necessidade
13,70 m²
Ambiente de armazenamento 
temporário de resíduos
Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Abrigos externos com capacidade 
reduzida para resíduos comuns
Não se aplica 4,00 m²
Abrigos externos com capacidade 
reduzida para resíduos recicláveis
Não se aplica 4,00 m²
Abrigos externos com capacidade 
reduzida para resíduos de saúde
Não se aplica 4,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025). 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 171
Quadro 37 Atribuição-meio: conforto e higiene
ATRIBUIÇÃO-MEIO
c) Unidade funcional: conforto e higiene
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente de recepção e espera Conforme a 
necessidade
18,70 m²
Sanitário da recepção (acessível à PcD) Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Sanitários administração feminino Conforme a 
necessidade
9,00 m²
Sanitários administração masculino Conforme a 
necessidade
9,00 m²
Sanitário administração (acessível à PcD) Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Sanitários/vest. funcionários feminino Conforme a 
necessidade
15,12 m²
Sanitários/vest. funcionários masculino Conforme a 
necessidade
15,12 m²
Sala de estar para funcionários Conforme a 
necessidade
22,10 m²
Guarda/vestiário de EPIs Conforme a 
necessidade
5,75 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 38 Atribuição-meio: central de administração de materiais e equipamentos
ATRIBUIÇÃO-MEIO
d) Unidade funcional – central de administração de materiais e equipamentos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Almoxarifado de equipamentos/materiais 
administrativos
Conforme a 
necessidade
6,85 m²
Ambiente climatizado para instalação
de servidores
Conforme a 
necessidade
2,60 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 39 Atribuição-meio: apoio técnico
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio técnico
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Copa/Refeitório Conforme a 
necessidade
18,50 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
172 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 40 Atribuição-meio: ensino e pesquisa
ATRIBUIÇÃO-MEIO: ensino e pesquisa
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Sala de aula/Treinamento/Pesquisa Conforme a 
necessidade
30,25 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 41 Atribuição-meio: apoio administrativo
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio administrativo
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Sala de reuniões Conforme a necessidade 19,50 m²
Diretor-geral Conforme a necessidade 10,90 m²
Apoio administrativo Conforme a necessidade 46,20 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Área total construída mínima de 750,51 m²
Quadro 42 Porte IV
ATRIBUIÇÃO-FIM: armazenagem e distribuição
Refere-se à organização, ao armazenamento, à conservação e à distribuição de imunobiológicos
e insumos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²/m³*
Recebimento, inspeção
e distribuição
Refrigerado
2ºC a 8ºC
51,50 m² /271,75 m³
Gestão de estoque Conforme a 
necessidade
20,00 m²
Antecâmara Refrigerado
2ºC a 8ºC
21,60 m²
Armazenagem e controle
(câmara fria refrigerada)
Refrigerado
2ºC a 8ºC
47,00 m²/221,50 m³
Armazenagem e controle
fracionado
(câmara fria refrigerada)
Refrigerado
2ºC a 8 ºC
12,50 m²/56,30 m³
Armazenagem e controle
(câmara fria congelada)
Congelado
-35°C a -15ºC
15,00m²/67,50m³
continua
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 173
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²/m³*
Armazenagem e controle**
(ultrafreezer)
Ultracongelado
-90°C a -60ºC
52,00m³
Almoxarifado de insumos Climatizado
15ºC a 25ºC
191,50m² /861,75m³
Doca para carga e descarga Climatizado
15ºC a 25ºC
60,00m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
*O Porte IV adota um pé direito até o forro igual a 4,50 metros para fins do presente manual. 
**Dentro do ambiente armazenagem e controle (ultrafreezer), foram considerados equipamentos destinados a armazenagem de vacinas 
ultracongeladas que eventualmente poderão existir a depender do laboratório produtor.
Observação: capacidade total de armazenagem de imunobiológicos = 397,30 m³, conforme destacado.
Quadro 43 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio logístico
a) Unidade funcional – infraestrutura predial
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente para equipamento de geração 
de energia elétrica alternativa/gerador
Conforme a 
necessidade
11,00 m²
Área técnica para instalação dos 
equipamentos externos do Sistema 
de Aquecimento, Ventilação, Ar￾condicionado e Refrigeração (Avac-R)
Conforme a 
necessidade
A depender da demanda e modelo 
do sistema
Ambiente para instalação do quadro 
elétrico e inversor de energia fotovoltaica
Conforme a 
necessidade
6,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 44 Atribuição-meio: limpeza e zeladoria
ATRIBUIÇÃO-MEIO
b) Unidade funcional – limpeza e zeladoria
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Depósito de Material de Limpeza (DML) com 
tanque – (2x)
Conforme a 
necessidade
2,60 m²
Ambiente destinado à higienização
de insumos
Conforme a 
necessidade
16,60 m²
Ambiente de armazenamento temporário
de resíduos
Conforme a 
necessidade
3,30 m²
Abrigos externos com capacidade reduzida 
para resíduos comuns
Conforme a 
necessidade
5,00 m²
Abrigos externos com capacidade reduzida 
para resíduos recicláveis
Conforme a 
necessidade
5,00 m²
Abrigos externos com capacidade reduzida 
para resíduos de saúde
Conforme a 
necessidade
5,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
conclusão
174 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 45 Atribuição-meio: conforto e higiene
ATRIBUIÇÃO-MEIO
c) Unidade funcional – conforto e higiene
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente de recepção e espera Conforme a 
necessidade
19,50 m²
Sanitário da recepção (acessível a PcD) Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Sanitários administração feminino Conforme a 
necessidade
9,00 m²
Sanitários administração masculino Conforme a 
necessidade
9,00 m²
Sanitário administração (acessível a PcD) Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Sanitários/vest. funcionários feminino Conforme a 
necessidade
22,90 m²
Sanitários/vest. funcionários masculino Conforme a 
necessidade
16,50 m²
Sala de estar para funcionários Conforme a 
necessidade
26,00 m²
Guarda/vestiário de EPIs Conforme a 
necessidade
8,40 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 46 Atribuição-meio: central de administração de materiais e equipamentos
ATRIBUIÇÃO-MEIO
d) Unidade funcional – central de administração de materiais e equipamentos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Almoxarifado de equipamentos/materiais 
administrativos
Conforme a 
necessidade
6,00 m²
Ambiente climatizado para instalação de 
servidores
Conforme a 
necessidade
2,60 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 175
Quadro 47 Atribuição-meio: apoio técnico
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio técnico
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Copa de apoio Conforme a 
necessidade
5,50 m²
Copa/refeitório Conforme a 
necessidade
23,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 48 Atribuição-meio: ensino e pesquisa
ATRIBUIÇÃO-MEIO: ensino e pesquisa
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Sala de aula/treinamento Conforme a 
necessidade
36,20 m²
Auditório Conforme a 
necessidade
57,60 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 49 Atribuição-meio: apoio administrativo
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio administrativo
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Sala de reuniões Conforme a 
necessidade
20,20 m²
Diretor-geral Conforme a 
necessidade
11,80 m²
Diretor administrativo Conforme a 
necessidade
9,70 m²
Apoio administrativo Conforme a 
necessidade
61,10 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Área total construída mínima de 1.139,44 m²
176 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 50 Porte V
ATRIBUIÇÃO-FIM: armazenagem e distribuição
Refere-se à organização, ao armazenamento, à conservação e à distribuição de imunobiológicos
e insumos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²/m³*
Recebimento, inspeção
e distribuição
Refrigerado
2ºC a 8ºC
72,20 m² /324,70 m³
Gestão de estoque Conforme a 
necessidade
20,00 m²
Antecâmara Refrigerado
2ºC a 8ºC
21,60 m²
Armazenagem e controle
(câmara fria refrigerada)
Refrigerado
2ºC a 8ºC
80,00 m²/360,00 m³
Armazenagem e controle
fracionado (câmara fria 
refrigerada)
Refrigerado
2ºC a 8ºC
13,50 m²/60,00 m³
Armazenagem e controle
(câmara fria congelada)
Congelado
-35°C a -15ºC
15,50 m²/70,00 m³
Armazenagem e controle**
(ultrafreezer)
Ultracongelado
-90°C a -60ºC
61,20 m³
Almoxarifado de insumos Climatizado
15ºC a 25ºC
250,55 m²/1.127,48 m³
Doca para carga e descarga Climatizado
15ºC a 25ºC
60,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
*O Porte V adota um pé direito até o forro igual a 4,50 metros para fins do presente manual.
**Dentro do ambiente armazenagem e controle (ultrafreezer), foram considerados equipamentos destinados à armazenagem de vacinas 
ultracongeladas que eventualmente poderão existir a depender do laboratório produtor.
Observação: capacidade total de armazenagem de imunobiológicos = 551,20 m³,
conforme destacado.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 177
Quadro 51 Atribuição-meio: apoio logístico. Infraestrutura predial
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio logístico
a) Unidade funcional – infraestrutura predial
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente para equipamento de geração
de energia elétrica alternativa/gerador
Conforme a 
necessidade
11,00 m²
Área técnica para instalação dos 
equipamentos externos do Sistema de 
Aquecimento, Ventilação, Ar-condicionado 
e Refrigeração (Avac-R)
Conforme a 
necessidade
A depender da demanda e modelo 
do sistema
Ambiente para instalação do quadro 
elétrico e inversor de energia fotovoltaica
Conforme a 
necessidade 7,50 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 52 Atribuição-meio: limpeza e zeladoria
ATRIBUIÇÃO-MEIO
b) Unidade funcional – limpeza e zeladoria
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Depósito de Material de Limpeza (DML) 
com tanque – (2x)
Conforme a 
necessidade
2,60 m²
Ambiente destinado à higienização
de insumos
Conforme a 
necessidade
16,60 m²
Ambiente de armazenamento temporário 
de resíduos
Conforme a 
necessidade
3,30 m²
Abrigos externos com capacidade reduzida 
para resíduos comuns
Conforme a 
necessidade
5,00 m²
Abrigos externos com capacidade reduzida 
para resíduos recicláveis
Conforme a 
necessidade
5,00 m²
Abrigos externos com capacidade reduzida 
para resíduos de saúde
Conforme a 
necessidade
5,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
178 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quadro 53 Atribuição-meio: conforto e higiene
ATRIBUIÇÃO-MEIO
c) Unidade funcional – conforto e higiene
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Ambiente de recepção e espera Conforme a 
necessidade
19,50 m²
Sanitário da recepção (acessível a PcD) Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Sanitários administração feminino Conforme a 
necessidade
9,00 m²
Sanitários administração masculino Conforme a 
necessidade
9,00 m²
Sanitário administração (acessível a PcD) Conforme a 
necessidade
3,50 m²
Sanitários/vest. funcionários feminino Conforme a 
necessidade
22,90 m²
Sanitários/vest. funcionários masculino Conforme a 
necessidade
16,50 m²
Sala de estar para funcionários Conforme a 
necessidade
26,00 m²
Guarda/vestiário de EPIs Conforme a 
necessidade
8,40 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 54 Atribuição-meio: central de administração de materiais e equipamentos
ATRIBUIÇÃO-MEIO
d) Unidade funcional – central de administração de materiais e equipamentos
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Almoxarifado de equipamentos/
materiais administrativos
Conforme a 
necessidade
6,00 m²
Ambiente climatizado para instalação de 
servidores
Conforme a 
necessidade
2,60 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 179
Quadro 55 Atribuição-meio: apoio técnico
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio técnico
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Copa de apoio Conforme a 
necessidade
5,50 m²
Copa/refeitório Conforme a 
necessidade
27,50 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 56 Atribuição-meio: ensino e pesquisa
ATRIBUIÇÃO-MEIO: ensino e pesquisa
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Sala de aula/treinamento Conforme a 
necessidade
36,20 m²
Auditório Conforme a 
necessidade
70,00 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Quadro 57 Atribuição-meio: apoio administrativo
ATRIBUIÇÃO-MEIO: apoio administrativo
Ambiente Climatização Dimensionamento mínimo m²
Sala de reuniões Conforme a 
necessidade
20,20 m²
Diretor-geral Conforme a 
necessidade
11,80 m²
Diretor administrativo Conforme a 
necessidade
9,70 m²
Apoio administrativo Conforme a 
necessidade
68,60 m²
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
Área total construída mínima de 1.321,00 m²
180 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
17.6.1 Relação ambiente/equipamento/material permanente
A Relação Nacional de Equipamentos e Materiais Permanentes (Renem) financiáveis 
para o SUS foi criada por meio da Portaria GM/MS n.º 3134, de 17 de dezembro de 2013, e 
incorporada à Portaria de Consolidação n.º 6, de 28 de setembro de 2017, para gerir os itens 
financiáveis para o SUS e padronizar suas nomenclaturas permitindo a efetiva gestão deles 
(Brasil, 2013a; 2017d).
Os itens pertencentes à Renem são considerados equipamentos para a saúde e materiais 
permanentes, e devem se enquadrar nos critérios estabelecidos pela Portaria STN n.º 
448/2002, nos quais são considerados e observados aspectos como a durabilidade e 
transformabilidade dos materiais permanentes (Brasil, 2002).
Para fins do presente Manual, a Renem será levada em consideração com objetivo 
de determinar os equipamentos e materiais permanentes presentes nos ambientes que 
compõem a CRF.
17.7 Dimensionamento da Sala de Imunização – SI
17.7.1 Organização da SI
O leiaute da SI deve ser elaborado com foco na excelência dos serviços de imunização. 
A equipe de projeto deve prever, desde os primeiros esboços, a definição da qualidade do 
espaço e a segurança do contexto relacionado aos serviços ofertados: usuário, profissional, 
produto e espaço arquitetônico.
O leiaute arquitetônico apresentado neste Manual pode ser reproduzido para assegurar 
que o projeto e o detalhamento subsequente sejam executados apenas com as adequações 
necessárias às especificidades locais de sua implantação.
O aprimoramento contínuo dos processos vinculados contribuirá para gestão dos riscos 
e a qualificação dos serviços prestados na sala de imunização.
Na organização do ambiente para realização da administração de imunobiológicos, a Sala 
de Imunização deve dispor de uma configuração suficiente para o atendimento seguro dos 
usuários nas atividades a que se propõe, conforme a Figura 45.
 SAIBA MAIS! 
Para saber mais sobre a Renem, acesse: https://consultafns.saude.gov.
br/#/equipamento/completa.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 181
Figura 45 Leiaute da Sala de Imunização
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
 SAIBA MAIS! 
Para consultar as especificações sobre o leiaute da Sala de Imunização, consulte 
o site: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio. 
182 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Quanto à temperatura, recomenda-se a climatização do ambiente, evitando riscos 
indesejados de exposição dos imunobiológicos que venham a comprometer a potência 
imunogênica dos produtos. O controle adequado da temperatura do ambiente garantirá o 
conforto térmico dos usuários e profissionais.
A RDC n.º 50/2002, suas atualizações e outras legislações pertinentes deverão ser 
consideradas com o objetivo de garantir a adequada disposição dos equipamentos e dos 
mobiliários, bem como fluxo de movimentação em condições ideais para a realização das 
atividades (Anvisa, 2003).
17.8 Dimensionamento da Sala de Vacinação – SV
17.8.1 Organização da SV
O leiaute da SV deve ser elaborado com foco na excelência dos serviços de vacinação.
A equipe de projeto deve prever, desde os primeiros esboços, a definição da qualidade do 
espaço e segurança do contexto relacionado aos serviços ofertados: usuário, profissional, 
produto e espaço arquitetônico (Figura 46).
Os ambientes e itens obrigatórios da Sala de Vacinação devem atender a RDC n.º 197/2017 
e estar em conformidade com a RDC n.° 50/2002 e suas atualizações (Anvisa, 2002a; 2002b; 
2003; 2011a 2023).
Quando da utilização de equipamento de refrigeração, recomenda-se utilizar datalogger
para o monitoramento contínuo de temperatura, para que, nos casos de falha do equipamento, 
possa ser realizada uma análise do tempo que a vacina ficou exposta a temperatura fora do 
padrão recomendado. 
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 183
Figura 46 Leiaute da Sala de Vacina
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
 SAIBA MAIS! 
Para consultar as especificações sobre o leiaute da Sala de Vacinação, consulte
o site: https://somasus.saude.gov.br/.
184 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
17.9 Dimensionamento da Unidade Móvel de Vacinação – UMV
Veículo com possibilidade de adaptação para abrigar uma sala de vacinação, com espaço 
interno suficiente e medidas ergonômicas que permitam o desenvolvimento de atividades 
relacionadas à vacinação e à instalação de equipamentos e materiais permanentes, compatíveis 
com os requisitos mínimos de projeto.
Quando da aprovação e definição da adaptação anteriormente citada, o leiaute interno 
e externo do veículo deverá atender, no mínimo, aos aspectos referenciados a seguir e aos 
equipamentos e materiais permanentes apresentados na Figura 47:
• Oferecer condições técnicas, térmicas e de conectividade apropriadas para as atividades 
de vacinação extramuros.
• Atender as regulamentações e normas técnicas do Inmetro, Conselho Nacional de 
Trânsito (Contram), Conama, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 
entre outras.
• Ser passível de adaptação para conter reservatórios de água potável, de forma a suprir 
as demandas de consumo e de armazenamento de água servida.
• Ser passível de adaptação para abrigar as instalações complementares necessárias ao 
desenvolvimento das atividades de vacinação extramuros.
• Adotar divisórias para separação dos ambientes destinados às atividades de vacinação 
e o habitáculo do motorista.
• Possuir acessos adequados facilitando os fluxos de entrada e saída do veículo.
• Conter sistema de ar-condicionado compatível com as atividades a serem executadas 
no ambiente de vacinação, independentemente do sistema do veículo.
• Apresentar todos os revestimentos internos em material totalmente lavável e de fácil 
assepsia.
• Ter banco baú ou lugares independentes em quantidade adequada para o desenvolvimento 
das atividades.
• Ter mesa fixa dobrável para atendimento.
• Conter cadeiras fixas em quantidade adequada para o desenvolvimento das atividades.
• Contar com armários constituídos de material impermeável de fácil higienização, com 
gavetas com divisória interna e a lateral dos nichos ser fechada com grades resistentes 
para favorecer a circulação de ar.
• Ter bancada constituída de material impermeável de fácil higienização com cuba redonda 
em aço inox e torneira monocomando inox com acionamento com os pés.
• Possuir bomba pressurizada para abastecimento de água para a torneira da pia.
• Possuir caixa de água potável, com capacidade adequada para consumo da unidade.
• Possuir caixa para armazenamento de água servida com esvaziamento pela parte externa 
do veículo.
• Ter câmara científica refrigerada, com capacidade adequada para o desenvolvimento 
das atividades de vacinação programadas.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 185
• Conter painel eletrônico para divulgação de informações referentes às ações de vacinação 
extramuros.
• Contar com equipamento para comunicação entre a sala de vacinação e habitáculo
do motorista.
• Possuir toldo/membrana na parte lateral e traseira do veículo.
• Contar com escada para acesso e saída ao veículo com suporte para fixação quando não 
estiver em uso.
• Ter lixeira com tampa e acionamento por pedal.
• Contar com suporte confeccionado em compensado naval de 15 mm para caixa de 
perfurocortante.
• Possuir dispensador de álcool em gel com sistema de válvula e sistema antivazamento 
fabricado em plástico de alto impacto.
• Possuir dispensador de papel interfolhado, fabricado em plástico de alto impacto.
• Possuir dispensador de sabonete líquido, com sistema de válvula e sistema 
antivazamento, fabricado em plástico de alto impacto.
• Ter inversor para acionamento da câmara científica refrigerada.
• Contar com baterias auxiliares.
• Ser personalizado com impressão digital colorida em material vinil de primeira linha 
com espessura padrão internacional.
Figura 47 Leiaute da Unidade Móvel de Vacina
Fonte: CGGI/DPNI/SVSA/MS (2025).
186
Referências
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Declaração do expedidor para artigos perigosos. Brasília, DF: Anac, 2021. Revisão B. 
Disponível em: https://www.anac.gov.br/assuntos/legislacao/legislacao-1/iac-e-is/is/is￾175-011/@@display-file/arquivo_norma/IS175-011B.pdf. Acesso em: 14 out. 2024.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Guia para a qualificação de 
transporte dos produtos biológicos. Brasília, DF: Anvisa, 2017b. Disponível em: https://
www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/medicamentos/publicacoes￾sobre-medicamentos/guia-para-a-qualificacao-de-transporte-dos-produtos￾biologicos.pdf/view. Acesso em: 14 out. 2024.
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de 7 de março de 2024. Aprova a lista de Normas Técnicas para a certificação de conformidade 
dos equipamentos sob regime de Vigilância Sanitária. Brasília, DF: Anvisa, 2024b. Disponível em: 
https://anvisalegis.datalegis.net/action/UrlPublicasAction.php?acao=abrirAtoPublico&num_
ato=00000283&sgl_tipo=INM&sgl_orgao=DC/ANVISA/MS&vlr_ano=2024&seq_
ato=000&cod_modulo=310&cod_menu=9431. Acesso em: 3 out. 2024.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Manual de Vigilância Sanitária 
sobre o Transporte de Material Biológico Humano para Fins de Diagnóstico Clínico. 
Brasília, DF: Anvisa, 2015b. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/
sangue/transporte-de-material-biologico/manual-de-transporte-de-material￾biologico-humano.pdf. Acesso em: 22 out. 2024.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Nota Técnica n. 6/2024/SEI/
GRECS/GGTES/DIRE3/ANVISA. Orientações sobre Gerenciamento de Resíduos de Serviços 
de Saúde em Aldeias Indígenas. Brasília, DF, 2024c. Disponível em: https://www.gov.br/
anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/notas￾tecnicas-vigentes. Acesso em: 9 fev. 2025.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Relatório de Mapeamento 
de Impactos – REMAI. Brasília, DF: Anvisa, 2020b. Disponível em: https://
www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/regulamentacao/air/analises-de-impacto￾regulatorio/2020/25351-553215_2009-66-e-25351-937022_2018-13-rotulagem-de￾medicamentos-e-manual-de-identidade-visual-de-medicamentos-do-ms.pdf/view. 
Acesso em: 18 out. 2024.
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 187
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Resolução - RDC nº 751, de 
15 de setembro de 2022. Dispõe sobre a classificação de risco, os regimes de notificação 
e de registro, e os requisitos de rotulagem e instruções de uso de dispositivos médicos. 
Diário Oficial da União: seção 1, ed. 180, p. 172, 21 set. 2022b. Disponível em: https://www.
in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-751-de-15-de-setembro-de-2022-430797145. 
Acesso em: 4 out. 2024.
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Colegiada - RDC nº 51, de 6 de outubro de 2011. Dispõe sobre os requisitos mínimos para 
a análise, avaliação e aprovação dos projetos físicos de estabelecimentos de saúde no 
Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e dá outras providências. Brasília, DF: 
Anvisa, 2011b. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/
rdc0051_06_10_2011.html. Acesso em: 9 jul. 2024.
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Colegiada – RDC nº 40, de 26 de agosto de 2015. Define os requisitos do cadastro de 
produtos médicos. Brasília, DF: Anvisa, 2015a. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/
bvs/saudelegis/anvisa/2015/rdc0040_26_08_2015.pdf. Acesso em: 4 out. 2024.
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de 8 de outubro de 2020. Dispõe sobre as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem 
e de Transporte de Medicamentos. Brasília, DF: Anvisa, 2020a. Disponível em: https://
www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-de-diretoria-colegiada-rdc-n-430-de-8-de￾outubro-de-2020-282070593. Acesso em: 8 jul. 2024.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Resolução RDC nº 55, de 16 
de dezembro de 2010. Dispõe sobre o registro de produtos biológicos novos e produtos 
biológicos e dá outras providências. Brasília, DF: Anvisa, 2010. Disponível em: http://
portal.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/res0055_16_12_2010.pdf/7e0571b2-
5d9b-4a92-b844-d9b665b185c4. Acesso em: 1 nov. 2024.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Resolução RDC nº 63, de
25 de novembro de 2011. Estabelece os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para 
os Serviços de Saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2011a. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.
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orçamento de referência de obras e serviços de engenharia, contratados e executados com 
recursos dos orçamentos da União, e o Decreto nº 11.855, de 26 de dezembro de 2023, que 
dispõe sobre termos de compromisso relativos às transferências obrigatórias de recursos 
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200
Glossário
Auditoria: processo sistemático, independente e documentado para avaliar a extensão do 
atendimento a requisitos especificados.
Atribuição-fim: tem como atividade recebimento, organização, armazenamento, conservação 
e distribuição de imunobiológicos e insumos correlacionados.
Atribuição-meio: tem como atividade o suporte e a execução das atividades-fim.
Cadeia de Frio (CF): é o processo logístico da Rede de Frio para conservação dos 
imunobiológicos, desde o laboratório produtor até o usuário, incluindo as etapas de 
recebimento, armazenamento, distribuição e transporte, de forma oportuna e eficiente, 
assegurando a preservação de suas características originais.
Calibração: operação que estabelece relação entre os valores de grandezas, indicados por um 
instrumento ou sistema de medição, e os correspondentes valores, fornecidos por padrões e 
materiais de referência, todos com as suas incertezas de medição.
Câmara fria refrigerada: equipamento destinado ao armazenamento e à conservação de 
grandes volumes de imunobiológicos, em temperaturas positivas (2°C a 8°C)
Câmara fria congelada: equipamento destinado ao armazenamento e à conservação de 
grandes volumes de imunobiológicos, em temperaturas negativas -35°C a -15°C
Câmara científica refrigerada: é um equipamento projetado para armazenar em temperaturas 
positivas, entre 2°C e 8°C.
Câmara climática: ambiente fechado dentro do qual a temperatura e umidade do ar podem 
ser controladas dentro de faixas de umidade a uma dada temperatura especificada (exemplo: 
almoxarifado de insumos para vacinação).
Câmara térmica: câmara ou espaço fechado em que a temperatura interna pode ser controlada 
dentro de limites especificados. 
Central de Rede de Frio: é a estrutura física com recursos de estrutura, equipamento, 
profissionais, metodologia e processos apropriados à manutenção da Cadeia de Frio.
Correlato: substância, produto, aparelho ou acessório não enquadrado nos conceitos 
anteriores, cujo uso ou aplicação esteja ligado à defesa e proteção da saúde individual ou 
coletiva, à higiene pessoal ou de ambientes, a fins diagnósticos e analíticos, aos cosméticos 
e perfumes e, ainda, aos produtos dietéticos, óticos, de acústica médica, odontológicos
e veterinários.
201 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Efetividade: capacidade de produzir os resultados desejados; a habilidade de um sistema
de desenvolver o trabalho para o qual foi projetado. A medida do grau com que se pode esperar 
que o sistema desempenhe seus objetivos e propósitos.
Eficácia: medida baseada em evidências científicas de como um produto cria o efeito clínico 
esperado em determinada população. Efeito da tecnologia em condições ideais de uso.
Embalagem: invólucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento removível ou 
não, destinado a cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter, especificamente ou não, 
medicamentos.
Embalagem primária: recipiente destinado ao acondicionamento e envase de medicamentos, 
que mantém contato direto com eles.
Embalagem secundária: acondicionamento que está em contato com a embalagem primária
e que constitui um envoltório ou qualquer outra forma de proteção, removível ou não, podendo 
conter uma ou mais embalagens primárias.
Embalagem terciária: recipiente destinado a conter uma ou várias embalagens secundárias.
Equipamento de Proteção Individual (EPI): todo dispositivo ou produto, de uso individual 
utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis a ameaçar a segurança 
e a saúde no trabalho.
Espaço de trabalho: parte do volume interno da câmara em que as condições específicas
de temperatura devem ser mantidas.
Estabilização de temperatura: manutenção da temperatura de set point alcançada em todos 
os pontos do espaço de trabalho.
Excursão de temperatura: é um desvio das condições de conservação aprovadas para um 
produto por um determinado período, seja durante a armazenagem ou o transporte.
Freezer científico: é o equipamento indicado para a conservação dos imunobiológicos e 
armazenamento de bobinas reutilizáveis. São equipamentos projetados conservação na 
temperatura, entre -35°C a -15°C.
Grandeza: propriedade de um fenômeno, de um corpo ou de uma substância, que pode ser 
expressa quantitativamente sob a forma de um número e de uma referência.
Imunobiológicos: são produtos termolábeis (sensíveis ao calor e ao frio), fotossensíveis 
(sensíveis à luz), que compreendem vacinas, soros, imunoglobulinas e anticorpos 
monoclonais, capazes de proteger, reduzir a severidade ou combater doenças específicas
e agravos, por meio de imunidade ativa ou passiva. 
Manutenção corretiva: manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane destinada
a recolocar algum item em condições de executar uma função requerida. 
Manutenção preditiva: baseada na monitoração dos “sinais vitais” do item, ou seja, por 
meio de um conjunto de atividades sistemáticas, a fim de promover o acompanhamento das 
variáveis ou dos parâmetros que indicam o desempenho dos equipamentos, visando, dessa 
forma, definir a necessidade ou não de intervenção. 
202 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Manutenção preventiva: manutenção efetuada em intervalos predeterminados, ou de acordo 
com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do 
funcionamento de algum item. 
Material da embalagem: substância utilizada na produção de um componente da embalagem 
(ex.: vidro, plástico, alumínio etc.).
Não conformidade: componente, material de fabricação ou produto acabado fora das 
especificações, antes ou após sua distribuição.
Orientação por processos e informações: conjunto de processos que agregam valor às 
partes, sendo que a tomada de decisão e execução das ações devem mensurar e analisar
o desempenho, além de incluir os riscos relacionados.
Procedimento: forma especificada de executar alguma atividade ou processo.
Qualificação: é tida como um estágio da validação, normalmente usada para equipamentos, 
instalações, utilidades e sistemas. A qualificação de um equipamento envolve a verificação 
para a confirmação da funcionalidade, antes e após a instalação, sendo apenas uma etapa do 
processo de validação e, individualmente, não é suficiente para validá-lo.
Qualificação de Instalação (QI): verifica, sob condições específicas, se a instalação,
as utilidades e os instrumentos do equipamento estão em conformidade com as especificações 
de projeto e as normas vigentes. Quando aplicável, avalia-se a adequação das instalações 
elétricas, hidráulicas e lógicas, climatização e condições ambientais, acesso à área e estrutura 
de lajes e fundações, bem como a disponibilidade do manual técnico.
Qualificação de Operação (QO): consiste na comprovação, por meio de testes, de que 
o equipamento opera conforme o previsto e atende às necessidades do processo ao qual
se destina. Essa qualificação deve incluir a calibração, a avaliação de parâmetros críticos
e os itens de segurança, a realização de testes em condições-limite, a verificação dos itens 
especificados e o treinamento dos usuários.
Qualificação de Desempenho (QD): refere-se à verificação sistemática da eficácia do 
equipamento no processo, podendo ser realizada em conjunto com a validação do processo 
no qual o equipamento está envolvido.
Quarentena: retenção temporária de matérias-primas, materiais de embalagem, produtos 
intermediários, a granel ou terminados. Esses devem ser mantidos isolados fisicamente 
ou por outros meios eficazes, enquanto aguardam decisão sobre sua liberação, rejeição ou 
reprocessamento.
Rede de Frio (RF): sistema amplo que inclui a estrutura técnico-administrativa orientada 
pelo PNI, por meio de normatização, planejamento, avaliação e financiamento, visando
à manutenção adequada da Cadeia de Frio.
Registro de produto: o registro de um produto na(Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa) é um requisito legal indispensável e obrigatório para a comercialização de itens 
relacionados à saúde no Brasil, como os equipamentos para o armazenamento e transporte 
dos imunobiológicos. Esse processo certifica que o produto atende às exigências da legislação 
sanitária vigente, assegurando sua qualidade, segurança e eficácia para os consumidores.
203 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Registro: documento por escrito ou automatizado, testemunho ou prova que apresenta 
resultados obtidos ou fornece evidências de atividades realizadas.
Set point ou temperatura de controle: valor configurado no equipamento com a finalidade 
de obter a temperatura desejada ou condição especificada.
Sistema de gestão da qualidade: sistema de gestão para dirigir e controlar a organização, 
no que diz respeito à qualidade.
Tecnovigilância: é o conjunto de ações que visam à segurança sanitária dos produtos para a 
saúde na pós-comercialização: estudos, análises, investigações do somatório de informações 
reunidas a respeito do desempenho de um produto.
Validação: é o ato documentado que atesta que qualquer procedimento, processo, 
equipamento, material, operação ou sistema realmente conduza aos resultados esperados.
Vacinação extramuros: consiste na oferta de serviços de vacinação em ambientes externos, 
com o objetivo de ampliar o acesso e a cobertura vacinal da população. As estratégias de 
vacinação extramuros incluem diferentes modalidades, envolvendo ações de: bloqueio vacinal, 
varreduras, intensificação, domiciliar, drive thru, entre outras; e locais de difícil acesso.
A escolha da estratégia adequada deve considerar fatores como a necessidade da população, a 
frequência de execução das atividades e situações emergenciais. Esses aspectos influenciam 
diretamente a seleção e o dimensionamento dos equipamentos e insumos necessários para 
a realização das ações.
Verificação: confirmação e documentação, quando válida, da evidência objetiva de que 
os requisitos especificados foram alcançados. A verificação inclui o processo de examinar 
os resultados de uma atividade para determinar a conformidade com as especificações 
estabelecidas para aquela atividade e assegurar que o produto esteja adequado ao uso 
pretendido.
Uniformidade de temperatura (gradiente): máxima diferença de temperatura entre os valores 
médios, depois da estabilização, em qualquer instante, entre dois pontos separados no espaço 
de trabalho.
Ultrafreezer: é um equipamento especializado utilizado para armazenar vacinas que 
necessitam de temperaturas extremamente baixas, utilizados para armazenamento de vacinas 
na faixa de temperatura entre -90°C a -60°C.
Anexos
205
Anexo A
Mapa de Registro para Monitoramento de Temperatura Diário – 
Câmara Refrigerada
Fonte: Adaptadas recomendações da OMS. Modelo disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
206
Anexo B
Mapa de Registro para Monitoramento de Temperatura Diário – 
Freezer Científico
Fonte: Adaptadas recomendações da OMS. Modelo disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
207
Anexo C
Mapa de Registro para Monitoramento de Temperatura Diário – 
Ultrafreezer
Fonte: Adaptadas recomendações da OMS. Modelo disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
208
Anexo D
Mapa de Registro para Monitoramento de Temperatura
de Caixa Térmica de Uso Diário
Fonte: Adaptadas recomendações da OMS. Modelo disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
209
Anexo E
Mapa Ilustrativo
MAPA ILUSTRATIVO
Instituição:
Localização do equipamento (área): Armazenamento:
Responsável: Contato: (XX) 2222-2222
Data da instalação: XX/XX/XXXX Garantia: 1 ano (mínimo)
Marca/modelo: AAAA/BBBB Nº Série:
Capacidade: 111 litros Tensão:
Tempo de Uso: Preventiva: XX/XX/XXXX
Manutenção: Empresa, telefone Próxima 
preventiva: XX/XX/XXXX
Set Point +5ºC (desejável)
Temp. Max. + 7ºC (desejável)
Temp. Min. + 3ºC (desejável)
Compartimento Imunobiológico Lab./
Lote Validade Entrada Saída
1º Vac. 
Poliomielite XXX XX/XX/XXXX XX/XX
XX/XX
2º
3º
4º
5º
6º
7º
Fonte: Brasil, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
210
Anexo F
Modelo de Protocolo para Qualificação de Caixa Térmica
Campo 1: Logotipo da instituição
É recomendável a colocação do logotipo do laboratório.
Campo 2: Título do documento
Neste campo deve constar o nome dado ao documento, por exemplo: “Protocolo de Qualificação de 
Caixa Térmica sob Refrigeração de 2°C a 8°C”.
Campo 3: Versão
Neste campo deve constar o número da versão do documento
Campo 4: Número do documento
Neste campo deve constar o número ou código alfanumérico a ser definido pela instituição.
Campo 5: Elaborado por
Neste campo deve constar o nome e o cargo da pessoa ou das pessoas que elaboraram o documento. 
Deve constar também a data em que foi concluída a elaboração do documento, com sua respectiva 
aprovação.
Nome:______________________________
Cargo:______________________________
Data da elaboração:_____/____/_________
Campo 6: Aprovado por
Neste campo deve constar o nome e o cargo da pessoa ou das pessoas que aprovaram o documento. 
Deve constar também a data em que foi concluída a aprovação do documento.
Nome:______________________________
Cargo:______________________________
Data da elaboração:_____/____/_________
Campo 7: 1 – INTRODUÇÃO
Neste campo deve ser feita a apresentação do documento em questão, externando a sua relevância 
e os benefícios advindos da realização desta atividade. As motivações e as circunstâncias para a 
realização da qualificação da caixa térmica também devem constar deste campo.
Campo 8: 2 – OBJETIVOS
Neste campo devem constar o objetivo geral e os objetivos específicos, descritos no infinitivo e 
de maneira clara. Exemplo: registrar, por meio de protocolo, o desempenho verificado da caixa 
térmica utilizada para o armazenamento das vacinas durante as atividades diárias de rotina 
mantém a temperatura controlada de 2°C a 8 °C e garantem homogeneidade térmica em seu 
interior.
Campo 9: 3 – ABRANGÊNCIA E RESPONSABILIDADES
Detalhar neste campo as áreas e pessoas da instituição que estarão envolvidas na realização do 
estudo das ações realizadas para atestar e documentar que a caixa térmica funciona corretamente 
e leva ao resultado esperado. As responsabilidades a serem exercidas durante o estudo de validação 
devem ser devidamente definidas e descritas neste campo.
211 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Campo 10: 4 – REFERÊNCIAS
Neste campo deve haver a descrição de todos os documentos utilizados para a elaboração deste 
protocolo, bem como dos documentos a que este protocolo faz referência.
Campo 11: 5– PROCEDIMENTO
Este campo foi subdividido em subitens, cabendo ao estabelecimento decidir a forma que melhor 
retrata seu processo.
5.1 – Montagem da caixa térmica
Neste campo deve estar descrito o procedimento detalhado da montagem da caixa térmica 
previamente estabelecido ou deve ser referenciado o documento no qual tais informações se 
encontram. É importante que estejam definidos os materiais a serem utilizados (marca/modelo da 
caixa térmica, tipo de bobina reutilizável marca/modelo, termômetro, datalogger etc.), bem como 
as configurações de embalagem, com as respectivas quantidades de bobina reutilizável e a ser 
acondicionado em cada caixa.
Nota: deve-se informar qual a finalidade da qualificação que será conduzida, ou seja, qualificação 
de caixa térmica para transporte ou para uso diário no estabelecimento de saúde. 
5.2 – Ambientação das bobinas
Neste campo devem constar o procedimento para ambientação das bobinas reutilizáveis nas faixas 
de temperatura nas quais os imunobiológicos devem estar armazenados e/ou transportados.
5.3 – Materiais
Todos os materiais necessários ao processo de ambientação das bobinas e montagem das caixas 
previamente definido devem estar descritos neste campo. Sua identificação e suas especificações, 
bem como a identificação dos fornecedores dos materiais, devem constar deste documento.
5.4 – Processo de qualificação
Descrever em detalhes os procedimentos a serem adotados para a realização da qualificação, bem 
como os parâmetros a serem monitorados (temperatura e tempo) e os critérios de aceitação para 
uma qualificação bem-sucedida. Deve-se prever a realização de, no mínimo, três procedimentos 
consecutivas, estabelecendo o número máximo e mínimo de imunobiológicos a ser armazenado 
e/ou transportado em uma caixa térmica, a quantidade de bobina reutilizável a ser utilizado, 
a distribuição dos monitores de temperatura eletrônico (exemplo: datalogger) no interior da 
caixa térmica (caso caiba) e para o monitoramento e a certificação do tempo de vida fria. Figuras 
ilustrando a distribuição dos elementos do acondicionamento, a organização dos imunobiológicos 
e a localização da posição do monitor de temperatura são úteis para o melhor entendimento da 
tarefa em questão. Deve-se anexar o relatório do monitoramento de temperatura registrado 
durante o processo que qualificação.
Nota: os monitores de temperatura devem estar devidamente calibrados por laboratórios 
acreditados pelo Inmetro, que é o órgão responsável por estabelecer os critérios para a acreditação 
de organismos de certificação. As cópias dos certificados de calibração dos instrumentos utilizados 
para o monitoramento de temperatura na qualificação da caixa térmica devem ser fornecidas e 
devem constar como anexos do relatório da qualificação da caixa térmica.
Campo 12: 6 – CONTROLES DE MUDANÇA
Deve conter a previsão das ações a serem tomadas para a execução de uma alteração ou correção do 
processo de montagem da caixa durante ou após o término da qualificação da caixa térmica.
Fonte: adaptadas recomendações da OMS. Modelo disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
212
Anexo G
Modelo de Protocolo de Validação de Transporte
Campo 1: Logotipo da instituição
É recomendável a colocação do logotipo do laboratório.
Campo 2: Título do documento
Neste campo deve constar o nome dado ao documento, por exemplo: “Protocolo de Validação de 
Transporte de Imunobiológicos sob Refrigeração”.
Campo 3: Versão
Neste campo deve constar o número da versão do documento.
Campo 4: Número do documento
Neste campo deve constar o número ou código alfanumérico a ser definido pela instituição.
Campo 5: Elaborado por
Neste campo deve constar o nome e o cargo da pessoa ou das pessoas que elaboraram o documento. 
Deve constar também a data em que foi concluída a elaboração do documento, com sua respectiva 
aprovação.
Nome:______________________________
Cargo:______________________________
Data da elaboração:_____/____/_________
Campo 6: Aprovado por
Neste campo deve constar o nome e o cargo da pessoa ou das pessoas que aprovaram o documento. 
Deve constar também a data em que foi concluída a aprovação do documento.
Nome:______________________________
Cargo:______________________________
Data da elaboração:_____/____/_________
Campo 7: 1 – INTRODUÇÃO
Neste campo deve ser feita a apresentação do documento em questão, externando a sua relevância 
e os benefícios advindos da realização desta atividade. As motivações e as circunstâncias para a 
realização da validação de transporte também devem constar deste campo.
Campo 8: 2 – OBJETIVOS
Neste campo devem constar o objetivo geral e os objetivos específicos, descritos no infinitivo e de 
maneira clara.
Campo 9: 3 – ABRANGÊNCIA E RESPONSABILIDADES
Detalhar neste campo as áreas e pessoas da instituição que estarão envolvidas na realização do 
estudo de validação, bem como no processo de transporte de rotina. As responsabilidades a serem 
exercidas durante o estudo de validação devem ser devidamente definidas e descritas neste campo.
Campo 10: 4 – REFERÊNCIAS
Neste campo deve haver a descrição de todos os documentos utilizados para a elaboração deste 
protocolo, bem como dos documentos a que este protocolo faz referência.
213 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Campo 11: 5– PROCEDIMENTO
Este campo foi subdividido em subitens, cabendo ao laboratório decidir a forma que melhor retrata 
seu processo.
5.1 – Processos de transporte
Neste campo deve estar descrito o procedimento detalhado do processo de transporte dos 
imunobiológicos previamente estabelecido ou deve ser referenciado o documento onde tais 
informações se encontram. Descrever a rota de transporte, como o tempo, as variações térmicas 
esperadas (máxima e mínima), o modal utilizado, a solução de transporte mais adequada, 
paradas esperadas/ planejadas, características dos produtos. É importante que estejam definidos 
os materiais a serem utilizados (documentos de transporte e monitoramento de temperatura, 
carrinho de transporte de caixas, veículo marca e modelo).
5.2 – Condições de armazenamento e transporte dos imunobiológicos
Neste campo devem constar as faixas de temperatura nas quais os materiais devem estar 
armazenados durante o transporte.
5.3 – Materiais
Todos os materiais necessários ao processo de transporte dos imunobiológicos previamente 
definido devem estar descritos neste campo (exemplo: documentos de transporte e 
monitoramento de temperatura, carrinho de transporte, veículo refrigerado, marca e modelo do 
veículo, caneta prancheta). Sua identificação e suas especificações, bem como a identificação dos 
fornecedores dos materiais, devem constar neste documento.
5.4 – Processo de validação
Descrever em detalhes os procedimentos a serem adotados para a realização da validação, bem 
como os parâmetros a serem monitorados (temperatura e tempo) e os critérios de aceitação 
para uma validação bem-sucedida. Deve-se prever a realização de, no mínimo, três corridas 
consecutivas, estabelecendo o número máximo e mínimo de imunobiológico a ser transportado em 
uma caixa, o formato de monitoramento de temperatura e o tempo de transporte a ser validado. 
Figuras e/ou imagens ilustrando os processos durante o transporte são úteis para o melhor 
entendimento da tarefa em questão.
Nota: se forem usados termômetros de temperatura, estes devem estar devidamente calibrados. 
Cópias dos certificados dos instrumentos utilizados na calibração devem ser fornecidas pela 
empresa que realizou a calibração de tais registradores e devem constar como anexos do relatório 
de validação.
Campo 12: 6 – CONTROLES DE MUDANÇA
Deve conter a previsão das ações a serem tomadas para a execução de uma alteração ou correção do 
processo de transporte validado durante ou após o término da validação.
Fonte: adaptadas recomendações da OMS. Modelo disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
214
Anexo H
Modelo de Relatório do Resultado de Validação de Transporte
Campo 1: Logotipo da instituição
É recomendável a colocação do logotipo da instituição.
Campo 2: Título do documento
Neste campo deve constar o nome dado ao documento, por exemplo: “Protocolo de Validação de 
Transporte...”.
Campo 3: Versão
Neste campo deve constar a o número da versão do documento.
Campo 4: Número do documento
Neste campo deve constar o número ou código alfanumérico a ser definido pela instituição.
Campo 5: Elaborado por 
Neste campo deve constar o nome e o cargo da pessoa ou das pessoas que elaboraram o 
documento. Deve constar também a data em que foi concluída a elaboração do documento, com 
sua respectiva aprovação.
Nome:______________________________
Cargo:______________________________
Data da elaboração:_____/____/_________
Campo 6: Aprovado por
Neste campo deve constar o nome e o cargo da pessoa ou das pessoas que aprovaram o documento. 
Deve constar também a data em que foi concluída a aprovação do documento.
Nome:______________________________
Cargo:______________________________
Data da elaboração:_____/____/_________
Campo 7: 1 – INTRODUÇÃO
Neste campo deve ser feita a apresentação do documento em questão, fazendo referência ao seu 
respectivo Protocolo de Validação.
Campo 8: 2 – OBJETIVOS
Neste campo devem constar o objetivo geral e os objetos específicos definidos no Protocolo de 
Validação.
Campo 9: 3 – ABRANGÊNCIA E RESPONSABILIDADES
Detalhar neste campo as áreas e pessoas da instituição que estiveram envolvidas na realização 
do estudo de validação. As responsabilidades relacionadas ao estudo de validação devem estar 
descritas neste campo.
Campo 10: 4 – REFERÊNCIAS
Descrever neste campo os documentos consultados para a elaboração deste documento, bem como 
aqueles utilizados durante a execução da validação de transporte.
215 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Campo 11: 5 – PROCEDIMENTO
Este campo foi subdividido em subitens, cabendo ao serviço decidir a forma mais adequada ao seu 
processo.
5.1 – Processos de transporte
Neste campo deve estar descrito o processo de transporte previamente estabelecido ou deve 
ser referenciado o documento no qual tais informações se encontram. Devem constar, ainda, 
informações relacionadas à execução do estudo, por exemplo, a data em que foi realizado o estudo 
e o número de corridas realizadas, bem como as suas respectivas configurações de embalagem. 
Qualquer ocorrência fora do previsto deve ser relatada e seu impacto deve ser avaliado, bem como 
devem ser descritas as eventuais ações tomadas no transcorrer do estudo.
5.2 – Dados e resultados
Apresentar todos os dados e resultados obtidos durante o estudo frente aos critérios de aceitação 
previamente definidos no Protocolo de Validação. Tabelas podem ser úteis para a melhor 
visualização dos dados. Tratamento estatístico dos dados também pode ser utilizado, caso seja 
possível sua aplicação.
Campo 12: 6 – CONCLUSÃO
Neste campo deve estar descrita a conclusão sobre a validação de transporte, ou seja, deve estar 
claramente escrito se o processo de transporte está validado ou não, cabendo as considerações 
pertinentes sobre o processo. Determinações, recomendações e possíveis ajustes também podem 
estar contemplados neste campo.
Campo 13: 7 – CONTROLES DE MUDANÇA
Deve contemplar qualquer processo de controle de mudanças realizado durante ou após o término 
da validação. Em cada um deles deve constar uma seção referente à avaliação de impacto.
Campo 14: 8 – REVALIDAÇÃO
Geralmente os procedimentos e critérios para a condução de uma revalidação constam do Plano 
Mestre de Validação previsto na Política de Validação do Serviço; caso julgar pertinente, porém,
o serviço poderá fazer constar neste campo tais informações.
Fonte: adaptadas recomendações da OMS. Modelo disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
216
Anexo I
Modelo de Checklist para Unidade Móvel de Vacinação
OBSERVAÇÕES: _____________________________________________________________________
______________________________________________________
Assinatura e carimbo do Enfermeiro Responsável
MODELO CHECK LIST VACIMÓVEL
EQUIPE: DATA: / / 
LOCAL:
INSUMOS EM FUNCIONAMENTO
Álcool 70% ( ) SIM ( ) NÃO
Agulhas 20x5,5 ( ) SIM ( ) NÃO
Agulhas 25x6 ( ) SIM ( ) NÃO
Agulhas 25x8 ( ) SIM ( ) NÃO
Algodão ( ) SIM ( ) NÃO
Caixa de pérfuro cortante ( ) SIM ( ) NÃO
Cartão de Vacina ( ) SIM ( ) NÃO
Curativos ( ) SIM ( ) NÃO
Pasta com impressos (boletins, controle de temperatura, etc.) ( ) SIM ( ) NÃO
Papel toalha ( ) SIM ( ) NÃO
Sabão ( ) SIM ( ) NÃO
Seringas de 1 ml/ 3ml/ 5 ml ( ) SIM ( ) NÃO
ACERVO/MOBILIÁRIO
Ar condicionado ( ) SIM ( ) NÃO
Armário ( ) SIM ( ) NÃO
Banco com cinto de segurança ( ) SIM ( ) NÃO
Bancada de trabalho ( ) SIM ( ) NÃO
Baterias internas ( ) SIM ( ) NÃO
Cabo de energia externa ( ) SIM ( ) NÃO
Cadeiras (2) ( ) SIM ( ) NÃO
Câmara de vacinas ( ) SIM ( ) NÃO
Escadas móveis (2) ( ) SIM ( ) NÃO
Galão com armazenamento de água ( ) SIM ( ) NÃO
Haste de abertura do toldo/toldo retrátil ( ) SIM ( ) NÃO
Holofote ( ) SIM ( ) NÃO
Inversor ( ) SIM ( ) NÃO
Internet ( ) SIM ( ) NÃO
Mesa Retrátil ( ) SIM ( ) NÃO
Notebook ( ) SIM ( ) NÃO
Pedal de acionamento da pia ( ) SIM ( ) NÃO
Pen-drive ( ) SIM ( ) NÃO
Pia com torneira ( ) SIM ( ) NÃO
Suportes de sabão ( ) SIM ( ) NÃO
Televisão e controle remoto ( ) SIM ( ) NÃO
Tomadas ( ) SIM ( ) NÃO
Fonte: adaptadas recomendações da OMS. Modelo disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes.
217
Anexo J
Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde
Grupo/Subgrupo Descrição
GRUPO A Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas 
características, podem apresentar risco de infecção.
Subgrupo A1
(Aplicável na Rede
de Frio)
Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de 
produtos biológicos, exceto os medicamentos hemoderivados; descarte 
de vacinas de microrganismos vivos, atenuados ou inativados; meios 
de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou 
mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética. 
– Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à 
saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação 
biológica por agentes classe de risco 4, microrganismos com relevância 
epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença emergente 
que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de 
transmissão seja desconhecido. – Bolsas transfusionais contendo sangue 
ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, 
ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta. 
– Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos 
corpóreos, recipientes e materiais resultantes do processo de assistência
à saúde contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre.
Subgrupo A2
(Não aplicável
na Rede de Frio)
Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes
de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação 
de microrganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de 
animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância 
epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou 
não a estudo anatomopatológico ou confirmação diagnóstica.
Subgrupo A3
(Não aplicável
na Rede de Frio)
Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação
sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor 
que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que 
não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo 
paciente ou seus familiares
Subgrupo A4
(Não aplicável
na Rede de Frio)
Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados. 
– Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante 
de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa, entre outros similares. – 
Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina 
e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam 
suspeitos de conter agentes classe de risco 4, e nem apresentem relevância 
epidemiológica e risco de disseminação, ou microrganismo causador de 
doença emergente que se torne epidemiologicamente importante, ou cujo 
mecanismo de transmissão seja desconhecido 54, ou com suspeita de 
contaminação com príons. – Resíduos de tecido adiposo proveniente de 
lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que 
gere esse tipo de resíduo. – Recipientes e materiais resultantes do processo 
de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na 
forma livre. – Peças anatômicas (órgãos e tecidos), incluindo a placenta, 
e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos 
anatomopatológicos ou de confirmação diagnóstica. – Cadáveres, carcaças, 
peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais 
não submetidos a processos de experimentação com inoculação de 
microrganismos. – Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual 
pós-transfusão.
218 Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente / Ministério da Saúde
Subgrupo A5
(Não aplicável
na Rede de Frio)
Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons, de 
casos suspeitos ou confirmados, bem como quaisquer materiais resultantes 
da atenção à saúde de indivíduos ou animais, suspeitos ou confirmados, 
e que tiveram contato com órgãos, tecidos e fluidos de alta infectividade 
para príons. – Tecidos de alta infectividade para príons são aqueles assim 
definidos em documentos oficiais pelos órgãos sanitários competentes.
GRUPO B
(Aplicável na Rede
de Frio)
Resíduos contendo produtos químicos que apresentam periculosidade à 
saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de 
inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, 
teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade. – Produtos farmacêuticos 
– Resíduos de saneantes, desinfetantes, desinfetantes; resíduos contendo 
metais pesados; reagentes para laboratório, inclusive os recipientes 
contaminados por estes. – Efluentes de processadores de imagem 
(reveladores e fixadores). – Efluentes dos equipamentos automatizados 
utilizados em análises clínicas. – Demais produtos considerados perigosos: 
tóxicos, corrosivos, inflamáveis e reativos.
GRUPO C
(Não aplicável
na Rede de Frio)
Qualquer material que contenha radionuclídeo em quantidade superior
aos níveis de dispensa especificados em norma da Cnen e para os quais
a reutilização é imprópria ou 55 não prevista. – Enquadra-se neste grupo
o rejeito radioativo proveniente de laboratório de pesquisa e ensino na área 
da saúde, laboratório de análise clínica, serviço de medicina nuclear
e radioterapia, segundo Resolução da Cnen e Plano de Proteção Radiológica 
aprovado para a instalação radiativa.
GRUPO D (Aplicável 
na Rede de Frio)
Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico 
à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos 
domiciliares. – Papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos, 
peças descartáveis de vestuário, gorros e máscaras descartáveis, resto 
alimentar de paciente, material utilizado em antissepsia e hemostasia 
de venóclises, luvas de procedimentos que não entraram em contato 
com sangue ou líquidos corpóreos, equipo de soro, abaixadores de língua 
e outros similares não classificados como A1; – sobras de alimentos e 
do preparo de alimentos; – resto alimentar de refeitório; – resíduos 
provenientes das áreas administrativas; – resíduos de varrição, flores, 
podas e jardins; – resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde; – 
forrações de animais de biotérios sem risco biológico associado. – Resíduos 
recicláveis sem contaminação biológica, química e radiológica associada. 
– Pelos de animais.
GRUPO E
(Aplicável na Rede
de Frio)
Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de 
barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, 
pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; 
ponteiras de micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os 
utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta 
sanguínea e placas de Petri) e outros similares.
219
Anexo K
Identificação dos Grupos dos Resíduos de Serviços de Saúde
O grupo A é identificado, no mínimo, pelo símbolo de risco 
biológico, com rótulo de fundo branco, desenho e contornos 
pretos, acrescido da expressão RESÍDUO INFECTANTE.
RESÍDUO INFECTANTE
O grupo B é identificado por meio de símbolo e frase de risco 
associados à periculosidade do resíduo químico. Observação – 
outros símbolos e frases do GHS também podem ser utilizados. 
Devem ser utilizados, de acordo com o risco do resíduo.
O grupo C é representado pelo símbolo internacional de presença 
de radiação ionizante (trifólio de cor magenta ou púrpura) em 
rótulo de fundo amarelo, acrescido da expressão MATERIAL 
RADIOATIVO, REJEITO RADIOATIVO ou RADIOATIVO.
REJEITO RADIOATIVO
O grupo D deve ser identificado conforme definido pelo órgão
de limpeza urbana. 
VIDRO
PLÁSTICO
PAPEL
METAL
ORGÂNICO
O grupo E é identificado pelo símbolo de risco biológico,
com rótulo de fundo branco, desenho e contorno preto,
acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE.
RESÍDUO PERFUROCORTANTE
220
Equipe técnica
Colaboração da 6ª edição:
Ana Catarina de Melo Araújo – CGICI/DPNI/SVSA 
Adriane Braga do Couto – SMS Betim – MG
Adriano Ferreira Matos – Rede de Frio/SES-MG 
Amanda Rodrigues Albertoni – CGICI/DPNI/SVSA 
Brielly Rios de Sousa Mendes – CGGI/DPNI/SVSA
Bruna Battaglia de Medeiros –DPNI/SVSA/MS
Bruno Farias de Carvalho – CGGI/DPNI/SVSA
Cleia Soares Martins – Rede de Frio/SES-AM
Denildes Pereira de Lima Moura – CGPO/SVSA
Douglas Oliveira Carmo Lima – CGSAT/DVSAT/SVSA/MS
Elaine Alves da Silva – Rede de Frio Sinop/SES-MT
Elder Marcos de Morais – NGI/DPNI/SVSA
Evelin Placido dos Santos – SBIm
Felipe Gomes – Anvisa 
Helencarla dos Santos Ferreira – Dsei-Yanomani 
Hélio Junji Shimozako – CGGI/DPNI/SVSA
Kamila Fernanda Vieira Carrero – CGICI/DPNI/SVSA
Karina Brito da Costa – CGGI/DPNI/SVSA
Luciano Lyra – CGGI/DPNI/SVSA 
Mayra Martho Moura de Oliveira – SBIm
Maria Aparecida Affonso Boller – INCQS
Nathalie Alves Agripino – DPNI/SVSA/MS 
Priscila Caldeira Alencar de Souza – CGICI/DPNI/SVSA
Rodrigo Silvério de Oliveira Santos – CGSAT/DVSAT/SVSA/MS
Tatiana dos Santos Castilhos – Rede de Frio/SES-RS
Tereza Luiza de Souza Pereira – Rede de Frio/SES-DF
Thaynara Kerinlline de Alencar Faustino – CGGI/DPNI/SVSA 
Vânia Rebouças Barbosa Vanden Broucke – Rede de Frio/SES-BA
Walter de Campos – CGGI/DPNI/SVSA
Willian Gomes da Silva – CGGI/DPNI/SVSA 
Zuleika Santos e Silva – Rede de Frio/SES-GO
Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações 221
Colaboração da 5ª edição:
Ana Catarina de Melo Araújo
Antonia Maria da Silva Teixeira
Claudia Cury Gonçalves Braga 
Isabella Lima Siman 
Karla Calvette Costa 
Líbia Roberta de Oliveira Souza 
Patricia Carla Sitônio Lima de Almeida 
Ricardo Gadelha de Abreu 
Sirlene de Fátima Pereira
Revisão da 5ª edição: 
Adélia Maria dos Santos
Flávio Oliveira da Silva
Isabella Lima Siman
Maria Helena Carreiro Barros de Almeida 
Patrícia S. M. Freire Glowacki 
Regiane Tigulini de Souza Jordão 
Renato Rocha da Cruz 
Rosângela Bezerra Brito Guimarães
Revisão da 4ª edição: 
Adélia Maria dos Santos 
Denise Bastos Arduini 
João Leonel Batista Estery 
Maria Cristina Ferreira Lemos 
Marta Casagrande Koehgler 
Patrícia S. M. Freire Glowacki 
Regina Célia Silva de Oliveira 
Walquiria Gonçalves dos Santos 
Teles Yeda Célia Silva Eugênio
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bvsms.saude.gov.br

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